RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Do café ao arroz: El Niño ameaça produção e pode elevar preços dos alimentos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 03:46

Agro Do café ao arroz: El Niño ameaça produção e pode elevar preços dos alimentos Economistas afirmam que o fenômeno climático pode reduzir a oferta de produtos como café, milho, frutas e leite, pressionando a inflação dos alimentos nos próximos meses. Por Vivian Souza, g1 — São Paulo

O El Niño pode reduzir a oferta de alguns alimentos e aumentar os preços nos supermercados brasileiros, apontam economistas consultados pelo g1.

El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras.

Ainda não é certo qual será a sua intensidade, porém, a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) estima mais de 60% de chances de um evento muito forte no período de novembro a janeiro.

Os primeiros impactos devem ser sentidos nas hortaliças, que são mais sensíveis às mudanças no clima.

Se o El Niño for realmente mais intenso, alimentos cultivados por safra, caso do milho e do café, devem encarecer no ano que vem. Isso porque são culturas plantadas no segundo semestre.

Está cada vez mais claro: o El Niño pode reduzir a oferta de alguns alimentos e aumentar os preços nos supermercados brasileiros, apontam economistas consultados pelo g1.

"Certamente vai impactar preço dos alimentos. É meio que inevitável, principalmente se afetar as janelas de plantio ou mesmo prejudicar a produção na hora da colheita", afirma Leandro Gilio, pesquisador no Insper Agro Global.

🔎 O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras.

Ainda não é certo qual será a sua intensidade, mas a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) estima mais de 60% de chances de um evento muito forte no período de novembro a janeiro.

Os primeiros impactos devem ser sentidos nas hortaliças, que são mais sensíveis às mudanças no clima. Se o El Niño for realmente mais intenso, alimentos cultivados por safra devem encarecer no ano que vem.

Segundo Cesar Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, os principais produtos que devem ser afetados são milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo e arroz. O leite também pode ser impactado, dependendo do nível das chuvas no Sul do país.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a pecuária deve ser a atividade mais afetada no Centro-Oeste e no Norte, onde pode faltar água para as pastagens.

O instituto também prevê que algumas regiões do país podem ser beneficiadas. No Nordeste, o baixo volume de chuvas e o calor favorecem a colheita do feijão. Já no Sul, as chuvas acima da média podem ser boas para as culturas de inverno.

Por causa do El Niño, o Ministério da Fazenda deve aumentar sua previsão oficial para a inflação de 2026. A expectativa é que os preços subam mais do que o estimado em maio, quando a projeção era de 4,5%.

O El Niño causa irregularidade nas chuvas, que podem ser intensas depois de intervalos de estiagem. Com isso, aumenta o risco de floradas antes da hora e sem uniformidade nas lavouras de café. As flores que aparecerem podem ser abortadas ou formar grãos menores.

Outro ponto de atenção é que o fenômeno favorece temperaturas mais elevadas, episódios de calor intenso e perda de água do solo.

🔎 Para o café arábica, o mais popular no Brasil e mais sensível a esse tipo de estresse, pode haver ainda a perda da qualidade do produto.

Esse cenário traz preocupação para o setor, que iniciou o ano com uma expectativa de uma safra recorde, de mais de 66 milhões de sacas, afirma Celírio Inácio da Silva, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

As chuvas já registradas em regiões produtoras atrasaram a colheita do café conilon. Isso pode reduzir a qualidade e a produtividade, além de favorecer pragas e fungos.

"Isso vai fazer com que a oferta não seja tão boa quanto se imagina e o mercado internacional, já sabendo que os estoques estão vazios, começa a ter especulações e isso pode fazer com que o preço da matéria-prima vá subir", afirma o diretor executivo.

Já para o café arábica, a principal preocupação é a produção de 2027, a qual os produtores já investiram para um aumento da área de plantio. Caso o El Niño aconteça de forma mais intensa, o setor espera uma perda de 25% da produção, diz Silva.

Contudo, ele afirma que ainda não dá para prever quando isso acontecerá, dependendo de como o fenômeno vai se desenvolver nas regiões produtoras.

Em anos de El Niño, a produtividade média global de milho apresenta uma queda de cerca de 4%, aponta o Itaú BBA. Isso acontece principalmente em regiões tropicais, como o sudeste Asiático, o Sul da China e na África.

O comportamento é o oposto do da soja, que tem um crescimento da produtividade em até 5%, puxada principalmente por países como EUA, Brasil e Argentina.

🔎 No Brasil, o principal impacto costuma atingir a segunda safra de milho. As chuvas irregulares atrasam o plantio da soja no Centro-Oeste. Com isso, a colheita também atrasa e reduz o período ideal para plantar milho.

Com o El Niño, alguns produtores optam por diminuir a área plantada ou decidem trocar o grão pelo sorgo, afirma Glauber Silveira, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho).

Para ele, a previsão de excesso de chuva no Sul preocupa ainda mais do que a seca no Centro-Oeste, porque pode reduzir a produtividade e aumentar a incidência de doenças.

Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, afirma que a área plantada também cresce menos por causa dos custos mais altos e das margens menores de lucro.

Segundo ele, uma queda na produção do Mato Grosso pode afetar os preços do milho no mercado internacional.

Caso o preço do milho suba em 2027, a carne também deve encarecer, uma vez que o grão é ingrediente da ração usada na criação em confinamento, afirma Alves.

