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Comissão Europeia discute incidentes com OpenAI e Anthropic antes da nova Lei de IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/07/2026 10:51

Tecnologia Comissão Europeia discute incidentes com OpenAI e Anthropic antes da nova Lei de IA Empresas comunicaram à União Europeia os incidentes envolvendo seus modelos de inteligência artificial antes de eles se tornarem públicos; bloco avalia se haverá medidas formais às vésperas da entrada em vigor da Lei de IA. Por Reuters — Bruxelas

A Comissão Europeia informou nesta sexta-feira (31) que está em contato com a OpenAI e a Anthropic após os recentes episódios em que modelos de inteligência artificial das empresas realizaram ataques cibernéticos durante testes.

Segundo autoridades da União Europeia, as duas companhias comunicaram os incidentes antes que eles se tornassem públicos. A Comissão afirmou que acompanha o caso e avalia se será necessário adotar medidas formais.

Os episódios ocorrem poucos dias antes da entrada em vigor da Lei de IA da União Europeia, prevista para 2 de agosto. A legislação é considerada a primeira do mundo a estabelecer regras abrangentes para o desenvolvimento e o uso da inteligência artificial.

Segundo um funcionário da Comissão Europeia, OpenAI e Anthropic informaram os incidentes diretamente às autoridades europeias.

"Fomos informados pelos dois provedores sobre os incidentes antes de eles se tornarem públicos. Estamos em contato com eles e receberemos mais informações. Também avaliaremos se será necessário dar um encaminhamento mais formal a essas questões", afirmou.

Outro representante da Comissão disse que os episódios reforçam a importância das novas regras para inteligência artificial.

"Esses incidentes destacam a importância de implementar as atividades de monitoramento exigidas dos desenvolvedores."

Na quinta-feira (30), a Anthropic informou que alguns modelos da família Claude invadiram os sistemas de três empresas durante testes de cibersegurança.

Segundo a empresa, um erro de configuração permitiu que os modelos tivessem acesso à internet. As invasões começaram em abril e foram identificadas durante uma revisão de mais de 141 mil sessões de teste. A Anthropic afirmou que notificou as empresas afetadas após descobrir os incidentes.

ucos dias depois de a OpenAI informar que dois de seus modelos de inteligência artificial encontraram uma forma de invadir um sistema e realizar um ataque considerado "sem precedentes" durante testes de segurança.

Os dois casos reacenderam o debate sobre os riscos de agentes de IA capazes de executar tarefas de forma autônoma.

A Lei de IA da União Europeia entra em vigor em 2 de agosto e estabelece obrigações para desenvolvedores de modelos de inteligência artificial considerados de uso geral e com risco sistêmico.

Entre as exigências estão medidas para monitorar e reduzir riscos relacionados a ataques cibernéticos, manipulação maliciosa, ameaças a direitos fundamentais e situações em que sistemas de IA possam agir fora do controle humano.

As regras também preveem transparência em determinadas aplicações, como informar usuários quando estiverem interagindo com inteligência artificial ou quando um conteúdo tiver sido gerado ou alterado por IA.

As multas por descumprimento podem variar de 7,5 milhões de euros (cerca de R$ 48 milhões) ou 1,5% do faturamento global da empresa até 35 milhões de euros (cerca de R$ 224 milhões) ou 7% da receita mundial, dependendo da gravidade da infração.

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Aplicativo do Tesouro Direto será desativado a partir de 17 de agosto

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/07/2026 08:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%Oferecido por

O aplicativo do Tesouro Direto será desativado a partir de 17 de agosto, informou o programa na quinta-feira (30). A partir dessa data, usuários poderão acessar investimentos apenas pelo Portal do Investidor ou pelo aplicativo da instituição financeira onde mantêm conta.

Segundo o Tesouro Direto, a mudança faz parte da "construção de uma nova experiência" para os investidores, que será apresentada futuramente. Ainda não há previsão para o lançamento da nova plataforma.

Com o fim do aplicativo, os investidores poderão continuar acompanhando a carteira, consultar títulos, verificar a rentabilidade, realizar aplicações e resgates, acessar o histórico de operações e gerenciar os investimentos por meio do Portal do Investidor.

O Tesouro Direto ressaltou que a desativação do aplicativo não altera os investimentos já realizados. Os títulos, valores aplicados, rentabilidade e demais informações permanecerão preservados, sem necessidade de qualquer ação por parte dos participantes do programa.

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Milei promove reforma do Banco Central e ‘shutdown’ em caso de déficit na Argentina

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/07/2026 07:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%Oferecido por

Presidente argentino Javier Milei em cerimônia que comemorou o 172º aniversário da Bolsa de Valores de Buenos Aires. — Foto: Mariana Nedelcu / Reuters

O presidente argentino, Javier Milei, apresentou nesta quinta-feira um pacote de reformas que inclui uma reorganização do Banco Central (BCRA) para aumentar a disciplina monetária e uma iniciativa para suspender atividades não essenciais do Estado em caso de déficit prolongado.

Em pronunciamento na TV, Milei detalhou seu plano para o BCRA, que busca proibir o financiamento monetário do Estado e das províncias. O projeto de lei estabelece que "a missão fundamental do Banco Central volta a ser a de preservar o valor da moeda", ressaltou o presidente.

A mudança também busca dificultar os mecanismos de remoção das autoridades do órgão, para "blindar o presidente do BCRA e a diretoria dos abusos da política", disse Milei, que criticou os governos anteriores e afirmou que "o Banco Central tem sido uma ferramenta que permitiu o roubo da alta política".

O presidente também anunciou um projeto para implementar um "shutdown", ou fechamento do governo, em caso de déficit fiscal prolongado, durante o qual "as atividades não essenciais do Estado serão paralisadas, os novos gastos serão congelados e nenhum contrato será concedido". Durante esse período, nem os legisladores nem o alto escalão do Executivo "receberão um único peso de salário".

O anúncio gerou uma resposta imediata do principal sindicato de trabalhadores do Estado (ATE), cujo líder, Rodolfo Aguiar, destacou que o fechamento "já começou" na prática, devido às políticas do governo. "Muitos serviços essenciais já não estão sendo garantidos por causa do ajuste, de cortes, do esvaziamento e de demissões em massa", publicou no X.

