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Quem é John Ternus, sucessor de Tim Cook no comando da Apple

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 20/04/2026 18:46

Tecnologia Quem é John Ternus, sucessor de Tim Cook no comando da Apple Mudança, anunciada nesta segunda-feira, foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração da companhia. Novo CEO assumirá o cargo em 1º de setembro. Por Redação g1 — São Paulo

A Apple anunciou nesta segunda-feira (20) que Tim Cook deixará o comando da empresa e passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração.

O atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, John Ternus, assumirá como novo diretor-executivo (CEO) da companhia a partir de 1º de setembro de 2026.

Ternus ingressou na Apple em 2001, na equipe de design de produtos. Em 2013, tornou-se vice-presidente de Engenharia de Hardware e, em 2021, passou a integrar o time executivo como vice-presidente sênior da área.

Ao longo de sua trajetória na empresa, liderou o desenvolvimento de hardware em diversas categorias e teve papel central no lançamento de novas linhas de produtos, como iPad e AirPods, além de sucessivas gerações de iPhone, Mac e Apple Watch.

Segundo a companhia, seu trabalho com a linha Mac contribuiu para tornar a categoria mais poderosa e popular globalmente em seus 40 anos de história. Entre os projetos recentes, está o lançamento do MacBook Neo, voltado a ampliar o acesso à experiência Mac.

Mais recentemente, sua equipe liderou a reformulação da linha iPhone, com destaque para os modelos iPhone 17 Pro e Pro Max, o iPhone Air, de design mais fino e resistente, e o iPhone 17.

Sob sua liderança, a empresa também avançou nos AirPods, com melhorias em cancelamento de ruído e recursos voltados à saúde auditiva.

Ternus também liderou iniciativas voltadas à durabilidade e confiabilidade dos produtos, além de avanços em materiais e design de hardware que reduziram a pegada de carbono.

Entre as medidas estão o uso de alumínio reciclado em diferentes linhas, titânio impresso em 3D no Apple Watch Ultra 3 e melhorias na reparabilidade dos dispositivos.

Antes de ingressar na Apple, trabalhou como engenheiro mecânico na Virtual Research Systems. Ternus é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia.

Em comunicado, a fabricante informou que a mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e faz parte de um processo de planejamento de sucessão conduzido ao longo de vários anos.

“Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada, que tem demonstrado um compromisso inabalável em enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo”, disse Cook.

O executivo entrou para a Apple em 1998 e assumiu o cargo de CEO em 2011, quando Steve Jobs deixou a função.

À frente da empresa, Cook supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços. Entre eles estão novas categorias, como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de plataformas como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music.

Durante sua gestão, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — um aumento superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou no período, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões no ano fiscal de 2025.

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Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e Ternus será novo CEO

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 17:59

Tecnologia Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO Sob a liderança de Cook, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões, um avanço superior a 1.000%. A mudança no comando ocorre no momento em que a companhia completa 50 anos. Por Redação g1 — São Paulo

A Apple anunciou nesta segunda-feira (20) que Tim Cook deixará o comando da empresa e passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração.

O atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, John Ternus, será o novo diretor-executivo (CEO) da companhia a partir de 1º de setembro de 2026.

Em comunicado, a fabricante informou que a mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e faz parte de um processo de planejamento de sucessão conduzido ao longo de vários anos.

“Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada, que tem demonstrado um compromisso inabalável em enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo”, disse Cook.

Tim Cook entrou para a Apple em 1998. Tornou-se CEO em 2011 e supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços, incluindo novas categorias como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de serviços que vão do iCloud e Apple Pay ao Apple TV e Apple Music. Ele também teve atuou na expansão de linhas de produtos já existentes.

Sob a liderança de Cook, o valor de mercado da Apple cresceu de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — um aumento superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões no ano fiscal de 2025.

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Ipsos-Ipec: 90% dos brasileiros acreditam que conflito entre EUA, Israel e Irã terá impacto na economia do país

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 17:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%Oferecido por

Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta segunda-feira (20) mostra que 90% dos brasileiros acreditam que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã trará impactos na economia do país.

Segundo o levantamento, 65% avaliam que a economia será "muito afetada", enquanto 25%, "um pouco".

Aqueles que consideram que "não afetará "a economia brasileira são 6% e os que não sabem ou não responderam, 5%.

O levantamento aponta para um consenso sobre o a possibilidade do aumento de preços. Para nove em cada dez brasileiros, a guerra vai afetar diretamente os preços dos combustíveis (92%), dos alimentos (91%), do gás de cozinha (89%) e a inflação (89%).

Além da economia, 76% consideram que as relações diplomáticas do Brasil com outros países sofrerão reflexos.

A ação militar dos EUA e de Israel causou destruição no Irã desde o início da guerra, em fevereiro — Foto: GETTY IMAGES

Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta segunda-feira (20) mostra que 90% dos brasileiros acreditam que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã trará impactos na economia do país. Segundo o levantamento, 65% avaliam que a economia será "muito afetada", enquanto 25%, "um pouco".

Aqueles que consideram que "não afetará "a economia brasileira são 6% e os que não sabem ou não responderam, 5%.

O levantamento aponta para um consenso sobre o a possibilidade do aumento de preços. Para nove em cada dez brasileiros, a guerra vai afetar diretamente os preços dos combustíveis (92%), dos alimentos (91%), do gás de cozinha (89%) e a inflação (89%). Além da economia, 76% consideram que as relações diplomáticas do Brasil com outros países sofrerão reflexos.

Segundo Márcia Cavallari, diretora-geral da Ipsos-Ipec, a percepção de impacto econômico demonstra que a população está receosa com os reflexos no bolso e atenta às consequências globais do conflito. O brasileiro também mostra que tem uma visão crítica sobre a necessidade do ataque que desencadeou a guerra e, nesse cenário, deixa claro que o governo brasileiro deve adotar uma postura de neutralidade, uma política externa que não se alinhe a nenhum dos dois lados.

