RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Warner rejeita Paramount e fica mais perto de acordo com a Netflix; veja o que se sabe e próximos passos

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 23:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Warner Bros. Discovery rejeitou, na última quarta-feira (7), por unanimidade, a oferta de US$ 108,4 bilhões da Paramount Skydance para comprar o estúdio.

Segundo o conselho, a proposta da Paramount dependeria de alto endividamento, aumentaria a incerteza sobre a conclusão da transação e ofereceria pouca proteção aos acionistas.

Com isso, a empresa recomendou novamente que os investidores rejeitem a investida e reafirmou o apoio ao acordo com a Netflix, avaliado em cerca de US$ 82,7 bilhões.

A disputa envolvia duas grandes empresas do entretenimento — Paramount e Netflix — que competiam para assumir o controle de partes importantes da Warner Bros. Discovery.

A Warner é dona de estúdios de cinema e TV, marcas como a HBO e um vasto catálogo que inclui clássicos e franquias de sucesso.

A Warner Bros. Discovery rejeitou, na última quarta-feira (7), por unanimidade, a oferta de US$ 108,4 bilhões da Paramount Skydance para comprar o estúdio, por considerar o negócio arriscado e menos vantajoso do que a fusão já acertada com a Netflix no mês passado.

Segundo o conselho, a proposta da Paramount dependeria de alto endividamento, aumentaria a incerteza sobre a conclusão da transação e ofereceria pouca proteção aos acionistas.

Com isso, a empresa recomendou novamente que os investidores rejeitem a investida e reafirmou o apoio ao acordo com a Netflix, avaliado em cerca de US$ 82,7 bilhões.

Veja abaixo as perguntas e respostas sobre a disputa bilionária pelo controle de um dos catálogos mais valiosos de Hollywood e os próximos passos.

O que está em jogo na disputa entre Paramount e Netflix?A Warner está sendo vendida inteira?Por que a Warner rejeitou a proposta da Paramount?Qual a principal diferença entre as propostas da Paramount e da Netflix?Quem decide se o negócio vai acontecer?Há risco de que os reguladores barrem o acordo?Como essa disputa afeta o mercado de streaming?Os assinantes podem sentir impacto nos preços?Quando pode sair uma decisão final?

A disputa envolvia duas grandes empresas do entretenimento — Paramount e Netflix — que competiam para assumir o controle de partes importantes da Warner Bros. Discovery, um dos maiores conglomerados de mídia do mundo.

A Warner é dona de estúdios de cinema e TV, marcas como a HBO e um vasto catálogo que inclui clássicos e franquias de sucesso como Friends, Harry Potter, Batman, Super-Homem, Looney Tunes e séries de prestígio como The Sopranos, Sex and the City e Succession, além de outros conteúdos de alcance global.

A Netflix já anunciou um acordo para comprar os estúdios de produção e o serviço de streaming da Warner por mais de US$ 70 bilhões, com o objetivo de fortalecer seu catálogo e sua posição no mercado de streaming.

Em resposta, a Paramount lançou uma oferta hostil para comprar toda a empresa, o que apimentou a disputa e colocou o futuro da Warner no centro de um impasse entre gigantes do setor. Ao menos, até meados desta semana.

A proposta da Netflix não prevê a compra de toda a Warner. O acordo discutido inicialmente com a Netflix inclui principalmente os estúdios de produção de filmes e séries e o negócio de streaming.

Já os canais a cabo da WBD, incluindo a CNN, serão separados em uma nova empresa de capital aberto chamada Discovery Global.

A plataforma também aceitou condições como o pagamento de uma multa bilionária se o negócio for barrado por órgãos reguladores.

O conselho de administração da Warner analisou a oferta da Paramount e considerou que ela não era superior à proposta já fechada com a Netflix.

A empresa afirmou que a proposta concorrente era arriscada e pouco clara, principalmente por depender de financiamento e por não deixar bem definido como os negócios da Warner seriam administrados.

Por isso, a Warner defendeu aos acionistas que a proposta da Netflix seria mais vantajosa, estável e segura, pedindo que rejeitassem a oferta da Paramount.

A Paramount ofereceu US$ 108 bilhões (cerca de R$ 582 bilhões) para adquirir todas as divisões da Warner. A oferta é maior que a da Netflix, que ofertou US$ 72 bilhões (R$ 388 bilhões).

A proposta da Paramount prevê o pagamento de US$ 30 por cada ação da Warner, em comparação com a Netflix, que apresentou uma oferta de US$ 28 por ação.

O cofundador da Oracle, Larry Ellison, cuja família detém o controle da Paramount, também ofereceu uma garantia pessoal de US$ 40,4 bilhões em financiamento via ações para sustentar a proposta de compra — um compromisso formal para cobrir eventuais lacunas no financiamento da operação.

Já a Netflix focou em adquirir os principais negócios de conteúdo, especialmente estúdios e streaming. A empresa por trás da plataforma de filmes e séries também concordou com cláusulas que a obrigam a pagar uma alta multa se o acordo for impedido por reguladores ou não for concluído.

Caso a Paramount saísse vencedora do acordo, a Warner teria que pagar à Netflix uma multa rescisória de US$ 2,8 bilhões. Se seguir com a Netflix, a empresa de streaming pagará US$ 5,8 bilhões à WBD caso o acordo sofra reprovação regulatória.​

▶️ Primeiro, os acionistas da Warner precisam votar e aprovar qualquer acordo final, o que ainda não tem data para acontecer, já que as negociações com a Netflix ainda estão em andamento.▶️ Por fim, os órgãos reguladores de concorrência precisam aprovar, especialmente nos Estados Unidos, que revisam operações desse porte para evitar monopólios ou desequilíbrios no mercado. ⚠️ Mesmo que os acionistas aprovem, reguladores podem impor condições ou até bloquear o negócio se entenderem que ele prejudica a competição no setor audiovisual e de streaming.

Sim. Os órgãos antitruste nos Estados Unidos e em outros países analisam se a fusão ou aquisição pode prejudicar a concorrência.

A Netflix já ocupa uma posição dominante no mercado de streaming, e a compra da HBO Max, prevista no acordo, poderia provocar a redução do número de grandes concorrentes e da diversidade na produção de conteúdo global, o que poderia levar a preços mais altos ou a menos opções para os consumidores.

No mês passado, a Paramount afirmou, em carta enviada ao departamento jurídico da Warner, que o acordo com a Netflix corre o risco de não avançar por causa de entraves regulatórios e acusou a empresa de dar preferência à plataforma de streaming durante as negociações, segundo a CNBC.

Por isso, existe a possibilidade real de os reguladores imporem restrições, exigirem desinvestimentos ou até impedirem a operação. A própria Netflix já reconheceu essa questão e se colocou disposta a pagar a multa contratual se o negócio for travado por essas instâncias.

A Warner Bros reúne um dos catálogos mais valiosos de Hollywood, com filmes e séries clássicos e marcas fortes como a HBO, mas enfrenta pressão com as mudanças provocadas pelo avanço do streaming.

Para a Netflix, a compra reforçaria ainda mais seu catálogo e ajudaria a barrar o avanço de concorrentes sobre esses conteúdos.

