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Tarifaço de Trump: Alckmin diz que Brasil negociará ‘sempre’ e que ideia do governo para resolver crise ‘não é retaliação’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/07/2026 19:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,32%Dólar TurismoR$ 5,276-0,37%Euro ComercialR$ 5,784-0,45%Euro TurismoR$ 6,029-0,49%B3Ibovespa173.326 pts-0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,32%Dólar TurismoR$ 5,276-0,37%Euro ComercialR$ 5,784-0,45%Euro TurismoR$ 6,029-0,49%B3Ibovespa173.326 pts-0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,32%Dólar TurismoR$ 5,276-0,37%Euro ComercialR$ 5,784-0,45%Euro TurismoR$ 6,029-0,49%B3Ibovespa173.326 pts-0,03%Oferecido por

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta terça-feira (21) que o Brasil buscará sempre negociar com os Estados Unidos para resolver a crise entre os dois países causadas pela taxação de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada na semana passada e que entram em vigor na quarta-feira (22).

"Do que depender do Brasil, negociação sempre para buscar resolver essas questões", disse Alckmin.

O vice deu a declaração em entrevista após a primeira rodada de reuniões com os setores produtivos que serão atingidos pela decisão do governo de Donald Trump.

Perguntado sobre a possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, o vice-presidente afirmou que o governo estuda todas as possibilidades e deve adotar as medidas no "momento adequado".

"A ideia não é retaliação, né. Não é retaliação. 'Olho por olho', o que pode acontecer é os dois ficarem cegos, né?", afirmou o vice-presidente.

Nesta terça, representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) afirmaram que são contra a aplicação de reciprocidade tarifária sobre produtos americanos exportados ao Brasil.

Os representantes do setor de máquinas e equipamentos se reuniram com o vice-presidente e com os ministros Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e Dario Durigan, da Fazenda.

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Chefe do Pentágono diz que guerra contra o Irã já custou aos EUA quase R$ 200 bilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/07/2026 18:51

Mundo Chefe do Pentágono diz que guerra contra o Irã já custou aos EUA quase R$ 200 bilhões Afirmação foi feita durante uma audiência em um comitê do Senado, nesta terça-feira (21). Governo Trump tenta aprovar pacote para financiar as Forças Armadas. Por Redação g1

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (21) que a guerra contra o Irã já custou US$ 37,5 bilhões aos cofres americanos.

A ofensiva começou em 28 de fevereiro. Em menos de 5 meses, o conflito superou os gastos previstos do Bolsa Família no Brasil.

O governo americano tenta aprovar um pacote de US$ 95 bilhões para as Forças Armadas. A morte de mais 3 militares elevou o total para 17 mortos.

A oposição criticou o pedido e alertou para "mais uma guerra sem fim". A Casa Branca pede a aprovação imediata pelo Congresso.

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (21) que a guerra com o Irã já custou US$ 37,5 bilhões (R$ 190,8 bilhões) aos cofres americanos.

A ofensiva começou em 28 de fevereiro, após o fracasso das negociações entre Irã e Estados Unidos sobre o programa nuclear iraniano. Em menos de cinco meses, a guerra já consumiu mais recursos do que o governo brasileiro pretende gastar com o Bolsa Família neste ano: R$ 158,6 bilhões.

Hegseth divulgou o novo valor durante uma audiência no Comitê de Apropriações do Senado, marcada por protestos e cobranças da oposição. O governo tenta aprovar um pacote de US$ 95 bilhões para financiar as Forças Armadas e outras prioridades de Donald Trump.

O financiamento da guerra representa a maior parte do novo pacote orçamentário defendido pelos republicanos. A proposta também prevê US$ 10 bilhões em ajuda para agricultores afetados pelas tarifas de Trump e outros US$ 10 bilhões para mudanças na legislação eleitoral.

Segundo o secretário, os recursos extras para a guerra são "urgentes e necessários" e, somados à proposta de orçamento de defesa de US$ 1,5 trilhão (R$ 7,6 trilhões) apresentada por Trump, representam um investimento de longo prazo nas Forças Armadas.

A audiência ocorreu poucos dias depois de o Pentágono informar a morte de mais três militares americanos no conflito, elevando para 17 o número de soldados mortos. Mais de 100 também ficaram feridos desde o início de julho.

A principal democrata no comitê, a senadora Patty Murray, afirmou que os EUA caminham para "mais uma guerra sem fim" e criticou o novo pedido de verbas feito pelo governo.

Segundo Murray, Trump afirmou dezenas de vezes que um acordo para encerrar o conflito estava próximo, mas agora pede bilhões de dólares para financiar a ofensiva.

A Casa Branca divulgou um comunicado antes da audiência pedindo que o Congresso aprove a proposta orçamentária "sem modificações e imediatamente".

