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LEGO lança coleção da Copa do Mundo 2026 com Messi, CR7 e Vini Jr; preços passam dos mil reais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 17:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%Oferecido por

A LEGO anunciou uma nova coleção de produtos inspirados na Copa do Mundo de 2026 nesta quinta-feira (2).

A linha reúne diferentes categorias de produtos, que vão desde kits menores, voltados para montagem rápida, até modelos mais elaborados e voltados para colecionadores.

Entre os principais destaques estão as séries “Destaques do Futebol” e “Lendas do Futebol”, além de versões maiores que incluem itens como a bola oficial e o troféu do torneio.

Os bonecos foram desenvolvidos com elementos personalizados para cada jogador, como cores das seleções, numeração das camisas e bases decorativas com identificação individual.

A LEGO anunciou uma nova coleção de produtos inspirados na Copa do Mundo de 2026 nesta quinta-feira (2), com bonecos de alguns dos principais nomes do futebol mundial, como Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Vinícius Júnior e Kylian Mbappé.

A linha reúne diferentes categorias de produtos, que vão desde kits menores, voltados para montagem rápida, até modelos mais elaborados e voltados para colecionadores. Entre os principais destaques estão as séries “Destaques do Futebol” e “Lendas do Futebol”, além de versões maiores que incluem itens como a bola oficial e o troféu do torneio.

Os bonecos foram desenvolvidos com elementos personalizados para cada jogador, como cores das seleções, numeração das camisas e bases decorativas com identificação individual.

O anúncio foi feito no Instagram em um vídeo que reúne os quatro craques do futebol mundial. Confira:

No Brasil, ainda não há previsão do início das vendas, no entanto, no mercado internacional já é possível encontrar os bonecos dos jogadores.

Se dentro de campo os craques são de nível mundial, pode se dizer que os preços também são. Confira:

Troféu Oficial do Campeonato do Mundo™ da FIFA – 179,99 euros (R$ 1078,55);Bola de futebol – 119,99 euros (R$ 719);Bonecos Lendas do Futebol – 79,99 euros (R$ 479,32);Kits Destaques do Futebol – 29,99 euros (R$ 179,70);Lionel Messi Celebração – 179,99 euros (R$ 1078,55).

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Comprar passagens de avião agora ou esperar?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 16:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1630,12%Dólar TurismoR$ 5,3620,05%Euro ComercialR$ 5,957-0,26%Euro TurismoR$ 6,199-0,34%B3Ibovespa187.869 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 5,1630,12%Dólar TurismoR$ 5,3620,05%Euro ComercialR$ 5,957-0,26%Euro TurismoR$ 6,199-0,34%B3Ibovespa187.869 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 5,1630,12%Dólar TurismoR$ 5,3620,05%Euro ComercialR$ 5,957-0,26%Euro TurismoR$ 6,199-0,34%B3Ibovespa187.869 pts-0,04%Oferecido por

O reajuste de 55% para o preço do querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras nesta quarta-feira não deve demorar a ser repassado para os passageiros.

Desde o início da ofensiva americana e israelense contra o Irã já havia a expectativa de alta nos preços de combustíveis em geral.

No caso do querosene de aviação, cuja produção ainda depende parcialmente de petróleo importado, esse impacto deve chegar em até três meses, na avaliação de especialistas.

A alta anunciada nesta semana segue a tendência de março, quando o preço do combustível subiu 9,4%. Os valores estão em tabela disponibilizada pela Petrobras.

Avião decolando da pista do Aeroporto Internacional de Cumbica — Foto: Sidnei Barros/Prefeitura de Guarulhos

Quem está planejando viajar de avião deve comprar a passagem o mais cedo possível, avaliam especialistas. Isso porque o reajuste de 55% para o preço do querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras nesta quarta-feira (1°/04) não deve demorar a ser repassado para os passageiros.

Desde o início da ofensiva americana e israelense contra o Irã já havia a expectativa de alta nos preços de combustíveis em geral.

No caso do querosene de aviação, cuja produção ainda depende parcialmente de petróleo importado, esse impacto deve chegar em até três meses, na avaliação de Viviane Falcão, professora de Economia dos Transportes Aéreos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

"Se eu pudesse dar um conselho neste momento, seria para comprar a passagem o quanto antes”, afirma.

"As aéreas fecham os contratos de combustível com seis meses de antecedência, mas, com a chegada das férias e segundo semestre – que sempre registra preços maiores –, o repasse do aumento deve chegar antes deste prazo", avalia.

A alta anunciada nesta semana segue a tendência de março, quando o preço do combustível subiu 9,4%. Os valores estão em tabela disponibilizada pela Petrobras.

Falcão projeta uma alta de 15 a 20% nas passagens aéreas nos próximos meses apenas refletindo o aumento do barril de petróleo. O querosene de aviação corresponde a cerca de um terço dos gastos operacionais das companhias aéreas.

Com os reajustes de março e abril, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) prevê que o combustível passe a representar em torno de 45% destes custos.

O valor do aumento de até 20% é esperado também pelo economista e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), Adriano Pires.

"A gente vai ter que se adaptar a essa conjuntura negativa que o mundo está vivendo, a gente não pode isolar o Brasil do que está acontecendo no mundo, e as pessoas têm que entender que, infelizmente, tem uma conta pra pagar", diz.

Para ele, a alta do combustível pode levar as companhias aéreas a reduzir o número de voos – uma tendência já observada em outros países.

Pires compara o momento à pandemia de covid-19. "Quando a companhia área compra o combustível, depois isso tem um preço de reposição. Ela vai ter que colocar isso na passagem aérea, mas claro que ela não vai colocar na integridade”, explica o economista, ressaltando que parte desses custos tende a ser absorvida pelas próprias companhias aéreas, com impacto negativo para essas empresas.

