RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Grupo brasileiro JHSF compra operação de aviação executiva nos Estados Unidos

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 27/04/2026 18:29

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,31%Dólar TurismoR$ 5,181-0,42%Euro ComercialR$ 5,840-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.579 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,31%Dólar TurismoR$ 5,181-0,42%Euro ComercialR$ 5,840-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.579 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,31%Dólar TurismoR$ 5,181-0,42%Euro ComercialR$ 5,840-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.579 pts-0,61%Oferecido por

A JHSF Participações, empresa brasileira que reúne um dos maiores ecossistemas voltados à alta renda da América Latina, anunciou nesta segunda-feira (27) que vai comprar a operação de aviação executiva da Embassair, em Miami, nos Estados Unidos.

A decisão está alinhada à estratégia do grupo de expansão internacional no setor e ao fortalecimento de seus negócios de renda recorrente.

Segundo comunicado divulgado aos investidores, a operação da Embassair é totalmente dedicada ao atendimento de clientes de aviação executiva no Opa-Locka Executive Airport — um dos principais destinos de voos internacionais do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo, também pertencente à JHSF.

Além da atuação na aviação executiva, o grupo também mantém negócios nos setores imobiliário, gastronômico e de shopping centers, reunindo marcas como Fasano, Chloé, Fratelli Rossetti, e Shopping Cidade Jardim.

A operação foi realizada por meio do JHSF Capital FBOs Fund LP, fundo de investimento estruturado e gerido pela JHSF Capital, gestora de recursos do grupo.

O modelo Phenom 300 liderou entregas na aviação executiva da Embraer. — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

A JHSF Participações, empresa brasileira que reúne um dos maiores ecossistemas voltados à alta renda da América Latina, anunciou nesta segunda-feira (27) que vai comprar a operação de aviação executiva da Embassair, em Miami, nos Estados Unidos.

A decisão está alinhada à estratégia do grupo de expansão internacional no setor e ao fortalecimento de seus negócios de renda recorrente.

Segundo comunicado divulgado aos investidores, a operação da Embassair é totalmente dedicada ao atendimento de clientes de aviação executiva no Opa-Locka Executive Airport — um dos principais destinos de voos internacionais do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo, também pertencente à JHSF.

“[A compra possibilita] à JHSF extrair sinergias operacionais, oferecendo vantagens aos seus clientes e gerando valor em ambos os ativos”, afirmou a companhia em nota.

Além da atuação na aviação executiva, o grupo também mantém negócios nos setores imobiliário, gastronômico e de shopping centers, reunindo marcas como Fasano, Chloé, Fratelli Rossetti, e Shopping Cidade Jardim.

A operação foi realizada por meio do JHSF Capital FBOs Fund LP, fundo de investimento estruturado e gerido pela JHSF Capital, gestora de recursos do grupo.

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‘Comprem agora’: ministro espanhol alerta que guerra pode disparar preço de passagens aéreas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/04/2026 16:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,33%Dólar TurismoR$ 5,180-0,43%Euro ComercialR$ 5,841-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.704 pts-0,55%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,33%Dólar TurismoR$ 5,180-0,43%Euro ComercialR$ 5,841-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.704 pts-0,55%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,33%Dólar TurismoR$ 5,180-0,43%Euro ComercialR$ 5,841-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.704 pts-0,55%Oferecido por

Enquanto líderes mundiais evitam tratar publicamente dos impactos econômicos diretos da guerra no Oriente Médio, um ministro europeu decidiu quebrar o silêncio.

Na segunda‑feira (27), o ministro espanhol da Indústria e do Turismo, Jordi Hereu, fez um alerta incomum à população: comprar passagens aéreas o quanto antes, antecipando uma escalada de preços tida como inevitável, impulsionada pelo encarecimento do petróleo e do querosene de aviação.

Impulsionada pela guerra envolvendo os Estados Unidos e o Irã, a ameaça de subida meteórica no preço do querosene pode provocar uma alta generalizada das tarifas aéreas, sobretudo no início do verão no hemisfério norte. 

A advertência, feita em entrevista ao jornal econômico Expansion, colocou no centro do debate um tema sobre o qual governos e companhias vinham falando apenas em tom técnico – ou evitando deliberadamente: o risco concreto de aumento abrupto do transporte aéreo, e até de cancelamentos em cadeia por falta de combustível.

A Espanha vive um paradoxo. Em 2025, o país recebeu um número recorde de 97 milhões de turistas, alta de 3,5% em relação a 2024, consolidando‑se como um dos principais destinos turísticos do mundo.

Segundo Jordi Hereu, o país poderia manter um ritmo de crescimento semelhante em 2026, sustentado pela forte demanda internacional.

Mas esse cenário otimista começa a ser tensionado por um fator externo sobre o qual o setor não tem controle: o custo do combustível de aviação.

O ministro foi explícito ao afirmar que a alta do querosene ameaça elevar as tarifas aéreas e pressionar negativamente a demanda, sobretudo em voos de média e longa distância.

“O que recomendamos é que as pessoas comprem seus bilhetes desde já, porque é verdade que as companhias aéreas estão usando atualmente querosene comprado há algum tempo. Existe, portanto, um risco real de flutuação dos preços.”

