RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Haddad diz que Brasil é ‘grande demais para ser quintal’ e defende parceria ‘madura’ com os EUA após queda de tarifas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 03:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Suprema Corte dos EUA anulou as tarifas de 40% impostas por Trump, que afetavam 22% das exportações brasileiras.

O tribunal justificou a decisão afirmando que Donald Trump excedeu seus poderes presidenciais na aplicação das taxas.

Mesmo com a anulação, Trump anunciou uma nova tarifa global de 10%, que passará a valer também para produtos do Brasil.

Haddad assegurou que a competitividade brasileira não será prejudicada e defende uma relação "robusta" com os EUA.

Trump assina decreto com nova tarifa global de 10% depois que a Suprema Corte considerou o tarifaço do ano passado ilegal

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse neste sábado (21) que o Brasil é “grande demais para ser quintal” de qualquer país e defendeu uma relação “madura” com os Estados Unidos após a Suprema Corte norte-americana derrubar o tarifaço imposto por Donald Trump.

Na sexta-feira (20), a Corte decidiu que Trump extrapolou os poderes da Presidência ao aplicar tarifas com base em uma lei de 1977. Com a decisão, deixam de valer as sobretaxas de 40% que atingiam 22% das exportações brasileiras.

Após o revés no tribunal, Trump anunciou uma tarifa global de 10%, que deve passar a valer também para produtos brasileiros. Segundo Haddad, a competitividade do Brasil não será afetada.

Em entrevista na Índia, o ministro afirmou que o país está construindo uma “ponte robusta” para restabelecer a relação com os Estados Unidos e disse acreditar que o processo deve se acelerar.

“Tudo o que nós queremos, em relação à Ásia, à Europa e aos Estados Unidos, é ter parcerias maduras, com vantagens mútuas. Não pode ser bom para um lado e ruim para o outro”, afirmou.

“O Brasil é grande demais para ser quintal de quem quer que seja. Nós temos que ser parceiros do mundo todo.”

Mais cedo, Haddad afirmou que o Brasil agiu “de forma impecável” enquanto as tarifas estavam em vigor e disse que a decisão da Suprema Corte dos EUA favorece os países afetados pela medida.

Alckmin diz que decisão da Suprema Corte dos EUA é 'importante' para o Brasil e que tarifa global de 10% preserva competitividadeDecisão da Suprema Corte de derrubar tarifas é uma vergonha, diz TrumpTarifaço de Trump: veja a cronologia e como ficam as tarifas para o Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante evento na Índia — Foto: Ricardo Reichhardt/TV Globo

Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Em julho, ele aplicou uma sobretaxa de 40%, levando o total a 50%.

A medida veio acompanhada de uma extensa lista de exceções. Ficaram fora da sobretaxa itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e produtos do setor energético. A nova alíquota entrou em vigor em 6 de agosto.

Em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de outros produtos, como café, carnes e frutas. Meses antes, em discurso na ONU, Trump afirmou ter tido uma “química excelente” com Lula.

Com a decisão da Suprema Corte e o novo anúncio feito nesta sexta-feira, o resultado final é uma tarifa de 10% sobre a maioria dos produtos brasileiros, segundo o especialista em comércio exterior Jackson Campos.

“Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item [ou seja, as taxas já em vigor antes do tarifaço], acrescida do novo adicional temporário global de 10%”, afirma.

Ele ressalta que aço e alumínio continuam com alíquotas de 50%, que se somam aos 10% recém-anunciados.

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Microaposentadoria: por que tantos profissionais estão pausando a carreira e como sobrevivem

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 03:46

Trabalho e Carreira Microaposentadoria: por que tantos profissionais estão pausando a carreira e como sobrevivem Para muitos, a pausa é uma forma de evitar o burnout e repensar trajetórias profissionais, apontam entrevistados. Por Associated Press

Microaposentadorias e mini-sabáticos estão crescendo entre profissionais que buscam descanso e reinvenção da carreira — Foto: Freepik

Se você sonha acordado com uma pausa no trabalho, pode imaginar duas semanas de férias ou um fim de semana prolongado. Mas algumas pessoas ousam imaginar algo maior e encontram maneiras de dar um respiro substancial ao estresse ou à rotina diária.

Mini-sabáticos. Anos sabáticos para adultos. Microaposentadoria. Pausas prolongadas na carreira recebem muitos nomes e assumem diversas formas — desde usar o tempo entre empregos para explorar novos caminhos ou tirar uma licença aprovada pelo empregador até se tornar um nômade digital ou economizar para uma aventura de meses. Criar espaço para uma reinicialização, seja mental, física ou espiritual, é o fio condutor.

Custos, responsabilidades pessoais e o medo de serem julgados por colegas, amigos e familiares estão entre os obstáculos que impedem as pessoas de dar uma pausa na vida profissional e partir em busca de novas perspectivas, de acordo com especialistas em períodos sabáticos e pessoas que já passaram por essa experiência.

A visão dos americanos sobre tirar férias é diferente da de grande parte da Europa, onde o tempo livre e o descanso são priorizados, disse Kira Schrabram, professora assistente de gestão na escola de negócios da Universidade de Washington, que estuda trabalho significativo e sustentável.

Na União Europeia, os trabalhadores têm direito, por lei, a pelo menos 20 dias de férias remuneradas por ano.

Mas, de acordo com Schrabram, cada vez mais empresas estão permitindo semanas ou meses de licença remunerada ou não remunerada como forma de reter funcionários valiosos. Há sete anos, ela levou sua experiência em pesquisa sobre burnout para o Sabbatical Project, uma iniciativa fundada por DJ DiDonna, professora sênior da Harvard Business School, que promove o período sabático como “um ritual humano sagrado” ao qual mais pessoas deveriam ter acesso.

Schrabram, DiDonna e o professor emérito da Universidade de Notre Dame, Matt Bloom, entrevistaram 50 profissionais americanos que fizeram uma pausa prolongada em atividades não acadêmicas.

