RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e Ternus será novo CEO

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 17:59

Tecnologia Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO Sob a liderança de Cook, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões, um avanço superior a 1.000%. A mudança no comando ocorre no momento em que a companhia completa 50 anos. Por Redação g1 — São Paulo

A Apple anunciou nesta segunda-feira (20) que Tim Cook deixará o comando da empresa e passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração.

O atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, John Ternus, será o novo diretor-executivo (CEO) da companhia a partir de 1º de setembro de 2026.

Em comunicado, a fabricante informou que a mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e faz parte de um processo de planejamento de sucessão conduzido ao longo de vários anos.

“Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada, que tem demonstrado um compromisso inabalável em enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo”, disse Cook.

Tim Cook entrou para a Apple em 1998. Tornou-se CEO em 2011 e supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços, incluindo novas categorias como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de serviços que vão do iCloud e Apple Pay ao Apple TV e Apple Music. Ele também teve atuou na expansão de linhas de produtos já existentes.

Sob a liderança de Cook, o valor de mercado da Apple cresceu de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — um aumento superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões no ano fiscal de 2025.

Há 2 horas Mundo Trump diz que não foi convencido por Israel a entrar na guerraHá 2 horasIpsos-Ipec: 90% dos brasileiros acreditam que guerra vai impactar economiaHá 2 horasEstreito no sudeste asiático 🚢Pedido dos EUA à Indonésia para ações militares em Malaca liga alerta global

Há 7 minutos Tecnologia Morro do VidigalOperação contra CV tem tiroteio, fecha avenida e deixa turistas ‘ilhados’ no Rio

Há 10 horas Rio de Janeiro ‘Estamos presos aqui. É muito tiro’: mulher registra tensãoHá 10 horasOperação mirou 13 detentos que fugiram da cadeia; veja quem sãoHá 10 horasMansão de onde fugiu principal alvo de operação no Rio tem vista para o mar

Há 2 horas Rio de Janeiro Alvo, traficante da BA fazia festa e fugiu por passagem secretaHá 2 horasTerritótio destruído por IsraelRelatório calcula que a recuperação de Gaza custará US$ 71,4 bilhões em 10 anos

Há 21 minutos Mundo Negócio de US$ 2,8 bilhõesEmpresa americana anuncia compra de mineradora brasileira de terras raras

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Indicado ao Fed, Warsh promete respeitar independência do BC, mas com limites

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 15:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,973-0,21%Dólar TurismoR$ 5,172-0,16%Euro ComercialR$ 5,859-0,1%Euro TurismoR$ 6,106-0,11%B3Ibovespa196.205 pts0,24%MoedasDólar ComercialR$ 4,973-0,21%Dólar TurismoR$ 5,172-0,16%Euro ComercialR$ 5,859-0,1%Euro TurismoR$ 6,106-0,11%B3Ibovespa196.205 pts0,24%MoedasDólar ComercialR$ 4,973-0,21%Dólar TurismoR$ 5,172-0,16%Euro ComercialR$ 5,859-0,1%Euro TurismoR$ 6,106-0,11%B3Ibovespa196.205 pts0,24%Oferecido por

O indicado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para comandar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve afirmar aos parlamentares, em audiência de confirmação marcada para terça-feira (21), que está "comprometido em garantir que a condução da política monetária permaneça estritamente independente".

O financista Kevin Warsh, de 56 anos e ex-diretor do Fed, também dirá aos integrantes do Comitê Bancário do Senado que pretende colaborar com o governo e com o Congresso em temas que não dizem respeito diretamente à política monetária.

"Estou igualmente comprometido em trabalhar com o governo e com o Congresso em questões não monetárias que fazem parte das atribuições do Fed", afirmará.

Nas falas preparadas, Warsh diz que a independência do banco central deve ser preservada especialmente nas decisões sobre política monetária. "Esse grau de independência não se estende a toda a gama de suas funções mandatadas pelo Congresso", afirmou.

Segundo ele, os responsáveis pelas decisões do Fed não têm direito à mesma "deferência especial" em temas como gestão de recursos públicos, regulamentação e supervisão bancária ou questões ligadas às finanças internacionais.

Indicado para substituir o atual chair do Fed, Jerome Powell, Warsh também promete promover mudanças na instituição. Segundo ele, a tendência de organizações grandes e complexas de manter o status quo pode ser "prejudicial" em um cenário de rápidas transformações.

"Em uma época que estará entre as mais importantes da história de nossa nação, acredito que um Federal Reserve voltado para a reforma pode fazer uma diferença real para o povo norte-americano", disse.

Warsh foi diretor do Fed entre 2006 e 2011. Em seu discurso, ele retoma críticas que vem fazendo ao banco central desde que deixou o cargo. Segundo ele, o Fed deve "permanecer em sua faixa" e evitar avançar sobre temas que considera ligados à política fiscal ou social.

No passado, Warsh usou essa expressão para criticar iniciativas do banco central, como estudos sobre os efeitos econômicos das mudanças climáticas e a meta de pleno emprego "inclusivo". Nos últimos anos, o Fed reduziu significativamente o foco na questão climática.

Warsh também afirma que a independência do banco central pode ficar fragilizada se a instituição não cumprir seu mandato de garantir a estabilidade dos preços, definido pelo Congresso.

"A inflação baixa é a armadura do Fed, sua proteção vital contra as investidas e flechas […] Portanto, quando a inflação aumenta — como aconteceu nos últimos anos — os cidadãos sofrem graves danos … (que) também podem perder a fé em nosso sistema de governança econômica, levantando dúvidas se a independência da política monetária é tudo o que se espera".

A audiência de confirmação de Warsh no Senado está prevista para começar às 10h no horário local (11h em Brasília), na terça-feira.

Há 7 horas Rio de Janeiro ‘Estamos presos aqui. É muito tiro’: mulher registra tensãoHá 7 horasOperação mirou 13 detentos que fugiram da cadeia; veja quem sãoHá 7 horasMansão de onde fugiu principal alvo de operação no Rio tem vista para o mar

Há 12 minutos Rio de Janeiro Alvo, traficante da BA fazia festa e fugiu por passagem secretaHá 12 minutosFunkeiros e influencers investigadosÁudios mostram Ryan dizendo de onde vinha dinheiro de suposto esquema

Há 7 horas Fantástico Avó como ‘laranja’: PF suspeita de restaurante ligado a RyanHá 7 horasEm prisão domiciliar, esposa pede liberdade de Chrys DiasHá 7 horasApós decisão do STFMonique Medeiros, mãe de Henry Borel, se entrega e volta à prisão

Há 5 horas Rio de Janeiro Negócio de US$ 2,8 bilhõesEmpresa americana anuncia compra de mineradora brasileira de terras raras

Há 30 minutos Economia Novonor assinou contrato para venda do controle da BraskemHá 30 minutosTragédia na BahiaQuem são as vítimas de acidente na Chapada Diamantina que matou 7

Há 3 horas Bahia Batida entre 2 carros deixou ainda 3 feridosHá 3 horasBuenos AiresBrasileiro que desapareceu ao sair para encontro é achado morto na Argentina

Há 7 minutos Goiás Belo HorizonteIrmão de Ana Paula do ‘BBB’ desabafa: ‘Último momento do pai foi complicado’

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Musk ignora convocação da França para depor sobre o X

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 14:09

Tecnologia Musk ignora convocação da França para depor sobre o X Bilionário havia sido convocado pela Justiça francesa para depoimento voluntário. Investigação mira algoritmos do X e uso do assistente de IA Grok para gerar conteúdo ilegal. Por Deutsche Welle

O bilionário Elon Musk não compareceu nesta segunda-feira (20) a uma oitiva voluntária convocada pela Justiça francesa no âmbito de uma investigação contra sua rede social X.

