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Versão rara do Fusca vai a leilão e pode alcançar R$ 570 mil; veja outros veículos raros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/04/2026 06:29

Carros Versão rara do Fusca vai a leilão e pode alcançar R$ 570 mil; veja outras preciosidades Museu de Arte & Design coloca 45 veículos em pregão online e presencial. Visitantes podem ver de perto modelos à venda da Jaguar, Rolls Royce, Viper, Mercedes, Corvette e outras joias. Por Carlos Cereijo, G1 SP

Volkswagen Sedan "Zwitter" 1953 que vai a leilão pelo Museu CARDE de Campos do Jordão (SP) — Foto: Divulgação / Museu CARDE

Consumidores e colecionadores aficionados por automóveis raros terão a oportunidade de arrematar veículos no próximo leilão do Museu de Arte & Design.

O leilão beneficente acontece em 2 de maio e reúne 45 automóveis raros, como o icônico cupê esportivo Lotus Esprit, um Chrysler Imperial de 1954, um Rolls-Royce Silver Cloud II e um Zwitter — versão rara do Fusca que já conta com lances a partir de R$ 230 mil. (Veja mais abaixo)

Os interessados já podem se cadastrar no site do escritório de arte Magalhães Gouveia, fazer lances e até garantir a compra sem precisar disputar com outros participantes.

A modalidade, chamada de Buy It Now (compre agora, em inglês), permite pagar o preço fixo indicado no anúncio e retirar o carro do pregão. Mas atenção: o Buy It Now vai até 21 de abril.

“Queremos dar um parâmetro mais real aos preços dos carros antigos no Brasil. Existem muitos anúncios com valores exorbitantes. Com o leilão, temos um dado real de venda e uma referência de preço para o mercado”, explica Luiz Goshima, curador do CARDE.

O Volkswagen Fusca foi um dos modelos mais vendidos da história e, ainda assim, suas versões raras são cobiçadas. O Sedan 1200 é chamado de “Zwitter”, termo que, em tradução livre, significa “híbrido”.

Nesse caso, no entanto, o Fusca não tem propulsão elétrica. O apelido de “híbrido” vem da combinação de elementos de diferentes versões, como a transição da janela traseira bipartida para a janela oval. O modelo foi produzido em poucas unidades entre o fim de 1952 e o começo de 1953.

A estimativa é de que o carro raro da Volkswagen seja arrematado por R$ 570 mil. Até a última atualização desta reportagem, os lances já haviam alcançado R$ 230 mil.

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Churrasco de domingo: saco de carvão que acende ‘sozinho’ vira negócio de R$ 1 milhão

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 19/04/2026 05:26

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Churrasco de domingo: saco de carvão que acende 'sozinho' vira negócio de R$ 1 milhão Empreendedor do Rio Grande do Sul transformou dificuldade de acender o carvão em negócio milionário; solução dispensa álcool e facilita o uso da churrasqueira. Por PEGN

O empreendedor Wilian Biolo desenvolveu um saco de carvão que acende "sozinho", eliminando a dificuldade e o perigo do processo tradicional.

Sua experiência como churrasqueiro e bombeiro voluntário foi crucial para criar um produto focado em segurança e praticidade.

Após dois anos e mais de 200 protótipos, o produto patenteado garante circulação de ar e acendimento simples, sem sujeira.

O negócio, que faturou R$ 62 mil em 2021, alcançou mais de R$ 1 milhão em 2025, com distribuição em vários estados.

A criação de um empreendedor do interior do Rio Grande do Sul pode facilitar a vida de muitos churrasqueiros pelo país. Com foco em aumentar a segurança de quem precisa acender a churrasqueira, Wilian Biolo, de Pareci Novo, criou um saco de carvão que acende “sozinho” e transformou a ideia em um negócio milionário.

A solução funciona de forma simples. O carvão já vem dentro de uma embalagem com um dispositivo interno acoplado, responsável por iniciar e manter o fogo. Para usar, o consumidor precisa apenas rasgar duas partes do pacote, acender o dispositivo embutido e posicionar o produto em pé na churrasqueira.

Dentro da embalagem, há uma estrutura de madeira projetada para garantir a circulação adequada de ar — um fator essencial para que o fogo se espalhe e o carvão atinja o ponto ideal.

Esse sistema permite que o acendimento aconteça de forma mais rápida e uniforme, dispensando a necessidade de assoprar ou abanar.

Conheça o empreendedor que criou o saco de carvão que acende 'sozinho' e fatura R$ 1 milhão — Foto: Reprodução/PEGN

Outro diferencial está nos materiais utilizados. A embalagem é feita de papel kraft natural, com tintas à base de água e cola vegetal, o que permite que todo o conjunto seja queimado junto com o carvão, sem interferir no sabor dos alimentos.

Segundo o empreendedor, a proposta resolve três problemas comuns no churrasco: “segurança, praticidade e sujeira”.

A ideia surgiu da combinação de duas experiências de Biolo: o contato com churrasqueiras desde jovem, em uma churrascaria da família, e a atuação por mais de duas décadas como bombeiro voluntário, lidando com incêndios e a prevenção de acidentes.

Após cerca de dois anos de testes e mais de 200 protótipos, o produto chegou ao mercado. Hoje, o negócio opera em um galpão com quatro funcionários e produz até 5 mil pacotes por mês, vendidos em embalagens de três e quatro quilos, a um preço médio de R$ 32.

O produto é distribuído para diferentes estados do país — e os números mostram o crescimento do negócio: o faturamento, que era de cerca de R$ 62 mil no primeiro ano de vendas, chegou a R$ 1 milhão em 2025.

Para o empreendedor, o caminho até o sucesso exigiu persistência. “Nesses dois anos de protótipos, a gente desanima, duvida, mas eu nunca desisti. Hoje vejo que o produto deu certo e que não sai mais do mercado”, diz.

Para ele, a criatividade nasce da observação. “Sempre tive esse olhar de não só enxergar o problema, mas também a solução”, afirma.

Conheça o empreendedor que criou o saco de carvão que acende 'sozinho' e fatura R$ 1 milhão — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Endereço: Rua da Praia, 3 – Centro Pareci Novo/RS – CEP: 95783-000📞 Telefone: (51) 99823-8973🌐 Site: www.brazah.com.br📧 E-mail: wilianbiolo@gmail.com📘Facebook: https://www.facebook.com/fogobrazah/?locale=pt_BR📸 Instagram: https://www.instagram.com/carvaobrazah

Conheça o empreendedor que criou o saco de carvão que acende 'sozinho' e fatura R$ 1 milhão — Foto: Reprodução/PEGN

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IR: erro de empresas ao preencher nova forma de apurar imposto retido na fonte leva trabalhadores à malha fina; entenda

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 19/04/2026 05:26

Economia Imposto de renda IR: erro de empresas ao preencher nova forma de apurar imposto retido na fonte leva trabalhadores à malha fina; entenda Trabalhadores devem considerar valores do informe de rendimentos, diz Receita. Mas pode ser necessário fazer uma declaração retificadora caso receba um novo informe do empregado. Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

O erro de empresas no envio de informações para as novas bases de dados utilizadas pela Receita Federal para apurar o Imposto de Renda retido na fonte está resultando em informações incorretas repassadas ao Fisco e também aos trabalhadores.

O erro tem causado a retenção de milhares de declarações na chamada "malha fina". A Receita orienta que trabalhadores considerem valores do informe de rendimentos. Porém, pode ser necessário pedir um novo informe ao empregador e fazer uma declaração retificadora.

