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Vai comprar o Chevrolet Sonic? Veja 8 pontos que você precisa saber antes de fechar negócio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 04:50

Carros Vai comprar o Chevrolet Sonic? Veja 8 pontos que você precisa saber antes de fechar negócio O g1 reuniu as principais dúvidas sobre o novo SUV, como a correia banhada a óleo, preços promocionais, acessórios, custos, comportamento ao volante e diferenças em relação aos concorrentes. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

O modelo compartilha portas e vidros com o Onix e traz comportamento dinâmico que se assemelha ao de um hatch maior ao volante.

O Sonic vem equipado com uma nova correia banhada a óleo, mais resistente e com garantia de 15 anos contra o esfarelamento precoce.

Os preços no configurador do site variam de R$ 134.990 a R$ 140.990, valores diferentes dos anunciados na campanha promocional de lançamento.

A novidade do logotipo iluminado na grade dianteira é vendida como acessório opcional e exige o pagamento extra de R$ 800.

A Chevrolet já vendeu mais de 5 mil unidades do Sonic e, por isso, o g1 criou uma lista com detalhes importantes para quem considera comprar o SUV.

É preciso saber como cuidar da nova correia banhada a óleo, conhecer os preços dos acessórios, entender a política de preços promocionais da GM e como o Sonic se comporta ao volante.

O g1 foi o primeiro veículo de comunicação a testar o Chevrolet Sonic. Na ocasião foi possível perceber em primeira mão que o Sonic tem vários argumentos que fazem dele um SUV, mas que na prática as sensações são de um hatch maior.

O acerto da suspensão é justo e não tem a flutuação comum de carros com suspensão elevada. As imperfeições do solo podem ser percebidas pelo acerto firme, mas sem incomodar. A direção comunica bem e a frente do Sonic é ágil.

Repórter do g1 faz teste do Chevrolet Sonic em concessionária de São Paulo — Foto: Carlos Cereijo / g1

A posição de dirigir lembra a do Onix mais do que a do Tracker. O que pode ser um ponto positivo para quem quer comprar o primeiro SUV, mas não gosta da posição alta de dirigir nem do acerto desajeitado de um utilitário esportivo popular.

Por outro lado, o cliente que busca um carro com alma de SUV talvez fique decepcionado. Neste caso, é melhor já pular para alguma configuração do Tracker.

Uma estratégia adotada por quase todas as montadoras é compartilhar componentes que o consumidor não vê, como câmbio, motor, parte eletrônica e itens de segurança. Em geral, são peças que ficam escondidas sob a carroceria ou atrás dos revestimentos de plástico do automóvel.

Alguns fabricantes também compartilham partes da carroceria para ganhar escala e acelerar o processo de desenvolvimento de novos modelos. Com o Sonic, não é diferente. Portas e vidros, por exemplo, são os mesmos utilizados no Onix.

Essa prática também é adotada por outras montadoras. A Fiat Strada utiliza as portas e para-brisa do Mobi, enquanto o Volkswagen Nivus compartilha as portas com o Polo.

O desafio ao desenvolver um novo carro utilizando peças já existentes é fazer com que esses componentes sejam integrados de forma harmoniosa, sem transmitir a impressão de um projeto remendado.

No caso do Sonic, o resultado parece ter sido positivo, já que, à primeira vista, não é possível perceber rapidamente que essas peças são as mesmas usadas em um modelo bastante comum nas ruas brasileiras.

Quando o Sonic foi apresentado, a Chevrolet sempre o comparou ao Nivus, embora o posicionamento de preço tenha ficado mais próximo do Tera. O g1 já fez comparativo entre Chevrolet Sonic, Fiat Pulse e Volkswagen Tera.

Com 392 litros de capacidade, ele consegue oferecer um bom uso no dia a dia, mesmo custando menos que o Volkswagen Nivus.

Também é importante observar como as montadoras medem a capacidade do porta-malas. Algumas divulgam o volume em litros, considerando o compartimento totalmente preenchido com líquido. Aproveitando cada frestinha, por menor que seja. Método que não reflete o uso na vida real.

Metodologia VDA para medição de volume de porta-malas reflete melhor o uso real. — Foto: Divulgação / Skoda

🔎 Na prática, o método VDA é o mais representativo. Nesse sistema, pequenos blocos de espuma com volume de um litro são acomodados no porta-malas, o que permite medir de forma mais fiel a capacidade de uso do compartimento.

Por isso, ao comparar o volume do porta-malas entre diferentes modelos, vale prestar atenção ao método de medição utilizado. E, claro, nada substitui ver o carro pessoalmente para avaliar o espaço disponível no uso real.

O g1 já abordou esse tema no ano passado, quando o Onix recebeu uma atualização para tentar conter as reclamações de clientes que relatavam problemas com o componente. O curioso é que a Chevrolet nunca admitiu oficialmente a existência de um defeito, mas apresentou uma solução.

Segundo a Chevrolet, com o passar do tempo, ou em casos de manutenção inadequada (como falta de troca de óleo, uso de lubrificante fora da especificação, óleo falsificado), a parte traseira da correia, oposta à parte dos dentes, começava a se esfarelar.Isso acontecia porque o óleo criava um ambiente ácido e reagia com a correia, esfarelando-a.Esse material podia entupir dutos do motor, provocando falhas, acendimento da luz de injeção e outros problemas que levavam a reparos mais caros.

