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Oriente Médio mantém embarques de petróleo e gás apesar de ataques no Estreito de Ormuz nos últimos dias

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 10:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1700,06%Dólar TurismoR$ 5,375-0,06%Euro ComercialR$ 5,8970,2%Euro TurismoR$ 6,1450,12%B3Ibovespa173.388 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1700,06%Dólar TurismoR$ 5,375-0,06%Euro ComercialR$ 5,8970,2%Euro TurismoR$ 6,1450,12%B3Ibovespa173.388 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1700,06%Dólar TurismoR$ 5,375-0,06%Euro ComercialR$ 5,8970,2%Euro TurismoR$ 6,1450,12%B3Ibovespa173.388 pts0,05%Oferecido por

Produtores do Oriente Médio continuam embarcando petróleo e gás natural liquefeito (GNL), mesmo após novos ataques a navios no Estreito de Ormuz — canal por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo — e a retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã nos últimos dias, segundo dados do setor de transporte marítimo.

O volume de transporte de energia pelo estreito caiu depois de ataques a um navio de contêineres na quinta-feira e a um petroleiro no sábado. Os episódios provocaram novas retaliações e colocaram em risco o acordo de paz provisório entre Washington e Teerã.

No domingo (28), porém, uma autoridade dos Estados Unidos afirmou que os dois países concordaram em interromper as hostilidades e retomar as negociações sobre a via, considerada estratégica para o comércio global.

Na segunda-feira, um quarto superpetroleiro de grande porte (VLCC), com capacidade para transportar 2 milhões de barris, foi flagrado carregando petróleo no terminal de Ras Tanura, na Arábia Saudita, segundo dados da LSEG, empresa de informações financeiras e de mercado.

A operação ocorre mesmo após a queda, no domingo (28), de um helicóptero da empresa, que deixou 14 mortos, e cuja causa do acidente ainda é desconhecida.

Outros três superpetroleiros carregaram petróleo e entraram em “modo oculto” após deixar o terminal no fim de semana, segundo os dados. O termo se refere a navios que desligam seus sistemas de rastreamento para reduzir o risco de ataques enquanto navegam pela região.

Um desses navios reapareceu na segunda-feira (29), depois de deixar o estreito, e segue agora em direção ao Japão, segundo os dados.

Dois superpetroleiros entraram no estreito no domingo e atracaram em um terminal nos Emirados Árabes Unidos para carregar petróleo bruto, segundo dados da LSEG.

A Abu Dhabi National Oil Company informou que, por política interna, não divulga detalhes sobre a localização, os movimentos ou as rotas de suas embarcações.

O Irã também acelerou os embarques de petróleo após os Estados Unidos suspenderem, por 60 dias, as sanções sobre suas exportações.

Teerã realizou carregamentos simultâneos em seus dois terminais de exportação na ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, no sábado (27), pela primeira vez em quase uma semana, segundo a empresa de monitoramento marítimo Windward.

Dados da Kpler, empresa de dados sobre fluxo de petróleo, mostram que os superpetroleiros de bandeira iraniana Dan e Hawk entraram no estreito no sábado (27).

Ao mesmo tempo, cerca de 8 milhões de barris de petróleo bruto dos Emirados Árabes Unidos e do Catar foram transportados em quatro navios do mesmo tipo durante o fim de semana. A Companhia Nacional de Petróleo do Irã não respondeu a pedidos de comentário.

O aumento das exportações a partir do Golfo — região responsável por cerca de um terço do abastecimento global — está pressionando os preços do petróleo. O Brent, principal referência internacional do preço do petróleo, caiu 10,6% na semana passada, na terceira queda semanal consecutiva, embora os ataques do fim de semana tenham feito as cotações subirem na segunda-feira.

“Se o Estreito continuar operando de forma instável nas próximas semanas e meses, o preço do petróleo está em um nível razoável e com tendência de queda”, afirmou o analista da IG Markets, Tony Sycamore, à Reuters.

“No entanto, se houver risco de uma escalada mais ampla do conflito a partir desses episódios de violência do fim de semana, então os preços do petróleo estão baixos demais.”

No mercado de gás natural liquefeito (GNL), dois navios-tanque vazios voltaram a aparecer nos dados de rastreamento a oeste do estreito em 26 de junho, após terem desaparecido dos sistemas. Ao mesmo tempo, outros dois navios carregados com GNL deixaram o Estreito de Ormuz.

O navio Al Kharaitiyat segue em direção ao Kuwait após carregar no terminal de Ras Laffan, no Catar. Já outra embarcação da QatarEnergy, o Al Kharsaah, aguarda ao largo do país, segundo dados de rastreamento da Kpler.

O navio Mraweh, controlado pela ADNOC, carregou na ilha de Das, nos Emirados Árabes Unidos, em 21 de junho, e deve entregar a carga no terminal de Dahej, na costa oeste da Índia, em 5 de julho, segundo a Kpler. Já o Al Hamla, da QatarEnergy, transporta uma carga embarcada em Ras Laffan em 18 de junho e deve chegar à China em 3 de julho, de acordo com dados da LSEG e da Kpler.

A QatarEnergy não respondeu a um pedido de comentário até a última atualização desta reportagem.

