RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

O que vai acontecer com as passagens aéreas no Brasil após aumento do querosene?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 07:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%Oferecido por

A guerra no Irã segue espalhando seus efeitos pelo mundo e nesta semana o impacto no Brasil foi sentido com força no setor aéreo. Na quarta-feira (1/4), a Petrobras anunciou um aumento de 54,6% no preço do querosene de aviação (QAV). No acumulado desde o início da guerra, em fevereiro, a alta é de 64%.

Segundo a Petrobras, haverá apenas 18% de reajuste em abril. O restante será parcelado em seis meses, com a primeira parcela prevista para julho. A medida vem para assegurar o "bom funcionamento do mercado", segundo a companhia.

Os impactos da crise são globais, mas para o passageiro brasileiro, o cenário é de "tempestade perfeita": a alta encontra custos normalmente já elevados, segurança jurídica fragilizada e um setor já abatido. Mesmo antes do anúncio da Petrobras, as passagens aéreas já vinham subindo. A prévia da inflação de março (o IPCA-15) mostrou aumento de 5,94%.

As passagens aéreas devem subir ainda mais com o aumento do preço do querosene de avião, mas o impacto exato ainda é incerto. O governo já acena que haverá algum tipo de pacote ajuda ao setor.

Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil explicam por que o país é particularmente vulnerável a esse choque e o que o consumidor deve considerar antes de comprar seus bilhetes.

Preço das passagens aéreas pode subir até 20% com alta do querosene de aviação, dizem especialistas

O impacto do conflito entre Irã e EUA nos preços do combustível dos aviões se dá porque o país do Oriente Médio detém o controle do estreito de Ormuz, uma área entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico.

Por ele, passa cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). Isso acontece porque o estreito é a única saída marítima de petróleo para grandes exportadores, como Arábia Saudita, Iraque e o próprio Irã.

Com o conflito, os riscos em torno do transporte do petróleo aumentaram. Isso se refletiu na alta de preços do Brent, que é referência no mercado. Um dia antes da invasão norte-americana, o preço do barril de Brent fechou em US$ 71,32. Na quarta-feira, após ultrapassar a marca dos US$ 115 por barril em março, o preço girava em torno de U$ 99. Isto é, quase 40% acima do patamar pré-guerra. E voltou a subir na quinta-feira, após novo pronunciamento de Trump.

Como o QAV é um derivado direto do petróleo, seu preço está ligado a essas oscilações — como já visto, mesmo que com menor intensidade, em outras situações de conflito, como a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

No Brasil, essa vulnerabilidade é amplificada pela política de Paridade de Preço de Importação (PPI), segundo Dany Oliveira, ex-diretor da International Air Transport Association (IATA) no Brasil.

Esse modelo de precificação define o valor dos combustíveis no Brasil não pelo custo real de extração e refino nacional, mas pelo quanto custaria para um importador trazer esse mesmo produto do exterior.

Na prática, a Petrobras calcula o preço somando a cotação internacional do petróleo (como o Brent, no caso do QAV) e a variação do dólar a "custos hipotéticos" de transporte, como fretes marítimos e taxas portuárias, como se o combustível estivesse cruzando o oceano em um navio-tanque.

Assim, pouco importa que cerca de 90% do QAV usado no Brasil seja produzido no país — o seu preço vai seguir o mercado internacional. Segundo Oliveira, em tempos normais, o combustível de aviação representa cerca de 40% do custo total das empresas aéreas brasileiras, enquanto a média mundial gira em torno de 27%.

Segundo nota da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) enviada à BBC, o combustível passou a responder por 45% dos custos totais das companhias após o último reajuste.

Além disso, com a guerra, "as empresas precisam desviar de áreas justamente por conta da segurança", explica Oliveira. "Esses desvios podem alongar o tempo de voo em até uma hora meia. Isso é ainda mais tempo consumindo o querosene".

Com o agravamento da situação e incerteza sobre o fim da guerra, o governo federal pretende anunciar um conjunto de medidas de socorro ao setor.

As ações podem incluir o corte de tributos federais na importação e comercialização do QAV, além de uma linha de crédito emergencial com financiamento do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) para a aquisição de combustível.

Em nota enviada à BBC, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) diz que "tem acompanhado os impactos causados nos preços de QAV, juntamente com o Ministério da Fazenda, Casa Civil, Ministério de Portos e Aeroportos e da Agência Nacional de Petróleo".

"O governo federal tem agido para reduzir os impactos, porém, entendemos que algum impacto acontecerá, no caso de a guerra seguir por mais tempo", diz a nota.

"Isso acontece em qualquer lugar do mundo, mesmo onde há pesados subsídios do Estado. Por isso, a consequência esperada pela Anac é algum repasse desse aumento de preço do QAV para as passagens aéreas".

Para os consumidores, se esse repasse do QAV fosse integral, muitos voos teriam aumentos gigantes. Tomando o maior avião comercial do mundo como exemplo, o A380, poderia haver um custo adicional de cerca de R$ 1,8 mil por passageiro, considerando a ocupação média de 80% dos assentos.

Embora seja improvável que a alta seja transmitida completamente aos viajantes, pode valer a pena se adiantar e comprar passagens para as viagens do resto do ano, diz Diego Endrigo, planejador financeiro pela Planejar.

Ao contrário do câmbio, onde é possível comprar dólares aos poucos para fazer um "preço médio", o serviço aéreo tende a sofrer repasses abruptos.

Além disso, "as pessoas podem e devem antecipar a compra da passagem pois há a possibilidade, com a guerra, de redução da quantidade de voos", diz Endrigo. "E aí, se reduzir a quantidade de voos, temos a famosa regra da oferta e demanda. E a inflação de preços ocorre exatamente por isso".

Com menos oferta de voos disponíveis e demanda igual dos passageiros por viagens, os preços das passagens sobem.

Os viajantes também devem redobrar a atenção ao seguro-viagem, muitas vezes oferecido pelas próprias operadoras de cartão de crédito, que pode oferecer proteção e assistência contra imprevistos, desde emergências médicas até cancelamento de voos.

As incertezas trazidas por conflitos geopolíticos também podem trazer lições duradouras sobre planejamento pessoal, diz Diego.