De acordo com a GM, esse desgaste era provocado pelo uso de óleo inadequado ou fora das especificações recomendadas. Para resolver a situação, a Chevrolet adotou algumas medidas.

A primeira foi trocar o fornecedor da correia. Segundo a montadora, o novo componente é mais resistente caso o óleo utilizado esteja fora da especificação.A segunda medida foi reforçar a orientação de que o motor deve utilizar exclusivamente óleo 0W20 com certificação Dexos.A terceira foi ampliar a garantia da correia para 15 anos. A Chevrolet também reforça que a correia banhada a óleo exige menos manutenção e, desde que todas as revisões sejam feitas corretamente, a substituição do componente só é necessária aos 240 mil quilômetros.

O Chevrolet Sonic utiliza a mesma tecnologia. Segundo a GM, o modelo já sai de fábrica equipado com essa nova correia e deve seguir as mesmas recomendações. Resta saber se essas mudanças serão suficientes para reduzir as reclamações dos clientes.

Quando o Chevrolet Sonic foi anunciado, o preço inicial era de pouco menos de R$ 129.990 para a versão Premier e de quase R$ 135.990 para a versão RS, a mesma testada pelo g1.

Logo depois, esse valor passou a aparecer com um asterisco no site da montadora. Ao montar o Chevrolet Sonic no configurador, os preços são diferentes: a versão Premier custa R$ 134.990, enquanto a RS chega a R$ 140.990.

Nos termos e condições do preço promocional, é possível verificar que o financiamento precisa ser feito por um banco específico, além da exigência de condições de entrada, parcelas ou da entrega de um veículo na troca.

Portanto, o preço efetivo do Chevrolet Sonic é o que aparece no configurador do site. A condição promocional está em vigor até o dia 31 de julho de 2026.

Outro ponto importante envolve a divulgação de "recordes de vendas". E essa não é uma prática exclusiva da Chevrolet, mas também de outras montadoras.

A GM divulgou que o Sonic alcançou 14 mil pedidos. Isso pode dar a impressão de que a marca vendeu 14 mil unidades do modelo no mês de maio.

No entanto, os números oficiais de vendas divulgados nos relatórios da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) consideram os emplacamentos, ou seja, os veículos efetivamente licenciados.

Ao observar esses dados, não há 14 mil unidades do Sonic emplacadas em maio de 2026. Foram vendidos naquele mês 2.778 Sonic.

O número divulgado pela empresa corresponde às reservas ou intenções de compra feitas pelos consumidores, que podem até ter realizado um pagamento para garantir o veículo ou demonstrar interesse na aquisição.

Pela legislação, porém, a pré-venda tem regras diferentes. Mesmo nessa etapa, ainda existe a possibilidade de desistência por parte do cliente, com devolução do valor pago, conforme as condições previstas em contrato.

A reportagem do g1 entrou em contato com o Procon de São Paulo para entender a prática das campanhas de pré-vendas das montadoras. Segundo a entidade, a pré-venda pode ser equiparada a um pré-contrato entre as partes: fornecedor e consumidor.

Ali são estabelecidas todas as regras e condições daquela contratação, como valores e formas de pagamento, datas e prazos, características do objeto da transação, condições para desistência, entre outras especificidades.

Especificamente quanto às compras de carro feitas fora da concessionária física (como internet ou plataformas digitais), o Código de Defesa do Consumidor prevê a possibilidade de desistência da compra em até sete dias, a contar da data da aquisição ou do recebimento do produto. Nesses casos, os valores pagos pelo consumidor deverão ser devolvidos.

Por isso, quando montadoras divulgam recordes, o que está sendo informado são recordes de pedidos ou de intenções de compra, e não de veículos efetivamente emplacados naquele momento.

A Chevrolet estreou no Sonic o desenho da sua nova “gravatinha”. E o SUV também trouxe a novidade do logo iluminado na grade dianteira.

O item chama a atenção, mas não vem de série em nenhuma das versões. É preciso desembolsar R$ 800. Os adesivos em preto e vermelho nos para-lamas são mais R$ 698.

Para seguir essa identidade nas rodas o preço é de R$ 390. No para-choque dianteiro, os filetes custam R$ 850.

Quem gostou da iluminação customizável em LED para cabine vai precisar desembolsar R$ 1.163. Soleiras de porta com o logo Sonic custam mais R$ 447.

O departamento de cores, assim como outras marcas, também tem valores diferentes. Na versão Premier, a cor de série é o azul. Já o branco custa R$ 950 e prata, cinza, preto e vermelho custam R$ 1.800.

No Sonic RS, a cor que vem sem custo é a preta. Por R$ 950 dá para levar a carroceria em branco. Pelas cores vermelho e cinza, a GM pede R$ 1.800.

O Sonic tem uma nova configuração dos serviços conectados da Chevrolet. Os modelos equipados com o sistema OnStar passam a sair de fábrica com o plano Basics incluído por oito anos.

Entre as funções disponíveis estão o acesso ao aplicativo myChevrolet, diagnósticos remotos, localização do veículo e comandos à distância, como travar e destravar as portas ou ligar o motor antes da viagem para climatizar a cabine.

Quem quiser ampliar os recursos pode contratar o plano OnStar Protect, que acrescenta atendimento de segurança e emergência 24 horas. A promoção de gratuidade vale por 1 mês e tem mais dois meses após registro de cartão de crédito.