A promotoria de Paris informou à agência de notícias AFP que "tomou nota da ausência das primeiras pessoas convocadas", sem citar Musk nominalmente.

A convocação havia sido emitida em fevereiro, após autoridades realizarem buscas nos escritórios do X em Paris. A operação compõe um inquérito iniciado em janeiro de 2025, que apura alegações de que o algoritmo do X teria sido usado para interferir na política francesa.

Na ocasião, a ex-diretora-geral da empresa Linda Yaccarino também foi convocada para depoimento voluntário. Outros funcionários do X foram chamados na condição de testemunhas.

O processo posteriormente se estendeu também a outros supostos crimes, como a cumplicidade na divulgação de pornografia infantil. O Grok, assistente de IA incorporado à rede social, foi repetidamente usado para gerar e divulgar conteúdos negacionistas e imagens falsas de caráter sexual.

A plataforma nega qualquer irregularidade e vem classificando a ação como "abusiva". Semanas antes, Musk usou a plataforma para insultar as autoridades francesas.

A ausência do empresário e de Yaccarino "não constitui um obstáculo para a continuidade das investigações", afirmou o Ministério Público. Os promotores não têm autoridade para usar a força a fim de obrigar a pessoa a comparecer à oitiva.

A investigação sobre o X na França compõe uma reação internacional mais ampla contra o Grok, após o agente de IA ser usado sem filtro para sexualizar imagens de mulheres e crianças por meio de simples instruções escritas.

Cerca de 3 milhões de imagens sexualizadas foram geradas na plataforma em apenas 11 dias, apontou no final de janeiro o Centro de Combate ao Ódio Online, uma ONG de combate à desinformação.

No final de janeiro, a União Europeia também abriu uma investigação contra o X devido ao conteúdo gerado pelo Grok.

Musk recebeu nesta segunda-feira o apoio do cofundador do Telegram, Pavel Durov, que também está sendo investigado pela Justiça francesa por atividades em sua plataforma.

"A França de [Emmanuel] Macron está perdendo legitimidade ao utilizar investigações criminais como arma para reprimir a liberdade de expressão e a privacidade", escreveu Durov nas redes sociais. Ele foi preso em 2024 pela unidade francesa de crimes cibernéticos, sob acusações que incluíam cumplicidade com o crime organizado.

Há 6 horas Rio de Janeiro ‘Estamos presos aqui. É muito tiro’: mulher registra tensãoHá 6 horasAlvo, traficante da BA fazia festa e fugiu por passagem secretaHá 6 horasFunkeiros e influencers investigadosÁudios mostram Ryan dizendo de onde vinha dinheiro de suposto esquema

Há 6 horas Fantástico Avó como ‘laranja’: PF suspeita de restaurante ligado a RyanHá 6 horasEm prisão domiciliar, esposa pede liberdade de Chrys DiasHá 6 horasApós decisão do STFMonique Medeiros, mãe de Henry Borel, se entrega e volta à prisão

Há 4 horas Rio de Janeiro Tragédia na BahiaQuem são as vítimas de acidente na Chapada Diamantina que matou 7

Há 2 horas Bahia Batida entre 2 carros deixou ainda 3 feridosHá 2 horasTemporal no ParáChuvas fortes derrubam árvores e deixam 5 mil sem energia em Belém

Há 43 minutos Pará MPF cobra prefeito de Belém e governadora do PAHá 43 minutosBlog da Camila BomfimGilmar pede a Moraes que Zema seja incluído no inquérito das fake news

Há 3 horas Blog da Camila Bomfim Belo HorizonteIrmão de Ana Paula do ‘BBB’ desabafa: ‘Último momento do pai foi complicado’

Há 40 minutos Minas Gerais Corpo do ex-deputado Gerardo Renault é velado em BHHá 40 minutosDepoimento emocionadoVÍDEO: ‘Foi o herói que tive em casa’, diz Tadeu ao se despedir do irmão Oscar

Há 16 horas Fantástico Filho do ex-jogador conta como foi o último ano do paiHá 16 horasFantástico

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Braskem diz que Novonor assinou contrato para venda do controle da companhia

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 20/04/2026 09:50

Economia Negócios Braskem diz que Novonor assinou contrato para venda do controle da companhia Novo acionista controlador pode melhorar as perspectivas da Braskem, que enfrenta margens reduzidas e dívidas relacionadas aos danos de operações de mineração em Maceió. Por Redação g1

A Braskem divulgou nesta segunda-feira (20) que a Novonor e a NSP Investimentos assinaram contrato para vender o controle da petroquímica ao fundo de investimento em participação Shine I (Shine I FIP), assessorado pela IG4.

O contrato regula, entre outros pontos, os termos e condições para a venda judicial, pela NSP, ao FIP, que investe diretamente em empresas ao comprar participações com ações ordinárias e preferenciais, organizadas na Classe A.

Os papéis são de emissão da Braskem e equivalem a cerca de 50,1% das ações ordinárias e a aproximadamente 34,3% do capital social total da companhia.

O contrato prevê, ainda, a obrigação do FIP de requerer e protocolar junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de registro de oferta pública para a aquisição de até a totalidade das ações ordinárias e preferenciais em circulação da Braskem.

Em dezembro, a Braskem informou que a Novonor (ex-Odebrecht) assinou um acordo de exclusividade com a gestora de investimentos IG4 Capital para a venda de sua participação na empresa petroquímica.

Braskem vai investir em Triunfo, Montenegro, Nova Santa Rita e Rio Grande. — Foto: Braskem/Divulgação

A Braskem divulgou nesta segunda-feira (20) que a Novonor (ex-Odebrecht) e a NSP Investimentos assinaram contrato para vender o controle da petroquímica ao fundo de investimento em participação Shine I (Shine I FIP), assessorado pela IG4, informou a agência de notícias Reuters.

O contrato regula, entre outros pontos, os termos e condições para a venda judicial, pela NSP, ao Fundo de Investimento em Participações (FIP), que investe diretamente em empresas ao comprar participações com ações ordinárias (com direito a voto) e preferenciais (com prioridade em dividendos), organizadas na Classe A, ou seja, com regras próprias para os investidores.

Os papéis são de emissão da Braskem e equivalem a cerca de 50,1% das ações ordinárias e a aproximadamente 34,3% do capital social total da companhia.

O contrato prevê, ainda, a obrigação do FIP de requerer e protocolar junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de registro de oferta pública para a aquisição de até a totalidade das ações ordinárias e preferenciais em circulação da Braskem.

Em dezembro, a Braskem informou que a Novonor assinou um acordo de exclusividade com a gestora de investimentos IG4 Capital para a venda de sua participação na empresa petroquímica.

De acordo com o comunicado, a IG4 passará a dividir o controle da Braskem com a Petrobras, que hoje é o segundo maior acionista da companhia.

Na época, a a Novonor se comprometeu a transferir sua participação para um fundo administrado pela IG4, que passará a deter 50,111% do capital votante — ou seja, das ações que dão direito a voto nas decisões da empresa — e 34,323% do capital total da petroquímica.

A entrada de um novo acionista controlador é vista como um fator que pode ajudar a melhorar as perspectivas da Braskem, que enfrenta margens de lucro reduzidas no setor petroquímico e carrega dívidas relacionadas aos danos causados por antigas operações de mineração de sal em Maceió, no Nordeste.

Em outro comunicado, a IG4 afirmou que a operação envolve cerca de R$ 20 bilhões em dívidas, que estão garantidas por ações da própria Braskem — mecanismo conhecido como dívida com garantia em ações.

O acordo pode contribuir para reduzir o elevado endividamento da Novonor, que aumentou após o escândalo da Operação Lava Jato, há cerca de uma década. Na época, o grupo — então chamado de Odebrecht — ofereceu suas ações da Braskem como garantia em empréstimos de bilhões de reais.