"Além de toda a tragédia, cidadãos pagam muito caro economicamente por uma guerra", afirma. "Para se preparar para situações de emergência podemos diversificar, para além de ativos, diversificar o risco-país. Hoje temos muitas opções acessíveis de contas internacionais, que permitem ter ativos em vários locais".

A decisão de compra também esbarra em uma questão para além das finanças: os direitos dos passageiros em caso de cancelamentos.

Isso porque, em novembro, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os processos contra companhias aéreas que tratem de atrasos, alterações ou cancelamentos de voos decorrentes de "fortuito externo" ou força maior, conforme as definições do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA).

Na prática, isso significa que os processos motivados por eventos alheios ao controle das empresas (como condições meteorológicas adversas, fechamento de aeroportos, restrições impostas por autoridades da aviação civil ou situações de pandemia) devem ser paralisados até que o tribunal decida de forma definitiva sobre a controvérsia.

A disputa é qual conjunto de regras deve prevalecer nessas situações: se é o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que oferece maior proteção e reparação ao passageiro, ou o CBA, que possui regras mais restritivas.

Assim, a depender do que decidir o STF, é possível que situações de guerra como a que acontece no Irã sejam lidas como "fortuito externo" e, dessa forma, passageiros afetados por um cancelamento nessas condições não tenham direito a reclamação contra companhias.

Para Walter Moura, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), uma "guerra que tem mais de três semanas não é como um tornado, que acontece do nada". Portanto, ele defende que conflitos como o do Irã não sejam enquadrados como "fortuitos externos".

"Para vendas futuras, eles têm plenas condições de fazer cálculos preditivos, criando planos especiais de pagamento e cancelamento", diz. "Não acredito que o Supremo resista à pressão das aéreas. É bom o consumidor se preparar para comprar passagens aéreas da mesma forma que comprar bilhetes de loteria. As chances de perder dinheiro são cada vez maiores."

A Anac disse em nota que as regras brasileiras "não trazem orientação específica para situação de guerra", mas entende que "o texto deve ser expandido para esse tipo de circunstância".

"Ou seja, que as companhias aéreas não são responsáveis pelo dano, o que não as isenta da necessidade de garantir assistência material aos passageiros", disse a Anac.

Se a situação atual é de crise para todos os envolvidos, ela pode ter um pequeno ponto positivo a longo prazo: impulsionar a busca de alternativas para o QAV, que tem origem fóssil.

"O momento mostra uma altíssima dependência de um único insumo poluente, e precisamos diminuir essa dependência", diz Dany de Oliveira.

Uma das opções é o Sustainable Aviation Fuel (SAF), um biocombustível produzido a partir de resíduos como óleo de cozinha, gordura animal e biomassa de cana-de-açúcar. Os atuais motores de aviões já são compatíveis com o SAF.

O combustível sustentável (SAF) é de 3 a 5 vezes mais caro que o querosene comum, mas diferença pode cair com alta do Brent — Foto: Getty Images

Historicamente, o SAF é de 3 a 5 vezes mais caro que o querosene comum. No entanto, com o barril de Brent subindo com a guerra, essa distância econômica diminui.

"O Brasil tem tudo para ser a 'Arábia Saudita do SAF'", diz Oliveira. Além de ter a maior reserva de biomassa do mundo, o Brasil já tem décadas de experiência com o Proálcool e a mistura de biodiesel, com infraestrutura adequada para biocombustíveis.

Além disso, o SAF pode trazer independência geopolítica: um combustível produzido a partir de cana-de-açúcar ou gordura animal em solo brasileiro não depende do estreito de Ormuz.

De olho nisso, o SAF faz parte da Lei do Combustível do Futuro, aprovada em 2024, que regula os passos da transição energética no Brasil. Ela define que, a partir de 2027, as companhias aéreas precisam usar uma pequena porcentagem de SAF. Empresas como a LATAM já começaram a usar o biocombustível em determinadas operações.

"O arcabouço regulatório ajuda, mas ainda falta uma carteira de investimentos para acelerar esses projetos do SAF. O que temos hoje é potencial", diz Oliveira. "Que esse momento seja uma alavanca para que esses projetos fiquem mais robustos e consigam ser acelerados".

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Petróleo sobe quase 7% após Trump dizer que EUA manterão ataques ao Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 07:47

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Os preços do petróleo subiam quase 7% nesta quinta-feira (2), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,  disse que o país manteria os ataques ao Irã sem se comprometer com um cronograma específico para encerrar a guerra, alimentando os temores dos investidores sobre interrupções contínuas no fornecimento.

🔎Por volta das 7h15 (horário de Brasília), o petróleo tipo Brent avançava 7,28%, cotado a US$ 108,52. No mesmo horário, os futuros do petróleo bruto WTI (West Texas Intermediate) subiam 7,88%, para US$ 108,01 o barril.

A alta seguia a uma queda anterior de mais de US$ 1 em ambos os índices de referência antes do discurso televisionado de Trump para a nação.

"Vamos terminar o trabalho, e vamos terminá-lo muito rápido. Estamos chegando muito perto", disse Trump, acrescentando que as forças armadas dos EUA estavam quase atingindo seus objetivos no conflito, que terminaria em duas ou três semanas, mas sem dar detalhes específicos.

Os mercados estão reagindo ao fato de que "nenhuma menção clara ao cessar-fogo ou ao engajamento diplomático" apareceu no discurso, disse Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova.

"Se as tensões se intensificarem ou os riscos marítimos aumentarem, o petróleo poderá testar novas altas, já que os mercados precificam possíveis interrupções no fornecimento."

As ameaças ao tráfego marítimo têm crescido à medida que o conflito regional se intensifica. Na quarta-feira, um petroleiro alugado para a QatarEnergy foi atingido por um míssil de cruzeiro iraniano em águas do Catar, segundo o Ministério da Defesa do país.

O chefe da Agência Internacional de Energia também advertiu que as interrupções no fornecimento começariam a afetar a economia da Europa em abril. O continente já havia sido protegido por cargas contratadas antes do início da guerra.

"Sem qualquer menção a um plano de cessar-fogo sólido ou a uma saída de material, os mercados continuam a digerir as declarações do governo", disse Claudio Galimberti, economista-chefe da Rystad Energy.

