RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Trabalho análogo à escravidão: imigrantes são resgatados em oficinas que produziam para marcas de roupas em MG

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 06:51

Trabalho e Carreira Trabalho análogo à escravidão: imigrantes são resgatados em oficinas que produziam para marcas de roupas em MG Fiscalizações encontraram bolivianos sem registro, submetidos a jornadas exaustivas, salários abaixo do mínimo e vivendo nos próprios locais de trabalho. Empresas foram autuadas. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Auditores resgataram 29 bolivianos em condições análogas à escravidão em oficinas de costura em Betim e Contagem (MG), que produziam para marcas como Anne Fernandes e Lore.

Trabalhadores estavam sem registro, com jornadas de até 68 horas semanais, pagamento por produção e descontos que configuravam servidão por dívida.

Os resgatados viviam e trabalhavam em condições precárias; relatórios apontam indícios de tráfico de pessoas e possível responsabilização das marcas.

As empresas podem sofrer sanções como pagamento de verbas rescisórias, multas e possível inclusão na “lista suja” do trabalho escravo. O g1 procurou as empresas citadas, mas não obteve retorno.

Imigrantes bolivianos são resgatados de trabalho análogo à escravidão em oficinas — Foto: Auditoria-fiscal do Trabalho/Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT)

Duas operações realizadas por auditores fiscais da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) resgataram 29 imigrantes bolivianos submetidos a condições análogas à escravidão em oficinas de costura que produziam peças para as marcas Anne Fernandes e Lore.

Os trabalhadores foram encontrados nos municípios de Betim e Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). As ações ocorreram em 2025 e tiveram início a partir de denúncias anônimas, além de uma investigação que rastreou a cadeia produtiva das empresas.

Segundo os relatórios, uma das operações começou após o Conselho Tutelar receber denúncias por meio do Disque 100. Os relatos indicavam que um cidadão boliviano aliciava conterrâneos e os submetia a jornadas que iam das 6h da manhã até a madrugada, inclusive com a participação de crianças nas atividades.

Em um dos casos, envolvendo a Lore Confecções, 16 trabalhadores foram resgatados – 12 homens e 4 mulheres, incluindo um adolescente. Já na fiscalização relacionada à Lagoa Mundau Indústria e Comércio Atacadista de Roupas, dona da marca Anne Fernandes, outras 13 pessoas foram encontradas nas mesmas condições.

Em nota, a Lagoa Mundau disse que repudia violações trabalhistas, afirmou que a oficina era um fornecedor autônomo e que não tinha controle sobre a mão de obra. A companhia declarou ainda que desconhecia as irregularidades, contestou a autuação e rescindiu o contrato após a operação.

As inspeções identificaram uma série de irregularidades graves. Os trabalhadores atuavam sem registro em carteira e sem acesso a direitos básicos, como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e cobertura do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de receberem remuneração inferior ao salário mínimo em parte dos casos.

A remuneração era feita por produção, com descontos relacionados a despesas como passagem internacional, alimentação e medicamentos, o que, segundo a fiscalização, configurava um sistema de servidão por dívida.

Os trabalhadores enfrentavam jornadas exaustivas, que chegavam a cerca de 68 horas semanais. De segunda a sexta-feira, o expediente médio era de 12 horas e 45 minutos por dia, com relatos de trabalho das 7h às 21h e, em casos mais graves, até a madrugada. Aos sábados, a jornada seguia das 7h ao meio-dia.

Apesar de haver pausas para refeições, a carga horária ultrapassava o limite legal de 8 horas diárias e 44 semanais. A pressão era intensificada pelo pagamento por produção e pelo endividamento dos imigrantes, que precisavam quitar despesas e garantir a subsistência das famílias.

As condições de trabalho e moradia também foram consideradas degradantes. Em muitos casos, os trabalhadores viviam nos próprios locais de produção ou em imóveis superlotados. As oficinas apresentavam instalações elétricas improvisadas, ausência de equipamentos de segurança, risco de incêndio e acúmulo de materiais inflamáveis.

O ambiente era quente e sem ventilação adequada, devido ao uso de telhas de fibrocimento, e não havia qualquer controle térmico ou acústico. O mobiliário era precário, com uso de cadeiras improvisadas, caixas de papelão ou assentos sem encosto.

Também foram constatadas falhas graves em higiene e infraestrutura: banheiros insuficientes e compartilhados entre homens, mulheres e crianças, ausência de refeitórios adequados e preparo de alimentos em condições inadequadas.

Bebedouro apoiado sobre vaso sanitário em operações realizadas por auditores fiscais do trabalho. — Foto: Auditoria-fiscal do Trabalho/Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT)

Os relatórios ainda apontam indícios de tráfico de pessoas, com recrutamento de trabalhadores bolivianos em situação de vulnerabilidade, trazidos ao Brasil sob falsas promessas de emprego. Em um dos casos, uma adolescente atuava como cozinheira para o grupo.

Os valores pagos pelas marcas às oficinas variavam conforme a peça, indo de cerca de R$ 10 a R$ 80 — com casos pontuais mais altos. No entanto, os trabalhadores recebiam apenas uma fração desses valores.

Anotações de produção mostram pagamentos de R$ 3 por saia, entre R$ 4 e R$ 10 por blusa, de R$ 10 a R$ 16 por calça e de R$ 13,50 a R$ 27 por vestido. Em muitos casos, o valor ainda era dividido entre vários trabalhadores envolvidos na confecção.

Além disso, iniciantes chegavam a receber cerca de R$ 1.200 por mês, abaixo do salário mínimo, e parte da remuneração era descontada para cobrir despesas como moradia, alimentação e passagens, reforçando o endividamento.

Por outro lado, peças das marcas são vendidas por valores muito superiores no varejo. Uma jaqueta da Anne Fernandes pode custar quase R$ 10,7 mil, enquanto itens da Lore chegam a cerca de R$ 6,5 mil.

Imigrantes bolivianos são resgatados de trabalho análogo à escravidão em oficinas — Foto: Auditoria-fiscal do Trabalho/Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT)

De acordo com a fiscalização, as marcas exerciam controle direto sobre a produção, definindo modelos, preços, prazos e padrões de qualidade, o que mantinha as oficinas em situação de dependência econômica.

Os auditores apontam ainda que as empresas tinham conhecimento das condições precárias e não adotaram medidas para regularizar a situação.

Nos dois casos, as oficinas funcionavam como estruturas informais, apesar de vinculadas às marcas por meio de ordens de serviço. Para os fiscais, há indícios de terceirização irregular e uso de empresas de fachada.

As investigações indicam ainda um padrão recorrente no setor de confecção: a exploração de mão de obra imigrante em condições degradantes, com moradia no próprio local de trabalho e ausência de direitos trabalhistas.

