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Ex-CEO da Fox pode comprar a revista New York, diz jornal

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 05/05/2026 14:02

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,117-1,03%Euro ComercialR$ 5,747-1,07%Euro TurismoR$ 6,002-0,94%B3Ibovespa186.887 pts0,69%MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,117-1,03%Euro ComercialR$ 5,747-1,07%Euro TurismoR$ 6,002-0,94%B3Ibovespa186.887 pts0,69%MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,117-1,03%Euro ComercialR$ 5,747-1,07%Euro TurismoR$ 6,002-0,94%B3Ibovespa186.887 pts0,69%Oferecido por

James Murdoch negocia a compra da revista New York e dos podcasts da Vox Media, segundo o “Wall Street Journal”.

O negócio ocorre em meio a dificuldades no setor de mídia digital, com queda de receitas e maior concorrência.

James Murdoch, um dos filhos do fundador do conglomerado de mídia Fox, estaria perto de comprar a revista "New York", segundo reportagem do "Wall Street Journal". O jornal também afirma que o empresário tem interesse nos podcasts do grupo.

Apesar disso, fontes ligadas ao assunto afirmam que a negociação ainda está longe de ser concluída. Segundo as informações, a aquisição está sendo tratada por meio da Lupa Systems, empresa de investimentos fundada por Murdoch em 2019.

Caso avance, a operação ampliará o portfólio de ativos de mídia do empresário e de sua esposa, Kathryn Murdoch, que já inclui participações em iniciativas culturais e jornalísticas.

A possível venda ocorre em um momento desafiador para empresas de mídia digital nos Estados Unidos, que enfrentam pressão crescente no setor.

A negociação envolve dois ativos específicos: a revista "New York" e a divisão de podcasts da empresa. Fundada em 1968, a publicação foi adquirida pela Vox em 2019 e mantém uma edição impressa quinzenal, além de uma forte presença digital.

O título reúne marcas conhecidas, como "The Cut", "Vulture" e "Grub Street", que ajudaram a expandir seu alcance online.

Já a área de podcasts concentra produções apresentadas por jornalistas, acadêmicos e outras figuras públicas, em um formato que ganhou espaço nos últimos anos. O interesse por esse tipo de conteúdo tem crescido, mesmo diante de um ambiente mais difícil para empresas de mídia.

A Vox Media, por sua vez, deve manter outros veículos relevantes em seu portfólio, como "The Verge", "SB Nation" e "Thrillist", que não fazem parte da negociação.

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Nova CNH: brasileiros economizam R$ 1,8 bilhão com curso teórico gratuito, diz ministério

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 12:52

Carros Nova CNH: brasileiros economizam R$ 1,8 bilhão com curso teórico gratuito, diz ministério Desde dezembro de 2025, o curso teórico da CNH pode ser feito gratuitamente online, sem carga horária mínima, e o candidato pode ir direto para a prova teórica no Detran. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Em dezembro de 2025, tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ficou menos burocrático e mais barato. Uma das principais mudanças foi o fim da exigência do curso teórico obrigatório em autoescolas.

Em Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, por exemplo, o candidato precisava pagar cerca de R$ 1 mil apenas para cobrir o custo do curso teórico em uma autoescola.

De acordo com o Ministério dos Transportes, as aulas teóricas e práticas custavam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.

Dados do ministério indicam que 55% da economia total do país está concentrada em seis das 27 unidades da federação — os 26 estados e o Distrito Federal:

Antes das mudanças, o candidato precisava cumprir pelo menos 45 horas de aulas teóricas. Com as novas regras, essa exigência deixou de existir, e o curso teórico passou a não ter carga horária mínima.

Ele pode ser feito tanto em autoescolas quanto em casa, além de escolas públicas de trânsito, instituições especializadas em ensino a distância (EaD) ou órgãos que fazem parte do Sistema Nacional de Trânsito.

Também é possível realizar o curso teórico pelo aplicativo CNH do Brasil ou pelo site do Ministério dos Transportes.

Nesse formato, todo o conteúdo é digital e inclui aulas sobre regras de trânsito, direção defensiva, primeiros socorros e cuidados com o meio ambiente.

Apesar de o curso teórico poder ser gratuito, a prova aplicada ao candidato continua sendo paga. Em São Paulo, por exemplo, o custo é de R$ 52,83. Já em Pernambuco, o valor é menor: R$ 38,17.

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A rede clandestina que contrabandeia tecnologia da Starlink para combater apagão de internet no Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 07:58

Tecnologia A rede clandestina que contrabandeia tecnologia da Starlink para combater apagão de internet no Irã Sahand (nome fictício) conta ao Serviço Mundial da BBC que envia ao Irã terminais de acesso à internet via satélite para que as pessoas possam mostrar "o quadro real" da situação no país. Por BBC

O Irã vive um apagão digital há mais de dois meses. O governo do país mantém um dos mais longos bloqueios nacionais de internet já registrados em todo o mundo.

O apagão atual começou após os ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro.

O acesso à internet havia sido parcialmente restaurado apenas um mês antes dos ataques, após outro apagão digital imposto em janeiro, durante a repressão do regime aos protestos que se espalharam pelo país.

Os aparelhos da Starlink que Sahand envia para o Irã são uma das formas mais confiáveis de escapar do apagão.

Os terminais podem ser acoplados a roteadores e fornecem acesso à internet por conexão com a rede de satélites da empresa SpaceX, de Elon Musk. Eles permitem aos usuários evitar totalmente a internet doméstica iraniana, altamente controlada.

"Se uma só pessoa conseguir ter acesso à internet, acho que tivemos sucesso e que valeu a pena", afirma Sahand.

O iraniano está visivelmente nervoso ao conversar com a BBC, mesmo estando fora do Irã. Ele explica cuidadosamente que faz parte de uma rede de contrabando, que transporta clandestinamente tecnologia de internet via satélite (que é ilegal no Irã) para dentro do país.

