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Anfavea volta a criticar imposto menor para carros chineses e fala em ‘competição desigual’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 15:49

Carros Anfavea volta a criticar imposto menor para carros chineses e fala em 'competição desigual' Associação de fabricantes no Brasil alerta que marcas chinesas têm importado grandes volumes de carros semimontados, pagam menos imposto por eles e criam cenário injusto de competição. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

A decisão de ampliar a isenção de imposto para carros elétricos semidesmontados até janeiro de 2027 cria um cenário de competição desigual. A declaração foi feita nesta terça-feira (7) por Igor Calvet, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Segundo o executivo, as marcas de veículos com infraestrutura instalada há mais tempo no Brasil ficam em desvantagem na competição contra as marcas chinesas, que trazem veículos desmontados em grandes volumes e com menos impostos.

“Se é para simplesmente importar, a empresa faz isso com custo chinês, com logística e custo de capital mais baratos. Aí não há jeito de competir”, explica Calvet.

Em junho deste ano, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) renovou a cota de importação sem impostos de veículos elétricos semimontados e desmontados. Conhecidos como processos CKD e SKD.

Pela decisão do governo, os veículos montados no Brasil (chamados de CKD) e os semimontados no país (chamados de SKD) não pagarão imposto de importação pelos próximos seis meses.

O volume de importações que não pagarão imposto é de US$ 463 milhões durante seis meses, a partir de 1º de julho de 2026. A medida vale até janeiro de 2027.

Uma das reclamações da Anfavea junto ao Gecex é de que não houve discussão em postergar o incentivo. A decisão teria sido tomada sem consultar a entidade e seus associados.

Segundo Andrea Serra, diretora tributária e de comércio exterior da Anfavea, um dos critérios para usufruir do benefício é o cálculo do volume de importação. Essa conta leva em consideração as operações desde 2023, o que, segundo Serra, não reflete o mercado de hoje.

“Um dos nossos pedidos seria considerar somente os últimos seis meses para dividir essa cota com um retrato mais atual do mercado brasileiro”, explica a diretora.

Segundo Calvet, se o Brasil mudasse toda a indústria automotiva para os regimes de CKD e SKD, seriam perdidos 70% dos empregos do setor. Isso aconteceria porque o processo de montagem é mais simples, tem menos etapas e demanda menos mão de obra.

Um estudo da Anfavea estima que de cada 10 trabalhadores necessários para a produção de carros no Brasil, apenas seriam necessários para montar o mesmo carro em regime de CKD ou SKD.

“Não adianta haver indicativo que o Brasil precisa caminhar para uma produção sofisticada e completa de carro eletrificados e, ao mesmo tempo, haver incentivo para importação de carros desmontados”, diz Calvet.

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Imposto de Renda 2026: quando consultar a restituição do lote especial ‘cashback’? Quando o dinheiro cai na conta?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 15:49

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: quando consultar a restituição do lote especial 'cashback'? Quando o dinheiro cai na conta? Projeto piloto da Receita Federal deve beneficiar cerca de 4 milhões de contribuintes que não precisaram declarar o Imposto de Renda em 2025, mas têm valores a receber. Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

A Receita Federal abre na quarta-feira (8) a consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda. O pagamento será feito em 15 de julho.

O lote atende pessoas dispensadas da declaração em 2025 que tiveram imposto retido em 2024. Cerca de 4 milhões de contribuintes receberão até R$ 1.000 cada.

No projeto piloto, a Receita usa dados próprios para gerar uma declaração simplificada. O cidadão pode conferir e ajustar as informações no portal ou aplicativo oficial.

O pagamento será feito exclusivamente por chave PIX do tipo CPF. Quem não possui essa modalidade cadastrada precisará criá-la para receber o valor.

Este lote especial não integra o calendário regular de restituições de 2026. O próximo pagamento dos lotes tradicionais está previsto para ocorrer em 31 de julho.

A Receita Federal abre nesta quarta-feira (8), às 9h, a consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), iniciativa piloto conhecida como "cashback".

O pagamento será realizado em 15 de julho, diretamente na conta vinculada à chave PIX do tipo CPF do contribuinte. (veja como consultar)

O lote é destinado a pessoas que não estavam obrigadas a entregar a declaração do Imposto de Renda em 2025 e, por isso, não declararam, mas tiveram imposto retido na fonte ao longo de 2024 e possuem valores a restituir.

Segundo a Receita, cerca de 4 milhões de contribuintes devem ser beneficiados nesta etapa, com a liberação de aproximadamente R$ 500 milhões em restituições. O valor da devolução é limitado a R$ 1.000 por contribuinte.

A restituição automática é um projeto piloto criado para facilitar a devolução de valores pagos indevidamente ou a maior por contribuintes que não precisavam apresentar a declaração do Imposto de Renda.

Nesse modelo, a Receita utiliza informações já disponíveis em suas bases de dados para elaborar automaticamente uma declaração simplificada, identificando eventuais valores a restituir sem que o cidadão precise iniciar o processo.

🔍 De acordo com o órgão, a medida busca reduzir a burocracia e evitar que milhões de brasileiros deixem de receber recursos aos quais têm direito por desconhecimento das regras ou por estarem dispensados de declarar o imposto.

Para receber a restituição automática, o contribuinte precisa atender a todos os seguintes requisitos:

não estar obrigado a entregar a declaração do IRPF referente ao exercício de 2025;não ter apresentado a declaração por iniciativa própria;ter tido imposto de renda retido na fonte durante 2024;ter direito à restituição de até R$ 1.000;possuir CPF regular e uma chave PIX cadastrada com o CPF.

A partir desta quarta-feira, o contribuinte poderá verificar se foi contemplado no lote especial de restituição por meio dos canais oficiais da Receita Federal. A consulta pode ser feita:

Acesse o serviço Consulta Cashback na página da Receita Federal;Faça login com uma conta gov.br de nível prata ou ouro, se solicitado;Verifique se o seu CPF foi contemplado no lote especial.

Abra o aplicativo Receita Federal, disponível para Android e iOS.Faça login com sua conta gov.br.Acesse a área de consulta da restituição e verifique se foi contemplado.Para acessar o serviço, é necessário fazer login com uma conta gov.br de nível prata ou ouro.