Além disso, a criação de animais pode ser prejudicada pela menor disponibilidade de pastagens, por causa do deficit hídrico e da seca.

🔎 Isso prejudica a produção de leite e dificulta o ganho de peso dos animais destinados ao abate, explica Danyella Bonfim, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O calor excessivo também causa estresse nos animais, que passam a comer menos.

No Sul do Brasil, as chuvas mais volumosas podem gerar podridão, perda de qualidade e atraso no plantio.

Alimentos como a cebola, batata, tomate e cenoura são os principais afetados, aponta o Itaú BBA.Já a maçã pode ser afetada no momento da florada e da formação dos frutos, com aparecimento de doenças. A uva, no Rio Grande do Sul, pode ter uma queda na produção por causa do excesso de umidade.Em algumas regiões, porém, a redução do nível dos reservatórios pode dificultar a irrigação. Isso preocupa produtores de frutas mais sensíveis, como a manga, o mamão e a uva.

Por exemplo, no Nordeste, o tempo seco e as altas temperaturas vão favorecer o melão e a melancia nas lavouras irrigadas.

Para a laranja, a expectativa é de que hajam temperaturas acima da média no cinturão citrícola paulista. O calor pode prejudicar a florada, que acontece entre setembro e novembro, e causando o abortamento das flores e a queda de frutos jovens, aponta o Itaú BBA.

A safra da laranja já estava estimada com redução, por causa da falta de rentabilidade, do menor consumo e de doenças na lavoura. Com o El Niño, a tendência é que ela seja ainda menor, elevando os preços do suco e diminuindo a qualidade das frutas, explica Wharlhey Nunes, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Segundo o Itaú BBA, o fenômeno pode provocar chuvas fora de época no Centro-Sul, região responsável por cerca de 90% da moagem de cana no país.

O excesso de umidade também pode reduzir a qualidade da matéria-prima e atrasar o acúmulo de sacarose. Com isso, aumenta o risco de colher a cana antes do ponto ideal de maturação.

Já nos plantios do Norte e Nordeste, a seca e o calor devem gerar estresse hídrico e térmico, comprometendo o desenvolvimento da planta.

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Menores que um pônei, mini-horses conquistam brasileiros e são criados como pets até em quintais de casa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 03:46

GLOBO RURAL Menores que um pônei, mini-horses conquistam brasileiros e são criados como pets até em quintais de casa Raça reúne cerca de 9 mil animais registrados e atrai compradores em busca de companhia, enquanto criadores transformam a atividade em fonte de renda. Por Redação g1

A raça brasileira de minicavalos ganha espaço no mercado do país. Os animais são criados principalmente como pets, inclusive em quintais.

Em Santa Cruz do Rio Pardo, a veterinária Ana Maria Lorenzetti adquiriu um exemplar para seu jardim. O custo mensal de alimentação é de R$ 80.

O mini-horse brasileiro surgiu em 2002 a partir do cruzamento de pôneis nacionais menores com a raça norte-americana Miniature Horse.

No mesmo município, Rogério Andrade vive da criação de 48 animais. Os machos custam em média R$ 6 mil e as fêmeas R$ 8 mil.

Uma raça de pônei desenvolvida no Brasil tem ganhado espaço no mercado e se transformado em fonte de renda para criadores em diferentes regiões do país.

Menores do que os pôneis tradicionais, os chamados mini-horses (minicavalos, em português) são criados principalmente como animais de estimação e, em muitos casos, vivem até mesmo em quintais de casas.

Atualmente, existem cerca de 9 mil minicavalos registrados no Brasil, e a maior parte dos compradores busca esses animais para companhia.

Foi o caso da veterinária Ana Maria Lorenzetti, que mora na área urbana de Santa Cruz do Rio Pardo e realizou o sonho de ter um exemplar chamado Trovão.

A veterinária Ana Maria Lorenzetti, que mora na área urbana de Santa Cruz do Rio Pardo, com seu mini-horse chamado Trovão. — Foto: Reprodução Globo Rural

Ela conta que sempre via vídeos da raça nas redes sociais e decidiu adquirir o animal quando passou a morar em uma casa com jardim.

Hoje, Trovão divide espaço com cinco gatos e quatro cachorros, incluindo um Dobermann. Durante o dia, ele fica solto pelo quintal. À noite, permanece em um pequeno piquete e utiliza uma casinha para se abrigar da chuva.

Segundo a tutora, o gasto mensal com alimentação é de cerca de R$ 80. Além disso, é necessário recolher diariamente as fezes produzidas pelo animal.

Apesar dos cuidados, ela afirma que o mini-horse é dócil, amigável e se tornou um verdadeiro companheiro.

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HTrovão divide espaço com cinco gatos e quatro cachorros, incluindo um Dobermann. — Foto: Reprodução Globo Rural

A origem dos pôneis remonta a milhares de anos. Em regiões com poucos recursos naturais, cavalos menores tiveram mais facilidade para sobreviver e se reproduzir, dando origem às diversas raças de pôneis existentes atualmente.

No Brasil, a raça mais difundida é o pônei brasileiro. Em 2002, criadores passaram a selecionar os menores exemplares para reprodução e introduziram animais da raça norte-americana Miniature Horse. O cruzamento deu origem ao mini-horse brasileiro.

