RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Conta de luz: bandeira tarifária julho continuará amarela, decide Aneel

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 16:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,15%Dólar TurismoR$ 5,379-0,18%Euro ComercialR$ 5,887-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.426 pts0,84%MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,15%Dólar TurismoR$ 5,379-0,18%Euro ComercialR$ 5,887-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.426 pts0,84%MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,15%Dólar TurismoR$ 5,379-0,18%Euro ComercialR$ 5,887-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.426 pts0,84%Oferecido por

A Aneel anunciou nesta sexta-feira (26) que a bandeira tarifária de julho continuará amarela. A conta de luz segue com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh.

O sistema de bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. O acréscimo é aplicado automaticamente se a geração ficar mais cara.

Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas. Elas possuem custos de geração de energia elétrica mais elevados.

Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2. Cada uma delas gera custos extras ao consumidor.

A bandeira tarifaria para o mês de julho será a amarela, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (26). Com isso, a conta de luz dos brasileiros continua com o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh.

A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas.

"A manutenção da bandeira amarela, ativa desde o mês de abril, reflete condições menos favoráveis de geração no país, típicas do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevados", afirmou a agência reguladora.

💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras.

Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz.

🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra;🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh);🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).

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PIX cresce 20% e lidera pagamentos em canais digitais; veja como criar uma chave

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 15:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,173-0,09%Dólar TurismoR$ 5,376-0,24%Euro ComercialR$ 5,8930,06%Euro TurismoR$ 6,141-0,05%B3Ibovespa173.768 pts1,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,173-0,09%Dólar TurismoR$ 5,376-0,24%Euro ComercialR$ 5,8930,06%Euro TurismoR$ 6,141-0,05%B3Ibovespa173.768 pts1,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,173-0,09%Dólar TurismoR$ 5,376-0,24%Euro ComercialR$ 5,8930,06%Euro TurismoR$ 6,141-0,05%B3Ibovespa173.768 pts1,03%Oferecido por

O volume de transações via PIX cresceu 20% em 2025 em comparação ao ano anterior, totalizando 30,1 bilhões de operações. Os dados são da nova Pesquisa de Tecnologia Bancária da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), divulgada nesta sexta-feira (26).

O número é quase três vezes maior do que o de pagamentos de contas, que somaram 9,9 bilhões de transações no período — um aumento de 99% em relação a 2024.

Cartão de crédito: cresceu 2%, para 2,14 bilhões de transações;Cartão de débito: cresceu 20%, para 60 milhões de operações;Transferências/TED: caíram 8% no período, para 960 milhões de operações.

A pesquisa também mostra que 83% das transações bancárias no Brasil já são realizadas por canais digitais, como aplicativos de celular e internet banking. Apenas pelo celular, o volume de operações cresceu 169% nos últimos cinco anos, alcançando 187,5 bilhões de transações.

O aluguel de equipamentos de TI é uma das soluções mais procuradas pelos clientes Amazoncopy — Foto: Inteligência Artificial

Entre as prioridades tecnológicas apontadas pelas instituições financeiras, a cibersegurança aparece no topo da lista, citada por 100% dos bancos participantes da pesquisa.

Em seguida vêm computação em nuvem (84%), inteligência artificial generativa (84%), inteligência artificial (80%), blockchain (32%) e computação quântica (8%), área multidisciplinar que reúne conceitos de física, matemática e ciência da computação.

Apesar do interesse crescente, o estudo aponta que cerca de 60% das instituições ainda estão nas fases iniciais de adoção da inteligência artificial.

No caso da IA generativa, esse número é ainda maior, o que mostra que os bancos ainda estão testando a tecnologia e aprendendo como aplicá-la no dia a dia. Segundo a pesquisa, esse cenário indica que o uso dessas ferramentas deve crescer bastante nos próximos anos, marcando uma nova fase de evolução tecnológica no setor bancário.

Os investimentos em tecnologia cresceram 58% nos últimos cinco anos. Para 2026, a expectativa é de um aporte de R$ 50,1 bilhões, valor 8% superior aos R$ 46,8 bilhões investidos em 2025.

A expansão também deve impulsionar o mercado de trabalho. Segundo a pesquisa, a expectativa é de crescimento médio de 22% na demanda por profissionais de tecnologia da informação (TI), indicando um aquecimento do setor.

