RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Meta enfrenta demissões e críticas internas em meio à corrida pela IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 10:46

Trabalho e Carreira Meta enfrenta demissões e críticas internas em meio à corrida pela IA Empresa ampliou investimentos em inteligência artificial, mas vive reestruturação marcada por cortes de pessoal, pressão sobre funcionários e disputas para alcançar rivais do setor. Por France Presse

Chuva de demissões, vigilância de funcionários, fuga de cérebros. Na Meta, a corrida pela inteligência artificial (IA) cobra um preço: um clima interno tóxico que nem mesmo a prosperidade da gigante da tecnologia consegue apaziguar.

Há mais de um ano, a empresa matriz do Facebook, Instagram e WhatsApp vem enfrentando reduções de pessoal, uma reorganização caótica de sua pesquisa em IA e intensa pressão sobre seus funcionários.

Por outro lado, seus gastos de investimento em IA dispararam. Mark Zuckerberg, seu fundador com poder quase absoluto, decidiu impor cortes drásticos e maior supervisão sobre suas equipes.

Este ano, a empresa eliminou aproximadamente 8.000 cargos, quase 10% de sua força de trabalho. Demissões, supressões de postos e transferências forçadas afetaram quase um quinto dos empregados em apenas um ano.

A imprensa americana está repleta de relatos que descrevem uma "cultura do medo", onde todos temem a próxima onda de demissões e os rumores paralisam o trabalho.

Esses cortes financiam uma corrida frenética por infraestrutura: a Meta planeja investir até 145 bilhões de dólares (750 bilhões de reais) em inteligência artificial este ano, quase o dobro do valor do ano passado.

Após cerca de 6.500 funcionários serem realocados para a divisão de IA da Meta, alguns reclamaram de tarefas "monótonas" destinadas a treinar máquinas ou até mesmo automatizar seus próprios trabalhos.

Essa é a lógica por trás da controversa "Iniciativa de Aprimoramento das Capacidades do Modelo", lançada em abril e suspensa em 22 de junho. Ela registrava cliques, digitações e histórico de navegação de funcionários nos Estados Unidos para treinar agentes de IA.

Zuckerberg a defendeu durante uma reunião interna: "Os modelos de IA aprendem observando pessoas realmente inteligentes fazendo coisas", disse ele, segundo a Wired.

No entanto, mais de 1.600 funcionários assinaram uma petição para interromper a iniciativa, e alguns compararam a Meta a uma "fábrica de extração de dados".

Uma falha no sistema acabou expondo conversas privadas e métricas de desempenho para todos os funcionários, o que levou à sua suspensão.

"Embora não tenhamos indícios de que os funcionários tenham acessado esses dados, estamos suspendendo a iniciativa enquanto investigamos", afirmou um porta-voz da Meta.

A empresa também investe pesado em eletrônicos de consumo com óculos inteligentes e avalia um novo aplicativo de apostas online chamado Arena, possivelmente em parceria com a Polymarket e a Kalshi, segundo o The New York Times.

Em março, um júri de Los Angeles considerou a Meta culpada pela primeira vez pelos efeitos da dependência em redes sociais, apenas um dia após outra condenação no Novo México por negligência na proteção de menores. A Meta recorreu, mas outros julgamentos são esperados este ano.

A empresa tenta recuperar terreno em relação a Google, OpenAI e Anthropic, que dominam a corrida pelos modelos de IA mais avançados. Os modelos da Meta, que já foram adiados diversas vezes, decepcionaram inclusive dentro da empresa.

Em entrevista ao Financial Times, LeCun, vencedor do Prêmio Turing, o equivalente ao Prêmio Nobel em Informática, considerou que a busca por "superinteligência" baseada em grandes modelos de linguagem (LLM) da Meta leva a "um beco sem saída".