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Contas do governo têm déficit de R$ 53 bilhões em maio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 10:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1700,06%Dólar TurismoR$ 5,375-0,06%Euro ComercialR$ 5,8970,2%Euro TurismoR$ 6,1450,12%B3Ibovespa173.388 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1700,06%Dólar TurismoR$ 5,375-0,06%Euro ComercialR$ 5,8970,2%Euro TurismoR$ 6,1450,12%B3Ibovespa173.388 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1700,06%Dólar TurismoR$ 5,375-0,06%Euro ComercialR$ 5,8970,2%Euro TurismoR$ 6,1450,12%B3Ibovespa173.388 pts0,05%Oferecido por

As contas do governo registraram um déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio, informou Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29).

🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se as receitas ficam acima as despesas, o resultado é um superávit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública.

➡️Houve uma piora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi contabilizado um resultado negativo de R$ 42,2 bilhões (valor corrigido pela inflação).➡️Esse também foi o pior resultado para meses de maio desde 2024, quando foi registrado um déficit primário de R$ 66,6 bilhões (com a correção).

➡️De acordo com números do Tesouro Nacional, a piora no resultado positivo está relacionada, principalmente, com o aumento das despesas, que avançaram em ritmo superior ao crescimento da arrecadação.

Segundo o governo, as despesas tiveram um aumento real (acima da inflação) de 9,4% em maio, para R$ 251 bilhões. Os principais aumentos foram:

Despesas livres do governo (+R$ 16,7 bilhões);Benefícios Previdenciários (+R$ 4,9 bilhões);Outras Despesas Obrigatórias (+R$ 2,0 bilhões).

O bom comportamento da arrecadação, por sua vez, está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Foto aérea mostra a Esplanada dos Ministérios com o Congresso ao fundo — Foto: Ana Volpe/Agência Senado

No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 44,4 bilhões.

Isso representa piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 32,9 bilhões.

A deterioração nas contas do governo na parcial deste ano está relacionada, principalmente, com a antecipação no cronograma de pagamento dos precatórios (valores referentes a sentenças judiciais) feita em março, que elevou o volume de despesas neste ano.

📈 Nos cinco primeiros meses de 2026, houve um aumento real de 4,8% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 1,06 trilhão (sem correção).

📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 1,1 trilhão entre janeiro e maio deste ano, com uma alta real de 13% no período (valores nominais).

Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.

De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões

O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).

Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 60,3 bilhões neste ano.Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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El Niño pode beneficiar safras do Brasil e na Argentina, diz relatório

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 10:44

Agro El Niño pode beneficiar safras do Brasil e na Argentina, diz relatório Fenômeno climático pode melhorar condições para milho e soja e reduzir a pressão sobre os preços dos alimentos, enquanto impacto na região tende a ser pontual, segundo a Oxford Economics. Por Reuters

Previsões para o El Niño estão mudando a produção no campo — Foto: Previsões para o El Niño estão mudando a produção no campo

O El Niño pode trazer um alívio incomum para partes da América Latina. Brasil e Argentina estão entre os países menos expostos à alta dos preços dos alimentos causada pelo fenômeno e podem até se beneficiar de melhores condições para as safras, segundo a Oxford Economics.

O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras de grãos e chuvas mais intensas em outras.

Em um relatório que analisa os riscos em 20 mercados emergentes, a Oxford classificou a América do Sul como a região menos vulnerável. Brasil e Argentina aparecem como os países “menos expostos” e com maior chance de se beneficiar de condições mais favoráveis para culturas como milho e soja.

Segundo a Oxford, o principal risco para a América Latina não é a falta generalizada de grãos, mas aumentos pontuais nos preços de alimentos frescos.

Chuvas mais intensas podem favorecer a produção de grãos em partes do Brasil e da Argentina. Por outro lado, inundações podem interromper o abastecimento de hortaliças, tubérculos, frutas e peixes. O Peru é um dos países mais expostos, devido à possível queda na atividade pesqueira.

Essas variações de preço podem ser intensas, segundo a Oxford, mas tendem a ser temporárias. Em geral, bancos centrais tratam esses movimentos como pontuais, e não como riscos persistentes de inflação.

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De olho na Copa, bares torcem por vitória da seleção para faturar: ‘Jogos rendem até 90% a mais’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 05:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%Oferecido por

Torcedores se reúnem em Manaus para a partida entre Brasil e Escócia pela Copa do Mundo, em 24 de junho de 2026. — Foto: Reuters

Ponto de encontro de torcedores brasileiros durante a Copa do Mundo, os bares também têm motivos para acompanhar de perto a campanha da seleção.

O primeiro desafio do Brasil no mata-mata será nesta segunda-feira (29), às 14h, diante da seleção do Japão. Quem vencer avança às oitavas de final. Quem perder, dá adeus ao Mundial.

Para os proprietários de bares, que esperam casas cheias durante os jogos, a classificação significa mais do que comemoração: representa também um impulso no faturamento.

"Se o Brasil chegar à final, certamente será muito positivo para o setor", afirma o empresário Juarez Alves, fundador e proprietário do Bar do Juarez, que tem seis unidades na capital paulista. "É bom não só pelos negócios, mas também porque a gente torce pela seleção."

A estreia do Brasil, disputada em um sábado, pouco alterou o movimento na rede de bares de Juarez. Os dois jogos seguintes da fase de grupos, porém, superaram as expectativas.

Na visão do empresário, as partidas em dias úteis geram um impacto maior do que as disputadas nos fins de semana.

"No jogo de quarta-feira [contra a Escócia], o faturamento chegou a ficar 50% acima do registrado em um dia normal", diz. "Todas as nossas unidades lotaram."

