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Mega-Sena pode pagar R$ 30 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/07/2026 00:47

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 30 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.031 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 30 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (16), em São Paulo.

O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Senado aprova inclusão de educação financeira nos currículos dos ensinos fundamental e médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/07/2026 00:47

Política Senado aprova inclusão de educação financeira nos currículos dos ensinos fundamental e médio Texto prevê que assunto esteja presente em todos os anos de ensino, não ficando exclusivo para uma única faixa de idade, assim como acontece com as demais disciplinas básicas. Por Vinícius Cassela, g1 — Brasília

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (15) o projeto de lei que inclui a educação financeira nos currículos dos ensinos fundamental e médio.

Devido a alterações no texto, a proposta agora retorna para a Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção presidencial.

De autoria da deputada Any Ortiz, o projeto estabelece que o ensino será transversal e integrador na base curricular.

A relatora Teresa Leitão aprovou emenda para incluir conceitos sobre previdência, tributos e seguros na grade curricular.

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (15) um projeto de lei que insere educação financeira na grade curricular dos ensinos fundamental e médio.

Por conta de alterações propostas pela relatora, a senadora e líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), agora o texto retorna para a Câmara dos Deputados, onde será revalidado pelos deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A proposta, de autoria da deputada federal Any Ortiz (Cidadania-RS) estabelece que o ensino será "transversal e integrador" em toda a base curricular.

A ideia de um ensino transversal é que ele permeie todos os anos de ensino, não ficando exclusivo para uma única faixa, assim como acontece com as demais disciplinas básicas, como matemática, português e história.

"Esse desenvolvimento integral exige, de forma cada vez mais evidente, a compreensão da realidade econômica e a capacidade de tomada de decisões sobre consumo consciente, inclusive como instrumento de prevenção ao endividamento futuro", disse Teresa Leitão.

"[Com o ensino transversal] preserva-se a flexibilidade necessária à organização curricular dos estabelecimentos de ensino e evita-se a sobrecarga da matriz curricular, ao mesmo tempo em que se assegura a permeabilidade do tema às diversas áreas do conhecimento", completou a senadora.

A relatora ainda propôs e aprovou uma emenda ao texto que amplia o escopo da educação financeira, exigindo que também sejam ensinados conceitos sobre previdência, tributos e seguros.

"Ao se estender a abordagem para além da dimensão estritamente financeira, alcançando as dimensões fiscal, previdenciária e securitária, amplia-se a capacidade do cidadão de compreender seus direitos e deveres perante o Estado e o mercado, de entender as forças e interesses que operam nessas dimensões e de planejar conscientemente o seu futuro", disse a petista.

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Tarifaço de Trump: EUA confirmam nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/07/2026 00:47

Agro Tarifaço de Trump: EUA confirmam nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros Decisão foi anunciada nesta quarta-feira (15), após o governo americano encerrar uma investigação comercial de cerca de um ano. Nova tarifa exclui uma extensa lista de produtos, como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose. Por André Catto, Micaela Santos, g1 — São Paulo

O presidente dos EUA, Donald Trump, reage enquanto fala com a imprensa no dia da cúpula de líderes da OTAN em Ancara, Turquia, em 8 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Umit Bektas

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou nesta quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho.

A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países.

No processo, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. (leia mais abaixo)

Mesmo com as acusações, itens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram fora da nova cobrança. A lista inclui produtos considerados sensíveis para a economia americana, seja pelo potencial impacto sobre preços, seja pela ausência de produção doméstica suficiente.

Pelo lado do Brasil, boa parte dos produtos mais importantes da pauta exportadora não será taxado pela nova medida.

A investigação foi encerrada pelo órgão comercial após análises e negociações entre os governos Lula (PT) e Trump. Também participaram representantes de diferentes setores da economia por meio de audiências públicas realizadas neste mês, como parte da reta final do processo.

Segundo o USTR, o governo Trump tentou negociar com o Brasil ao longo do último ano, mas não obteve sucesso em derrubar as práticas que considera injustas. (veja o resumo das reclamações abaixo)

Integrantes do governo brasileiro afirmam que três temas concentraram os principais impasses nas tratativas: o PIX, a ampliação do acesso do etanol americano ao mercado brasileiro e uma proposta de moratória de quatro anos para isentar plataformas digitais do pagamento de tributos e multas.

Ouvidos pelo blog do Valdo Cruz antes da publicação da decisão pelo USTR, interlocutores do governo Lula afirmaram que esses pontos apresentados pelos americanos são considerados inegociáveis pelo Brasil. A avaliação também é de que a aplicação da nova tarifa se trata de uma decisão política.

As autoridades americanas, por sua vez, negam que a represália esteja sendo usada com esse objetivo. O governo americano diz que busca apenas reverter práticas comerciais que prejudicam a competitividade dos EUA.