A explicação para o maior número de retenções em malha neste ano é que, com o fim da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), a Receita passou a buscar as informações em outras bases de dados. Essas informações também foram enviadas pelas empresas.

A Dirf, que deixou de ser usada este ano, era feita por quem faz os pagamentos e retém o IR. A declaração continha pagamentos feitos a residentes ou dimiciliados no exterior, os pagamentos a planos de saúde empresarial, além dos pagamentos a pessoas físicas com domicílio no país.

As declarações são retidas em malha quando há inconsistências nos valores informados pelas pessoas físicas. A verificação de pendências é feita online no Portal e-CAC ou no app "Meu Imposto de Renda", utilizando a conta Gov.br.

O erro de empresas no envio de informações para as novas bases de dados utilizadas pela Receita Federal para apurar o Imposto de Renda retido na fonte está resultando em informações incorretas repassadas ao Fisco e também aos trabalhadores.

🦁 O erro tem causado a retenção de milhares de declarações na chamada "malha fina". A Receita orienta que trabalhadores considerem valores do informe de rendimentos. Porém, pode ser necessário pedir um novo informe ao empregador e fazer uma declaração retificadora. (veja o que fazer)

A explicação para o maior número de retenções em malha neste ano é que, com o fim da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), a Receita passou a buscar as informações em outras bases de dados. Essas informações também foram enviadas pelas empresas.

🔎 A Dirf, que deixou de ser usada este ano, era feita por quem faz os pagamentos e retém o IR. A declaração continha pagamentos feitos a residentes ou dimiciliados no exterior, os pagamentos a planos de saúde empresarial, além dos pagamentos a pessoas físicas com domicílio no país.

👩‍💻 As declarações são retidas em malha quando há inconsistências nos valores informados pelas pessoas físicas. A verificação de pendências é feita online no Portal e-CAC ou no app "Meu Imposto de Renda", utilizando a conta Gov.br.

e-Social, que concentra concentra praticamente todas as informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias ligadas ao empregado; e EFD-Reinf, que tem dados de retenções de tributos e faz parte de uma plataforma que unifica o envio de informações fiscais, contábeis e trabalhistas das empresas em formato digital chamada SPED.

Essas bases de dados são consideradas mais complexas e erros de preenchimentos por parte de algumas empresas e gerando divergências com os informes de rendimento dos trabalhadores (veja mais abaixo nessa reportagem).

➡️A Receita Federal estima que o número de retenção de declarações dos trabalhadores na malha fina está em média, neste ano, cerca de 2% maior até o momento.

Segundo o balanço do órgão, foram recebidas 13 milhões de declarações do IR até as 12h de sexta-feira (17), o que significa dizer que cerca de 260 mil contribuintes a mais caíram na malha fina.

O prazo de entrega da declaração do IR, neste ano, começou em 23 de março e se estende até 29 de maio. São esperadas 44 milhões de declarações em 2026.

De acordo com a Receita, algumas empresas estão preenchendo de forma errada o e-Social, ou a a EFD-Reinf, agora usadas nas declarações do IR. Isso gera divergências nas informações prestadas em relação ao informe de rendimentos entregue aos empregados.

Em outros casos, a menor parte deles, o órgão diz que as empresas chegaram a enviar erroneamente os números do próprio informe de rendimentos aos seus empregados.

"A Dirf [usada até o ano passado] era uma declaração anual. O contribuinte [empresário] pegava os dados do ano, juntava, e entregava a declaração de todo ano [à Receita]. O e-Social, que cuida dessa parte de folha de pagamentos, é uma declaração mensal que tem muito mais detalhes, muito mais exigências, e que é muito mais complexa. É a própria folha de pagamentos completa, mas é preciso que o contribuinte faça classificações: isso aqui é tributável, isso aqui não é, isso aqui é décimo terceiro, é exclusivo ou não é [na fonte]", explicou Vinicius Lara de Oliveira, o chefe da malha fina da Receita Federal.

A Receita identificou divergências de dados, não necessariamente propositais, ao compilar as informações mensais dessas bases de dados com o informe de rendimentos enviado aos trabalhadores, no início deste ano.

"É uma regra de interpretação. Se ele [empresário] manda em um formato que a interpretação que a Receita não é a que ele achou que daria, há um conflito. Ele [empregador] entregou um comprovante de rendimentos com o cálculo que ele acha correto, mas pode ter transferido o e-Social com classificações equivocadas", explicou o Oliveira.

Empresa que informou o décimo terceiro salário de um trabalhador como tributação normal e incluiu esse valor no rendimento total, e não como tributação exclusiva na fonte. Por ser tributado na fonte, esse valor não pode ser compensado ou restituído na declaração anual do IR.Erros sobre o período de lançamento dos salários: a Receita explicou que usa o regime de "caixa", ou seja, o momento em que os salários e tributos são pagos, e não de competência, mês relativo ao pagamento. Nesse caso, a empresa lançou, por exemplo, o salário relativo a dezembro no mesmo mês, quando ele, de fato, foi efetivamente pago somente em janeiro, data considerada pela Receita.

A Receita indica que o contribuinte não deve fazer nada neste momento caso caia na malha fina, mesmo tendo enviado sua declaração com os dados que constam em seu informe de rendimentos.

O supervisor nacional do Programa do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca, informou, porém, que se o contribuinte deve retificar sua declaração se receber um novo informe de rendimentos da empresa.

"A declaração do IR deve ser respaldada por documentos. Se o comprovante diz que ele recebeu R$ 100, e está errado na declaração pré-preenchida, ele corrige antes de transmitir. Quem já entregou a declaração e está obedecendo o que está no comprovante, pode ficar tranquilo", disse José Carlos da Fonseca, da Receita Federal.

A declaração pré-preenchida é um "espelho" dos dados que a Receita Federal tem sobre os contribuintes. No caso de preencher a declaração manualmente, e cair na malha fina, a lógica é a mesma.

Se o contribuinte utilizou os dados do informe de rendimentos, deve aguardar. Somente deve enviar uma declaração retificadora no caso de receber outro informe, corrigido pela empresa.

Segundo a Receita, a maior parte dos erros das empresas está no e-Social. Nesse caso, assim que as informações forem retificadas pelos empregadores, as declarações de seus trabalhadores saem da malha fina automaticamente (se não houver mudança no informe de rendimentos). A Receita informou que milhões de empresas já corrigiram os dados enviados pelo e-Social desde o início do prazo do Imposto de Renda.Ainda segundo o Fisco, em um número menor de casos, os empregadores erraram, de fato, os valores que constam no informe de rendimentos enviados aos trabalhadores. Nessa hipótese, as empresas terão de enviar novos informes de rendimento aos trabalhadores, que terão de retificar suas declarações para sair da malha fina.

"Se a empresa entender que o informe de rendimentos está errado, ela é obrigada a gerar um novo informe de rendimentos. Aí o contribuinte vai retificar [os valores] e vai bater com a pré-preenchida. Mas não é mais comum. O mais comum que a informação enviada ao empregado esteja correta, e que a empresa parametrizou errado no e-Social. Ele corrige o e-Social e vai bater com o informe de rendimentos. Essa parametrização errada pode mudar ou não os valores a pagar ou a restituir", disse Daniel Fontes, assessor da Receita Federal.

