RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Califórnia e outros 11 estados processam acordo de US$ 110 bilhões entre Paramount e Warner Bros.

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 13:46

Tecnologia Califórnia e outros 11 estados processam acordo de US$ 110 bilhões entre Paramount e Warner Bros. Ação judicial alega que fusão reduziria a concorrência nos mercados de cinema e TV por assinatura; negócio é considerado estratégico para transformar Paramount em rival de Netflix e Disney. Por Reuters — Nova York

A Califórnia e outros 11 estados americanos estão processando a tentativa de aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount, avaliada em US$ 110 bilhões (R$ 565,4 bilhões), para impedir que o negócio avance. As autoridades alegam que a operação reduziria a concorrência na distribuição de filmes e na televisão por assinatura, prejudicando cinemas e empresas de TV paga.

Segundo o procurador-geral da Califórnia, os Estados pediram à Paramount que não conclua a fusão até o término da ação. Ela representa uma ameaça significativa à proposta do CEO da Paramount, David Ellison, de transformar a empresa em uma grande concorrente de gigantes como Netflix e Disney.

“Com este processo, a Califórnia e nossos estados parceiros estão lutando por mercados livres e justos, e não por mercados manipulados. Os Estados Unidos não têm reis no governo nem na economia”, afirmou Bonta em comunicado.

Segundo os estados, caso a operação seja aprovada, a Paramount passaria a controlar 27% do mercado de distribuição de filmes exibidos nos cinemas americanos, 30% da distribuição de grandes produções cinematográficas e 27% do mercado de canais básicos de TV a cabo.

A decisão sobre as alegações dos estados provavelmente levará meses, provocando um atraso que pode gerar centenas de milhões de dólares em custos adicionais para a Paramount.

O acordo provocou reação negativa de atores, roteiristas e outros profissionais da indústria, que temem impactos sobre empregos. Donos de cinemas também se posicionaram contra a transação, preocupados que a união entre o estúdio Warner Bros. e a Paramount Pictures resulte em uma redução no número de filmes lançados.

A Paramount afirmou que o acordo permitirá aumentar, e não reduzir, sua produção após a empresa cortar US$ 6 bilhões (R$ 5,14 bilhões) em estruturas redundantes, marketing e cargos corporativos.

Torre de Água da Warner Bros é retratada nos estúdios da Warner Bros, em Burbank, Califórnia, EUA — Foto: Reuters

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos já autorizou a operação, afirmando que ela não apresenta problemas relacionados à concorrência.

O pai do CEO da Paramount, David Ellison – o bilionário Larry Ellison, cofundador da Oracle – mantém relações próximas com o presidente Donald Trump, e a empresa contratou ex-integrantes do governo Trump.

A Paramount se comprometeu a pagar cerca de US$ 650 milhões (R$ 3,3 bilhões) em taxas aos acionistas da Warner Bros. Discovery a cada trimestre caso o acordo não seja concluído antes de outubro.

A companhia afirmou que atrasos podem obrigá-la a renegociar o financiamento da operação, gerar incertezas sobre o preço de suas ações ou até mesmo levar ao cancelamento definitivo da transação.

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Stellantis registra alta de 10% nas entregas globais de veículos no 2º trimestre

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 11:48

Carros Stellantis registra alta de 10% nas entregas globais de veículos no 2º trimestre Montadora entregou quase 1,6 milhão de veículos entre abril e junho. Crescimento foi impulsionado por novos modelos nos EUA e Europa, mas parcialmente compensado pela queda nas vendas na América do Sul e no Oriente Médio. Por Reuters

Linha de produção do Fiat Cronos no complexo de Ferreyra, na Argentina — Foto: Divulgação / Stellantis

A Stellantis, dona de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e Ram, anunciou nesta segunda-feira (13) que entregou quase 1,6 milhão de veículos no segundo trimestre, alta de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelo forte desempenho na América do Norte, seu principal mercado.

A recuperação das vendas é considerada peça-chave no plano de reestruturação liderado pelo presidente-executivo, Antonio Filosa.

Nos últimos anos, a montadora perdeu participação em mercados estratégicos diante da alta nos preços dos veículos, da aposta mais intensa em modelos elétricos, de problemas de qualidade e da concorrência crescente de fabricantes chineses.

Em maio, Filosa apresentou um novo plano de negócios de 60 bilhões de euros até 2030, que prevê o lançamento de novos modelos, a reorganização do portfólio de marcas e a ampliação de parcerias nas áreas de tecnologia e manufatura.

Na América do Norte, as entregas cresceram 38% no segundo trimestre, alcançando 445 mil unidades. O resultado foi impulsionado pelo lançamento e renovação de modelos como a picape Ram 1500 com motor V8, sua versão de alto desempenho TRX SRT, além dos utilitários Jeep Grand Wagoneer, Grand Cherokee e da minivan Chrysler Pacifica.