O sistema OnStar Protect reúne outras funcionalidades. Em caso de acidente, por exemplo, os sensores do carro podem acionar automaticamente a central OnStar. A equipe tenta contato com os ocupantes e, quando necessário, encaminha o chamado aos serviços públicos de emergência.

Outro recurso disponível é o assistente de recuperação veicular, que auxilia na localização do automóvel em casos de roubo ou furto. Todas essas funções atuam em conjunto com os demais sistemas eletrônicos do veículo.

Em julho de 2026, os preços mensais do OnStar são R$ 104,90 pelo pacote Connect e R$ 124,90 pelo pacote Protect. O combo com os dois planos, chamado de Protect&Connect sai por R$ 149,90.

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IA ainda não provoca queda generalizada do emprego, mas dificulta entrada de jovens, diz OCDE

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 03:46

Trabalho e Carreira IA ainda não provoca queda generalizada do emprego, mas dificulta entrada de jovens, diz OCDE Desemprego permanece perto do menor nível histórico nos países da organização, mas avanço da inteligência artificial já altera o perfil das vagas e as competências mais valorizadas pelas empresas. Por France Presse

Inteligência Artificial no trabalho: até onde ela ajuda ou atrapalha? — Foto: Reprodução/Freepik

A inteligência artificial não está provocando uma "queda generalizada" do emprego nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), onde a taxa de desemprego se mantém próxima de seu mínimo histórico.

As informações são do relatório sobre as perspectivas do emprego para 2026 publicado pela organização.

"A taxa de desemprego na área do OCDE está em 4,9%, um nível próximo de seu mínimo histórico de 4,8% registrado em junho de 2023. Além disso, prevemos que o emprego nos países da OCDE continuará crescendo 0,3% neste ano e 0,6% no próximo", declarou o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, durante a apresentação do relatório à imprensa.

"Até o momento, não há indícios de que o maior uso da inteligência artificial por parte das empresas esteja provocando uma queda generalizada da demanda por mão de obra", destacou Cormann.

"Embora a IA esteja modificando as competências que as empresas procuram e, claramente, tenha impacto sobre a demanda, por enquanto não está enfraquecendo as perspectivas de emprego nem para os jovens nem para os trabalhadores em geral. A IA está transformando o trabalho, mais do que reduzindo-o", afirmou.

No entanto, o relatório destaca que "a incorporação dos jovens no mercado de trabalho é especialmente difícil" e que "os recentes avanços da inteligência artificial generativa" provavelmente não são alheios a esta situação.

Segundo o relatório da organização econômica, que reúne 38 países da América, Europa, Ásia e Oceania, o mercado de trabalho também demonstrou resiliência diante da guerra no Oriente Médio, que provocou um forte aumento dos preços da energia.

"A criação de emprego se manteve sólida, apesar dos efeitos do conflito em curso no Oriente Médio. O número de vagas, que constitui um indicador antecipado da demanda por mão de obra, diminuiu desde 2022 em relação ao máximo alcançado após a pandemia", explicou Cormann.

No entanto, acrescentou: "desde a escalada do conflito, as vagas se estabilizaram em termos gerais".

"No conjunto, as perspectivas de emprego são positivas, mas muitos trabalhadores ainda não percebem plenamente os benefícios de um mercado trabalhista dinâmico, especialmente no que diz respeito à sua remuneração", acrescentou o secretário-geral da OCDE.

Em quase um terço dos países da OCDE, os salários reais "continuam sendo inferiores aos registrados há cinco anos", afirmou.

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Como alunas de escola pública criaram negócio para combater a pobreza menstrual no RS

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 13/07/2026 02:48

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Como alunas de escola pública criaram negócio para combater a pobreza menstrual no RS Coletivo “Garotas de Vermelho”, formado por estudantes de escola pública, distribui kits de saúde menstrual, promove rodas de conversa e já impactou mais de 30 escolas no Rio Grande do Sul. Por PEGN

Estudantes de uma escola pública de Porto Alegre criaram o coletivo “Garotas de Vermelho” para combater a pobreza menstrual e incentivar conversas sobre saúde feminina.

O grupo distribui kits de saúde menstrual, promove rodas de conversa e já levou ações educativas para mais de 30 escolas da capital gaúcha.

A iniciativa nasceu após as alunas perceberem que muitas meninas não tinham acesso a absorventes e enfrentavam vergonha e desinformação sobre menstruação.

O projeto ganhou destaque nacional ao vencer o Desafio Liga Jovem e passou a participar de eventos e ações voltadas à transformação social.

Na biblioteca de uma escola municipal na periferia de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, um grupo de adolescentes decidiu transformar uma conversa antes cercada de vergonha em acolhimento, informação e impacto social.

Foi ali que nasceu o coletivo “Garotas de Vermelho”, criado por estudantes da Escola Municipal Saint Hilaire para combater a pobreza menstrual e abrir espaço para debates sobre saúde, violência e dignidade feminina.

A iniciativa surgiu depois que as próprias meninas perceberam que muitas colegas não tinham acesso a absorventes ou sequer conseguiam falar sobre menstruação dentro de casa e na escola.

“A menstruação era um assunto escondido”, conta a estudante Joana Souza, uma das criadoras do projeto.

Como alunas de escola pública usam empreendedorismo contra pobreza menstrual no RS — Foto: Reprodução/PEGN

Além de rodas de conversa, o coletivo distribui itens de saúde menstrual para meninas em situação de vulnerabilidade. O grupo também criou kits com absorventes reutilizáveis e bolsas térmicas. A lógica é simples: cada kit vendido ajuda a financiar outro que será doado gratuitamente.