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Regra sobre trabalho em feriados no comércio é oficializada; veja o que muda e os setores afetados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/07/2026 16:52

Trabalho e Carreira Regra sobre trabalho em feriados no comércio é oficializada; veja o que muda e os setores afetados Funcionamento dependerá de autorização prevista em convenção coletiva e a decisão unilateral do empregador deixará de ser suficiente para autorizar a abertura nesses dias. Por Rafaela Zem, Rayane Moura, Júlia Christine, g1 — São Paulo e Brasília

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) oficializou, na tarde desta terça-feira (21), um acordo entre representantes de trabalhadores e empregadores para regulamentar o trabalho no comércio durante os feriados.

Com as novas regras, o funcionamento dependerá de autorização prevista em convenção coletiva, negociada entre os sindicatos de trabalhadores e de empregadores.

Isso significa que a decisão unilateral do empregador deixará de ser suficiente para autorizar a abertura nesses dias.

A exigência, porém, não se aplica às atividades que já têm autorização permanente para funcionar em feriados.

A norma publicada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não altera integralmente a regra da gestão de Jair Bolsonaro (PL). Segundo o MTE, apenas 12 das 122 atividades autorizadas anteriormente serão afetadas.

varejistas de peixe;varejistas de carnes frescas e caça;varejistas de frutas e verduras;varejistas de produtos farmacêuticos (farmácias, inclusive as de manipulação);mercados, comércio varejista de supermercados e hipermercados, cuja atividade preponderante seja a venda de alimentos, inclusive os transportes a eles inerentes;comércio de artigos regionais nas estâncias hidrominerais;comércio em portos, aeroportos, estradas, estações rodoviárias e ferroviárias;comércio em hotéis;comércio em geral;atacadistas e distribuidores de produtos industrializados;revendedores de tratores, caminhões, automóveis e veículos similarescomércio varejista em geral.

A medida foi formalizada cerca de um mês após a entrada em vigor da portaria que trata do tema. A implementação da norma chegou a ser adiada pelo menos cinco vezes.

As empresas também devem respeitar a legislação municipal. O texto altera dispositivos da Portaria nº 671/2021, editada no governo anterior, que autorizava o trabalho em feriados sem necessidade de negociação coletiva.

Segundo o MTE, a mudança restabelece a legalidade e reforça a negociação coletiva como instrumento de equilíbrio entre os interesses de empregadores e trabalhadores.

“O que nós esperamos é que tenha maturidade das lideranças sindicais, dos trabalhadores e dos empregadores em torno de uma mesa (…) para que vocês possam encontrar soluções, muitas vezes, para problemas que pareciam não ter solução. E, quanto mais se conversa, pode-se ir aproximando dessa possibilidade", afirmou o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

Representante do setor empresarial, Ivo Dall’Acqua Júnior, presidente da Fecomércio São Paulo e diretor da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), afirmou que o acordo encerra uma etapa da negociação, mas que o debate deve continuar.

"A discussão não para por aqui. Temos absoluta consciência disso, até porque novas formas, novos mecanismos e novas ferramentas vêm sendo incorporados ao mundo do trabalho. Então, creio que hoje estamos celebrando um acordo muito bem discutido, mas a discussão não para por aqui. O nosso diálogo tem que ser permanente".

Funcionamento do comércio em feriados dependerá de autorização prevista em Convenção Coletiva — Foto: g1/ Júlia Christine

Conforme a Portaria nº 3.665/2023, empresas dos setores mencionados acima só poderão funcionar em feriados se houver convenção coletiva de trabalho firmada entre empregadores e sindicatos de trabalhadores.

A convenção coletiva deverá estabelecer as condições para o trabalho em feriados, como pagamento em dobro, folgas compensatórias ou benefícios extras.

A medida revoga parcialmente uma regra de 2021, editada durante o governo Bolsonaro, que liberava o funcionamento do comércio nos feriados sem necessidade de negociação coletiva.

Segundo o governo, o objetivo da mudança é fortalecer o papel da negociação coletiva, ampliar as garantias aos trabalhadores e alinhar a portaria à Lei Federal nº 10.101/2000, que determina que o trabalho em feriados no comércio só pode ocorrer mediante acordo entre as partes.

⚠️ Com a portaria em vigor, as empresas que descumprirem as regras poderão ser punidas com multas administrativas.

Segundo Fernanda Maria Rossignolli, sócia do HRSA Sociedade de Advogados e especialista em relações de trabalho, a nova regra reforça a necessidade de negociação coletiva para o trabalho em feriados no comércio.

“A principal mudança é a garantia de que o trabalho em feriados só poderá ocorrer se houver autorização expressa em Convenção Coletiva de Trabalho. Isso devolve aos sindicatos o poder de negociação e assegura que folgas compensatórias ou pagamentos de horas extras sejam previamente negociados e fiscalizados”, afirma.

A advogada explica ainda que empresas que funcionarem sem previsão em convenção coletiva poderão sofrer multas administrativas aplicadas pelo Ministério do Trabalho, além de responder a ações na Justiça do Trabalho.

“O funcionamento pode ser considerado irregular, gerando passivos trabalhistas significativos”, diz.