O ministro acrescentou que já é evidente que os preços subiram e que isso pode afetar a disposição dos consumidores em viajar, apesar da força do turismo espanhol.

Ele afirmou ainda que autoridades espanholas e europeias estão tomando medidas para evitar uma escassez de combustível, sinalizando que o problema já é tratado como estrutural, e não hipotético.

Segundo a organização europeia Transport & Environment, a alta recente do petróleo já acrescentou mais de US$ 100 (cerca de € 85) ao custo de voos de longa distância com origem na Europa.

Esse aumento tende a ser repassado ao preço final das passagens, alimentando uma espiral de reajustes em plena temporada alta.

As companhias aéreas, até agora, vinham absorvendo parte do impacto graças a contratos de compra antecipada de combustível. Mas esse amortecedor tem data de validade.

O cenário deixou o plano teórico e entrou na prática. A Transavia, companhia de baixo custo do grupo Air France‑KLM, confirmou que vai ajustar sua malha aérea em maio e junho para otimizar custos diante da disparada do preço do querosene, consequência direta da guerra no Oriente Médio.

A empresa informou que será obrigada a cancelar parte dos voos previstos para maio e junho de 2026, ainda que essas cancelamentos representem menos de 2% da programação total nesse período.

Segundo a Transavia, os clientes afetados estão sendo avisados individualmente por SMS e e‑mail, com direito, conforme a escolha, a remarcação sem custo, crédito ou reembolso integral. Para a maioria dos voos cancelados, uma alternativa de remarcação em até 24 horas está sendo oferecida.

Em declaração à AFP no domingo, confirmando informação divulgada pela rádio RMC, um porta‑voz da companhia afirmou que, “em razão do contexto geopolítico atual no Oriente Médio e de suas repercussões sobre o preço do combustível de aviação, a Transavia França está adaptando sua programação de voos e é obrigada a proceder ao cancelamento de vários voos previstos para os meses de maio e junho de 2026”.

O diretor‑executivo da Ryanair, Michael O’Leary, afirmou que não se espera escassez de querosene em maio na Europa, mas que junho já é uma incógnita. Segundo ele, as próprias petroleiras admitem não conseguir garantir totalmente o fornecimento para esse período.

“Enquanto a guerra no Oriente Médio continuar e Trump continuar a lidar com isso tão mal, os preços do combustível permanecerão necessariamente mais altos.”

Segundo o executivo, 10% a 20% do abastecimento da Ryanair está em risco. Ele destacou que o Reino Unido é o país mais exposto a cancelamentos, por depender em parte de fornecimento do Kuwait, diretamente impactado pelo bloqueio de Ormuz.

A França, por ora, afirma não enfrentar dificuldades imediatas de abastecimento, mas o governo admitiu que poderá liberar parte de seus estoques estratégicos se surgirem problemas de volume.

O problema estrutural é conhecido: a Europa importa normalmente cerca de metade do seu querosene dos países do Golfo. Desde o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, no fim de fevereiro, essa dependência se tornou um ponto crítico.

O estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 20% de toda a produção mundial de hidrocarbonetos, está bloqueado por Teerã, interrompendo fluxos logísticos essenciais para o abastecimento energético global — e, por consequência, para a aviação civil.

Em Bruxelas, o comissário europeu Dan Jorgensen reconheceu que a União Europeia está se aproximando “muito rapidamente” de uma potencial crise de abastecimento, com o risco concreto de um verão marcado por passagens mais caras e cancelamentos de voos.

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Globoplay vence prêmio de excelência em serviços ao cliente em 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/04/2026 16:47

Economia Midia e Marketing Globoplay vence prêmio de excelência em serviços ao cliente em 2026 Além da vitória no segmento, o streaming da Globo concorre ao título de Empresa do Ano por voto popular. Por Redação g1 — São Paulo

O Globoplay venceu o Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente 2026, no segmento Telecomunicações – TV por Assinatura e Streaming.

A premiação reconhece empresas que se destacam na experiência do consumidor, com base em avaliações práticas em múltiplos canais de relacionamento e no cruzamento de dados estratégicos.

O resultado reforça o compromisso do Globoplay em oferecer uma jornada integrada, fluida e eficiente, que combina tecnologia, uso de dados e proximidade em todos os pontos de contato.

“Receber este prêmio reconhece o trabalho consistente de todo o time do Globoplay, que atua diariamente para tornar a experiência do usuário cada vez mais simples, personalizada e humanizada", diz Isabela Gonçalves, diretora de experiência de Produtos Digitais da Globo.

"Colocar o usuário no centro das decisões é essencial para evoluir continuamente cada etapa da jornada, em todos os canais de relacionamento”, acrescenta.

Além da vitória no segmento, o Globoplay também concorre ao título de Empresa do Ano, por voto popular, o que reflete a avaliação direta dos consumidores sobre a qualidade dos serviços. A cerimônia de premiação será realizada no dia 26 de maio de 2026, em São Paulo.

