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Decisão contra as tarifas de Trump cria nova incerteza nas relações comerciais dos EUA com a China

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Suprema Corte derrubou as tarifas abrangentes impostas por Trump, que reagiu com fúria e ameaçou impor novas taxas globais de 10% a 15%.

Apesar da decisão judicial fortalecer sua posição, a China deve agir com cautela antes da aguardada viagem de Trump a Pequim.

Analistas preveem que o governo Trump pode ativar um "Plano B", como uma investigação sobre o cumprimento de acordos comerciais pela China.

A decisão cria incerteza para outros parceiros comerciais dos EUA, especialmente aqueles que firmaram acordos para amenizar a turbulência inicial.

A decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas abrangentes impostas pelo presidente Donald Trump adicionou um novo elemento a uma já complicada relação entre Estados Unidos e China. Com ambos os países navegando em terreno instável para evitar uma guerra comercial total que poderia desestabilizar a economia global, ao mesmo tempo em que disputam uma posição de força nas negociações.

A decisão judicial de sexta-feira aparentemente fortalece a posição da China, mas analistas preveem que Pequim será cautelosa ao explorar essa vantagem, sabendo que Trump tem outros meios para impor taxas. Os dois lados também querem manter uma frágil trégua comercial e estabilizar as relações antes da aguardada viagem de Trump a Pequim.

“Isso dará à China um impulso moral em suas negociações com a equipe de Trump antes da cúpula, mas eles estão preparados para o cenário de que nada realmente mude na prática”, disse Sun Yun, diretora do programa da China no Stimson Center, um centro de estudos com sede em Washington.

Furioso com a derrota, Trump afirmou inicialmente que imporia uma tarifa global temporária de 10% antes de elevá-la para 15%, além de buscar caminhos alternativos para cobrar tarifas de importação. Ele defendeu as tarifas apontando para a China, que representa o maior desafio à predominância econômica, tecnológica e militar dos EUA.

“A China tinha centenas de bilhões de dólares em superávits com os Estados Unidos. Eles reconstruíram a China. Eles reconstruíram o Exército. Nós construímos o Exército da China ao permitir que isso acontecesse”, disse Trump a repórteres na sexta-feira. “Tenho um ótimo relacionamento com o presidente Xi, mas ele agora respeita nosso país.”

A Casa Branca confirmou que Trump viajará à China de 31 de março a 2 de abril para se reunir com o presidente Xi Jinping.

Tarifaço derrubado: quais os próximos passos e como a decisão pode afetar o BrasilSuprema Corte pode obrigar EUA a devolver até US$ 175 bilhões em tarifas de Trump, aponta instituto

É improvável que Xi “ostente ou brandisse” de forma contundente a decisão da Suprema Corte ao se reunir com Trump, devendo optar por tentar fortalecer sua relação com o presidente americano, disse Ali Wyne, assessor sênior de pesquisa e advocacy focado na política dos EUA para a China no International Crisis Group.

Quanto mais Xi conseguir fazer isso, “mais provável será que a frágil trégua comercial entre Estados Unidos e China se consolide de fato e que Trump esteja disposto a concessões na área de segurança que deem à China maior liberdade de manobra na Ásia”, afirmou Wyne.

Questionado sobre as implicações da decisão judicial, o porta-voz da Embaixada da China, Liu Pengyu, disse apenas que guerras tarifárias e comerciais não servem ao interesse de nenhum dos dois países. Ele pediu que Pequim e Washington trabalhem juntos para “proporcionar maior previsibilidade e estabilidade à cooperação econômica e comercial China-EUA e à economia global”.

A decisão da Corte também cria nova incerteza para outros parceiros comerciais dos EUA, na Ásia e em outras regiões, especialmente aqueles que firmaram acordos comerciais para amenizar a turbulência inicial provocada pelas tarifas de Trump.

“Eu esperaria que a maioria dos parceiros asiáticos agisse com cautela, com os acordos existentes sendo amplamente mantidos enquanto ambos os lados analisam as implicações nas próximas semanas”, disse Dan Kritenbrink, sócio do The Asia Group e ex-secretário assistente de Estado para Assuntos do Leste Asiático e do Pacífico no governo Biden.

