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EUA dizem que Espanha aceitou cooperação militar após ameaça de Trump, mas governo espanhol nega

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 16:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,216-0,92%Dólar TurismoR$ 5,416-0,92%Euro ComercialR$ 6,068-0,76%Euro TurismoR$ 6,311-0,81%B3Ibovespa185.079 pts1,08%MoedasDólar ComercialR$ 5,216-0,92%Dólar TurismoR$ 5,416-0,92%Euro ComercialR$ 6,068-0,76%Euro TurismoR$ 6,311-0,81%B3Ibovespa185.079 pts1,08%MoedasDólar ComercialR$ 5,216-0,92%Dólar TurismoR$ 5,416-0,92%Euro ComercialR$ 6,068-0,76%Euro TurismoR$ 6,311-0,81%B3Ibovespa185.079 pts1,08%Oferecido por

Donald Trump, presidente dos EUA, e Pedro Sanchez, primeiro-ministro da Espanha — Foto: Yves Herman/Reuters

Após Trump ameaçar cortar relações comerciais com a Espanha na terça-feira (3), a Casa Branca disse nesta quarta-feira (4) que o país aceitou cooperar com o exército dos EUA. Minutos depois, o ministro das Relações Exteriores espanhol negou "de forma categórica" que o país vá cooperar, em entrevista à rádio Cadena SER.

Karoline Leavitt, porta-voz da Casa-Branca, disse em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira: "Sobre a Espanha, acho que eles ouviram a mensagem de Trump ontem de forma alta e clara. E entendo que nas últimas horas eles concordaram em cooperar com os militares dos EUA. Sei que as Forças Armadas dos EUA estão coordenando com seus correspondentes na Espanha".

Vinte minutos depois, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, desmentiu “de forma categórica” a informação e disse que "não tinha a mínima ideia” do que Leavitt estava dizendo.

“A posição do Governo da Espanha sobre a guerra no Oriente Médio, os bombardeios no Irã e o uso das nossas bases não mudou uma vírgula sequer”, afirmou Albares. “Nossa posição de ‘não à guerra’ continua sendo clara e contundente (…) Há um acordo bilateral, e fora do marco desse acordo não haverá nenhum uso das bases sob soberania espanhola. Qualquer operação precisa estar dentro do marco da ONU.”

Mais cedo, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez disse que Trump está "brincando de roleta russa" com o destino de milhões de pessoas com a guerra contra o Irã e que ele não seria cúmplice das ações norte-americanas apenas pelo medo de retaliação.

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A fala de Sánchez ocorreu após Trump ter ameaçado cortar as relações comerciais com a Espanha devido à posição do país sobre o conflito. O líder norte-americano reclamou que os espanhóis não deixaram os EUA utilizarem suas bases para lançar ataques contra o Irã (leia mais abaixo).

“É assim que começam as grandes catástrofes da humanidade. Você não pode jogar roleta russa com o destino de milhões”, disse Sánchez a Trump em pronunciamento nacional televisionado.

As tensões entre os dois aliados da Otan aumentaram após Sánchez ter classificado os bombardeios dos EUA e de Israel contra o Irã como imprudentes e ilegais e, posteriormente, proibir o uso de aeronaves americanas nas bases que os EUA têm no sul da Espanha para a ofensiva contra Teerã. Veja no mapa abaixo onde elas estão:

Mapa mostra bases dos EUA na Espanha, que o governo espanhol proibiu a utilização para ataques contra o Irã. — Foto: Dhara Pereira/Arte g1

A Comissão Europeia também saiu em defesa da Espanha nesta quarta-feira ao afirmar que está “pronta” para defender os interesses da União Europeia.

Sánchez também afirmou que o mundo não pode resolver seus problemas com conflitos e bombas, e que o governo espanhol é totalmente contra essa guerra.

“A posição do governo espanhol pode ser resumida em três palavras: ‘Não à guerra’. Não vamos ser cúmplices de algo que é ruim para o mundo nem contrário aos nossos valores e interesses simplesmente para evitar represálias de alguém”, afirmou Sánchez, em aparente referência às ameaças comerciais de Trump.

Sánchez destacou os efeitos colaterais negativos da Guerra do Iraque, desde o aumento do terrorismo jihadista até a disparada nos preços da energia, para argumentar que as consequências deste ataque ao Irã são igualmente incertas e que ele não levará a uma ordem internacional mais justa.

Donald Trump afirmou na terça-feira (3) que os EUA iriam Pocortar todas as relações comerciais com a Espanha depois que o governo espanhol não autorizou o uso de suas bases pelos militares norte-americanos no ataque ao Irã.

"A Espanha tem sido terrível. Na verdade, eu disse ao Scott [Bessnet, secretário do Tesouro] para cortar todas as relações com a Espanha. A Espanha chegou a dizer que não podemos usar as bases deles. E tudo bem. Podemos usar a base deles se quisermos. Podemos simplesmente entrar voando e usá-la. Ninguém vai nos dizer que não podemos usá-la", disse Trump.

Após a fala de Trump, o governo espanhol disse que os EUA devem seguir as regras do direito internacional e os acordos bilaterais de comércio com a União Europeia.

A declaração de Trump foi dada durante entrevista na Casa Branca. Ele falou sobre a ofensiva americana ao Irã enquanto recebia o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz.

Seguindo com sua postura otimista, Trump falou sobre o ataque feito ao prédio da Assembleia dos Peritos, responsável por escolher o próximo líder supremo do país, e afirmou:

"Tudo foi destruído no Irã. Estamos muito bem. Hoje houve outro ataque à nova liderança. O pior cenário é que alguém tão ruim quanto o anterior assuma o poder. Gostaríamos de ver alguém lá que seja melhor".

O presidente norte-americano também aproveitou para condenar o governo iraniano e acusou Teerã de atacar civis.

"O Irã está atacando países que não têm nada a ver com o que está acontecendo. Está atingindo apenas instalações civis", afirmou.

Também nesta terça, um general da Guarda Revolucionária iraniana advertiu que se os bombardeios de Israel e Estados Unidos contra o Irã continuarem, "todos os centros econômicos" do Oriente Médio serão alvo de represálias.

"Dizemos ao inimigo que, se decidir atacar nossos principais centros, nós atacaremos todos os centros econômicos da região", afirmou o general Ebrahim Jabari.

"Fechamos o estreito de Ormuz. Atualmente, o preço do petróleo passa dos 80 dólares e em breve atingirá os 200 dólares", acrescentou, citado pela agência de notícias Isna. O barril do Brent superou, nesta terça-feira, os 85 dólares pela primeira vez desde julho de 2024.

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Caso Master: investigação revela ‘milícia’ para ameaças, espionagem e propina para servidores do BC

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 16:48

Política Caso Master: investigação revela 'milícia' para ameaças, espionagem e propina para servidores do BC Prisões foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do STF, em sua primeira decisão como relator das investigações sobre as atividades do banco e de Daniel Vorcaro. Por Redação, g1 — Brasília

Daniel Vorcaro, do Banco Master, foi novamente preso por esquema bilionário. A PF aponta "milícia" para ameaçar e propina a servidores do BC.

A "milícia privada" de Vorcaro, "A Turma", planejava agredir o jornalista Lauro Jardim e acessava dados sigilosos de órgãos públicos.

Servidores do Banco Central, Paulo Sérgio e Belline, são acusados de receber propina e vazar informações sigilosas ao Banco Master.

Vorcaro ocultou R$ 2,2 bilhões em conta do pai e é acusado de dilapidar bens, com risco de fuga em jatos privados.

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, voltou a ser preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo em uma investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras.

O cunhado dele, Fabiano Zettel, também era alvo de mandado de prisão e se entregou. A defesa disse que "em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades".

As prisões foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em sua primeira ação como relator do caso, que assumiu no mês passado.

🔎 Segundo a PF, o esquema financeiro envolve a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação é uma referência à falta de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

Daniel Vorcaro foi preso novamente após pedido da PF. O ministro André Mendonça concordou com o pedido da polícia e fundamentou a prisão na necessidade de garantir a ordem pública e econômica, evitar destruição de provas e coação de testemunhas e para assegurar a aplicação da lei penal.

