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CNU 2025: listas de classificação e espera são divulgadas; veja como acessar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 05:48

Trabalho e Carreira Concursos CNU 2025: listas de classificação e espera são divulgadas; veja como acessar Classificação define quem está dentro das 3.652 vagas ofertadas e quem segue no cadastro de reserva. Por Redação g1, g1 — São Paulo

As listas de classificação para vagas imediatas e listas de espera segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) foram publicadas nesta sexta (20), primeiro no Diário Oficial da União e, depois, no site da Fundação Getulio Vargas (FGV)

Os aprovados em vagas imediatas devem confirmar interesse até 23h59 de segunda (23), exclusivamente pela área do candidato no site da Fundação Getulio Vargas (FGV)

Quem não confirmar é considerado desistente daquele cargo e dos abaixo dele, mas segue concorrendo aos de maior preferência. Havendo desistências, novas convocações podem ocorrer, alterando a ordem de classificação.

A partir das 16h, candidatos podem ver o resultado individual no site da FGV (notas, classificações e situação). No DOU, as listas gerais são por bloco e cargo, com número de inscrição, nota, classificação (ampla e cotas) e situação do candidato.

As listas de classificação para vagas imediatas e as listas de espera da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) foram divulgados nesta sexta-feira (20).

Além disso, também será publicado o edital da primeira convocação para confirmação de interesse — etapa obrigatória para garantir a continuidade no processo.

A publicação ocorre primeiro no Diário Oficial da União (DOU). Em seguida, as listas ficam disponíveis no site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca responsável pela execução do concurso.

É a partir desse resultado que cada participante descobre se está dentro do número de vagas ofertadas nesta etapa ou se permanece no cadastro de reserva, aguardando possíveis chamadas futuras.

🚨Na manhã desta sexta-feira, o site da FGV apresentou instabilidade e ficou temporariamente fora do ar por causa de problemas técnicos.

O problema foi solucionado no final da tarde, e o site já pode ser acessado normalmente pelos candidatos, tanto para consulta às listas quanto para verificar o edital de convocação.

O g1 também procurou o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) para comentar as dificuldades de acesso ao sistema. Em nota, a pasta afirmou que, sobre as instabilidades no site da Fundação Getulio Vargas (FGV) relatadas por candidatos, a orientação é que os usuários entrem em contato diretamente com a banca organizadora.

➡️ A confirmação de interesse é um passo decisivo. Todas as pessoas aprovadas nas vagas imediatas — incluindo cargos que exigem curso de formação e as 1.000 vagas de Analista Técnico Administrativo — devem se manifestar até as 23h59 de segunda (23), exclusivamente pela área do candidato no site da FGV.

⚠️ Quem não se manifestar dentro do período será considerado desistente do cargo e daqueles abaixo dele, mas continua na disputa pelos cargos de maior preferência.

Caso haja desistências, novas convocações serão feitas nas semanas seguintes, o que pode alterar a ordem de classificação.

Os candidatos também poderão consultar, a partir das 16h, o resultado individual no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A plataforma disponibiliza o desempenho consolidado em todos os cargos para os quais o candidato se inscreveu, com notas finais, classificações e a situação em cada um deles.

Já no Diário Oficial da União (DOU), os resultados são divulgados por meio de listas gerais, organizadas por bloco temático e por cargo ou especialidade. As publicações não apresentam o nome dos candidatos, apenas o número de inscrição.

Para cada cargo ou especialidade, constam o número de inscrição, a nota final ponderada, a ordem de classificação na ampla concorrência, além das classificações nas modalidades de reserva de vagas, quando aplicável — como para pessoas com deficiência, pessoas negras, indígenas e quilombolas.

Também é informada a situação do candidato, que pode ser aprovado em vaga imediata, aprovado em vaga imediata por conversão, aprovado em cadastro de reserva (no caso do cargo de Analista Técnico Administrativo) ou aprovado em lista de espera.

As vagas imediatas incluem aquelas que exigem curso de formação, restritas aos cargos da Ancine e da ANP, além das 1.000 vagas de Analista Técnico Administrativo, consideradas cadastro de reserva.

Todos os candidatos aprovados em vagas imediatas deverão confirmar interesse para prosseguir no processo. A etapa desta sexta-feira ocorre dois dias após a divulgação dos resultados individuais definitivos.

Na quarta-feira (18), os candidatos tiveram acesso ao resultado final da prova discursiva após a análise de recursos, à avaliação de títulos, aos procedimentos de cotas e às respostas aos pedidos de revisão.

O calendário foi reforçado previamente pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), que orientou atenção especial ao período entre 20 e 23 de fevereiro.

O CNU 2025 foi coordenado pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), em parceria com a Escola Nacional de Administração Publica (Enap), e executado pela FGV.

A seleção reuniu 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais que variam entre R$ 4 mil e R$ 16 mil. As provas foram aplicadas em 228 cidades no país.

Ao todo, mais de 760 mil pessoas se inscreveram, reforçando o CNU como o maior concurso público do país.

A primeira etapa do CNU 2025, foi realizada no dia 5 de outubro. Já a etapa discursiva foi aplicada em 7 de dezembro e reuniu cerca de 42 mil candidatos em todo o país.

20 de fevereiro – Divulgação das listas de classificação (vagas imediatas e lista de espera) e 1ª convocação para confirmação de interesseAté 23 de fevereiro – Prazo para confirmação na 1ª rodada27 de fevereiro – Divulgação da 2ª convocaçãoDe 28 de fevereiro a 2 de março – Prazo para confirmação na 2ª rodada6 de março – Divulgação da 3ª convocaçãoDe 7 a 9 de março – Prazo para confirmação na 3ª rodada16 de março – Divulgação da classificação final

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O tarifaço de Trump vai cair? Como a decisão da Suprema Corte pode afetar o dólar e o mercado global

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 05:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Suprema Corte dos EUA deve se manifestar nesta sexta-feira (20) sobre a legalidade do tarifaço imposto por Trump a diversos países.

A decisão é vista por analistas como um divisor de águas, com potencial para afetar o dólar, os juros, o comércio global e também a economia brasileira.

Se a Corte decidir a favor de Trump, as tarifas impostas desde abril de 2025 — que variam de 10% a 50% — continuam em vigor e passam a ser consideradas legais.

Se a Suprema Corte considerar as tarifas ilegais, a cobrança tende a ser suspensa, mas isso não significa devolução automática do dinheiro já arrecadado.

A Suprema Corte dos Estados Unidos deve se manifestar nesta sexta-feira (20) sobre a legalidade do chamado tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump a diversos países.

O julgamento vai decidir se Trump podia impor tarifas de forma unilateral, sem aval do Congresso. A decisão é vista por analistas como um divisor de águas, com potencial para afetar o dólar, os juros, o comércio global e também a economia brasileira.