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Apple, 50 anos: funcionário mais antigo ganhou ações que hoje valem milhões e viu big tech quase quebrar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 05:50

Trabalho e Carreira Apple, 50 anos: funcionário mais antigo ganhou ações que hoje valem milhões e viu big tech quase quebrar A trajetória de Chris Espinosa, que nunca deixou a Apple desde 1976, contrasta com um mercado em que carreiras longas se tornaram cada vez mais raras. Por Redação g1 — São Paulo

Chris Espinosa tinha só 14 anos quando começou a trabalhar na Apple — Foto: Reprodução Vídeo Institucional Apple / Apple Fandom

Chris Espinosa tinha só 14 anos quando começou a trabalhar na Apple, em 1976. Meio século depois, ele segue na empresa. No mercado de tecnologia, essa é uma história cada vez mais rara.

Hoje, aos 64 anos, Espinosa é considerado o funcionário mais antigo da Apple. A trajetória dele foi destaque em uma reportagem do jornal "The New York Times", que contou como o veterano participa, até hoje, do desenvolvimento do sistema operacional da Apple TV.

Espinosa representa um perfil típico da geração baby boomer: profissionais que constroem toda a carreira em uma única empresa. Esse tipo de percurso se tornou incomum, sobretudo no Vale do Silício, onde trocar de emprego com frequência virou regra.

Nascidos entre meados dos anos 1940 e o início da década de 1960, os baby boomers cresceram em um mercado de trabalho baseado na estabilidade. A promessa era clara: dedicação agora, segurança mais tarde.

Como mostrou uma reportagem do g1 publicada em agosto no ano passado, gerações mais antigas entraram no mercado em um período de vínculos duradouros, benefícios garantidos e progressão de carreira atrelada ao tempo de casa.

“O lema era: trabalho agora para viver melhor depois”, explicou o especialista em mercado de trabalho Ricardo Nunes.

Foi nesse ambiente que surgiram profissionais como Espinosa. Pessoas que ficaram décadas na mesma empresa e ajudaram a construí-la passo a passo.

Hoje, o cenário é outro. Profissionais mais jovens enfrentam um mercado marcado pela precarização, pela automação e pela alta rotatividade para conseguir avança na carreira, segundo Nunes. No setor de tecnologia, mudar de emprego a cada dois ou três anos se tornou algo comum.

Espinosa foi o oitavo funcionário da Apple. Na época, a empresa ainda funcionava na casa de infância de Steve Jobs e montava computadores manualmente.

Ao longo de quase 50 anos, ele passou por várias funções. Trabalhou como programador, cuidou da documentação de produtos e, atualmente, atua no desenvolvimento do sistema da Apple TV.

Ao Times, Espinosa descreveu o início da empresa como um período instável. Segundo ele, havia grandes promessas, mas também muita incerteza.

Mesmo quando deixou a Apple por um curto período para estudar na Universidade da Califórnia, em Berkeley, ele manteve vínculo com a empresa. Trabalhou meio período e escreveu o extenso manual do Apple II, com mais de 200 páginas.

A carreira também atravessou momentos difíceis. Nos anos 1980 e 1990, a Apple enfrentou crises e promoveu demissões em massa. Espinosa contou que só não foi desligado porque sua indenização seria alta, já que ele acumulava muitos anos de empresa.

Sem diploma universitário e com experiência concentrada quase exclusivamente na Apple, ele chegou a pensar no futuro. Decidiu ficar.

“Eu estava aqui quando acendemos as luzes. Posso muito bem ficar até que as apaguemos”, afirmou ao jornal.

Além da estabilidade, funcionários antigos da Apple também se beneficiaram financeiramente do crescimento da empresa.

Segundo o New York Times, Espinosa recebeu 2 mil ações da Apple após a abertura de capital, em 1980. O bônus fazia parte de um plano criado por Steve Wozniak para recompensar os primeiros funcionários. Hoje, essa quantidade de ações valem cerca de US$ 114 milhões, valor equivalente a R$ 588 milhões.

Esse modelo é comum em empresas de tecnologia. Além do salário, trabalhadores recebem ações da companhia. Se a empresa cresce, os papéis se valorizam. Para quem permanece por muitos anos, o resultado pode ser uma fortuna.

Espinosa não revelou detalhes atuais sobre salário ou bônus. Ainda assim, sua trajetória mostra como esse tipo de benefício pode pesar na decisão de ficar.

Ao longo das cinco décadas de Espinosa na empresa, a Apple mudou radicalmente. Após o crescimento inicial, a companhia enfrentou crise financeira e perdeu o rumo nos anos 1990.

A virada veio em 1997, com o retorno de Steve Jobs. Segundo Espinosa disse ao New York Times, os primeiros 20 anos da Apple foram marcados por "arrogância". Já as décadas seguintes redefiniram a eletrônica de consumo, com produtos como o iPod e o iPhone.

Hoje, a Apple está entre as empresas mais valiosas do mundo. Vale trilhões de dólares e tem bilhões de dispositivos em uso.

Espinosa representa um perfil típico da geração baby boomer: — Foto: Vídeo Institucional Apple/ Reprodução

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IBGE reduz vagas para 36,9 mil em concurso de temporários; edital sai em maio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 04:44

Trabalho e Carreira Concursos IBGE reduz vagas para 36,9 mil em concurso de temporários; edital sai em maio Número de vagas caiu de 39.108 para 36.946, e escolha da organizadora foi remarcada para abril; edital está previsto para maio e deve atrair cerca de 364 mil inscritos. Por Redação g1 — São Paulo

O processo seletivo simplificado do IBGE, que previa a contratação temporária de cerca de 39 mil profissionais, passou por mudanças, segundo projeto básico publicado no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) nesta terça-feira (31).

A principal alteração é a redução no número de vagas: de 39.108 para 36.946, abaixo do quantitativo autorizado pelo governo federal em dezembro.

Também houve adiamento na escolha da banca organizadora. Antes prevista para março, a contratação foi remarcada para abril, com envio de propostas entre os dias 6 e 17.

O edital deve ser publicado em maio, com resultados previstos até novembro. A empresa contratada ficará responsável por todas as etapas do processo seletivo.

O processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que previa a contratação temporária de cerca de 39 mil profissionais, passou por mudanças, segundo o projeto básico publicado no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) nesta terça-feira (31).