Na área "Meu Imposto de Renda", o contribuinte poderá acessar a declaração gerada automaticamente pela Receita, que possui as mesmas funcionalidades de uma declaração tradicional. Será possível:

conferir os dados utilizados pela Receita;incluir informações adicionais, se necessário;retificar ou ajustar a declaração antes da conclusão do processamento.

Caso tenha direito à restituição, o crédito será feito exclusivamente em uma conta vinculada a uma chave Pix do tipo CPF. Não haverá depósito em contas de outra titularidade nem emissão de ordem de pagamento.

Por isso, a Receita orienta que os contribuintes providenciem uma chave Pix vinculada ao CPF para receber os valores.

Este lote especial segue um calendário próprio e não faz parte do cronograma regular de restituições do Imposto de Renda 2026:

8 de julho: consulta aos contemplados;15 de julho: pagamento da restituição em parcela única;31 de julho: pagamento do próximo lote regular do IRPF.

Enquanto esse lote especial contempla contribuintes que não apresentaram a declaração, as restituições tradicionais continuam sendo pagas normalmente para quem entregou o documento dentro do prazo legal.

Segundo a Receita Federal, a iniciativa faz parte da estratégia de modernização da administração tributária, com foco na automatização de processos, simplificação das obrigações fiscais e ampliação do acesso dos contribuintes a valores pagos indevidamente.

O órgão recomenda que as consultas e o acompanhamento do processo sejam feitos apenas pelos canais oficiais, para reduzir o risco de golpes e fraudes.

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Meta diz que estados dos EUA querem aplicar multa de US$ 1,4 trilhão por ‘vício’ em Facebook e Instagram

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 13:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1500,33%Dólar TurismoR$ 5,3540,3%Euro ComercialR$ 5,8810,14%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.552 pts-0,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,1500,33%Dólar TurismoR$ 5,3540,3%Euro ComercialR$ 5,8810,14%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.552 pts-0,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,1500,33%Dólar TurismoR$ 5,3540,3%Euro ComercialR$ 5,8810,14%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.552 pts-0,52%Oferecido por

A Meta Platforms informou, em documento apresentado à Justiça na segunda-feira (6), que quatro estados norte-americanos estão cobrando US$ 1,4 trilhão em multas por acusações de que a empresa projetou as plataformas Facebook e Instagram para viciar usuários jovens e enganou o público sobre a segurança desses serviços.

O valor foi apresentado pela Meta em resposta aos documentos protocolados pelos procuradores-gerais dos estados, que detalham como as penalidades deveriam ser calculadas caso eles vençam o julgamento.

A cifra, revelada agora pela primeira vez e próxima ao valor de mercado da empresa, estimado em cerca de US$ 1,5 trilhão, antecede o julgamento marcado para agosto, em Oakland, Califórnia, sobre as ações movidas pelos estados da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey.

"Uma penalidade desse tamanho não tem precedentes na história da aplicação das leis de proteção ao consumidor", disse a empresa no documento apresentado à Justiça.

Em nota, a companhia classificou os cálculos dos estados como "absurdos" e afirmou que eles "não têm fundamento nos fatos nem na legislação". A Meta acrescentou que continuará se defendendo das reivindicações apresentadas pelos estados.

Um porta-voz da Procuradoria-Geral de Nova Jersey se recusou a comentar o caso, enquanto representantes dos demais estados não responderam aos pedidos de posicionamento.

Os documentos apresentados pelos estados estão sob sigilo. No entanto, durante uma audiência realizada em junho, os procuradores explicaram que calcularam as multas multiplicando o número de supostas infrações pelos valores das penalidades previstos nas leis estaduais. Segundo eles, o total de infrações foi estimado com base no número de adolescentes e jovens que teriam sido afetados pelas práticas da Meta.

Ao todo, 29 estados processam a Meta na Justiça Federal. A maior parte deles acusa a empresa de violar a Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (Children's Online Privacy Protection Act – COPPA) ao coletar dados de crianças sem o consentimento adequado dos pais.

O julgamento previsto para agosto, conduzido pela juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers, analisará todas as acusações relacionadas à COPPA, além das alegações apresentadas pelos quatro estados de que a Meta violou suas leis de proteção ao consumidor ao induzir o público ao erro sobre a segurança de suas plataformas.

A empresa argumenta que os procuradores não possuem provas de que tenha enganado os consumidores sobre o suposto caráter viciante de suas redes sociais, pois, segundo a companhia, "vício em redes sociais" não é uma condição psiquiátrica oficialmente reconhecida. Dessa forma, afirma que suas declarações de que as plataformas não seriam viciantes não poderiam ser consideradas falsas.

Além desses processos, outros 14 estados moveram ações com base em suas próprias legislações, que serão analisadas em um julgamento separado, previsto para fevereiro.

No mês passado, a juíza Yvonne Gonzalez Rogers rejeitou o pedido da Meta para cancelar o julgamento. Segundo ela, ainda existem questões de fato que precisam ser analisadas, como se as plataformas da empresa realmente foram desenvolvidas para gerar dependência, se a Meta negou falsamente ter feito esse tipo de design e se direcionou, ainda que parcialmente, seus serviços ao público infantil.

Após a decisão, o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, afirmou que a Meta colocou os lucros acima da segurança das crianças e violou as leis de proteção ao consumidor. Ele prometeu responsabilizar a empresa "integralmente" por seu papel na crise de saúde mental entre adolescentes.

A Meta, o Snapchat e sua controladora Snap Inc., o YouTube e sua controladora Alphabet Inc., além do TikTok e sua controladora ByteDance, enfrentam milhares de processos nas Justiças federal e estaduais dos Estados Unidos. As ações alegam que essas empresas desenvolveram deliberadamente recursos capazes de tornar crianças e adolescentes dependentes de suas plataformas, contribuindo para a crise de saúde mental entre os jovens.

Diversos estados norte-americanos processam essas empresas, alguns como parte da ação conduzida pela juíza Rogers e outros em tribunais estaduais.

O Novo México foi o primeiro estado a levar o caso a julgamento. Em março, um júri determinou que a Meta pagasse US$ 375 milhões após concluir que a empresa enganou consumidores do estado. Agora, um juiz do Novo México analisa a segunda etapa da ação, que busca indenizações adicionais e uma ordem judicial para obrigar a Meta a promover mudanças nas plataformas Instagram, Facebook e WhatsApp.

