RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Justiça dos EUA suspende temporariamente compra da Warner Bros. pela Paramount

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 14:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,093-0,36%Dólar TurismoR$ 5,295-0,43%Euro ComercialR$ 5,813-0,62%Euro TurismoR$ 6,055-0,69%B3Ibovespa173.636 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,093-0,36%Dólar TurismoR$ 5,295-0,43%Euro ComercialR$ 5,813-0,62%Euro TurismoR$ 6,055-0,69%B3Ibovespa173.636 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,093-0,36%Dólar TurismoR$ 5,295-0,43%Euro ComercialR$ 5,813-0,62%Euro TurismoR$ 6,055-0,69%B3Ibovespa173.636 pts-0,05%Oferecido por

A Justiça dos EUA suspendeu temporariamente a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount por 110 bilhões de dólares. A decisão atende a uma ação de 12 estados.

Os estados alegam que a fusão pode elevar preços de filmes e programas. A Paramount poderia iniciar demissões e compartilhar dados estratégicos antes da decisão final.

A Paramount afirma que a ação judicial interpreta mal as leis antitruste. O negócio, anunciado em fevereiro, também passa por análises regulatórias na Europa e Reino Unido.

A decisão desta segunda-feira (20) é um revés para a transação. O acordo sofre críticas de atores e roteiristas, que temem cortes de vagas de trabalho.

Se aprovada, a fusão criará um grupo com 200 milhões de assinantes de streaming. A família Ellison passará a comandar marcas como a CNN e CBS News.

A Justiça dos Estados Unidos suspendeu temporariamente, nesta segunda-feira (20), a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount, em um negócio avaliado em US$ 110 bilhões (cerca de R$ 562 bilhões).

A decisão foi tomada por uma juíza federal de Oakland, na Califórnia, que determinou a suspensão temporária da operação até que o caso seja analisado.

A medida atende a uma ação movida por uma coalizão de 12 estados americanos, liderada pela Califórnia, que alega que a fusão pode reduzir a concorrência e prejudicar os consumidores. As informações são da Reuters.

Os estados argumentam que a união das duas empresas criaria um grupo de mídia tão grande que teria mais poder para aumentar os preços de filmes e programas de TV, além de enfraquecer a competição no setor.

Segundo a ação, se a compra for concluída antes da decisão final da Justiça, a Paramount poderá começar a demitir funcionários e compartilhar informações estratégicas com a Warner Bros. Discovery.

O processo judicial pode atrasar os planos da Paramount de ampliar sua atuação no mercado de entretenimento e competir de forma mais direta com gigantes do streaming, como Netflix e Disney.

A Paramount, por sua vez, afirma que a ação dos estados interpreta de forma equivocada as leis antitruste dos EUA.

A empresa também diz que um atraso na conclusão do negócio prejudicaria trabalhadores do setor de entretenimento, que já enfrentam dificuldades nos últimos anos, segundo a Reuters.

Desde que foi anunciada, em fevereiro, a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount enfrenta uma série de desafios regulatórios e judiciais.

Embora o Departamento de Justiça dos EUA tenha aprovado a operação, autoridades de outros países passaram a analisar os possíveis impactos do negócio sobre a concorrência.

A Comissão Europeia adiou sua decisão para avaliar as concessões propostas pela Paramount, enquanto o Reino Unido afirmou que pode intervir na operação por preocupações relacionadas à concorrência, ao streaming e ao setor de mídia.

Nos EUA, procuradores-gerais de estados como Califórnia, Nova York e Oregon iniciaram uma ofensiva para tentar barrar a fusão. Eles alegam que a união das empresas pode reduzir a concorrência nos mercados de cinema e TV por assinatura, concentrar poder no setor e resultar em perda de empregos.

Além da resistência das autoridades, o acordo também enfrenta críticas de atores, roteiristas, donos de cinemas e outros profissionais da indústria do entretenimento, que temem cortes de postos de trabalho e uma redução no número de filmes produzidos e distribuídos.

A decisão desta segunda-feira (20), que suspende temporariamente a conclusão da compra, representa o revés mais recente para a operação bilionária.

A compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount é considerada uma das maiores transações da história da indústria do entretenimento.

Se concluída, a operação criará um grupo com cerca de 200 milhões de assinantes de streaming e um catálogo que reúne marcas como HBO, CNN, DC Comics, Harry Potter, Game of Thrones, CBS, Paramount Pictures e Nickelodeon.

O impacto do negócio vai além do valor bilionário. Enquanto a Warner reúne algumas das marcas mais valiosas do setor, a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming.

Diferentemente da proposta apresentada pela Netflix durante a disputa pela Warner, a oferta da Paramount inclui todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV por assinatura.

Se a operação for aprovada, a família Ellison — que controla a Paramount — também passará a comandar algumas das principais marcas do jornalismo americano, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN.