As empresas podem sofrer uma série de sanções. Entre elas estão o reconhecimento do vínculo empregatício com os trabalhadores resgatados, pagamento de verbas rescisórias – que, em um dos casos, ultrapassaram R$ 130 mil –, além de autos de infração e multas administrativas.

Os nomes das empresas também podem ser incluídos no Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “lista suja”, a depender da tramitação administrativa do caso.

Além disso, podem responder por danos morais individuais e coletivos. Os relatórios apontam ainda a nulidade dos contratos de terceirização firmados com as oficinas e indicam que as empresas agiram com falhas na escolha e fiscalização dos fornecedores.

Imigrantes bolivianos são resgatados de trabalho análogo à escravidão em oficinas — Foto: Auditoria-fiscal do Trabalho/Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT)

A empresa manifesta seu repúdio absoluto e incondicional a qualquer forma de trabalho que viole a dignidade humana, especialmente o trabalho em condições análogas à de escravo. Esse valor não é apenas uma diretriz, mas um pilar fundamental e inegociável de nossa cultura corporativa e de nosso histórico de mercado. Compartilhamos da mesma indignação da sociedade e de nossos parceiros diante de uma temática tão grave e reafirmamos que nossa atuação é pautada pelo mais estrito cumprimento da lei.

É fundamental esclarecer a natureza da relação jurídica com a oficina de costura citada. A Lagoa Mundau mantinha um contrato de natureza estritamente mercantil de industrialização por encomenda, conhecido como "facção". Nessa relação, celebrada entre duas empresas autônomas, a Lagoa Mundau apenas contratava uma etapa específica do processo produtivo, fornecendo a matéria-prima.

O fornecedor em questão era um empresário individual independente, cuja oficina de facção era devidamente estabelecida e autorizada pelos órgãos legais do Brasil, possuindo não somente CNPJ ativo, mas também inscrição estadual fornecida pela Secretaria da Fazenda do Estado de Minas Gerais. Ele possuía maquinário próprio e atendia a outros clientes no mercado, o que comprova sua plena autonomia empresarial e afasta qualquer tese de exclusividade ou dependência em relação à nossa marca.

A gestão de suas atividades e, principalmente, de sua mão de obra, era de sua exclusiva responsabilidade. Tratava-se de um empresário autônomo, financeiramente capaz e independente de qualquer um de seus contratantes.

Nossa interação com a oficina era extremamente limitada. A Lagoa Mundau apenas tinha acesso à área de entrega de matéria-prima e recebimento das roupas prontas. Nesse local, era feita a verificação da qualidade das peças por nosso profissional. Jamais adentramos internamente na oficina, principalmente nos locais onde os trabalhos eram realizados ou onde permaneciam os empregados daquele estabelecimento.

Por consequência, não tínhamos nenhum conhecimento do funcionamento interno da oficina, muito menos contato com seus trabalhadores ou qualquer outro tipo de interação com as pessoas que ali trabalhavam. O poder de direção da Lagoa Mundau limitava-se estritamente ao controle de qualidade do produto final, não alcançando, em hipótese alguma, a gestão interna da oficina, a definição de jornadas, a contratação de pessoal ou o pagamento de salários.

Sobre as alegações da fiscalização, a Lagoa Mundau esclarece que a autuação administrativa é tecnicamente equivocada e baseada em premissas frágeis. A idoneidade da empresa é comprovada por seu histórico impecável, ostentando a classificação máxima "Sintonia A+" da Receita Federal, selo concedido a organizações com o mais alto nível de conformidade fiscal. Estamos em dia com todas as obrigações trabalhistas, previdenciárias e fundiárias, sem qualquer débito no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas (BNDT).

Assim que tomamos conhecimento da ação fiscal em setembro de 2025, agimos com rapidez e rigor. Mesmo antes da conclusão de qualquer processo, a empresa realizou o distrato imediato com o fornecedor em outubro de 2025. Essa medida demonstra nossa política de tolerância zero: qualquer indício de descumprimento de normas trabalhistas na cadeia de suprimentos resulta no desligamento sumário do parceiro comercial.

Apresentamos defesas administrativas robustas, fundamentada em documentos que provam a ausência de subordinação e a total autonomia do fornecedor. Estamos convictos de que a justiça prevalecerá e a improcedência das acusações será reconhecida, restabelecendo a verdade sobre nossa conduta diligente.

Quanto à nossa rede de parceiros, mantemos um canal de diálogo constante com influenciadores digitais e revendedoras, reafirmando nosso compromisso inabalável com a produção ética. Este episódio isolado com um fornecedor externo serviu para intensificar ainda mais nossos protocolos de auditoria e conformidade (compliance). Implementamos mecanismos de monitoramento ainda mais rigorosos na seleção e vigilância de prestadores de serviços, garantindo que toda a cadeia produtiva reflita os altos padrões de responsabilidade social que sustentam a trajetória da marca Anne Fernandes.

Reiteramos nosso compromisso com a transparência, com a ética e com o desenvolvimento social, e permanecemos à disposição para novos esclarecimentos que se façam necessários.

Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota no Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho.

Este é o canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações.

A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local.

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Fertilizantes disparam com a guerra, mas preço dos alimentos não deve subir agora; veja projeções

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 03:45

Agro Fertilizantes disparam com a guerra, mas preço dos alimentos não deve subir agora; veja projeções Boa parte da colheita de grãos já terminou ou está em processo de finalização, como arroz, soja e as primeiras safras de feijão e milho. Pressão no curto prazo vem do diesel. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

A disparada nos preços dos fertilizantes, em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã, deve ter pouco impacto sobre os preços dos alimentos este ano.

Isso porque boa parte da colheita de grãos já terminou ou está em processo de finalização, como arroz, soja e as primeiras safras de feijão e milho.

O consumidor não deve sentir os efeitos agora, mas os produtores já estão preocupados. As próximas grandes importações de adubo acontecem na virada do semestre.

A disparada nos preços dos fertilizantes, em meio à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, deve ter pouco impacto sobre os preços dos alimentos este ano. No curto prazo, a maior pressão virá do aumento dos combustíveis.

Isso porque boa parte da colheita de grãos já terminou ou está em processo de finalização, como a de arroz, soja e as primeiras safras de feijão e milho. "Nesses casos, o fertilizante já saiu do solo", comenta Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro.

Já o café, cuja colheita começa neste mês, foi plantado no ano passado. Enquanto as segundas safras de milho e de feijão também já foram semeadas.

O consumidor não deve sentir os efeitos agora, mas os produtores já estão preocupados. As próximas grandes importações de adubo acontecem na virada do semestre e, até o momento, não há certeza sobre até quando o conflito irá se estender.