Assim, entendem que as tarifas não buscam, por exemplo, o fim do PIX, mas alterações no funcionamento do sistema para evitar o que Washington considera condições desleais para empresas americanas de pagamentos eletrônicos.

Conforme já mostrou o g1, especialistas apontam que não há razões consistentes para questionar o sistema de pagamento instantâneo brasileiro.

A tarifa de 25% entrará em vigor em 22 de julho, mas não será aplicada a mercadorias que já tiverem deixado o Brasil em direção aos EUA.

Apesar da decisão, o governo americano afirmou que a medida poderá ser modificada ou suspensa caso o Brasil elimine as práticas questionadas.

Em um processo paralelo, conduzido com base na mesma legislação, a gestão Trump prevê a aplicação de uma taxa adicional de 12,5% para 60 economias, incluindo o Brasil.

A justificativa é que essas nações não adotaram medidas consideradas suficientes para impedir a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado. A adoção desta taxa ainda está em análise.

O Escritório do Representante de Comércio dos EUA concluiu em junho a investigação que tem com base na Seção 301 da Lei de Comércio.

No relatório final, o órgão afirmou que algumas políticas brasileiras seriam "irracionais" ou "restritivas" e poderiam prejudicar empresas e exportadores dos EUA. E apontou ainda as seguintes práticas do governo brasileiro "oneram ou restringem" o comércio com os EUA:

PIX e serviços de pagamento: o USTR afirma que o sistema brasileiro favorece o PIX em detrimento de empresas americanas.Regulação de plataformas digitais: o órgão questiona decisões judiciais brasileiras envolvendo redes sociais e empresas de tecnologia dos EUA. Acordos comerciais: os americanos criticam tarifas preferenciais concedidas pelo Brasil a parceiros como México e Índia.Desmatamento ilegal: o relatório aponta falhas na fiscalização ambiental.Mercado de etanol: os EUA alegam falta de reciprocidade no acesso ao mercado brasileiro.Propriedade intelectual: o documento cita problemas no combate à pirataria e demora na análise de patentes.Combate à corrupção: o USTR critica medidas adotadas pelo Brasil e cita decisões relacionadas à Operação Lava Jato.

PIX, STF, redes sociais: entenda as críticas dos EUA para propor tarifa de 25%Investigação dos EUA contra o PIX expõe disputa global por controle dos pagamentos digitais

Paralelamente, os EUA concluíram uma investigação sobre produtos fabricados com trabalho forçado e incluíram o Brasil entre os países que, segundo o governo americano, não fiscalizariam adequadamente a entrada dessas mercadorias.

Na avaliação do governo brasileiro, as duas medidas podem ser aplicadas de forma cumulativa, levando a uma tarifa total de até 37,5% sobre parte das exportações brasileiras aos EUA.

A Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 permite ao governo dos EUA investigar políticas e práticas de outros países que possam prejudicar empresas ou exportadores americanos.

🔎 O mecanismo dá ao Escritório do Representante Comercial dos EUA poder para apurar possíveis barreiras comerciais e, caso conclua que elas existem, recomendar medidas de retaliação, como tarifas sobre produtos importados.

O processo envolve investigação, análise técnica, consulta pública e, só depois, uma decisão sobre a aplicação das medidas. O instrumento já foi usado em disputas comerciais, principalmente contra a China, durante o primeiro governo de Donald Trump.

A Seção 301 se diferencia de mecanismos como a Seção 232, usada com justificativa de segurança nacional. Enquanto a 232 mira riscos à indústria americana, a 301 é voltada a práticas consideradas comerciais desleais.

Antes disso, Trump tentou impor tarifas ao Brasil usando a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), com sobretaxa de até 50% sobre produtos brasileiros. A medida foi derrubada pela Suprema Corte dos EUA, que decidiu que a lei não autorizava o presidente a criar tarifas de importação.

Antes da decisão final, o governo americano abriu uma consulta pública para receber manifestações sobre a proposta de tarifas.

O cronograma previu inscrições para as audiências até 22 de junho, envio de contribuições por escrito até 1º de julho e a realização das audiências públicas nos dias 6 e 7 de julho. As manifestações passaram a integrar a análise que embasou a decisão final.

As audiências do USTR reuniram representantes da indústria, do agronegócio e de outros setores brasileiros que tentaram evitar a aplicação da tarifa adicional de 25% sobre produtos exportados aos EUA.

O principal argumento foi que a medida elevaria custos não apenas para empresas brasileiras, mas também para consumidores e cadeias produtivas americanas.

💰 Entre os principais argumentos apresentados estiveram a integração das economias dos dois países, a ausência de práticas comerciais desleais e o risco de aumento de custos para empresas dos EUA que dependem de produtos brasileiros. (leia os argumentos da indústria)

Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e representantes dos setores de café, mel, pescados e ferro-gusa defenderam negociações em vez da adoção de novas barreiras comerciais.