Pela Constituição dos EUA, cabe ao Congresso criar impostos e tarifas. Trump, no entanto, sustenta que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977, autoriza o presidente a adotar esse tipo de medida em situações excepcionais.

Embora a lei já tenha sido usada para embasar sanções e restrições comerciais, nunca havia servido de base para tarifas de alcance tão amplo. Esse é justamente o ponto questionado por empresas e governos estaduais americanos.

Até agora, três instâncias inferiores da Justiça rejeitaram os argumentos da defesa do governo dos EUA. A palavra final ficará com a Suprema Corte.

Se a Corte decidir a favor de Trump, as tarifas impostas desde abril de 2025 — que variam de 10% a 50% — continuam em vigor e passam a ser consideradas legais.

Na avaliação de Jackson Campos, especialista em comércio exterior, uma decisão favorável consolida as tarifas como instrumento legítimo de política econômica.

“Isso reforça o uso de medidas unilaterais e aumenta o risco de novos aumentos tarifários, mantendo o ambiente comercial instável”, afirma.

Do ponto de vista financeiro, o cenário tende a fortalecer o dólar. “Tarifas geram inflação, que exige juros altos, que fortalecem o dólar”, explica Sérgio Brotto, CEO da Dascam Corretora de Câmbio.

Tarifas mais altas também tornam os produtos importados mais caros, o que aumenta os preços dentro do país e faz a inflação subir. Para controlar isso, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) costuma manter os juros altos por mais tempo.

▶️ Juros altos tornam os investimentos nos EUA mais atraentes, atraindo capital estrangeiro e aumentando a demanda por dólares e dando mais força à moeda americana.

“Isso transforma os EUA em um verdadeiro ‘aspirador de capital’, atraindo investimentos globais para a renda fixa americana”, diz Brotto.

Os preços ao consumidor nos EUA subiram 0,2% em janeiro. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 2,4%, acima da meta de 2%.

Esse cenário aumenta a expectativa de que o Fed mantenha os juros altos por mais tempo. Na última reunião, nos dias 27 e 28 de janeiro, a decisão foi de interromper o ciclo de quedas e manter os juros inalterados, contrariando mais uma vez a pressão de Trump para reduzir as taxas.

Se a Suprema Corte considerar as tarifas ilegais, a cobrança tende a ser suspensa, mas isso não significa devolução automática do dinheiro já arrecadado, segundo Jackson Campos, especialista em comércio exterior.

“Parte das tarifas já recolhidas pode ser reembolsada, mas isso depende de ações administrativas e judiciais individuais das empresas”, afirma.

🔎 Ou seja, companhias que pagaram as tarifas terão de entrar com pedidos específicos para tentar recuperar os valores.

Trump já alertou para o impacto financeiro de uma eventual derrota. Em postagem na rede Truth Social na segunda-feira, ele afirmou que uma decisão contrária poderia obrigar os EUA a devolver centenas de bilhões de dólares e gerar um cenário de “completo caos”.

Para o mercado financeiro, a derrota de Trump tende a enfraquecer o dólar. “Sem a pressão inflacionária das tarifas, o Fed ganha espaço para cortar juros, o que torna o dólar menos atrativo”, diz Campos.

Nesse cenário, os investidores ficam mais dispostos a correr riscos e aplicar recursos em mercados emergentes, incluindo o Brasil.

O dólar perde força no mercado internacional;Aumenta a entrada de capital em países emergentes;O real tende a se valorizar frente ao dólar;As expectativas de juros no Brasil podem cair.

Mesmo em caso de derrota, o governo Trump já sinalizou que pode buscar outras bases legais para impor tarifas, como regras de segurança nacional ou alegar práticas comerciais desleais.

Isso significa que o julgamento não elimina totalmente a incerteza, mas reduz o poder do presidente de agir de forma repentina e unilateral.

“O principal efeito no curto prazo não é financeiro, mas a redução da insegurança jurídica”, avalia Campos.

Independentemente do desfecho, a decisão deve afetar pelo menos US$ 90 bilhões (R$ 483 bilhões) em tributos de importação já recolhidos. Isso é o equivalente a aproximadamente metade da receita tarifária arrecadada pelos EUA em 2025 até setembro, segundo analistas do banco Wells Fargo.

"Para a economia dos EUA, a derrubada das tarifas tende a reduzir custos de importação, aliviar pressões inflacionárias e melhorar a competitividade da indústria. Por outro lado, há perda de arrecadação e impacto político interno", afirma Jackson Campos.

No Brasil, os efeitos para o Brasil variam conforme o desfecho do julgamento, de acordo com o especialista.

Se Trump vencer, exportadores brasileiros tendem a continuar enfrentando custos elevados, perda de competitividade, e um ambiente comercial marcado por instabilidade e mudanças frequentes nas regras. Já em caso de derrota do presidente americano, abre-se espaço para a retomada das exportações, com preços mais previsíveis e menor pressão sobre o câmbio.

Atualmente, as exportações do Brasil para os EUA se distribuem, de forma geral, em dois grupos: produtos que entram no país sem tarifas adicionais e mercadorias sujeitas a uma sobretaxa de 40%.

Começou com 10% em abril, de taxa ampla para todos os produtos;A tarifa subiu para até 50% em julho, com entrada em vigor em agosto e uma lista de 700 itens excluídos do tarifaço;Em novembro, a tarifa de 10% foi retirada, mantendo apenas a taxa maior sobre determinados produtos e foram retiradas as tarifas de 40% para uma nova lista de produtos, incluindo café, carnes e frutas.

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Suprema Corte dos EUA pode decidir nesta sexta sobre legalidade do tarifaço de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 05:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Suprema Corte dos EUA pode anunciar nesta sexta-feira (20) sua decisão sobre a legalidade do amplo aumento de tarifas imposto pelo presidente Donald Trump à importação de produtos de diversos países, entre eles o Brasil.

A instância máxima da Justiça americana indicou na última semana que pode divulgar hoje, em plenário, decisões de casos já julgados pelos juízes — o que pode incluir o tarifaço.

A análise das tarifas de Trump envolve um recurso do Departamento de Justiça contra uma decisão de instância inferior, que concluiu que o republicano extrapolou sua autoridade ao impor a maior parte das taxas globais com base em uma lei federal destinada a situações de emergência.

Na prática, a esperada decisão sobre o tarifaço deve definir os limites do poder do republicano para agir sem o aval do Congresso americano — e pode afetar medidas aplicadas contra o Brasil.

A Suprema Corte dos Estados Unidos pode anunciar nesta sexta-feira (20) sua decisão sobre a legalidade do amplo aumento de tarifas imposto pelo presidente Donald Trump à importação de produtos de diversos países, entre eles o Brasil.

