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Da Copa ao escritório: por que pressão e ansiedade afetam tanto o desempenho de profissionais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 03:46

Trabalho e Carreira Da Copa ao escritório: por que pressão e ansiedade afetam tanto o desempenho de profissionais Especialistas explicam como o cérebro reage à pressão e o que trabalhadores podem aprender com os métodos usados no esporte de alto rendimento. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Após o empate em 1 a 1 com o Marrocos na estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, jogadores e o técnico Carlo Ancelotti apontaram a ansiedade como um dos principais fatores para o desempenho abaixo do esperado da Seleção.

“Um pouco de ansiedade, acho que sim. Na primeira etapa, eles saíam da pressão e faziam transições perigosas. Podíamos ter mais controle”, afirmou Ancelotti.

Além do treinador, os laterais Danilo e Ibañez também citaram a ansiedade como complicador da performance da seleção na estreia. Em competições de alto nível, fatores emocionais podem influenciar tomada de decisão, concentração e rendimento.

Na Copa do Mundo, a pressão não aparece apenas quando as partidas começam. Ela iniciam antes da estreia, atravessa treinos, disputas por convocação e acompanha os atletas até nos momentos em que ninguém está olhando.

👷 A sensação constante de avaliação, a necessidade de entregar resultados rapidamente, o medo de falhar, a comparação permanente e a dificuldade de "desligar" da performance também faz parte da rotina de milhões de profissionais fora dos estádios.

Mas, embora os desafios tenham se tornado cada vez mais parecidos, a forma de lidar com eles segue caminhos diferentes.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, no esporte de elite a preparação psicológica deixou de ser um complemento e passou a integrar a rotina de treinamento dos atletas, sendo tratada como parte estratégica do desempenho.

Já nas empresas, a saúde emocional ainda costuma aparecer como uma resposta tardia, geralmente quando o desgaste já se tornou um problema.

A própria atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrou em vigor em 26 de maio, reflete uma tentativa de mudar essa lógica ao exigir que as empresas identifiquem, previnam e gerenciem riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como sobrecarga, assédio e pressão excessiva.

Esse descompasso ajuda a explicar por que a pressão contemporânea tem produzido efeitos cada vez mais concretos.

Um levantamento global Work Relationship Index, da HP, mostra que apenas 29% dos profissionais estão na chamada “Zona Saudável” de trabalho, enquanto 34% já se encontram na “Zona Crítica”, faixa associada a desgaste emocional significativo.

O estudo também classifica os profissionais em "Zona de Atenção", que representa um estágio intermediário, marcado por sinais iniciais de alerta e desgaste.

O estudo ouviu 18,2 mil profissionais de 14 países, incluindo o Brasil, onde 71% afirmam que as exigências no trabalho aumentaram no último ano.

O cenário também aparece nas estatísticas oficiais. Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil concessões de benefícios por incapacidade temporária ligados a transtornos mentais, segundo o Ministério da Previdência Social. Ansiedade, depressão e reações ao estresse grave lideram os afastamentos.

O jogador Fernandinho, do Brasil, se lamenta após o terceiro gol da Alemanha, marcado por Toni Kroosduring, durante a semifinal da Copa do Mundo em Belo Horizonte. Os alemães venceram por 7×1 e se classificaram para a final — Foto: Natacha Pisarenko/AP/Arquivo

Para o pesquisador da USP Gustavo Drago, que participou da preparação de atletas olímpicos em Pequim, Londres e Rio, o ponto de interseção entre esporte e trabalho está justamente na natureza da pressão e na forma como ela é percebida.

Ao acompanhar atletas de 16 modalidades, ele observou que pessoas submetidas exatamente às mesmas condições reagiam de maneiras completamente diferentes, do ponto de vista fisiológico, emocional e comportamental.

⚽ Um dos exemplos mais claros aparece na comparação entre competir “em casa” e “fora de casa”.

