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Brasil deve bater recorde de exportação e produção de soja em 2026, diz associação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/04/2026 12:48

Agro Brasil deve bater recorde de exportação e produção de soja em 2026, diz associação Mesmo com safra e exportação recordes previstas, receita do setor deve cair em 2026 devido à queda nos preços internacionais e aumento da oferta global, aponta Abiove. Por Reuters

O Brasil deverá exportar um recorde de soja de 113,6 milhões de toneladas em 2026, estimou nesta quinta-feira a associação de tradings e processadoras Abiove, ao elevar sua projeção mensal em mais de 2 milhões de toneladas, no momento em que o país está na fase final de sua colheita da oleaginosa, prevista também em máxima histórica.

Se a previsão for confirmada, o maior produtor e exportador de soja do mundo verá seus embarques para o exterior crescerem 5,4 milhões de toneladas na comparação com 2025, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que reúne companhias como a ADM, Amaggi, Bunge, Cargill, Cofco e Louis Dreyfus.

A associação manteve a previsão de produção de soja do Brasil 2025/26 em 177,85 milhões de toneladas, alta de 3,7% na comparação com o ciclo passado, com o país contando com avanço de área e produtividades favorecidas pelo clima benéfico, de forma geral.

Além do recorde da produção brasileira, a oferta global está abundante com grandes safras em outros países, o que levou a Abiove a reduzir sua projeção de preços da commodity para o ano e consequentemente as receitas previstas com a exportação em 2026, que ficarão abaixo das registradas em 2025.

A receita projetada com as exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo) do Brasil foi reduzida nesta quinta-feira para US$51,18 bilhões em 2026, ante US$58,17 bilhões na previsão do mês anterior. A previsão deixaria o faturamento abaixo do visto em 2025 (US$52,9 bilhões).

A soja, um dos principais produtos de exportação do Brasil, ao lado do petróleo e do minério de ferro, teve sozinha a receita estimada em US$42 bilhões, ante US$49 bilhões na previsão do mês passado, com a Abiove projetando agora o preço médio da exportação do grão em 2026 em US$370/tonelada, ante US$440/tonelada na projeção do mês anterior.

A Abiove explicou que a reavaliação de valores se deve ao aumento da oferta e dos estoques de passagem globais –as cotações médias são projetadas considerando as exportações realizadas e os preços e prêmios futuros dos meses seguintes.

A Abiove também aumentou a previsão de esmagamento de soja no Brasil em 2026 para 62,2 milhões de toneladas, também um recorde, ante 61,5 milhões na estimativa do mês anterior. A projeção representa um aumento anual de 3,5 milhões de toneladas.

"O ajuste positivo nas expectativas de processamento evidencia a resiliência do setor frente à safra recorde. A conversão da matéria-prima em produtos de maior valor agregado fortalece os pilares da matriz energética e do suprimento alimentar brasileiro", disse o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, em nota.

Com a alta no processamento, a Abiove elevou a previsão de produção de farelo de soja do Brasil em 2026 para 47,9 milhões de toneladas, 500 mil toneladas acima da previsão de março, contra 44,85 milhões em 2025.

A Abiove não alterou a projeção de embarques de farelo para o exterior, estimados em 24,6 milhões de toneladas.

Por outro lado, a Abiove aumentou ligeiramente a previsão de exportação de óleo de soja do Brasil em 2026 para 1,55 milhão de toneladas, versus 1,36 milhão em 2025.

A associação agora vê a produção de óleo de soja do Brasil em 2026 em 12,5 milhões de toneladas, ante 12,35 milhões na estimativa anterior, versus 11,9 milhões em 2025.

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Chocolate fake vai acabar? O que muda no chocolate que você come no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/04/2026 11:50

Agro Chocolate fake vai acabar? O que muda no chocolate que você come no Brasil Queixas de consumidores sobre qualidade do produto é antigo. Recentemente, Câmara dos Deputados aprovou mudanças na quantidade de cacau para um produto ser chamado de chocolate. Por BBC

O Senado aprovou na última quarta-feira (15), um projeto de lei que pode redefinir o que chamamos de chocolate no Brasil, após mudanças feitas pela Câmara dos Deputados em 2025. A proposta segue agora para sanção presidencial — etapa final antes de virar lei.

A proposta exige que o percentual de cacau apareça na frente das embalagens e redefine os percentuais mínimos de cacau exigidos por lei: mantendo a exigência de ao menos 35% de sólidos totais para chocolates em geral, e 25% para os ao leite.

Atualmente, para um produto ser chamado de chocolate no Brasil, basta ter 25% de sólidos totais de cacau — inferior aos padrões internacionais. Na União Europeia, por exemplo, o mínimo exigido é de 35% para chocolate em geral e 30% para a versão ao leite.

Com a aprovação no Congresso, o texto também detalha melhor o que conta como "sólidos de cacau" e estabelece limites para substituições: pelo menos 18% devem ser de manteiga de cacau e 14% de componentes isentos de gordura, além de um teto de 5% para outras gorduras vegetais.

Antes, o projeto ainda precisava passar pelo Senado, mas reacendia uma queixa antiga dos consumidores: o chocolate vendido pela grande indústria é "pura gordura e açúcar". Agora, com a votação concluída, o debate se desloca para como as novas regras serão implementadas na prática e fiscalizadas.

Segundo especialistas ouvidas pela BBC News Brasil, essa percepção faz sentido e reflete fatores como a baixa qualidade do cacau utilizado e mudanças nas composições dos produtos para reduzir custos ao longo de décadas.