Ocultação patrimonial: segundo o pedido de prisão, após ser solto liberdade, Vorcaro continuou ocultando recursos. A PF afirmou que, em janeiro de 2026, foram bloquados mais de R$ 2,2 bilhões de uma conta vinculada ao pai de Vorcaro. A defesa do pai de Vorcaro afirmou que desconhece a conta e o dinheiro. (veja mais detalhes)

Ataques ao BC: De acordo com a investigação, logo após a soltura de Vorcaro em 2025, a organização criminosa que seria liderada por ele teria iniciado o "Projeto DV", contratando influenciadores para atacar a reputação do Banco Central.

Periculosidade e uso de violência: A investigação da PF revelou diálogos em que Vorcaro emite ordens diretas para que sua "milícia privada", que tinha a alcunha de "A Turma", praticasse atos violentos. Entre os episódios citados, destaca-se o plano de forjar um assalto para agredir fisicamente o jornalista Lauro Jardim, do jornal "O Globo". Vorcaro explicitou a intenção de mandar "quebrar todos os dentes" do profissional.

Obstrução de justiça e monitoramento ilegal: Vorcaro utilizava um grupo liderado Luiz Phillipi Mourão, o "Sicário", para acessar ilegalmente sistemas sigilosos da PF, do Ministério Público Federal (MPF) e da Interpol. Vorcaro teria tido acesso antecipado a informações sobre diligências investigativas, o que coloca em risco a integridade dos servidores públicos envolvidos na apuração.

Risco de fuga e dilapidação patrimonial: No pedido de prisão, a PF relatou que Vorcaro possui jatos privados e extenso patrimônio no exterior, inclusive em paraísos fiscais, além de evidências de que estaria dilapidando esses bens para evitar a aplicação da lei penal.

Além de Daniel Bueno Vorcaro, Mendonça decretou a prisão preventiva de outros três investigados, apontadas como necessárias para neutralizar o braço armado e financeiro da organização visando garantir a integridade física de autoridades, jornalistas e testemunhas.

Fabiano Campos Zettel: Identificado como o operador financeiro e cunhado de Vorcaro. Ele era responsável por intermediar pagamentos, estruturar contratos simulados para lavar dinheiro e custear as atividades da "Turma".

Luiz Phillipi Machado De Moraes Mourão: Preso em Belo Horizonte (MG), atuava como o líder operacional de "A Turma", a milícia privada do grupo. Era o responsável por coordenar o monitoramento de adversários, obter dados sigilosos ilegalmente, e executar atos de intimidação e coação.

Marilson Roseno Da Silva: Policial federal aposentado que integrava a estrutura de monitoramento e intimidação e também foi preso em Belo Horizonte (MG). Utilizava sua experiência e contatos na carreira policial para coletar dados sensíveis e realizar vigilância de indivíduos considerados críticos aos interesses do Banco Master.

Além dos presos, outros investigados foram alvos da operação e vão ter que cumprir medidas cautelares. São eles: Paulo Sérgio Neves de Souza, Belline Santana, Leonardo Augusto Furtado Palhares e Ana Claudia Queiroz de Paiva. As restrições incluem:

uso de tornozeleira eletrônica;proibição de manter contato com qualquer testemunha ou investigado da operação;proibição de ausentar-se da comarca de residência e do país, com entrega obrigatória do passaporte em 48 horas;suspensão do exercício de função pública e proibição de acesso às dependências do Banco Central (BC), especificamente para Paulo Sérgio e Belline. A dupla já havia sido afastada pelo BC.

Paulo Sérgio e Belline ocupavam cargos de chefia no Banco Central. Em nota, o BC afirmou que já havia identificado indícios de 'vantagens indevidas' recebidas pelos dois e que afastou os servidores, do acesso às dependências da instituição e a seus sistemas. Além disso, informou a PF sobre o caso.

Em um dos trechos da decisão, Mendonça deu "puxão de orelha" na Procuradoria-Geral da República (PGR). Em 27 de fevereiro, a PF pediu ao STF a prisão preventiva dos investigados, ao afirmar que o grupo mantinha uma “estrutura de vigilância e coerção privada” voltada ao monitoramento de alvos e à intimidação de pessoas ligadas às investigações.

Ao receber o pedido, Mendonça concedeu 72 horas para manifestação da PGR. O órgão afirmou que não havia, no pedido, “indicação de perigo iminente, imediato, que induza a extraordinária necessidade de tão rápida e necessariamente sucinta análise do pleito”.

Na decisão, o ministro rebate essa avaliação. Segundo ele, a representação da Polícia Federal “traz sérias evidências da continuada prática de crimes de gravíssima repercussão”. Mendonça afirma ainda que a urgência do caso é clara.

“É preciso ressaltar que a urgência na tramitação deste feito decorre do perigo iminente a bens jurídicos da mais elevada relevância e de envergadura constitucional”, destacou.

O relator afirma que a avaliação da PGR ignorou indícios relevantes apresentados pela investigação. Em um trecho mais direto, Mendonça diz lamentar a postura da PGR diante de "robusto quadro fático-probatório" e que a demora revela-se "extremamente perigosa para a sociedade".

"A Turma" é descrita nas fontes como um núcleo de intimidação e obstrução de justiça, funcionando como uma estrutura de vigilância e coerção privada, definida como uma "milícia privada", a serviço dos interesses de Daniel Bueno Vorcaro e do Banco Master.

Comando estratégico: Daniel Vorcaro emitia ordens diretas para atos de intimidação contra concorrentes, ex-empregados e jornalistas;Coordenação operacional: Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão (o "Sicário") era o responsável por organizar as diligências, coordenar as equipes e executar as ordens de monitoramento e pressão; eOperador técnico: Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado, utilizava sua experiência e contatos para realizar vigilância, localizar alvos e coletar dados sensíveis.

Obtenção ilegal de dados: O grupo acessava sistemas restritos de órgãos como a **Polícia Federal, o Ministério Público Federal e até organismos internacionais como FBI e Interpol**, utilizando credenciais de terceiros para obter informações sigilosas.Monitoramento e vigilância: Realizavam o acompanhamento presencial e telemático de alvos, incluindo autoridades e profissionais da imprensa.Violência e coação: Há registros de ordens para "moer" funcionários e planos detalhados para forjar assaltos com o intuito de agredir fisicamente jornalistas.Atuação digital: O grupo simulava solicitações oficiais de órgãos públicos para remover perfis e conteúdos críticos em plataformas digitais.

Remuneração: Mensagens indicam que Luiz Phillipi recebia cerca de R$ 1 milhão por mês de Vorcaro para dividir entre "a turma" e "os meninos".Operacionalização: Os pagamentos eram viabilizados por Fabiano Zettel e Ana Claudia Queiroz de Paiva, utilizando empresas como a Super Empreendimentos e a King Participações como contas de passagem para ocultar a origem do dinheiro.

As ameaças e ações de coerção visavam silenciar críticos e garantir os interesses do Banco Master. Entre os alvos, o jornalista Lauro Jardim. Vorcaro demonstrou descontentamento com notícias publicadas pelo profissional e ordenou monitoramento constante.

"Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto", escreveu o banqueiro.

Luiz Phillipi Mourão confirmou que colocaria pessoas seguindo o jornalista para "pegar tudo dele".

Vorcaro também utilizava "A Turma" para exercer controle e intimidar colaboradores que considerava uma ameaça. Ao se sentir ameaçado por uma funcionária, Vorcaro ordenou:

"Tem que moer essa vagabunda", solicitando em seguida que seu endereço fosse levantado para futuras ações.

Para intimidar um funcionário que teria feito uma gravação indesejada, Vorcaro sugeriu agressões a um chefe de cozinha ligado ao funcionário.

Luiz Phillipi Mourão realizava o acompanhamento presencial e telemático de ex-colaboradores, chegando a questionar Vorcaro se havia telefones específicos para monitorar.

O grupo utilizava credenciais de terceiros para acessar sistemas sigilosos para obter informações sensíveis sobre alvos de interesse. Luiz Phillipi Mourão também fraudava solicitações oficiais de órgãos públicos, para remover perfis e links negativos em plataformas digitais.

O grupo obtinha informações sigilosas mediante o acesso indevido a sistemas restritos de órgãos públicos. Para isso, utilizavam credenciais funcionais pertencentes a terceiros, o que permitia a extração de dados protegidos por sigilo institucional. De acordo com a PF, o grupo acessou ilegalmente bases de dados da:

Polícia Federal (PF);Ministério Público Federal (MPF);Organismos internacionais, especificamente o FBI e a Interpol.

As atividades incluíam a obtenção de dados pessoais e institucionais de autoridades, jornalistas, concorrentes empresariais e ex-empregados.