Sahand é um nome fictício. Ele receia pelos seus familiares e outros contatos que estão em território iraniano.

"Se eu for identificado pelo regime iraniano, eles poderão fazer as pessoas com quem tenho contato no Irã pagarem o preço", explica ele.

O Irã vive um apagão digital há mais de dois meses. O governo do país mantém um dos mais longos bloqueios nacionais de internet já registrados em todo o mundo.

O apagão atual começou após os ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro.

O acesso à internet havia sido parcialmente restaurado apenas um mês antes dos ataques, após outro apagão digital imposto em janeiro, durante a repressão do regime aos protestos que se espalharam pelo país.

Naquela ocasião, mais de 6,5 mil manifestantes foram mortos e 53 mil foram detidos, segundo a Agência de Notícias Ativistas dos Direitos Humanos (HRANA, na sigla em inglês), com sede nos Estados Unidos.

As autoridades afirmam que o governo desligou a internet durante a guerra por razões de segurança, indicando que o objetivo é evitar vigilância, espionagem e ciberataques.

Sem acesso a fontes de informação independentes, os iranianos dependem dos meios de comunicação estatais, administrados pelo regime ou próximos ao governo — Foto: AFP via Getty Images

Os aparelhos da Starlink que Sahand envia para o Irã são uma das formas mais confiáveis de escapar do apagão.

Os terminais podem ser acoplados a roteadores e fornecem acesso à internet por conexão com a rede de satélites da empresa SpaceX, de Elon Musk. Eles permitem aos usuários evitar totalmente a internet doméstica iraniana, altamente controlada.

Ele conta que ele e outras pessoas da rede compram os aparelhos e "os contrabandeiam pelas fronteiras" em uma "operação muito complexa". Mas ele se recusa a fornecer mais detalhes.

Sahand afirma que já enviou uma dúzia de aparelhos para o Irã desde janeiro e "estamos buscando ativamente outras formas de levar mais".

A organização de defesa dos direitos humanos Witness estimou em janeiro que havia pelo menos 50 mil terminais Starlink no Irã. Mas os ativistas afirmam que o número provavelmente aumentou.

A BBC entrou em contato com a SpaceX para obter mais detalhes sobre o uso da Starlink no país, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

No ano passado, o governo iraniano aprovou leis sujeitando o uso, compra ou venda de aparelhos da Starlink a até dois anos de prisão. E as penas por distribuir ou importar mais de 10 aparelhos podem atingir até 10 anos.

A imprensa afiliada ao Estado iraniano relatou diversos casos de pessoas sendo presas por vender e comprar terminais Starlink, incluindo quatro pessoas (duas delas, estrangeiros) que foram presas no mês passado por "importar equipamento de internet via satélite".

Os meios de comunicação estatais iranianos também noticiaram que algumas das prisões se referem a acusações de posse ilegal de armas e envio de informações para o inimigo.

Manifestantes em Londres participaram dos protestos reivindicando acesso à internet sem restrições no Irã — Foto: SOPA Images/LightRocket via Getty Images/BBC

Mas o mercado para os terminais no Irã persiste, por exemplo, em um canal público do Telegram em idioma persa, chamado NasNet.

Um voluntário de fora do Irã envolvido no canal contou à BBC que foram vendidos cerca de 5 mil terminais Starlink por meio do canal nos últimos dois anos e meio.

O Irã tem um longo histórico de controle da informação, tanto promovendo suas próprias narrativas antiamericanas e anti-israelenses pelos meios de comunicação estatais, quanto restringindo a cobertura das medidas repressivas do regime contra seus críticos.

Durante os protestos de janeiro, mesmo com a internet desligada, houve vazamento de relatos e vídeos de execuções extrajudiciais, prisões e agressões.

As organizações de defesa dos direitos humanos sabem ou acreditam que grande parte dessas informações vieram de pessoas que tiveram acesso às plataformas de redes sociais via Starlink.

Todos os iranianos têm acesso a uma rede doméstica controlada pelo Estado. Nela, operam serviços como bancos, transporte e delivery de alimentos, além da imprensa estatal.

Antes dos apagões, os iranianos também tinham acesso à internet global. Mas muitos sites e serviços como o Instagram, Telegram, YouTube e WhatsApp foram bloqueados e o governo criou preços de acesso superiores aos da rede doméstica.

Muitos iranianos contornaram as restrições usando redes privadas virtuais (VPNs, na sigla em inglês), que conectam os usuários aos sites através de servidores remotos, ocultando suas localizações. Mas a assinatura destes serviços também aumentava os custos.

Agora, com o apagão, apenas algumas autoridades selecionadas e outros indivíduos, incluindo os jornalistas que trabalham para a imprensa estatal, têm acesso à internet sem restrições, usando os chamados "cartões SIM brancos".

Os satélites de propriedade da SpaceX (na foto, sendo transportados por um foguete Falcon 9) são usados pela Starlink para fornecer serviços de internet — Foto: Getty Images via BBC

Em 2022, Elon Musk anunciou a ativação da Starlink no Irã após graves cortes na internet, durante os protestos gerados pela morte de uma mulher iraniana em custódia, Mahsa Amini.

Agora, com as autoridades em busca cada vez mais dos terminais Starlink, Sahand e sua rede aconselham os usuários a empregar VPNs com a tecnologia via satélite, para permanecerem incógnitos. Mas muitas pessoas não podem pagar por este serviço, especialmente em uma época de crise econômica.

Sahand é uma das três pessoas que declararam à BBC que estão envolvidas no transporte clandestino de aparelhos da Starlink.

Ele conta que a operação da qual ele faz parte, incluindo a compra dos terminais, é financiada por iranianos no exterior e por outras pessoas que querem ajudar a fazer os aparelhos chegarem ao país. Sahand afirma que não recebe fundos de nenhum Estado estrangeiro.