A chave PIX funciona como uma espécie de "apelido" da conta bancária, permitindo identificar o destinatário de uma transferência sem a necessidade de informar todos os dados bancários.

O cliente pode cadastrar como chave o CPF ou CNPJ, o número do celular, um endereço de e-mail ou uma chave aleatória (EVP). O cadastro facilita o envio e o recebimento de dinheiro, tornando as transações mais rápidas e práticas, mas não é obrigatório.

"Não é obrigatório cadastrar uma chave para fazer ou receber um PIX. Caso o usuário queira usar o sistema de pagamento instantâneo sem uma chave PIX, será preciso informar todos os dados bancários do destinatário para realizar a transação", informa a Febraban.

CPF ou CNPJ;Endereço de e-mail;Número de telefone celular;Endereçamento Virtual de Pagamentos (EVP): sequência alfanumérica de 32 caracteres gerada pelo Banco Central, que permite realizar transações sem a necessidade de compartilhar dados pessoais, como CPF, telefone ou e-mail, com terceiros.

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Quer criar minhocas? Veja guia para iniciantes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 13:44

GLOBO RURAL Quer criar minhocas? Veja guia para iniciantes Material da Embrapa reúne informações sobre os principais modelos de minhocários, a espécie de minhoca mais indicada para a produção de húmus e dicas de alimentação e manejo dos animais. Por Globo Rural

Antes de investir em um minhocário, vale a pena conhecer as técnicas de criação e manejo desses animais. Pensando nisso, a Embrapa disponibiliza gratuitamente um guia para quem deseja iniciar na atividade.

A publicação reúne informações sobre os principais modelos de minhocários, a espécie de minhoca mais indicada para a produção de húmus e dicas de alimentação e manejo dos animais.

O material também explica como produzir húmus, um adubo orgânico de alta qualidade obtido a partir da decomposição da matéria orgânica pelas minhocas.

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O casal argentino que viajou 80 mil quilômetros de Kombi para ver Messi

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 13:44

Carros O casal argentino que viajou 80 mil quilômetros de Kombi para ver Messi Juan Manuel Sosa e sua esposa, Pam, cruzaram 16 países em uma perua VW de 1981 rumo aos EUA. E, no meio da viagem, realizaram o sonho de ver Messi jogando ao vivo na Copa do Mundo. Por Deutsche Welle

No início, era apenas uma ideia. Mas ela não saía da cabeça dele, então Juan Manuel Sosa pegou uma caneta e rabiscou possíveis rotas em seu pequeno caderno. Etapas, distâncias, pernoites. Ver Lionel Messi ao vivo em um estádio, talvez na sua última Copa do Mundo de 2026? Talvez em Dallas, no estado do Texas?

Quando ficou claro que a seleção argentina disputaria dois jogos da fase de grupos lá, Juan ficou empolgado. Ingressos? Ele não tinha. Apenas uma Kombi convertida em uma casa sobre rodas. E uma rota que, de alguma forma, também passava pela América do Norte.

Até aquele momento, ele e sua esposa Pam já haviam viajado por 16 países da América Latina. De sua cidade natal, Buenos Aires, partiram primeiro para o ponto mais ao sul da Argentina: Ushuaia — a cidade conhecida também como "o Fim do Mundo". E de lá seguiram novamente rumo ao norte, passando por Chile, Paraguai, Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala até chegar ao México. Destino final: o estado do Alasca, nos EUA.

"Costumamos dizer que é a nossa eterna lua de mel", brinca Juan. Afinal, eles já estão há oito anos na estrada com seu motorhome. Dois dias antes de iniciar a viagem, os dois se casaram e cancelaram o contrato de aluguel do apartamento em Buenos Aires. Desde então, é uma aventura sobre quatro rodas, que atravessou inúmeros desafios, desde simples avarias até a pandemia de COVID.

Mas Juan confia profundamente na engenharia alemã. Quando o veículo falha, solta fumaça ou engasga, ele mesmo geralmente pega as ferramentas e vira um mecânico autodidata. A perua Volkswagen foi batizada de "Rumba": tipo T2, câmbio manual de 4 marchas, motor a gasolina, ano 1981. Modelos mais antigos assim já são cultuados. A "Rumba" é equipada com uma pequena cozinha, fogão e chuveiro móvel. Na parte frontal do para-brisa, um adesivo de Messi, daqueles de álbum de figurinhas.