A Copa do Mundo tem, ao todo, 104 partidas. A seleção brasileira, caso chegue à final, disputará oito. São justamente essas as datas cruciais para os estabelecimentos.

Marco Antonio Moreschi Rossi, um dos proprietários do noPorto Gastrobar, na zona sul de São Paulo, afirma que os jogos de outras seleções tiveram pouca relevância para o movimento.

"Só tivemos uma demanda específica para o jogo entre Colômbia e Portugal, disputado no sábado (27), quando um grupo de 15 colombianos reservou espaço para assistir à partida com a gente", diz.

No noPorto, o cenário tem sido semelhante ao do Bar do Juarez: a estreia da seleção registrou baixa adesão, mas o público e o faturamento cresceram a partir da segunda partida.

"A sexta-feira foi muito boa pra nós. O faturamento aumentou 80% em relação a um dia comum. Já no jogo da quarta-feira, contra a Escócia, a alta foi de 90%", afirma Marco Antonio.

Se as partidas do Brasil determinam os ganhos, quanto mais longe a seleção chegar, maior tende a ser o faturamento, independentemente dos jogos das outras seleções.

O empresário estima que, se a equipe disputar a final do Mundial, o faturamento adicional pode chegar a R$ 80 mil neste mês de Copa. O valor equivale a cerca de 60% da receita mensal do estabelecimento, que normalmente varia entre R$ 140 mil e R$ 160 mil.

noPorto Gastrobar quase dobrou o faturamento durante a partida entre Brasil e Escócia. — Foto: Divulgação/noPorto Gastrobar

O cenário otimista pode variar de bar para bar. Antes do início da Copa, uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) indicava que a maioria dos estabelecimentos esperava elevar o faturamento em até 20% com a competição.

O percentual está dentro das estimativas da rede de bares Juarez. Apesar do pico nos dias de jogos da seleção, o empresário projeta que, no balanço do mês, a Copa eleve a receita entre 10% e 20% em relação a um período comum.

"Existem dois principais efeitos: em um dia, você bomba, com o público consumindo mais. No dia seguinte, há um 'efeito ressaca', que reduz o movimento", explica Juarez.

O empresário lembra que outros eventos, como feiras setoriais e congressos empresariais, costumam atrair público com mais frequência ao bar. "São, muitas vezes, cinco dias seguidos com público de fora da cidade. Isso é muito bom para o fluxo", diz.

No noPorto Gastrobar, onde as projeções são mais otimistas, a Copa tem servido como uma oportunidade de fortalecimento do negócio, explica Marco Antonio.

"Muitos clientes antigos acabam retornando. Além disso, tem muita gente que vem de fora do bairro. É uma oportunidade para conhecerem nosso projeto, nosso modelo de negócio", afirma.

Unidade do Bar do Juarez no Brooklin, na zona sul de São Paulo. — Foto: Divulgação/Giuliano Agnelli

O g1 mostrou, antes da estreia da seleção, que as vendas no comércio popular de São Paulo dispararam após o anúncio da convocação de Neymar para a Copa. Segundo Marco Antonio, o mesmo ocorreu no bar.

"Até o anúncio, nada se movimentou. Depois, passamos a ver muita gente interessada em assistir aos jogos com a gente. Foi o estopim", diz.

Não à toa, os estabelecimentos têm investido em telões, drinks temáticos e atrações para manter o público além do horário dos jogos. No caso do noPorto, foram contratados DJs e música ao vivo.

Segundo o proprietário, porém, o resultado do investimento foi um pouco frustrante: oito em cada 10 torcedores que fizeram reservas chegaram 15 ou 20 minutos antes dos jogos e foram embora assim que eles terminaram.

"Por outro lado, o ticket médio foi bastante elevado", explica. Ou seja, enquanto os consumidores estavam no espaço, o consumo ficou acima da média, o que garantiu os bons resultados.

O presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, destaca que a Copa representa mais oportunidades para o setor, especialmente em um momento em que muitos estabelecimentos ainda passam por recuperação financeira.

"Datas e eventos de grande mobilização ajudam a fortalecer o caixa das empresas, aumentar o fluxo de clientes e melhorar o desempenho de um setor que ainda convive com desafios de margem e endividamento", diz.

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Com Samsung e SK Hynix, Coreia do Sul lança plano de US$ 576 bi para chips de IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 04:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%Oferecido por

Fábrica de chips da Samsung Electronics em Pyeongtaek, Coreia do Sul. — Foto: Samsung Electronics/Divulgação via REUTERS

A Coreia do Sul lançou nesta segunda-feira (29) megaprojetos abrangentes no setor de chips e inteligência artificial (IA), com o presidente Lee Jae-myung prometendo consolidar uma liderança industrial esmagadora por meio de investimentos superiores a US$ 576 bilhões ao longo dos próximos anos.

O anúncio marca a ofensiva mais ousada de Lee para alinhar as ambições de IA e semicondutores do país com sua promessa de reduzir as disparidades regionais e revitalizar as economias fora da região metropolitana de Seul.

Lee esteve acompanhado pelos líderes da Samsung Electronics e da SK Hynix, as duas maiores fabricantes de chips de memória do mundo, durante o anúncio transmitido pela televisão.

"Devemos assegurar os elementos centrais da IA mais rápido do que qualquer outro país", declarou o presidente. "Semicondutores, IA física e data centers de IA formam o triplo eixo para o nosso grande salto à frente."