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Bayer apresenta recurso na Suprema Corte dos EUA em processo sobre agrotóxico glifosato

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/04/2026 16:03

Agro Bayer apresenta recurso na Suprema Corte dos EUA em processo sobre agrotóxico glifosato Mais de 100 mil ações acusam a empresa de não alertar sobre riscos de câncer. O glifosato, princípio ativo do herbicida usado por agricultores, foi retirado do produto para uso doméstico. Por Reuters

A Suprema Corte dos Estados Unidos começou a analisar nesta segunda-feira o recurso da Bayer AG para barrar milhares de processos que acusam a empresa de não alertar consumidores de que o princípio ativo do herbicida Roundup causa câncer.

A Bayer recorreu de uma decisão de um júri em um tribunal estadual do Missouri que condenou a empresa a pagar US$ 1,25 milhão a John Durnell. Ele afirmou ter sido diagnosticado com linfoma não Hodgkin após anos de exposição ao glifosato, substância presente no Roundup.

Paul Clement, advogado que representa a Bayer, disse aos juízes que a legislação federal que regula pesticidas impediria que ações baseadas em leis estaduais, como a movida por Durnell, avançassem na Justiça quando tratam da obrigação de advertência ao consumidor.

A empresa alemã, que atua nos setores farmacêutico e agrícola, argumenta que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) concluiu repetidas vezes que o glifosato não causa câncer e aprovou os rótulos do produto sem qualquer alerta desse tipo.

“Um júri do Missouri impôs uma exigência de alerta sobre câncer que a EPA não faz. Essa exigência adicional é preterida”, afirmou Clement.

Segundo ele, o Congresso deixou claro que buscava padronização nas advertências de segurança presentes nos rótulos de pesticidas.

Ignorar essa diretriz, disse o advogado, abriria espaço para uma avalanche de processos e colocaria em risco os interesses de agricultores que dependem de produtos registrados em nível federal para garantir sua renda.

De acordo com a Bayer, mais de 100 mil autores já entraram com ações em tribunais estaduais e federais nos Estados Unidos alegando relação entre o produto e o câncer. A empresa afirma que uma decisão favorável da Suprema Corte pode encerrar a maior parte dos processos envolvendo o Roundup.

Associações ligadas ao agronegócio apoiam a empresa no caso, assim como o governo do presidente republicano Donald Trump.

Do outro lado, entidades ambientais, representantes de trabalhadores rurais e grupos de saúde pública apresentaram manifestações em apoio a Durnell.

Bayer anunciou que fechou acordo pela compra da Monsanto — Foto: Marco Bello/Reuters/Arquivo; Brendan McDermid/Reuters/Arquivo

A Bayer passou a controlar o Roundup após a compra da empresa de agroquímicos Monsanto por US$ 63 bilhões, em 2018.

O volume de processos levou a companhia a retirar o glifosato da versão do produto voltada ao consumidor doméstico.

A empresa também afirmou que as ações judiciais podem comprometer sua capacidade de fornecer o herbicida aos agricultores. Causando, então, o risco de indenizações bilionárias.

A Bayer anunciou em fevereiro uma proposta de US$ 7,25 bilhões para encerrar dezenas de milhares de processos atuais e futuros. Segundo a empresa, o acordo não abrange ações que ainda estão em fase de recurso nem aquelas que ficam fora dos termos negociados, que somariam quase US$ 1 bilhão.

O centro da disputa é uma lei federal conhecida como Lei de Inseticidas, Fungicidas e Raticidas, que regula a venda e a rotulagem de pesticidas e impede que os estados imponham exigências diferentes ou adicionais às previstas em nível federal.

Essa legislação proíbe, em especial, a comercialização de produtos com rótulos considerados enganosos, quando não trazem alertas adequados para proteger a saúde e o meio ambiente.

A Bayer sustenta que as alegações feitas por Durnell não seriam válidos justamente por causa dessa lei.

A empresa afirma que a EPA aprovou repetidamente rótulos sem advertência sobre câncer, o que demonstraria que o produto não é rotulado de forma inadequada. A companhia também destaca que mudanças significativas nos rótulos dependem de autorização da agência.

Os advogados de Durnell argumentam que, mesmo com o registro do Roundup pela EPA, o rótulo ainda pode ser questionado judicialmente.

Eles afirmam que as ações não entram em conflito com a lei federal, pois a legislação do Missouri exige o mesmo princípio previsto na norma nacional: que os produtos alertem de forma adequada sobre seus riscos.

Durnell processou a Monsanto em um tribunal estadual do Missouri em 2019, alegando que a empresa falhou ao não informar os usuários sobre os perigos associados ao Roundup e ao glifosato.

Ele foi diagnosticado com uma forma rara e agressiva de linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer que se origina nos glóbulos brancos, e atribuiu a doença à exposição ao herbicida a partir de 1996.

Por cerca de 20 anos, atuou como o responsável pela aplicação do produto em áreas verdes de um bairro de St. Louis, pulverizando o herbicida em parques locais sem o uso de equipamentos de proteção, segundo documentos do processo.

O júri deu razão a Durnell em 2023, e, em 2025, um tribunal de apelação estadual manteve a decisão.