Ele afirmou que observará o impacto sobre o Japão antes da visita planejada da primeira-ministra Sanae Takaichi a Washington em março. O Japão, aliado firme dos EUA, viu suas relações com Pequim se deteriorarem nos últimos meses.

Pouco depois de retornar à Casa Branca no início do ano passado, Trump invocou uma lei de poderes emergenciais e impôs tarifas de 20% sobre produtos chineses, alegando que Pequim não conseguiu conter o fluxo de substâncias químicas que podem ser usadas para produzir fentanil.

Posteriormente, Trump utilizou a mesma autoridade emergencial para impor tarifas recíprocas amplas a diversos países, incluindo 34% sobre a China. Pequim retaliou, e as tarifas chegaram temporariamente a ultrapassar 100% antes de ambos os lados recuarem.

Após várias rodadas de negociações comerciais e uma cúpula entre Trump e Xi na Coreia do Sul, em outubro, os dois países concordaram com uma trégua de um ano com uma tarifa-base de 10%. Trump também reduziu a chamada tarifa do fentanil para 10%, enquanto Pequim retomou a cooperação para restringir a exportação de mais substâncias que poderiam ser usadas para fabricar o opioide.

Wendy Cutler, vice-presidente do Asia Society Policy Institute, disse suspeitar que o governo Trump possa apresentar rapidamente um “Plano B”. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA conduz atualmente uma investigação sobre o cumprimento, por parte da China, de um acordo comercial anterior — o que poderia servir como plano alternativo da administração, afirmou. Caso a China seja considerada em descumprimento de suas obrigações, o governo dos EUA pode impor tarifas com base na legislação comercial.

O deputado Ro Khanna, principal democrata no Comitê Especial da Câmara sobre o Partido Comunista Chinês, instou o governo a formular uma nova estratégia mais rigorosa que “responsabilize a China por suas práticas comerciais desleais e aproveite o poder coletivo de nossos aliados e parceiros”.

Gabriel Wildau, diretor-gerente focado em análise de risco político na China na consultoria Teneo, afirmou que Trump já demonstrou disposição para usar outras bases legais para impor tarifas à China, como fez em seu primeiro mandato, e que Pequim provavelmente parte do princípio de que as tarifas podem ser mantidas ou recriadas “com apenas dificuldade moderada”.

“Mas Pequim também mantém a esperança de convencer Trump a reduzir essa tarifa em troca de garantias de compras ou outras concessões”, disse Wildau.

O presidente Donald Trump, à esquerda, e o presidente chinês Xi Jinping posam antes da reunião de cúpula no Aeroporto Internacional de Gimhae, em Busan, Coreia do Su — Foto: Foto AP/Mark Schiefelbein

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Mega-Sena, concurso 2975: prêmio acumula e vai a R$ 116 milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 2975: prêmio acumula e vai a R$ 116 milhões Veja as dezenas sorteadas: 07 – 10 – 17 – 35 – 44 – 46. Quina teve 106 apostas ganhadoras; cada uma levou R$ 36.398,76. Por Redação g1

O sorteio do concurso 2975 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (21). — Foto: Reprodução/Caixa

O sorteio do concurso 2975 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (21), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio acumulou para R$ 116 milhões no próximo sorteio.

5 acertos — 106 apostas ganhadoras, R$ 36.398,76.4 acertos — 7.501 apostas ganhadoras, R$ 847,85.

As apostas podem ser realizadas até as 19h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Ibaneis enfrenta resistência até de aliados para aprovar socorro ao BRB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Economia Blog da Ana Flor Ibaneis enfrenta resistência até de aliados para aprovar socorro ao BRB Após rombo com caso Master, governador do Distrito Federal pretende aprovar na Câmara Legislativa um projeto de lei que autoriza o uso de 12 terrenos públicos como garantia na ajuda ao banco estatal Por Antônio de Castro, TV Globo

Não é apenas a oposição, comandada por PT e PSOL, que dá dor de cabeça ao governador Ibaneis Rocha, do MDB, para aprovar o socorro ao Banco de Brasília (BRB) num dos momentos mais delicados da história do banco estatal, que tem no governo do Distrito Federal (GDF) seu controlador.