A Samsung e a SK Hynix investirão 800 trilhões de wons (US$ 517,87 bilhões) junto a fornecedores para construir duas novas fábricas de chips cada na região sudoeste da Coreia do Sul, informou o mandatário.

Lee acrescentou que a cidade de Gwangju, no sudoeste, e a província de Jeolla do Sul também investirão entre 5 e 20 trilhões de wons nos projetos, com uma previsão de outros 81 trilhões de wons destinados a um polo de encapsulamento de chips na região de Chungcheong, próxima a Seul.

Segundo Lee, o sudoeste abrigará grandes complexos de produção de chips aproveitando a energia abundante e subutilizada da região.

"Para atender à demanda rapidamente crescente por semicondutores, precisamos concluir com agilidade os centros de produção que estão atualmente em construção", afirmou.

"Ao mesmo tempo, devemos garantir uma capacidade de produção esmagadora de forma antecipada por meio de novos investimentos em larga escala, inclusive na região sudoeste. Os complexos existentes em torno de Yongin e Pyeongtaek já atingiram o limite."

Representantes de outras companhias, incluindo LG Electronics, HD Hyundai Robotics, Korea Electric Power Corp e Korea Water Resources Corp também compareceram ao evento, segundo o gabinete presidencial.

Os chips de memória de alta largura de banda produzidos pela Samsung Electronics e pela SK Hynix tornaram-se cruciais na corrida global para o desenvolvimento de sistemas avançados de IA. Ambas as empresas já operam grandes instalações de semicondutores na região metropolitana de Seul e arredores.

O ministro da Indústria sul-coreano, Kim Jung-kwan, afirmou no evento que o país irá dobrar a produção de memórias de acesso aleatório dinâmico (DRAM) em cinco anos, antecipando para meados da década de 2030 a construção de fábricas na região metropolitana de Seul.

A DRAM é um tipo de memória utilizada para alimentar eletrônicos como notebooks e smartphones, e a HBM é produzida através do empilhamento de várias camadas de DRAM.

Lee defendeu a proposta do polo de chips no sudoeste em uma série de publicações no X no fim de semana, rejeitando as críticas de que a medida beneficiaria um reduto eleitoral progressista. Em vez disso, ele classificou a estratégia como uma "política de sobrevivência nacional" para atenuar desequilíbrios regionais e expandir a capacidade para a era da IA.

"A criação de um ecossistema industrial de semicondutores no [sudoeste] não é um favor especial para uma região específica", escreveu Lee em uma publicação. "Trata-se da criação adicional do centro industrial de semicondutores mais racional, por meio de decisões das empresas envolvidas e sob total apoio do governo."

Especialistas do setor avaliam que diversificar o investimento em chips para além de Seul pode aliviar gargalos de infraestrutura, mas alertam que a construção de fábricas de última geração exige vastos recursos de eletricidade e água, logística avançada, redes densas de fornecedores e mão de obra altamente qualificada — elementos que podem não avançar rápido o suficiente em uma nova região para atender à explosiva demanda por IA.

Políticos da oposição criticaram duramente o plano, questionando se a proposta tem motivações políticas, dado que 85% dos eleitores da região apoiaram Lee na eleição presidencial do ano passado.

O anúncio ocorre em um momento de queda na popularidade de Lee, cuja taxa de aprovação recuou pela sexta semana consecutiva, atingindo 46,5%, de acordo com o instituto de pesquisas Realmeter.

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R$ 1 mil o quilo? Conheça o wagyu, boi do Japão que tem a carne mais cara do mundo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 03:48

Agro R$ 1 mil o quilo? Conheça o wagyu, boi do Japão que tem a carne mais cara do mundo Maciez dessa carne é explicada por genética associada a uma alimentação rica em amido. Raça chegou ao Brasil em 1992 pelas mãos da Yakult, que continua entre as principais produtoras. Por Redação g1, g1 — São Paulo

O Japão, adversário do Brasil nesta segunda-feira (29), é a origem do wagyu. A carne do animal pode custar mais de R$ 1.000 o quilo.

No passado, os bois recebiam massagem e bebiam cerveja para relaxar. No entanto, a maciez e sabor únicos são gerados pela genética do wagyu.

Os ancestrais da raça chegaram ao Japão vindos da Coreia no século 2. Após cruzamentos iniciados em 1868, o gado se espalhou pelo mundo em 1990.

Atualmente, o rebanho brasileiro possui cerca de 5 mil animais puros. O país conta também com mais 30 mil bois cruzados de wagyu.

O Japão, adversário do Brasil nesta segunda-feira (29), é o berço do wagyu, boi famoso pela carne mais cara do mundo, cujo quilo pode ultrapassar R$ 1.000 no Brasil.

Toda a fama da carne wagyu vem do marmoreio: a gordura intramuscular que dá à peça um visual semelhante ao mármore e é responsável por sua maciez.

Uma das variedades mais famosa do wagyu é o Kobe Beef, mas, para receber esse nome, o animal precisa nascer, crescer e ser abatido na província japonesa de Hyogo, além de cumprir rigorosos critérios de qualidade.

No Brasil, é possível encontrar diversos cortes do wagyu, como a picanha, o ancho, o chorizo, a fralda, entre outros. E o preço do quilo vai variar conforme o marmoreio: quanto maior, mais caro.