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Fabricante holandesa de equipamentos para chips oferece bônus de 20 mil euros a funcionários que ficarem até 2030

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 14:51

Trabalho e Carreira Fabricante holandesa de equipamentos para chips oferece bônus de 20 mil euros a funcionários que ficarem até 2030 ASML, maior fabricante mundial de equipamentos para produção de chips, busca reter mão de obra qualificada em meio à forte demanda do setor. Por Reuters

Logotipo da ASML na sede da empresa durante uma paralisação de trabalhadores contra os planos de redução do quadro de funcionários, em Veldhoven, na Holanda, em 24 de março de 2026. — Foto: REUTERS/Nicolas Economou

A ASML, maior fabricante mundial de equipamentos usados na produção de chips de computador, pretende conceder um bônus de € 20 mil — cerca de R$ 116 mil — aos funcionários que permanecerem na empresa entre 2027 e 2030.

A companhia confirmou o plano, divulgado inicialmente pelo jornal Eindhovens Dagblad, nesta segunda-feira (20), em um comunicado enviado por email.

Segundo a ASML, o benefício será concedido por meio de ações condicionais a partir de 1º de janeiro de 2027. Os detalhes do programa ainda estão sendo definidos, mas a empresa afirmou que ele será oferecido a "todos os funcionários elegíveis".

A iniciativa ocorre em um momento de forte demanda e escassez de profissionais qualificados na indústria de semicondutores. Outras gigantes do setor, como Samsung Electronics, TSMC e SK Hynix, também têm oferecido remunerações adicionais para atrair e reter trabalhadores.

Empresa mais valiosa da Europa em valor de mercado, a ASML anunciou neste mês lucro líquido de € 2,92 bilhões. A companhia também informou que sua principal linha de equipamentos de litografia, utilizada na impressão de circuitos em chips, está praticamente esgotada até 2027.

A ASML emprega cerca de 44,5 mil pessoas em todo o mundo. Mais da metade trabalha na Holanda, enquanto aproximadamente 8,5 mil estão nos Estados Unidos.

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Movimentação de passageiros em aeroportos soma 65,2 milhões no 1º semestre de 2026, diz Anac

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 12:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,090-0,42%Dólar TurismoR$ 5,293-0,46%Euro ComercialR$ 5,808-0,7%Euro TurismoR$ 6,051-0,74%B3Ibovespa173.977 pts0,15%MoedasDólar ComercialR$ 5,090-0,42%Dólar TurismoR$ 5,293-0,46%Euro ComercialR$ 5,808-0,7%Euro TurismoR$ 6,051-0,74%B3Ibovespa173.977 pts0,15%MoedasDólar ComercialR$ 5,090-0,42%Dólar TurismoR$ 5,293-0,46%Euro ComercialR$ 5,808-0,7%Euro TurismoR$ 6,051-0,74%B3Ibovespa173.977 pts0,15%Oferecido por

A movimentação de passageiros nos aeroportos brasileiros chegou a 65,2 milhões de viajantes no primeiro semestre de 2026, segundo dados atualizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Do total registrado entre janeiro e junho, segundo o governo, 50,2 milhões de passageiros viajaram em voos domésticos, enquanto 15 milhões utilizaram voos internacionais.

Os dados mostram que o avanço da movimentação aérea foi puxado pelos dois segmentos do mercado (doméstico e internacional).

No acumulado do semestre, o transporte internacional manteve ritmo de crescimento acima do doméstico.

Só no mês de junho, os aeroportos brasileiros movimentaram 10,3 milhões de passageiros, uma queda de 0,9% na comparação com o mesmo mês de 2025 — diferentemente de maio, que teve alta de 2,5% na mesma comparação.

RELEMBRE: Movimentação de passageiros em aeroportos bate recorde nos cinco primeiros meses de 2026, diz governo

Desse total, 8,1 milhões foram transportados em voos domésticos e 2,2 milhões em viagens internacionais.

A demanda por transporte aéreo, medida pelo indicador que considera o número de passageiros e a distância percorrida, avançou 0,2% no mercado doméstico e 1% no internacional em relação a junho do ano passado.

Já a oferta, calculada a partir dos assentos disponibilizados pelas companhias aéreas e da distância voada, cresceu 3,3% no segmento doméstico e 2,3% no internacional na mesma comparação.

Movimentação intensa de passageiros para remarcação de passagens no Aeroporto de Congonhas — Foto: RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A movimentação de cargas nos aeroportos brasileiros alcançou 673,6 mil toneladas no primeiro semestre, alta de 1,4% em relação ao mesmo período de 2025.

Do total transportado, 225,4 mil toneladas foram movimentadas no mercado doméstico e 448,2 mil toneladas no internacional.

Somente no mês passado, ainda segundo dados da Anac, os aeroportos processaram 116,1 mil toneladas de cargas, volume 6,6% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

No período, o segmento doméstico respondeu por 38,3 mil toneladas, enquanto o mercado internacional movimentou 77,8 mil toneladas.