Os terminais são enviados para indivíduos que, segundo eles acreditam, irão usar os aparelhos para compartilhar informações em nível internacional.

"As pessoas precisam da internet para poderem compartilhar o que está acontecendo no país", explica Sahand. "Acreditamos que estes terminais devem estar nas mãos de quem realmente precisa deles para fazer a mudança."

Os ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel ao Irã continuaram durante os apagões da internet — Foto: EPA/Shutterstock via BBC

Um grupo de defesa dos direitos digitais, que pede para permanecer incógnito, declarou à BBC estimar que pelo menos 100 pessoas tenham sido detidas pela posse dos terminais.

Sahand afirma que também conhece pessoas que foram presas por terem acesso ou possuírem aparelhos, mas nenhuma delas adquiriu dele o terminal.

Yasmin, cidadã americana-iraniana também com nome fictício, contou à BBC que um homem, seu parente, foi preso no Irã e acusado de espionagem por possuir um terminal Starlink.

A BBC perguntou à Embaixada iraniana em Londres por que apenas algumas pessoas têm autorização de acesso à internet no país e por que as penas pelo uso da Starlink são tão severas, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

Em janeiro, um ministro declarou que cada dia de apagão da internet custa pelo menos 50 trilhões de rials (US$ 35 milhões, cerca de R$ 175 milhões) para a economia do Irã.

O país lançou recentemente um sistema chamado "Internet Pro", que oferece acesso parcial à internet global a algumas empresas. Um homem que trabalha para uma companhia iraniana contou à BBC que recebeu acesso por meio desta iniciativa.

A porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, declarou que a intenção é "manter a conectividade das empresas durante a crise".

Ela também afirmou que o governo "se opõe totalmente à injustiça nas comunicações" e que, assim que as condições voltarem ao normal, "a situação da internet também irá se alterar".

"Os apagões das comunicações são uma clara violação dos direitos humanos e não têm justificativa", declarou ao Serviço Mundial da BBC, em função do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3 de maio), a diretora de defesa e política regional do grupo de defesa dos direitos digitais Access Now, Marwa Fatafta.

Segundo a Access Now, houve 313 apagões em 52 países em 2025, o maior número global desde o início do rastreamento, em 2016.

Cidadãos de Mianmar, Índia, Paquistão, Rússia e Irã vivenciaram o maior número de apagões da internet no ano passado, segundo o grupo de defesa dos direitos digitais.

A diretora-executiva do Centro de Direitos Humanos Abdorrahman Boroumand, Roya Boroumand, afirma que o vácuo informativo no Irã "permite que o Estado transmita sua narrativa, retratando os manifestantes como pessoas violentas ou agentes estrangeiros, enquanto suas vítimas, incluindo aquelas sentenciadas à morte, e as fontes de informação permanecem silenciadas".

"O regime iraniano comprovou que, durante um apagão, eles podem matar", afirma ele. "É super fundamental para os iranianos poder retratar o quadro real da situação."

Ele destaca que as pessoas que se apresentam voluntariamente para ajudar no transporte ilegal dos aparelhos "estão conscientes do risco".

Mas Sahand acrescenta que esta "é uma luta" e que "sentimos que precisamos intervir e ajudar, de alguma forma".

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Ex-chefe do WhatsApp no Brasil cria ONG para denúncias contra big techs; entenda como funciona

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 05:44

Tecnologia Ex-chefe do WhatsApp no Brasil cria ONG para denúncias contra big techs; entenda como funciona Iniciativa oferece apoio jurídico gratuito a usuários e abre espaço para denúncias anônimas de funcionários de grandes empresas de tecnologia sobre práticas de interesse público. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Iniciativa foi criada por ex-diretora do WhatsApp no Brasil após saída da Meta em 2025, quando Zuckerberg anunciou o fim da checagem de fatos.

O Brasil acaba de ganhar uma ONG voltada a receber denúncias contra big techs. A CTRL+Z permite que usuários que tiveram problemas com plataformas como Instagram, Facebook, Google e X registrem seus casos e tenham acesso a suporte de advogados sem custo.

A iniciativa também abre espaço para que funcionários dessas empresas façam denúncias e revelem práticas que ainda não vieram a público.

🔎 O que são big techs? O termo, em inglês, se refere às grandes empresas de tecnologia. Fazem parte desse grupo companhias como Apple, Amazon, Google, Microsoft e Meta (dona de Facebook, Instagram e WhatsApp). Em comum, elas dominam o mercado digital, concentram milhões de usuários e estão entre as maiores empresas do mundo.

Por enquanto, a iniciativa está em fase de testes, o que significa que o suporte ainda pode demorar, segundo as responsáveis pela ONG, as jornalistas Tatiana Dias e Daniela da Silva.

Daniela era chefe de políticas públicas do WhatsApp no Brasil e deixou a empresa após Mark Zuckerberg anunciar o fim do programa de checagem de fatos na companhia. (saiba mais abaixo)

Em conversa com o g1, Daniela afirmou que o objetivo da CTRL+Z é criar uma cultura de responsabilização das big techs. Segundo ela, a ONG busca parcerias e já conta com uma equipe de advogados para atuar nos casos.

"E já surgiram ofertas. Começamos a receber várias mensagens de escritórios de advocacia interessados em fechar parceria", disse.

É possível fazer uma denúncia gratuitamente pelo site oficial da ONG (https://ctrlz.org.br/add/). Segundo as responsáveis, as vítimas podem relatar casos como encerramento de conta sem aviso, perfil falso, vazamento de dados pessoais, bloqueio temporário injustificado ou perda de acesso, por exemplo, em situações de conta hackeada.

Daniela citou como exemplo o caso de uma pessoa que teve uma conta do Google, usada há 20 anos, suspensa de forma equivocada, segundo ela, sob suspeita de uso de imagem de exploração infantil.