Com as companhias aéreas nacionais já retomando o volume de passageiros de 2019, porém com menos aeronaves em operação após pandemia, o resultado deve ser voos ainda mais lotados.

Segundo Falcão, as três empresas que dominam o mercado brasileiro operam hoje com uma ocupação média de 90% dos assentos, acima do estimado como mínimo para a viabilidade da operação.

O preço do querosene de aviação segue a tendência da valorização do petróleo, impulsionada pelo fechamento do Estreito de Ormuz em decorrência da guerra no Irã.

A subida no valor do QAV acompanha o mercado internacional, apesar de o Brasil produzir cerca de 80% do querosene de aviação utilizado no país.

"Essa guerra tem uma particularidade, diferente de outros momentos quando se teve elevações substanciais no preço do barril do petróleo. É que essa guerra está proporcionando uma disrupção na oferta de gás e petróleo que a gente não teve em outros momentos”, comenta Pires em relação a ausência do que chamou de "sobra de oferta”.

Pires explica que o querosene, assim como a gasolina, o diesel e o petróleo, é uma commodity. Isso significa que o preço dele reflete o mercado internacional.

Nesse sentido, o economista ressalta que em regiões como Europa, Estados Unidos, China, Japão e Coreia do Sul essas commodities relacionadas ao petróleo já vêm sofrendo aumento de preços há tempo, acompanhando a valorização do petróleo, o que não ocorreu no Brasil.

No mesmo dia que publicou os novos preços para o QAV, a Petrobrás anunciou que irá oferecer condições de pagamento especiais para as distribuidoras de combustível que fornecem para a aviação comercial.

A proposta é que essas distribuidoras, inicialmente, comprem o combustível com um aumento de apenas 18% e parcelem o restante em até seis vezes, a contar do mês de julho de 2026. O termo para aderir à medida deve ser disponibilizado pela Petrobras até a próxima segunda-feira (06/04).

Para o viajante, isso pode significar uma diluição no aumento do preço das passagens aéreas. A professa da UFPE, no entanto, se preocupa com a viabilidade da operação. Com o aumento dos preços, existe a possibilidade de a Petrobras não ser capaz de manter este repasse "a conta gotas".

"Fazendo esse processo de repassagem em gotas homeopáticas, certamente a Petrobras pode vir a sofrer, e não sabemos até quando ela consegue aguentar; ela pode segurar agora, mas mais adiante vai depender muito da conjuntura geopolítica internacional, ainda muito incerta”, afirma.

O Ministério de Portos e Aeroportos encaminhou ao Ministério da Fazenda uma proposta com ações destinadas a aliviar a pressão sobre o setor aéreo. O documento, preparado pela Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), reúne sugestões.

Entre elas, estão a redução temporária de tributos que incidem sobre o querosene de aviação; a diminuição do IOF aplicado às operações financeiras das companhias aéreas; e a queda do Imposto de Renda cobrado sobre contratos de leasing de aeronaves.

Segundo a pasta, essas medidas ajudariam a manter a competitividade das empresas, evitariam aumentos excessivos nas tarifas para os passageiros e garantiriam a continuidade da malha aérea nacional.

Além disso, apurou-se que está em análise a criação de uma nova linha do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac) para financiar a compra de combustível, também com caráter temporário.

Para Pires, voar de avião é um serviço "sem substituto” no Brasil, já que a população não dispõe de trens para viagens longas. Soma-se a isso a condição das estradas e a inviabilidade delas como em boa parte da região norte, ainda muito dependente do transporte fluvial.

O resultado, segundo Falcão, é a população acabar pagando o preço por décadas de negligência com o transporte aéreo por parte do Estado.

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Irã afirma ter atacado data center da Oracle em Dubai

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 16:46

Tecnologia Irã afirma ter atacado data center da Oracle em Dubai Em seu site, a empresa diz que a operação na cidade segue normal. Essa não é a primeira vez nesta semana que o Irã mira big techs. Nesta quarta (1º), a operação de computação em nuvem da Amazon no Bahrein foi prejudicada. Por Redação g1

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter como alvo um data center da Oracle em Dubai, segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana nesta quinta-feira (2).

Essa não é a primeira vez nesta semana que o Irã mira big techs. Nesta quarta (1º), a operação de computação em nuvem da Amazon no Bahrein foi prejudicada após um ataque do Irã, segundo informações do Financial Times publicadas nesta quarta-feira (1º).

Os episódios ocorrem depois da guarda ameaçar atacar companhias americanas que operam no Oriente Médio. Entre os alvos citados estavam gigantes de tecnologia como Microsoft, Apple, Google e Meta. A Amazon não estava na lista divulgada pela corporação.

Em comunicado divulgado pela mídia estatal, os militares iranianos listaram 18 organizações selecionadas como alvo e disseram que suas unidades podem ser bombardeadas a partir das 20h desta quarta-feira (1º) em Teerã – 13h30 no horário de Brasília.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter como alvo um data center da Oracle em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana nesta quinta-feira (2).

O g1 procurou a Oracle, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Em seu site, a empresa diz que a operação na cidade segue normal.

Essa não é a primeira vez nesta semana que o Irã mira big techs. Nesta quarta (1º), a operação de computação em nuvem da Amazon no Bahrein foi prejudicada após um ataque do Irã, segundo informações do Financial Times publicadas nesta quarta-feira (1º).

De acordo com uma fonte ouvida pelo jornal, a unidade da Amazon Web Services (AWS) no país do Golfo sofreu danos após a ofensiva iraniana, em meio ao conflito na região.

Mais cedo, o Ministério do Interior do Bahrein informou que equipes da defesa civil foram acionadas para conter um incêndio em uma instalação empresarial, provocado pelo que classificou como uma “agressão iraniana”. O órgão, no entanto, não detalhou qual empresa foi atingida.