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Sonhos não envelhecem: aumenta o número de empreendedores 60+ que transformam a senioridade em negócio

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 20/07/2026 10:56

Empreenda com Sebrae Especial Publicitário Sonhos não envelhecem: aumenta o número de empreendedores 60+ que transformam a senioridade em negócio Com 4,3 milhões de empreendedores com 60 anos ou mais, o Sebrae mostra histórias de quem transformou sua experiência em propósito e negócio Por Sebrae

Entre os diferenciais da senioridade estão atendimento humanizado, empatia e negócios com maior longevidade, apontam especialistas — Foto: Acervo pessoal de Elazimar Menezes

Enquanto o Brasil avança para ser o quinto país com a maior população de pessoas com 60 anos ou mais até 2030, uma transformação econômica ganha força: 4,3 milhões de brasileiros nessa faixa etária comandam seus próprios negócios. Impulsionado pela longevidade crescente e pelos avanços em saúde, o empreendedorismo sênior se consolida como pilar da economia prateada nacional. Aliás, pela primeira vez, dados de 2025 do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) revelam que 63% dos seniores entre 65 e 74 anos empreendem por oportunidade, e não por necessidade.

A história de dona Laiza é prova disso. Nascida em Rio Bonito (RJ) e criada em Niterói, Elazimar Menezes de Souza, de 70 anos, transformou a pandemia em um ponto de virada. Durante 48 anos, trabalhou como bibliotecária na Universidade Federal Fluminense (UFF). Ela estava decidida a fazer uma transição de carreira quando faltassem cinco anos para encerrar seu ciclo: assim como seus pais, trabalharia com as mãos. Mas 2020 chegou e acelerou tudo.

Quando o isolamento a afastou de suas atividades formais, a paixão por artesanato somada aos anos produzindo mochilas e bolsas a mão, resultou em uma nova arte: bonecas de pano. Quando Maria e Maria Eduarda, sua filha e sua neta, foram vê-la a distância, através da porta de casa, Elazimar mostrou as cinco primeiras bonecas que havia feito. A filha as fotografou, publicou nas redes sociais e foi um sucesso: em 15 minutos, todas estavam vendidas. Daquele dia, surgiu a marca e seu nome: Abayomi Menezes. Abayomi em iorubá significa "encontro precioso", ou seja, a união das três mulheres que compartilham o mesmo sobrenome.

A revolução prateada no empreendedorismo brasileiro é uma quebra de paradigmas sobre a capacidade produtiva na maturidade. Embora o número de donos de negócios com 60 anos ou mais tenha crescido 53% entre 2012 e 2024, segundo a PNAD Contínua (2024), o caminho é marcado por barreiras culturais, como o etarismo. Esse preconceito social associa inovação e agilidade exclusivamente à juventude.

Elazimar também enfrentou esse tipo de resistência. Alguns amigos estranharam sua decisão de empreender e diziam que, depois da aposentadoria, "não fariam mais nada para ninguém". Ela, porém, sempre soube que queria continuar ativa e não se arrepende de empreender. No entanto, esse estigma também pode partir dos próprios seniores.

"Um dos maiores desafios é o autoetarismo: achar que você não tem mais condições de produzir. Nosso trabalho é mostrar que a pessoa continua ativa, capaz de tocar um negócio. Sessenta anos já não é mais aquele idoso de bengala. É uma geração que quer continuar realizando sonhos", afirma Gilvany Theodoroviz Isaac, gestora da pauta Futuridade 60+ do Sebrae. "Para o empreendedorismo brasileiro, essa geração representa a força e a coragem de continuar. É a prova de que os sonhos não envelhecem”, completa.

Para a especialista, esse desejo de seguir produzindo costuma caminhar lado a lado com outros dois traços marcantes do empreendedorismo sênior: a experiência profissional anterior e a busca por negócios conectados a um propósito, capazes de gerar impacto na comunidade e deixar um legado.

"A experiência é a maior vantagem competitiva dessa geração. Ela traz conhecimento, rede de contatos e capacidade de planejamento. O empreendedor sênior costuma ter mais concentração, menos distrações e consegue produzir mais, dedicando menos horas ao negócio em comparação aos jovens", explica Theodoroviz.

No caso de Elazimar, isso se aplica totalmente. Acostumada a pesquisar antes de iniciar qualquer projeto — hábito que trouxe de sua longa experiência como bibliotecária —, ela decidiu estudar o mercado antes de definir o foco do ateliê e encontrou seu propósito. "Descobri que apenas 7% das bonecas disponíveis eram pretas. Isso me chocou", lembra.

Embora confeccione bonecas e bonecos de diferentes tons de pele sob encomenda, o objetivo da dona Laiza é ampliar a representatividade e fortalecer a autoestima de crianças negras para que se vejam retratadas em seus brinquedos. Pensadas para brincar de verdade, as bonecas de pano de 30 e de 40 centímetros, com roupas, tênis e penteados intercambiáveis, tornaram-se o carro-chefe do ateliê.

Nas palavras de Elazimar, o propósito da Abayomi Menezes é representatividade — Foto: Acervo pessoal de Elazimar Menezes

Elazimar conta que o público vai muito além das crianças. Cerca de 80% das vendas são feitas por adultos, como pais, avós, padrinhos e tios, que procuram presentes com significado. Entre eles, chama a atenção o número de famílias interessadas em promover uma educação antirracista desde cedo. "Muitos pais chegam e contam que o filho estuda em uma escola onde quase todas as crianças são brancas. Eles querem que a boneca ajude a ampliar esse olhar para a diversidade", relata.

