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Guerra no Oriente Médio pressiona dólar, petróleo e pode limitar intensidade e duração dos cortes na taxa de juros no Brasil; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 15:27

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2782,16%Dólar TurismoR$ 5,4942,37%Euro ComercialR$ 6,1251,23%Euro TurismoR$ 6,3811,41%B3Ibovespa182.999 pts-3,33%MoedasDólar ComercialR$ 5,2782,16%Dólar TurismoR$ 5,4942,37%Euro ComercialR$ 6,1251,23%Euro TurismoR$ 6,3811,41%B3Ibovespa182.999 pts-3,33%MoedasDólar ComercialR$ 5,2782,16%Dólar TurismoR$ 5,4942,37%Euro ComercialR$ 6,1251,23%Euro TurismoR$ 6,3811,41%B3Ibovespa182.999 pts-3,33%Oferecido por

A escalada de tensões e a eclosão da guerra no Oriente Médio, com o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã e a propagação do conflito a países vizinhos, como o Líbano, pressionam o preço do petróleo e a cotação do dólar no Brasil.

Neste início de semana, o petróleo ultrapassou o patamar de US$ 82 por barril, o valor mais alto desde janeiro de 2025. Com o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã , analistas projetam aumento substancial nos preços nos próximos meses — pressionando o preços dos combustíveis no Brasil.Outro fator que pode estimular a inflação é a cotação do dólar no país, por seu impacto nos preços de produtos e insumos importados. A moeda norte-americana avançou 0,6% nesta segunda-feira (2), para R$ 5,16, e continuava subindo nesta terça. Com dólar e petróleo mais caros, cresce a expectativa de aumento nos preços de combustíveis e de energia, que têm efeitos indiretos sobre o transporte, a indústria e até o agronegócio – limitando, também, o ritmo de crescimento da atividade doméstica.

Segundo economistas, essa "mudança de preços relativos" de ativos (petróleo e dólar), no jargão da economia, pode contaminar não somente os preços correntes, mas também as projeções do mercado e da autoridade monetária para a inflação neste e nos próximos anos.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), colegiado responsável buscar o atingimento das metas de inflação, toma suas decisões olhando para a frente, pois elas demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, o Banco Central está buscando atingir, por meio da fixação da taxa de juros, a meta central de inflação de 3% em doze meses até setembro de 2027.

➡️A lógica é que se a guerra não acabar no curto prazo, seu impacto na inflação (via aumento do petróleo e do dólar) pode ser mais duradouro, contaminando as projeções de inflação dos próximos anos e limitando intensidade e o ritmo dos cortes na taxa de juros no país.

➡️O Copom, do Banco Central, diz que apenas reage ao cenário da economia na fixação dos juros. Se há uma piora com impacto inflacionário, tem de adequar seu panorama esperado para o futuro. Na ata de sua última reunião, em janeiro, o Copom avaliava que o cenário externo seguia incerto.

"Elevações das tensões geopolíticas e seus desdobramentos seguem sendo monitorados, porém no contexto atual os preços das principais commodities permaneceram contidos, e as condições financeiras, favoráveis", dizia o Copom, antes da eclosão da guerra no Oriente Médio.

➡️Até a semana passada, antes do conflito no Oriente Médio, o mercado financeiro projetava que a taxa Selic começaria a ser reduzida neste mês, passando de 15% para 14,5% ao ano — com base em sinalização do próprio BC. E que a taxa continuaria caindo no futuro, fechando 2026 e 2027 em 12% e 10,5% ao ano, respectivamente.

Rafaela Vitoria, economista-chefe do banco Inter, avalia que o aumento recente do preço do petróleo não gera uma necessidade imediata de aumento dos combustíveis pela Petrobras — o que acontecerá somente se o preço permanecer elevado por um período mais prolongado.

Além disso, com o atual patamar do petróleo, ela argumenta que um eventual reajuste, próximo de 10%, teria um impacto limitado na inflação. Avalia, também, que o dólar abaixo de R$ 5,50 não traz uma "preocupação maior" para as expectativas de inflação deste ano.

Outro ponto, segundo Rafaela Vitória, é que a economia vive um momento demanda mais fraca, com desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB). Ela diz que, por isso, um possível aumento da gasolina não teria um impacto estrutural no rumo da taxa de juros no Brasil. E segue prevendo corte da taxa Selic para 14,5% ao ano pelo BC, em meados de março.

"Mas, dependendo da magnitude desse impacto [da alta do preço do petróleo], você pode ter uma cautela um pouco maior pelo Copom de, ou postergar esse início de corte de juros, ou começar com um ritmo um pouco mais fraco, de 25 pontos [neste mês]", afirmou Rafaela Vitoria, do banco Inter.

Leonardo Costa, economista do ASA, observou que a escalada de tensões no Oriente Médio eleva de forma relevante os riscos para energia, mas que o impacto final dependerá essencialmente da duração e da intensidade do conflito.

"No Brasil, a política de suavização de preços da Petrobras tende a retardar o repasse da alta internacional para combustíveis, com o diesel devendo subir antes da gasolina, dado o maior peso das importações e a defasagem acumulada", disse Leonardo Costa, do ASA.

Em termos inflacionários, disse ele, um aumento de 10% na gasolina adiciona cerca de 0,20% a 0,25% ao IPCA anual, enquanto o diesel impacta majoritariamente de forma indireta, via custos e cadeia produtiva. "A persistência de um preço do petróleo mais elevado pode elevar a projeção de inflação doméstica", concluiu.

Já Fabiano Zimmermann, head de fundos de renda fixa do ASA, afirmou que o conflito não deve alterar, neste momento, o plano do Banco Central de iniciar o ciclo de cortes de juros na reunião de março.

"No entanto, caso a crise se prolongue, seus desdobramentos podem interromper a sequência de valorização do real [queda do dólar] e provocar uma mudança no patamar dos preços do petróleo, fatores que tenderiam a limitar a magnitude do ciclo de flexibilização monetária [corte dos juros]. Esse cenário já começa a se refletir na curva de juros, com a elevação do prêmio na parte intermediária", acrescentou Fabiano Zimmermann, do ASA.