O presidente apresentou ainda um projeto de "liberalização profunda" do mercado de capitais e uma "reforma estrutural do mercado de seguros". Todas as iniciativas terão que ser aprovadas pelo Congresso antes de entrar em vigor, mas Milei não informou quando elas serão submetidas ao Legislativo.

O Ministro da Economia, Luis Caputo, disse que o presidente explicou os detalhes da reforma à diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, e que a funcionária saiu dessa reunião "muito satisfeita". O Fundo já havia manifestado seu apoio ao projeto de reforma, que considera fundamental para facilitar o retorno da Argentina aos mercados financeiros e o acesso ao crédito.

Para o economista Daniel Marx, diretor da consultoria Quantum, o anúncio da reforma "busca reduzir o risco associado às eleições presidenciais de 2027, que muitas vezes se manifesta na Argentina em movimentos financeiros fortes".

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ES vai ganhar polo logístico do agronegócio com aeroporto e galpões para café, pimenta e fertilizantes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/07/2026 04:51

Espírito Santo Agronegócios ES vai ganhar polo logístico do agronegócio com aeroporto e galpões para café, pimenta e fertilizantes Complexo em Pinheros, no Norte do Espírito Santo, deverá abrigar empresas de fertilizantes e do comércio de café, pimenta e outras culturas do agronegócio da região. Por g1 ES

Produtores e empresários investem na construção de um complexo logístico do agronegócio em Pinheiros, no Espírito Santo. O local terá 350 mil metros quadrados.

O empreendimento abrigará empresas de fertilizantes e do comércio de café. O idealizador, Thiago Orletti, planeja diversificar as atividades no Orletti Park Log.

A pista do aeroporto terá 1.100 metros, capacidade para voos noturnos e hangar. A estrutura visa facilitar a chegada de clientes e produtores de fora.

O asfalto da pista começará em agosto e dependerá de autorização da Anac. As obras dos primeiros armazéns iniciam a operação nas próximas semanas.

Obras da pista de pouso e dos galpões no Orletti Park Log, em Pinheiros, Norte do Espírito Santo — Foto: Divulgação/Orletti Park Log

Produtores e empresários estão investindo na construção de um complexo logísitico do agronegócio localizado na cidade de Pinheiros, no Norte do Espírito Santo. A área terá 350 mil metros quadrados, com galpões e até um aeroporto.

O complexo deverá abrigar empresas de diferentes áreas, como fertilizantes e do comércio de café e outras culturas do agronegócio da região. "O agronegócio de toda a região vem crescendo muito forte. Estamos falando de café conilon, pimenta e outras culturas", disse Thiago Orletti, idealizador do Orletti Park Log.

O empresário também enxerga outras possibilidades para o complexo, para diversificar as atividades no local. Os valores que serão investidos no negócio não foram divulgados.

"Já começaremos com uma empresa de comércio de café e com uma outra que fará distribuição, mistura e fabricação de fertilizantes e três estruturas diferentes. Vejo possibilidades para packing house (casa de embalagem e beneficiamento) de frutas, outros tipos de serviços, agroindústria e comércio. O aeroporto vai dar muito dinamismo para isso aqui".

A pista do aeroporto, que é o grande chamariz do projeto, terá 1.100 metros e poderá receber voos noturnos. No local, haverá ainda um hangar para guardar aeronaves e receber passageiros.

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"Começamos a perceber a necessidade de áreas maiores e mais modernas para que os empresários pudessem tocar os seus negócios e, além disso, a necessidade cada vez maior de pistas adequadas para aeronaves. Os produtores estão usando cada vez mais para trabalhar, afinal, os negócios estão crescendo, e precisamos receber os clientes, muitos vêm de fora do Brasil. Muita gente não vem a Pinheiros por falta de pistas adequadas para pousar. Isso vai acabar quando a nossa pista estiver pronta", explicou Thiago Orletti, idealizador do Orletti Park Log.

A estapa de asfalto da pista começa em agosto e, na sequência, os empreendedores darão entrada na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para que a operação seja autorizada.

"Queremos começar a usar o quanto antes, mas dependemos da autorização do órgão regulador. Sobre os armazéns, as obras dos primeiros já estão sendo concluídas e, nas próximas semanas, começaremos a operar", explicou Orletti.

Em 2025, o Espírito Santo exportou US$ 186,2 milhões para o Oriente Médio, com destaque para o café e a pimenta-do-reino — Foto: TV Gazeta

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Não era onça: gato-mourisco cruza fazenda e surpreende moradora no interior do RJ

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/07/2026 03:51

GLOBO RURAL Não era onça: gato-mourisco cruza fazenda e surpreende moradora no interior do RJ Também conhecido como jaguarundi, felino é menor que uma onça e, quando adulto, pode pesar até cerca de 7 quilos. Por Globo Rural — São Paulo

Uma visita inesperada chamou a atenção da produtora rural Mônica Bezerra, em Três Rios, no interior do Rio de Janeiro. Ela registrou em vídeo um felino cruzando o pasto da fazenda e, após o animal desaparecer rapidamente, ficou a dúvida: seria uma onça?

Segundo o veterinário Enrico Ortolani, consultor do Globo Rural, o animal visto nas imagens é um gato-mourisco, também conhecido como jaguarundi, um felino silvestre encontrado em grande parte do território brasileiro.

O gato-mourisco é menor que uma onça. Quando adulto, pode pesar até cerca de 7 quilos e apresenta pelagem que varia do cinza-escuro ao avermelhado.

A espécie se alimenta principalmente de pequenos mamíferos, aves, répteis e roedores e tem um hábito diferente da maioria dos felinos: costuma ser mais ativa durante o dia.

Apesar de ser relativamente distribuído pelo país, o gato-mourisco é uma espécie ameaçada de extinção, o que torna registros como o feito por Mônica ainda mais importantes para o monitoramento da fauna brasileira.