A pesquisa Ipsos-Ipec foi realizada entre os dias 8 e 12 de abril e entrevistou 2 mil pessoas em 130 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Quanto ao posicionamento diplomático, o levantamento mostra que 83% da população defende que o Brasil adote uma postura neutra no conflito. O apoio explícito ao bloco liderado por Estados Unidos e Israel soma 10%, enquanto a adesão à posição do Irã é de 2%. Não sabem ou não responderam foram 5%.

A percepção de neutralidade é acompanhada por uma visão crítica sobre o início das hostilidades, segundo a Ipsos-Ipec: 64% dos entrevistados consideram que o ataque conjunto de EUA e Israel em 28 de fevereiro — que resultou na morte do líder supremo iraniano — foi "totalmente desnecessário" ou "desnecessário".

O levantamento também mediu o nível de receio da população com a segurança nacional do país. Para 67% dos brasileiros, o conflito representa um risco à segurança do Brasil.

No campo humanitário, 75% demonstram preocupação com a segurança de suas próprias famílias e 70% com a vida de brasileiros que residem no Oriente Médio. O temor se estende aos civis da região: 57% se dizem preocupados com israelenses e 55% com iranianos.

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Indicado ao Fed, Warsh promete respeitar independência do BC, mas com limites

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 15:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,973-0,21%Dólar TurismoR$ 5,172-0,16%Euro ComercialR$ 5,859-0,1%Euro TurismoR$ 6,106-0,11%B3Ibovespa196.205 pts0,24%MoedasDólar ComercialR$ 4,973-0,21%Dólar TurismoR$ 5,172-0,16%Euro ComercialR$ 5,859-0,1%Euro TurismoR$ 6,106-0,11%B3Ibovespa196.205 pts0,24%MoedasDólar ComercialR$ 4,973-0,21%Dólar TurismoR$ 5,172-0,16%Euro ComercialR$ 5,859-0,1%Euro TurismoR$ 6,106-0,11%B3Ibovespa196.205 pts0,24%Oferecido por

O indicado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para comandar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve afirmar aos parlamentares, em audiência de confirmação marcada para terça-feira (21), que está "comprometido em garantir que a condução da política monetária permaneça estritamente independente".

O financista Kevin Warsh, de 56 anos e ex-diretor do Fed, também dirá aos integrantes do Comitê Bancário do Senado que pretende colaborar com o governo e com o Congresso em temas que não dizem respeito diretamente à política monetária.

"Estou igualmente comprometido em trabalhar com o governo e com o Congresso em questões não monetárias que fazem parte das atribuições do Fed", afirmará.

Nas falas preparadas, Warsh diz que a independência do banco central deve ser preservada especialmente nas decisões sobre política monetária. "Esse grau de independência não se estende a toda a gama de suas funções mandatadas pelo Congresso", afirmou.

Segundo ele, os responsáveis pelas decisões do Fed não têm direito à mesma "deferência especial" em temas como gestão de recursos públicos, regulamentação e supervisão bancária ou questões ligadas às finanças internacionais.

Indicado para substituir o atual chair do Fed, Jerome Powell, Warsh também promete promover mudanças na instituição. Segundo ele, a tendência de organizações grandes e complexas de manter o status quo pode ser "prejudicial" em um cenário de rápidas transformações.

"Em uma época que estará entre as mais importantes da história de nossa nação, acredito que um Federal Reserve voltado para a reforma pode fazer uma diferença real para o povo norte-americano", disse.

Warsh foi diretor do Fed entre 2006 e 2011. Em seu discurso, ele retoma críticas que vem fazendo ao banco central desde que deixou o cargo. Segundo ele, o Fed deve "permanecer em sua faixa" e evitar avançar sobre temas que considera ligados à política fiscal ou social.

No passado, Warsh usou essa expressão para criticar iniciativas do banco central, como estudos sobre os efeitos econômicos das mudanças climáticas e a meta de pleno emprego "inclusivo". Nos últimos anos, o Fed reduziu significativamente o foco na questão climática.

Warsh também afirma que a independência do banco central pode ficar fragilizada se a instituição não cumprir seu mandato de garantir a estabilidade dos preços, definido pelo Congresso.

"A inflação baixa é a armadura do Fed, sua proteção vital contra as investidas e flechas […] Portanto, quando a inflação aumenta — como aconteceu nos últimos anos — os cidadãos sofrem graves danos … (que) também podem perder a fé em nosso sistema de governança econômica, levantando dúvidas se a independência da política monetária é tudo o que se espera".

A audiência de confirmação de Warsh no Senado está prevista para começar às 10h no horário local (11h em Brasília), na terça-feira.

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Musk ignora convocação da França para depor sobre o X

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 14:09

Tecnologia Musk ignora convocação da França para depor sobre o X Bilionário havia sido convocado pela Justiça francesa para depoimento voluntário. Investigação mira algoritmos do X e uso do assistente de IA Grok para gerar conteúdo ilegal. Por Deutsche Welle

O bilionário Elon Musk não compareceu nesta segunda-feira (20) a uma oitiva voluntária convocada pela Justiça francesa no âmbito de uma investigação contra sua rede social X.

A promotoria de Paris informou à agência de notícias AFP que "tomou nota da ausência das primeiras pessoas convocadas", sem citar Musk nominalmente.

A convocação havia sido emitida em fevereiro, após autoridades realizarem buscas nos escritórios do X em Paris. A operação compõe um inquérito iniciado em janeiro de 2025, que apura alegações de que o algoritmo do X teria sido usado para interferir na política francesa.

Na ocasião, a ex-diretora-geral da empresa Linda Yaccarino também foi convocada para depoimento voluntário. Outros funcionários do X foram chamados na condição de testemunhas.

O processo posteriormente se estendeu também a outros supostos crimes, como a cumplicidade na divulgação de pornografia infantil. O Grok, assistente de IA incorporado à rede social, foi repetidamente usado para gerar e divulgar conteúdos negacionistas e imagens falsas de caráter sexual.

A plataforma nega qualquer irregularidade e vem classificando a ação como "abusiva". Semanas antes, Musk usou a plataforma para insultar as autoridades francesas.