Para alguns atletas, o ambiente adverso era interpretado como uma ameaça. Essa percepção gerava uma resposta biológica mensurável, com aumento do cortisol, alterações no sistema imunológico e comportamentos mais hesitantes, como menor intensidade física e decisões menos assertivas.Outros reagiam de forma oposta. Diante da mesma pressão, encaravam o contexto como um estímulo, o que estava associado ao aumento da testosterona livre, maior intensidade e respostas mais competitivas.

Esse princípio está diretamente ligado ao conceito de "cérebro preditivo", segundo o qual o cérebro não reage apenas ao ambiente, mas às previsões que faz sobre ele. A lógica, segundo Drago, ajuda a entender por que ambientes corporativos semelhantes podem gerar experiências tão diferentes entre profissionais.

Duas pessoas podem trabalhar sob a mesma meta, na mesma equipe e com o mesmo gestor, mas, enquanto uma mantém estabilidade emocional, a outra entra em estado contínuo de alerta, explica o pesquisador.

Quando o cérebro interpreta o ambiente como uma ameaça constante, ele desloca recursos mentais para a autoproteção, explica o pesquisador. A atenção deixa de estar totalmente voltada à tarefa e passa a ser dividida com pensamentos de erro, julgamento, rejeição ou medo de perda de espaço.

⚠️ Na prática, isso reduz a criatividade, prejudica a tomada de decisão, aumenta a ansiedade e favorece comportamentos defensivos, como procrastinação, perfeccionismo excessivo e dificuldade de inovar.

No esporte, esse mecanismo pode fazer um atleta hesitar em um momento decisivo. No trabalho, pode se traduzir em profissionais tecnicamente capazes que não conseguem performar sob pressão.

Para Drago, esse é um dos pontos mais críticos do ambiente corporativo atual: a permanência prolongada em estado de alerta.

"O cérebro humano interpreta a insegurança constante como ameaça, e isso compromete diretamente a performance", afirma.

O sócio-líder de Auditoria da CLA Brasil, Thiago Brehmer, observa que essa dinâmica é reforçada por estruturas organizacionais que intensificam a avaliação contínua e metas de curto prazo.

“Tanto no esporte quanto no ambiente corporativo existe uma combinação de pressão por desempenho e sensação constante de avaliação”, afirma.

Segundo ele, o problema se agrava em culturas nas quais o erro é tratado como falha de caráter, e não como parte do processo de aprendizagem, o que amplifica o medo, a autocobrança e a insegurança.

🤳Essa pressão ganhou novas camadas com a hiperconectividade, segundo Brehmer. Se antes havia uma separação mais clara entre momentos de cobrança e de descanso, hoje a avaliação parece permanente.

Atletas convivem com julgamento em tempo real nas redes sociais. Profissionais lidam com métricas constantes, exposição digital e comparação contínua em plataformas profissionais.

E é exatamente nesse ponto que o esporte se distancia, não pela ausência de pressão, mas pela existência de preparo.

➡️ No alto rendimento, não se espera que o atleta apenas “aguente” a pressão. Ele é treinado para lidar com ela antes mesmo de ela ocorrer.

Existe uma preparação estruturada que inclui técnicas de visualização, controle emocional, foco atencional e recuperação após o erro. O objetivo é reduzir a imprevisibilidade e tornar situações críticas mais familiares do ponto de vista mental.

➡️ No ambiente corporativo essas estratégias começam a ganhar espaço, mas ainda de forma menos sistemática, afirma Brehmer.

A visualização, por exemplo, permite que o cérebro antecipe cenários e reduza a sensação de ameaça. Ao ensaiar mentalmente uma apresentação ou negociação, o profissional aumenta a previsibilidade e diminui a reatividade.

No esporte, um nadador pode se concentrar no número de braçadas, no ritmo e na respiração. No trabalho, isso significa focar o preparo, a clareza de raciocínio, a qualidade técnica e a execução, e não o julgamento externo ou o medo de falhar.

Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, esse deslocamento tem efeito direto no cérebro: reduz o estado de ameaça e aumenta a capacidade de concentração e eficiência mental.

Outra semelhança entre o esporte de alto rendimento e o mundo corporativo está na forma como as pessoas lidam com frustrações e expectativas não atendidas.

No esporte, ficar fora de uma convocação pode gerar ruptura emocional após anos de preparação. No trabalho, situações como não conseguir uma promoção ou perder uma oportunidade estratégica produzem impacto semelhante.

🚨 O risco surge quando a frustração deixa de ser interpretada como um episódio e passa a ser incorporada como definição pessoal.

Para os especialistas, essa mudança marca a passagem da frustração saudável para a destrutiva, aquela que afeta a autoestima, aumenta a ansiedade e pode favorecer quadros de adoecimento mental.

No esporte, a convivência com derrotas é parte estruturante da formação. Atletas aprendem desde cedo que perder faz parte do processo e desenvolvem mecanismos para transformar a frustração em adaptação.

“Muitas organizações ainda estão centradas na ideia de sucesso imediato, e não de evolução contínua”, afirma Brehmer.

No esporte de alto rendimento, o descanso não é visto como pausa improdutiva. Ele faz parte da própria estratégia de desempenho. Monitoramento fisiológico, controle de carga, acompanhamento psicológico e técnicas de recuperação são utilizados justamente para evitar queda de rendimento e burnout.

No ambiente corporativo, porém, ainda predomina a associação entre produtividade e disponibilidade constante.

Hiperconectividade, jornadas extensas e dificuldade de desconexão criam um cenário em que o estado de alerta deixa de ser exceção e passa a ser padrão.

Brehmer defende ainda que 'o cérebro humano não foi feito para operar continuamente sob ameaça".

Os efeitos aparecem de forma progressiva: ansiedade, insônia, queda de concentração, redução da criatividade, exaustão emocional e aumento do risco de burnout.

Além disso, ambientes marcados por insegurança psicológica tendem a reduzir a inovação e a qualidade das decisões, porque os profissionais passam a agir para evitar erros, e não para gerar resultados.

Segundo Drago, uma das principais discussões dos próximos anos será justamente compreender que a performance sustentável não nasce apenas da cobrança. Ela depende de fatores como confiança, autonomia, segurança psicológica e senso de pertencimento.

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Agentes no OnlyFans controlam e ameaçam modelos enquanto retêm metade dos ganhos, revela BBC

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 03:46

Tecnologia Agentes no OnlyFans controlam e ameaçam modelos enquanto retêm metade dos ganhos, revela BBC Dezenas de criadoras de conteúdo do OnlyFans afirmam ter sido exploradas por gestores que prometiam maximizar seus lucros. Por BBC

Rebecca, criadora de conteúdo no OnlyFans, foi alvo de mensagens abusivas e violência — Foto: Gus Palmer/BBC

Aviso: esta reportagem contém relatos de violência que podem ser perturbadores para alguns leitores

Rebecca, criadora de conteúdo na plataforma OnlyFans, afirma que entrou para uma agência depois que lhe prometeram ajudar a aumentar seus ganhos na rede social voltada para conteúdo adulto.

Em vez disso, segundo ela, foi vítima de abusos, recebeu ameaças contra a filha e teve homens mascarados enviados à sua casa para agredi-la.

A mulher de 29 anos, do sul do País de Gales, diz que seus novos empresários afirmavam que ela era bonita e que "nunca tinham visto uma garota" como ela.

Mas, em poucas semanas, eles se tornaram "bastante controladores", passando a insultar sua aparência e a proibi-la de sair com amigos, conta ela no documentário OnlyFans: Inside the Machine (OnlyFans: Por dentro da Máquina, em tradução livre), da BBC Three (em inglês).