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Em audiência nos EUA, Flávio Bolsonaro diz que momento é o ‘pior possível’ para tarifaço e defende adiamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 12:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1510,3%Dólar TurismoR$ 5,3530,28%Euro ComercialR$ 5,8860,16%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.681 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,1510,3%Dólar TurismoR$ 5,3530,28%Euro ComercialR$ 5,8860,16%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.681 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,1510,3%Dólar TurismoR$ 5,3530,28%Euro ComercialR$ 5,8860,16%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.681 pts-0,44%Oferecido por

O senador Flávio Bolsonaro discursou nesta terça-feira (7) em audiência nos EUA contra o novo tarifaço sobre produtos brasileiros, defendendo o adiamento da medida.

Os EUA decidem até 15 de julho se aplicarão tarifas adicionais ao Brasil, sob a justificativa de que o país adota práticas comerciais irrazoáveis.

O governo brasileiro contestou as acusações e defendeu que o PIX e as decisões do STF são políticas internas que não justificam sanções comerciais.

Em seu discurso, Flávio Bolsonaro também criticou o presidente Lula, rebateu acusações de corrupção e defendeu a criação do PIX no governo de seu pai.

A participação de Flávio ocorreu por inscrição aberta no órgão americano, enquanto o governo federal do Brasil enviou apenas observadores para acompanhar a audiência.

O pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, discursou em audiência pública nos Estados Unidos nesta terça-feira (7) sobre o novo tarifaço.

Na ocasião, ele falou em inglês e estava acompanhado do irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro — que mora nos Estados Unidos.

"O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país mudará completamente, e impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter recompensaria os responsáveis ​​pelas ações em questão", disse.

O senador também mencionou que esse é o "pior momento possível" para a aplicação da medida e defendeu o adiamento.

"Punir aqueles que já arcaram com as consequências seria o pior momento possível para agir. Respeitosamente, peço a este país: não imponha a suas tarifas ao Brasil. Preserve o sucesso desta medida, cancele-a e vamos negociar", prosseguiu.

🔎Em 15 de julho termina o prazo para os EUA decidirem se vão colocar em prática tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.

O governo brasileiro já tinha apresentado neste mês uma resposta formal a conclusão da investigação dos Estados Unidos sobre a proposta do novo tarifaço.

Na época, governo americano acusou o Brasil de práticas "irrazoáveis" que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos.

Em documento enviado ao governo americano e assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o Brasil argumentou que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) não comprovou que políticas brasileiras sejam discriminatórias ou criem barreiras ao comércio dos EUA.

O Executivo também afirmou que críticas americanas ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não são questões comerciais, mas divergências sobre políticas internas brasileiras.

Segundo o Itamaraty, usar esses temas para justificar sanções comerciais ampliaria excessivamente o alcance da legislação americana usada na investigação.

Durante a audiência pública nesta manhã, Flávio Bolsonaro também falou sobre a corrupção, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu o PIX — sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central (BC).

"A corrupção é um dos maiores desafios enfrentados pelo povo brasileiro. Não há discordância quanto a isso. Mas a corrupção tem responsáveis identificáveis. Os quatro maiores escândalos de corrupção da história recente do Brasil — o esquema do Mensalão, o caso revelado pela Operação Lava Jato, a fraude envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na qual o próprio filho do presidente Lula está entre os investigados", frisou.

O senador mencionou ainda os benefícios do PIX — que sempre atribui a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro — a empresas americanas.

"O sistema de pagamentos instantâneos do Brasil foi criado durante a administração [Jair] Bolsonaro. O PIX não é o problema; é uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao integrar milhões de brasileiros — especialmente os mais pobres — à economia formal. Além disso, continua beneficiando diretamente empresas americanas" prosseguiu.

Flávio chegou ao segundo dia de audiência sobre o tarifaço nos EUA por volta das 11h — horário marcado para início das falas —, mas só começou a falar por volta das 11h45, pois havia uma ordem de falas listada.

A participação nas audiências públicas promovidas USTR é aberta aos interessados que se inscreverem — foi assim que Flávio Bolsonaro ganhou o espaço para falar no evento.

O senador enviou à autoridade americana um pedido de comparecimento e um resumo do depoimento que pretende fazer.

Nos documentos, Flávio pede cinco minutos para falar, tempo padrão para participação no evento, e informa que vai se pronunciar em inglês e presencialmente.

O político se apresenta como integrante do Senado Federal do Brasil e pré-candidato à Presidência da República. Relata ter se reunido pessoalmente com Trump para tratar dos temas da investigação.

Já o governo federal não mandou representantes para falar pelo Executivo, mas enviou observadores. Representantes de áreas técnicas e do setor produtivo apresentaram seus argumentos no primeiro dia.

Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump na Casa Branca no final de maio — Foto: Reprodução/Instagram/@FlavioBolsonaro via BBC

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Brasil pode voltar a vender mais de 3 milhões de veículos em 2026 após 12 anos, diz Anfavea

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 12:47

Carros Brasil pode voltar a vender mais de 3 milhões de veículos em 2026 após 12 anos, diz Anfavea Entidade revisou para cima a projeção de vendas, mas afirma que o avanço das importações e a queda das exportações limitam o crescimento da produção nacional. Por Redação g1 — São Paulo

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisou para cima a projeção para o mercado automotivo brasileiro em 2026 e passou a prever que o país ultrapasse a marca de 3 milhões de veículos vendidos neste ano.

Se a estimativa se confirmar, será a primeira vez desde 2014 que o setor alcançará esse patamar. A expectativa da entidade é de que os emplacamentos cresçam 11,7% em relação a 2025, bem acima da previsão divulgada em janeiro, que apontava alta de apenas 2,7%.

Segundo a Anfavea, o desempenho é impulsionado principalmente pelo mercado de automóveis e comerciais leves, cuja projeção de crescimento foi elevada para 12,6%. Já os segmentos de caminhões e ônibus devem encerrar o ano em queda de 6%.

Apesar do aquecimento das vendas no mercado interno, a entidade afirma que a indústria nacional não consegue acompanhar o mesmo ritmo de crescimento por causa do aumento das importações e da redução das exportações.