Ela explica que, por causa do login único da empresa, a suspensão da conta principal pode levar à perda de acesso a diversas plataformas e ferramentas essenciais. "Além dos prejuízos financeiros, pois muita atividade econômica hoje está diretamente ligada a essa presença online", afirmou. Segundo ela, após a atuação da ONG, o acesso foi recuperado.

🗣️ Para denunciar, no site oficial tem um formulário onde as vítimas devem informar o nome da plataforma e descrever o problema, relatando o que aconteceu, se houve contato com a empresa e se teve respostas. 🔍Também é possível anexar provas e fornecer dados pessoais, como nome, cidade e e-mail. Ao final, a pessoa pode indicar se autoriza o contato de um advogado para tirar dúvidas e prestar auxílio, além de decidir se permite ou não a divulgação pública do caso.

Segundo as fundadoras, a ONG preferiu não usar formulários de big techs, como Google Forms e Microsoft Forms, para impedir que essas empresas tenham acesso ao conteúdo das denúncias. Por isso, utiliza um sistema com criptografia de ponta a ponta, uma camada de proteção em que apenas remetente e destinatário conseguem acessar as informações enviadas.

Já o #VazaBigTech é o programa criado pela ONG para incentivar funcionários de big techs a denunciar casos de interesse público. Embora a plataforma possa ser acessada por navegadores comuns, as fundadoras destacam que o nível máximo de segurança e anonimato só é garantido com o uso do navegador Tor, que dificulta o rastreamento na internet.

O objetivo é reunir relatos, documentos e informações sobre decisões consideradas arbitrárias ou negligências com potencial interesse público.

Tatiana Dias afirma que a ferramenta permite o envio de denúncias anônimas. Nesse caso, "nem a gente tem como saber quem é", diz, ressaltando que a identidade da fonte permanece protegida.

Daniela da Silva deixou a Meta no início de 2025. Ela era diretora de políticas públicas do WhatsApp no Brasil e atuou no cargo entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2025.

A saída dela ocorreu após Mark Zuckerberg anunciar, em um vídeo, o fim da checagem de fatos nos EUA. Na ocasião, o executivo também disse que a Meta passaria a pressionar governos, em parceria com a administração Trump, contra o que classificou como tentativas de censura a companhias americanas.

Ao g1, Daniela disse que já havia sinais de aproximação da Meta com o governo Trump, mas que a forma como isso se concretizou internamente, por meio do vídeo de Zuckerberg, foi uma surpresa. Ela disse que ficou sabendo da mudança "junto com todo mundo", ou no máximo uma hora antes da divulgação ao público.

A brasileira expôs sua indignação em uma publicação no LinkedIn, onde também anunciou sua demissão.

"A velocidade e a intensidade dessa virada retórica da Meta, e a adesão a uma base ideológica tão distinta dos valores que orientavam meu o trabalho até então (pensando nas medidas de integridade e segurança implementadas no WhatsApp nos últimos anos), isso simplesmente não é algo que eu possa compreender, muito menos apoiar", escreveu ela no LinkedIn.

Daniela afirmou ao g1 que sua saída não foi planejada. "Foi inesperada e eu não tinha exatamente um plano do que fazer depois, eu não estava saindo de uma empresa indo para outra".

Ela também disse que a decisão de deixar a Meta e criar uma ONG foi motivada pela percepção de que há insatisfação dentro das big techs. "Muitos funcionários dessas empresas pensam diferente do que a companhia defende e estão preocupados, mesmo trabalhando lá dentro".

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Como sementes usam o som da chuva para decidir quando germinar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 03:51

Agro Como sementes usam o som da chuva para decidir quando germinar Estudo mostra que vibrações das gotas podem servir de sinal de alerta e acelerar crescimento das plantas. Pesquisa oferece primeira evidência direta de que sementes agem com base em sons. Por Richard Connor

Pesquisadores do MIT descobriram que sementes de arroz germinam mais rapidamente quando expostas ao som da chuva.

As vibrações acústicas das gotas de chuva tiram as sementes do estado de dormência e fazem com que brotem mais cedo.

Os resultados foram publicados na revista científica Scientific Reports, oferecendo a primeira evidência direta de que sementes de plantas podem perceber sons e agir com base neles.

Os pesquisadores expuseram milhares de sementes de arroz a gotas de água em um ambiente controlado, simulando chuvas de diferentes intensidades.

As sementes expostas ao som da queda das gotas germinaram de 30% a 40% mais rápido do que as que foram mantidas em silêncio.

O som da chuva pode funcionar como um sinal de alerta para sementes à espera de germinar. É o que indica o trabalho de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.

Na prática, é como se as sementes sentissem ou "ouvissem" a chuva por meio das vibrações que ela produz. Os cientistas descobriram que algumas delas germinam mais rapidamente por causa disso..

Para chegar à conclusão, os pesquisadores do MIT realizaram testes com sementes de arroz. Eles descobriram que as vibrações acústicas das gotas de chuva tiraram as sementes do estado de dormência e fizeram com que brotassem mais cedo do que ocorreria em outras condições.

Os resultados foram publicados na revista científica Scientific Reports, oferecendo a primeira evidência direta de que sementes de plantas podem perceber sons e agir com base neles.

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Os pesquisadores expuseram milhares de sementes de arroz a gotas de água em um ambiente controlado, simulando chuvas de diferentes intensidades, de leves a fortes. As sementes ficaram submersas em água rasa — condições típicas do cultivo de arroz.

As sementes expostas ao som da queda das gotas germinaram de 30% a 40% mais rápido do que as que foram mantidas em silêncio.

Tudo se resume à física. Quando uma gota de chuva atinge a água ou o solo, a pressão que ela provoca cria vibrações ou ondas de pressão, que se propagam e podem ser percebidas como som. Na água, essas vibrações podem ser particularmente intensas.

