RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Acionistas da Warner Bros aprovam a aquisição pela Paramount

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 13:13

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,954-0,41%Dólar TurismoR$ 5,155-0,32%Euro ComercialR$ 5,797-0,44%Euro TurismoR$ 6,047-0,34%B3Ibovespa192.189 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 4,954-0,41%Dólar TurismoR$ 5,155-0,32%Euro ComercialR$ 5,797-0,44%Euro TurismoR$ 6,047-0,34%B3Ibovespa192.189 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 4,954-0,41%Dólar TurismoR$ 5,155-0,32%Euro ComercialR$ 5,797-0,44%Euro TurismoR$ 6,047-0,34%B3Ibovespa192.189 pts-0,36%Oferecido por

Uma megafusão entre Warner e Paramount recebeu o aval dos acionistas, aproximando da linha de chegada um acordo que pode remodelar profundamente Hollywood e o setor de mídia como um todo.

Segundo uma contagem preliminar de votos nesta quinta-feira, a esmagadora maioria dos acionistas da Warner Bros. Discovery votou a favor da venda de toda a empresa para a Paramount por US$ 31 por ação, o que totaliza US$ 81 bilhões — aproximadamente R$ 402 biilhões. Incluindo dívidas, o negócio é avaliado em quase US$ 111 bilhões — aproximadamente R$ 551 bilhões.

A Paramount, controlada pela Skydance, quer comprar toda a Warner. Isso significa que HBO Max, títulos cult como “Harry Potter” e até a CNN podem em breve ficar sob o mesmo teto que a CBS, “Top Gun” e o serviço de streaming Paramount+. O aval dos acionistas aumenta a probabilidade de que isso se concretize.

Mas o acordo ainda enfrenta análises regulatórias em andamento, incluindo pelo Departamento de Justiça dos EUA. A Warner disse esperar concluir a operação em algum momento do terceiro trimestre fiscal.

Governo Trump aprova fusão da Paramount e nova empresa afirma que não terá iniciativas de diversidade

A tentativa da Paramount de adquirir a Warner esteve longe de ser tranquila. E, embora o conselho da Warner agora apoie a fusão, nem sempre esteve disposto a esse casamento.

No fim do ano passado, a Warner rejeitou as investidas da Paramount para fechar um acordo de US$ 72 bilhões com a Netflix envolvendo estúdios e streaming. A Paramount, por sua vez, foi diretamente aos acionistas com uma oferta hostil para assumir toda a empresa, incluindo o negócio de TV a cabo que a Netflix não queria.

As três companhias passaram meses disputando publicamente quem tinha a melhor proposta. O conselho da Warner apoiou repetidamente a oferta da Netflix. Mas, no fim, a Paramount ofereceu mais dinheiro e a Netflix desistiu da disputa em vez de prolongar a briga.

Esse drama corporativo pode ter chegado ao fim, mas as implicações permanecem. Milhares de atores, diretores, roteiristas e outros profissionais da indústria manifestaram “oposição inequívoca” ao acordo, em uma carta que argumenta que mais concentração levará à perda de empregos e a menos opções para cineastas e público.

“O que está em jogo claramente não é apenas um acordo corporativo, mas quem controla as notícias, quem controla o entretenimento, quem controla as narrativas”, disse o senador democrata Cory Booker em uma audiência realizada em Washington na semana passada. “Trata-se da concentração e consolidação do poder cultural.”

A fusão reuniria dois dos cinco grandes estúdios tradicionais restantes de Hollywood. Também uniria duas grandes plataformas de streaming — Paramount+ e HBO Max — e dois nomes importantes do jornalismo televisivo nos EUA — CBS e CNN — além de uma série de outras marcas e redes de entretenimento.

Executivos das empresas afirmam que isso será positivo para os consumidores, que teriam acesso a catálogos maiores, especialmente se HBO Max e Paramount+ se tornarem um único serviço.

O CEO da Paramount, David Ellison, também tentou tranquilizar cineastas com a promessa de uma janela de exibição nos cinemas de 45 dias e a meta de lançar 30 filmes por ano entre Paramount e Warner, que, segundo ele, permanecerão como operações separadas dentro da empresa combinada.

“Eu amo o cinema e amo o filme”, disse Ellison na CinemaCon na semana passada. “Podem contar com nosso total compromisso.”

Mas o novo controlador também buscará cortar custos. Documentos regulatórios já indicam que isso incluiria demissões e redução de operações sobrepostas. Críticos também são céticos quanto aos benefícios ao consumidor, alertando para possíveis aumentos de preços no streaming e menor diversidade de conteúdo no futuro.