A principal alteração é a redução no número de vagas. Antes, estavam previstas 39.108 oportunidades; agora, o total foi ajustado para 36.946 – abaixo do quantitativo autorizado pelo governo federal em dezembro. (veja abaixo como ficou a distribuição)

Outro ponto de destaque é o adiamento na escolha da banca organizadora. Antes prevista para março, a contratação foi remarcada para abril. Segundo o novo cronograma, as empresas interessadas poderão enviar propostas entre 6 e 17 de abril.

O edital deve ser publicado em maio, com resultados previstos até novembro. A empresa contratada ficará responsável por todas as etapas do processo, desde a elaboração dos editais e gestão das inscrições até a logística das provas, correção, recursos e relatórios finais.

Em nota enviada ao g1, o IBGE confirmou a redução no número de vagas e informou que o ajuste segue orientações da Coordenação Geral de Operações Censitárias. Segundo o instituto, o número anterior era apenas uma estimativa máxima e poderia ser readequado conforme a necessidade.

O instituto ainda explicou que as contratações temporárias seguem as regras da legislação e dependem de previsão orçamentária e autorização conjunta dos ministérios da Gestão e do Planejamento. (veja abaixo o posicionamento completo)

O processo foi iniciado em setembro de 2024 e resultou na publicação de uma portaria em dezembro de 2025. Nesse período, o instituto afirma que realizou revisões técnicas no planejamento, com ajustes metodológicos e operacionais, o que levou à atualização do número de vagas para refletir de forma mais precisa a necessidade atual e o uso dos recursos públicos.

Sobre o cronograma da banca, o órgão afirmou que as datas divulgadas anteriormente eram apenas previsões, não havia determinação de datas. A expectativa é que a contratação da banca seja concluída até o fim de abril.

Os documentos disponíveis no PNCP detalham que o contrato pode durar até 30 meses. O processo seletivo deve ocorrer em mais de 4,3 mil municípios e terá reserva de 5% das vagas para pessoas com deficiência e 30% para candidatos de cotas raciais e sociais.

As provas devem seguir o padrão de seleções anteriores do IBGE, com 60 questões de múltipla escolha. O instituto estima atrair cerca de 364 mil inscritos, com base em projeções do projeto básico e em dados de seleções anteriores.

As vagas serão destinadas a atividades relacionadas a levantamentos estatísticos e censitários conduzidos pelo instituto. Segundo o órgão, esse total de oportunidades será dividido em dois editais distintos.

A autorização para a contratação dos temporários foi publicada no Diário Oficial da União em 17 de dezembro. A medida permite ao IBGE contratar profissionais por tempo determinado para atender a necessidades temporárias de excepcional interesse público, conforme previsto em lei.

Nesta reportagem, o g1 mostra o que já foi definido e o que ainda depende da publicação dos editais.

Por que o governo autorizou tantas vagas?Em quais censos os contratados vão trabalhar?Quais cargos serão oferecidos?Quais são os salários? Quando sai o edital?Últimos concursos do IBGE O que diz o IBGE

O número elevado de vagas está diretamente ligado à dimensão dos censos que o IBGE pretende realizar. São pesquisas que exigem grande estrutura operacional, com equipes espalhadas por todo o país para coletar dados diretamente com a população.

Esse tipo de trabalho é intenso, mas temporário. Ele ocorre em períodos específicos e, por isso, o instituto costuma reforçar o quadro com contratações por tempo determinado sempre que precisa executar levantamentos dessa magnitude.

Um deles é o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, voltado à coleta de informações sobre a produção no campo. O outro é o Censo da População em Situação de Rua, que busca mapear um grupo que exige metodologia própria e abordagem diferenciada.

A maior parte das vagas será destinada ao cargo de recenseador, responsável pela coleta de dados. Apenas para essa função, estão previstas 27.279 oportunidades. As demais vagas serão distribuídas entre funções operacionais e de apoio.

O número de vagas por função já foi estabelecido, mas as atribuições detalhadas de cada cargo devem constar apenas no edital, que ainda não foi publicado.

As remunerações ainda não foram definidas. Os valores serão estabelecidos pelo próprio IBGE, com despesas custeadas pelo orçamento do próprio instituto, classificadas como “Outras Despesas Correntes”.

A autorização está condicionada à declaração de adequação orçamentária e financeira, em conformidade com a Lei Orçamentária Anual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias.

O IBGE tem até seis meses, contados a partir da publicação da portaria, para divulgar o edital de abertura das inscrições — ou seja, até o mês de maio.

Até lá, não há datas definidas para o início das inscrições, aplicação de provas ou divulgação de resultados.

O último concurso do IBGE ocorreu em 2023, quando o governo federal autorizou o instituto a contratar 8.141 funcionários temporários para a realização de pesquisas.

Além disso, no ano passado o IBGE também ofertou 895 oportunidades no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU).

Atualmente, o IBGE mantém outro processo seletivo temporário em andamento, com 9.580 vagas para os cargos de Agente de Pesquisas e Mapeamento e Supervisor de Coleta e Qualidade.

"Nos termos da Lei nº 8.745/1993, as contratações por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público devem observar a dotação orçamentária específica e ser precedidas de autorização conjunta do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO). O IBGE iniciou esse processo em setembro de 2024, que culminou na Portaria Conjunta MGI/MPO n. 90, de 2 de dezembro de 2025.

Neste intervalo e no período subsequente, o Instituto manteve a revisão técnica contínua de seus processos e etapas operacionais. Como resultado desse aprimoramento do planejamento, que envolve ajustes metodológicos, redefinição de estratégias operacionais e busca permanente por maior eficiência, houve a atualização dos quantitativos inicialmente estimados, refletindo de forma mais precisa a necessidade atual do órgão e a adequada utilização dos recursos públicos.

Os quantitativos definitivos serão oficialmente divulgados por ocasião da publicação do edital, em consonância com a situação mais atualizada possível do planejamento das operações censitárias em curso".

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Como falas de Trump mexem no preço do petróleo — e como eles reagem com respostas do Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 03:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%Oferecido por

O mercado reage a cada manifestação dos EUA e reação do Irã. Após discurso de Donald Trump sobre a guerra no Oriente Médio, o preço do petróleo Brent teve alta de 4,9%, chegando a US$ 106,16 (cerca de R$ 547,78) por barril nesta quinta-feira (2).

Mais cedo nesta quarta-feira (1º), Trump afirmou que as Forças Armadas dos EUA devem deixar o Irã "muito rapidamente" e que o país pode retornar para "ataques pontuais", se necessário.