Além disso, a substituição cada vez maior de produtos de "chocolate" por "sabor chocolate", que levam menos de 25% de cacau na composição, reforçam essa impressão.

Esse "sabor chocolate" é encontrado em biscoitos, como o Choco Biscuit, da Bauducco, e também em bombons de grandes marcas, como o clássico Serenata de Amor, da Garoto, e seu concorrente, o Sonho de Valsa, da Lacta. Nenhum deles tem chocolate de verdade em suas coberturas.

Especialistas em chocolate ouvidas pela BBC News Brasil afirmam que "chocolates mais doces e sem gosto" não são apenas uma percepção.

"Sim, o chocolate piorou. Isso é realidade", afirma a engenheira de alimentos Luciana Monteiro, fundadora e diretora da Ara Cacao, uma consultoria para inovação em chocolates.

Antes de se tornar consultora, Monteiro atuou dez anos em grandes empresas, como a multinacional Bunge, onde desenvolvia gorduras para substituir manteiga de cacau na produção de chocolates, e a suíça Barry Callebaut, uma das gigantes mundiais em processamento de cacau.

Também se especializou academicamente na área, com mestrado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e um ano como pesquisadora convidada na Universidade Estadual de Utah, nos Estados Unidos.

Monteiro diz que a piora do produto é consequência de mudanças no processo de produção e nos insumos utilizados ao longo de décadas, em ações da indústria para reduzir custos.

Esse processo, ressalta, começa com a crise que assolou as fazendas de cacau na Bahia há quarenta anos, quando uma praga, a vassoura-de-bruxa, fez a produção brasileira encolher quase 80% entre 1985 e 1999, de cerca de 449 mil toneladas ao ano para apenas 96 mil.

Na época, o país era o segundo maior produtor mundial. Hoje é o sexto, com cerca de 300 mil toneladas de cacau ao ano, segundo a Organização Internacional do Cacau (ICCO).

Os dois primeiros, Costa do Marfim e Gana, chegaram a produzir juntos quase três milhões de toneladas de cacau na safra 2022/2023, mas a produção caiu 23% para 2,22 milhões de toneladas na safra seguinte, segundo projeções iniciais da ICCO, o que impactou na disparada do preço recente.

E, nesse contexto de menos oferta da matéria prima básica do chocolate, a exigência mínima de sólidos de cacau foi reduzida para 25%, como uma nova regulamentação adotada em 2005 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além do percentual baixo, a norma atual também dá flexibilidade aos tipos de sólido que podem ser utilizados para atingir o mínimo.

"Esse sólido de cacau [para cumprir o mínimo de 25%] pode ser pó de cacau, manteiga de cacau e massa de cacau. Isso também é uma grande diferença da nossa indústria. O pó de cacau entra muitas vezes ali como um redutor de custo", explica.

"Então, ele não tem a mesma performance [que a massa ou a manteiga], não tem o mesmo sabor, mas ele, dentro da legislação, está incluso [no que pode ser usado]", continua.

"E há também uma margem muito grande para gorduras substitutas da manteiga de cacau. Então, gorduras vegetais podem entrar na formulação sem problema nenhum, vai continuar sendo chamado de chocolate", disse ainda.

Monteiro ressalta que isso viabilizou o crescimento da indústria no país. Mas, como a produção de cacau não se recuperou na mesma velocidade, a qualidade piorou.

"Até início dos anos 1990, as fazendas cuidavam melhor do seu cacau, no processo de fermentação, de secagem. Então, tinha uma matéria-prima de maior qualidade", avalia.

"Como a indústria se desenvolveu, cresceu, e a matéria-prima estava escassa, os critérios de qualidade foram muito reduzidos. Até porque a qualidade não é reconhecida. Se eu faço cacau de boa qualidade e você faz um cacau pior, a indústria vai pagar o mesmo para mim e para você. Não existe um incentivo para agregação de valor", destaca.

Professora do curso de Lazer e Turismo da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do projeto de extensão Cacau e Cultura, Mariana Bueno também vê grande pressão na indústria por redução de custos e substituições nos insumos.

A manteiga de cacau, segundo ela, é um ingrediente importante para garantir que o chocolate derreta na temperatura da boca, que é de 37 graus.

Como o insumo é demandado também pela indústria de cosméticos, esse é mais um fator que pressiona as empresas de chocolate a buscarem gorduras mais baratas.

"O óleo de palma é um tipo de gordura vegetal usado em substituição à manteiga de cacau. Mas, muitas vezes, a indústria ainda substitui esse óleo de palma por óleo de palmiste, que é muito inferior. Então, é a substituição da substituição", exemplifica.

Outro insumo que tem sido substituído pela indústria de chocolate é o leite. Na lista de ingredientes de produtos de grandes marcas, é fácil encontrar o permeado de soro de leite em pó e soro de leite em pó.

Estudiosa do assunto há mais de uma década, Zélia Frangioni é autora do Chocólatras Online, que começou em 2014 como blog e hoje está presente nas principais redes sociais.

Na sua visão, a piora do chocolate nas últimas décadas reflete um mercado muito competitivo no país e a demanda dos consumidores por produtos baratos.

Em contraponto, ela diz que tem crescido a oferta de chocolates de excelente qualidade no Brasil, que seguem os princípios do movimento "bean to bar" [do grão à barra], método de produção que controla toda a cadeia produtiva, com cuidados especiais na plantação e processamento do cacau, inclusive ambientais e sociais.

Além do cacau melhor, esse tipo de chocolate é feito com poucos insumos, sem usar as substituições da grande indústria.

"O cacau é igual às uvas dos vinhos. Então, dependendo da região onde ele foi plantado, como foi fermentado, como foi secado, você vai ter diferentes notas de sabores", explica.