Enquanto o pônei pode medir até 1,15 metro de altura, o mini-horse tem limite de 89 centímetros para machos. Além disso, os criadores buscam animais mais proporcionais, com pescoço, cabeça e corpo mais leves, lembrando um cavalo em miniatura.

Na zona rural do mesmo município, em um sítio de apenas um hectare, vive Rogério Andrade, que encontrou na criação desses animais o principal sustento da família.

O interesse por equinos começou ainda na infância, quando ganhou o primeiro pônei aos 12 anos. Já adulto, decidiu investir na criação do mini-horse, raça que ajudou a desenvolver no Brasil.

Na propriedade de Rogério, a reprodução é feita por monta natural. O plantel reúne 25 éguas, três garanhões e cerca de 20 filhotes com até um ano de idade.

Segundo o criador, o custo mensal de manutenção de cada animal gira em torno de R$ 300, incluindo alimentação, vacinas e mão de obra.

A dieta é semelhante à de cavalos de grande porte, mas em quantidades menores. Enquanto um cavalo de aproximadamente 400 quilos consome até quatro quilos de ração por dia, um mini-horse adulto pesa cerca de 100 quilos e ingere aproximadamente um quilo diário, além de capim e suplementação mineral.

O preço varia conforme o porte e a pelagem. Os machos custam, em média, R$ 6 mil, enquanto as fêmeas são comercializadas por cerca de R$ 8 mil.

Antes da entrega, passam por banho, tosa higiênica e casqueamento. Por serem pequenos, podem ser transportados na carroceria de uma caminhonete.

Com o aumento da procura, Rogério afirma que a atividade deixou de ser apenas um hobbie e se transformou em seu principal negócio.

Na avaliação dele, a raça exige relativamente pouco espaço, tem custo de manutenção acessível e apresenta boa demanda, fatores que impulsionam o crescimento do mercado.

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A raça brasileira de minicavalos ganha espaço no mercado do país. Os animais são criados principalmente como pets, inclusive em quintais.

Em Santa Cruz do Rio Pardo, a veterinária Ana Maria Lorenzetti adquiriu um exemplar para seu jardim. O custo mensal de alimentação é de R$ 80.

O mini-horse brasileiro surgiu em 2002 a partir do cruzamento de pôneis nacionais menores com a raça norte-americana Miniature Horse.

No mesmo município, Rogério Andrade vive da criação de 48 animais. Os machos custam em média R$ 6 mil e as fêmeas R$ 8 mil.

Uma raça de pônei desenvolvida no Brasil tem ganhado espaço no mercado e se transformado em fonte de renda para criadores em diferentes regiões do país.

Menores do que os pôneis tradicionais, os chamados mini-horses (minicavalos, em português) são criados principalmente como animais de estimação e, em muitos casos, vivem até mesmo em quintais de casas.

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No Brasil, a raça mais difundida é o pônei brasileiro. Em 2002, criadores passaram a selecionar os menores exemplares para reprodução e introduziram animais da raça norte-americana Miniature Horse. O cruzamento deu origem ao mini-horse brasileiro.

Enquanto o pônei pode medir até 1,15 metro de altura, o mini-horse tem limite de 89 centímetros para machos. Além disso, os criadores buscam animais mais proporcionais, com pescoço, cabeça e corpo mais leves, lembrando um cavalo em miniatura.

Na zona rural do mesmo município, em um sítio de apenas um hectare, vive Rogério Andrade, que encontrou na criação desses animais o principal sustento da família.

O interesse por equinos começou ainda na infância, quando ganhou o primeiro pônei aos 12 anos. Já adulto, decidiu investir na criação do mini-horse, raça que ajudou a desenvolver no Brasil.

Na propriedade de Rogério, a reprodução é feita por monta natural. O plantel reúne 25 éguas, três garanhões e cerca de 20 filhotes com até um ano de idade.

Segundo o criador, o custo mensal de manutenção de cada animal gira em torno de R$ 300, incluindo alimentação, vacinas e mão de obra.

A dieta é semelhante à de cavalos de grande porte, mas em quantidades menores. Enquanto um cavalo de aproximadamente 400 quilos consome até quatro quilos de ração por dia, um mini-horse adulto pesa cerca de 100 quilos e ingere aproximadamente um quilo diário, além de capim e suplementação mineral.

O preço varia conforme o porte e a pelagem. Os machos custam, em média, R$ 6 mil, enquanto as fêmeas são comercializadas por cerca de R$ 8 mil.

Antes da entrega, passam por banho, tosa higiênica e casqueamento. Por serem pequenos, podem ser transportados na carroceria de uma caminhonete.

Com o aumento da procura, Rogério afirma que a atividade deixou de ser apenas um hobbie e se transformou em seu principal negócio.

Na avaliação dele, a raça exige relativamente pouco espaço, tem custo de manutenção acessível e apresenta boa demanda, fatores que impulsionam o crescimento do mercado.

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Cabelos coloridos e cortes alternativos impulsionam salão que fatura R$ 70 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 07/07/2026 03:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Cabelos coloridos e cortes alternativos impulsionam salão que fatura R$ 70 mil por mês Empreendedoras transformaram a paixão por cortes e colorações fora do padrão em um negócio voltado à diversidade e ao público LGBT. Estratégia nas redes sociais ajudou a atrair clientes de várias regiões. Por PEGN

Duas empreendedoras transformaram a paixão por cabelos alternativos em um salão voltado à diversidade em São Paulo. O espaço aposta em cortes e colorações fora do padrão e tem foco no público LGBT.