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Por que a jabuticaba sempre aparece entre as melhores frutas do mundo? Veja o que ela tem de especial

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/04/2026 03:48

Agro Por que a jabuticaba sempre aparece entre as melhores frutas do mundo? Veja o que ela tem de especial Ranking elaborado pela TasteAtlas, uma enciclopédia gastronômica internacional, tem a fruta constantemente entre as primeiras posições. Por Rafaela Zem, g1

Jabuticaba aparece entre as melhores frutas do mundo no ranking TasteAtlas, ocupando atualmente a 18ª posição.

No ranking, a fruta mais bem colocada é o morango polonês; açaí e guaraná também representam o Brasil entre as 100 melhores.

A fruta é elogiada por sua polpa doce e saborosa, além de ser rica em antioxidantes, vitaminas C e B, ferro, magnésio e potássio.

O TasteAtlas destaca que a jabuticaba é tradicional do Brasil, tem vida útil curta e demora anos para frutificar, tornando-a valorizada.

Para obter benefícios, recomenda-se consumir dez jabuticabas por dia com casca, que ajuda o sistema imunológico e reduz colesterol.

Não existe comprovação científica para a relação entre tamanho e qualidade, mas há quem diga que os melhores perfumes estão nos menores frascos. Mito ou verdade, a jabuticaba é um exemplo de sucesso.

Apesar de pequena, a fruta de tom roxo escuro tem uma polpa doce e saborosa. Esses atributos conquistaram também o paladar dos estrangeiros, que a avaliam como uma das melhores do mundo no TasteAtlas, portal considerado uma enciclopédia gastronômica dos EUA.

No ranking atual de 100 melhores frutas do mundo do TasteAtlas, a jabuticaba aparece na 18ª colocação, com 4,3 estrelas (de 5), uma nota baseada na avaliação dos usuários. Ela já esteve melhor posicionada: em novembro de 2023, a jabuticaba aparecia na segunda posição.

A primeira colocada do ranking é a polonesa truskawka kaszubska, um tipo de morango, que tem 4,7 estrelas. Outras duas frutas brasileiras estão entre os 100 melhores: o açaí (40º lugar, com 4,1 estrelas) e o guaraná (79º, 3,9 estrelas). Veja abaixo as cinco melhores frutas do ranking.

Apesar de a polpa ser a parte mais doce da jabuticaba, a riqueza nutricional dela está na casca. Abaixo, confira os principais benefícios da fruta:

A casca da jabuticaba é rica em antioxidantes;Tem as vitaminas C e do complexo B;Contém minerais como o ferro, o magnésio e o potássio;É fonte de pectina, uma fibra que auxilia as "bactérias do bem" do intestino.

A fruta reforça ainda o sistema imunológico, diminui o risco do diabetes tipo 2 e reduz o colesterol por ter alta capacidade antioxidante, segundo a pesquisadora da Embrapa Ana Carolina Chaves.

Além disso, os antioxidantes da jabuticaba protegem o organismo dos radicais livres, que podem provocar doenças.

Para conseguir os benefícios para a saúde, segundo a pesquisadora, a dica é consumir dez jabuticabas por dia (com a casca).

O portal informa que a jabuticaba é uma fruta tradicional brasileira, nativa de Minas Gerais, Goiás e São Paulo. "As frutas são de cor roxo-escura, possuem uma casca grossa e crescem nos troncos das árvores", diz o TasteAtleas.

"As jabuticabas têm uma vida útil muito curta e começam a fermentar de 3 a 4 dias após serem colhidas. Além disso, a jabuticabeira leva entre 6 e 8 anos para começar a produzir frutos, o que torna essas frutas tão valorizadas."

O portal acrescenta que o sabor da jabuticaba combina doce e ácido e a fruta é consumida fresca, mas frequentemente utilizada em geleias e sucos.

A truskawka kaszubska é um tipo de morango cultivado nos distritos de Kartuski, Kościerski e Bytowski, na Polônia.

Ele se destaca pelo alto teor de açúcar, com sabor doce, aromático e bem equilibrado, segundo o TasteAtlas.

A rodakina naoussas é um tipo de pêssego cultivado na vila de Naoussas, na ilha de Paros, na Grécia — daí o nome “naoussas”.

Mesmo tendo origem na China, essa fruta doce e com aroma forte se tornou uma das mais populares da Grécia. Isso porque, segundo o TastleAtlas, o clima e o solo locais favorecem o seu cultivo.

Atualmente, os "pêssegos" gregos também são vendidos em mercados da Europa e do Oriente Médio, especialmente, entre os meses de maio e outubro.

Os pêssegos Melocotón de Calanda, da Comunidade Autônoma de Aragão, na Espanha, aparecem na terceira posição e são considerados únicos devido ao tamanho grande, doçura e sabor, segundo o TasteAtlas.

Eles são cultivados na região espanhola desde o século 19 e colhidos no ponto correto de maturação, garantindo o sabor e a textura ideal para consumo.

Com um diâmetro mínimo de 73 mm, os Melocotón de Calanda são maiores do que os pêssegos de outros locais, aponta o TasteAtlas, e não podem apresentar nenhuma imperfeição visual.

Mandarini chiou é um tipo de tangerina cultivado em Quios, uma ilha da Grécia — Foto: Reprodução/@visit_chios

A quarta fruta da lista é a mandarini chiou (tangerina de Quios, na tradução livre do grego para o português). Quios é a ilha na Grécia na qual essa fruta é tradicionalmente cultivada.

O cheiro é tão marcante que fez com que a ilha ganhasse o apelido de "Myrovolos" – a ilha perfumada, segundo a publicação.

A fruta também se destaca por ser muito doce, o que é atribuído ao clima quente e as propriedades do solo.

Segundo o TasteAtlas, as laranjas, tangerinas, toranjas, limas e limões produzidas na região do Algarve, em Portugal, compartilham uma casca fina, cores intensamente vivas e elevado teor de sumo.

Eles podem ser consumidos após as refeições ou como aperitivo, mas também são utilizados na preparação de sucos, sobremesas, licores e compotas.

O site ainda destaca que as árvores de Natal na região portuguesa são decoradas com citrinos desde os tempos antigos, demonstrando a importância deste produto para a região.

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Explosão de negócios da família Trump abre caminho para presidentes dos EUA lucrarem com o cargo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/04/2026 02:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%Oferecido por

Negócios da família Trump cresceram rapidamente no exterior e em criptomoedas durante o segundo mandato presidencial.

Filhos de Trump investiram em empresas que buscam contratos com o governo dos EUA, incluindo setores militares e de tecnologia.

Grandes investidores estrangeiros compraram ativos ligados à família Trump, levantando suspeitas de conflitos de interesse.

Trump e familiares lucraram com vendas de produtos, moedas digitais e clubes exclusivos, aumentando significativamente sua fortuna.

Especialistas e pesquisas apontam preocupação com a ética e o impacto desses negócios para a democracia americana.

Donald Trump em evento de fevereiro de 2024, com um par de tênis Trump — Foto: AP Photo/Manuel Balce Ceneta

Por muitos anos, os presidentes dos Estados Unidos tomaram cuidado para não dar a impressão de que estavam ganhando dinheiro devido ao cargo.

Harry Truman não permitiu que seu nome fosse usado em nenhum empreendimento, mesmo após deixar a presidência. Richard Nixon ficou tão preocupado com a possibilidade de um irmão se beneficiar de suas conexões que chegou a mandar instalar escutas em seu telefone.

O presidente Donald Trump tem seguido um caminho diferente. A empresa de imóveis de sua família está crescendo internacionalmente em um ritmo nunca visto desde que foi criada, há um século, com os acordos potencialmente influenciando decisões que vão desde tarifas a ajuda militar.