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PIB do Brasil: como guerra no Irã pode impactar economia em ano de eleição?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 14:16

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2772,15%Dólar TurismoR$ 5,4962,41%Euro ComercialR$ 6,1241,2%Euro TurismoR$ 6,3831,44%B3Ibovespa182.179 pts-3,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,2772,15%Dólar TurismoR$ 5,4962,41%Euro ComercialR$ 6,1241,2%Euro TurismoR$ 6,3831,44%B3Ibovespa182.179 pts-3,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,2772,15%Dólar TurismoR$ 5,4962,41%Euro ComercialR$ 6,1241,2%Euro TurismoR$ 6,3831,44%B3Ibovespa182.179 pts-3,77%Oferecido por

O PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, o menor avanço desde 2020, refletindo a desaceleração econômica esperada pelo mercado.

Consumo das famílias ficou estagnado no 4º trimestre de 2025, segundo o IBGE — Foto: Getty Images via BBC

A economia brasileira cresceu 2,3% em 2025, abaixo da alta de 3,4% registrada em 2024, informou informou nesta terça-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Este foi o mais baixo crescimento registrado pela economia brasileira desde a queda de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) ocorrida em 2020, sob impacto da pandemia de covid-19.

O resultado, no entanto, veio em linha com a expectativa do mercado, que já previa uma desaceleração da economia no ano passado, diante dos efeitos dos juros elevados.

Com a Selic (taxa básica de juros da economia brasileira) em 15% desde junho de 2025, fica mais caro para empresas e famílias emprestarem dinheiro, o que funciona como um "freio" para a atividade econômica – por isso a taxa de juros é o principal instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação.

Para 2026, os analistas preveem uma nova desaceleração da atividade econômica, projetando uma alta de apenas 1,8% para o PIB em pleno ano de eleições presidenciais, segundo a mediana de projeções colhidas pelo jornal Valor Econômico.

A guerra no Irã adiciona incerteza neste cenário, com a alta nos preços do petróleo podendo impactar a inflação e manter os juros altos por aqui durante mais tempo.

"O conflito entre Estados Unidos e Irã representa um risco adicional ao crescimento econômico, principalmente se a guerra se estender por um período muito prolongado", avalia Peterson Rizzo, gerente de relações institucionais da gestora de crédito Multiplike.

Se isso acontecer, a principal influência ocorre por meio da alta do petróleo, que encarece combustíveis, energia e transporte, pressionando a inflação, diz o analista.

Navio ancorado na costa dos Emirados Árabes Unidos devido a interrupções na navegação no Estreito de Ormuz, em Dubai, em 2 de março — Foto: Getty Images via BBC

Com a inflação mais elevada, o Banco Central tende a manter os juros altos por mais tempo, dificultando a retomada da atividade econômica.

"Juros elevados reduzem o acesso ao crédito, afetando negativamente o consumo das famílias. Além disso, a maior incerteza internacional tende a desestimular investimentos produtivos", diz Rizzo.

"Assim, embora o Brasil possa se beneficiar parcialmente como exportador de petróleo, os efeitos inflacionários e financeiros do conflito tendem a limitar o crescimento do PIB no curto e médio prazo."

"A escalada do conflito entre EUA e Irã pode influenciar o PIB indiretamente, sobretudo se provocar alta persistente do petróleo e pressionar a inflação, o que tende a manter os juros elevados por mais tempo", diz Lima.

"Assim, embora o dado do PIB mostre resiliência, o ambiente geopolítico adiciona um vetor de risco que pode limitar o ritmo de crescimento ao longo de 2026."

No quarto trimestre, o PIB brasileiro cresceu apenas 0,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior, também em linha com a expectativa do mercado.

O crescimento modesto na margem foi puxado pelo setor de serviços (0,8%) e pela agropecuária (0,5%), enquanto a indústria registrou queda de 0,7%, sempre na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Na ponta da demanda, o consumo do governo teve alta de 1% e o das famílias se manteve estável (0%), enquanto o investimento registrou uma forte queda de 3,5%.

Exportações cresceram 3,7% e importações caíram 1,8% no 4º tri, em relação ao trimestre anterior, o que contribuiu positivamente para o PIB do período — Foto: Bloomberg via Getty Images

Matheus Pizzani, economista da PicPay, avalia que o elevado endividamento de famílias e empresas explica a forte queda do investimento e a estagnação do consumo das famílias no fim do ano passado.

Isso inibiu os efeitos positivos do mercado de trabalho dinâmico e da renda em expansão, beneficiada ainda pela queda da inflação ao longo do ano, avalia.

Segundo Pazzini, o resultado só foi ligeiramente positivo no trimestre graças à contribuição do setor externo, com a balança comercial favorável (isto é, com exportações superando importações) contribuindo para o crescimento no período.

No ano de 2025 como um todo, a desaceleração do PIB foi puxada tanto pela indústria (alta de 1,4%, ante 3,1% em 2024) quanto pelos serviços (alta de 1,8%, ante 3,8% em 2024).

Já na agropecuária, houve crescimento de 11,7% em 2025 (ante queda de 3,7% em 2024), reflexo da safra recorde no ano passado.

Na ponta da demanda, o consumo das famílias desacelerou para alta de 1,3% (ante 5,1% em 2024), enquanto o investimento cresceu 2,9%, após recuar 6,9% no ano anterior e o consumo do governo avançou 2,1% (quase igual à alta de 2% de 2024).

Já o setor externo teve contribuição positiva no ano, com exportações em alta de 6,2%, superando o avanço das importações (4,5%), apesar das tarifas impostas por Donald Trump ao Brasil a partir de julho.

Em 2024, as importações haviam crescido fortes 15,6%, superando em muito a alta das vendas externas (2,8%), o que é negativo para o crescimento, pois nesse cenário parte maior da demanda interna é atendida por produtos importados.

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Dólar abre em alta sob impacto da guerra no Oriente Médio e dados do PIB brasileiro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 09:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%Oferecido por

O dólar abriu em alta de 1,53% nesta terça-feira (3), cotado a R$ 5,2449, refletindo os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os mercados globais e a divulgação de indicadores econômicos no Brasil. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia o pregão às 10h.