É uma situação inédita para o governador Ibaneis, que nunca enfrentou qualquer dificuldade para aprovar os projetos que enviou à Câmara Legislativa desde que assumiu o GDF, em 2019.

"Não há consenso. Aliados se rebelaram e não querem votar", diz um importante nome da base aliada de Ibaneis, na condição de anonimato.

Por isso, as conversas nos bastidores se intensificaram nos últimos dias e devem seguir até a próxima terça-feira (24), quando o GDF pretende ver aprovado o projeto de lei que autoriza o uso de 12 terrenos públicos como garantia na operação de socorro ao BRB.

Ibaneis Rocha, MDB, admitiu que esteve com Vorcaro, mas negou ter tratado da venda do Master para o BRB

A preocupação dos deputados distritais é maior neste ano eleitoral. "Eles não querem repetir o desgaste do ano passado, estão insatisfeitos", diz o aliado de primeira hora de Ibaneis.

Em 2025, a bancada governista aprovou, em tempo recorde, outro texto enviado pelo governador, autorizando os negócios com o Banco Master. Depois da explosão do escândalo BRB/Master, esses deputados distritais têm sido cobrados pelos eleitores.

O Banco Central determinou que o BRB faça um provisionamento de R$ 2,6 bilhões em seu balanço para cobrir o rombo causado pelos negócios com o Master. As perdas se deram pela compra de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito sem lastro do banco de Daniel Vorcaro, que foi liquidado em novembro.

Aliados de Ibaneis lembram também que, em momentos assim, costumam se multiplicar os pedidos dos parlamentares, como cargos para cabos eleitorais, em troca do apoio político.

"Vai ser preciso atender pedidos", dizem os aliados. A prática de cobrar um preço pelo apoio político é conhecida na Câmara Legislativa.

Também há um entendimento entre os aliados ao Buriti que o ideal seria encerrar o tema o mais breve possível, numa tentativa de estancar o desgaste o quanto antes.

Pelo menos um nome não deve dar trabalho a Ibaneis Rocha no começo da próxima semana. O presidente da CLDF, Wellington Luiz, também do MDB, tem dado demonstrações seguidas de apoio irrestrito ao chefe do Palácio do Buriti.

Nos últimos dias, Wellington Luiz arquivou quatro pedidos de impeachment. Agora, deve ajudar a acalmar os ânimos entre os aliados.

O resultado de todas essas conversas será conhecido na próxima semana, quando sair o resultado da votação no plenário da Câmara Legislativa.

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China pede que Trump revogue tarifas de importação após decisão da Suprema Corte

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Trump elevou as tarifas de importação de 10% para 15% sobre produtos globais, visando corrigir "décadas de práticas comerciais injustas".

A Suprema Corte dos EUA considerou que Trump "extrapolou sua autoridade" ao impor tarifas amplas sem "autorização clara do Congresso".

O Ministério do Comércio chinês declarou que as taxas "violam as regras do comércio internacional e a legislação interna dos EUA".

Trump classificou a decisão da Corte como "uma vergonha" e afirmou ter um "plano B" para manter as taxas sobre importações.

A China solicitou aos Estados Unidos a suspensão das tarifas de importações que sofreram um aumento a mando do presidente Donald Trump neste sábado (21).

Em nota, o Ministério do Comércio chinês acrescentou que as taxas "violam as regras do comércio internacional e a legislação interna dos EUA, e não são do interesse de nenhuma das partes".

O presidente norte-americano anunciou o aumento das taxas após a Suprema Corte decidir que Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA.

Sobre o posicionamento da Justiça dos EUA, a China acrescentou que realiza uma avaliação completa do caso.

O ministério afirmou ainda ter notado que os EUA planejam manter as tarifas sobre parceiros comerciais por meios alternativos, incluindo investigações comerciais.

"A China continuará acompanhando de perto essa situação e defenderá firmemente seus interesses", declarou o ministério.

O anúncio do aumento das taxas foi feito em uma postagem em sua rede social Truth Social, menos de 24h após informar que usaria um novo instrumento legal para aplicar a tarifa de 10% sobre produtos importados, com efeito imediato. Agora, o percentual aumentou.