Segundo Rebecca, o comportamento abusivo se intensificou depois que ela alterou os dados de acesso à conta, preocupada com a possibilidade de a agência, que tinha acesso ao perfil, bloqueá-la.

"Vou acabar com você e com sua filha", dizia uma das mensagens enviadas para ela e vistas pela BBC.

Um tijolo foi arremessado contra a janela de sua casa e, algumas semanas depois, dois homens mascarados apareceram no local.

Um deles entrou na residência e, segundo Rebecca, a estrangulou e a jogou "escada acima e abaixo". Ela mostrou à reportagem da BBC fotografias de hematomas nas pernas e no pescoço.

Seu relato faz parte de um padrão de acusações contra agentes que se apresentam nas redes sociais como gestores de contas de OnlyFans, conhecidos pela sigla OFM (OnlyFans Managers).

Eles prometem ajudar os criadores de conteúdo a expandir seus negócios na plataforma, mas informações obtidas pela BBC mostram que, em alguns casos, atuam de forma exploratória e fazem ameaças.

Ouvimos 60 criadores de conteúdo do OnlyFans no Reino Unido e nos infiltramos em um dos maiores grupos privados de agentes no Telegram, chamado OFM Empire, que reúne 24 mil membros.

Ali, encontramos orientações sobre como recrutar criadores, assumir o controle de suas contas e lucrar com isso, muitas vezes recorrendo à ameaça de violência. Um dos usuários chamou essa estratégia de "método cafetão".

A plataforma OnlyFans tem conhecimento de preocupações relacionadas a gestores de contas excessivamente exploradores há pelo menos quatro anos, quando denúncias envolvendo agências começaram a aparecer na imprensa internacional.

Mas, pela primeira vez, nossa investigação se concentra no Reino Unido, onde a plataforma OnlyFans está sediada.

Segundo especialistas em direitos humanos e advogados que tiveram acesso às conclusões da BBC, a plataforma não está fazendo o suficiente para proteger os criadores de conteúdo contra exploração.

"O que a Rebecca viveu reúne sinais amplamente reconhecidos de exploração: controle, coerção, pressão financeira e impossibilidade de sair livremente", afirma à BBC Eleanor Lyons, comissária independente contra a escravidão moderna do Reino Unido.

"É algo que o governo precisa examinar com mais atenção. Podemos estar diante de uma plataforma que facilita a exploração e os abusos."

Um porta-voz do OnlyFans afirmou que "a acusação de que a empresa 'fecha os olhos' [para esses problemas] é infundada".

Segundo esse porta-voz, a companhia leva a segurança dos usuários "extremamente a sério" e investe "pesadamente" em medidas para proteger a sua comunidade. Ele acrescentou ainda que a plataforma cumpre todas as obrigações previstas na Lei de Segurança Online do Reino Unido.

"A relação do OnlyFans é com seus criadores de conteúdo e fãs. Não temos vínculo nem endossamos terceiros, incluindo agências de gestão."

"Infelizmente, não podemos revisar nem influenciar relações contratuais que os criadores escolham estabelecer fora da plataforma, porque não fazemos parte desses acordos."

Gia Clarke e Lily Phillips são criadoras de conteúdo bem-sucedidas no OnlyFans, mas afirmam que as mulheres na plataforma podem estar vulneráveis à exploração — Foto: Gus Palmer/BBC

Mais de 4,6 milhões de criadores de conteúdo em todo o mundo publicam vídeos e fotos para assinantes pagantes no OnlyFans. A plataforma fica com 20% da receita.

Um dos casos de maior sucesso das redes sociais no Reino Unido, a empresa que opera o OnlyFans, a Fenix International, registrou lucro antes de impostos de US$ 684 milhões (cerca de R$ 3,8 bilhões) em seu balanço mais recente.