▶️ O Irã afirmou que fechou o Estreito de Ormuz e ameaçou incendiar navios que tentarem atravessar a rota. O anúncio, feito pela mídia estatal em nome da Guarda Revolucionária, é o mais duro desde o aviso inicial do bloqueio e foi apresentado como retaliação pela morte do aiatolá Ali Khamenei.

▶️ A declaração do Irã sobre o fechamento da principal rota do petróleo no mundo impulsionou uma forte alta da commodity e acendeu o alerta nos mercados globais. Nesta terça-feira, os preços do petróleo seguem em trajetória de alta, com o barril registrando avanço superior a 7%.

▶️ No Brasil, o destaque fica por conta da divulgação do PIB de 2025, divulgado pelo IBGE. A economia brasileira cresceu 2,3% no ano passado, representando uma desaceleração em comparação a 2024, quando o Brasil cresceu 3,4%.

▶️ Ainda nesta terça-feira, às 11h, serão divulgados os dados de criação de empregos formais no Brasil em janeiro, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Os preços do petróleo e do gás dispararam e as bolsas fecharam em queda nesta segunda-feira (2) por causa do conflito no Oriente Médio, desencadeado pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e pela resposta de Teerã.

O preço do barril de Brent chegou a subir quase 14%, enquanto o do West Texas Intermediate (WTI) avançou 12% na abertura dos mercados, após o ataque que matou o guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e outros dirigentes do país.

O conflito regional afeta o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.

O preço do gás na Europa disparou mais de 20%, já que a guerra ameaça as exportações de gás natural liquefeito da região do Golfo, especialmente as vendas do Catar.

O contrato futuro do TTF holandês, referência europeia, chegou a subir mais de 40%, a 45,105 euros.

🛢️ A forte alta do petróleo beneficia as empresas do setor porque elas vendem a commodity a preços internacionais. Quando o barril sobe, a receita dessas companhias tende a aumentar, o que melhora a perspectiva de lucro e impulsiona suas ações na bolsa.

No caso do Brasil, as ações da Petrobras subiram mais de 4%, ajudando a reduzir a baixa do Ibovespa, que acompanhava as quedas pela manhã antes de inverter o sinal.

Em Wall Street, os índices das bolsas americanas operam no vermelho antes da abertura do mercado, após a intensificação da guerra no Oriente Médio aumentar a preocupação dos investidores com os efeitos do petróleo mais caro sobre a atividade econômica e a inflação.

Por volta das 7h (horário de Brasília), o futuro do Dow Jones caía cerca de 815 pontos, o equivalente a 1,7%.

O S&P 500 recuava aproximadamente 120 pontos, também com perda de 1,7%, enquanto o Nasdaq 100 liderava as quedas, com baixa de cerca de 570 pontos, ou 2,3%, pressionado pela maior exposição das empresas de tecnologia ao cenário de maior aversão ao risco.

Os mercados europeus caíram forte nesta terça, também pressionados pela alta do petróleo e do gás causada pela guerra, o que elevou o temor de que o conflito prolongado encareça combustíveis, transporte e produtos em geral, prejudicando a economia

Com a energia mais cara, investidores ficaram mais cautelosos e venderam ações. Pela manhã, as principais bolsas da Europa operavam em queda: Paris recuava 2,15%, Frankfurt caía 2,78%, Londres perdia 2,02%, Milão tinha baixa de 3,21% e Madri caía 3,56%.

Já as bolsas da Ásia fecharam em queda nesta terça-feira, diante do agravamento da guerra no Oriente Médio, que aumentou a aversão ao risco entre os investidores.

Na China, o índice de Xangai recuou 1,43%, aos 4.122 pontos, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,54%, para 4.655 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,12% e terminou o dia em 25.768 pontos.

No Japão, o Nikkei despencou 3,1%, aos 56.279 pontos, e na Coreia do Sul o Kospi teve queda acentuada de 7,24%, fechando em 5.791 pontos. Em Taiwan, o Taiex recuou 2,20%, para 34.323 pontos, enquanto na Austrália o S&P/ASX 200 caiu 1,34%, aos 9.077 pontos.

O dólar opera cotado acima de R$ 6,00 no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 9, estendendo ganhos frente ao real pelo quarto pregão consecutivo, diante do acirramento da guerra comercial entre os EUA e a China. — Foto: Adriana Toffetti/Estadão Conteúdo

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‘O dinheiro aumenta, mas não dá para comprar nada’: por que o brasileiro não sente a melhora da economia?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 09:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%Oferecido por

Apesar do PIB em alta e desemprego recorde, brasileiros sentem perda de poder de compra e dificuldade em fechar o mês.

A inflação, mesmo menor, continuou a corroer o poder de compra, limitando o consumo das famílias, especialmente as de menor renda.

O endividamento cresceu, com 73,5 milhões de negativados, e gastos básicos como saúde e supermercado pesam mais no orçamento familiar.

Especialistas apontam que a economia perdeu fôlego, com crescimento frágil e produtividade em queda.

A expectativa para 2026 é de desaceleração, com incertezas sobre contas públicas e o lento impacto da queda de juros no crédito.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil fechou 2025 em alta, no quinto ano consecutivo de crescimento. Ainda assim, para muitos brasileiros, a sensação foi de que o dinheiro continuou curto no final do mês.

A diretora de escola Cibelle conta que, embora a renda familiar tenha permanecido estável no ano passado, foi preciso controlar cada gasto para não comprometer o orçamento. “As contas ficaram mais pesadas, principalmente no supermercado.”

Para equilibrar as contas, ela reduziu as idas a restaurantes e os gastos com lazer, diminuiu o uso do cartão de crédito e recorreu a reservas antigas. “Eu usei o que tinha guardado, um dinheiro que juntei em 2020. Acabei usando grande parte para o consumo do dia a dia”, conta.

A aposentada Maria Madalena diz que também precisou fazer escolhas. Trocou a carne bovina por frango, passou a comprar queijos e laticínios mais baratos e usou parcelamento no cartão para fazer a renda durar até o fim do mês. Sua descrição não poderia ser mais direta: a sensação constante é de perda de poder de compra.

Especialistas ouvidos pelo g1 contam que, embora a economia brasileira tenha começado o ano em ritmo mais forte, acabou perdendo fôlego ao longo dos meses e terminou o quarto trimestre praticamente estagnada.