Segundo Trump, a medida tem o objetivo de corrigir “décadas de práticas comerciais injustas” que, na sua avaliação, prejudicaram a economia americana.

No comunicado, Trump afirma que, após “uma análise completa e detalhada” de uma decisão recente da Suprema Corte dos EUA contrária a parte de sua política tarifária, decidiu elevar imediatamente a tarifa mundial de 10% para 15%.

Na mensagem publicada por volta das 13h, o presidente disse que a elevação é legal e permitida pelos instrumentos jurídicos existentes, e que nas próximas semanas a administração Trump definirá “as novas tarifas legais e permissíveis” que serão aplicadas globalmente.

Ele também reforçou que a medida faz parte da estratégia para continuar o processo de “Making America Great Again — GREATER THAN EVER BEFORE!!!” (tornando a América grande novamente — ainda maior do que antes).

“…como Presidente dos Estados Unidos da América, estarei, imediatamente, elevando a tarifa mundial de 10% sobre os países (…) para o nível legalmente permitido de 15%.”

O presidente da Corte, John Roberts, foi o relator da decisão e liderou a maioria. Os juízes Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh foram os votos vencidos.

Roberts afirmou que Trump precisa de uma “autorização clara do Congresso” para justificar o tarifaço, citando precedente da própria Suprema Corte.

⚖️ O caso entrou na Justiça em meados de 2025, com uma ação apresentada por empresas impactadas pelas tarifas e por 12 estados americanos, em sua maioria governados por democratas, que questionaram o uso da lei para impor tarifas de importação de forma unilateral. O processo chegou à Suprema Corte por meio de recursos apresentados pelo governo Trump.

Na prática, os juízes confirmaram a decisão de instância inferior que concluiu que Trump extrapolou sua autoridade ao usar a IEEPA, de 1977.

Em reunião com governadores estaduais, Trump classificou a decisão como "uma vergonha" e disse que já tinha um "plano B" para manter as taxas sobre produtos importados, segundo a agência Reuters.

Há 1 hora Política Viúva diz que julgamento pode servir de exemplo contra impunidadeHá 1 horaPGR afirma ter reunido provas para condenar acusados; veja argumentosHá 1 hora4 anos de conflitoGuerra da Ucrânia: Rússia paga preço muito alto para ser vencedora, dizem analistas

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INSS inicia pagamento de benefícios de fevereiro; veja calendário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Os beneficiários do INSS que recebem até um salário mínimo serão os primeiros a ter o pagamento de fevereiro liberado a partir desta segunda-feira (23).

A organização do calendário de pagamentos segue o número final do cartão do benefício, desconsiderando o dígito verificador.

Os segurados com rendimentos acima do piso nacional terão seus benefícios liberados em datas posteriores, seguindo a mesma lógica de final do cartão.

Para quem recebe até o salário mínimo, o calendário de fevereiro começa com os cartões de final 1, enquanto os demais seguem a ordem numérica.

Os valores a serem recebidos podem ser consultados pelo aplicativo "Meu INSS", site oficial ou através da central telefônica 135.

Os aposentados, pensionistas e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber os pagamentos referentes ao mês de fevereiro a partir desta segunda-feira (23).

O calendário é organizado de acordo com o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador (número que aparece depois do traço).

Recebem primeiro os segurados que ganham até um salário mínimo. Quem recebe acima do piso nacional terá o pagamento liberado na sequência.

Final 1: 23/2Final 2: 24/2Final 3: 25/2Final 4: 26/2Final 5: 27/2Final 6: 2/3Final 7: 3/3Final 8: 4/3Final 9: 5/3Final 0: 6/3

O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.

Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante.

Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br.

Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.

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Em ofício a Fachin, OAB pede a conclusão do inquérito das fake news, que tramita no STF há quase 7 anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Economia Blog da Ana Flor Em ofício a Fachin, OAB pede a conclusão do inquérito das fake news, que tramita no STF há quase 7 anos Ordem dos Advogados do Brasil afirma que inquérito foi aberto em situação excepcional que já foi superada. Entidade diz que inquéritos não podem durar indefinidamente nem expandir demais seu objeto de investigação. Por Isabela Camargo, Reynaldo Turollo Jr, Ana Flor, TV Globo, GloboNews e g1 — Brasília

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vai enviar nesta segunda-feira (23) uma manifestação ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, pedindo o encerramento do inquérito das fake news, que tramita na Corte há quase sete anos.