Segundo a empresa, o desempenho também refletiu os preparativos para a paralisação programada da produção durante o verão no hemisfério norte.

Na Europa ampliada, outro mercado estratégico para a Stellantis, as entregas aumentaram 5%, para 762 mil unidades, impulsionadas pelo crescimento do mercado na região. O volume inclui cerca de 33 mil veículos da fabricante chinesa Leapmotor, distribuídos e comercializados pela Stellantis.

A demanda na Europa foi puxada principalmente por modelos de entrada, como Citroën C3 e C3 Aircross, Opel Frontera e Fiat Panda.

O crescimento registrado na América do Norte e na Europa foi parcialmente compensado pela queda nas entregas no Oriente Médio e na África, afetadas pelo conflito na região, e na América do Sul, onde a retração do mercado argentino pressionou os resultados.

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Meta amplia projeto de data center para IA nos EUA e eleva investimento para mais de US$ 50 bilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 11:48

Tecnologia Meta amplia projeto de data center para IA nos EUA e eleva investimento para mais de US$ 50 bilhões Empresa expandirá capacidade computacional do complexo na Louisiana para 5 gigawatts e prevê investir mais de US$ 1 bilhão em infraestrutura local. Por Reuters

A Meta anunciou nesta segunda-feira (13), que seu data center em Richland Parish, no Estado norte-americano de Louisiana, será expandido para 5 gigawatts de capacidade computacional, com o investimento no projeto aumentando para mais de US$50 bilhões.

O centro de dados planejado, conhecido como Hyperion, tinha previsão inicial de fornecer mais de 2 gigawatts de capacidade computacional para suportar o treinamento de grandes modelos de linguagem, a tecnologia por trás de ferramentas como o ChatGPT.

O anúncio surge num momento em que grupos ambientalistas e de defesa do consumidor pressionam cada vez mais contra a expansão intensiva em energia.

O pedido do grupo ambientalista norte-americano Earthjustice para investigar o financiamento do projeto do data center da Meta na Louisiana foi negado no início deste ano. 

A Earthjustice afirmou que o acordo de financiamento poderia, em última análise, transferir injustamente os custos do projeto para os clientes da concessionária, caso a Meta abandone o projeto antes que a concessionária recupere seu investimento.

No ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o projeto do data center da empresa custaria US$50 bilhões.

Desde o início das obras em dezembro de 2024, empresas locais da Louisiana receberam mais de US$1,6 bilhão em contratos da Meta, segundo a empresa.

Com essa expansão, a empresa afirmou que planeja investir mais de US$1 bilhão em melhorias na infraestrutura local, incluindo estradas, sistemas de água e esgoto.

A Meta, assim como suas concorrentes do setor de tecnologia, tem investido bilhões de dólares em data centers de inteligência artificial e poder computacional, visto que a demanda continua superando a oferta.

A empresa prometeu investir US$600 bilhões em infraestrutura e empregos nos EUA nos próximos três anos, enquanto constrói enormes data centers para impulsionar as apostas agressivas do presidente-executivo, Mark Zuckerberg, em tecnologias de agentes de IA.

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Temor de super El Niño faz preço do café disparar e alta pode pesar no bolso dos consumidores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 10:50

Espírito Santo Temor de super El Niño faz preço do café disparar e alta pode pesar no bolso dos consumidores Alta nas bolsas internacionais é impulsionada pelo risco de quebra da próxima safra, menor oferta e especulação no mercado. Especialistas preveem impacto nos supermercados nos próximos meses. Por Paulo Ricardo Sobral, g1 ES e TV Gazeta

O temor com possíveis impactos do fenômeno climático El Niño na produção cafeeira fez disparar as cotações do café conilon e arábica nas bolsas internacionais.

Na Bolsa de Londres, a valorização do café conilon foi de quase 20%, enquanto o arábica subiu 30% na Bolsa de Nova York no mesmo período.

Na última segunda-feira (6), as cotações registraram alta de até 16% em um único dia, o equivalente a cerca de US$ 60 por saca de café.

O economista Guilherme Dietze explicou que os baixos estoques mundiais de café e a ameaça do super El Niño podem manter os preços altos nos supermercados.

O secretário Enio Bergoli informou que a pasta da Agricultura se reuniu com bancos para garantir estratégias de proteção e postergação de parcelas de crédito rural de produtores.

Os possíveis impactos do super El Niño sobre o clima já começaram a preocupar os produtores, especialmente de café, no Espírito Santo. O estado é um dos maiores produtores do Brasil e o primeiro em produção de conilon. O receio é de que o fenômeno reduza a safra do próximo ano.

A formação do fenômeno climático fez disparar as cotações do café conilon e do arábica nas bolsas internacionais no últimos dias. E esse movimento de alta pode chegar ao bolso dos consumidores nos próximos meses. Com risco de quebra na produção e menos produto no mercado, a tendência é de que os preços subam.