Os números divulgados nesta terça-feira (3) pelo IBGE mostram que o principal sinal dessa desaceleração se mostra no consumo das famílias. Esse é o componente que mais pesa no PIB e representa mais de 60% da atividade econômica pelo lado da demanda.

O consumo das famílias não chegou a cair, mas cresceu em ritmo bem menor do que no ano anterior, quando havia avançado 5,1%.

Para a economista Juliana Trece, coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do FGV Ibre, o dado mostra um descompasso entre renda e gastos.

Além da atividade econômica ainda em crescimento, o país registrou a menor taxa de desemprego da história em 2025, de apenas 5,6% na média anual. O rendimento real também foi recorde, de R$ 3.560.

O diagnóstico é que a economia continuou avançando, mas em ritmo mais lento. E as compras passaram a depender quase exclusivamente da renda do trabalho.

“Em anos anteriores, houve liberações de recursos extraordinários, como saques do FGTS,, que ajudaram a estimular as compras. Quase não tivemos esse tipo de impulso em 2025.”

Para a economista Silvia Matos, coordenadora do boletim Macro do FGV Ibre, a alta de preços foi menor no ano passado, mas continuou a corroer o poder de compra e limitou o consumo, especialmente entre as famílias de menor renda.

“Depois de um crescimento acima da nossa capacidade em 2024, já era esperado um período de desaceleração. Foram resultados muito favoráveis, mas também enfrentamos efeitos colaterais, como a inflação”, explica.

📊 Em 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — que mede a inflação oficial do país — ffechou em 4,26%. Foi o melhor resultado desde 2018, mas isso significa apenas que os preços subiram mais lentamente, e não que tenham caído.📈 Para manter a alta de preços sob controle, o Banco Central elevou a taxa básica de juros em 2,25 pontos percentuais ao longo do ano. Com isso, ela chegou a 15% no fim de 2025, o maior patamar em quase duas décadas.

Segundo Silvia, esses dois fatores funcionaram como um “freio” na economia, afetando principalmente a compra de bens duráveis — como carros e eletrodomésticos — e outros setores que dependem de crédito para financiar suas atividades.

Enquanto o desemprego caía e a renda aumentava, a inflação apertou o orçamento, atingindo com mais força os mais pobres.

Para essas famílias, o aumento de preços de itens básicos — como alimentos no supermercado, conta de luz e gastos com saúde — pesa de forma mais intensa do que para quem tem mais recursos.

A auxiliar de limpeza Edivânia sente a pressão nas despesas mais básicas. As contas de luz e água ficaram mais difíceis de pagar, exigindo cortes constantes no orçamento familiar. Sem margem para imprevistos, ela evita correr o risco de se endividar.

Entre os aposentados, a sensação foi de estagnação. Sebastiana diz que o dinheiro simplesmente não rendeu. “Recebo a aposentadoria, pago o que devo e fico esperando a próxima.”

Supermercado e farmácia foram os gastos que mais complicaram seu orçamento — especialmente os remédios, que, segundo ela, pesam cada vez mais.

Em outras faixas de renda, o aperto aparece de forma menos imediata, mas igualmente persistente — e também envolve gastos com saúde.

O psicólogo Mauro consegiu manter a renda estável, mas viu crescerem as despesas com plano de saúde e procedimentos não cobertos pelas operadoras. O ajuste veio por meio de cortes.

“Reduzi o consumo de itens não prioritários e deixei de viajar. Passei a controlar mais os gastos.”

Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) indicam que, em dezembro, 73,5 milhões de consumidores estavam negativados, o equivalente a quase 45% da população adulta do país.

O cartão de crédito continua sendo um dos principais vilões do endividamento. O procurador do Estado Jayme Asfora classifica as taxas como “escorchantes” e abusivas. Para se proteger, ele chegou a quebrar os cartões e abriu mão de viagens com as filhas diante dos altos custos.

“Os juros já estão altos, mas os do cartão de crédito são ainda maiores. É absurdo não haver uma intervenção estatal mais efetiva sobre isso.”

Mesmo quem teve aumento de renda manteve cautela. O assistente de e-commerce David passou a planejar cada compra antes de gastar. “Você precisa viver de forma controlada, sem excessos, mantendo uma vida estável, porque senão não dá. A gente passou a planejar mais”, afirma.

A médica Lara Lobo descreve impacto semelhante. Com aumentos no aluguel, na energia e no supermercado, precisou apertar o orçamento e priorizar a poupança.

“Eu sinto que o poder de compra diminuiu. Não deixei de comprar porque tenho as finanças organizadas, mas percebo que muitos brasileiros continuam consumindo e enfrentam mais dificuldade até para coisas básicas.”

Lojistas oferecem descontos para pagamentos no Pix, em dinheiro ou no débito, que costumam sair mais baratos do que no crédito. — Foto: Giaccomo Voccio/g1

O crescimento da economia não tem sido homogêneo entre setores e grupos sociais. Parte do baixo desemprego, segundo Silvia Matos, está ligada ao envelhecimento da população, que reduz a oferta de mão de obra.

“O resultado é um mercado de trabalho que parece aquecido nas estatísticas, mas com realidades muito diferentes na prática”, aponta a economista.

Setores como tecnologia e finanças contrataram mais, enquanto áreas mais dependentes de crédito, como a construção civil e parte da indústria, enfrentaram maiores dificuldades.

Esse é mais um descompasso que ajuda a explicar o “enigma” apontado pelos economistas: indicadores macroeconômicos positivos convivendo com sensação de aperto no cotidiano.

A agropecuária, por exemplo, avançou mais de 10% em 2025. Apesar de ter peso menor no PIB, o setor contribuiu para o crescimento quase tanto quanto os serviços.

Segundo a economista, a força do campo compensou parte da perda de dinamismo em áreas mais dependentes do mercado interno. “As exportações avançaram mais de 5%, impulsionadas principalmente por produtos agropecuários e petróleo”, ressalta.

🔎 Esses segmentos são menos sensíveis aos juros elevados. “O efeito da política monetária não é igual para todos os setores. A indústria e a construção sofrem mais porque dependem de crédito. Já a agropecuária depende mais do clima e da demanda externa”, explica Silvia Matos.