A ausência do empresário e de Yaccarino "não constitui um obstáculo para a continuidade das investigações", afirmou o Ministério Público. Os promotores não têm autoridade para usar a força a fim de obrigar a pessoa a comparecer à oitiva.

A investigação sobre o X na França compõe uma reação internacional mais ampla contra o Grok, após o agente de IA ser usado sem filtro para sexualizar imagens de mulheres e crianças por meio de simples instruções escritas.

Cerca de 3 milhões de imagens sexualizadas foram geradas na plataforma em apenas 11 dias, apontou no final de janeiro o Centro de Combate ao Ódio Online, uma ONG de combate à desinformação.

No final de janeiro, a União Europeia também abriu uma investigação contra o X devido ao conteúdo gerado pelo Grok.

Musk recebeu nesta segunda-feira o apoio do cofundador do Telegram, Pavel Durov, que também está sendo investigado pela Justiça francesa por atividades em sua plataforma.

"A França de [Emmanuel] Macron está perdendo legitimidade ao utilizar investigações criminais como arma para reprimir a liberdade de expressão e a privacidade", escreveu Durov nas redes sociais. Ele foi preso em 2024 pela unidade francesa de crimes cibernéticos, sob acusações que incluíam cumplicidade com o crime organizado.

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Empresa dos EUA anuncia compra de mineradora brasileira de terras raras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 11:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,03%Dólar TurismoR$ 5,178-0,05%Euro ComercialR$ 5,8680,05%Euro TurismoR$ 6,105-0,12%B3Ibovespa196.217 pts0,25%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,03%Dólar TurismoR$ 5,178-0,05%Euro ComercialR$ 5,8680,05%Euro TurismoR$ 6,105-0,12%B3Ibovespa196.217 pts0,25%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,03%Dólar TurismoR$ 5,178-0,05%Euro ComercialR$ 5,8680,05%Euro TurismoR$ 6,105-0,12%B3Ibovespa196.217 pts0,25%Oferecido por

A companhia norte-americana USA Rare Earth anunciou, nesta segunda-feira (20), um acordo para adquirir a mineradora brasileira Serra Verde Group.

A transação ocorre em meio ao esforço dos Estados Unidos e aliados para reduzir a dependência da China no mercado de "terras raras".

A Serra Verde é proprietária da mina de Pela Ema, localizada no estado de Goiás. A unidade é a única produtora em larga escala, fora da Ásia, dos quatro elementos de terras raras magnéticas essenciais para produção de imãs em tecnologias avançadas.

A companhia norte-americana USA Rare Earth anunciou, nesta segunda-feira (20), um acordo para adquirir a mineradora brasileira Serra Verde Group. O negócio está avaliado em aproximadamente US$ 2,8 bilhões. As informações constam em comunicado oficial divulgado pela própria empresa nesta segunda (20).

A transação ocorre em meio ao esforço dos Estados Unidos e aliados para reduzir a dependência da China no mercado de 'terras raras'.

A Serra Verde é proprietária da mina de Pela Ema, localizada no estado de Goiás. A unidade é a única produtora em larga escala, fora da Ásia, dos quatro elementos de terras raras magnéticas essenciais para produção de imãs em tecnologias avançadas.

Esses minerais são fundamentais para veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de defesa, por exemplo.

O pagamento será realizado por meio de uma combinação de recursos. A USA Rare Earth pagará US$ 300 milhões em dinheiro e emitirá cerca de 126,8 milhões de novas ações ordinárias para os acionistas da Serra Verde – o que totalizaria o valor bilionário.

Mineração Serra Verde é considerada a única operação fora da Ásia a produzir, em escala, os quatro elementos magnéticos essenciais de terras raras — Foto: Divulgação/Serra Verde

A transação visa criar uma líder global no setor de terras raras. A empresa combinada terá operações integradas que abrangem desde a mineração e processamento até a fabricação de metais e ímãs.

Em janeiro, a USA Rare Earth concordou com um pacote de financiamento de US$1,6 bilhão junto ao governo dos EUA, enquanto a Serra Verde, uma empresa privada, fechou um acordo de financiamento no valor de US$565 milhões com Washington em fevereiro.

A operação ganha ainda mais relevância porque, segundo a USA Rare Earth, a Serra Verde deve responder por mais de 50% da oferta de terras raras pesadas fora da China até 2027.

"A mina Pela Ema, da Serra Verde, é um ativo único e a única produtora fora da Ásia capaz de fornecer os quatro elementos de terras raras magnéticos em grande escala", disse Barbara Humpton, CEO da USA Rare Earth.

Terras raras: Brasil dá passo inédito para produzir ímãs com minério nacional;'Terras raras' são ponto-chave na geopolítica mundial, e Brasil tem potencial na área; entenda;UE negocia acordo de terras raras com o Brasil, diz presidente da Comissão Europeia.

O acordo já foi formalizado como “definitivo” entre as partes. No entanto, a aquisição ainda não foi finalizada operacionalmente. A previsão é que o fechamento do negócio ocorra no terceiro trimestre de 2026.

A conclusão da compra está sujeita a aprovações regulatórias e condições habituais de fechamento. Até lá, as empresas seguem cronogramas de integração.

Com a união, segundo o comunicado, executivos da mineradora brasileira assumirão papéis estratégicos na companhia norte-americana. Thras Moraitis, atual CEO da Serra Verde, assumirá a presidência e uma cadeira no conselho de administração. Mick Davis, atual presidente do conselho da Serra Verde, também passará a integrar o conselho da empresa compradora.

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Com guerra no Oriente Médio, mercado prevê inflação de 4,80% e juros mais altos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 11:01

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,981-0,05%Dólar TurismoR$ 5,180-0,02%Euro ComercialR$ 5,8660,01%Euro TurismoR$ 6,105-0,12%B3Ibovespa196.134 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,981-0,05%Dólar TurismoR$ 5,180-0,02%Euro ComercialR$ 5,8660,01%Euro TurismoR$ 6,105-0,12%B3Ibovespa196.134 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,981-0,05%Dólar TurismoR$ 5,180-0,02%Euro ComercialR$ 5,8660,01%Euro TurismoR$ 6,105-0,12%B3Ibovespa196.134 pts0,2%Oferecido por

Com a intensificação da guerra no Oriente Médio, analistas do mercado financeiro elevaram novamente a projeção para a inflação em 2026 e passaram a prever juros mais altos.