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‘Cachorro Crente’: conheça o hot-dog para evangélicos que chega a R$ 150 mil em faturamento

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 31/07/2026 02:53

Pequenas Empresas & Grandes Negócios 'Cachorro Crente': conheça o hot-dog para evangélicos que chega a R$ 150 mil em faturamento Empreendedor transformou uma carrocinha de cachorro-quente em uma marca de fast food voltada ao público cristão. O negócio começou com investimento de R$ 85 mil e aposta em cardápio criativo. Por PEGN

A ideia surgiu depois dos cultos em uma igreja: criar um espaço onde os fiéis pudessem se reunir para comer. O negócio começou com uma carrocinha de cachorro-quente, fruto de um investimento de R$ 85 mil, e rapidamente conquistou espaço em eventos religiosos.

O sucesso da operação atraiu um investidor e permitiu a abertura da primeira loja física, com investimento de R$ 700 mil. No primeiro mês de funcionamento, o negócio faturou R$ 154 mil.

A estratégia foi instalar a loja ao lado de uma grande igreja e oferecer uma experiência voltada ao público cristão, com música cristã, sem venda de bebidas alcoólicas e horários compatíveis com os cultos.

Aberto a clientes de qualquer religião, o estabelecimento também aposta em um cardápio diferenciado, com opções como cachorro-quente de costela, na massa de pizza e até uma versão doce.

Na esquina de uma grande igreja na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, um cachorro-quente chama atenção não apenas pelos ingredientes, mas pelo conceito que sustenta o negócio.

Conhecido como "Cachorro Crente", o empreendimento nasceu de uma observação simples feita pelo empreendedor Leandro Lima: a falta de um espaço para que os frequentadores de cultos pudessem se reunir e fazer um lanche após os encontros religiosos.

"A ideia surgiu pensando em um ambiente onde as pessoas pudessem sair do culto e continuar convivendo com os irmãos da igreja", conta Leandro.

Mas a história do negócio começou longe da alimentação. Desde os 18 anos, o empresário atuava no setor de entretenimento e produção de eventos, acumulando experiência em gestão, público e construção de marcas.

Foi justamente essa vivência que o ajudou a enxergar potencial comercial em um nome que, inicialmente, parecia apenas uma brincadeira. Quando identificou a força da expressão "Cachorro Crente", Leandro decidiu estudar o mercado.

'Cachorro crente': ideia de vender hot-dog após cultos vira loja que faturou R$ 154 mil no primeiro mês — Foto: Reprodução/PEGN

Encontrou um público numeroso, fiel e pouco explorado por marcas de alimentação. A partir daí, o projeto começou a ganhar forma. O primeiro passo veio com uma carrocinha de cachorro-quente, construída com o apoio de um amigo da área da construção civil.

O investimento inicial foi de aproximadamente R$ 85 mil. A operação começou pequena, mas rapidamente passou a receber convites para participar de eventos e programações em igrejas. A receptividade foi imediata.

O modelo encontrou aceitação junto ao público evangélico e passou a gerar resultados consistentes. O faturamento inicial girava em torno de R$ 12 mil, validando a proposta de valor da marca.

Com o crescimento da demanda, o empreendedor recebeu uma proposta de investimento, negociou parte da operação e iniciou um novo ciclo. O próximo passo foi abrir uma loja física. Para isso, foram investidos cerca de R$ 700 mil.

A escolha da localização não aconteceu por acaso. A estratégia foi instalar o negócio próximo a uma grande igreja, aproveitando o fluxo natural de frequentadores.

"O fato de estarmos na esquina de uma grande igreja reduz muito o esforço de venda", explica o empreendedor. No primeiro mês de funcionamento da loja, o faturamento chegou a R$ 154 mil.

Além da localização, o empreendimento foi desenhado para dialogar diretamente com seu público-alvo. A casa não vende bebidas alcoólicas, mantém música cristã no ambiente e ajusta seus horários de funcionamento para acompanhar a programação religiosa da região.

Ainda assim, Leandro faz questão de destacar que o espaço está aberto para todos os públicos. "Aqui não pode existir preconceito. Somos uma marca que vende lanche e queremos receber todo mundo", afirma.

A diversidade também aparece no cardápio. A curiosidade do empreendedor o levou a pesquisar receitas de cachorro-quente de diferentes regiões do Brasil e de outros países.

O resultado é uma seleção de opções pouco convencionais, incluindo versões de costela, combinações especiais criadas pela equipe da casa, cachorro-quente doce feito com pão de rabanada e até uma versão preparada em massa de pizza.

'Cachorro crente': ideia de vender hot-dog após cultos vira loja que faturou R$ 154 mil no primeiro mês — Foto: Reprodução/PEGN

O cuidado com a experiência vai além do sabor. Influenciado pelo passado no entretenimento, Leandro aposta fortemente na apresentação dos produtos. "Hoje tudo vira foto e vídeo. Então o produto precisa chegar à mesa bem apresentado", diz.

Os clientes aprovam a proposta. Muitos destacam a possibilidade de prolongar o convívio após o culto em um ambiente familiar, acolhedor e alinhado aos seus hábitos.

Para o empreendedor, a construção da marca deixou aprendizados que ultrapassam o universo da alimentação. O principal deles é a paciência.

"Nem tudo acontece no nosso tempo. Se não tiver paciência, uma grande ideia morre antes mesmo de sair do papel", resume.

Olhando para o futuro, Leandro acredita que a combinação entre propósito, pesquisa de mercado e dedicação pode levar o Cachorro Crente a se tornar uma referência nacional no segmento de fast food.

"A gente não pode ficar de braços cruzados. É preciso fazer a nossa parte, estudar e ser curioso. A curiosidade é o que traz as grandes ideias", conclui.

📍 Endereço: Rua Quito 315 – Penha Rio de Janeiro/RJ – CEP: 21020-330📞Telefone: (21) 96562-4557📧E-mail: cachorrocrenteltda@gmail.com📸Instagram: https://www.instagram.com/cachorrocrente📘Facebook: https://www.facebook.com/share/1C6sUNFW6F/?mibextid=wwXIfr

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Gasolina com 32% de etanol chega aos postos amanhã; veja como proteger seu carro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/07/2026 00:52

Carros Gasolina com 32% de etanol chega aos postos amanhã; veja como proteger seu carro Governo decidiu aumentar o percentual de etanol na gasolina. Especialistas afirmam que veículos antigos ou sem calibração específica podem sofrer avarias. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

O Conselho Nacional de Política Energética decidiu aumentar a mistura de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%.