"Conversamos muito com a Rumba. Fazemos carinho nela e agradecemos quando chegamos em segurança", diz Pam. "Alguns nos acham loucos, mas não nos importamos." Quando chegaram pontualmente para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, já tinham, rodado quase 80 mil quilômetros desde o início da viagem.

Ambos deixaram seus empregos: Juan era professor de música, Pam trabalhava como fotógrafa. Eles financiam a vida vendendo bijuterias e artesanato feitos à mão e através de algumas publicações patrocinadas nas redes sociais, que também trazem algum retorno financeiro.

"Viagens assim também trazem dificuldades, não quero romantizar", diz Pam. "Mas apreciamos a liberdade." Isso inclui mudanças de planos. Ao chegar ao Tampão de Darién, uma região perigosa entre Colômbia e Panamá formada por pântanos, floresta densa e montanhas, precisaram pegar uma balsa.

Não há estradas ali. A espontaneidade é a regra para o casal: quando a Copa do Mundo de 2022 aconteceu no Catar, eles estavam no Paraguai, mas voltaram temporariamente para casa para celebrar o título da Argentina. "Foi uma loucura", diz Juan.

Na verdade, eles planejavam já estar no Alasca em junho de 2026. Mas o segundo jogo do grupo da Argentina contra a Áustria em Dallas nunca saiu do caderno de Juan. Eles desaceleraram um pouco e eis que no último domingo (21/06) estavam ali, no grande encontro dos torcedores argentinos, um dia antes do jogo, em um parque no centro de Dallas.

Alguns americanos, que desciam de SUVs com ar-condicionado sob 35 graus, observavam curiosos. A Kombi azul-claro chamava muita atenção, e fãs de futebol perguntavam o tempo todo sobre a viagem.

Um desconhecido achou a história tão incrível que convidou os dois espontaneamente para o jogo – ele tinha dois ingressos sobrando. "Achei que ele estava brincando", diz Pam. Mais tarde, descobriram que ele também era argentino, trabalhava nos EUA e tinha contatos com o clube de Messi na Major League Soccer, o Inter Miami.

No estádio, Messi primeiro perde um pênalti, mas depois ainda marca dois gols durante o jogo e garante a vitória por 2 a 0 sobre a Áustria. É um dia histórico: com 18 gols em Copas, Messi supera Miroslav Klose (16) e se torna o maior artilheiro da história das Copas do Mundo.

"Fico arrepiada só de pensar", conta Pam dias depois. "Foi simplesmente mágico", diz Juan. Seu caderno já está guardado novamente na Kombi. Ele cuida dele como um tesouro — para as próximas ideias de viagem.

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Como a família real britânica é financiada e em que investe seus recursos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 13:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,166-0,22%Dólar TurismoR$ 5,373-0,3%Euro ComercialR$ 5,883-0,1%Euro TurismoR$ 6,137-0,1%B3Ibovespa173.439 pts0,84%MoedasDólar ComercialR$ 5,166-0,22%Dólar TurismoR$ 5,373-0,3%Euro ComercialR$ 5,883-0,1%Euro TurismoR$ 6,137-0,1%B3Ibovespa173.439 pts0,84%MoedasDólar ComercialR$ 5,166-0,22%Dólar TurismoR$ 5,373-0,3%Euro ComercialR$ 5,883-0,1%Euro TurismoR$ 6,137-0,1%B3Ibovespa173.439 pts0,84%Oferecido por

Rei Charlles III, usando a Coroa Imperial do Estado e o Manto de Estado, está sentado no Trono do Soberano enquanto discursa na Câmara dos Lordesda Grã-Bretanha, usando a Coroa Imperial do Estado e o Manto de Estado, está sentado no Trono do Soberano enquanto discursa na Câmara dos Lordes — Foto: CHRIS JACKSON / POOL / AFP

O rei Charles III tornou-se o primeiro monarca britânico a divulgar publicamente quanto pagou em impostos. Desde que assumiu o trono, em setembro de 2022, ele desembolsou cerca de 30 milhões de libras (aproximadamente R$ 207,5 milhões), provenientes de suas receitas privadas.