Ao mesmo tempo, cresceu em torno da plataforma um ecossistema global de gestores de contas conhecidos como OFMs. Eles prometem atrair mais assinantes e aumentar os ganhos dos criadores. Em troca, ficam com uma parte da receita, geralmente 50%.

Gia Clarke, criadora de conteúdo britânica que publica no OnlyFans desde o lançamento da plataforma, há dez anos, diz receber mais mensagens de pessoas que se apresentam como agentes do que de fãs.

"A ideia [dos OFMs] é muito boa. O problema é que há gente demais sem qualificação atuando nessa área. Como não existe regulamentação, as modelos não sabem em quem confiar", afirma. Ela descreve alguns desses gestores como "predatórios".

Contratos entre criadores de conteúdo e esses agentes ou gestores obtidos pela BBC mostram gestores ficando com até 70% dos ganhos. Muitos exigem acesso total às contas e impõem multas a quem tenta encerrar os contratos antes do prazo.

"Eles [OFMs] estão se aproveitando da situação, o que quase coloca esses criadores em uma relação de servidão com agentes e agências, presos a contratos injustos", afirma Matt Jury, do escritório especializado em direitos humanos McCue Jury & Partners.

Sophie Kemp, chefe da área de direito público do Kingsley Napley, concorda. "Isso não parece, de forma alguma, uma relação contratual justa. Esses contratos parecem ser o primeiro passo em direção à exploração dos criadores de conteúdo."

Vários dos 60 criadores de conteúdo ouvidos pela BBC afirmaram que seus gestores acessaram as suas contas e mentiram sobre os ganhos obtidos para ficar com uma parcela maior do dinheiro.

Outro afirmou que seu gestor trocou os dados bancários cadastrados, fazendo com que os pagamentos fossem depositados diretamente na conta dele.

"Crie um e-mail e uma senha para o [OnlyFans] dela. Assim, ela não consegue entrar", escreveu um usuário. "Tenho acesso à plataforma de pagamentos em nome dela usando o e-mail que criei. Tenho a senha. Tenho controle total de tudo."

Segundo um porta-voz do OnlyFans, a plataforma adota "processos rigorosos de verificação de novos usuários, controles de pagamento e monitoramento contínuo das contas".

Ele afirmou que, quando surgem preocupações sobre uma conta, o OnlyFans restringe imediatamente o acesso, abre uma investigação e toma medidas para garantir que o criador de conteúdo esteja no controle do perfil.

Mas, quando uma repórter da BBC criou uma conta usando uma fotografia verificada, ela conseguiu cadastrar os dados bancários de um colega para receber pagamentos de teste.

O OnlyFans informou à BBC que, "no Reino Unido, quando um criador solicita um saque, os prestadores terceirizados responsáveis pelos pagamentos realizam verificações para confirmar o titular da conta bancária. Quando essa checagem não é concluída com sucesso, o pagamento é rejeitado".

Rebecca afirma que decidiu mudar a senha de sua conta no OnlyFans depois que uma amiga, representada pelo mesmo gestor, teve seus dados de acesso alterados sem consentimento e foi impedida de entrar na própria conta.

"Ele estava me enviando o meu próprio endereço e dizendo que iria arrastar eu e minha filha pelos cabelos", relata Rebecca.

Poucos dias depois, segundo ela, um tijolo foi arremessado contra a janela de sua casa. Rebecca afirma que chamou a polícia, mas estava com medo demais para mencionar a agência ligada ao OnlyFans.

Ela também relata ter sido agredida três semanas depois, quando dois homens mascarados apareceram em sua residência.

"Um [deles] estava em cima de mim, me estrangulando, enquanto eu tentava alcançar o telefone para ligar para alguém porque achei que aquele era o fim. Depois que mostraram o que queriam mostrar, pararam e foram embora."

Rebecca está convencida de que o gestor está por trás dos dois episódios. "Não tenho problemas com mais ninguém", afirma.