O senador Flávio Bolsonaro também participou da audiência por iniciativa própria. Em seu discurso, afirmou que a aplicação das tarifas naquele momento seria "o pior momento possível" e pediu que os EUA adiassem a medida para permitir novas negociações.

A participação dele ocorreu de forma independente, sem representar o governo brasileiro, que enviou observadores ao encontro e manteve as negociações por canais diplomáticos e técnicos.

O governo brasileiro adotou uma estratégia em duas frentes para tentar evitar a aplicação das tarifas propostas pelos EUA:

Em resposta à investigação, o Itamaraty afirmou que as acusações americanas não comprovam que políticas brasileiras prejudiquem empresas dos Estados Unidos ou criem barreiras ao comércio.

O governo argumenta que temas como o PIX, a regulação de plataformas digitais e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) estão relacionados a escolhas internas do país e não podem ser usados como justificativa para medidas comerciais.

No documento enviado ao USTR, o Brasil rebateu ponto a ponto as críticas americanas. Sobre o PIX, afirmou que o sistema é uma infraestrutura pública aberta a empresas nacionais e estrangeiras e citou a atuação de companhias americanas no mercado brasileiro.

Em relação às redes sociais, defendeu que as decisões judiciais seguem as leis brasileiras e se aplicam igualmente a empresas nacionais e estrangeiras.

O governo também argumentou que os acordos comerciais firmados pelo Brasil com outros países seguem regras internacionais, que as políticas de combate ao desmatamento e à corrupção foram fortalecidas nos últimos anos e que o país possui mecanismos de fiscalização contra o trabalho análogo à escravidão.

Além da defesa formal, o Brasil buscou articulação com empresas e entidades dos dois países. O governo identificou manifestações de companhias americanas contrárias às tarifas.

Como o g1 mostrou, empresas americanas que dependem de importações brasileiras pressionaram Washington a retirar produtos do Brasil da lista de sobretaxas.

🔎 Em manifestações enviadas ao USTR, companhias e entidades de setores como construção, mineração, pisos, educação e habitação afirmaram que muitos produtos brasileiros não têm substitutos equivalentes e alertaram que a medida aumentaria os custos para empresas e consumidores dos EUA, sem fortalecer a produção doméstica.

Após as audiências, o governo passou a trabalhar com a possibilidade de as tarifas entrarem em vigor, mas ainda avaliava a chance de mudanças no texto final, como a ampliação da lista de produtos isentos da sobretaxa.

Segundo integrantes do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que o Brasil mantivesse as negociações até o fim do prazo, sem aceitar as justificativas apresentadas pelos EUA para impor as tarifas.

Agora, o governo pretende analisar a lista final de produtos atingidos para definir os próximos passos, incluindo a continuidade das negociações ou a eventual adoção de medidas previstas na Lei de Reciprocidade Econômica, que permite responder a barreiras comerciais impostas por outros países.

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EUA anunciam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros; veja itens que serão afetados ou isentos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/07/2026 00:47

Agro EUA anunciam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros; veja itens que serão afetados ou isentos Carne bovina, café, sucos de laranja, petróleo bruto e aeronaves civis ficaram fora da nova cobrança. Aço e alumínio continuam sujeitos a tarifas de 50%, enquanto etanol, máquinas e calçados passam a enfrentar sobretaxa. Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com a imprensa ao final de sua participação na cúpula de líderes da OTAN em Ancara, Turquia, em 8 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Yves Herman

O governo dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês). A medida entra em vigor em 22 de julho.

Baseada na Seção 301 da legislação comercial americana, a nova taxa atinge milhares de produtos brasileiros e deve afetar cerca de US$ 15 bilhões em exportações anuais, segundo levantamento preliminar da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A conclusão do processo vem após um ano de negociações entre Brasília e Washington. Como g1 mostrou, o governo brasileiro realizou diversas reuniões com representantes americanos, incluindo encontros nas últimas semanas, mas não conseguiu reverter a aplicação das tarifas.

Apesar do alcance da medida, os principais produtos da pauta de exportação brasileira para os EUA ficaram fora da nova cobrança.

Carne bovinaCaféLaranjas e sucos de laranjaPetróleo bruto e gás naturalAeronaves civis, motores e componentes aeroespaciaisProdutos farmacêuticos e ingredientes químicos para uso farmacêuticoSemicondutores e máquinas para sua fabricaçãoPeixes e crustáceosCertos produtos de madeira tropicalMel orgânicoFerro-gusaCastanhas Celulose de madeiraPastas químicas de madeiraHelicópterosMotores aeronáuticos e componentes do setor aeronáuticoAlguns minériosDeterminados produtos metálicos considerados estratégicos para cadeias produtivas americanas

EtanolMáquinas agrícolasVestuário Maquinário elétricoCalçadosFerramentas de jardinagemEquipamentos de mineraçãoPapelAçúcar orgânicoBens de capitalManufaturados em geralProdutos químicos diversosItens industriais processados

Na investigação comercial, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. (leia mais abaixo)

A tarifa de 25% entrará em vigor em 22 de julho, mas não será aplicada a mercadorias que já tiverem deixado o Brasil em direção aos EUA.