Já a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney, somando a operação à recente incorporação do estúdio Skydance e ampliando sua base de assinantes.

Analistas apontam que uma fusão desse porte também poderia fortalecer emissoras tradicionais de TV paga, ao aumentar o poder de negociação e abrir espaço para redução de custos.

Especialistas já levantaram a possibilidade de que, com o aumento de poder de mercado e os custos elevados de uma aquisição dessa magnitude, empresas como a Netflix possam ajustar preços para compensar investimentos, fortalecer sua infraestrutura e catálogo.

Mesmo que nada mude agora, essa concentração de mercado e os altos custos do negócio podem, com o tempo, resultar em assinaturas mais caras ou mudanças nos planos oferecidos aos usuários.

As negociações estão acontecendo só entre as duas empresas por um tempo limitado e podem resultar num anúncio oficial se elas acertarem os detalhes finais. Depois disso, o negócio ainda precisa ser avaliado por órgãos reguladores, um processo que pode levar boa parte de 2026.

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Ações da Azul despencam mais de 70% nesta quinta e chegam a 90% no ano; entenda o que houve

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 23:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

As ações da Azul despencaram mais de 70% nesta quinta-feira (8). Nos últimos cinco dias, a desvalorização já chega a 90%.

Diferentemente do que costuma ocorrer em quedas acentuadas na bolsa, o movimento não indica uma crise operacional ou escândalo na empresa.

Como parte do plano de recuperação judicial, parte das dívidas da Azul está sendo convertida em ações. Assim, os credores deixam de receber juros e passam a se tornar acionistas.

Para viabilizar essa conversão, a empresa lançou uma oferta de R$ 7,4 bilhões em ações ordinárias (com direito a voto) e preferenciais (sem direito a voto).

Com o aumento do número de papéis em circulação, houve uma forte queda no preço unitário de cada ação.

As ações da Azul atravessam um período de forte queda na bolsa de valores. Nesta quinta-feira (8), os papéis despencaram mais de 70%. Nos últimos cinco dias, a desvalorização já chega a 90%.

Diferentemente do que costuma ocorrer em quedas acentuadas na bolsa, o movimento não indica uma crise operacional ou escândalo na empresa. Como parte do plano de recuperação judicial, parte das dívidas da Azul está sendo convertida em ações. Assim, os credores deixam de receber juros e passam a se tornar acionistas.

Para viabilizar essa conversão, a empresa lançou uma oferta de R$ 7,4 bilhões em ações ordinárias (com direito a voto) e preferenciais (sem direito a voto). Com o aumento do número de papéis em circulação, houve uma forte queda no preço unitário de cada ação.

Na prática, a medida contribui para reduzir o endividamento e abre espaço para uma reorganização financeira por parte da Azul. (entenda a situação mais abaixo)

Segundo comunicado divulgado pela Azul em dezembro, quando a operação foi anunciada ao mercado, o objetivo da oferta é capitalizar a companhia por meio da “troca obrigatória de dívidas financeiras”.

Para viabilizar a operação, foram emitidas 723,9 bilhões de ações ordinárias e o mesmo volume de preferenciais, comercializadas em lotes de 1 mil e 10 mil papéis.

A Justiça americana aprovou o plano de reorganização da Azul em dezembro do ano passado, marcando a conclusão de mais uma etapa do processo de recuperação judicial da companhia.

“Essa decisão reforça a consistência geral da reestruturação proposta, permitindo que a companhia avance para as próximas fases de implementação”, disse a empresa em comunicado divulgado em 12 dezembro.

A Azul entrou com pedido de proteção sob o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos, também conhecido como “Chapter 11”, em maio do ano passado. O mecanismo é semelhante ao processo de recuperação judicial adotado no Brasil.

O processo de reestruturação previsto no Chapter 11 estabelece os termos para a reorganização das obrigações financeiras e operacionais da companhia.

Segundo a empresa, a entrada no mecanismo de proteção ocorreu após a Azul enfrentar “efeitos profundos da pandemia de Covid‑19, combinados a pressões macroeconômicas e setoriais" que elevaram significativamente seu endividamento.

“Em meio à instabilidade econômica e política no Brasil, a companhia adotou diversas medidas de reestruturação e captação de recursos entre 2020 e 2025, culminando no protocolo do Chapter 11 em maio de 2025”, disse a empresa.

A Azul não foi a primeira companhia do setor aéreo brasileiro a recorrer à recuperação judicial: Gol e Latam também já passaram por processos semelhantes.

A Gol, por exemplo, adotou a medida em 2024, diante de dívidas estimadas em R$ 20 bilhões, enquanto a Latam recorreu ao mecanismo em 2020.

Como o g1 já mostrou, o aumento no volume de pedidos de recuperação judicial no setor aéreo reflete uma série de fatores, como:

A desvalorização do real frente ao dólar;Os altos custos operacionais;O aumento nos preços de combustíveis; e O acúmulo de prejuízos desde o início da pandemia de Covid-19.

A Latam concluiu seu processo de Chapter 11 em 2022, enquanto a Gol saiu oficialmente do procedimento em junho de 2025. No caso da Azul, a expectativa da empresa é concluir o processo ainda neste ano.

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Quem é João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos que está sendo investigado pela PF

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 23:47

Economia Negócios Quem é João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos que está sendo investigado pela PF Empresário é um dos alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. Por Redação g1 — São Paulo

João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, é um dos investigados na segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. A ação, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (14), também envolve buscas em endereços ligados ao dono do banco, Daniel Vorcaro, e seus parentes.

Além de Mansur, o empresário Nelson Tanure também é alvo da operação. Segundo a investigação, havia captação de recursos, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e seus familiares. O celular do proprietário do Banco Master foi apreendido.

Essa não foi a primeira vez que o empresário se envolveu em polêmicas. Mansur renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração da Reag Investimentos em setembro do ano passado, após a empresa ter sido algo de uma megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na ocasião, as investigações da Polícia Federal apontaram irregularidades em várias etapas de produção e distribuição de combustíveis no país, além de um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro que teria envolvido fintechs, fundos de investimentos e outras empresas do setor financeiro.

Bacharel em ciências contábeis, Mansur fundou a Reag Investimentos em 2012, possui 35 anos de experiência no mercado financeiro e atua como conselheiro independente autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para gerir carteiras de investimentos.

O empresário tem experiência em auditoria, controladoria, gestão financeira, planejamento estratégico, análise de investimentos e desenvolvimento de negócios. Em seu perfil no LinkedIn, afirma ter estruturado mais de 200 fundos de investimento — incluindo Fundos de Investimento Imobiliário (FII), Fundos de Investimento em Participações (FIP) e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) —, além de conduzir outras operações no mercado de capitais.

Mansur atuou como executivo em empresas como PricewaterhouseCoopers (PwC), Monsanto, Tishman Speyer e WTorre Arenas, participando ainda da criação do estádio Allianz Parque.

Além de sua ligação com times de futebol por meio da Reag, Mansur trabalhou na Trump Realty Brazil, empresa que levava o nome do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A joint venture foi criada em 2003, mas o contrato com o Republicano durou apenas até 2006, uma vez que o projeto fracassou antes de concluir qualquer empreendimento imobiliário.