Os episódios ocorrem depois da guarda ameaçar atacar companhias americanas que operam no Oriente Médio. Entre os alvos citados estavam gigantes de tecnologia como Microsoft, Apple, Google e Meta. A Amazon não estava na lista divulgada pela corporação.

Procurada pela agência Reuters, a Amazon não comentou diretamente o ataque específico. Ainda assim, segundo o Financial Times, instalações da AWS na região já foram atingidas diversas vezes desde o início do conflito.

ista externa do escritório da Oracle em Wilson Boulevard, Arlington, Virgínia, EUA, 18 de outubro de 2019 — Foto: REUTERS/Tom Brenner/Foto de Arquivo

Em comunicado divulgado pela mídia estatal, os militares iranianos listaram 18 organizações selecionadas como alvo e disseram que suas unidades podem ser bombardeadas a partir das 20h desta quarta-feira (1º) em Teerã – 13h30 no horário de Brasília.

"Vocês ignoraram nossos repetidos alertas e, hoje, vários cidadãos iranianos foram martirizados em ataques terroristas perpetrados por vocês e seus aliados israelenses. Em resposta a essas operações, de agora em diante, as principais instituições atuantes em operações terroristas serão nossos alvos legítimos. Aconselhamos os funcionários dessas instituições a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para sua própria segurança. Os moradores das áreas próximas a essas empresas terroristas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e procurar um local seguro", diz o texto.

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Google começa a liberar mudanças em endereços do Gmail; veja como vai funcionar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 16:46

Tecnologia Google começa a liberar mudanças em endereços do Gmail; veja como vai funcionar Novidade ainda está disponível apenas nos Estados Unidos, mas será liberada aos poucos para todos os usuários. Usuários que escolherem um novo endereço ainda terão direito sobre endereço antigo. Por Redação g1

O Google começou a permitir mudanças em endereços do Gmail (o trecho antes de "@gmail.com").

A novidade ainda está disponível apenas nos Estados Unidos, mas será liberada gradualmente para todos os usuários.

A alteração foi liberada mais de 20 anos após o Google criar seu serviço de e-mail e foi comemorada pelo CEO da empresa, Sundar Pichai.

Usuários que escolherem um novo endereço ainda terão direito sobre seu antigo e-mail, que funcionará como um endereço alternativo.

O Google começou a permitir mudanças em endereços do Gmail (o trecho antes de "@gmail.com"). A novidade ainda está disponível apenas nos Estados Unidos, mas será liberada gradualmente para todos os usuários.

A alteração foi liberada mais de 20 anos após o Google criar seu serviço de e-mail e foi comemorada pelo CEO da empresa, Sundar Pichai. "2004 foi um bom ano, mas seu endereço do Gmail não precisa ficar preso a ele", escreveu.

Usuários que fizerem a mudança no endereço de Gmail também alteram o meio de acessar serviços como Google Fotos e Google Drive, caso a conta também seja usada para usar essas ferramentas.

Outra opção oferecida pelo Google é alterar como o seu nome é exibido para pessoas que veem seus e-mails. Esse recurso está disponível há mais tempo e pode ser alterado no Gmail (saiba mais abaixo).

Para conferir se você pode mudar seu endereço do Gmail, acesse myaccount.google.com/google-account-email pelo computador. Em um teste do g1, o Google informou que ainda "não é possível mudar essa configuração para sua conta".

Quando a alteração estiver disponível no Brasil, a página exibirá um botão "Mudar e-mail da Conta do Google". Após selecionar a opção, será preciso inserir um endereço que ainda não é usado por ninguém, clicar em "Mudar e-mail" e seguir as instruções na tela.

Você ainda terá direito sobre seu antigo e-mail, que funcionará como um endereço alternativo e ainda poderá ser usado para acessar a sua conta.

O Google informa ainda que após a mudança, você receberá e-mails enviados para os dois endereços e não poderá criar um novo e-mail terminado em "@gmail.com" para a conta durante 12 meses.

Acesse o Gmail pelo computador;Clique em "Configurações" (símbolo de engrenagem no canto superior direito);Clique em "Ver todas as configurações";Selecione "Contas e importação" ou "Contas";Em "Enviar e-mail como", selecione "Editar informações";Em "Nome", escreva como você deseja se apresentar no Gmail;Clique em "Salvar alterações".

Há 3 horas Mundo Bondi sofreu desgaste em meio à liberação dos arquivos de EpsteinHá 3 horasEUA usaram novo tipo de míssil em ataque a escola com 21 mortos, diz NYT

Há 46 minutos Mundo Blog da Sandra Cohen ANÁLISE: Discurso no Dia da Mentira torna mais difícil levar Trump a sério

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Há 18 minutos G1 Explica Trump reduzirá tarifas de produtos feitos com aço e alumínio; Brasil será impactadoHá 18 minutosComprar passagens de avião agora ou esperar? Especialista explicaHá 18 minutosADPF das FavelasPGR vai ao STF para acessar laudos de megaoperação que matou 122 no Rio

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Trump deve cortar tarifas sobre produtos de aço e alumínio, diz agência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 15:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1580,03%Dólar TurismoR$ 5,3590,000%Euro ComercialR$ 5,951-0,35%Euro TurismoR$ 6,201-0,32%B3Ibovespa187.210 pts-0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,1580,03%Dólar TurismoR$ 5,3590,000%Euro ComercialR$ 5,951-0,35%Euro TurismoR$ 6,201-0,32%B3Ibovespa187.210 pts-0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,1580,03%Dólar TurismoR$ 5,3590,000%Euro ComercialR$ 5,951-0,35%Euro TurismoR$ 6,201-0,32%B3Ibovespa187.210 pts-0,4%Oferecido por

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer mudar as regras de impostos sobre produtos de aço e alumínio.