A análise das tarifas de Trump envolve um recurso do Departamento de Justiça contra uma decisão de instância inferior, que concluiu que o republicano extrapolou sua autoridade ao impor a maior parte das taxas globais com base em uma lei federal destinada a situações de emergência. (leia mais abaixo)

Na prática, a esperada decisão sobre o tarifaço deve definir os limites do poder do republicano para agir sem o aval do Congresso americano — e pode afetar medidas aplicadas contra o Brasil. O processo judicial se arrasta desde o meio de 2025.

Além disso, a Suprema Corte pode estabelecer parâmetros para outros casos relevantes, definindo o alcance da autoridade de Trump. O republicano tem testado os poderes do poder Executivo ao adotar políticas de forma unilateral e interferir na dinâmica do comércio global.

A Suprema Corte dos EUA decidiu em setembro passado analisar a legalidade do tarifaço imposto por Donald Trump, após o governo recorrer da decisão de um tribunal de apelações, que concluiu que a maioria das tarifas não tem respaldo legal.

As ações contra as taxas foram apresentadas por empresas impactadas pelo tarifaço e por 12 estados americanos, a maioria administrada por democratas.

Além dos limites do poder de decisão de Trump, estão em jogo trilhões de dólares em tarifas alfandegárias ao longo da próxima década. O presidente americano já defendeu que as cobranças são um "remédio" necessário para a economia americana.

Em 5 de novembro, durante as sustentações orais do caso, os juízes da Suprema Corte levantaram dúvidas sobre a legalidade das tarifas impostas por Trump. O debate durou mais de 2h30.

O principal ponto das discussões foi avaliar se o presidente havia ultrapassado a competência do Congresso americano ao impor tarifas com base em uma lei de 1977, originalmente prevista para ser aplicada em situações de emergência nacional.

Segundo a agência Reuters, alguns juízes conservadores afirmaram que a Corte estava debatendo o poder "inerente" dos presidentes ao lidar com outros países — na prática, isso indica uma possível divisão sobre o resultado do caso. O tribunal possui maioria conservadora de 6 a 3.

Em agosto de 2025, Donald Trump criticou a decisão do tribunal de apelações, que declarou ilegais a maior parte das tarifas impostas por ele.

Na ocasião, o tribunal determinou que as tarifas continuassem em vigor até 14 de outubro, concedendo ao governo Trump a oportunidade de recorrer à Suprema Corte. Ao levar o caso à instância superior, o tarifaço permaneceu em vigor.

O republicano afirmou que o tribunal de apelações — que classificou como “altamente partidário” — errou ao determinar a suspensão das tarifas. Ele acrescentou que, “com a ajuda da Suprema Corte dos EUA”, pretende manter a taxação.

“Se essa decisão fosse mantida, ela literalmente destruiria os Estados Unidos. (…) Todos devemos lembrar que as TARIFAS são a melhor ferramenta para ajudar nossos trabalhadores e apoiar empresas que produzem excelentes produtos FEITOS NOS EUA”, publicou ele na Truth Social.

Na prática, Trump fez das tarifas um eixo de sua política externa no segundo mandato, usando-as para pressionar e renegociar acordos com países exportadores aos EUA. A estratégia permitiu obter concessões econômicas, mas aumentou a instabilidade nos mercados financeiros.

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Se a Suprema Corte declarar as tarifas ilegais, a estratégia comercial de Trump pode ser completamente alterada, incluindo o tarifaço anunciado em abril de 2025.

Além de derrubar as taxas, o governo americano também pode ser obrigado a devolver parte dos bilhões de dólares arrecadados com as tarifas, que funcionam como impostos sobre importações.

"Esperamos que isso seja considerado ilegal, mas também estamos nos preparando para o caso de se elas se consolidarem", disse Bill Harris, cofundador da Cooperative Coffees, cooperativa sediada na Geórgia (EUA), à BBC.

A empresa, que importa café de mais de uma dezena de países, pagou cerca de US$ 1,3 milhão (R$ 7,4 milhões) em tarifas entre abril e novembro do ano passado.

Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Em julho, o republicano impôs um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total para 50%.

A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções, que deixou de fora da alíquota adicional de 40% itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e produtos do setor energético. A taxação entrou em vigor em 6 de agosto.

Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas. Meses antes da decisão, em discurso na ONU, o republicano afirmou ter tido uma “química excelente” com Lula.

Enquanto as discussões sobre o tarifaço perderam espaço no noticiário diante da prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por agentes americanos — e de outros fatores geopolíticos —, os rumos da política tarifária voltaram ao radar à espera da decisão da Suprema Corte dos EUA.

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Ações da Azul despencam 36% com oferta bilionária para reestruturação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 05:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,56%Dólar TurismoR$ 5,365-0,22%Euro ComercialR$ 6,074-0,38%Euro TurismoR$ 6,340-0,14%B3Ibovespa189.532 pts-0,53%MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,56%Dólar TurismoR$ 5,365-0,22%Euro ComercialR$ 6,074-0,38%Euro TurismoR$ 6,340-0,14%B3Ibovespa189.532 pts-0,53%MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,56%Dólar TurismoR$ 5,365-0,22%Euro ComercialR$ 6,074-0,38%Euro TurismoR$ 6,340-0,14%B3Ibovespa189.532 pts-0,53%Oferecido por

A desvalorização das ações da Azul é resultado da conversão de dívidas em papéis, diluindo a participação dos acionistas atuais.

A companhia aérea anunciou uma captação de R$ 4,98 bilhões por meio de uma nova oferta de ações no mercado.

Um total de 45,48 trilhões de novas ações ordinárias serão negociadas na bolsa a partir da próxima segunda-feira (23).

O plano de reorganização da Azul foi aprovado pela Justiça americana em dezembro, concluindo uma fase do Chapter 11.

A empresa entrou com pedido de proteção sob o Chapter 11 em maio do ano passado, citando impactos da pandemia e pressões econômicas.

As ações da Azul despencaram 36,27% nesta quinta-feira (19), após a companhia aérea anunciar uma captação de R$ 4,98 bilhões por meio de uma nova oferta de papéis. A medida ocorre em meio ao processo de recuperação judicial da empresa nos Estados Unidos.

🔎 Diferentemente do que costuma ocorrer em quedas acentuadas na bolsa, o movimento não reflete uma crise operacional ou escândalo envolvendo a companhia. A desvalorização está ligada ao plano de reestruturação: parte das dívidas está sendo convertida em ações, o que reduz juros, mas dilui a participação dos atuais acionistas e pressiona os preços dos papéis.

As ações emitidas passam a ser negociadas na bolsa na próxima segunda-feira (23), conforme fato relevante divulgado pela companhia. A oferta envolve 45,48 trilhões de papéis ordinários, ao preço de R$ 0,0001096566 cada.