Apesar do resultado positivo, o crescimento da economia brasileira teve bases frágeis. Os investimentos, por exemplo, avançaram no ano, mas boa parte desse aumento foi impulsionada pela importação de plataformas de petróleo — uma compra pontual que eleva as estatísticas de momento.

“Isso não significa que as empresas, de forma geral, estejam ampliando fábricas, comprando máquinas ou aumentando sua capacidade de produção”, acrescenta Silvia.

Além disso, a economia ficou “menos eficiente”. A produtividade — que mede quanto o país produz com os recursos disponíveis — caiu em relação ao ano anterior e segue abaixo do nível recorde registrado em 2013.

Depois de um ano impulsionado principalmente pelas exportações e por um mercado de trabalho ainda resistente, 2026 deve marcar desaceleração. A expectativa é de crescimento semelhante ao de 2025 — ou até um pouco menor.

Para Juliana Trece, a principal mudança está no campo. A agropecuária, que teve desempenho excepcional e ajudou a sustentar o PIB no ano passado, não deve repetir o mesmo ritmo.

“Em 2025, o campo teve peso relevante no crescimento. Em 2026, essa contribuição tende a ser menor”, afirma.

Se isso se confirmar, o avanço das exportações também deve perder fôlego. Por outro lado, Juliana vê algum estímulo vindo do mercado interno.

A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil pode aumentar a renda disponível de parte das famílias.Além disso, anos eleitorais costumam trazer mais gastos públicos, o que ajuda a movimentar a economia no curto prazo.

Silvia Matos, no entanto, adota tom mais cauteloso. Para ela, o ambiente eleitoral amplia as incertezas sobre o rumo das contas públicas e pode levar empresários a adiar investimentos.

Além disso, mesmo que o Banco Central comece a reduzir os juros, o efeito não é imediato. “Leva tempo até que a queda dos juros chegue ao crédito, reduza o custo dos financiamentos e estimule novos projetos”, destaca Silvia.

Consumidores e pedestres circulam pelo Largo 13 de Maio, em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo. — Foto: Giaccomo Voccio/g1

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

PIB do Brasil cresce 2,3% em 2025, diz IBGE

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 09:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%Oferecido por

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3). Em valores correntes, a economia brasileira totalizou R$ 12,7 trilhões no ano.

O resultado representa uma desaceleração em comparação a 2024, quando o Brasil cresceu 3,4%, e é o menor número em cinco anos. Ainda assim, o número marca o quinto ano seguido de crescimento da economia brasileira. No quarto trimestre de 2025, o PIB cresceu 0,1% em relação aos três meses anteriores, mantendo-se praticamente estável.

O principal destaque ficou com a agropecuária, que registrou um crescimento de 11,7% em 2025 — resultado dos aumentos na produção e dos ganhos na produtividade de várias culturas, com destaque para o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram recordes no ano.

O setor de serviços, por sua vez, apresentou um avanço de 1,8% no ano e registrou um crescimento de todas as atividades em 2025 — mesmo com o alto nível de juros. Entre os destaques, estavam informação e comunicação (6,5%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%) e transporte, armazenagem e correio (2,1%).

A indústria teve um crescimento de 1,4% no ano, apoiada pelas Indústrias Extrativas, que registraram um avanço de 8,6% no período com o impulso da extração de óleo e gás. O segmento de construção (0,5%) também contribuiu para o avanço do setor, enquanto eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,4%) e as indústrias de transformação (-0,2%) tiveram variações negativas.

“Quatro atividades: agropecuária, indústrias extrativas, informação e comunicação e outras atividades de serviços, contribuíram com 72% do total do volume do valor adicionado em 2025, atividades estas menos afetadas pela política monetária contracionista [juros elevados]”, afirmou a coordenadora de contas nacionais do IBGE, Rebeca Palis, em nota.

🔎 Valor adicionado é a riqueza efetivamente gerada na economia. É calculado pela diferença entre o valor do que foi produzido no país e o custo dos insumos utilizados na produção.

Serviços: 1,8%Indústria: 1,4%Agropecuária: 11,7% Consumo das famílias: 1,3% Consumo do governo: 2,1%Investimentos: 2,9% Exportações: 6,2% Importação: 4,5%

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias registrou um crescimento de 1,3%. O resultado positivo, segundo o IBGE, foi reflexo da melhora do mercado de trabalho no ano — com crescimento da massa salarial real —, do aumento do crédito e dos programas de transferência de renda do governo.

Mesmo assim, o número ainda representa uma desaceleração em comparação a 2024, quando cresceu 4,8%. Essa desaceleração era esperada pelo mercado por conta dos altos níveis da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano, e pelo alto endividamento das famílias.

Já o volume de investimentos feitos no país — chamados pelo IBGE de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) — cresceu 2,9% em 2025, impulsionado pelo aumento na importação de bens de capital, pelo desempenho de software e pelo bom desempenho na indústria de construção.

"Essas contribuições positivas compensaram a queda na produção interna de bens de capital", informou o IBGE em nota.

A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8%, em uma leve desaceleração em comparação ao ano anterior (16,9%). Já a taxa de poupança acelerou de 14,1% para 14,4% na mesma relação.

O Tocantins sediará a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2026, evento que reforça a visibilidade do estado no cenário agrícola nacional. — Foto: Grupo Wink

Nos últimos três meses de 2025, a atividade econômica brasileira registrou um crescimento de 0,1% em comparação ao terceiro trimestre, mantendo-se praticamente estável.

Nessa relação, as atividades de serviços e agropecuária cresceram 0,8% e 0,5%, respectivamente, enquanto a indústria apresentou um recuo de 0,7%.

Entre as variações positivas no setor de serviços, o destaque ficou com atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com um avanço de 3,3%. Informação e comunicação (1,5%), outras atividades de serviços (0,7%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%) também tiveram resultados positivos.

Já entre as atividades industriais, o resultado negativo foi puxado principalmente pela queda na construção (2,3%) e nas indústrias de transformação (-0,6%).

Pela ótica da despesa, o consumo do governo cresceu 1% e o consumo das famílias ficou estável. Os investimentos, por sua vez, caíram 3,5% no período.