A dependência pelo insumo é alta. "O Brasil importa hoje cerca de 85% dos fertilizantes que consome, com destaque para ureia, potássio e fosfatos”, diz André Braz, economista do FGV Ibre.

"O Brasil importa 90% do seu consumo de nitrogênio, 96% do potássio e, do fosfatado, é um pouquinho menos, cerca de 80%", detalha Serigati.

A região tem um papel central no mercado de fertilizantes, respondendo, por exemplo, por 40% das exportações mundiais de ureia e 28% das vendas externas de amônia, segundo dados da StoneX Brasil. Portanto, tudo o que acontece na região impacta diretamente os preços globais.

A disparada nos preços dos fertilizantes deve afetar de forma generalizada os custos de produção, afirma Braz. Segundo o economista, as lavouras mais impactadas serão aquelas mais intensivas no uso de NPK (nitrogênio, fósforo e potássio), base da adubação moderna.

O milho, por exemplo, é altamente dependente de fertilizantes nitrogenados, como a ureia. "Já há evidências internacionais de risco de prejuízo econômico com o aumento de custos", afirma o economista.

Somente nas três primeiras semanas de conflito, o preço da ureia subiu 46%, segundo levantamento do Rabobank.

"Quando olhamos para um período mais longo, desde o início do ano até a semana de 20 de março, a ureia apresenta uma alta de 76%", destaca o relatório.

Arroz e trigo também exigem grandes volumes de nitrogênio e, diante da pressão de custos, podem levar produtores a reduzir a área plantada, diz Braz.

No caso da soja, a necessidade de nitrogênio é menor, mas o plantio exige aplicação de fósforo e potássio em grande escala. "O impacto, nesse caso, vem do aumento no custo de reposição dos nutrientes do solo", destaca o economista.

Por fim, a lavoura de cana-de-açúcar tem um uso intensivo de potássio, o que também deve elevar o custo de produção e reduzir a produtividade da indústria, responsável pela produção de açúcar e de etanol.

O aumento dos preços dos fertilizantes não se traduz imediatamente em alimentos mais caros para o consumidor, destaca Serigati.

Segundo ele, a alta nos custos dos adubos afeta a oferta ao longo do tempo, principalmente por dois canais: redução da área plantada e queda de produtividade — ou seja, menos produção por área.

"Com insumos mais caros, produtores podem optar por plantar menos ou reduzir a aplicação de fertilizantes — o que afeta diretamente o volume colhido", diz o economista.

Se essa tendência se confirmar, o impacto dos fertilizantes nos preços dos alimentos ocorreria no médio prazo. Mas, neste momento, é impossível cravar uma tendência, diz Serigati.

Isso porque o custo dos fertilizantes é apenas um dos fatores por trás da inflação de alimentos. "O fator clima, por exemplo, é capaz de 'botar no bolso o fator fertilizante'", avalia Serigati.

"Se o clima for favorável, uma safra recorde pode baixar os preços finais; se houver secas ou geadas, a oferta cai e os preços sobem, independentemente de outros custos", exemplifica.

O economista lembra, por exemplo, que a safra de verão de 2022 foi plantada sob o impacto da Guerra na Ucrânia, com preços de fertilizantes e combustíveis em níveis maiores do que os atuais.

"Mesmo com os custos elevados, o Brasil colheu uma safra recorde em 2023 porque o clima foi favorável, o que fez com que a inflação de alimentos, na verdade, se desacelerasse naquele ano", pontua.

Na visão dele, neste momento, o preço dos combustíveis tem sido um fator mais decisivo na formação de preços.

"O diesel tem um impacto muito mais direto e imediato no bolso do consumidor do que o fertilizante", reforça.

"Ele afeta tanto o uso de maquinário agrícola quanto toda a cadeia de transporte e distribuição rodoviária no Brasil", finaliza.

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De ateliê caseiro ao SPFW: estilista baiana aposta na moda agênero e fatura R$ 250 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 03/04/2026 02:55

Pequenas Empresas & Grandes Negócios De ateliê caseiro ao SPFW: estilista baiana aposta na moda agênero e fatura R$ 250 mil por mês Marca criada por empreendedora baiana cresceu 200% em 10 anos e ganhou espaço no Brasil e no exterior com roupas sem distinção de gênero. Por PEGN

Isa Silva, estilista e empreendedora, apostou na moda agênero e hoje comanda uma marca que fatura cerca de R$ 250 mil por mês.

O interesse pela moda começou ainda na infância, quando Isa observava o trabalho de uma costureira do bairro.

A mudança para São Paulo marcou a profissionalização do negócio. Foi na capital que Isa formalizou a empresa, abriu CNPJ e buscou crédito para estruturar a operação.

Com a marca estruturada, ela decidiu apostar em um nicho ainda pouco explorado no país. “No Brasil, não se falava muito de moda agênero. Quando apresentei, as pessoas viam como novidade”, diz.

A proposta de criar roupas sem distinção de gênero se transformou em um negócio de sucesso para a estilista e empreendedora Isa Silva.

Nascida em Barreiras (BA), ela apostou na moda agênero – peças pensadas para vestir diferentes corpos, sem distinção de gênero – e hoje comanda uma marca que fatura cerca de R$ 250 mil por mês.

O interesse pela moda começou ainda na infância, quando Isa observava o trabalho de uma costureira do bairro. Anos depois, já em Salvador, ela se formou em design e gestão de moda e passou a produzir as próprias peças, vendidas em feiras locais.

“Eu costurava de segunda a sexta e, nos fins de semana e feriados, estava em algum lugar vendendo minhas roupas”, lembra.

A mudança para São Paulo marcou a profissionalização do negócio. Foi na capital que Isa formalizou a empresa, abriu CNPJ e buscou crédito para estruturar a operação – incluindo empréstimos a juros zero voltados a pequenos empreendedores.

Com a marca estruturada, ela decidiu apostar em um nicho ainda pouco explorado no país. “No Brasil, não se falava muito de moda agênero. Quando apresentei, as pessoas viam como novidade”, diz.

Durante a pandemia, enquanto muitas empresas enfrentavam dificuldades, Isa conseguiu expandir o negócio ao fortalecer as vendas online e entrar em grandes plataformas digitais. “Eu aprendi muito na venda online”, afirma.

Atualmente, além do e-commerce, a marca aposta em lojas pop-up – pontos temporários em locais de grande circulação – como estratégia para ampliar o alcance. “É como uma turnê. A gente passa por diferentes cidades com a marca”, compara.

Em dez anos, o negócio cresceu cerca de 200% e ultrapassou as fronteiras do país, com presença em mercados como Nova York, Lisboa e Paris.