A projeção para a produção de veículos também foi revisada para cima, passando de crescimento de 3,7% para 5,8% em relação ao ano passado. Com isso, o Brasil deve fabricar cerca de 2,8 milhões de veículos em 2026, o maior volume desde 2019.

"O mercado nacional segue muito aquecido, e isso tem contribuído para uma leve alta no nível de empregos. Por outro lado, parte dessa recuperação vem sendo capturada pelas importações", afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

Segundo ele, o aumento das compras de veículos do exterior é favorecido por alíquotas de importação abaixo da média internacional e pela isenção do imposto para veículos eletrificados montados em sistema SKD (semidesmontados).

Os números do primeiro semestre reforçam o bom momento do mercado automotivo brasileiro. Entre janeiro e junho, foram produzidos 1,372 milhão de veículos, alta de 8,8% em relação ao mesmo período de 2025.

Esse é o melhor resultado para o período desde 2019. As vendas de automóveis cresceram 23,7% no semestre, o equivalente a 208 mil unidades a mais do que no ano anterior.

De acordo com a Anfavea, cerca de 73 mil dessas vendas foram impulsionadas pelo programa Carro Sustentável, voltado aos veículos de entrada. Outros 130 mil veículos vendidos vieram do avanço dos modelos eletrificados — sendo aproximadamente 70 mil produzidos no Brasil e 60 mil importados.

Em junho, os veículos eletrificados alcançaram participação recorde no mercado brasileiro, representando 20,9% das vendas de veículos leves.

Já o mercado de pesados continua mais fraco. No acumulado do semestre, as vendas de caminhões caíram 10,5%, enquanto as de ônibus recuaram 11,6%, apesar de junho ter registrado o melhor desempenho do ano para ambos os segmentos.

Enquanto o mercado interno segue aquecido, as exportações continuam em retração. Em junho, os embarques de veículos ficaram 26,7% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado. No acumulado do semestre, o Brasil exportou 216,6 mil veículos, queda de 21,2%.

Segundo a Anfavea, a principal razão é a redução da demanda da Argentina, tradicional destino das exportações brasileiras, além do avanço da concorrência de veículos produzidos na China e no México.

Diante desse cenário, a entidade passou a projetar queda de 12,8% nas exportações em 2026. Em janeiro, a expectativa era de crescimento de 1,5%.

O avanço das importações fez o setor automotivo brasileiro voltar a registrar déficit na balança comercial após vários anos.

Entre janeiro e junho, entraram no país 280,6 mil veículos importados, enquanto as exportações ficaram abaixo desse volume em cerca de 63 mil unidades.

A China respondeu por metade dos veículos importados no período. Em apenas um ano, o número de automóveis chineses vendidos no Brasil dobrou, passando de cerca de 70 mil para 140 mil unidades, segundo a Anfavea.

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Copa do Mundo de 2026 deve render faturamento recorde à Fifa; veja os valores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 11:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1440,23%Dólar TurismoR$ 5,3490,21%Euro ComercialR$ 5,8820,17%Euro TurismoR$ 6,1310,13%B3Ibovespa171.644 pts-0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,1440,23%Dólar TurismoR$ 5,3490,21%Euro ComercialR$ 5,8820,17%Euro TurismoR$ 6,1310,13%B3Ibovespa171.644 pts-0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,1440,23%Dólar TurismoR$ 5,3490,21%Euro ComercialR$ 5,8820,17%Euro TurismoR$ 6,1310,13%B3Ibovespa171.644 pts-0,47%Oferecido por

A Fifa estima faturar recorde de US$ 8,9 bilhões com a Copa do Mundo de 2026. O torneio foi expandido para 48 seleções e 104 partidas.

A entidade prevê arrecadar US$ 13 bilhões no ciclo de 2023 a 2026. Desse total, US$ 12,9 bilhões serão reinvestidos no desenvolvimento do futebol global.

Os direitos de transmissão devem gerar US$ 3,925 bilhões em receitas. Já a venda de ingressos e hospitalidade projeta arrecadar outros US$ 3,017 bilhões.

Gastos de visitantes com cartões subiram 16,7% nas cidades-sede. O consumo nos estádios chegou a registrar média de US$ 100 por torcedor durante os jogos.

A premiação total distribuída para as seleções dobrou, atingindo US$ 871 milhões. Cada equipe participante tem garantido o valor mínimo de US$ 12,5 milhões.

A Copa do Mundo de 2026 deve se tornar a edição mais lucrativa da história da FIFA. Impulsionada pela expansão do torneio de 32 para 48 seleções e pelo aumento para 104 partidas, a entidade estima arrecadar cerca de US$ 8,9 bilhões com a competição, aproximadamente US$ 2 bilhões a mais do que na edição de 2022, realizada no Catar.

O Mundial é o principal motor do ciclo financeiro da Fifa entre 2023 e 2026. Para o período, a entidade revisou sua previsão de receita para um recorde de US$ 13 bilhões, cerca de US$ 2 bilhões acima do orçamento inicial aprovado em 2023. Até o fim de 2024, 62% desse valor já estava garantido por contratos assinados.

O crescimento é atribuído à expansão da Copa do Mundo de 2026, à realização da Copa do Mundo Feminina de 2023 e à criação da Copa do Mundo de Clubes de 2025.

Ao longo do ciclo, a Fifa prevê investir US$ 12,9 bilhões, dos quais mais de 90% serão reinvestidos no desenvolvimento do futebol.

Do total estimado para 2026, US$ 3,925 bilhões devem vir da venda de direitos de transmissão, o equivalente a 44% da receita.

Outros US$ 3,017 bilhões são esperados com hospitalidade e venda de ingressos — um recorde impulsionado pelo maior número de partidas e pelo uso de estádios de grande capacidade —, enquanto os direitos de marketing devem gerar US$ 1,786 bilhão.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente da Fifa, Gianni Infantino, posam para foto com o troféu da Copa do Mundo no Salão Oval, na Casa Branca. Foto de agosto de 2025. — Foto: Divulgação/Casa Branca

Para organizar o torneio, a Fifa prevê um orçamento de US$ 3,756 bilhões. O excedente financeiro também deve reforçar programas de desenvolvimento da modalidade.

Além das receitas da própria Fifa, o Mundial tem movimentado diversos setores da economia. Empresas responsáveis pela operação de alimentos e bebidas nos estádios registram forte crescimento nas vendas.