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EUA suspendem restrições, e Anthropic libera acesso global a modelos avançados de IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 10:46

Tecnologia EUA suspendem restrições, e Anthropic libera acesso global a modelos avançados de IA Em 12 de junho, Washington obrigou a Anthropic a bloquear abruptamente o acesso aos dois modelos de ponta, Mythos 5 e Fable 5, por motivos de segurança nacional. Por France Presse

A Anthropic disponibilizará globalmente seus modelos de inteligência artificial mais potentes a partir desta quarta-feira (1º). A liberação ocorre após os EUA suspenderem restrições de exportação.

Em 12 de junho, o governo norte-americano forçou o bloqueio imediato dos modelos Mythos 5 e Fable 5. A decisão foi justificada por razões de segurança nacional.

Na última sexta-feira (26), Washington permitiu o uso do Mythos 5 exclusivamente para operadores de infraestrutura e ciberdefensores locais. Agências de segurança estrangeiras continuaram sem acesso.

A fabricante não confirmou se a nova liberação beneficiará os órgãos internacionais. Recentemente, a CIA comparou os modelos avançados de inteligência artificial a "armas nucleares digitais".

A Anthropic permitirá, a partir desta quarta-feira (1º), o acesso mundial aos seus modelos de inteligência artificial (IA) mais recentes e potentes, após o governo dos Estados Unidos suspender as restrições à comercialização dessas tecnologias, informou a empresa americana nesta terça-feira (30).

Em 12 de junho, Washington obrigou a Anthropic a bloquear abruptamente o acesso aos dois modelos de ponta, Mythos 5 e Fable 5, por motivos de segurança nacional.

"Recebemos uma notificação de que o Departamento de Comércio suspendeu os controles de exportação sobre o Claude Fable 5 e o Mythos 5", afirmou a companhia em uma publicação no X. "Começaremos a restabelecer o acesso amanhã", acrescentou.

Na última sexta-feira (26), o governo suspendeu parcialmente as restrições ao Mythos 5, permitindo o acesso ao modelo por alguns "ciberdefensores e operadores de infraestrutura" dos EUA.

Parceiros estrangeiros, especialmente as agências estatais de cibersegurança da Europa e da Ásia, continuavam sem acesso.

A Anthropic, que há meses mantém uma relação turbulenta com o governo dos EUA, não esclareceu se a medida permitirá que esses órgãos estrangeiros tenham acesso aos seus modelos de IA.

O governo de Donald Trump, que por muito tempo se mostrou contrário a qualquer regulamentação da IA, mudou de direção diante das capacidades cada vez mais avançadas desses modelos.

Nesta terça-feira, o diretor da CIA, John Ratcliffe, classificou esses modelos como "armas nucleares digitais".

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Relatório da ONU aponta enormes benefícios potenciais e grandes riscos decorrentes da IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 10:46

Tecnologia Relatório da ONU aponta enormes benefícios potenciais e grandes riscos decorrentes da IA Especialistas da ONU alertam que a inteligência artificial pode impulsionar avanços em diversas áreas, mas também traz riscos crescentes à saúde mental, à democracia, aos direitos humanos e à segurança, exigindo uma governança baseada em evidências científicas. Por Reuters

Corrida da IA movimenta expectativas em torno das ferramentas e nos milhões de dólares que podem gerar. — Foto: Dado Ruvic/Reuters/Ilustração

O rápido desenvolvimento da IA oferece enormes benefícios potenciais para países e pessoas em todo o mundo, mas também apresenta grandes riscos, afirmaram 40 cientistas e especialistas renomados no primeiro relatório elaborado por um painel científico independente da ONU sobre a tecnologia.

O relatório, que será apresentado aos governos no primeiro Diálogo Global da ONU sobre a governança da IA, em Genebra, de 6 a 7 de julho, oferece a primeira avaliação científica global e independente da IA, com um relatório mais completo e abrangente previsto para o próximo ano.

Os membros do painel foram selecionados em todas as regiões do mundo e cumprem um mandato de três anos, independentemente de qualquer governo, instituição ou empresa.