A Novonor busca há anos vender sua participação de controle na Braskem, mas até dezembro não havia conseguido concluir uma negociação.

Após a morte do fundador, OnlyFans busca novo investidor em acordo bilionárioMBRF avança em parceria com fundo saudita na Sadia Halal em preparação para oferta de ações

Há 1 hora Fantástico Movimentação de R$ 30 milhõesAvó como ‘laranja’: PF levanta suspeita em restaurante ligado a Ryan

Há 3 horas São Paulo Em prisão domiciliar, esposa pede liberdade de Chrys DiasHá 3 horasBatida na Bahia7 morrem em acidente entre dois carros na Chapada Diamantina

Há 3 horas Minas Gerais Ana Paula é comunicada na casa sobre a morte do paiHá 3 horasGerardo Renault foi deputado federal por 2 mandatos; conheçaHá 3 horasComo assistir 🍀g1 passa a transmitir ao vivo os sorteios das Loterias Caixa

Há 53 minutos Loterias Futebol ⚽Palmeiras, Flamengo e Fluminense vencem; veja os gols do Brasileirão

Há 3 horas Fantástico CLASSIFICAÇÃO: Corinthians entra na zona de rebaixamentoHá 3 horasA nadadora de 95 anos que colecionou recordes — e segue na ativaHá 3 horasRedução da jornadaFim da escala 6×1: o que preveem as 4 propostas que tramitam no Congresso

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Escala 6×1: propostas no Congresso avançam para pôr fim à jornada; veja qual está mais perto de passar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 08:05

Trabalho e Carreira Escala 6×1: propostas no Congresso avançam para pôr fim à jornada; veja qual está mais perto de passar Quatro propostas em tramitação simultânea colocam em debate o fim da escala 6×1, com caminhos distintos, ritmos diferentes e impactos que dividem Congresso, governo e setor produtivo. Por Rafaela Zem — São Paulo

O fim da escala 6×1 ganhou centralidade no debate trabalhista brasileiro e hoje avança simultaneamente por quatro propostas diferentes no Congresso Nacional.

As iniciativas incluem PECs e um PL, com formatos, prazos e níveis de ambição distintos, que vão da adoção da escala 5×2 à 4×3.

Enquanto defensores destacam ganhos no equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, o setor produtivo alerta para riscos econômicos, como aumento de custos e demissões.

Especialistas avaliam que qualquer mudança na jornada exigirá planejamento e transição cuidadosa para evitar efeitos adversos.

O fim da escala 6×1 — seis dias de trabalho para um de descanso — saiu do campo das discussões pontuais e passou a ocupar o centro da agenda trabalhista do país.

O tema ganhou força no Congresso Nacional e hoje avança por quatro frentes simultâneas, com propostas que seguem caminhos distintos.

No pano de fundo, o debate coloca em lados opostos a pressão por mais tempo livre e as preocupações com os efeitos econômicos das mudanças. Na prática, nunca antes o fim da escala 6×1 foi discutido de forma tão ampla e conjunta no Brasil.

Na Câmara dos Deputados, dois textos avançaram um passo importante na última quarta-feira (15). A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) emitiu parecer favorável à tramitação da PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), e da proposta apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

A votação, no entanto, foi adiada após um pedido de vista da oposição, o que empurrou a decisão final da comissão para os próximos dias.

Ao mesmo tempo, o governo federal decidiu seguir por outro caminho. Na terça-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou ao Congresso um projeto de lei, com urgência constitucional, que também prevê o fim da escala 6×1.

A estratégia do Planalto é testar a viabilidade política da mudança por meio de um trâmite mais rápido.

No Senado Federal, a discussão está mais avançada. A PEC 148/2015, do senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovada pela CCJ da Casa em dezembro do ano passado e aguarda análise do plenário. Trata-se do texto mais adiantado do ponto de vista legislativo.

O Congresso, portanto, analisa simultaneamente quatro propostas, cada uma com trajetória própria e diferentes níveis de avanço. Embora o objetivo central seja semelhante, os formatos, os prazos e os impactos previstos são distintos.

"É a [PEC] mais antiga em tramitação sobre o tema e prevê a redução gradual da jornada até o limite de 36 horas semanais", afirma Paulo Renato Paim, autor da proposta, ao g1.

O texto prevê uma redução gradual da jornada de trabalho. No primeiro ano após a promulgação, a carga semanal cairia de 44 horas para 40 horas. A partir daí, haveria reduções anuais de uma hora até o limite de 36 horas semanais.

A proposta formaliza a escala 5×2, com dois dias de descanso, e estabelece a proibição de redução salarial durante toda a transição.

Aprovada na CCJ do Senado, a PEC segue agora para o plenário, onde será votada em dois turnos e precisará de 49 votos favoráveis em cada um. Se aprovada, o texto seguirá para a Câmara, onde também passará por dois turnos. Só então poderá ser promulgada.

"O texto já está pronto para análise no plenário do Senado, embora ainda não haja data definida para votação", diz Paim.

O texto propõe a adoção da escala 4×3, com jornada máxima de 36 horas semanais. A implementação ocorreria em até 360 dias. A medida se aproxima de experiências internacionais recentes, mas enfrenta maior resistência política.

A PEC do deputado Reginaldo Lopes segue na mesma direção quanto à carga horária final, mas prevê uma transição mais longa. A redução poderia ocorrer ao longo de até 10 anos, com o objetivo de diminuir eventuais impactos sobre empresas, especialmente em setores mais intensivos em mão de obra.

As PECs de Erika Hilton e Reginaldo Lopes permanecem na fase de admissibilidade, que avalia apenas se os textos respeitam a Constituição. A discussão de mérito ocorrerá em uma comissão especial, etapa seguinte do processo.

Por fim, o projeto de lei do governo federal adota uma alternativa intermediária. O texto fixa a jornada em 40 horas semanais, com escala 5×2, e garante a manutenção dos salários.

Como altera a CLT, o projeto exige apenas maioria simples para aprovação. Além disso, foi enviado com urgência constitucional, o que limita a até 45 dias o prazo máximo de tramitação em cada Casa Legislativa. O prazo pode ser estendido por mais 10 dias caso o texto seja alterado.

Um dos destaques é a inclusão dos trabalhadores domésticos, grupo frequentemente excluído de reformas trabalhistas.

“Do ponto de vista da tramitação do processo legislativo, a proposta que deve caminhar mais rapidamente é a enviada pela Presidência da República, porque ela não só reúne grande parte dos elementos das outras, como vem acompanhada de dois fatores: o regime de urgência (…) e a vontade política”, avalia o professor de Direito Constitucional da USP, Rubens Beçak.

As diferenças entre uma PEC e um projeto de lei ajudam a explicar a existência de várias frentes ao mesmo tempo.

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) altera a norma máxima do país. Por isso, precisa ser aprovada em dois turnos em cada Casa e contar com o apoio de três quintos dos parlamentares. Não depende de sanção presidencial. Se aprovada, é promulgada pelo Congresso.Já o Projeto de Lei (PL) altera normas infraconstitucionais, como a CLT. O processo é mais simples, exige menos votos e depende de sanção presidencial.

Justamente por alterarem o texto da Constituição Federal, as PECs têm um rito mais rigoroso e precisam, obrigatoriamente, tramitar pelas duas Casas do Congresso Nacional, explica Marcos Jorge, mestre em Direito Público e coordenador jurídico do escritório Wilton Gomes Advogados.

Nesse contexto, Marcos ressalta que, no caso específico da jornada de trabalho, o PL não seria o instrumento legislativo adequado, já que a carga horária atual está prevista na Constituição Federal. Assim, a alteração dessa regra só poderia ser feita por meio de uma PEC.