Apesar da decisão, o governo americano afirmou que a medida poderá ser modificada ou suspensa caso o Brasil elimine as práticas questionadas.

A nova cobrança ocorre em um cenário em que parte das exportações brasileiras já estava submetida a outras tarifas impostas pelos EUA, principalmente nos setores de aço e alumínio.

A aplicação da tarifa adicional de 25% contra produtos brasileiros faz parte de uma sequência de medidas comerciais adotadas pelo governo de Donald Trump desde o início de 2026.

Além da nova tarifa, Washington manteve tarifas específicas para determinados setores com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, principalmente produtos industriais, como itens de ferro e aço, alumínio, cobre, máquinas, equipamentos, autopeças e veículos.

As alíquotas da Seção 232 variam conforme o produto e a classificação tarifária americana. Em alguns casos, produtos de aço, alumínio e cobre chegaram a ter tarifas adicionais de 50%, enquanto outros derivados desses metais estavam sujeitos a cobranças específicas, calculadas conforme o tipo de mercadoria e o conteúdo desses materiais.

A nova tarifa anunciada nesta quarta-feira foi criada no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, utilizada pelos EUA para investigar e responder a práticas comerciais consideradas desleais ou prejudiciais aos interesses americanos.

Além dessa medida, o governo americano também conduz outra investigação comercial que pode resultar na aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros.

A cobrança, prevista para 60 economias, é justificada pela avaliação de Washington de que essas nações não adotaram medidas consideradas suficientes para impedir a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado.

Na avaliação do governo brasileiro, as duas medidas podem ser aplicadas de forma cumulativa, o que elevaria para 37,5% a tarifa adicional incidente sobre parte das exportações brasileiras aos EUA.

🔍 A cobrança final, porém, dependerá das regras definidas pelos EUA para cada classificação tarifária e da existência de exceções ou tratamentos específicos para produtos que já estavam submetidos a outras medidas. Por isso, a aplicação da nova tarifa não representa, necessariamente, uma soma automática das alíquotas já existentes com os 25%.

Antes da nova tarifa de 25%, os produtos brasileiros exportados aos EUA já estavam divididos em diferentes grupos tarifários.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), cerca de 46% das exportações brasileiras não tinham tarifas adicionais, enquanto 25% estavam submetidas à sobretaxa global de 10% aplicada pelos EUA e 29% estavam enquadradas nas tarifas da Seção 232, principalmente nos setores de aço e alumínio.

No caso brasileiro, a investigação comercial envolveu temas como desmatamento ilegal, comércio digital e o sistema de pagamentos instantâneos PIX, que, segundo o governo americano, poderia prejudicar empresas de cartões de crédito.

Ao decidir pela aplicação da nova taxa, o governo Trump alega que tentou negociar com o Brasil ao longo do último ano, mas não obteve sucesso em reverter as práticas que considera injustas.

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Ouvidos pelo blog do Valdo Cruz antes da publicação da decisão pelo USTR, interlocutores do governo Lula afirmaram que esses pontos apresentados pelos americanos são considerados inegociáveis pelo Brasil. A avaliação também é de que a aplicação da nova tarifa se trata de uma decisão política.

As autoridades americanas, por sua vez, negam que a represália esteja sendo usada com esse objetivo. O governo americano diz que busca reverter práticas comerciais que prejudicam a competitividade dos EUA.

Com a divulgação da decisão, o governo brasileiro vai analisar o teor do anúncio para definir qual será a reação, segundo interlocutores do Palácio do Planalto ouvidos pelo blog do Valdo Cruz.

Entre as possibilidades em discussão estão o acionamento da Lei da Reciprocidade Econômica ou a continuidade das negociações diplomáticas com os americanos.

🔎 A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.

Tarifas de Trump sobre aço e alumínio: foto mostra fábrica mexicana de peças — Foto: Reuters/Daniel Becerril

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Rede social X completa 20 anos; veja como ex-Twitter foi do pássaro azul até Elon Musk

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 19:47

Tecnologia Rede social X completa 20 anos; veja como ex-Twitter foi do pássaro azul até Elon Musk Plataforma atraiu famosos que querem se aproximar de seu público, mas também se envolveu em polêmicas. Serviço chegou a ser bloqueado no Brasil por não cumprir ordens judiciais. Por Redação g1 — São Paulo

Logo da empresa Twitter ao lado do perfil do bilionário americano, Elon Musk — Foto: Dado Ruvic/REUTERS

A rede social X, o antigo Twitter, completa 20 anos nesta quarta-feira (15). Nesse período, o serviço se tornou palco de conversas públicas em tempo real sobre assuntos em alta e passou por uma grande mudança de comando ao ser comprada pelo bilionário Elon Musk.

