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Inteligência Artificial já reduz emprego entre jovens no Brasil e ameaça formação profissional

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 03:44

Trabalho e Carreira Inteligência Artificial já reduz emprego entre jovens no Brasil e ameaça formação profissional Pesquisa no Brasil indica queda nas chances de emprego para jovens em setores mais expostos à IA, tendência semelhante à observada em países desenvolvidos, onde vagas iniciais já recuam. Por RFI

Estudo realizado no Brasil confirma que a inteligência artificial já afeta o emprego e a renda dos jovens.

Universidades como a prestigiosa Stanford previam que os recém-ingressos no mercado de trabalho estariam entre os mais atingidos pelo desenvolvimento da IA generativa.

A pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) verificou que os jovens de 18 a 29 anos que atuam nos setores mais vulneráveis aos impactos da chegada da tecnologia têm quase 5% menos chances de conseguir um emprego do que antes da IA.

Os profissionais com mais experiência e na etapa final da carreira parecem poupados – pelo menos por enquanto.

Um estudo realizado no Brasil confirma que a inteligência artificial já afeta o emprego e a renda dos jovens. Universidades como a prestigiosa Stanford previam que os recém-ingressos no mercado de trabalho estariam entre os mais atingidos pelo desenvolvimento da IA generativa.

A pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) verificou que os jovens de 18 a 29 anos que atuam nos setores mais vulneráveis aos impactos da chegada da tecnologia têm quase 5% menos chances de conseguir um emprego do que antes da IA.

“Eles estão, justamente, em trabalhos que trabalhadores mais seniores usam para tomar as suas decisões. Você precisa de um jovem para montar uma tabela, um gráfico, escrever um resumo”, aponta Daniel Duque, pesquisador-associado do Ibre.

“São trabalhos que podem até ser qualificados e exigir algum tipo de qualificação, mas são um tanto mais burocráticos e são os mais facilmente substituídos pela IA, que pode fazer as coisas mais rápido, mais barato e, muitas vezes, melhor.”

Os profissionais com mais experiência e na etapa final da carreira parecem poupados – pelo menos por enquanto.

A ánalise dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou que as faixas de 30 a 44 anos e de 45 a 59 anos foram pouco ou nada afetadas.

Os cargos “sêniores” envolvem mais responsabilidade, capacidade de análise e tomada de decisão que, mesmo nas áreas mais vulneráveis, estão menos suscetíveis à substituição pela IA, salienta Duque.

Já para os jovens, os impactos começaram a ser sentidos no ano seguinte ao surgimento da inteligência artificial generativa de massa, com o chatGPT, no fim de 2022, e se aprofundaram em 2024 e 2025, com a aparição de outros robôs, como Claude e Gemini.

“Um dos aspectos dessa grande mudança que a gente está vendo é que a adoção da IA está sendo mais rápida do que a adoção de várias outras tecnologias no passado. Tanto o computador, quanto a internet foram sendo adotadas muito mais lentamente do que a IA está sendo, e é por isso que o efeito no mercado de trabalho está sendo muito rápido.”

Nos países desenvolvidos, onde a automatização do trabalho é mais acelerada, o recrutamento de jovens desenvolvedores já chegou a cair até 20%, constataram pesquisadores do Laboratório de Economia Digital de Stanford, no Estados Unidos, em novembro de 2025.

]Na França, um estudo publicado em março pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (Insee) revelou números semelhantes, mostrando que as empresas europeias já delegam à IA uma parte do trabalho que costumava ser realizado pelos “júniores”, como tratamento de dados e redação.

“O Brasil está um pouco menos exposto do que os países desenvolvidos, mas existem as questões da substituibilidade, que é o quanto a pessoa é altamente substituível pela IA, e da complementaridade, ou seja, o quanto o trabalho dela é complementar ao da IA. Nisso, o Brasil está um pouco pior, porque entre as ocupações expostas, há um maior grau de exposição por substituição”, aponta Daniel Duque.

A razão é a baixa qualificação da mão de obra no país: para ser complementar à IA, é preciso ter o domínio da tecnologia.