Mudança da escala 6×1 teve grande adesão nas redes sociais e impulsionou projetos no Congresso — Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Mesmo entre apoiadores do fim da escala 6×1, há quem defenda mudanças graduais, negociação coletiva e medidas de compensação, principalmente para micro e pequenas empresas.

O deputado Luiz Gastão (PSD-CE) resume essa posição ao defender uma redução inicial mais moderada.

"Se reduzirmos de forma paulatina de 44 para 40 horas semanais, já estaríamos extinguindo a escala 6 por 1", afirmou.

Para sindicatos e movimentos sociais, o fim da escala 6×1 é uma reivindicação antiga. A avaliação é de que jornadas extensas afetam a saúde física e mental, aumentam o risco de acidentes e reduzem o tempo de descanso, sobretudo entre mulheres e trabalhadores de baixa renda.

O relator da CCJ da Câmara, Paulo Azi, também abordou esse ponto em seu parecer. Segundo ele, no regime 6×1, o único dia de descanso costuma ser consumido por tarefas domésticas e demandas acumuladas.

Para Azi, a redução da jornada poderia contribuir para um maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

“Elas [PECs e PL que propõem o fim da 6×1] estão em estágios diferentes, mas todas partem de um ponto de vista semelhante. O que é preciso entender é se vai prevalecer a vontade política, sobretudo em um ano eleitoral, em que o governo tem interesse na aprovação de medidas com alto potencial de apoio popular”, completa Beçak.

Por outro lado, representantes do setor produtivo reforçam as preocupações com os impactos econômicos das propostas.

Um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em parceria com a Tendências Consultoria, indica que a redução da jornada de 44 para 36 horas, sem aumento proporcional de produtividade, pode levar a uma queda de até 3,7% do PIB no primeiro ano.

Em cinco anos, a retração acumulada poderia chegar a 4,9%. Mesmo em um cenário com ganho de produtividade de 2%, os resultados permaneceriam negativos.

As simulações também apontam que cerca de 1,5 milhão de trabalhadores formais poderiam enfrentar risco de demissão ou migração para a informalidade.

“O custo com pessoal representa um dos principais componentes da estrutura de custos das empresas”, afirma Guilherme Hakme, diretor da Fiep. “Elevações nesse tipo de custo podem afetar decisões operacionais, como redução do horário de funcionamento e demissões.”

No comércio, um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima que a adaptação a jornadas menores pode elevar a folha salarial em cerca de 21%. Parte desse custo tende a ser repassada aos preços. Segundo o levantamento, cada aumento de 1% no custo do trabalho pode elevar a informalidade em 0,34%.

No turismo, setor que depende da escala 6×1 para operar aos fins de semana, o impacto esperado recai sobre preços e demanda.

No agronegócio, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta que ciclos naturais de produção nem sempre se adaptam a jornadas rígidas, especialmente em atividades sazonais e operações contínuas, como a pecuária leiteira.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a redução para 40 horas pode gerar aumento de custos de até R$ 267 bilhões para o setor industrial. Para uma jornada de 36 horas, o impacto seria maior.

Para economistas, o ponto central da discussão é a produtividade. Segundo André Portela, da FGV, a redução da jornada de 44 para 36 horas, com manutenção dos salários, elevaria o custo da hora trabalhada em cerca de 22%.

Diante desse cenário, empresas tendem a adotar diferentes estratégias, como repassar custos, investir em automação ou reorganizar equipes. Pequenas empresas, com menor capacidade de adaptação, aparecem como as mais expostas.

A avaliação de especialistas é que mudanças desse porte exigem planejamento. Sem isso, há risco de efeitos como aumento da informalidade, acúmulo de empregos e maior instabilidade econômica, especialmente em caso de implementação rápida.

Há 2 horas São Paulo Em prisão domiciliar, esposa pede liberdade de Chrys DiasHá 2 horasBatida na Bahia7 morrem em acidente entre dois carros na Chapada Diamantina

Há 34 minutos Bahia Redução da jornadaFim da escala 6×1: o que preveem as 4 propostas que tramitam no Congresso

Há 1 hora Trabalho e Carreira Belo HorizontePai da participante do ‘BBB’ Ana Paula Renault morre aos 96 anos

Há 1 hora Minas Gerais Ana Paula é comunicada na casa sobre a morte do paiHá 1 horaGerardo Renault foi deputado federal por 2 mandatos; conheçaHá 1 horaComo assistir 🍀g1 passa a transmitir ao vivo os sorteios das Loterias Caixa

Há 5 horas Loterias Futebol ⚽Palmeiras, Flamengo e Fluminense vencem; veja os gols do Brasileirão

Há 1 hora Fantástico CLASSIFICAÇÃO: Corinthians entra na zona de rebaixamentoHá 1 horaPerdeu o Fantástico? Veja todas as reportagens do último programa

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Por que um financiamento pode sair muito mais caro do que parece?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 04:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%Oferecido por

Vídeos de negociações de carros financiados que viralizaram nas redes sociais reacenderam uma dúvida comum entre consumidores: afinal, quanto um financiamento realmente custa?

Nos comentários dessas publicações, internautas questionam valores que vão muito além das parcelas anunciadas. Isso acontece porque, além dos juros, as operações de crédito têm o chamado Custo Efetivo Total (CET), que reúne tarifas, seguros e outros encargos e está presente em todas as modalidades de crédito — do financiamento de veículos e imóveis ao crédito consignado.

Entenda nesta reportagem o que é o CET, quais são os seus direitos como consumidor e como avaliar se um empréstimo vale a pena.

O Custo Efetivo Total (CET) é a taxa que mostra o custo real de um empréstimo ou financiamento. Além dos juros, ele reúne todas as despesas envolvidas na operação, o que permite uma comparação mais precisa entre diferentes ofertas de crédito.

Juros: valor cobrado pelo banco para conceder o empréstimo — funciona como o “aluguel” do dinheiro ao longo do tempo.Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): tributo obrigatório cobrado pelo governo em operações de crédito, que aumenta o custo final da dívida.Tarifas: incluem cobranças como taxa de cadastro e outros serviços administrativos definidos pela instituição financeira.Seguros: como o seguro prestamista, que quita a dívida em caso de morte ou invalidez. Nem sempre são obrigatórios e devem ser autorizados pelo consumidor.Outros encargos: despesas adicionais da operação, que podem variar conforme o banco e o tipo de crédito.

🔎OOs juros são o principal componente do CET e, ao longo do tempo, concentram a maior parte do valor pago. Por isso, pequenas variações na taxa podem elevar significativamente o custo final da dívida. No crédito em geral, eles ficam entre 30% e 60% ao ano, mas no cartão — especialmente no rotativo — podem superar 400% ao ano, o que o torna uma das modalidades mais caras do mercado.

Por determinação do Banco Central do Brasil (BC), bancos e instituições financeiras são obrigados a informar o CET antes da contratação, junto com uma planilha que detalha cada custo e seu peso no valor final da dívida. Esse demonstrativo também deve constar de forma clara no contrato.

Na prática, o CET ajuda a revelar quanto o crédito realmente custa. Em um financiamento de R$ 1.000, por exemplo, com juros de 12% ao ano, a inclusão de taxas como cadastro e IOF pode elevar o custo total para cerca de 43,9% ao ano.

Isso mostra que olhar apenas para a taxa de juros ou para o valor da parcela pode dar uma falsa impressão de que o empréstimo é barato, segundo especialistas consultados pelo g1.

“Mesmo sem dominar matemática financeira, dá para usar uma regra simples: quanto eu pego hoje e quanto vou devolver no total”, afirma Marcos Crivelaro, professor de finanças da Fundação Vanzolini, da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo ele, encargos como seguros e serviços adicionais muitas vezes passam despercebidos. “A pessoa acha que está pagando só juros, mas há vários custos embutidos que elevam o valor final”, diz.