O Twitter foi criado com a proposta de permitir que usuários compartilhassem textos curtos sobre o que estavam fazendo. Aos poucos, a plataforma ganhou outros recursos, como suporte a vídeos, transmissões ao vivo e comunidades.

O serviço ajudou artistas, esportistas e políticos a se aproximarem de seguidores. E serviu para fazer comunicados: em 2020, um tuíte confirmou a morte do ator Chadwick Boseman, que interpretou o herói Pantera Negra nos cinemas, e se tornou um dos mais marcantes da rede social.

Sob o comando de Musk, o X mudou suas políticas e afastou deixou insatisfeitos parte dos usuários, que migraram para serviços rivais como Bluesky e Threads. No Brasil, a rede social chegou a ser bloqueada por não cumprir ordens judiciais. Relembre os principais momentos da plataforma.

O Twitter foi lançado ao público em 15 de julho de 2006, mas sua primeira publicação foi feita quatro meses antes, no período de testes. "Estou criando minha conta Twttr", postou Jack Dorsey, em 21 de março daquele ano.

O primeiro tuíte da história foi vendido em 2021 como NFT (sigla em inglês para "token não fungível"), uma espécie de ativo digital único. O registro custou pouco mais de US$ 2,9 milhões (R$ 14,7 milhões, na cotação atual) para o comprador.

Nos anos seguintes, o Twitter se firmou como uma rede social em que celebridades, atletas, políticos e empresas poderiam falar diretamente com seu público. Hoje, a conta de Musk é a mais popular, com 240 milhões de seguidores, mas isso só aconteceu após o empresário adquirir o serviço.

Por muito tempo, o ex-presidente americano Barack Obama, hoje com 119 milhões de seguidores, foi o dono do perfil mais famoso da rede. No Brasil, Neymar Jr. lidera o ranking de contas mais populares, com 63 milhões de seguidores. Relembre abaixo momentos marcantes do X, antigo Twitter.

A rede também ajudou a popularizar memes e fenômenos virais. Entre os mais famosos, está a selfie tirada pela apresentadora Ellen DeGeneres durante a cerimônia do Oscar de 2014. A foto, que reunia estrelas como Brad Pitt, Jennifer Lawrence e Bradley Cooper, é uma das mais curtidas da história.

O capítulo mais turbulento da história da empresa começou em 2022. Em abril daquele ano, Elon Musk anunciou uma oferta para comprar o Twitter por cerca de US$ 44 bilhões. O processo foi marcado por negociações, disputas públicas e tentativas de desistência.

Após meses de incerteza, o acordo foi concluído em outubro de 2022. Logo após assumir o controle da companhia, Musk promoveu uma ampla reestruturação, incluindo mudanças na liderança, demissões em massa e alterações em políticas da plataforma.

Sob o comando de Musk, a plataforma passou a ser iainda mais questionada sobre falhas no combate à desinformação e em sua moderação de conteúdo. O novo dono passou a defender mudanças que priorizavam a ideia dele de liberdade de expressão.

Em julho de 2023, Musk anunciou o fim da marca Twitter. O tradicional pássaro azul, símbolo da plataforma por mais de uma década, foi substituído pela letra X, nome que passou a identificar a empresa e o serviço.

A mudança fez parte da estratégia do bilionário de transformar a rede social em um aplicativo com múltiplos serviços, inspirado em modelos conhecidos como "superapps".

A transição veio acompanhada de outras alterações, como mudanças no sistema de verificação de contas, novos produtos pagos, flexibilizações em regras da plataforma e ajustes em ferramentas utilizadas por desenvolvedores.

A relação entre o X e as autoridades brasileiras entrou em um de seus momentos mais delicados em 2024, até chegar à suspensão temporária da rede no país.

Em agosto daquele ano, a empresa anunciou o fechamento de seu escritório no Brasil alegando que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, tinha ameaçado sua representante legal no país de prisão caso ela não cumprisse decisões judiciais.

Dias depois, Moraes determinou que a plataforma indicasse o novo representante legal. A ordem não foi cumprida, e o ministro decidiu pela suspensão da rede social em todo o território nacional, medida que só foi revertida cerca de 40 dias depois.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo prevê impacto reduzido de possíveis novas taxas do EUA sobre o Brasil; exportações já mostraram ‘resiliência’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 19:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%Oferecido por

O Ministério da Fazenda prevê que eventuais novas taxas dos Estados Unidos sobre o Brasil terão impacto macroeconômico reduzido na economia brasileira.