Marilson Roseno da Silva realizava vigilância presencial, localizava alvos e realizava diligências informais para levantamento de informações estratégicas. O grupo monitorava até mesmo telefones de indivíduos de interesse para acompanhar seus passos.

A atuação de Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, servidores do BC é descrita como uma cooptação institucional para servir aos interesses privados do Banco Master e de seu controlador, Daniel Vorcaro.

Ambos os servidores atuavam como uma espécie de "consultores informais" e Vorcaro e do Banco Master. Paulo Sérgio dava sugestões a Vorcaro sobre como se comportar e quais argumentos utilizar em reuniões com o próprio presidente do Banco Central.

Os servidores também revisavam documentos como minutas de ofícios e comunicações que o Banco Master pretendia enviar ao Departamento de Supervisão Bancária, onde trabalhavam, antes da formalização dos documentos, sugerindo alterações e ajustes estratégicos.

Também utilizavam seus cargos para antecipar informações sensíveis da autarquia. Paulo Sérgio chegou a alertar Vorcaro antecipadamente sobre movimentações financeiras que haviam sido detectadas pelos sistemas de monitoramento do BC, permitindo que o banco tomasse medidas para evitar questionamentos regulatórios.

Existia um grupo de mensagens específico entre Vorcaro, Paulo Sérgio e Belline para a discussão direta de estratégias e compartilhamento de documentos de interesse do Banco Master.

A "assessoria" prestada pelos servidores era remunerada por meio de mecanismos ilícitos. Belline Santana recebeu propostas de contratação simulada por meio da empresa Varajo Consultoria para justificar o repasse de propinas.

Segundo a PF, há fortes indícios de que Vorcaro corrompia Paulo Sérgio custeando despesas pessoais, como a contratação de guias para uma viagem do servidor e sua família aos parques da Disney e Universal, em Orlando (EUA).

As investigações identificaram uma estrutura de lavagem de dinheiro para que os pagamentos não saíssem diretamente de Vorcaro para os servidores, utilizando "contas de passagem" e empresas interpostas.

Segundo a PF, Vorcaro ocultou mais de R$ 2,2 bilhões em uma conta bancária em nome do pai, Henrique Moura Vorcaro, mesmo após ter sido solto no fim de 2025.

O pedido foi acolhido pelo ministro André Mendonça, que autorizou nova ordem de prisão no âmbito do caso do Master. Vorcaro foi preso.

🛫 Segundo o documento, a PF sustenta que o risco de fuga de Vorcaro permanece elevado, citando a existência de “jatos privados” à disposição do investigado e um “extenso patrimônio no exterior, inclusive em paraísos fiscais”.

💵 Os investigadores também afirmam que começam a aparecer sinais de dilapidação desse patrimônio, o que reforçaria a necessidade da prisão.

Em nota, a defesa de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, afirmou que "são incorretas as informações divulgadas no sentido de que a conta mencionada na decisão do STF seja de sua titularidade".

"A defesa reafirma desconhecer a existência de qualquer conta e com tais valores e reitera ser imperativo que os fatos sejam devidamente esclarecidos. Entende-se a legítima preocupação com a reparação dos danos, mas ressalta ser essencial preservar a correção das informações divulgadas", disseram os advogados.

As autoridades relatam que as descobertas só foram possíveis após a Segunda Fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro de 2026.

💰 Na ocasião, medidas de bloqueio financeiro revelaram um montante de R$ 2.245.235.850,24, registrado na conta do pai do banqueiro e mantido junto à CBSF DTVM, mais conhecida no mercado como REAG.

No mesmo trecho, a PF faz uma comparação direta entre a ocultação dos recursos e o prejuízo causado pelo Banco Master, que teria deixado um rombo de quase R$ 40 bilhões no mercado financeiro — valor atualmente coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

"Enquanto o Fundo Garantidor de Crédito sangrava para cobrir o rombo bilionário deixado pelo Banco Master no mercado financeiro, montante que alcança quase 40 bilhões de reais, Daniel Vorcaro ocultava de seus credores e vítimas mais de 2 bilhões de reais junto a empresa conhecida por lavar dinheiro das mais perigosas organizações criminosas do Brasil, conduta ilícita que se perpetuou mesmo após ter sido posto em liberdade", afirmou a PF.

Os investigadores afirmam ainda que a conduta delitiva “se perpetuou mesmo após” a soltura do banqueiro, reforçando a tese de reiteração criminosa.

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‘Hora de partir’: super-ricos de Dubai pagam fortunas para fugir da guerra

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 14:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,227-0,71%Dólar TurismoR$ 5,420-0,83%Euro ComercialR$ 6,079-0,57%Euro TurismoR$ 6,316-0,73%B3Ibovespa184.724 pts0,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,227-0,71%Dólar TurismoR$ 5,420-0,83%Euro ComercialR$ 6,079-0,57%Euro TurismoR$ 6,316-0,73%B3Ibovespa184.724 pts0,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,227-0,71%Dólar TurismoR$ 5,420-0,83%Euro ComercialR$ 6,079-0,57%Euro TurismoR$ 6,316-0,73%B3Ibovespa184.724 pts0,88%Oferecido por

Super-ricos de Dubai estão fugindo da cidade, pagando fortunas por rotas de escape devido ao temor da guerra. "É hora de ir embora", disse Evrim após ataque.

Famílias pagam até US$ 200 mil por voos privados, geralmente via Omã, para destinos como Genebra, fugindo do espaço aéreo restrito.

A demanda por voos e carros particulares disparou, mas a escassez de aeronaves e o congestionamento nas fronteiras dificultam a saída.

Dubai, antes refúgio seguro, está sob ataque: mais de 800 drones e 200 mísseis atingiram a região, deixando 3 mortos.

Diante do temor de que a guerra se prolongue, os super-ricos de Dubai começaram a deixar o opulento centro de negócios por todos os meios possíveis, às vezes pagando centenas de milhares de dólares.

A cidade dos Emirados Árabes Unidos recebe há décadas pessoas ricas atraídas pelos baixos impostos, pela segurança, pelo luxo e por um governo favorável aos negócios.

No entanto, nos últimos dias, com drones e mísseis cruzando os céus, alguns estão pagando grandes quantias para garantir uma rota de fuga segura. A tarefa é difícil porque o espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos está parcialmente fechado.

"Quando vimos o fogo, dissemos: 'OK, é hora de ir embora'", contou Evrim, uma mulher turca, mãe de dois filhos, referindo-se à explosão causada por destroços de um míssil que atingiram um hotel de luxo perto de sua casa, em Palm Jumeirah, o arquipélago artificial que se tornou símbolo da ostentação da cidade.

Ela, o marido e os dois filhos pagaram US$ 200 mil (R$ 1,03 milhão) para voar do vizinho sultanato de Omã até Genebra, na Suíça, onde pretendem esperar o fim da guerra. Para chegar à capital omani, Mascate, tiveram de dirigir seis horas pelo deserto.

"Estamos muito nervosos (…), principalmente por causa das crianças. Quando ouviram o som da explosão, ficaram assustadas", disse à AFP, referindo-se às interceptações de mísseis.

Evrim temia que sair se tornasse ainda mais difícil se o conflito se agravasse, sobretudo caso a Arábia Saudita, que controla grande parte do espaço aéreo regional, entrasse na guerra.

Com grandes parques temáticos e hotéis de luxo, o prédio mais alto do mundo e até um enorme shopping com pista de esqui coberta, Dubai se tornou destino popular entre ricos e celebridades.

Desde o último sábado, os Emirados foram alvo de mais de 800 drones e 200 mísseis, que deixaram três mortos, no que representa a parte mais intensa da campanha de represálias do Irã contra países do Golfo após a ofensiva de Estados Unidos e Israel que matou seu líder supremo, Ali Hosseini Khamenei.

Mulher caminha por rua após ataque, em meio ao conflito das duas nações com o Irã, em Teerã — Foto: Majid Asgaripour/WANA via Reuters

Vários governos estrangeiros, incluindo os do Reino Unido e da Alemanha, estão enviando aviões a Omã para evacuar seus cidadãos, já que poucos voos operam a partir dos Emirados.

Segundo Glenn Phillips, encarregado de relações públicas da Air Charter Service, empresa que organiza voos em jatos privados, "a demanda está aumentando claramente".

"Já organizamos vários voos de evacuação e há mais programados para hoje e amanhã, principalmente a partir de Mascate, em Omã, para pessoas que querem sair de Dubai", explicou.