Com ações educativas voltadas para crianças e adolescentes, o projeto já passou por mais de 30 escolas da capital gaúcha e se tornou referência em debates sobre dignidade menstrual e prevenção à violência sexual.

As conversas acontecem de “menina para menina”, o que, segundo as estudantes, faz com que as participantes se sintam mais seguras para compartilhar experiências e dúvidas.

O impacto da iniciativa levou o grupo a conquistar destaque nacional no Desafio Liga Jovem, competição de empreendedorismo voltada para estudantes.

Como alunas de escola pública usam empreendedorismo contra pobreza menstrual no RS — Foto: Reprodução/PEGN

A experiência abriu portas para mentorias, eventos e até uma viagem para Madri, onde as adolescentes apresentaram o projeto em espaços de inovação.

Hoje, o sonho das jovens é ampliar o alcance da iniciativa para que mais meninas tenham acesso a itens básicos de saúde menstrual e informação sobre o próprio corpo.

“A educação empreendedora contribui para a transformação social”, afirma a professora Maria Gabriela de Souza, orientadora do projeto.

📸 Instagram: https://www.instagram.com/coletivoluisamarques/📸 Instagram: https://www.instagram.com/garotasde_vermelho/

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Empresários de EUA e Brasil defendem ampliar comércio em áreas como data centers, automóveis e minerais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 00:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%Oferecido por

Em uma carta pública endereçada a autoridades dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Donald Trump, associações que representam empresários brasileiros e americanos defenderam a ampliação do comércio entre os dois países em diversas áreas, entre as quais data centers, automóveis e minerais críticos.

A carta foi enviada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AmCham) e pela US Chamber of Commerce no contexto em que autoridades do Brasil e dos Estados negociam um eventual acordo em torno do tarifaço sobre produtos brasileiros vendidos no mercado americano. O prazo para o acordo é 15 de julho.

Estimativas da CNI dão conta de que, se implementado, o tarifaço vai atingir cerca de 4,2 mil produtos brasileiros exportados para o mercado americano, o que representa US$ 15 bilhões.

“Encorajamos ambos os governos a alcançar entendimentos concretos no curto prazo, que contribuam para uma solução negociada no âmbito das investigações da Seção 301 envolvendo o Brasil e evitem a proposta de aplicação de tarifas adicionais sobre determinados produtos brasileiros”, afirma um trecho da carta.

“O avanço […] por meio da negociação, em vez da imposição de tarifas, tende a produzir resultados mais duradouros e evitar efeitos indesejados para empresas, trabalhadores e consumidores dos dois países”, concluíram as entidades.

O documento é endereçado aos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), além de Marco Rubio (secretário de Estado americano) e Jamieson Greer (representante comercial da Casa Branca).

Em resposta à carta, o Ministério das Relações Exteriores afirmou: “Agradecemos as sugestões do setor privado e continuamos empenhados na negociação e no diálogo com as autoridades norte-americanas, diálogo que já dura um ano, em defesa do interesse nacional.”

Tarifas dos EUA podem ter efeito imediato apesar de prazo de negociação — Foto: Anadolu via Getty Images

O Brasil tenta convencer o UTSR a rever a proposta de aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado americano.

Há expectativa de reuniões entre equipes brasileiras e americanas antes do dia 15 de julho, data limite para o órgão decidir sobre as tarifas.

Nesta semana, o órgão abriu a fase de audiências públicas da investigação, reunindo representantes de associações empresariais brasileiras e americanas dos setores de café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual.

Para o presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), Abrão Neto, "a aplicação de novas tarifas seria prejudicial para ambas as economias, com impactos negativos para o setor produtivo e os consumidores dos Estados Unidos, além de perda de competitividade das exportações brasileiras para um mercado crucial”.

Neto mencionou, ainda, que a participação dos Estados Unidos no comércio total do Brasil caiu para 11,2% nos cinco primeiros meses de 2026, o menor nível já registrado. As importações brasileiras provenientes dos Estados Unidos também recuaram 11% no mesmo período.

"Essas tendências sugerem que tarifas adicionais podem reduzir ainda mais a presença comercial e a influência econômica dos EUA em um dos maiores mercados emergentes do mundo, abrindo espaço para que concorrentes estrangeiros ampliem sua participação de mercado às custas das empresas americanas", complementou.

O sentimento geral é que a reversão das tarifas é impossível, mas que o alcance da medida possa ser reavaliado diante dos prejuízos à economia americana.

Como mostrou o g1, o Ministério das Relações Exteriores mapeou 43 empresas e associações comerciais americanas que pedem que produtos brasileiros não sejam tarifados com base na investigação aberta feita pelo governo de Donald Trump.

Os pedidos foram apresentados sob o argumento de que não há substitutos produzidos no mercado doméstico para esses produtos.

As entidades também alertaram que a aplicação das tarifas elevaria os custos para consumidores americanos e para indústrias dos Estados Unidos que utilizam esses itens como insumos para a fabricação de outros produtos.

A informação consta da resposta oficial enviada pelo governo brasileiro ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).

Os Estados Unidos concluíram uma investigação comercial contra o Brasil e propuseram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado americano.

A medida ainda não entrou em vigor e depende da realização de consultas públicas e do cumprimento de etapas previstas na legislação dos EUA.