A investigação americana acusa o Brasil de desmatamento ilegal, pirataria e PIX. O governo dos EUA propôs aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

A pasta afirma que as exportações mostraram resiliência desde o ano passado. Medidas de apoio a setores expostos devem ajudar a mitigar efeitos remanescentes.

A Secretaria de Política Econômica aponta incerteza internacional devido ao conflito entre EUA e Irã. A reescalada da disputa eleva riscos nos preços de energia.

O Ministério da Fazenda prevê que o impacto macroeconômico de possíveis novas taxas dos Estados Unidos sobre o Brasil tenha efeito reduzido sobre a economia brasileira. As possíveis novas taxas podem ser aplicadas no âmbito de uma investigação aberta com base na chamada Seção 301.

🔎 Em 1º de junho, o governo americano concluiu uma investigação que acusa o Brasil de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os Estados Unidos, entre elas desmatamento ilegal, pirataria e PIX. Como resultado da investigação, o Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras.

Segundo a pasta, as exportações mostraram resiliência mesmo após o tarifaço em agosto do ano passado, com recuperação gradual desde novembro.

"Como o mercado americano respondeu por cerca de 11% das exportações brasileiras em 2025, equivalentes a menos de 2% do PIB antes do choque, e o redirecionamento das vendas para outros destinos compensou parte relevante da perda, o efeito direto sobre a atividade foi limitado e tende a continuar desta forma", afirma análise da Secretaria de Política Econômica (SPE), publicada no "Boletim MacroFiscal".

Segundo a Fazenda, mesmo se as tarifas forem impostas, as medidas "preveem exceções para diversos produtos, o que tende a manter o impacto agregado modesto".

Soma-se a esses fatores, diz a pasta, as ações implementadas no ano passado em apoio aos setores mais expostos, com medidas voltados para o crédito, liquidez e diversificação de mercados, que deve auxiliar a mitigar os efeitos setoriais remanescentes.

Segundo a Secretaria de Política Econômica, o cenário internacional, marcado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, segue marcado por "elevada incerteza".

"A trégua entre as partes reduziu o prêmio de risco sobre a oferta de petróleo e permitiu que a cotação do petróleo Brent recuasse momentaneamente", destacou a SPE.

"Avanços diplomáticos arrefeceram momentaneamente os riscos geopolíticos entre maio e o começo de julho, mas incertezas ainda não foram totalmente eliminadas. A assinatura do acordo de trégua entre Estados Unidos e Irã para o cessar-fogo ajudou a reduzir riscos extremos associados ao choque de oferta de petróleo, especialmente diante do baixo nível dos estoques globais. Como resultado, o preço da principal commodity energética recuou para nível próximo ao observado no pré-conflito no começo de março", prossegue a análise.

A interrupção do cessar-fogo na semana passada, no entanto, voltou a elevar o prêmio de risco e as cotações do petróleo. A reescalado do conflito não foi incorporada à análise e constitui um risco altista para os preços de energia e baixista para a atividade mundial.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

EUA começam a produzir moeda comemorativa de US$ 1 com imagem de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 18:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%Oferecido por

Moeda comemorativa de US$ 1 com o rosto de Donald Trump — Foto: Divulgação — Foto: Foto: Divulgação

A Casa da Moeda dos Estados Unidos começou a produzir uma nova moeda comemorativa de US$ 1 com a imagem do presidente Donald Trump, informou o Departamento do Tesouro dos EUA nesta quarta-feira (15).

A moeda faz parte das celebrações dos 250 anos da Declaração de Independência dos Estados Unidos, comemorados em 2026.

🔎 Apesar de ter valor de face de US$ 1, a moeda não deve circular no comércio como as usadas no dia a dia. A peça é uma edição comemorativa, voltada principalmente para colecionadores.

Nas redes sociais, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que a peça representa um “legado duradouro da liberdade” e um “símbolo de patriotismo”.

“Com a imagem do presidente Trump, ela celebra a força dos valores americanos e a promessa de uma nação dedicada a preservar a liberdade para todos”, afirmou o secretário do Tesouro dos EUA.

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O desenho aprovado inicialmente pela Comissão de Belas Artes dos Estados Unidos passou por alterações antes da produção final. A versão definitiva não será feita de ouro, mas apenas possuir um acabamento dourado.

Na frente da moeda, Trump aparece usando terno e gravata, com expressão séria. Na parte superior está a inscrição "LIBERTY" ("Liberdade"), enquanto a parte inferior traz as datas "1776–2026", em referência aos 250 anos da independência dos EUA.

No centro também aparece o lema "IN GOD WE TRUST" ("Em Deus confiamos"), tradicional nas moedas dos Estados Unidos.

O verso da moeda traz a tradicional imagem da águia-careca, símbolo presente no Grande Selo dos Estados Unidos. A ave aparece com um escudo no peito e a inscrição "UNITED STATES OF AMERICA" ("Estados Unidos da América").