Nicholas Makris, pesquisador do MIT e coautor do estudo, compara as ondas de pressão captadas pelas sementes, a apenas alguns centímetros do impacto de uma gota de chuva, ao som que uma pessoa ouve "a poucos metros de um motor a jato no ar".

Leia também: Áreas de arroz e feijão param de cair, após perderem espaço para soja e milho por 16 anos

Sabe-se que as plantas respondem a uma variedade de estímulos ambientais. Algumas reagem ao toque, outras a substâncias químicas, e a maioria, à luz. A ciência também já estabeleceu também que elas podem ser capazes de perceber a gravidade.

No caso das gotas de chuva, a ideia de que as plantas "ouvem" sugere que existe uma parte da planta que está "escutando” e agindo de forma cognitiva com base no que "ouve”. E há um certo fundo de verdade.

Outros estudos sugerem que sementes de plantas podem ter "centros de decisão", que funcionam como pequenos "cérebros vegetais".

"Sabemos que as plantas são verdadeiros organismos vivos”, explica Frantisek Baluska, professor emérito de fisiologia vegetal e biologia celular vegetal da Universidade de Bonn. "As plantas estão emergindo como organismos cognitivos."

Assim como na ideia de plantas ouvirem a chuva, as plantas não pensam da mesma forma que nós, humanos, entendemos o "pensar". Mas é possível, segundo Baluska, que as sementes decidam sobre a germinação com base numa forma de "avaliação cognitiva".

Os autores do estudo acreditam que as vibrações atuam sobre pequenas estruturas internas conhecidas como estatólitos. As organelas densas, semelhantes a grãos de areia, estão presentes dentro das células vegetais e ajudam a detectar a gravidade.

Os estatólitos se depositam no fundo das células, permitindo que a semente saiba qual é o sentido de cima e de baixo — assim, as raízes crescem para baixo e os caules crescem para cima.

No entanto, a pesquisa da equipe sugere que a energia das vibrações induzidas pela chuva interfere no funcionamento normal dos estatólitos.

Sementes que respondem a essas vibrações provavelmente estão próximas da superfície, onde há umidade disponível, mas não tão profundas a ponto de os brotos emergentes não conseguirem alcançar a luz.

Isso significa que o som da chuva pode ajudá-las a avaliar se estão em uma posição ideal para crescer.

"A audição humana é adaptada para ser vantajosa aos seres humanos”, diz Makris. "O que descobrimos é que as sementes e mudas das plantas fazem algo que aparentemente também é vantajoso para elas."

Segundo ele, é provável que sementes de outras plantas respondam ao som da chuva de maneira semelhante.

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Elon Musk pagará multa de US$ 1,5 milhão por não divulgar compra de ações do Twitter

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 01:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%Oferecido por

Elon Musk chega ao tribunal para o julgamento contra a OpenAI. — Foto: Godofredo A. Vásquez/AP Photo

Elon Musk fechou um acordo na ação civil movida pela Securities and Exchange Commission (SEC), que acusava o acusa de demorar para divulgar suas primeiras compras de ações do Twitter (atual X), em 2022.

Um fundo em nome de Musk pagará uma multa civil de US$ 1,5 milhão, segundo o acordo divulgado nesta segunda-feira (4) em um tribunal federal de Washington, D.C.

🔎 A Securities and Exchange Commission (SEC) é a agência do governo dos Estados Unidos responsável por regular e fiscalizar o mercado financeiro.

Musk não admitiu irregularidades e não terá que devolver os US$ 150 milhões que supostamente economizou com o atraso. O acordo ainda precisa ser aprovado pela juíza distrital Sparkle Sooknanan, que em fevereiro rejeitou o pedido de Musk para encerrar o caso.

A decisão encerra mais de sete anos de disputas entre Musk e o regulador, iniciadas em setembro de 2018, quando a SEC o acusou de fraude por publicar que havia garantido financiamento para fechar o capital da Tesla.

Musk resolveu aquele caso pagando US$ 20 milhões, permitindo que advogados da Tesla revisassem alguns de seus posts no Twitter e deixando o cargo de presidente do conselho da empresa.

“O sr. Musk agora foi inocentado de todas as questões relacionadas ao atraso no envio de formulários na aquisição do Twitter, como dissemos desde o início”, afirmou seu advogado, Alex Spiro, em nota.

Na ação de janeiro de 2025, a SEC afirmou que o atraso de 11 dias na divulgação da participação inicial de 5% no Twitter, no fim de março e início de abril de 2022, permitiu a Musk comprar mais de US$ 500 milhões em ações a preços artificialmente baixos, antes de revelar uma fatia de 9,2%.

O órgão defendia que Musk pagasse multa e devolvesse os US$ 150 milhões supostamente economizados às custas de investidores.

Musk alegou que o atraso foi involuntário e acusou a SEC de violar sua liberdade de expressão ao persegui-lo.

A ação foi apresentada seis dias antes de o ex-presidente Joe Biden deixar a Casa Branca e ser substituído por Donald Trump. O atual presidente da SEC, Paul Atkins, tem redirecionado as prioridades do órgão.

“É um dia embaraçoso para a SEC”, disse Amanda Fischer, ex-chefe de gabinete de Gary Gensler. Segundo ela, o acordo “deveria levar o público a questionar se a SEC está protegendo aliados da Casa Branca em detrimento de investidores comuns”.

Musk liderou o Departamento de Eficiência Governamental no governo Trump, voltado à redução de custos, antes de deixar o cargo em maio passado.

Robert Frenchman, sócio do escritório Dynamis, em Nova York, disse que a multa de US$ 1,5 milhão é “modesta para a pessoa mais rica do planeta”, mas pode desestimular violações semelhantes.