A emissão levou o capital social da Azul a R$ 21,76 bilhões, dividido em 54,7 trilhões de ações.

A Justiça americana aprovou o plano de reorganização da Azul em dezembro do ano passado, marcando a conclusão de mais uma etapa do processo de recuperação judicial da companhia.

“Essa decisão reforça a consistência geral da reestruturação proposta, permitindo que a companhia avance para as próximas fases de implementação”, disse a empresa em comunicado divulgado em 12 dezembro.

A Azul entrou com pedido de proteção sob o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos, também conhecido como “Chapter 11”, em maio do ano passado. O mecanismo é semelhante ao processo de recuperação judicial adotado no Brasil.

O processo de reestruturação previsto no Chapter 11 estabelece os termos para a reorganização das obrigações financeiras e operacionais da companhia.

Segundo a empresa, a entrada no mecanismo de proteção ocorreu após a Azul enfrentar “efeitos profundos da pandemia de Covid‑19, combinados a pressões macroeconômicas e setoriais" que elevaram significativamente seu endividamento.

“Em meio à instabilidade econômica e política no Brasil, a companhia adotou diversas medidas de reestruturação e captação de recursos entre 2020 e 2025, culminando no protocolo do Chapter 11 em maio de 2025”, disse a empresa.

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Mega-Sena, concurso 2.974: prêmio acumula e vai a R$ 105 milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 05:48

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 2.974: prêmio acumula e vai a R$ 105 milhões Veja os números sorteados: 03 – 10 – 12 – 19 – 37 – 40. Quina teve 108 apostas ganhadoras; cada uma vai levar R$ 27.143,02. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 2.974 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (19), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 105 milhões.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Policiais e manifestantes entram em confronto na Argentina enquanto Congresso discute reforma trabalhista

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 05:48

Mundo Policiais e manifestantes entram em confronto na Argentina enquanto Congresso discute reforma trabalhista Agentes lançaram gás lacrimogêneo e usaram canhões d'água em frente ao Congresso depois de, segundo a imprensa local, manifestantes contrários à reforma tentarem furar bloqueio que isola o prédio. Por Redação g1

Manifestantes empurram uma cerca enquanto um canhão de água tenta dispersá-los durante um protesto em frente ao prédio do Congresso em Buenos Aires, durante discussões da reforma trabalhista no país — Foto: TOMAS CUESTA / AFP

Policiais e manifestantes entraram em confronto em Buenos Aires nesta quinta-feira (19) em frente ao Congresso da Argentina em meio à discussão de um projeto de reforma trabalhista no país.

A Câmara dos Deputados da Argentina começou a discutir nesta quinta-feira (19) o projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo de Javier Milei ao Congresso. O Senado já aprovou o texto na semana passada (veja os principais pontos).

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Segundo a imprensa local, os policiais contiveram os manifestantes com gás lacrimogêneo e canhões d'água depois que eles tentaram furar os bloqueios que isolavam o prédio do Congresso, na região central da capital.

A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário da Câmara em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Legislativo.

A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), realizou uma greve geral que afetou o transporte público no país. As ruas de Buenos Aires amanheceram vazias, e nem todos os comércios abriram. Diversos voos foram afetados, inclusive no Brasil.

Drone mostra o entorno da estação de trem Retiro, em Buenos Aires, vazia em 19 de fevereiro de 2026, dia de paralisação geral na Argentina em protesto contra o projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Estação de trem Constitución, em Buenos Aires, vazia em 19 de fevereiro de 2026, dia de paralisação geral na Argentina em protesto contra o projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei — Foto: Alessia Maccioni/Reuters

O governo Milei havia determinado que a imprensa seguisse "medidas de segurança", o que é uma atitude incomum, e advertiu para situações de "risco" nos protestos esperados para os próximos dias.

"Diante de atos de violência, nossas forças agirão", diz o texto, que informa que os meios de comunicação terão uma "zona exclusiva" em ruas laterais da praça em frente ao Parlamento.

Na quarta-feira passada, milhares de pessoas protestaram nas imediações do Congresso quando o projeto foi debatido no Senado. As manifestações terminaram em confrontos com a polícia e cerca de 30 detidos.

O texto ainda pode sofrer alterações na Câmara, mas já é considerado uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a reforma é ampla, reúne dezenas de artigos e faz parte de um pacote maior de mudanças estruturais voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao emprego e ao investimento na Argentina.

Para garantir apoio político e acelerar a tramitação, o governo negociou cerca de 30 alterações no texto original. Entre as mudanças de última hora, Milei retirou o artigo que permitiria o pagamento de salários por meio de moeda estrangeira ou carteiras digitais, como as do Mercado Pago.

O projeto flexibiliza contratos de trabalho, modifica regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites em greves, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas e estimular a formalização do emprego em um mercado onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade.

Férias mais flexíveis, que poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do período tradicional (normalmente de 1º de outubro a 30 de abril);Restrições a greves em setores considerados essenciais: a reforma exige um mínimo de prestação de serviço entre 50% e 75%, o que limita o poder de paralisação dos sindicatos;Ampliação do período de experiência para até seis meses — podendo chegar a oito ou 12 em alguns casos —, com indenizações reduzidas;Flexibilização da jornada, com ampliação de 8 para até 12 horas diárias, desde que respeitado o descanso mínimo, permitindo compensação conforme períodos de maior ou menor demanda, sem pagamento de horas extras;Mudanças na negociação coletiva, com permissão para acordos diretos entre empresas e sindicatos locais, em detrimento de convenções nacionais;Alterações em indenizações e demissões, com redução no cálculo das indenizações e possibilidade de pagamento parcelado (em até seis vezes para grandes empresas e até 12 para pequenas e médias);Licenças médicas e acidentes de trabalho, hoje cobertos pelo sistema de seguros Aseguradora de Riesgos del Trabajo (ART), que passam a ter limite de pagamento em casos de lesões ocorridas fora do ambiente de trabalho;Combate à informalidade: a proposta elimina multas por falta de registro trabalhista e cria mecanismos de “regularização” dos vínculos, mas proíbe a contratação de monotributistas (regime para autônomos) em funções que deveriam ser de trabalho formal, com relação de dependência.

No mercado digital, trabalhadores de plataformas passam a ser formalmente reconhecidos como independentes, com regras específicas e seguro de proteção, e o teletrabalho (home office) deixa de ter obrigações adicionais impostas durante a pandemia.

A reforma não se aplica aos servidores públicos nacionais, estaduais ou municipais, com exceção das regras sobre greve em serviços essenciais, que também alcançam áreas como saúde, transporte e segurança.

Segundo dados da Pesquisa Permanente de Domicílios (EPH), do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec), referentes ao terceiro trimestre de 2025, a Argentina tinha 13,6 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 1 milhão de desempregados, o que corresponde a uma taxa de desocupação de 6,6%.