Especialistas avaliam que a medida pode aumentar o risco de desgaste em motores de veículos mais antigos ou sem calibração específica para essa nova mistura.

O g1 listou algumas dicas para que o motorista proteja o motor de seu carro, que não é flex, dos efeitos do etanol.

O consumo tende a aumentar em modelos flex e movidos apenas a gasolina, além de haver risco de ressecamento de mangueiras e oxidação de componentes metálicos.

A Unica afirma que os ensaios realizados não identificaram impactos negativos no desempenho de veículos e que o setor possui capacidade para atender à demanda.

A partir deste sábado, 1º de agosto, a gasolina no Brasil deve ser comercializada com 32% de etanol. Antes, esse percentual era de 30%.

A mudança foi anunciada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 14 de julho e terá validade de 180 dias, mas pode ser prorrogada uma vez por igual período.

Segundo o conselho, a medida considera a volatilidade no mercado de petróleo e combustíveis, e ocorre em um momento em que o país enfrenta custos mais altos dos combustíveis fósseis, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que veículos antigos ou sem calibração específica podem apresentar aumento no consumo, corrosão e desgaste de componentes.

O Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública no fim de julho, pedindo a suspensão do aumento da mistura de etanol. O argumento do MPF é que os testes não foram realizados de forma conclusiva e que os impactos ambientais não foram devidamente considerados.

O g1 listou algumas dicas para que o motorista proteja dos efeitos do etanol o motor de carros que não são flex.

Carros que não são flex podem sofrer com aumento da mistura de etanol na gasolina — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A proposta de aumentar a proporção de etanol na gasolina vinha sendo discutida por integrantes do governo nos últimos meses. Especialistas, no entanto, avaliam que a mudança pode aumentar o risco de desgaste em motores mais antigos ou sem calibração específica para essa mistura.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) já havia defendido a realização de mais estudos antes da implementação da medida. (veja mais abaixo)

Segundo engenheiros, um dos principais desafios é a compatibilidade dos materiais, especialmente em veículos importados ou mais antigos, projetados para rodar apenas com gasolina e desenvolvidos para concentrações menores de etanol.

"No percurso dos testes, foram analisados aspectos como desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo de combustível e emissões, tanto em ambiente laboratorial quanto em condições reais de uso. De acordo com os resultados, a utilização do E32 apresentou comportamento equivalente ao observado com misturas de menor teor de etanol, sem impactos relevantes no funcionamento dos veículos, inclusive aqueles equipados com motores não flex", complementou nota do colegiado, formado por ministros e sociedade civil.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) também afirma que o setor tem capacidade para atender à demanda adicional e que a medida pode reduzir a importação de gasolina e ampliar o uso de combustível renovável produzido no Brasil. (veja mais abaixo)

O etanol misturado à gasolina é do tipo anidro, ou seja, passa por um processo de desidratação na usina. Mesmo assim, ele tem capacidade de absorver água do ambiente e pode levá-la para o interior do motor.

A presença de água pode afetar componentes metálicos do motor que não foram projetados para essa condição. Além disso, a combinação de etanol e água aumenta a condutividade elétrica, favorecendo a corrosão eletroquímica.

Todos os componentes que entram em contato direto com o combustível precisam estar preparados para a nova concentração de etanol.

tanque;boia;bomba de combustível;linhas de combustível metálicas ou plásticas;bico injetor;câmara de combustão;pistões;vedações.

Alguns desses componentes podem suportar a nova mistura, mas, segundo especialistas, a mudança exige testes detalhados para confirmar essa resistência.

"As principais avarias que podem ocorrer são corrosão ou desgaste nos componentes do sistema de injeção. Isso pode provocar falhas de funcionamento, aumento das emissões e do consumo e até danos mais graves, principalmente na bomba de combustível e nos injetores", explica Rogério Gonçalves, engenheiro e diretor de combustíveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).

Maior concentração de etanol na gasolina pode aumentar desgastes de componentes do motor — Foto: Arte / g1

Segundo Gonçalves, como os automóveis mais antigos não foram projetados para esse percentual mais elevado de etanol, eles tendem a sofrer mais com a mudança, embora a reação varie de acordo com o motor.

O especialista afirma que o consumo tende a aumentar tanto nos modelos flex quanto nos veículos movidos exclusivamente a gasolina, devido ao menor poder calorífico do etanol em relação à gasolina.

🔎 O poder calorífico é a quantidade de energia que um combustível consegue fornecer na forma de calor. Um quilograma de etanol hidratado, vendido nos postos, fornece cerca de 6.300 quilocalorias (kcal). Já um quilograma de gasolina A, combustível puro produzido na refinaria, fornece cerca de 10.400 kcal.

Estimar com precisão o impacto no consumo é difícil porque diversos fatores influenciam o rendimento do veículo no dia a dia.

Embora seja possível estimar essa diferença com base na energia fornecida por cada combustível, a variação pode ser imperceptível para o motorista no uso cotidiano.

Gonçalves explica que os testes oficiais de consumo são realizados em laboratório, em ambiente controlado, com o veículo instalado em um dinamômetro, sob temperatura monitorada e seguindo um ciclo padronizado.

Segundo Marcos Passos, gerente de engenharia da PHINIA, alguns cuidados ajudam a preservar o sistema de combustível de veículos antigos ou importados, desenvolvidos para rodar apenas com gasolina ou com uma concentração menor de etanol.

Existem aditivos que podem ajudar em situações específicas, mas eles não tornam compatível com altos teores de etanol um veículo que não foi projetado para esse tipo de combustível, explica Passos.

Se houver incompatibilidade em mangueiras, juntas, vedadores, componentes de alumínio, tanque ou sistema de alimentação, o aditivo não elimina esse risco.

Entre os produtos que podem fazer diferença estão os estabilizadores de combustível, indicados principalmente para veículos que ficam muito tempo parados.

Aditivos para proteger motores a gasolina podem amenizar efeitos do aumento da mistura de etanol — Foto: Divulgação

Há também os inibidores de corrosão, presentes em alguns aditivos premium, que criam uma película de proteção sobre superfícies metálicas.

Por fim, há os aditivos limpadores do sistema de combustível, que removem depósitos acumulados em válvulas, bicos injetores e na câmara de combustão.