“É uma mensagem ao mercado de que as regras se aplicam a todos, inclusive a Elon Musk”, afirmou.

Musk concluiu a compra do Twitter por US$ 44 bilhões em outubro de 2022. Posteriormente, integrou o Twitter à sua empresa de inteligência artificial xAI e, depois, incorporou a xAI à sua empresa espacial SpaceX. A revista Forbes estima que Musk tenha patrimônio de US$ 789,9 bilhões.

As duas partes informaram em 17 de março que estavam em negociações para um acordo, um dia após a chefe de fiscalização da SEC, Margaret Ryan, deixar o cargo após pouco mais de seis meses.

A saída ocorreu após divergências com outros líderes da agência sobre a condução de casos, segundo fontes. Um advogado de Ryan não respondeu imediatamente a pedidos de comentário.

A multa aplicada a Musk é a maior já imposta pela SEC para esse tipo de infração, segundo uma fonte com conhecimento do acordo.

O caso é separado de outra ação civil, na qual um júri de San Francisco considerou Musk responsável, em 20 de março, por fraudar acionistas do Twitter após anunciar a compra da empresa.

Os acionistas alegaram que Musk questionou a quantidade de contas falsas e de spam na plataforma, os chamados bots, para forçar uma renegociação do preço ou desistir da aquisição.

Segundo eles, as declarações derrubaram o valor das ações, causando prejuízos. As perdas podem chegar a US$ 2,5 bilhões.

Os advogados de Musk, incluindo Spiro, pedem a anulação da decisão ou um novo julgamento, classificando o veredito como “resultado de viés e preconceito contra um réu polarizador”.

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Corpus Christi é feriado? Veja em quais capitais a data garante folga

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 00:55

Trabalho e Carreira Corpus Christi é feriado? Veja em quais capitais a data garante folga Embora seja ponto facultativo nacional, municípios podem decretar a data como feriado religioso. Confira a lista e o calendário. Por Redação g1 — São Paulo

Corpus Christi é celebrado em 4 de junho, uma quinta-feira. A data é considerada ponto facultativo nacional, ou seja, estados e municípios podem decretá-la como feriado religioso.

Nas cidades onde Corpus Christi é feriado, a regra geral é a dispensa do trabalho. Caso o funcionário seja escalado, tem direito a receber em dobro ou a uma folga compensatória.

Das 27 capitais brasileiras, 19 decretaram Corpus Christi como feriado, 4 adotaram o ponto facultativo e 4 ainda não publicaram decretos sobre o assunto.

Após o feriado do Dia do Trabalhador, na sexta-feira (1º de maio), que rendeu a muitos um descanso prolongado de três dias, já há quem esteja de olho no próximo período de folga.

Ao todo, ainda restam seis feriados nacionais em 2026 – e cinco deles podem ser emendados, prolongando os dias de descanso.

A oportunidade mais próxima é o Corpus Christi, em 4 de junho. A data cai em uma quinta-feira e é considerada ponto facultativo nacional, ou seja, estados e municípios podem decretá-la como feriado religioso, desde que haja regulamentação local — o que pode permitir a emenda e prolongar o descanso.

Nas cidades onde Corpus Christi é feriado, a regra geral é a dispensa do trabalho. Caso o funcionário seja escalado, tem direito a receber em dobro ou a uma folga compensatória.

Das 27 capitais brasileiras, 19 decretaram Corpus Christi como feriado, 4 adotaram o ponto facultativo e 4 ainda não publicaram decretos sobre o assunto. (veja a lista abaixo)

Macapá (AP)Manaus (AM)Salvador (BA)Fortaleza (CE)Brasília (DF)Vitória (ES)Goiânia (GO)São Luís (MA)Cuiabá (MT)Campo Grande (MS)Belo Horizonte (MG)Curitiba (PR)Teresina (PI)Rio de Janeiro (RJ)Natal (RN)Boa Vista (RR)Florianópolis (SC)São Paulo (SP)Aracaju (SE)

Corpus Christi: ruas do país ganham tapetes coloridos confeccionados por fiéis — Foto: Reprodução/TV Globo

Em dias de ponto facultativo, os servidores públicos são dispensados do trabalho sem prejuízo na remuneração. Essa medida costuma ser adotada em dias úteis que ficam entre feriados e fins de semana.

No setor privado, como a data é considerada ponto facultativo e não feriado, as empresas não são obrigadas a dispensar seus funcionários.

Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano.

Depois de Corpus Christi, que é ponto facultativo nacional, os próximos feriados são 7 de setembro (Independência do Brasil) e 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida).

Ambos caem em uma segunda-feira e podem render um descanso prolongado para quem folga aos fins de semana.

7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira)12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira)2 de novembro, Finados (segunda-feira)15 de novembro, Proclamação da República (domingo)20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira)25 de dezembro, Natal (sexta-feira)

4 de junho, Corpus Christi (quinta-feira)5 de junho (sexta-feira)28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira)24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira)31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira)

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Doris Fisher, cofundadora da rede Gap, morre aos 94 anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 23:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%Oferecido por

Foto de arquivo da primeira-dama da Califórnia, Anne Gust Brown (à esquerda) ao lado de Doris Fisher, fundadora da rede de lojas de roupas Gap Inc. — Foto: Hector Amezcua/Pool/Reuters

Doris Fisher, que cofundou a icônica rede de roupas Gap Inc. em 1969 ao lado de seu marido Don Fisher, morreu aos 94 anos. Fisher morreu no sábado (2) cercada por sua família, confirmou um porta-voz da empresa na segunda-feira. A companhia, com sede em San Francisco, não informou a causa da morte.

O casal fundou a Gap após uma experiência frustrante de compra, quando Don Fisher não conseguiu encontrar um jeans que servisse, segundo a varejista. Eles abriram uma pequena loja na Ocean Avenue, em San Francisco.

