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Trump assina proclamação que altera tarifas sobre importações de aço, alumínio e cobre

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/06/2026 10:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,014-0,16%Dólar TurismoR$ 5,212-0,19%Euro ComercialR$ 5,840-0,04%Euro TurismoR$ 6,0840,000%B3Ibovespa173.246 pts0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,014-0,16%Dólar TurismoR$ 5,212-0,19%Euro ComercialR$ 5,840-0,04%Euro TurismoR$ 6,0840,000%B3Ibovespa173.246 pts0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,014-0,16%Dólar TurismoR$ 5,212-0,19%Euro ComercialR$ 5,840-0,04%Euro TurismoR$ 6,0840,000%B3Ibovespa173.246 pts0,61%Oferecido por

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na segunda-feira (1º) uma proclamação que altera parte das tarifas aplicadas com base na Seção 232, mecanismo utilizado pelo governo americano para impor taxas sobre importações consideradas estratégicas para a segurança nacional, informou a Casa Branca.

A medida reduz de 25% para 15% as tarifas incidentes sobre alguns produtos derivados de aço e alumínio, incluindo determinados equipamentos agrícolas e sistemas residenciais de aquecimento, ar-condicionado e ventilação.

A nova regra também estabelece uma tarifa de 15% para equipamentos industriais móveis, como escavadeiras e empilhadeiras, quando importados de países que possuem acordos comerciais com os Estados Unidos e se enquadram nas condições previstas pelo governo.

Além disso, empresas estrangeiras poderão se qualificar para uma tarifa reduzida de 10% caso seus equipamentos contenham, em peso, pelo menos 85% de aço ou alumínio produzidos e processados nos Estados Unidos.

A proclamação ainda acrescenta duas novas categorias de produtos à lista de itens sujeitos à tarifa de 25%: racks de aço e chapas litográficas de alumínio.

As mudanças passam a valer para mercadorias importadas ou retiradas de armazéns alfandegados a partir de 8 de junho e permanecerão em vigor até 31 de dezembro de 2027.

Segundo a Casa Branca, o objetivo é estimular investimentos de curto prazo e fortalecer a base industrial americana.

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Imposto de Renda 2026: Receita Federal estima que 2,2 milhões de declarações caíram na malha fina

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/06/2026 10:44

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: Receita Federal estima que 2,2 milhões de declarações caíram na malha fina Quando declaração do IR cai na malha fina, significa que ela está retida pelo Fisco por conta de pendências relativas a discrepância de dados. Contribuinte deve entrar no centro virtual de atendimento da Receita e verificar qual o problema encontrado. Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

A Secretaria da Receita Federal informou nesta terça-feira (2) que 5% das declarações do Imposto de Renda de 2026, ano-base de 2025, caíram na chamada malha fina do Leão. São cerca de 2,2 milhões de documentos com pendências.

O percentual de declarações em malha fina, divulgado pelo supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca, se assemelha ao registrado nos últimos anos.

🔎Quando a declaração do IR cai na malha fina, significa que ela está retida pelo Fisco por conta de pendências relativas a discrepância de dados (veja o que fazer mais abaixo nessa reportagem).

Neste ano, o prazo de entrega do IR começou em 23 de março e se estendeu até 29 de maio. Foram entregues 44.393.571 declarações dentro do prazo legal.

"A gente começou o período de declarações com quase 10% de diferença nas retenções em malha em relação aos anos anteriores. A gente tinha um volume bem alto, no final de março, quase 11% retidas em malha, quando o normal era 8%, 9%", disse José Carlos da Fonseca ao g1.

"No final do prazo, esse número se equilibrou. O percentual de declarações em malha neste ano ficou muito semelhante ao do ano passado. Ele veio se ajustando por conta das retificações feitas pelas empresas", prosseguiu.

O supervisor do IR classificou 2026 como sendo um "ano de superação", pelo fim da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), que era usada há décadas na declaração do IR.

Nesse documento, as empresas informavam ao Fisco e aos trabalhadores as informações sobre rendimentos.

Com o fim do uso da Dirf em 2026, a Receita passou a buscar as informações em outras bases de dados: o e-Social, que concentra informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias ligadas ao empregado; e EFD-Reinf.

Essa mudança ocasionou erro de informações prestadas pelas empresas e milhares de contribuintes caíram na malha fina.

"Isso acabou fazendo com que muitas declarações ficassem em malha, e a declaração pré-preenchida apresentasse informações divergentes. Mas porque as informações que haviam sido enviadas pelas empresas para a Receita Federal continham classificações erradas. Não podemos generalizar que todas empresas tivessem problemas, mas um bom número de empresas teve de retificar informações", disse o supervisor do IR.