A ideia é manter a taxa alta, de 50%, para a importação desses metais “brutos”, mas diminuir o imposto para produtos derivados, como peças e eletrodomésticos.

Essas mudanças ainda podem ser ajustadas e dependem de um decreto do presidente, que deve sair já nesta quinta-feira (2).

O objetivo é deixar o sistema mais simples. No ano passado, Trump aumentou para 50% o imposto sobre aço e alumínio e também passou a cobrar taxas sobre milhares de produtos feitos com esses materiais, para incentivar a produção dentro dos Estados Unidos.

O presidente dos Estdos Unidos, Donald Trump, quer mudar as regras de impostos sobre produtos de aço e alumínio. A ideia é manter a taxa alta, de 50%, para a importação desses metais “brutos”, mas diminuir o imposto para produtos derivados, como peças e eletrodomésticos. Nesse caso, a cobrança ficaria entre 15% e 25%, segundo a agência Reuters.

Essas mudanças ainda podem ser ajustadas e dependem de um decreto do presidente, que deve sair já nesta quinta-feira (2).

A proposta foi divulgada primeiro pelo jornal Wall Street Journal. A Casa Branca não comentou o assunto até agora.

Segundo fontes, o objetivo é deixar o sistema mais simples. No ano passado, Trump aumentou para 50% o imposto sobre aço e alumínio e também passou a cobrar taxas sobre milhares de produtos feitos com esses materiais, para incentivar a produção dentro dos Estados Unidos.

O problema é que esse imposto era calculado só sobre a parte de aço e alumínio de cada produto, o que dificultava as contas para quem importa.

Agora, a ideia é cobrar um imposto menor, mas sobre o valor total do produto, o que torna tudo mais fácil de calcular.

O novo decreto também deve trazer uma lista atualizada dos produtos que serão taxados. Alguns equipamentos usados na produção de aço podem ter imposto menor, de 15%, já que o governo quer incentivar investimentos no setor.

Esses equipamentos, como máquinas industriais, geralmente são importados de países como Alemanha e Itália e são feitos para suportar altas temperaturas.

O aumento das tarifas imposto por Donald Trump sobre aço, alumínio e produtos derivados entrou em vigor em junho do ano passado, quando as alíquotas subiram de 25% para 50%.

Em agosto, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participou de uma reunião na Câmara dos Deputados com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir propostas voltadas ao comércio exterior.

Após o encontro, Alckmin informou que o Departamento de Comércio dos EUA passou a enquadrar exportações que contêm aço e alumínio na chamada Seção 232 do Ato de Expansão Comercial.

Com isso, itens produzidos com esses metais também passaram a ser taxados em 50%, mesma alíquota já aplicada às matérias-primas. A mudança fez com que parte dos produtos brasileiros passasse a pagar tarifas iguais às de outros países, o que melhora a competitividade dos manufaturados nacionais.

Segundo Alckmin, cerca de US$ 2,6 bilhões em exportações brasileiras — de um total de US$ 40 bilhões — foram afetados pela medida, o equivalente a 6,4% do total. “Isso melhora nossa competitividade em relação ao resto do mundo”, afirmou na época.

Apesar disso, uma parcela significativa das vendas brasileiras aos Estados Unidos continua sujeita às tarifas mais altas, o que tende a reduzir as exportações.

Atualmente, as exportações brasileiras de aço e alumínio para os EUA continuam sujeitas a alíquotas de 50%.

Companhias mais voltadas ao mercado externo são as mais prejudicadas, por causa da queda nas exportações. Já aquelas com foco no mercado interno sentem menos impacto direto, mas podem enfrentar maior concorrência doméstica, o que pressiona preços e reduz margens de lucro.

Em fevereiro deste ano, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que Trump extrapolou sua autoridade ao impor tarifas amplas sobre importações de diversos parceiros comerciais.

Por 6 votos a 3, a maioria dos ministros entendeu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional não autoriza o presidente a criar tarifas de forma unilateral.

Mesmo assim, no dia seguinte à decisão, Trump anunciou uma tarifa global de 10% sobre produtos importados, com aplicação imediata.

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ChatGPT testa sistema para identificar extremismo e encaminhar usuários a suporte

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 12:46

Tecnologia ChatGPT testa sistema para identificar extremismo e encaminhar usuários a suporte Projeto em teste por startup da Nova Zelândia combina inteligência artificial e atendimento humano para conectar pessoas em risco a 1.600 serviços de ajuda em 180 países. Por Reuters

Usuários do ChatGPT que apresentarem sinais de extremismo violento poderão ser encaminhados para apoio especializado.

A startup neozelandesa ThroughLine, contratada nos últimos anos pela OpenAI (dona do ChatGPT) e também por empresas como Anthropic e Google, busca redirecionar usuários para apoio em situações de crise.

A iniciativa é a mais recente tentativa de abordar as preocupações com a segurança diante do número crescente de processos judiciais que acusam empresas de IA de não impedir, e até incentivar, episódios de violência.

Usuários do ChatGPT que apresentarem sinais de extremismo violento poderão ser encaminhados para apoio especializado, por meio de uma nova ferramenta em desenvolvimento na Nova Zelândia, disseram os responsáveis pelo projeto..

A startup neozelandesa ThroughLine, contratada nos últimos anos pela OpenAI (dona do ChatGPT) e também por empresas como Anthropic e Google, busca redirecionar usuários para apoio em situações de crise.

Isso acontece quando há sinais de risco, como automutilação, violência doméstica ou transtornos alimentares.

A iniciativa é a mais recente tentativa de abordar as preocupações com a segurança diante do número crescente de processos judiciais que acusam empresas de inteligência artificial de não impedir, e até incentivar, episódios de violência.

Em fevereiro, a OpenAI foi ameaçada de intervenção pelo governo do Canadá. A medida ocorreu após a revelação de que o autor de um massacre em uma escola foi banido da plataforma sem que as autoridades fossem avisadas.