De acordo com a pesquisa do BC, o mercado passou a projetar que a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 4,80% neste ano, contra a projeção anterior de 4,71%.

As expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.Em 4,80% para este ano, a projeção do mercado financeiro supera o teto do sistema de metas — que é de 4,5%. O boletim anterior foi o primeiro, desde maio do ano passado, que o mercado estimou o estouro da meta de inflação em 2026.

Se confirmada a projeção, o IPCA ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%.

➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 3,91% para 3,99%;➡️ Para 2028, a previsão permaneceu em 3,60%.➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros. Contudo, comparativamente à semana passada, a queda projetada foi menor.

Atualmente, a taxa está em 14,75% ao ano — após o primeiro corte em quase dois anos (autorizado na semana passada pelo BC).

Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para a taxa Selic passou de 12,50 para 13% ao ano na última semana.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado passou para 11% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado subiu de 1,85% para 1,86%

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do IBGE.

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro baixou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,37 para R$ 5,30 por dólar.

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Dólar abre a R$ 4,98 com investidores de olho no impasse entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 09:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%Oferecido por

O dólar abriu estável nesta segunda-feira (20), recuando 0,04% por volta das 09h39, cotado a R$ 4,9873. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

A valorização do real frente ao dólar reflete o maior otimismo do mercado com os desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã parecia estar em risco nesta segunda-feira (20), após os EUA apreenderem um navio iraniano no fim de semana.

▶️ Israel e Líbano iniciaram, na quinta-feira, um cessar-fogo de 10 dias, segundo o Departamento de Estado dos EUA. A trégua abre espaço para negociações de um acordo permanente de segurança e paz e pode ser estendida por consenso.

▶️ O presidente do Líbano, Joseph Aoun, classificou as negociações diretas com Israel como “delicadas e cruciais” e afirmou que a prioridade agora é garantir o cumprimento da trégua — embora o país já tenha acusado Israel de violá-la nesta sexta-feira.

▶️ Teerã prometeu retaliar e agora colocou em dúvida sua participação na nova rodada de negociação de paz, prevista para começar nesta segunda (20) no Paquistão. Os EUA esperavam iniciar as negociações antes do término do cessar-fogo de duas semanas.

▶️ As Forças Armadas dos EUA impõem um bloqueio naval na entrada do Estreito de Ormuz, enquanto o Irã já reabriu e depois voltou a fechar a via marítima. Militares americanos interceptaram um navio cargueiro iraniano no Golfo de Omã no domingo (19).

O Irã anunciou nesta sexta-feira (17) a reabertura total do Estreito de Ormuz para embarcações enquanto durar o cessar-fogo com os EUA. O bloqueio da via marítima era um dos principais impasses nas negociações entre os dois países.

Segundo o governo iraniano, todos os navios podem voltar a circular livremente no período restante da trégua, que expira na quarta-feira (22). Após o anúncio, o preço do petróleo despencou.

"A passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã", declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que anunciou a reabertura.

Mais cedo, dados do site de monitoramento do transporte marítimo Kpler já mostravam que a circulação pelo estreito havia sido retomada.

Três petroleiros iranianos deixaram o Golfo do Irã , transportando 5 milhões de barris de petróleo bruto, os primeiros carregamentos desse tipo desde o bloqueio dos EUA aos portos iranianos, na segunda-feira (13).

As negociações por um cessar-fogo no Oriente Médio avançaram nos últimos dias após Israel e o Líbano concordarem com uma trégua temporária.

O acordo entrou em vigor na quinta-feira e estabelece uma pausa inicial de 10 dias nos confrontos, com o objetivo de abrir espaço para conversas que possam levar a um entendimento mais duradouro de segurança e paz entre os dois países.

A informação foi divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA. Segundo o órgão, o prazo da trégua pode ser ampliado caso haja acordo entre as partes durante as negociações.

No Líbano, o governo também reconhece a sensibilidade das conversas em curso. O presidente do país, Joseph Aoun, afirmou nesta sexta-feira (17) que as negociações diretas com Israel são “delicadas e cruciais”.

Segundo ele, a prioridade imediata das autoridades libanesas é garantir que o cessar-fogo seja respeitado.

Ainda assim, o país já acusou Israel de violar a trégua nesta sexta-feira, o que evidencia a fragilidade do acordo e os desafios para transformá-lo em uma solução mais permanente.

Enquanto as negociações avançam, outros países tentam reduzir os efeitos econômicos do conflito.

Em Paris, líderes da França e do Reino Unido reuniram dezenas de nações para discutir formas de reabrir o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e que foi bloqueada pela guerra envolvendo EUA, Israel e Irã.

A reunião reúne países que não participam diretamente do conflito, mas que buscam limitar seus impactos sobre a economia global.

Os EUA não fazem parte do planejamento da chamada Iniciativa de Liberdade de Navegação Marítima no Estreito de Ormuz.

Antes do encontro, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou em publicação na rede X que a missão voltada à segurança da navegação terá caráter “estritamente defensivo”.

Segundo ele, a iniciativa será conduzida por países que não estão envolvidos no conflito e só deverá avançar “quando as condições de segurança permitirem”.

Em Wall Street, os índices fecharam em alta nesta sexta-feira. O S&P 500 avançou 1,19%, aos 7.125,36 pontos. O Dow Jones subiu 1,79%, aos 49.447,92 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,52%, aos 24.468,48 pontos.

Na Europa, o fechamento das bolsas foi positivo. O índice pan-europeu STOXX 600 teve alta de 1,56%, aos 626,58 pontos.