Há ainda a questão do jornalismo. Desde que passou ao controle da Skydance há menos de um ano, a CBS, pertencente à Paramount, já passou por mudanças editoriais significativas, incluindo a nomeação da fundadora da Free Press, Bari Weiss, como editora-chefe da CBS News. Se a aquisição da Warner for concluída, muitos esperam mudanças semelhantes na CNN, que há tempos é alvo de críticas do presidente Donald Trump.

Outras dúvidas sobre influência política também surgiram. O Departamento de Justiça e a liderança das empresas afirmam que a política não terá papel no processo regulatório — mas o próprio Trump já comentou publicamente o futuro da Warner em algumas ocasiões. Ele também mantém relação próxima com a família Ellison, especialmente com o bilionário fundador da Oracle, Larry Ellison, que está financiando com bilhões de dólares a proposta da empresa de seu filho.

Enquanto isso, a Paramount garantiu recursos de diversos fundos soberanos — incluindo o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, além de fundos dos Emirados Árabes Unidos e do Catar, segundo documentos regulatórios. Esses investidores, porém, não terão direito a voto na futura empresa combinada, segundo os registros. A Paramount não detalhou publicamente quanto cada um está investindo.

Outros países, incluindo reguladores europeus, também estão analisando o acordo — e estados americanos podem tentar contestá-lo. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, tem sido especialmente crítico da operação e afirmou que o estado está investigando o caso.

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Guerra no Irã derruba em mais de 30% exportações brasileiras ao Golfo Pérsico

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 11:50

Agro Guerra no Irã derruba em mais de 30% exportações brasileiras ao Golfo Pérsico Bloqueio do Estreito de Ormuz e aumento dos custos de frete afetaram o envio de produtos brasileiros ao Golfo Pérsico em março. Agronegócio sente impacto logístico, mas carnes mantêm demanda. Por Janize Colaço, g1 — São Paulo

As exportações brasileiras para o Golfo Pérsico caíram 31,47% em março, somando US$ 537,1 milhões, em meio aos efeitos da guerra no Irã e às dificuldades no Estreito de Hormuz.

O comércio com a região é fortemente concentrado no agronegócio, que responde por cerca de 75% das vendas brasileiras a países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar.

Grãos foram os mais afetados: o milho praticamente deixou de ser exportado, enquanto açúcar e melaços tiveram forte retração, e trigo e centeio não registraram embarques relevantes no mês.

A principal causa da queda foi a crise logística, com rotas mais longas, taxas extras e aumento do tempo e do custo de transporte para evitar a passagem por Hormuz.

Apesar da queda geral, carnes mantiveram a demanda e ajudaram a sustentar o comércio, enquanto o Brasil ampliou fortemente as importações de fertilizantes nitrogenados do Golfo para garantir estoques.

As exportações brasileiras para países do Golfo Pérsico caíram em março, em meio aos efeitos da guerra no Irã e às dificuldades de navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio mundial.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados na plataforma ComexStat, mostram que as vendas brasileiras para a região somaram US$ 537,1 milhões no mês. O valor representa uma queda de 31,47% em relação a março do ano passado.

🌊 O Golfo Pérsico reúne mercados importantes para o Brasil, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Omã e Bahrein. A maior parte do comércio com esses países é formada por produtos do agronegócio, que representam cerca de 75% das exportações brasileiras para a região.

Isso porque a interrupção parcial do transporte marítimo afetou principalmente alimentos que dependem de embarques regulares em grande escala.

O milho praticamente deixou de ser enviado no mês, enquanto as exportações de açúcar e melaços sofreram forte retração. Outros grãos também sentiram o impacto: no caso do trigo e do centeio, não houve embarques relevantes ao Golfo Pérsico em março (veja os detalhes na tabela abaixo).

A principal explicação para a queda está na logística. Com o aumento do risco na região, companhias de navegação passaram a cobrar taxas adicionais e a adotar rotas mais longas, muitas vezes contornando o continente africano para evitar a passagem por Ormuz.

Para analistas do mercado financeiro, episódios como o conflito no Irã mostram como fatores políticos passaram a influenciar diretamente o comércio de commodities.

“A geopolítica voltou a ditar regras no fluxo global de mercadorias”, afirma Pedro Ros, CEO da Referência Capital.

Segundo ele, tensões internacionais podem alterar rotas logísticas, pressionar custos de seguro e aumentar a volatilidade de preços, exigindo maior planejamento das empresas exportadoras.