Os preços estão disparando devido à escassez de aeronaves, já que muitas estão em aeroportos fechados. Além disso, operadores de jatos privados hesitam em voar por motivos de segurança.

A rota por Omã é a mais popular, acrescentou Phillips, mas o congestionamento na fronteira com os Emirados é tão grande que alguns chegam a esperar três ou quatro horas para atravessá-la.

Também aumentou a demanda por carros particulares para sair dos Emirados, especialmente entre ricos de países ocidentais, disse Mike D'Souza, coordenador de operações da empresa Indus Chauffeur, em Dubai.

Muitos estão deixando o país pela Arábia Saudita, cujos aeroportos continuam operando. No entanto, conseguir visto para entrar no reino tem sido um desafio para alguns evacuados.

Entre os que ficaram retidos, os que têm renda mais modesta enfrentam ainda mais dificuldades para sair.

Um britânico que preferiu não revelar o nome disse à AFP que conseguir lugar em um voo comercial a partir de Mascate foi extremamente difícil para ele, sua esposa grávida e seu filho de três anos.

"Os preços são extremamente altos e os assentos desaparecem rapidamente quando tentamos reservar", afirmou.

No fim, conseguiram passagens para um voo até Hyderabad, na Índia, de onde pretendem seguir para a Tailândia.

"Embora meu filho não entenda o que está acontecendo, ele está claramente confuso, e minha esposa também tem estado nervosa", contou.

"Dito isso, claro que amamos Dubai e a consideramos nosso lar. Pretendemos voltar assim que nosso filho nascer e as coisas se acalmarem", acrescentou.

Uma vista geral do luxuoso Hotel Burj al-Arab na área de Jumeirah, em Dubai, Emirados Árabes Unidos — Foto: Karim Sahib/Reuters

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O que você precisa saber sobre a prisão de Daniel Vorcaro e o colapso do Banco Master

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 04/03/2026 13:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,210-1,05%Dólar TurismoR$ 5,411-1%Euro ComercialR$ 6,064-0,86%Euro TurismoR$ 6,305-0,9%B3Ibovespa184.091 pts0,54%MoedasDólar ComercialR$ 5,210-1,05%Dólar TurismoR$ 5,411-1%Euro ComercialR$ 6,064-0,86%Euro TurismoR$ 6,305-0,9%B3Ibovespa184.091 pts0,54%MoedasDólar ComercialR$ 5,210-1,05%Dólar TurismoR$ 5,411-1%Euro ComercialR$ 6,064-0,86%Euro TurismoR$ 6,305-0,9%B3Ibovespa184.091 pts0,54%Oferecido por

O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi preso novamente por ordem do STF, em investigação de fraudes e "milícia privada".

O Banco Master, liquidado em 2025, oferecia rendimentos altos para encobrir crise de liquidez, afetando milhões e exigindo bilhões do FGC.

Vorcaro já havia sido preso em 2025 por gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, com suspeita de R$ 50 bilhões em CDBs sem lastro.

A nova prisão de Vorcaro e o bloqueio de R$ 22 bilhões foram baseados em indícios de organização criminosa e interferência regulatória.

Milhões de clientes tiveram valores bloqueados; o FGC, que tentou socorrer o banco, perdeu quase um terço de seu caixa com os ressarcimentos.

A crise envolvendo o Banco Master teve novo desdobramento nesta quarta-feira (4), com a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição.

A detenção, determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorre em meio a investigações da Polícia Federal (PF) sobre uma rede que envolve fraudes, corrupção de servidores públicos e até o uso de uma "milícia privada" para intimidar opositores.

O banqueiro era controlador do Master, cujo encerramento das atividades no ano passado por decisão do Banco Central (BC) também resultou na liquidação de outras empresas do grupo, afetando milhões de clientes e exigiu o ressarcimento de bilhões de reais pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Veja abaixo os principais pontos para entender o colapso do conglomerado e a investigação que levou à nova prisão de Vorcaro.

O que é o Banco Master e quais empresas faziam parte do grupo?Quais foram os principais motivos da liquidação do Banco Master?Por que o BRB tentou comprar o Banco Master?Quais foram as consequências das transações entre BRB e Master?Quem é Daniel Vorcaro e por que ele foi preso?O que diz a decisão de André Mendonça que levou à nova prisão de Vorcaro?Qual é a relação do ministro Dias Toffoli com o caso?Como ficaram os clientes dos bancos liquidados?O papel do FGC

O Banco Master teve origem em 1974, como Máxima Corretora de Valores e Títulos Mobiliários. Ao longo das décadas, passou por expansões e mudanças societárias até se transformar em um conglomerado financeiro com atuação em crédito, investimentos e gestão de recursos.

Sob o controle do banqueiro Daniel Vorcaro, a instituição ganhou visibilidade ao oferecer produtos de renda fixa, como CDBs, com rendimentos muito acima da média do mercado — estratégia que acabou encobrindo uma grave crise de liquidez e insolvência.

O Banco Central classificava o Master como um conglomerado de pequeno porte (segmento S3), com cerca de 0,57% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Em 18 de novembro de 2025, o grupo sofreu liquidação extrajudicial devido ao comprometimento de sua situação econômico-financeira e ao descumprimento de normas do sistema bancário.

Banco Master S/A – instituição líder do conglomerado.Banco Master de Investimento S/A – braço voltado a operações de investimento.Banco Letsbank S/A – anteriormente ligado ao Banco Master e liquidada pelo BCMaster S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários – corretora do conglomerado.Banco Master Múltiplo S/A – entidade submetida a regime especial para tentar preservar as controladas.Will Bank (Will Financeira S.A.) – banco digital voltado a clientes de baixa renda, adquirido em 2024 e liquidado em janeiro.Banco Pleno – outra instituição do grupo que também entrou em processo de liquidação.Reag Investimentos – embora apresentada como gestora independente, investigações indicam que era ligada ao Banco Master e teria participado da estruturação de fundos usados para inflar artificialmente o patrimônio da instituição. Em janeiro, o BC decretou aliquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, novo nome da Reag Trust DTVM. Trata-se da empresa que faz a gestão dos fundos no grupo da Reag Investimentos.

A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, foi motivada por uma combinação de deterioração financeira acelerada, indícios de fraude e descumprimento de normas regulatórias.

Crise de liquidez e risco de insolvência: o BC apontou “comprometimento da situação econômico-financeira” e “deterioração da liquidez”, indicando que o banco já enfrentava risco concreto de quebra.Captação a custos elevados: para cobrir rombos operacionais, a instituição passou a oferecer CDBs com taxas muito acima do mercado — até 40% superiores à média ou entre 130% e 180% do CDI. Especialistas interpretam essa estratégia como um sinal de emergência financeira, após a perda de acesso a crédito mais barato.Exposição a ativos de alto risco: o banco concentrou recursos em investimentos considerados arriscados, como precatórios de recebimento incerto e empresas em dificuldades.Fraudes e emissão de títulos sem lastro: a Polícia Federal, na Operação Compliance Zero, apurou a criação de carteiras de crédito fictícias. O Master teria emitido cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem comprovar capacidade de pagamento, usando ativos inexistentes adquiridos da empresa Tirreno para inflar artificialmente o patrimônio.Descumprimento de regras do sistema financeiro: o BC citou violação às normas bancárias e desobediência a determinações da própria autoridade monetária.Fracasso nas tentativas de venda: negociações para evitar a quebra, como a proposta envolvendo o Banco de Brasília (BRB), não avançaram por falta de transparência, questionamentos de órgãos de controle e vínculos com investigações criminais.

A liquidação foi decretada após o anúncio de uma nova tentativa de venda para a Fictor Holding, considerada inviável pelo BC diante da insolvência do grupo.

Além da liquidação, houve bloqueio de bens dos controladores e a primeira prisão do dono do banco, Daniel Vorcaro, acusado de gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

À época, ele foi preso em flagrante, mas deixou a prisão após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que também determinou a soltura dos outros quatro executivos do banco.

Agentes da Polícia Federal entram no BRB, Banco de Brasília, durante uma operação contra a emissão fraudulenta de títulos de crédito por instituições financeiras, que resultou na prisão de Daniel Vorcaro, em Brasília, Brasil, 18 de novembro de 2025. — Foto: Reuters/Mateus Bonomi

A tentativa de compra de 58% do capital do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), anunciada em março de 2025 por cerca de R$ 2 bilhões, teve como principais motivações a expansão estratégica da instituição e o respaldo político do governo do Distrito Federal.