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Volkswagen faz recall de 150 mil carros no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/07/2026 15:55

Carros Volkswagen faz recall de 150 mil carros no Brasil por falha em freio de estacionamento Problema em alavanca atinge modelos Polo, Tera, T-Cross e Virtus. Veículos serão inspecionados e, se necessário, componente será substituído. Por Redação g1

Volkswagen Tera Comfort é o mais barato do comparativo, mas faltam equipamentos — Foto: Divulgação / Volkswagen

A Volkswagen anunciou nesta segunda-feira (20) o recall de 150.290 unidades dos modelos Polo, Tera, Nivus, T-Cross e Virtus.

O possível defeito está no freio de estacionamento. As unidades afetadas podem não ter o travamento correto. Segundo comunicado da Volkswagen, "foi constatada possível falha de produção da alavanca do freio de estacionamento, podendo afetar o seu funcionamento".

"A falha pode resultar em movimentação involuntária do veículo quando estacionado, podendo causar acidentes com riscos de danos físicos, fatais e/ou materiais ao condutor, aos passageiros ou a terceiros.", diz a montadora no comunicado.

A solução é a inspeção do componente numa concessionária da Volkswagen e, se necessária, a substituição da alavanca de freio do estacionamento.

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A disparada na Copa do número de pessoas que pediram para CPF ser bloqueado nas bets: ‘Hoje nem gosto mais de futebol’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/07/2026 14:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,070-0,38%Dólar TurismoR$ 5,279-0,31%Euro ComercialR$ 5,784-0,48%Euro TurismoR$ 6,035-0,38%B3Ibovespa173.138 pts-0,13%MoedasDólar ComercialR$ 5,070-0,38%Dólar TurismoR$ 5,279-0,31%Euro ComercialR$ 5,784-0,48%Euro TurismoR$ 6,035-0,38%B3Ibovespa173.138 pts-0,13%MoedasDólar ComercialR$ 5,070-0,38%Dólar TurismoR$ 5,279-0,31%Euro ComercialR$ 5,784-0,48%Euro TurismoR$ 6,035-0,38%B3Ibovespa173.138 pts-0,13%Oferecido por

Plataforma de autoexclusão para apostadores foi lançada pelo governo federal em dezembro de 2025. Durante a Copa do Mundo, houve aumento no número de pessoas pedindo para se autoexcluírem de plataformas de apostas — Foto: BBC News Brasil

O Brasil registrou uma "explosão" no número de pessoas que pediram sua autoexclusão de plataformas de apostas online, conhecidas como "bets", durante o período da Copa do Mundo, revelam dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, obtidos com exclusividade pela BBC News Brasil.

O levantamento aponta que, nas primeiras duas semanas da competição, houve um crescimento de 588% no número médio diário de pedidos de autoexclusão na comparação com um período equivalente do mês de maio, antes da Copa.

Entre 15 e 28 de junho, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, gerida pelo governo federal, recebeu 250.129 pedidos de bloqueio ou de prorrogação de bloqueios feitos por usuários.

Depois de processados, os pedidos impedem que essas pessoas utilizem seus CPFs para apostar em bets legalmente autorizadas a funcionar.

Para efeito de comparação, de 11 a 25 de maio, antes do início do torneio, haviam sido registrados 38.907 pedidos ao longo de 15 dias, uma média média de 2.594 por dia.

A Copa do Mundo começou em 11 de junho, mas os dados fornecidos pela SPA abrangem somente o período entre os dias 15 e 28 daquele mês.

Os dados completos do torneio ainda serão contabilizados. Também estão sendo contabilizados os números de novos usuários que se cadastraram para apostar durante o torneio.

Segundo esses grupos, parte dos pedidos também pode ter sido feita por pessoas que ainda não apresentavam um quadro de compulsão, mas que decidiram se proteger para evitar ingressar ou se aprofundar nesse universo.

Para a SPA, o aumento é resultado de uma combinação entre a maior exposição do público às apostas durante o torneio, a divulgação da plataforma de autoexclusão entre usuários e o crescimento da conscientização sobre os riscos financeiros e emocionais associados ao jogo.

Representantes do setor de apostas legalizadas dizem que o crescimento dos pedidos de autoexclusão deve ser analisado com cautela e que ele não necessariamente indicaria um aumento dos casos de jogo compulsivo.

Em notas enviadas à BBC News Brasil, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) avaliam que o avanço também refletiria a maior divulgação da ferramenta, seu uso preventivo por parte dos usuários e a ampliação dos mecanismos de proteção disponíveis no mercado regulado.

Governo Federal anunciou, na semana pasada, novas diretrizes para a propaganda das bets — Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Em números absolutos, foram registrados 211.222 pedidos a mais de autoexclusão durante o período da Copa analisado pela SPA em relação ao intervalo anterior.

A diferença ocorreu mesmo com o recorte de junho tendo um dia a menos: foram 14 dias, entre 15 e 28 de junho, contra 15 dias no período de 11 a 25 de maio.

Os dados também apontam uma mudança nos motivos que teriam levado os usuários a solicitar o bloqueio.