"Mas não é só uma questão sensorial, é também de sustentabilidade. O produtor do bean to bar paga muito melhor o produtor de cacau. Ele vai ser valorizado da forma justa", diz ainda.

"Falando dos melhores chocolates no Brasil, você compra uma barra [de 80 gramas] por R$ 30 a R$ 35. É caro, sim, comparado com a barra de uma grande marca, que vai custar R$ 9 a R$ 10. É três, quatro vezes mais caro", compara.

Em um país desigual e de renda média baixa como o Brasil, Frangioni sabe que o chocolate "bean to bar" não cabe em todos os bolsos. Por isso, uma alternativa é reduzir o consumo e investir na qualidade.

"Eu prefiro comprar um chocolate de melhor qualidade e comer menos quantidade, mesmo porque chocolate em quantidade, não importa a qualidade, não vai fazer bem pra saúde. É para consumir com moderação", recomenda.

"Então, escolha que tipo de chocolate você quer e o quanto você está disposto a pagar por isso. Tem os intermediários", reforça.

Uma dica para identificar um bom produto, segundo ela, é ler o rótulo, pois os insumos são listados em ordem decrescente de quantidade — ou seja, os mais presentes aparecem primeiro.

"O cacau tem que ser um dos principais ingredientes. O açúcar não deve ser o primeiro ingrediente. Chocolate bom não tem aromatizante. Por uma coisa muito simples, se você usa um cacau bom, você não precisa de aromatizante [que serve para realçar o sabor e o aroma dos alimentos]", orienta.

"Os chocolates caros nem sempre são bons. Às vezes é só marketing. Tem marcas muito chiques que você olha a lista de ingredientes e vê que não é ingrediente bom".

Nutricionista do programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), Mariana Ribeiro reforça que o excesso de chocolate é prejudicial à saúde, ainda mais quando se trata de produtos ultraprocessados, que usam muitos aditivos, como espessantes, emulsificantes, corantes e aromatizantes.

Por isso, ela também recomenda uma atenção especial ao rótulo porque, muitas vezes, as embalagens podem confundir o consumidor.

Produtos sabor chocolate, por exemplo, costumam trazer essa informação sem destaque, em letras pequenas.

"Muitas vezes o produto está de acordo com as regras de rotulagem e informam que é sabor chocolate, ou sabor outra coisa. Mas, por outro lado, também vemos jogos de palavras, uma comunicação visual muito semelhante [ao chocolate real]. Isso pode levar o consumidor ao engano em relação às características daquele produto", reforça.

Procurada pela reportagem, a Pandurata Alimentos, dona da Bauducco, diz que a mudança do Choco Biscuit para sabor chocolate buscou "equilibrar qualidade e acessibilidade".

A empresa ressaltou que a alteração foi comunicada nas embalagens, conforme previsto na legislação.

"Em um contexto de pressão inflacionária, especialmente nos custos do cacau, a Pandurata Alimentos reforça sua responsabilidade de garantir o acesso ao seu portfólio", disse a empresa.

"O estudo encomendado pela marca mostrou que, considerando todas as métricas avaliadas, a receita atingiu 99% de performance comparativa à receita original entre os consumidores habituais do produto", afirmou ainda a dona da Bauducco.

A reportagem também entrou em contato com a Nestlé, dona da Garoto, e a Mondelez, dona da Lacta, mas não obteve retorno.

Já a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) ressaltou em nota à reportagem que a indústria oferta uma variedade de produtos, com diferentes percentuais de cacau, para escolha do consumidor.

"A preferência nacional é o chocolate ao leite, mas os produtores têm feito composições com frutas, castanhas, amendoim, pistache. A Anvisa estabelece que um produto, para ser considerado chocolate, tenha, no mínimo 25%, de cacau. Mas, todas as indústrias oferecem produtos com mais intensidade de cacau e menos açúcar", diz a nota.

A associação também destacou que a Organização Internacional do Cacau (ICCO na sigla em inglês) concedeu ao chocolate brasileiro o certificado de 100% de aroma e sabor.

O certificado, porém, só atesta a qualidade do cacau fino exportado pelo Brasil, não analisando a qualidade do cacau produzido em larga escala.

Segundo publicação do governo brasileiro de 2022, apenas 3% da produção de cacau brasileira é do tipo fino.

Se sancionada, a nova lei dará às empresas cerca de 360 dias para se adaptar às regras — incluindo a reformulação de produtos, a adequação de rótulos e a inclusão obrigatória do percentual de cacau também em peças publicitárias.

O descumprimento poderá levar a sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor e na legislação sanitária. Especialistas avaliam que a medida pode aumentar a transparência para o consumidor e pressionar a indústria a rever parte das formulações atuais.

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Dólar abre de olho nas negociações no Oriente Médio e na agenda econômica

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/04/2026 09:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,03%Dólar TurismoR$ 5,185-0,17%Euro ComercialR$ 5,8900,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,11%B3Ibovespa197.738 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,03%Dólar TurismoR$ 5,185-0,17%Euro ComercialR$ 5,8900,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,11%B3Ibovespa197.738 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,03%Dólar TurismoR$ 5,185-0,17%Euro ComercialR$ 5,8900,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,11%B3Ibovespa197.738 pts-0,46%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (16) em queda, recuando 0,02% na abertura, cotado a R$ 4,9908. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ Nos Estados Unidos, a tensão com o Irã voltou a aumentar. Na quarta-feira (15), Donald Trump ordenou o envio de mais de 10 mil militares ao Oriente Médio. A medida é vista como uma forma de pressionar Teerã antes de uma possível nova rodada de negociações com a Casa Branca.