Na França, a Associação Nacional de Recursos Humanos (ANDRH) notou, ainda, que algumas empresas têm optado por diminuir o número de estagiários e, no lugar, incentivar os funcionários a aumentar o uso da inteligência artificial.

O risco, nestes casos, é que a longo prazo os futuros empregados sêniores tenham menos competências.

“É um problema grande, porque é muito bem documentado que essas primeiras experiências no mercado de trabalho vão determinar, em grande parte, a sua trajetória toda no mercado de trabalho. Se você tira os trabalhadores do mercado nesse momento mais cedo da carreira, eles não vão formar experiências, não vão ter uma liderança em quem se espelhar depois e, com isso, não vão aprender a tomar as decisões que os sêniores estão tomando”, explica o pesquisador.

“No futuro, talvez a gente vá criar melhores modelos de IA que vão acabar podendo tomar decisões tão boas ou melhores que as dos humanos e, de fato, a gente não vai precisar de mais trabalhador nenhum.”

É por isso que a democratização do acesso à IA e a distribuição dos seus benefícios para a produtividade em todas as camadas da sociedade estão entre os principais desafios para o futuro do mercado de trabalho, salienta o pesquisador brasileiro.

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Calor extremo ameaça produção de alimentos no mundo, alertam agências da ONU

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 01:12

Agro Calor extremo ameaça produção de alimentos no mundo, alertam agências da ONU Relatório de agências da ONU afirma que ondas de calor mais frequentes e intensas já afetam colheitas, pesca e pecuária, colocando em risco meios de subsistência e a segurança alimentar de mais de 1 bilhão de pessoas. Por Reuters

Cultivo de cenoura é novidade e está sendo testado em Boa Vista — Foto: Andro Barros/Rede Amazônica

O calor extremo está levando os sistemas agroalimentares globais ao limite, ameaçando os meios de subsistência e a saúde de mais de 1 bilhão de pessoas, de acordo com um novo relatório das agências de alimentação e de meteorologia da Organização das Nações Unidas (ONU).

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirmaram que as ondas de calor estão se tornando mais frequentes, intensas e prolongadas, prejudicando as colheitas, a pecuária, a pesca e as florestas.

"O calor extremo está reescrevendo o roteiro sobre o que os agricultores, pescadores e silvicultores podem cultivar e quando podem cultivar. Em alguns casos, está até mesmo determinando se eles ainda podem trabalhar", disse Kaveh Zahedi, chefe do escritório de mudanças climáticas da FAO.

Conjuntos de dados climáticos recentes mostram que o aquecimento global está se acelerando, com 2025 entre os três anos mais quentes já registrados, provocando extremos climáticos mais frequentes e severos.

Atuando como um multiplicador de riscos, o calor extremo intensifica as secas, os incêndios florestais e os surtos de pragas e reduz drasticamente a produtividade das colheitas quando os limites críticos de temperatura são ultrapassados.

O relatório afirma que as temperaturas mais altas estão diminuindo a margem de segurança da qual as plantas, os animais e os seres humanos dependem para funcionar, com queda na produtividade da maioria das principais culturas quando as temperaturas ultrapassam cerca de 30 graus Celsius.

Zahedi citou o Marrocos, onde seis anos de seca foram seguidos por ondas de calor recordes. "Isso levou a uma queda na produção de cereais em mais de 40%. Isso dizimou a colheita de azeitonas e frutas cítricas. Basicamente, essas colheitas fracassaram", disse ele.

As ondas de calor marinhas também estão se tornando mais frequentes, reduzindo os níveis de oxigênio na água e ameaçando os estoques de peixes. Em 2024, 91% dos oceanos do mundo sofreram pelo menos uma onda de calor marinha, segundo o relatório.

Os riscos aumentam acentuadamente à medida que o aquecimento se acelera. Espera-se que a intensidade dos eventos extremos de calor dobre aproximadamente a 2 graus Celsius de aquecimento e quadruplique a 3 graus, em comparação com 1,5 grau, segundo o relatório.