A partir das respostas, identificaram três tipos de sabáticos: férias de trabalho, que envolvem a busca de um projeto pessoal; “mergulhos livres”, que combinam aventuras emocionantes com períodos de descanso; e jornadas empreendidas por pessoas esgotadas, que se engajam em explorações transformadoras após se recuperarem o suficiente.

Mais da metade dos entrevistados financiou os próprios períodos sabáticos. Em um artigo para a Harvard Business Review, os pesquisadores defenderam o uso dessas pausas como ferramenta para recrutar, reter e desenvolver talentos.

Mas, como licenças remuneradas prolongadas não são comuns, “estamos realmente questionando a ideia de que um período sabático precisa ser patrocinado por um empregador”, disse Schrabram sobre o projeto, que criou uma rede de consultores e mentores para incentivar quem tem interesse em tirar um período sabático.

Cada vez mais pessoas estão optando por pausas prolongadas no trabalh — Foto: Ilustração da AP / Peter Hamlin

Roshida Dowe tinha 39 anos e trabalhava como advogada corporativa na Califórnia quando foi demitida, em 2018. Em vez de procurar um novo emprego imediatamente, decidiu passar um ano viajando. Surpresa com a quantidade de pessoas que perguntavam como havia conseguido, resolveu trabalhar como coach online para quem deseja fazer uma pausa na carreira.

Ela e Stephanie Perry, ex-técnica de farmácia que também tirou um ano sabático para viajar e descobriu sua vocação como coach, cofundaram a ExodUS Summit, uma conferência virtual para mulheres negras discutirem a possibilidade de tirar um ano sabático ou morar no exterior.

As palestrantes abordam tanto questões práticas, como finanças, segurança e saúde, quanto temas mais filosóficos, como o valor do descanso e a superação de traumas intergeracionais.

Dar destaque a mulheres que partiram para conhecer o mundo é algo poderoso porque “muitas de nós não estamos abertas a possibilidades que não nos foram apresentadas antes”, disse Dowe, que se mudou para a Cidde do México como parte de sua própria reinvenção.

“Quando dou consultoria para mulheres que querem tirar um período sabático, a principal coisa que elas procuram é permissão”, afirmou.

Para Perry, as férias no Brasil, em 2014, serviram de catalisador quando conheceu pessoas hospedadas no mesmo hostel que viajavam por meses, e não apenas por dias. Ela pesquisou sobre viagens econômicas e descobriu que era possível se manter com US$ 40 por dia.

Antes disso, “eu tinha certeza de que todas as pessoas que viajavam por longos períodos eram herdeiras de grandes fortunas”, disse.

O principal desafio é financeiro e social: muitos precisam planejar e enfrentar o medo de julgamento — Foto: Freepik

O custo é um obstáculo comum para quem considera fazer uma pausa na carreira. Existem maneiras criativas de contornar isso, afirmou Perry, que tem residência legal no México e um apartamento em Bogotá, na Colômbia.

Perry, que mantém um canal no YouTube onde publica vídeos sobre viagens e sobre como se tornar expatriada sendo uma mulher negra americana, arrecada dinheiro por meio dos inscritos para patrocinar mulheres negras em períodos sabáticos.

Quando Ashley Graham fez uma pausa no trabalho em uma organização sem fins lucrativos em Washington, DC, planejou uma viagem de carro que incluía visitar amigos com quem poderia se hospedar gratuitamente.

“Foi uma ótima maneira de me conectar com minha vida passada”, disse Graham, que posteriormente se mudou para Nova Orleans depois de se apaixonar pela cidade durante o período sabático.

Taylor Anderson, planejadora financeira certificada baseada em Vancouver, Washington, é especializada em ajudar clientes a planejar períodos sabáticos. Ela afirma que muitos dos mesmos princípios aplicados à poupança para um período sabático valem para a aposentadoria. Ambos exigem disciplina financeira, além da capacidade de reconhecer quando é seguro gastar.

“Falamos sobre o dinheiro respirando. Às vezes é inspirando, às vezes expirando”, disse Anderson, que também experimentou os benefícios de um período sabático para se reinventar. “Muitas vezes descobrimos que as pessoas têm dinheiro guardado, mas têm medo de gastá-lo.”

Será que todos podem se dar ao luxo de ficar um mês ou mais sem salário? Claro que não. Mas, para aqueles que conseguiram juntar uma reserva financeira, “o custo é, na verdade, menor do que se imagina”, afirmou.

Nesta foto fornecida por Micaela Sling Media, Roshida Dowe, em primeiro plano, monta um camelo acompanhada por várias participantes do ExodUS Summit — Foto: Micaela Peters/Micaela Sling Media via AP

Em 2018, os artistas Eric Rewitzer e Annie Galvin deixaram dois funcionários responsáveis por sua galeria em São Francisco para passar o verão na França e na Irlanda.

“Foi aterrador”, disse Rewitzer, que se descreve como viciado em trabalho e controlador compulsivo. “Foi um enorme exercício de confiança.”

Ao retornar a São Francisco, passou a ver a cidade de forma diferente. Sentia que sua vida estava desequilibrada — muito trabalho e pouco tempo em contato com a natureza.

Essa mudança de perspectiva levou o casal a comprar o que imaginavam ser uma casa de fim de semana na Serra Nevada. O imóvel se tornou residência permanente quando fecharam a galeria durante a pandemia de Covid-19.

Ao interromper os estudos para curtir a vida de esquiador em Vail, no Colorado, Gregory Du Bois adotou o hábito de tirar mini-sabáticos ao longo da carreira corporativa na área de TI.

A cada novo emprego, negociava períodos prolongados de férias, explicando aos gerentes que, para ter o melhor desempenho, precisava de pausas para recarregar as energias.

“É um estilo de vida tão arraigado que quase não o considero um período sabático”, disse Du Bois, que se aposentou da área de tecnologia e passou a trabalhar como coach de vida em Sedona, no Arizona. “Para mim, é uma regeneração espiritual.”