De acordo com a Receita Federal, o procedimento, para quem caiu na malha fina, é o mesmo dos últimos anos: o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet.

Acesso se dá mediante o uso da conta "gov.br", nos níveis prata ou ouro.Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos".Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026.

➡️Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema.

Nesse caso, segundo o supervisor do IR, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços).

No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina.No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.Porém, se a empresa não corrigir a informação enviada, o contribuinte não sai da malha e poderá enviar seus comprovantes a partir de janeiro de 2027 por meio do e-CAC.Antes disso, não é possível enviar os documentos pois as empresas ainda estarão corrigindo as informações, caso no qual o trabalhador pode sair da malha.

"Normalmente, 80% dos casos de malha são resolvidos até o fim do ano. De agora, até o fim do ano, 80% desses 2,2 milhões que vão ficar em malha ou por retificação de empresa ou por ajustes do próprio contribuinte. Se o contribuinte acha que não errou e a empresa não corrigiu, a partir de janeiro de 2027 ele pode anexar todos documentos, comprovantes, pelo e-CAC de tudo o que ele declarou", explicou José Carlos Martins, da Receita Federal.

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China reconhece Brasil como livre de febre aftosa e suspende restrições

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/06/2026 10:09

Agro China reconhece Brasil como livre de febre aftosa e suspende restrições O Brasil, o maior exportador de carne bovina e de frango do mundo, destinou mais da metade de suas exportações de carne bovina à China no ano passado. Por Reuters

A agência alfandegária da China informou que suspendeu as proibições relacionadas à febre aftosa no norte do Brasil e reconhece todo o território brasileiro como livre da doença, de acordo com um comunicado oficial divulgado nesta terça-feira (2). 

O Brasil, o maior exportador de carne bovina e de frango do mundo, destinou mais da metade de suas exportações de carne bovina à China no ano passado. A China, maior importadora mundial de carne bovina, comprou quase US$3 bilhões em carne do Brasil no primeiro trimestre deste ano, segundo dados comerciais do país.

Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirmaram que a medida deverá ampliar as oportunidades de exportação de produtos bovinos e suínos, incluindo miúdos e carne com osso, para o mercado chinês.

“A decisão, anunciada hoje, ocorre após mais de 20 anos de negociação entre os países”, afirmou o governo brasileiro, observando que o anúncio ocorreu após a viagem do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim para o que a China chamou de “diálogo estratégico”.

No mês passado, o Brasil solicitou à China que permitisse o envio de mais carne bovina para o país. Durante uma visita a Pequim no final de maio, o ministro da Agricultura do Brasil, André de Paula, pediu à China que reatribuísse ao Brasil as cotas de exportação não utilizadas por outros países, mas a China rejeitou o pedido, segundo noticiou a Reuters no mês passado. 

A China enfrentou um surto de febre aftosa na região noroeste do país no final de março. O país asiático confirmou a febre aftosa em 219 bovinos de dois rebanhos que totalizavam 6.229 bovinos na província de Gansu e na região de Xinjiang.

A China reforçou os controles nas fronteiras, acelerou as aprovações de vacinas e implementou medidas de abate e desinfecção após os surtos.

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Novo tarifaço dos EUA é mais sério e tem potencial eleitoral

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/06/2026 10:09

O relatório do Escritório de Comércio dos EUA (USTR) sugerindo 25% de tarifas gerais a produtos brasileiros é mais grave que o tarifaço anunciado no ano passado e deve ser alvo dos discursos eleitorais das principais campanhas à presidência no Brasil.

Desta vez, as novas tarifas chegam com a roupagem de uma investigação, que começou em 2025, antes do estreitamento das relações entre os presidentes norte-americano Donald Trump e brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O Brasil teve tempo de apresentar suas alegações. Os ministérios brasileiros e escritórios profissionais contratados por empresas e setores atuaram com argumentos e explicações para as autoridades americanas, que parecem não ter ouvido explicações.

No caso do PIX — sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central (BC) —, alvo da investigação, o Brasil é acusado de prática desleal.

O governo, no entanto, levou números mostrando como o mecanismo ampliou a bancarização de brasileiros e, como isso, no médio e longo prazo, são bons também para empresas de cartão de crédito de bandeiras americanas (leia mais abaixo).

Dados científicos sobre a queda no desmatamento, com comprovação por satélite, também foram apresentados.

Uma reclamação antiga sobre o tempo que o Brasil leva para registrar patentes foi ainda respondida detalhadamente na réplica de empresas brasileiras, que mostrou queda nesta espera.