O dado faz parte de um conjunto de informações que ajudam a entender como a família real britânica se financia: uma combinação de recursos públicos, rendimentos de propriedades históricas e fortunas pessoais.

A Sovereign Grant é a principal verba pública destinada ao rei para custear suas funções oficiais.

manutenção das residências reaissalários de funcionáriosviagens oficiais do monarca e membros da família real em representação da Coroa

Entre 2025 e 2026, o valor foi de cerca de US$ 174,5 milhões (aproximadamente R$ 905,4 milhões). Para 2026-2027, a previsão subiu para US$ 182 milhões (cerca de R$ 944,3 milhões), impulsionada principalmente pelas obras de renovação do Palácio de Buckingham. Já para 2027-2028, a dotação deve cair para US$ 132 milhões (cerca de R$ 685 milhões).

No mesmo período, os custos com pessoal aumentaram cerca de US$ 44,5 milhões (aproximadamente R$ 230,9 milhões).

a visita de três dias do príncipe William à Arábia Sauditaa viagem de quatro dias do rei Charles III e da rainha Camilla à Itália

Os custos de segurança, no entanto, não entram na Sovereign Grant e são pagos separadamente pelo governo.

A Sovereign Grant é vinculada ao desempenho financeiro do Crown Estate, o patrimônio imobiliário da Coroa.

O valor corresponde atualmente a 12% dos lucros gerados dois anos antes, percentual que pode ser revisado ao longo do tempo.

Nos últimos anos, o aumento da dotação foi impulsionado por receitas extraordinárias, especialmente com o arrendamento de áreas marítimas para parques eólicos.

O Crown Estate é uma empresa pública independente que administra um vasto portfólio imobiliário da monarquia.

imóveis em áreas nobres de Londresterras ruraiszonas costeiraso Castelo de Windsordireitos sobre o fundo do mar na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do NorteO patrimônio é estimado em cerca de US$ 22 bilhões (aproximadamente R$ 114,1 bilhões).

Embora associado à Coroa, o Crown Estate não pertence ao monarca como propriedade privada. Ele também não pode ser vendido nem administrado diretamente pela família real.

No ano encerrado em março de 2026, o fundo registrou lucro líquido de US$ 643 milhões (cerca de R$ 3,3 bilhões), queda em relação ao ano anterior.

Na Escócia, os ativos são administrados separadamente pelo Crown Estate Scotland, com receitas destinadas ao governo escocês.

Esses patrimônios históricos geram receita principalmente por meio de aluguel de terras agrícolas e imóveis comerciais e residenciais.

Apesar de não administrarem diretamente os bens no dia a dia, o rei e o herdeiro definem diretrizes e aprovam decisões estratégicas. Os ducados também não podem ser vendidos.

O vice-almirante Sir Tony Johnstone-Burt, mestre da casa do Soberano, segura um pequeno ventilador a bateria para o rei Carlos III da Grã-Bretanha durante uma recepção da Semana do Clima de Londres — Foto: CHRIS JACKSON / POOL / AFP

Desde 1993, o monarca britânico passou a pagar impostos voluntariamente sobre rendas privadas, prática iniciada no reinado de Elizabeth II.

Desde a morte da rainha Elizabeth II, Charles III e o príncipe William declararam ter pago, juntos, cerca de US$ 66 milhões (aproximadamente R$ 342,5 milhões) em impostos.

A divulgação ocorre em meio a maior escrutínio público sobre as finanças da monarquia, especialmente após debates sobre gastos com reformas de palácios.- Fortuna pessoal –

Os membros da família real também possuem patrimônio pessoal. O rei é proprietário das propriedades de Balmoral e Sandringham, herdadas de sua mãe.

Os bens transmitidos diretamente de um monarca ao seu sucessor estão isentos do imposto sobre sucessões.

O rei Charles III, por exemplo, é proprietário das propriedades de Balmoral e Sandringham, herdadas da rainha Elizabeth II.