A OpenAI confirmou a parceria com a ThroughLine, mas não deu mais detalhes. Já Anthropic e Google não responderam aos pedidos de comentário.

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Segundo o fundador da ThroughLine, Elliot Taylor, ex-assistente social que trabalhou com jovens, a empresa também estuda ampliar o serviço para incluir a prevenção ao extremismo violento.

A ThroughLine está em negociações com o The Christchurch Call, uma iniciativa para combater o ódio online criada após o pior ataque terrorista da Nova Zelândia em 2019. Segundo Taylor, o grupo anti-extremismo fornecerá orientações, enquanto a ThroughLine desenvolve o chatbot de intervenção.

"É algo que gostaríamos de avançar e fazer um trabalho melhor em termos de cobertura, para então poder dar um suporte melhor às plataformas", disse Taylor em entrevista, acrescentando que nenhum prazo foi definido.

A startup de Taylor, operada a partir da zona rural da Nova Zelândia, tornou-se referência para empresas de IA. Hoje, oferece uma rede monitorada com 1.600 linhas de apoio em 180 países.

Quando a inteligência artificial detecta sinais de crise de saúde mental, o usuário é encaminhado à ThroughLine. A plataforma, então, conecta a pessoa a um serviço local com atendimento humano.

Segundo o fundador, o serviço ainda se limita a algumas categorias. Ele afirma que os problemas relatados online cresceram com a popularidade dos chatbots e agora incluem também o extremismo.

A ferramenta de combate ao extremismo de funcionar em modelo híbrido, combinando um chatbot treinado para responder a pessoas que apresentem sinais de extremismo e encaminhamentos para serviços de saúde mental presenciais, disse Taylor.

"Não estamos usando os dados de treinamento de um modelo de linguagem básico", disse, referindo-se aos conjuntos de dados que as grandes plataformas usam para formar textos coerentes. "Estamos trabalhando com os especialistas certos."

Galen Lamphere-Englund, consultor de contraterrorismo ligado ao The Christchurch Call, afirmou que a ferramenta poderia ser usada por moderadores de fóruns de jogos e por pais que querem combater o extremismo online.

A ferramenta de redirecionamento de chatbots foi "uma ideia boa e necessária, porque reconhece que o problema não é apenas o conteúdo, mas também a dinâmica do relacionamento", segundo Henry Fraser, pesquisador de IA da Universidade de Tecnologia de Queensland.

Ele afirmou que o sucesso da ferramenta depende da qualidade do acompanhamento e dos serviços para os quais os usuários serão encaminhados.

Taylor afirmou que as medidas de acompanhamento, incluindo possíveis alertas às autoridades sobre usuários perigosos, ainda estão sendo definidas, mas levariam em consideração qualquer risco de desencadear comportamentos mais agressivos.

Segundo ele, pessoas em sofrimento tendem a compartilhar online coisas que têm muita vergonha de dizer a alguém. Por esse motivo, afirma, os governos correm o risco de agravar o perigo se pressionarem as plataformas a bloquear usuários que participam de conversas delicadas.

De acordo com um estudo de 2025 do Stern Center for Business and Human Rights, da Universidade de Nova York, a maior moderação para conter o extremismo nas plataformas, pressionadas pelas autoridades policiais, levou usuários a migrarem para alternativas menos regulamentadas, como o Telegram.

"Se você conversar com uma IA, revelar a crise e ela encerrar a conversa, ninguém ficará sabendo do ocorrido, e essa pessoa poderá continuar sem apoio", disse Taylor.

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Duas maiores siderúrgicas do Irã suspendem funcionamento após ataques dos EUA e Israel

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 11:29

Mundo Duas maiores siderúrgicas do Irã suspendem funcionamento após ataques dos EUA e Israel Atingidas por ataques desde a semana passada, ambas revelaram estar com vários equipamentos danificados. A Companhia Siderúrgica de Khuzestan, no sudoeste do país, diz que não deve voltar a operar em menos de seis meses. Por Redação g1

As duas maiores usinas siderúrgicas do Irã anunciaram nesta quinta-feira (2) que foram obrigadas a suspender seu funcionamento devido aos ataques de Israel e dos Estados Unidos.

A Companhia Siderúrgica de Khuzestan, no sudoeste do país, e a Companhia Siderúrgica Mobarakeh, na província de Isfahan (centro), vêm sendo atingidas por ataques desde a semana passada e revelaram estar com vários equipamentos danificados.

Em comunicado em seu site, a siderúrgica de Mobarakeh informou que suas "linhas de produção estão completamente paralisadas devido à intensidade dos ataques" e que "é impossível continuar com as operações".

Já a de Khuzestan se pronunciou através do vice-diretor de operações, Mehran Pakbin, que afirmou que a usina só deve voltar a funcionar em, no mínimo, seis meses:

"Todos os módulos e fornos de produção de aço deste complexo industrial foram danificados. Segundo as nossas previsões iniciais, a retomada das operações das unidades ocorreram entre seis meses e um ano, no mínimo".

O aço é um material estratégico, utilizado na produção industrial e militar, em particular na fabricação de mísseis, drones e navios.

Em represália, a Guarda Revolucionária iraniana anunciou que irá fazer ataques com mísseis e drones contra zonas industriais de Israel e dos EUA no Oriente Médio.

Mais cedo, nesta quinta, o Irã prometeu que continuará a guerra contra os EUA e Israel "até a rendição e o arrependimento permanente do inimigo", e que fará "ataques devastadores" contra os dois rivais.

"Com a confiança em Deus Todo-Poderoso, esta guerra continuará até sua humilhação, desonra, arrependimento permanente e seguro, e rendição. (…) Aguardem nossos ataques mais devastadores, amplos e mais destrutivos", afirmou o porta-voz das Forças Armadas do Irã, Ebrahim Zolfaqari, em comunicado divulgado pela TV estatal.