Comandados pelos filhos de Trump, Eric e Donald Jr., os negócios da família passaram a incluir criptomoedas. Essas novas atividades trouxeram bilhões de dólares, mas também levantaram dúvidas sobre possíveis vantagens dadas a grandes investidores.

Os irmãos também se juntaram ou investiram em várias empresas que buscam fazer negócios com o governo comandado por seu pai.

Recentemente, Eric e Donald Jr. conseguiram uma parte milionária em uma empresa que fabrica drones armados e que tenta vender seus produtos tanto para o Pentágono quanto para países do Golfo, que dependem da proteção militar dos Estados Unidos.

A Casa Branca e a Trump Organization negam qualquer problema ético. Quando foi perguntado sobre o tema em um evento de criptomoedas, Donald Jr. respondeu: “Francamente, isso já cansou.

Especialistas em ética governamental e historiadores argumentam, no entanto, que o tema é mais preocupante do que nunca. Segundo eles, os conflitos se acumulam no segundo mandato e são considerados sem precedentes, flagrantes e perigosos para a democracia.

“Não acho que haja atualmente qualquer linha entre decisões políticas, cálculos políticos e o interesse da família Trump”, disse Julian Zelizer, historiador presidencial da Universidade de Princeton.

Durante o primeiro mandato de Trump, a Trump Organization não fechou nenhum acordo fora dos Estados Unidos. Pouco mais de um ano depois do início do segundo mandato, já são oito negócios.

Segundo a empresa, todos eles estão seguindo a regra criada pela própria Trump Organization de não negociar diretamente com governos estrangeiros.

No entanto, em países onde o governo tem muito poder, é difícil que não haja algum tipo de influência, principalmente quando o dono do negócio é o presidente em exercício.

No Catar, por exemplo, um clube de golfe e casas de luxo com o nome Trump está sendo construído em parte por uma empresa do próprio governo do país.

No Vietnã, segundo o The New York Times, agricultores foram retirados de suas terras pelo governo para dar espaço a um resort Trump, e o acordo foi aprovado em uma cerimônia oficial com a presença do vice-primeiro-ministro.

Já na Arábia Saudita, um resort chamado “Trump Plaza” está sendo erguido no Mar Vermelho por uma empresa próxima à família real.

Não dá para saber ao certo se esses negócios mudaram decisões dos Estados Unidos para beneficiar esses países, mas eles conseguiram o que buscavam: o Qatar teve acesso à tecnologia americana, o Vietnã conseguiu redução de impostos e a Arábia Saudita recebeu aviões de combate.

Quando perguntada sobre esses projetos, a Trump Organization afirmou que não fez negócios com governos, dizendo que a empresa da Arábia Saudita é privada e que está apenas “colaborando” com a empresa do Catar, sem criar uma “parceria” que contrariaria suas próprias regras.

Outro negócio que gera dúvidas sobre conflitos de interesse foi revelado em uma reportagem do Wall Street Journal em janeiro, um ano depois de ter sido fechado.

Pouco antes da posse, a família Trump vendeu quase metade da empresa de criptomoedas World Liberty Financial para uma companhia ligada ao governo dos Emirados Árabes Unidos, comandada por um membro da família real, por US$ 500 milhões.

Outro grupo dos Emirados, um fundo do governo, investiu na plataforma de criptomoedas Binance usando US$ 2 bilhões em uma moeda digital criada pela World Liberty.

Com isso, a empresa de Trump pôde aplicar esse dinheiro em investimentos considerados seguros, como títulos públicos, e ficou com dezenas de milhões de dólares em juros.

Pouco tempo depois, o governo Trump cancelou uma regra do governo de Joe Biden e permitiu que os Emirados Árabes Unidos comprassem chips avançados dos Estados Unidos.

Mais tarde, o fundador da Binance, Changpeng Zhao, recebeu um perdão de Trump, mesmo após ter se declarado culpado por não impedir o uso da plataforma por criminosos que movimentavam dinheiro de casos envolvendo abuso sexual infantil, tráfico de drogas e terrorismo.

Questionado, o advogado de Zhao negou qualquer relação entre os negócios da Binance com a família Trump e o perdão recebido.

“Qualquer alegação de troca de favores por parte da Binance ou Changpeng Zhao, ou tratamento financeiro preferencial, é uma clara distorção do registro público”, disse Teresa Goody Guillen em um e-mail à AP.

Sobre o perdão, a Casa Branca afirmou que Zhao foi punido de forma injusta pelas autoridades federais, em uma “guerra da administração Biden contra as criptomoedas”.

A World Liberty também negou qualquer conflito de interesse, dizendo que o negócio com os Emirados Árabes Unidos não tinha ligação com a decisão sobre os chips.

A World Liberty também criou outra forma de renda para uma nova empresa de Trump, vendendo “tokens de governança”. Esses tokens dão ao comprador direito a voto, mas não o tornam dono da empresa. Só no ano passado, foram arrecadados US$ 2 bilhões.

Com isso, a família Trump ganhou centenas de milhões de dólares por sua participação na World Liberty e por um acordo que garante parte dessas vendas.

Um dos principais compradores desses tokens foi Justin Sun, um bilionário do setor de criptomoedas que, por ser estrangeiro, é proibido pela lei dos EUA de fazer doações a políticos americanos. Entre a eleição e a posse de Trump, Sun gastou US$ 75 milhões nesses tokens.

Em fevereiro de 2025, um processo federal contra Sun por enganar investidores foi suspenso. O caso terminou no mês passado, com uma multa de US$ 10 milhões.

Outro produto lançado foram as moedas “meme” com o rosto de Trump, colocadas à venda pouco antes de ele começar o segundo mandato.

Nos quatro meses seguintes, essas moedas renderam US$ 320 milhões, a maioria indo para empresas ligadas a Trump, segundo a empresa Chainalysis, que monitora transações em blockchain.

Esse valor é mais que o dobro do que foi arrecadado em quatro anos com o hotel Trump International, em Washington D.C., durante o primeiro mandato.

Trump International Hotel, em Washington DC, em foto de 2021; empreendimento foi vendido no ano seguinte — Foto: AP Photo/Julio Cortez

Ao contrário de lobistas ou doadores de campanha que tentam influenciar Trump, quem compra essas moedas pode fazer isso sem se identificar.

Justin Sun está entre os que optaram por tornar sua aquisição pública, gastando US$ 200 milhões nas moedas e conseguindo participar de uma festa exclusiva com Trump para os maiores compradores.

Outro empreendimento da família, a American Bitcoin, abriu capital em setembro, o que deu a Donald Jr. e Eric um valor estimado de US$ 1 bilhão em ações na época.

Meses antes, Trump anunciou a criação de uma reserva nacional de bitcoin, o que fez o preço da moeda disparar.

O valor do bitcoin e de outros tokens digitais despencou desde então, assustando investidores. Tanto as ações da American Bitcoin quanto o valor das moedas meme de Trump perderam 90% do valor desde o pico.

No mês passado, Trump disse que faria mais um jantar com os maiores compradores de suas moedas meme, o que fez o valor das moedas subir antes de cair de novo.

“Quaisquer restrições que existiam no primeiro mandato parecem ter desaparecido completamente”, diz o historiador da Universidade Columbia Timothy Naftali.

Quando perguntada sobre a reportagem, a Casa Branca afirmou que Trump age de “maneira ética” e que qualquer sugestão diferente é “mal informada ou maliciosa”.