Zahedi disse que cada aumento de um grau na temperatura média global reduz a produção das quatro principais culturas do mundo – milho, arroz, soja e trigo – em cerca de 6%.

A FAO e a OMM disseram que as respostas fragmentadas são inadequadas e pediram uma melhor governança dos riscos e sistemas meteorológicos de alerta antecipado para ajudar os agricultores e pescadores a tomar medidas preventivas.

"Se você conseguir colocar os dados nas mãos dos agricultores, eles poderão ajustar quando plantam, o que plantam e quando colhem", disse Zahedi.

Mas o relatório afirma que a adaptação por si só não é suficiente, argumentando que a única solução duradoura para a crescente ameaça do calor extremo é uma ação ambiciosa e coordenada para conter a mudança climática.

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Mega-Sena pode pagar R$ 70 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 01:12

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 70 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 2.999 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 70 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (23), em São Paulo.

O g1 passou a transmitir, desde segunda-feira (20), todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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BRB: acionistas e DF terão até o fim de maio para comprar novas ações e manter nível de participação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 01:12

Distrito Federal BRB: acionistas e DF terão até o fim de maio para comprar novas ações e manter nível de participação Emissão de novos papéis para ampliar o capital do BRB foi aprovada nesta quarta (22). Operação servirá para 'recuperar' o banco, abalado por transações ruins com Banco Master. Por g1 DF

Investidores que têm ações do Banco de Brasília (BRB) terão até o fim de maio para decidir se vão exercer o direito de preferência – ou seja, se vão comprar as novas ações que o BRB pretende lançar na B3 nas próximas semanas e manter o nível de participação no capital do banco.

A emissão de até R$ 8,8 bilhões em novos papéis foi autorizada nesta quarta-feira (22) pela assembleia de acionistas do banco.

Entre os dias 29 de abril (próxima quarta) e 28 de maio, essas ações estarão disponíveis apenas para quem já estiver investindo no BRB até a próxima terça (28). As ações que não forem compradas pelos atuais investidores ficam, então, disponíveis para o restante do mercado.

A regra vale, inclusive, para o próprio governo do Distrito Federal – que é acionista controlador do banco e detém, atualmente, 53,71% do total de ações.

➡️ Na prática, isso significa que o DF precisaria comprar 53,71% dos novos papéis emitidos para manter seu "nível de sociedade" no banco, sem reduzir esse percentual.

➡️A emissão de ações será de no mínimo R$ 536 milhões, e no máximo R$ 8,8 bilhões – os números foram aprovados em assembleia e inscritos em documento pelo BRB.

➡️Com isso, para manter o nível de participação atual no BRB, o DF terá que encontrar uma forma de comprar, até o fim de maio, algo entre R$ 287,8 milhões e R$ 4,72 bilhões.

"Isso [aumento do capital] é muito importante e já demonstra que o banco tem um cronograma para integralização do capital no prazo de 29 de maio. Grande passo", disse o presidente do BRB, Nelson Souza, nesta quarta (22).

🔎 O aumento de capital abre espaço para uma "injeção" de recursos no BRB. A medida permite, por exemplo, expandir operações, seja com ações, fundos ou empréstimos.

🔎 O aumento de capital também permite ao governo do DF executar medidas já anunciadas, como o uso de imóveis públicos como garantia para empréstimos e o pedido de empréstimo ao FGC. Com 53% do controle do banco, o governo terá de aportar pelo menos R$ 4 bilhões para acompanhar a capitalização.

O BRB informou na segunda-feira (20) que assinou um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento voltado à transferência de ativos atualmente detidos pela instituição.

Segundo o banco, a operação tem valor de referência de até R$ 15 bilhões. Desse total, entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões devem ser pagos à vista. O restante, estimado entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas do fundo que será criado para administrar e monetizar esses ativos.

A governadora Celina Leão (PP) comentou sobre o assunto nesta terça-feira (21). Para ela, o acordo mostra a "responsabilidade e seriedade como nós estamos tratando esse momento".

O BRB entrou em crise após adquirir cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master – operação que passou a ser investigada sob suspeita de fraude.