Já a tarifa para entrada de etanol dos EUA no Brasil, que chegou a ser citada publicamente por Trump, é um entrave de longa data que o Brasil queria discutir, mas não levou proposta concreta.

Pontos da decisão do Escritório de Comércio dos EUA dão pistas do conteúdo ideológico da decisão: a cotação das medidas judiciais contra empresas de tecnologia, e até a retirada do ar do X. Medidas tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Nos próximos dias, o Brasil terá pouco espaço para discutir o mérito do novo tarifaço. Exportadores poderão pedir modulação de tarifas.

Esses mesmo exportadores poderão também, em conjunto com o governo, apelar à justiça dos EUA ou mesmo ampliar sua queixa na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Podem, também, escalar o embate e aprovar medidas de reciprocidade na Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Na prática, a decisão do USTR parece mostrar um retrocesso nas relações entre Brasil e Estados Unidos.

Desde que mergulhou nos problemas trazidos pela guerra com o Irã, Trump parece ter se desligado da América Latina e, por consequência, da sua química com Lula.

Quem toca as decisões do USTR e do Departamento de Estado é um grupo com base ideológica, basicamente os mesmos que encontraram Flávio Bolsonaro na semana passada.

Se o novo tarifaço tem a ver com relações de parte ideológica do governo Trump com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda não se sabe ao certo. É algo que vai aparecer em breve.

A medida é ruim para parte do setor produtivo brasileiro. O que já é certo é que a nova decisão invadirá os argumentos eleitorais de direita e esquerda daqui até agosto.

Transformado em discurso eleitoral, o novo tarifaço tem ainda menos chance de ser resolvido de forma rápida e com menor prejuízo à economia.

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Governo vê espaço para negociar após tarifa dos EUA, mas vai culpar Flávio Bolsonaro se ela falhar por motivos políticos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/06/2026 10:09

Política Blog do Valdo Cruz Governo vê espaço para negociar após tarifa dos EUA, mas vai culpar Flávio Bolsonaro se ela falhar por motivos políticos EUA concluíram investigação que alegam práticas 'irrazoáveis' por parte do Brasil, e determinaram tarifa de 25% sobre mercadorias nacionais.Governo anunciou sanção com uma lista de exceções. Por Túlio Amâncio, Valdo Cruz

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já esperava uma recomendação de aumento de tarifa de importação pelos Estados Unidos por alegadas práticas desleais da parte do Brasil, como anunciado na madrugada desta terça-feira (2).

Mas, acredita haver espaço para negociação, e recebeu com alívio a lista de exceções. Nela, estão incluídos café e carne, além de aeronaves e peças.

Por outro lado, se as negociações falharem, o presidente Lula vai responsabilizar o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pela medida, e usar o PIX para defender a posição brasileira.

Na avaliação da equipe presidencial, incluir o PIX ajuda o discurso do Brasil de perseguição política por parte de uma ala do governo Trump.

Lula anunciou acordo no mês passado para negociar impasse sobre tarifas e investigação comercial americana — Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

Segundo assessores de Lula, além do PIX, incluir acordos comerciais do Brasil com México e Índia não faz nenhum sentido. Como também não faz alegar falhas no combate à corrupção no momento em que a Polícia Federal faz várias investigações sobre fraudes bancárias e roubo de aposentados.

Integrantes do governo brasileiro afirmaram ao blog que já havia a expectativa de alguma medida por parte dos Estados Unidos no âmbito da investigação aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da legislação comercial americana.

O que ainda não era conhecido pelas autoridades brasileiras era o percentual da tarifa que seria anunciado por Washington.

Nesta terça-feira, o governo americano informou a recomendação de aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros no contexto da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

Interlocutores do Palácio do Planalto afirmam que as negociações recentes foram positivas e ressaltam que representantes dos Estados Unidos fizeram referências aos contatos realizados nos últimos dias, incluindo reuniões envolvendo o presidente Lula.

Segundo fontes do governo, as tratativas mantidas nas últimas semanas com autoridades americanas indicavam que alguma recomendação poderia surgir no início da semana. Apesar disso, em reservado, a avaliação interna é que o resultado poderia ter sido mais duro para o Brasil.

A leitura dentro do governo é que a decisão é política, mas preserva espaço para a continuidade do diálogo entre os dois países. Por isso, a orientação é seguir apostando na negociação para tentar reduzir os impactos da medida e buscar alternativas para reverter ou amenizar as tarifas.

Nos bastidores, integrantes do governo também criticam parte dos argumentos apresentados durante a investigação americana.

Segundo esses interlocutores, referências ao PIX e a supostos acordos preferenciais foram recebidas com estranheza e consideradas desconectadas da discussão comercial que levou à abertura da investigação.