Em alguns locais, o gasto médio dos torcedores chegou a US$ 100 por pessoa durante as partidas, quase o dobro do observado em jogos da NFL, segundo a Bloomberg.

As cidades-sede também começam a registrar impactos positivos. Dados do Bank of America, referentes ao período de 10 a 21 de junho, apontam alta de 6,3% nos gastos realizados com cartões de crédito e débito nas cidades que recebem partidas, em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre visitantes de outras cidades, o avanço foi de 16,7%.

Outra novidade da competição foi a adoção de uma pausa obrigatória de três minutos para hidratação em todas as partidas.

A medida foi criada para reduzir os efeitos das altas temperaturas e da umidade enfrentadas por jogadores nos Estados Unidos, México e Canadá, mas também passou a ser aproveitada comercialmente, abrindo espaço para ações publicitárias de patrocinadores da Copa e de outros anunciantes.

O aumento das receitas ocorre em meio a uma edição marcada por controvérsias. Entre os episódios mais comentados estão a anulação do cartão vermelho aplicado ao atacante norte-americano Folarin Balogun, as críticas aos altos preços dos ingressos e a concessão do Prêmio da Paz da Fifa ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ricardo Ade, do Haiti , aplaude os torcedores após a partida — Foto: IMAGENS via Reuters/Jordan Godfree

A expansão do Mundial também elevou significativamente a premiação distribuída às seleções. O valor total dobrou e atingiu o recorde de US$ 871 milhões.

Cada uma das 48 equipes participantes recebe, no mínimo, US$ 12,5 milhões. O montante inclui US$ 2,5 milhões destinados à preparação para o torneio e US$ 10 milhões garantidos mesmo para as seleções eliminadas ainda na fase de grupos.

Com isso, nenhuma equipe deixa a Copa do Mundo sem uma receita milionária, independentemente do desempenho em campo.

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Governo vê riscos de manipulação emocional e coleta de dados em brinquedos com IA vendidos no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 09:49

Tecnologia Governo vê riscos de manipulação emocional e coleta de dados em brinquedos com IA vendidos no Brasil Nota técnica do Ministério da Justiça recomenda investigação de possíveis irregularidades e fiscalização sobre coleta de dados, transparência e proteção de crianças. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Governo vê riscos de manipulação emocional e coleta de dados em brinquedos com IA vendidos no Brasil — Foto: Reprodução

Brinquedos com inteligência artificial vendidos no Brasil podem representar riscos para crianças, como manipulação emocional e coleta de dados pessoais, segundo uma nota técnica publicada neste mês pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

O estudo, que contou com a participação de pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), afirma que esses produtos podem estar em desacordo com regras previstas no ECA Digital e recomenda que as irregularidades sejam apuradas pelos órgãos responsáveis.

O Sedigi pede que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) fiscalizem, entre outros pontos, se fabricantes e lojas informam corretamente os riscos desses produtos e como é feito o tratamento dos dados pessoais coletados pelos brinquedos.

Para elaborar o estudo, a Sedigi analisou seis dispositivos vendidos no Brasil por meio de marketplaces como Amazon, Mercado Livre, Shopee, AliExpress, Magazine Luiza, eBay e Casas Bahia. Os aparelhos são:

Loona (pet robótico);EMO (robô de companhia);Miko 3 (robô educativo);Aibi (pet robótico de bolso);Amazon Fire HD Kid Pro (tablet voltado a crianças de 6 a 12 anos);e Vector (robô autônomo).

Segundo a nota técnica, esses dispositivos costumam ter câmeras, microfones e outros sensores capazes de captar informações como biometria facial, voz e até características do ambiente doméstico.

Ao mesmo tempo, usam IA para manter conversas, simular emoções e adaptar suas respostas ao comportamento da criança, coletando dados continuamente durante a interação.

O documento afirma que esse tipo de vínculo pode favorecer a manipulação emocional e incentivar o uso excessivo dos brinquedos.

"Os vínculos estabelecidos com a criança, além de facilitar a manipulação emocional, podem incentivar o uso excessivo do brinquedo e potencialmente expor informações sensíveis a terceiros, sobretudo se houver falhas de segurança", diz a nota.

EMO é um robô infantil com IA que é vendido por R$ 3.084,23 no Brasil. — Foto: Reprodução/Amazon

A nota também cita como exemplo casos internacionais considerados preocupantes. Um deles é o da boneca My Friend Cayla, proibida na Alemanha após autoridades concluírem que ela podia gravar conversas acessadas por terceiros, levando o brinquedo a ser apelidado de "instrumento de espionagem".

Um dos aparelhos analisados pelo MJSP é o brinquedo Loona, um pet robótico que simula um animal de estimação. O brinquedo utiliza processamento de linguagem natural para entender comandos de voz, é integrado ao ChatGPT, conta com sensores para mapear a casa e usa uma câmera para reconhecer os usuários.

Em relação às plataformas de comércio eletrônico, o Ministério da Justiça afirma que elas também têm responsabilidade sobre a venda desses produtos.

Segundo a pasta, os sites devem informar de forma clara que o brinquedo utiliza IA e garantir que as embalagens e páginas de venda tragam avisos sobre o acesso à internet, os riscos à privacidade e a necessidade de supervisão parental.

"Os fatos relatados apontam para indícios de possíveis irregularidades, de caráter sistêmico, com potencial de afetar direitos fundamentais de crianças e adolescentes, o que recomenda apuração formal", conclui a nota.

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Crescimento bilionário da fortuna de Trump reacende debate sobre conflito de interesses; compare as regras dos EUA e do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 05:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%Oferecido por

O crescimento da fortuna do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante seu segundo mandato reacendeu o debate sobre ética pública e conflitos de interesse envolvendo chefes de Estado. Apenas no ano passado, após retornar à Casa Branca, Trump acrescentou mais de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,3 bilhões) ao patrimônio.

Segundo a declaração financeira divulgada pelo próprio presidente, a expansão da riqueza foi impulsionada por negócios da família, especialmente nas áreas de criptomoedas e licenciamento de marca.

A questão é que parte desse crescimento ocorreu enquanto o governo Trump promovia mudanças regulatórias favoráveis ao mercado de ativos digitais.