A substituição das velas de ignição não resolve diretamente os efeitos do aumento da concentração de etanol na gasolina.

“Porém, velas mais resistentes podem, em alguns casos, melhorar a confiabilidade da ignição, especialmente em motores mais antigos, importados ou que já apresentam dificuldade de partida”, diz o especialista.

O principal desafio está na compatibilidade dos materiais do sistema de combustível e na maior absorção de umidade provocada pelo etanol.

Troca das velas de ignição pode acontecer antes do previsto — Foto: Divulgação / Flacht Motorsport & Classic Center

As velas convencionais de níquel ou cobre são as mais comuns. Já as de platina têm eletrodos mais resistentes ao desgaste, enquanto as de irídio estão entre as melhores opções para muitos veículos modernos.

Quando houver modelos homologados para o motor, as velas de platina ou de irídio podem ser uma boa opção, por oferecerem maior durabilidade e uma ignição mais estável.

Essas velas normalmente custam mais do que as convencionais, segundo Vinicius Giungi, proprietário da Ben Imports, loja especializada na importação de peças automotivas.

"Mas também oferecem maior durabilidade quando aplicadas corretamente. A troca somente deve ser realizada por um modelo homologado para aquele motor, respeitando o grau térmico, o comprimento e o diâmetro da rosca, a folga dos eletrodos e o torque de instalação", explica Giungi.

Não é recomendado instalar uma vela mais fria ou mais quente apenas por causa do aumento do etanol.

"Uma vela muito fria pode acumular resíduos e provocar falhas, enquanto uma vela muito quente pode favorecer superaquecimento e pré-ignição. Uma folga incorreta também pode sobrecarregar as bobinas e aumentar as falhas de combustão", diz Giungi.

Instalar um filtro com elemento excessivamente restritivo ou acrescentar um segundo filtro sem um estudo técnico pode reduzir a vazão, causar perda de pressão e sobrecarregar a bomba de combustível.

Portanto, não basta que o filtro retenha partículas menores. Segundo o empresário, ele precisa manter todas as características exigidas pelo sistema.

Na maioria dos carros modernos, a mudança da gasolina com 27% de etanol para a mistura com 32% não exige mudanças na rotina de partida.

Os sistemas de injeção eletrônica normalmente conseguem compensar automaticamente essa pequena diferença na composição do combustível.

“Ligar o motor e aguardar entre 10 e 30 segundos antes de sair; evitar acelerar logo após a partida; dirigir suavemente nos primeiros minutos e usar o carro regularmente”, aconselha Passos.

Existem filtros de combustível específicos para etanol ou compatíveis com veículos flex. Esses componentes utilizam elementos filtrantes, vedações e carcaças adequados a esse combustível.

Nos veículos flex, a mudança da gasolina com 27% para 32% de etanol não causa impactos, já que eles foram projetados para trabalhar com combustíveis de alta concentração desse biocombustível.

Já alguns veículos não flex têm margem para suportar essa variação, mas exigem atenção. Se o filtro foi desenvolvido para gasolina com 27% de etanol, o aumento da concentração pode afetar vedações, adesivos, resinas e componentes metálicos, devido ao maior potencial de corrosão e à absorção de água.

Nesses casos, pode ser necessária a substituição por filtros mais modernos, preparados para concentrações mais elevadas de etanol.

Passos explica que esses filtros oferecem maior resistência química, melhor retenção de partículas finas e maior capacidade de filtração. Isso também ajuda a reter resíduos que podem se desprender do tanque e das tubulações com a maior concentração de etanol, evitando que cheguem aos injetores de combustível.

"Instalar um filtro com elemento excessivamente restritivo ou acrescentar um segundo filtro sem estudo técnico pode diminuir a vazão, causar perda de pressão e sobrecarregar a bomba de combustível", diz Giungi.

Portanto, não basta que o filtro retenha partículas menores. Ele precisa manter todas as características exigidas pelo sistema, afirma o empresário.

Segundo Marcos Passos, os primeiros sinais costumam surgir antes de qualquer dano mais sério ao motor.

Na maioria dos casos, os problemas estão relacionados ao sistema de combustível, ao sistema de ignição ou à calibração do veículo.

Dificuldade de partida, principalmente com o motor frio;Marcha lenta instável;Aumento perceptível do consumo de combustível.

Também podem surgir perda de desempenho, acelerações mais lentas, dificuldade nas retomadas, luz da injeção eletrônica acesa, cheiro de combustível, vazamentos, engasgos durante as acelerações e falhas sob carga.

Em carros antigos, também é importante observar, durante as revisões, sinais de corrosão em conexões metálicas, mangueiras endurecidas ou rachadas e resíduos no filtro de combustível.

Se o veículo passar a apresentar dificuldade de partida, marcha lenta irregular ou aumento perceptível do consumo após algumas semanas ou meses de uso da gasolina com 32% de etanol, a orientação é procurar assistência técnica especializada ou um mecânico de confiança para avaliar o sistema.

Manutenção de alguns carros pode ficar mais cara com aumento de etanol na gasolina — Foto: Divulgação

No mercado de manutenção, profissionais afirmam que os componentes mais suscetíveis à nova mistura são borrachas e mangueiras, que podem ressecar e apresentar vazamentos.

"Além disso, a bomba de combustível e os bicos injetores podem oxidar ou travar, porque o álcool facilita a corrosão dessas partes metálicas e plásticas", explica Fábio Rhoden, sócio-proprietário da oficina Flacht Motorsport & Classic Center.

O motorista pode perceber que o veículo está sentindo os efeitos da nova mistura logo nas primeiras horas do dia, diz Rhoden, quando o motor passa a demorar mais tempo para dar a partida de manhã.

O risco é maior nos veículos fabricados há 20 ou 30 anos, equipados com carburador ou sistemas de injeção eletrônica mais simples, que não conseguem ajustar automaticamente a mistura para essa proporção maior de etanol. Essa função é realizada pela ECU, o "cérebro" do motor.

A ECU (Unidade de Controle Eletrônico) é o computador que gerencia o funcionamento do motor em tempo real. Ela recebe informações de sensores que monitoram parâmetros como rotação, temperatura, quantidade de ar admitido, posição do acelerador e composição dos gases de escape.