▶️ Ao mesmo tempo, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que Washington se prepara para aplicar sanções adicionais contra países ou empresas que fazem negócios com o Irã. A medida pode atingir, por exemplo, compradores chineses de petróleo e tem como objetivo aumentar a pressão econômica sobre o país.

▶️ Em meio a esse cenário, os preços do petróleo subiam nesta quinta-feira. Um pouco antes das 9h (horário de Brasília), o Brent — referência internacional — avançava 1,4%, para US$ 96,27 por barril. Já o petróleo americano (WTI) registrava alta de 1,2%, a US$ 92,41.

▶️ Na agenda econômica, o destaque no Brasil é a divulgação do IBC-Br, indicador considerado uma espécie de “prévia do PIB”. O índice subiu 0,6% em fevereiro na comparação com o mês anterior, já com ajuste sazonal, resultado acima da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,47%.

▶️ No exterior, os EUA divulgam os pedidos semanais de auxílio-desemprego, com previsão de estabilidade em relação à semana anterior. Mais tarde, saem os dados de produção industrial de março, com estimativa de avanço de 0,1%.

A menos de uma semana do fim do prazo de um cessar-fogo, EUA e Irã voltaram a elevar o tom em meio a negociações delicadas para evitar uma escalada ainda maior do conflito.

As tensões aumentaram após o fracasso das conversas realizadas no último sábado (11), em Islamabad, no Paquistão. Desde então, os dois países passaram a trocar ameaças enquanto tentam manter aberta a possibilidade de uma nova rodada de negociações.

Na véspera, o governo de Donald Trump ordenou o envio de mais de 10 mil militares ao Oriente Médio, segundo o jornal "The Washington Post". A movimentação é interpretada como uma tentativa de aumentar a pressão sobre Teerã antes de eventuais novas conversas mencionadas pela Casa Branca.

Apesar da escalada militar, surgem também sinais de movimentação diplomática na região. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deve se reunir com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, informou nesta quinta-feira (16) a ministra israelense de Inovação e integrante do gabinete de segurança política, Gila Gamliel.

Em paralelo, autoridades iranianas indicaram um possível gesto de distensão nas negociações com os EUA.

Segundo informações da Reuters, Teerã sugeriu que poderia permitir a passagem livre de navios pelo lado do Estreito de Ormuz localizado em águas de Omã, desde que seja alcançado um acordo para evitar um novo conflito.

De acordo com uma fonte informada por Teerã, o Irã poderia permitir que navios utilizem o lado da hidrovia situado em águas de Omã sem interferência iraniana.

A iniciativa representa um afastamento das propostas mais duras discutidas anteriormente por autoridades iranianas, que incluíam cobrar taxas de navios que atravessassem o estreito ou impor controle direto sobre a passagem — medidas criticadas pelo setor global de navegação por possível violação de convenções marítimas.

Desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, em 28 de fevereiro, o tráfego na região tem sido fortemente afetado. Centenas de petroleiros e outras embarcações permanecem retidos no Golfo Pérsico, provocando uma das maiores interrupções já registradas no fornecimento global de petróleo e gás.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) — indicador considerado uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB) — registrou alta de 0,6% em fevereiro na comparação com o mês anterior, já com ajuste para efeitos sazonais. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira.

O resultado veio acima das expectativas do mercado. Em pesquisa da Reuters, economistas projetavam um crescimento de 0,47% no mês.

Na comparação com fevereiro do ano passado, o indicador apresentou queda de 0,3%. Já no acumulado em 12 meses, o IBC-Br registra alta de 1,9%, segundo dados sem ajuste sazonal.

Em Wall Street, os contratos futuros das bolsas — que indicam a tendência de abertura do mercado — subiam por volta das 9h (horário de Brasília). O futuro do Dow Jones avançava 0,05%, o do S&P 500 ganhava 0,07% e o do Nasdaq registrava alta de 0,17%.

Na Europa, as principais bolsas também operavam no campo positivo. O índice STOXX 600, que reúne empresas de diversos países do continente, subia 0,43%, aos 619,94 pontos.

Em Londres, o FTSE 100 avançava 0,5%, para 10.610,04 pontos. O CAC 40, da França, tinha alta de 0,5%, a 8.316,76 pontos, enquanto o DAX, da Alemanha, subia 0,5%, para 24.175,91 pontos.

Na Ásia, a maioria dos mercados encerrou o pregão em alta. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,7%, aos 26.394,26 pontos, e o índice de Xangai subiu 0,7%, para 4.055,55 pontos.

No Japão, o Nikkei saltou 2,4%, fechando em 59.518,34 pontos, um novo recorde. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 2,2%, para 6.226,05 pontos.

Parte desse movimento também foi influenciada por dados econômicos da China, que indicaram crescimento de 5% no primeiro trimestre. Apesar disso, analistas apontam que o desempenho das exportações chinesas pode enfrentar desafios nos próximos meses, diante da desaceleração da economia global.

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Prisão de MCs Ryan SP e Poze do Rodo: o que o iCloud armazena e como ele pode revelar a rotina do usuário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/04/2026 09:56

Tecnologia Prisão de MCs Ryan SP e Poze do Rodo: o que o iCloud armazena e como ele pode revelar a rotina do usuário Dados armazenados na nuvem ajudaram a Polícia Federal a mapear um esquema suspeito de lavagem de dinheiro; entenda como o iCloud pode reunir informações sobre a rotina de um usuário. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

A prisão de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo ocorreu em uma operação que investiga um esquema suspeito de lavar mais de R$ 1,6 bilhão.