Sobre o escudo aparece a expressão em latim "E PLURIBUS UNUM", que significa "De muitos, um".

O lançamento ocorre em meio às comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, marcadas pela forte presença do presidente Donald Trump.

Durante o período de celebrações, Trump promoveu eventos de caráter tradicionalista, anunciou reformas em áreas públicas de Washington e apresentou projetos como a construção de um grande "arco do triunfo" na capital americana.

A inclusão da imagem de Trump na moeda gerou críticas porque a legislação dos Estados Unidos tradicionalmente impede que presidentes vivos apareçam em moedas e cédulas de circulação.

A regra estabelece que a imagem de um presidente só pode ser usada no dinheiro americano após sua morte. No entanto, o secretário do Tesouro possui autoridade para autorizar, em determinadas situações, a emissão de moedas comemorativas.

Outra diferença em relação ao projeto inicial é que Trump deixou de aparecer apoiado sobre uma mesa, enquanto se inclinava para frente. O Departamento do Tesouro não explicou os motivos das alterações no desenho.

A presença de Trump em símbolos nacionais vai além da moeda comemorativa. Em março, o Departamento do Tesouro informou que a assinatura do presidente passaria a aparecer nas novas cédulas emitidas pelos Estados Unidos.

Tradicionalmente, as cédulas americanas levam as assinaturas do secretário do Tesouro e do tesoureiro dos Estados Unidos, e não do presidente da República.

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Penduricalhos: TCU libera pagamento de gratificação fora do teto a servidores do próprio tribunal e do Legislativo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 18:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%Oferecido por

Senado aprova projeto que permite servidores do TCU receberem acima do teto do funcionalismo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta-feira (15) permitir que o salário e a gratificação por desempenho de função de chefia de servidores do próprio tribunal, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal sejam considerados separademente.

Isso significa que os servidores que já recebem o teto constitucional poderão, na prática, receber o valor total do benefício, sem abatimentos.

O teto do funcionalismo corresponde à remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente em R$ 46.366,19.

A Constituição Federal diz que as verbas de caráter remuneratório, ou seja, aquelas pagas por conta do trabalho exercido pelo agente público, devem ficar submetidas ao teto.

Ainda de acordo com essas regras, se a soma delas ultrapassa o limite estabelecido pelo teto, o excedente deve ser cortado. É feito o chamado "abate teto".

Em março, o STF estabeleceu critérios para o pagamento das verbas indenizatórias para juízes e integrantes do Ministério Público.

As verbas de caráter indenizatório não estão sujeitas ao teto e constituem uma espécie de ressarcimento ou compensação do Poder Público ao agente público por algo que ele gastou ao exercer sua função.

São exemplos de verbas indenizatórias as diárias de viagem, ajudas de custo, auxílios-moradia, transporte, alimentação – e creche.

Em meio à discussão sobre limitação a penduricalhos, presidente do TCU diz que aprovou gratificação com 'muito orgulho' e 'muita vontade'

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A decisão foi tomada por oito votos a um. O relator, ministro Walton Alencar Rodrigues, votou para que o TCU não analisasse o pedido feito pelo Sindilegis, sindicato que representa servidores do Legislativo e do tribunal. Segundo ele, a entidade não teria legitimidade para apresentar a representação.

O presidente do TCU e revisor da ação, ministro Vital do Rêgo, abriu divergência e defendeu que o caso fosse analisado. Para ele, a regra atual desestimula servidores a assumir funções de chefia, porque parte da gratificação acaba sendo reduzida pelo teto. Os demais ministros acompanharam a divergência.

Hoje, quando um servidor já recebe próximo ao teto constitucional e assume uma função de chefia, a gratificação pode ser reduzida ou até zerada.

Com a decisão do TCU, a gratificação passa a ser tratada como uma parcela separada do salário do cargo efetivo, o que permite o pagamento integral do valor.

Segundo o acórdão do TCU, a mudança pode beneficiar 25,7 mil servidores. O impacto estimado é de aproximadamente R$ 211 milhões, valor equivalente a 0,09% da folha de pagamento dos servidores ativos da União.

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xAI, de Elon Musk, processa usuário acusado de usar Grok para criar imagens de abuso sexual infantil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 15:46

Tecnologia xAI, de Elon Musk, processa usuário acusado de usar Grok para criar imagens de abuso sexual infantil Empresa afirma que homem preso nos Estados Unidos violou os termos de uso ao tentar gerar deepfakes sexualmente explícitos com inteligência artificial e pede que a Justiça o impeça de acessar a plataforma de forma permanente. Por Reuters — Washington

A startup de inteligência artificial xAI, de Elon Musk, processou um homem da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, preso no início deste ano sob acusação de explorar sexualmente menores de idade. Segundo a empresa, ele usou indevidamente o sistema de IA Grok para criar imagens de abuso sexual infantil.