Segundo o relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio americano.

🛑 Entre os pontos citados estão o funcionamento do PIX, decisões judiciais envolvendo redes sociais, acordos comerciais com outros países, falhas no combate ao desmatamento ilegal, barreiras ao etanol americano, problemas relacionados à proteção da propriedade intelectual e deficiências no combate à corrupção.

Apesar da proposta de taxação, os EUA incluíram uma ampla lista de exceções para produtos considerados estratégicos. Entre os itens que podem ficar isentos estão café, certas carnes, frutas, fertilizantes, medicamentos, aeronaves e peças, além de minerais estratégicos.

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‘Levamos marmita para o trabalho por 10 anos e conseguimos nos aposentar aos 35 e 40 anos’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/07/2026 12:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa172.742 pts1,22%Oferecido por

Katie e Alan Donegan conseguiram se aposentar quando ele tinha 40 anos, e ela, 35 — Foto: Acervo pessoal/BBC Brasil

Toda vez que chegava o inverno, Alan e Katie Donegan evitavam ligar o aquecimento da sua casa, no sul da Inglaterra.

"Em vez disso, colocávamos mais camadas de roupa e usávamos bolsas de água quente; transformamos isso em um jogo", conta Alan. "Não era sofrimento, era estratégia."

O casal reconhece que as outras pessoas os consideravam "extremistas" ou "loucos", por ficarem tão obcecados por não gastar dinheiro. Mas Alan explica que eles estavam "totalmente concentrados em comprar a liberdade".

"Liberdade" significa a aposentadoria antecipada, que o casal conseguiu sete anos atrás, quando Alan tinha 40 anos, e Katie, apenas 35.

Raramente eles pediam comida para entrega e sempre levavam almoço preparado em casa para o trabalho. "Economizamos 40 mil libras [R$ 274 mil] em 10 anos, graças a este hábito simples de levar as refeições para o trabalho", explica Alan.

"Chegávamos a carregar os telefones celulares fora de casa e procurávamos cupons de supermercado que outras pessoas haviam descartado. Você pode chamar isso de loucura ou de jogada de mestre, mas funcionou."

Alan havia trabalhado como paisagista, antes de abrir seu negócio de treinamento e coaching pessoal. Katie era avaliadora de riscos em uma empresa financeira.

Em 2014, ele ganhava o equivalente a cerca de 63 mil libras (R$ 432 mil) por ano, e ela, 58 mil libras (R$ 397 mil).

Além da boa renda, seus hábitos de economia extrema permitiram que eles se aposentassem cedo, já que aplicavam todo o dinheiro que podiam em investimentos.

"Cada libra que investíamos nos aproximava um pouco mais da vida que desejávamos", explica Katie.

Katie e Alan Donegan procuravam todo tipo de cupons de descontos para economizar — Foto: Getty Images/BBC Brasil

Katie e Alan Donegan fazem parte de um movimento global pequeno, mas em crescimento, conhecido como Fire, sigla em inglês para "Independência Financeira, Aposentadoria Antecipada".

Este era um conceito pouco conhecido 15 anos atrás. Mas, hoje, são quase um milhão de membros no principal fórum de debates sobre o movimento na rede social Reddit.

O princípio fundamental consiste em viver com extrema austeridade durante a vida profissional, para poder se aposentar o mais cedo possível.

Para a maioria, a possibilidade de abandonar a vida profissional de forma antecipada é apenas um sonho.

Com os altos custos de vida, de moradia e as dívidas estudantis, trabalharemos por mais tempo, não menos. Isso é confirmado pelas estatísticas.

No ano passado, a idade média de aposentadoria no Reino Unido atingiu máximas históricas: 65,8 anos para os homens e 64,7 para as mulheres, segundo os dados oficiais.

A situação é parecida nos Estados Unidos, onde a idade média de aposentadoria de homens e mulheres vem aumentando de forma constante desde a década de 1990. Em 2025, ela atingiu 64,8 e 63,3 anos, respectivamente, segundo um estudo de longo prazo.

No Brasil, a idade média de concessão de aposentadorias foi de 57 anos para homens e de 56 para mulheres em 2024, segundo dados levantados pelo especialista Rogério Nagamine, citados em reportagem do jornal O Globo. Em 2019, a reforma da Previdência estabeleceu 65 anos como idade mínima de aposentadoria para homens e 62 para mulheres.

Amy Minkley trabalhou como professora no exterior, até se aposentar aos 44 anos — Foto: Acervo pessoal/BBC Brasil

Mas os seguidores do movimento Fire estão plenamente comprometidos com seu objetivo. É o caso de Amy Minkley, de 49 anos.

Para isso, ela trabalhou no exterior, em escolas internacionais particulares do Japão, Singapura, Índia e Tailândia. Ali, ela conta que conseguiu ganhar mais dinheiro e ter um custo de vida muito menor que no seu Estado americano natal do Texas.

Seu salário mensal chegava a US$ 6,3 mil (cerca de R$ 32,2 mil). Minkley também reduziu seus gastos ao mínimo. "Eu não tinha interesse em seguir o estilo de vida típico dos expatriados", afirma ela.

"Eu raramente comprava roupas caras, conservava os aparelhos eletrônicos até que eles deixassem de funcionar, cozinhava a maior parte das minhas refeições em casa e pensava bem antes de fazer qualquer compra importante."