A análise de arquivos armazenados no iCloud de um contador foi o ponto de partida da investigação da Polícia Federal.

Dados na nuvem permitiram cruzar documentos, conversas e registros financeiros, ajudando a mapear a estrutura do grupo.

Especialista explica quais informações o iCloud armazena e como esses dados podem revelar a rotina de um usuário.

Prisão de MCs Ryan SP e Poze: o que o iCloud armazena e por que ele pode revelar toda a rotina do usuário — Foto: Reprodução/Redes sociais

A operação que revelou, nesta quarta-feira (15), um esquema de organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão começou com a análise de arquivos armazenados no iCloud, da Apple, do contador Rodrigo de Paula Morgado, obtidos em uma operação anterior.

Segundo investigadores, o material armazenado na nuvem permitiu cruzar extratos, comprovantes, conversas, registros societários, contratos, procurações e documentos financeiros.

🔎 O iCloud é o serviço de armazenamento em nuvem da Apple que permite guardar fotos, vídeos, senhas, notas, documentos e outros arquivos. Para quem usa dispositivos da marca, ele mantém esses dados sincronizados automaticamente entre iPhone, iPad e Mac a partir de uma única conta. O serviço é semelhante ao Google Drive e ao Dropbox.

Quando alguém tem acesso ao iCloud, seja pelo site ou diretamente por um dispositivo, como o iPhone, é possível ver informações como a data de criação de um arquivo e a última vez em que ele foi modificado, explica José Adorno, especialista em tecnologia e no ecossistema da Apple.

"Como o serviço reúne fotos, e-mails, calendário, notas e outros dados, fica relativamente fácil traçar uma espécie de 'rotina' da pessoa a partir dessas informações", afirma Adorno.

Segundo o especialista, o iCloud é um serviço seguro, acessado por meio da Conta Apple, e os dados armazenados nele são criptografados. Ainda assim, mediante ordem judicial, a Apple pode fornecer essas informações às autoridades.

"Caso a pessoa ative a opção de Proteção de Dados Avançados (camada extra de proteção), nem mesmo a empresa consegue acessar essas informações. Porém, nem tudo o que é salvo no iCloud conta com essa camada extra de proteção, como e-mails, contatos e calendário", completa.

Quando o usuário apaga um arquivo do iPhone, se esse conteúdo estiver sincronizado com o iCloud, ele é removido automaticamente de todos os dispositivos vinculados à mesma conta, como Mac e iPad, além da própria nuvem.

No entanto, parte desses dados, como fotos e vídeos, pode permanecer na lixeira por até 30 dias antes de ser excluída definitivamente.

Da esquerda para direita, MC Ryan SP, Poze do Rodo e Rodrigo Morgado — Foto: Reprodução/YouTube e Instagram

Segundo investigadores, o material armazenado na nuvem permitiu cruzar extratos, comprovantes, conversas, registros societários, contratos, procurações e documentos financeiros.

Na prática, o backup do iCloud virou uma espécie de "mapa" da organização criminosa. Foi a partir dele que a PF conseguiu identificar a relação entre operadores financeiros, empresas de fachada, influenciadores e artistas.

Rodrigo depositava grande confiança na segurança digital do iCloud, o que acabou permitindo à Polícia Federal mapear a organização.

A Justiça autorizou, inclusive, novas apreensões de dados armazenados em nuvem, como iCloud e Google Drive, além de celulares, HDs, notebooks e smartphones, com acesso imediato aos conteúdos durante as buscas.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Veja os setores e exportadores habilitados para linha de crédito de R$ 15 bilhões do governo federal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/04/2026 09:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,03%Dólar TurismoR$ 5,185-0,17%Euro ComercialR$ 5,8900,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,11%B3Ibovespa197.738 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,03%Dólar TurismoR$ 5,185-0,17%Euro ComercialR$ 5,8900,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,11%B3Ibovespa197.738 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,03%Dólar TurismoR$ 5,185-0,17%Euro ComercialR$ 5,8900,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,11%B3Ibovespa197.738 pts-0,46%Oferecido por

O governo publicou nesta semana portaria que define os setores que poderão acessar os recursos adicionais de R$ 15 bilhões do Plano Brasil Soberano, anunciados no mês passado.

Trata-se de uma linha de crédito que foi inicialmente utilizada durante o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agora utilizada também para ajudar as empresas afetadas pela guerra no Oriente Médio.

De acordo com o governo, os critérios priorizaram indústrias de maior intensidade tecnológica e com relevância estratégica para o país, além daquelas que tiveram suas exportações afetadas por medidas tarifárias dos EUA e pela guerra no Oriente Médio.

A seleção também considerou a relevância dos setores para o comércio exterior brasileiro, incluindo cadeias estratégicas e aqueles que apresentam vulnerabilidade externa, com déficit na balança comercial, explicou o governo.

"A medida fortalece cadeias estratégicas e reduz vulnerabilidades externas (…). A inclusão de minerais críticos e terras raras reflete a centralidade desses insumos nas cadeias globais de valor, especialmente em energia, defesa, semicondutores e mobilidade elétrica”, disse o ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa.

máquinas, equipamentos e setor automotivo; produtos químicos e farmacêuticos; eletrônicos e equipamentos de informática; aeronáutica e demais equipamentos de transporte; máquinas elétricas, geradores e equipamentos industriais; borracha e plásticos industriais; têxtil e cadeia de transformação associada; e minerais críticos e terras raras.

Também estão contemplados exportadores e fornecedores afetados com o tarifaço, bem como aqueles que exportam para o Golfo Pérsico. Os países do Oriente Médio definidos na portaria são: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Irã, Kuwait e Omã.