O tema ganha ainda mais relevância em um cenário de endividamento elevado. Em março, 80,4% das famílias brasileiras tinham dívidas a vencer, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o maior nível da série histórica.

Já a inadimplência — quando há contas em atraso — ficou em 29,6%, estável em relação a fevereiro, mas acima dos 28,6% registrados um ano antes.

Mesmo com o início da queda da taxa Selic, os juros seguem altos, o que mantém o crédito caro e pressiona o orçamento das famílias. A alta dos combustíveis também encarece o custo de vida e tende a estimular o uso do crédito.

Para Crivelaro, decisões tomadas sem pleno entendimento dos custos podem agravar a situação financeira.

“No fim, o que importa é o total pago. Às vezes a parcela cabe no bolso, mas o valor final assusta”, afirma.

Diante desse cenário, a recomendação é cautela. “Não é o momento de assumir novas dívidas, a não ser para substituir uma mais cara por outra mais barata — e, ainda assim, com análise cuidadosa”, diz.

Não existe um percentual fixo na lei que defina juros abusivos. Na prática, eles são considerados abusivos quando ficam muito acima da média de mercado ou quando há irregularidades no contrato.

A legislação brasileira obriga a divulgação clara do CET em todas as etapas da contratação. Segundo Stefano Ribeiro Ferri, especialista em direito do consumidor, a transparência é essencial para evitar prejuízos.

De acordo com ele, a omissão de informações, a inclusão de serviços sem consentimento ou a chamada venda casada podem configurar práticas abusivas.

“Se houver falta de transparência ou cobrança indevida, o consumidor pode buscar a revisão do contrato na Justiça. Em alguns casos, ele pode até ser anulado ou ajustado”, conclui.

Há 6 horas Fantástico Levantamento do FantásticoInvestigação revela fraudes e abusos de PMs de SP com câmeras corporais

Há 2 horas São Paulo Coronel José Augusto CoutinhoPromotor detalha à PM de SP supostas omissão e proteção do ex-chefe da corporação a policiais ligados ao PCC

Há 8 horas São Paulo Estudo da Universidade de KyotoJapão tem resultados inéditos ao testar terapia celular contra Parkinson

Há 7 horas Fantástico Equipe comunicouPai da participante do BBB Ana Paula Renault morre aos 96 anos em BH

Há 7 horas Minas Gerais Ana Paula é comunicada na casa sobre a morte do paiHá 7 horasGerardo Renault foi deputado federal por 2 mandatos; conheçaHá 7 horasNa altura da Barra Mansa’Eu só lembrei de sair correndo’: testemunhas relatam explosão na Via Dutra

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Carro de R$ 20 mil, dívida de R$ 64 mil: como evitar um mau negócio ao financiar um veículo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 02:52

Carros Carro de R$ 20 mil, dívida de R$ 64 mil: como evitar um mau negócio ao financiar um veículo Especialistas explicam como o financiamento pode elevar o custo total do carro e quais cuidados ajudam o consumidor a evitar dívidas maiores do que o valor do veículo. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

Vídeos que viralizaram nas redes sociais mostram sempre o mesmo roteiro: um vendedor de carros usados risca o papel com uma caneta. Do outro lado da mesa, o cliente ouve valores de entrada, prestações e prazos do financiamento. A negociação segue com ajustes de taxas, parcelas e descontos, até ser fechada com um aperto de mãos.

Nos comentários dessas publicações, diversos internautas questionam a quantia paga pelos consumidores, que muitas vezes ultrapassa o valor do próprio veículo.

“O carro ele paga os R$ 50 mil, mas esqueceu de avisar que os R$ 35 mil financiados viram mais de R$ 70 mil”, diz um comentário.

“Cai quem quer, mas em nenhum momento ele fala que vai ficar 60 vezes de R$ 1.200, o que dá R$ 72 mil”, comenta outro.

O formato dos vídeos chama atenção e, embora não necessariamente envolva irregularidades, especialistas alertam que esse tipo de negociação pode dificultar a compreensão dos clientes sobre o custo total do financiamento.

Nesta reportagem, o g1 explica quais são as obrigações dos vendedores ao apresentar um financiamento, quais são os direitos do consumidor e como calcular o custo real de um empréstimo para evitar um mau negócio na compra de um carro usado.

O g1 também ouviu Daniel Ribeiro, vendedor que aparece nos vídeos que viralizaram, para apresentar sua versão sobre as negociações.

O que diz a leiMe senti enganado, posso recorrer?Cuidados na hora de financiarDe olho nas parcelas — e nos juros tambémO que diz o vendedorVeja o checklist do carro usado

O consumidor tem de ficar de olho para garantir seus direitos ao financiar um veículo — Foto: Divulgação

“O consumidor tem direito à informação adequada e clara sobre todos os elementos relevantes da contratação, especialmente preço, encargos, juros, custo efetivo total e consequências econômicas do negócio”, explica Jefferson Leão, advogado da Poliszezuk Advogados.

🔎 O chamado custo efetivo total (CET) representa o valor real de um financiamento. Ele inclui juros, tarifas, impostos e quaisquer outras despesas da operação. (Entenda mais abaixo)

Segundo Leão, omitir informações durante a negociação verbal e apresentá-las apenas no contrato, de forma a confundir o consumidor, é uma prática vedada pela lei. Assim, é necessário que todos os custos e informações estejam claros, tanto na conversa quanto na documentação.

“Quando o vendedor destaca apenas as parcelas mensais ou vantagens aparentes, sem explicar o custo total do financiamento, há risco de violação do dever de transparência”, explica o advogado.

Especialistas alertam que o vendedor também tem a obrigação de fornecer todas as informações sobre o veículo que está sendo vendido.

“Caso o vendedor omita informações sobre o estado do veículo, as formas de pagamento, não cumpra o que foi ofertado ou descumpra os termos de garantia, isso fere as regras de proteção ao consumidor, que pode exigir o cumprimento da oferta ou o cancelamento da compra”, explica Joana D’Arc Pereira, assessora técnica do Procon-SP.

A assessora também alerta para outra prática comum que fere o direito do consumidor: a venda casada. “É uma prática abusiva, por exemplo, a imposição de um seguro específico da loja”, alerta.

Sim. Segundo Arystóbulo Freitas, sócio da Arystóbulo Freitas Advogados, o consumidor pode entrar na Justiça para pedir a redução dos juros, dos encargos ou de qualquer acréscimo do contrato. Também é possível solicitar a ampliação do prazo de pagamento previsto no contrato original.

“Em casos de abuso na venda do veículo — inclusive quando o financiamento apresenta valores diferentes dos acordados —, o consumidor pode pedir a revisão do contrato para adequá-lo à proposta apresentada pelo vendedor”, explica.

O advogado alerta que o comprador deve guardar toda e qualquer anotação feita pelo vendedor durante a negociação — inclusive solicitando que o profissional entregue essas anotações. “O comprador também deve ler com atenção todas as condições da venda e do financiamento”, diz.

A rescisão do contrato, com a restituição integral dos valores pagos, e a possibilidade de indenização por perdas e danos também podem ser reivindicadas, a depender do caso.

“Não se pode descartar, ainda, a ocorrência de dano moral, sobretudo quando a prática envolve engano relevante ou comprometimento financeiro significativo do consumidor”, diz Leão, da Poliszezuk Advogados.

De acordo com o especialista, o direito do consumidor “não exige prova de intenção dolosa” — ou seja, o cliente não precisa comprovar que o vendedor agiu de propósito para enganá-lo: se a forma como o negócio for apresentado puder confundir o consumidor, já pode ser considerada irregular.

Segundo Leão, embora o direito brasileiro não proíba a persuasão comercial — estratégias usadas pelos vendedores para convencer o consumidor a comprar um produto ou serviço —, a lei exige que ela seja exercida com transparência, lealdade e boa-fé.