Na Bolsa de Londres, que é referência para o café conilon, a valorização foi de quase 20% em menos de um mês. Já na Bolsa de Nova York, que negocia o café arábica, a alta chegou a 30% no mesmo período.

Somente na última segunda (6), as cotações registraram uma das maiores altas da história, com avanço de até 16% em um único dia, o equivalente a cerca de US$ 60 por saca.

Segundo o vice-presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória, Jorge Nicchio, três fatores explicam a disparada dos preços: o risco de impactos do El Niño na próxima safra; a produção atual menor do que a esperada; e a atuação de fundos financeiros no mercado internacional.

"Primeiro, se o El Niño vier vier numa intensidade grande, vai fazer um efeito de que a produção no próximo ano seja bem menor. O segundo motivo para a alta nos preços é a safra atual, que já está finalizando. O conilon teve uma queda expressiva, então vai ser uma safra menor do que o mercado estava precificando", explicou.

No Brasil, o fenômeno do super El Niño deve provocar mais chuvas na Região Sul e estiagem nas regiões Norte e Nordeste, além de aumentar a temperatura em praticamente todo o território nacional, principalmente entre novembro e janeiro.

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Grão de café é impactado pela seca, afetando a qualidade do fruto — Foto: Reprodução/TV Gazeta

"Se ele tem 100 sacas, ele vende 10 ou 15. Depois, vende mais 10 ou 15. Ele consegue fazer uma média de preço, o que é um preço bom no café dele", disse o vice-presidente.

Quem acompanha os preços nas prateleiras ainda consegue notar um alívio nos supermercados. A professora universitária Claudia Cavalcanti contou que, nas últimas semanas, até notou uma pequena redução no valor do café.

"Eu consumo bastante café e o que eu tenho observado é que, uns tempos atrás, o preço do café estava muito elevado, mas nas últimas semanas eu notei uma leve redução. Então, isso está facilitando bastante meu bolso", afirmou.

Essa sensação pode ser explicada pela alta expressiva do café ao longo de 2025. O produto chegou a subir 80% em 12 meses. Como estava muito alto, qualquer redução, mesmo que pequena, já causa um alívio no bolso. Assim, os consumidores têm uma ligeira sensação de preço baixo, mas num patamar ainda elevado.

Essa tendência deredução nos preços, no entanto, pode mudar. Para o economista Guilherme Dietze, o mercado mundial já enfrenta um cenário de baixa oferta e estoques reduzidos, situação que tende a pressionar ainda mais os preços caso o El Niño provoque perdas na produção.

"Estamos falando de um período de baixa oferta, de um estoque mundial mais baixo. E diante de um grande desafio que temos, que é o super El Ñino, que pode prejudicar bastante a safra, isso pode também reduzir a oferta, manter baixa para o mercado e, com isso, mantendo o preço alto nos supermercados", explicou.

Segundo o economista, caso o cenário climático se confirme, os efeitos devem ser sentidos de forma mais intensa no segundo semestre de 2026, à medida que as altas nas bolsas internacionais forem repassadas ao varejo. Os impactos podem seguir até 2027.

Enquanto isso, o governo do Espírito Santo já começa a discutir medidas para reduzir os impactos sobre os produtores. O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, informou que a pasta se reuniu com instituições financeiras para garantir estratégias de proteção aos agricultores.

"Os produtores que têm parcelas de crédito a vencer neste período de crise, já está acordado com os bancos de jogar essa parcela mais a frente, nas mesmas condições de contrato. Quem tem seguro, por exemplo, agricultura familiar, operação de custeios, que é o proágua, deve acionar o proágua. Também vamos lançar o nosso programa de crédito rural do Espírito Santo. A gente pega os dados do governo federal com as nossas linhas de crédito e vamos priorizar o financiamento dessas atividades mais resilientes", disse Enio Bergoli.

Efeitos do El Ñino podem reduzir a próxima safra e preços começam a subir — Foto: Reprodução/TV Gazeta

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UE quer estabelecer acesso ‘progressivo e gradual’ de menores às redes sociais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 09:52

Tecnologia UE quer estabelecer acesso 'progressivo e gradual' de menores às redes sociais Relatório recomenda proibição para menores de 13 anos e uso progressivamente autônomo até os 18; Comissão Europeia deve apresentar projeto de lei após o verão europeu. Por France Presse

A União Europeia deseja estabelecer um acesso "progressivo e gradual" para crianças e adolescentes às plataformas digitais, a fim de protegê-los dos riscos, conforme recomendado por especialistas em um relatório publicado nesta segunda-feira (13).

O bloco analisa há meses a possibilidade de estabelecer uma "maioria digital" semelhante à adotada pela Austrália no ano passado.