O Banco Master acabou sendo liquidado pelo Banco Central após investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero.

As operações malsucedidas com o Banco Master fragilizaram o capital mínimo prudencial do BRB, ou seja, a reserva de segurança que o banco precisa manter em caixa para cobrir emergências e respeitar as regras de solidez bancária.

Diante do avanço das apurações, o Banco Central barrou a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB e intensificou o monitoramento sobre a situação financeira e a governança da instituição brasiliense.

A decisão aumentou a pressão sobre a atual gestão do banco público. Com isso, o balanço patrimonial do BRB piorou e colocou em xeque o atendimento do banco às regras em vigor no país.

Mesmo com o BRB afirmando possuir solidez e plano de capital estruturado, o mercado continua desconfiado.

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Tesla tem lucro de US$ 477 milhões no 1º trimestre, alta de 17%

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 22/04/2026 21:45

Carros Tesla tem lucro de US$ 477 milhões no 1º trimestre, alta de 17% Resultado foi impulsionado pela recuperação das vendas de carros, após uma forte queda em 2025. Por Associated Press — São Paulo

A fabricante de veículos elétricos Tesla, comandada pelo bilionário Elon Musk, informou nesta quarta-feira (22) que teve lucro de US$ 477 milhões no primeiro trimestre, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado foi impulsionado pela recuperação das vendas de carros, após uma forte queda em 2025. O lucro por ação foi de US$ 0,13. Ajustado por itens extraordinários, o indicador chegou a US$ 0,41, superando as estimativas de Wall Street, de US$ 0,36.

A receita da empresa, por sua vez, subiu para US$ 22,39 bilhões, puxada por um aumento de 16% no segmento automotivo. Ainda assim, tanto o lucro quanto a receita seguem bem abaixo do pico registrado, quando os carros da empresa ampliavam sua participação de mercado.

Agora, esse movimento se inverte, à medida que concorrentes europeus e chineses avançam sobre sua base de clientes. No ano passado, a empresa perdeu o posto de maior fabricante de veículos elétricos do mundo para a chinesa BYD.

Musk tem minimizado os desafios no negócio de carros e reforçado que o futuro da Tesla depende menos da venda de veículos e mais do uso desses carros como táxis autônomos.

A fabricante de veículos elétricos Tesla, comandada pelo bilionário Elon Musk, informou nesta quarta-feira (22) que teve lucro de US$ 477 milhões no primeiro trimestre, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado foi impulsionado pela recuperação das vendas de carros, após uma forte queda em 2025. O lucro por ação foi de US$ 0,13. Ajustado por itens extraordinários, o indicador chegou a US$ 0,41, superando as estimativas de Wall Street, de US$ 0,36.

A receita da empresa, por sua vez, subiu para US$ 22,39 bilhões, puxada por um aumento de 16% no segmento automotivo. Ainda assim, tanto o lucro quanto a receita seguem bem abaixo do pico registrado, quando os carros da empresa ampliavam sua participação de mercado.

Agora, esse movimento se inverte, à medida que concorrentes europeus e chineses avançam sobre sua base de clientes. No ano passado, a empresa perdeu o posto de maior fabricante de veículos elétricos do mundo para a chinesa BYD.

Musk tem minimizado os desafios no negócio de carros e reforçado que o futuro da Tesla depende menos da venda de veículos e mais do uso desses carros como táxis autônomos.

A empresa informou que as milhas percorridas por robotáxis dobraram no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre do ano passado. Atualmente, o serviço opera em São Francisco e em três cidades do Texas, incluindo Austin, onde fica a sede da Tesla.

Musk também tem destacado a produção de robôs para uso doméstico e empresarial. Em uma teleconferência com investidores nesta quarta-feira, ele afirmou que a empresa iniciou a construção de uma nova fábrica no Texas para esses robôs, chamados Optimus, com capacidade potencial de até 10 milhões de unidades por ano.

“Acho que o Optimus será nosso maior produto”, disse Musk, acrescentando: “não apenas o maior produto da Tesla, mas provavelmente o maior produto de todos”.