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Ministério da Fazenda diz que taxa de juros exerceu ‘impacto relevante’ sobre p PIB e projeta expansão de 2,3% em 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 09:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%Oferecido por

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda avaliou, nesta terça-feira (3), que a desaceleração do ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 indica que a "política monetária contracionista", ou seja, taxa de juros elevada exerceu 'impacto relevante sobre a atividade".

Mais cedo nesta terça, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025. O resultado representa uma desaceleração em comparação a 2024, quando o Brasil cresceu 3,4%, e é o menor número em cinco anos.

Atualmente, a taxa básica de juros da economia brasileira, está em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. A taxa Selic é o instrumento que o Banco Central tem para conter a inflação, e atingir a meta central de 3% fixada para este a para os próximos anos.

"A perda de fôlego [da economia] tornou-se mais evidente no segundo semestre, quando a atividade permaneceu praticamente estável em relação ao primeiro. Não fosse a contribuição da agropecuária e da indústria extrativa, pela ótica da oferta, e do setor externo, pela ótica da demanda, a economia teria apresentado desempenho ainda mais fraco nos últimos dois trimestres de 2025", diz o Ministério da Fazenda, em comunicado.

Para o ano de 2026, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda manteve a projeção de crescimento do PIB em 2,3%. O mercado financeiro, entretanto, estima um crescimento, menor, de 1,8%, neste ano.

"Pela ótica da oferta, a expectativa é de desaceleração acentuada da agropecuária, compensada por maior ritmo de crescimento da indústria e dos serviços. Pela demanda, a expectativa é de maior contribuição da absorção doméstica comparativamente a 2025, contrabalanceada por menor contribuição do setor externo", avaliou o governo.

Para o primeiro trimestre deste ano, a expectativa do governo é de "aceleração acentuada do PIB", em ritmo próximo a 1%, refletindo, principalmente, o aumento da renda disponível para a população com a isenção do imposto de renda retido na fonte para quem ganha até R$ 5 mil.

"Em seguida, deverá haver desaceleração gradual do ritmo de expansão da atividade, com a dissipação do efeito de políticas públicas sendo parcialmente compensada pela redução do custo no crédito [com a queda esperada na taxa básica de juros, a Selic]", diz o Ministério da Fazenda.

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Agropecuária cresceu 11,7% e puxa crescimento da economia em 2025

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 09:47

Agro Agropecuária cresce 11,7% e puxa crescimento da economia em 2025 O forte crescimento do setor foi puxado por uma combinação de colheitas recordes, especialmente de soja e milho, além de um bom desempenho da pecuária, que também bateu marcas históricas. Por Paula Salati, Vivian Souza

A agropecuária impulsionou o PIB em 2025, crescendo 11,7% e superando os demais setores da economia, que avançou 2,3% no total.

O setor foi beneficiado por colheitas recordes de soja e milho, além de um desempenho histórico da pecuária. O Brasil se tornou o maior produtor mundial de carne bovina.

A ausência de problemas climáticos relevantes, custos menores e ganhos de produtividade impulsionaram a maior safra de grãos. Exportações de soja e carne bovina bateram recordes.

Para 2026, o Ibre projeta desaceleração do agro, com queda na produção de milho. Já a Hedgepoint prevê aumento da participação do setor no PIB, com exportações em alta.

A agropecuária teve expansão de 11,7% no ano passado em relação a 2024 e puxou o crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3).

Foi o melhor desempenho entre os setores da economia: no mesmo período, a indústria avançou 1,4% e os serviços, 1,8%.

Segundo Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, o agro, as indústrias extrativas, informação e comunicação e outras atividades de serviços contribuíram com 72% do PIB no ano passado.

O forte crescimento do agro foi puxado por uma combinação de colheitas recordes, especialmente de soja e milho, além de um bom desempenho da pecuária, que também bateu marcas históricas.

Em 2025, o Brasil se tornou o maior produtor mundial de carne bovina, ultrapassando os Estados Unidos, pela primeira vez.

Apesar de ter tido o maior crescimento na comparação com outros setores, a agropecuária tem um peso de 7,1% no PIB, bem menor que os serviços (69,5%) e a indústria (23,4%).

Isso acontece porque o PIB do IBGE calcula somente as atividades primárias do agro, como os plantios e as criações de animais.

Mas, quando se coloca nessa conta, os serviços, os comércios e as indústrias do setor, esse peso sobe para 23%, segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA).

O forte crescimento do agro em 2025 representou uma recuperação em relação a 2024, quando o PIB do setor recuou após secas extremas e enchentes terem derrubado diversas produções agrícolas, como as de soja, milho, cana-de-açúcar e laranja.

"A gente sabe que a agropecuária é uma atividade muito vulnerável à questão climática. Mas, em 2025, não tivemos nenhum problema climático relevante a ponto de gerar uma quebra de safra", diz Juliana Trece, coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do FGV Ibre.

Esses fatores fizeram o Brasil colher a maior safra de grãos da história no ano passado. No total, foram 350,2 milhões de toneladas, puxadas por soja e por um volume de milho jamais registrado na série histórica.

Com a maior produção dos grãos, a exportação do setor também cresceu. A soja, por exemplo, bateu recorde com o embarque de 108,2 milhões de toneladas, um aumento de 9,5% na comparação com o ano anterior.

Uma das motivações para isso foi a guerra comercial entre Estados Unidos e China. Com os chineses comprando menos dos norte-americanos, a demanda foi redirecionada para o Brasil, explica Luiz Fernando Roque, especialista de grãos da consultoria Hedgepoint.

A pecuária brasileira também conseguiu superar os seus próprios recordes em um ano marcado pelo tarifaço dos Estados Unidos, segundo maior comprador de carne bovina do Brasil.

As exportações bateram recorde puxadas pela demanda chinesa. No ano, foram vendidas 3,50 milhões de toneladas, alta de 20,9% em relação a 2024.

"O Ibre está projetando uma leve queda de 0,2%, o que é considerado um cenário de estabilidade. Diferente de 2025, a agropecuária não deve ser o motor que impulsionará o PIB este ano", diz Trece.

A tendência é de que, neste ano, os produtores retenham mais fêmeas nas fazendas para produzir bezerros em vez de direcioná-las para a produção de carne.

É um movimento diferente do que aconteceu em 2025, quando um volume recorde de fêmeas foi enviado para o abate.