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Vinho brasileiro deve ser protegido da concorrência em acordo UE-Mercosul por meio de salvaguardas, diz Alckmin

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 05:48

Agro Vinho brasileiro deve ser protegido da concorrência em acordo UE-Mercosul por meio de salvaguardas, diz Alckmin Salvaguardas são regras que determinam quando os governos poderão suspender temporariamente as vantagens tarifárias concedidas no tratado. Produtores se sentem ameaçados pela bebida europeia. Por Redação g1, Mariana Assis, Isabella Calzolari, Paula Salati

O presidente Lula regulamentará por decreto as salvaguardas, permitindo suspender vantagens tarifárias em caso de problemas com o acordo.

A União Europeia já aprovou suas próprias regras de salvaguarda, permitindo investigar aumentos de 5% nas importações agrícolas.

Especialistas afirmam que o acordo trará mais opções de vinhos de qualidade e preços competitivos para o consumidor brasileiro.

A Europa, com grandes produtores como Itália e França, oferece vinhos de qualidade a preços significativamente mais baixos que no Brasil.

Produtores nacionais terão um período de adaptação, pois a redução tarifária será gradual, levando anos para ser totalmente implementada.

Os vinhos brasileiros devem receber proteções contra a concorrência no acordo entre o Mercosul e a União Europeia por meio de salvaguardas, afirmou o presidente em exercício e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin (PSB), nesta quinta-feira (19).

"No próprio acordo Mercosul-UE, tem um capítulo voltado a salvaguardas. E o presidente Lula vai regulamentar a salvaguarda por decreto. Então, nós teremos a salvaguarda regulamentada", disse Alckmin durante a Festa do Vinho, que ocorre no Rio Grande do Sul.

🔎As salvaguardas são regras que determinam quando os governos poderão suspender temporariamente as vantagens tarifárias concedidas no acordo.

"Qualquer problema, você pode suspender aquele item. Se tiver um aumento grande de imposto de exportação, a salvaguarda você pode imediatamente acioná-la", explicou o vice-presidente.

O g1 apurou que o texto está sendo elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento e Itamaraty e a minuta deve seguir nos próximos dias para análise da Casa Civil.

A União Europeia já aprovou a regulamentação de salvaguardas para a comercialização no bloco em dezembro.

No caso da Europa, se as importações de um determinado produto agrícola considerado sensível aumentarem em 5%, na média de 3 anos, a UE poderá abrir uma investigação para avaliar a possível suspensão dos benefícios.

Os integrantes da comissão também reduziram o tempo de duração dessas investigações: de 6 para 3 meses, em geral, e de 4 para 2 meses, para produtos sensíveis.

O acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode baratear o preço dos vinhos europeus e ampliar a variedade de rótulos disponíveis no Brasil no longo prazo, avaliam especialistas.

Diferentemente do Brasil, onde a produção de vinho é pequena, a Europa concentra os maiores produtores globais, como Itália, França, Espanha, respectivamente, segundo a International Organisation of Vine and Wine (OIV).

É por isso que, no continente, é possível encontrar "vinhos muito bons por dois, três, quatro euros", diz Roberto Kanter, professor de MBAs da FGV.

No entanto, o que desestimula a compra pelo Brasil atualmente é justamente a alta taxa de importação.

"Com as tarifas atuais, é melhor você importar um vinho de 15 euros do que de cinco. Por quê? Porque a tarifa do imposto acaba igualando todos eles em uma faixa semelhante de preço e o cliente brasileiro que compra vinho da Europa já está disposto a pagar mais caro por ele", diz Kanter.

Ele afirma, no entanto, que a redução gradual da taxa vai estimular as empresas brasileiras a diversificarem as suas compras e a apostar em vinhos europeus de menor preço.

"Eu acredito que o consumidor brasileiro vai ser beneficiado. Ele vai passar a ter acesso a uma oferta muito maior de vinhos de qualidade média, a preços extremamente competitivos, muito mais do que você encontra hoje no mercado", ressalta.

O professor de Relações Internacionais do Ibmec-RJ, José Niemeyer, concorda com a avaliação de Kanter e aposta que o brasileiro "vai tomar vinho mais barato", principalmente pelo aumento da concorrência entre mais países pelo mercado nacional.

Os dois especialistas destacam que essa diminuição de preço não será imediata e deve acontecer gradualmente, após o acordo entrar em vigor.

O economista Marcos Troyjo, que liderou as negociações do acordo entre 2019 e 2020, afirma que, como a tarifa levará anos para ser zerada, os produtores de vinho do Brasil — hoje concentrados no Rio Grande do Sul — terão tempo para se adaptar.

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Leilão do Detran-SP tem Honda Civic mais barato que iPhone e moto Dafra a R$ 400

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 05:48

Carros Leilão do Detran-SP tem Honda Civic mais barato que iPhone e moto Dafra a R$ 400 Leilões públicos e privados costumam ter preços bem abaixo da tabela e podem ser oportunidade para trocar de carro, mas há pontos de atenção para que o comprador faça uma boa escolha. Veja a lista e dicas antes de dar seu lance. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) vai realizar um novo leilão de carros e motos na primeira semana de março

O leilão de veículos aptos a circular vai até o dia 4 de março, de forma virtual. Os veículos disponíveis para visitação no pátio de Campinas (SP).

A visitação pública acontece entre os dias 2 e 3 de março, das 9h às 16h30 e a oferta é de carros e motos recolhidos por infrações de trânsito.

Neste leilão, a Dafra Smart 125 de 2011 é a moto mais barata, com lance mínimo de R$ 400. Já o carro mais em conta é um Peugeot 206 de 2004, com lance partindo de R$ 700.

O lance mínimo para levar o Honda Civic de 2013 é R$ 2.499 mais barato que o preço de um iPhone 17 Pro Max de 2 TB (R$ 18.499).

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) vai realizar um novo leilão de carros e motos na primeira semana de março. Os veículos, que foram recolhidos por infrações de trânsito, estão disponíveis para visitação durante os dias 2 e 3 de março.

O lote mais barato é por uma moto Dafra Smart 125, de 2011, com lance inicial de R$ 400. Já o mais caro é uma Mercedes-Benz C63 AMG de 2013, com lances a partir de R$ 140 mil.

O leilão acontece de forma virtual o dia 5 de março, mas os veículos estão no pátio municipal de Campinas. A visitação pública acontece entre os dias 2 e 3 de março, das 9h às 16h30.

Veículos conservados destinados à circulação: acontece no dia 4 de março, às 9h; Sucata aproveitável e sucata com motor inservível: acontece no dia 5 de março, às 9h;Sucata para reciclagem: acontece no dia 5 de novembro, às 9h.