Para abrir o negócio, Isabela Stein e Aline Espírito Santo investiram R$ 138 mil na reforma e na estrutura inicial. Vídeos da obra publicados nas redes sociais ajudaram a impulsionar a marca logo no começo.

Hoje, praticamente todos os clientes chegam pela internet. As empresárias usam conteúdos com tendências, transformações e referências de cortes para atrair novos públicos.

Com faturamento mensal de cerca de R$ 70 mil, o salão se tornou conhecido pelo ambiente acolhedor e pela proposta de incentivar clientes a expressarem personalidade por meio do cabelo.

Tem gente que vai ao salão apenas para aparar as pontas. Outras pessoas procuram muito mais do que isso: querem transformar o visual e usar o cabelo como forma de expressão.

Foi apostando nesse público que as empreendedoras Isabela Stein e Aline Espírito Santo criaram um salão especializado em cortes e colorações alternativas em São Paulo.

O negócio nasceu da mistura de experiências bem diferentes. Isabela cresceu em uma família de cabeleireiros. Já Aline trabalhava com marketing em um banco antes de mergulhar no universo da beleza.

Juntas, decidiram abrir um espaço com identidade própria, mais despojado e acolhedor, voltado principalmente ao público LGBT, mas “hetero friendly”, como elas mesmas definem.

Para tirar o projeto do papel, as duas investiram todas as economias que tinham: R$ 138 mil. O dinheiro foi usado para reformar o imóvel e montar a estrutura inicial, com quatro cadeiras e dois lavatórios.

A obra, aliás, acabou se tornando uma ferramenta de divulgação inesperada. Elas começaram a publicar vídeos da reforma nas redes sociais — e o conteúdo viralizou.

Desde então, a internet se tornou o principal motor de crescimento do salão. Segundo as empresárias, praticamente todos os clientes chegam pelas redes sociais.

A estratégia inclui tanto publicações patrocinadas quanto vídeos orgânicos mostrando transformações, tendências e ideias de cortes e colorações.

Uma das ações que mais deram resultado foi publicar desenhos e referências de cabelos que elas gostariam de fazer. A proposta funcionava como um “cardápio criativo”: a cliente já sabia o visual e o valor do serviço antes mesmo do atendimento.

A ideia atraiu novos clientes e acabou sendo copiada por outros salões.No espaço, a diversidade é levada a sério.

Clientes destacam o acolhimento e a liberdade para experimentar estilos diferentes sem julgamentos. “Aqui eu não me sinto tão alienígena”, relata uma cliente durante as gravações.

Além das referências da internet, filmes, séries, videogames e até tendências internacionais inspiram os cortes e colorações feitos no salão. Antes de lançar novidades, as cabeleireiras costumam testar as ideias em bonecas usadas para treino, que depois viram uma espécie de vitrine para os clientes.

Entre as tendências mais procuradas estão mechas inspiradas em “rabo de guaxinim”, cabelos com blocos coloridos e cortes como o mullet modernizado. Hoje, o salão atende uma média de nove a dez cortes por dia, enquanto as colorações, apesar de mais lucrativas, demandam mais tempo.

O negócio já alcança faturamento mensal de cerca de R$ 70 mil, mas as empreendedoras dizem que ainda estão aprendendo a lidar com os desafios da gestão. “A gente quer se tornar boas empreendedoras para o lugar continuar prosperando”, afirma Aline.

Mais do que um salão de beleza, Isabela e Aline dizem que criaram um espaço onde as pessoas possam se sentir seguras e acolhidas. “A história que eu quero escrever é mostrar que pessoas LGBT estão seguras aqui”, resume uma das sócias.

📍 Endereço: Rua Sena Madureira, 729 – Vila Mariana – São Paulo/SP – CEP: 04021-051📞 Telefone: (11) 91294-4886📧 E-mail: contato@rupisalao.com.br📸 Instagram: https://www.instagram.com/rupisalao

Há 4 horas Economia Em audiência, setor produtivo quer mostrar que tarifas prejudicam os EUAHá 4 horasItamaraty vê ‘risco’ de EUA usarem ‘força militar’ contra o Brasil após PCC e CV serem declarados terroristas

Há 1 hora Política Hermanos x FaraósArgentina de Messi enfrenta o Egito pelas oitavas hoje; veja onde assistir

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Cabelos coloridos e cortes alternativos impulsionam salão que fatura R$ 70 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 07/07/2026 03:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Cabelos coloridos e cortes alternativos impulsionam salão que fatura R$ 70 mil por mês Empreendedoras transformaram a paixão por cortes e colorações fora do padrão em um negócio voltado à diversidade e ao público LGBT. Estratégia nas redes sociais ajudou a atrair clientes de várias regiões. Por PEGN

Duas empreendedoras transformaram a paixão por cabelos alternativos em um salão voltado à diversidade em São Paulo. O espaço aposta em cortes e colorações fora do padrão e tem foco no público LGBT.

Para abrir o negócio, Isabela Stein e Aline Espírito Santo investiram R$ 138 mil na reforma e na estrutura inicial. Vídeos da obra publicados nas redes sociais ajudaram a impulsionar a marca logo no começo.