A empresa também destacou que iniciou a produção dos chamados Cybercabs, sem pedais ou volante. Durante a teleconferência, Musk ainda sugeriu que a Tesla pode lançar um novo carro esportivo Roadster com condução manual dentro de cerca de um mês.

A companhia vem intensificando os investimentos nessa transição, com US$ 2,5 bilhões em despesas de capital no último trimestre, alta de 67% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Caso Master: Mendonça não conta com delações para avançar em investigações do esquema

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/04/2026 21:45

O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso Master, tem hoje baixa expectativa de que delações premiadas possam trazer elementos novos às investigações e sequer conta com a possibilidade de que as colaborações sejam fechadas.

A informação tem sido dada pelo próprio André Mendonça a advogados de nomes investigados que o procuram.

Enquanto isso, Daniel Vorcaro, dono do banco, e outros nomes investigados tentam reunir elementos para propor as colaborações, uma estratégia de defesa que visa menor tempo de prisão e liberação de bens aos envolvidos.

Os investigadores da PF e a própria equipe de Mendonça que trabalham no caso – hoje são três assessores do gabinete do relator que trabalham com exclusividade no caso Master – acreditam que as provas colhidas e em análise, além de novas frentes da investigação, são suficientes para fazer avançar o caso.

Além disso, há uma visão de que as delações são do interesse da defesa. Uma fonte a par do trabalho resume o pensamento do grupo ao dizer que “não é possível ficar esperando por uma delação”.

Parte do material apreendido desde ano passado ainda está em análise – como o primeiro celular de Vorcaro, apreendido em outubro de 2025 e que ainda não teve seu conteúdo de quatro terabytes ainda analisada por completo.

A equipe que trabalha no caso tem um foco especial hoje em um nome dentre todos os citados na investigação: o de Daniel Monteiro, advogado de Vorcaro e considerado o arquiteto da estratégia de distribuição e ocultação de recursos do então chefe e dono do banco.

A PF conseguiu entrar no celular de Monteiro recentemente e acredita que as informações ali contidas vão ajudar no avanço das investigações.

Outra convicção da equipe que acompanha a investigação é de que o trabalho ainda levará muitos meses e tem grandes chances de avançar por 2027.

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Toffoli se declara suspeito e não participa de julgamento sobre prisão de ex-presidente do BRB no STF

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/04/2026 15:52

Distrito Federal Toffoli se declara suspeito e não participa de julgamento sobre prisão de ex-presidente do BRB no STF Caso trata de prisões na operação que apura relação entre BRB e Banco Master; julgamento segue no plenário virtual. Ministros Luiz Fux e André Mendonça votaram para manter prisões; faltam os votos dos de Nunes Marques e Gilmar Mendes. Por Márcio Falcão, TV Globo

O ministro do STF Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso que discute a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.

A análise trata da manutenção da prisão preventiva de Costa, detido desde 16 de abril durante a operação Compliance Zero, que investiga possíveis irregularidades em negócios do BRB com o Banco Master.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso que discute a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro, nas manhã desta quarta-feria (22).

➡ A análise trata da manutenção da prisão preventiva dos dois, detidos desde 16 de abril durante a operação Compliance Zero, que investiga possíveis irregularidades em negócios do BRB com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Os ministros Luiz Fux e André Mendonça votaram para manter as prisões. Ainda faltam os votos dos ministros Nunes Marques e Gilmar Mendes.

A deliberação deve terminar às 23h59 da próxima sexta-feira (24), se não houver pedido de vista (mais tempo de análise) ou de destaque (leva o caso para julgamento presencial).

A operação aconteceu após autorização de André Mendonça, relator do caso no STF. A partir desta quarta, os ministros analisam a decisão que determinou a prisão preventiva dos investigados.

Em março, Dias Toffoli também declarou-se suspeito para analisar a decisão que levou à prisão de Daniel Vorcaro e também para analisar pedido que cobrava instalação da CPI do Master na Câmara.

"Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes", afirmou Toffoli no despacho em que se declara suspeito para analisar o pedido de intalação de uma CPI.