Na ação deflagrada nesta quarta-feira, a Polícia Federal apreendeu bens como carros, relógios de luxo e outros itens de valor em endereços ligados a suspeitos de fraudes financeiras no Banco Master.

A decisão expedida pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou 42 mandados de buscas, além do sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões, segundo a PF.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes federais também encontraram dinheiro em espécie. Até a última atualização desta reportagem, haviam sido contabilizados R$ 97,3 mil em dinheiro vivo.

Os mandados foram cumpridos em São Paulo — incluindo endereços na Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros do país — e nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

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Do Banco Central ao STF: entenda como o caso Banco Master avançou e ganhou novos desdobramentos

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 23:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) uma nova etapa da operação que apura irregularidades envolvendo o Banco Master.

A investigação foi ampliada e passou a alcançar familiares do controlador da instituição, o banqueiro Daniel Vorcaro, além de outros nomes ligados ao mercado financeiro.

Nos últimos meses, o Banco Master esteve no centro de decisões e questionamentos que mobilizaram o Banco Central (BC), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

A crise teve início com suspeitas relacionadas a operações financeiras realizadas pela instituição, que levaram o BC a decretar a liquidação extrajudicial do banco.

A medida, no entanto, passou a ser contestada, abrindo espaço para novas análises sobre seus fundamentos.

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) uma nova etapa da operação que apura irregularidades envolvendo o Banco Master, recolocando o caso no centro do noticiário. A investigação foi ampliada e passou a alcançar familiares do controlador da instituição, o banqueiro Daniel Vorcaro, além de outros nomes ligados ao mercado financeiro.

Nos últimos meses, o Banco Master esteve no centro de decisões e questionamentos que mobilizaram o Banco Central (BC), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

A crise teve início com suspeitas relacionadas a operações financeiras realizadas pela instituição, que levaram o BC a decretar a liquidação extrajudicial do banco. A medida, no entanto, passou a ser contestada, abrindo espaço para novas análises sobre seus fundamentos.

🔎 O avanço das apurações ocorre em um momento em que o episódio deixou de se restringir ao campo policial. O caso passou a envolver discussões sobre a estabilidade do sistema financeiro, o papel dos órgãos reguladores e a atuação de diferentes instâncias do Estado.

Desde então, as investigações avançaram para apurar possíveis fraudes, desvios de recursos e eventuais tentativas de interferência em decisões regulatórias. Parte desses desdobramentos passou a tramitar sob sigilo no STF.

Nesta etapa da operação Compliance Zero, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, determinados pelo ministro Dias Toffoli, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

É nesse contexto que o g1 reúne os principais pontos do processo, detalhando como o Banco Master se tornou um dos casos mais acompanhados do sistema financeiro brasileiro, quais suspeitas estão em análise e como os acontecimentos recentes se conectam.

A origem da crise e tentativas de vendaPrisão de VorcaroBC determina liquidação extrajudicialOs principais pontos da investigaçãoTCU questiona operaçãoSigilo no STF e envolvimento com ministrosImpactos políticosQuem são os alvos da operação e o que dizem

BANCO MASTER: PF faz buscas em endereços de Daniel Vorcaro e parentes deleVEJA IMAGENS: PF bloqueou R$ 5,7 bilhões e apreendeu R$ 97 mil em espécie em operaçãoVALDO CRUZ: Nova operação da PF vai reforçar decisão de liquidar o Master e mostrar que fraudes podem ser mais graves

O Banco Master registrou forte crescimento nos últimos anos, sustentado por uma estratégia de captação de recursos considerada arriscada por analistas do mercado.

O banco oferecia CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com taxas muito superiores às praticadas por outras instituições, atraindo investidores principalmente com base na proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

🔎 O FGC protege até R$ 250 mil por investidor e oferece garantia em caso de falência de um banco associado. O fundo é formado pelas próprias instituições financeiras — ou seja, trata-se de um mecanismo privado que assegura os recursos dos investidores.

Com esse modelo de captação, o Master acumulou um passivo bilionário lastreado em ativos de baixa liquidez, como precatórios e participações em empresas em dificuldades. A estratégia elevou os custos da instituição e ampliou as dúvidas sobre sua saúde financeira.

Para tentar contornar a crise, Vorcaro iniciou a busca por um comprador para a instituição. O Banco de Brasília (BRB) chegou a anunciar a aquisição, mas a operação foi vetada pelo Banco Central em setembro. Após a negativa, o banco continuou procurando outro comprador no mercado.

Em 17 de novembro, a Fictor Holding Financeira anunciou a compra do Banco Master. O acordo previa um aporte imediato de R$ 3 bilhões para reforçar a estrutura de capital da instituição.

Poucas horas após o anúncio da compra, a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro no aeroporto de Guarulhos. Segundo os investigadores, ele tentava deixar o país em um avião particular.

A defesa de Vorcaro, por sua vez, “nega veementemente que ele estivesse fugindo do país”. Segundo os advogados, “o destino final do voo era Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde Vorcaro pretendia se encontrar com parte dos compradores do Banco Master”.

🔎 O consórcio responsável pela aquisição do Banco Master, liderado pela Fictor, inclui investidores dos Emirados Árabes Unidos, segundo comunicado divulgado pelo banco na véspera.

Paralelamente, o Banco Central decidiu instaurar administração especial temporária por 120 dias no Banco Master e decretar a liquidação extrajudicial do conglomerado.

Na prática, o BC encerra as atividades do banco e nomeia um liquidante, responsável por assumir o controle da instituição, encerrar operações, vender ativos e quitar credores conforme a ordem legal, até a extinção do banco. Com isso, a instituição deixa de integrar o sistema financeiro nacional.

A decisão ocorreu poucas horas após a Fictor Holding anunciar a proposta de compra da instituição controlada por Daniel Vorcaro — e pouco mais de dois meses depois de o BC ter rejeitado a aquisição pelo BRB.

No ofício assinado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a liquidação do Banco Master era justificada pela “situação econômico-financeira da instituição” e pela “infringência às normas que disciplinam a atividade bancária”.

O Banco Master emitiu R$ 50 bilhões em CDBs prometendo juros acima das taxas de mercado e sem comprovar que tinha liquidez, ou seja, que conseguiria pagar esses títulos no futuro.Para reforçar essa impressão de liquidez, o Master aplicou parte do dinheiro dos CDBs em ativos que não existem, comprando créditos de uma empresa chamada Tirreno.O Master não pagou nada por essa compra, mas logo em seguida vendeu esses mesmos créditos ao BRB – que pagou R$ 12,2 bilhões, sem documentação, para "socorrer" o caixa do Banco Master.Essas transações aconteceram no mesmo período em que o BRB tentava comprar o próprio Banco Master – e convencer os órgãos de fiscalização de que a transação era viável e não geraria risco aos acionistas do BRB, incluindo o governo do DF.

Já a segunda fase da operação apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e incluiu buscas em endereços ligados ao controlador da instituição, Daniel Vorcaro, e a familiares, como o pai, a irmã e o cunhado.

O empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, também figuram entre os alvos da investigação.