Formação de um grande conglomerado: a meta era criar uma instituição financeira de maior porte, com aproximadamente R$ 100 bilhões em ativos totais.Ampliação da atuação nacional: o BRB buscava reforçar sua presença fora do Distrito Federal, onde já mantinha agências em diversos estados.Fortalecimento patrimonial e estratégico: o plano previa que o BRB assumisse o controle do Master, com a aquisição de 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e 58% do capital total.Apoio do Governo do DF: o governador Ibaneis Rocha foi um dos principais defensores da transação e sancionou em tempo recorde a lei aprovada pela Câmara Legislativa que autorizava a compra.“Socorro” financeiro sob investigação: embora apresentada publicamente como uma estratégia de expansão, investigações da Polícia Federal indicam que a operação teria funcionado como um alívio financeiro para o Banco Master, que enfrentava custos elevados de captação. A PF passou a apurar ainda se houve uso de créditos falsos para reforçar o caixa da instituição no mesmo período em que o BRB tentava viabilizar a compra e convencer os órgãos de controle sobre a solidez do negócio.

A negociação foi barrada pela diretoria colegiada do Banco Central em setembro, sob o argumento de que não foram apresentados documentos suficientes para comprovar a viabilidade econômico-financeira da operação.

Posteriormente, o fracasso dessa transação e de outras iniciativas malsucedidas contribuiu para desgastar o patrimônio e a credibilidade do BRB no mercado.

A tentativa frustrada de compra e a aquisição de ativos suspeitos entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master geraram impactos financeiros, jurídicos e políticos, com reflexos sobre o patrimônio público do Distrito Federal.

Deterioração do patrimônio e da credibilidade do BRB, que precisou apresentar um plano preventivo de capitalização ao Banco Central; Afastamento do então presidente Paulo Henrique Costa e investigações da Polícia Federal por suspeitas de gestão fraudulenta; Prejuízo de R$ 12,2 bilhões na compra de créditos considerados inexistentes da empresa Tirreno, vista como possível socorro irregular ao Master.

Diante do rombo, o governador Ibaneis Rocha propôs transferir imóveis públicos ao BRB para viabilizar captação de recursos. O BC exigiu que o banco reservasse R$ 3 bilhões adicionais.

O caso também provocou desgaste político e questionamentos de órgãos de controle, como o Ministério Público do DF e o Ministério Público de Contas.

Daniel Vorcaro é o controlador do Banco Master e começou sua trajetória quando a instituição ainda era a Máxima Corretora, que transformou em conglomerado financeiro até a liquidação do banco.

A primeira, em novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, ocorreu durante tentativa de deixar o país e envolveu suspeitas de emissão de cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem lastro, por meio de créditos inexistentes da empresa Tirreno. As acusações incluem gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A segunda prisão aconteceu nesta quarta-feira (4), por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, após análise de mensagens no celular do empresário, com indícios de ameaças, corrupção e tentativa de interferência em decisões regulatórias.

A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 22 bilhões em bens para ressarcir prejuízos ao sistema financeiro.

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro nesta quarta-feira (4), foi baseada na existência de uma organização criminosa com atuação violenta, interferência em órgãos reguladores e risco à apuração dos fatos.

Foi a primeira medida de grande impacto de Mendonça após assumir a relatoria do caso, no lugar de Dias Toffoli. Os principais fundamentos da decisão foram:

“Milícia privada”: as investigações apontam a existência de um grupo chamado “A Turma”, usado para monitorar e intimidar ilegalmente opositores, autoridades e jornalistas.Ameaças de violência: mensagens indicam ordens para agredir um jornalista e “quebrar todos os dentes” em um assalto forjado, além de menções à simulação de sequestros.Cooptação de servidores do BC: a decisão descreve o suborno de chefias da supervisão bancária do Banco Central, que atuariam como “consultores informais” do banqueiro, revisando documentos e antecipando fiscalizações em troca de pagamentos mensais de até R$ 1 milhão.Espionagem e invasão de sistemas: o grupo é acusado de acessar ilegalmente bases sigilosas da Polícia Federal, do Ministério Público Federal, da Interpol e do FBI.Risco à ordem pública e à investigação: segundo Mendonça, a liberdade dos investigados poderia gerar novas intimidações, destruição de provas e continuidade da lavagem de dinheiro.Danos bilionários: o esquema envolve a fabricação de carteiras de crédito sem lastro e a emissão de cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem comprovação de liquidez.

Além da prisão de Vorcaro, a decisão determinou o bloqueio de R$ 22 bilhões em bens e valores do grupo, o afastamento de servidores do Banco Central (com uso de tornozeleira eletrônica) e a suspensão das atividades de cinco empresas ligadas ao banqueiro.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, teve papel central no caso do Banco Master: foi relator do inquérito, concentrou decisões no STF, decretou sigilo e autorizou buscas e bloqueios de valores.

Sua atuação passou a ser questionada após a confirmação de que é sócio da Maridt Participações, empresa familiar que realizou negócios com fundo ligado à Reag Investimentos, grupo relacionado ao Master, incluindo a venda de participação no resort Tayayá.

Também surgiram controvérsias sobre um voo em avião particular com advogado ligado à defesa e menções a seu nome em mensagens do celular de Daniel Vorcaro, dono do banco.

Em fevereiro de 2026, Toffoli deixou a relatoria por “interesse institucional”. O caso foi redistribuído ao ministro André Mendonça, que passou a conduzir o inquérito e autorizou nova prisão de Vorcaro.

A liquidação extrajudicial das empresas do Conglomerado Master — que inclui Banco Master, Will Bank e Banco Pleno — provocou a interrupção imediata das operações e deixou milhões de clientes com valores bloqueados, dependentes dos mecanismos de ressarcimento pelo FGC e liquidantes.

Esses investidores estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).Limite: até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, incluindo principal e rendimentos até a data da liquidação.Banco Master: o processo está avançado; cerca de 84% dos credores (653 mil pessoas) já receberam, somando R$ 37,2 bilhões. Os casos pendentes envolvem situações mais complexas, como inventários e contas de menores.Will Bank e Banco Pleno: as listas de credores ainda não foram concluídas pelo liquidante, e o FGC não iniciou o pagamento geral. Houve apenas uma antecipação para clientes do Will Bank com até R$ 1 mil a receber.

Este é o caso mais crítico, pois o banco digital tinha cerca de 12 milhões de clientes, em sua maioria de baixa renda.Sem cobertura do FGC: por ser instituição de pagamento, os saldos das contas digitais não são garantidos pelo FGC.Devolução integral via BC: por lei, esses recursos devem ficar segregados e custodiados no Banco Central, devendo ser devolvidos aos clientes.Bloqueio: a liberação depende da conclusão do levantamento contábil do liquidante; enquanto isso, há relatos de dificuldades para pagar despesas básicas.

Quem tinha mais de R$ 250 mil investidos tornou-se credor da massa liquidanda. O recebimento do excedente não é garantido e depende da venda dos ativos das instituições ao longo do processo.

Investidores institucionais, como fundos de pensão de servidores públicos, que aplicaram quase R$ 2 bilhões no grupo, também estão nessa fila, sem proteção do FGC.

Dívidas: a liquidação não extingue obrigações. Parcelas de empréstimos, financiamentos e faturas devem continuar sendo pagas para evitar juros e negativação.Cartões: os cartões do Will Bank tiveram a aceitação suspensa pela Mastercard por inadimplência da financeira.Aplicativos: permanecem acessíveis apenas para consulta de saldo e extratos; transferências, saques e PIX estão desativados.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) teve papel central no caso do Banco Master, atuando desde o socorro financeiro inicial até o ressarcimento em larga escala de investidores após a quebra das instituições do grupo. As principais funções e impactos do FGC, segundo as fontes, foram:

Antes da decretação da liquidação extrajudicial, o FGC tentou evitar o colapso do Banco Master. Em maio de 2025, concedeu uma linha de crédito emergencial de R$ 4 bilhões à instituição, renovada duas vezes enquanto o banco buscava compradores.

Após a liquidação, o FGC passou a ser responsável por devolver recursos à maioria dos clientes, dentro dos limites legais.