“Sempre que esses limites são ultrapassados, especialmente em operações financeiramente complexas, pode haver responsabilização civil, revisão do contrato e indenização ao consumidor”, alerta Leão.

Os especialistas consultados pelo g1 também alertam para os cuidados necessários para evitar financiamentos que possam comprometer o orçamento.

Segundo Wanessa Guimarães, planejadora financeira CFP pela Planejar, a regra tradicional do mercado financeiro é comprometer, no máximo, 30% da renda líquida mensal com todas as dívidas. Isso significa considerar não apenas as prestações do financiamento do veículo, mas também outros parcelamentos, como cartão de crédito e empréstimos.

“Para o financiamento do carro, isoladamente, o recomendável é não ultrapassar 15% da renda, já que o veículo traz custos adicionais inevitáveis, como seguro, IPVA, manutenção e combustível, que juntos podem representar outros 10% a 15% da renda”, explica.

A planejadora também alerta que, embora uma entrada maior reduza o valor financiado e possa diminuir o total de juros pagos, gastar todas as economias ainda representa um risco.

“Quem zera o colchão financeiro para dar uma entrada grande fica vulnerável. Qualquer imprevisto — como uma doença ou uma demissão — pode levar ao atraso das parcelas, gerando multa, juros de mora e até nome negativado”, alerta.

Veja abaixo como o tamanho do pagamento inicial pode influenciar o financiamento. As simulações foram feitas por Guimarães e consideram dois diferentes valores de entrada para o financiamento de um carro de R$ 50 mil.

Nesse cenário, o consumidor que consegue pagar R$ 25 mil (50%) de entrada, pode pagar R$ 11,3 mil a menos em juros e ter uma parcela 44% menos do que quem paga um valor inicial de R$ 5 mil (10%).

Ou seja, o mesmo carro pode ter um custo total de R$ 75,4 mil ou de R$ 64,1 mil, a depender do valor pago na entrada.

Outro ponto de atenção, alerta Guimarães, é o chamado Custo Efetivo Total (CET). Ele representa o valor real de um financiamento e é composto por:

Taxa efetiva mensal de jurosTaxa dos juros por atrasosTotal de encargos previstos para o atraso no pagamentoMontante das prestações

Segundo Guimarães, uma diferença de apenas 0,6 ponto percentual na taxa de juros mensal pode representar mais de R$ 7,6 mil de impacto no bolso do consumidor.

"Por isso, a pergunta certa ao banco não é ‘qual é a taxa?’, mas sim ‘qual é o CET?’”, aconselha.

O documento também precisa trazer o prazo de validade da oferta — que deve ser, no mínimo, de dois dias —, e os dados do fornecedor, incluindo o nome, endereço físico e endereço eletrônico.

⚠️ Vale lembrar que o CET deve ser apresentado em toda operação de crédito, e não apenas no financiamento de veículos.

Além disso, alerta a planejadora financeira CFP da Planejar Paula Bazzo, também é preciso atenção ao prazo de financiamento — que também influencia diretamente no montante de juros pago em um financiamento.

Na prática, quanto maior é o prazo e o número de parcelas, maior tende a ser o valor pago em juros.

“O prazo do financiamento costuma ser subestimado. Apesar de um período mais longo resultar em parcelas menores, a vantagem não é tão significativa”, diz Bazzo.

Abaixo, veja simulações feitas por Guimarães e Bazzo, respectivamente, que mostram a diferença do valor pago ao ser considerada a taxa anunciada pelo vendedor e o CET e como a quantidade de parcelas pode impactar o montante pago em juros.

O g1 entrou em contato com o vendedor Daniel Ribeiro, que aparece com clientes nos vídeos que viralizaram, para apresentar sua versão sobre as negociações. O empresário tem uma loja em Curitiba e costuma produzir vídeos para as redes sociais.

Questionado se informa o custo efetivo total (CET) aos compradores — um dos pontos levantados por internautas nos comentários de seus vídeos —, Ribeiro afirma que seus clientes recebem o documento do banco.

"Eu não vendo dinheiro, eu vendo o carro. O banco imprime a CET, que lá tem todos os encargos: IOF, taxa, seguro prestamista, inclusão de gravame [registro de que o veículo foi dado como garantia em caso de não pagamento], alienação fiduciária [que garante que o banco é proprietário do carro até que a dívida seja quitada], mais a taxa aplicada, a quantidade de vezes. E o cliente assina essa CET de forma digital", diz.

Ribeiro destaca ainda que o contrato é enviado junto ao carnê, de forma que os clientes podem "esmiuçar toda e qualquer dúvida" no documento.

"Eu também costumo deixar claro qual é a taxa de juros que meu cliente está pagando, qual é a quantidade de vezes, e eu faço sempre a conta do valor final em todas as minhas negociações", acrescenta o vendedor.

Questionado sobre as informações do CET não aparecerem nos vídeos, Ribeiro afirma que cada negociação é única.

"Eu vendo uma média de 150 carros no mês. Tem cliente que tem essa dor, que quer saber esse questionamento; tem cliente que só quer saber se foi aprovado o financiamento; tem cliente que só quer saber se a parcela cabe no orçamento dele", diz.

O vendedor reforça ainda que seu trabalho é “facilitar a jornada de compra” dos clientes e trazer clareza para a transação.

"Ele [o cliente] tem que saber o valor que está financiando, o valor da taxa de juros, o valor da parcela, a quantidade de vezes. E isso é esmiuçado na negociação. Eu viro a tela do computador para todos os meus clientes. Esse é o meu formato de negociação há mais de cinco anos", acrescenta.

Por fim, ao ser questionado se acredita que os consumidores concluem a negociação com pleno entendimento do CET e cientes de que os custos vão além das taxas bancárias, Ribeiro afirma que a compreensão final cabe ao consumidor.

"Eu sou responsável por fazer a minha parte. A minha parte é esmiuçar isso, é trazer clareza para o cliente. Agora, se o cliente compreende, cabe a ele. Eu não sou professor deles, eu sou empresário, e cabe a mim trazer clareza e eu faço isso com toda certeza", conclui.

Além do valor pago no veículo, o consumidor também deve ter atenção a diversos outros fatores na hora de comprar um carro seminovo. Existem cuidados importantes que ajudam a reduzir as chances de levar um problema para casa.

Solicite o laudo cautelar: ao comprar o carro em lojas, peça um laudo cautelar. Esse documento serve para verificar a origem do veículo e identificar se há multas ou pendências que impeçam a venda.Avalie o estado dos pneus e do interior: observe se o desgaste dos pneus, bancos e volante é compatível com a quilometragem informada. Sinais de desgaste excessivo podem indicar adulteração.Confira a originalidade dos componentes: verifique se as numerações dos vidros, faróis, lanternas e demais peças são compatíveis entre si. Diferenças podem indicar substituições, que devem ser esclarecidas com o vendedor.Veja o funcionamento do ar-condicionado e de todos os vidros elétricos.Faça um teste de condução: sempre que possível, peça para dirigir o carro e avalie se o funcionamento está adequado.Peça o histórico de revisões: solicite informações sobre a última revisão, o que foi trocado e onde o serviço foi realizado, além do histórico completo de manutenções.Verifique a bateria: confira se a bateria é nova. Caso seja, pergunte o motivo da troca, pois pode haver algum problema elétrico sendo mascarado.Observe a carroceria: analise as bordas em busca de ferrugem ou sinais de pintura mascarando imperfeições.Avalie a pintura à luz do dia: observe o carro na luz do sol para identificar diferenças de tonalidade ou partes foscas, o que pode indicar repintura.Cheque os itens obrigatórios: verifique a presença de estepe, macaco e chave de roda. Se estiverem novos, questione o vendedor sobre o motivo.Inspecione os cintos de segurança: observe a integridade dos cintos, já que em alguns casos eles precisam ser substituídos após colisões.Leve a um mecânico de confiança: se possível, peça para um mecânico avaliar o carro ou leve o veículo até um profissional antes de fechar o negócio.Atenção à garantia legal: ao comprar em uma loja de seminovos, há garantia para vícios ou defeitos ocultos que apareçam no prazo de três meses.Confira o óleo do motor: Ele precisa estar límpido e dentro do nível especificado pelo fabricante Verifique borrachas de portas e vedações: Umidade que invade a cabine pode danificar estofamento.