Segundo as autoridades, o esquema envolveria a captação de recursos, a aplicação desses valores em fundos e o posterior desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro. Durante o cumprimento dos mandados, a PF apreendeu o celular do controlador do banco.

Procurada, a defesa de Vorcaro afirmou que ele tem colaborado com as autoridades e reiterou o interesse no esclarecimento completo dos fatos.

A decisão do Banco Central de decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master passou a ser questionada em outras instâncias, ampliando o alcance do caso.

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou inicialmente a realização de uma inspeção para analisar documentos relacionados ao processo de liquidação.

O ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, solicitou esclarecimentos ao BC sobre possíveis indícios de que a medida teria sido adotada de forma precipitada.

A decisão do relator, contudo, provocou reação imediata de entidades do setor financeiro e associações de bancos, que saíram em defesa da autonomia do BC.O próprio BC apresentou recurso ao TCU, solicitando que a determinação fosse analisada pelo plenário da Corte. Diante da repercussão, Jhonatan de Jesus recuou e suspendeu a inspeção até que o colegiado do tribunal se manifeste.

Na última semana, o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, reuniu-se com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para tratar do tema. Na segunda-feira (12), o Banco Central retirou os embargos de declaração apresentados contra a decisão do relator.

Segundo o BC, a retirada do recurso faz parte de uma saída negociada para encerrar o impasse institucional entre as duas entidades. Como resultado do acordo, BC e TCU definiram que as próximas etapas envolverão diligências técnicas sobre a documentação, e não uma inspeção formal.

Ao blog do Valdo Cruz, integrantes do BC afirmaram que os embargos cumpriram seu papel ao deixar claro que o TCU reconhece a prerrogativa exclusiva do BC para decretar a liquidação do banco, sem invasão de competência. Segundo técnicos da autoridade monetária, o sigilo do processo será preservado, e o tribunal terá acesso apenas aos documentos expressamente autorizados.

A apuração criminal chegou ao Supremo por decisão do ministro Dias Toffoli, que assumiu a relatoria e determinou a concentração das medidas judiciais no STF, suspendendo procedimentos em instâncias inferiores.

A justificativa apresentada foi a existência de informações econômicas sensíveis, com potencial de gerar impactos sobre o sistema financeiro. Desde então, Toffoli passou a centralizar as decisões relacionadas ao caso.

Entre as medidas estão a decretação de sigilo sobre partes do inquérito e a autorização de atos como acareações. O ministro também apontou urgência na condução do processo, argumentando que a exposição dos fatos poderia afetar o mercado.

A transferência do inquérito para o STF ocorreu após a menção a um deputado federal nas investigações, o que fundamentou a alegação de prerrogativa de foro. Paralelamente, a condução do caso no Supremo passou a ser acompanhada de episódios que levantaram questionamentos.

Um deles envolve uma viagem de Toffoli, no fim de novembro, em um voo particular que também transportava um advogado ligado à defesa de um dos diretores do Banco Master.

A viagem ocorreu logo após o ministro ter sido sorteado relator de um recurso apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro. Toffoli confirmou que esteve no avião, mas afirmou que não houve qualquer discussão sobre o processo durante o trajeto.

Poucos dias depois, o ministro determinou o sigilo do caso e acolheu o pedido para que a investigação fosse formalmente transferida ao STF, sob sua relatoria. A decisão atendeu a solicitações feitas tanto por um diretor do banco quanto, anteriormente, pelos advogados de Vorcaro.

O episódio também trouxe à tona vínculos do banco com integrantes do Supremo Tribunal Federal. Um deles foi a existência de um contrato firmado entre o Banco Master e a esposa do ministro Alexandre de Moraes, conforme revelou a colunista Malu Gaspar, do jornal "O Globo".

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, descartou "ilicitude" e arquivou pedido para investigar Moraes e esposa no caso do banco Master.

Segundo a Polícia Federal, grande parte das operações do Banco Master envolveu bancos e fundos de pensão, escapando aos mecanismos de controle dessas instituições em razão da pressão exercida por políticos com influência sobre elas.

O blog do Valdo Cruz informou que governadores e parlamentares ligados a Daniel Vorcaro, com influência sobre esses bancos e fundos de pensão, estão na mira das investigações.

Ainda segundo o blog, os investigadores afirmam que a venda anunciada do Banco Master para a Fictor teria sido uma “bomba de fumaça” lançada no mercado diante do avanço das investigações.

O objetivo teria sido dar uma última cartada para evitar a exposição dos negócios fraudulentos da instituição controlada por Daniel Vorcaro.

Durante a segunda fase da operação Compliance Zero, a Polícia Federal apreendeu carros, relógios de luxo, dinheiro em espécie e outros bens. Ao todo, foram recolhidos R$ 97,3 mil em dinheiro, além do bloqueio e sequestro de bens e valores que somam mais de R$ 5,7 bilhões.

A ação cumpre 42 mandados autorizados pelo ministro Dias Toffoli, incluindo buscas em endereços ligados ao controlador do banco, Daniel Vorcaro, e a familiares, em São Paulo.

Os mandados tiveram como alvos endereços em São Paulo — incluindo a Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros da capital paulista — e nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que ele tem colaborado de forma integral e contínua com as autoridades competentes. Ressaltou, ainda, o interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito. (veja mais abaixo)

As defesas do empresário Nelson Tanure e do investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, não se manifestaram. O espaço permanece aberto para eventuais posicionamentos dos demais alvos da operação.

"A defesa de Daniel Vorcaro informa que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que o Sr. Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência.

O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito. A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais."

Fachada do Banco Master na cidade de Ssão Paulo, nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025. — Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo

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Caso Banco Master: saiba como reaver seu dinheiro pelo FGC

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começou a receber os pedidos de ressarcimento dos investidores que compraram Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do Banco Master.

Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição.

O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil.

O processo só teve início depois que o liquidante enviou ao fundo a lista completa de credores do banco. Com a lista consolidada, o FGC libera o acesso aos valores cobertos.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começou a receber os pedidos de ressarcimento dos investidores que compraram Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do Banco Master.

O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema, na prevenção de crises bancárias e na proteção de depositantes e investidores.Na prática, funciona como um fundo privado que atua como um seguro. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição financeira enfrente alguma crise ou dificuldade.

Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição.

No caso dos investidores, a cobertura varia conforme o tipo de aplicação. Estão dentro das regras do FGC:

CDB e Recibo de Depósito Bancário (RDB);Letra de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs).

O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil.

ENTENDA: O que é FGC e qual seu papel no caso do Banco Master?📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça

FGC começou a receber pedidos de ressarcimento de credores que tinham investimentos no Banco Master. — Foto: Reprodução/g1

O processo só teve início depois que o liquidante enviou ao fundo a lista completa de credores do banco. Com a lista consolidada, o FGC libera o acesso aos valores cobertos.

o número de credores da garantia, inicialmente estimado em 1,6 milhão, é da ordem de 800 mil.o valor total a ser pago em garantias será de R$ 40,6 bilhões, contra a estimativa inicial de R$ 41,3 bilhões.

Com as informações recebidas, o FGC liberou neste sábado (17) a solicitação no aplicativo para que os credores cadastrem a conta bancária, façam a validação da biometria e o envio de documentos.