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Trump diz que vai aumentar para 15% tarifa global de importação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Mundo Trump diz que vai aumentar para 15% tarifa global de importação O anúncio foi feito em uma postagem em sua rede social Truth Social, menos de 24h depois de informar que usaria um novo instrumento legal para aplicar a tarifa de 10% sobre produtos importados, com efeito imediato. Agora, o percentual aumentou. Por Redação g1

Donald Trump anunciou em sua rede social Truth Social o aumento das tarifas globais de importação para 15%. Percentual é maior do que anunciado antes, de 10%.

A Suprema Corte derrubou a política tarifária anterior, exigindo "autorização clara do Congresso" para tais medidas.

Trump justificou a elevação para corrigir "décadas de práticas comerciais injustas" e manter sua estratégia "Making America Great Again".

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou na tarde deste sábado (21) que elevará as tarifas globais de importação para 15%. Na sexta-feira, a Suprema Corte do país derrubou o tarifaço imposto no ano passado.

O anúncio foi feito em uma postagem em sua rede social Truth Social, menos de 24h depois de informar que usaria um novo instrumento legal para aplicar a tarifa de 10% sobre produtos importados, com efeito imediato. Agora, o percentual aumentou.

Segundo Trump, a medida tem o objetivo de corrigir “décadas de práticas comerciais injustas” que, na sua avaliação, prejudicaram a economia americana.

No comunicado, Trump afirma que, após “uma análise completa e detalhada” de uma decisão recente da Suprema Corte dos EUA contrária a parte de sua política tarifária, decidiu elevar imediatamente a tarifa mundial de 10% para 15%.

Na mensagem publicada por volta das 13h, o presidente disse que a elevação é legal e permitida pelos instrumentos jurídicos existentes, e que nas próximas semanas a administração Trump definirá “as novas tarifas legais e permissíveis” que serão aplicadas globalmente.

Ele também reforçou que a medida faz parte da estratégia para continuar o processo de “Making America Great Again — GREATER THAN EVER BEFORE!!!” (tornando a América grande novamente — ainda maior do que antes).

“…como Presidente dos Estados Unidos da América, estarei, com efeito imediato, elevando a tarifa mundial de 10% sobre os países (…) para o nível legalmente permitido de 15%.”

O presidente da Corte, John Roberts, foi o relator da decisão e liderou a maioria. Os juízes Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh foram os votos vencidos.

Roberts afirmou que Trump precisa de uma “autorização clara do Congresso” para justificar o tarifaço, citando precedente da própria Suprema Corte.

⚖️ O caso entrou na Justiça em meados de 2025, com uma ação apresentada por empresas impactadas pelas tarifas e por 12 estados americanos, em sua maioria governados por democratas, que questionaram o uso da lei para impor tarifas de importação de forma unilateral. O processo chegou à Suprema Corte por meio de recursos apresentados pelo governo Trump.

Na prática, os juízes confirmaram a decisão de instância inferior que concluiu que Trump extrapolou sua autoridade ao usar a IEEPA, de 1977.

Em reunião com governadores estaduais, Trump classificou a decisão como "uma vergonha" e disse que j tinha um "plano B" para manter as taxas sobre produtos importados, segundo a agência Reuters.

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Derrubada de tarifaço pela Suprema Corte dos EUA impacta US$ 21,6 bilhões em exportações brasileiras, estima CNI

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Donald Trump classificou a decisão da Suprema Corte como "uma vergonha" — Foto: Getty Images

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de barrar o chamado tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump a importações de alguns países impacta o correspondente a US$ 21,6 bilhões em vendas externas brasileiras ao país.

O cálculo foi feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados de 2024 da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC).

Sobre alguns produtos brasileiros, o presidente Donald Trump havia imposto uma sobretaxa que variava de 10% a 40% – derrubada pela Justiça dos EUA.A decisão do tribunal atingiu principalmente as chamadas tarifas recíprocas, que representam o núcleo da estratégia tarifária do governo. Outras tarifas em vigor, como as aplicadas sobre aço e alumínio, não foram afetadas.

“Acompanhamos a decisão de hoje com atenção e cautela. O impacto de uma medida como essa no comércio brasileiro é significativo, tendo em vista a relevante parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Ele destacou que a instituição seguirá monitorando os desdobramentos para avaliar com mais precisão os impactos para o Brasil.

Após a decisão da Suprema Corte, Trump classificou a definição como "uma vergonha" e informou que usará um novo instrumento legal para aplicar uma tarifa global de 10% sobre produtos importados, com efeito imediato.

O republicano afirmou ainda que há “métodos ainda mais fortes” à sua disposição para impor novas tarifas comerciais. “Outras saídas serão usadas”, disse, acrescentando que os EUA podem arrecadar “ainda mais dinheiro”.

Sob o impacto do tarifaço, as exportações brasileiras para os EUA recuaram, passando de US$ 40,37 bilhões em 2024 para US$ 37,72 bilhões no ano passado — uma queda de 6,6%, ou US$ 2,65 bilhões.

Com isso, o déficit comercial do Brasil com os americanos cresceu de forma expressiva, somando US$ 7,53 bilhões no ano passado. O avanço foi de quase 2.900% na comparação com 2024, quando o déficit foi de US$ 253 milhões.

Dados da série histórica do Ministério do Desenvolvimento mostram que o Brasil registra déficits comerciais consecutivos com os EUA desde 2009, há 17 anos. O resultado negativo de 2025 foi o pior desde 2022, em um intervalo de três anos.

O tarifaço do presidente Donald Trump foi implementado de forma gradual, com início em abril para todos os países, embora alguns produtos tenham recebido taxação mais elevada, como aço e alumínio.Em agosto, foi anunciada uma sobretaxa específica de 50% para o Brasil. Ainda assim, foi divulgada uma extensa lista de exceções, com mais de 700 itens, incluindo suco de laranja, aeronaves, petróleo e fertilizantes.Com o passar dos meses e a aproximação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as negociações avançaram e, em novembro, os EUA retiraram do tarifaço outros produtos brasileiros, como carne bovina, café, açaí e cacau. Nesta sexta-feira, a Suprema Corte dos EUA derrubou tarifas adicionais de 10% a 40% que ainda vigoravam para alguns produtos brasileiros.