"São elegíveis as empresas cujo percentual de faturamento com exportação para esses destinos e produtos tenha sido, em 12 meses, igual ou superior a 5% do faturamento total no mesmo período", informa o governo.

Prejuízo na exportação de café é reflexo da impossibilidade de embarque de mais de 624 mil sacas do produto nos portos brasileiros — Foto: Divulgação/Cecafé

capital de giro; aquisição de bens de capital ou investimentos para adaptação de atividade produtiva; investimentos para ampliar a capacidade produtiva ou o adensamento da cadeia de produção; e investimento em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos.

Os recursos são oriundos do superavit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e as taxas de juros dos empréstimos ainda têm de ser definidas, o que deve acontecer nesta semana em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), diz o governo.

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R$ 5 mil por mês: roupas usadas e teclados viram bolsas autorais em marca catarinense

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 16/04/2026 09:56

Pequenas Empresas & Grandes Negócios R$ 5 mil por mês: roupas usadas e teclados viram bolsas autorais em marca catarinense Em Joinville (SC), marca aposta na reciclagem para produzir peças únicas, vendidas pela internet e em feiras. Por PEGN

Materiais que iriam para o lixo viraram bolsas autorais nas mãos da empreendedora Kayka Couto, em Joinville (SC). A marca aposta na reciclagem para criar peças únicas e gerar renda.

O negócio começou como hobby, após um curso de costura, e ganhou força com a demanda espontânea de clientes. Com investimento inicial de R$ 4,5 mil, a produção foi se estruturando.

Durante a pandemia, a falta de recursos levou ao uso de itens reaproveitados, consolidando o modelo baseado em upcycling. Hoje, as bolsas são feitas com materiais inusitados, como jeans, roupas usadas e até teclados.

Com produção de cerca de 20 peças por mês, vendidas online e em feiras, o negócio fatura em média R$ 5 mil mensais e tem planos de expansão.

Vocação, criatividade e a arte de transformar resíduos que antes seriam descartados — como roupas usadas, teclados de computador e até placas eletrônicas — em produtos de maior valor agregado. Foi com essa combinação que a empreendedora Kayka Couto, de Joinville, no norte de Santa Catarina, deu início ao próprio negócio.

O empreendimento, voltado para criar bolsas únicas e autorais, nasceu de um hobby. Kayka ainda trabalhava em um escritório quando decidiu fazer um curso de costura. O contato com a prática revelou uma vocação inesperada. “Desde a primeira vez que toquei numa máquina, vi que era isso que queria fazer”, afirma.

A primeira peça chamou a atenção de amigos e conhecidos, e as encomendas começaram a surgir de forma espontânea. O que era apenas uma atividade no tempo livre passou a se transformar em uma oportunidade de negócio — movimento comum entre pequenos empreendedores que encontram na criatividade uma forma de gerar renda.

Com um investimento inicial de cerca de R$ 4,5 mil, Kayka começou a desenvolver modelos próprios, sempre com a proposta de fugir do padrão. A ideia era criar peças diferentes das disponíveis no mercado, com identidade própria e exclusividade.

Durante a pandemia, a falta de recursos impulsionou uma virada no processo criativo do negócio. Sem acesso fácil a novos materiais, a empreendedora passou a reaproveitar itens que já tinha em casa.

Foi assim que entrou no universo do upcycling — prática que transforma resíduos em produtos de maior valor agregado e que vem ganhando espaço em negócios criativos pelo país.

Hoje, as bolsas são feitas com materiais variados e inusitados, como teclas de computador, tecidos reaproveitados e outros objetos do cotidiano. Cada peça exige adaptações no processo de produção e resulta em um produto único.

As criações são vendidas entre R$ 219 e R$ 490 e atraem um público interessado em exclusividade e no valor do produto feito à mão.

“As pessoas querem algo que não encontram nas lojas. O artesanal hoje é visto como um novo luxo”, diz.

Atualmente, Kayka produz cerca de 20 bolsas por mês, a maioria feita sob encomenda. As vendas acontecem principalmente pela internet e em feiras locais. O negócio gera um faturamento médio mensal de cerca de R$ 5 mil.

Com o crescimento do negócio, surgiram também novos desafios, como equilibrar a criatividade com a gestão. "Sair do hobby para empreender exige organização. Parece simples, mas não é”, afirma.

Nos próximos passos, a empreendedora pretende ampliar a produção, contratar ajuda no ateliê e diversificar o portfólio, com novos produtos feitos a partir de materiais reaproveitados.

A trajetória reflete uma tendência crescente no empreendedorismo: transformar criatividade e reaproveitamento em oportunidades de negócio, aliando propósito e geração de renda.

📍 Endereço: Rua Castro Alves 261 Saguaçu Joinville/SC – CEP: 89221-100📞Telefone: 47 997590995📧 E-mail: Kuhra.co@gmail.com📲 Instagram: https://www.instagram.com/kuhra.co/

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Europa tem combustível de aviação ‘talvez para mais seis semanas’, diz chefe da Agência Internacional de Energia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/04/2026 09:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,03%Dólar TurismoR$ 5,185-0,17%Euro ComercialR$ 5,8900,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,11%B3Ibovespa197.738 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,03%Dólar TurismoR$ 5,185-0,17%Euro ComercialR$ 5,8900,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,11%B3Ibovespa197.738 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,03%Dólar TurismoR$ 5,185-0,17%Euro ComercialR$ 5,8900,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,11%B3Ibovespa197.738 pts-0,46%Oferecido por

O diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, fala durante uma entrevista à Associated Press, na sede da AIE em Paris, na quinta-feira, 16 de abril de 2026. — Foto: AP/Michel Euler

A guerra envolvendo o Irã pode provocar, em breve, cancelamentos de voos na Europa por falta de combustível de aviação, segundo alertou o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, em entrevista à Associated Press nesta quinta-feira (16).