O reconhecimento também veio nas passarelas. A participação na São Paulo Fashion Week impulsionou a visibilidade da marca e abriu portas para novos clientes e oportunidades.

Além das coleções, Isa passou a investir em peças sob medida e conquistou clientes conhecidos, como a cantora Elza Soares, que ajudou a projetar ainda mais o trabalho da estilista.

Para a empreendedora, o sucesso está ligado à persistência e à capacidade de se reinventar. “Eu nunca deixei o preconceito tirar o meu brilho e a vontade de crescer”, afirma.

📍 Endereço: Praça Dom José Gaspar,134 CJ 172 – Centro SP São Paulo/SP – CEP: 01047-010📞 Telefone: (11) 93238-8757📧 Email: isaisaacsilva@gmail.com🌐 Site: https://isasilvabrasil.com.br/📸 Instagram: https://www.instagram.com/isasilvabrasil

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Vai viajar? Veja onde instalar a cadeirinha infantil e como evitar erros fatais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 01:54

Carros Vai viajar? Veja onde instalar a cadeirinha infantil e como evitar erros fatais Entenda como usar e fixar o assento de elevação, utilizado por crianças que já não cabem mais no bebê conforto e nem mesmo na cadeirinha; veja como garantir a instalação segura no veículo, segundo as regras do Contran. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

A escolha e o uso adequado da cadeirinha infantil ainda despertam dúvidas entre pais e responsáveis, mesmo após a sua obrigatoriedade em veículos de passeio, estabelecida em setembro de 2010.

O lugar mais seguro para transportar a criança é o banco traseiro, com cinto de três pontos e o dispositivo adequado.

Mas há exceções. Em carros que só têm cinto de dois pontos no banco de trás — e não há cadeirinha certificada para esse tipo de cinto — o ideal é levar a criança no banco da frente, com cinto de três pontos e o equipamento de retenção.

É preciso desligar o airbag, nos carros equipamentos com o dispositivo, para não eclodir em caso de acidente e causar mais danos do que proteger a criança.

“Dar um jeito de fixar a cadeirinha feita para cinto de três pontos em um cinto com dois pontos é ruim”, alerta Fábio Viviani, especialista em segurança veicular.

“Pode até parecer que ficou firme, mas nos crash tests é impressionante ver as forças envolvidas. A cadeirinha sem esse terceiro ponto de fixação não vai trabalhar da maneira como foi projetada”.

Nesses casos, a recomendação é recuar o banco dianteiro ao máximo, para afastar a criança do painel.

Bebê conforto, cadeirinha e assento com elevação: os dispositivos indispensáveis para transportar crianças — Foto: g1

Qual cadeirinha usar no carro?Quando trocar a cadeirinha?Como usar e fixar o assento de elevação?Quando a criança pode ir no banco da frente?O que é e como usar o Isofix?

No papel, a regra do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) define faixas etárias para cada tipo de equipamento:

Bebê conforto: até 1 ano ou 13 kg;Cadeirinha: de 1 a 4 anos ou entre 9 kg e 18 kg;Assento de elevação: de 4 a 7 anos; entre 15 kg e 36 kg ou até 1,45 m de altura;Banco traseiro com cinto de segurança: de 7 anos a 10 anos, desde que a criança tenha pelo menos 1,45 m de altura.

O uso incorreto da cadeirinha, além da insegurança para o bebê ou a criança, inclui multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e retenção do veículo.

O Inmetro, que certifica os produtos, classifica os dispositivos por grupos que combinam idade, peso e altura. Há modelos que abrangem mais de um grupo e podem ser usados por mais tempo.

“Existem cadeirinhas certificadas que comportam de 0 kg a 25 kg, por exemplo. Outras duram praticamente todo o tempo em que a criança vai precisar usar dispositivo de retenção”, afirma Gustavo Kuster, do Inmetro.

O modelo da cadeirinha deve acompanhar o crescimento da criança, garantindo que ela esteja sempre firme e protegida. Como cada versão é indicada para uma faixa etária específica, a troca do equipamento se torna necessária conforme o desenvolvimento.

Um bebê que já não cabe no bebê conforto, por exemplo, pode ir para a cadeirinha, mesmo que ainda não tenha completado a idade mínima para a transição.

“Se ela ainda cabe naquele dispositivo, está confortável, com o cinto bem preso, pode continuar nele”, afirma Kuster.

A posição do bebê conforto — voltado para o encosto do banco — é recomendada por causa da anatomia dos recém-nascidos. “O bebê nasce com a cabeça maior que o corpo, como na forma de um martelo. Nessa posição, ele fica mais protegido”, explica Celso Arruda, especialista da Unicamp.

Para os mais crescidos, a altura é o fator mais importante na hora de dispensar o assento de elevação.

Crianças com menos de 1,45 m não devem usar apenas o cinto de segurança, mesmo que tenham mais de 7 anos. O assento serve para posicionar corretamente o cinto de três pontos, que deve passar pelo peito.

“Se ela ainda não tiver altura suficiente e quiser continuar usando inclusive a cadeirinha completa, sem dispensar o encosto, ainda que tenha mais de 4 anos ou mais de 36 kg, tudo bem. Desde que esteja confortável”, diz Kuster.

Crianças a partir de 10 anos, com cinto de segurança;Quando o banco traseiro só tem cinto de dois pontos;Em veículos sem banco traseiro, como picapes de cabine simples;Quando há mais crianças do que lugares no banco traseiro — a de maior estatura pode ir na frente;Equipamentos certificados.

Segundo a Senatran, apenas bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação são considerados dispositivos adequados. O Inmetro reforça que não há certificação para outros tipos de equipamentos.

“Sem um equipamento certificado, ou seja, que passou por testes rigorosos, a criança não estará devidamente protegida”, afirma Viviani.

Uma das formas de prender o bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação nos carros é o Isofix, que ancora a cadeirinha ao assento traseiro do carro. Porém, a lei do Isofix foi sancionada em 2015 e somente em 2020 é que passou a ser obrigatória para todos os veículos novos fabricados ou importados no país.

Este tipo de ancoragem exige pontos de fixação específicos, tanto no veículo quanto na cadeirinha.

O sistema é composto por dois pontos de fixação na base da cadeirinha ou do bebê-conforto, que se encaixam a dois pontos no veículo, localizados no vão entre o assento e o encosto do banco traseiro.

Localizar os pontos de ancoragem no banco traseiro, que podem ser visíveis como na imagem acima, ou escondidos. Neste caso, um ícone de cadeirinha infantil ou o nome "Isofix" fica fisível.Guiar os pontos da cadeirinha aos locais do banco e empurrar, até escutar um "clique".Em algumas cadeirinhas, uma indicação em verde aparece próxima do local de ancoragem no assento do veículo.