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Jornada diária de até 12h e salário em moeda estrangeira: a polêmica reforma trabalhista de Milei que gerou greves e protestos na Argentina

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A reforma trabalhista de Milei, já aprovada na Câmara, retornará ao Senado após a retirada de um artigo sobre licença médica.

O governo defende a reforma como "modernização" para gerar empregos formais, mas críticos a veem como um retrocesso de direitos.

A Argentina enfrenta alta informalidade, com quase metade dos trabalhadores sem direitos como seguro saúde e previdência.

A proposta redefine o cálculo de indenização por demissão e amplia a lista de "serviços essenciais" com restrições de greve.

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) convocou greve e protestos, declarando que "direitos não são negociáveis".

Na Argentina, existe um amplo consenso de que uma reforma trabalhista é necessária — Foto: AFP/Getty Images

A Argentina está discutindo uma reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei, que pretende redefinir as condições de trabalho no país. Mas o assunto vem causando polêmica e polarização. O governo descreve a iniciativa como uma "modernização" das relações trabalhistas, enquanto críticos dizem que se trata de um grande retrocesso.

Na quinta-feira (19), a Câmara dos Deputados aprovou preliminarmente o projeto de lei, que já havia passado no Senado uma semana antes.

No entanto, um artigo polêmico sobre licença médica foi retirado pelo partido governista durante a votação na Câmara dos Deputados, o que significa que o projeto terá que retornar ao Senado para poder virar lei.

O debate de quinta-feira no Congresso ocorreu em meio a uma greve geral convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) — a principal central sindical do país — e manifestações na Praça dos Congressos, onde os deputados estavam reunidos.

Entre as propostas mais polêmicas estão a extensão da jornada de trabalho para um máximo de 12 horas, o cálculo da indenização por demissão e restrições na licença médica.

Para muitos setores da sociedade, a proposta de Milei representa um debate há muito esperado na Argentina, um país com longa tradição sindical e amplos direitos trabalhistas que muitos consideram antiquados.

"Nossa legislação trabalhista foi consolidada na década de 1970 e reflete um mundo diferente, um modelo trabalhista baseado em funcionários de escritório e operários de fábrica", disse Miguel Ángel Maza, professor de Direito do Trabalho, à BBC Mundo.

Hoje, o país enfrenta um nível recorde de informalidade, com quase metade dos trabalhadores sem direitos trabalhistas garantidos.

Esse número representa quase 6 milhões de pessoas que não têm direito a seguro saúde, licença médica, indenização por demissão ou contribuições para a previdência.

Entre os menores de 29 anos, a taxa de emprego informal chega a quase 6 em cada 10, e esse número é ainda maior entre as mulheres jovens, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos.

A insegurança no trabalho vem aumentando nos últimos 13 anos, com mais trabalhadores em empregos informais, de acordo com dados do Sistema Integrado de Pensões da Argentina e da Pesquisa Permanente de Domicílios.

Em meio ao debate parlamentar sobre a reforma trabalhista, a principal fabricante de pneus da Argentina anunciou seu fechamento — Foto: Getty Images/via BBC

Entre os principais pilares da reforma, o governo propõe permitir a extensão da jornada de trabalho diária de 8 para 12 horas sem a necessidade de pagamento de horas extras, desde que o período de descanso de 12 horas seja respeitado e o limite legal semanal de 48 horas não seja ultrapassado.

Para tanto, será criado um banco de horas extras para cada funcionário, que a empresa poderá compensar com folgas ou dias de folga em vez de dinheiro.

"Não é o ideal, mas a realidade é que muitas pessoas trabalham mais de 8 horas, muitíssima gente, e nem sempre recebem horas extras", diz Maza.

O governo defende que os trabalhadores poderão negociar, por exemplo, trabalhar mais horas todos os dias de segunda a quinta-feira e ter folga às sextas-feiras.

O projeto de lei permite o pagamento de salários em moeda nacional ou estrangeira, em uma economia onde o dólar tem grande importância, e também uma parte em "benefícios em espécie, moradia ou alimentação".

Este ponto implica que o empregador tem maior liberdade para negociar novas condições após a assinatura do contrato.

A fórmula para o cálculo da indenização por demissão está sendo redefinida, restringindo o que constitui remuneração do empregado.

Caso a medida seja aprovada, férias, bônus e outros itens não incluídos no salário mensal serão excluídos do cálculo.

O partido governista argumenta que se desenvolveu na Argentina uma "indústria de litígios trabalhistas" porque, devido a regulamentações vagas, juízes estavam concedendo indenizações que multiplicavam os salários por dezenas de vezes, incentivando os empregados a recorrerem à justiça.

Em relação às demissões, o governo propôs a criação de um fundo com contribuições patronais, que poderia ser usado para o pagamento das indenizações.

Essa porcentagem viria das contribuições patronais já existentes, portanto sem custos adicionais aos empregadores. Já o Estado receberia menos dinheiro.

O projeto ainda amplia a lista de "serviços essenciais" que têm fortes restrições ao direito de greve, incluindo o setor da educação e serviços alfandegários, entre outros.

A reforma estabelece alterações na lei sobre sindicatos. As assembleias sindicais não poderão interromper o funcionamento normal da empresa, precisarão da autorização do empregador e o trabalhador não será remunerado durante esse período.

A proposta inclui benefícios fiscais para incentivar as empresas a contratarem novos funcionários. As empresas que contratarem desempregados, trabalhadores autônomos ou ex-funcionários públicos receberão descontos nas contribuições previdenciárias patronais durante os primeiros quatro anos.

O artigo 44 do projeto de lei, que foi retirado pelo próprio governo após a primeira votação no Senado, estipulava que, em casos de licença médica ou acidentes não relacionados ao trabalho, os trabalhadores receberiam 50% ou 75% do seu salário, dependendo do caso. Hoje, o valor é de 100%.

A reforma de Milei surge em um momento de fechamento de vagas qualificadas na Argentina. O setor industrial acumulou uma perda de quase 65 mil empregos nos últimos dois anos, segundo a União Industrial Argentina (UIA).