Antes da Copa, o principal motivo para a autoexclusão era a perda de controle sobre o jogo, como mostra o ranking abaixo:

perda de controle sobre o jogo (43,56%)motivo não informado (16,1%)dificuldades financeiras (14,07%)decisão voluntária (12,68%)prevenção contra uso de dados (12,08%)recomendação médica (1,52%)

Já durante a Copa, o principal motivo alegado para a autoexclusão foi se precaver contra o uso irregular dos dados pessoais por empresas de bets:

prevenção contra uso de dados (29,5%)perda de controle sobre o jogo (24,13%)decisão voluntária (18,93%)motivo não informado (15,31%)dificuldades financeiras (10,91%)recomendação médica (1,22%)

Para entidades que acompanham os impactos das apostas, essa mudança de perfil sugere que o crescimento da autoexclusão não ocorreu apenas entre pessoas que já enfrentavam problemas relacionados ao jogo compulsivo.

Parte dos novos pedidos, segundo essas organizações, pode ter partido de usuários que decidiram se bloquear preventivamente diante da maior exposição às apostas durante a Copa do Mundo e do temor de que seus dados sejam utilizados de forma indevida por essas empresas.

Antes do início da Copa, 62,13% solicitaram a autoexclusão por tempo indeterminado. Durante o torneio, esse percentual subiu para 63,53%.

A Plataforma Centralizada de Autoexclusão foi lançada pela SPA em dezembro de 2025 e permite que um cidadão bloqueie, com um único comando, o acesso a todas as plataformas de apostas autorizadas pelo governo federal.

Isso evita que o usuário consiga se bloquear em uma plataforma, mas fique livre para jogar em outra.

"A combinação entre informação, conscientização e maior divulgação da ferramenta tem contribuído para ampliar o alcance do instrumento e fortalecer a proteção dos cidadãos", disse a SPA em nota enviada à BBC News Brasil.

Para Lucas Louback, gestor de incidência política e campanhas da organização não-governamental Bonde e coordenador da campanha "Brasil contra Bets", o aumento no número de pedidos de autoexclusão dão uma amostra do alcance que as apostas adquiriram durante a Copa.

"Os dados são alarmantes e mostram o quanto a compulsão por bets tem se espalhado na vida de milhões de brasileiros", afirma à BBC News Brasil.

Louback diz que a centralidade do futebol e da Copa do Mundo na cultura brasileira se converteu numa oportunidade valiosa para as empresas de apostas.

O aumento dos anúncios de casas de aposta durante as transmissões das partidas chamou atenção neste ano e tornou o período particularmente difícil para pessoas com transtorno do jogo.

É o caso de Bruno, que fez o pedido de autoexclusão há cerca de dois meses e sentiu necessidade de se isolar depois que a Copa começou.

"Não consegui me reunir com a família. Me convidaram para churrasco, mas eu não tinha vontade", conta o engenheiro, que desde o fim do ano passado está em tratamento para superar o vício em jogo e pediu para ter seu nome verdadeiro preservado nesta reportagem.

Ele jogou durante dois anos e perdeu R$ 122 mil em apostas no futebol, esporte que sempre foi seu preferido. Se endividou tanto que em determinado momento não conseguia mais pagar a mensalidade de sócio torcedor do São Paulo.

"Hoje eu nem gosto mais de futebol", ele desabafa. "Nunca mais fui no estádio. Não visto uma camisa que tenha o nome de nenhum tipo de bet, e isso eu vou levar para minha vida", ele diz a reportagem da BBC News Brasil.

Para Louback, o crescimento dos pedidos pode indicar que parte dos usuários percebeu que aquele período podia levá-los à perda do controle sobre o hábito de apostar.

"É positivo que essas pessoas tenham encontrado um mecanismo para interromper um comportamento que estava se tornando compulsivo. Mas, ao mesmo tempo, é alarmante que tanta gente tenha sentido necessidade de recorrer a essa ferramenta em um período curto", diz.

L.C.S. é o relações públicas do grupo Jogadores Anônimos. Seu nome foi omitido pela BBC News Brasil a pedido dele para atender a uma regra do grupo.

O aumento no número de pedidos de autoexclusão também teria a ver com o receio da perda de controle sobre o jogo, afirma.

Ele relata que, neste ano, pessoas que já haviam tido prejuízo em copas anteriores, mesmo antes da regulamentação das bets no Brasil, decidiram se proteger.

"Foi o medo de quebrar. Teve muita pessoa que, antes de chegar no meio da Copa, já tentou se precaver e ficar fora do jogo", afirma.

Para o porta-voz dos Jogadores Anônimos, o pedido de autoexclusão pode representar um momento de "lucidez" de alguém que sabe ou sente o risco de se perder novamente.

"Qualquer passo que a pessoa der nessa direção significa que ela está tentando se salvar. Quem sabe seja também um pedido de socorro", diz.

O representante do grupo considera positiva a procura pela plataforma, mas também aponta que o número de autoexcluídos ainda seria pequeno em comparação com a quantidade total de pessoas expostas às apostas.

De acordo com o Ministério da Fazenda, o Brasil tem pelo menos 25 milhões de apostadores cadastrados, o equivalente a pouco mais de 10% da população brasileira, estimada em aproximadamente 210 milhões de habitantes.

Ainda de acordo com a pasta, a receita bruta das bets legalizadas no Brasil foi de R$ 37 bilhões em 2025.