"Compartilhar moradia quando vivi em Singapura e na Índia me permitiu economizar ainda mais", ela conta. "Além disso, em vários desses países, eu não precisava de carro, o que manteve meus gastos sob controle."

Atualmente, Minkley mora em Bali, na Indonésia. Ali, sua receita de aposentadoria rende muito mais do que se ela tivesse voltado para os Estados Unidos.

Nos Estados Unidos e no Reino Unido, a idade média de aposentadoria é de mais de 60 anos — Foto: Getty Images/BBC Brasil

Carol Schleif é estrategista-chefe de mercado da consultoria financeira BMO Private Wealth, com sede em Toronto, no Canadá.

Ela destaca que o movimento Fire continua sendo uma opção viável para muitas pessoas, mas a maioria se concentra mais em atingir equilíbrio na sua vida profissional.

Por isso, em vez de se apressar para se aposentar o mais rápido possível, elas se concentram em combinar uma carreira profissional significativa com um estilo de vida dentro das suas possibilidades financeiras.

"Se você se aposentar cedo, mas não tiver amigos, saúde ou um propósito de vida, terá atingido uma meta, mas sacrificado outras coisas", explica ela. "É preciso perguntar se realmente vale a pena."

"Atualmente, as pessoas adotam um enfoque mais flexível. Elas tentam encontrar a forma de atingir seus objetivos de aposentadoria, sem deixar de aproveitar a vida."

De toda forma, Sarah Coles, responsável por finanças pessoais da plataforma de investimentos britânica AJ Bell, alerta que seguir a filosofia Fire é cada vez mais difícil, já que a maioria das pessoas simplesmente não consegue colocá-la em prática.

Mas ela destaca que diversos princípios do movimento Fire são valiosos e podem ajudar as pessoas a se aposentar um pouco mais cedo. Elas podem, por exemplo, começar a economizar desde jovens e aumentar os aportes para a aposentadoria após cada aumento de salário.

"Um caminho equilibrado pode permitir que você atinja a aposentadoria que desejar, no momento que quiser, sem prejudicar seu estado de espírito. É simplesmente necessário um enfoque mais flexível e realista", explica Coles.

Algumas das ideias do movimento Fire podem ser aplicadas à vida da maioria das pessoas — Foto: Getty Images/BBC Brasil

Na comunidade Fire, algumas pessoas passaram a optar por este caminho menos intenso, gerando a criação de subcategorias, como o Fire Barista.

Este enfoque consiste em economizar o suficiente para que a receita dos investimentos possa cobrir a maior parte dos gastos do dia a dia e complementar o valor com um trabalho em meio período.

Mas, para alguns seguidores do movimento, a frugalidade extrema continua sendo a principal estratégia para atingir a aposentadoria antecipada, um sacrifício que eles consideram valer a pena a longo prazo.

"Os princípios do Fire são simples e não mudaram", diz Minkley. "Você gasta menos do que ganha, investe a diferença e dá ao seu dinheiro o tempo necessário para crescer."

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Cultivo de girassol vira alternativa de renda para produtores no interior de SP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/07/2026 07:49

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Cultivo de girassol vira alternativa de renda para produtores no interior de SP Cultura é usada na rotação de lavouras, melhora as condições do solo e tem expectativa de boa produtividade neste ano. Por Nosso Campo, TV TEM

O girassol tem se consolidado como alternativa para diversificar a renda e melhorar o solo no interior de São Paulo. Ele é plantado entre as safras de soja e milho.

Em Pederneiras (SP), o produtor Danilo Dornelas prevê colher cerca de 90 toneladas em 90 hectares plantados.

Dornelas projeta negociar a produção por valores entre R$ 1,50 e R$ 2 por quilo. No ano passado, a cultura foi paga a R$ 1,50 por quilo.

Em Itaju (SP), o agrônomo Frauzo Ruiz Sanches utiliza a cultura na rotação com o amendoim. A planta é resistente a pragas e se adapta a períodos secos.

A produção de Sanches será vendida para fabricação de óleo por R$ 2,85 o quilo. O valor estimado repete a cotação registrada no ano passado.

Lavoura de girassol ocupa área cultivada entre as safras de milho e soja em propriedade no interior de São Paulo — Foto: TV TEM/Reprodução

Além de colorir a paisagem com o amarelo das flores, o girassol tem se consolidado como uma alternativa para produtores rurais do interior de São Paulo. Utilizada no período entre as safras de milho e soja ou na rotação com o amendoim, a cultura ajuda a diversificar a produção e ainda traz benefícios para o solo.

Em Pederneiras (SP), o produtor rural Danilo Dornelas voltou a plantar girassol após alguns anos para aproveitar a área entre o cultivo de milho e soja.

Apesar de a chuva e a ventania terem prejudicado o início da lavoura, a expectativa é positiva. Em quase 90 hectares plantados com a variedade Aguará, a previsão é colher cerca de 90 toneladas. A variedade é destinada à alimentação de pássaros e a colheita será mecanizada.

Segundo o produtor, a negociação do girassol está entre R$ 1,50 e R$ 2 por quilo. No ano passado, ele não cultivou a cultura, mas afirma que, de acordo com outros produtores, o valor pago foi de R$ 1,50 por quilo.

Em Itaju (SP), o produtor rural e engenheiro agrônomo Frauzo Ruiz Sanches utiliza o girassol na rotação de culturas com o amendoim. A planta se adapta bem aos períodos de seca, é resistente a pragas e contribui para melhorar as condições do solo por causa do sistema radicular profundo.