Hoje, praticamente todos os clientes chegam pela internet. As empresárias usam conteúdos com tendências, transformações e referências de cortes para atrair novos públicos.

Com faturamento mensal de cerca de R$ 70 mil, o salão se tornou conhecido pelo ambiente acolhedor e pela proposta de incentivar clientes a expressarem personalidade por meio do cabelo.

Tem gente que vai ao salão apenas para aparar as pontas. Outras pessoas procuram muito mais do que isso: querem transformar o visual e usar o cabelo como forma de expressão.

Foi apostando nesse público que as empreendedoras Isabela Stein e Aline Espírito Santo criaram um salão especializado em cortes e colorações alternativas em São Paulo.

O negócio nasceu da mistura de experiências bem diferentes. Isabela cresceu em uma família de cabeleireiros. Já Aline trabalhava com marketing em um banco antes de mergulhar no universo da beleza.

Juntas, decidiram abrir um espaço com identidade própria, mais despojado e acolhedor, voltado principalmente ao público LGBT, mas “hetero friendly”, como elas mesmas definem.

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A obra, aliás, acabou se tornando uma ferramenta de divulgação inesperada. Elas começaram a publicar vídeos da reforma nas redes sociais — e o conteúdo viralizou.

Desde então, a internet se tornou o principal motor de crescimento do salão. Segundo as empresárias, praticamente todos os clientes chegam pelas redes sociais.

A estratégia inclui tanto publicações patrocinadas quanto vídeos orgânicos mostrando transformações, tendências e ideias de cortes e colorações.

Uma das ações que mais deram resultado foi publicar desenhos e referências de cabelos que elas gostariam de fazer. A proposta funcionava como um “cardápio criativo”: a cliente já sabia o visual e o valor do serviço antes mesmo do atendimento.

A ideia atraiu novos clientes e acabou sendo copiada por outros salões.No espaço, a diversidade é levada a sério.

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Além das referências da internet, filmes, séries, videogames e até tendências internacionais inspiram os cortes e colorações feitos no salão. Antes de lançar novidades, as cabeleireiras costumam testar as ideias em bonecas usadas para treino, que depois viram uma espécie de vitrine para os clientes.

Entre as tendências mais procuradas estão mechas inspiradas em “rabo de guaxinim”, cabelos com blocos coloridos e cortes como o mullet modernizado. Hoje, o salão atende uma média de nove a dez cortes por dia, enquanto as colorações, apesar de mais lucrativas, demandam mais tempo.

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Mais do que um salão de beleza, Isabela e Aline dizem que criaram um espaço onde as pessoas possam se sentir seguras e acolhidas. “A história que eu quero escrever é mostrar que pessoas LGBT estão seguras aqui”, resume uma das sócias.

📍 Endereço: Rua Sena Madureira, 729 – Vila Mariana – São Paulo/SP – CEP: 04021-051📞 Telefone: (11) 91294-4886📧 E-mail: contato@rupisalao.com.br📸 Instagram: https://www.instagram.com/rupisalao

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Há 6 horas Tecnologia Fifa confirma ligação de Trump, mas nega interferência ao anular cartãoHá 6 horasPodcast 🎧O ASSUNTO: O que explica o maior jejum de Copas da seleção brasileira

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Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay pedem que EUA não tarifem produtos do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 01:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%Oferecido por

Grandes empresas americanas enviaram cartas ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) solicitando que produtos importados do Brasil fiquem de fora da imposição de tarifas adicionais sob a investigação da Seção 301. As manifestações de gigantes como Tesla, Nestlé, Coca-Cola e eBay, enviadas no dia 1 de julho, alertam para os impactos negativos na competitividade, nas cadeias de suprimentos e no bolso dos consumidores dos EUA se as barreiras forem adotadas.

🔎 Nesta segunda-feira (6), iniciaram as audiências públicas sobre o tarifaço proposto pelo governo americano aos produtos brasileiros. 🔎O USTR é o órgão responsável por formular a política comercial dos EUA. Também conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas, como a imposição de tarifas. Além da tarifa de 12,5%, o órgão propõe outra taxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o governo adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos.

A mobilização empresarial ocorre paralelamente a um momento de forte tensão diplomática. Documentos enviados pelo ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira mostram que o Itamaraty vê "risco" de o governo de Donald Trump usar "força militar" contra o território brasileiro após os EUA terem classificado unilateralmente as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais.

Na semana passada, o Departamento do Tesouro americano já congelou bens de dois brasileiros e de quatro empresas por supostas ligações com o PCC. Apesar do cenário político conflagrado, as corporações americanas argumentam que punir comercialmente os insumos do Brasil trará prejuízos internos imediatos para a economia dos EUA.

A montadora de veículos elétricos e sistemas de energia pediu que o USTR isente os insumos industriais vindos do Brasil.

A empresa do bilionário Elon Musk afirma que está investindo bilhões de dólares para nacionalizar e diversificar sua cadeia de suprimentos nas Américas. Contudo, a transição leva tempo e certos insumos fundamentais para setores avançados (como veículos elétricos, robótica e baterias) ainda não podem ser produzidos nos EUA com a escala e qualidade necessárias.