"A infância é um período extraordinário e delicado para o desenvolvimento do cérebro (…). Devemos considerar o acesso progressivo e gradual de diferentes faixas etárias" às redes sociais e outras plataformas digitais que representam riscos para menores, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

"Não se trata de saber se as crianças podem acessar as redes sociais, mas sim se as redes sociais podem acessar nossas crianças e quando", declarou.

Para obter aconselhamento sobre o assunto, Von der Leyen incumbiu um painel de especialistas composto por médicos, acadêmicos, representantes da juventude e pais de elaborar um relatório, cujas recomendações foram apresentadas nesta segunda-feira.

Zero telas para bebês e crianças pequenas;Proibir o acesso de crianças menores de 13 anos a redes sociais e outros serviços digitais, incluindo assistentes de IA, exceto por períodos limitados sob supervisão dos pais ou em um ambiente educacional;"Uso progressivamente autônomo" das plataformas digitais para jovens de 13 a 18 anos, desde que possuam "recursos de segurança essenciais", como um sistema eficaz de verificação de idade e um design livre de funções viciantes;Os países da UE teriam liberdade para estabelecer proibições nacionais de acesso para além dos 13 anos;Aos 18 anos, os europeus atingiriam a "maioridade digital plena".

As plataformas "devem demonstrar que seus serviços não causam danos. Na Europa, quem desenvolve um produto é responsável por sua segurança", afirmou Von der Leyen.

"Todo o ecossistema que envolve as crianças precisa mudar. Mas não temos tempo a perder. As crianças e os adolescentes enfrentam graves riscos neste momento", disse Jorg Fegert, um dos copresidentes do painel, ao lado da presidente.

Nos últimos meses, a UE intensificou a pressão sobre as plataformas de redes sociais para que levem em consideração o bem-estar físico e mental de seus usuários.

Na sexta-feira, Bruxelas ordenou que o Facebook e o Instagram modificassem suas funções "viciantes", sob pena de multas pesadas, seguindo um alerta semelhante feito ao TikTok em fevereiro.

Um número crescente de Estados-membros da UE – França, Espanha, Grécia, Dinamarca, Áustria e Suécia – adotou ou considera adotar restrições ao acesso de crianças às redes sociais.

No entanto, a questão gera controvérsias dentro do bloco, com países que se opõem às proibições, como a Estônia, enquanto outros guardam silêncio.

Implementar tais medidas no bloco evitaria uma colcha de retalhos de regulamentações nacionais e seria mais fácil de aplicar nas plataformas, cuja regulamentação já é, em grande parte, da responsabilidade de Bruxelas em coordenação com os 27 Estados-membros.

Von der Leyen afirmou que a Comissão Europeia, o braço Executivo da UE, irá "examinar as propostas nacionais com muita atenção".

O bloco "integrará" esse trabalho, assegurou ela, e então desenvolverá sua própria proposta para "harmonizar a abordagem e encontrar uma solução comum".

A União Europeia já possui um arsenal reforçado para controlar as gigantes da tecnologia e proteger os usuários digitais, mas Bruxelas anunciou que prepara novas normas.

O chefe da proteção do consumidor da UE, o comissário Michael McGrath, prometeu que uma nova lei, prevista para o final deste ano, oferecerá às crianças maior proteção contra designs viciantes.

"Os mercados digitais são projetados para capturar a atenção e influenciar o comportamento. As novas normas ajudarão a garantir que os consumidores possam tomar decisões informadas e livres de manipulação", disse McGrath à AFP.

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Petróleo sobe mais de 3% após escalada do conflito entre EUA e Irã e novo fechamento do Estreito de Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 08:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%Oferecido por

Os preços do petróleo subiam mais de 3% nesta segunda-feira (13), refletindo a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.

A alta foi impulsionada pela intensificação dos ataques entre os dois países no fim de semana e pela decisão de Teerã de voltar a fechar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. (confira a cobertura em tempo real)

Por volta das 7h47 (horário de Brasília), o petróleo Brent, referência internacional, avançava 3,1%, cotado a US$ 78,44 o barril. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 3,2%, para US$ 73,71.

O Estreito de Ormuz concentra cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. Qualquer interrupção na navegação pela região aumenta o risco de problemas no abastecimento global e costuma pressionar os preços da commodity.

A escalada das tensões também aumentou a aversão ao risco nos mercados financeiros. Investidores reduziram a exposição a ativos considerados mais arriscados e buscaram proteção em aplicações vistas como mais seguras, como o dólar.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única. O índice de Xangai caiu 2,06%, aos 3.913 pontos, atingindo o menor nível em três meses.

O CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,79%, aos 4.695 pontos. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,16%, aos 24.213 pontos.