"A produção de soja, que cresceu 14,6% em 2025, deve crescer apenas 3,9% em 2026. Já o milho tem uma previsão de queda de 5,6% na produção para este ano", afirma.

Roque, da Hedgepoint, discorda. Para ele, em 2026, o agro aumentará ainda mais a sua participação no PIB brasileiro.

Isso porque a estimativa é que as exportações de soja e milho continuem crescendo em 2026, gerando mais espaço no mercado internacional e batendo novos recordes.

Na produção, a Hedgepoint prevê uma estabilidade para a soja, com safra de 179,5 milhões de toneladas no Brasil. O volume da safra anterior foi de 180 milhões de toneladas.

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Dólar abre em alta com mercado de olho na escalada do conflito entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/03/2026 10:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (2) em alta, com avanço de 0,21% na abertura, cotado a R$ 5,1475. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No Oriente Médio, os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, seguidos por uma resposta de Teerã, aumentaram o risco de que o conflito se amplie. Na ofensiva, morreram o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e outras autoridades do país.

▶️ Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita informaram que também foram atingidos. Em vídeo divulgado pela Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as ações continuam “à plena força” e que só devem parar quando os objetivos forem alcançados.

▶️ Diante da escalada, os preços do petróleo e do gás subiram com força, enquanto as bolsas registraram queda. Às 8h15 GMT (5h15 de Brasília), o barril do Brent avançava 9,7%, a US$ 79,95, e o WTI subia 9%, a US$ 73,04.

▶️ No Brasil, a semana começa com a divulgação do relatório Focus, que reúne as projeções do mercado para a economia. Também está prevista, nos próximos dias, a publicação do PIB de 2025.

O mercado ficou mais preocupado com o setor de tecnologia, especialmente com empresas ligadas à inteligência artificial após os resultados da Nvidia, e isso puxou as ações para baixo.

Além disso, dados de inflação vieram acima do esperado, o que deixou os investidores ainda mais cautelosos. Com isso, o índice Nasdaq caminha para ter sua pior queda mensal desde março de 2025.

Na abertura do pregão, o Dow Jones caiu 0,50%, o S&P 500 recuou 0,76% e o Nasdaq teve baixa de 1,15%.

Na Europa, as bolsas sobem, apoiadas por resultados melhores do que o esperado de várias empresas e pela análise de novos dados econômicos.

O clima é positivo a ponto de o mercado europeu atingir um novo recorde e caminhar para o oitavo mês seguido de ganhos, apesar de preocupações ligadas a tarifas e possíveis impactos de novas tecnologias como a inteligência artificial.

Entre os índices, o STOXX 600 avança 0,3%, chegando a 635,04 pontos. Na Alemanha, o DAX sobe 0,18%. No Reino Unido, o FTSE 100 tem alta de 0,48%. Na França, o CAC 40 opera com leve queda de 0,09%.

Na Ásia, as bolsas tiveram desempenho misto. Na China, os índices fecharam praticamente estáveis, mas ainda assim encerraram a semana com ganhos, já que investidores voltam gradualmente ao mercado após o feriado do Ano Novo Lunar.

Nos fechamentos do dia: em Xangai, o índice subiu 0,4%, enquanto o CSI300 caiu 0,3%. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1%. Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 0,16%, alcançando 58.850 pontos.

Em Seul, o KOSPI caiu 1%, fechando a 6.244 pontos. Em Taiwan, o índice TAIEX não abriu hoje, permanecendo fechado.

O dólar opera cotado acima de R$ 6,00 no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 9, estendendo ganhos frente ao real pelo quarto pregão consecutivo, diante do acirramento da guerra comercial entre os EUA e a China. — Foto: Adriana Toffetti/Estadão Conteúdo

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Quais as consequências da guerra com o Irã para os preços do petróleo e a economia global

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/03/2026 08:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%Oferecido por

Os preços globais do petróleo subiram em meio aos ataques lançados pelo Irã no Oriente Médio em resposta ao bombardeio realizado pelos EUA e por Israel contra o país.

O petróleo do tipo Brent, referência global para a cotação da commodity, saltou 10% quando os mercados asiáticos abriram no início da segunda-feira (2/3), chegando a mais de US$ 82 o barril.

Os valores cederam no decorrer da manhã, mas analistas alertam que o cenário pode ser bem diferente no caso de um conflito prolongado.

Os mercados reagiram inicialmente à notícia de que pelo menos três navios haviam sido atacados no fim de semana perto do Estreito de Ormuz, via marítima que fica ao sul do Irã e é parte do caminho por onde passam cerca de 20% do petróleo e gás do mundo.

O Irã alertou as embarcações para que não atravessassem a região e o tráfego de navios foi praticamente paralisado na entrada do estreito.

O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) informou que duas embarcações foram atingidas e que um "projétil desconhecido" teria "explodido muito perto" de uma terceira.

Após a alta inicial, a cotação cedeu para US$ 79 o barril, enquanto o tipo negociado nos EUA, o WTI, registrava aumento de cerca de 7,6%, negociado a US$ 72,20.

"O mercado não está em pânico", disse à BBC Saul Kavonic, chefe de pesquisa de energia da MST Marquee.

"Há mais clareza de que, até o momento, a infraestrutura de transporte e produção de petróleo não tem sido um alvo principal de nenhum dos lados", acrescentou.

"O mercado vai ficar atento a eventuais sinais de retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz, o que faria com que os preços do petróleo voltassem a cair", completou Kavonic.

"As cotações do petróleo neste momento não estão particularmente altas. Ainda estão abaixo do patamar de dois anos atrás, então ainda não estamos no modo crise do petróleo total ainda", avaliou Robin Mills, ex-executivo da multinacional petrolífera Shell e diretor executivo da consultoria Qamar Energy, com sede em Dubai.

No domingo, o grupo Opep+, que reúne países produtores de petróleo, concordou em elevar sua produção em 206 mil barris por dia para ajudar a amortecer eventuais aumentos de preços.

Alguns analistas alertam, contudo, que a medida pode ser insuficiente a depender da evolução dos acontecimentos e que o cenário de preços pode mudar substancialmente no caso de um conflito prolongado, que poderia levar a cotação do petróleo a ultrapassar US$ 100, com um possível efeito cascata global sobre a inflação e as taxas de juros.