• Os formuladores de políticas precisam de evidências científicas para governar a IA, mas as capacidades da tecnologia estão superando o entendimento científico e a capacidade de adaptação dos governos, com poucos métodos disponíveis para controlar sistemas de IA altamente autônomos.

• O copresidente do painel Yoshua Bengio observou evidências crescentes de comportamentos enganosos da IA e afirmou que a ciência não pode garantir que a IA não causará danos catastróficos “seja por conta própria, seja devido a usuários mal-intencionados”, à medida que suas capacidades aumentam.

• “Os benefícios potenciais da IA são enormes”, concluiu o relatório. “A implantação rápida e descontrolada da tecnologia em grande escala também apresenta riscos consideráveis, incluindo danos à saúde mental dos usuários, uso potencial como ferramenta destrutiva, impactos nos sistemas sociais, econômicos e ambientais, e desafios associados ao controle da tecnologia.”

• A adoção da IA acelerou de forma ampla, mas desigual, entre países e setores. Globalmente, mais de um bilhão de pessoas agora usam IA conversacional semanalmente, mas a adoção nos países em desenvolvimento está atrasada.

• O desenvolvimento da IA está ainda mais concentrado, com os EUA respondendo por 75% do poder de computação entre os 500 maiores supercomputadores de IA do mundo, e a China, por 15%.

• Embora mais de 7.000 idiomas sejam falados em todo o mundo, os modelos atuais de IA são treinados para apenas uma pequena fração deles, e a tradução automática de alguns idiomas está repleta de erros que podem afetar diagnósticos de saúde e decisões de tratamento.

• Os riscos incluem possíveis impactos negativos sobre os direitos humanos, os sistemas sociais e o meio ambiente, com a circulação cada vez mais frequente de material de abuso sexual infantil gerado por IA e de violência sexual facilitada por deepfakes.

• A IA também facilita a produção e o direcionamento de conteúdo persuasivo em grande escala, contribuindo para uma “erosão gradual da integridade da informação que pode enfraquecer a confiança pública, a coesão social e a deliberação democrática”.

• A maioria dos países, incluindo as economias avançadas, carece do conhecimento técnico necessário para avaliar os novos modelos de IA mais avançados ou participar de forma significativa de sua governança.

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Dólar abre em alta, de olho em dados econômicos globais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 09:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,163-0,23%Dólar TurismoR$ 5,373-0,1%Euro ComercialR$ 5,899-0,22%Euro TurismoR$ 6,152-0,12%B3Ibovespa172.024 pts-0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,163-0,23%Dólar TurismoR$ 5,373-0,1%Euro ComercialR$ 5,899-0,22%Euro TurismoR$ 6,152-0,12%B3Ibovespa172.024 pts-0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,163-0,23%Dólar TurismoR$ 5,373-0,1%Euro ComercialR$ 5,899-0,22%Euro TurismoR$ 6,152-0,12%B3Ibovespa172.024 pts-0,68%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira em alta e marcava um avanço de 0,32% perto das 9h, cotado a R$ 5,1794. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ Os indicadores econômicos de diferentes países seguem na mira dos investidores nesta quarta-feira. Na véspera, o relatório Jolts indicou que as vagas de emprego abertas nos EUA aumentaram em maio, enquanto o Caged mostrou que o mercado de trabalho brasileiro criou 73 mil postos formais no período, abaixo do esperado.

Os dados são importantes porque refletem o desempenho da economia e da inflação e podem dar sinais sobre os próximos passos dos bancos centrais em relação aos juros. A incerteza sobre essas decisões e a perspectiva de juros elevados por mais tempo ajudaram a manter o Ibovespa em queda.