A expectativa do governo brasileiro é manter os canais diplomáticos abertos e intensificar as conversas com a administração americana nas próximas semanas.

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Novo tarifaço dos EUA reduz competitividade de produtos, mas há ‘janela’ para negociar, diz Amcham Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/06/2026 10:09

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%Oferecido por

A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) avaliou nesta terça-feira (2) que a investigação dos Estados Unidos concluída nesta semana, e que acusa o governo brasileiro de cometer práticas irregulares e propõe uma sobretaxa a produtos brasileiros, pode aumentar custos, reduzir a competitividade e criar obstáculos ao comércio e aos investimentos bilaterais — se confirmada.

A medida, anunciada na noite dessa segunda-feira (1º), representa a fase mais avançada de um processo que pode levar à imposição de sanções comerciais diretas e reforça o uso de um dos principais instrumentos de pressão da política comercial dos Estados Unidos.

A investigação foi iniciada em 15 de julho de 2025 pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR), após uma determinação do presidente Donald Trump. O processo é respaldado pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA.

Apesar do cenário, a Amcham destaca que o relatório reconhece os avanços do diálogo entre os governos dos dois países, intensificado nas últimas semanas após o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, em 7 de maio.

A Amcham também pontua que o texto sinaliza interesse do governo Trump na continuidade das negociações até a decisão final sobre o caso, prevista para 15 de julho.

"Trata-se de uma janela concreta para a busca de soluções que possam evitar ou revisar as medidas tarifárias propostas", acrescenta a entidade.

Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, destaca que o relatório não é final e reforça que ainda há tempo para evitar a adoção de novas tarifas.

Segundo ele, o setor empresarial espera que os dois governos "intensifiquem seus esforços nas próximas semanas e alcancem uma solução que enderece as questões em discussão, preservando as condições necessárias para a evolução do comércio e dos investimentos nos dois países".

Além da investigação em andamento sobre o Brasil, a Amcham acompanha a expectativa pela divulgação de um segundo relatório dos Estados Unidos, também baseado na Seção 301. Nesse caso, a apuração trata de importações de produtos elaborados com trabalho forçado.

Segundo a entidade, essa investigação poderá resultar na aplicação de tarifas adicionais a cerca de 60 países, incluindo o Brasil.

Na avaliação da Amcham, esse cenário aumenta a importância de uma solução negociada para o processo atualmente em curso, evitando que produtos brasileiros enfrentem condições tarifárias mais desfavoráveis do que as de concorrentes de outros mercados.

A conclusão da investigação ocorre dentro do prazo estabelecido para as negociações do grupo de trabalho criado pelos governos dos EUA e Brasil para tratar de temas comerciais e evitar aplicação de novas tarifas.

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Quais os próximos passos e prazos da investigação comercial dos EUA contra o Brasil?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/06/2026 10:09

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%Oferecido por

O órgão comercial americano propôs taxas de 25% sobre produtos brasileiros, mas isentou itens como aeronaves, fertilizantes e produtos farmacêuticos após concluir investigação sobre barreiras comerciais.

A medida frustra os planos do presidente Lula de negociar diretamente com Donald Trump, após o grupo de trabalho bilateral encerrar as discussões sem obter avanços suficientes.

O relatório americano critica a lentidão de até 109 meses do INPI para analisar patentes e cita retrocessos institucionais, como a anulação de processos da Operação Lava Jato.

Amparada na Lei de Comércio de 1974, a ação serve como pressão internacional dos EUA, que já usaram o mesmo dispositivo para taxar produtos da China no passado.

Após concluir uma investigação que acusa o Brasil de adotar práticas que prejudicam empresas americanas, o governo dos Estados Unidos abriu uma etapa de consultas públicas antes de decidir se aplicará uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras.

A decisão é do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e o prazo final para imposição das tarifas deve ser tomada até 15 de julho.

LEIA TAMBÉM: EUA concluem que Brasil tem práticas 'irrazoáveis' e propõem tarifa de 25% sobre mercadorias nacionais

Antes da aplicação definitiva de qualquer sanção ou medida corretiva, o governo dos EUA estabeleceu um cronograma de audiências e consultas públicas para coletar depoimentos.

Os interessados em participar da audiência pública sobre o caso deverão enviar pedido de inscrição, acompanhado de um resumo do depoimento, até 22 de junho de 2026. O convite se estende a indivíduos e também a organizações de terceiros, tais como escritórios de advocacia, associações comerciais ou corretores de alfândega.

Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, fala à imprensa no dia em que participa de um almoço de trabalho com ministros do comércio da UE, em Bruxelas, Bélgica, 24 de novembro de 2025. — Foto: Piroschka van de Wouw/Reuters

Até 22 de junho de 2026: Prazo máximo para o envio de solicitações de comparecimento à audiência pública, acompanhadas de um resumo do depoimento.Até 1º de julho de 2026: Prazo para o envio de comentários por escrito sobre as medidas propostas pelo USTR.6 de julho de 2026: Realização da audiência pública oficial pelo USTR para debater as ações propostas.15 de julho de 2026: Prazo limite legal para a definição e aplicação das medidas corretivas contra o Brasil.

A audiência pública discutirá as medidas propostas. Os pedidos para participar devem ser acompanhados de um resumo do depoimento que será apresentado.

A investigação foi iniciada em 15 de julho de 2025 pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR), após uma determinação do presidente Donald Trump. O processo é respaldado pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA.

O relatório final divulgado nesta segunda-feira (1º) acusa o Brasil de manter práticas que "oneram ou restringem" o comércio dos EUA em áreas como serviços de pagamento digital, proteção da propriedade intelectual, combate à corrupção, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.

A conclusão do processo ocorre enquanto representantes dos governos brasileiro e americano mantêm negociações para tentar evitar novas barreiras comerciais.

Um grupo de trabalho foi instituído após a visita do presidente brasileiro ao americano em 7 de maio na Casa Branca. Nas redes sociais, a USTR chegou a celebrar o "engajamento construtivo" do governo brasileiro para avançar em questões comerciais e afirmou que aguardava com expectativa a continuidade das discussões entre os dois países.

Os Estados Unidos concluíram uma investigação nesta segunda-feira (1º) que acusa o governo brasileiro de cometer uma série de práticas que "oneram ou restringem" o comércio norte-americano, como o PIX, desmatamento ilegal, além de problemas na aplicação de leis anticorrupção.

O documento propõe como resposta uma aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceção de algumas, como carne, frutas, café, aeronaves, terrras raras, entre outras.

Durante a fase inicial da investigação, o USTR já havia colhido depoimentos de mais de 30 testemunhas e recebido mais de 295 comentários e réplicas antes de emitir o parecer atual.

De acordo com o embaixador e Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, o governo americano mantém um diálogo intenso com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda há divergências substanciais.

"Ao longo do último ano, o Presidente Trump e eu tivemos várias reuniões construtivas com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu gabinete, que se intensificaram nas últimas semanas. Contudo, continuamos a ter divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação", afirmou Greer.

A conclusão da investigação ocorre dentro do prazo estabelecido para as negociações do grupo de trabalho criado pelos governos dos EUA e Brasil para tratar de temas comerciais e evitar aplicação de novas tarifas. Apesar das negociações estarem previstas para terminar nesta sexta-feira (5), os integrantes das conversas afirmaram que não houve avanços o suficiente para encerrar os trabalhos, revelou o blog do Valdo Cruz nesta segunda.

A nova decisão frusta as intenções de Lula de ter uma nova conversa com Trump para evitar retaliações financeiras e impactos econômicos na classificação do PCC e CV como grupos terroristas.

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GAC Aion UT aposta em potência e espaço para fazer frente ao BYD Dolphin; veja o preço

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/06/2026 10:09

Carros GAC Aion UT aposta em potência e espaço para fazer frente ao BYD Dolphin; veja o preço Carro é um hatch 100% elétrico, com dimensões maiores que as de alguns SUVs, como o Volkswagen T-Cross, mas ainda precisa de bastante esforço para colocar a GAC entre os carros mais vendidos. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

A GAC lançou o Aion UT no Brasil, um hatch elétrico a partir de R$ 139.990, que chega com o objetivo de melhorar as vendas da marca e competir com BYD Dolphin e Chevrolet Spark EUV, oferecendo mais potência e espaço do que os rivais.

Essas características são essenciais para que o novo hatch consiga superar não apenas um dos elétricos mais conhecidos do Brasil, mas também o modelo que ocupa a segunda posição no ranking de vendas no país entre janeiro e abril, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE):

BYD Dolphin Mini: 21.647 emplacamentos;BYD Dolphin: 7.579 emplacamentos;Geely EX2: 6.076 emplacamentos;BYD Yuan Pro: 2.389 emplacamentos;Chevrolet Spark: 2.031 emplacamentos.

Para isso, o GAC Aion UT chega ao Brasil em duas versões: a de entrada, chamada de Premium, voltada para competir com o Dolphin e o Chevrolet Spark EUV, e outra mais completa e com nome de Elite, pensada para enfrentar o Dolphin SE.

Em comum entre as versões, o modelo tem 4,27 metros de comprimento e 2,75 metros de distância entre eixos.