Mesmo com a queda das exportações brasileiras ao Golfo Pérsico em março, alguns produtos mantiveram demanda e ajudaram a sustentar o fluxo comercial com a região. As carnes seguem como um dos principais pilares da pauta brasileira nesses mercados.

O frango permanece como o principal item exportado pelo Brasil ao Golfo, liderando as vendas externas tanto em 2025 quanto no início deste ano.

LEIA TAMBÉM: Conflito no Oriente Médio derruba exportações de carne bovina e de frango para a região

A carne bovina também mostrou resiliência no período, com avanço no valor exportado — movimento associado sobretudo à alta dos preços internacionais, e não necessariamente ao aumento do volume embarcado.

A relação comercial entre Brasil e Golfo, no entanto, não se limita às exportações brasileiras.

O país também depende de produtos vindos da região — especialmente fertilizantes nitrogenados, insumos essenciais para a produção agrícola. Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos estão entre os principais fornecedores desses produtos para o mercado brasileiro.

Diante das incertezas sobre a duração do conflito e das dificuldades no transporte marítimo, empresas brasileiras passaram a antecipar compras para garantir estoques.

Não por acaso, em março, as importações de fertilizantes nitrogenados vindos desses países cresceram mais de 265%, segundo dados do MDIC.

Produção de soja e milho em Macapá – Exportação para a Guiana Francesa — Foto: Arthur Alves/PMM

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SpaceX prepara IPO na bolsa, mas deve manter controle concentrado em Elon Musk

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 11:50

Tecnologia SpaceX prepara IPO na bolsa, mas deve manter controle concentrado em Elon Musk Documento de IPO indica que a empresa pretende manter status de “companhia controlada”, permitindo a Musk concentrar poder e reduzir exigências de independência no conselho. Por Reuters

A SpaceX está dizendo aos investidores em potencial que seu conselho não precisará de uma maioria de diretores independentes da empresa.

Isso significa que ela não precisará que a maioria de seu conselho seja independente, nem precisará de comitês independentes de remuneração e nomeação.

Ela só precisa ter um comitê de auditoria composto inteiramente por diretores independentes, segundo o documento.

A SpaceX está dizendo aos investidores em potencial que seu conselho não precisará de uma maioria de diretores independentes da empresa, de acordo com um trecho de seu pedido de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) analisado pela Reuters, ressaltando como o fundador Elon Musk está mantendo o controle da fabricante de foguetes e inteligência artificial.

Diferentemente da grande maioria das empresas de capital aberto, a SpaceX disse que manteria o "status de empresa controlada" após seu IPO de US$1,75 trilhão, previsto para meados do ano.

Isso significa que ela não precisará que a maioria de seu conselho seja independente, nem precisará de comitês independentes de remuneração e nomeação, segundo o trecho do registro da oferta. Ela só precisa ter um comitê de auditoria composto inteiramente por diretores independentes, segundo o documento.

Um estudo realizado em 2024 pela National Association of Corporate Directors (Associação Nacional de Diretores Corporativos) constatou que apenas 3% a 4% do índice Russell 3000 era composto por empresas em que pessoas de dentro constituíam a maioria do conselho.

A SpaceX ainda pode optar por adicionar diretores independentes. Um precedente é a Meta, uma empresa de tecnologia cujo poder de voto majoritário do presidente-executivo lhe confere o status de "empresa controlada" de acordo com as regras da Nasdaq.

Apesar disso, a Meta continuou a ter a maioria de seus diretores independentes. A SpaceX não retornou imediatamente uma solicitação da Reuters para comentar o registro.

A notícia vem depois que a Reuters informou que Musk e um pequeno grupo de pessoas têm ações com direito a voto que superam os outros investidores.

Ter uma diretoria com ideias semelhantes não é novidade para Musk. Embora sua montadora de carros elétricos Tesla indique que a maioria de seus nove diretores é independente, de acordo com os padrões da Nasdaq, muitos críticos levantaram a preocupação de que o conselho – que inclui o irmão de Musk, Kimbal, e o ex-diretor de tecnologia da Tesla, JB Straubel – continua muito próximo do presidente-executivo.

Essas preocupações contribuíram para um longo ciclo de reclamações na Tesla, como a decisão de um juiz em 2024 de rescindir o pacote de pagamento de US$56 bilhões a Musk, alegando que o conselho não tinha independência quando concedeu o pagamento em 2018. Musk ganhou uma decisão que restabeleceu o pagamento em dezembro.

Por outro lado, o fato de ter o status de empresa controlada poderia dar à SpaceX mais flexibilidade para fazer acordos salariais, disse David Larcker, professor da Universidade de Stanford que acompanha a governança corporativa.