A Tesla defende que aplicar taxas de forma mais rápida do que a capacidade de o mercado interno se adaptar vai prejudicar os trabalhadores e consumidores americanos.

Brasil chama investigação dos EUA de 'arbitrária' e diz que tarifa de 12,5% viola regras da OMC

A multinacional do setor de alimentos solicitou a expansão da lista dos isentos e inclusão de dois produtos específicos importados do Brasil: o café instantâneo não aromatizado (café solúvel) e o colágeno bovino.

A Nestlé pontua que o café em grão não pode ser cultivado em escala comercial nos EUA continental, e que o Brasil é o principal exportador global de colágeno bovino, cuja cadeia americana não supre a demanda de produtos de saúde e bem-estar.

A companhia ressalta que 96,7% de suas cadeias de suprimentos de commodities primárias já foram avaliadas como livres de desmatamento até o final de 2025, rebatendo preocupações ambientais.

A fabricante de bebidas solicitou que o governo dos EUA mantenha a isenção já proposta para o suco de laranja de origem brasileira e adicione o limão (e derivados) à lista de produtos livres de tarifas ou conceda um período de transição.

A companhia reportou que a produção de laranja na Flórida despencou drasticamente de 242 milhões de caixas na safra 2003/04 para uma estimativa de apenas 12 milhões em 2025/26 devido a doenças climáticas e pragas.

O Brasil tornou-se um fornecedor suplementar vital para garantir o café da manhã das famílias americanas, diz o documento. Mudar de fornecedores de cítricos exige tempo para testes de segurança alimentar, e novas tarifas iriam apenas encarecer os custos de produção internamente, segundo a companhia.

A plataforma global de comércio eletrônico recomendou que o USTR modifique a proposta de ação para criar uma isenção categórica para produtos de segunda mão, usados e seminovos.

O eBay explica que as tarifas foram desenhadas como um sinal de preço direcionado à produção industrial e agrícola do Brasil. Um produto usado, no entanto, já teria cumprido seu ciclo de vida. O fabricante original já foi pago e a taxa penalizaria apenas o revendedor e o consumidor de baixa renda que busca economizar, argumentou a plataforma.

Além disso, a empresa aponta ser inviável exigir declarações precisas de país de origem para itens usados (cerca de 30% das roupas chegam para revenda sem etiquetas), o que geraria um custo burocrático e operacional desproporcional para a alfândega e pequenos negócios.

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Perfil de Balogun é invadido por torcedores rivais com críticas por anulação de cartão após pedido de Trump: ‘Corrupção’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 22:45

Tecnologia Perfil de Balogun é invadido por torcedores rivais com críticas por anulação de cartão após pedido de Trump: 'Corrupção' Comentários incluem expressões como 'escândalo' expulsão de atacante americano ser cancelada. Trump confirmou que pediu para Fifa revisar decisão que tiraria o atleta da partida desta segunda-feira (6). Por Redação g1 — São Paulo

Uma postagem do atacante americano Balogun no Instagram recebeu uma enxurrada de críticas após a Fifa anular o cartão vermelho que o tiraria da partida desta segunda-feira (6), entre Estados Unidos e Bélgica.

Os comentários incluem expressões como "escândalo" e "manipulação", bem como emojis de cartão vermelho, em resposta ao que tem sido considerado um favorecimento da Fifa aos Estados Unidos, um dos países que sediam a Copa do Mundo de 2026.

"Corrupção, faça a coisa certa", comentou uma pessoa. "Proibir os EUA por interferência política: não há outra escolha", escreveu outro usuário.

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou nesta segunda que pediu para a Fifa revisar o cartão vermelho aplicado a Balogun na partida da última quarta-feira (1º), contra a Bósnia e Herzegovina.

"Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA".

Trump chamou o árbitro brasileiro Raphael Claus, que deu o cartão vermelho a Balogun, de "um pouco suspeito" e criticou a decisão de campo. "Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado", afirmou.

Folarin Balogun, dos EUA, recebe um cartão vermelho do árbitro Raphael Claus. — Foto: Phil Noble / Reuters

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, admitiu ter recebido um telefonema de Trump, mas garantiu que não teve nenhum poder sobre a decisão tomada pelo Comitê Disciplinar da federação.

"Os órgãos judiciais da Fifa são independentes, eles atuam de forma autônoma. (…) Eu leio as decisões do Comitê Disciplinar da Fifa quando são emitidas. Às vezes fico surpreso com elas. Às vezes concordo, e às vezes discordo. O que sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam", afirmou em comunicado.

O Código Disciplinar da Fifa prevê que uma medida disciplinar, como um cartão vermelho, pode ser suspensa total ou parcialmente.

Mesmo com a explicação de Infantino, alguns usuários criticaram Balogun diretamente. "Um cartão vermelho é um cartão vermelho", disse uma pessoa. "Se você fosse um atleta ético, não jogaria hoje", escreveu outra.

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Brasil chama investigação dos EUA de ‘arbitrária’ e diz que tarifa de 12,5% viola regras da OMC

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 18:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%Oferecido por

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou uma carta ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) para contestar a proposta de aplicar uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros.

No documento, o Itamaraty afirma que as conclusões da investigação americana são "errôneas", "arbitrárias" e não encontram respaldo nas evidências apresentadas pelo Brasil ao longo do processo.