A expectativa é que a Suprema Corte anuncie sua decisão até o fim de junho. Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na semana passada indicou os riscos políticos para o governo Trump ao apoiar a Bayer.

Segundo o levantamento, 63% dos entrevistados disseram ser contrários à proteção de empresas contra processos judiciais quando elas vendem produtos que causam câncer, mesmo que haja algum tipo de aviso sobre o risco.

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Salão de Pequim: Brasil terá 1 mil carregadores ultrarrápidos da BYD com recarga em 9 minutos até 2027; VÍDEO

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/04/2026 13:26

Carros Salão de Pequim: Brasil terá 1 mil carregadores ultrarrápidos da BYD com recarga em 9 minutos até 2027; VÍDEO Carregadores estarão em concessionárias da Denza, marca de luxo da BYD, e espalhados pelo país em formato de hub, onde múltiplos pontos de recarga estarão no mesmo local. Por André Fogaça, g1 — Pequim, China

A BYD apresentou, durante o Salão do Automóvel de Pequim, uma tecnologia que promete recarregar 97% da bateria de um carro elétrico em apenas nove minutos. A novidade chegará ao Brasil ainda neste ano.

O equipamento fornece 1.500 kW de potência, número cinco vezes maior do que o dos carregadores rápidos mais avançados disponíveis hoje no Brasil, que operam em torno de 300 kW. Com isso, a BYD afirma ser possível recuperar 70% da bateria em cinco minutos e chegar a 97% em nove minutos.

A solução exibida no evento consiste em uma estrutura em formato de “T”, com dois pontos de recarga. Assim, dois veículos podem ser carregados simultaneamente.

Dois fatores são essenciais para que a recarga ultrarrápida funcione. O primeiro diz respeito ao local da instalação, que precisa contar com infraestrutura capaz de suportar um volume tão grande de energia concentrado em um único ponto.

Para contornar essa limitação, a BYD utiliza um conjunto de baterias que é carregado gradualmente quando não há veículos conectados. Quando um carro é plugado, tanto a rede elétrica quanto esse banco de baterias passam a fornecer energia ao veículo na maior velocidade possível.

Em entrevista ao g1, Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, afirmou que a estrutura atual de carregadores rápidos pode ser adaptada para operar com potências acima de 1.000 kW.

“Você incorpora um banco de baterias para que você armazene eletricidade continuamente, para que elas estejam sendo carregadas, para que você tenha um carro que, quando parar para ser carregado, tenha 400 km em 5 minutos", explicou o executivo.

Segundo Baldy, esses carregadores estarão disponíveis nas concessionárias da Denza, marca de luxo da BYD. Ele também afirmou que haverá novos pontos de recarga, organizados como hubs com vários equipamentos, somando 1.000 carregadores em todo o Brasil até o fim de 2027.

O segundo ponto fundamental é que o veículo conectado ao carregador seja capaz de receber a tensão fornecida. Atualmente, alguns modelos da Denza já são compatíveis, e a BYD pretende ampliar essa capacidade para outros carros da marca.

Para efeito de comparação, o carro elétrico mais barato da BYD, o Dolphin Mini, suporta recarga de até 40 kW. Mesmo que seja conectado a um eletroposto de 1.500 kW, ele receberá apenas a potência máxima que consegue suportar.

Para suportar uma recarga tão rápida, o veículo precisa contar com diversos componentes específicos, incluindo sistemas de segurança reforçados para a bateria, motor e o próprio carregador.

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Fiat, Jeep, Peugeot e Ram serão foco dos investimentos da Stellantis, diz agência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/04/2026 13:26

Carros Fiat, Jeep, Peugeot e Ram serão foco dos investimentos da Stellantis, diz agência Segundo a Reuters, grupo vai concentrar aportes nas suas quatro marcas mais populares e rentáveis. Antonio Filosa, CEO da Stellantis, deve anunciar plano de longo prazo em maio. Por Redação g1

A Stellantis vai ampliar de forma significativa os investimentos em quatro marcas: Fiat, Jeep, Peugeot e RAM.

De acordo com a Reuters, Filosa não pretende encerrar as operações de nenhuma outra marca do grupo.

Demais montadoras também receberão aportes, mas deverão usar as tecnologias das quatro marcas principais.

Em fevereiro deste ano, a Stellantis informou prejuízo líquido de 25,4 bilhões de euros em 2025 (R$ 153,9 bilhões na cotação atual).

Linha de produção da fábrica da Stellantis em Goiana (PE) tem produtos Fiat, Jeep e RAM — Foto: Divulgação / Stellantis

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a Stellantis vai ampliar de forma significativa os investimentos em quatro marcas: Fiat, Jeep, Peugeot e RAM.

A definição de rumo, diz a agência, faz parte do plano que Antonio Filosa, CEO do grupo, deve apresentar no dia 21 de maio.

Nessa data, a empresa deve detalhar a estratégia de longo prazo, com foco nas marcas mais populares e rentáveis.

De acordo com a Reuters, Filosa não pretende encerrar as operações de nenhuma outra marca do grupo.