Segundo Birol, a região teria combustível suficiente para abastecer aviões por “talvez mais seis semanas”, caso o fornecimento de petróleo continue comprometido pelo bloqueio no Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte global de energia.

O diretor executivo ressalta ainda que a crise atual pode se tornar uma das mais graves já enfrentadas no setor energético.

“A situação é realmente crítica e terá grandes implicações para a economia global. E quanto mais tempo isso durar, pior será para o crescimento econômico e a inflação em todo o mundo”, disse ele.

O economista e especialista em energia turco que dirige a AIE desde 2015 destaca ainda que o bloqueio no fluxo de petróleo e gás deve provocar aumento nos preços de combustíveis, eletricidade e gás natural em escala global.

O chefe da AIE destacou que nenhum país está imune aos efeitos da crise, embora os impactos mais severos devam atingir países em desenvolvimento, especialmente na Ásia, África e América Latina.

"Posso dizer que em breve ouviremos notícias de que alguns voos da cidade A para a cidade B poderão ser cancelados devido à falta de combustível de aviação".

Ele criticou o sistema de “pedágio” que o Irã implementou para permitir a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz mediante pagamento de taxas.

Segundo Birol, mais de 80 instalações de energia no Golfo Pérsico foram danificadas, sendo que mais de um terço sofreu danos graves.

Enquanto isso, dezenas de navios petroleiros e embarcações com gás natural seguem parados na região, aguardando condições seguras para transporte — o que, segundo ele, ainda é insuficiente para normalizar o abastecimento global.

Birol afirmou que a recuperação da produção energética aos níveis anteriores ao conflito pode levar até dois anos.

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No 5º mês seguido de crescimento, ‘prévia do PIB’ do Banco Central tem alta de 0,6% em fevereiro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/04/2026 09:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,03%Dólar TurismoR$ 5,185-0,17%Euro ComercialR$ 5,8900,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,11%B3Ibovespa197.738 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,03%Dólar TurismoR$ 5,185-0,17%Euro ComercialR$ 5,8900,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,11%B3Ibovespa197.738 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,03%Dólar TurismoR$ 5,185-0,17%Euro ComercialR$ 5,8900,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,11%B3Ibovespa197.738 pts-0,46%Oferecido por

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta quinta-feira (16), mostrou expansão de 0,6% em fevereiro, na comparação com o mês anterior.

Essa foi a quinta alta mensal seguida do indicador, segundo dados revisados.Houve desaceleração na comparação com janeiro, quando o aumento foi de 0,86%.

Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou retração de 0,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Na parcial do ano, o indicador avançou 0,4% e, em 12 meses até fevereiro, teve aumento de 1,9%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal.

➡️O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem uma metodologia diferente (veja mais abaixo nessa reportagem).

➡️Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.

A desaceleração da atividade econômica em 2025 e, no decorrer deste ano, é algo esperado tanto pelo mercado financeiro quanto pelo Banco Central, diante do elevado nível da taxa de juros.

Fixada pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias, a taxa Selic está, atualmente, em 14,75% ao ano — em patamar ainda elevado —, apesar da redução recente.

O mercado financeiro estima uma taxa de crescimento do PIB de 1,85% em 2026, com nova desaceleração frente ao ano passado, quando a economia cresceu 2,3%.

▶️O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. Avalia que isso é um "elemento necessário para a convergência da inflação à meta (de inflação, de 3%)".

▶️Na ata da última reunião do Copom, realizada em março, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.

Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE.

O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, pode haver mais pressão inflacionária, o que contribuiria para conter a queda dos juros.

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Banco Central decreta liquidação extrajudicial da cooperativa Creditag por crise financeira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/04/2026 08:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,03%Dólar TurismoR$ 5,185-0,17%Euro ComercialR$ 5,8900,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,11%B3Ibovespa197.738 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,03%Dólar TurismoR$ 5,185-0,17%Euro ComercialR$ 5,8900,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,11%B3Ibovespa197.738 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,03%Dólar TurismoR$ 5,185-0,17%Euro ComercialR$ 5,8900,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,11%B3Ibovespa197.738 pts-0,46%Oferecido por

Imagem de arquivo de prédio da cooperativa de crédito Creditag — Foto: Creditag/Facebook/Reprodução

O Banco Central do Brasil (BC) decretou nesta quinta-feira (16) a liquidação extrajudicial da Cooperativa de Crédito, Poupança e Serviços Financeiros (Creditag), após identificar um grave comprometimento de sua situação econômico-financeira.

De acordo com a autoridade monetária, a decisão foi tomada diante do risco elevado aos credores quirografários — aqueles que não possuem garantias específicas para receber valores devidos.

A medida implica o encerramento das atividades da instituição e a nomeação de um liquidante para conduzir o processo.

🔎A Creditag é uma cooperativa de crédito independente de pequeno porte, enquadrada no segmento S5 da regulação prudencial, que abrange instituições de menor complexidade dentro do sistema financeiro.

Em dezembro de 2025, a cooperativa representava cerca de 0,0000226% do total de ativos do Sistema Financeiro Nacional (SFN), indicando impacto limitado sobre o conjunto do sistema.

Em seu site institucional, a cooperativa afirma que “a CREDITAG é uma cooperativa de crédito, estabelecida desde 2003 na cidade de Mineiros, em Goiás, que atende o público em geral oferecendo diversos produtos e serviços equivalentes a outras instituições financeiras”.