Familia real britânica a caminho da cerimônia de Natal na Igreja de Santa Maria Madalena em Sandringham — Foto: AP Photo/Jon Super

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Michelle alertou sobre vídeos e chegou a ser procurada por Flavio antes de publicação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 12:44

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro deu sinal de que faria uma publicação crítica à aliança da campanha do senador Flavio Bolsonaro com Ciro Gomes, no Ceará, e chegou a ser procurada pelo enteado na manhã de quarta-feira (24), antes de divulgar os vídeos.

No início da tarde de segunda-feira (22), Michelle fez uma postagem na rede social X anunciando o vídeo que publicaria no Instagram:

"Nunca foi para tirar o PT, e sim por projeto de poder: já gravei um vídeo explicando o que aconteceu no Ceará e vou publica-lo em breve", escreveu ela na publicação, sobre uma reprodução de entrevista de Ciro Gomes com título "Os dois sao iguais", em que o candidato ao governo do Ceará equipara Lula a Bolsonaro e os filhos.

Segundo duas fontes da campanha de Flávio, o senador foi alertado e ligou na manhã de quarta-feira (24) para Michelle, mas a esposa do pai não respondeu.

Horas depois, veio o vídeo em duas partes em que Michelle relata que Flávio a humilhou e teria dito que ela "chegou ontem" e "não entende de política". Os vídeos foram publicados no Instagram na quarta por volta de 16h30.

Outra fonte próxima da família diz que Jair Bolsonaro sabia que Michelle gravaria um vídeo em defesa própria, mas não tinha conhecimento dos ataques aos filhos, em especial Flávio, pré-candidato à Presidência pelo PL.

Nesta semana, Michelle publicou vídeos nas redes sociais em que afirmou ter sido maltratada e humilhada por Flávio Bolsonaro.

A crise envolve divergências dentro do PL sobre a articulação do partido no Ceará, onde aliados discutem uma aproximação com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB).

Michelle criticou a possibilidade de aliança com Ciro. Depois da repercussão, Flávio reagiu publicamente, e a ex-primeira-dama afirmou que o senador havia sido ríspido com ela em uma conversa por telefone.

Na postagem, Flávio diz que Michelle gravou vídeos após não retornar mensagem dele, afirmou estar de "coração aberto" e que não teve a intenção de ofendê-la.

"Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas. Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil", afirmou o senador em suas redes sociais.

Flávio fez duas publicações: um texto no X (ex-Twitter), na quarta-feira (24), e, nesta quinta-feira (25), publicou um vídeo com a mesma mensagem no Instagram.

A ex-primeira-dama também defendeu união entre aliados para “derrotar o atual desgoverno” nas eleições. Já Flávio Bolsonaro afirmou que a direita precisa estar unida e que Michelle terá papel importante na campanha.

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Imposto milionário: quanto o Rei Charles paga e de onde vem sua fortuna

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 11:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,164-0,26%Dólar TurismoR$ 5,378-0,2%Euro ComercialR$ 5,8950,09%Euro TurismoR$ 6,1490,08%B3Ibovespa172.285 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-0,26%Dólar TurismoR$ 5,378-0,2%Euro ComercialR$ 5,8950,09%Euro TurismoR$ 6,1490,08%B3Ibovespa172.285 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-0,26%Dólar TurismoR$ 5,378-0,2%Euro ComercialR$ 5,8950,09%Euro TurismoR$ 6,1490,08%B3Ibovespa172.285 pts0,17%Oferecido por

O rei Charles III durante um almoço com autoridades no Palácio de Buckingham. — Foto: TOBY MELVILLE / POOL / AFP

O rei Charles III pagou 12,9 milhões de libras em impostos no ano fiscal de 2024-2025, o equivalente a cerca de R$ 88,6 milhões. O valor representa um aumento em relação ao ano anterior, quando o monarca pagou 11,7 milhões de libras (aproximadamente R$ 80,3 milhões).

Essa é a primeira vez que o pagamento de impostos pessoais do rei é divulgado. Segundo o Palácio de Buckingham, o valor pago por Charles III desde sua ascensão ao trono já ultrapassa os 30 milhões de libras (R$ 205,9 milhões), o que o coloca entre os 100 maiores contribuintes do Reino Unido.

Charles também pagou impostos sobre ganhos de capital relacionados à venda de ativos. A Coroa não detalhou, no entanto, como o imposto foi calculado.