Um terceiro ponto pode estar no carro e ele se liga a uma espécie de gancho da cadeirinha, evitando que o dispositivo se movimente. Esse ponto tem nome de Top Tether e, se estiver no seu carro, estará em um dos seguintes locais:

No assoalho;Na parte de trás do encosto (na área do porta-malas, como na imagem abaixo);Na lateral do carro (na mesma área de onde saem os cintos de segurança).

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Trump anuncia tarifas de 100% sobre medicamentos importados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 01:08

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%Oferecido por

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou tarifas de 100% sobre determinadas importações de medicamentos de marca. O anúncio ocorre um ano após o "dia da libertação", quando Trump determinou uma série de tarifas sob produtos de países por todo o mundo.

Junto ao anúncio da tarifa sobre medicamentos importados, o presidente também reformulou tarifas sobre produtos com aço, alumínio e cobre.

O novo pacote de tarifas tem como objetivo, em parte, recompor tributos perdidos quando a Suprema Corte as derrubou em fevereiro deste ano. No entanto, as medidas foram criticadas por alguns grupos empresariais por criarem novas pressões de custo em um momento em que a guerra com o Irã elevou os preços de energia para os consumidores.

Nesta quinta-feira (2), o governo publicou os resultados de uma investigação de segurança nacional sobre importações farmacêuticas. Trump afirmou que:

fabricantes estrangeiros de produtos patenteados devem concordar em firmar acordos com o governo dos EUA para reduzir os preços de medicamentos prescritos; e se comprometer a transferir a produção para os Estados Unidos.

Eles precisarão fazer ambas as coisas para evitar totalmente as tarifas e enfrentarão uma taxa de 20% caso apenas transfiram parte da produção para os EUA, segundo uma autoridade do governo.

As tarifas não se aplicarão a importações de medicamentos de todos os países. As taxas sobre medicamentos de marca serão limitadas a 15% em acordos comerciais com a União Europeia, Japão, Coreia do Sul e Suíça.

Os EUA e o Reino Unido também finalizaram um acordo separado para o setor farmacêutico que garante tarifa zero para medicamentos produzidos no Reino Unido por pelo menos três anos, enquanto o país amplia a produção em território americano.

Trump dá entrevista a bordo do Air Force One em 29 de março de 2025. — Foto: Reuters/Elizabeth Frantz

Uma autoridade do governo disse que grandes farmacêuticas terão 120 dias para cumprir as regras antes que as tarifas de 100% entrem em vigor, enquanto produtores menores terão 180 dias.

As alterações ocorrem no aniversário de um ano do chamado “Dia da Libertação”, quando Trump anunciou tarifas “recíprocas” entre 10% e 50% sobre importações de todos os parceiros comerciais — e até de algumas ilhas desabitadas. As medidas, baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, desencadearam meses de retaliações da China, negociações comerciais e disputas judiciais por parte de importadores.

Em fevereiro, a Suprema Corte dos EUA declarou ilegais essas tarifas, levando uma instância inferior a ordenar que a agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras elaborasse um plano para devolver cerca de US$ 166 bilhões arrecadados ao longo de um ano.

Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, defendeu as tarifas como um “botão de reinicialização” para um sistema global de comércio considerado falho. Ele afirmou que elas incentivaram empresas a construir novas fábricas nos EUA e pressionaram parceiros comerciais a conceder vantagens às exportações americanas.

“O melhor ainda está por vir, à medida que o programa tarifário do presidente Trump incentiva a produção doméstica, eleva os salários dos trabalhadores e fortalece nossas cadeias de suprimentos críticas”, disse Greer em comunicado.

Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, fala à imprensa no dia em que participa de um almoço de trabalho com ministros do comércio da UE, em Bruxelas, Bélgica, 24 de novembro de 2025. — Foto: Piroschka van de Wouw/Reuters

A Câmara de Comércio dos EUA afirmou que um ano de tarifas mais altas já elevou preços e aumentou custos para vários setores, alertando que as novas medidas podem provocar novos aumentos

“Um novo e complexo sistema tarifário sobre medicamentos elevará os custos de saúde para as famílias americanas”, disse o diretor de políticas da entidade, Neil Bradley.

“Alterações nas tarifas de metais também elevarão preços para consumidores e aumentarão a pressão sobre manufatura, construção e energia — setores que já enfrentam custos elevados e desafios nas cadeias de suprimentos”, acrescentou.

Por outro lado, o presidente da Associação de Fabricantes de Aço, Philip Bell, elogiou o governo por ajustar a lista de produtos derivados e atualizar a metodologia de avaliação, garantindo que as tarifas permaneçam direcionadas ao fortalecimento da indústria siderúrgica americana sem prejudicar objetivos econômicos mais amplos.

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Como bacalhau virou prato típico da Sexta-Feira Santa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 00:10

Agro Como bacalhau virou prato típico da Sexta-Feira Santa Para especialistas, costume tem suas raízes na influência de Portugal enquanto país colonizador do que depois se tornaria o Brasil. Por BBC

O costume de não comer carne vermelha na quaresma — alguns, apenas na Semana Santa; outros, exclusivamente na Sexta-Feira Santa — é tradicional em muitas famílias católicas brasileiras.

Para especialistas, é uma história longa em que não há uma única explicação. Mas tem suas raízes na influência de Portugal enquanto país colonizador do que depois se tornaria o Brasil.

Outra parte da explicação está no fato de ser um produto que pode ser conservado por mais tempo sem refrigeração.

Em tempos anteriores à invenção da geladeira, sobretudo em que a quaresma ocorre no verão, como o Brasil, era preciso facilitar essa ideia de comer peixe.

Em seus quase 40 anos de sacerdócio, não foram poucas as vezes em que o padre Eugênio Ferreira de Lima questionou o costume, tradicional em muitas famílias católicas brasileiras, de não comer carne vermelha na quaresma — alguns, apenas na Semana Santa; outros, exclusivamente na Sexta-Feira Santa, dia em que o protagonista à mesa costuma ser o bacalhau.

"Sobretudo porque bacalhau é mais caro do que certas carnes", disse Lima, em troca de mensagens com a reportagem da BBC News Brasil.

"Também não vejo sentido em fazer jejum ou não comer carne e não dar o que deixou de comer para os mais pobres. Às vezes me sinto uma voz isolada nesse sentido."

O questionamento levantado pelo religioso faz muito sentido, sobretudo em tempos de inflação, que tem reduzido a oferta de alimentos na mesa dos brasileiros.