A porta-voz Anna Kelly reforçou que os bens de Trump estão sob a administração dos filhos e disse que ele “não tem envolvimento” nos negócios da família. “Não há conflitos de interesse”, afirmou.

Em outro comunicado, a Trump Organization disse estar “totalmente em conformidade com todas as leis aplicáveis de ética e conflitos de interesse” e acrescentou que “a insinuação de que a política enriqueceu a família Trump é infundada.”

Em janeiro, Trump declarou ao The New York Times que, sobre possíveis conflitos de interesse, “eu descobri que ninguém se importava, e eu posso”, fazendo referência à exceção que o presidente tem na lei federal que impede funcionários públicos de manterem interesses financeiros em negócios afetados por decisões do governo.

Não está claro se Trump está certo ou errado sobre o que pensam os americanos, mas essa opinião parece estar mudando, até mesmo entre os republicanos.

Em uma pesquisa feita pelo Pew Research Center em janeiro, 42% dos eleitores republicanos disseram confiar que Trump age de forma ética, número menor do que os 55% registrados no início do segundo mandato, um ano antes.

A revista Forbes calcula que a fortuna de Trump agora chega a US$ 6,3 bilhões, um aumento de 60% em comparação ao período antes de ele voltar à presidência, o que chama atenção diante das dificuldades que a Trump Organization enfrentou no passado.

O Trump International Hotel em Washington, D.C., nunca teve lucro antes de ser vendido em 2022. Duas redes de hotéis da marca Trump, voltadas para a classe média, fecharam no primeiro mandato por falta de clientes.

Alguns prédios de apartamentos tiraram o nome Trump das fachadas porque perceberam que, em vez de atrair compradores, estavam afastando-os.

Nenhum novo prédio residencial nos Estados Unidos está usando o nome Trump na entrada durante o segundo mandato, mas em Washington, onde há muitos negócios com o governo, o nome ainda tem valor.

Donald Jr., o filho mais velho de Trump, abriu um clube privado em Georgetown, Washington, cobrando até US$ 500 mil de quem quer ser membro fundador.

Poucos clubes cobram valores parecidos, como o Yellowstone Club, em Montana, que oferece acesso a resorts, pistas de esqui e muitos restaurantes em uma área exclusiva.

Chamado de “Executive Branch” (“Poder Executivo”), o clube de Donald Jr. fica no subsolo de um prédio, mas oferece algo diferente: estar perto do centro do poder.

Outros presidentes e suas famílias também já buscaram lucros de formas que prejudicaram a imagem do cargo.

Hunter Biden foi pago como diretor de uma empresa de gás ucraniana enquanto seu pai, Joe, era vice-presidente.

A Fundação Clinton recebeu doações de outros países, mas isso foi depois que Bill Clinton deixou a presidência. Já o irmão de Jimmy Carter, Billy, ganhou dinheiro usando o nome da família para vender cerveja.

No caso de Trump, ele mesmo está vendendo produtos como Bíblias “God Bless the USA” por US$ 59,99, tênis “Never Surrender” por US$ 399 e guitarras elétricas que podem custar até US$ 11.500 —frete não incluído — para quem quiser um modelo autografado pelo presidente.

Nos primeiros meses do segundo ano de Trump de volta à presidência, o ritmo dos negócios continuou forte.

Em janeiro, a Trump Organization anunciou o terceiro acordo com a Arábia Saudita em menos de um ano, desta vez para construir mansões, um hotel e um campo de golfe perto da capital, Riad.

Agora, a “colaboração” é com uma empresa ainda mais ligada ao governo, pois pertence ao fundo soberano do país, comandado pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.

Quando questionada pela AP se esse projeto desrespeita a promessa de não fazer negócios com governos estrangeiros, a Trump Organization respondeu que não “faz negócios com nenhuma entidade governamental”, mas não comentou sobre esse caso em particular.

Enquanto isso, a nova empresa de drones de Eric e Donald Jr. tenta fechar contratos com o Pentágono. Outras empresas que têm acordos com o governo e que receberam investimentos dos irmãos no último ano estão recebendo dezenas de milhões de dólares em dinheiro público.

Entre elas estão uma fabricante de motores de foguetes, uma fornecedora de chips de inteligência artificial e uma empresa de análise de dados, de acordo com registros oficiais.

Quando perguntado sobre possíveis conflitos depois do acordo dos drones, Eric afirmou: “Tenho um orgulho enorme de investir em empresas nas quais acredito.”

Um representante de Donald Jr. disse que ele não “interage” com o governo sobre as empresas em que investe, e acrescentou que “a ideia de que ele deveria parar de viver sua vida e sustentar seus cinco filhos só porque seu pai é presidente é, francamente, um padrão risível e ridículo.”

Uma nova empresa de investimentos, da qual os irmãos se tornaram conselheiros no ano passado, arrecadou US$ 345 milhões em uma oferta pública inicial para comprar partes de empresas americanas que devem ajudar o pai deles a fortalecer a indústria dos Estados Unidos.

Depois que a AP perguntou ao principal advogado de Trump sobre um trecho de um documento oficial dizendo que a empresa buscaria negócios que pedem incentivos do governo, ele apresentou um novo documento com essa parte removida.

Zelizer, o historiador de Princeton, diz que espera que os próximos presidentes sejam mais cuidadosos ao enriquecer, mas se preocupa com o exemplo que Trump está dando.

“Ele mostrou politicamente que não há preço a pagar para ganhar dinheiro”, disse. “Você sabe que pode seguir por esse caminho.”

Guarda Revolucionária iraniana subiu o tom neste sábado, mas país ainda pode avaliar proposta de acordo com os EUA.

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‘Estou em modo sobrevivência’: por que ter trabalho na Argentina não é seguro contra pobreza

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/04/2026 16:14

Trabalho e Carreira 'Estou em modo sobrevivência': por que ter trabalho na Argentina não é seguro contra pobreza Institutos públicos e consultorias privadas concordam que ter um emprego na Argentina não evita mais que as pessoas vivam em situação de pobreza. Por Ayelén Oliva

Há dois anos, Antonela trabalha de segunda a sábado em um instituto privado de bioquímica em Buenos Aires, na Argentina. Ela atualiza agendas, organiza arquivos e gerencia as autorizações médicas.

Embora tenha um emprego formal, seu salário não é mais suficiente para cobrir os gastos que, antes, ela conseguia enfrentar com a mesma receita.

"Custa para mim, entender que, antes, eu podia levar uma vida que, agora, não posso", lamenta ela.

"Não consigo me manter com um único emprego. Não tomo como pessoal, entendo que isso acontece com muitas pessoas."

A argentina de 37 anos tem educação universitária e recebe um salário acima do mínimo. Mas ela completa sua renda com outro trabalho, sem remuneração fixa, em uma empresa farmacêutica, nas suas poucas horas livres.

A pobreza na Argentina caiu para o seu nível mais baixo dos últimos sete anos. Mas o emprego formal se deteriorou ainda mais.

No ano passado, foram oito meses consecutivos de queda até dezembro, segundo as avaliações do Instituto Interdisciplinar de Economia Política da Universidade de Buenos Aires (UBA).

Para a diretora da área de Emprego, Distribuição e Instituições Trabalhistas do instituto, Roxana Maurizio, "ter emprego não é mais um seguro contra a pobreza na Argentina".

Um em cada cinco pessoas empregadas na Argentina se encontra em situação de pobreza — Foto: Getty Images via BBC

Os institutos públicos e as consultorias privadas chamam este fenômeno de "trabalhadores pobres". São pessoas ocupadas que, mesmo com salário, vivem em situação de pobreza.