Há 5 horas Fantástico Crime foi em LondrinaComo era a vida de brasileiro preso no Paraguai por ter matado a ex em 1989

Há 4 horas Fantástico Levantamento do FantásticoInvestigação revela fraudes e abusos de PMs de SP com câmeras corporais

Há 4 horas Fantástico Família SchmidtAssista à homenagem escrita por Tadeu Schmidt ao irmão Oscar

Há 37 minutos Fantástico Coronel José Augusto CoutinhoPromotor detalha à PM de SP supostas omissão e proteção do ex-chefe da corporação a policiais ligados ao PCC

Há 6 horas São Paulo Menus longos, serviço preciso… 🍴👨‍🍳🥄Os jantares nos restaurantes brasileiros que conquistaram 3 estrelas Michelin

Há 4 horas Fantástico Equipe comunicouPai da participante do BBB Ana Paula Renault morre aos 96 anos em BH

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Petróleo sobe 5% com impasse entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 02:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%Oferecido por

Os preços do petróleo subiram mais de 5%, enquanto as ações asiáticas também avançaram nesta segunda-feira (20), devido a um impasse entre o Irã e os EUA que impediu os petroleiros de utilizarem o Estreito de Ormuz.

A hidrovia do Golfo Pérsico foi fechada novamente depois que o Irã reverteu a decisão de reabrir o estreito e o presidente Donald Trump afirmou que o bloqueio da Marinha dos EUA aos portos iranianos permanece em vigor.

O petróleo bruto de referência dos EUA subiu 5,6%, para US$ 87,20 o barril, enquanto o petróleo Brent, padrão internacional, avançou 5,3%, para US$ 95,16 o barril.

Apesar das dúvidas renovadas sobre a rapidez com que os navios voltarão a transportar as vastas quantidades de petróleo que o mundo recebe do Oriente Médio, os preços das ações subiram na maioria dos mercados asiáticos.

Em Tóquio, o índice Nikkei 225 subiu 1%, para 59.045,45, enquanto o Kospi da Coreia do Sul avançou 1,1%, para 6.260,92.

O índice Hang Seng de Hong Kong subiu 0,8%, para 26.373,71, e o índice Shanghai Composite avançou 0,6%, para 4.075,08.

O índice S&P/ASX 200 da Austrália permaneceu praticamente inalterado em 8.943,90. Em Taiwan, o índice Taiex subiu 1,4%.

“O problema para os mercados não é a ausência de esperança; é a sobrevalorização dela”, disse Stephen Innes, da SPI Asset Management, em um comentário.

“O recente movimento de alta nas ações começou a parecer menos uma convicção e mais um impulso que se alimenta de si mesmo.”

Na sexta-feira (17), os preços do petróleo haviam retornado aos níveis dos primeiros dias da guerra com o Irã , e as ações americanas dispararam para um novo recorde depois que o Irã anunciou a reabertura do estreito para navios-tanque comerciais que transportam petróleo bruto do Golfo Pérsico para clientes em todo o mundo.

Petroleiros e navios de carga alinhados no Estreito de Ormuz em 11 de março de 2026, vistos de Khor Fakkan, Emirados Árabes Unidos. — Foto: AP/Altaf Qadri, Arquivo

Um fluxo de petróleo mais livre poderia aliviar a pressão sobre os preços da gasolina e de diversos outros produtos transportados por veículos. Isso poderia até mesmo, em última análise, ajudar as pessoas a pagar menos juros de cartão de crédito e prestações de hipoteca.

O índice S&P 500 subiu 1,2%, atingindo um recorde histórico de 7.126,06 pontos, fechando a terceira semana consecutiva de fortes ganhos, sua maior sequência desde o Halloween.

O índice Dow Jones Industrial Average subiu 1,8%, para 49.447,43 pontos. O índice Nasdaq Composite avançou 1,5%, para 24.468,48 pontos.

O mercado de ações dos EUA subiu mais de 12% desde que atingiu o fundo do poço no final de março, devido à esperança de que os Estados Unidos e o Irã possam evitar o pior cenário possível para a economia global, apesar da guerra entre os dois países .

O preço do barril do petróleo bruto americano de referência caiu 9,4% depois que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, publicou na internet que a passagem de todos os navios comerciais pelo estreito "está declarada completamente aberta", já que o cessar-fogo parece estar sendo respeitado no Líbano.

Após o anúncio de Araghchi, Trump afirmou em sua rede social que o bloqueio da Marinha dos EUA aos portos iranianos permanecia "em pleno vigor" até que um acordo sobre a guerra fosse alcançado, embora também tenha sugerido que "isso deve acontecer muito rapidamente, já que a maioria dos pontos já foi negociada".

O presidente Donald Trump afirmou no domingo que os EUA apreenderam um navio cargueiro de bandeira iraniana que tentou contornar um bloqueio naval. O comando militar conjunto do Irã disse que Teerã responderá em breve e classificou a apreensão americana como um ato de pirataria.

Um frágil cessar-fogo de duas semanas entre os EUA e o Irã deve expirar na quarta-feira (22), enquanto o aumento das tensões no Estreito de Ormuz levanta dúvidas sobre novas negociações para pôr fim à guerra.

Desde o início da guerra, o sentimento do mercado tem oscilado entre otimismo e pessimismo em relação a quando os combates terminarão e quais serão os custos para a economia mundial. Um bom começo na temporada de balanços das grandes empresas americanas ajudou a sustentar as ações.

Em outras negociações realizadas no início da segunda-feira, o dólar americano subiu para 158,90 ienes japoneses, ante 158,79 ienes. O euro valorizou-se para US$ 1,1757, ante US$ 1,1742.

Há 5 horas Fantástico Crime foi em LondrinaComo era a vida de brasileiro preso no Paraguai por ter matado a ex em 1989

Há 4 horas Fantástico Levantamento do FantásticoInvestigação revela fraudes e abusos de PMs de SP com câmeras corporais

Há 4 horas Fantástico Família SchmidtAssista à homenagem escrita por Tadeu Schmidt ao irmão Oscar

Há 37 minutos Fantástico Coronel José Augusto CoutinhoPromotor detalha à PM de SP supostas omissão e proteção do ex-chefe da corporação a policiais ligados ao PCC

Há 6 horas São Paulo Menus longos, serviço preciso… 🍴👨‍🍳🥄Os jantares nos restaurantes brasileiros que conquistaram 3 estrelas Michelin

Há 4 horas Fantástico Equipe comunicouPai da participante do BBB Ana Paula Renault morre aos 96 anos em BH

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Preços do petróleo voltam a subir após novas tensões entre EUA e Irã sobre o Estreito de Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/04/2026 20:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%Oferecido por

Os preços do petróleo subiram na abertura do mercado neste domingo (19), depois que um impasse entre Irã e Estados Unidos impediu a passagem de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz.

Às 20h23, o barril do petróleo WTI (referência nos EUA) avançava 6,8%, a US$ 88,23, após a retomada das negociações na Bolsa de Chicago. Já o Brent, referência internacional, subia 6,4%, para US$ 96,21.

A reação do mercado veio após mais de dois dias de idas e vindas envolvendo o estreito. Na sexta-feira (17), o Irã, que controla a passagem, anunciou que reabriria totalmente a rota para o tráfego comercial.