Estimativas da firma de consultoria Regulus Partners aponta que o Brasil se tornou, em 2025, o quinto maior mercado de bets do mundo.

O impacto da presença de anúncios de bets durante as transmissões da Copa do Mundo gerou repercussão nacional e movimentou governos locais e o governo federal em meio ao ano eleitoral.

Apesar do aumento dos pedidos de autoexclusão, as entidades consultadas acreditam que parte dos efeitos da Copa aparecerá somente depois do fim da competição.

L.C.S. diz que, antes de pedir ajuda especializada, as pessoas com transtorno do jogo compulsivo normalmente tentam reverter os prejuízos jogando ainda mais, o que agrava a situação.

"Esse problema vai aparecer, mas não será imediatamente. Pode levar alguns meses. Ele só vai procurar ajuda depois que tentar recuperar tudo o que perdeu. Normalmente, é só quando ele tenta algo extremo, como tirar a própria vida, que se dá conta de que precisa de ajuda", afirma.

Segundo ele, os Jogadores Anônimos já vêm se preparando para receber mais pessoas nos próximos meses.

De acordo com o representante do grupo, o número de salas dos Jogadores Anônimos no Brasil passou de aproximadamente 30, há cerca de sete anos, para mais de 70 atualmente. Ele diz ainda que os locais de reunião do grupo podem ser encontrados na internet e que há reuniões diárias online para os que não conseguem participar dos encontros presencialmente.

Para Louback, a Copa pode ter acelerado um processo que ele classificou como "normalização" das apostas que já estaria em curso no país.

"A autoexclusão é uma resposta importante, mas ela atua quando o problema já apareceu. O que precisamos discutir é como evitar que cada vez mais brasileiros cheguem a essa situação", diz.

O projeto foi apresentado por um grupo de 20 deputados e deputadas federais em maio deste ano, mas ainda não avançou na Câmara.

O coordenador da campanha "Brasil contra Bets" também alerta que a autoexclusão não substitui políticas de prevenção, atendimento em saúde e combate ao endividamento.

Em resposta à BBC News Brasil, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) afirmou que os dados de autoexclusão citados na reportagem precisam ser analisados levando em consideração que a plataforma de autoexclusão pode ser utilizada por qualquer cidadão, independentemente de ele já apostar ou não.

"É essencial que os dados sejam contextualizados com o universo de pessoas que podem usar a plataforma de autoexclusão do governo e com os milhões de brasileiros que, infelizmente, têm apostado em sites ilegais", afirmou a entidade.

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), por sua vez, avaliou que o aumento dos pedidos é positivo.

"O aumento dos pedidos de autoexclusão mostra que essa ferramenta está sendo utilizada pelos apostadores, o que é positivo. Ela foi criada justamente para permitir que quem entende que precisa interromper ou limitar sua atividade possa fazê-lo de forma simples e segura", disse a entidade.

O IBJR também afirmou que ferramentas como a autoexclusão estão disponíveis apenas nas plataformas autorizadas pelo governo federal, e não no mercado ilegal.

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O que se sabe sobre a alface investigada após surto de doença nos EUA; México nega ligação com os casos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/07/2026 14:51

Agro O que se sabe sobre a alface investigada após surto de doença nos EUA; México nega ligação com os casos Autoridades americanas rastreiam origem do produto associado a quase 100 hospitalizações; investigação envolve a rede de restaurantes Taco Bell e a fornecedora Taylor Farms. Por Ismael Jales, g1 — São Paulo

Uma investigação das autoridades de saúde dos Estados Unidos colocou a alface iceberg desfiada no centro de um surto de ciclosporíase, uma infecção causada por um parasita que levou cerca de 100 pessoas à hospitalização no país.

Os casos foram associados ao consumo de alimentos servidos em restaurantes da rede Taco Bell em cinco estados americanos. A alface é considerada o principal alimento sob investigação, mas as autoridades ainda tentam confirmar onde ocorreu a contaminação e qual foi a origem exata do produto.

🔍A hortaliça que possui cabeça mais fechada, folhas claras e textura crocante é muito utilizada em saladas, sanduíches e preparos de redes de fast-food. Nos EUA, ela é amplamente consumida e também é comercializada já cortada e pronta para uso.

Nesta terça-feira (21), o México afirmou que não há evidências de que a alface produzida no país tenha causado o surto. O país passou a ser citado na investigação após as autoridades americanas chegarem a uma empresa com operação em território mexicano.

O caso começou a ser investigado após autoridades americanas identificarem um aumento de casos de ciclosporíase, uma infecção causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis, que pode provocar diarreia intensa e outros sintomas gastrointestinais (saiba mais sobre a doença).

Ao entrevistar pacientes, os investigadores encontraram um ponto em comum: muitas das pessoas infectadas haviam consumido alimentos em unidades da rede Taco Bell nos estados de Indiana, Kentucky, Michigan, Ohio e Virgínia Ocidental.

A partir da análise dos ingredientes presentes nos pedidos, a hortaliça apareceu como o alimento associado aos casos. Com isso, as autoridades passaram a rastrear a cadeia de fornecimento para tentar identificar a origem do produto.