Unidade de Controle Eletrônico (ECU) do motor a combustão é o cérebro do carro — Foto: Divulgação / Bosch

Com esses dados, a ECU compara o funcionamento do motor com os parâmetros de calibração desenvolvidos pela montadora e calcula, centenas de vezes por segundo, a quantidade ideal de combustível a ser injetada, o momento exato da ignição e o funcionamento de sistemas como o comando variável de válvulas e o turbocompressor.

Em seguida, envia comandos aos atuadores, como bicos injetores, bobinas e corpo de borboleta, ajustando continuamente o funcionamento do motor para equilibrar desempenho, consumo, emissões e durabilidade.

Nos veículos que não conseguem se ajustar à nova mistura, o motor trabalha em temperaturas mais elevadas e pode apresentar falhas frequentes. Já os modelos importados modernos sem tecnologia flex chegam ao limite de compensação da ECU e registram aumento expressivo no consumo.

"Os carros antigos (carburados ou com injeções simples) não conseguem se ajustar sozinhos para queimar tanto etanol", avisa Rhoden.

Além disso, esses veículos podem apresentar oscilação da marcha lenta, perda de potência e pequenos engasgos durante as acelerações.

A elevação do teor de etanol também pode acelerar o entupimento do filtro de combustível. O etanol desprende a sujeira acumulada no fundo do tanque.

Além disso, pode antecipar a troca das velas de ignição devido ao maior calor gerado na combustão. Essa "queima" das velas de ignição pode ocorrer quando o motor não foi projetado ou calibrado para funcionar com uma concentração maior de etanol na gasolina.

Nesses casos, a ECU pode não conseguir compensar corretamente a mudança na proporção da mistura ar-combustível.

Como o etanol tem características de combustão diferentes da gasolina e exige maior volume de combustível para atingir a mistura ideal, o motor pode operar com uma mistura mais pobre (mais ar do que combustível na câmara) ou apresentar falhas de combustão em determinadas condições.

Isso aumenta a carga sobre o sistema de ignição, fazendo com que as velas trabalhem sob maior esforço elétrico e térmico, o que acelera o desgaste e pode reduzir sua vida útil.

Na maioria dos casos, a vela não "queima" apenas pelo aumento do teor de etanol, mas por uma combinação de calibração inadequada, componentes incompatíveis e funcionamento do motor fora das condições para as quais foi desenvolvido.

E as consequências para o bolso podem ser pesadas. Segundo Vinicius Giungi, proprietário de Ben Imports e especializado na importação de componentes para carros, as peças mais procuradas normalmente são velas, bicos injetores, bombas de combustível de baixa e alta pressão, sensores do sistema de alimentação, corpo de borboleta, mangueiras e componentes de vedação.

As marcas que mais buscam esses componentes são Audi, BMW, Mercedes, Porsche, Land Rover e os Volkswagen importados, como o Golf GTI.

Segundo o empresário, vários reparadores e donos desses veículos reclamam de problemas associados ao aumento do etanol na gasolina.

“Esse é um tema recorrente entre proprietários e reparadores de veículos importados premium, principalmente modelos turbo, de injeção direta e veículos importados de forma independente”, explica.

Segundo Giungi, os defeitos mais comuns encontrados nos componentes do sistema de alimentação e injeção são:

Entupimento parcial ou total dos bicos injetores, causado por depósitos e impurezas que comprometem a pulverização do combustível;desgaste prematuro das bombas de combustível (baixa e alta pressão), resultando em perda de pressão e falhas de alimentação;ressecamento, endurecimento e perda de elasticidade de mangueiras e vedações, o que pode ocasionar vazamentos;oxidação de conectores e terminais elétricos da bomba e dos injetores e boias de combustível, agravada pela umidade ou contaminação;travamento ou funcionamento irregular de bicos injetores, prejudicando a pulverização e a dosagem do combustível;baixa vida útil de velas de ignição.

Substituir alguns desses componentes sai caro. Cada bico injetor para BMW 320, fabricada entre 2012 e 2019, sai a partir de R$ 1.256 cada, e ainda é preciso somar a mão de obra.

Giungi explica que os preços praticados por empresas que importam peças de maneira independente costumam ser significativamente mais competitivos do que os das concessionárias. E mesmo assim assustam.

“Trabalhamos com peças originais (OEM), produzidas pelos mesmos fabricantes que fornecem componentes para as montadoras na linha de produção”, explica.

A Anfavea afirmou que é favorável aos biocombustíveis e reconhece o papel do etanol na descarbonização da frota brasileira de veículos leves.

Segundo Igor Calvet, presidente da entidade, a preocupação da indústria automobilística se restringe à necessidade de que qualquer aumento na mistura seja precedido por um cronograma rigoroso de testes.

"Nós temos discutido, na verdade, é que o aumento da mistura deve ser precedido de testes. Esse é o único ponto da Anfavea", explica Calvet.

O executivo explica que, de acordo com as normas técnicas e as regras da ABNT, a adoção de uma mistura com 32% de etanol exige ensaios de engenharia com margem de segurança para garantir que os motores suportem a abrasividade do combustível e que os sensores estejam calibrados conforme a legislação.

A manifestação sobre a importância dos testes foi feita em conjunto com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

A entidade afirma que os testes adicionais são uma garantia para o consumidor. "A gente só queria ter a tranquilidade de que não haverá nenhum problema", diz Calvet.

Segundo o executivo, a indústria automotiva já produz veículos compatíveis com biocombustíveis, mas defende rigor técnico antes da adoção de novas políticas para combustíveis no país.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirmou em nota nesta terça-feira que a proposta de aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% foi construída no âmbito do programa Combustível do Futuro, com participação de órgãos do governo, instituições de pesquisa e representantes dos setores automotivo, energético e regulatório.

Segundo a entidade, “a medida reforça a segurança energética do país ao ampliar a participação de uma fonte renovável produzida no Brasil, contribuindo para reduzir a dependência de importações de gasolina e aumentar a previsibilidade no abastecimento, especialmente em um cenário internacional marcado por volatilidade.”