▶️ No Brasil, o mercado ainda avalia o resultado primário do setor público, que registrou um déficit (despesas maiores do que receitas) de R$ 56,1 bilhões em maio, uma alta de 66,5% em relação ao mesmo mês de 2025. Como resultado, a Dívida Bruta do Governo Geral subiu de 80,2% para 81,1% do PIB, o maior nível desde maio de 2021. Na agenda desta quarta, o destaque fica com os indicadores de atividade dos EUA, do Brasil e da zona do euro.

Na Ásia, as bolsas fecharam mistas nesta quarta-feira, conforme investidores avaliavam dados sobre a atividade industrial chinesa.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 0,41%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 0,44%.

No Japão, o índice Nikkei subiu 0,59%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 2,04%. O Hang Seng, de Hong Kong, ficou fechado por conta de um feriado local.

Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP

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Inadimplência bate recorde em maio, mês de lançamento do Desenrola 2.0; endividamento segue alto

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 09:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,163-0,23%Dólar TurismoR$ 5,373-0,1%Euro ComercialR$ 5,899-0,22%Euro TurismoR$ 6,152-0,12%B3Ibovespa172.024 pts-0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,163-0,23%Dólar TurismoR$ 5,373-0,1%Euro ComercialR$ 5,899-0,22%Euro TurismoR$ 6,152-0,12%B3Ibovespa172.024 pts-0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,163-0,23%Dólar TurismoR$ 5,373-0,1%Euro ComercialR$ 5,899-0,22%Euro TurismoR$ 6,152-0,12%B3Ibovespa172.024 pts-0,68%Oferecido por

A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito avançou em maio deste ano para 4,7%, recorde histórico, informou nesta quarta-feira (1º) o Banco Central (BC).

Segundo a autoridade monetária, houve um aumento de 0,1 ponto percentual em relação a abril, quando somou 4,6% (dado revisado).

O valor também foi o maior desde o início da série histórica revisada da autoridade monetária, em março de 2011.

O recorde foi atingido no mês de lançamento do "Novo Desenrola Brasil", também chamado de Desenrola 2.0, último programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo, que começou justamente no mês retrasado.

O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas.

No caso das pessoas físicas, a inadimplência passou de 5,5%, em abril, para 5,6% em maio. É o maior patamar da série histórica.Já para as empresas, a inadimplência permaneceu estável em 3,1% em abril, para 3,2% em maio. É o maior valor desde novembro de 2017 (3,3%).

No início de junho, o governo informou que o Desenrola 2.0 já havia renegociado R$ 20 bilhões em dívidas bancárias.

Foram feitas, até aquele momento, 1,4 milhão de renegociações, sendo que o desconto médio foi de 85% do valor original da dívida.

Foto ilustrativa do momento de uma compra com cartão de crédito/débito. — Foto: Divulgação/Secretaria da Economia

De acordo com números do Banco Central, os indicadores de endividamento também continuaram em patamar elevado no mês de abril — o último disponível nesse indicador.

A relação percentual entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em doze meses permaneceu estável em 49,8%, o maior desde janeiro deste ano (49,9%).Mesmo assim, esse é um patamar alto para a série histórica, iniciada em março de 2011 — cuja média é de 42%.

Segundo a Serasa Experian — empresa de análise de crédito que reúne dados financeiros de consumidores e empresas — 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, o equivalente a 49% da população brasileira.

💸A empresa informou ainda que 47% dos débitos, que somaram R$ 557,7 bilhões em março, estão concentrados em instituições financeiras. Ou seja, essas dívidas estão no foco do Desenrola 2.0 – programa do governo lançado nesta semana.

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Japão planeja desenvolver modelo próprio de IA e ter 10 milhões de robôs em 2040

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 09:49

Tecnologia Japão planeja desenvolver modelo próprio de IA e ter 10 milhões de robôs em 2040 Segundo a imprensa japonesa, o país vai investir quase US$ 6 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões) no desenvolvimento de um modelo soberano de IA pela Noetra, um consórcio formado por empresas como SoftBank e Sony. Por France Presse

Imagem de arquivo de 28 de junho de 2014 mostra robô humanóide japonês gigante "Pepper", durante exposição de aparelhos de alta tecnologia, em Tóquio — Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP

O Japão planeja desenvolver um modelo próprio de inteligência artificial (IA) e ter 10 milhões de robôs equipados com a tecnologia atuando em mais de 10 setores até 2040, informou o governo.