O status "parece aliviar algumas das coisas que têm sido legalmente dolorosas para a Tesla", disse Larcker.

O conselho de administração da SpaceX supervisionará quantias potencialmente enormes de remuneração para Musk, de acordo com partes relacionadas do documento.

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Petróleo volta a subir e se aproxima de US$ 105 após Irã apreender navios

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 10:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,955-0,39%Dólar TurismoR$ 5,160-0,22%Euro ComercialR$ 5,794-0,49%Euro TurismoR$ 6,047-0,34%B3Ibovespa193.187 pts0,15%MoedasDólar ComercialR$ 4,955-0,39%Dólar TurismoR$ 5,160-0,22%Euro ComercialR$ 5,794-0,49%Euro TurismoR$ 6,047-0,34%B3Ibovespa193.187 pts0,15%MoedasDólar ComercialR$ 4,955-0,39%Dólar TurismoR$ 5,160-0,22%Euro ComercialR$ 5,794-0,49%Euro TurismoR$ 6,047-0,34%B3Ibovespa193.187 pts0,15%Oferecido por

O preço do petróleo voltou a subir nesta quinta-feira (23), impulsionado pela escalada das tensões no Estreito de Ormuz e pelo agravamento do conflito com o Irã.

A alta ocorre após o Irã apreender dois navios que tentavam deixar o estreito — uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo.

O episódio elevou as dúvidas sobre a sustentação do cessar-fogo com os Estados Unidos e ampliou a aversão ao risco entre investidores.

O conflito segue em impasse. Mesmo sob bloqueio naval na região, o Irã continua exportando petróleo de forma discreta.

O preço do petróleo voltou a subir nesta quinta-feira (23), impulsionado pela escalada das tensões no Estreito de Ormuz e pelo agravamento do conflito com o Irã.

🔎 O barril do Brent avançou cerca de 2,5% ao longo da manhã, chegando a se aproximar de US$ 105. Por volta das 9h58 (horário de Brasília), era negociado a US$ 102,71, com alta de 0,79%. O movimento refletiu o aumento do risco geopolítico, que pressionou mercados globais.

A alta ocorre após o Irã apreender dois navios que tentavam deixar o estreito — uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo. O episódio aumentou as incertezas sobre a continuidade do cessar-fogo com os Estados Unidos e deixou os investidores mais cautelosos.

O conflito segue em impasse. Mesmo sob bloqueio naval na região, o Irã continua exportando petróleo de forma discreta.

O cessar-fogo foi prorrogado pelo presidente Donald Trump, mas Teerã ameaça abandonar a trégua e as negociações caso a restrição marítima não seja suspensa. A tensão aumentou ainda mais após novos ataques a embarcações.

Em paralelo, o Hezbollah sinalizou que pretende manter a trégua com Israel, desde que o acordo seja respeitado — um indicativo de que o conflito permanece contido em algumas frentes, mas longe de uma solução ampla.

O cenário pressionou os mercados. Na Europa, as principais bolsas caíram entre 0,2% e 0,8%, em meio também a sinais de desaceleração econômica. Dados recentes apontaram contração inesperada da atividade empresarial na zona do euro, especialmente em Alemanha e França, segundo a agência Reuters.

Nos Estados Unidos, os futuros de Wall Street operaram em queda, enquanto investidores aguardam novos desdobramentos da crise. Os rendimentos dos Treasuries subiram, acompanhando a alta do petróleo (veja mais detalhes do dia no mercado).

Na Ásia, os mercados chegaram a renovar máximas históricas antes de recuar diante do avanço dos preços da energia. Japão, Coreia do Sul e Taiwan fecharam em baixa, refletindo o temor de impacto sobre o crescimento global.

Analistas avaliam que o ambiente segue altamente instável. “Os mercados estão extremamente sensíveis. Mesmo um ruído não confirmado sobre escalada já é suficiente para impulsionar o petróleo e pressionar ativos de risco”, afirmou Charu Chanana, em entrevista à agência.

Além da apreensão de navios, persistem preocupações com possíveis interrupções mais severas no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz — cenário que pode prolongar a alta dos preços e intensificar pressões inflacionárias globais.

O mercado, segundo especialistas, segue em um ambiente de incerteza, no qual qualquer novo desdobramento pode provocar fortes oscilações.