A Unica diz que “o avanço para o E32 ocorre em linha com a trajetória histórica do Brasil, que já opera com misturas elevadas de etanol há anos, apoiado em uma das maiores frotas flex do mundo e em uma cadeia produtiva consolidada.”

A entidade diz que a proposta é baseada em estudos desenvolvidos no programa Combustível do Futuro, incluindo ensaios realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo.

De acordo com a Unica, os testes avaliaram desempenho, consumo, dirigibilidade, partida a frio e funcionamento de veículos leves e motocicletas movidos exclusivamente a gasolina, representativos da frota brasileira.

Os resultados, segundo a entidade, indicaram que a ampliação da mistura para 32% é tecnicamente viável.

Sobre os veículos mais antigos, a Unica afirma que os estudos incluíram modelos movidos apenas a gasolina e que representam a frota brasileira.

Segundo a entidade, os ensaios não identificaram impactos em desempenho, dirigibilidade, partida ou funcionamento geral desses veículos.

A associação também diz que os testes não encontraram evidências de aumento de desgaste ou danos aos motores nas condições avaliadas e que os sistemas eletrônicos dos veículos analisados conseguiram ajustar automaticamente a mistura entre ar e combustível.

Segundo Luciano Rodrigues, diretor de inteligência setorial da Unica, os testes feitos com a especificação de E30 já contemplavam a possibilidade da mistura chegar até 32%. Na época, a legislação permitia que a bomba do posto apresentasse essa composição como margem de erro.

Agora, com o E32, segundo Rodrigues, não foi estabelecida a margem de 2 pontos percentuais e, portanto, o posto não pode vender gasolina com 34% de etanol.

A entidade também afirma que o setor tem capacidade para atender ao aumento da demanda por etanol anidro. Segundo a Unica, a necessidade adicional seria de cerca de 1 bilhão de litros por ano em relação ao E30, enquanto a produção prevista para a safra pode crescer cerca de 4 bilhões de litros, impulsionada pela expansão do etanol de milho e das usinas de cana-de-açúcar.

Segundo a associação, a ampliação da mistura também pode reduzir a importação de aproximadamente 800 milhões de litros de gasolina por ano e ampliar a participação de um combustível renovável produzido no Brasil.

“Além dos ganhos em segurança energética e competitividade, o E32 reforça uma das principais vantagens estratégicas do Brasil: a capacidade de expandir o uso de combustíveis renováveis em larga escala", afirma Evandro Gussi, presidente da UNICA.

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Governo libera R$ 5,7 bi no orçamento; Cidades, Transportes e Fazenda são os mais beneficiados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/07/2026 00:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%Oferecido por

O governo federal publicou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na noite desta quinta-feira (30) o decreto que detalha a liberação de R$ 5,7 bilhões em gastos do Orçamento de 2026, anunciada na semana passada pela equipe econômica.

O texto atualiza a programação orçamentária e financeira da União após a revisão das estimativas de receitas e despesas feita no terceiro relatório bimestral de avaliação fiscal.

Ministério das Cidades: R$ 1,2 bilhão;Ministério dos Transportes: R$ 1,016 bilhão;Ministério da Fazenda: R$ 540 milhões;Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação: R$ 336 milhões;Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar: R$ 300 milhões;Ministério da Educação: R$ 280 milhões.

🔎 A autorização foi concedida porque o governo reestimou as despesas previstas para este ano e concluiu que havia espaço dentro do limite existente no chamado arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas aprovada em 2023.

🔎 Pelas regras, o crescimento dos gastos não pode superar 2,5% ao ano em termos reais, ou seja, acima da inflação do ano anterior. E o governo também não pode ampliar as despesas acima de 70% do crescimento projetado pela arrecadação.

A medida havia sido anunciada no último dia 24 pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, juntamente com o relatório bimestral de receitas e despesas. Na ocasião, a equipe econômica informou que a revisão para baixo de algumas despesas obrigatórias abriu margem para ampliar os gastos discricionários, que são aqueles sobre os quais o governo tem maior poder de decisão.

Apesar da liberação de recursos, R$ 17,9 bilhões permanecem bloqueados no Orçamento deste ano. Os anexos do decreto mostram que esse montante continua sujeito a medidas de contenção distribuídas entre ministérios e emendas parlamentares.

Em maio, o governo havia informado uma contenção total de R$ 23,7 bilhões. Com a atualização das projeções fiscais, parte desses recursos pôde ser liberada, reduzindo o valor bloqueado

A liberação de despesas ocorrerá nos chamados gastos livres dos ministérios, ou seja, aqueles que não são obrigatórios.

Nessa categoria estão despesas administrativas, investimentos, manutenção de universidades federais, funcionamento de agências reguladoras, emissão de passaportes, bolsas da Capes e do CNPq, fiscalização ambiental e combate ao trabalho escravo, entre outras ações.

💰 Já os gastos obrigatórios, que não podem ser alvo de bloqueio de recursos, envolvem, por exemplo, despesas com benefícios previdenciários, pensões, salário dos servidores públicos, abono e seguro-desemprego, entre outros.

Foto aérea mostra a Esplanada dos Ministérios com o Congresso ao fundo — Foto: Ana Volpe/Agência Senado

A equipe econômica também reduziu projeções de despesas primárias para 2026. Entre os principais recuos estão:

pessoal e encargos sociais: R$ 4,2 bilhões;benefícios previdenciários: R$ 3,2 bilhões;Benefício de Prestação Continuada (BPC): R$ 3,2 bilhões.

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, a redução nas estimativas relacionadas aos benefícios previdenciários está ligada ao ritmo de concessão desses benefícios.

Além de cumprir os limites de crescimento das despesas previstos no arcabouço fiscal, o governo também precisa atingir a meta fiscal definida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Para 2026, a meta é registrar superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões. Pela legislação, há uma faixa de tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos.

Com a revisão das projeções de receitas e despesas anunciada na semana passada, o governo passou a estimar déficit primário de R$ 52 bilhões em 2026, ante uma previsão anterior de R$ 60,3 bilhões. Os anexos do decreto publicado nesta quinta-feira mantêm a projeção de déficit de cerca de R$ 52 bilhões para este ano.