Com ciclo de aproximadamente 60 dias, o girassol entra na fase de floração, quando as abelhas iniciam o processo de polinização.

A produção de Frauzo é vendida para empresas da região que utilizam as sementes na fabricação de óleo. A colheita ainda não começou, mas a expectativa é comercializar o produto por R$ 2,85 o quilo, mesmo valor registrado no ano passado.

Além do retorno financeiro, o produtor destaca que o cultivo também chama atenção pela beleza das lavouras.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/07/2026 07:49

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose Programa deste domingo (12) ensina a fazer um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose. Por Nosso Campo, TV TEM

Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose — Foto: TV TEM/Reprodução

O Nosso Campo deste domingo (12) ensina a preparar um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose. Saiba como fazer:

100g de farinha de arroz;120g de farinha de jatobá;80 ml de óleo de girassol;250 ml de leite de coco;150g de açúcar mascavo;10g de fermento químico;35g de granola.

Em um recipiente misture o óleo e o açúcar;Acrescente a farinha de arroz, a farinha de jatobá e o leite, mexa até se tornar uma mistura homogênea; Quando a massa estiver no ponto, adicione o fermento químico;Despeje a massa em uma forma untada;Adicione a granola por cima;Leve o bolo para o forno pré aquecido a 200 °C por 45 minutos; Espere esfriar um pouco antes de servir; Sirva.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

IAC desenvolve batata-doce que produz 4 vezes mais e tem ‘superdose’ de vitamina A

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/07/2026 07:49

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo IAC desenvolve batata-doce que produz 4 vezes mais e tem 'superdose' de vitamina A Cultivar 'IAC Dom Pedro II' registra 77 microgramas de betacaroteno por grama, ante menos de 1 micrograma das tradicionais. Rio Preto (SP) planeja dobrar área e usar alimento na rede de creches. Por Nosso Campo, TV TEM

O IAC desenvolveu a batata-doce "IAC Dom Pedro II", que produz até 4 vezes mais que a média paulista e possui alto teor de vitamina A.

Os testes da nova cultivar ocorrem em São José do Rio Preto (SP) e registraram produtividade 48% superior à da variedade canadense.

A nova batata-doce apresenta 77 microgramas de betacaroteno por grama, enquanto a maioria das variedades comerciais cultivadas registra menos de 1 micrograma.

O potencial produtivo da variedade gira em torno de 80 toneladas por hectare. Esse volume supera em 5 vezes a média nacional.

O plano no município é dobrar a área de plantio nos próximos meses. O objetivo é introduzir o alimento em escolas e creches municipais.

IAC desenvolve batata-doce que produz 4 vezes mais e tem 'superdose' de vitamina A — Foto: TV TEM/Reprodução

Uma nova variedade de batata-doce desenvolvida no interior de São Paulo promete revolucionar o campo e a alimentação escolar devido ao seu superdesempenho e valor nutricional.

Batizada de "IAC Dom Pedro II", a cultivar registrou uma produtividade 48% superior à da batata-doce canadense, que é a líder de cultivo no território paulista. Os testes ocupam uma área de meio hectare no Centro de Produção e Transferência de Tecnologia Agropecuária (CPTTA), em São José do Rio Preto (SP).

O alimento foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e recebeu o nome em homenagem ao fundador do instituto. A tabela nutricional da nova variedade superou amplamente os índices de mercado, tornando-se uma aliada estratégica para a saúde humana.

A batata "IAC Dom Pedro II" apresenta 77 microgramas de betacaroteno por grama de polpa fresca. A maioria das variedades comerciais cultivadas atualmente registra menos de 1 micrograma por grama. O composto é um poderoso antioxidante que o organismo humano transforma diretamente em vitamina A, nutriente essencial para o desenvolvimento e para a imunidade.

De acordo com Carla Zoccal, coordenadora do CPTTA da Secretaria de Agricultura de Rio Preto, a variedade possui uma casca consideravelmente mais fina, o que reduz o desperdício.

O rendimento por área surpreendeu as equipes técnicas durante os testes de colheita. Valdemir Antonio Peressin, pesquisador científico do Centro de Horticultura do IAC, relatou que o potencial produtivo da nova batata-doce gira em torno de 80 toneladas por hectare.

O volume equivale a quatro vezes mais do que a média de produtividade atual do estado de São Paulo e chega a ser cinco vezes maior do que a média de produção nacional para a cultura da batata-doce.

Embora os experimentos no CPTTA ainda estejam em fase inicial, o plano é dobrar a área de plantio nos próximos meses para gerar interesse nos agricultores locais. O objetivo principal do município é introduzir a "superbatata" na alimentação de escolas e creches municipais.

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‘Safrinha’ de uva ganha força com o frio e vira negócio lucrativo no interior de SP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/07/2026 07:49

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo 'Safrinha' de uva ganha força com o frio e vira negócio lucrativo no interior de SP Baixas temperaturas alteram o manejo nas parreirais, mas garantem frutas de mesa mais doces, perfumadas e com cores vivas na região. Por Nosso Campo, TV TEM

A safrinha de uva de inverno ganha força e se consolida como um negócio altamente lucrativo no interior de São Paulo. A produtividade superou a safra de verão em algumas áreas.