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O wagyu ficou famoso por conta das "mordomias" que recebia antigamente, como beber cerveja e receber massagem. Esse tratamento todo especial era muito praticado no Japão, mas não existe mais na maioria das fazendas e nem é mais visto nos grandes confinamentos do país.

Acreditava-se que a cerveja facilitaria a digestão do animal, ao provocar relaxamento, enquanto a massagem atuaria como drenagem linfática, ajudando na infiltração de gordura para a formação marmoreio.

Antigamente, no Japão, boi japonês tinha muitas "mordomias", como beber cerveja e receber massagem, como mostra imagem de reportagem de 2015 — Foto: Reprodução/Globo Rural

Mas nada disso tem comprovação científica, afirma Daniel Steinbruch, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu (ABCWagyu). A maciez e o sabor únicos da carne são dados, na verdade, pela própria genética do wagyu.

"O que nós precisamos é dar as condições ideais para que o boi expresse a sua genética, o que significa, por exemplo, proporcionar uma dieta balanceada. O segredo está em uma alimentação rica em amido, pois é dele que o boi vai tirar energia para transformar em marmoreio", diz Steinbruch.

Os grãos ricos em amido são milho, sorgo, arroz, trigo e a própria cevada. Alguns bois wagyu no Brasil, apesar de não beberem a "cervejinha" diretamente, se alimentam das sobras dessa indústria.

"O que alguns criadores dão é a borra que sobra do processo de fermentação da cevada porque é uma boa fonte de proteína, um excelente alimento para os bovinos", diz Steinbruch.

Já a massagem pode servir para dar bem-estar aos animais, mas, nas grandes fazendas, não é algo comum, diante do tamanho do rebanho.

O nome do animal vem de “wa”, que significa "do Japão", e “gyu”, que quer dizer "gado".

Os primeiros ancestrais do wagyu moderno chegaram ao Japão por volta do século 2, vindos da península coreana. Descendentes do gado Hanwoo, eram utilizados como bois de tração, responsáveis por arar a terra e movimentar moinhos de grãos, conta a associação WagyuBrasil.

Justamente pela sua força e resistência física, desenvolveram a característica que os tornou famosos: a elevada quantidade de gordura entre as fibras musculares.

Esse rebanho permaneceu isolado no Japão até 1868, quando a Restauração Meiji deu início ao desenvolvimento do wagyu moderno. A partir daí, criadores japoneses realizaram cruzamentos com raças importadas até chegar às linhagens conhecidas atualmente.

Em 1976, os primeiros exemplares de wagyu deixaram o Japão rumo aos Estados Unidos. E, na década de 1990, começaram a se espalhar pelo mundo.

No Brasil, ele chegou em 1992, através da dona de uma famosa marca de bebida: a Yakult, que trouxe a raça pura japonesa. Mais de três décadas depois, a empresa continua entre as maiores produtoras de wagyu do Brasil.

Hoje, o rebanho brasileiro é formado tanto por animais puros quanto por cruzamentos com outras raças. Segundo a ABCWagyu, o país tem cerca de 5 mil wagyus puros e outros 30 mil animais cruzados.

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CNPJ com letras a partir de julho: quem será afetado? O que muda? Veja 10 perguntas e respostas

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 29/06/2026 03:48

Empreendedorismo CNPJ com letras a partir de julho: quem será afetado? O que muda? Veja 10 perguntas e respostas Novo modelo entra em vigor em julho deste ano e valerá para novas inscrições, incluindo profissionais liberais. Atuais CNPJs continuam válidos. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

A Receita Federal anunciou que o CNPJ passará a incluir letras em sua composição, além dos números.

A mudança, que faz parte do processo de modernização do sistema tributário nacional, tem como objetivo ampliar a quantidade de combinações possíveis, evitando o esgotamento do formato atual.

O novo modelo começará a ser adotado gradualmente a partir de julho de 2026 e será aplicado apenas a novas inscrições.

O Brasil passará a emitir CNPJs em um novo formato: além de números, a identificação das empresas também incluirá letras. A mudança, anunciada pela Receita Federal, faz parte do processo de modernização do sistema tributário nacional.

A intenção é ampliar a quantidade de combinações possíveis, evitando o esgotamento do formato atual (exclusivamente numérico) que já identifica cerca de 60 milhões de estabelecimentos.

A estrutura com 14 caracteres será mantida, mas passará a permitir a inclusão de letras entre os dígitos.

O novo modelo começará a ser adotado gradualmente a partir de julho, e será aplicado apenas a novas inscrições. Ou seja, empresas já existentes manterão seus CNPJs atuais, sem necessidade de substituição.

O que é o CNPJ alfanumérico?Por que isso está sendo feito?Quando começa?Quem vai receber CNPJ com letras?O procedimento de inscrição do CNPJ vai mudar?O que as empresas precisam fazer?Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo?O que muda no cálculo do Dígito Verificador?Qual a ligação com a reforma tributária?Haverá algum custo para as empresas com essa mudança?

É o novo modelo de identificação das pessoas jurídicas no Brasil. Em vez de utilizar apenas números, o novo CNPJ combinará letras (de A a Z) e números (de 0 a 9), mantendo o total de 14 caracteres.

A estrutura visual será semelhante à atual, mas com a inclusão de caracteres alfanuméricos. (confira no exemplo abaixo)

De acordo com a Receita Federal, o número de combinações possíveis no modelo atual está próximo do limite.