A fala de Zolfaqari foi uma resposta a ameaças feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em discurso televisionado na noite anterior. Trump prometeu retornar o Irã "para a Idade da Pedra" com ataques mais fortes nas próximas "duas a três semanas", e ameaçou também atacar a infraestrutura energética iraniana.

No discurso, Trump voltou a ameaçar o Irã, inclusive com ataques a usinas de eletricidade caso o país não houver acordo. O porta-voz respondeu que as avaliações dos EUA e de Israel sobre as capacidades militares do Irã eram "incompletas". Também ameaçou Israel e os EUA com 'ações mais esmagadoras, amplas e destrutivas'.

Em um carta endereçada "ao povo norte-americano" antes do pronunciamento de Trump, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país não "nutre inimizade com as pessoas comuns dos Estados Unidos", disse não ser uma ameaça e acusou o governo de Donald Trump de enganar seus próprios cidadãos.

Na carta, divulgada pela imprensa estatal iraniana, Pezeshkian pede ainda que os norte-americanos questionem "se Washington está realmente colocando os interesses dos Estados Unidos em primeiro lugar ou se está apenas agindo como um representante de Israel" e afirma que Trump está disposto a lutar "até o último soldado americano".

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, responde a perguntas da imprensa durante uma coletiva em Nova York, nesta sexta-feira (26) — Foto: Angelina Katsanis/AP Photo

A carta foi a primeira comunicação direta do governo iraniano direcionada à população dos EUA desde o início do conflito no Oriente Médio.

No documento, o presidente iraniano faz uma separação entre o país Estados Unidos e o povo americano: "O povo iraniano não nutre qualquer inimizade contra outras nações, incluindo os povos da América, da Europa ou dos países vizinhos", diz a carta.

"O que o Irã fez – e continua a fazer – é uma resposta ponderada, baseada na legítima defesa, e de forma alguma uma iniciação de guerra ou agressão", ela afirma.

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Comissão da Aneel rejeita contestação da J&F ao leilão de energia; decisão fica para diretoria

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 08:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%Oferecido por

A comissão de leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) negou os dois recursos apresentados pela holding J&F para alterar o resultado do leilão de capacidade realizado pelo governo neste mês, e encaminhou os processos para julgamento da diretoria do órgão regulador.

Em notas técnicas, a comissão da Aneel rejeitou, por exemplo, que tenha havido erros de sistema, como alega a empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista, que a teriam impedido de concorrer em algumas disputas por contratos de potência para o sistema elétrico brasileiro.

Disse ainda que, em um dos casos, aceitar a proposta da J&F poderia impor aos consumidores de energia um sobrecusto da ordem de R$4 bilhões em 15 anos.

A J&F foi uma das maiores ganhadoras do leilão de segurança energética, mas depois do certame, se disse prejudicada nas negociações envolvendo a usina termelétrica Santa Cruz e o projeto termelétrico Araucária II.

No caso de Santa Cruz, a comissão da Aneel disse que está "incorreta" a percepção da empresa de que ela poderia negociar a potência da usina em dois produtos distintos, um para a parcela descontratada e outro para a parcela contratada.

Também acrescentou que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que cuida das habilitações técnicas dos certames do setor elétrico, não habilitou dois empreendimentos segregados para a usina Santa Cruz, mas apenas um.

"É importante salientar que recorrente não participou, em 17 de março de 2026, da confirmação de dados…, momento oportuno em que seria possível à recorrente perceber que na plataforma de negociação não estava configurada de forma a tratar separadamente a parte da ampliação do restante do empreendimento", diz a nota técnica.

Já para o projeto termelétrico Araucária II, a comissão afirmou que o enquadramento como empreendimento existente, e não novo, "derivou de escolha exercida pela recorrente, na fase de inscrição", e adicionou que a empresa também não participou da validação dos dados do empreendimento, o que implica aceitação tácita do que foi cadastrado.

"Assim, não houve erro da plataforma de negociação ou atribuição errônea do preço inicial no certame para esse empreendimento".

A comissão negou ainda a proposta da J&F de que a disputa para contratos de 2028 seja reaberta para que seu projeto possa participar como usina nova, dizendo que isso fere os princípios do processo licitatório e que poderia levar a um aumento expressivo dos valores que serão custeados pelos consumidores de energia.

"Em um cálculo rápido, tal aumento do preço ofertado imporia aos pagantes do encargo do LRCAP (leilão) 2026 um sobrecusto da ordem de R$4 bilhões, que seria pago ao longo dos 15 anos de vigência do contrato, conforme pleiteado pela recorrente."

Outras grandes geradoras termelétricas participantes do certame, como Petrobras e a Eneva, haviam pedido que a Aneel rejeitasse os recursos da J&F.

Segundo essas empresas, alterar o resultado do leilão agora traria insegurança jurídica e regulatória, além de potencial risco à segurança energética do país, devido à demora na homologação do resultado para os projetos que foram contratados.

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O que vai acontecer com as passagens aéreas no Brasil após aumento do querosene?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 07:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%Oferecido por

A guerra no Irã segue espalhando seus efeitos pelo mundo e nesta semana o impacto no Brasil foi sentido com força no setor aéreo. Na quarta-feira (1/4), a Petrobras anunciou um aumento de 54,6% no preço do querosene de aviação (QAV). No acumulado desde o início da guerra, em fevereiro, a alta é de 64%.

Segundo a Petrobras, haverá apenas 18% de reajuste em abril. O restante será parcelado em seis meses, com a primeira parcela prevista para julho. A medida vem para assegurar o "bom funcionamento do mercado", segundo a companhia.