Honda Civic LXR custa R$ 16.000, exatos R$ 2.499 mais em conta que um iPhone 17 Pro Max 2TB — Foto: divulgação/Detran-SP

🚗 261 veículos aptos a circular;⚙️ 258 sucatas com motor ainda podendo ser aproveitado;🔧 53 sucatas com motor condenado, mas podendo servir como peças sobressalentes para outros veículos;♻️ 16 sucatas para fundição e reciclagem.

Segundo o edital do leilão, um carro ou moto aptos a circular significa que eles podem retornar a andar em via pública, ficando o comprador responsável pelo registro do veículo perante o órgão ou entidade executiva de trânsito, com o pagamento das respectivas taxas.

O Detran-SP não é responsável pelas peças e afirma que o comprador já está ciente da situação mecânica do veículo, não aceitando posteriores reclamações.

Neste leilão, a Dafra Smart 125, de 2011 é a moto mais barata, com lance mínimo de R$ 400. Já o carro mais em conta é um Peugeot 206 Sensation de 2004, com lance partindo de R$ 700.

Mercedes-Benz C63 AMG de 2013Lance inicial: R$ 140.000BMW X1 de 2019Lance inicial: R$ 40.000Honda Civic LXR de 2014Lance inicial: R$ 16.000Volkswagen Gol 1.6 de 2019Lance inicial: R$ 16.000BMW F800 R de 2017Lance inicial: R$ 15.000Toyota Corolla XEi de 2000Lance inicial: R$ 5.000Honda CBX 250 Twister 2004Lance inicial: R$ 1.200Fiat Uno Mille Economy de 2011Lance Inicial: R$ 5.000Yamaha Fazer YS250 de 2007Lance inicial: R$ 1.000Honda CG 160 Fan de 2023Lance inicial: R$ 5.000

A avaliação estimada para cada veículo é calculada com base nos valores praticados pelo mercado e no estado de conservação da unidade. O lance mínimo é o valor de partida para as ofertas.

Servidores do Detran-SP e parentes de servidores até o segundo grau;Leiloeiro, seus parentes até segundo grau e membros de sua equipe de trabalho; Proprietários, sócios e/ou administradores dos pátios terceirizados, licitados ou conveniados onde se encontram custodiados os veículos, seus parentes até segundo grau e os membros da equipe de trabalho;Pessoas físicas e jurídicas impedidas de licitar e contratar com a administração, sancionadas com as penas previstas nos incisos III e IV do art. 156 da Lei federal n.º 14.133, de 2021 ou, ainda, no art. 7º da Lei federal n.º 10.520, de 17 de julho de 2002.

Como em qualquer leilão, é preciso analisar minuciosamente cada item para saber qual faz sentido na sua garagem. Para te ajudar, o g1 reuniu as principais dicas e as opiniões de especialistas para que você tome a melhor decisão.

Existem dois tipos de leilões: os particulares e os públicos. A primeira pergunta que o consumidor pode se fazer é: de onde vêm esses veículos?

Os leilões públicos costumam ofertar modelos que foram apreendidos ou abandonados. De acordo com Otávio Massa, advogado tributarista, esses veículos têm origem em operações de fiscalização aduaneira e foram retidos por questões legais, fiscais ou por abandono em recintos alfandegados.

Existem também os carros inservíveis de órgãos públicos, como os que já não têm mais utilidade para o propósito governamental e são vendidos para reutilização ou como sucata.

“Os veículos são vendidos no estado em que se encontram, sem garantias quanto ao seu funcionamento ou condições, e o arrematante assume todos os riscos”, explica Massa.

Em meio aos riscos, há excelentes preços. Porém, existe um passo a passo para verificar o estado do carro, que vamos falar adiante.

Diferentemente das revendas oficiais ou multimarca, não é oferecida uma garantia para o produto. É nesse momento que o consumidor tem que ligar o alerta: produtos de leilões particulares podem ter garantia para apenas alguns itens. Os públicos, por sua vez, não têm garantia.

Por isso, é importante checar se é possível fazer uma vistoria presencial no modelo antes de pensar no primeiro lance.

Luciana Félix, que é especialista em mecânica de automóveis e gestora da Na Oficina em Belo Horizonte, lembra ainda que a burocracia pode ser um grande empecilho para o uso do item leiloado. Um exemplo que ela cita é o de um carro aprendido, que pode ter problemas na documentação.

“Esses carros já vêm com burocracias devido ao seu histórico. (…) Às vezes, são carros que necessitam de uma assistência jurídica. Você tem que contratar um advogado para fazer toda a baixa dessa papelada”, alega a especialista.

De acordo com a especialista em mecânica automotiva Luciana Félix a maioria dos pregões particulares oferece carros de seguradoras (geralmente de sinistros, com perdas totais ou parciais), de locadoras, e de empresas com pequena frota, que colocam a antiga para leilão quando precisam fazer a substituição.

🔒Leilões particulares: frotas de empresas, devoluções de leasing, de seguradoras🦁Leilões da Receita Federal: apreendidos, confiscados ou abandonados.

Segundo Ronaldo Fernandes, especialista em Leilões da SUIV, empresa que possui um banco de dados de peças automotivas, é fundamental entender que existem duas maneiras de adquirir automóveis ofertados em leilões: para restaurar ou utilização; e aqueles voltados exclusivamente para empresas de desmanche legal.

“Não há um tipo específico de veículos que vai a leilão, mas é muito importante verificar qual o tipo de venda que está sendo oferecida para o veículo de interesse, pois alguns veículos poderão circular normalmente e outros servirão somente para desmonte ou reciclagem devido à sua origem”, afirma Fernandes.

Nos casos em que os carros são vendidos para desmanches, a origem deles se dá por conta do tamanho do sinistro. “Dependendo do tamanho do sinistro, o automóvel só poderá ser vendido como sucata, ou seja, sem documentação para rodar novamente”, afirma Fernandes.

Segundo o advogado tributarista Otávio Massa, os critérios para que um carro vá a leilão incluem:

Valor comercial: veículos com valor residual significativo que justifique a venda;Condição recuperável: mesmo que parcialmente danificados, se ainda tiverem peças reutilizáveis ou puderem ser reparados;Procedimento legal: veículos apreendidos ou abandonados que legalmente devem ser vendidos em leilão público.

Resumindo, o que define se um veículo vai ser leiloado é o quanto ele ainda pode despertar o interesse financeiro de novos compradores. Thiago da Mata, CEO da plataforma Kwara, afirma que é feita uma avaliação prévia para determinar o valor a ser cobrado.

“Normalmente, ativos que possuem débitos superiores ao seu valor de mercado são considerados sucata e vão para descarte. Da mesma forma, veículos cujo estado de conservação seja muito crítico podem ter o mesmo destino para que possam ser aproveitadas as peças”, argumenta.