Com o aumento no número de empresas e filiais, o órgão decidiu expandir o sistema para garantir sua viabilidade a longo prazo.

Segundo a Receita, será elaborado um calendário para definir quais tipos de empresas ou atividades econômicas adotarão primeiro o novo formato. Esse calendário, no entanto, ainda não foi divulgado pela Receita.

Apenas novas inscrições a partir da data de início — como empresas recém-criadas, filiais, produtores rurais, condomínios e profissionais liberais — receberão o CNPJ com letras.

O formato atual, composto exclusivamente por números, continuará válido. Não será necessário nenhum procedimento adicional por parte dos contribuintes junto à Receita Federal ou aos órgãos estaduais e municipais.

Não. O processo para abertura de empresas e solicitação de CNPJ continuará o mesmo. A única diferença é que o número gerado poderá conter letras.

Segundo a Receita, a partir de julho todos os sistemas estarão preparados e integrados à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM).

Empresas e sistemas que lidam com emissão de notas fiscais ou controle tributário precisarão adaptar seus softwares, bancos de dados e rotinas internas.

Podem ocorrer falhas na emissão de documentos fiscais, dificuldades com fornecedores ou atrasos no cumprimento de obrigações tributárias. A recomendação é que as empresas se preparem com antecedência.

Os sistemas públicos serão atualizados para aceitar tanto o formato atual quanto o novo. A expectativa, segundo a Receita, é que essa adaptação ocorra de forma automática e transparente para as empresas.

O Dígito Verificador (DV), número que aparece no final do CNPJ e serve para validar sua autenticidade, continuará sendo calculado pelo método do Módulo 11 — um tipo de verificação matemática —, agora adaptado para incluir letras no cálculo.

Cada caractere será convertido em um valor numérico com base na tabela ASCII, que atribui um número específico a cada símbolo, e dele será subtraído o valor 48.

Por exemplo: a letra A corresponde ao número 65 na tabela ASCII e, para o cálculo, será utilizado o valor 17 (que é o resultado de 65 menos 48).

A Receita Federal disponibilizará rotinas de cálculo em linguagens de programação populares para facilitar essa adaptação técnica.

A mudança prepara o caminho para a implementação de dois novos tributos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que visam unificar e simplificar diversos impostos atualmente em vigor.

Para isso, será necessário contar com sistemas mais modernos e integrados. O novo CNPJ alfanumérico contribui nesse processo ao ampliar a capacidade do sistema, facilitar a separação entre despesas pessoais e profissionais e automatizar processos como a recuperação de créditos tributários.

Sim. As empresas precisarão atualizar seus sistemas para reconhecer o novo CNPJ com letras e calcular corretamente o Dígito Verificador.

Essas adaptações podem gerar custos técnicos, especialmente em softwares de emissão de notas fiscais e bancos de dados.

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Adversário do Brasil, Japão tem um desafio fora de campo: um enigma econômico que dura 30 anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 01:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%Oferecido por

O Japão chega ao mata-mata da Copa como a quarta maior economia do mundo, mas ainda enfrenta os efeitos de décadas de crescimento lento e envelhecimento populacional.

Após a crise dos anos 1990, o país viveu um longo período de deflação e baixo crescimento, cenário que ficou conhecido entre economistas como "Japanificação".

Mesmo crescendo cerca de 1% ao ano, o Japão combina desemprego de apenas 2,5%, liderança em inovação e investimentos de US$ 145 bilhões em pesquisa e desenvolvimento.

O envelhecimento da população reduz a força de trabalho, aumenta os gastos com saúde e aposentadorias e ajuda a explicar a dívida pública superior a 200% do PIB.

Empresas japonesas ampliaram investimentos no exterior para compensar o mercado interno menor, enquanto serviços enfrentam escassez de mão de obra e baixa produtividade.

Após derrotar a Escócia na fase de grupos, a seleção brasileira terá pela frente, nesta segunda-feira (29), um adversário que desperta interesse não apenas dentro de campo. O Japão chega à segunda fase da Copa do Mundo de 2026 levando consigo um dos casos mais estudados da economia mundial.

Quarta maior economia do planeta, o país permanece entre os líderes globais em inovação e na produção de bens de alta tecnologia. Ao mesmo tempo, convive há décadas com crescimento econômico modesto e desafios estruturais que limitam uma expansão mais acelerada. (entenda mais abaixo)

Jacob Funk Kirkegaard, pesquisador do Peterson Institute for International Economics (PIIE), explica que esse cenário começou a tomar forma após o estouro das bolhas imobiliária e do mercado de ações, entre meados da década de 1980 e o início dos anos 1990.

A partir dali, o Japão entrou em um longo período de baixo crescimento e inflação muito baixa — em alguns momentos, até de queda generalizada dos preços, fenômeno conhecido como deflação.

Ao mesmo tempo, a baixa taxa de natalidade, a redução da população em idade ativa e o envelhecimento acelerado passaram a pressionar o mercado de trabalho e as contas públicas.

📉 Esse conjunto de fatores ficou conhecido entre economistas como "Japanificação", termo usado para descrever economias que convivem por longos períodos com crescimento fraco, inflação persistentemente baixa e dificuldade para recuperar o dinamismo.

Mais de três décadas depois, porém, parte desse quadro começou a mudar. A inflação voltou a se aproximar da meta do Banco do Japão (BoJ), permitindo que a autoridade monetária abandonasse a política de juros negativos. Hoje, a taxa básica está em 1% ao ano.