Milei pôs fim às políticas protecionistas anteriores, que descreveu como as de empresários que "caçavam dentro de um zoológico" e que elevavam o custo dos produtos para os argentinos.

Para o partido governista, o problema tem origem em governos anteriores, com uma legislação atual contraproducente.

O governo acredita que o novo marco regulatório gerará mais empregos formais devido aos menores custos para as empresas.

"Esta lei representa um ponto de virada na história trabalhista argentina", afirmou a Presidência da República em um comunicado à imprensa após a aprovação do projeto pelo Senado.

"Após anos de litígios trabalhistas que beneficiaram apenas alguns, burocracia excessiva e regulamentações obsoletas diante de profundas mudanças econômicas e tecnológicas, estamos agora diante de uma profunda transformação que restaura a previsibilidade, o dinamismo e a liberdade do mercado de trabalho."

O documento enfatiza que a iniciativa é "uma reforma estrutural destinada a atualizar um sistema que, durante décadas, excluiu milhões de argentinos do emprego formal e dificultou a criação de empregos registrados".

Milei já havia insistido em diversas ocasiões sobre a necessidade de atualizar as normas trabalhistas na Argentina.

Antes da sessão na Câmara dos Deputados, um debate acalorado aconteceu na quarta-feira em uma comissão parlamentar, onde Gabriel Buenos, diretor de assuntos corporativos da Rappi, aplicativo de entrega em domicílio, defendeu a proposta.

"Apoiamos esse tipo de discussão. Precisamos de regras claras que permitam o desenvolvimento da economia de plataformas", afirmou Buenos, segundo a imprensa argentina.

O principal sindicato da Argentina colou cartazes em espaços públicos falando em perda de direitos trabalhistas — Foto: Getty Images/via BBC

Uma das principais críticas às mudanças é que elas equiparam o poder de negociação das empresas ao dos trabalhadores.

"A reforma tem uma falha fundamental muito grave e perigosa. Ela mascara a crença ideológica de que as relações de trabalho são relações comuns, de que o direito do trabalho não é necessário. É uma descrença na inferioridade do trabalhador em relação ao empregador", diz Maza.

"O direito do trabalho não é uma invenção peronista; ele surge do reconhecimento de que o trabalhador, individualmente, não pode negociar em igualdade de condições com o empregador", acrescentou.

Segundo o especialista em direito do trabalho, a nova lei incentivará a demissão de trabalhadores, pois os empregadores não hesitarão em usar o fundo criado especificamente para esse fim.

"Minha experiência me diz que o emprego provavelmente não aumentará após a medida, porque a contribuição para a previdência social não é o fator mais importante. O que os empregadores levarão em consideração ao contratar é se terão clientes e se a margem de lucro permitirá a sustentabilidade do negócio", afirmou.

O líder do bloco de oposição peronista, União pela Pátria, Germán Martínez, declarou antes da votação de quinta-feira que "a lei é horrível e absolutamente inconstitucional".

"Longe de ser uma lei que moderniza, é uma lei que nos faz retroceder e não acrescenta nenhum novo direito aos trabalhadores. Pelo contrário, o que ela faz é gerar um processo regressivo em termos de direitos, sem precedentes na Argentina", acrescentou à Rádio 10.

"Atacam os direitos dos trabalhadores, atacam a indústria nacional e o futuro do país. Direitos não são negociáveis", declarou a CGT (Confederação Geral do Trabalho) após convocar uma greve.

Os governadores das províncias de Buenos Aires, Terra do Fogo, Formosa, Santiago del Estero, La Rioja e La Pampa manifestaram sua rejeição à reforma.

"Estamos convencidos da necessidade de empreender reformas e transformações nos marcos regulatórios que governam o mundo do trabalho", disse o governador peronista Axel Kicillof nas redes sociais.

"No entanto, nenhuma reforma pode ter como objetivo desmantelar direitos arduamente conquistados ou reduzir proteções, mas sim, pelo contrário, reconhecer novas garantias em um mercado de trabalho instável", acrescentou o governador.

Em meio a acusações cruzadas e opiniões divergentes sobre o assunto, os mais céticos acreditam que a reforma pode simplesmente manter o status quo.

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Azul diz que reduziu em 1,1 bilhão de dólares as dívidas de empréstimos e financiamentos com recuperação judicial

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Campinas e Região Azul diz que reduziu em 1,1 bilhão de dólares as dívidas de empréstimos e financiamentos com recuperação judicial Em comunicado, companhia diz que deixa o processo do Capítulo 11 da Lei de Falências com 850 milhões de dólares em novos investimentos em ações. Por g1 Campinas e Região

A recuperação judicial da Azul resultou na redução total de cerca de US$ 2,5 bilhões em dívidas, incluindo arrendamento de aeronaves.

A companhia aérea obteve US$ 850 milhões em novos investimentos em ações ao finalizar o processo de reestruturação financeira.

Em maio de 2025, quando anunciou o início da recuperação judicial, a empresa estimava queda de mais de 2 bilhões de dólares e o aporte de 950 milhões de dólares.

A saída do Chapter 11, o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos – mecanismo semelhante à recuperação judicial no Brasil – foi anunciado nesta sexta-feira (20).

O processo de recuperação judicial finalizado pela Azul Linhas Aéreas significou, segundo o comunicado da companhia, redução de cerca de 1,1 bilhão de dólares nas dívidas de empréstimos e financiamentos.

Somada a queda nas obrigações de arrendamento (aluguel) de aeronaves, que foi de cerca de 40%, a redução nos dividendos chega a aproximadamente 2,5 bilhões de dólares.

Além da redução das dívidas, a companhia afirmou que saiu do processo com 850 milhões de dólares em novos investimentos em ações.

Em maio de 2025, quando anunciou o início da recuperação judicial, a empresa estimava a eliminação de mais de 2 bilhões de dólares (cerca de R$ 11,28 bilhões) e o aporte financeiro de 950 milhões de dólares.

A saída do Chapter 11, o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos – mecanismo semelhante à recuperação judicial no Brasil – foi anunciado na noite de sexta-feira (20) pela companhia aérea brasileira.