Segundo a imprensa japonesa, o país vai investir quase US$ 6 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões) no desenvolvimento de um modelo soberano de IA pela Noetra, um consórcio formado por empresas como SoftBank e Sony.

Vários países buscam desenvolver seus próprios sistemas de IA para reduzir a dependência excessiva e potencialmente perigosa de tecnologias dos Estados Unidos e da China.

Analistas esperam que o número de empresas investindo na Noetra chegue a 44, incluindo grupos dos setores automotivo, eletrônico, financeiro e de logística, entre outros, informou o jornal econômico Nikkei.

A Noetra vai se concentrar especialmente em IA física. A tecnologia aplica a inteligência artificial em ambientes do mundo real, como carros autônomos, robôs em fábricas e até mordomos androides.

Apesar dos investimentos em larga escala e dos planos ambiciosos para robôs com IA, a aplicação da tecnologia e seu desempenho em situações reais ainda são limitados.

"A estratégia estabelece a meta de implantar aproximadamente 10 milhões de robôs até 2040 e, com a inclusão dos setores de restaurantes, produção de alimentos e medicina, promoverá de forma intensa a adoção da tecnologia em um total de 18 áreas", declarou o ministro da Indústria, Ryosei Akazawa.

Com uma população cada vez mais envelhecida e em declínio, o país também espera que os robôs ajudem a suprir a escassez de mão de obra.

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Lula lança Plano Safra da agricultura familiar com R$ 85 bi em crédito rural

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 07:44

Política Lula lança Plano Safra da agricultura familiar com R$ 85 bi em crédito rural Governo lança anualmente programa que oferece financiamento a produtor rural com juros abaixo dos patamares praticados no mercado financeiro. Por Isabella Calzolari, g1 — Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta terça-feira (30) o Plano Safra para agricultura familiar com oferta de R$ 85,2 bilhões em crédito para financiamentos na temporada 2026-2027.

Segundo o governo, os juros variam de 0,5% a 7,5% ao ano no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O governo federal lança anualmente o Plana Safra para incentivar a produção de alimentos em território brasileiro por meio de empréstimos concedidos com juros mais baixos do que os praticados pelo mercado financeiro.

Ao todo, o plano promete movimentar R$ 97,3 bilhões entre programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural e outras ações.

Além de Lula, participaram a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli; a ministra da Casa Civil, Míriam Belchior; a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; e o ministro da Pesca, Rivetla Edipo Araujo Cruz.

Lula no lançamento do Plano Safra 2025, que oferece crédito com juros subsidiados a agricultores — Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante a cerimônia, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil, Fernanda Machiaveli destacou que o plano vai garantir autonomia para as mulheres.

"Esse plano safra reflete esse projeto de Brasil, Brasil mais justo, sustentável, inclusivo e soberano. Que garante autonomia das mulheres rurais e que garante oportunidades para juventude. Um Brasil mais próspero, que cuida dos recursos naturais e biodiversidade. Que garante acesso ao conhecimento, a ciência, a tecnologia para as famílias da agricultura familiar. Para que tenha mais produção, mas também menos penosidade no trabalho, que as pessoas possam viver bem e também viver do campo", disse Machiaveli .

Para incentivar o cultivo de alimentos da cesta básica, o governo reduziu a taxa de 3% para 2% para financiamento da produção convencional arroz, feijão, mandioca, frutas, verduras, ovos e leite. A taxa cai a 1% caso o cultivo seja orgânico ou agroecológico.