"Pela primeira vez, desde que o envelhecimento populacional se acelerou no início dos anos 1990, o Japão pode ter um caminho plausível para desenvolver pressões sustentadas de salários e preços impulsionadas internamente", afirma Kirkegaard.

Kazuo Ueda, presidente do Banco Central do Japão (BoJ), participa de uma coletiva de imprensa após uma reunião de política monetária em Tóquio, Japão, em 23 de janeiro de 2026. — Foto: REUTERS/Kim Kyung-Hoon

A melhora recente, no entanto, não eliminou as características que fazem da economia japonesa um caso singular.

O país mantém uma das menores taxas de desemprego do mundo — tendo alcançado 2,5% em abril —, e tem um PIB per capita estimado em cerca de US$ 35,7 mil pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Também continua entre as economias mais inovadoras do planeta: de acordo com o Global Innovation Index 2025, da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO), ocupa a 12ª posição no ranking e lidera indicadores ligados à sofisticação industrial e à cooperação entre universidades e empresas.

Em 2023, destinou 3,44% do Produto Interno Bruto (PIB) — cerca de US$ 145 bilhões — à pesquisa e desenvolvimento. Ainda assim, sua economia cresce, em média, apenas 1% ao ano há cerca de três décadas.

É essa combinação que pesquisadores do Centro de Desenvolvimento Internacional, da Universidade Harvard, definem como um "quebra-cabeça econômico".

Apesar do crescimento modesto, o Japão lidera o Índice de Complexidade Econômica desde 1981, reflexo da capacidade de produzir bens de alto valor agregado.

"A história econômica do Japão não é apenas sobre estagnação. É também a história de uma economia que redirecionou seu conhecimento produtivo para além de suas fronteiras", resumem os pesquisadores.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que, em 2026, quase 30% dos japoneses têm mais de 65 anos, enquanto a taxa de fertilidade permanece próxima de 1,2 filho por mulher.

👉 Com menos pessoas em idade ativa para trabalhar, o potencial de crescimento da economia diminui e aumentam as pressões sobre os gastos públicos, especialmente com aposentadorias e saúde.

E talvez poucos indicadores traduzam melhor esse desafio do que a dívida pública japonesa. Mesmo em trajetória de queda gradual, o FMI projeta que ela permanecerá acima de 200% do PIB em 2026, uma das maiores proporções do mundo.

Pessoas caminham por um distrito comercial em Tóquio, Japão, em 16 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Parte dessa trajetória reflete as escolhas feitas pelo país para lidar com o envelhecimento da população.

Em vez de promover um ajuste fiscal mais intenso ou elevar significativamente a carga tributária, o governo passou a financiar uma parcela crescente das despesas com aposentadorias e saúde por meio da emissão de dívida.

O envelhecimento levou muitas empresas japonesas a mudar sua estratégia de crescimento: com um mercado doméstico cada vez menor e mais envelhecido, ampliaram investimentos no exterior e passaram a gerar receitas crescentes com propriedade intelectual, pesquisa e desenvolvimento e dividendos de subsidiárias internacionais.

Dados do FMI mostram que o setor de serviços responde por cerca de 70% do valor agregado da economia japonesa e concentra algumas das maiores dificuldades para contratar trabalhadores. Além disso, profissionais com mais de 60 anos estão cada vez mais presentes em atividades como serviços e construção.

Esse cenário ajuda a explicar por que os ganhos de produtividade variam entre os diferentes setores da economia.

⚙️ Enquanto a indústria manufatureira avançou nas últimas décadas com inovação e melhorias na organização da produção, serviços voltados ao mercado doméstico — como saúde, comércio, hotéis e alimentação — registraram uma evolução mais lenta.

Apesar disso, o economista Kyoji Fukao, professor da Universidade Hitotsubashi, afirma que essa diferença não é recente.

Em um estudo sobre as causas estruturais das chamadas "duas décadas perdidas" do Japão, ele argumenta que os ganhos de produtividade obtidos pela indústria não foram reproduzidos em boa parte dos serviços, onde modelos de gestão mais eficientes demoraram a ser adotados.

"O crescimento da produtividade permaneceu lento no Japão, já que as grandes empresas mais produtivas não ampliaram sua participação de mercado. Além disso, a segurança no emprego tem prioridade no Japão e, como resultado, os custos de abrir e fechar estabelecimentos são elevados", afirma.

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Senacon investiga CazéTV por propaganda de bets durante transmissão da Copa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/06/2026 16:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa171.990 pts0,87%Oferecido por

"A utilização de estratégias promocionais associadas a eventos esportivos de grande apelo popular, a oferta de vantagens promocionais vinculadas à realização de apostas, a divulgação de odds majoradas acompanhadas de comentários destinados a reforçar sua atratividade e a associação entre a prática de apostas e valores afetivos ligados ao futebol constituem circunstâncias que justificam a análise acerca de sua compatibilidade com os princípios do jogo responsável, da transparência, da boa-fé e da proteção da vulnerabilidade do consumidor", afirmou o órgão.

O documento com a íntegra dos motivos que levaram a Senacom a investigar o canal foi protocolado na quinta-feira passada (25) e divulgado neste domingo (28).

No documento, a Senacon ainda afirmou que deve analisar a "participação de narradores e comentaristas" na divulgação das ações publicitárias de casas esportivas por usarem "expressões de incentivo à realização de apostas e a divulgação de condições promocionais específicas".