Inicialmente, apenas jeans masculinos da Levi's e fitas de música eram vendidos. Com o tempo, a marca se tornou a base de um império global do varejo e ajudou a moldar a moda americana com foco em roupas casuais simples, como calças cáqui, jeans, camisetas e conjuntos de suéter.

A rede se expandiu posteriormente para outras marcas, como Banana Republic e Old Navy, e hoje gera mais de US$ 15 bilhões em vendas globais.

Fisher atuou como responsável pela área de moda da empresa por quase quatro décadas, enquanto seu marido cuidava do lado empresarial. Segundo a companhia, foi ela quem criou o nome da marca, com a ideia de reduzir o “gap geracional” entre pais e filhos. Don Fisher morreu em 2009.

“Simplesmente não há igual a Doris Fisher”, afirmou o CEO e presidente da Gap, Richard Dickson, em comunicado divulgado na segunda-feira (4).

“Ela foi uma verdadeira original. Doris foi parceira integral na fundação da empresa e uma empreendedora pioneira em uma época em que isso era altamente incomum para mulheres. Ela entendia de perto o valor da autoexpressão, diversidade e inclusão.”

Dickson, que lidera um processo de recuperação da empresa após anos de queda nas vendas, disse ainda que Fisher “trabalhou incansavelmente para garantir que a Gap fosse mais do que uma vendedora de roupas”.

Os Fishers também atuaram em iniciativas filantrópicas. O casal reuniu uma das maiores coleções privadas de arte moderna e contemporânea dos Estados Unidos. Em 2009, a família doou mais de 1.100 obras ao San Francisco Museum of Modern Art, uma das maiores doações do tipo.

Doris Fisher também defendia o acesso à educação para estudantes de baixa renda. Ela integrou o conselho do Knowledge Is Power Program, uma rede de escolas charter voltada a ampliar oportunidades para alunos em situação de vulnerabilidade.

Nascida em San Francisco em 1931 como Doris Feigenbaum, cresceu em uma família “marcada por valores de empreendedorismo, cultura e serviço comunitário”, segundo a empresa. Formou-se em economia pela Stanford University em 1953.

Ela deixa três filhos – Robert, William e John — que deram continuidade aos compromissos empresariais e filantrópicos da família, além de 10 netos e 13 bisnetos.

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Terras Raras: relator propõe fundo com participação da União e incentivo fiscal para processar minério no país

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 20:44

Política Terras Raras: relator propõe fundo com participação da União e incentivo fiscal para processar minério no país Texto está na pauta da Câmara desta semana. União participará com até R$ 2 bilhões em fundo para estimular projetos na área. Crédito fiscal será proporcional à agregação de valor. Por Luiz Felipe Barbiéri, Guilherme Balza, g1 e GloboNews — Brasília

O relator do projeto que regulamenta a exploração de minerais críticos e estratégicos, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), apresentou nesta segunda-feira (4) um relatório que autoriza a criação de um fundo garantidor de até R$5 bilhões para estimular projetos na área.

O texto teve a urgência aprovada e está na pauta da Câmara dos Deputados desta semana, com previsão para ser analisado na terça-feira (5).

O texto autoriza a União a criar um fundo, do qual participará como cotista, no limite de R$2 bilhões. O fundo terá natureza privada.

Também serão cotistas outras empresas que tiverem receita a partir da pesquisa, lavra, beneficiamento e transformação dos minerais críticos e estratégicos.

O relator do projeto que regulamenta a exploração de minerais críticos e estratégicos, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), apresentou nesta segunda-feira (4) um relatório que autoriza a criação de um fundo garantidor de até R$5 bilhões para estimular projetos na área.

O texto teve a urgência aprovada e está na pauta da Câmara dos Deputados desta semana, com previsão para ser analisado na terça-feira (5).

💰 O texto autoriza a União a criar um fundo, do qual participará como cotista, no limite de R$2 bilhões. O fundo terá natureza privada.

🚜 Também serão cotistas outras empresas que tiverem receita a partir da pesquisa, lavra, beneficiamento e transformação dos minerais críticos e estratégicos.

“Esse fundo é muito importante. Quando recentemente o BNDES fez uma chamada sobre projetos vinculados a processamento e beneficiamento de minerais críticos, o volume foi muito significativo”, afirmou o relator.

Mina de terras raras em Minaçu (GO) é alvo de acordo bilionário entre empresa brasileira e americana; operação prevê expansão da produção e fornecimento por 15 anos — Foto: Divulgação/Serra Verde

O governo pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que tente aprovar nessa semana o projeto sobre as terras raras e um projeto sobre o excedente de arrecadação com a alta do petróleo, em função da alta nos preços nos últimos dias.

Segundo fontes do governo, Lula quer chegar na reunião com Donald Trump, esta semana em Washignton, com o projeto das terras raras aprovado pelos deputados, pelo menos. O governo apoia o texto de Arnaldo Jardim.

Motta disse ao governo que vai avaliar a viabilidade. Argumentou que ainda está na fase de construção dos relatórios e que não poderia garantir que o texto fosse votado ainda esta semana.

Conforme o relator, o projeto cria condicionantes para desestimular a exportação de commodities e incentivar o processamento e agregação de valor no Brasil.

O texto não define, mas segundo o relator, abre a possibilidade de ser criar impostos para inibir a exportação

“Isso não é uma novidade. Hoje, pela legislação, o governo tem a possibilidade de estabelecer imposto sobre exportação. A legislação permite. Isso pode ser visto (Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos – CMCE) pontualmente para alguns minerais e outros não”, disse Jardim.

De acordo com o relator, os créditos podem ser concedidos para empresas que firmem contrato de longo prazo, de no mínimo cinco anos.