Além da redução dos valores de empréstimos e financiamentos e da queda de cerca de 40% na dívida por arrendamento de aeronaves, os outros resultados indicados pela companhia são:

redução dos pagamentos anuais de juros em mais de 50% em comparação aos níveis anteriores ao Capítulo 11;redução em cerca de um terço dos custos recorrentes com arrendamento de aeronaves;captação de aproximadamente 1,375 bilhão de dólares da emissão de Notas Seniors e 950 milhões de dólares por meio de compromissos em equity.

"Em menos de nove meses, concluímos uma reestruturação abrangente que fortaleceu significativamente nosso balanço e posicionou a Azul para a estabilidade de longo prazo. Estamos saindo do Chapter 11 com o apoio de alguns dos mais respeitados parceiros financeiros e estratégicos da aviação global", destacou John Rodgerson, CEO da Azul, em comunicado.

Na quinta, a Azul havia anunciado três acordos para investimentos de 300 milhões de dólares que serão feitos por duas companhias aéreas norte-americanas, além de outros credores como parte do processo de recuperação judicial.

Os aportes serão feitos pela American Airlines e pela United Airlines, que vão investir 100 milhões de dólares cada. Nos dois casos, a expectativa é que as companhias recebam ações da Azul.

O comunicado da Azul, feito para o mercado na quarta-feira (18), indica que a companhia firmou acordo de investimento adicional com "determinados credores existentes", sem detalhar quais são, na ordem de mais 100 milhões de dólares.

O plano de converter parte das dívidas em ações chegou a gerar uma queda de até 70% na Bolsa de Valores em 8 de janeiro deste ano. A estratégia é fazer com que os credores deixem de receber juros e passam a se tornar acionistas.

Imagem de arquivo mostra avião da Azul no aeroporto de Fernando de Noronha — Foto: Ana Clara Marinho/g1

No comunicado em que informa a saída do Chapter 11, nesta sexta, a Azul destaca que o processo foi concluído em menos de nove meses.

Segundo a companhia, a operação com cerca de 800 voos diários, com pontualidade de 85,1% e 32 milhões de clientes atendidos em 2025.

Voo da Azul no Amapá é cancelado após problemas em pneu de avião — Foto: Jorge Júnior/Rede Amazônica

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A aposta na pitaya para gerar renda na pequena propriedade rural

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo A aposta na pitaya para gerar renda na pequena propriedade rural Produção cresce em Itatiba (SP) e Jundiaí (SP), mas aumento da oferta provoca variação nos preços da fruta. Por Nosso Campo, TV TEM

A produção de pitaya no interior de São Paulo cresce, impulsionada por agricultores que expandem suas plantações.

Produtores como Roberto Ferrari, em Itatiba, preveem colher dez toneladas, superando a safra anterior.

Pitayas vermelhas e brancas se destacam nas propriedades do interior paulista, onde produtores ampliaram o cultivo nesta safra — Foto: TV TEM/Reprodução

Exótica, colorida e cada vez mais presente nas prateleiras, a pitaya tem ganhado espaço entre produtores do interior paulista. A fruta, conhecida pela casca vibrante e polpa adocicada, registra um aumento de produção nesta safra, mas também enfrenta queda nos preços por causa da maior oferta.

Na propriedade de Roberto Ferrari, em Itatiba (SP), a diversidade chama a atenção. Além das variedades mais comuns, ele cultiva outras 30 tipos da fruta. Ao todo, são 500 pés, com predominância das pitayas vermelhas e brancas.

O início da colheita atrasou cerca de 20 dias, mas segundo o produtor, isso não comprometeu a safra. A expectativa é colher dez toneladas, três a mais do que no ano anterior.

Cada pé da pitaya branca pode produzir, em média, até 20 quilos da fruta, mesma produtividade das variedades vermelhas. Apesar do bom desempenho na produção, o aumento da oferta impactou o mercado. O quilo é vendido entre R$ 8 e R$ 10, valor dois reais acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Em Jundiaí (SP), a expansão do cultivo também chama atenção. Há sete anos, a família Rosemberger tinha mil pés de pitaya. Hoje, são cerca de 3,5 mil.

Na propriedade, as variedades vermelha e branca se destacam. Mesmo com o atraso da florada por causa do clima, o produtor Caíque Armagner Rosemberger está otimista e deve colher cerca de 40 toneladas, cinco a mais do que na safra passada.

Assim como em Itatiba, o aumento da oferta influenciou os preços. Se na safra anterior o quilo era vendido por R$ 5, atualmente é comercializado por R$ 3,50. A produção é enviada para a capital paulista e para o Rio de Janeiro.

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Caruru Gigante preocupa produtores do Noroeste de SP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Caruru Gigante preocupa produtores do Noroeste de SP Primeiros focos da planta invasora, com pendões que ultrapassaram um metro de altura, foram encontrados em uma lavoura de soja na região de São José do Rio Preto. Por Nosso Campo, TV TEM

A praga Amaranthus palmeri, conhecida como caruru-gigante, foi detectada pela primeira vez em São Paulo, em uma lavoura de soja perto de São José do Rio Preto, levando à interdição imediata da área.

A planta invasora pode causar perdas de até 91% na produção de milho e é resistente à maioria dos herbicidas, crescendo até 7 cm por dia.

Autoridades recomendam erradicação manual, comunicação imediata de suspeitas e limpeza rigorosa de equipamentos para evitar a disseminação da praga.

O Caruru Gigante é uma planta invasora e pode causar perdas consideráveis — Foto: Reprodução/TV TEM

A identificação da praga Amaranthus palmeri, conhecida como caruru-gigante, pela primeira vez no estado de São Paulo, colocou autoridades e agricultores em alerta máximo.

Os primeiros focos da planta invasora, com pendões que ultrapassaram um metro de altura, foram encontrados em uma lavoura de soja na região de São José do Rio Preto, levando à interdição imediata da área e a uma operação de emergência para erradicar a infestação.

A situação foi classificada como emergência fitossanitária devido ao alto poder de destruição da planta. Estudos da Embrapa indicam que o caruru-gigante pode provocar perdas superiores a 70% na produção de soja e de até 91% nas plantações de milho.