Com isso, o Aion UT é um hatch, mas, em dimensões, é seis centímetros mais comprido que o Volkswagen T-Cross (4,21 metros) e tem entre-eixos cinco centímetros maior que o do Toyota Corolla (2,70 metros).

O espaço entre os eixos entraga outro número mais próximo dos SUVs que dos hatches: o porta-malas tem 340 litros de capacidade.

Outro ponto que é igual em ambas as versões do Aion UT é o motor elétrico, que entrega 204 cv de potência e 21,4 kgfm de torque. As diferenças entre os modelos começam na bateria: enquanto a versão de entrada tem 44,1 kWh, a mais completa oferece 60 kWh, o que garante autonomia de 253 e 310 km respectivamente.

Carregador de celular por indução;Teto solar panorâmico;Rebatimento automático dos retrovisores;Sistemas de assistência ao motorista (ADAS);Ajustes elétricos e ventilação para os bancos dianteiros;Abertura elétrica do porta-malas.

O lançamento do Aion UT precisa resultar em um aumento nos emplacamentos da GAC no Brasil. Isso porque, mesmo após um ano de atuação no país, com cinco modelos elétricos e híbridos disponíveis desde o primeiro mês, a marca ainda não avançou no ranking de vendas.

Na lista da ABVE de 2026, a GAC ocupa a oitava posição no ranking, à frente da Leapmotor, mas atrás de nomes como Volvo e Chevrolet. A marca responde por 2% dos emplacamentos de carros zero-quilômetro entre janeiro e abril, enquanto a líder do mercado é a BYD, com 45,8% das vendas.

BYD: 56.118 emplacamentos;Toyota: 17.317 emplacamentos;GWM: 15.666 emplacamentos;Omoda & Jaecoo: 8.796 emplacamentos;Geely: 7.137 emplacamentos;Chevrolet: 3.068 emplacamentos;Volvo: 2.688 emplacamentos;GAC: 2.555 emplacamentos;Leapmotor: 1.956 emplacamentos;Jetour: 1.291 emplacamentos.

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Tarifa de Trump: veja quais produtos brasileiros devem ficar de fora de taxa de 25% proposta por EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/06/2026 08:45

Agro Tarifa de Trump: veja quais produtos brasileiros devem ficar de fora de taxa de 25% proposta por EUA EUA concluíram investigação que alegam práticas 'irrazoáveis' por parte do Brasil. Por Redação g1, g1 — São Paulo

Uma série de produtos devem ficar de fora da tarifa de 25% sobre as mercadorias brasileiras proposta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no final da noite de segunda-feira (1º).

O anúncio foi feito após a conclusão de uma investigação, respaldada pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, iniciada em 15 de julho de 2025 por determinação do presidente Donald Trump. Segundo o documento, as tarifas são justificadas por uma série de atos, políticas e práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem" o comércio norte-americano.

Alguns itens devem ser poupados dessa tarifa, incluindo materiais informativos, doações e uma lista específica de produtos – como certas carnes, frutas, minerais, café, chá, especiarias, cereais, sementes, frutos oleaginosos, plantas industriais e medicinais, palhas e forragens.

Aeronaves e peças de aeronaves brasileiras, terras raras, produtos químicos orgânicos, produtos farmacêuticos e fertilizantes também estariam isentos.

De acordo com o embaixador e Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, o governo americano mantém um diálogo intenso com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda há divergências substanciais.

"Ao longo do último ano, o Presidente Trump e eu tivemos várias reuniões construtivas com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu gabinete, que se intensificaram nas últimas semanas. Contudo, continuamos a ter divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação", afirmou Greer.

A conclusão da investigação ocorre dentro do prazo estabelecido para as negociações do grupo de trabalho criado pelos governos dos EUA e Brasil para tratar de temas comerciais e evitar aplicação de novas tarifas. Apesar das negociações estarem previstas para terminar nesta sexta-feira (5), os integrantes das conversas afirmaram que não houve avanços o suficiente para encerrar os trabalhos, revelou o blog do Valdo Cruz nesta segunda.

O grupo de trabalho foi instituído após a visita do presidente brasileiro ao americano em 7 de maio na Casa Branca. Nas redes sociais, a USTR chegou a celebrar o "engajamento construtivo" do governo brasileiro para avançar em questões comerciais e afirmou que aguardava com expectativa a continuidade das discussões entre os dois países.

A nova decisão frusta as intenções de Lula de ter uma nova conversa com Trump para evitar retaliações financeiras e impactos econômicos na classificação do PCC e CV como grupos terroristas.