A senioridade também aparece na forma de atender aos clientes. Para a especialista, o atendimento humanizado é um dos principais diferenciais dos empreendedores 60+. Paciência, empatia, escuta ativa e preferência pelo presencial são características desenvolvidas ao longo da vida profissional e que ajudam a construir relações de confiança.

Elazimar faz questão de preservar esse contato próximo em cada etapa da venda. Para ela, o humano não pode ser substituído pela tecnologia. "Jamais colocaria uma mensagem automática no meu WhatsApp. Entendo quem automatiza, mas é diferente. Você coloca o seu amor no que faz. Eu quero dar atenção, quero falar diretamente com o meu cliente e entender o desejo dele", destaca.

Embora a tecnologia seja apontada como um desafio para muitos empreendedores seniores, Elazimar diz que essa nunca foi sua maior dificuldade. Inclusive, utiliza aplicativos de design para criar algumas peças de divulgação. O desafio, segundo ela, é outro. "Eu até consigo fazer o básico, aproveitar um modelo pronto e adaptar. Mas criar vídeos, pensar em campanhas e manter as redes atualizadas exige tempo, e eu preciso estar produzindo", explica.

Para dona Laiza, o diferencial do empreendedor experiente é saber que nada se faz sozinho. "Ninguém domina tudo. Você precisa reconhecer suas limitações e dialogar com quem tem habilidades diferentes das suas. Assim como o jovem ainda não tem a experiência do sênior, o sênior também pode não dominar as mídias sociais como os jovens dominam. Essa troca intergeracional é importante porque um complementa o outro”, completa.

Na Abayomi Menezes, essa parceria acontece dentro de casa. A filha Maria tornou-se sócia, desenvolve as feições das bonecas e cuida da presença digital da marca. A neta Maria Eduarda criou o perfil do ateliê nas redes sociais, fotografa e contribui para a comunicação. O neto Caio auxilia na compra de insumos e na logística das feiras e eventos. Já o filho Paulo participa de forma pontual, emprestando seu talento artístico à pintura das sapatilhas das bonecas.

Quem também transformou sua experiência em um novo ciclo produtivo foi João Batista Fonseca Borba, de Goiás. Após 30 anos de carreira em um banco em Brasília, ele aproveitou um curso de preparação para a aposentadoria para transformar o hobby com orquídeas em um empreendimento familiar. Hoje, o Orquidário Batista reúne cerca de 20 mil plantas em uma área de 2 mil metros quadrados e, assim como Elazimar, envolve diferentes gerações da família na operação. Aliás, essa é uma tendência apontada pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2025: 46% dos novos empreendedores brasileiros afirmam abrir um negócio motivados pelo desejo de dar continuidade a uma tradição familiar.

Além disso, a experiência acumulada ao longo da vida também se traduz em maior resiliência. Segundo o infográfico do Sebrae, Empreendedorismo Sênior (2024), 89,7% dos negócios liderados por pessoas 60+ superam os dois primeiros anos de atividade, percentual superior à média nacional, de 79,5%.

Hoje, as bonecas do Ateliê Abayomi Menezes ultrapassaram as feiras de Niterói e Ipanema e chegaram a outros países. Estados Unidos, Reino Unido, Azerbaijão e Angola estão entre os destinos das peças produzidas por Elazimar. Aos 70 anos, ela continua fazendo planos. Entre os próximos sonhos está compartilhar o conhecimento acumulado ao longo da vida por meio de cursos para formar novas bonequeiras e incentivar outras mulheres a empreenderem.

Ao longo dessa trajetória, o Sebrae foi um dos principais parceiros da empreendedora. Por meio de iniciativas como Sebrae Delas, Afroempreendedorismo e Economia Prateada, ela aprofundou conhecimentos em gestão, planejamento, organização financeira, precificação e marketing, tornando o ateliê cada vez mais estruturado.

"O Sebrae me deu segurança para dizer que o meu ateliê é o meu negócio. Antes eu fazia, mas não tinha essa postura. Hoje eu sei o valor do meu trabalho e sei que posso negociar, crescer e continuar aprendendo."

Assim como Elazimar e João Batista, milhões de brasileiros estão mostrando que a maturidade pode ser o início de uma nova trajetória profissional. Para apoiar esse público, o Sebrae desenvolve a pauta estratégica Futuridade 60+, com capacitações, eventos, oportunidades de networking e soluções voltadas aos empreendedores seniores.

Se você deseja transformar sua experiência em um negócio, procure a unidade do Sebrae mais próxima e acompanhe a programação dos encontros regionais sob a pauta Futuridade 60+. A seguir estão mais dados sobre a ascensão do empreendedorismo sênior. Confira!

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Exportações de carne bovina batem recorde no 1º semestre, mas cota da China e restrições da UE preocupam setor

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Agro Exportações de carne bovina batem recorde no 1º semestre, mas cota da China e restrições da UE preocupam setor Crescimento das vendas para Ásia, Oriente Médio e África ajudaram a compensar incertezas, diz Abrafrigo. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

As exportações brasileiras de carne bovina bateram recorde no primeiro semestre de 2026, mas o segundo semestre será mais desafiador para o setor por causa da cota de importação da China e de restrições da União Europeia, disse a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) nesta segunda-feira (20).