O rastreamento feito pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) chegou à Taylor Farms, empresa de alimentos frescos que fornece produtos para restaurantes e redes de alimentação.

Segundo a agência americana, a empresa estava entre os fornecedores ligados à alface iceberg utilizada nos restaurantes onde os casos foram registrados.

A investigação extrapolou as fronteiras dos Estados Unidos e chegou ao México após o rastreamento da cadeia de fornecimento da alface levar as autoridades americanas até uma unidade da Taylor Farms no país, localizada em Guanajuato, no centro do México, mas a origem do alface segue sendo um mistério.

Nesta terça-feira, 21, o ministro da Saúde do México, David Kershenobich, prontamente afirmou que não há evidências, até o momento, de que a alface produzida no país tenha causado o surto.

Segundo ele, autoridades mexicanas acompanham a investigação e verificam a possibilidade de envolvimento de produtores da região, mas ainda não há confirmação sobre a origem da contaminação.

O México é um dos principais fornecedores de frutas e hortaliças frescas para os Estados Unidos. O envolvimento de uma empresa com operação no país levou autoridades mexicanas a acompanhar a investigação.

A rede informou que está colaborando com as autoridades durante a investigação e adotou medidas preventivas após a alface iceberg desfiada ser associada aos casos de ciclosporíase.

A empresa retirou o ingrediente de determinadas operações enquanto o rastreamento da cadeia de fornecimento avançava e buscava identificar a origem da possível contaminação.

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Carreira de escrivão da PF tem salário inicial acima de R$ 14 mil; veja funções e como ingressar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/07/2026 14:51

Trabalho e Carreira Carreira de escrivão da PF tem salário inicial acima de R$ 14 mil; veja funções e como ingressar Eduardo Bolsonaro teve recomendação de demissão da Polícia Federal por abandono de cargo; entenda as funções, salários e como funciona a carreira de escrivão. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

PF conclui processo e recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo; decisão cabe ao ministro da Justiça

A recomendação de demissão de Eduardo Bolsonaro do quadro da Polícia Federal coloca em risco o vínculo com uma carreira que oferece remuneração inicial superior a R$ 14 mil e progressão salarial ao longo dos anos de serviço.

A corporação concluiu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por suposto abandono de cargo e encaminhou o caso ao Ministério da Justiça, responsável pela decisão final, nesta terça-feira (21).

O ex-deputado estava afastado da função de escrivão para exercer o mandato na Câmara dos Deputados. Com a perda do mandato, em dezembro de 2025, deveria retornar às atividades na PF, mas, segundo a investigação administrativa, isso não ocorreu.

A corregedoria apurou ausências não justificadas por mais de 30 dias consecutivos, situação que pode levar à demissão de um servidor público federal.

Além das implicações administrativas para o ex-parlamentar, o caso chama atenção para uma das principais carreiras da Polícia Federal.

Segundo a Tabela de Remuneração dos Servidores Federais de 2025, o salário inicial de um escrivão é de R$ 14.164,81. Com a progressão na carreira, a remuneração pode chegar a R$ 21.987,38, de acordo com a classe e o tempo de serviço do servidor.

O escrivão é o profissional responsável por registrar, organizar e formalizar grande parte dos procedimentos produzidos durante uma investigação. Entre suas atribuições estão:

Lavratura de autos, termos, depoimentos e mandados, além do controle de prazos, da organização dos inquéritos e da preparação dos documentos que serão encaminhados à Justiça.Acompanhamento de diligências, a gestão de fianças e objetos apreendidos e o apoio a atividades administrativas e operacionais da corporação.

Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o início de 2025. Na época, afirmou ter deixado o país por considerar que era alvo de perseguição política.

Em dezembro daquele ano, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decretou a perda de seu mandato por excesso de faltas. Com isso, ele deixou de ter o afastamento que permitia exercer atividade parlamentar sem atuar na Polícia Federal.

A PF então determinou seu retorno ao cargo de escrivão. Segundo a corporação, porém, a reapresentação não ocorreu.

Diante da ausência, a Corregedoria da Polícia Federal abriu, em janeiro de 2026, um Processo Administrativo Disciplinar para apurar um possível abandono de cargo.

Após a conclusão da investigação, a PF recomendou a demissão do ex-deputado e encaminhou o processo ao Ministério da Justiça.

Como a corporação é subordinada à pasta, caberá ao ministro Wellington Lima e Silva decidir se aplica ou não a penalidade.

Nesta semana, o governo do presidente americano Donald Trump concedeu ao ex-parlamentar um green card, autorizando sua residência e trabalho permanentes em território norte-americano.

Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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IA impulsiona exportações mexicanas para EUA e dificulta cruzada comercial de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/07/2026 12:56

Tecnologia IA impulsiona exportações mexicanas para EUA e dificulta cruzada comercial de Trump A alta acontece em um momento em que Trump tenta reduzir a dependência do país em relação ao acordo de livre comércio da América do Norte, o T-MEC. Por France Presse

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante pronunciamento em 16 de julho de 2026 — Foto: Saul Loeb/Pool via AP

O avanço da inteligência artificial (IA) nos Estados Unidos impulsionou as exportações mexicanas de equipamentos de alta tecnologia.