Outra mulher, que pediu para não ser identificada, conta que inicialmente concordou em repassar entre 35% e 40% de seus ganhos ao gestor da conta, mas depois concluiu que a porcentagem era alta demais.

"Ele me disse que, se eu quisesse reduzir [o] percentual, teria que pagar 10 mil libras (cerca de R$ 74 mil), por todo o tempo e esforço que investiu em mim."

"Será que ele vai aparecer na minha casa? Vai apagar minha conta? Ele costumava contar histórias sobre o que tinha feito com outras garotas, como conseguiu derrubar as contas delas ou enviou advogados às suas casas", afirma.

"Toda semana recebia uma mensagem estranha: 'Você vai receber o que merece. Espere para ver, está chegando'", conta. Desde então, ela rompeu com esse gestor.

Leanne, de 33 anos, assinou um contrato que dava ao gestor acesso à sua conta, autorização para alterar o endereço de e-mail vinculado ao perfil e direito a 50% de seus ganhos, já descontada a parte cobrada pela plataforma.

O contrato, obtido pela BBC, também estabelecia que ela deveria atender aos pedidos de conteúdo dos assinantes em até 24 horas.

Leanne afirma que deixou claro, ao assinar o acordo, que não produziria vídeos sexualmente explícitos. Ainda assim, segundo ela, o gestor a pressionava constantemente para fazê-los.

Por fim, aceitou gravar um vídeo desse tipo "para fazê-los calar a boca", desde que ele não fosse vendido aos seguidores por menos de US$ 250 (cerca de R$ 1.400).

Ela diz ter se sentido "fisicamente nauseada" depois da gravação e afirma que nem sequer assistiu ao vídeo.

"Isso me fez sentir tão nojenta e tão humilhada", afirma. Ela não publica mais conteúdo no OnlyFans.

O OnlyFans já tinha conhecimento de preocupações relacionadas a OFMs excessivamente exploradores por meio da cobertura da imprensa. Mas a BBC também identificou pelo menos uma criadora de conteúdo que tentou alertar diretamente a empresa.

Riley informou a plataforma sobre discussões no grupo OFM Empire que sugeriam que agentes estavam comprando e vendendo contratos de criadores de conteúdo sem que eles soubessem.

"As táticas desses grupos se tornam cada vez mais exploratórias", escreveu ela em um e-mail enviado à equipe de suporte do OnlyFans em 2024, visto pela BBC.

A plataforma pediu que ela apresentasse provas. Riley então enviou links para o OFM Empire e capturas de tela de mensagens publicadas no fórum.

Posteriormente, ela foi informada de que não havia evidências suficientes para que o OnlyFans tomasse alguma providência.

O OnlyFans afirmou à BBC que "quaisquer pessoas mal-intencionadas que estejam explorando criadores de conteúdo" devem ser denunciadas à plataforma e, quando necessário, à polícia, para que "possam ser responsabilizadas e para que medidas apropriadas sejam tomadas para proteger nossa comunidade de criadores".

Lyons, comissária independente contra a escravidão moderna do Reino Unido, afirma que o OnlyFans tem a obrigação legal de proteger os usuários contra conteúdo ilegal e de agir rapidamente para removê-lo quando toma conhecimento dele.

"É alarmante que casos de exploração estejam sendo denunciados e aparentemente não recebam uma resposta adequada", diz Lyons após analisar os e-mails enviados por Riley.

"Isso levanta sérias dúvidas sobre se o OnlyFans está cumprindo suas obrigações legais de proteger os usuários."

Lyons afirma que já está dialogando com o Ofcom, órgão regulador da segurança online no Reino Unido, e com formuladores de políticas públicas, que, segundo ela, "precisam prestar muito mais atenção" ao problema.

Ela acrescenta que esses agentes ou gestores deveriam estar sujeitos a uma fiscalização mais rigorosa e possivelmente a um sistema de licenciamento.