Mas, ao mesmo tempo, é uma crítica que instiga: de onde veio o costume do bacalhau na sexta-feira que antecede à Páscoa?

Para especialistas, é uma história longa em que não há uma única explicação. E, claro, tem suas raízes na influência de Portugal enquanto país colonizador do que depois se tornaria o Brasil. Outra parte da explicação está no fato de ser um produto que pode ser conservado por mais tempo sem refrigeração.

"Quando o assunto é o 'não se pode comer tal coisa' e 'é permitido consumir tais produtos', a regra não é tanto baseada na questão econômica", explica o historiador André Leonardo Chevitarese, professor titular do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor do livro Jesus de Nazaré: O Que a História Tem a Dizer sobre Ele, entre outros.

"A chave para pensar essa questão, se não é econômica, tem a ver com a questão religiosa. Por isso é tão tensa essa questão. Nem todo cristão faz jejum ou abre mão de comer carne vermelha durante a Semana Santa", lembra Chevitarese.

"O que leva alguém a consumir ou não carne vermelha diz respeito a olhares, formas de se ler teologicamente o que vem a ser o sacrifício de Jesus na cruz", completa ele.

É por isso que a abstinência de carne suscita comentários que vão desde o "a Igreja Católica proibiu sem base bíblica" aos que defendem que regulamentações oriundas de documentos ou da tradição católica estariam, sim, ancoradas pelos ensinamentos dos livros sagrados, como contextualiza Chevitarese, em "simbologias teológicas do ato do sacrifício de Jesus".

"Ou seja: eu não discutiria questões econômicas, mas pensaria em simbologias", conclui ele.

E aí há algumas questões que precisam ser levadas em conta: a prática do jejum, o simbolismo do peixe, o prazer de comer carne vermelha e, por fim, a disseminação do bacalhau no mundo lusitano.

"Tudo começa, na verdade, com o jejum", afirma a vaticanista Mirticeli Medeiros, pesquisadora de história do catolicismo na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

"Desde os primeiros séculos do cristianismo tal prática é observada, mas sem focar em um alimento específico. Até porque, na era primitiva do cristianismo, havia essa preocupação de romper com as práticas judaicas em alguns aspectos, embora a influência, do ponto de vista cultural, fosse mais que evidente. É na Idade Média que se começa a desenhar tal preceito."

Chevitarese ressalta que desde os primeiros cristãos já havia uma reflexão sobre "pensar o sacrifício de Jesus" experimentando alguma forma de abstinência.

"A ideia de jejuar, de ter uma ascese, representaria, sob muitos aspectos, uma austeridade, um autocontrole diante dos prazeres humanos, sempre em dimensão ao sacrifício feito por Jesus na cruz", pontua.

O historiador, teólogo e filósofo Gerson Leite de Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, ressalta que essa ideia de jejum, no catolicismo, está ligada ao sacramento da penitência, ou seja, um sacrifício feito para a remissão dos pecados.

"No catolicismo, é um conceito que trabalha de modo muito forte com a ideia de reconciliação", diz Moraes.

Ora, a quaresma é, por assim dizer, o momento perfeito para a ocorrência dessa experiência religiosa. “Porque é um período de perdão, de reconstrução. E é dentro dessa lógica toda que aparece a abstinência da carne, como um símbolo dessa vida que pede para ser reconciliada”, acrescenta o historiador.

Afinal, a simbologia está na narrativa: a quaresma é o percurso que resulta na Páscoa. E a Páscoa, a festa da ressurreição, seria o ápice dessa história de renovação, essa possibilidade de que cada um se torne um novo ser humano.

Moraes aponta que essa prática de abstinência não costuma ser seguida por cristãos protestantes, evangélicos ou de outras denominações.

Segundo ele, a raiz dessa diferença está justamente na questão dos sacramentos — se para os católicos, são sete, incluindo a penitência ou arrependimento dos pecados, protestantes têm apenas dois: batismo e eucaristia.

São muitas as explicações que, somadas, resultam numa unânime permissão. Em primeiro lugar, é preciso lembrar como peixes eram importantes no contexto do Jesus histórico, ou seja, no dia a dia daquelas comunidades do Oriente Médio de cerca de 2 mil anos atrás.

Não à toa, os primeiros seguidores de Jesus são apresentados, nos evangelhos, como pescadores. "Ele tinha entre os discípulos, pescadores. É lógico que o peixe é um alimento importante na cultura judaica. Mas não há uma relação explícita, direta, [disso com a ideia da troca da carne pelo peixe]", diz Moraes.

Os cristãos primitivos, naqueles tempos em que eram perseguidos por sua fé, decidiram usar o peixe como símbolo atribuindo à palavra um acrônimo: Iesous Christos Theou Yios Soter, que significa Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador.

"Assim, o consumo do peixe também passa por um conjunto de simbolismos, na experiência, na prática cotidiana de muitos cristãos", argumenta o historiador.

"As letras que compõem a palavra ichthys formam o sentido que está muito relacionado ao cristianismo", afirma. "Este peixe é, por si só, simbolicamente algo que se remete a Jesus como salvador."

Para muitas famílias, na Sexta-Feira Santa, o protagonista à mesa costuma ser o bacalhau — Foto: Getty Images via BBC

OK, havia a prática do jejum, já disseminada. E havia o hábito do peixe, acrescido da simbologia toda. Mas qual o problema com a carne vermelha, afinal?

A teoria mesmo veio apenas no século 13, graças ao filósofo, teólogo e frade italiano São Tomás de Aquino (1225-1274), um dos grandes pensadores do mundo medieval.

"Quando ele prescreveu uma orientação aos fiéis a respeito do jejum, apontou a carne como um dos alimentos mais prazerosos, juntamente com os laticínios", conta Medeiros.

"Fez isso porque o jejum era concebido como o ato de se abster de algo que mais se gostava, não necessariamente privar-se de carne. Mas a carne, em si, por satisfazer o prazer do paladar, estava muito associada à luxúria, aos pecados sexuais, comumente chamados de 'pecados da carne'."

"A teologia [da abstinência de carne vermelha] foi trazida por Tomás de Aquino", concorda Chevitarese.

Medeiros atenta para a recorrência de exemplos que confirmam essa ideia. Por exemplo, a regra de São Bento, documento atribuído ao monge São Bento de Núrsia (480-547) e que rege a ordem beneditina.

"Exigia que os monges só comessem carne em caso de necessidade extrema ou por questão de saúde", afirma a estudiosa do catolicismo.

"Foi colocado em questão, inclusive, se a carne moída e o presunto poderiam ser consumidos no lugar da carne [em si] porque, uma vez triturados, teriam perdido suas propriedades 'carnosas'", exemplifica Medeiros.