O relatório final do USTR aponta irregularidades e barreiras comerciais distribuídas em seis eixos principais:

Comércio Digital e Serviços de Pagamento (Pix): O USTR cita que tribunais brasileiros emitiram ordens secretas para que empresas americanas de mídia social removessem conteúdos políticos e suspendessem perfis de residentes nos EUA — em alguns casos, globalmente —, proibindo a divulgação das ordens. O órgão também critica a imposição de multas severas, restrições a ativos e contas bancárias e, em ao menos um caso, o fechamento completo de um site. Além disso, o texto aponta aponta que o Banco Central do Brasil favorece o sistema Pix em detrimento de provedores americanos, agindo simultaneamente como regulador e proprietário do sistema, impondo o uso do Pix e limitando taxas de concorrentes;

Tarifas Preferenciais Desleais: O governo americano contesta os acordos comerciais mantidos pelo Brasil com o México e a Índia. Segundo o USTR, o Brasil concede tarifas mais baixas a centenas de produtos desses países em setores nos quais ambos são produtores avançados e competitivos globalmente;

Desmatamento Ilegal: O documento afirma que, embora o Brasil possua um marco legal para combater o desmatamento ilegal, o país historicamente falhou em aplicá-lo de forma eficaz, permitindo a persistência do problema;

Acesso ao Mercado de Etanol: O órgão americano argumenta que o Brasil interrompeu abruptamente, em 2017, o tratamento tarifário equilibrado que aplicava ao etanol e, desde então, não oferece tratamento recíproco às exportações do combustível vindas dos EUA;

Proteção da Propriedade Intelectual: Os EUA apontam falta de aplicação suficiente de leis penais e aduaneiras contra a falsificação de produtos, lentidão excessiva no exame de patentes e falta de medidas antipirataria contínuas.

Os EUA criticam a demora do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para analisar patentes especialmente biofarmacêuticas, que levam até 109 meses.

Combate à Corrupção: A representação americana concluiu que o Brasil não adota medidas suficientes para combater o suborno e a corrupção.

O documento cita especificamente a anulação de processos da Operação Lava Jato pelo STF em 2023, a renegociação "sem transparência" de acordos de leniência e a queda do Brasil no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional.

Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, fala à imprensa no dia em que participa de um almoço de trabalho com ministros do comércio da UE, em Bruxelas, Bélgica, 24 de novembro de 2025. — Foto: Piroschka van de Wouw/Reuters

Antes da aplicação definitiva de qualquer sanção ou medida corretiva, o governo dos EUA estabeleceu um cronograma de audiências e consultas públicas para coletar depoimentos de interessados:

Até 22 de junho de 2026: Prazo máximo para o envio de solicitações de comparecimento à audiência pública, acompanhadas de um resumo do depoimento.Até 1º de julho de 2026: Prazo para o envio de comentários por escrito sobre as medidas propostas pelo USTR.6 de julho de 2026: Realização da audiência pública oficial pelo USTR para debater as ações propostas.15 de julho de 2026: Prazo limite legal para a definição e aplicação das medidas corretivas contra o Brasil.

Durante a fase inicial da investigação, o USTR já havia colhido depoimentos de mais de 30 testemunhas e recebido mais de 295 comentários e réplicas antes de emitir o parecer atual.

Em 15 de julho de 2025, o USTR iniciou a investigação comercial contra o Brasil a pedido do presidente americano, Donald Trump.

No documento, o representante do órgão afirmava que “tem documentado as práticas comerciais desleais do Brasil que restringem o acesso de exportadores americanos ao seu mercado há décadas”, mas não apresentou evidências para sustentar as alegações.

O documento misturava alegações comerciais e políticas para justificar a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo um suposto déficit comercial dos EUA com o Brasil. No entanto, os EUA exportam mais para o Brasil do que importam desde 2009.

Na prática, a medida atua como um instrumento de pressão internacional para proteger os interesses dos EUA. O dispositivo estabelece um processo conduzido pelo Representante de Comércio para apurar se algum governo estrangeiro adota práticas abusivas contra o país.

A lei também prevê que os EUA podem adotar medidas para corrigir práticas comerciais desleais, como a imposição de tarifas ou sanções ao país investigado.

No passado, os EUA utilizaram esse mesmo dispositivo para impor tarifas sobre produtos chineses. Em setembro de 2019, por exemplo, Trump aplicou uma taxa de 15% sobre mais de US$ 120 bilhões em produtos da China.

Medida semelhante foi adotada pelo ex-presidente Joe Biden, opositor de Trump, que também utilizou a Lei de 1974 para impor tarifas sobre importações da China.