🔎 O USTR é o órgão é responsável por formular a política comercial dos EUA. Também conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas.

A manifestação também reforça a posição histórica do país de que medidas unilaterais adotadas com base na Seção 301 — dispositivo da legislação comercial americana — são incompatíveis com o sistema multilateral de comércio.

"As questões levantadas nesta investigação — abrangendo regimes jurídicos internos e práticas de fiscalização — seriam mais bem tratadas por meio da cooperação e do engajamento internacional, em vez de medidas comerciais punitivas",diz o documento assinado por Vieira.

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Na carta enviada ao governo americano, o Itamaraty afirma que a proposta de aplicar uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros desrespeita as regras do comércio internacional.

Segundo o governo, divergências desse tipo devem ser resolvidas pelos mecanismos de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), em vez da imposição unilateral de tarifas.

"Quando surgem disputas comerciais no âmbito de acordos internacionais, a Seção 303 da Lei de Comércio dos EUA (Trade Act) prevê a utilização de mecanismos formais de solução de controvérsias (como os procedimentos da Organização Mundial do Comércio) antes do recurso a medidas unilaterais."

O documento também destaca que, desde 2007, os EUA acumulam um superávit comercial superior a US$ 400 bilhões nas trocas com o Brasil. Na avaliação do Itamaraty, esse resultado enfraquece a justificativa para a aplicação da tarifa proposta.

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Após Trump pedir à Fifa liberação de Balogun, casas de apostas apontam favoritismo dos EUA contra a Bélgica

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 16:44

Tecnologia Após Trump pedir à Fifa liberação de Balogun, casas de apostas apontam favoritismo dos EUA contra a Bélgica Apostas passaram a apontar vantagem para os Estados Unidos após a Fifa anular a suspensão de Folarin Balogun; decisão ocorreu após Donald Trump afirmar que pediu revisão da punição. Por Redação g1 — São Paulo

Fifa anulou o cartão vermelho de Folarin Balogun, liberou o atacante para enfrentar a Bélgica e, após a decisão, os Estados Unidos passaram a liderar as projeções de vitória nas plataformas Polymarket e Kalshi.

Na Polymarket, os EUA aparecem com 40% de probabilidade de vitória, contra 34% da Bélgica e 28% de empate; na Kalshi, os norte-americanos têm 53% de chances de vencer, ante 47% dos belgas. As duas plataformas funcionam como mercados de previsão e são bloqueadas no Brasil.

A liberação de Balogun ocorreu após Donald Trump afirmar que pediu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, a revisão do cartão vermelho, embora a entidade tenha informado que a decisão foi tomada por meio de um processo independente previsto em seu Código Disciplinar.

Segundo a Fifa, a suspensão foi anulada com base no artigo 27 do Código Disciplinar, que permite ao órgão responsável suspender, total ou parcialmente, a aplicação de uma sanção disciplinar em determinadas situações.

A Federação Belga de Futebol contestou a liberação do atacante, alegando que a expulsão deveria resultar em suspensão automática para a partida seguinte, mas a Fifa rejeitou o recurso por entender que a Bélgica não tinha legitimidade para contestar a decisão, mantendo Balogun à disposição da seleção dos EUA.

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Fifa, Gianni Infantino, formaram um relacionamento próximo — Foto: EPA

As apostas na vitória dos Estados Unidos sobre a Bélgica aumentaram depois que a Fifa anulou o cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun e confirmou que o jogador poderá atuar na partida desta segunda-feira (6).

Após o anúncio, as principais plataformas de apostas passaram a apontar a seleção americana como favorita no confronto.

Na Polymarket, os EUA aparecem com 40% de probabilidade de vencer, contra 34% da Bélgica, enquanto o empate soma 28%. Na Kalshi, a vantagem dos norte-americanos é ainda maior: 53%, ante 47% dos belgas.

📊 A Polymarket e a Kalshi são plataformas de mercados de previsão (prediction markets), nas quais os usuários negociam contratos com base na probabilidade de um determinado evento ocorrer. No Brasil, porém, esse tipo de serviço foi proibido pelo governo federal, que determinou o bloqueio dessas plataformas por entender que sua operação não se enquadra na regulamentação brasileira para apostas e mercados financeiros.

A mudança ocorreu no domingo, logo após a Fifa confirmar que Balogun estaria liberado para disputar a partida. Até então, a Bélgica liderava as projeções nas duas plataformas.

Mais cedo, Trump afirmou que pediu pessoalmente ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, a revisão do cartão vermelho recebido por Folarin Balogun na partida contra a Bósnia e Herzegovina.

O atacante havia sido expulso após a arbitragem considerar violenta uma jogada em que ele aparece pisando no tornozelo de um adversário. Com a punição, Balogun ficaria fora do confronto contra a Bélgica.

No domingo, a Fifa anunciou que o jogador estava liberado para atuar na partida. Segundo a entidade, a suspensão foi anulada após um processo independente de revisão disciplinar, previsto em seu regulamento.

A decisão foi baseada no artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, intitulado "Suspensão da implementação de medidas disciplinares". Veja o que ele diz:

O órgão judicial pode decidir suspender, total ou parcialmente, a execução de uma medida disciplinar.Ao suspender a aplicação da sanção, o órgão judiciário submete a pessoa sancionada a um período de prova de um a quatro anos.Se a pessoa beneficiada por uma sanção suspensa cometer outra infração de natureza e gravidade semelhantes durante o período de prova, a suspensão será revogada pelo órgão judiciário e a sanção executada, sem prejuízo de qualquer sanção adicional imposta pela nova infração.Medidas disciplinares relacionadas à manipulação de resultados não podem ser suspensas.