O FTSE 100, da Bolsa de Londres, avançou 0,73%, aos 10.667,63 pontos, e o DAX, de Frankfurt, subiu 2,27%, aos 24.702,24 pontos. O CAC 40, de Paris, teve ganho de 1,97%, aos 8.425,13 pontos.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,9%, para 26.160,33 pontos, enquanto o índice de Xangai também terminou o pregão em leve queda, de 0,1%.

No Japão, o Nikkei caiu 1,8%, para 58.475,90 pontos, um dia depois de ter alcançado um recorde histórico. Já na Coreia do Sul, o índice Kospi também encerrou o pregão em baixa, com recuo de 0,6%.

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Braskem diz que Novonor assinou contrato para venda do controle da companhia

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 20/04/2026 09:50

Economia Negócios Braskem diz que Novonor assinou contrato para venda do controle da companhia Novo acionista controlador pode melhorar as perspectivas da Braskem, que enfrenta margens reduzidas e dívidas relacionadas aos danos de operações de mineração em Maceió. Por Redação g1

A Braskem divulgou nesta segunda-feira (20) que a Novonor e a NSP Investimentos assinaram contrato para vender o controle da petroquímica ao fundo de investimento em participação Shine I (Shine I FIP), assessorado pela IG4.

O contrato regula, entre outros pontos, os termos e condições para a venda judicial, pela NSP, ao FIP, que investe diretamente em empresas ao comprar participações com ações ordinárias e preferenciais, organizadas na Classe A.

Os papéis são de emissão da Braskem e equivalem a cerca de 50,1% das ações ordinárias e a aproximadamente 34,3% do capital social total da companhia.

O contrato prevê, ainda, a obrigação do FIP de requerer e protocolar junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de registro de oferta pública para a aquisição de até a totalidade das ações ordinárias e preferenciais em circulação da Braskem.

Em dezembro, a Braskem informou que a Novonor (ex-Odebrecht) assinou um acordo de exclusividade com a gestora de investimentos IG4 Capital para a venda de sua participação na empresa petroquímica.

Braskem vai investir em Triunfo, Montenegro, Nova Santa Rita e Rio Grande. — Foto: Braskem/Divulgação

A Braskem divulgou nesta segunda-feira (20) que a Novonor (ex-Odebrecht) e a NSP Investimentos assinaram contrato para vender o controle da petroquímica ao fundo de investimento em participação Shine I (Shine I FIP), assessorado pela IG4, informou a agência de notícias Reuters.

O contrato regula, entre outros pontos, os termos e condições para a venda judicial, pela NSP, ao Fundo de Investimento em Participações (FIP), que investe diretamente em empresas ao comprar participações com ações ordinárias (com direito a voto) e preferenciais (com prioridade em dividendos), organizadas na Classe A, ou seja, com regras próprias para os investidores.

Os papéis são de emissão da Braskem e equivalem a cerca de 50,1% das ações ordinárias e a aproximadamente 34,3% do capital social total da companhia.

O contrato prevê, ainda, a obrigação do FIP de requerer e protocolar junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de registro de oferta pública para a aquisição de até a totalidade das ações ordinárias e preferenciais em circulação da Braskem.

Em dezembro, a Braskem informou que a Novonor assinou um acordo de exclusividade com a gestora de investimentos IG4 Capital para a venda de sua participação na empresa petroquímica.

De acordo com o comunicado, a IG4 passará a dividir o controle da Braskem com a Petrobras, que hoje é o segundo maior acionista da companhia.

Na época, a a Novonor se comprometeu a transferir sua participação para um fundo administrado pela IG4, que passará a deter 50,111% do capital votante — ou seja, das ações que dão direito a voto nas decisões da empresa — e 34,323% do capital total da petroquímica.

A entrada de um novo acionista controlador é vista como um fator que pode ajudar a melhorar as perspectivas da Braskem, que enfrenta margens de lucro reduzidas no setor petroquímico e carrega dívidas relacionadas aos danos causados por antigas operações de mineração de sal em Maceió, no Nordeste.

Em outro comunicado, a IG4 afirmou que a operação envolve cerca de R$ 20 bilhões em dívidas, que estão garantidas por ações da própria Braskem — mecanismo conhecido como dívida com garantia em ações.

O acordo pode contribuir para reduzir o elevado endividamento da Novonor, que aumentou após o escândalo da Operação Lava Jato, há cerca de uma década. Na época, o grupo — então chamado de Odebrecht — ofereceu suas ações da Braskem como garantia em empréstimos de bilhões de reais.

A Novonor busca há anos vender sua participação de controle na Braskem, mas até dezembro não havia conseguido concluir uma negociação.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

O império empresarial bilionário da elite secreta de Cuba

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 08:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%Oferecido por

Especialistas indicam o ex-presidente cubano Raúl Castro e seu entorno como proprietários e operadores da holding multimilionária Gaesa — Foto: Getty Images via BBC

Enquanto Cuba enfrenta a escassez e os apagões, um conglomerado empresarial vinculado às Forças Armadas do país administra secretamente bilhões de dólares.

A Gaesa (Grupo de Administración Empresarial S. A.) não tem website, nem endereço de correio eletrônico institucional conhecido, nem canais oficiais de contato. Ela não publica balanços, nem aparece no orçamento estatal.

A Assembleia Nacional do Poder Popular e a Controladoria Geral da República de Cuba não podem auditar suas contas — mesmo com a empresa embolsando praticamente cada dólar recebido pelos negócios mais rentáveis do regime cubano: turismo, remessas financeiras, comércio exterior e missões médicas no estrangeiro.

A holding pertence às Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (FAR), mas também não está sob seu controle.

Em 2024, ela possuía bens no valor de pelo menos US$ 17,9 bilhões (cerca de R$ 89,4 bilhões), incluindo mais de US$ 14,4 bilhões (cerca de R$ 71,9 bilhões) em contas bancárias, segundo documentos vazados para o jornal americano Miami Herald.

Esta fortuna é maior que as reservas internacionais de países como o Equador, o Paraguai ou a República Dominicana. Ela ilustra a magnitude do império econômico representado pela Gaesa.