No documento, assinado pela Diretoria Nacional e por todos os presidentes das seccionais nos estados, a OAB "externa extrema preocupação institucional com a permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração", em especial o inquérito das fake news.

Esse inquérito voltou ao noticiário nos últimos dias por causa de uma operação de busca e apreensão, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que teve como alvos quatro servidores que atuam na Receita e são suspeitos de terem acessado e vazado dados sigilosos de parentes de ministros do STF.

Ministro Edson Fachin (ao centro) preside sessão do Supremo Tribunal Federal — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A OAB afirma que "é inegável que a instauração do referido inquérito ocorreu em ambiente de grave tensão institucional, marcado por ataques reiterados à honra e à segurança de Ministros da Suprema Corte" — que "desempenhou papel central na defesa da ordem constitucional e na preservação da estabilidade democrática".

No entanto, segundo a Ordem, "superada a conjuntura mais aguda" que originou o inquérito das fake news, "impõe-se redobrada atenção aos parâmetros constitucionais que regem a persecução estatal".

"Justamente por se tratar de solução institucional extraordinária, concebida para responder a circunstâncias igualmente extraordinárias, sua condução e permanência no tempo reclamam cautela ainda maior, com estrita observância da excepcionalidade que lhe deu origem e dos limites constitucionais que legitimam a atuação estatal", sustenta a OAB.

O inquérito das fake news foi aberto pelo então presidente do Supremo, Dias Toffoli, em março de 2019. Na ocasião, ele escolheu Moraes para ser o relator, a partir da interpretação de trechos do Regimento Interno do STF que tratavam de crimes cometidos contra a Corte.

O objetivo era investigar "notícias fraudulentas", ofensas e ameaças que "atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares".

Ao longo do tempo, fatos distintos foram investigados dentro do inquérito das fake news, até chegar recentemente aos servidores que atuam na Receita Federal — o que a OAB chamou de "elasticidade excessiva do objeto investigativo".

"A lógica constitucional e processual do inquérito, no sistema brasileiro, é a de instrumento voltado à investigação de fatos determinados […], e não a de procedimento aberto à absorção sucessiva de condutas distintas, conforme novas conexões sejam afirmadas ao longo do tempo", diz a Ordem.

"Essa preocupação se acentua diante de relatos recentes sobre a inclusão, no âmbito do mesmo procedimento, de pessoas e fatos que, embora possam merecer apuração rigorosa por canais próprios, não se apresentam de forma imediatamente aderente ao núcleo originário que justificou a instauração do inquérito."

A Ordem afirma que "a defesa da democracia […] não se esgota na repressão a ataques institucionais; ela se completa com a observância estrita do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da liberdade de expressão".

"Nessa linha, a OAB reputa indispensável reafirmar a proteção ao livre exercício profissional e às garantias constitucionais de todos aqueles que exercem funções essenciais à vida democrática, com menção à atividade jornalística e, com especial ênfase, às prerrogativas de advogados e advogadas", diz a entidade.

A OAB conclui o ofício solicitando uma audiência com Fachin para expor seus argumentos sobre o tema, pede que "sejam adotadas providências voltadas à conclusão dos chamados inquéritos de natureza perpétua" e que "não haja a instauração de novos procedimentos com essa mesma conformação expansiva e indefinida".

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Polícia Federal leva dados do Master para CPMI do INSS; parlamentares dizem que ainda não tiveram acesso

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Os dados sigilosos da investigação sobre o Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro, já estão nos computadores da CPMI do INSS, mas os integrantes da comissão formada por deputados e senadores para apurar fraudes e desvios em aposentadorias e pensões afirmam que ainda não tiveram acesso ao material.

Integrantes da comissão confirmaram ao blog que ainda na noite da sexta-feira (20), horas depois da decisão do ministro André Mendonça, novo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), agentes da Polícia Federal foram ao Senado Federal e ficaram até 1h30 de sábado fazendo a transferência dos arquivos que estavam sob custódia da presidência da casa.