O governo ampliou ainda o limite para compra de máquinas e equipamentos menores. O valor que antes era de R$ 100 mil passou para R$ 120 mil com taxa de juros de 1,5% ao ano. Para máquinas maiores, de até R$ 250 mil, a taxa de juros ficou em 5%.

O Plano Safra da agricultura familiar também prevê linhas de créditos para agroecologia, irrigação sustentável, adaptação às mudanças climáticas, quintais produtivos rurais, conectividade e acessibilidade no campo.

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‘Consumo todo dia e não sabia que era do Brasil’: empresária diz que governo Trump desconhecia peso do mel nacional para os EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 04:47

Agro 'Consumo todo dia e não sabia que era do Brasil': empresária diz que governo Trump desconhecia peso do mel nacional para os EUA Joelma Lambertucci de Brito, da Lambertucci Trade Solution, vai defender o mel brasileiro contra a nova de rodada de tarifas propostas pelos EUA, no próximo dia 6, em Washington. Cerca de 83% do mel orgânico importado pelos EUA é brasileiro. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

Cerca de 83% do mel orgânico importado pelos EUA é brasileiro. Considerando apenas o mel convencional, 75% das importações americanas têm origem no Brasil. — Foto: Pixabay/Pexels

Essa é uma das frases que a empresária Joelma Lambertucci de Brito ouviu de um dos integrantes do governo americano neste ano, durante um trabalho de lobby para defender a inclusão do mel na lista de isenções da nova rodada de tarifas propostas por Donald Trump.

Em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX.No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil.

No próximo dia 6, a empresária vai participar de uma audiência pública, em Washington, para defender o produto brasileiro. Há 35 anos no mercado de mel e própolis, Brito comanda a Lambertucci Trade Solution, especializada em facilitar a entrada do mel nacional em outros países.

Nos EUA, ela já participou de reuniões com o Departamento de Agricultura (USDA) e com o próprio Escritório de Comércio dos EUA (USTR), que propôs as tarifas. Nesses encontros, ficou claro para a empresária que o mel não entrou na lista de isenções por um desconhecimento do que o produto brasileiro representa para o mercado americano.

Para se ter uma ideia, cerca de 83% do mel orgânico importado pelos EUA é brasileiro. Considerando apenas o mel convencional, 75% das importações americanas têm origem no Brasil.

"Quando a gente sentou na mesa para negociar, eles não faziam ideia […]. Eles costumam olhar a marca do mel, mas não olham o país de origem", diz Brito, explicando que essas conversas fizeram parte de uma ação maior liderada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Segundo a empresária, o desconhecimento acontece porque o setor e o governo brasileiros falharam em divulgar a importância do produto brasileiro para esse mercado. "Não adianta simplesmente ser o maior fornecedor, você tem que realmente propagar", comenta.

"Todo mundo [nos EUA] sabe que a carne vem do Brasil, que o café vem do Brasil. Porque tem um grupo que faz um lobby muito bom", diz a empresária.

Agora, o setor corre contra o tempo para tentar reverter a medida. Na audiência, além da empresária, importadores de mel americanos também vão defender o produto brasileiro, além da própria Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel).

Uma das linhas de defesa será mostrar o tamanho da importação de mel pelos EUA, mas também outros pontos, como:

O fato de que não há concorrência com o produtor americano no mel orgânico: enquanto a apicultura americana é voltada principalmente para a polinização e para o mel convencional, o Brasil reúne condições ideais para produzir mel orgânico. Uma delas é a presença de abelhas africanizadas, que são mais resistentes a doenças, o que elimina a necessidade de usar antibióticos e acaricidas.O impacto direto para o consumidor: a imposição de tarifas deve provocar aumento dos preços e até falta de mel orgânico nas prateleiras americanas. Como não há produção doméstica suficiente para suprir a demanda, os consumidores dos EUA seriam os principais prejudicados.A dificuldade de substituição: Brito explica que a conversão de uma área de produção convencional para orgânica exige, no mínimo, um ano de transição. Isso significa que os EUA não conseguiriam substituir o fornecimento brasileiro por outro país em curto prazo.O risco de prejuízos e perda de empregos nos EUA: esse ponto da defesa contará com o depoimento de importadores americanos, que têm maior peso político. Eles devem argumentar que as tarifas vão gerar perda de faturamento nas empresas e cortes de postos de trabalho.