Em mais um indicativo de que a guerra no Oriente Médio pode chegar ao fim, Trump também disse que o Irã pediu um cessar-fogo no conflito entre os dois países.

O Irã negou a informação, assim como tem negado a existência de negociações diretas com os EUA.

Não é a primeira vez que essa disputa de versões ocorre, e tem impactado o mercado de petróleo — que subiu de cerca de US$ 70 para US$ 110 ao longo do conflito, gerando uma crise energética sem precedentes.

Recentemente, a primeira postagem de Trump falando sobre possíveis negociações com o Irã para encerrar a guerra provocou uma reação imediata. Em poucos minutos, o preço do barril caiu quase US$ 15, mesmo que a interrupção da guerra não tenha se concretizado.

Trump diz que EUA e Irã tiveram conversas “produtivas” e adia ataques a infraestrutura iraniana enquanto negociações continuam. — Foto: Reproduçao/Redes sociais

Para o Instituto de Estudos de Energia de Oxford (OIES), o episódio ilustra o peso que declarações políticas podem ter sobre um mercado altamente sensível a notícias sobre conflitos e riscos de interrupção na oferta de petróleo.

“A administração dos EUA tem intervindo pesadamente no mercado de petróleo por meio de fluxos de informação e mensagens, que nem sempre são precisas ou corretas”, afirma Bassam Fattouh, diretor do IOES.

Segundo ele, Washington tem buscado “soluções criativas diariamente para manter o preço do petróleo estável”.

Esse tipo de estratégia tende a aumentar a volatilidade das cotações no curto prazo, mas também revela a preocupação das autoridades em conter os impactos econômicos da guerra.

Quando surgem declarações que indicam negociações, possíveis tréguas ou mediação internacional, a tensão dos investidores diminui e, com isso, o temor de problemas no transporte de petróleo também recua, explica Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research.

“As quedas no preço do petróleo ocorrem invariavelmente sempre que surgem sinais de redução na tensão geopolítica”, afirma.

O economista explica que qualquer indicação de melhora no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz muda rapidamente a leitura do mercado.

“A expectativa de que as tensões diminuam já é suficiente para que os preços caiam imediatamente. Mesmo que nada tenha mudado efetivamente na produção ou na logística de distribuição.”

🔎 Isso acontece porque o petróleo é um insumo central para combustíveis, transporte e geração de energia. Quando seu preço oscila por causa de decisões políticas ou novos capítulos do conflito, o efeito se espalha pela economia e acaba chegando ao bolso de consumidores em diferentes países — inclusive no Brasil.

Um desses episódios ocorreu em 9 de março. Na ocasião, Trump afirmou que a guerra contra o Irã estaria “praticamente concluída” e poderia terminar em breve. A declaração levou parte do mercado a reduzir as apostas em uma interrupção prolongada no fornecimento de petróleo.

Como resultado, o preço do barril do tipo Brent caiu de cerca de US$ 98,96 para US$ 87,8 no dia seguinte. A queda, porém, durou pouco.

No dia seguinte, autoridades iranianas rebateram as declarações de Trump e descartaram qualquer cessar-fogo ou negociação com Washington. O chanceler do país, Abbas Araghchi, afirmou que o desfecho do conflito seria decidido por Teerã e indicou que não haveria diálogo.

Com a sinalização de continuidade da guerra e da possibilidade de novas tensões na região, o mercado voltou a revisar suas expectativas. O resultado foi uma nova alta nas cotações, com o petróleo subindo de US$ 87,8 para US$ 91,98.

Veja o histórico do preço do barril de petróleo Brent durante a guerra no Oriente Médio — Foto: Arte/g1

O peso das declarações políticas também foi analisado por Javier Blas, colunista de energia e commodities da Bloomberg. Ele descreve a estratégia adotada por Donald Trump como uma forma de “jawboning”.

🗣️ O termo é usado para caracterizar tentativas de influenciar o comportamento do mercado por meio de discursos públicos.

“O presidente Donald Trump fez intervenções verbais constantes e eficazes”, escreveu o colunista. “Seu ‘jawboning’ sobre o fim da guerra ajudou diretamente a conter compras motivadas por pânico.”

Para Blas, essas declarações ajudaram a evitar movimentos mais bruscos de alta, mesmo diante de preocupações com a oferta global de petróleo. Mas quando as declarações não se confirmam ou são contestadas, o movimento se inverte.

É o que aponta o analista Pedro Galdi, da AGF, ao destacar que o conflito tem sido marcado por versões divergentes entre os envolvidos.

“O presidente dos EUA sinaliza que está ocorrendo avanços nas negociações, por outro lado fontes do Irã desmentem”, diz Galdi.

Segundo ele, esse desencontro de informações dificulta a leitura do que está acontecendo e mantém o mercado em constante ajuste. Em um momento, prevalece a expectativa de trégua. No seguinte, o risco de continuidade da guerra volta a ganhar força.

Para o analista, essa dinâmica explica por que o petróleo segue sob influência de movimentos especulativos.

“O preço do petróleo internacional segue em patamar elevado e com forte influência de movimentos de especulação”, afirma.

Esse padrão de reação — com quedas após sinais de negociação e altas quando essas sinalizações perdem força — ajuda a entender a rapidez com que o mercado tem reagido a declarações políticas.

Segundo Bassam Fattouh, diretor do Oxford Institute for Energy Studies (OIES), esse tipo de dinâmica ganhou força porque os instrumentos tradicionais para lidar com crises no petróleo têm alcance limitado.

Medidas mais concretas, como o uso de estoques estratégicos ou a adoção de sanções e regulações, costumam levar tempo para produzir efeitos e nem sempre conseguem resolver interrupções no fornecimento de grande escala.

“Autoridades estão intervindo pesadamente no mercado de petróleo em termos de fluxos de informação e mensagens (muitas vezes com certo grau de 'licença criativa')”, afirma o diretor do OIES .

O presidente dos EUA, Donald Trump, responde a uma pergunta durante uma coletiva de imprensa no Trump National Doral Miami — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

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Governo Trump diz que Pix cria ‘desvantagem’ para gigantes de cartão de crédito

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 01:25

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%Oferecido por

Um relatório divulgado pela Casa Branca nesta quarta-feira (1º) ressaltou novamente o Pix como um sistema prejudicial às gigantes de cartão de crédito, como Visa e Mastercard.