Os impactos da crise são globais, mas para o passageiro brasileiro, o cenário é de "tempestade perfeita": a alta encontra custos normalmente já elevados, segurança jurídica fragilizada e um setor já abatido. Mesmo antes do anúncio da Petrobras, as passagens aéreas já vinham subindo. A prévia da inflação de março (o IPCA-15) mostrou aumento de 5,94%.

As passagens aéreas devem subir ainda mais com o aumento do preço do querosene de avião, mas o impacto exato ainda é incerto. O governo já acena que haverá algum tipo de pacote ajuda ao setor.

Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil explicam por que o país é particularmente vulnerável a esse choque e o que o consumidor deve considerar antes de comprar seus bilhetes.

Preço das passagens aéreas pode subir até 20% com alta do querosene de aviação, dizem especialistas

O impacto do conflito entre Irã e EUA nos preços do combustível dos aviões se dá porque o país do Oriente Médio detém o controle do estreito de Ormuz, uma área entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico.

Por ele, passa cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). Isso acontece porque o estreito é a única saída marítima de petróleo para grandes exportadores, como Arábia Saudita, Iraque e o próprio Irã.

Com o conflito, os riscos em torno do transporte do petróleo aumentaram. Isso se refletiu na alta de preços do Brent, que é referência no mercado. Um dia antes da invasão norte-americana, o preço do barril de Brent fechou em US$ 71,32. Na quarta-feira, após ultrapassar a marca dos US$ 115 por barril em março, o preço girava em torno de U$ 99. Isto é, quase 40% acima do patamar pré-guerra. E voltou a subir na quinta-feira, após novo pronunciamento de Trump.

Como o QAV é um derivado direto do petróleo, seu preço está ligado a essas oscilações — como já visto, mesmo que com menor intensidade, em outras situações de conflito, como a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

No Brasil, essa vulnerabilidade é amplificada pela política de Paridade de Preço de Importação (PPI), segundo Dany Oliveira, ex-diretor da International Air Transport Association (IATA) no Brasil.

Esse modelo de precificação define o valor dos combustíveis no Brasil não pelo custo real de extração e refino nacional, mas pelo quanto custaria para um importador trazer esse mesmo produto do exterior.

Na prática, a Petrobras calcula o preço somando a cotação internacional do petróleo (como o Brent, no caso do QAV) e a variação do dólar a "custos hipotéticos" de transporte, como fretes marítimos e taxas portuárias, como se o combustível estivesse cruzando o oceano em um navio-tanque.

Assim, pouco importa que cerca de 90% do QAV usado no Brasil seja produzido no país — o seu preço vai seguir o mercado internacional. Segundo Oliveira, em tempos normais, o combustível de aviação representa cerca de 40% do custo total das empresas aéreas brasileiras, enquanto a média mundial gira em torno de 27%.

Segundo nota da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) enviada à BBC, o combustível passou a responder por 45% dos custos totais das companhias após o último reajuste.

Além disso, com a guerra, "as empresas precisam desviar de áreas justamente por conta da segurança", explica Oliveira. "Esses desvios podem alongar o tempo de voo em até uma hora meia. Isso é ainda mais tempo consumindo o querosene".

Com o agravamento da situação e incerteza sobre o fim da guerra, o governo federal pretende anunciar um conjunto de medidas de socorro ao setor.

As ações podem incluir o corte de tributos federais na importação e comercialização do QAV, além de uma linha de crédito emergencial com financiamento do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) para a aquisição de combustível.

Em nota enviada à BBC, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) diz que "tem acompanhado os impactos causados nos preços de QAV, juntamente com o Ministério da Fazenda, Casa Civil, Ministério de Portos e Aeroportos e da Agência Nacional de Petróleo".

"O governo federal tem agido para reduzir os impactos, porém, entendemos que algum impacto acontecerá, no caso de a guerra seguir por mais tempo", diz a nota.

"Isso acontece em qualquer lugar do mundo, mesmo onde há pesados subsídios do Estado. Por isso, a consequência esperada pela Anac é algum repasse desse aumento de preço do QAV para as passagens aéreas".

Para os consumidores, se esse repasse do QAV fosse integral, muitos voos teriam aumentos gigantes. Tomando o maior avião comercial do mundo como exemplo, o A380, poderia haver um custo adicional de cerca de R$ 1,8 mil por passageiro, considerando a ocupação média de 80% dos assentos.

Embora seja improvável que a alta seja transmitida completamente aos viajantes, pode valer a pena se adiantar e comprar passagens para as viagens do resto do ano, diz Diego Endrigo, planejador financeiro pela Planejar.

Ao contrário do câmbio, onde é possível comprar dólares aos poucos para fazer um "preço médio", o serviço aéreo tende a sofrer repasses abruptos.

Além disso, "as pessoas podem e devem antecipar a compra da passagem pois há a possibilidade, com a guerra, de redução da quantidade de voos", diz Endrigo. "E aí, se reduzir a quantidade de voos, temos a famosa regra da oferta e demanda. E a inflação de preços ocorre exatamente por isso".

Com menos oferta de voos disponíveis e demanda igual dos passageiros por viagens, os preços das passagens sobem.

Os viajantes também devem redobrar a atenção ao seguro-viagem, muitas vezes oferecido pelas próprias operadoras de cartão de crédito, que pode oferecer proteção e assistência contra imprevistos, desde emergências médicas até cancelamento de voos.

As incertezas trazidas por conflitos geopolíticos também podem trazer lições duradouras sobre planejamento pessoal, diz Diego.

"Além de toda a tragédia, cidadãos pagam muito caro economicamente por uma guerra", afirma. "Para se preparar para situações de emergência podemos diversificar, para além de ativos, diversificar o risco-país. Hoje temos muitas opções acessíveis de contas internacionais, que permitem ter ativos em vários locais".

A decisão de compra também esbarra em uma questão para além das finanças: os direitos dos passageiros em caso de cancelamentos.