Segundo reportagem do jornal "The New York Times", o presidente e sua família ampliaram os negócios no setor ao mesmo tempo em que o governo flexibilizou regras para a indústria, o que configuraria possíveis conflitos de interesse.

Diferentemente de presidentes anteriores, Trump optou por não transferir seus ativos para um blind trust ("fundo cego", em inglês), opção tradicionalmente usada para reduzir a percepção de problemas entre interesses privados e decisões públicas.

🔎 O blind trust é um mecanismo em que uma pessoa transfere a administração de seus bens e investimentos para um gestor independente. Durante esse período, o proprietário não sabe como os ativos são administrados nem participa das decisões sobre eles.

Críticos ouvidos pelo jornal, entre eles representantes do Project on Government Oversight e da Transparência Internacional nos EUA, classificaram a situação como um conflito de interesses sem precedentes.

A Casa Branca rejeita as críticas. Em declaração ao jornal "Financial Times", a porta-voz Anna Kelly afirmou que Trump "implementou políticas que tornaram todos os americanos mais ricos e prósperos". Segundo ela, os negócios privados são administrados pelos filhos do presidente.

Embora o aumento do patrimônio de um chefe de Estado, por si só, não configure uma irregularidade, ele pode levantar questionamentos quando houver indícios de que decisões públicas tenham beneficiado interesses privados.

Para Michel Sancovski, sócio da área de Anticorrupção & Compliance do Tauil & Chequer Advogados associado ao Mayer Brown, "o aspecto central é se esse aumento decorreu do exercício do cargo ou de situações que possam comprometer a imparcialidade das decisões públicas".

Segundo ele, a análise também deve levar em conta se decisões do governo favoreceram ou podem ter favorecido o enriquecimento do próprio governante.

O debate sobre os negócios de Trump também chegou ao Congresso dos EUA. Entidades que acompanham o tema defendem a inclusão de uma emenda na Clarity Act, projeto que regulamenta o mercado de ativos digitais no país.

A proposta proibiria ocupantes de cargos eletivos e seus familiares mais próximos de lucrar com determinados negócios ligados ao setor durante o exercício do mandato. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Representantes e aguarda análise do Senado.

Projeto de nova cédula de dólar no valor de US$ 250 com o rosto de Donald Trump — Foto: Departamento de Gravura e Impressão via Washington Post

Pela legislação americana, o presidente e o vice-presidente estão isentos da principal lei federal sobre conflitos de interesse no Poder Executivo (18 U.S.C. § 208). Na prática, isso significa que o presidente pode manter empresas, investimentos e outros bens durante o mandato.

Em geral, a norma impede que autoridades tomem decisões oficiais que possam beneficiar seus próprios interesses financeiros. Por isso, é considerada um dos principais instrumentos de prevenção de conflitos de interesse e de combate à corrupção no governo federal.

Em contrapartida, a legislação exige a divulgação anual, em relatórios públicos, de informações detalhadas sobre patrimônio, renda, dívidas e participações societárias.

Além disso, a Constituição americana determina que o presidente não pode receber presentes, pagamentos ou benefícios de governos estrangeiros sem autorização do Congresso. Também proíbe que receba remuneração adicional dos governos federal ou estaduais além do salário do cargo.

🔎 Como a legislação não obriga o presidente a vender empresas nem a transferir seus bens para um fundo independente, muitos ocupantes da Casa Branca adotam essas medidas de forma voluntária para reduzir a percepção de conflitos de interesse.

O Escritório de Ética Governamental (Office of Government Ethics – OGE) fiscaliza o cumprimento das regras de ética no governo federal, mas não tem poder para obrigar o presidente a vender empresas, investimentos ou outros ativos.

No Brasil, não há uma lei voltada exclusivamente ao presidente da República sobre situações desse tipo. No entanto, a Lei de Conflito de Interesses (Lei nº 12.813/2013) também se aplica ao chefe do Executivo federal por sua condição de agente público.

A norma determina que o presidente deve evitar situações em que interesses privados possam interferir no exercício da função pública e proteger informações privilegiadas.

🔎 Pela legislação brasileira, conflito de interesses é qualquer situação em que um interesse privado possa influenciar de forma imprópria a atuação do agente público, mesmo que não haja prejuízo aos cofres públicos ou vantagem financeira.

Segundo Sancovski, a lei brasileira adota uma lógica preventiva. "A lei busca impedir que interesses privados interfiram na atuação do agente público antes mesmo da demonstração de um benefício econômico efetivo ou de prejuízo ao poder público", afirma.

Usar ou divulgar informações privilegiadas em benefício próprio ou de terceiros;Exercer atividades privadas incompatíveis com o cargo;Prestar serviços ou fazer negócios com pessoas ou empresas interessadas em decisões do governo;Tomar decisões que beneficiem empresas das quais ele, o cônjuge ou parentes até o terceiro grau participem;Receber presentes de pessoas ou empresas interessadas em decisões sob sua responsabilidade além dos limites previstos em regulamento.

A proibição de utilizar informações privilegiadas permanece válida mesmo após o fim do mandato. Por outro lado, a legislação também não impede que o presidente seja sócio ou acionista de empresas.

"O que a legislação veda é que ele atue na gestão ou na administração desses negócios enquanto estiver no cargo ou utilize a função pública para favorecê-los", explica Sancovski.

Segundo ele, o presidente também não pode participar de decisões governamentais nas quais seus interesses privados possam influenciar sua atuação.

A fiscalização do presidente e das demais autoridades do alto escalão do governo federal é feita pela Comissão de Ética Pública (CEP), vinculada à Presidência da República.

Entre as obrigações estão a entrega anual de informações sobre patrimônio, participações em empresas e atividades econômicas, além da divulgação diária da agenda oficial de compromissos.

A Comissão também pode ser consultada para avaliar se determinada situação configura conflito de interesses.

🛑 Se houver violação da lei, o agente público pode responder por improbidade administrativa. As punições incluem perda do cargo, suspensão dos direitos políticos, multa, ressarcimento ao poder público, quando houver dano, e proibição de contratar com o governo ou de receber benefícios fiscais por três anos.

A legislação deixa claro que um conflito de interesses pode existir mesmo sem prejuízo aos cofres públicos ou ganho financeiro para o agente público.