Na propriedade de Anderson Tomazeto, dois hectares e meio produzem uvas de mesa. As variedades Niágara, Núbia, Vitória e Melodia são as mais vendidas nesta época do ano.

O frio do amanhecer melhora a qualidade das uvas. Ele garante cores vivas, perfume marcante e sabor mais doce, embora exija um manejo adaptado às baixas temperaturas.

O agricultor João Leonardo Foga iniciou a colheita em julho. Com 70 mil pés protegidos por redes, as frutas são vendidas para Campinas, São Paulo e Belo Horizonte.

'Safrinha' de uva ganha força com o frio e vira negócio lucrativo no interior de SP — Foto: TV TEM/Reprodução

O amanhecer frio, com termômetros na casa dos 10°C, virou motivo de alegria para os produtores do interior de São Paulo. Embora a colheita tradicional da uva ocorra durante o verão, a chamada "safrinha" de inverno ganhou força e se consolidou como um negócio altamente lucrativo na região, chegando a registrar uma produtividade superior à da safra principal em algumas áreas.

Na propriedade do produtor Anderson Tomazeto, são dois hectares e meio cultivados com diferentes tipos de uva. Nesta época do ano, as variedades Niágara, Núbia, Vitória e Melodia, as chamadas uvas de mesa, são as que mais saem.

O frio é o grande responsável por impulsionar a qualidade das frutas, garantindo cores mais vivas, perfume marcante e sabor mais doce, embora a produção exija um manejo adaptado às baixas temperaturas.

Em Itupeva (SP), o agricultor João Leonardo Foga utiliza a sabedoria de quem está na terceira geração da família no campo para conduzir uma estrutura de 70 mil pés de uva. Em sua propriedade, os trabalhos de colheita começaram na primeira semana de julho. O produtor destaca que a safra de inverno se tornou fundamental para a sustentabilidade financeira do trabalho no campo.

Para proteger o investimento e garantir o padrão do fruto, toda a plantação do João é coberta por redes de proteção. Com mercado garantido, a produção local é vendida para grandes centros como Campinas, São Paulo e Belo Horizonte. O cenário confirma um período para celebrar o trabalho rural, prometendo excelentes retornos econômicos para os produtores.

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Brasil tem 30 dias de férias por lei, mas só 1 em cada 3 trabalhadores usa todo o período, diz pesquisa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/07/2026 05:46

Trabalho e Carreira Brasil tem 30 dias de férias por lei, mas só 1 em cada 3 trabalhadores usa todo o período, diz pesquisa Levantamento mostra que brasileiros aproveitam, em média, 20 dias de descanso. País tem uma das maiores concessões do mundo, mas fica atrás da França no uso do benefício. Por Isabela Ortiz, g1 — São Paulo

Muitos trabalhadores brasileiros não utilizam integralmente o período de descanso garantido por lei. Apenas 33% aproveitam todos os 30 dias de férias a que têm direito — ou seja, somente 1 a cada 3 funcionários.

O levantamento da Deel, plataforma global de RH e folha de pagamento, em parceria com a Andreessen Horowitz, foi feito a partir de registros reais de solicitações de férias e licenças envolvendo mais de 1,5 milhão de trabalhadores em 150 países.

No Brasil, foram analisadas 993 solicitações de férias em empresas, principalmente dos setores de tecnologia, startups e organizações com modelo de trabalho remoto ou híbrido.

Com 30 dias de férias anuais assegurados pela legislação, o Brasil tem a segunda maior concessão entre os países analisados, atrás apenas da França, onde a média é de 34 dias.

No entanto, o aproveitamento do benefício é menor: enquanto os brasileiros utilizam 72% dos dias disponíveis, os franceses chegam a 88%.

A diferença chama atenção porque os dois países possuem políticas consideradas amplas de descanso. Mesmo com uma quantidade semelhante de dias garantidos, o Brasil registra um índice de utilização 16 pontos percentuais inferior ao francês.

Embora parte dos profissionais não utilize todos os dias disponíveis, o Brasil se destaca pelo tamanho dos períodos de descanso. De acordo com a pesquisa, 62% dos trabalhadores brasileiros tiram ao menos um período de 11 dias consecutivos ou mais de férias por ano – um dos maiores índices da amostra global.

O percentual supera o registrado em países conhecidos por políticas voltadas ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional, como Suécia (55%) e Dinamarca (51%).

O homem tinha ido de férias com a esposa e os dois filhos para Kos, na Grécia — Foto: Getty Images via BBC

O levantamento também identificou uma diferença relevante no uso de licenças médicas entre homens e mulheres no Brasil. Durante o período analisado, 41% das trabalhadoras registraram ao menos uma licença médica, contra 21% dos homens, uma diferença de 20 pontos percentuais.

O maior índice aparece entre mulheres de 35 a 39 anos: 54% delas tiveram pelo menos uma licença médica registrada no período, tornando esse o grupo com maior frequência de afastamentos em toda a amostra brasileira.

Outro comportamento identificado pela pesquisa é o baixo uso de férias em períodos menores, como meio dia de afastamento. No Brasil, apenas 3% das solicitações analisadas corresponderam a esse formato, percentual bem inferior ao observado em países como França (11,5%), Reino Unido (11,3%) e Alemanha (9,4%).

Enquanto nesses mercados a flexibilização da jornada já faz parte da cultura de trabalho, no Brasil ainda predomina um modelo mais tradicional, o profissional está trabalhando ou está oficialmente afastado.

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