O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo durante uma reunião de gabinete na Sala do Gabinete da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 27 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci

Em 20 de fevereiro deste ano, a maioria dos juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), utilizada por Trump, não autoriza o presidente a instituir tarifas por conta própria.

Em resposta à decisão, Trump anunciou o uso de outro instrumento legal para impor uma tarifa global de 10%, com algumas exceções. A medida passou a valer na semana seguinte e tem validade até 24 de julho.

Isso inclui as chamadas tarifas recíprocas de 10%, anunciadas em abril do ano passado.Também a sobretaxa de 40% sobre diversos itens brasileiros, anunciada por Trump em carta enviada ao presidente Lula, em julho de 2025.

O especialista em comércio exterior Jackson Campos explicou na época que, após a decisão do tribunal e o anúncio de Trump de novas tarifas, o resultado final é um tarifaço de 10% sobre produtos brasileiros.

“Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item [ou seja, as taxas já em vigor antes do tarifaço], acrescida do novo adicional temporário global de 10%”, afirma. Ele lembra ainda que aço e alumínio continuam com alíquotas de 50%, que se somam aos 10% recém-anunciados.

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EUA concluem investigação e usam Seção 301 contra o Brasil; entenda o mecanismo que pode abrir caminho para tarifas de 25%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/06/2026 08:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%Oferecido por

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), órgão do governo americano responsável por negociações de comércio exterior, concluiu nesta segunda-feira (1º) uma investigação sobre o Brasil e afirmou que algumas práticas do país prejudicariam o comércio dos EUA.

Com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, o USTR propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e abriu o caso para consulta pública antes de uma decisão final.

A medida representa a fase mais avançada de um processo que pode levar à imposição de sanções comerciais diretas e reforça o uso de um dos principais instrumentos de pressão da política comercial dos Estados Unidos.

A seguir, o g1 explica o que é a Seção 301 e como o mecanismo pode resultar na taxação de produtos brasileiros.

🔎 A Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 é um mecanismo criado pelo Congresso dos EUA que permite ao governo americano investigar países cujas políticas ou práticas sejam consideradas prejudiciais ao comércio, às empresas ou aos exportadores dos EUA. A regra dá ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) o poder de apurar possíveis barreiras comerciais e, se concluir que elas existem, recomendar medidas de retaliação, como a imposição de tarifas sobre produtos importados.

Ou seja, a Seção 301 funciona como um dos principais instrumentos de pressão comercial dos EUA e já foi utilizado em diferentes disputas comerciais, especialmente contra a China.

Em 2019, durante o primeiro governo de Donald Trump, os EUA aplicaram tarifas sobre mais de US$ 120 bilhões em produtos chineses com base nessa legislação. Parte dessas tarifas permanece em vigor e foi mantida e ampliada posteriormente pelo governo de Joe Biden.

Segundo o site do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, há pelo menos oito casos recentes ou em andamento, envolvendo países como Brasil, China e Nicarágua, além de apurações sobre trabalho forçado e excesso de capacidade industrial. O mecanismo também já foi usado em disputas comerciais anteriores com a União Europeia, Vietnã e outros parceiros comerciais.

Primeiro, o USTR abre uma investigação, geralmente motivada por reclamações de empresas, setores econômicos ou determinação política do Executivo. Em seguida, ocorre uma fase de análise técnica e diálogo com o país investigado.Concluída essa etapa, o órgão publica um relatório com suas conclusões e abre consulta pública, em que empresas, governos e entidades podem apresentar argumentos.Só depois disso o governo americano decide se aplica ou não as medidas de retaliação — e quais serão elas.

No caso do Brasil, o relatório do USTR aponta supostas distorções em áreas como comércio digital, propriedade intelectual, políticas tributárias e práticas regulatórias.

Com base nessas conclusões, o órgão propôs tarifas de 25% sobre importações brasileiras, embora parte dos produtos possa ficar de fora da medida, segundo o documento.

A investigação foi aberta em julho de 2025 e ganhou impulso após solicitação do presidente Donald Trump, dentro de uma estratégia mais ampla de endurecimento da política comercial dos EUA.

A Seção 301 não é a única base legal usada pelos EUA para impor tarifas. Ela se diferencia de outros mecanismos, como a Seção 232, que se baseia em argumentos de segurança nacional e já foi aplicada a produtos como aço, alumínio e automóveis, que permanecem taxados.

Nesse caso, o governo argumenta que a dependência de importações pode enfraquecer a indústria local e comprometer a segurança do país.

A aplicação costuma exigir uma investigação conduzida pelo governo, o que torna o processo mais demorado do que o uso de poderes emergenciais.

Já a Seção 301 tem foco em práticas comerciais consideradas desleais e funciona como instrumento de retaliação após investigação formal.

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