Tudo isso contrasta com a situação econômica de Cuba, um país praticamente falido, com queda acumulada de 15% do PIB nos últimos cinco anos e insolvente frente aos seus diversos credores internacionais.

Quase nove a cada 10 cubanos vivem em condições de extrema pobreza ou "sobrevivência", segundo estimou em 2025 o Observatório Cubano dos Direitos Humanos. E, neste ano, a crise no país se intensificou com apagões de várias horas por dia e com a escassez ainda maior de alimentos, combustíveis e medicamentos.

A miséria nas ruas de Havana contrasta com os modernos hotéis financiados pelas corporações da Gaesa, como a Torre K — Iberostar Selection Havana (esq.), inaugurada em 2025 — Foto: Getty Images via BBC

Nos últimos meses, o governo do presidente americano Donald Trump intensificou as sanções contra a ilha, com um bloqueio de facto do fornecimento de petróleo, que agravou os problemas de energia e abastecimento.

O contraste entre um Estado em bancarrota e a existência de uma entidade obscura que suga as principais fontes de receita sob o guarda-chuva militar levanta questões importantes que tentaremos responder a seguir.

A BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) tentou entrar em contato com o governo cubano por diversas vias, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

"A Gaesa funciona como uma grande holding, um polvo de vários braços que se apropriou da economia cubana em quase todos os seus setores rentáveis ao longo dos últimos 15 anos", explica Emilio Morales, presidente da consultoria Havana Consulting Group, que estuda a economia cubana.

Mas a Gaesa nasceu muito antes, na década de 1990. Ela era um mecanismo criado dentro das FAR para administrar empresas que operavam com divisas em plena crise econômica (o chamado Período Especial), após a queda da União Soviética (1922-1991).

Seu objetivo inicial era relativamente limitado: gerar recursos para as próprias Forças Armadas por meio de negócios vinculados ao turismo, comércio exterior e outros setores que captavam dólares.

A deterioração da saúde de Fidel Castro (1926-2016), até então líder hegemônico de Cuba, levou à ascensão ao poder do seu irmão Raúl, interinamente em 2006 e formalmente em 2008.

Desde então, o conglomerado começou a se expandir rapidamente e absorver empresas estatais estratégicas, entre elas a maior de todas: a Cimex.

"Ao se apropriar da Cimex, a Gaesa adquiriu toda a sua rede de empresas, dentro e fora de Cuba: corporações localizadas em paraísos fiscais como o Panamá, comércios varejistas em moeda local e em dólares, postos de gasolina, negócios imobiliários, exportação, importação, atacadistas…", explica Morales.

Durante anos, as remessas de dinheiro enviadas do exterior para Cuba através da americana Western Union foram canalizadas pela empresa Fincimex, controlada pela Gaesa (na foto, a sucursal da Western Union em Havana) — Foto: Getty Images via BBC

A holding foi englobando outras empresas rentáveis, como as especializadas no setor turístico Gaviota e Habaguanex, parte da operadora de internet Etecsa e a gestão do porto comercial de Mariel, o maior do país.

A Gaesa assumiu também o controle do Banco Financeiro Internacional (BFI), que opera as transações de Cuba com o exterior.

Na prática, a holding monopolizou quase todos os negócios que atraem dólares: o turismo, comércio, telecomunicações, bancos, remessas financeiras, logística e construção.

No papel, Cuba funciona em um sistema socialista, no qual a economia é monopólio do Estado. Mas a Gaesa não presta contas à Assembleia Nacional e mantém seus balanços em sigilo.

"Seus balanços são secretos, a imprensa cubana não a menciona e ela trabalha em total obscuridade", explica à BBC o economista Pavel Vidal, um dos maiores especialistas nas finanças de Cuba.

"E, na verdade, também não paga impostos e não aparece nos orçamentos do Estado, já que tem um orçamento independente. É uma economia dentro de outra", define ele.

Em julho de 2024, a então controladora-geral de Cuba, Gladys Bejerano, foi exonerada após 14 anos no cargo. Ela havia admitido, em um aparente descuido durante uma entrevista à agência de notícias EFE, que o Estado não teria jurisdição para auditar a Gaesa.

Três anos antes, em 2021, o então ministro das Forças Armadas de Cuba, Leopoldo Cintra Frías, foi suspenso, segundo fontes, pouco depois de tentar promover uma investigação interna sobre a holding multimilionária ligada à sua pasta.

Não se sabe ao certo, em nenhum dos dois casos, se as destituições foram relacionadas às suas incursões nos assuntos da Gaesa ou se foram meras coincidências. Bejerano e Cintra Frías eram septuagenários quando foram afastados dos seus respectivos cargos.

O general Luis Alberto Rodríguez López-Calleja, ex-genro de Raúl Castro, era considerado o cérebro e promotor da Gaesa até sua morte, em 2022 — Foto: Getty Images via BBC

O grupo empresarial foi presidido por anos pelo general Luis Alberto Rodríguez López-Calleja (1960-2022), ex-genro de Raúl Castro e considerado um dos homens mais poderosos do país.

Foi sob seu comando que a Gaesa assumiu o controle das principais empresas estatais, até se tornar a gigante que é hoje em dia.

Após a morte de Rodríguez López-Calleja, em 2022, a presidência do grupo passou para a sua vice, a generala-de-brigada Ania Guillermina Lastres.

Estes são os dois únicos nomes conhecidos deste conglomerado empresarial multimilionário. Mas quem forma a elite que controla a Gaesa e seus bens?

Sua estrutura empresarial é extremamente obscura. Não se sabe quem lidera seus órgãos de decisão, não há um organograma oficial e boa parte das suas empresas operam por meio de redes societárias de difícil rastreamento.

Mas investigações jornalísticas, documentos vazados e relatórios de acadêmicos que passaram anos estudando o grupo oferecem importantes indícios sobre a elite deste poderoso conglomerado.

Segundo Emilio Morales, o poder é concentrado em um grupo seleto e reduzido. "Não ultrapassa 15 pessoas", revela ele.