O ministro Dias Toffoli era relator do caso Master antes de André Mendonça. Em nota, o STF informou que o ministro – "considerados os altos interesses institucionais" – pediu que o tema fosse redistribuído para outro ministro relatar o caso.

Interlocutores do Supremo afirmavam que, apesar de Toffoli ter deixado a relatoria do caso, não ficou reconhecida pela Corte suspeição ou impedimento para que ele atuar no caso Master.

🔎 Suspeição é um instrumento jurídico que questiona a imparcialidade de um magistrado. Esse conceito pode ser aplicado quando há indícios de vínculo ou interesse que possam comprometer a isenção do juiz em um determinado processo.

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Fux e Mendonça votam para manter prisões de ex-presidente do BRB e advogado investigados no caso do Banco Master

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/04/2026 15:52

Distrito Federal Fux e Mendonça votam para manter prisões de ex-presidente do BRB e advogado investigados no caso do Banco Master Ministros do STF analisam a decisão que determinou a prisão preventiva de Paulo Henrique Costa e Daniel Monteiro. Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso. Por Márcio Falcão, TV Globo

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux e André Mendonça votaram, na manhã desta quarta-feira (22), para manter as prisões do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso.

Paulo Henrique e Daniel Monteiro foram presos em 16 de abril, em uma nova fase da operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo os negócios do BRB com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

A operação aconteceu após autorização de André Mendonça, relator do caso no STF. A partir desta quarta, os ministros analisam a decisão que determinou a prisão preventiva dos investigados.

Ainda faltam os votos dos ministros Nunes Marques e Gilmar Mendes. A deliberação deve terminar às 23h59 da próxima sexta-feira (24), se não houver pedido de vista (mais tempo de análise) ou de destaque (leva o caso para julgamento presencial).

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB; e Daniel Monteiro, advogado do Banco Master — Foto: Divulgação e Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

Na decisão que autorizou a nova fase da operação Compliance Zero, o ministro Mendonça aponta que, as apurações "revelam, em tese, a existência de uma engrenagem ilícita concebida para viabilizar a fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB, com expressivo impacto patrimonial e institucional".

"Em seu bem lançado parecer, o Procurador-Geral da República assenta que os elementos colhidos pela Polícia Federal revelam quadro indiciário consistente de atuação de organização criminosa voltada à fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB, em operação com participação de agentes do banco privado e de integrantes da alta administração do banco público", declarou Mendonça.

Mendonça citou informações do Ministério Público de que Paulo Henrique Costa recebeu vantagem indevida em seis imóveis de alto padrão em São Paulo e Brasília, avaliados em R$ 146,5 milhões, dos quais R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos.

"Quanto a Daniel Lopes Monteiro, aponta sua atuação como agente-chave da vertente jurídica da estrutura criminosa, especialmente na formalização das operações entre Master, Tirreno e BRB e na ocultação do beneficiário real das aquisições imobiliárias, havendo indicação, em princípio, de proveito econômico próprio de ao menos R$ 86,1 milhões", completou.

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Usar o celular enquanto carrega é perigoso? Veja em quais situações é preciso ter cuidado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/04/2026 13:10

Tecnologia Usar o celular enquanto carrega é perigoso? Veja em quais situações é preciso ter cuidado Risco de choques ou explosões é baixo caso as pessoas utilizem carregadores e baterias originais, mas existem situações que exigem atenção. Por Redação g1

Quem nunca usou o celular enquanto ele estava na tomada, carregando? A prática é comum e traz poucos riscos, principalmente se for para responder uma mensagem ou checar algo rapidamente. Usar junto com um powerbank (carregador portátil) também é seguro, desde que ele seja certificado.

Existem algumas situações em que é preciso ter mais de cuidado, como em momentos de chuva. Também uma boa ideia sempre optar por cabos e fontes originais para evitar risco à vida, por exemplo.

Durante tempestades, é possível que um raio atinja a rede elétrica da casa, gerando uma grande tensão que pode chegar até o celular. Há risco de choque se alguém estiver usando o telefone.

Os carregadores originais dos smartphones e outros produtos eletrônicos passam pela certificação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e contam com um selo.