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Projeto de lei que proíbe radar de trânsito escondido é aprovado por comissão da Câmara

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 10:45

Carros Projeto de lei que proíbe radar de trânsito escondido é aprovado por comissão da Câmara Proposta proíbe radares ocultos e próximos entre si; regra vale para equipamentos fixos e móveis. Lei também obriga órgão de trânsito a divulgar localização de radares na internet. Por Redação g1

Agente de trânsito posiciona o radar atrás da mureta de proteção da rodovia — Foto: Carlos Pradini

Foi aprovado nesta quarta-feira (22) pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados um projeto de lei que cria regras mais rígidas para a visibilidade e a sinalização de radares de fiscalização de velocidade.

A proposta inclui essas normas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para padronizar a fiscalização em todo o país.

Nada mais de um radar atrás do outro: fica proibido o uso de radares portáteis próximos a radares fixos. A distância mínima deverá ser de 2 quilômetros em rodovias e de 500 metros em áreas urbanas.Radar escondido nunca mais: não será permitida a instalação de radares fixos atrás de postes, árvores, construções ou passarelas. Agentes que utilizam radares móveis também não poderão ficar escondidos.Painel com velocidade: passa a ser obrigatória a instalação de painéis eletrônicos que informem ao motorista a velocidade registrada pelo radar. A exigência vale para radares fixos em vias com duas ou mais faixas no mesmo sentido.Radares listados na internet: o órgão de trânsito será obrigado a divulgar na internet a localização exata de todos os radares, além da data da última verificação do equipamento pelo Inmetro.Critério para instalação de radares: será necessário apresentar estudo técnico e justificativa para a instalação de qualquer radar.

O Projeto de Lei 4751/24 recebeu alterações da deputada Rosana Valle (PL-SP), relatora da proposta na comissão.

“A proposta dá mais segurança jurídica aos motoristas e reforça a educação para o trânsito, evitando práticas voltadas apenas à arrecadação, associadas ao que se convencionou chamar de ‘indústria da multa’”, afirmou a relatora.

O autor do projeto é o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). Ele defende que a melhor sinalização dos radares pode aumentar a conscientização dos motoristas.

“O termo ‘indústria da multa’ é usado com frequência para descrever a ideia de que existe no Brasil um sistema arrecadatório que teria como principais alvos os condutores que cometem infrações de trânsito”, diz Silva.

O projeto agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se transformar em lei, o texto tem de ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

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Tendência é de que Correios ainda apresentem ‘elevado prejuízo’ em 2026, diz governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 10:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,955-0,39%Dólar TurismoR$ 5,160-0,22%Euro ComercialR$ 5,794-0,49%Euro TurismoR$ 6,047-0,34%B3Ibovespa193.187 pts0,15%MoedasDólar ComercialR$ 4,955-0,39%Dólar TurismoR$ 5,160-0,22%Euro ComercialR$ 5,794-0,49%Euro TurismoR$ 6,047-0,34%B3Ibovespa193.187 pts0,15%MoedasDólar ComercialR$ 4,955-0,39%Dólar TurismoR$ 5,160-0,22%Euro ComercialR$ 5,794-0,49%Euro TurismoR$ 6,047-0,34%B3Ibovespa193.187 pts0,15%Oferecido por

Os Correios podem continuar a ter um agravamento da situação econômico-financeira, seguindo tendência observada nos últimos dois anos, apesar do plano de restruturação em vigor.

A informação está no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado na semana passada pelo governo ao Congresso Nacional.

"Entre as medidas do referido plano [de restruturação financeira], estão a redução de custos, com medidas de saneamento de seus planos de previdência complementar, reestruturação de planos de saúde, programas de demissão voluntária, alienação de imóveis ociosos e reajuste tarifário, dentre outras, mas a tendência é de que a empresa ainda apresente elevado prejuízo em 2026", diz o governo.

No documento, o Executivo diz também que é provável que a empresa estatal tenha de receber aportes de capital da União até 2027, algo já admitido pela ministra da Gestão, Esther Dweck.

O governo também projeta que as estatais federais seguirão no vermelho até 2030 (veja mais abaixo nessa reportagem).

🔎 Um aporte do governo nos Correios significa que o governo federal, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, vai repassar recursos para a empresa.

Segundo a ministra informou em março, a medida está prevista no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025.De acordo com ela, mesmo com um novo empréstimo, o aporte pode ajudar no processo de recuperação financeira da estatal. "Por isso é parte da equação também", explicou a ministra.

Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deu mais espaço para os Correios conseguirem captar um novo empréstimo com garantias da União. Pela decisão, os Correios poderão conseguir mais R$ 8 bilhões em empréstimo.

Puxado pela situação dos Correios, as estatais federais registraram, em todo ano passado, um déficit de R$ 5,13 bilhões, o segundo pior resultado da história.

A situação continuou ruim no primeiro bimestre deste ano, quando o resultado negativo somou R$ 4,1 bilhões.