"Não são nomes públicos, são muito herméticos. Eles têm designado a cada empresa um profissional de informática, um contador e um oficial da contrainteligência, para supervisionar toda a parte contábil", prossegue Morales, mencionando o testemunho anônimo de um ex-funcionário da Gaesa.

Ele afirma que a holding usa o aparato militar para garantir que o controle das suas empresas e operações permaneça sem ser questionado, mas quem realmente manda não são os generais das Forças Armadas.

"Diosdado [Cabello, ex-presidente da Assembleia Nacional] tinha o dele, [Vladimir] Padrino [ex-ministro da Defesa] o seu, [Nicolás] Maduro, Delcy [Rodríguez, atual presidente] etc."

"Mas o caso de Cuba é diferente. Raúl Castro nunca quis que os generais tivessem poder financeiro. Os generais existem para controle político."

Neste sentido, o presidente da plataforma acadêmica Cuba Século 21, Juan Antonio Blanco, explica à BBC News Mundo que Raúl Castro sempre tentou "evitar que os generais se corrompessem, tendo acesso a grandes valores em dinheiro".

Por isso, "a Gaesa foi reservada para um grupinho de elite da família Castro e os mais próximos", garante ele. "Existe um ou outro general, sim, mas não porque sejam generais, mas porque eram incondicionais, historicamente próximos da família de Raúl Castro."

Assim, a elite do colosso empresarial (ou parte dela) seria o entorno familiar e militar do general Raúl Castro, hoje com 94 anos. Oficialmente aposentado, ele continua sendo o homem mais poderoso de Cuba, segundo os analistas.

O ex-presidente cubano Raúl Castro, com seu neto e guarda-costas Raúl Guillermo Rodríguez Castro, conhecido como o 'Caranguejo', que alguns especialistas relacionam à Gaesa — Foto: Getty Images via BBC

Raúl Castro tem quatro filhos: Déborah, Mariela, Nilsa e Alejandro Castro Espín. E também vários genros, netos e parentes próximos, que são vinculados a negócios e instituições importantes do poder.

Entre eles, estão seu influente ex-genro Luis Alberto Rodríguez López-Calleja, morto em 2022, e o seu neto e guarda-costas Raúl Guillermo Rodríguez Castro, conhecido como o "Caranguejo".

Rodríguez López-Calleja foi o artífice da grande transformação da Gaesa, antes uma limitada rede de empresas militares, em um gigantesco conglomerado que controla praticamente todas as atividades rentáveis do país.

Já em relação ao "Caranguejo", suas frequentes viagens ao Panamá na última década (foram mais de 20 entre 2024 e 2025, segundo fontes, muitas delas em aviões particulares) levaram muitas pessoas a associá-lo diretamente aos negócios milionários da holding.

Os especialistas também acreditam que o papel da atual presidente-executiva da Gaesa, Ania Guillermina Lastres, é principalmente operacional: ela representa e supervisiona a empresa, mas não faz parte do seu núcleo de proprietários, com poder de decisão e acesso aos seus fundos multimilionários.

O nome de Lastres é o único que se dá a conhecer neste emaranhado, já que não existe um organograma oficial.

A generala-de-brigada Ania Guillermina Lastres é a atual presidente da Gaesa, mas os especialistas colocam em dúvida seu real poder sobre a holding — Foto: Partido Comunista de Cuba (PCC)

Perguntar sobre o lado interno da Gaesa é como encontrar um muro pela frente. Muitas das suas empresas são estruturadas em redes de companhias e filiais, que ocultam os verdadeiros donos dos negócios.

"Os acionistas de uma empresa podem ser outra empresa; e, desta, uma outra empresa — uma cadeia de companhias, para que não se consiga realmente chegar ao verdadeiro dono", segundo Morales. "E, no fim, você encontra um nome que é colocado ali como testa de ferro."

Este tipo de estrutura é frequente em paraísos fiscais ou jurisdições com baixa transparência corporativa. Ela também dificulta seguir o rastro do dinheiro.

O conglomerado passou mais de duas décadas ampliando sua presença em setores fundamentais do país, sem que ninguém conseguisse avaliar a magnitude do seu império econômico.

A Gaesa mantém suas contas em segredo e opera fora do escrutínio público. Mas o vazamento de documentos internos publicado no ano passado pelo Miami Herald trouxe um facho de luz, ao fornecer números específicos pela primeira vez.

Os documentos revelados pelo jornal americano Miami Herald mostram números multimilionários, em ativos, vendas e receita — Foto: Miami Herald / Reprodução

Os documentos publicados pelo Miami Herald são compostos por 22 balanços financeiros internos, correspondentes a diferentes empresas do grupo.

Segundo eles, em março de 2024 o conglomerado controlava ativos avaliados em pelo menos US$ 17,894 bilhões (cerca de R$ 89,3 bilhões), incluindo US$ 14,467 bilhões (cerca de R$ 72,2 bilhões) líquidos em contas bancárias.

Estes números não incluem a Cimex, que é a maior empresa da holding. Por isso, acredita-se que a fortuna da Gaesa, pelo menos naquele momento, fosse ainda maior.

Os documentos também revelaram uma rentabilidade surpreendente. Foram mais de US$ 2,1 bilhões (cerca de R$ 10,5 bilhões) de lucros em agosto de 2024 em US$ 5,563 bilhões (cerca de R$ 27,8 bilhões) de receita, o que representa uma margem de cerca de 38%.

Em termos de comparação, as grandes empresas internacionais costumam registrar margens de lucro de 5% a 15%. Nem mesmo em setores muito lucrativos, é frequente que elas superem 20%.

Em primeiro lugar, a Gaesa explora todos os setores rentáveis da economia cubana que geram dólares, como o turismo e o comércio, mas não os deficitários, como a agricultura, educação e saúde pública, exceto pelas missões médicas.

Em segundo lugar, como Cuba restringe a entrada de outras corporações nesses setores, ela trabalha sem enfrentar concorrência.