"O Banco Central criou e regula o Pix; stakeholders dos EUA temem que o BC [Banco Central] dê tratamento preferencial ao sistema, prejudicando fornecedores americanos de serviços de pagamentos eletrônicos. O uso do Pix é obrigatório para instituições com mais de 500.000 contas."

Esta não é a primeira vez que o governo Trump cita o Pix como um risco a empresas americanas. Em julho de 2025, o sistema brasileiro de pagamento instantâneo entrou na mira do governo dos Estados Unidos.

No documento que oficializou o processo, a gestão Trump não mencionou o PIX diretamente, mas fez referência a “serviços de comércio digital e pagamento eletrônico”, inclusive os oferecidos pelo Estado brasileiro.

"O Brasil parece se envolver em uma série de práticas desleais em relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo", disse o Escritório do Representante de Comércio dos EUA na época.

O Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026, do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, ainda cita:

Mineração ilegal de ouro no BrasilExtração ilegal de madeiraLeis trabalhistas brasileirasPL dos Mercados DigitaisRegulamentação da Lei Geral de Proteção de DadosTaxa de uso de redeSatélites

Sobre a mineração ilegal de ouro no Brasil, o relatório narra preocupação com a competição desleal que as mepresas americanas, 'que seguem padrões ambientais e trabalhistas', estão sujeitas. "Relatórios indicam que o ouro ilícito representa 28% da atividade de mineração total no país".

Em relação a extração ilegal de madeira, o relatório extima que quase '50% da madeira colhida no Brasil — e 90% da madeira da Amazônia brasileira — seja ilegal'. O relatório cita o enfraquecimento da fiscalização, produção agrícola e corrupção como principais fatores que permitem as práticas ilegais. "Espécies de alto valor como o ipê e o mogno são as principais afetadas."

A falta de uma 'proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado' também vulnerabiliza a competitividade de empresas dos EUA, diz o relatório.

O projeto que trata da regulação econômica dos mercados digitais, conhecido como 'PL dos Mercados Digitais', também é visto como um risco à concorrência. Apesar do projeto ainda não ter avançado no Congresso, o relatório ressalta que 'os critérios de designação afetariam desproporcionalmente empresas dos EUA e permitiriam multas de até 20% do faturamento global.'

O relatório expressa preocupação com o atraso da implementação de uma regulação da LGPD. "Desde agosto de 2025, empresas dos EUA que lidam com dados brasileiros devem ter contratos atualizados e um Encarregado de Dados (DPO) nomeado."

Ainda nas páginas destinadas ao Brasil, o documento fala de consultas da Anatel sobre a regulação de 'serviços de valor adicionado' e plataformas digitais, incluindo obrigações de remuneração. "Em novembro de 2024, o Ministério das Comunicações anunciou que o governo desistiria da abordagem de taxas de rede", diz o relatório.

Já sobre os satélites, o relatório da Casa Branca expõe que operadores estrangeiros de satélite precisam pagar taxas anuias de exploraçãos mais altas que empresas brasileiras. "O Brasil permite que entidades brasileiras adquiram o direito exclusivo de operar satélites e frequências. No entanto, operadores estrangeiros obtêm apenas um direito não exclusivo (direito de exploração) por no máximo 15 anos, devendo readquiri-lo posteriormente."

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Barril de petróleo ultrapassa US$ 105 após discurso de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/04/2026 23:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%Oferecido por

O preço do petróleo Brent alcançou US$ 105 (cerca de R$ 541,80) nesta quarta-feira (1º) após discurso de Donald Trump sobre a guerra no Oriente Médio.

Um barril de West Texas Intermediate (WTI), a referência dos EUA, subiu para US$ 103 (cerca de R$531,48).

Esse não é o maior preço registrado durante o conflito. Na semana passada, um barril de WTI subiu 3,50 %, para US$ 103,13. Enquanto o preço do petróleo Brent alcançou US$ 115 (cerca de R$ 602,2).

Durante o discurso desta quarta, Trump comentou a questão da alta dos preços de petróleo, e da gasolina no mercado americano, dizendo que o aumento acontece "no curto prazo".

O preço do petróleo Brent alcançou US$ 105 (cerca de R$ 541,80) nesta quarta-feira (1º) após discurso de Donald Trump sobre a guerra no Oriente Médio. Um barril de West Texas Intermediate (WTI), a referência dos EUA, subiu para US$ 103 (cerca de R$531,48).

Esse não é o maior preço registrado durante o conflito. Na semana passada, um barril de WTI subiu 3,50 %, para US$ 103,13. Enquanto o preço do petróleo Brent alcançou US$ 115 (cerca de R$ 602,2).

Durante o discurso desta quarta, Trump comentou a questão da alta dos preços de petróleo, e da gasolina no mercado americano, dizendo que o aumento acontece "no curto prazo". Entretanto, ele prometeu continuar com os ataques, o que pode ter influenciado a reação imediata do mercado.

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"Agora somos totalmente independentes do Oriente Médio, e ainda assim, estamos lá para ajudar. Não precisamos. Não precisamos do petróleo deles, não precisamos de nada, eles têm tudo, estamos lá para ajudar nossos aliados", ele disse, em referência à escassez de petróleo no mercado devido ao fechamento do Estreito de Ormuz.

Trump e seus assessores têm oferecido explicações e cronogramas variáveis para o conflito, agora em sua quinta semana.

Se ele convencer os eleitores de que a guerra tem prazo limitado e está perto do fim, isso poderá ajudar a aliviar as preocupações crescentes entre os norte-americanos, a maioria dos quais se opõe ao conflito e muitos dos quais estão frustrados com o aumento dos preços da gasolina devido a interrupções no fornecimento global de petróleo.

Segundo o presidente dos EUA, objetivo dos EUA era destruir a capacidade de Teerã realizar um ataque contra o país e impossibilitar que o regime exercesse seu poder militar fora de seu território.Trump também declarou que vai atacar alvos da infra-estrutura de energia iraniana daqui pra frente:

"Vamos atacá-los com extrema força nas próximas duas ou três semanas. Vamos trazê-los de volta à Idade da Pedra, de onde vieram", afirmou o republicano.

Ao comentar sobre o Estreito de Ormuz, importante corredor que escoa o petróleo do Golfo Pérsico fechado pelo Irã, Trump foi evasivo. Ele sugeriu que a reabertura interessa mais aos países europeus do que a Washington.