No Brasil, candidatos à Presidência da República devem declarar seu patrimônio à Justiça Eleitoral. Depois de eleito, o presidente da República deve encaminhar anualmente à Comissão de Ética Pública informações atualizadas.

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25 tipos de agrotóxicos são detectados no rio Tietê, mostra estudo da SOS Mata Atlântica

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 04:47

Agro 25 tipos de agrotóxicos são detectados no rio Tietê, mostra estudo da SOS Mata Atlântica Entre eles, está a atrazina, herbicida que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou, em 2024, como potencialmente cancerígeno. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

Um estudo da SOS Mata Atlântica detectou 25 tipos de agrotóxicos em coletas de água realizadas em 14 pontos diferentes do rio Tietê.

As amostras continham herbicidas, fungicidas e inseticidas. Essas substâncias são amplamente utilizadas em plantações de cana-de-açúcar, soja e citros na bacia.

A pesquisa identificou a presença de atrazina em níveis acima do limite permitido. O herbicida é proibido na União Europeia por riscos à saúde.

A expedição ocorreu entre os dias 9 e 14 de junho de 2025. Foram identificados microplásticos e 16 substâncias entre medicamentos e drogas ilícitas.

Pesquisadoras e pesquisadores coletaram amostras da água em 14 pontos do rio. — Foto: SOS Mata Atlântica

Vinte e cinco tipos de agrotóxicos foram encontrados ao menos uma vez em amostras de água coletadas em 14 pontos do rio Tietê durante uma expedição realizada pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com universidades e o Instituto Itaúsa.

As análises identificaram herbicidas, fungicidas e inseticidas amplamente usados em culturas predominantes na bacia do Tietê, como cana-de-açúcar, soja e citros (laranja e limão).

➡️ Após a aplicação nas lavouras, apenas parte dos agrotóxicos atinge as pragas. O restante pode ser carregado pela chuva ou infiltrar-se no solo, chegando a rios, córregos e outras fontes de água.

O estudo, conduzido pelo Laboratório de Ecotoxicologia do CENA/USP, identificou a presença de atrazina, herbicida usado no Brasil para controlar plantas daninhas, mas proibido na União Europeia desde 2004 por causa dos riscos ao meio ambiente e à saúde humana.

Em 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a atrazina como uma substância com potencial para causar câncer.

Em alguns trechos do Tietê, a concentração de atrazina superou o limite estabelecido pela Resolução Conama nº 357/2005, que define os padrões de qualidade da água em rios brasileiros.

Os herbicidas tebutiurom e clomazona, por sua vez, foram encontrados em todos os pontos de coleta ao longo do rio. As maiores concentrações dessas substâncias foram registradas no trecho entre Pirapora do Bom Jesus e Barra Bonita, região marcada pela intensa atividade agrícola.

Mesmo na região da nascente, em Salesópolis, considerada relativamente preservada, foram identificados herbicidas e inseticidas.

Veja abaixo a lista dos agrotóxicos encontrados e a frequência com que foram detectados nas amostras de água coletadas em 14 pontos do rio Tietê.

Tebutiurom: 100%Clomazona: 100%Diurom: 92,86%Ciproconazol: 85,71%Hexazinona: 85,71%Atrazina: 85,71%Terbutilazina: 85,71%Acetamiprido: 85,71%Azoxistrobina: 78,57%Ametrina: 78,57%Metalaxil-M: 71,43%Tebuconazol: 71,43%Metribuzim: 71,43%Prometrina: 64,29%Fipronil: 64,29%Imidacloprido: 57,14%Malationa: 50%Bentazona: 42,86%Tiametoxam: 42,86%Bromacil: 28,57%Propamocarbe: 21,43%Trifloxistrobina: 14,29%Fludioxonil: 14,29%Indaziflam: 7,14%Mesotriona: 7,14%

Segundo o estudo, os fungicidas e inseticidas encontrados no rio podem prejudicar peixes e outros organismos aquáticos. Entre os impactos estão alterações no funcionamento do organismo desses animais, mudanças de comportamento e desequilíbrios na cadeia alimentar.

O problema pode ser ainda maior quando diferentes agrotóxicos estão presentes ao mesmo tempo, já que a combinação dessas substâncias pode potencializar seus efeitos.

"Embora processos naturais de diluição e autodepuração ocorram ao longo do rio, especialmente nos trechos Médio e Baixo Tietê, a água dessas regiões é utilizada para abastecimento público, o que suscita preocupações adicionais", diz o relatório.

"Isso porque os sistemas convencionais de tratamento nem sempre são plenamente eficazes na remoção de diversos contaminantes orgânicos, incluindo diferentes classes de agrotóxicos", acrescenta.

A expedição percorreu mais de 1.100 quilômetros do rio Tietê entre os dias 9 e 14 de junho de 2025, da nascente, em Salesópolis, até a foz no rio Paraná, em Itapura.

Além dos agrotóxicos, as análises identificaram microplásticos em todos os pontos de coleta e 16 substâncias, entre medicamentos e drogas ilícitas, incluindo cocaína.

Equipe utilizou barcos em diversos trechos da expedição para poder coletar a água no ponto médio entre as margens. — Foto: SOS Mata Atlântica

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Do café ao arroz: El Niño ameaça produção e pode elevar preços dos alimentos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 03:46

Agro Do café ao arroz: El Niño ameaça produção e pode elevar preços dos alimentos Economistas afirmam que o fenômeno climático pode reduzir a oferta de produtos como café, milho, frutas e leite, pressionando a inflação dos alimentos nos próximos meses. Por Vivian Souza, g1 — São Paulo

O El Niño pode reduzir a oferta de alguns alimentos e aumentar os preços nos supermercados brasileiros, apontam economistas consultados pelo g1.

El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras.

Ainda não é certo qual será a sua intensidade, porém, a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) estima mais de 60% de chances de um evento muito forte no período de novembro a janeiro.

Os primeiros impactos devem ser sentidos nas hortaliças, que são mais sensíveis às mudanças no clima.

Se o El Niño for realmente mais intenso, alimentos cultivados por safra, caso do milho e do café, devem encarecer no ano que vem. Isso porque são culturas plantadas no segundo semestre.

Está cada vez mais claro: o El Niño pode reduzir a oferta de alguns alimentos e aumentar os preços nos supermercados brasileiros, apontam economistas consultados pelo g1.