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O mel é um dos setores mais atingidos pelos sucessivos tarifaços de Trump desde o ano passado. A medida impactou especialmente os produtores do Piauí, maior exportador brasileiro do produto e altamente dependente dos EUA.

Em 2025, o setor chegou a ser sobretaxado em 50% por Trump, o que levou ao cancelamento de centenas de toneladas em vendas e causou perdas financeiras a milhares de famílias de apicultores. No estado, a apicultura é fonte de renda para mais de 40 mil famílias.

Agora, a expectativa é evitar um novo cenário de prejuízos. "Vamos crer que a gente vai conseguir essa isenção", diz a empresária da Lambertucci.

"Mas se a gente não conseguir, vamos continuar nosso trabalho de lobby com os formadores de opinião em Washington. Isso deve ser contínuo para melhorar a rede de apoio ao mel brasileiro", conclui.

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Claude, IA da Anthropic, ganha versão voltada à pesquisa científica; veja como funciona

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 03:48

Tecnologia Claude, IA da Anthropic, ganha versão voltada à pesquisa científica; veja como funciona Nova ferramenta reúne recursos usados por pesquisadores e permite acompanhar todas as etapas utilizadas pela inteligência artificial para chegar às respostas. Por Isabela Ortiz, g1 — São Paulo

A Anthropic, empresa americana de tecnologia, lançou nesta terça-feira (30) o Claude Science, uma ferramenta desenvolvida para ajudar pesquisadores e profissionais em diferentes etapas do trabalho científico.

Desde 2025, a empresa vem investindo em soluções voltadas para esse público. Agora, o Claude Science reúne, em um único ambiente, ferramentas amplamente utilizadas por pesquisadores, como PubMed, Jupyter e R, facilitando o acesso a informações, a análise de dados e a produção de estudos.

Segundo a Anthropic, o Claude Science pode ser usado em computadores com macOS ou Linux e também acessado remotamente. A ferramenta conta com mais de 60 recursos e integrações voltados para áreas como biologia, genética e química.

A versão beta foi liberada nesta terça para assinantes dos planos Claude Pro, Max, Team e Enterprise.

o código utilizado para gerar o resultado;o ambiente em que o trabalho foi executado;uma explicação em linguagem simples sobre como a resposta foi produzida;todo o histórico da conversa com a IA.

Visão do Claude Science. Neste caso, a IA está exibindo proteínas, estruturas e moléculas de forma nativa, com todos os resultados sendo reproduzíveis e rastreáveis até o código correpsondente. — Foto: Divulgação/Anthropic

Apesar das novas funcionalidades, a Anthropic ressalta que os resultados devem ser revisados pelos pesquisadores.

Durante a execução das tarefas, o usuário pode acompanhar o processo da IA, verificar como ela chegou às conclusões e criar diferentes versões do mesmo trabalho, chamadas de forks. Assim, é possível comparar abordagens diferentes sem perder o histórico original.

Nos últimos meses, pesquisadores que testaram a versão beta utilizaram o Claude Science em atividades como:

análise de sequenciamento de RNA;planejamento de experimentos com CRISPR, técnica de edição genética;previsão da estrutura de proteínas;análises na área de química computacional.

O Claude tem um plano gratuito (Free) que oferece acesso limitado às principais funções da plataforma.

Já o plano Pro custa US$ 17 por mês (cerca de R$ 87,70, considerando o dólar a R$ 5,16), indicada para quem utiliza a ferramenta no dia a dia.

O plano Max custa a partir de US$ 100 mensais (aproximadamente R$ 516) e oferece entre cinco e vinte vezes mais capacidade de uso do que o plano Pro.