Limite de cobertura: até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ para investimentos em CDB, LCI, LCA, poupança e depósitos à vista.Volume de pagamentos: estima-se um desembolso de cerca de R$ 51 bilhões para cobrir as quebras de Master, Will Bank e Banco Pleno.Status do Master: aproximadamente 84% dos credores (653 mil pessoas) já receberam, totalizando R$ 37,2 bilhões.Antecipação no Will Bank: devido ao perfil mais vulnerável dos clientes do banco digital, o FGC antecipou pagamentos para cerca de 6 milhões de pessoas com até R$ 1 mil a receber.

O volume elevado de saques drenou significativamente os recursos do FGC, que perdeu quase um terço do seu caixa, antes estimado em cerca de R$ 140 bilhões. Para recompor o patrimônio e preservar a estabilidade do sistema financeiro, o fundo estuda medidas como:

antecipação das contribuições dos bancos associados;criação de cobranças extras e aumento das taxas para instituições de maior risco (de 0,01% para 0,02% ao mês sobre os depósitos);uso de parte do depósito compulsório junto ao Banco Central.

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Socorro ao BRB: melhor opção é colocar imóveis em fundo de investimento imobiliário, diz presidente do banco

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 13:54

Distrito Federal Socorro ao BRB: melhor opção é colocar imóveis em fundo de investimento imobiliário, diz presidente do banco CLDF aprovou projeto de lei que autoriza repasse de nove imóveis públicos do DF ao patrimônio do BRB. Foram 14 votos a favor e 10 contra nos dois turnos. Por Isabela Camargo, TV Globo

Foram 14 votos a favor e 10 contra nos dois turnos. O texto vai à sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB).

O presidente do banco afirma que a principal opção, agora, é criar um fundo de investimento imobiliário (FII) e vender as cotas dos imóveis para investidores qualificados.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou nesta terça-feira (3) o projeto de lei que autoriza o repasse de nove imóveis públicos da capital federal ao patrimônio do Banco de Brasília (BRB). Foram 14 votos a favor e 10 contra nos dois turnos. O texto vai à sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB).

Em entrevista exclusiva à TV Globo nesta quarta-feira (4), o presidente da instituição Nelson Antônio de Souza disse que, agora, a melhor opção é criar um fundo de investimento imobiliário (FII) e vender as cotas dos imóveis para investidores qualificados.

"Não geraria uma PNT ou uma prestação nem iria mexer na Lei de Responsabilidade Fiscal do governo do Distrito Federal. Assim, esses imóveis seriam teriam rentabilidade para aqueles investidores que estariam conosco", afirmou.

🔎 O FII foi criado pela Lei Federal 8.668/93 e é regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). São carteiras compostas por imóveis selecionados e administrados por uma instituição financeira, previamente autorizada pela Comissão a operar. Os lucros dos FIIs devem ser distribuídos periodicamente aos cotistas.

Segundo Nelson de Souza, o BRB é responsável, atualmente, por 64% dos financiamentos imobiliários do DF e injeta R$ 215 milhões na economia local.

O presidente da instituição garantiu que o plano de recuperação vai ser apresentado ao Banco Central dentro do prazo, no fim deste mês. Ele também defendeu a responsabilização dos responsáveis pelo prejuízo bilionário.

"Nós vimos que faltou um pouco, faltou um pouco de governança e alguns fluxo no processo não foi observado e aquela tentativa talvez de salvar uma liquidez de outro banco ou do próprio capital levou a fragilidades", diz Nelson de Souza.

Ainda segundo estimativas do próprio banco, uma eventual liquidação do BRB causaria um impacto de R$ 20 a R$ 25 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que faz o ressarcimento dos credores.

🔎 O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição enfrente alguma crise ou dificuldade.

Nelson de Souza nega a possibilidade de liquidação ou federalização do banco. "O BRB sairá bem mais forte e será capitalizado mais forte que ele era antes", afirmou o presidente da instituição.

Banco Central determina que BRB reserve R$ 3 bilhões para manter operações em segurança — Foto: Reprodução/TV Globo

SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – área pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb): R$ 632 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote G: R$ 632 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote I: R$ 364 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote H: R$ 361 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote C – pertencente à CEB: R$ 547 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – pertencente à Novacap: R$ 1,02 bilhão;Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – é a sede do Centro Administrativo do DF, abandonada há mais de uma década: R$ 491 milhões;"Gleba A" de 716 hectares, pertencentes à Terracap – o documento não diz o endereço com precisão: R$ 2,2 bilhões;Setor de Áreas Isoladas Norte SAIN (antigo lote da PM): R$ 239 milhões.

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Fechamento do Estreito de Ormuz piora após EUA atingirem navio de guerra iraniano; petroleiros ficam presos pelo quinto dia seguido

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 12:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,211-1,03%Dólar TurismoR$ 5,411-1%Euro ComercialR$ 6,058-0,92%Euro TurismoR$ 6,304-0,91%B3Ibovespa183.874 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 5,211-1,03%Dólar TurismoR$ 5,411-1%Euro ComercialR$ 6,058-0,92%Euro TurismoR$ 6,304-0,91%B3Ibovespa183.874 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 5,211-1,03%Dólar TurismoR$ 5,411-1%Euro ComercialR$ 6,058-0,92%Euro TurismoR$ 6,304-0,91%B3Ibovespa183.874 pts0,42%Oferecido por

Ataque dos EUA a navio iraniano agrava guerra e paralisa Estreito de Ormuz pelo 5º dia, afetando fluxo de petróleo e gás e pressionando preços globais.

Conflito entre EUA e Irã deixa ao menos 200 navios ancorados no Golfo. Bloqueio em Ormuz interrompe rota vital para 20% do petróleo mundial.

Submarino dos EUA atinge navio iraniano perto do Sri Lanka; transporte marítimo trava e países do Golfo enfrentam dificuldades para exportar energia.

Guerra amplia crise energética: Catar suspende produção de gás, Iraque reduz petróleo e centenas de embarcações ficam presas fora de Ormuz.

Ataques e insegurança no Golfo danificam navios, esvaziam estoques e forçam EUA a prometer escolta naval para conter disparada dos preços.

A guerra entre os Estados Unidos e o Irã se intensificou nesta quarta-feira, depois que um ataque norte-americano atingiu um navio de guerra iraniano ao largo do Sri Lanka, aprofundando uma crise que paralisou o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz pelo quinto dia consecutivo e interrompeu o fluxo vital de petróleo e gás do Oriente Médio.

O ataque do submarino norte-americano ao navio iraniano ocorreu no momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu fornecer seguro e escolta naval aos navios que exportam petróleo e gás do Oriente Médio, em uma tentativa de conter a alta dos preços da energia.

Pelo menos 200 navios, incluindo petroleiros e navios-tanque de gás natural liquefeito, bem como navios de carga, permaneceram ancorados em águas abertas ao largo da costa dos principais produtores do Golfo, incluindo Iraque, Arábia Saudita e Catar, de acordo com estimativas da Reuters baseadas em dados de rastreamento de navios da plataforma MarineTraffic.

Centenas de outras embarcações permaneceram fora de Ormuz, sem conseguir chegar aos portos, segundo dados de transporte marítimo. A hidrovia é uma artéria fundamental para cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo e GNL.

O navio porta-contêiner Safeen Prestige, com bandeira de Malta, também foi danificado por um projétil enquanto navegava em direção ao extremo norte do Estreito de Ormuz, levando a tripulação a abandonar o navio, segundo fontes do setor de transporte marítimo.

O Catar suspendeu sua produção de gás e o Iraque reduziu sua produção de petróleo, pois ambos ficaram sem espaço para armazenamento. A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Kuweit também estavam com dificuldades para carregar petróleo, mas ainda não estava claro se eles reduziram a produção.

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Ação, como destacado por Mendonça, visava ‘calar a voz da imprensa’, pilar fundamental da democracia.

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BYD Song Plus ganha turbo e mantém preço da versão anterior, de R$ 249.990

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 12:56

Carros BYD Song Plus ganha turbo e mantém preço da versão anterior, de R$ 249.990 Com motor turbo e bateria maior, híbrido plug-in tenta reduzir a vantagem do GWM Haval H6 em autonomia elétrica. Rival ultrapassa os 115 km rodando apenas no modo elétrico. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

O BYD Song Plus foi atualizado com motor turbo e bateria maior, mantendo o preço de R$ 249.990 da versão anterior.

O novo motor 1.5 turbo e a bateria de 26,3 kWh ampliam o desempenho e a autonomia elétrica para 99 km (Inmetro).

A recarga da bateria agora é mais rápida, levando apenas 55 minutos para carga completa com o novo carregador rápido.