"O trabalhador pobre é aquele que, mesmo tendo emprego, recebe salário que não permite que ele saia da pobreza", explica Maurizio. Ela destaca que o salário mínimo do país atingiu níveis inferiores aos registrados na crise de 2001.

Um estudo privado do Instituto de Estudos sobre a Realidade Argentina e Latino-Americana da Fundação Mediterrânea, publicado em outubro passado, registrou que um a cada cinco trabalhadores argentinos é pobre.

E, segundo o último "Panorama do Emprego Informal e da Pobreza Trabalhista", publicado em março pelo Instituto Interdisciplinar de Economia Política, a quantidade de "trabalhadores pobres" aumenta para um a cada três, entre as pessoas com empregos informais.

O governo do presidente argentino, Javier Milei, comemorou a redução da pobreza para 28%, atingindo seu nível mais baixo dos últimos sete anos, segundo dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos do país (Indec) no fim de março.

"A forte redução da pobreza e da indigência se deve ao crescimento econômico, ao processo de redução da inflação e ao reforço dos programas sociais sem intermediários, desde o início da gestão", destacou o ministro da Economia, Luis Caputo, na rede social X.

Mas analistas de institutos públicos e consultorias privadas questionam os números apresentados pelo governo. Os dados contrastam com outros indicadores de renda, como os salários reais e as aposentadorias, que estão em queda.

Para Daniel Schteingart, da plataforma de dados Argendata-Fundar, a "forte redução [da pobreza] é explicada tanto por causas genuínas, quanto por fatores metodológicos no momento da avaliação da pobreza monetária, que a tornam exagerada".

A pobreza na Argentina se encontra no seu nível mais baixo dos últimos sete anos — Foto: Getty Images via BBC

Entre as causas genuínas, o especialista em sociologia econômica destaca o aumento da renda, frente ao custo da cesta básica, mas questiona a própria metodologia do índice de pobreza.

Na Argentina, a pobreza é calculada por meio de pesquisas com base no valor de uma cesta de produtos básicos e comparada ao nível de renda da população.

Esta metodologia pode gerar distorções quando a inflação é muito alta, exagerando o aumento da pobreza em processos de aceleração inflacionária e a sua redução, em processos de queda da inflação, segundo Schteingart.

"Quando corrigimos os vieses, concluímos que a diminuição da pobreza é consideravelmente menor", explica ele.

Além disso, a queda da pobreza ocorre em comparação com o pico gerado pelo próprio presidente Milei, devido à brusca desvalorização decretada no início do seu mandato.

Nos primeiros seis meses do atual governo, a pobreza subiu 11 pontos, atingindo quase 53% da população. Este é o número mais alto em duas décadas, comparável apenas à saída da crise de 2001.

Se ter emprego não garante a saída da pobreza na Argentina, o efeito da deterioração é maior entre as pessoas que trabalham no setor informal que com emprego registrado.

A Pesquisa da Dívida Social Argentina da Universidade Católica do país (UCA) concluiu que quase 20% dos trabalhadores empregados se encontram em situação de pobreza e que este percentual aumenta para 26% entre os trabalhadores do setor informal, segundo o último relatório publicado.

"O principal problema do mercado de trabalho na Argentina é a precariedade trabalhista", afirma o pesquisador da UCA Eduardo Donza. "Mais da metade dos trabalhadores empregados está no setor microinformal da economia."

Na mesma linha, os dados de março da Argendata-Fundar, com base na Pesquisa Permanente de Lares do Indec, registram que, entre os trabalhadores assalariados formais, o nível de pobreza é de 10%.

Já entre os assalariados informais (pessoas que trabalham para um empregador, mas não são legalmente registradas e não colaboram com o Sistema de Previdência Social), o nível de pobreza é de mais de 33%.

A pobreza entre as pessoas ocupadas afeta mais intensamente os assalariados informais — Foto: Getty Images via BBC

"Um trabalhador informal tem três vezes mais probabilidade de ser pobre do que um formal", concorda Maurizio.

Por fim, entre os trabalhadores autônomos (pessoas com trabalho que não têm remuneração fixa), o nível de pobreza é de 27%. Este percentual é maior que a média dos empregados, mas menor que o da população em geral.

Entre eles, os profissionais mostram índices de pobreza similares aos dos assalariados formais, enquanto os de baixa qualificação, como os repositores, se aproximam dos assalariados informais.

"Por isso, embora o índice de pobreza medido pela receita tenha se reduzido, quase 20% dos trabalhadores empregados moram em lares em situação de pobreza", explica Donza.

É preciso esclarecer que os trabalhadores formais representam hoje menos da metade das pessoas empregadas. E é um setor que vem em queda, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

"Meu salário foi derretendo, o que traz uma mudança muito forte do meu estilo de vida", conta Antonela.

A UCA destaca que a capacidade de compra do salário médio mensal caiu em mais de 20% no período entre 2010 e 2025, o que explica casos como o de Antonela.

Isso ocorre porque a economia argentina ainda atravessa uma situação delicada. A inflação de 33% acumulada nos últimos 12 meses ainda é menor que a de anos anteriores, mas continua sendo alta e sua tendência é de crescimento nos últimos nove meses.

Atualmente, cerca de seis milhões de pessoas trabalham na informalidade no país. Elas não têm acesso a direitos trabalhistas básicos, como cobertura de saúde, licenças ou contribuições para a aposentadoria, segundo dados da OIT.

"Quanto mais informalidade, maior é a pressão dos que tentam conseguir empregos registrados e, consequentemente, mais se debilitam as condições trabalhistas do emprego com registro", explica a pesquisadora da UBA.

O aumento da informalidade trabalhista reduz o poder de compra dos trabalhadores na Argentina — Foto: Getty Images via BBC

A precariedade trabalhista, os efeitos limitados das políticas de emprego e os ajustes estruturais propostos por Milei explicam o fenômeno dos trabalhadores empregados que moram em lares em situação de pobreza, segundo os especialistas.

Tudo isso demonstra que, segundo as fontes consultadas, ter trabalho na Argentina não é um seguro contra a pobreza.

Donza destaca que, nas últimas décadas, a mobilidade social ascendente — a noção de que os filhos podem atingir melhor situação econômica que a dos pais — vem se debilitando na Argentina.

Segundo a UCA, quatro em cada dez pessoas entrevistadas afirmam estar, hoje, em pior situação do que seus pais.

Da mesma forma que grande parte dos trabalhadores argentinos, Antonela espera deixar em breve de precisar do seu segundo emprego, da ajuda da família e do endividamento para poder cobrir seus gastos fixos.

"Gostaria de ter uma vida em que pudesse gastar com outro tipo de coisa, como ir à academia, sair para comer com minhas amigas ou fazer uma viagem por ano."

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Alckmin diz que não é contra nem a favor da ‘taxa das blusinhas’ e afirma que apoiará decisão de Lula

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/04/2026 13:09

Política Alckmin diz que não é contra nem a favor da 'taxa das blusinhas' e afirma que apoiará decisão de Lula Declaração ocorre dois dias depois de vice-presidente mencionar necessidade da medida para manutenção de empregos. Taxa incide sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por consumidores brasileiros em plataformas estrangeiras. Por Túlio Amâncio, Mariana Laboissière, g1 e GloboNews — Brasília

O vice‑presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste sábado (18) que não se colocou nem contra nem a favor da chamada “taxa das blusinhas”.