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Imposto de Renda 2026: Receita paga o 3º lote de restituição nesta sexta; veja se vai receber

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 31/07/2026 00:52

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: Receita paga o 3º lote de restituição nesta sexta; veja se vai receber Com mais de 2,7 milhões de contribuintes contemplados no lote, a Receita Federal pagará R$ 4,61 bilhões em restituições no final deste mês. Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

A Receita Federal abre a consulta ao 3º lote de restituição do IRPF 2026 nesta sexta-feira (24). O pagamento de R$ 4,61 bilhões ocorre em 31 de julho.

Este lote vai beneficiar 2,74 milhões de contribuintes, a maioria sem enquadramento em categorias prioritárias.

A consulta pode ser feita no site da Receita Federal, acessando 'Meu Imposto de Renda'. O aplicativo para celulares e tablets também disponibiliza o serviço.

Se houver erro nos dados bancários, o contribuinte pode reagendar o pagamento pelo Banco do Brasil por até 1 ano. Pendências podem ser corrigidas no portal e-CAC.

A Receita Federal paga nesta sexta-feira (31) o terceiro lote de restituições do Imposto de Renda 2026. Serão pagos R$ 4,61 bilhões a 2,74 milhões de contribuintes. (veja aqui como consultar)

839.464 restituições para contribuintes prioridade em razão da utilização da declaração pré-preenchida e/ou da opção de recebimento via PIX;507.262 restituições serão pagas a contribuintes enquadrados em diferentes critérios de prioridade;1.396.474 restituições referem-se a contribuintes sem enquadramento em categorias prioritárias.

Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos:

O contribuinte pode verificar se vai receber neste lote por meio da página da Receita na internet. Basta clicar na opção "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a Restituição".

A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações.

A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

Em nota oficial, o Fisco afirma que "assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte". Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino.

"Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade", afirma a nota.

Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones:

4004-0001 (capitais)0800-729-0001 (demais localidades)0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos)

Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC.

Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina".

Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet.

Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro.Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos".Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026.

No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte.

Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços).

Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema.

No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina.No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.

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Vale tem lucro de US$ 1,37 bilhão no 2º trimestre, queda de 35%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 21:51

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A mineradora Vale registrou lucro líquido de US$ 1,375 bilhão no segundo trimestre, queda de 35% em relação ao mesmo período do ano passado, informou a companhia nesta quinta-feira (30).

O resultado foi pressionado pela piora do desempenho financeiro, principalmente pelos efeitos da marcação a mercado de derivativos e pelo aumento dos tributos sobre o lucro.

Em comunicados separados, a companhia também anunciou um novo programa de recompra de até 100 milhões de ações, informou o pagamento de US$ 1,7 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio e elevou o piso da faixa de estimativas para a produção de cobre e níquel em 2026.

O lucro líquido ficou abaixo da expectativa média dos analistas, de US$ 1,8 bilhão, segundo dados compilados pela LSEG.

O lucro líquido proforma, que exclui itens não recorrentes, totalizou US$ 1,6 bilhão no segundo trimestre, queda de 26% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado refletiu principalmente uma variação negativa de US$ 798 milhões na marcação a mercado de derivativos, diante de uma forte base de comparação com um ano antes.

Também houve impacto do aumento dos tributos sobre o lucro, influenciados sobretudo por uma variação negativa de US$ 326 milhões relacionada aos efeitos cambiais sobre prejuízos fiscais em subsidiárias.

Segundo a Vale, esses efeitos foram parcialmente compensados por um aumento de US$ 642 milhões no Ebitda proforma e pelo impacto da provisão da Samarco registrada no segundo trimestre de 2025, refletido nos resultados de equivalência patrimonial de coligadas e joint ventures.

"Entregamos resultados sólidos na comparação anual em todos os negócios, com o minério de ferro atingindo sua maior produção para um segundo trimestre desde 2018 e o cobre seu melhor segundo trimestre em nove anos", disse o presidente da Vale, Gustavo Pimenta, no relatório financeiro da companhia.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou US$ 3,676 bilhões entre abril e junho, alta de 9% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado pelo avanço dos preços realizados e pelo aumento do volume de vendas.

A receita líquida de vendas totalizou US$ 10,498 bilhões no trimestre, alta de 19% em relação ao mesmo período do ano passado.

A Vale reiterou que as vendas cresceram em todos os negócios. Na comparação com o mesmo período do ano passado, as vendas de minério de ferro, cobre e níquel avançaram 3%, 10% e 7%, respectivamente.

O preço realizado dos finos de minério de ferro ficou em US$ 95 por tonelada, alta de 12% em relação ao segundo trimestre de 2025. Já o cobre teve preço realizado de US$ 14.062 por tonelada, um salto de 57%.

Na divisão de metais básicos, o Ebitda ajustado subiu 79%, para US$ 1,289 bilhão, impulsionado principalmente pelo cobre, cujo Ebitda avançou 91%, para US$ 1,026 bilhão. Já na unidade de Soluções de Minério de Ferro, o Ebitda ajustado cresceu 3%, para US$ 3,056 bilhões.

A Vale revisou suas projeções de produção de cobre e níquel para 2026. A estimativa para o cobre passou de 350 mil a 380 mil toneladas para 360 mil a 380 mil toneladas. Já a do níquel foi elevada de 175 mil a 200 mil toneladas para 185 mil a 200 mil toneladas. Segundo a empresa, a revisão reflete o forte desempenho operacional dos dois segmentos no primeiro semestre.

A companhia também reduziu suas estimativas de custo total de produção. Para o cobre, passou a prever um custo de até US$ 500 por tonelada, ante uma faixa de US$ 1.000 a US$ 1.500.

No níquel, a estimativa caiu para US$ 10.000 a US$ 11.500 por tonelada, frente aos US$ 12.000 a US$ 13.500 projetados anteriormente. Segundo a Vale, a revisão reflete perspectivas mais favoráveis para os preços dos produtos vendidos junto com o minério e ganhos operacionais.

O fluxo de caixa livre recorrente atingiu US$ 1,505 bilhão no trimestre, 49% acima do registrado um ano antes, impulsionado pelo maior Ebitda proforma e pelo menor pagamento de tributos. A dívida líquida expandida encerrou junho em US$ 16,677 bilhões, uma queda de US$ 1,1 bilhão em relação ao trimestre anterior.

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