Por fim, outro ponto importante é que a empresa se beneficia da dualidade de taxas de câmbio e de moedas. "Sua receita é principalmente em dólares, em divisas, e ela paga salários em pesos cubanos", explica Vidal.

Praticamente todas as empresas de transporte e serviços turísticos pertencem, em última análise, à Gaesa, como a Transtur (da companhia Cubasol) e a Transgaviota (grupo Gaviota) — Foto: Getty Images via BBC

O acadêmico José Antonio Blanco destaca ainda a vantagem de contar com o guarda-chuva das Forças Armadas Revolucionárias.

"Se a Gaesa construir um hotel, por exemplo, como empresa das FAR, ela adquire mão de obra e materiais do Ministério da Construção em pesos cubanos, mas o dinheiro gerado pelo hotel entra em dólares", explica ele.

Seis anos atrás, um dólar valia 24 pesos cubanos, mas a moeda local se desvalorizou drasticamente desde então. Hoje, no mercado informal, a cotação do dólar já supera largamente os 500 pesos, segundo dados do portal de referência El Toque.

Os documentos vazados indicam que o conglomerado mantém parte dos seus lucros multimilionários no próprio sistema financeiro, o que dificulta o rastreio até o seu destino.

Segundo Pavel Vidal, o grupo também gerencia recursos que, na prática, funcionam como reservas internacionais paralelas do país, embora não estejam sob o controle do Banco Central de Cuba.

"Trabalhei no Banco Central e sei que a instituição não gerencia diretamente as reservas internacionais de Cuba, mas sim o Banco Financeiro Internacional (BFI), que pertence à Gaesa."

"Por isso, é preciso entender que essas reservas estão nesses US$ 14,5 bilhões [cerca de R$ 72,4 bilhões]", explica ele.

"Chamo de reservas internacionais para dar um nome, mas, na verdade, não deveriam ser chamadas assim. Elas não estão sob o controle da autoridade monetária, que é quem deveria respaldar a moeda, o sistema bancário e a dívida", destaca Vidal.

O aluguel de veículos para turistas está concentrado em empresas estatais, como a Cubacar e a Havanautos, também vinculadas ao conglomerado militar Gaesa — Foto: Getty Images

Sobre o paradeiro dessas reservas, Vidal calcula que "provavelmente elas estejam diversificadas: uma parte no BFI, mas também em bancos internacionais (russos, chineses,…) e, provavelmente, em paraísos fiscais".

"Não há informações precisas a respeito, mas, considerando que parte da lógica da Gaesa é evitar sanções, é razoável imaginar que essas reservas sejam bastante diversificadas e que uma parte esteja estruturada de forma a não ficar exposta a sanções", conclui ele.

É preciso destacar que os únicos relatórios financeiros da holding que foram publicados datam de 2024. Por isso, não se sabe que valores atingem seus ativos atualmente.

Por fim, a última pergunta: qual a possível responsabilidade da Gaesa pela desastrosa situação atual da economia cubana?

Cálculos de Pavel Vidal e outros especialistas indicam que suas transações podem representar o astronômico nível de 40% do PIB do país.

Este poder financeiro permitiu à Gaesa manter uma estratégia de investimentos que, segundo seus críticos, seria totalmente desconectada das necessidades mais urgentes da população da ilha.

Enquanto a economia cubana atravessa décadas de crises, com setores produtivos disfuncionais e infraestruturas deterioradas, a Gaesa concentrou grande parte dos seus recursos em atividades destinadas a captar divisas, em vez de, por exemplo, revitalizar a produção agrícola e industrial do país.

O hotel Grand Aston Havana, inaugurado em 2022, com cerca de 600 apartamentos, no bairro do Vedado, no centro da capital. Ele pertence ao grupo Gaviota, que faz parte da Gaesa — Foto: Getty Images via BBC

Nos últimos anos, o conglomerado promoveu uma ambiciosa expansão dos negócios turísticos, especialmente na capital, Havana, onde foram construídos novos e imponentes hotéis. Os edifícios contrastam com a deterioração cada vez maior das ruas e das construções ao seu redor.

Enquanto isso, cada vez menos turistas visitam a ilha. O número de visitantes desabou de um pico de 4,7 milhões, em 2018, para 1,8 milhão no ano passado, quando a escassez e os apagões já se encaminhavam para os níveis extremos vividos hoje em dia.

Para Vidal, concentrar os recursos no setor turístico faz com que outras áreas estratégicas recebam menos investimentos, o que limita a capacidade do país de reativar setores produtivos que reduzam a escassez crônica de alimentos e modernizar a indústria de geração de eletricidade, que é cada vez mais disfuncional.

"O investimento no turismo foi fortemente desproporcional e se descuidou dos investimentos na agricultura, na rede elétrica e na manutenção das instalações geradoras", segundo o economista. "Isso explica, em parte, o que está acontecendo agora.

Outro exemplo do controle da Gaesa sobre as principais fontes de receita do país são as missões médicas internacionais. Elas são o negócio mais lucrativo de Cuba nos últimos anos, mais até do que o turismo.

Parte desta receita, segundo os especialistas consultados pela BBC, é canalizada para empresas do conglomerado empresarial militar. E, com base neste sistema peculiar, a Gaesa absorve boa parte das divisas que entram no país.

Some-se a isso o fato de que a Gaesa possui ativos (ou pelo menos detinha, em 2024) em volume que permitiria modernizar o setor agropecuário (que hoje produz apenas 20% do consumo nacional de alimentos) e restaurar o setor de geração de eletricidade da ilha.

As pressões recentes do governo americano sobre Cuba, que enfrenta uma situação limite, levaram muitos a pensar que o regime comunista vigente desde 1959 poderá cair ou protagonizar uma mudança drástica e forçada.

Se isso acontecer, é difícil prever o que ocorreria com o obscuro conglomerado econômico das Forças Armadas, construído durante as últimas três décadas em paralelo ao Estado cubano.

"Se houver uma transição, imagino que uma das primeiras medidas será encontrar o dinheiro da Gaesa, pois ele será muito necessário para uma fase de estabilização, de reconstrução", prevê Emilio Morales.

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