A alta acontece em um momento em que o governo de Donald Trump tenta reduzir a dependência do paíse relação aos parceiros do acordo de livre comércio da América do Norte, o T-MEC.

Trump pressiona por uma reformulação do tratado para diminuir o déficit comercial americano com Canadá e México.

No entanto, o forte crescimento das exportações mexicanas de equipamentos de informática tem produzido o efeito contrário. Ao ampliar o superávit comercial do México, o setor aumenta tensão a uma nova rodada de negociações do T-MEC, que começa nesta terça-feira (21), na Cidade do México.

Entre janeiro e abril, o México triplicou as vendas desses equipamentos aos Estados Unidos na comparação com o mesmo período de 2025.

As exportações superaram US$ 50 bilhões — cerca de R$ 254 bilhões, na cotação atual —, enquanto as importações somaram US$ 2,23 bilhões, ou R$ 11,3 bilhões, segundo cálculos da AFP com base em dados oficiais.

O setor já responde por mais de 30% das exportações mexicanas para os Estados Unidos, principal parceiro comercial do país. Com isso, ultrapassou a indústria automobilística, que durante anos foi a maior beneficiária do T-MEC e hoje é afetada pelas tarifas impostas por Trump.

“É um marco, em grande medida devido à demanda da indústria eletrônica avançada ligada à IA”, afirmou à AFP Diego Flores, responsável pelas indústrias eletrônicas e digitais da Secretaria de Economia do México.

O segmento, que inclui tecnologias como unidades de processamento e equipamentos para centros de dados, não está na pauta desta rodada de negociações.

Entre os produtos mais procurados estão os chassis que abrigam as placas de processamento de IA, componentes essenciais para os centros de dados que se multiplicam em estados americanos como Arizona e Texas.

O principal polo exportador é Jalisco, conhecido como o “Vale do Silício mexicano”. O estado reúne grandes empresas globais do setor e um ecossistema de startups, segundo Flores.

A taiwanesa Foxconn monta chassis em Jalisco e é parceira estratégica da fabricante americana de chips Nvidia. Em março, a empresa anunciou investimentos de US$ 137 milhões — cerca de R$ 697 milhões — em duas subsidiárias mexicanas, após estimar que sua produção poderá dobrar neste ano.

“Estados Unidos e México continuarão sendo nossos principais centros de produção”, afirmou o diretor-executivo da empresa, Michael Chiang. Ele anunciou que a companhia investirá 30% a mais do que em 2025 para ampliar sua capacidade ligada à inteligência artificial.

Com a explosão da demanda, a Flextronics, outra empresa do setor instalada em Jalisco, precisou usar áreas de estacionamento para expandir sua capacidade de produção, segundo Flores.

O crescimento, porém, ocorre em meio a um cenário político incerto. O governo Trump rejeitou a prorrogação do T-MEC por mais 16 anos e decidiu submeter o acordo a revisões anuais.

Além disso, o governo americano insiste que mais produtos sejam fabricados nos Estados Unidos, embora continue aumentando a dependência das importações do México, de Taiwan e da China para impulsionar o avanço da inteligência artificial.

Washington também tenta restringir o uso de tecnologia asiática na América do Norte, segundo William Jackson, economista da Capital Economics.

“O governo Trump precisa equilibrar a demanda por essas tecnologias com a necessidade de manter o país na vanguarda do desenvolvimento da IA”, afirmou Jackson à AFP. Para ele, “as tarifas poderiam prejudicar esse objetivo”.

O desafio de conciliar a preservação de uma indústria em rápida expansão com o discurso protecionista deixa o setor “muito facilmente na linha de fogo”, acrescentou.

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Dona do Ozempic processa fabricante do Mounjaro nos EUA por publicidade enganosa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/07/2026 12:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,078-0,22%Dólar TurismoR$ 5,283-0,23%Euro ComercialR$ 5,792-0,31%Euro TurismoR$ 6,040-0,3%B3Ibovespa172.691 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,078-0,22%Dólar TurismoR$ 5,283-0,23%Euro ComercialR$ 5,792-0,31%Euro TurismoR$ 6,040-0,3%B3Ibovespa172.691 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,078-0,22%Dólar TurismoR$ 5,283-0,23%Euro ComercialR$ 5,792-0,31%Euro TurismoR$ 6,040-0,3%B3Ibovespa172.691 pts-0,39%Oferecido por

A Novo Nordisk afirma que a Eli Lilly comparou as doses mais altas aprovadas de seus medicamentos com versões de menor dosagem do Wegovy e do Ozempic, deixando de fora estudos mais recentes e doses maiores que, segundo a empresa, apresentam resultados superiores aos utilizados na comparação.

Na ação, a farmacêutica afirma que os anúncios são "falsos e enganosos" porque utilizam dados de ensaios clínicos considerados desatualizados para sustentar a superioridade dos medicamentos da rival.