"A inserção de mensagens promocionais no contexto da transmissão esportiva, a participação de narradores e comentaristas na divulgação das ofertas, a utilização de expressões de incentivo à realização de apostas e a divulgação de condições promocionais específicas podem exigir a verificação acerca da adequada identificação da natureza publicitária do conteúdo, bem como da existência de elementos técnicos e informacionais aptos a justificar as mensagens transmitidas ao público consumidor", diz a notificação.

Dentre os motivos apontados, o órgão cita três exemplos durantes as transmissões de partidas da Copa do Mundo pelo canal, apenas da segunda rodada.

➡️O primeiro foi na partida entre Inglaterra e Gana durante a veiculação de propaganda durante uma das pausas na partida para hidratação;

➡️ Outro caso apontado foi durante o jogo Argentina e Áustria em que "os comentaristas da CazéTV destacavam que a plataforma ofereceria ao apostador uma 'segunda chance', reforçando a atratividade da oferta e incentivando a adesão imediata à promoção anunciada";

➡️O último exemplo trazido foi da partida entre Uruguai e Cabo Verde, em que a "ação publicitária da operadora construída a partir da associação entre a paixão do povo brasileiro pelo futebol e a realização de apostas esportivas, contendo incentivo para que os espectadores realizem apostas por meio da referida plataforma".

"A norma veda, entre outras condutas, ações publicitárias que sugiram a obtenção de ganho fácil, encorajem práticas excessivas de aposta, contenham chamadas para ação sugerindo ato imediato por parte do apostador, contenham informações falsas ou enganosas, veiculem afirmações enganosas sobre probabilidades de ganho, induzam à crença de que apostar constitui sinal de sucesso, virtude, coragem ou maturidade […]", afirmou.

A secretaria deu ainda o prazo de cinco dias para que a empresa esclareça se as campanhas publicitárias veiculadas pela CazéTV nas transmissões dos jogos da Copa do Mundo foram produzidas, integral ou parcialmente, pela própria empresa, por agências terceirizadas ou pelas operadoras de apostas anunciadas, indicando a participação dos envolvidos.

se as peças publicitárias veiculadas pela CazéTV nas transmissões dos jogos da Copa do Mundo FIFA 2026 são definidas exclusivamente pelos agentes operadores de apostas, a partir de relação contratual firmada entre as partes, e se as opiniões e incentivos promovidos pelos comentaristas se restringem a reproduzir o que foi definido contratualmente com o agente operador contratante;quais os procedimentos internos adotados pela empresa para análise jurídica, regulatória e de conformidade das peças publicitárias relacionadas a apostas de quota fixa antes de sua veiculação;se houve avaliação específica quanto à compatibilidade das peças publicitárias objeto da presente averiguação com os princípios do jogo responsável e da proteção do consumidor, encaminhando os respectivos registros, pareceres ou documentos comprobatórios;

Nesta sexta-feira (26), o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) recomendou a suspensão de três propagandas de casas de apostas veiculadas em ações de merchandising na CazéTV durante transmissões da Copa do Mundo.

A recomendação se refere a três peças específicas, já exibidas, ligadas às empresas KTO, Betnacional e Bet365. Segundo o Conar, os anúncios traziam ofertas de modalidades específicas de apostas apresentadas por narradores, apresentadores e comentaristas durante os jogos.

🔎Na prática, a suspensão liminar do Conar funciona como uma medida preventiva: três peças específicas de bets, já exibidas na CazéTV, devem sair do ar até a análise final do caso. Depois da manifestação das empresas, o Conselho de Ética avalia se houve irregularidade e pode arquivar os processos, pedir ajustes ou recomendar a retirada dos anúncios.

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Datafolha: cresce uso de IA no trabalho, enquanto cai medo de substituição

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/06/2026 08:45

Trabalho e Carreira Datafolha: cresce uso de IA no trabalho, enquanto cai medo de substituição Entre quem já ouviu falar de inteligência artificial, 49% afirmam não temer que a profissão seja substituída pela tecnologia. Uso da ferramenta no trabalho subiu para 24%, enquanto 79% rejeitam a automação em contratações e demissões. Por Redação g1 — São Paulo

Apesar de os brasileiros estarem cada vez mais familiarizados com ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT e Claude, o medo de que a tecnologia substitua empregos diminuiu, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (27).

Entre as pessoas que já ouviram falar de IA, 48% afirmam ter muito ou um pouco de medo de perder a profissão para a tecnologia. Há um ano, esse percentual era de 56%. Já a parcela dos que dizem não ter nenhum medo aumentou de 41% para 49%.

Ao mesmo tempo, o uso da inteligência artificial no trabalho também cresceu. Entre os entrevistados que conhecem a tecnologia, 24% afirmam utilizá-la em atividades profissionais, ante 17% no ano passado.

O levantamento também aponta o uso da IA para pesquisas na internet (25%), estudos (17%) e criação de imagens e vídeos (4%). A pesquisa foi realizada pelo Datafolha nos dias 17 e 18 de junho, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, em 139 municípios brasileiros.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Por outro lado, os entrevistados demonstram resistência ao uso da inteligência artificial em decisões que afetam diretamente a vida das pessoas.

A pesquisa mostra que 79% consideram inadequado o uso da IA em processos de contratação e demissão. Além disso, 68% rejeitam a tecnologia para decisões sobre tratamentos médicos, e 67% são contra seu uso na concessão de crédito.

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