Além de ser extremamente prejudicial, com crescimento de até 7 centímetros por dia e produção de até um milhão de sementes por planta, a espécie é notoriamente resistente à maioria dos herbicidas disponíveis no mercado.

A principal hipótese das autoridades é que a praga tenha chegado ao local de forma acidental. A suspeita é de que as sementes tenham caído de um veículo, germinado e formado um banco no solo.

Não nativa do Brasil, a Amaranthus palmeri foi identificada pela primeira vez no país em 2015, no Mato Grosso, e até então estava restrita a esse estado e ao Mato Grosso do Sul. Sua má fama é internacional: nos Estados Unidos, é considerada a principal planta daninha e chegou a ser eleita a “planta do ano” em 2014 por seu impacto devastador.

A única forma de controle eficaz é a erradicação manual, com a retirada das plantas, o ensacamento e a incineração para destruir as sementes.

Desde a confirmação, equipes de defesa agropecuária do estado percorrem propriedades em um raio de 10 quilômetros do foco inicial para garantir que a praga não tenha se espalhado. A notícia já gera preocupação entre os produtores.

“Do ponto de vista operacional, é orientar nossa equipe a tomar os devidos cuidados para que, ao identificar a praga, primeiro de tudo, comunicar e fazer a erradicação, além de evitar a transferência [de sementes] para outras áreas por meio dos implementos”, relata Luiz Forest, produtor de soja há 11 anos.

A orientação oficial para todos os agricultores paulistas é clara: em caso de qualquer suspeita, a defesa agropecuária deve ser informada imediatamente. As autoridades também recomendam a restrição do trânsito de pessoas e máquinas dentro das propriedades e a limpeza rigorosa de equipamentos, ferramentas, pneus e calçados, já que as sementes minúsculas podem ser facilmente transportadas.

A colaboração dos produtores é considerada fundamental para conter a propagação e proteger o agronegócio paulista de um prejuízo potencial.

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É tempo de colher macadâmia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo É tempo de colher macadâmia Versátil, a macadâmia é rica em fibras, proteínas e vitaminas, sendo utilizada tanto na culinária quanto na fabricação de cosméticos. Por Nosso Campo, TV TEM

A macadâmia, noz australiana, é colhida no Brasil de fevereiro a setembro, com a região de Dois Córregos sendo um polo de destaque na produção.

Produtores preveem um aumento de 50% na safra atual, após uma queda de 80% no ano anterior, causada por altas temperaturas e pouca chuva.

A crescente demanda nacional impulsiona o cultivo, que inclui a transição para a produção orgânica, valorizando o produto e o meio ambiente.

Produtores de macadâmia esperam um aumento de 50% na safra atual, após uma queda de 80% no ano anterior — Foto: Reprodução/TV TEM

A macadâmia, noz originária da Austrália, é conhecida por ter uma das cascas mais difíceis de quebrar. No Brasil, as primeiras plantações comerciais surgiram na década de 1970, em São Paulo, e hoje a região de Dois Córregos se destaca no cultivo.

O processo de amadurecimento da noz ocorre de dentro para fora: mesmo com a casca externa ainda verde, o fruto já está maduro por dentro. Com o tempo, essa casca seca, escurece e se abre, revelando a casca dura da noz.

O ciclo leva cerca de 15 dias para que o fruto maduro caia do pé e mais sete dias para que a primeira casca comece a se abrir. A colheita, feita manualmente em propriedades como uma das visitadas, com 400 hectares, enfrenta os desafios do clima.

Enquanto o ano passado registrou uma safra bem abaixo do esperado, a expectativa para a produção atual é mais positiva. O produtor Thomas Augusto Magro explica a quebra anterior.

“Começou no inverno de 2024, período da florada da macadâmia. Tivemos altas temperaturas e baixo índice de chuva. Já vínhamos de um cenário de pouca precipitação desde o início do ano. Quando chegou o inverno com temperaturas elevadas, a flor acabou queimando com a intensidade do sol, e tivemos uma quebra de praticamente 80% na safra”, afirma.

Versátil, a macadâmia é rica em fibras, proteínas e vitaminas, sendo utilizada tanto na culinária quanto na fabricação de cosméticos. A colheita se estende de fevereiro a setembro.

Historicamente, 60% da produção brasileira era destinada ao mercado externo, mas as empresas têm buscado atender também à crescente demanda nacional. Esse crescimento impacta diretamente famílias como a de Luciana Maria da Silva, que encontrou na colheita sua principal fonte de renda.

“É daqui que sai a minha renda. Meu primeiro trabalho foi na colheita da macadâmia. Sou de Pernambuco, vim de lá e consegui emprego aqui”, conta.

Em outra fazenda, na cidade de Bocaina, a abordagem é diferente. A colheita é semimanual e, há cinco anos, o produtor Edwin Montenegro investiu na transição para a macadâmia orgânica. O mato alto na propriedade é um indicativo visual de que a área não recebe defensivos químicos.

A decisão pela produção orgânica, iniciada em 2022 após 20 anos de cultivo convencional, foi estratégica.

"A gente percebeu que tinha alguns benefícios, não só do ponto de vista de meio ambiente e de tratos culturais, mas também porque, com essa sintonia com a natureza, percebemos uma valorização do produto", explica Edwin.

Após sair do campo, a macadâmia segue para a indústria, onde passa por diversas etapas. O processo inclui a quebra e a separação da casca, seleção, limpeza, torra, pesagem e embalagem, garantindo qualidade e sabor até o produto final, pronto para o consumo.

"Ela entra na indústria e começa a quebrar a macadâmia, separa a casca da noz, passa pelo processo de seleção, depois tem o processo de limpeza, torragem, pesagem e embalagem", explica Edwin, que anda otimista com a safra, mas espera que o clima colabore.

"A safra desse ano, graças à chuva, está bem melhor. A gente estima que a gente vai aumentar em torno de 50%", conclui o produtor.