A declaração foi dada dois dias após Alckmin afirmar que não há decisão do governo sobre o fim do imposto de importação aplicado a compras internacionais de até US$ 50, conhecidas como taxa das blusinhas.

Na quinta (16), ao ser questionado por jornalistas no Palácio do Planalto, o vice‑presidente disse que o tema não estava decidido “nesse momento” e citar que manutenção da cobrança é importante para preservação de empregos no país.

A chamada taxa das blusinhas incide sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por consumidores brasileiros em plataformas estrangeiras de comércio eletrônico, que antes eram isentas do imposto de importação.

O tema ganhou força no debate político após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticar publicamente a medida e classificá‑la como desnecessária.

O vice‑presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste sábado (18) que não se colocou nem contra nem a favor da chamada “taxa das blusinhas” e disse que a decisão sobre a medida deve ser tomada com cautela pelo governo.

“Não me coloquei contra a medida, nem a favor. Apenas deixei claro que a decisão deve ser tomada com calma e levando em conta diversos fatores, como, por exemplo, a indústria. A decisão do presidente Lula terá meu total apoio”, afirmou.

A declaração foi dada dois dias após Alckmin afirmar que não há decisão do governo sobre o fim do imposto de importação aplicado a compras internacionais de até US$ 50, conhecidas como taxa das blusinhas (entenda mais abaixo).

Nesta quinta (16), ao ser questionado por jornalistas no Palácio do Planalto, o vice‑presidente citou a manutenção da cobrança para preservação de empregos no país.

“Continuo entendendo que é necessária, porque mesmo com a taxa, ainda a tarifa é menor do que a produção nacional”, disse na ocasião, ao citar a soma de impostos pagos por fabricantes brasileiros.

A chamada taxa das blusinhas incide sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por consumidores brasileiros em plataformas estrangeiras de comércio eletrônico, que antes eram isentas do imposto de importação.

O tema ganhou força no debate político após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticar publicamente a medida e classificá‑la como desnecessária.

Na quinta, o novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães (PT), defendeu o fim da cobrança.

No dia seguinte, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também citou a possibilidade da revogação da medida em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews.

Diante das críticas, empresários e trabalhadores de 67 associações enviaram um ofício a Lula em protesto contra um possível fim do imposto, que classificaram como uma medida “eleitoreira”.

A taxa foi aprovada pelo Congresso Nacional, com apoio do Ministério da Fazenda, após reclamações de empresários sobre uma “invasão” de produtos estrangeiros de baixo valor, especialmente da China.

Segundo dados da Receita Federal, o imposto arrecadou R$ 425 milhões em janeiro deste ano, alta de 25% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em todo o ano de 2025, a arrecadação chegou a R$ 5 bilhões, ajudando o governo no cumprimento da meta fiscal.

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Feriado de Tiradentes: entenda os direitos na emenda e quando o desconto é permitido

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/04/2026 06:10

Trabalho e Carreira Feriado de Tiradentes: entenda os direitos na emenda e quando o desconto é permitido Como o feriado cai em uma terça, trabalhadores podem emendar e ter até quatro dias de descanso; veja regras. Por Redação g1 — São Paulo

Muitos trabalhadores podem ter um “feriadão” de quatro dias com o Dia de Tiradentes, na terça-feira (21), caso consigam folga na segunda (20).

Para servidores federais, a segunda será ponto facultativo, mas na iniciativa privada a emenda depende de decisão da empresa.

A legislação permite o funcionamento de serviços essenciais, e quem trabalhar no feriado tem direito a pagamento em dobro ou folga compensatória.

Estados e municípios decidem se adotam o ponto facultativo, e serviços essenciais seguem funcionando normalmente.

Muitos trabalhadores já estão de olho no tão esperado “feriadão” prolongado que chega na próxima terça-feira (21): o Dia de Tiradentes. A data, declarada como feriado nacional pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garante aos funcionários um dia de descanso.

Como cai em uma terça-feira, quem conseguir folga na segunda (20) pode emendar e ter até quatro dias seguidos de descanso — de sábado a terça, caso não trabalhe aos fins de semana. Para servidores federais, a data será ponto facultativo.

18 de abril (sábado): folga para quem não trabalha aos fins de semana19 de abril (domingo): folga para quem não trabalha aos fim de semanas20 de abril (segunda-feira): ponto facultativo (servidores públicos federais)21 de abril (terça-feira): Tiradentes

Apesar de ser um feriado nacional, nem todos os trabalhadores serão beneficiados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais. (confira quais abaixo)

⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar no feriado tem direito a receber em dobro ou a uma folga compensatória.

A possibilidade de “emenda” não é garantida a todos: depende das políticas de cada empresa, no caso da iniciativa privada, e de decisões dos governos municipal, estadual ou federal, para os servidores públicos.

🏢 EMPRESAS PRIVADAS – "Não há, na legislação trabalhista vigente, obrigatoriedade do empregador em conceder a 'emenda de feriado' aos seus empregados", afirma a advogada trabalhista Vanessa Carvalho. Veja:

"Entretanto, é possível e bastante comum que este tema seja objeto de negociação entre as partes, empregadores e empregados", continua a especialista.

Uma alternativa é a compensação do dia por meio de banco de horas, trabalho aos sábados ou acréscimo de até duas horas na jornada durante a semana.

Já algumas empresas concedem a folga de forma espontânea. Nesses casos, não é permitido descontar o dia não trabalhado nem exigir compensação.

🏛️ FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS – Para os servidores federais, a segunda-feira (20) será ponto facultativo, de acordo com o calendário divulgado pelo governo no fim do ano passado.

Para funcionários municipais e estaduais, a adoção do feriado depende de decisão de cada governo local. Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura determinou a suspensão do expediente dos servidores públicos, com compensação posterior das horas não trabalhadas.

Nesse caso, servidores, estagiários e residentes deverão repor as horas entre janeiro e setembro de 2026. A administração municipal também pode instituir plantões, se necessário.

➡️ Vale lembrar que os serviços essenciais continuam funcionando normalmente, sem alteração na jornada de trabalho.

🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado?⚖️ Quais são os meus direitos?💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define?❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa?⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário?✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente?📆 Quais são os próximos feriados de 2026?

Sim. Apesar do artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores de indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários, atividades ligadas à segurança, entre outros.

Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho, que é um acordo antecipado feito entre empregadores e sindicatos.

Para quem é obrigado a trabalhar no feriado, a legislação garante o pagamento da remuneração em dobro ou compensação com folga em outro dia.

" Havendo banco de horas também poderão ser lançadas estas horas de trabalho, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do A. C Burlamaqui Consultores.

A definição do tipo de compensação (seja através do pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória) geralmente é determinada durante o acordo que feito entre empregador e sindicato.

Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação.

"O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados.

"Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista.

Com isso, a demissão por justa causa geralmente segue um processo que deve incluir uma soma de advertências escritas e tentativas de correção de comportamento.

Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada.

"A falta injustificada deve ser repreendida, no entanto, para fins de justa causa necessário que outros sejam analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função desempenhada pelo empregado, por exemplo", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso.

As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória.

No entanto, contratados por meio de vínculo de trabalho temporário podem ter pré-condições específicas.

Para o trabalhador que é contratado em regime de trabalho intermitente (previsão legal inserida na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017), o pagamento em feriados deve ser acordado no momento da admissão.

O contrato deve especificar o valor da hora de trabalho, que já deve considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou horas extras.

Dessa forma, o trabalhador intermitente receberá o valor que foi combinado para os dias trabalhados, incluindo feriados, aponta o advogado Luís Nicoli.