"Os Estados Unidos praticamente não importam petróleo pelo Estreito de Ormuz, e não vamos importar nada no futuro. Não precisamos disso. Os países do mundo que recebem riqueza pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem", disse o presidente americano.

Em entrevista à Reuters mais cedo, Trump disse que também expressaria seu descontentamento com a OTAN pelo que ele considera a falta de apoio da aliança aos objetivos dos EUA no Irã.

Um racha transatlântico durante o segundo mandato de Trump se aprofundou depois que os aliados europeus rejeitaram seu pedido para ajudar a manter a passagem segura do tráfego de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Ele disse que estava "absolutamente" considerando retirar os EUA da Otan, uma organização cujo tratado foi ratificado pelo Senado dos EUA em 1949.

Trump acrescentou que, embora os EUA saíssem do Irã "muito rapidamente", os militares poderiam retornar para "ataques pontuais", conforme necessário.

As pesquisas de opinião pública mostram que a guerra é amplamente impopular, principalmente entre os eleitores independentes, e aliados de Trump têm pedido que o governo apresente aos eleitores uma justificativa mais clara e consistente para o conflito.

Enquanto isso, Trump flertou com opções tanto para aumentar quanto para diminuir a escalada do conflito e seus próximos passos não estão claros, mesmo para alguns assessores próximos.

Autoridades do governo cogitaram uma operação ousada para confiscar fisicamente os estoques restantes de urânio altamente enriquecido do Irã, bem como operações terrestres para controlar pedaços estratégicos de terra — incluindo partes do litoral do Irã e a Ilha de Kharg, por onde o Irã exporta a maior parte de seu petróleo.

Milhares de soldados adicionais continuam a navegar em direção à região do Golfo, indicando que o presidente quer manter suas opções militares em aberto.

Ao mesmo tempo, Trump sugeriu que pode se afastar do conflito, mesmo que o Irã se recuse a reabrir o Estreito de Ormuz.

Na manhã desta quarta-feira, Trump visitou a Suprema Corte dos EUA para assistir aos argumentos sobre a legalidade de uma política que ele considera crucial para sua abordagem linha-dura em relação à imigração: uma diretriz que ele assinou no ano passado que limitaria a cidadania por nascimento. Foi a primeira vez que um presidente em exercício assistiu a uma discussão oral na Suprema Corte.

De volta à Casa Branca para um almoço de Páscoa, Trump disse, em referência à guerra contra o Irã, que o governo estava "praticamente encerrando o assunto".

Uma autoridade da Casa Branca disse que o vice-presidente JD Vance havia se comunicado com intermediários do Paquistão sobre o conflito com o Irã ainda na terça-feira, em meio a esforços incipientes para buscar um acordo negociado.

Trump disse que essas negociações estão indo bem, enquanto Teerã disse que não há nenhuma discussão direta em andamento.

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OpenAI, criadora do ChatGPT, capta US$ 122 bilhões em rodada de financiamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/04/2026 22:48

Tecnologia OpenAI, criadora do ChatGPT, capta US$ 122 bilhões em rodada de financiamento Arrecadação ocorre em meio a dúvidas sobre como as empresas de inteligência artificial vão conseguir gerar receita suficiente para cobrir seus gastos. Por France Presse — São Paulo

A OpenAI anunciou nesta terça-feira (31) que foi avaliada em US$ 852 bilhões (R$ 4,4 trilhões) em uma rodada de financiamento concluída recentemente.

A captação ocorre em meio a dúvidas sobre como as empresas de inteligência artificial (IA) vão conseguir gerar receita suficiente para cobrir seus gastos.

A criadora do ChatGPT destacou que sua receita mensal, de US$ 2 bilhões (R$ 10,3 bilhões), vem crescendo rapidamente.

A rodada de financiamento contou com um conjunto diversificado de investidores, entre eles Amazon, Microsoft, Nvidia e SoftBank, informou a empresa.

A OpenAI anunciou nesta terça-feira (31) que foi avaliada em US$ 852 bilhões (R$ 4,4 trilhões) em uma rodada de financiamento concluída recentemente, na qual captou US$ 122 bilhões (R$ 633 bilhões).

O valor superou as estimativas, refletindo o aumento dos custos de capacidade computacional. A captação ocorre em meio a dúvidas sobre como as empresas de inteligência artificial (IA) vão conseguir gerar receita suficiente para cobrir seus gastos.

"O capital investido hoje está ajudando a construir a camada de infraestrutura para a própria inteligência", publicou a OpenAI. "Com o tempo, esse valor vai retornar para a economia, para as empresas, para as comunidades e, cada vez mais, para os indivíduos."

A criadora do ChatGPT destacou que sua receita mensal, de US$ 2 bilhões (R$ 10,3 bilhões), vem crescendo rapidamente.

A rodada de financiamento contou com um conjunto diversificado de investidores, entre eles Amazon, Microsoft, Nvidia e SoftBank, informou a empresa. Em um movimento incomum, cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,6 bilhões) teriam sido captados junto a investidores individuais.

O uso do mecanismo de busca on-line do ChatGPT triplicou em um ano, informou a startup, sediada em San Francisco, nos Estados Unidos. “Não se trata apenas de marcos de crescimento, mas mostra que a IA de ponta está se tornando parte do cotidiano de pessoas em todo o mundo.”

No mês passado, a empresa começou a inserir anúncios em sua versão gratuita para aumentar a receita. A OpenAI também anunciou o desenvolvimento de um “superapp”, que reunirá o ChatGPT, navegação na web, uma ferramenta de programação chamada Codex e recursos que permitirão que assistentes digitais executem tarefas de forma autônoma.

A empresa deve abrir seu capital este ano, em meio ao aumento da concorrência no setor de inteligência artificial.

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TCU investiga possível uso indevido da máquina pública e desvio de finalidade em desfile na Sapucaí que homenageou Lula

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/04/2026 19:01

Política TCU investiga possível uso indevido da máquina pública e desvio de finalidade em desfile na Sapucaí que homenageou Lula A apuração foi motivada por representação apresentada por parlamentares do partido Novo. No documento, eles solicitam que o tribunal investigue o caso. Por Mariana Assis, g1 — Brasília

O TCU abriu uma investigação para apurar um "suposto desvio de finalidade" e o "uso indevido da máquina pública" pelo governo federal no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula.