Otávio Massa corrobora com a visão de da Mata ao afirmar que “não há uma porcentagem mínima específica estabelecida por lei, mas o critério principal é se o veículo tem valor comercial residual. Veículos sem valor ou severamente danificados podem ser descartados”.

Carros, caminhões, ônibus e outros modelos destinados a desmanche têm seus respectivos números de chassis cancelados. É como se o automóvel deixasse de existir.

De acordo com Thiago da Mata, da Kwara, inspecionar o veículo é de suma importância. Afinal, os carros podem ter distintos estados de conservação, o que tem que entrar na lista de preocupações de quem participa de um pregão.

“[Os veículos] podem tanto estar em bom estado de conservação, como também é possível que tenham ficado em pátio público durante um período de tempo importante”, afirma.

Os carros podem ter marcas provocadas pelo período em que ficaram expostos ao clima: pintura queimada, oxidação da lataria, manchas provocadas pela incidência solar. E esses reparos também precisam entrar no planejamento financeiro do comprador.

Idealmente, a inspeção deve ser feita de forma presencial, segundo os especialistas consultados nesta reportagem.

Ao verificar um carro, por exemplo, é preciso verificar tudo: bancos, painéis de porta, console central, volante, conferir os equipamentos, a quilometragem, ligar o carro, abrir o capô, checar a existência de bateria de 12V e, se possível, levar um especialista ou mecânico de confiança para checar as partes técnicas e prever possíveis custos extras com manutenção.

Luciana Félix, que é especialista em manutenção, diz que o consumidor precisa ver até o histórico de manutenção, se possível. E documentar tudo com fotos.

“Comprar carros em leilão é tipo um investimento de risco, você pode se dar muito bem ou muito mal, pois você não poderá andar com o carro para saber como está o seu motor ou câmbio, pois todos os veículos estão lacrados”, argumenta a proprietária da Na Oficina.

É importante ressaltar que essa é a mesma verificação que se faz ao comprar um automóvel usado, seja presencial ou via marketplace: deve ser feita uma avaliação técnica, além de checagem da quilometragem rodada e documentação do ativo.

“Importante que seja feita a verificação de débitos ou algum tipo de bloqueio para venda, pois a responsabilidade por estes pagamentos pode ser diferente de leilão para leilão. Estas informações devem estar presentes no Edital, que deve ser lido com atenção antes que qualquer lance seja dado”, alerta Thiago da Mata, da Kwara.

Quando a compra é feita pela internet e não existe a possibilidade de visitar o produto, é indicado solicitar uma vídeo-chamada para fazer essa inspeção. Não é o ideal, mas já ajuda a verificar o estado do carro, mesmo que seja à distância.

Documentação: incongruências jurídicas;Custos para regularização;Estado de conservação do carro;Custos para restauro;Condições de compra;Inspeção mecânica e de equipamentos.

Estude: leia o edital e entenda as regras do leilão;Verifique a procedência: se certifique que o veículo não tem pendências legais;Defina um orçamento: estabeleça um limite máximo de gastos;Inspecione: se possível, veja o veículo pessoalmente ou solicite um relatório detalhado;Experiência: participe de leilões menores para entender a lógica de funcionamento.

▶️ LEMBRE-SE: Utilize apenas canais oficiais para se comunicar com o leiloeiro e verifique sempre a autenticidade das mensagens. Evitar fraudes já é um bom começo.

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Reforma trabalhista de Milei é aprovada na Câmara com mudanças; texto volta ao Senado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 05:48

Trabalho e Carreira Reforma trabalhista de Milei é aprovada na Câmara com mudanças; texto volta ao Senado Câmara analisou texto aprovado pelo Senado em meio a greve geral. O governo negociou cerca de 30 alterações no texto original para garantir aprovação rápida na Câmara dos Deputados. Por Redação g1 — São Paulo

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, com mudanças, a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei.

O texto precisará voltar ao Senado, onde havia sido aprovado na última quinta-feira, pois o governo precisou retirou um trecho que previa redução na indenização em casos de acidentes ocorridos fora do ambiente de trabalho.

Vista como uma das reformas mais amplas na legislação trabalhista argentina desde a redemocratização, a proposta pretende atualizar regras consideradas rígidas e defasadas, reduzir custos trabalhistas e incentivar a criação de empregos formais, segundo o governo.

Críticos dizem que as mudanças podem fragilizar as relações trabalhistas, aumentar a insegurança no emprego e enfraquecer os sindicatos, sobretudo entre trabalhadores menos qualificados.

O momento é um dos mais decisivos do governo Milei desde a posse, em dezembro de 2023. A medida faz parte de um pacote de reformas voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao investimento.

Entre as mudanças que permanecem, estão a flexibilização das férias e jornadas de trabalho de até 12 horas. A expectativa é aprovar o texto final até 1º de março. (veja abaixo as principais mudanças)

Parlamentares da oposição discutem com o presidente da Câmara dos Deputados da Argentina — Foto: REUTERS/Alessia Maccioni

A sessão começou às 14h (horário local), após solicitação enviada ao presidente da Casa, Martín Menem.

A sessão foi marcada por confusão e troca de provocações no plenário. O chefe do bloco União pela Pátria, Germán Martínez, criticou a condução dos trabalhos e chegou a provocar o presidente da Casa com a frase “Cresça, Sr. Presidente”, além de afirmar que os parlamentares “vão se arrepender” da decisão.

Mais para o fim da noite, por volta das 21h30, a deputada Marcela Mango, do partido União pela Pátria, solicitou uma questão de ordem, que foi negada, para que o projeto de reforma trabalhista retornasse à comissão.

Em contra ataque, a Silvana Myriam Giudici pediu uma questão de ordem para que a proposta fosse votada em meia hora. A moção foi aceita, mas depois a deputada retirou o pedido.

Manifestantes participam de um protesto em frente ao Congresso Nacional da Argentina no dia em que legisladores discutem as reformas trabalhistas propostas pelo governo libertário do presidente Javier Mile — Foto: REUTERS/Agustin Marcarian

A reforma foi aprovada pelo Senado na madrugada da última quinta-feira (12), com 42 votos favoráveis e 30 contrários, após uma sessão marcada pela polarização.

No dia anterior (11), milhares de manifestantes se reuniram nos arredores do Congresso, em Buenos Aires, para protestar contra a proposta. Os atos terminaram em confrontos com a polícia, e cerca de 30 pessoas foram detidas, segundo a agência de notícias France Presse.

Nesta quinta-feira, o Ministério da Segurança anunciou medidas extraordinárias para a imprensa e alertou para possíveis situações de risco.

A pasta recomendou que jornalistas evitem permanecer entre possíveis focos de confronto e as forças de segurança e informou que será criada uma “zona exclusiva” para a cobertura em ruas laterais à praça em frente ao Parlamento.