Pessoas físicas: devem usar o aplicativo do FGC. Após realizar um cadastro básico, é necessário solicitar o pagamento da garantia;Pessoas jurídicas: devem fazer o pedido diretamente pelo site da instituição.

Após a assinatura do termo de solicitação, o FGC informa que a liberação costuma ocorrer em até 48 horas úteis, desde que os dados estejam corretos.

Ainda assim, o período entre a decretação da liquidação e o pagamento aos investidores variou entre 14 e 40 dias nas operações mais recentes.

Para eventuais dúvidas, o FGC orienta que correntistas e investidores entrem em contato pelo e-mail atendimento.credores@fgc.org.br.

Segundo o FGC, o pedido de pagamento da garantia para pessoas físicas deve ser feito pelo aplicativo do fundo, disponível no Google Play e na Apple Store.

"No aplicativo do FGC, você pode conferir as instituições em regime especial decretado pelo Banco Central e se já é possível solicitar o pagamento de garantia, além de receber notificações para acompanhar o seu pedido", informou o fundo.

Baixe o aplicativo do FGC e complete o cadastro, informando nome completo, CPF e data de nascimento;Solicite o pagamento de garantia. Essa etapa só ficará disponível após o envio, pelo liquidante, da lista completa de credores e valores devidos ao fundo.Depois, basta informar uma conta bancária de sua titularidade para receber os recursos, realizar a validação biométrica e enviar eventuais documentos solicitados.

Para pessoas jurídicas, o FGC informa que o representante legal da empresa deve solicitar a garantia por meio do Portal do Investidor. Após o preenchimento das informações, o fundo envia um e-mail com o passo a passo necessário.

"O pagamento é feito por transferência para uma conta-corrente ou poupança, de mesmo CNPJ, em nome da empresa", informa o FGC.

Nos casos em que o pagamento precisar ser feito a inventariantes ou ao espólio, o FGC tratará diretamente com os beneficiários, não sendo possível fazer a solicitação pelo aplicativo.

⚠️ATENÇÃO: Valores que ultrapassarem o limite de cobertura do FGC, de R$ 250 mil, permanecerão sujeitos ao processo de liquidação do Banco Master. Nessa situação, o credor passa a integrar a massa falida como credor quirografário, sem garantia de recebimento dos valores.

🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, fecha as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até extinguir a instituição. Nessa fase, as operações são finalizadas e o banco deixa de integrar o sistema financeiro nacional.

O Banco Master já enfrentava risco de falência devido ao alto custo de captação e a investimentos considerados arriscados. O caso mais conhecido era a emissão títulos de renda fixa, os CDBs, que pagavam até 40% acima da taxa média do mercado. (veja aqui o que acontece com investidores)

O presidente do banco, Daniel Vorcaro, foi preso em uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Master. Na última semana, a Polícia Federal realizou uma segunda fase da operação, que incluiu buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do banco, e parentes dele, incluindo o pai, a irmã e o cunhado dele.

O empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, também estavam entre os alvos.

O Banco Master emitiu R$ 50 bilhões em certificados de depósito bancário (CDBs) prometendo juros acima das taxas de mercado e sem comprovar que tinha liquidez, ou seja, que conseguiria pagar esses títulos no futuro.Ao comprar um CDB, o cliente empresta o dinheiro ao banco e recebe juros em troca.Para reforçar essa impressão de liquidez, o Master aplicou parte desses R$ 50 bilhões em ativos que não existem, comprando créditos de uma empresa chamada Tirreno.O Master não pagou nada por essa compra, mas logo em seguida vendeu esses mesmos créditos ao BRB — que pagou R$ 12,2 bilhões, sem documentação, para "socorrer" o caixa do Banco Master.Essas transações aconteceram no mesmo período em que o BRB tentava comprar o próprio Banco Master — e convencer os órgãos de fiscalização de que a transação era viável e não geraria risco aos acionistas do BRB, incluindo o governo do DF.

Para evitar a quebra, foram realizadas tentativas de venda do banco, o que inclui uma proposta do BRB. Todas acabaram canceladas, envoltas em questionamentos, pressões políticas e falta de transparência.

A EFB Regimes Especiais de Empresas foi designada para conduzir a administração especial. Com a liquidação, qualquer negociação de compra em andamento é automaticamente interrompida.

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Acordo UE-Mercosul: por que o Brasil é o centro da relação entre os dois blocos

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, neste sábado (17), vai aproximar cadeias produtivas estratégicas de dois continentes, ao mesmo tempo em que evidencia uma relação econômica assimétrica — em que o Brasil ocupa posição central dentro do tratado.

🔍 O acordo prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, que chegam a mais de 90% do comércio total entre os blocos. O texto também estabelece regras comuns para áreas como bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios, após mais de 25 anos de negociações.

De acordo com dados da Comissão Europeia, o Brasil responde por mais de 82% de todas as importações europeias originadas no Mercosul e por cerca de 79% das exportações do bloco sul-americano destinadas ao velho continente. (entenda mais abaixo)

Com esse desenho, Argentina, Uruguai e Paraguai tendem a ocupar uma posição secundária na dinâmica do acordo. Ainda que integrem oficialmente o Mercosul, a menor escala de suas trocas comerciais faz com que a UE conduza a negociação essencialmente a partir da relação com o Brasil.

Lula se encontra com representante da União Europeia no Rio de Janeiro — Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que as compras brasileiras junto ao bloco europeu estão concentradas em poucos parceiros. Em 2025, três países responderam, juntos, por cerca de 57% dos US$ 50,3 bilhões que o Brasil importou da UE.

Alemanha: US$ 14,4 bilhões (28,6%);França: US$ 7,2 bilhões (14,3%);Itália: US$ 7,1 bilhões (14%).

A composição das importações brasileiras evidencia uma dependência concentrada em bens de maior valor tecnológico, essenciais tanto para o funcionamento de serviços públicos quanto para a atividade industrial.

💊 Medicamentos e produtos farmacêuticos: US$ 8,1 bilhões.🚗 Autopeças: US$ 2,5 bilhões.⚙️ Motores e máquinas não elétricas: US$ 2,4 bilhões.✈️ Aeronaves: US$ 1,2 bilhão.📐 Equipamentos de medição, verificação e controle: US$ 1,4 bilhão.🧪 Compostos químicos: US$ 1,41 bilhão.

José Pimenta, diretor de Comércio Internacional e sócio da BMJ Consultoria, ressalta que a retirada das tarifas tende a reduzir os custos de produção no Brasil ao baratear a importação de insumos da UE. Segundo ele, hoje a tributação eleva de forma significativa o preço final pago pelo produtor brasileiro.

“Em alguns casos, o produto chega a pagar 35% ou 40% sobre o valor. Um insumo que custa R$ 100 mil pode chegar a R$ 140 mil na mão do produtor. Com a retirada das tarifas, esse mesmo fertilizante poderia chegar por algo em torno de R$ 100 mil.”

Para a União Europeia, o Brasil desempenha um papel relevante como fornecedor de insumos básicos e matérias-primas estratégicas. Segundo dados do MDIC, dos US$ 49,81 bilhões exportados pelo Brasil ao bloco europeu em 2025, 73% tiveram como destino cinco países.