Depois de abril, o próximo feriado nacional será 1º de maio (Dia do Trabalhador), que cairá em uma sexta-feira e pode permitir emenda para quem folga aos fins de semana.

Outra possibilidade de emenda é o Corpus Christi, em 4 de junho, que é considerado ponto facultativo nacional. Ou seja, cada estado ou município tem autonomia para decretar a data como feriado religioso, desde que haja regulamentação local.

Nas cidades onde a data é considerada feriado, a regra é a dispensa do trabalhador. Caso seja necessário trabalhar, há direito ao pagamento em dobro ou a uma folga compensatória.

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Projeto que põe fim à escala 6×1 deve ser votado em até três meses, dizem ministros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/04/2026 04:59

Trabalho e Carreira Projeto que põe fim à escala 6×1 deve ser votado em até três meses, dizem ministros Texto enviado com urgência constitucional limita a tramitação a até 45 dias em cada Casa e pode virar lei ainda neste semestre. Por Lisandra Paraguassu — Brasília

O projeto de lei enviado pelo governo que põe fim à escala de trabalho 6×1 deve ser analisado pelo Congresso em até três meses para depois ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse na última quarta-feira (15) o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. 

“O projeto de lei com regime de urgência garante, no máximo, 45 dias de tramitação na Câmara e outros 45 dias no Senado. Estamos falando de cerca de três meses para que isso seja aprovado, vire lei e seja sancionado pelo presidente Lula”, disse.

A mensagem ao Congresso sobre o projeto foi enviada na noite de terça (14), e o texto foi protocolado na manhã da última quarta-feira (15), após uma conversa do governo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O parlamentar patrocinava uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o mesmo tema, mas, como esse tipo de proposta tem uma tramitação mais demorada — com risco de não ser aprovada antes das eleições —, o governo optou por enviar o projeto de lei com urgência.

Boulos afirma que governo pode impor urgência para votar fim da escala 6×1 em até 45 dias — Foto: Divulgação

O texto do projeto de lei prevê a redução da carga horária semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com a escala limitada a, no máximo, cinco dias de trabalho e dois de folga.

“Se for uma escala 4×3, serão 10 horas de trabalho diárias, mas isso passa a ser objeto de negociação em convenção coletiva”, disse o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

A PEC em tramitação na Câmara reduz a quantidade de horas de trabalho prevista na Constituição. Segundo os ministros, não há problema em a proposta continuar tramitando paralelamente, mas o governo quer dar celeridade à redução da escala, e uma PEC tem um processo mais demorado.

Segundo Marinho, apesar de a jornada de 44 horas semanais estar prevista na Constituição, ela pode ser reduzida por meio de projeto de lei — mas não ampliada —, o que, segundo ele, resolve a situação.

“Pode ser que, com a entrada em vigor do projeto de lei, a redução da jornada passe a valer e, depois, seja consolidada por meio de uma PEC, para impedir que governos futuros tentem aumentar a carga horária”, disse o ministro, citando o caso da Argentina, onde o governo de Javier Milei aprovou um aumento da jornada de trabalho para 12 horas diárias.

Mudança da escala 6×1 teve grande adesão nas redes sociais e impulsionou projetos no Congresso — Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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‘Padrão Mercosul’: como são as placas de carro de cada país? Veja modelos e entenda projeto de mudança no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/04/2026 04:59

Carros 'Padrão Mercosul': como são as placas de carro de cada país? Veja modelos e entenda projeto de mudança no Brasil Apenas quatro países usam o modelo: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A principal diferença entre elas fica na sequência de letras e números. Projeto de lei em comissão propõe mudar placa brasileira. Por Redação g1

Apesar do bloco econômico ter seis membros, só quatro deles utilizam as identificações em veículos: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Cada um dos quatro países implantou o modelo em momentos diferentes. O primeiro deles foi o Uruguai, ainda em 2015.

Desde 2014, países que fazem parte do Mercosul podem adotar a placa veicular padronizada. Apesar do bloco econômico ter seis membros, só quatro deles utilizam as identificações em veículos: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Cada um dos quatro países implantou o modelo em momentos diferentes. O primeiro deles foi o Uruguai, ainda em 2015. Em seguida, veio a Argentina, em 2016. O Brasil só começou a implementar o padrão em 2018. O último a passar a usar as novas placas foi o Paraguai, padronizando o modelo a partir de 2024.

As variações são poucas, e acontecem mais no padrão de ordem de letras e números. Todas têm a identificação do Mercosul, além do o nome e a bandeira do país acima, sem identificação de estado ou cidade, como propõe o projeto brasileiro (veja mais abaixo).

No Brasil, as placas do Mercosul começaram a ser implementadas em 1º de dezembro de 2018 para início obrigatório em veículos novos e casos de mudança de domicílio. O Rio de Janeiro foi o primeiro estado a implantar o modelo.

No início, a placa tinha a bandeira do estado e o brasão do município no qual o veículo estava registrado. Mas na época, o Ministério das Cidades, durante o governo Temer, decidiu retirar esses marcadores com o objetivo de reduzir custos para o proprietário do veiculo.

Por aqui, a placa tem fundo branco, faixa azul, o nome Brasil com a bandeira ao lado direito. Também é obrigatório o emblema do Mercosul, um QR Code que serve para garantir a autenticidade, rastreabilidade e segurança do veículo, funcionando com uma espécie de "impressão digital eletrônica".

A placa possui uma sequência três letras, um número, outra letra e mais dois números, no formato ABC 1D23. As cores dos caracteres variam a depender da categoria: preta (veículo particular), vermelha (comercial/aluguel), azul (oficial), verde (especial/teste), dourada (Diplomático) e cinza/prata (coleção/antigo).

No primeiro país do bloco a mudar suas placas veiculares, o modelo possui o mesmo padrão de faixa azul superior, com o nome do país no meio, o símbolo do Mercosul à esquerda e a bandeira do país à direita, além do QR Code para acesso de informações sobre o veículo.

A diferença para a brasileira é a sequência de letras e números. São três letras e quatro números para particulares e variantes por categoria, no formato ABC 1234.

A placa argentina segue o mesmo padrão visual do bloco — fundo branco, faixa azul com nome do país centralizado, bandeira à direita e emblema à esquerda. O QR Code para acesso de informações sobre o veículo também está presente.

O que a diferencia é a sequência alfanumérica: duas letras, quatro números e mais duas letras, no formato AB 123 CD, escolha feita para evitar a formação de palavras.

O Paraguai também adota o padrão visual comum: fundo branco, faixa azul superior com emblema do bloco no lado esquerdo e a bandeira do país no lado direito com o nome Paraguay centralizado acrescentando um QR Code para consulta de informações do veículo.

Na combinação alfanumérica, o país usa ABCD 123 para automóveis e inverte a ordem — 123 ABCD — para motocicletas.

Um projeto de lei quer recolocar nomes de estado e município nas placas dos veículos, além da bandeira da unidade da federação.

A matéria foi aprovada na última terça-feira (14) na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para o autor do projeto, senador Esperidião Amin (PP-SC), a medida pode ajudar autoridades a identificar a origem dos veículos em casos de infrações, furtos e roubos.

Segundo o autor do projeto, a identificação pode ajudar autoridades de trânsito e policiais a identificarem com facilidade a origem de um veículo em casos de infrações furtos, roubos e outros crimes envolvendo veículos.

O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), argumentou que a medida pode resgatar o significado cultural e identitário das placas, reforçando o senso de pertencimento regional.

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