Eles possuem componentes mantém uma tensão muito baixa para dar choque. É a opção mais segura para carregar o aparelho em qualquer circustância.

Carregadores paralelos que não são certificados ou recomendados pelas próprias fabricantes podem não ter alguns itens de segurança, além de possivelmente passarem mais carga do que o recomendado.

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É importante também que a bateria instalada no aparelho seja original. Versões paralelas não passam pelas certificações de segurança.

Fique atento com a expansão da bateria – se reparar que o celular está "inchado" ou que alguma parte da tela levantou, deixe de usar o telefone e o leve até uma assistência técnica. Os componentes químicos da bateria podem vazar e causar até explosões.

Fique de olho também na temperatura: se o aparelho estiver esquentando mais do que o normal, procure um especialista.

É muito importante nunca abafar o celular enquanto ele estiver carregamento. Por isso, não deixe o aparelho de baixo de um travesseiro, cobertor ou até mesmo do seu corpo enquanto ele estiver na tomada.

Isso porque o aparelho naturalmente esquenta durante a carga e se não tiver ventilação adequada, pode superaquecer e causar problemas na bateria que geram risco à vida, como explosões.

Quando for dormir, deixe o aparelho longe de você e de objetos inflamáveis. É importante que você não seja pego de surpresa ou que corra grandes riscos caso ocorra um incêndio, por exemplo. São casos raros, mas a precaução é chave.

Caso aconteça algum acidente e o aparelho sofra uma descarga elétrica, ele não estará perto do seu rosto. Também é uma boa ideia não usar fones de ouvido com fio durante o carregamento.

Para evitar choques, não coloque o telefone para carregar em locais úmidos, como próximo a uma pia, banheira ou chuveiro. Também é importante não conectar ou desconectar o carregador com as mãos molhadas.

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Aumento de capital no BRB pressiona caixa do GDF, que terá de buscar ao menos R$ 4 bilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/04/2026 13:10

A aprovação de um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões no Banco de Brasília (BRB) impõe uma pressão direta sobre as contas do Governo do Distrito Federal (GDF), principal acionista da instituição.

Com 53% do controle do banco, o governo local terá de aportar pelo menos R$ 4 bilhões para acompanhar a capitalização e evitar a diluição de sua participação.

A decisão sobre o aumento de capital foi tomada nesta quarta-feira (22) em assembleia de acionistas e faz parte de uma estratégia para recompor o balanço patrimonial do banco, fragilizado após operações malsucedidas com ativos herdados do Banco Master (entenda mais abaixo).

Essa medida foi aprovada no mesmo dia em que os acionistas avaliaram temas ligados à governança do banco, como a homologação dos nomes do presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e do executivo Joaquim Lima de Oliveira para o conselho de administração, formalização pendente desde o fim do ano passado.

O BRB entrou em crise após adquirir cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master, instituição que acabou sendo liquidada pelo Banco Central após investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero.

As operações comprometeram o capital mínimo prudencial do BRB, indicador exigido pelas regras de solidez do sistema financeiro.

Diante desse cenário, o Banco Central barrou a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB e passou a intensificar o acompanhamento da situação financeira e da governança do banco.

Com o balanço pressionado, o BRB passou a buscar alternativas para reduzir o impacto dos ativos problemáticos e atender às exigências regulatórias.

PF diz que Vorcaro usou empresas de fachada, laranjas e fundos de investimento para ocultar propina a ex-presidente do BRB — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Na segunda (20), o BRB anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento destinado à transferência de ativos que têm origem em operações recebidas do Banco Master.

Segundo o banco, o valor de referência da operação é de até R$ 15 bilhões. Entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões devem ser pagos à vista.

O restante, estimado entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas do fundo que será criado para administrar e monetizar os ativos.

Apesar do acordo, o banco avançou com o processo de aumento de capital, aprovado agora em assembleia, como parte do esforço para recompor sua base financeira.

A governadora Celina Leão (PP) afirmou na terça (21) que o acordo demonstra responsabilidade na condução do momento enfrentado pelo banco.

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