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‘Nos fazia chorar quase todo dias’: como lidar com chefes tóxicos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Trabalho e Carreira 'Nos fazia chorar quase todo dias': como lidar com chefes tóxicos Ligações insistentes e fora do horário de trabalho, insultos e metas impossivelmente altas. As atitudes de chefes tóxicos já levaram muitas pessoas a se demitirem — mas nem todos podem fazer isso. Por BBC

'Nos fazia chorar quase todos dias': como lidar com chefes tóxicos — Foto: Getty Images via BBC

O emprego em uma pequena agência de relações públicas no Reino Unido parecia ideal: equipe unida, clientes importantes e a chance de construir uma carreira promissora.

O que Maya (nome fictício) não tinha previsto era que tudo isso vinha acompanhado de uma "chefe tóxica" que estabelecia "padrões impossivelmente altos" e repreendia publicamente os funcionários que não os atingiam.

"Ela costumava chamar a atenção das pessoas na frente de toda a equipe, lançando insultos como 'você é burro?' e 'este trabalho é uma porcaria'", conta ela à BBC.

Maya diz que o comportamento de sua gerente frequentemente ultrapassava os limites da gestão de desempenho e se transformava em ataques pessoais.

Ela cita o exemplo de uma colega que comentou que havia contratado um personal trainer para se preparar para o casamento e foi surpreendida com a foto de uma "noiva gorda" deixada pela chefe na mesa dela.

Alguns meses depois de começar no emprego, Maya percebeu que "todos os meus colegas choravam quase diariamente".

A equipe adoecia com frequência "devido a problemas de saúde mental", diz ela. Maya acabou saindo do emprego.

O caso dela não é isolado — pesquisas apontam que uma em cada três pessoas já pediu demissão por causa de um ambiente de trabalho tóxico ou de um chefe ruim.

Mas nem todo mau chefe é tóxico, e entender a diferença é importante, afirma Ann Francke, diretora executiva do Chartered Management Institute.

Muitos líderes se enquadram em uma categoria que o instituto chama de "chefe acidental", em que as pessoas são promovidas por suas habilidades técnicas em vez de sua capacidade de liderança.

Nesses casos, o mau comportamento geralmente é resultado de inexperiência ou de incerteza, e não motivado pela intenção.

Um chefe tóxico, diz ela, é diferente, pois "deliberadamente não demonstra empatia e, muitas vezes, também não tem autoconhecimento".

"Eles podem sabotar ativamente a equipe, se apropriar do trabalho dos outros ou liderar pelo medo e ter expectativas irreais", explica Francke.

O impacto vai além de conflitos de personalidade, criando ansiedade que pode prejudicar tanto a saúde mental quanto o desempenho dos funcionários.

"Se você sente um nó no estômago na segunda-feira de manhã, se encolhe pelos cantos para evitar confrontos ou se tem medo de se manifestar em reuniões por receio de represálias, isso é toxicidade, não um conflito de personalidade", afirma ela.

Rachel McAdams estrela Socorro!, que aborda o conflito entre um chefe tóxico e uma funcionária — Foto: Getty Images via BBC

Josie (nome fictício) conta que passou anos trabalhando para uma chefe que a mantinha sob constante vigilância.

"Ela me ligava, mandava mensagens e áudios sem parar o dia todo, das 7h da manhã às 22h", disse Josie à BBC. "Mesmo nos dias em que não estava trabalhando, ela queria saber onde eu estava o tempo todo."

Ela também tirava projetos de Josie e os dava para outras pessoas, além de excluir membros da equipe dos almoços em grupo.

Hannah (nome fictício) contou à BBC que era humilhada regularmente por sua chefe enquanto trabalhava para uma grande rede de supermercados.

"Minha chefe me obrigou a tirar o suéter e trabalhar no evento de regata em novembro (quando faz frio na Inglaterra)", disse ela à BBC. "Me senti uma idiota, Foi humilhante."

A tensão entre chefe tóxico e funcionário é explorada no recente filme Socorro!. No thriller com humor sarcástico os dois são forçados a confrontar questões não resolvidas no ambiente de trabalho depois de ficarem presos juntos em uma ilha deserta após um acidente de avião.

Em entrevista no lançamento do filme, a atriz Rachel McAdams, que interpreta a funcionária, disse que já passou por ambientes de trabalho difíceis e se lembra de um chefe particularmente ruim em um trabalho temporário durante um verão.

"Eu simplesmente pedi demissão", ela afirmou. "E meu conselho seria tentar uma demissão silenciosa, se possível, e, caso contrário, tentar praticar um pouco de meditação."

Muitas vezes, contudo, pedir demissão não é uma opção até que apareça outra vaga. Nesses casos, ou para quem quer tentar lidar com a situação antes de tomar uma decisão definitiva, Francke compartilha recomendações que podem ser úteis:

Conte para alguém: Encontre um mentor fora da sua linha hierárquica direta que entenda a organização e possa oferecer conselhos de forma honesta e independente.Confronte o chefe sobre o comportamento dele: Não faça isso de surpresa, mas marque uma reunião e exponha suas preocupações com calma, de maneira formal, apresentando exemplos específicos. Se seus colegas também forem afetados, considerem abordar o assunto de forma conjunta para mostrar o impacto mais amplo. Seu chefe pode não perceber o dano que está causando com seu comportamento.Proteja-se: Estabeleça limites, priorize seu bem-estar e crie um espaço fora do trabalho. Pode ser difícil, mas aprender a se distanciar da situação ajudará você a recuperar a perspectiva e planejar os próximos passos.Use o RH com cautela: Se sua organização tem um bom Recursos Humanos (RH), você certamente pode confiar nele, mas vale a pena verificar se o departamento tem um histórico de lidar com comportamentos inadequados em vez de ignorá-los.

Saiba quando recorrer a medidas mais drásticas: Se o comportamento for abusivo ou representar um risco reputacional para a empresa, pode ser necessário abrir um processo formal de denúncia, mas esse pode ser um passo difícil, por conta do temor de represálias.

Os profissionais que se orgulham de fazer o mínimo possível no trabalhoPor que funcionários estão ficando egoístas e menos leais a empresas

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