A instituição também destaca que presta “serviços financeiros, cuidando pelo equilíbrio econômico de nossos cooperados, tanto na aplicação de recursos em seus projetos como também na captação de investimentos dos mesmos”.

O Banco Central informou ainda que adotará as medidas necessárias para apurar as responsabilidades dos envolvidos, conforme suas competências legais.

As investigações podem resultar na aplicação de sanções administrativas e no encaminhamento de informações a outros órgãos competentes.

Além disso, os bens dos ex-administradores da cooperativa foram tornados indisponíveis, medida que visa resguardar recursos para eventual ressarcimento de prejuízos a credores.

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Imposto de Renda 2026: quais gastos com educação e despesas médicas posso deduzir?

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 16/04/2026 04:44

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: quais gastos com educação e despesas médicas posso deduzir? Prazo para entrega da declaração vai até 29 de maio. Por Redação g1 — São Paulo

A Receita Federal permite dedução de despesas com dependentes, saúde, educação, previdência, pensão alimentícia e livro-caixa. Legalmente, uma despesa dedutível é aquela em que o valor pode ser reduzido dos rendimentos, diminuindo a base de cálculo e o imposto devido.

Já as deduções incentivadas são valores que podem reduzir diretamente o valor do imposto devido — como é o caso de doações para fundos dos direitos da criança e adolescente e da pessoa idosa.

É importante que o contribuinte mantenha comprovantes de todas as despesas informadas na declaração, caso o Fisco questione algum dos gastos demonstrados.

nome;endereço; número do CPF ou do CNPJ do prestador do serviço; a identificação do responsável pelo pagamento; a identificação de quem recebeu o serviço; a data de emissão do documento; e a assinatura do prestador do serviço, salvo no caso de documento fiscal.

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A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável.

Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde.

Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis. Veja os limites:

Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado.Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente.Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda.

O contribuinte pode abater da base de cálculo alguns gastos com educação, mas não todos. Vale lembrar que o limite anual máximo de dedução por pessoa no IR 2026 é de R$ 3.561,50.

São dedutíveis as despesas com educação do contribuinte ou de seus dependentes, desde que referentes a:

educação infantil, compreendendo as creches e as pré-escolas (crianças até 5 anos de idade);ensino fundamental;ensino médio e educação superior, compreendendo os cursos de graduação e de pós-graduação (mestrado, doutorado e especialização);educação profissional, compreendendo o ensino técnico e o tecnológico;cursos destinados à Educação para Jovens e Adultos (EJA), exceto os cursos preparatórios de exames supletivos; ea parcela paga à instituição de ensino com recursos do crédito educativo.

Não podem ser deduzidos, por exemplo, gastos com cursinhos pré-vestibular, cursos de idiomas, artes, dança, atividades esportivas, culturais ou viagens, nem despesas com uniforme, transporte, material escolar ou aquisição de notebook, tablet e computador.

Segundo a Receita Federal, só podem ser deduzidas as despesas médicas do titular e dos dependentes que estejam na declaração.

Despesas médicas com alimentando somente são dedutíveis se forem decorrentes de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, ou por escritura pública específica.

médicos;dentistas;psicólogos;fisioterapeutas;terapeutas ocupacionais;fonoaudiólogos;hospitais;planos de saúde;despesas provenientes de exames laboratoriais;serviços radiológicos;aparelhos ortopédicos;próteses ortopédicas e dentárias; despesas com instrução de pessoa com deficiência física ou mental, desde que a deficiência seja atestada em laudo médico e o pagamento efetuado a entidades destinadas a deficientes físicos e mentais;pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no Brasil destinados a cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas e a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesa de mesma natureza;despesas relativas à realização de cirurgia plástica, reparadora ou não, com a finalidade de prevenir, manter ou recuperar a saúde, física ou mental, do paciente;pagamentos realizados com testes para a confirmação da Covid-19, desde que realizados em laboratórios, hospitais e clínicas. A dedução não é permitida quando o teste é realizado em farmácia.

Os pagamentos efetuados a outros profissionais como nutricionistas, enfermeiros, assistentes sociais e massagistas também podem ser deduzidos, desde que o valor esteja incluído na conta emitida pelo estabelecimento hospitalar.

Também são consideradas dedutíveis como despesas médicas, os valores gastos com aquisição e colocação de marcapasso, parafusos e placas utilizados em cirurgias ortopédicas e odontológicas, lente intraocular, e aparelho ortodôntico (colocação e manutenção), quando incluídas na conta emitida pelo estabelecimento hospitalar, ou pelo profissional.

O pagamento efetuado ao profissional instrumentador cirúrgico, e as despesas com prótese de silicone são dedutíveis desde que seu valor integre a conta hospitalar e esteja relacionado a uma despesa médica dedutível.

As despesas de internação em estabelecimento geriátrico somente são dedutíveis se o referido estabelecimento for qualificado como hospital, nos termos da legislação específica.

despesas que estejam cobertas por apólice de seguro ou quando ressarcidas, e as despesas referentes a acompanhante;os valores pagos na prestação dos serviços de coleta, seleção e armazenagem de células-tronco oriundas de cordão umbilical;pagamentos que caracterizem investimentos em empresas, tais como títulos patrimoniais, quotas ou ações, mesmo que estes assegurem aos adquirentes o direito à assistência médica, odontológica ou hospitalar.

quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado;contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado;quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias;quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural;quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil;quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025;quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física;quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior;quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024);quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos;deseja atualizar bens no exterior;quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.

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