A apuração foi motivada por representação apresentada por parlamentares do partido Novo. No documento, eles solicitam que o tribunal investigue o caso.

Os parlamentares afirmam que pode ter ocorrido a “utilização da estrutura estatal para organização logística, articulação institucional e apoio material” ao carro alegórico intitulado “Amigos do Lula”, no qual a primeira-dama, Janja da Silva, desfilaria como destaque.

A primeira-dama, no entanto, não participou do desfile. O presidente Lula e ministros de Estado acompanharam a apresentação em um camarote no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

Lula vai até à avenida do Sambódromo e cumprimenta mestre-sala e porta-bandeira da Acadêmicos de Niterói

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma investigação para apurar um "suposto desvio de finalidade" e o "uso indevido da máquina pública" pelo governo federal no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A apuração foi motivada por representação apresentada por parlamentares do partido Novo. No documento, eles solicitam que o tribunal investigue o caso.

Os parlamentares afirmam que pode ter ocorrido a “utilização da estrutura estatal para organização logística, articulação institucional e apoio material” ao carro alegórico intitulado “Amigos do Lula”, no qual a primeira-dama, Janja da Silva, desfilaria como destaque.

A primeira-dama, no entanto, não participou do desfile. O presidente Lula e ministros de Estado acompanharam a apresentação em um camarote no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

a relação nominal de servidores deslocados para o evento, incluindo funções e período de deslocamento;os custos totais com diárias, passagens, hospedagem e horas extras;que o governo se manifeste sobre a suposta utilização de servidores do cerimonial da Presidência da República para o envio de convites, controle de lista de presença e coleta de medidas corporais de convidados para a confecção de fantasias, esclarecendo, de forma fundamentada, o amparo normativo para a prática de tais atos.

Em fevereiro, o agora ministro aposentado Aroldo Cedraz rejeitou um pedido cautelar de suspensão do repasse de R$ 1 milhão da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) à escola de samba Acadêmicos de Niterói.

Segundo o ministro, todas as escolas do o Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro receberam a mesma quantia, o que mostra que a divisão dos recursos seguiu um critério objetivo e isonômico.

Dessa forma, Cedraz avaliou que não havia qualquer elemento que indique favorecimento da Acadêmicos de Niterói em relação às demais escolas do Grupo Especial, nem indícios mínimos de que os repasses tenham sido realizados em razão de uma eventual homenagem pessoal ao presidente da República.

O tema ganhou destaque após um parecer da área técnica do TCU sugerir que o governo federal deixasse de pagar o valor de R$ 1 milhão previsto no acordo de cooperação firmado entre a Embratur e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) à Acadêmicos de Niterói.

A recomendação atende a um pedido de seis deputados federais do partido Novo, que alegam desvio de finalidade no uso de recursos públicos.

Os parlamentares pediram que o TCU impedisse a apresentação do samba ou exija a devolução dos valores repassados pela Embratur, caso a escola mantenha o desfile com recursos próprios.

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Aeroporto de Cachoeiro é entregue e pode receber até 9 aviões ao mesmo tempo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/04/2026 19:01

Espírito Santo SUL E SERRANA Aeroporto de Cachoeiro é entregue e pode receber até 9 aviões ao mesmo tempo Expectativa é de que a nova pista, com 1.200 metros, e o terminal ampliado atraiam voos comerciais e coloquem a cidade na rota da aviação regional. Por Mariana Couto, g1 ES e TV Gazeta

O aeroporto de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, foi entregue oficialmente na manhã desta quarta-feira (1º) após mais de um ano de obras.

A expectativa é que a nova pista e o terminal ampliado atraiam voos comerciais e coloquem a cidade na rota da aviação regional.

O aeroporto passa a ter capacidade para receber até nove aeronaves ao mesmo tempo e a pista, de 1.200 metros, conta com iluminação para operações noturnas.

O aeroporto de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, foi entregue oficialmente na manhã desta quarta-feira (1º), após mais de um ano de obras. O investimento no projeto de reforma foi de R$ 76 milhões.

A expectativa é de que a nova pista e o terminal ampliado atraiam voos comerciais e coloquem a cidade na rota da aviação regional.

Com a estrutura modernizada, o aeroporto passa a ter capacidade para receber até nove aeronaves ao mesmo tempo. A pista, com 1.200 metros, agora também conta com iluminação para operações noturnas.

A inauguração contou com a presença do governador Renato Casagrande. Segundo ele, a entrega "grandiosa" "ajuda muito no desenvolvimento do estado, no turismo e também (serve de) base de apoio para a Defesa Civil estadual. É uma alegria".

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Aeroporto de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, é entregue à população — Foto: Reprodução/TV Gazeta

A proposta do governo é transformar o aeroporto em um polo estratégico para importação e nacionalização de aeronaves, além de atrair novos investimentos para a cidade.

Para o prefeito da cidade do Sul capixaba, Theodorico Feaço (PP), o terminal representa "uma obra muito importante para o progresso e o desenvolvimento" da região e uma oportunidade de viabilizar a produção de aparelhos para aeronaves e helicópteros na cidade".

Também é esperado que o aeroporto facilite o acesso à região e fortaleça a economia local, especialmente setores como o comércio.

Um dos segmentos que podem ser beneficiados é o de rochas ornamentais, um dos principais da economia da região, que vê no aeroporto uma oportunidade de crescimento.

"Vai facilitar o acesso dos nossos clientes diretamente a Cachoeiro, movimentando ainda mais o setor. Isso tudo contempla o desejo antigo do setor de se conectar aos grandes centros", explicou o empresário Edson Martins.

Aeroporto de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, é entregue à população — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Depois da entrega da nova estrutura, o principal desafio passa a ser atrair companhias aéreas para operar voos comerciais no local.

Diferente de outros aeroportos regionais, a administração será feita pela prefeitura. No entanto, a operação depende do interesse das empresas aéreas.

"Aqui é possível receber aviões que transportam até 72 pessoas. Então, qualquer empresa que faz voos comerciais pode analisar a demanda de serviço aqui em Cachoeiro. A infraestrutura está entregue para que elas possam fazer toda essa análise e, daqui a pouco, ter voos comerciais aqui", defendeu o governador.

Aeroporto de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, é entregue à população — Foto: Reprodução/TV Gazeta

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