"Certamente vai impactar preço dos alimentos. É meio que inevitável, principalmente se afetar as janelas de plantio ou mesmo prejudicar a produção na hora da colheita", afirma Leandro Gilio, pesquisador no Insper Agro Global.

🔎 O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras.

Ainda não é certo qual será a sua intensidade, mas a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) estima mais de 60% de chances de um evento muito forte no período de novembro a janeiro.

Os primeiros impactos devem ser sentidos nas hortaliças, que são mais sensíveis às mudanças no clima. Se o El Niño for realmente mais intenso, alimentos cultivados por safra devem encarecer no ano que vem.

Segundo Cesar Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, os principais produtos que devem ser afetados são milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo e arroz. O leite também pode ser impactado, dependendo do nível das chuvas no Sul do país.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a pecuária deve ser a atividade mais afetada no Centro-Oeste e no Norte, onde pode faltar água para as pastagens.

O instituto também prevê que algumas regiões do país podem ser beneficiadas. No Nordeste, o baixo volume de chuvas e o calor favorecem a colheita do feijão. Já no Sul, as chuvas acima da média podem ser boas para as culturas de inverno.

Por causa do El Niño, o Ministério da Fazenda deve aumentar sua previsão oficial para a inflação de 2026. A expectativa é que os preços subam mais do que o estimado em maio, quando a projeção era de 4,5%.

O El Niño causa irregularidade nas chuvas, que podem ser intensas depois de intervalos de estiagem. Com isso, aumenta o risco de floradas antes da hora e sem uniformidade nas lavouras de café. As flores que aparecerem podem ser abortadas ou formar grãos menores.

Outro ponto de atenção é que o fenômeno favorece temperaturas mais elevadas, episódios de calor intenso e perda de água do solo.

🔎 Para o café arábica, o mais popular no Brasil e mais sensível a esse tipo de estresse, pode haver ainda a perda da qualidade do produto.

Esse cenário traz preocupação para o setor, que iniciou o ano com uma expectativa de uma safra recorde, de mais de 66 milhões de sacas, afirma Celírio Inácio da Silva, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

As chuvas já registradas em regiões produtoras atrasaram a colheita do café conilon. Isso pode reduzir a qualidade e a produtividade, além de favorecer pragas e fungos.

"Isso vai fazer com que a oferta não seja tão boa quanto se imagina e o mercado internacional, já sabendo que os estoques estão vazios, começa a ter especulações e isso pode fazer com que o preço da matéria-prima vá subir", afirma o diretor executivo.

Já para o café arábica, a principal preocupação é a produção de 2027, a qual os produtores já investiram para um aumento da área de plantio. Caso o El Niño aconteça de forma mais intensa, o setor espera uma perda de 25% da produção, diz Silva.

Contudo, ele afirma que ainda não dá para prever quando isso acontecerá, dependendo de como o fenômeno vai se desenvolver nas regiões produtoras.

Em anos de El Niño, a produtividade média global de milho apresenta uma queda de cerca de 4%, aponta o Itaú BBA. Isso acontece principalmente em regiões tropicais, como o sudeste Asiático, o Sul da China e na África.

O comportamento é o oposto do da soja, que tem um crescimento da produtividade em até 5%, puxada principalmente por países como EUA, Brasil e Argentina.

🔎 No Brasil, o principal impacto costuma atingir a segunda safra de milho. As chuvas irregulares atrasam o plantio da soja no Centro-Oeste. Com isso, a colheita também atrasa e reduz o período ideal para plantar milho.

Com o El Niño, alguns produtores optam por diminuir a área plantada ou decidem trocar o grão pelo sorgo, afirma Glauber Silveira, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho).

Para ele, a previsão de excesso de chuva no Sul preocupa ainda mais do que a seca no Centro-Oeste, porque pode reduzir a produtividade e aumentar a incidência de doenças.

Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, afirma que a área plantada também cresce menos por causa dos custos mais altos e das margens menores de lucro.

Segundo ele, uma queda na produção do Mato Grosso pode afetar os preços do milho no mercado internacional.

Caso o preço do milho suba em 2027, a carne também deve encarecer, uma vez que o grão é ingrediente da ração usada na criação em confinamento, afirma Alves.

Além disso, a criação de animais pode ser prejudicada pela menor disponibilidade de pastagens, por causa do deficit hídrico e da seca.

🔎 Isso prejudica a produção de leite e dificulta o ganho de peso dos animais destinados ao abate, explica Danyella Bonfim, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O calor excessivo também causa estresse nos animais, que passam a comer menos.

No Sul do Brasil, as chuvas mais volumosas podem gerar podridão, perda de qualidade e atraso no plantio.

Alimentos como a cebola, batata, tomate e cenoura são os principais afetados, aponta o Itaú BBA.Já a maçã pode ser afetada no momento da florada e da formação dos frutos, com aparecimento de doenças. A uva, no Rio Grande do Sul, pode ter uma queda na produção por causa do excesso de umidade.Em algumas regiões, porém, a redução do nível dos reservatórios pode dificultar a irrigação. Isso preocupa produtores de frutas mais sensíveis, como a manga, o mamão e a uva.

Por exemplo, no Nordeste, o tempo seco e as altas temperaturas vão favorecer o melão e a melancia nas lavouras irrigadas.

Para a laranja, a expectativa é de que hajam temperaturas acima da média no cinturão citrícola paulista. O calor pode prejudicar a florada, que acontece entre setembro e novembro, e causando o abortamento das flores e a queda de frutos jovens, aponta o Itaú BBA.

A safra da laranja já estava estimada com redução, por causa da falta de rentabilidade, do menor consumo e de doenças na lavoura. Com o El Niño, a tendência é que ela seja ainda menor, elevando os preços do suco e diminuindo a qualidade das frutas, explica Wharlhey Nunes, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Segundo o Itaú BBA, o fenômeno pode provocar chuvas fora de época no Centro-Sul, região responsável por cerca de 90% da moagem de cana no país.

O excesso de umidade também pode reduzir a qualidade da matéria-prima e atrasar o acúmulo de sacarose. Com isso, aumenta o risco de colher a cana antes do ponto ideal de maturação.

Já nos plantios do Norte e Nordeste, a seca e o calor devem gerar estresse hídrico e térmico, comprometendo o desenvolvimento da planta.

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