O SUV híbrido será montado na fábrica da BYD em Camaçari (BA), tornando-se o quarto modelo da marca produzido no Brasil.

O Song Plus mira o GWM Haval H6 e outros rivais, consolidando sua posição como um dos híbridos mais vendidos.

A BYD renovou o Song Plus, segundo híbrido mais vendido do Brasil em 2025. Por fora, quase nada muda, mas o modelo evoluiu em eficiência e reforça a disputa com seu principal rival, o GWM Haval H6 PHEV.

A principal novidade está no conjunto mecânico: o motor 1.5 aspirado, usado desde o lançamento do Song Plus no Brasil, em 2022, foi substituído por um propulsor turbo. Ele trabalha em conjunto com o motor elétrico, ampliando desempenho e eficiência.

A bateria também aumentou, passando de 18,3 kWh para 26,3 kWh. Com essa nova capacidade, o SUV médio consegue andar 99 km com uma carga e reduz a diferença em autonomia quando comparado aos modelos que mais rodam no modo 100% elétrico, segundo o Inmetro:

Com a nova bateria, a BYD promete alcance combinado de até 1.150 km, somando energia elétrica e combustível. O valor chama atenção, mas fica abaixo dos 1.200 km declarados para o BYD Song Plus sem motor turbo.

Para facilitar a recarga da bateria, o BYD Song Plus passou a contar com carregador rápido, que permite carga completa em 55 minutos — antes, o processo levava cerca de três horas na tomada.

Com isso, fica claro que a BYD teve como principal alvo o GWM Haval H6 ao decidir atualizar o Song Plus no Brasil. O Wey 07 foca em um público mais abastado ao custar consideravelmente mais: R$ 429 mil.

Além das novidades técnicas do SUV médio, a BYD já havia confirmado que o Song Plus está entre os modelos que serão montados na fábrica de Camaçari (BA), onde antes operava a planta da Ford responsável por veículos como o EcoSport.

A meta da BYD é alcançar uma produção anual de 600 mil veículos, volume superior ao registrado por concorrentes com grandes fábricas no Brasil, como o grupo Stellantis na unidade de Betim (MG), que produziu 525 mil unidades em 2025.

As demais fábricas do grupo, responsável por marcas como Fiat, Peugeot e Jeep, colocaram 317 mil veículos no mercado: 250 mil produzidos em Goiana (PE) e outros 67 mil em Porto Real (RJ).

Quando chegou ao Brasil, em 2022, o BYD Song Plus encontrou um mercado praticamente sem concorrentes com sistema híbrido plug-in. A GWM ainda não atuava no país, e as marcas já presentes demonstravam pouco interesse nesse tipo de tecnologia.

Estes foram os 10 carros híbridos plug-in mais vendidos em 2022, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE):

Caoa Chery Tiggo 8: 1.941 emplacamentos;Volvo XC60: 1.879 emplacamentos;BMW X5: 1.003 emplacamentos;Land Rover Discovery: 935 emplacamentos;Volvo XC90: 879 emplacamentos;Porsche Cayenne: 787 emplacamentos;BMW X3: 759 emplacamentos;BMW 330e: 609 emplacamentos;Land Rover Range Rover: 537 emplacamentos;Audi Q5: 437 emplacamentos.

Esse cenário favorável levou o modelo à segunda colocação no ranking dos veículos eletrificados mais vendidos do Brasil já no ano seguinte.

O Song Plus ficou atrás apenas do Toyota Corolla Cross XRX Hybrid, que somou 10.283 emplacamentos, contra 7.669 unidades vendidas da versão GS do SUV da BYD.

Na comparação com o líder de 2022 no segmento de híbridos plug-in, o Song Plus registrou um volume de vendas quase quatro vezes maior.

Em 2024, o Song Plus superou o Corolla Cross no ranking geral de eletrificados e manteve essa posição em 2025. No entanto, perdeu a liderança para outros modelos da própria BYD, como o Dolphin Mini GS e o Song Pro GS.

Hoje, o Song Plus enfrenta concorrentes diretos que vão além do Haval H6, com preço circulando na mesma faixa de preço. Um deles é o Jaecoo 7, que adota visual mais aventureiro e aposta em uma autonomia combinada de até 1.200 km, com bateria carregada e tanque cheio.

O preço sugerido do Jaecoo 7 parte de R$ 234.990 e chega a R$ 256.990, a depender da versão escolhida.

Outro concorrente recente é o Leapmotor C10, que aposta em um visual mais arredondado. Ele não promete a mesma autonomia total dos rivais, mas se destaca por ser o primeiro híbrido do tipo REEV vendido no Brasil.

Nesse tipo de veículo, o motor a combustão funciona apenas como gerador de energia para as baterias. Elas alimentam os motores elétricos, que são os únicos responsáveis pela tração do SUV. No Brasil, o C10 híbrido custa R$ 219.990.

Apesar de compartilharem o mesmo nome, diferenciados apenas pelo sufixo, Song Plus e Song Pro são modelos distintos e com preços em patamares diferentes:

Enquanto no iPhone a versão Pro é mais completa e cara que a Plus, nos Song Plus essa lógica é invertida.

De forma resumida: o BYD Song Pro é uma versão mais comprida, só que com menos espaço no porta-malas, acabamento com menor quantidade de áreas com toque macio e menos equipada que o Plus. Ambos compartilham o mesmo sistema híbrido DM-i com motor 1.5 a gasolina, mudando a capacidade da bateria — menor no Pro.

Há ainda uma segunda variação do Song Plus, chamada Song Plus Premium. Entre os diferenciais estão a tração integral, mais alto-falantes distribuídos pela cabine e um carregador adicional de celular por indução. Essa versão também estreou o motor 1.5 turbo, agora adotado no Song Plus sem sufixo.

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ANJ repudia ameaças de Vorcaro contra Lauro Jardim e vê ataque à liberdade de imprensa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 12:56

Economia Midia e Marketing ANJ repudia ameaças de Vorcaro contra Lauro Jardim e vê ataque à liberdade de imprensa Entidade classifica plano atribuído ao ex-controlador do Banco Master como “ataque inaceitável à liberdade de expressão”, elogia atuação da Polícia Federal e diz que métodos são incompatíveis com o Estado de Direito. Por Redação g1 — São Paulo

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou nesta quarta-feira (4) uma nota em que manifesta solidariedade ao jornal "O Globo" e ao colunista Lauro Jardim, após a revelação de um plano para atacá-lo.

Segundo a entidade, trata-se de um episódio grave que atinge não apenas o profissional, mas a própria liberdade de imprensa.

"A tentativa de intimidar um profissional de imprensa por meio de violência constitui ataque inaceitável à liberdade de expressão. Métodos dessa natureza, próprios de práticas mafiosas, são incompatíveis com o Estado de Direito e merecem a mais firme rejeição da sociedade brasileira."

No texto, a ANJ afirma que expressa “veemente repúdio às intenções criminosas que, segundo decisão do ministro André Mendonça, tinham por objetivo ‘calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados’”.

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A manifestação faz referência à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que apontou a existência de um plano do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para simular um assalto com o objetivo de “prejudicar violentamente” o jornalista.

De acordo com as investigações da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, mensagens trocadas por WhatsApp indicam que Vorcaro teria ordenado um ataque contra Lauro Jardim após a publicação de reportagens contrárias a seus interesses.

"Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”, diz Vorcaro em uma das mensagens.

A investigação também aponta a existência de uma estrutura chamada “A Turma”, voltada à intimidação e ao monitoramento ilegal de opositores.

Na nota, a ANJ classifica a tentativa de intimidar um jornalista por meio de violência como um “ataque inaceitável à liberdade de expressão”.

A entidade acrescenta que “métodos dessa natureza, próprios de práticas mafiosas, são incompatíveis com o Estado de Direito e merecem a mais firme rejeição da sociedade brasileira”.

Além de prestar solidariedade ao veículo e ao colunista, a associação também destacou o trabalho das autoridades.

A ANJ cumprimentou a Polícia Federal pela descoberta das ameaças e o ministro André Mendonça “pelas providências adotadas para salvaguardar o livre exercício da atividade jornalística”.

O próprio jornal "O Globo" também divulgou nota repudiando as ameaças e afirmando que seus profissionais “não se intimidarão” e seguirão acompanhando o caso. A reportagem está em atualização.