De janeiro a junho, as vendas de carne bovina para outros países somaram US$ 9,929 bilhões, alta de 33,4% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Em volume, os embarques chegaram a 1,811 milhão de toneladas, crescimento de 7,3%. Segundo a Abrafrigo, é o melhor resultado da série para um primeiro semestre, tanto em valor quanto em volume.

O principal motivo é o esgotamento da cota de exportação de carne bovina para a China. A estimativa é que o limite de 1,106 milhão de toneladas destinado ao Brasil em 2026 tenha sido preenchido com os embarques realizados até junho.

Com isso, segundo a Abrafrigo, os embarques para a China foram interrompidos em julho, já que os volumes exportados acima da cota são sobretaxados em 55%.

Além disso, o risco de suspensão das compras pela União Europeia a partir de 3 setembro. O bloco exige que o Brasil comprove que não utiliza antimicrobianos para promover crescimento em animais.

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As vendas de carne bovina para a China cresceram 50,3% no primeiro semestre de 2026, para US$ 4,818 bilhões.

O país respondeu por 48,5% das receitas obtidas com as exportações brasileiras de carnes e subprodutos bovinos. Considerando apenas a carne bovina in natura, a participação chegou a 53%.

Segundo a Abrafrigo, o governo chinês contabilizou na cota as cargas que chegaram aos portos do país a partir de 1º de janeiro de 2026, mesmo que tivessem sido embarcadas no fim de 2025. Por isso, a entidade estima que o limite anual já tenha sido atingido.

Diante desse cenário, a Abrafrigo projeta que o Brasil poderá reduzir em cerca de US$ 4 bilhões as vendas de carne bovina para a China em 2026, na comparação com 2025, quando as exportações para o país asiático somaram US$ 8,845 bilhões.

A entidade afirma, porém, que essa queda poderá ser parcialmente compensada caso os embarques sejam retomados nos dois últimos meses do ano, com chegada das cargas aos portos chineses apenas em janeiro de 2027, dentro da cota do próximo ano.

Os Estados Unidos, segundo maior comprador da carne bovina brasileira, aumentaram as importações em 14,76% no primeiro semestre, para US$ 1,465 bilhão.

Considerando apenas a carne bovina in natura, as compras americanas cresceram 41%, para US$ 1,116 bilhão, enquanto o volume embarcado avançou 17,3%, para 183,6 mil toneladas.

Segundo a entidade, as perspectivas para o mercado americano seguem favoráveis porque a carne bovina ficou de fora das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A Abrafrigo também lembra que o país ainda enfrenta baixa produção interna e preços elevados, o que pode favorecer as importações.

O Chile, terceiro maior destino da carne bovina in natura brasileira, elevou as compras em 33,12%, para US$ 419,6 milhões, com aumento de 20% no volume embarcado, que chegou a 70,3 mil toneladas.

As compras da União Europeia de carne e subprodutos bovinos brasileiros cresceram 35,26% no primeiro semestre, para US$ 482,65 milhões.

Mesmo assim, o bloco poderá suspender as compras de carne bovina brasileira a partir de setembro, quando entram em vigor novas exigências sobre a comprovação de produção livre do uso de antimicrobianos no rebanho.

Segundo a Abrafrigo, o Brasil ainda negocia com as autoridades sanitárias europeias um modelo de certificação que permita manter as exportações, mas, até o momento, não há resultados concretos.

Além dos Estados Unidos e do Chile, outros mercados ampliaram as compras de carne bovina brasileira no primeiro semestre:

Rússia: 62 mil toneladas (+34,5%) e receita de US$ 283,8 milhões (+48,6%);Hong Kong: US$ 227,15 milhões (+33,8%);Arábia Saudita: US$ 192 milhões (+31,7%);Egito: US$ 179,8 milhões (+32,2%).O México, por outro lado, reduziu as compras em 8,13%, para US$ 253,8 milhões.

Segundo a Abrafrigo, essa diversificação ganha importância diante das incertezas envolvendo China e União Europeia. No primeiro semestre, 118 países aumentaram as compras de carne bovina brasileira, enquanto 55 reduziram as aquisições.

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UE multa AliExpress em R$ 3,2 bilhões por venda de produtos ilegais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Tecnologia UE multa AliExpress em R$ 3,2 bilhões por venda de produtos ilegais Punição é a maior já aplicada pelo bloco com base na Lei de Serviços Digitais; plataforma chinesa contesta a decisão e considera o valor desproporcional. Por France Presse

Logo do AliExpress em uma loja da plataforma em Granada, na Espanha, em julho de 2024 — Foto: Jon Nazca/Reuters/Arquivo

A União Europeia impôs, nesta segunda-feira (20), uma multa de 550 milhões de euros (3,2 bilhões de reais) à plataforma chinesa de comércio online AliExpress, subsidiária do gigante Alibaba, por permitir a venda de produtos ilegais no bloco, como brinquedos proibidos e roupas falsificadas.

A AliExpress foi sancionada por descumprir o regulamento europeu sobre serviços digitais, "que a obriga a avaliar e mitigar com diligência os riscos relacionados à venda em sua plataforma de produtos ilegais, perigosos ou falsificados", anunciou a Comissão Europeia, após uma investigação de mais de dois anos.