No sábado (18), Teerã voltou atrás. A decisão veio após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o bloqueio naval americano aos portos iranianos continuaria em vigor.

Os preços do petróleo subiram na abertura do mercado neste domingo (19), depois que um impasse entre Irã e Estados Unidos impediu a passagem de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz, rota essencial para o abastecimento global de energia.

Às 20h35, o barril do petróleo WTI (referência nos EUA) avançava 7,2%, a US$ 88,57, após a retomada das negociações na Bolsa de Chicago. Já o Brent, referência internacional, subia 6,8%, para US$ 96,58.

A reação do mercado veio após mais de dois dias de idas e vindas envolvendo o estreito. Na sexta-feira (17), o Irã, que controla a passagem, anunciou que reabriria totalmente a rota para o tráfego comercial. Com isso, os preços do petróleo chegaram a cair mais de 9%.

No sábado (18), Teerã voltou atrás. A decisão veio após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o bloqueio naval americano aos portos iranianos continuaria em vigor. Ao longo do fim de semana, a Guarda Revolucionária do Irã abriu fogo contra embarcações.

Já neste domingo, Trump também informou que forças americanas apreenderam um cargueiro com bandeira iraniana que tentou furar o bloqueio. O Comando Militar do Irã classificou a ação americana como “pirataria” e prometeu retaliar.

Além disso, a agência estatal iraniana Irna informou que o Irã não participará de uma nova rodada de negociações com os EUA, prevista para segunda-feira (20). A suspensão do diálogo aumenta o risco de retomada da guerra, já que o cessar-fogo entre os dois países termina na quarta-feira (22).

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, os preços do petróleo têm oscilado com força. Antes da guerra, o barril era negociado perto de US$ 70. Em alguns momentos, passou de US$ 119. Na sexta-feira, fechou a US$ 82,59 (WTI) e US$ 90,38 (Brent).

Analistas do setor alertam que, quanto mais tempo o Estreito de Ormuz permanecer fechado, maior pode ser a pressão sobre os preços.

Mesmo que um acordo seja fechado para reabrir o estreito, especialistas dizem que pode levar meses até que o fluxo de petróleo volte ao normal e os preços dos combustíveis recuem.

O acúmulo de navios, o receio de novas escaladas e danos à infraestrutura energética durante o conflito podem atrasar a normalização.

Petroleiros e navios de carga alinhados no Estreito de Ormuz em 11 de março de 2026, vistos de Khor Fakkan, Emirados Árabes Unidos. — Foto: AP/Altaf Qadri, Arquivo

50 vídeos Estados Unidos Irã Resumo do dia De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

Há 4 horas Mundo Irã acusa EUA de violar cessar-fogo com ‘pirataria’ após ataque a navio e promete retaliaçãoHá 4 horasPreços do petróleo voltam a subir após novas tensões entre EUA e Irã

Há 28 minutos Economia Exército de Israel publica mapa com área do sul do Líbano sob seu controleHá 28 minutosConflito de interesseTrump rompe tradição e abre caminho para presidentes lucrarem com o cargo

Há 11 horas Economia Por que a ‘teoria da guerra justa’ está no centro de impasse entre Trump e o papaHá 11 horasNa altura de Barra MansaExplosão de carreta com combustível deixa dois mortos na Dutra, no RJ

Há 59 minutos Sul do Rio e Costa Verde Via só foi totalmente liberada 3 horas após acidenteHá 59 minutosEm bairro nobre da capitalHomem morre após tiro na cabeça ao tentar ajudar vítimas de assalto em SP

Há 3 horas São Paulo Durante prova de nataçãoCorpo de brasileira que morreu em Ironman nos EUA foi achado a 3m de profundidade de lago

Há 13 horas São Paulo Quem era a atleta brasileira que morreu durante prova no TexasHá 13 horasLogo após a decolagemAvião da Latam com destino a NY volta a Guarulhos após problema técnico

Há 4 horas São Paulo Dedicado ao deus Pelúsio ⛏️🪏FOTOS: arqueólogos descobrem templo religioso de 2.200 anos no Egito

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Alívio de sanções ao petróleo russo é ‘dinheiro para a guerra’, diz Zelensky

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/04/2026 10:18

Mundo Guerra na Ucrânia Alívio de sanções ao petróleo russo é 'dinheiro para a guerra', diz Zelensky Os Estados Unidos prorrogaram a suspensão de sanções sobre a matéria-prima russa na sexta-feira (17). Por France Presse

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou neste domingo (19) que "cada dólar" pago pelo petróleo da Rússia é "dinheiro para a guerra".

"Com o alívio das sanções, o petróleo russo transportado em petroleiros pode voltar a ser vendido sem consequências. Isso representa US$ 10 bilhões, um recurso que se transforma diretamente em novos ataques contra a Ucrânia", afirmou o líder ucraniano na rede social X.

A Rússia é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e responde por cerca de 10% da oferta global.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou neste domingo (19) que "cada dólar" pago pelo petróleo da Rússia é "dinheiro para a guerra".

"Com o alívio das sanções, o petróleo russo transportado em petroleiros pode voltar a ser vendido sem consequências. Isso representa US$ 10 bilhões, um recurso que se transforma diretamente em novos ataques contra a Ucrânia", afirmou o líder ucraniano na rede social X.

"Apenas nesta semana, a Rússia lançou mais de 2.360 ataques de drones, mais de 1.320 bombas aéreas guiadas e quase 60 mísseis" contra a Ucrânia, acrescentou Zelensky.

Segundo a administração militar da cidade de Chernihiv, norte da Ucrânia, um bombardeio nesta noite matou um adolescente de 16 anos e deixou quatro feridos.

A decisão de prorrogar o alívio às sanções ao petróleo russo foi publicada pelo Departamento do Tesouro dos EUA e vale para cargas embarcadas até 16 de maio.

A renovação faz parte da estratégia dos EUA para conter a alta dos preços globais de energia, pressionados pela guerra no Oriente Médio.

🚢 Desde fevereiro, EUA, Israel e Irã travam uma guerra na região. Como resposta, o governo de Teerã fechou o Estreito de Ormuz, uma importante rota para o comércio mundial de petróleo. Com isso, os preços da commodity dispararam em todo o mundo.

🛢️ A Rússia é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e responde por cerca de 10% da oferta global. O país produz aproximadamente 9 a 10 milhões de barris por dia, e as exportações do produto representam uma das principais fontes de receita do governo russo.

Moscou se tornou alvo de uma ampla rodada de sanções ocidentais desde fevereiro de 2022, quando invadiu a Ucrânia. Estados Unidos, União Europeia e aliados impuseram restrições ao comércio de petróleo russo, incluindo proibições de importação, limites de preço e obstáculos ao financiamento e seguro de embarques.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em foto de 16 de abril de 2026 — Foto: Piroschka van de Wouw/Reuters

Há 23 horas Mundo 4 são presos no Irã acusados de espionagem pró-EUA e IsraelHá 23 horasConflito de interesseTrump rompe tradição e abre caminho para presidentes lucrarem com o cargo

Há 24 minutos Economia ‘Destruindo a minha mente’Mulher que perdeu casas por jogos deixa de usar celular

Há 3 horas Imposto de Renda Crescimento do tabagismoMesmo com alta no preço, Brasil tem 3º cigarro mais barato da América do Sul

Há 2 horas Saúde Quanto mais fibra e proteína melhor? Veja recomendaçõesHá 2 horasO exercício de 14 minutos que pode proteger seu coraçãoHá 2 horasDia a dia facilitado 📧g1 lança newsletter com dicas e testes de produtos de tecnologia; ASSINE

Há 2 dias Guia de compras Solução para o churrasco 🔥🥩🍖Saco de carvão que acende ‘sozinho’ vira negócio de R$ 1 milhão

0

PREVIOUS POSTSPage 27 of 148NEXT POSTS