Para equipes, a Anthropic oferece o plano Team, voltado para grupos de cinco a 150 usuários. Ele possui duas opções de assinatura: uma padrão, a partir de US$ 20 por usuário ao mês (cerca de R$ 103), e outra premium, a partir de US$ 100 por usuário ao mês (aproximadamente R$ 516), com maior limite de uso.

Já o plano Enterprise, destinado a empresas e organizações maiores, atende equipes com mais de 20 usuários. O preço varia conforme o número de pessoas e o tipo de utilização da ferramenta, com valores a partir de US$ 20 por usuário ao mês.

Além do lançamento da plataforma, a Anthropic anunciou que financiará até 50 projetos de pesquisa que utilizem inteligência artificial.

Cada projeto poderá receber até US$ 30 mil em créditos para uso da tecnologia. A empresa Modal também oferecerá até US$ 2 mil em recursos de computação para os projetos selecionados.

Nesta primeira fase, a iniciativa dará prioridade a pesquisas nas áreas de biologia e ciências biomédicas.

As inscrições ficam abertas até 15 de julho de 2026. Os projetos selecionados serão anunciados até 31 de julho, e os trabalhos serão desenvolvidos entre 1º de setembro e 1º de dezembro de 2026.

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UE elimina tarifas sobre importações de produtos industriais dos EUA, diz presidente do bloco

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 03:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,163-0,23%Dólar TurismoR$ 5,373-0,1%Euro ComercialR$ 5,899-0,22%Euro TurismoR$ 6,152-0,12%B3Ibovespa172.024 pts-0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,163-0,23%Dólar TurismoR$ 5,373-0,1%Euro ComercialR$ 5,899-0,22%Euro TurismoR$ 6,152-0,12%B3Ibovespa172.024 pts-0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,163-0,23%Dólar TurismoR$ 5,373-0,1%Euro ComercialR$ 5,899-0,22%Euro TurismoR$ 6,152-0,12%B3Ibovespa172.024 pts-0,68%Oferecido por

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma sessão de trabalho na cúpula do G7 em Evian-les-Bains, França, em 16 de junho de 2026. — Foto: Thibault Camus/Pool via REUTERS

A União Europeia eliminou nesta quarta-feira (1º) as tarifas aplicadas sobre a importação de produtos industriais dos Estados Unidos, informou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nas redes sociais. Segundo ela, a medida representa um avanço para o comércio entre os dois lados do Atlântico.

Em publicação nas redes sociais, von der Leyen afirmou que a decisão deve trazer “mais previsibilidade, mais escolha e melhores preços” para empresas e consumidores europeus.

A retirada das tarifas faz parte de um compromisso firmado na Declaração Conjunta União Europeia–Estados Unidos, segundo a presidente da Comissão Europeia. Ela destacou que a relação comercial entre os dois blocos continua sendo “a mais valiosa do mundo”.

A medida ocorre em meio aos esforços de Bruxelas e Washington para fortalecer a parceria econômica e reduzir barreiras comerciais entre os dois mercados.

Publicação de Ursula von der Leyen sobre o fim das tarifas contra os EUA. — Foto: Reprodução / X

O Parlamento Europeu aprovou em 16 de junho uma redução de tarifas de importação sobre diversos produtos dos EUA, cumprindo sua parte em um acordo comercial firmado no ano passado.

A aprovação acontece onze meses depois de o acordo ter sido firmado, durante um encontro em um campo de golfe de Trump, na Escócia.

Diante da demora, Trump ameaçou impor tarifas “muito mais altas” caso o bloco não adotasse as medidas até 4 de julho.

Pelo entendimento, a UE concordou em eliminar tarifas sobre produtos industriais americanos e conceder acesso preferencial a produtos agrícolas dos EUA. Em troca, os EUA mantiveram tarifas de 15% sobre a maior parte dos bens europeus.

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