Trata-se da multa mais alta imposta por Bruxelas desde a adoção da Lei de Serviços Digitais (DSA) em 2022.

"Não concordamos com a decisão emitida hoje nem com esta multa desproporcional, que não refletem nem nossos princípios estabelecidos nem as medidas significativas e proativas que implementamos", afirmou a empresa em declaração à AFP, sem informar se irá recorrer da decisão.

O Executivo europeu considera que o sistema de detecção de produtos proibidos implementado pela AliExpress não funcionava quando iniciou sua investigação em março de 2024.

"Detectamos uma grande quantidade de produtos falsificados, mas também brinquedos e cosméticos perigosos, que permaneceram à venda por muito tempo", explicou aos jornalistas Henna Virkkunen, vice-presidente da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica.

Ela também explicou que as sanções aplicadas pela plataforma aos vendedores que infringiam as normas "não eram eficazes", já que suas lojas continuavam ativas por muito tempo depois.

Vendedores mal-intencionados também conseguiam driblar facilmente os sistemas de verificação de produtos porque as equipes não tinham pessoal suficiente.

A sanção obriga o site a apresentar, no prazo de três meses, medidas destinadas a cumprir a DSA, sob pena de multas periódicas.

No ano passado, a Comissão Europeia aceitou as iniciativas propostas pela AliExpress para resolver de maneira amigável infrações detectadas durante suas investigações, mas havia advertido que a plataforma se expunha a uma sanção por esses outros motivos.

"Desde a entrada em vigor da DSA, a AliExpress tem se empenhado firmemente em cumprir suas obrigações e continua a fazê-lo", assegurou a plataforma chinesa.

No âmbito de uma investigação paralela, Bruxelas impôs em maio uma multa de 200 milhões de euros (1,17 bilhão de reais) à Temu, outra plataforma chinesa muito popular na Europa, pelos mesmos motivos, uma sanção que a empresa contestou.

A rede social X, do bilionário Elon Musk, também recebeu uma multa de 120 milhões de euros (702 milhões de reais, na cotação atual) no fim de 2025, mas por descumprir as obrigações de transparência previstas pela DSA.

A UE vem endurecendo há meses as normas para proteger seu mercado frente a uma concorrência chinesa frequentemente considerada desleal. A medida principal tem sido um imposto mínimo de três euros (17,5 reais) sobre pequenos pacotes importados para o bloco.

"Estamos realizando investigações sobre várias plataformas online, muitas das quais têm sede nos Estados Unidos, e muitas outras na China, mas também na Europa", e "não levamos em conta sua origem porque todos os que quiserem operar na Europa devem cumprir as mesmas regras", destacou Virkkunen.

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China compra mais soja do Brasil enquanto reduz importações dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Agro China compra mais soja do Brasil enquanto reduz importações dos EUA Em meio à guerra comercial entre Washington e Pequim e ao tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros, soja segue fortalecendo relação entre Brasil e China. Por Redação g1 — São Paulo

A China aumentou a importação de soja brasileira e diminuiu as compras do produto dos Estados Unidos em junho. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (20).

As importações de soja do Brasil subiram 13,7% em junho, somando 12,08 milhões de toneladas. Já as compras dos Estados Unidos caíram 20,6% no mesmo período.

O volume total importado pela China atingiu o recorde de 13,55 milhões de toneladas. O resultado decorre da grande oferta brasileira e de liberações nos portos.

Mesmo com o compromisso chinês de comprar soja americana após reuniões presidenciais, o produto brasileiro segue predominando devido à colheita recorde e à sua competitividade.

Especialistas alertam que o aumento nas vendas de soja não beneficia outros setores nacionais. A indústria de transformação enfrenta tarifas elevadas e concorrência no mercado chinês.

A China ampliou as compras de soja brasileira e reduziu as importações do produto vindo dos Estados Unidos em junho, reforçando uma tendência observada desde o início da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Dados divulgados nesta segunda-feira (20) pela Administração Geral das Alfândegas da China mostram que o país importou 12,08 milhões de toneladas de soja do Brasil em junho, alta de 13,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Já as compras de soja americana caíram 20,6%, passando de 1,6 milhão para 1,27 milhão de toneladas.

No total, a China importou 13,55 milhões de toneladas de soja no mês, o maior volume já registrado para junho. O resultado foi impulsionado pela grande oferta brasileira e pela liberação de cargas que estavam retidas nos portos chineses.

As importações de soja dos EUA recuaram 42,4%, para 9,31 milhões de toneladas, Os embarques brasileiros cresceram 9,1%, alcançando 34,75 milhões de toneladas.

No total, a China importou 13,55 milhões de toneladas de soja no mês, o maior volume já registrado para junho. — Foto: Divulgação

Segundo analistas, a redução nas compras dos EUA reflete os efeitos prolongados das tensões comerciais entre Washington e Pequim.

Durante boa parte do último ano, compradores chineses adiaram aquisições da safra americana à espera de negociações entre os dois governos.

Após uma cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em maio deste ano, a China voltou a comprar soja dos EUA e manteve o compromisso firmado anteriormente de adquirir ao menos 25 milhões de toneladas anuais do produto até 2028.