🔎Os números foram divulgados pelo Banco Central. O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano.

A série do Banco Central não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos).O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante.Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea.O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida).

O Tribunal de Contas da União (TCU) destacou nesta quarta-feira (22) que 95% do déficit das estatais não dependentes foi puxado por 4 empresas, dentre elas os Correios

Para 2026, o governo estimou, no projeto de lei de diretrizes orçamentárias, um aumento do déficit das estatais para R$ 6,75 bilhões.Para 2027, a equipe econômica projetou que o rombo pode ser maior ainda: R$ 7,55 bilhões.Para 2028, 2029 e 2030, o déficit estimado para as estatais federais é de, respectivamente: R$ 6,1 bilhões; R$ 5,04 bilhões e de R$ 5,71 bilhões.

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Quem é MrBeast, considerado o maior youtuber do mundo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 10:24

Tecnologia Quem é MrBeast, considerado o maior youtuber do mundo Jimmy Donaldson (MrBeast) tem mais de 400 milhões de inscritos no YouTube e é conhecido por promover desafios envolvendo dinheiro. Por Redação g1

Uma brasileira afirma ter sofrido assédio sexual e moral durante o período em que trabalhou na empresa do youtuber Jimmy Donaldson, a MrBeast Industries. Lorrayne Mavromatis expôs o caso em um vídeo publicado em seu Instagram, na noite desta quarta-feira (22).

"Eu era uma das poucas mulheres no alto escalão executivo e, muitas vezes, a única mulher na sala. Quando eu dava uma ideia, era chamada de burra, apenas para ficar ali e assistir um homem dizer exatamente a mesma coisa noventa segundos depois e receber uma rodada de aplausos", relatou ela.

Ela disse ainda que foi obrigada a comparecer, sozinha, em reuniões privadas na casa do CEO empresa. "Em uma sala no andar de cima, iluminada apenas por um abajur lateral e tive que escutar o quanto atrante e bonita eu era".

Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast, é um influenciador digital e o maior youtuber do mundo, com mais de 470 milhões de inscritos na plataforma.

Ele se tornou famoso por produzir vídeos com desafios que envolvem grandes quantias de dinheiro e por investir valores milionários em suas gravações, que frequentemente misturam entretenimento e ações de impacto social.

MrBeast ganhou projeção ao reinvestir praticamente tudo o que ganha na produção de novos conteúdos. Entre seus vídeos mais populares está a recriação, na vida real, da série Round 6, com prêmio de US$ 456 mil. Ele também já gravou conteúdos com celebridades como Cristiano Ronaldo.

Um de seus vídeos, ele chamou atenção por ter sido gravado na Ilha das Cobras, no litoral de São Paulo, considerada uma das áreas mais perigosas do mundo devido à grande concentração de serpentes venenosas.

Durante a filmagem, MrBeast e sua equipe passaram uma noite no local e usaram equipamentos de proteção para evitar ataques das cobras.

Além do YouTube, MrBeast expandiu seus negócios para outras áreas. No Brasil, lançou a hamburgueria MrBeast Burger, que opera apenas por delivery em algumas cidades, com preços populares. A marca surgiu nos EUA em 2020 e se espalhou para mais de 1.700 pontos de venda no mundo.

O influenciador também criou o reality show Beast Games, exibido no Prime Video, que reuniu mil participantes disputando um prêmio de US$ 5 milhões.

O programa, porém, é alvo de processos judiciais movidos por participantes, que alegam terem sido submetidos a condições inadequadas e a um ambiente marcado por misoginia e sexismo.

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Pentágono avalia que a retirada de minas do Estreito de Ormuz pode levar até 6 meses, diz jornal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 08:50

Mundo Pentágono avalia que a retirada de minas do Estreito de Ormuz pode levar até 6 meses, diz jornal Informação foi divulgada em reunião confidencial no Congresso dos EUA, segundo o jornal Washington Post. Por France Presse

Petroleiros e navios de carga alinhados no Estreito de Ormuz em 11 de março de 2026, vistos de Khor Fakkan, Emirados Árabes Unidos. — Foto: AP/Altaf Qadri, Arquivo

Retirar as minas no Estreito de Ormuz poderia levar seis meses, o que teria um impacto no preço dos combustíveis em todo o planeta, considerou o Pentágono durante uma apresentação confidencial no Congresso dos Estados Unidos, informou o jornal Washington Post.

O Estreito de Ormuz está praticamente fechado desde o início da guerra em 28 de fevereiro, com os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Quase 20% do petróleo e gás consumidos em todo o mundo transitavam por esta via crucial antes do conflito.