"Por fim, na Idade Média, os fiéis observavam o chamado 'jejum magro', que previa a abstinência de carne em várias épocas do ano, incluindo na sexta-feira", conta a pesquisadora. A regra atual consta de dois documentos do Vaticano: o Código de Direito Canônico de 1917 e a Constituição de 1966, do papa Paulo 6º (1897-1978).

Não são poucos os artifícios retóricos que buscam explicar a diferença entre carnes de diversos bichos, de modo a autorizar o consumo do peixe e proibir o de outros animais, por exemplo.

"Há o elemento do peixe como uma carne cujo sangue é frio, em detrimento ao sangue quente da carne vermelha dos bovinos e do frango", comenta Chevitarese.

As nuances não são muito claras tampouco na hora de definir o que é um peixe ou não. Nesse sentido, a religião não necessariamente bebe nas fontes da ciência.

"Na tradição judaica, o peixe seria o animal que tem escama e barbatana. Embora consideremos peixes muitos outros animais marinhos que não necessariamente tenham escama e barbatana", explica o historiador.

"Por exemplo, em Nova Orleans [nos Estados Unidos] houve um bispo que disse que jacaré deve ser considerado um peixe. Então os católicos de lá podem comer carne de jacaré na Sexta-Feira Santa", conta.

"Tem culturas que encaram a capivara como peixes, então católicos podem comer capivara na quaresma. E em Quebec [no Canadá], um bispo disse que castores também são peixes…"

"Então, a regra varia muito sobre o que é peixe [no âmbito religioso], como definir o que é peixe…" acrescenta ele. "Há muitas brechas."

'Por ser considerado um peixe de longa conservação, muitos fiéis consumiam o bacalhau durante toda a quaresma', diz Medeiros — Foto: Getty Images via BBC

"Não há nenhuma prescrição da Igreja sobre o uso do bacalhau", frisa Medeiros. Ela vai direto ao ponto: a tradição pegou no Brasil "simplesmente porque fomos influenciados pelos costumes portugueses". Ora, pois…

"Eles trouxeram a iguaria para cá no século 19. Por ser considerado um peixe de longa conservação, muitos fiéis o consumiam durante toda a quaresma", acrescenta ela.

Aí parece estar o pulo do gato — ou o salto do peixe. Em tempos anteriores à invenção da geladeira, sobretudo em que a quaresma ocorre no verão, como o Brasil, era preciso facilitar essa ideia de comer peixe.

Como o bacalhau costuma ser curado, em um processo com adição de sal e desidratação, ele é um produto que pode ser conservado por mais tempo sem refrigeração. Em resumo: não foi por fé no bacalhau, foi por puro pragmatismo.

O historiador Chevitarese explica que o consumo do bacalhau foi trazido ao Brasil com a chegada da corte portuguesa ao Rio de Janeiro em 1808. Aos poucos, a iguaria começou a estar disponível nos famosos empórios de secos e molhados.

"A lógica da penitência impõe ao fiel que ele obedeça, de livre e espontânea vontade, a um momento penitencial importante", enfatiza Moraes. "A Páscoa é uma excelente oportunidade para isso. Na Sexta-Feira Santa, então, o sujeito faz essa substituição [da carne pelo bacalhau], que é uma coisa histórica, tradicional."

"Somos um país criado sob a influência do catolicismo, então essa observância dos fiéis católicos vem desde a época da colonização e é algo muito evidente, ancorado pela orientação dos padres daqui. E o peixe [o bacalhau] apareceu como uma tradição da própria corte portuguesa", diz ele.

O teólogo sintetiza: se o ritual da abstinência veio com a colonização, a prática se acentuou com a chegada da corte portuguesa ao Rio.

"Então o bacalhau, com praticidade de algo que fazia parte da culinária portuguesa e não se estragava com facilidade, foi inserido. E aquilo foi sendo ressignificado ao longo do tempo", comenta.

Sim, porque com todos os ingredientes, é a hora de lembrar da frase bíblica que apregoa que as coisas de Deus devem ser deixadas a Deus e as coisas de César, a César. Porque o deus mercado é capaz de fazer perpetuar as mais diversas tradições inventadas…

“O consumo do bacalhau, trazido pela corte, caiu no gosto do brasileiro. Vivemos num modo de produção capitalista e quando algo cai no gosto da prática mercantilista comercial, tudo vira mercadoria: tem gente que vende e gente que consome", reflete Moraes. "Então está aí: ficou sendo uma prática muito explorada até hoje. E os vendedores de peixe agradecem."

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Trump reformula tarifas sobre produtos com aço, alumínio e cobre

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 23:27

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%Oferecido por

A Casa Branca publicou nesta quinta-feira (2) uma proclamação presidencial que reformula as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos de aço, alumínio e cobre, com mudanças nas alíquotas conforme o tipo de produto.

As novas regras estabelecem que parte dos itens acabados com participação relevante desses insumos deixarão de enfrentar tarifa de 50% e passarão a ser taxados em 25%.

🔎 Essa taxa será aplicada sobre o valor total do produto. Antes, a tarifa de 50% incidia apenas sobre o valor do metal utilizado nos itens.

Conforme as mudanças, produtos derivados que contenham mais de 15% do peso total em aço, alumínio ou cobre terão tarifa de 25% sobre o valor integral da importação. Máquinas de lavar e fogões a gás, por exemplo, passam a ter alíquota fixa de 25% quando feitos majoritariamente de aço.

Apesar da redução em alguns casos, as mudanças podem elevar o custo de diversas importações, ao ampliar a base de cálculo das tarifas, avaliou o jornal norte-americano Wall Street Journal.

Isso ocorre porque a cobrança passará a incidir sobre o valor total dos bens importados, e não apenas sobre o conteúdo de aço ou alumínio de cada produto.

A tarifa de 50% segue válida para produtos de aço, alumínio e cobre classificados como commodities, ou seja, compostos majoritariamente por esses metais.Determinados itens podem ser reclassificados como commodities se forem feitos quase integralmente desses materiais.Produtos com menos de 15% de conteúdo metálico ficam fora do regime e passam a pagar a tarifa global mínima de 10% estabelecida por Trump.Produtos feitos no exterior com metais dos EUA podem ter tarifa reduzida, de 10%.

As mudanças têm como objetivo simplificar um regime tarifário excessivamente complexo, que dificultava a determinação do valor do conteúdo metálico em milhares de produtos derivados — de peças de tratores a pias de aço inoxidável e equipamentos ferroviários.

“Então é mais fácil, mais simples, mais direto. Para muitos produtos, será mais baixo. Para alguns, será um pouco mais alto, mas, em geral, está ok”, disse um alto funcionário do governo Trump à Reuters, acrescentando que o governo discutiu as mudanças com a indústria e recebeu retorno positivo.