Mesmo assim, a soja brasileira continua predominando nas importações chinesas, favorecida pela colheita recorde e pela competitividade do produto nacional.

Como o g1 mostrou, o bom desempenho de produtos como a soja beneficia o agronegócio brasileiro, mas não compensa as perdas de outros setores atingidos pelo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. (leia mais aqui)

🔎 Isso porque a pauta de exportações do Brasil para a China é altamente concentrada. Hoje, soja, petróleo bruto, minério de ferro e carnes respondem por cerca de 90% das vendas brasileiras ao país asiático.

Com isso, empresas brasileiras que exportam produtos industrializados aos EUA — e que podem perder mercado por causa das novas tarifas — dificilmente conseguirão compensar essas perdas vendendo para a China.

O motivo é que o mercado chinês compra principalmente commodities brasileiras, enquanto produtos manufaturados enfrentam maior concorrência de fabricantes locais e de outros países, além de barreiras comerciais mais elevadas.

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Samsung corta empregos nos EUA e oferece realocação antes da mudança da sede

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Trabalho e Carreira Samsung corta empregos nos EUA e oferece realocação antes da mudança da sede Reestruturação afeta 739 cargos em Nova Jersey e inclui cerca de 100 demissões no Texas; maioria dos trabalhadores recebeu proposta de realocação. Por Reuters

A Samsung reduziu o quadro de funcionários em suas operações nos Estados Unidos nas áreas de telas, celulares e outros produtos eletrônicos de consumo, afetando principalmente trabalhadores em Nova Jersey e no Texas, de acordo com documentos e duas pessoas a par do assunto.

A gigante sul-coreana de tecnologia informou neste domingo, em comunicado à Reuters, que 739 cargos em Englewood Cliffs, em Nova Jersey, foram afetados pelos planos da Samsung Electronics America (SEA) — que se concentra em eletrônicos de consumo e não inclui chips — de transferir sua sede para o Texas.

A maioria das pessoas afetadas recebeu ofertas de realocação, mas outras foram demitidas, acrescentou a empresa, sem dar mais detalhes.

No escritório da SEA em Plano, no Texas, cerca de 100 funcionários, incluindo a equipe da divisão de dispositivos móveis, foram demitidos, segundo uma pessoa que afirmou estar entre os demitidos. As fontes preferiram não se identificar devido à delicadeza do assunto.

Os cortes — embora relacionados à mudança da sede — destacam a divergência dentro da gigante sul-coreana de tecnologia, com sua divisão de chips disparando para lucros recordes enquanto suas unidades de eletrônicos de consumo enfrentam dificuldades devido ao aumento dos custos dos chips.

A decisão da Samsung de transferir a sede da SEA é surpreendente, pois os funcionários da SEA em Nova Jersey haviam se mudado para novos escritórios com grande alarde há menos de um ano.

A SEA emprega cerca de 1.200 funcionários em Nova Jersey, de acordo com um comunicado à imprensa do deputado federal norte-americano Josh Gottheimer, que participou de um evento para marcar a inauguração dos novos escritórios em setembro.

Embora não tenha sido possível apurar a extensão exata das demissões em massa na SEA, documentos analisados pela Reuters mostram que a unidade notificou alguns funcionários em 30 de junho sobre uma “redução de pessoal em toda a empresa”, acrescentando que haveria um “número significativo de impactos”.

Publicações no LinkedIn analisadas pela Reuters também mostram que mais de 30 funcionários, incluindo executivos de vendas e marketing no Texas e em Nova Jersey, bem como alguns em outras localidades dos EUA, afirmaram ter sido demitidos ou terem deixado a empresa nas últimas duas semanas.

A Samsung afirmou em seu comunicado que a mudança da sede “pode levar a alterações em nossa estrutura de força de trabalho, como funcionários que não podem se mudar ou certas funções que são otimizadas para garantir que nossas funções estejam alinhadas às principais prioridades de negócios”.

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Homens tendem a usar ofertas de emprego para conseguir aumentos salariais mais do que mulheres, mostra estudo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Trabalho e Carreira Homens tendem a usar ofertas de emprego para conseguir aumentos salariais mais do que mulheres, mostra estudo Prática pode explicar cerca de metade da diferença salarial entre homens e mulheres, que chega a 8% entre profissionais na mesma função e empresa. Por Reuters

Um homem trabalha na impressão de jornal em Madri, na Espanha, em 20 de julho de 2026. — Foto: Sergio Leon/Reuters

Os homens tendem mais do que as mulheres a usar oportunidades de emprego em outras empresas como moeda de troca para negociar salários mais altos em seus empregos atuais, o que contribui para a persistência das disparidades salariais entre os sexos, de acordo com um estudo da Fundação Rockwool de Berlim ao qual a Reuters teve acesso e publicado neste domingo.

O estudo estima que a renegociação seja responsável por cerca de metade da diferença salarial entre homens e mulheres.

A Diretiva de Transparência Salarial da UE entrou em vigor em junho e deve melhorar as informações sobre as diferenças salariais dentro das empresas.