O Ofcom informou à BBC que os relatos das vítimas apresentados nesta investigação são "profundamente preocupantes".

"Plataformas e aplicativos regulados, como o OnlyFans, devem avaliar o risco de seus serviços serem utilizados para facilitar a prática de crimes", afirmou o órgão em nota.

"No entanto, delitos cometidos inteiramente fora do ambiente digital não estão abrangidos pela Lei de Segurança Online."

Lily Phillips, uma das criadoras de conteúdo britânicas mais bem remuneradas do OnlyFans, afirma que a falta de regulamentação dos OFMs cria "um ambiente perigoso, no qual pessoas vulneráveis podem ser exploradas".

"As pessoas percebem quanto dinheiro é possível ganhar no OnlyFans. Então todo mundo quer uma fatia desse mercado, especialmente os homens… eles querem uma parte", afirma.

Kemp, do escritório de advocacia Kingsley Napley, afirma que o OnlyFans tem um dever de cuidado em relação aos criadores de conteúdo e que, com base nas evidências reunidas pela BBC, acredita que "é apenas uma questão de tempo até que o OnlyFans enfrente ações por negligência movidas por criadores que sofreram danos".

Rebecca diz que queria provar que sua antiga agência estava errada ao fazer sucesso por conta própria no OnlyFans.

Hoje, ela é representada por uma agência em que o conteúdo é gerenciado por mulheres, o que, segundo ela, a faz "se sentir muito melhor".

Rebecca afirma que trabalhar como criadora de conteúdo no OnlyFans "não é algo para sempre" e espera que, um dia, tenha ganhado dinheiro suficiente para talvez abrir sua própria escola de equitação.

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Flórida acusa TikTok de violar lei que proíbe menores de 14 anos em redes sociais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/06/2026 17:50

Tecnologia Flórida acusa TikTok de violar lei que proíbe menores de 14 anos em redes sociais Estado americano acusa a rede social de deturpar dados sobre conteúdo violento ou sexual ao qual crianças podem acessar. Por Redação g1 — São Paulo

O estado americano da Flórida abriu nesta segunda-feira (15) um processo contra o TikTok, alegando que a empresa viola uma lei estadual ao deixar menores de 14 anos criarem contas na plataforma.

A ação também acusa o TikTok de deturpar dados sobre conteúdo violento ou sexual ao qual crianças têm acesso na rede social.

O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, disse que o TikTok engana pais de crianças de forma consciente. "Temos tolerância zero para empresas que priorizam o lucro em detrimento da segurança das crianças", afirmou.

A lei da Flórida, conhecida como H.B. 3, exige que redes sociais proíbam o acesso de menores de 14 anos e que usuários de 16 anos obtenham consentimento dos pais antes de abrir uma conta. A regra começou a valer em janeiro de 2025.

O processo busca uma ordem judicial que obrigue a rede social controlada pela chinesa ByteDance a fazer alterações para se adequar à lei, bem como a pagar indenização por danos financeiros.

O TikTok enfrenta processos abertos por mais de 25 estados americanos, que alegam que o aplicativo é projetado para viciar jovens, levando a uma crise de saúde mental entre crianças e adolescentes.

Processos abertos por indivíduos e distritos escolares dos EUA também acusam TikTok e rivais como a Meta, dona do Instagram e do Facebook, de impactar negativamente usuários mais jovens. As empresas negam as alegações e dizem tomar medidas para mantê-los seguros.

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Flávio Bolsonaro confirma Daniella Marques na campanha para cuidar de propostas da área econômica

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/06/2026 14:47

São Paulo Eleições 2026 em São Paulo Flávio Bolsonaro confirma Daniella Marques na campanha para cuidar de propostas da área econômica Senador e pré-candidato à presidência da República conta com a participação da administradora para auxiliá-lo em propostas econômicas e sociais. Por Camila da Silva, g1 — São Paulo

O senador Flávio Bolsonaro confirmou que Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, atuará na elaboração de propostas econômicas e sociais para sua pré-campanha presidencial.