A Stellantis reúne 14 marcas, entre elas Citroën, Opel, Leapmotor e Alfa Romeo. Segundo as fontes ouvidas pela agência, essas montadoras também receberão aportes, mas deverão usar as tecnologias das quatro marcas principais no desenvolvimento de novos veículos.

Em fevereiro deste ano, a Stellantis informou que teve prejuízo líquido de 25,4 bilhões de euros em 2025 (R$ 153,9 bilhões na cotação atual).

O resultado negativo se concentrou no segundo semestre, principalmente porque a empresa registrou despesas elevadas para rever suas projeções para carros elétricos, já que o crescimento desse mercado está mais lento do que o esperado.

Leapmotor, marca chinesa de veículos eletrificados, pertence ao grupo Stellantis — Foto: Divulgação / Stellantis

O caso da Stellantis mostra como montadoras no mundo todo enfrentam dificuldades na transição dos carros a combustão para os elétricos, especialmente após Estados Unidos e Europa reduzirem metas para esse tipo de veículo.

“Nossos resultados completos de 2025 refletem o custo de superestimar o ritmo da transição energética e a necessidade de reorientar o negócio, garantindo aos clientes a liberdade de escolher entre tecnologias elétricas, híbridas e a combustão”, afirmou na época em nota Antonio Filosa.

Segundo o executivo, na segunda metade do ano a empresa viu sinais iniciais de progresso, com os primeiros resultados dos esforços para melhorar a qualidade, fortalecer lançamentos e retomar o crescimento da receita.

“Em 2026, nosso foco será corrigir falhas na execução e acelerar o retorno ao crescimento com lucro”, declara Filosa.

Ao longo do ano passado, a Stellantis registrou 25,4 bilhões de euros (R$ 154 bilhões) em baixas contábeis, que representam perdas no valor de ativos. Só no segundo semestre foram 22,2 bilhões de euros (R$ 134,5 bilhões), o que pressionou as ações da montadora.

No mesmo período, a empresa registrou prejuízo operacional ajustado de 1,38 bilhão de euros (R$ 8,4 bilhões), resultado que também já havia sido antecipado. Esse indicador mostra o desempenho das operações, sem considerar eventos extraordinários, como o fechamento de uma fábrica.

Apesar disso, a receita da companhia cresceu 10% e somou 79,25 bilhões de euros (R$ 480,3 bilhões) entre julho e dezembro, com alta de 11% nas entregas de veículos.

Segundo analistas do Citi, esse conjunto de resultados representa um “ponto baixo evidente” para a Stellantis. Eles avaliam que pode haver recuperação à frente, mas consideram que outras montadoras da Europa e dos Estados Unidos oferecem menos riscos no momento.

A empresa manteve as projeções para 2026: espera crescimento moderado da receita e margem operacional baixa, mas positiva. No entanto, prevê que o fluxo de caixa livre — o dinheiro que sobra após os investimentos — só voltará a ficar positivo em 2027.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Nubank quer investir R$ 45 bilhões no Brasil em 2026

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 27/04/2026 13:26

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,969-0,57%Dólar TurismoR$ 5,171-0,61%Euro ComercialR$ 5,828-0,49%Euro TurismoR$ 6,081-0,48%B3Ibovespa190.358 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,969-0,57%Dólar TurismoR$ 5,171-0,61%Euro ComercialR$ 5,828-0,49%Euro TurismoR$ 6,081-0,48%B3Ibovespa190.358 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,969-0,57%Dólar TurismoR$ 5,171-0,61%Euro ComercialR$ 5,828-0,49%Euro TurismoR$ 6,081-0,48%B3Ibovespa190.358 pts-0,2%Oferecido por

O Nubank anunciou nesta segunda-feira (27) que quer investir cerca de R$ 45 bilhões no Brasil em 2026.

A quantia será destinada para o desenvolvimento de plataformas e modelos de crédito baseados em inteligência artificial, o lançamento de produtos e serviços, a ampliação da equipe e da rede de escritórios e o aumento do capital próprio e capacidade de crédito.

O Brasil é o principal mercado o banco digital, com mais de 113 milhões de clientes — montante que representa 87% da base de clientes globais da Nu Holdings.

Ainda segundo o Nubank, o valor representa quase o dobro do investido pelo banco nos últimos dois anos.

A companhia ainda indicou que continua a trabalhar para obter uma licença bancária no Brasil ainda neste ano e afirmou que, como parte desse processo, ingressou na Federação Brasileira de Bancos (Febraban) no último mês.

Logotipo de Nubank na sede do banco em São Paulo, Brasil, 19 de junho de 2018 — Foto: Paulo Whitaker/Reuters

O Nubank anunciou nesta segunda-feira (27) que quer investir cerca de R$ 45 bilhões no Brasil em 2026.

O Brasil é o principal mercado o banco digital, com mais de 113 milhões de clientes — montante que representa 87% da base de clientes globais da Nu Holdings. De acordo com o Nubank, a quantia será destinada para:

o desenvolvimento de plataformas e modelos de crédito baseados em inteligência artificial;o lançamento de produtos e serviços;a ampliação da equipe e da rede de escritórios; e o aumento do capital próprio e capacidade de crédito.