Isso porque, em novembro, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os processos contra companhias aéreas que tratem de atrasos, alterações ou cancelamentos de voos decorrentes de "fortuito externo" ou força maior, conforme as definições do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA).

Na prática, isso significa que os processos motivados por eventos alheios ao controle das empresas (como condições meteorológicas adversas, fechamento de aeroportos, restrições impostas por autoridades da aviação civil ou situações de pandemia) devem ser paralisados até que o tribunal decida de forma definitiva sobre a controvérsia.

A disputa é qual conjunto de regras deve prevalecer nessas situações: se é o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que oferece maior proteção e reparação ao passageiro, ou o CBA, que possui regras mais restritivas.

Assim, a depender do que decidir o STF, é possível que situações de guerra como a que acontece no Irã sejam lidas como "fortuito externo" e, dessa forma, passageiros afetados por um cancelamento nessas condições não tenham direito a reclamação contra companhias.

Para Walter Moura, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), uma "guerra que tem mais de três semanas não é como um tornado, que acontece do nada". Portanto, ele defende que conflitos como o do Irã não sejam enquadrados como "fortuitos externos".

"Para vendas futuras, eles têm plenas condições de fazer cálculos preditivos, criando planos especiais de pagamento e cancelamento", diz. "Não acredito que o Supremo resista à pressão das aéreas. É bom o consumidor se preparar para comprar passagens aéreas da mesma forma que comprar bilhetes de loteria. As chances de perder dinheiro são cada vez maiores."

A Anac disse em nota que as regras brasileiras "não trazem orientação específica para situação de guerra", mas entende que "o texto deve ser expandido para esse tipo de circunstância".

"Ou seja, que as companhias aéreas não são responsáveis pelo dano, o que não as isenta da necessidade de garantir assistência material aos passageiros", disse a Anac.

Se a situação atual é de crise para todos os envolvidos, ela pode ter um pequeno ponto positivo a longo prazo: impulsionar a busca de alternativas para o QAV, que tem origem fóssil.

"O momento mostra uma altíssima dependência de um único insumo poluente, e precisamos diminuir essa dependência", diz Dany de Oliveira.

Uma das opções é o Sustainable Aviation Fuel (SAF), um biocombustível produzido a partir de resíduos como óleo de cozinha, gordura animal e biomassa de cana-de-açúcar. Os atuais motores de aviões já são compatíveis com o SAF.

O combustível sustentável (SAF) é de 3 a 5 vezes mais caro que o querosene comum, mas diferença pode cair com alta do Brent — Foto: Getty Images

Historicamente, o SAF é de 3 a 5 vezes mais caro que o querosene comum. No entanto, com o barril de Brent subindo com a guerra, essa distância econômica diminui.

"O Brasil tem tudo para ser a 'Arábia Saudita do SAF'", diz Oliveira. Além de ter a maior reserva de biomassa do mundo, o Brasil já tem décadas de experiência com o Proálcool e a mistura de biodiesel, com infraestrutura adequada para biocombustíveis.

Além disso, o SAF pode trazer independência geopolítica: um combustível produzido a partir de cana-de-açúcar ou gordura animal em solo brasileiro não depende do estreito de Ormuz.

De olho nisso, o SAF faz parte da Lei do Combustível do Futuro, aprovada em 2024, que regula os passos da transição energética no Brasil. Ela define que, a partir de 2027, as companhias aéreas precisam usar uma pequena porcentagem de SAF. Empresas como a LATAM já começaram a usar o biocombustível em determinadas operações.

"O arcabouço regulatório ajuda, mas ainda falta uma carteira de investimentos para acelerar esses projetos do SAF. O que temos hoje é potencial", diz Oliveira. "Que esse momento seja uma alavanca para que esses projetos fiquem mais robustos e consigam ser acelerados".

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Petróleo sobe quase 7% após Trump dizer que EUA manterão ataques ao Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 07:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%Oferecido por

Os preços do petróleo subiam quase 7% nesta quinta-feira (2), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,  disse que o país manteria os ataques ao Irã sem se comprometer com um cronograma específico para encerrar a guerra, alimentando os temores dos investidores sobre interrupções contínuas no fornecimento.

🔎Por volta das 7h15 (horário de Brasília), o petróleo tipo Brent avançava 7,28%, cotado a US$ 108,52. No mesmo horário, os futuros do petróleo bruto WTI (West Texas Intermediate) subiam 7,88%, para US$ 108,01 o barril.

A alta seguia a uma queda anterior de mais de US$ 1 em ambos os índices de referência antes do discurso televisionado de Trump para a nação.

"Vamos terminar o trabalho, e vamos terminá-lo muito rápido. Estamos chegando muito perto", disse Trump, acrescentando que as forças armadas dos EUA estavam quase atingindo seus objetivos no conflito, que terminaria em duas ou três semanas, mas sem dar detalhes específicos.

Os mercados estão reagindo ao fato de que "nenhuma menção clara ao cessar-fogo ou ao engajamento diplomático" apareceu no discurso, disse Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova.

"Se as tensões se intensificarem ou os riscos marítimos aumentarem, o petróleo poderá testar novas altas, já que os mercados precificam possíveis interrupções no fornecimento."

As ameaças ao tráfego marítimo têm crescido à medida que o conflito regional se intensifica. Na quarta-feira, um petroleiro alugado para a QatarEnergy foi atingido por um míssil de cruzeiro iraniano em águas do Catar, segundo o Ministério da Defesa do país.

O chefe da Agência Internacional de Energia também advertiu que as interrupções no fornecimento começariam a afetar a economia da Europa em abril. O continente já havia sido protegido por cargas contratadas antes do início da guerra.

"Sem qualquer menção a um plano de cessar-fogo sólido ou a uma saída de material, os mercados continuam a digerir as declarações do governo", disse Claudio Galimberti, economista-chefe da Rystad Energy.

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