Embora a monarquia receba recursos de diversas fontes, o rei paga impostos apenas sobre sua renda pessoal — grande parte proveniente de propriedades privadas, como Balmoral, na Escócia, e Sandringham, na costa leste da Inglaterra, entre outros. (entenda mais abaixo)

Pela lei, o monarca britânico não é obrigado a pagar impostos — nem de renda, nem sobre ganhos de capital, nem sobre herança.

A tradição, no entanto, mudou em 1993, quando a rainha Elizabeth II concordou em pagar voluntariamente o imposto de renda, em um momento em que a reputação da monarquia estava abalada, em meio a uma série de divórcios.

Além da separação formal de Charles de sua primeira esposa, a falecida princesa Diana, também se separaram no mesmo período Andrew e Sarah Ferguson, assim como a princesa Anne e seu primeiro marido.

O príncipe William, atual príncipe de Gales, também divulgou detalhes de seus impostos na quinta-feira. Ele pagou aproximadamente 7,8 milhões de libras (R$ 53,5 milhões) em impostos sobre renda e ganhos de capital no ano fiscal de 2024-2025, valor inferior aos 8,3 milhões de libras (R$ 57 milhões) pagos no ano anterior, segundo seu gabinete.

Pela primeira vez, os números dão ao público uma ideia concreta da fortuna pessoal do rei, em contraste com castelos, joias e obras de arte associados ao cargo, mas que não pertencem ao monarca.

Desde 1399, o monarca reinante recebe rendimentos do Ducado de Lancaster, uma propriedade de 16.960 hectares que inclui imóveis comerciais no centro de Londres e em outras cidades. Em março de 2026, o patrimônio líquido da propriedade foi avaliado em 687,3 milhões de libras (cerca de R$ 4,7 bilhões).

O monarca em exercício não pode usar nenhum recurso proveniente da venda de suas terras, mas recebe o excedente da receita — que, foi de 25,2 milhões de libras (R$ 172,9 milhões) em 2025/2026.

Os recursos recebidos são usados para manter suas residências particulares e para os rendimentos dos membros da família real que trabalham — e que, embora recebam uma residência oficial gratuita em troca do cumprimento de seus deveres, não têm permissão para obter rendimentos externos.

Atualmente, essa lista inclui a irmã de Charles, a princesa Anne, seu irmão mais novo, o príncipe Edward, e sua esposa, o duque e a duquesa de Gloucester, o duque de Kent e a princesa Alexandra.

O filho mais novo de Charles , o príncipe Harry, e seu irmão, Andrew Mountbatten-Windsor, embora ainda sejam membros da família real, não recebem dinheiro público, já que não exercem funções oficiais na realeza.

O rei também possui bens e investimentos pessoais não divulgados e recebe renda de suas propriedades, o Castelo de Balmoral na Escócia e Sandringham no leste da Inglaterra. O Palácio de Buckingham não divulgou mais detalhes sobre de quanto seria essa renda.

Já o Ducado da Cornualha, criado em 1337, está entre as rendas recebidas pelo herdeiro do trono — atualmente o Príncipe William e sua esposa Kate.

A propriedade abrange 51.861 hectares, distribuídos pela Inglaterra e País de Gales, com ativos líquidos de 1,2 bilhão de libras (R$ 8,2 bilhões) segundo dados divulgados no final de março. William recebe a receita líquida excedente — que, em 2025/2026, foi de 21,55 milhões de libras (R$ 147,9 milhões).

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União Europeia planeja taxar exportação de sucata de alumínio, diz jornal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 11:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,164-0,26%Dólar TurismoR$ 5,378-0,2%Euro ComercialR$ 5,8950,09%Euro TurismoR$ 6,1490,08%B3Ibovespa172.285 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-0,26%Dólar TurismoR$ 5,378-0,2%Euro ComercialR$ 5,8950,09%Euro TurismoR$ 6,1490,08%B3Ibovespa172.285 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-0,26%Dólar TurismoR$ 5,378-0,2%Euro ComercialR$ 5,8950,09%Euro TurismoR$ 6,1490,08%B3Ibovespa172.285 pts0,17%Oferecido por

Segundo o Financial Times, a União Europeia estuda impor uma taxa para a exportação de sucata de alumínio. A medida busca prevenir a saída desse metal valioso para os Estados Unidos e países da Ásia.