A expectativa é que, com a medida, o governo dos EUA arrecade mais com as tarifas sobre aço e alumínio, impostas sob a Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962. A decisão ocorre após a Suprema Corte derrubar, em fevereiro, grande parte das tarifas aplicadas por Trump.

Em resposta, o republicano recorreu a um novo instrumento legal, a Seção 122 da legislação comercial dos EUA, para impor uma tarifa global de 10% sobre produtos importados.

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Distribuidoras nacionais ficam de fora de 1ª fase do programa de subvenção ao diesel

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 21:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%Oferecido por

A primeira fase do programa do governo federal de subvenção ao diesel terminou com apenas cinco empresas habilitadas.

As três distribuidoras nacionais de combustíveis – Vibra Energia, Raízen e Ipiranga – não participarão desta etapa.

O programa de subvenção ao diesel foi criado pelo governo federal para atenuar os efeitos nos preços domésticos de combustíveis causados pela disparada do petróleo no mercado internacional em meio ao conflito no Oriente Médio.

A iniciativa prevê o ressarcimento de até R$ 0,32 por litro de diesel para os agentes econômicos, a depender dos preços praticados por eles e de parâmetros definidos pelo governo em cada período.

Programa de subvenção ao diesel foi criado para atenuar os efeitos nos preços domésticos de combustíveis — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A primeira fase do programa do governo federal de subvenção ao diesel terminou com apenas cinco empresas habilitadas: a Petrobras, a refinaria de Mataripe (BA), a Sea Trading Comercial, a Midas Distribuidora e Sul Plata Training.

A informação é da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), que registrou a adesão das cinco empresas.

As três distribuidoras nacionais de combustíveis – Vibra Energia, Raízen e Ipiranga – não participarão desta etapa.

Segundo as regras, os agentes econômicos que atuam no setor tiveram até 31 de março para aderir ao programa para o período de 12 a 31 de março. Para o próximo período, de 1º a 30 de abril, o prazo para adesão ainda está aberto.

"A ANP recebeu pedidos de adesão para esse segundo período e está analisando os documentos", disse a agência, sem dar detalhes.

O programa de subvenção ao diesel foi criado pelo governo federal para atenuar os efeitos nos preços domésticos de combustíveis causados pela disparada do petróleo no mercado internacional em meio ao conflito no Oriente Médio.

A iniciativa prevê o ressarcimento de até R$ 0,32 por litro de diesel para os agentes econômicos, a depender dos preços praticados por eles e de parâmetros definidos pelo governo em cada período.

O Ministério de Minas e Energia publicou uma portaria que fixou o preço de comercialização máximo do diesel para o primeiro período da subvenção.

A partir dos períodos seguintes — em sua maioria com duração de 30 dias até o fim do ano — o preço máximo de venda será calculado com base em preço de referência definido pela ANP no primeiro dia de cada período.

O preço de referência vai oscilar diariamente, a fim de determinar o quanto será pago aos agentes.

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ANP anuncia fiscalização de leilões de gás de cozinha após Lula criticar os preços

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 19:46

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou, nesta quinta-feira (2), que iniciou uma ação de fiscalização para apurar informações relacionadas aos leilões de GLP (gás de cozinha) realizados pela Petrobras em 31 de março.

A iniciativa foi motivada "por suspeitas de prática de preços com ágios elevados, possivelmente acima dos Preços de Paridade de Importação (PPI)".

Mais cedo nesta quinta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o leilão como "bandidagem".

"Foi feito um leilão, com cretinice e bandidagem que fizeram com o óleo diesel. As pessoas sabiam da orientação do governo e da Petrobras: 'Não vamos aumentar o GLP'. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras", disse Lula em entrevista à TV Record.

"Vamos rever esse leilão, vamos anular esse leilão. O povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra", acrescentou.

Equipes da ANP estiveram na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, e na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais. Segundo a agência, no entanto, as solicitações de informações abrangem todos os polos produtores da companhia.

Ainda de acordo com a agência, a fiscalização se baseia, entre outros pontos, em uma medida provisória editada no ano passado que ampliou suas competências legais para apurar infrações relacionadas à elevação abusiva de preços e à recusa injustificada de fornecimento de combustíveis, biocombustíveis e derivados de petróleo.

A ANP ressaltou que a ação tem caráter fiscalizatório e não representa, neste momento, constatação de irregularidades.

"A instauração da fiscalização não representa juízo prévio de que foram constatadas irregularidades, sendo assegurados à empresa fiscalizada o contraditório e a ampla defesa. Caso sejam constatadas infrações, poderão ser adotadas as medidas administrativas cabíveis, a partir da abertura de processo administrativo que poderá resultar em multa, nos termos da legislação aplicável", informou a ANP.

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Embraer entrega 44 aviões no 1º trimestre de 2026 e registra alta de 47% em relação ao ano anterior

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 18:59

Vale do Paraíba e Região Embraer entrega 44 aviões no 1º trimestre de 2026 e registra alta de 47% em relação ao ano anterior Alta foi puxada pelo segmento comercial, em que foram entregues dez aviões no primeiro trimestre de 2026. Por g1 Vale do Paraíba e Região

A Embraer entregou 44 aviões no primeiro trimestre deste ano. De acordo com a empresa, o número representa alta de 47% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram entregues 30 aeronaves nos primeiros três meses do ano.

A alta foi puxada pelo segmento comercial. Foram entregues dez aviões no primeiro trimestre de 2026, sendo três do modelo E195-E2, a maior aeronave atualmente em produção pela Embraer nesse segmento.

O setor de defesa também foi outro destaque. A Embraer entregou uma aeronave de transporte militar multimissão KC-390 Millennium e quatro A-29 Super Tucano.

A Embraer entregou 44 aviões no primeiro trimestre deste ano. De acordo com a empresa, o número representa alta de 47% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram entregues 30 aeronaves nos primeiros três meses do ano.

A alta foi puxada pelo segmento comercial. Foram entregues dez aviões no primeiro trimestre de 2026, sendo três do modelo E195-E2, a maior aeronave atualmente em produção pela Embraer nesse segmento. Nos primeiros três meses de 2025, foram entregues sete aeronaves comerciais – alta de 43%.

O setor de defesa também foi outro destaque. A Embraer entregou uma aeronave de transporte militar multimissão KC-390 Millennium e quatro A-29 Super Tucano. No total, são cinco aeronaves no trimestre, enquanto não houve nenhuma entrega no mesmo período do ano anterior.

Para a aviação executiva, foram entregues 29 jatos no trimestre, que representa aumento de 26% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram entregues 23 aeronaves.

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