Holanda: US$ 11,7 bilhões (23,6%);Espanha: US$ 8,8 bilhões (17,7%);Alemanha: US$ 6,5 bilhões (13,1%);Itália: US$ 5,3 bilhões (10,8%);Bélgica: US$ 4 bilhões (8,1%).

No caso holandês, esse protagonismo está ligado ao papel do país como hub logístico da UE, com destaque para o porto de Roterdã, principal porta de entrada de mercadorias que depois seguem para outros mercados do continente.

Já para Espanha e Alemanha, a relevância do acordo vai além da ampliação das trocas comerciais. Segundo Leonardo Munhoz, pesquisador do Centro de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), o tratado é visto como parte da estratégia europeia para fortalecer a economia diante das tensões geopolíticas envolvendo China e Rússia.

“Foi visível o esforço desses países para viabilizar o acordo, que é visto como vantajoso para a União Europeia no contexto atual, especialmente pela necessidade de diversificação de mercados.”

Esse interesse se reflete na composição da pauta exportadora brasileira para a UE, concentrada em produtos primários e insumos industriais — itens necessários para cadeias produtivas e para o abastecimento energético e alimentar do continente.

🛢️ Óleo bruto de petróleo: US$ 9,8 bilhões.☕ Café não torrado: US$ 7,1 bilhões.🌱 Farelo de soja para alimentação animal: US$ 4 bilhões.🔩 Minérios de cobre: US$ 3 bilhões.⛓️ Celulose: US$ 2,1 bilhões.⛰️ Minério de ferro: US$ 1,1 bilhão.

Embora negociado em bloco, o acordo entre União Europeia e Mercosul apresenta uma estrutura assimétrica. O Brasil concentra a maior parte do peso econômico, enquanto Argentina, Uruguai e Paraguai participam em escala menor. (veja no gráfico abaixo)

Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, essa diferença reflete tanto nos fluxos comerciais quanto na capacidade de influência política dentro do processo.

A Argentina aparece como o segundo principal parceiro sul-americano no comércio com a União Europeia, mas a distância em relação ao Brasil é expressiva. Em 2024, as exportações brasileiras ao bloco europeu foram quase cinco vezes maiores que as argentinas, que somaram US$ 8,5 bilhões.

Para Regiane Bressan, professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), essa assimetria é agravada por um cenário político pouco favorável à coordenação regional. “O ambiente atual é muito ruim para o diálogo, sobretudo diante das dificuldades de interlocução entre o governo brasileiro e a gestão de Javier Milei.”

O distanciamento político entre os presidentes Lula e Milei contribuiu para o esvaziamento do papel argentino na reta final das negociações.

“Embora o acordo tenha avançado tecnicamente, a relação protocolar levou o Brasil a assumir o protagonismo diplomático, enquanto Buenos Aires perdeu capacidade de articulação”, avalia Bressan.

Em contraste com a volatilidade argentina, o Uruguai apresenta uma trajetória de crescimento gradual e maior previsibilidade institucional. As exportações da UE para o país avançaram de US$ 418 milhões para US$ 2,1 bilhões em pouco mais de duas décadas.

Ainda assim, segundo Bressan, o país enfrenta limitações técnicas para atender às atuais exigências ambientais do bloco europeu. “Diferentemente do Brasil, que conta com um arcabouço legal mais estruturado, como o Código Florestal, esses países partem de uma base regulatória mais frágil”, afirma a professora.

No caso paraguaio, essas restrições se somam a um peso econômico reduzido na relação com o bloco europeu. Em 2024, as exportações da UE para o país somaram US$ 994 milhões, enquanto as importações ficaram em US$ 416 milhões, uma estagnação observada desde 2018.

Mesmo tendo pouco peso no comércio com a UE, o Paraguai ganhou importância no processo em 2026 ao assumir a presidência temporária do Mercosul — cargo que conduz a etapa final de ratificação do acordo.

INFOGRÁFICO – Quem ganha e quem perde com o acordo entre União Europeia e Mercosul — Foto: Arte/g1

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Banco Inter recebe autorização do Fed para abrir filial nos EUA

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O Banco Inter recebeu autorização dos reguladores da Flórida e do Federal Reserve para abrir uma agência internacional nos Estados Unidos.

A unidade será instalada em Miami e permitirá que o banco atenda clientes internacionais a partir de sua estrutura americana.

Com a aprovação, o Inter passa a integrar o grupo de instituições estrangeiras autorizadas a operar uma agência bancária no país.

O Banco Inter, controlado pela holding Inter&Co, informou nesta sexta-feira (16) que recebeu as aprovações do Florida Office of Financial Regulation (OFR) e do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) para estabelecer uma agência internacional na Flórida.

"Na prática, a partir de agora, o Inter passa a atuar como banco para clientes internacionais em qualquer parte do mundo, a partir de sua filial nos Estados Unidos, marcando um avanço relevante em sua estratégia de expansão internacional", afirmou o banco em comunicado à imprensa.

De acordo com o grupo, a autorização viabiliza a abertura de uma agência em Miami, cidade onde o Inter mantém sua sede global desde 2021.

A unidade deve ampliar a oferta de serviços financeiros a pessoas físicas e empresas fora do Brasil.

"Esse passo reforça nossa ambição de atuar como uma plataforma global', afirmou João Vitor Menin, presidente-executivo global da Inter&Co, em comunicado.

Com a nova autorização, o Inter passa a integrar o grupo de instituições financeiras internacionais habilitadas a operar uma agência nos Estados Unidos.

A operação funcionará como uma base bancária digital e permitirá a oferta de produtos como contas correntes e de poupança, cartões de débito e crédito e modalidades de financiamento.

A estrutura também possibilita a captação de depósitos em dólar de clientes estrangeiros e o atendimento a empresas internacionais com operações no mercado americano, de acordo com as regras do sistema financeiro local.

O banco afirma ainda que a presença nos Estados Unidos amplia sua capacidade de atendimento a públicos internacionais e contribui para a organização de sua operação global.

Fundado como o primeiro banco digital do Brasil, em 2015, o Inter reúne hoje mais de 41 milhões de clientes e atua como um superaplicativo financeiro, com serviços de banking, investimentos, crédito, seguros, marketplace e remessas internacionais.

Segundo dados do banco, cerca de 10% das transferências entre pessoas realizadas no Brasil por meio do Pix passam pela plataforma do Inter.

A instituição tem índice de eficiência de 45,2%, carteira de crédito de R$ 43,8 bilhões, patrimônio líquido de R$ 9,8 bilhões e ativos totais de R$ 91,8 bilhões.

Há 10 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 10 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 10 horasTensão no Oriente MédioTrump foi alertado para risco de falta de munição se atacar Irã, diz jornal

Há 3 horas Mundo EconomiaBrasil deve ser o país mais beneficiado pelas mudanças no tarifaço; entenda

Há 1 hora Jornal Nacional Dólar fecha no menor valor em 21 meses após mudanças no tarifaço de Trump Há 1 horaSuspeita de fraude bilionáriaMendonça recebe atualização da PF sobre investigações do Master

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Netflix oferece US$ 82,7 bilhões em dinheiro pela Warner Bros. e recebe aval do conselho

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Netflix alterou os termos de sua proposta para adquirir os estúdios e os negócios de streaming da Warner Bros. Discovery, passando a oferecer pagamento integral em dinheiro, sem mudar o valor de US$ 82,7 bilhões (R$ 445,7 bilhões).