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O Washington Post cita três fontes anônimas, segundo as quais "os parlamentares foram informados de que o Irã pode ter instalado 20 minas ou mais no Estreito de Ormuz e em suas imediações".

Segundo a apresentação de uma fonte do Departamento da Defesa, "algumas foram colocadas na água, à distância, graças à tecnologia GPS", o que dificulta a detecção. Outras teriam sido instaladas com "embarcações pequenas".

"Um fechamento de seis meses do Estreito de Ormuz é uma impossibilidade e algo completamente inaceitável", afirmou um porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em um comunicado enviado à AFP no qual desmente a notícia.

Parnell destacou que a notícia é baseada em uma "sessão confidencial de informações, a portas fechadas" e que vários pontos são "falsos".

A Guarda Revolucionária do Irã, advertiu em meados de abril sobre uma "zona perigosa" de 1.400 quilômetros quadrados que poderia conter minas.

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Acordo Mercosul-UE pode aumentar exportações brasileiras em 13%, diz Alckmin

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 07:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9740,000%Dólar TurismoR$ 5,1720,07%Euro ComercialR$ 5,822-0,68%Euro TurismoR$ 6,068-0,58%B3Ibovespa192.889 pts-1,65%MoedasDólar ComercialR$ 4,9740,000%Dólar TurismoR$ 5,1720,07%Euro ComercialR$ 5,822-0,68%Euro TurismoR$ 6,068-0,58%B3Ibovespa192.889 pts-1,65%MoedasDólar ComercialR$ 4,9740,000%Dólar TurismoR$ 5,1720,07%Euro ComercialR$ 5,822-0,68%Euro TurismoR$ 6,068-0,58%B3Ibovespa192.889 pts-1,65%Oferecido por

O governo brasileiro espera ver um aumento de 13% nas exportações do país quando o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia estiver totalmente em prática em 2038.

Para o setor industrial brasileiro especificamente, o ganho nas exportações deve chegar a 26% com o acordo, acrescentou o vice-presidente.

A retirada gradual de tarifas entre os países da UE e do Mercosul começa imediatamente e deve se completar em até 12 anos.

De acordo com o vice-presidente, setores como frutas, açúcar, carne bovina e de frango e alguns tipos de maquinário podem ter impactos imediatos.

Geraldo Alckmin durante Reunião sobre o acordo Mercosul União Europeia em 25 de fevereiro — Foto: Cadu Gomes/VPR

O governo brasileiro espera ver um aumento de 13% nas exportações do país quando o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia estiver totalmente em prática em 2038, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin, às vésperas da entrada em vigor parcial do tratado. 

"A degravação é gradual, mas você tem aí perto de 5 mil produtos que a partir do dia 1º de maio estão zerados o imposto, então você vai ter aí um impacto importante", disse Alckmin na quarta-feira (22) em entrevista com agências internacionais de notícias.

Para o setor industrial brasileiro especificamente, o ganho nas exportações deve chegar a 26% com o acordo, acrescentou o vice-presidente.

A entrada em vigor em 1º de maio ainda é provisória, já que alguns países, como a França, questionaram o acordo no Tribunal de Justiça europeu.

Ainda assim, a retirada gradual de tarifas entre os países da UE e do Mercosul começa imediatamente e deve se completar em até 12 anos. 

De acordo com o vice-presidente — que participou das negociações como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio até deixar o cargo este mês — setores como frutas, açúcar, carne bovina e de frango e alguns tipos de maquinário podem ter impactos imediatos. 

Hoje, o comércio entre Brasil e UE – segundo maior parceiro comercial do país atrás da China — chega a US$100 bilhões, com um ligeiro superávit europeu, de aproximadamente US$500 milhões.

Uma conta feita pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex) aponta para um incremento de até US$1 bilhão na balança comercial brasileira já no primeiro ano de vigência do acordo. 

Além disso, um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que as reduções de tarifas e as cotas de exportação podem trazer um aumento de 0,46% no Produto Interno Bruto brasileiro entre 2024 e 2040, o equivalente a mais US$9,3 bilhões. 

Apesar do otimismo com o acordo, a adoção de salvaguardas rígidas pelos europeus, que preveem a suspensão das importações se houver um aumento de 5% acima da média dos últimos três anos, irritou o setor agrícola brasileiro e levou o Brasil a aprovar medidas semelhantes. 

"A salvaguarda vale para os dois lados. Então, se tiver um pico de importação, tanto o Mercosul quanto os países da União Europeia podem pedir uma suspensão temporária. É um acordo equilibrado", afirmou Alckmin.     