Acompanhados da Advocacia do Senado, transferiram o material para os computadores e hard drives (HD) na sala da CPMI do INSS. Entretando, os parlamentares e funcionários da CPMI não tiveram acesso ao material.

Em coletiva à imprensa, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), chegou a se dizer indignado por não ter tido acesso ao material sigiloso, conforme determinado pelo novo relator do caso no STF.

Na decisão, André Mendonça determinou que nenhuma cópia ficasse com a presidência do Senado — local onde o antigo relator, ministro Dias Toffoli, havia definido para os documentos ficarem custodiados.

Mendonça também definiu que a Polícia Federal fique com o material apreendido nas operações, não mais a Procuradoria Geral da República (PGR), como havia sido determinado por Toffoli.

O novo relator do caso Master no Supremo também determinou que o sigilo sobre o material seja mantido pela CPMI, que terá que criar um acesso controlado às informações.

No material apreendido estão documentos e informações que estavam em computadores e celulares, como o do próprio Vorcaro.

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Tarifaço: Brasil e China são os mais beneficiados com nova alíquota global de Trump, diz estudo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O Brasil deve registrar a maior queda nas tarifas médias, de 13,6 pontos percentuais, segundo a Global Trade Alert.

China e Índia também terão reduções significativas, de 7,1 e 5,6 pontos percentuais, respectivamente, com a nova política.

Aliados dos EUA, como Reino Unido, União Europeia e Japão, enfrentarão tarifas mais altas com a nova medida.

O vice-presidente Geraldo Alckmin avalia que a mudança não prejudica a competitividade das empresas brasileiras.

Brasil e China são os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entre sexta-feira e sábado (21). A avaliação é da Global Trade Alert, organização independente que monitora políticas de comércio internacional.

Segundo relatório da entidade, o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias, com queda de 13,6 pontos percentuais. Na sequência, aparecem China, com recuo de 7,1 pontos, e Índia, com diminuição de 5,6 pontos. (veja lista completa abaixo)

A informação foi publicada inicialmente pelo jornal britânico Financial Times. O g1 teve acesso à íntegra do documento.

O cálculo considera a nova tarifa global anunciada por Trump, que foi ampliada em menos de 24 horas. Após anunciar uma alíquota de 10% — em resposta à decisão da Suprema Corte dos EUA que cancelou o tarifaço —, o republicano elevou o percentual para 15% neste sábado.

💡 O Brasil chegou a enfrentar sobretaxas de 50% impostas pelos EUA. Por isso, a redução em relação a essas cobranças atuais beneficia diretamente os produtos brasileiros (veja a cronologia do tarifaço abaixo).

As novas taxas, previstas para entrar em vigor às 00h01 (horário de Washington) da próxima terça-feira (24), atingem todos os países que mantêm relações comerciais com os EUA.

Há, no entanto, exceções para determinados produtos, como minerais críticos, produtos agrícolas e componentes eletrônicos.

🔎 Após a Suprema Corte invalidar o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para sustentar o tarifaço, Trump passou a se apoiar na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite a imposição de tarifas de até 15%.

Com a reconfiguração das tarifas, aliados importantes dos EUA, como Reino Unido (+2,1 pontos), União Europeia (+0,8 ponto) e Japão (+0,4 ponto), estão entre os que passarão a enfrentar tarifas mais altas com a nova alíquota, segundo a Global Trade Alert. Veja abaixo:

Brasil e China são os mais beneficiados com derrubada de tarifaço pela Suprema Corte e nova alíquota global de Trump, diz estudo. — Foto: Arte/g1

Em entrevista ao Financial Times, o economista Johannes Fritz, responsável pela análise, afirmou que as mudanças beneficiaram sobretudo os países mais duramente criticados pela Casa Branca e alvo de tarifas impostas com base na IEEPA, como Brasil, China, México e Canadá.