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Petróleo sobe pelo 3º dia com guerra no Oriente Médio e tensão em Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 09:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2641,91%Dólar TurismoR$ 5,4661,85%Euro ComercialR$ 6,1141,05%Euro TurismoR$ 6,3621,11%B3Ibovespa182.710 pts-3,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,2641,91%Dólar TurismoR$ 5,4661,85%Euro ComercialR$ 6,1141,05%Euro TurismoR$ 6,3621,11%B3Ibovespa182.710 pts-3,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,2641,91%Dólar TurismoR$ 5,4661,85%Euro ComercialR$ 6,1141,05%Euro TurismoR$ 6,3621,11%B3Ibovespa182.710 pts-3,48%Oferecido por

Os preços do petróleo se mantém em alta nesta quarta-feira (4), impulsionados pelo temor de que a guerra no Oriente Médio se prolongue, pelo fechamento efetivo do Estreito de Ormuz e pelos ataques a instalações do setor de energia.

Por volta das 9h (horário de Brasília), o Brent, referência internacional, avançava 0,93% e era negociado a US$ 83,07 por barril, acumulando o terceiro dia consecutivo de alta, embora abaixo da máxima registrada na véspera. O movimento reflete a preocupação com possíveis interrupções no fornecimento.

Após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a Marinha americana poderia escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz, se necessário, os ganhos da commodity perderam parte da força.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes do mundo para a exportação de petróleo, o, conectando os maiores produtores de petróleo do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, com o Golfo de Omã e o Mar Arábico.

Seu fechamento ameaça interromper um quinto do fluxo global do produto e elevar drasticamente os preços do petróleo bruto.

Um navio da marinha é visto navegando no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo e gás do mundo, em 1º de março de 2026. — Foto: SAHAR AL ATTAR / AFP

O fechamento do Estreito de Ormuz após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã elevou o risco para o abastecimento global de petróleo e acendeu o alerta nos mercados.

A passagem, localizada entre Omã e o Irã, é responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo e é considerada vital para a economia global.

Com a escalada do conflito no Oriente Médio, países da região interromperam preventivamente a produção de petróleo e gás, o que provocou forte alta nos preços da energia.

No domingo, dia seguinte ao conflito, o petróleo disparou cerca de 13% e superou US$ 82 por barril, o maior nível desde janeiro de 2025.

Além do petróleo, o fornecimento de gás natural também foi afetado. O Catar suspendeu a produção após ataques a instalações, a Arábia Saudita fechou temporariamente sua maior refinaria, e campos de gás em Israel foram paralisados. No Irã, explosões atingiram áreas próximas ao principal terminal de exportação do país.

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Imposto de Renda 2026: prazo começa em março e se estende até 29 de maio

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 04/03/2026 09:57

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: prazo começa em março e se estende até 29 de maio Início da entrega ainda será definida pelo Fisco. Ideia é que declaração pré-preenchida esteja disponível logo no início do prazo de declaração. Especialista recomenda que contribuintes comecem a separar documentos para receber restituição nos primeiros lotes. Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

A Secretaria da Receita Federal está fechando os últimos detalhes da declaração anual de ajuste do Imposto de Renda das Pessoas Físicas de 2026, ano-base 2025.

Assim como no ano passado, prazo terá início em meados de março, mas a data ainda não foi definida, e terminará em 29 de maio. Serão cerca de dois meses e meio para o contribuinte acertar as contas com o Leão.

O Fisco deve bater o martelo na próxima semana sobre a data de abertura do prazo. A ideia é que a declaração pré-preenchida, modelo em que as informações são inseridas automaticamente no sistema, sem a necessidade de digitação, já esteja disponível logo no início do prazo de entrega.

Os detalhes da declaração de ajuste do IR serão divulgados na segunda-feira (16) pela Receita Federal, com a publicação das regras no Diário Oficial da União e, também, com a tradicional entrevista coletiva para a imprensa.

Os últimos dados da Receita Federal mostram que 45,64 milhões de pessoas físicas enviaram as declarações do IR em 2025 (ano-base 2024), o equivalente a 41% da população economicamente ativa (PEA), que somou, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 110,7 milhões de pessoas em fevereiro do ano passado.

De acordo com cálculos do diretor tributário da Confirp Contabilidade, Welinton Mota, deverá ser obrigado a declarar, em 2026, quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 em 2025. Esse valor ainda é uma estimativa, a ser confirmada posteriormente pela Receita Federal.

Em 2025, foi obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00 em 2024.

➡️Veja outras regras de obrigatoriedade que valeram em 2025, mas que também ainda são passíveis de confirmação, pelo Fisco, para este ano:

contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado;quem obteve, em qualquer mês de 2024, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias;quem teve, em 2024, receita bruta em valor superior a R$ 169.440,00 em atividade rural;quem tinha, até 31 de dezembro de 2024, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil;quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2024;quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física;Possui trust no exterior;quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2024 (Lei nº 14.973/2024);quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos;Deseja atualizar bens no exterior.

Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, recomendou que os contribuintes se antecipem e comece a separar os documentos antecipadamente. Quem entrega mais cedo, sem erros ou omissões, também recebe a restituição do Imposto de Renda nos primeiros lotes (após os grupos prioritários).

"Nos dias que antecedem a abertura do prazo é importante mobilizar-se para reunir documentos e solicitar segundas vias do que estiver faltando. Também é fundamental cobrar os informes de rendimentos das fontes pagadoras, instituições financeiras e demais comprovantes necessários", informou Richard Domingos, da Confirp.

De acordo com a consultoria, a organização antecipada reduz riscos de inconsistências, facilita a análise de possíveis deduções legais e permite planejamento tributário mais eficiente.

➡️Parte das informações buscadas pelo Fisco podem ser importadas da declaração do IR de 2025, ano-calendário 2024, caso o contribuinte tenha enviado o documento.

Veja os documentos necessários, segundo a Confirp, considerando titular, dependentes, cônjuge ou companheiro, quando aplicável:

Bancos e instituições financeiras, inclusive corretoras de valoresSaláriosPró-laboreDistribuição de lucrosPensãoAposentadoriaAluguéis de bens móveis e imóveis recebidosProgramas fiscais como Nota Fiscal Paulista e similaresJuros sobre Capital PróprioPrevidência privada

DoaçõesHerançasLivro Caixa e DARFs de Carnê-LeãoResgate de Fundo de Garantia por Tempo de ServiçoSeguro de vidaIndenizaçõesAcordos com redução de dívidas

Assistência médicaAssistência odontológicaSeguro saúde (médico e odontológico)Reembolsos realizados por seguro saúde e/ou odontológicoDespesas com educação (creche, pré-escola, ensino fundamental, médio, superior, pós-graduação, mestrado, doutorado etc.)Previdência privada

Na ausência dos informes, será necessário reunir todos os comprovantes de pagamento, como notas fiscais, recibos e boletos.

Comprovantes de Pagamentos e Deduções EfetuadasComprovante de pagamento de previdência socialRecibos de doações efetuadasRecibos de pagamentos realizados a prestadores de serviços, pessoas físicas ou jurídicasComprovantes de gastos com profissionais da área da saúde: médicos de qualquer especialidade, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogosExames laboratoriais e radiológicosAparelhos e próteses ortopédicasPróteses dentáriasCadeiras de rodas e andadores ortopédicosDespesas com internações e cirurgias, inclusive estéticas

Notas fiscais ou recibos de venda, compra e permuta de bens como automóveis, motocicletas, aeronaves, embarcações e imóveisDocumentos que comprovem construção, reforma ou ampliação de bensContratos de empréstimos concedidos a terceiros com saldo em 31/12/2024 e 31/12/2025Demonstrativo de saldo de ações por ativo em 31/12/2025 apurados a custo médioDemonstrativo de saldo de criptoativos por ativo em 31/12/2025 apurados a custo médioDemonstrativo de saldo de ETFs por ativo em 31/12/2025 apurados a custo médioDemonstrativo de saldo de moedas estrangeiras por moeda em 31/12/2025 apurados a custo médio

Documentos comprobatórios da aquisição de dívidas e ônus com indicação do saldo em 31/12/2024 e 31/12/2025

Operações comuns em mercado à vista, opções e derivativosOperações day tradeMemória de cálculo do Imposto de Renda sobre renda variávelOperações com fundos imobiliáriosMemória de cálculo do imposto referente a fundos imobiliários

Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentesEndereço atualizadoCópia completa da última Declaração de Imposto de Renda entregueDados bancários para restituição ou débito das cotas do impostoAtividade profissional exercida atualmente

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