Entre os demais mercados da região, o Nikkei, do Japão, caiu 1,92%, aos 67.242 pontos; o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 0,95%, aos 6.806 pontos; o Straits Times, de Cingapura, perdeu 0,11%, aos 5.463 pontos; o Taiex, de Taiwan, subiu 0,06%, aos 45.380 pontos; e o S&P/ASX 200, da Austrália, avançou 0,03%, aos 8.808 pontos.

No mercado de câmbio, o dólar ganhou força diante da busca por ativos considerados mais seguros. A libra esterlina caiu 0,1%, para US$ 1,339, enquanto o euro avançou 0,2% frente à moeda britânica, para 85,38 pence.

A reação do mercado ocorreu após uma nova troca de ataques entre os dois países. Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, forças iranianas atingiram bases militares americanas no Barein e no Kuweit, além de alvos na Jordânia e em Omã.

Em resposta, as Forças Armadas dos EUA disseram ter atacado sistemas de defesa aérea, radares, mísseis, drones e embarcações iranianas.

A escalada militar também colocou em dúvida um acordo provisório firmado entre Washington e Teerã no mês passado, que previa a reabertura do Estreito de Ormuz e uma redução das tensões após semanas de negociações.

Em entrevista à Reuters, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que considera o cessar-fogo encerrado, mas disse que ainda vê espaço para novas negociações.

Do lado iraniano, o presidente do Parlamento e principal negociador do país, Mohammad Baqer Qalibaf, adotou um tom duro. Em publicação na rede social X, afirmou que "a era dos acordos unilaterais acabou" e cobrou que os EUA cumpram os compromissos assumidos.

A guerra entre EUA, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro, ampliou a instabilidade no Oriente Médio e levou o Irã a atacar bases militares americanas em diferentes países da região. O conflito já deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Guarda Revolucionária afirmou que o tráfego normal de navios pelo Estreito de Ormuz só será restabelecido quando os EUA encerrarem as operações militares na região. O grupo também alertou que novos confrontos podem provocar impactos ainda maiores no mercado global de petróleo e gás.

O governo iraniano informou ainda que tenta negociar com Omã um mecanismo para administrar a passagem de embarcações pelo estreito, mas disse que as conversas têm sido dificultadas pela pressão americana.

A alta do petróleo aumenta a preocupação com uma possível elevação dos preços dos combustíveis e da inflação em diversos países, caso o conflito se prolongue e afete a oferta global da commodity.

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Países europeus e Japão doam US$ 1 bilhão para recuperação de Gaza

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 08:47

Mundo Países europeus e Japão doam US$ 1 bilhão para recuperação de Gaza A Comissão Europeia anunciou a "Iniciativa Equipe Gaza", em parceria com o Banco Mundial e o Banco Europeu de Investimento. Por Redação g1

A Comissão Europeia anunciou nesta segunda-feira (13) o lançamento de uma iniciativa com 15 parceiros para destinar 883,6 milhões de euros, o equivalente a US$ 1 bilhão, em ajuda à Faixa de Gaza.

De acordo com comunicado divulgado a imprensa, 12 países europeus e o Japão, além do Banco Mundial e o Banco Europeu de Investimento, fazem parte da "Iniciativa Equipe Gaza", lançada na reunião do Grupo de Doadores para a Palestina em Bruxelas.

O objetivo é apoiar projetos de recuperação inicial, tanto em andamento quanto planejados, para a população de Gaza.

Na quinta-feira (9) o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, assinou um decreto que convoca eleições legislativas para 28 de novembro.

O anúncio ocorreu três dias após o grupo terrorista Hamas anunciar sua saída do governo da Faixa de Gaza. Caso se concretizem, as eleições serão as primeiras do tipo em quase duas décadas.

"O decreto presidencial conclama o povo palestino em Jerusalém, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza a participar de eleições legislativas livres e diretas para escolher os membros do Conselho Legislativo Palestino na data estabelecida", informou a agência oficial de notícias Wafa, que cita o texto do decreto.

Palestino sentado no topo de escombros de uma casa atingida por um ataque israelense em Deir al-Balah, no centro de Gaza. — Foto: Mahmoud Issa / Reuters

Na segunda-feira (6), o Hamas anunciou a dissolução do órgão que governou a Faixa de Gaza, mantido pelo grupo por quase duas décadas, em uma coletiva de imprensa.

O chefe do governo ligado ao grupo, Mohammed al-Farra, renunciou ao cargo e a saída abriu caminho para que um comitê tecnocrático palestino implemente o governo civil no território.

🔎 A Faixa de Gaza tem sido administrada pelo grupo terrorista desde 2007, quando o Hamas assumiu o poder após confrontos com o Fatah, partido do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, sediado em Ramallah, na Cisjordânia ocupada.

De acordo com Ismail Thawabta, diretor-geral do escritório de mídia administrado pelo Hamas em Gaza, a medida foi tomada "para aliviar o sofrimento resultante da guerra em curso, o atraso na reconstrução, o cerco contínuo, o fechamento das passagens de fronteira e a recusa do Exército israelense em se retirar".