A Netflix passou a oferecer US$ 27,75 (R$ 149,71) por ação da Warner, com pagamento integral em dinheiro.

A Warner Bros. Discovery vai separar suas operações em duas empresas com ações negociadas em bolsa: Warner Bros. e Discovery Global.

A Netflix alterou os termos de sua proposta para adquirir os estúdios e os negócios de streaming da Warner Bros. Discovery, passando a oferecer pagamento integral em dinheiro, sem mudar o valor de US$ 82,7 bilhões (R$ 445,7 bilhões). A nova estrutura da oferta recebeu apoio unânime do conselho da controladora da HBO.

A Netflix passou a oferecer US$ 27,75 (R$ 149,71) por ação da Warner, com pagamento integral em dinheiro. Na proposta anterior, a empresa previa o desembolso de US$ 23,25 (R$ 125,43) em dinheiro e o restante em ações da própria Netflix, avaliadas em US$ 4,50 (R$ 24,28) por papel.

👉 Com a nova estrutura, os acionistas da Warner deixam de receber participação acionária na Netflix e passam a receber um valor fixo por ação. Isso elimina a exposição às oscilações das ações da compradora, já que o pagamento não dependerá do desempenho desses papéis no mercado.

David Zaslav, presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, afirmou que “o acordo de fusão aproxima ainda mais a união de duas das maiores empresas de narrativa do mundo”.

“Ao nos unirmos à Netflix, combinaremos as histórias que a Warner Bros. contou e que cativaram a atenção do mundo por mais de um século, garantindo que o público continue a apreciá-las por muitas gerações.”

A Warner Bros. Discovery vai separar suas operações em duas empresas com ações negociadas em bolsa: Warner Bros. e Discovery Global.

No entanto, a conclusão dessa reorganização depende da efetivação da cisão da Discovery Global, da obtenção das aprovações regulatórias necessárias, do aval dos acionistas da WBD e do cumprimento de outras condições usuais para esse tipo de operação.

A expectativa é que o processo seja finalizado em um prazo de seis a nove meses, antecedendo a conclusão da transação proposta entre a Netflix e a Warner Bros.

“O Conselho da WBD continua a apoiar e a recomendar unanimemente a nossa transação, e estamos confiantes de que ela trará o melhor resultado para acionistas, consumidores, criadores e toda a comunidade do entretenimento”, disse Ted Sarandos, co-CEO da Netflix.

Tanto a Netflix quanto a Paramount cobiçam a Warner Bros. por seus estúdios de cinema e televisão, além de seu extenso catálogo de conteúdo e franquias como “Game of Thrones”, “Harry Potter” e os super-heróis da DC Comics.

A Paramount mantém a “oferta hostil” de US$ 77,9 bilhões pela Warner Bros. como um todo, incluindo os canais a cabo. Além disso, no início deste mês, a empresa anunciou a intenção de iniciar uma disputa por procuração com o objetivo de eleger representantes para o conselho da companhia.

A Warner Bros., no entanto, rejeitou a proposta apresentada pela Paramount, liderada por David Ellison, que revisou os termos da oferta e intensificou sua estratégia para convencer os acionistas de que a transação seria mais vantajosa.

Segundo a Warner, um dos fatores que favoreceram o acordo com a Netflix foi a possibilidade de os acionistas manterem participação na parte da empresa que não seria adquirida pelo serviço de streaming, preservando assim o acesso a eventuais resultados futuros desse negócio.

👉 Agora, a nova estrutura do acordo elimina o chamado “collar knock-in”, mecanismo usado em operações com pagamento em ações para limitar o impacto de variações no preço dos papéis da empresa compradora entre o anúncio do negócio e sua conclusão. Com o pagamento integral em dinheiro, esse tipo de proteção deixa de ser necessário.

Desde o anúncio do acordo com a Warner, as ações da Netflix acumulam queda de aproximadamente 15%. Os papéis, porém, reagiram após a divulgação de que a empresa passou a considerar uma proposta com pagamento integral em dinheiro, com alta de 1,53% no pré-mercado desta terça-feira.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Banco Master: FGC começou ressarcimentos nesta segunda; saiba como reaver seu dinheiro

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começou a receber os pedidos de ressarcimento dos investidores que compraram Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do Banco Master.

Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição.

O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil.

O processo só teve início depois que o liquidante enviou ao fundo a lista completa de credores do banco. Com a lista consolidada, o FGC libera o acesso aos valores cobertos.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já está recebendo os pedidos de ressarcimento dos investidores que compraram Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do Banco Master.

O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema, na prevenção de crises bancárias e na proteção de depositantes e investidores.Na prática, funciona como um fundo privado que atua como um seguro. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição financeira enfrente alguma crise ou dificuldade.

Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição.

Segundo o FGC, os ressarcimentos começaram nesta segunda-feira (19). Cerca de 600 mil credores do Banco Master já fizeram o pedido, de acordo com o balanço divulgado na noite desta segunda.

Desses, 400 mil concluíram o pedido (fizeram o trâmite completo). O FGC estima que 800 mil credores do Banco Master têm direito ao ressarcimento.

No caso dos investidores, a cobertura varia conforme o tipo de aplicação. Estão dentro das regras do FGC:

CDB e Recibo de Depósito Bancário (RDB);Letra de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs).

O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil.

ENTENDA: O que é FGC e qual seu papel no caso do Banco Master?📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça

FGC começou a receber pedidos de ressarcimento de credores que tinham investimentos no Banco Master. — Foto: Reprodução/g1

O processo só começou depois que o liquidante enviou ao fundo a lista completa de credores do banco. Com a lista consolidada, o FGC libera o acesso aos valores cobertos.

o número de credores da garantia, inicialmente estimado em 1,6 milhão, é da ordem de 800 mil.o valor total a ser pago em garantias será de R$ 40,6 bilhões, contra a estimativa inicial de R$ 41,3 bilhões.

Com as informações recebidas, o FGC liberou neste sábado (17) a solicitação no aplicativo para que os credores cadastrem a conta bancária, façam a validação da biometria e o envio de documentos.

Pessoas físicas: devem usar o aplicativo do FGC. Após realizar um cadastro básico, é necessário solicitar o pagamento da garantia;Pessoas jurídicas: devem fazer o pedido diretamente pelo site da instituição.

Após a assinatura do termo de solicitação, o FGC informa que a liberação costuma ocorrer em até 48 horas úteis, desde que os dados estejam corretos.

Ainda assim, o período entre a decretação da liquidação e o pagamento aos investidores variou entre 14 e 40 dias nas operações mais recentes.

Para eventuais dúvidas, o FGC orienta que correntistas e investidores entrem em contato pelo e-mail atendimento.credores@fgc.org.br.

Segundo o FGC, o pedido de pagamento da garantia para pessoas físicas deve ser feito pelo aplicativo do fundo, disponível no Google Play e na Apple Store.