A reportagem do periódico britânico diz que, segundo duas pessoas familiarizadas com o assunto, o plano prevê a cobrança de uma taxa de 15% sobre a exportação do material.

Esta será a primeira vez que serão aplicadas cobranças sobre mercadorias que saem do bloco econômico. A previsão é que as taxas entrem em vigor no dia 9 de setembro. A proposta precisa ser aprovada por uma maioria dos estados-membros da União Europeia.

Segundo a reportagem, a associação European Aluminium, que representa os produtores, informou que as exportações de sucata de alumínio da União Europeia atingiram o recorde de 1,27 milhão de toneladas em 2025, o que representa uma alta de cerca de 50% desde 2019. A maior parte do volume foi destinada para a Índia e para a China.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Desemprego fica em 5,6% no trimestre até maio, menor taxa para o período, diz IBGE

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%Oferecido por

A taxa de desocupação ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada nesta sexta-feira (26) pelo IBGE.

O índice representa uma estabilidade frente ao trimestre encerrado em fevereiro deste ano, quando estava em 5,8%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, houve queda de 0,6 ponto percentual, quando estava em 6,2%.

No trimestre encerrado em maio, o Brasil tinha 6,1 milhões de pessoas desempregadas. O número representa uma estabilidade em relação ao trimestre abterior, encerrado em fevereiro (6,2 milhões).

Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 9,3%, o equivalente a 624 mil pessoas a menos em busca de trabalho.

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STF suspende multas da NR-1 sobre saúde mental no trabalho por 90 dias

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 09:44

Trabalho e Carreira STF suspende multas da NR-1 sobre saúde mental no trabalho por 90 dias Decisão do ministro André Mendonça abre tentativa de conciliação para esclarecer como empresas devem cumprir as regras; obrigação de prevenir riscos psicossociais continua valendo. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

O ministro André Mendonça, do STF, suspendeu por 90 dias a aplicação de multas e outras sanções da NR-1 relacionadas aos riscos psicossociais no trabalho e determinou a abertura de uma conciliação entre governo, empregadores e trabalhadores.

A decisão não suspende a norma. As empresas continuam obrigadas a identificar, avaliar e prevenir riscos à saúde mental no ambiente de trabalho; o que fica suspensa é apenas a aplicação de punições.

A medida atende a uma ação da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), que alega falta de critérios claros na norma para orientar empresas e fiscalizadores.

Durante os próximos 90 dias, o STF pretende buscar um acordo para tornar as regras mais objetivas. Depois desse prazo, o processo voltará ao ministro André Mendonça para nova análise.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por 90 dias a aplicação de multas e outras punições previstas na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) relacionadas aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

A decisão é provisória, vale para empresas de todo o país e foi tomada para permitir uma tentativa de conciliação entre representantes do governo, empregadores e demais envolvidos sobre como a norma deve ser aplicada.

Na prática, as empresas continuam obrigadas a identificar, avaliar e prevenir riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como excesso de carga de trabalho, pressão constante, assédio e falhas na organização do trabalho.

O que fica suspenso, por enquanto, é a aplicação de multas e outras sanções relacionadas aos dispositivos da NR-1 que tratam dos riscos psicossociais. Com isso, os auditores-fiscais do trabalho não poderão aplicar punições pelo descumprimento dessas regras durante os próximos 90 dias.

A decisão atende a uma ação apresentada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen).

A entidade argumenta que a NR-1 não define de forma clara quais critérios devem ser seguidos pelas empresas para identificar, avaliar e gerenciar os chamados riscos psicossociais. Segundo a confederação, essa falta de objetividade pode gerar insegurança jurídica e levar à aplicação de multas sem regras claras.

A decisão também amplia os efeitos de uma liminar concedida no fim de maio à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que suspendia as punições apenas para as cerca de 130 mil empresas paulistas representadas pela entidade.

As mudanças na NR-1 entraram em vigor em 26 de maio deste ano. Na ocasião, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que, nos primeiros 90 dias de vigência da norma, a fiscalização teria caráter prioritariamente orientativo.