Na ação, apresentada na terça-feira (14) em um tribunal federal do Texas, a xAI afirma que Terry Harwood violou os termos de uso da plataforma. O caso está entre os primeiros em que uma empresa de inteligência artificial processa um usuário por supostamente utilizar uma ferramenta de IA para gerar conteúdo sexualmente explícito.

Os contatos de Harwood, preso em fevereiro, não foram encontrados de imediato. A xAI também não respondeu imediatamente a um pedido de comentário feito pela imprensa nesta quarta-feira (15).

O processo ocorre em meio ao aumento da pressão internacional sobre a empresa por acusações de que o Grok tem permitido a criação de deepfakes sexualizados sem consentimento – vídeos ou imagens altamente realistas produzidos por inteligência artificial.

Na ação judicial, a xAI afirma que combate esse tipo de uso com medidas como suspensão e encerramento de contas, além de comunicar casos suspeitos de material de abuso sexual infantil ao Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC, na sigla em inglês).

Segundo a empresa, somente em 2026 foram 52.222 contas suspensas e 73.604 denúncias enviadas ao NCMEC, o que teria contribuído para pelo menos 244 prisões.

A xAI alega que Harwood enviou ao Grok imagens comuns de adultos e menores de idade e tentou usar a ferramenta para criar deepfakes sexualmente explícitos a partir delas. A empresa também afirma que ele produziu imagens sexuais falsas de adultos sem consentimento.

No processo, a xAI pede uma indenização, cujo valor não foi divulgado, e solicita que a Justiça proíba definitivamente Harwood de utilizar o Grok.

"A conduta do réu foi um plano deliberado para transformar a ferramenta da autora em um instrumento para fins criminosos, expondo vítimas reais a danos profundos e duradouros, além de causar riscos jurídicos e prejuízos à reputação da empresa", afirmou a xAI na ação.

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Trump ataca veto a data centers em Nova York e diz que China ganhará a corrida da IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 15:46

Tecnologia Trump ataca veto a data centers em Nova York e diz que China ganhará a corrida da IA Um dia após o estado suspender a aprovação de novos grandes data centers por preocupações ambientais, presidente dos EUA criticou a decisão, defendeu os empreendimentos como motores de empregos e investimentos e pediu uma mudança imediata na política. Por Isabela Ortiz, g1 — São Paulo

Um dia após o estado de Nova York anunciar a suspensão da aprovação de novos grandes data centers, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente a medida e defendeu nesta quarta-feira (15) que esses empreendimentos são essenciais para a geração de empregos, arrecadação e liderança tecnológica do país — que pode perder sua posição para a China.

Em publicação na rede social Truth Social nesta quarta-feira (15), Trump afirmou que os data centers serão uma das maiores forças motrizes para os empregos no futuro e os descreveu como máquinas de fazer dinheiro para os estados onde são instalados.

"Os data centers são um dos principais motores de criação de empregos para o futuro. Eles são grandes, robustos, arrojados e verdadeiras máquinas de gerar receita", escreveu o presidente americano.

O republicano atribuiu a decisão à governadora de Nova York, Kathy Hochul, dizendo que ela interrompeu, "por razões políticas", a construção de todos os novos data centers no estado.

"Nova York tomou uma decisão terrível. Toda essa receita e os demais benefícios irão para estados republicanos – e alguns democratas -, onde os data centers são vistos como fontes valiosas de recursos, oferecendo impostos mais baixos e gerando um número recorde de empregos", repudiou.

Na terça-feira (14), Nova York anunciou uma moratória de um ano para a aprovação de novas licenças ambientais de grandes instalações, enquanto realiza um estudo sobre os impactos desses empreendimentos no consumo de energia, no uso de água e nas comunidades locais.

Segundo Trump, a medida fará com que investimentos migrem para estados como Alabama, Flórida, Texas e Arizona, que, segundo ele, buscam atrair esse tipo de infraestrutura. "Os impostos e os empregos equivalem a ouro puro", escreveu.

O presidente também argumentou que os próprios data centers devem arcar com seus custos de água e energia e que qualquer benefício excedente retorna aos governos estaduais e às comunidades locais.

Na avaliação dele, esses empreendimentos representam "enormes vitórias" para os estados que conseguem recebê-los.

Ao pedir que Nova York reverta a decisão "imediatamente", Trump afirmou ainda que a política adotada pelo estado pode fazer os Estados Unidos perderem investimentos em data centers, inteligência artificial e novas tecnologias para países como a China.

"A esquerda radical não pode ser autorizada a nos fazer perder data centers, IA e toda essa incrível nova tecnologia para a China e outros países", escreveu.

O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo durante uma reunião bilateral com o primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi (não aparece na foto), no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 14 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci

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