Em um comunicado separado, o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, disse que a medida visa eliminar pretextos para a interferência israelense e reafirmou o compromisso do grupo em transferir todas as responsabilidades de governança em Gaza.

Um acordo de cessar-fogo em Gaza entrou em vigor em 10 de outubro de 2025. A primeira fase dele permitiu a libertação dos últimos reféns israelenses mantidos pelo Hamas em troca de palestinos presos por Israel.

A segunda fase, no entanto, que prevê o desarmamento do Hamas e uma retirada progressiva das forças israelenses de Gaza, está há meses estagnada.

Israel reforçou sua presença no território e o governo israelense e o Hamas continuam, com frequência, a trocar acusações de violação da trégua.

Em meados de junho, facções palestinas reuniram-se com mediadores no Cairo e apresentaram sua proposta para a segunda fase do acordo de cessar-fogo em Gaza.

A proposta apresentada pelo Conselho de Paz liderado pelos EUA inclui mecanismos para o futuro de Gaza, incluindo reconstrução, desarmamento, retirada israelense e implantação de uma força internacional de paz.

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Volkswagen pode cortar mais 50 mil empregos e elevar total de demissões para 100 mil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 07:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%Oferecido por

A Volkswagen pode cortar cerca de 50 mil empregos adicionais para atingir metas de competitividade frente aos seus concorrentes. O anúncio foi feito pelo presidente-executivo Oliver Blume.

A medida sinaliza que a montadora alemã avalia eliminar até 100 mil postos de trabalho no total. Blume busca reestruturar a maior fabricante de automóveis da Europa.

O grupo busca reduzir custos operacionais, identificados como 20% superiores aos da concorrência. Anteriormente, a montadora vinha evitando comentar a projeção de 100 mil demissões.

Representantes dos trabalhadores barraram propostas de cortes e de fechar 4 fábricas na Alemanha. Blume afirmou preferir buscar alternativas inteligentes ao fechamento das unidades de produção.

A Volkswagen poderá precisar cortar cerca de 50 mil empregos adicionais para alcançar um nível de competitividade semelhante ao de seus concorrentes, afirmou o presidente-executivo da montadora, Oliver Blume, em um comunicado interno enviado aos funcionários.

A declaração confirma, pela primeira vez, que a empresa avalia eliminar até 100 mil postos de trabalho.

Blume tenta reestruturar a maior fabricante de automóveis da Europa, cujos lucros vêm sendo pressionados pelos bilhões de euros em custos com tarifas, pela forte concorrência no mercado chinês e pela necessidade de tornar sua rede de fábricas na Alemanha mais eficiente.

Após já ter acertado o corte de 50 mil vagas em todo o grupo, incluindo as subsidiárias Porsche e Audi, a companhia avalia novas medidas para reduzir despesas.

Segundo o comunicado, a Volkswagen identificou que seus custos são cerca de 20% maiores do que os de empresas concorrentes.

Na prática, isso significaria, em uma estimativa teórica, a necessidade de eliminar outros 50 mil empregos em todo o mundo.

"Estamos avaliando, em todas as marcas, empresas e regiões, quantos ajustes são realmente necessários e viáveis", afirmou Blume no documento.

Até então, a Volkswagen vinha evitando comentar as notícias de que estudava eliminar até 100 mil postos de trabalho.

O comunicado foi divulgado depois que representantes dos trabalhadores cobraram explicações da diretoria sobre o plano de reestruturação apresentado por Blume ao conselho de supervisão da empresa na quinta-feira.

Fontes com conhecimento do assunto disseram que os representantes dos funcionários no conselho barraram as propostas, que incluíam cortes de empregos e o possível fechamento de quatro fábricas.

Segundo Blume, a empresa ainda não conseguiu definir um uso economicamente viável para as unidades de Emden, Hanover, Zwickau e Neckarsulm na década de 2030.

O executivo afirmou, porém, que prefere buscar "soluções inteligentes" em vez de fechar fábricas.

Entre as alternativas já mencionadas estão o uso das instalações pela indústria de defesa ou a produção, na Europa, de modelos da Volkswagen desenvolvidos na China.

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EUA decidem na quarta sobre tarifaço ao Brasil; governo Lula aguarda ‘dimensão da decisão’ para calibrar reação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 07:46

Política EUA decidem na quarta sobre tarifaço ao Brasil; governo Lula aguarda 'dimensão da decisão' para calibrar reação Governo brasileiro acredita que EUA vão confirmar novas tarifas, mas podem aumentar lista de exceções. Para negociadores do Brasil, adiamento é pouco provável, a menos que seja por motivação política. Por Isabella Calzolari, g1 — Brasília

O governo brasileiro vai aguardar a dimensão da decisão dos Estados Unidos sobre aplicação de novas tarifas de 25% e 12,5% nas exportações de produtos brasileiros para calibrar a reação ao governo de Donald Trump.