Os resultados sugerem que a transparência salarial, por si só, pode não ser suficiente para eliminar as disparidades de gênero.

Entre os trabalhadores do mesmo local de trabalho e da mesma ocupação, os homens ganham, em média, 8% a mais do que as mulheres.

O estudo constatou que oportunidades de emprego externas elevam os salários dos homens em seus empregos atuais, enquanto as mulheres na mesma situação não obtêm ganhos comparáveis, mesmo tendo a mesma probabilidade que os homens de mudar de empregador.

As mulheres, em geral, parecem trocar de emprego em vez de usar essas oportunidades para negociar um aumento salarial; os homens, por outro lado, eram mais propensos a obter aumentos salariais sem precisar sair da empresa.

Os pesquisadores basearam seu estudo em funcionários que tomaram conhecimento de vagas externas por meio de pais ou irmãos que trabalhavam em outras empresas.

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Médica deixa carreira e cria ateliê de cerâmica inclusivo que fatura R$ 95 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 20/07/2026 03:52

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Médica deixa carreira e cria ateliê de cerâmica inclusivo que fatura R$ 95 mil por mês Empreendedora de Curitiba transformou um hobby em negócio voltado ao acolhimento e à inclusão. Hoje, o ateliê fatura cerca de R$ 95 mil por mês e reúne mães, filhos e alunos com diferentes necessidades. Por PEGN

Uma médica pediatra de Curitiba transformou a cerâmica, inicialmente usada para se conectar com o filho, em um negócio inclusivo e acolhedor.

Após deixar a carreira em UTI neonatal, Maria Angélica Telles investiu em um ateliê-escola voltado para alunos com diferentes necessidades e perfis.

O espaço adapta aulas, iluminação e estímulos conforme cada aluno, além de integrar acompanhamento de profissionais como psicólogos e terapeutas.

Hoje, o ateliê fatura cerca de R$ 95 mil por mês e virou também um ponto de encontro entre mães, filhos e famílias.

Depois de mais de duas décadas trabalhando como pediatra em UTIs neonatais, a médica Maria Angélica Telles decidiu remodelar a própria vida.

O que começou como uma atividade para se conectar com o filho, Thiago, acabou se transformando em um negócio que une empreendedorismo, inclusão e afeto em Curitiba (PR).

Conhecida como Magé, a empreendedora encontrou na cerâmica uma forma de criar momentos de conexão dentro de casa.

Thiago, que nasceu com uma doença genética e demandava uma série de adaptações na rotina familiar, tinha dificuldade de concentração em atividades comuns do dia a dia. Mas, diante da argila, tudo mudava.

“Ele conseguia ficar comigo duas, três horas num domingo à tarde brincando e modelando argila”, relembra Magé. Foi ali que ela percebeu que a atividade poderia ir além de um hobby.

Médica deixa carreira e cria ateliê de cerâmica inclusivo que fatura R$ 95 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

A paixão pela cerâmica começou em 2015, mas ganhou força durante a pandemia, quando Magé passou a olhar para a atividade como uma possibilidade real de negócio.

A então médica decidiu investir na formação técnica em cerâmica e também em cursos de gestão empresarial para estruturar o novo projeto.

Com cerca de R$ 900 mil investidos ao longo da trajetória, ela abriu um ateliê-escola com uma proposta diferente: um espaço pensado para acolher pessoas diversas, especialmente alunos com necessidades específicas.

Hoje, o negócio tem faturamento médio mensal de R$ 95 mil.“Quando idealizei a escola, eu pensava não só numa escola de arte, mas num espaço de cuidado e acolhimento”, afirma. O ambiente funciona com adaptações personalizadas conforme o perfil dos alunos.

Médica deixa carreira e cria ateliê de cerâmica inclusivo que fatura R$ 95 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

Em alguns dias, as aulas exigem menos estímulos sonoros; em outros, luzes mais suaves ou abordagens diferentes de aprendizado. Professores também trocam informações com psicólogos, terapeutas ocupacionais e médicos para entender melhor as necessidades de cada pessoa.

Além das aulas de cerâmica, o espaço acabou se tornando ponto de encontro entre mães e filhos. Nas bancadas de argila, famílias compartilham tempo, conversas e experiências.

“É nosso momento da semana juntas”, resume uma das alunas que frequenta as aulas ao lado da filha.

Para Magé, o negócio ganhou um significado ainda maior por nascer justamente da relação com Thiago. Hoje, o filho acompanha de perto o crescimento do ateliê — e também produz as próprias peças.

“Às vezes, acho que fui premiada pela vida”, diz a empreendedora. Entre cumbucas, esculturas e peças feitas à mão, mãe e filho seguem moldando não só a argila, mas uma nova forma de empreender: mais humana, afetiva e inclusiva.

Médica deixa carreira e cria ateliê de cerâmica inclusivo que fatura R$ 95 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Endereço: Rua Visconde do Rio Branco, 461, Mercês Curitiba/ PR – CEP: 80410-000📞 Telefone: (41) 99105-0573📧 E-mail: contato@almamiacuritiba.com🌐 Site: www.almamiacuritiba.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/ceramica_almamia/📘 Facebook: https://www.facebook.com/almamia.ceramica/

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