“Este regime tem uma duração potencial de apenas 150 dias. A administração sinalizou que agora se concentrará nas leis que permitem a imposição de tarifas. Portanto, na prática, o jogo recomeça do zero”, acrescentou, ressaltando que o cenário é incerto.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também chefia o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, comemorou na sexta-feira a decisão da Suprema Corte. Para ele, a derrubada do tarifaço coloca o Brasil em condições de competitividade equivalentes às de seus concorrentes.

Neste domingo, após Trump anunciar o aumento da taxa global de 10% para 15%, Alckmin afirmou que a mudança não provoca perda de competitividade para as empresas brasileiras. Segundo ele, isso ocorre porque a alíquota é aplicada de forma uniforme a todos os países.

"Mesmo com a alíquota de 15%, como é igual para todo mundo, não perdemos competitividade. Em alguns setores, ela zerou. Zerou para combustível, carne, café, celulose, suco de laranja, aeronaves", declarou o vice-presidente.

"Foi positivo. Acho que tem uma avenida de negociação com a ida do presidente Lula agora em março aos EUA para a gente conseguir abordar ainda questões não tarifárias", acrescentou.

O ministro também explicou que, antes da decisão da Suprema Corte, 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas a uma sobretaxa de 40%.

De acordo com cálculo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados de 2024 da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC), a decisão do tribunal americano de derrubar o tarifaço afeta US$ 21,6 bilhões em exportações brasileiras ao país.

O presidente Donald Trump durante evento com jornalistas em 20 de janeiro de 2026 — Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak

Produtos brasileiros chegaram a acumular sobretaxa de 50% ao entrar nos EUA, com exceções para alguns itens. Veja abaixo a cronologia.

Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA.Em junho, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio para 50%, com base na Seção 232 — instrumento separado do IEEPA.Em julho, o republicano impôs um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total de diversos itens para 50%. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções.Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas.Em 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte invalidou o uso da IEEPA para tarifas amplas. Caíram, assim, a taxa “recíproca” de 10% e a sobretaxa de 40% sobre o Brasil. Aço e alumínio não foram afetados, pois se baseiam na Seção 232.No mesmo dia, Trump anunciou uma tarifa global temporária de 10% por 150 dias, com base em um dispositivo da lei comercial de 1974, que se soma às tarifas já existentes.Em 21 de fevereiro, o republicano anunciou o aumento da taxa para 15%, com o objetivo de corrigir, segundo ele, “décadas de práticas comerciais injustas” que prejudicaram a economia americana.

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Cocô e xixi de porcos podem virar água potável (e até mesmo cerveja) com sistema de tratamento; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Agro Cocô e xixi de porcos podem virar água potável (e até mesmo cerveja) com sistema de tratamento; entenda Tecnologia desenvolvida pela Embrapa diminui até pela metade demanda por água nas granjas. Com reciclagem dos dejetos, criações podem reduzir poluição. Por Vivian Souza

O Sistrates, sistema inovador da Embrapa, trata dejetos suínos para reduzir o consumo de água e a poluição ambiental.

A tecnologia permite transformar os resíduos em água potável, utilizada experimentalmente na produção de 40 litros de cerveja artesanal.

O projeto responde à "falência hídrica" global e à alta demanda de água pela agricultura, diminuindo o uso de recursos novos.

Com o Sistrates, o consumo de água nova na produção é reduzido entre 40% a 50%, gerando também fertilizantes e energia elétrica.

A água tratada, após remoção de carbono, nitrogênio e fósforo, é reaproveitada na limpeza das granjas ou devolvida aos rios.

Um sistema de tratamento de dejetos consegue transformar fezes e urina de porcos em água potável. Já foi feito até mesmo um experimento usando a bebida na produção de cerveja artesanal.

Mas calma, você não vai encontrar cerveja feita com isso no mercado. O objetivo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que desenvolveu o sistema, é evitar que esses dejetos poluam os rios e diminuir o uso de novas águas na produção.

O Sistema de Tratamento de Efluentes da Suinocultura (Sistrates) já é adotada por alguns criadores de suínos. Nas fazendas, a água tratada não é destinada ao consumo humano. Ela é reaproveitada na faxina das instalações ou devolvida aos rios dentro dos padrões ambientais.

A ideia de tornar o líquido em potável foi uma forma de demonstrar o potencial do sistema. O resultado foi positivo.