Entre as mudanças estão a flexibilização das férias — que poderão ser divididas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do intervalo tradicional — e a possibilidade de ampliar a jornada diária de oito para até 12 horas, desde que respeitado o descanso mínimo.

O governo negociou cerca de 30 alterações no texto original para garantir aprovação rápida na Câmara dos Deputados.

Férias mais flexíveis, que poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do período tradicional (normalmente de 1º de outubro a 30 de abril);Restrições a greves em setores considerados essenciais: a reforma exige um mínimo de prestação de serviço entre 50% e 75%, o que limita o poder de paralisação dos sindicatos;Ampliação do período de experiência para até seis meses — podendo chegar a oito ou 12 em alguns casos —, com indenizações reduzidas;Flexibilização da jornada, com ampliação de 8 para até 12 horas diárias, desde que respeitado o descanso mínimo, permitindo compensação conforme períodos de maior ou menor demanda, sem pagamento de horas extras;Mudanças na negociação coletiva, com permissão para acordos diretos entre empresas e sindicatos locais, em detrimento de convenções nacionais;Alterações em indenizações e demissões, com redução no cálculo das indenizações e possibilidade de pagamento parcelado (em até seis vezes para grandes empresas e até 12 para pequenas e médias);Combate à informalidade: a proposta elimina multas por falta de registro trabalhista e cria mecanismos de “regularização” dos vínculos, mas proíbe a contratação de monotributistas (regime para autônomos) em funções que deveriam ser de trabalho formal, com relação de dependência.

No setor digital, trabalhadores de aplicativos passam a ser reconhecidos formalmente como autônomos, com regras próprias e um seguro de proteção. Já o teletrabalho deixa de seguir obrigações adicionais estabelecidas durante a pandemia.

Além do quesito mais polêmico de redução de salários, o governo também retirou o artigo que permitia pagar salários em moeda estrangeira ou por carteiras digitais — como as do Mercado Pago — por não oferecerem as mesmas garantias dos bancos tradicionais, supervisionados pelo Banco Central.

Dados da Pesquisa Permanente de Domicílios (EPH) do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), referentes ao terceiro trimestre de 2025, indicam que a Argentina tinha 13,6 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 1 milhão de desempregados — uma taxa de desocupação de 6,6%.

Entre os trabalhadores, 71,9% eram assalariados, mas apenas 63,3% tinham emprego formal com contribuição previdenciária. Somando os autônomos, a informalidade alcança cerca de 43% do mercado.

O setor de serviços reúne aproximadamente 70% dos postos de trabalho, seguido por indústria e construção (22%) e agropecuária (8%). Além disso, mais de um quarto dos ocupados trabalha mais de 45 horas por semana, indicando jornadas prolongadas.

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Ipsos: Brasileiros têm segurança nas finanças hoje, mas mantêm pé atrás em relação aos próximos meses

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 05:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O Índice de Confiança do Consumidor atingiu o maior patamar em 18 meses, impulsionado pela percepção positiva de finanças pessoais e emprego atual.

Apesar da melhora presente, o Índice de Expectativas para o próximo semestre registrou queda, refletindo a cautela dos brasileiros.

O comportamento atual é descrito como um “carpe diem” econômico, priorizando o presente sem grandes apostas no futuro.

A Geração Z se destaca com 61% de otimismo para economizar e investir, contrastando com a menor confiança de pessoas acima de 50 anos.

O brasileiro começou 2026 sentindo uma melhora no bolso hoje, mas pisando no freio em relação aos próximos meses. É o que revela pesquisa Ipsos divulgada nesta quinta-feira (19) com Índice de Confiança do Consumidor, que mediu como a população de 30 países percebe o momento econômico atual e as expectativas para o futuro.

De acordo com o levantamento, o Índice de Confiança do Consumidor atingiu o maior patamar dos últimos 18 meses, com 55,1 pontos em janeiro de 2026 (1,9 ponto a mais que o mês anterior e 3,9 pontos em relação a janeiro de 2025).

🌡️A pesquisa usa "termômetros" para medir a confiança na economia. A melhora entre os brasileiros é puxada principalmente pelos indicadores do presente (que avalia a percepção sobre as finanças pessoais e o emprego hoje), do bolso (que mede a coragem de gastar) e da estabilidade (confiança na segurança do emprego). Os três índices tiveram alta em relação ao período anterior.

⏲️Por outro lado, o "barômetro do futuro", que mede projeções para os próximos seis meses, foi o único indicador a registrar queda. Em janeiro de 2026, o Índice de Expectativas marcou 64,1 pontos (1,8 ponto a menos que no mês anterior e 0,2 ponto abaixo do registrado em janeiro de 2025).

Pesquisa Ipsos mostra aumento no Índice de Confiança do Consumidor — Foto: Kayan Albertin – Arte/g1

O resultado revela um comportamento que especialistas descrevem como um “carpe diem” econômico: aproveitar o momento, sem apostar muito no amanhã.

Segundo Rafael Lindemeyer, diretor sênior da Ipsos, o momento reflete uma sensação de oportunidade.

"O brasileiro se sente mais seguro no emprego hoje e crê que sobrou um pouco mais de dinheiro no bolso agora. Por isso, a 'coragem de gastar' aumentou. É como se o consumidor dissesse: 'vou aproveitar para realizar meus planos agora, porque não sei como estará o cenário daqui a seis meses'", aponta.

A pesquisa mostra ainda que a geração Z (nascidos entre 1996 e 2010) é a mais disposta a gastar. Já entre os brasileiros de até 35 anos, 61% estão otimistas quanto à possibilidade de economizar e investir no futuro. Entre os maiores de 50 anos, o percentual cai para 47,1%, o menor índice entre as faixas etárias.

Embora menos otimista, a geração X (nascidos entre 1965 e 1980) registrou avanço na percepção de que a situação econômica é boa: alta de 14 pontos em relação ao ano anterior.

O levantamento também indica que, em janeiro de 2026, cerca de 55% dos brasileiros se sentiam mais seguros no emprego na comparação com os seis meses anteriores, enquanto 45% relataram queda na confiança. Entre a geração Z, 62% disseram estar mais confiantes.

Quando o assunto é o emprego nos próximos seis meses, 73% afirmam não acreditar que perderão o trabalho por causa das condições econômicas, enquanto 27% veem essa possibilidade.

🔎A pesquisa Índice de Confiança do Consumidor é realizada mensalmente pela Ipsos em 30 países e mede como a população percebe o momento econômico atual e as expectativas para o futuro, além de investigar a situação financeira individual, a disposição para poupar e a segurança para realizar compras ou investimentos de maior valor. As informações de janeiro foram coletadas entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026.

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