De acordo com a Novo Nordisk, os anúncios da Eli Lilly destacam uma perda média de aproximadamente 50 libras (cerca de 22,7 quilos) com o Zepbound, contra 33 libras (15 quilos) com o Wegovy.

A farmacêutica argumenta, porém, que essa comparação utiliza estudos que não incluem as doses mais altas atualmente aprovadas para o Wegovy. Segundo a empresa, ensaios clínicos em estágio avançado apontam perda média de cerca de 48 libras (21,8 quilos) com o Zepbound e de 47 libras (21,3 quilos) com o Wegovy em suas doses máximas.

Novo Nordisk e Eli Lilly disputam a liderança do mercado de medicamentos para obesidade nos Estados Unidos, que analistas estimam superar US$ 100 bilhões até 2030.

A Novo Nordisk foi a primeira a ganhar destaque no segmento com o Wegovy. Nos últimos anos, porém, perdeu espaço para o Zepbound, da Eli Lilly. Em resposta, a empresa lançou uma versão oral do Wegovy, cuja demanda permaneceu elevada mesmo após a chegada da pílula concorrente da Lilly.

Além de indenização, a Novo Nordisk quer que a Justiça determine a retirada das peças publicitárias e obrigue a Eli Lilly a realizar uma campanha corretiva para esclarecer as informações divulgadas aos consumidores.

A empresa informou ainda que pretende pedir uma liminar caso a rival não retire voluntariamente os anúncios.

Segundo John Kuckelman, diretor jurídico da Novo Nordisk, a empresa enviou uma notificação extrajudicial à Eli Lilly em abril, após a aprovação nos EUA da dose de 7,2 miligramas do Wegovy. De acordo com ele, a resposta da rival foi apenas incluir um aviso considerado insuficiente pela farmacêutica dinamarquesa.

Kuckelman afirmou ainda que a campanha da Eli Lilly já foi exibida mais de 700 milhões de vezes desde que os anúncios foram modificados no fim de abril.

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Ford faz recall no Brasil, mas defeito em Mustang só será consertado em 2027

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/07/2026 10:51

Carros Ford faz recall no Brasil, mas defeito em Mustang só será consertado em 2027 Falha pode comprometer o funcionamento dos limpadores e do esguicho de água em temperaturas de 0°C ou inferiores. Proprietários terão de esperar até 2027 pela solução. Por Redação g1

A Ford do Brasil anunciou nesta terça-feira (21) um recall para o Mustang por falha nos limpadores do para-brisa. Os modelos envolvidos foram fabricados entre 2024 e 2026.

Segundo a marca, existe o risco de o esguicho de água e os limpadores não funcionarem e, por isso, pode haver a diminuição ou perda de visibilidade.

De acordo com a Ford, esta condição acaba “aumentando o risco de acidente com possíveis danos físicos aos ocupantes do veículo e a terceiros”.

O motivo do possível defeito é uma falha na programação que pode afetar o funcionamento do motor do limpador quando a temperatura atinge 0 grau Celsius ou menos.

“Nessa condição, os limpadores podem funcionar apenas na velocidade alta, e o esguicho de água do para-brisa pode não funcionar, sem aviso prévio ao condutor”, diz a Ford em nota.

A Ford só vai começar a atender este recall no segundo trimestre de 2027. Segundo o comunicado, a solução para o problema só vai estar disponível nesta data.

A reportagem do g1 entrou em contato com a Ford para entender a razão da demora em arrumar os modelos. Também foi perguntado se os Mustang envolvidos no recall podem trafegar sem a solução do recall.

Mustang – Modelo 2024 – Chassis: de R5433555 até R5434492.Mustang – Modelo 2025 – Chassis: de S5405308 até S5504022.Mustang – Modelo 2026 – Chassis: de T5501127 até T5501731.

Em junho deste ano, a Ford já havia feito um outro recall e pediu para os proprietários não conduzirem os veículos envolvidos no recall.

Os modelos Bronco Sport, fabricados entre 2021 e 2025, e Maverick, produzidos entre 2022 e 2025, poderiam apresentar um problema na fixação do braço inferior da suspensão dianteira. Segundo a Ford, 237 unidades dos dois veículos fazem parte deste recall.

A montadora, na ocasião, recomendou que os proprietários dos veículos afetados evitassem conduzir os carros até que o atendimento seja realizado em uma concessionária.

O chamado ocorreu devido a uma falha detectada no processo de montagem. Segundo a Ford, o braço inferior da suspensão dianteira, em ambos os lados dos veículos, poderia não estar fixado de maneira correta no suporte da roda dianteira.

Caso ocorra a falha de fixação, a peça poderá se soltar do suporte da roda. O defeito acarreta o risco de o motorista perder o controle do veículo em movimento, o que eleva a possibilidade de acidentes com danos físicos e riscos fatais aos ocupantes do automóvel e a terceiros.

O tempo estimado para a execução do serviço é de cerca de 20 minutos, embora o prazo possa variar segundo o fluxo da concessionária escolhida.

O atendimento aos proprietários do Bronco Sport e da Maverick já está aberto. Os clientes devem realizar o agendamento do serviço, disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

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