No lote experimental de cerveja artesanal foram produzidos 40 litros. A bebida foi degustada em eventos científicos em 2024 e 2025.

Para o mestre cervejeiro Fernando Cavassin, que provou a bebida, não há diferença no sabor causada pela água.

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O mundo entrou em um estágio de "falência hídrica", segundo o Instituto da Universidade das Nações Unidas (ONU) para a Água, o Meio Ambiente e a Saúde. Isso significa que já foi ultrapassado o ponto das crises hídricas temporárias. Muitos sistemas não são mais capazes de retornar às suas condições naturais históricas.

Em paralelo, a agricultura é responsável por cerca de 70% da captação de água doce de todo o planeta, de acordo com o Relatório Mundial de Desenvolvimento da Água da ONU.

"É uma lógica de nós diminuirmos a demanda por esses recursos hídricos de boa qualidade", explica o pesquisador Airton Kunz.

Em contrapartida, quando o tratamento não é feito e os dejetos chegam aos rios, ocorre poluição. Por exemplo, pode haver proliferação de algas e bactérias, deixando a água esverdeada.

O volume de excrementos varia de acordo com o porte do animal e o sistema de produção. Em granjas de engorda, cada suíno produz cerca de 7 litros por dia. Já nas de reprodução, o volume chega a 20 litros por fêmea.

A água também passa por uma remoção de patógenos, mesmo quando é apenas para reúso. Isso é importante para evitar que os animais fiquem doentes.

Para a instalação dos módulos somente até a etapa de reúso, o gasto pode representar de 8% a 10% do investimento na granja, afirma Kunz. Mas, segundo o pesquisador, os custos de manutenção são baixos.

Outra tecnologia que pode ajudar a economizar água é o uso da bioágua ou águas cinzas, que são aquelas geradas pela lavagem de louça e de roupa, por exemplo, para regar a plantação.

No projeto desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Semiárido, o produtor precisa montar um sistema em casa que joga essa água em um filtro, que irá tratá-la e depois bombear a água novamente para a plantação.

O tratamento desta água impede a contaminação do lençol freático, além de resultar em uma solução nutritiva para a planta.

Contudo, existe a limitação do quantos litros a família usa. Portanto, atende apenas uma área pequena de plantação.

Sistema de reuso das águas cinzas montado pela Embrapa Semiárido. — Foto: Divulgação / Roseli Freire De Melo

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Brasil não perde competitividade com aumento da alíquota dos EUA para 15%, pois tarifa é igual para todo mundo, diz Alckmin

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo (22) que o aumento tarifas globais de importação dos Estados Unidos de 10% para 15% não gera perda de competividade para empresas brasileiras. Isso ocorre, segundo ele, porque a tarifa é igual para todos países.

Ele deu as declarações em Aparecida (SP), onde participa da Missa de Lançamento Celebrativo da Campanha da Fraternidade de 2026.

"Mesmo com a alíquota de 15%, como é igual para todo mundo, não perdemos competividade. Em alguns setores, ela zerou. Zerou para combustível, carne, café, celulose, suco de laranjas, aeronaves. Foi positivo. Acho que tem uma avenida de negociação com a ida do presidente Lula agora e março aos EUA para a gente conseguir abordar, ainda, questões não tarifárias", disse Alckmin.

O aumento da tarifa dos EUA para 15% foi anunciado neste sábado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, após a Suprema Corte do país ter derrubado o tarifaço imposto no ano passado. Ele disse que a elevação é legal e permitida pelos instrumentos jurídicos existentes.

De acordo com cálculo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), feito com base em dados de 2024 da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC), a decisão da Suprema Corte dos EUA impacta o correspondente a US$ 21,6 bilhões em vendas externas brasileiras ao país.

Em Aparecida, Alckmin também destacou que está otimista pela aprovação do acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia no mês de março pelo Congresso Nacional.

Ele citou a preocupação de alguns setores, como de vinho, por exemplo, com a concorrência. Mas ponderou que o acordo fechado prevê salvaguardas ao Brasil. "Se tiver um pico [de importações], suspende [as compras do exterior]", explicou.

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