Termina na quarta-feira (15) o prazo para a Casa Branca decidir se coloca em prática ou não a nova ofensiva contra o Brasil.

🔎Em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX.

🔎No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil. Em ambos os casos, uma longa lista de exceções foi apresentada para evitar uma alta de preços no mercado americano.

A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha como cenário mais provável a confirmação das novas tarifas.

A hipótese foi reforçada após a declaração recente do representante do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, de que os dois países ainda estão distantes de um acordo.

No entanto, negociadores brasileiros avaliam que, neste cenário, existe a possibilidade de o Departamento de Estado norte-americano incluir um anexo modificado na decisão sobre os 25%, aumentando a lista de exceções ao tarifaço, por exemplo.

Até mesmo empresas americanas que dependem de importações brasileiras passaram a pressionar Washington para retirar alguns produtos do Brasil da lista de sobretaxas.

O Ministério das Relações Exteriores mapeou 43 empresas e associações comerciais americanas que pedem que produtos brasileiros não sejam tarifados. Os pedidos foram apresentados sob o argumento de que não há substitutos produzidos no mercado doméstico para esses produtos.

Caso haja a confirmação da taxação, interlocutores do presidente Lula afirmam que a reação imediata do governo brasileiro deverá ser manifestar oficialmente "indignação" sobre a decisão da Casa Branca.

A declaração deve seguir a mesma linha de discursos públicos do petista e das respostas oficiais assinadas pelo Ministério das Relações Exteriores à investigação dos Estados Unidos — que, no caso dos 25%, afirmam que a taxação não se justifica porque "a estrutura tarifária aplicada pelo Brasil já é altamente favorável às exportações norte-americanas".

O governo brasileiro deve reforçar também o entendimento de classificar uma nova taxação ao país como "inaceitável".

As equipes técnicas e de alto nível do Brasil também devem se debruçar por alguns dias sobre a decisão para examinar a lista e avaliarem os próximos passos — desde avaliar se há margem para tentar seguir nas negociações ou até a possibilidade de acionar a Lei de Reciprocidade.

🔎A Lei de Reciprocidade foi aprovada no Congresso Nacional em abril do ano passado e regulamentada pelo presidente Lula três meses depois, uma semana após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A lei permite que o Estado possa retaliar países ou blocos que imponham barreiras contra o Brasil.

A diplomacia brasileira acredita que o presidente Lula não deve fazer nenhum movimento neste momento para tentar negociar diretamente com Donald Trump alguma outra saída.

O governo de Lula acredita ser pouco provável o adiamento do tarifaço ao Brasil. O entendimento entre interlocutores é que a política industrial americana é feita com base em tarifas e até agora os EUA não fizeram concessões a nenhum país.

Nas reuniões com os EUA, os norte-americanos sinalizaram também que o prazo para a conclusão da investigação em 15 de julho era “imexível”.

Caso os EUA mudem de ideia e decidam adiar, a avaliação é que a decisão deverá vir com uma justificativa — o que evitaria, inclusive, uma guerra de narrativas sobre o que levou à decisão.

O Brasil não chegou a pedir o adiamento da medida por entender que as tarifas não são justas, mas acredita que a prorrogação do prazo seria bem-vinda, ainda mais se motivada por questões econômicas ou pelo entendimento de que é necessário seguir com as negociações.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Reprodução

O pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, tem defendido o adiamento da medida. No início do mês, ele enviou uma manifestação ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sugerindo que a decisão sobre as taxas ficasse para depois das eleições.

Em audiência pública nos Estados Unidos na semana passada, Flávio Bolsonaro reforçou o pedido e disse que este momento é o "pior possível" para novas tarifas e que elas beneficiariam Lula.

Em caráter reservado, um auxiliar da diplomacia brasileira cita que a ala ideológica do governo norte-americano, formada por nomes como Marco Rubio, secretário de Estado, e Darren Beattie, assessor de Trump para políticas relacionadas ao Brasil, pode tentar interferir nas eleições do Brasil mesmo que custe a credibilidade do Departamento de Estado.

Um adiamento também pode vir como sinalização política para Flávio Bolsonaro, na busca de dar munição para o pré-candidato do PL usar em sua campanha.

Seria um gesto político do presidente Donald Trump a favor do senador do PL. Trump, que havia se aproximado de Lula, acabou fazendo acenos para Flávio Bolsonaro ao recebê-lo na Casa Branca em maio, dias depois de também receber Lula.

Há um ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na qual anunciou que o governo americano iria impor uma tarifa adicional aos produtos brasileiros vendidos no mercado do país.