Desde 2013 sem assinar acordos comerciais, o Mercosul deu um salto nas negociações nos últimos anos, fechando acordos também com Cingapura e o bloco europeu Efta (Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia).

Segundo o vice-presidente, ainda é possível que até o fim deste ano sejam assinados novos acordos com Emirados Árabes Unidos e Canadá. 

Além disso, o próprio Mercosul pode crescer. Além da Bolívia, que está em processo de adesão às regras do bloco, a Colômbia demonstrou interesse em participar. E a Venezuela, que está suspensa atualmente, pode voltar, disse o vice-presidente. 

"A Venezuela está suspensa do Mercosul, mas à medida que está vivendo outro momento agora, isso será rediscutido", afirmou. 

Enquanto festeja o início do acordo com a UE, o governo brasileiro continua tentando negociar avanços com os Estados Unidos.

Apesar da maior parte das tarifas norte-americanas terem caído com uma decisão da Suprema Corte norte-americana, os setores de aço e alumínio e cobre continuam com tarifas de 50%, aplicadas ao mundo todo, e de 25% no setor de automóveis e autopeças. 

Além disso, o Brasil está sob duas investigações dentro da seção 301 da lei de comércio norte-americana. Uma delas, que envolve várias dezenas de países, trata de uso de trabalho escravo; a outra, apenas sobre o Brasil, inclui investigações sobre o Pix, desmatamento e ambiente digital de negócios.

Ambas podem ser usadas pelos EUA para retomar com tarifas de 50%. Na semana passada, uma comitiva brasileira esteve nos EUA para negociações sobre as investigações. 

"Nós prestamos todos os esclarecimentos. E, se precisar, faremos outros", disse Alckmin, sem entrar em detalhes sobre as reuniões em Washington. 

"A boa química que foi estabelecida entre o presidente Lula e o presidente Trump nós defendemos que continue. A gente pode ter muita parceria na área tarifária, tem espaço na área tarifária e não tarifária", afirmou.

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Caso Master: PF conclui que Sicário atentou contra a própria vida e apresenta a Mendonça conclusão de investigação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 05:44

A Superintendência da Polícia Federal de Minas Gerais concluiu a investigação sobre a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, chamado de Sicário por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A conclusão da Polícia Federal (PF) é de que a morte se deu por suicídio e não foi provocada por outra pessoa ou pressão sofrida por Sicário.

Uma equipe da superintendência irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (23) apresentar os resultados ao ministro relator do caso Master, André Mendonça.

Até mesmo a possibilidade de Mourão ter agido sob efeito de substâncias psicotrópicas foi examinada.

A Superintendência da Polícia Federal de Minas Gerais concluiu a investigação sobre a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, chamado de Sicário por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A conclusão da Polícia Federal (PF) é de que a morte se deu por suicídio e não foi provocada por outra pessoa ou pressão sofrida por Sicário.

Uma equipe da superintendência irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (23) apresentar os resultados ao ministro relator do caso Master, André Mendonça.

Até mesmo a possibilidade de Mourão ter agido sob efeito de substâncias psicotrópicas foi examinada.

Além do vídeo que mostra toda a permanência de Sicário na cela da PF, os policiais ouviram testemunhas, pessoas próximas e analisaram conversas dele.

Apesar da conclusão do inquérito, sicário permanece com os bens bloqueados, o que não deve mudar. A leitura é que seus recursos eram fruto de ações criminosas.

Ao receber o relatório da PF, a tendência é que Mendonça envie as conclusões para a PGR para analisar um possível arquivamento.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o 'Sicário', quando foi preso em outra investigação em MG — Foto: Reprodução

Em março, a Polícia Federal (PF) abriu inquérito para apurar a circunstância da custódia de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, o "Sicário" de Vorcaro, um dos presos na Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta.

Segundo a instituição, ele "atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais".

"Sicário" foi preso na Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

Também foi preso na mesma operação Daniel Vorcaro, banqueiro apontado como chefe da organização criminosa estruturada em diferentes núcleos.

As investigações apontam que Sicário tinha papel central na organização criminosa e executava ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral.

Os investigadores mencionam também uma "dinâmica violenta evidenciada pelas conversas entre Vorcaro e Mourão", e indica que ele atuaria como 'longa manus' (expressão do contexto jurídico que indica um agente que atua em nome de outro) da prática das práticas violentas atribuídas à organização.

O relatório fala, ainda, da existência de fortes indícios de que Mourão recebia a quantia de 1 milhão de reais por mês de Vorcaro como remuneração pelos "serviços ilícitos".

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