Ainda segundo o Nubank, o valor representa quase o dobro do investido pelo banco nos últimos dois anos, e também abrange o reinvestimento dos resultados gerados pela operação brasileira, gastos com tecnologia, custos de operação e impostos pagos no Brasil.

“Este investimento é a expressão concreta do nosso compromisso de ser o principal aliado financeiro dos brasileiros: estar ao lado das pessoas em cada etapa da jornada, oferecendo soluções que as ajudem a tomar decisões mais inteligentes e a construir uma vida financeira mais saudável", afirmou a CEO do Nubank Brasil, Livia Chanes.

A companhia ainda indicou que continua a trabalhar para obter uma licença bancária no Brasil ainda neste ano e afirmou que, como parte desse processo, ingressou na Federação Brasileira de Bancos (Febraban) no último mês.

Em janeiro, o Nubank também recebeu a aprovação condicional do órgão regulador dos Estados Unidos para operar como banco no país.

No último trimestre do ano passado, o Nubank reportou um aumento de 50% do luro líquido em relação ao mesmo período de 2024, para US$ 894,8 milhões (R$ 4,5 bilhões). O banco digital ainda expandiu a carteira de crédito em 40% na mesma base de comparação, para US$ 32,7 bilhões (R$ 163,8 bilhões).

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mistura maior de etanol na gasolina deve elevar demanda pelo combustível em 1 bilhão de litros, diz Unica

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/04/2026 11:52

Agro Mistura maior de etanol na gasolina deve elevar demanda pelo combustível em 1 bilhão de litros, diz Unica Proposta de elevar a mistura de 30% para 32% é avaliada em meio à alta nos preços dos combustíveis fósseis em meio à guerra no Irã. Por Reuters

O aumento planejado pelo Brasil na mistura obrigatória de etanol na gasolina, de 30% para 32%, deve elevar a demanda anual de etanol anidro em cerca de 1 bilhão de litros, informou a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) nesta segunda-feira (27).

Na última sexta-feira (24), o governo brasileiro informou que o Conselho Nacional de Política Energética discutirá a proposta em sua próxima reunião, no início de maio. A decisão ocorre em um momento em que o país enfrenta custos mais altos dos combustíveis fósseis, em meio à guerra no Irã.

O Brasil já havia ampliado a mistura de etanol de 27% para 30% em agosto do ano passado. A mudança para a chamada mistura E32 representaria um aumento de 2,4 bilhões de litros na demanda anual em comparação com o E27, de acordo com a Unica.

O aumento do uso de etanol reduziria a dependência das importações de gasolina e melhoraria a previsibilidade do fornecimento de combustível, segundo a Unica.

A expectativa é que uma mistura mais elevada de etanol aumente a destinação da cana-de-açúcar para a produção do biocombustível e impulsione uma expansão já forte do etanol à base de milho.

A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. — Foto: A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. Levantamento do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara aponta que, embora o país não enfrente risco de desabastecimento, a alta global do petróleo e fatores internos seguem pressionando gasolina, etanol e diesel, com reflexos diretos no custo de vida. O Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara segue monitorando os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a fim de avaliar o comportamento do preço dos combustíveis no município e no Brasil.

O aumento planejado pelo Brasil na mistura obrigatória de etanol na gasolina, de 30% para 32%, deve elevar a demanda anual de etanol anidro em cerca de 1 bilhão de litros, informou a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) nesta segunda-feira (27).

Na última sexta-feira (24), o governo brasileiro informou que o Conselho Nacional de Política Energética discutirá a proposta em sua próxima reunião, no início de maio. A decisão ocorre em um momento em que o país enfrenta custos mais altos dos combustíveis fósseis, em meio à guerra no Irã.

O Brasil já havia ampliado a mistura de etanol de 27% para 30% em agosto do ano passado. A mudança para a chamada mistura E32 representaria um aumento de 2,4 bilhões de litros na demanda anual em comparação com o E27, de acordo com a Unica.

“A ampliação da mistura é um caminho que o Brasil já conhece e sabe operar. O etanol permite avançar na segurança energética a partir de uma solução disponível, produzida no país e em larga escala, com ganhos relevantes também do ponto de vista ambiental, ao reduzir as emissões ao longo do ciclo de vida dos combustíveis”, disse o presidente da Unica, Evandro Gussi, em nota.

O aumento do uso de etanol reduziria a dependência das importações de gasolina e melhoraria a previsibilidade do fornecimento de combustível, segundo a Unica.

A expectativa é que uma mistura mais elevada de etanol aumente a destinação da cana-de-açúcar para a produção do biocombustível e impulsione uma expansão já forte do etanol à base de milho.

O setor já possui capacidade instalada suficiente para atender à demanda adicional, considerando tanto o etanol de cana quanto o de milho, além das novas usinas em construção, segundo a Unica.

“Somente a expansão esperada do etanol de milho seria suficiente para absorver esse aumento”, acrescentou a entidade.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Desigualdade salarial: mulheres ganham 21,3% menos que homens, mesmo com alta do emprego

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/04/2026 11:52

Trabalho e Carreira Desigualdade salarial: mulheres ganham 21,3% menos que homens, mesmo com alta do emprego Contratação feminina cresceu 11%, mas diferença salarial persiste, mostra o Relatório de Transparência Salarial do Ministério do Trabalho. Por Rayane Moura — São Paulo

Mulheres ganham, em média, 21,3% menos que homens no setor privado, e a desigualdade não diminuiu entre 2023 e 2025.