Somente terão acesso aos créditos os projetos considerados prioritários e o percentual do crédito fiscal concedido poderá ser proporcional à agregação de valor na cadeia dos minerais.

concentrados;concentrados em grau bateria;concentrados em grau adequado para a produção de ímãs permanentes para motores elétricos.

O texto fixa o que considera princípios de soberania nacional, da supremacia do interesse público e da segurança jurídica.

Segundo a proposta, o Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), instituído pelo projeto, fará uma análise prévia de operações societárias que impliquem a venda de mineradoras que atuam em áreas de minerais críticos e estratégicos.

contratos, acordos ou parcerias internacionais que envolvam fornecimento dos minerais críticos e estratégicos em condições que possam afetar a segurança econômica ou geopolítica do Brasil; alienação, cessão ou oneração de ativos minerais críticos e estratégicos pertencentes, direta ou indiretamente, à União.

As chamadas terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos essenciais para o funcionamento de uma série de produtos modernos.

Conforme o texto, a lista de minerais será elaborada pelo Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos e revisada a cada 4 anos.

Apesar do nome, elas não são exatamente raras: estão espalhadas pelo mundo, mas geralmente em baixas concentrações, o que torna a extração economicamente desafiadora.

As terras raras fazem parte de um grupo mais amplo conhecido como minerais críticos. Entre eles estão o lítio, o cobalto, o níquel e o grafite, fundamentais para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores.

Esses minerais se tornaram ainda mais vitais para a economia global, porque podem ser usados no contexto da transição energética, incluída a mobilidade de baixo carbono, e do avanço da inteligência artificial e da digitalização das empresas.

Hoje, cerca de 70% da produção global de terras raras está concentrada na China, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A principal mina do mundo é Bayan Obo, no norte do país.

Atualmente, o Brasil tem a maior reserva de nióbio do mundo, é o segundo em reservas de grafita, segundo em terras raras, com 21 milhões de toneladas e o terceiro maior em reservas de níquel.

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‘Tarde demais’: Trump publica imagem do presidente do banco central dos EUA sendo jogado no lixo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 18:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%Oferecido por

Donald Trump publicou, nesta segunda-feira (4), uma imagem de Jerome Powell caindo dentro de uma lata de lixo.

A relação entre Powell e o presidente norte-americano foi um verdadeiro cabo de guerra. Desde que o republicano tomou posse de seu segundo mandato, em janeiro de 2025, não poupou críticas ao banqueiro.

Trump insistiu diversas vezes em juros menores nos EUA, enquanto Powell se manteve resiliente às pressões. Em um ano e cinco meses, promoveu apenas três reduções — a última em dezembro do ano passado.

Pouco menos de uma semana após a última decisão de juros de Jerome Powell à frente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Donald Trump publicou, nesta segunda-feira (4), uma imagem de Powell caindo dentro de uma lata de lixo.

"“Tarde demais” é um DESASTRE para os EUA! Juros altos demais!", escreveu Trump na Truth Social.

LEIA MAIS: Fed mantém juros dos EUA na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano em última decisão com Powell na presidência

A relação entre Powell e o presidente norte-americano foi um verdadeiro cabo de guerra. Desde que o republicano tomou posse de seu segundo mandato, em janeiro de 2025, não poupou críticas ao banqueiro.

Trump insistiu diversas vezes em juros menores nos EUA, enquanto Powell se manteve resiliente às pressões. Em um ano e cinco meses, promoveu apenas três reduções — a última em dezembro do ano passado.

Trump criticou a decisão do Fed de manter os juros estáveis e afirmou que a instituição estaria “muito melhor se cortasse as taxas”.

No chamado “Dia da Libertação”, defendeu que juros menores ajudariam a economia a lidar com novas tarifas de importação.

Durante o primeiro encontro presencial na Casa Branca, Trump disse a Powell que ele cometia um “erro” ao não reduzir os juros.

Resposta de Powell: Ressaltou que decisões sobre a política monetária dependeriam apenas de dados econômicos e reafirmou em comunicado que o Fed age “conforme determina a lei… isento de influência política”.

Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017. — Foto: REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo

Trump intensificou ataques em redes sociais, chamando Powell de “burro” e “teimoso”, e sugeriu que o Congresso deveria agir contra ele.

Resposta de Powell: Em audiência no Congresso, ignorou os ataques pessoais e disse que “não precisamos ter pressa” para reduzir os juros devido à incerteza inflacionária.

Trump chamou Powell de “estúpido” e “cabeça oca”, afirmando que a política monetária estava “prejudicando as pessoas”.

Referiu-se a Powell como “chefe incompetente do Fed” e “cara ruim”, afirmando que ele sairia do cargo em poucos meses.

A Casa Branca classificou Powell como “mula de teimosia” por não reduzir as taxas enquanto a inflação permanecia acima da meta.

O conflito atingiu um novo patamar com a abertura de investigação criminal pelo Departamento de Justiça (DOJ) contra Powell, por suposta má administração e mentiras ao Congresso sobre reformas nos prédios do Fed.

Trump negou envolvimento direto na ação do DOJ, mas criticou Powell: “ele certamente não é muito bom no Fed e não é muito bom na construção de edifícios”.

Resposta de Powell: Em vídeo, acusou o governo de usar a investigação como “pretexto” para intimidação política e afirmou que “a ameaça de processos criminais é consequência do Fed definir as taxas com base no interesse público, não nas preferências do presidente”.

Trump disse à Reuters que não tinha planos imediatos de demitir Powell, mas que era “muito cedo” para decidir.

Após o Fed manter os juros entre 3,50% e 3,75%, Trump chamou Powell de “idiota” e disse que ele estava “prejudicando o país e a segurança nacional”, afirmando ainda que o Fed “está custando aos Estados Unidos centenas de bilhões de dólares por ano em juros totalmente desnecessários”.

Trump anunciou que indicaria um sucessor para Powell, cujo mandato termina em maio, com Kevin Warsh como principal cotado.

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