Na carta, Trump saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e usou a expressão "caça às bruxas".

Na mesma carta, Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado americano. O documento marcou uma escalada nas tensões comerciais entre os dois países.

Um ano depois, o governo brasileiro tenta evitar que novas tarifas propostas pelos EUA entrem em vigor. Ao longo dos últimos 12 meses, algumas das tarifas foram revistas, outras mantidas e novas cobranças foram anunciadas pelo governo americano.

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Waze ganha IA para motoristas conversarem com o app, modo moto e novo controle de voz no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 06:47

Tecnologia Waze ganha IA para motoristas conversarem com o app, modo moto e novo controle de voz no Brasil Novo recurso permite relatar acidentes, buracos e outras ocorrências por voz. App também ganha navegação personalizada com IA e busca por destinos em linguagem natural. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Waze ganha IA para motoristas conversarem com o app, modo moto e novo controle de voz no Brasil. — Foto: Google

O app de navegação Waze anunciou nesta segunda-feira (13) uma série de novos recursos de inteligência artificial para o serviço no Brasil. Entre as novidades está uma ferramenta que permite conversar com o app em linguagem natural para enviar atualizações para o mapa.

A empresa também está lançando o "Modo moto", que exibe o tempo estimado do trajeto para quem viaja de motocicleta. O Google Maps já oferece essa função há mais tempo, e ela só agora chega ao Waze.

Outro lançamento é o modo "Menos falante", que permite reduzir a quantidade de interações por voz do Waze durante a navegação.

As novidades chegam em um momento em que várias empresas tentam incorporar IA aos seus serviços para melhorar a experiência dos usuários.

Só neste ano, o Google Maps ganhou um modo de conversação, a Siri (assistente virtual da Apple) ficou mais inteligente com a integração do Gemini, e a Alexa+, assistente da Amazon reformulada com IA generativa, também chegou ao Brasil.

Anunciado para alguns usuários em fase de testes em 2025, o "Waze Map Mate" enfim foi lançado para todos no Brasil. O recurso permite que motoristas relatem ocorrências, como acidentes, buracos, obras e congestionamentos, usando comandos de voz.

Será possível dizer frases como "O número desta casa mudou para [número]", "Tem uma lixeira no meio da rua Y" ou "Parece que tem carros parados à frente!".

Para usar a ferramenta, basta tocar no botão de alertas e descrever a situação naturalmente. O aplicativo usa o Gemini para interpretar o que foi dito e gerar a sugestão de atualização do mapa.

Segundo o Google, que é dono do Waze, as sugestões serão enviadas aos editores de mapas, que vão verificar as informações antes de atualizar o aplicativo. O recurso funciona em celulares Android e iPhone (iOS).

Em coletiva com a imprensa, executivos do Google disseram que os brasileiros gostam de personalizar o Waze com vozes temáticas, mas alguns usuários podem considerar que o aplicativo possa estar falando demais.

A partir de agora, o menu "Instruções por voz" passa a oferecer as opções "Normal", "Menos falante", "Apenas alertas" e "Desativado".

Segundo o Google, o modo "Menos falante" reduz a quantidade de instruções por voz e prioriza mensagens mais curtas. Ainda assim, o usuário continuará recebendo alertas considerados críticos, como avisos sobre perigos, conversões e mudanças de faixa.

Outra novidade é o Modo Moto, que passa a informar ao motociclista o tempo estimado de uma viagem feita de motocicleta. Segundo a empresa, o sistema usa IA para considerar restrições específicas para motos e informar sobre buracos, lombadas, fins de acostamento e pontes estreitas.

O Waze afirma que conta com uma equipe de editores que pilotam motocicletas para ajudar a manter as informações do recurso atualizadas. A função, que já estava disponível no Google Maps, chega agora ao Waze e pode ser usada em celulares Android e iPhone (iOS).

O Waze está ampliando o uso de inteligência artificial e, para isso, tem aproveitado a tecnologia do próprio Google para tentar melhorar a experiência no aplicativo. A empresa está levando mais uma vez o Gemini, rival do ChatGPT, ao Waze para ajudar os usuários a encontrar destinos.

Será possível fazer perguntas como "Encontre um estacionamento perto do meu destino", "Encontre um posto de gasolina próximo com os preços mais baixos" ou "Encontre uma cafeteria aberta agora". O aplicativo exibirá uma lista de recomendações e dará a opção de iniciar a navegação.

Outra novidade é a navegação personalizada, recurso que busca entender melhor as preferências do motorista. Segundo o Waze, se o usuário costuma preferir rodovias a ruas locais com mais semáforos, por exemplo, o aplicativo poderá destacar essa rota após o destino ser informado.

"Ele sugere rotas com base nas suas viagens anteriores e na análise dos padrões de trânsito locais", explicou a empresa. A função pode ser desativada a qualquer momento nas configurações.

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