Mesmo assim, o emprego feminino cresceu 11% no período (+800 mil vagas), com destaque para mulheres negras, que tiveram alta de 29% (+1 milhão).

A diferença salarial aumentou ao longo dos relatórios recentes e é maior em empresas grandes, cargos mais qualificados e setores como indústria e agropecuária.

No recorte por raça, mulheres negras têm os menores rendimentos, enquanto homens não negros concentram os maiores salários, ampliando a desigualdade.

As mulheres recebem, em média, 21,3% menos que os homens no setor privado do país, segundo o 5º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O levantamento reúne dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e analisou cerca de 53 mil empresas com 100 ou mais empregados, comparando os anos de 2023 a 2025. Apesar do avanço na participação feminina, a diferença salarial não diminuiu e segue presente em todos os setores.

Desde 2023 — primeiro ano após a entrada em vigor da Lei de Igualdade Salarial — o emprego feminino cresceu 11%, passando de 7,2 milhões para 8 milhões de trabalhadoras, um aumento de cerca de 800 mil vagas.

No mesmo período, o número de mulheres negras (pretas e pardas) empregadas cresceu 29%, passando de 3,2 milhões para 4,2 milhões — um aumento de 1 milhão de trabalhadoras.

Também aumentou o número de empresas com maior presença feminina negra. Os estabelecimentos com pelo menos 10% de mulheres negras somaram 21.759 em 2025, alta de 3,6% em relação a 2023. Ainda assim, a desigualdade de renda permanece estável.

A série histórica mostra que a desigualdade vem aumentando. No primeiro relatório, divulgado em março de 2024, a diferença salarial era de 19,4%. No segundo, em setembro, subiu para 20,7%. Em abril de 2025, chegou a 20,9% e, em novembro, a 21,2%. Agora, alcança 21,3%.

Em relação ao salário de admissão, as mulheres passaram a receber, em média, 14,3% menos que os homens em 2025, ante 13,7% em 2023. Na remuneração geral, elas ganham R$ 3.965,94 por mês, enquanto os homens recebem R$ 5.039,68. (veja comparativo abaixo)

A massa de rendimentos das mulheres cresceu de 33,7% para 35,2%, mas ainda está abaixo da participação feminina no emprego, que é de 41,4%. Para alcançar esse patamar, seria necessário um aumento de R$ 95,5 bilhões na renda das mulheres.

“Aumentar a massa em 10,6% teria impacto no consumo das famílias e diminuiria a diferença de rendimentos entre homens e mulheres, mas isso representa custo para as empresas, o que as torna mais resistentes a promover essas mudanças”, ressalta a Subsecretaria de Estatística e Estudos do Trabalho do MTE.

A desigualdade varia de acordo com o porte das empresas. Em companhias menores, com até 250 funcionários, a diferença salarial é menor. Já nas empresas maiores, onde os salários são mais altos, a distância entre homens e mulheres tende a aumentar.

Por ocupação, há maior aproximação entre os salários em funções administrativas, mas os avanços são limitados em cargos de maior qualificação. Entre profissionais de nível superior, por exemplo, houve leve piora na diferença salarial.

A desigualdade também varia entre os setores econômicos. Indústria e agropecuária concentram as maiores diferenças, enquanto comércio e serviços apresentam distâncias menores — ainda assim, negativas para as mulheres em todos os casos.

No campo das políticas internas, houve avanço em iniciativas de apoio. A oferta de jornada flexível passou de 40,6% para 53,9%, enquanto o auxílio-creche cresceu de 22,9% para 38,4%. As licenças-maternidade e paternidade estendidas também avançaram, de 20% para 29,9%.

Ainda assim, essas medidas são menos comuns do que critérios tradicionais de remuneração, como tempo de experiência, metas e planos de carreira. (veja comparativo abaixo)

O levantamento também mostra que cresceu o número de empresas que afirmam promover mulheres, passando de 38,8% para 48,7%. Já as ações de contratação de mulheres em grupos específicos, como pessoas com deficiência, LGBTQIA+ e chefes de família, permaneceram relativamente estáveis.

Por outro lado, houve avanço na contratação de mulheres indígenas, de 8,2% para 11,2%, e de mulheres vítimas de violência, de 5,5% para 10,5%. Apenas 7% dos estabelecimentos afirmam adotar políticas de contratação para mulheres em situação de violência.

Mulheres ganham 21,3% menos que homens, mesmo com alta do emprego — Foto: Surprising Snapshots para Pixabay

No recorte por raça, a desigualdade é ainda mais acentuada. As mulheres negras estão na base da renda, com remuneração média de R$ 3.026,66 e salário contratual mediano de R$ 1.908,79.

Já as mulheres não negras recebem, em média, R$ 5.018,11, com salário contratual mediano de R$ 2.434,51 — valor mais próximo ao dos homens em geral, mas ainda inferior.