Folarin Balogun, dos EUA, recebe um cartão vermelho do árbitro Raphael Claus. — Foto: Phil Noble / Reuters

Nesta segunda-feira, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou que falou com Trump sobre o cartão vermelho.

"Eu converso regularmente com o Presidente dos Estados Unidos sobre assuntos da Copa do Mundo, e de fato recebi uma ligação do Presidente Donald Trump", afirmou em comunicado.

No entanto, Infantino alegou que os órgãos judiciais da entidade esportiva são independentes e autônomos: "A independência deles é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e deve ser sempre respeitada".

O presidente da Fifa afirmou ter dito a Trump que "o caso [do cartão vermelho] seria decidido no devido momento pelas autoridades competentes"

A decisão de liberar Folarin Balogun provocou reação da Federação Belga de Futebol. Antes da partida pelas oitavas de final, a federação recorreu à Fifa e pediu esclarecimentos sobre a liberação do atacante.

A entidade alega que um jogador expulso deve cumprir suspensão automática na partida seguinte, conforme as regras disciplinares da competição.

Os dirigentes belgas também afirmaram que a autorização para Balogun entrar em campo contrariava o regulamento da Copa do Mundo de 2026 e disseram não ter recebido a decisão da Fifa nem a justificativa para a mudança.

A Fifa, porém, rejeitou o recurso por entender que a Bélgica não fazia parte do processo que analisou o caso e, por isso, não poderia contestar a decisão.

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Brasil praticamente esgota cota de carne bovina à China e reduz abates, diz StoneX

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 16:44

Agro Brasil praticamente esgota cota de carne bovina à China e reduz abates, diz StoneX País já preencheu 98% das vendas sem taxa adicional. Frigoríficos começaram as férias coletivas em massa no Mato Grosso nos últimos dias. Por Reuters

O Brasil preencheu 98,5% da cota de exportação de carne bovina à China até junho. O cenário levou os frigoríficos a reduzirem os abates, informou a StoneX.

A China, maior importador da carne bovina brasileira, implementou uma cota de 1,1 milhão de toneladas livre da tarifa mais alta de 55% para o produto do Brasil este ano, para proteger sua produção interna.

Considerando os desembarques efetivos em território chinês, o Brasil preencheu 72% da cota. O saldo restante deve se esgotar em agosto, segundo estimativas divulgadas nesta segunda-feira (6).

As exportações brasileiras bateram recorde no primeiro semestre de 2026. Foram enviadas 1,705 milhão de toneladas, gerando receita de US$9,85 bilhões, informou a Abiec.

Argentina, Uruguai e Estados Unidos ainda possuem espaços expressivos em suas respectivas cotas. No entanto, persistem dúvidas sobre a capacidade produtiva desses países para exportar.

O Brasil já preencheu 98,5% da cota de exportação de carne bovina à China até junho, o que levou frigoríficos a reduzirem os abates devido à diminuição dos volumes a serem exportados, sobretudo no terceiro trimestre, afirmou a StoneX, em análise divulgada nesta segunda-feira (6).

A China, maior importador da carne bovina brasileira, implementou uma cota de 1,1 milhão de toneladas livre da tarifa mais alta de 55% para o produto do Brasil este ano, para proteger sua produção interna.

Segundo a Stonex, o Brasil já exportou 98,5% desse volume, considerando os embarques que começaram a ser feitos no fim do ano passado, em novembro, até 30 de junho deste ano. Levando em conta os dados de internalização da China — ou seja, a carne que efetivamente já desembarcou no país –, o Brasil havia preenchido 72% da cota até 30 de junho.

Com isso, o saldo brasileiro deve ser preenchido até agosto, contando os cerca de 45 dias entre o embarque no Brasil e a chegada à China.

"Há uma expectativa de maior oferta (de carne bovina) no mercado interno, também possibilidades de remanejamento de oferta, mas a primeira reação da indústria foi diminuir os abates", disse Larissa Barboza Alvarez, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Ela acrescentou ainda que o atingimento da cota da China foi o motivo pelo qual frigoríficos começaram as férias coletivas em massa no Mato Grosso nos últimos dias.

As exportações brasileiras de carne bovina atingiram níveis recordes no primeiro semestre de 2026, totalizando 1,705 milhão de toneladas embarcadas e US$9,85 bilhões em receita, informou nesta segunda-feira a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), citando dados oficiais do governo.

Boa parte da aceleração dos embarques ocorreu em função das cotas chinesas definidas para 2026, disse a StoneX, acrescentando que as exportações à China devem retornar no quarto trimestre, dado o início da cota de 2027.

Além do Brasil, a Austrália também já esgotou sua cota de exportação à China, de modo que "os principais fornecedores deixam de abastecer o mercado chinês a partir de meados do 3º trimestre", apontou o relatório.

"Argentina, Uruguai e Estados Unidos ainda têm espaço relevante em suas cotas, mas restam dúvidas quanto à capacidade de preenchê-las, dada a disponibilidade mais limitada desses players para exportação".

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