"A turbulência e os bombardeios no Oriente Médio certamente serão um catalisador para interromper a distribuição de petróleo globalmente, o que inevitavelmente levará a aumentos de preços de combustíveis", pontuou Edmund King, presidente da Associação de Automóveis britânica (AA, na sigla em inglês).

Subitha Subramaniam, economista-chefe e chefe de estratégia de investimento da Sarasin & Partners, lembra que, no cenário de aumento persistente do petróleo, o impacto pode ir além dos combustíveis e se refletir em outros preços, como o de alimentos, produtos agrícolas e commodities industriais, com impacto importante sobre a inflação.

Em um quadro como esse, bancos centrais poderiam elevar as taxas de juros ou interromper ciclos de queda como o que acontece no Reino Unido, que tem visto a inflação ceder mais recentemente.

"Eu diria que, sabendo hoje que é improvável que esse conflito se encerre nas próximas uma ou duas semanas, não temos muito como saber o impacto da duração nos mercados de energia e de transporte marítimo", pontuou Subramaniam.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que três petroleiros foram "atingidos por mísseis e estão em chamas". As embarcações seriam do Reino Unido e dos EUA, que não se manifestaram sobre o assunto.

A Organização Marítima e de Transporte Marítimo do Reino Unido informou que "múltiplos incidentes de segurança" foram relatados no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã e aconselhou os navios a "navegarem com cautela".

Pelo menos 150 petroleiros lançaram suas âncoras em águas abertas do Golfo e na área do Estreito de Ormuz, de acordo com a plataforma de rastreamento de navios Kpler, que também mostrou, por outro lado, que algumas embarcações iranianas e chinesas passaram pela área nesta segunda.

"Devido às ameaças do Irã, o estreito está efetivamente fechado", disse Homayoun Falakshahi, da Kpler, à BBC News.

"As embarcações tomaram a precaução de não entrar. Os riscos são muito altos e os custos de seguro dispararam."

Falakshahi avalia que os EUA provavelmente tentariam proteger as rotas de navegação para permitir o tráfego de navios — o que, se eficaz, impediria uma disparada no preço do petróleo. Se o estreito permanecesse fechado por um longo período, entretanto, os preços poderiam subir "muito, muito mais".

Sem dar detalhes, a UKMTO comunicou que duas embarcações foram atingidas por projéteis desconhecidos, causando incêndios, e que um projétil desconhecido "explodiu muito próximo" de uma terceira embarcação.

Um quarto incidente na área também foi relatado à UKMTO, que informou que houve evacuação da tripulação e não deu detalhes sobre as causas.

A empresa privada de segurança marítima Vanguard Tech divulgou que incidentes foram relatados — que coincidem com os detalhes fornecidos pela UKMTO — envolvendo navios com bandeira de Gibraltar, Palau, Ilhas Marshall e Libéria.

O grupo dinamarquês de transporte marítimo de contêineres Maersk afirmou em comunicado no domingo (1/3) que suspenderá as viagens pelo Estreito de Bab el-Mandeb e pelo Canal de Suez e redirecionará os navios ao Cabo da Boa Esperança, ao sul do continente africano.

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Conflito entre EUA, Israel e Irã deve pressionar economia global

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/03/2026 04:29

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%Oferecido por

Duas fortes explosões voltaram a atingir Teerã na noite de domingo (1º), fazendo prédios tremerem a quilômetros de distância. Os episódios ocorreram no segundo dia de ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã.

A expectativa é que o conflito provoque alta nos preços do petróleo quando o mercado reabrir, na noite de domingo para segunda-feira (2). Se a crise continuar, os efeitos podem alcançar a economia mundial.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país mobiliza “toda a força de seu Exército” na ação conjunta com os Estados Unidos para garantir “existência e futuro” de Israel.

Segundo ele, as forças israelenses estão atacando “o coração de Teerã com intensidade crescente”, e as ofensivas devem se ampliar nos próximos dias.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que aceitou conversar com os novos líderes iranianos. No mesmo dia, ataques de Teerã mataram ao menos três soldados americanos e nove civis israelenses.

A escalada ocorre após a confirmação da morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de outras figuras centrais do governo iraniano. Mesmo assim, Estados Unidos e Israel indicam que não pretendem reduzir a pressão militar, enquanto o Irã responde em diferentes pontos do Oriente Médio.

A tensão também afeta o mercado de energia. Segundo Amena Bakr, especialista da Kpler, o preço do barril pode subir para entre US$ 85 e US$ 90 já nesta segunda-feira. Na sexta-feira, estava em US$ 72; no início do ano, em US$ 61.

O agravamento do conflito coloca em risco o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Embora a passagem não esteja oficialmente fechada, o custo dos seguros subiu e grandes empresas de navegação suspenderam viagens pela rota.

De acordo com a Rystad Energy, mesmo com caminhos alternativos, a redução no fornecimento pode variar entre 8 milhões e 10 milhões de barris por dia, diminuindo a oferta disponível no mercado internacional.

Em entrevista à "Fox News", Trump minimizou o impacto da alta dos combustíveis e disse não estar preocupado. Ele afirmou que, sem os ataques, o Irã teria uma arma nuclear “em menos de duas semanas”.

Analistas avaliam, porém, que o aumento do petróleo pode trazer desgaste político ao presidente, que prometeu combustíveis mais baratos antes das eleições legislativas. Michelle Brouhard, também da Kpler, afirma que o Irã pode tentar manter os preços elevados para pressionar Washington.

O preço do gás natural também tende a subir, já que o Catar, um dos principais exportadores, pode ser afetado pela crise. A última vez que o petróleo superou US$ 100 foi no início da guerra na Ucrânia, quando o gás também aumentou e contribuiu para a alta da inflação global.

Para Eric Dor, professor da IESEG School of Management, um período prolongado de preços elevados pode gerar “efeito recessivo”, com impacto sobre combustíveis, energia, transporte marítimo e companhias aéreas.

Empresas do setor de defesa podem se beneficiar nas bolsas, enquanto áreas como transporte, turismo e logística tendem a registrar perdas.

Restos de escombros após um ataque conjunto israelense-americano em Teerã, Irã, sábado, 28 de fevereiro de 2026 — Foto: Amir Kholousi/AP

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