Agora, a liminar de Mendonça suspende, por mais 90 dias, a aplicação de multas e outras sanções relacionadas aos riscos psicossociais previstos na NR-1 (veja abaixo o que muda). A decisão do STF ocorre em meio a uma série de questionamentos judiciais sobre a atualização da norma.

Na segunda-feira (22), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) ajuizou uma ação no STF pedindo que a regulamentação estabeleça critérios objetivos e garanta segurança jurídica para empresas e trabalhadores.

Ao conceder a liminar, Mendonça afirmou que a inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 é importante para proteger a saúde dos trabalhadores e acompanha uma preocupação crescente, no Brasil e no exterior, com os impactos do trabalho sobre a saúde mental.

No entanto, em uma análise preliminar, o ministro entendeu que ainda há dúvidas sobre quais condutas são exigidas das empresas e em quais situações elas podem ser punidas.

Por isso, determinou a abertura de uma conciliação no Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) do STF.

A expectativa é que, nesse período, governo, empregadores e demais participantes discutam formas de tornar as regras mais objetivas, sem reduzir a proteção à saúde mental dos trabalhadores. Ao fim da conciliação, o processo voltará ao relator para nova análise.

O g1 Advocacia-Geral da União (AGU), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), mas não havia recebido resposta até a última atualização desta reportagem.

André Mendonça concluiu voto sobre responsabilidade das redes sociais nesta quarta (5) — Foto: Gustavo Moreno/STF

As empresas continuam obrigadas a cumprir as diretrizes da NR-1 sobre prevenção de riscos psicossociais.Ficam suspensas, por 90 dias, multas, autuações e outras sanções baseadas nos dispositivos questionados da norma.Também ficam suspensas, durante esse período, punições que já tenham sido aplicadas com fundamento nesses dispositivos.A decisão é liminar e ainda será analisada pelo plenário do STF entre os dias 7 e 18 de agosto.

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrou em vigor em maio deste ano, foi anunciada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em agosto de 2024 para incluir os riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas e permitir sua fiscalização.

Inicialmente, as novas regras passariam a valer em maio de 2025. Após pressão de entidades empresariais e sindicatos patronais, o governo adiou a entrada em vigor por um ano.

Mesmo depois do adiamento, representantes do setor produtivo defenderam um novo prazo para adaptação, alegando falta de clareza técnica sobre a aplicação da norma.

O Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho, por outro lado, afirmaram que houve tempo suficiente para debate e preparação das empresas. Em abril, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que não pretendia conceder um novo adiamento.

“Já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento”, disse. Segundo o ministro, uma nova mudança só ocorreria com acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores — o que não existe hoje.

Para orientar empresas e trabalhadores, o MTE publicou um Manual de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, um Guia sobre Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho e um documento de perguntas e respostas sobre a atualização da norma.

Em nota enviada ao g1 na época, o ministério esclareceu que nunca publicou uma norma suspendendo a aplicação de multas relacionadas à NR-1.

Segundo a pasta, o que passou a valer com a entrada em vigor da atualização foi o critério da dupla visita, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pelo qual a fiscalização prioriza ações de orientação, instrução e notificação das empresas antes da aplicação de penalidades, sem impedir medidas administrativas quando cabíveis.

Na prática, durante esse período, os auditores podem verificar documentos, procedimentos internos e medidas adotadas pelas empresas, além de orientar sobre eventuais adequações necessárias. Segundo o MTE, a fiscalização tem caráter prioritariamente pedagógico e preventivo.

O ministério reforça que a NR-1 continua obrigatória e que, após esse período inicial, empresas que permanecerem em situação de descumprimento poderão ser autuadas conforme os critérios previstos na legislação trabalhista.

A atualização da norma ocorre em meio ao agravamento dos problemas de saúde mental relacionados ao trabalho. Especialistas ouvidos pelo g1 consideram a medida urgente.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde ligados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, assédio e insegurança no emprego.

No Brasil, o cenário também preocupa. No ano passado, o g1 revelou com exclusividade, com base em dados do Ministério da Previdência Social, que o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por transtornos mentais em 10 anos, registrado em 2024.

Em 2025, o cenário não só se repetiu como se agravou: mais de meio milhão de afastamentos foram concedidos por transtornos mentais, estabelecendo um novo recorde.

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