"No aplicativo do FGC, você pode conferir as instituições em regime especial decretado pelo Banco Central e se já é possível solicitar o pagamento de garantia, além de receber notificações para acompanhar o seu pedido", informou o fundo.

Baixe o aplicativo do FGC e complete o cadastro, informando nome completo, CPF e data de nascimento;Solicite o pagamento de garantia. Essa etapa só ficará disponível após o envio, pelo liquidante, da lista completa de credores e valores devidos ao fundo.Depois, basta informar uma conta bancária de sua titularidade para receber os recursos, realizar a validação biométrica e enviar eventuais documentos solicitados.

Para pessoas jurídicas, o FGC informa que o representante legal da empresa deve solicitar a garantia por meio do Portal do Investidor. Após o preenchimento das informações, o fundo envia um e-mail com o passo a passo necessário.

"O pagamento é feito por transferência para uma conta-corrente ou poupança, de mesmo CNPJ, em nome da empresa", informa o FGC.

Nos casos em que o pagamento precisar ser feito a inventariantes ou ao espólio, o FGC tratará diretamente com os beneficiários, não sendo possível fazer a solicitação pelo aplicativo.

⚠️ATENÇÃO: Valores que ultrapassarem o limite de cobertura do FGC, de R$ 250 mil, permanecerão sujeitos ao processo de liquidação do Banco Master. Nessa situação, o credor passa a integrar a massa falida como credor quirografário, sem garantia de recebimento dos valores.

🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, fecha as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até extinguir a instituição. Nessa fase, as operações são finalizadas e o banco deixa de integrar o sistema financeiro nacional.

O Banco Master já enfrentava risco de falência devido ao alto custo de captação e a investimentos considerados arriscados. O caso mais conhecido era a emissão títulos de renda fixa, os CDBs, que pagavam até 40% acima da taxa média do mercado. (veja aqui o que acontece com investidores)

O presidente do banco, Daniel Vorcaro, foi preso em uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Master. Na última semana, a Polícia Federal realizou uma segunda fase da operação, que incluiu buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do banco, e parentes dele, incluindo o pai, a irmã e o cunhado dele.

O empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, também estavam entre os alvos.

O Banco Master emitiu R$ 50 bilhões em certificados de depósito bancário (CDBs) prometendo juros acima das taxas de mercado e sem comprovar que tinha liquidez, ou seja, que conseguiria pagar esses títulos no futuro.Ao comprar um CDB, o cliente empresta o dinheiro ao banco e recebe juros em troca.Para reforçar essa impressão de liquidez, o Master aplicou parte desses R$ 50 bilhões em ativos que não existem, comprando créditos de uma empresa chamada Tirreno.O Master não pagou nada por essa compra, mas logo em seguida vendeu esses mesmos créditos ao BRB — que pagou R$ 12,2 bilhões, sem documentação, para "socorrer" o caixa do Banco Master.Essas transações aconteceram no mesmo período em que o BRB tentava comprar o próprio Banco Master — e convencer os órgãos de fiscalização de que a transação era viável e não geraria risco aos acionistas do BRB, incluindo o governo do DF.

Para evitar a quebra, foram realizadas tentativas de venda do banco, o que inclui uma proposta do BRB. Todas acabaram canceladas, envoltas em questionamentos, pressões políticas e falta de transparência.

A EFB Regimes Especiais de Empresas foi designada para conduzir a administração especial. Com a liquidação, qualquer negociação de compra em andamento é automaticamente interrompida.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Elon Musk se aproxima de patrimônio inédito de US$ 800 bilhões

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Elon Musk está prestes a alcançar um marco inédito na história das grandes fortunas globais, com um patrimônio estimado em US$ 800 bilhões (cerca de R$ 4,3 trilhões). O avanço ocorre em meio a uma forte valorização de seus negócios ligados à tecnologia, especialmente na área de inteligência artificial.

Nas últimas semanas, investidores privados mais do que dobraram a avaliação da xAI Holdings, empresa que reúne as operações de inteligência artificial e mídia social do empresário, levando o valor da companhia a US$ 250 bilhões. Esse movimento acrescentou cerca de US$ 62 bilhões à fortuna pessoal de Musk em um curto espaço de tempo.

De acordo com a "Forbes", a nova rodada de captação elevou o valor da participação de 49% de Musk na xAI Holdings para US$ 122 bilhões. O montante supera os US$ 113 bilhões atribuídos à empresa no momento em que a startup de IA foi incorporada à rede social X, antigo Twitter, em março do ano passado.

Com esse ganho, o patrimônio total de Musk chegou a aproximadamente US$ 780 bilhões, reforçando sua posição isolada como a pessoa mais rica do mundo. O empresário agora está a poucos passos de se tornar o primeiro bilionário da história a ultrapassar a marca de US$ 800 bilhões.

A valorização recente da xAI Holdings não beneficiou apenas Musk. Outros bilionários que investiram na empresa de inteligência artificial também viram suas fortunas crescerem com a nova rodada de avaliação.

Entre eles estão o príncipe saudita Alwaleed Bin Talal Alsaud, um dos primeiros investidores do Twitter, além de Jack Dorsey, cofundador da rede social, e Larry Ellison, cofundador da Oracle.

Príncipe Alwaleed Bin Talal Alsaud: detém cerca de 1,6% da xAI Holdings, participação avaliada em aproximadamente US$ 4 bilhões, sem considerar uma fatia maior mantida por meio da Kingdom Holding Company. Com isso, seu patrimônio pessoal é estimado em cerca de US$ 19,4 bilhões.Jack Dorsey: possui uma participação estimada de 0,8% na empresa, avaliada em torno de US$ 2,1 bilhões, o que elevou sua fortuna para aproximadamente US$ 6 bilhões.Larry Ellison: também detém cerca de 0,8% da xAI Holdings, com participação avaliada em aproximadamente US$ 2,1 bilhões, elevando seu patrimônio total para cerca de US$ 241 bilhões.

Em meio à corrida global por avanços em inteligência artificial, a xAI tem ampliado seus investimentos de forma agressiva e, segundo documentos internos, queimou cerca de US$ 7,8 bilhões nos primeiros nove meses de 2024.

Além da pressão sobre as finanças, a xAI enfrenta controvérsias que ampliam os desafios do negócio.

O chatbot Grok, desenvolvido pela companhia, foi alvo de críticas após gerar imagens falsas de mulheres reais em trajes íntimos, sem consentimento.

O caso ganhou dimensão jurídica com o ajuizamento de uma ação por Ashley St. Clair, mãe de um dos filhos de Musk. No Brasil, o g1 também mostrou o relato de uma mulher que teve fotos usadas no antigo Twitter para criar imagens que simulavam nudez ou o uso de roupas íntimas.

Com a repercussão negativa internacional, a xAI anunciou, na quarta-feira (14), que o chatbot deixaria de editar imagens de pessoas reais com roupas reveladoras em países onde esse tipo de conteúdo é ilegal.

A empresa informou ainda que está adotando novas medidas de segurança, como a restrição da criação e edição de imagens a contas pagas — iniciativa que, segundo a companhia, busca aumentar a responsabilização dos usuários pelo uso da ferramenta.

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