Entre os homens, os não negros concentram os maiores rendimentos, com média de R$ 6.560,02 e salário contratual mediano de R$ 2.921,21. Já os homens negros recebem R$ 3.875,52, com salário contratual mediano de R$ 2.211,15.

O levantamento também mostra diferenças regionais. Os estados com menor desigualdade salarial são Acre (91,9%), Piauí (92,1%), Distrito Federal (91,2%), Ceará (90,5%), Pernambuco (89,3%), Alagoas (88,8%) e Amapá (86,9%). Já os maiores níveis de desigualdade foram registrados no Espírito Santo (70,7%), Rio de Janeiro (71,2%) e Paraná (71,3%).

Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que o Brasil poderia ampliar a economia em R$ 382 bilhões com a adoção de políticas para igualdade de gênero — valor que poderia dobrar com a plena equidade entre homens e mulheres.

O Banco Mundial também alerta que, caso as mulheres tivessem as mesmas oportunidades que os homens no mercado de trabalho, o Produto Interno Bruto (PIB) global poderia crescer mais de 20%.

Diante do atual cenário, os ministérios das Mulheres e do Trabalho lançaram em abril do ano passado, o Movimento pela Igualdade no Trabalho. A iniciativa conta com a adesão de empresas e organizações trabalhistas de diversos setores, como o bancário e o industrial.

Além disso, foi publicado no Diário Oficial, o Plano Nacional de Igualdade Salarial e Laboral entre Mulheres e Homens, com vigência até 2027. A finalidade é promover iniciativas que contribuam para reduzir as desigualdades salariais entre mulheres e homens no mundo do trabalho.

A Lei da Igualdade Salarial foi sancionada pelo presidente Lula em julho de 2023, e reforça o direito de homens e mulheres a receberem remuneração igual para trabalho de igual valor, com medidas mais rigorosas para garantir transparência, fiscalização e combate à discriminação no ambiente de trabalho.

Por isso, a legislação obriga empresas com mais de 100 empregados adotar medidas para garantir essa igualdade, incluindo transparência salarial, fiscalização contra discriminação, canais de denúncia, programas de diversidade e inclusão e apoio à capacitação de mulheres.

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Preços do petróleo sobem com impasse nas negociações na guerra entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/04/2026 10:12

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%Oferecido por

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta segunda-feira (27) após as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã travarem.

O barril do tipo Brent avançava 96 centavos, ou 0,9%, a US$ 106,29 por volta das 12h12 (GMT), depois de atingir US$ 108,36 mais cedo, maior nível em três semanas.

Na semana passada, Brent e WTI acumularam altas de quase 17% e 13%, respectivamente — os maiores ganhos semanais desde o início da guerra.

Guerra no Oriente Médio faz governo brasileiro zerar impostos sobre diesel e taxar exportações de petróleo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta segunda-feira (27) após as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã travarem. O fluxo de cargas pelo Estreito de Ormuz segue limitado, mantendo a oferta global apertada.

O barril do tipo Brent avançava 96 centavos, ou 0,9%, a US$ 106,29 por volta das 12h12 (GMT), depois de atingir US$ 108,36 mais cedo, maior nível em três semanas. O petróleo americano WTI subia 63 centavos, ou 0,7%, para US$ 95,03.

🔍 O tipo Brent é a principal classificação de petróleo cru para os mercados europeu e asiático. É a referência utilizada pela Petrobras para definir os preços dos combustíveis no mercado interno. Extraído principalmente no Mar do Norte, classificado como "leve" e "doce" devido à sua baixa densidade e baixo teor de enxofre, o que facilita o refino em gasolina e diesel.

Na semana passada, Brent e WTI acumularam altas de quase 17% e 13%, respectivamente — os maiores ganhos semanais desde o início da guerra.

Segundo fontes do Paquistão, mediador das negociações entre os dois países, as tentativas de aproximação entre EUA e Irã continuam, apesar do fracasso das conversas presenciais. O presidente Donald Trump cancelou uma viagem de seus enviados e disse que o Irã pode telefonar quando quiser negociar.

“O impasse diplomático significa que, todos os dias, entre 10 milhões e 13 milhões de barris deixam de chegar ao mercado internacional, agravando um cenário já apertado. Assim, os preços do petróleo só tendem a subir”, afirmou Tamas Varga, analista da PVM Oil Associates.

Teerã fechou em grande parte o Estreito de Ormuz, enquanto Washington impôs um bloqueio aos portos iranianos. O tráfego pela rota segue reduzido: apenas um navio-tanque de derivados entrou no Golfo no domingo, segundo dados da Kpler.

O Goldman Sachs elevou suas previsões para o quarto trimestre: US$ 90 por barril para o Brent e US$ 83 para o WTI, citando a redução da produção no Oriente Médio.

“Os riscos econômicos são maiores do que nosso cenário-base indica, devido à tendência de alta nos preços do petróleo, aos preços elevados de derivados, ao risco de escassez e à escala sem precedentes desse choque”, disseram analistas do banco, liderados por Daan Struyven, em relatório divulgado no domingo (26).

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