Para se dedicar ao projeto, Daniella se licenciou por 6 meses da empresa Legend e busca formular um modelo econômico "mais austero e virtuoso".

Antes de presidir a Caixa em 2022, ela foi secretária especial no Ministério da Economia e uma das principais assessoras do ex-ministro Paulo Guedes.

O parlamentar destacou que a economista contribuirá com projetos voltados para microcrédito, educação financeira, desburocratização e apoio a mulheres empreendedoras no país.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta segunda-feira (15) que Daniella Marques, ex-presidente da Caixa no governo de Jair Bolsonaro, deverá ajudá-lo na elaboração de propostas para as áreas econômica e social de sua pré-campanha à Presidência da República.

“Ela está perto de nós aqui na campanha e vai me ajudar nessa parte econômica, mas, principalmente, na pauta de responsabilidade social”, declarou.

Segundo o blog da Ana Flor, a ex-presidente da Caixa se licenciou por seis meses da Legend, empresa em que trabalha, para se dedicar ao projeto. Daniella afirmou que pretende ajudar a formular um modelo econômico “mais austero e virtuoso” e já vinha atuando informalmente nos contatos de Flávio para difundir propostas econômicas.

Daniella foi nomeada presidente da Caixa por Jair Bolsonaro em junho de 2022, após a saída de Pedro Guimarães, que deixou o cargo depois da divulgação de denúncias de assédio sexual.

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Antes de assumir o banco, ela era secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia e integrava, desde o início do governo Bolsonaro, a equipe do então ministro Paulo Guedes, de quem era considerada uma das principais assessoras.

Daniella Marques em entrevista enquanto era presidente da Caixa Economica Federal — Foto: Eraldo Peres/AP

Na ocasião de sua indicação para a Caixa, Daniella afirmou que pretendia fortalecer a governança do banco e criar uma força-tarefa para investigar as denúncias de assédio. Ela comandou a instituição até o início do governo Lula.

O senador destacou a experiência dela na Caixa, especialmente em iniciativas voltadas a mulheres empreendedoras.

“Com a experiência que ela teve na Caixa Econômica e com programas específicos para as mulheres empreendedoras, ela mostrou como é possível, com o uso de tecnologia, boa vontade e boas políticas públicas, estender a mão para aquelas pessoas que querem caminhar com as próprias pernas e empreender, mas não sabem como”, afirmou.

Segundo Flávio, Daniella poderá contribuir com propostas de microcrédito, educação financeira e redução da burocracia para facilitar a abertura e a manutenção de pequenos negócios.

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Contrabando, espionagem, sabotagem: como a Rússia usa ‘frota fantasma’ para contornar sanções do Ocidente

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/06/2026 13:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,058-0,08%Dólar TurismoR$ 5,260-0,12%Euro ComercialR$ 5,8670,17%Euro TurismoR$ 6,1140,09%B3Ibovespa171.971 pts0,49%MoedasDólar ComercialR$ 5,058-0,08%Dólar TurismoR$ 5,260-0,12%Euro ComercialR$ 5,8670,17%Euro TurismoR$ 6,1140,09%B3Ibovespa171.971 pts0,49%MoedasDólar ComercialR$ 5,058-0,08%Dólar TurismoR$ 5,260-0,12%Euro ComercialR$ 5,8670,17%Euro TurismoR$ 6,1140,09%B3Ibovespa171.971 pts0,49%Oferecido por

O navio de patrulha HSwMS Carlskrona acompanha um navio cargueiro perto do litoral da Suécia, como parte da missão da Otan Sentinela do Báltico — Foto: AFP via BBC

O Kremlin afirma que a Rússia está "imune" às sanções impostas pelo presidente americano, Donald Trump, a duas das suas maiores companhias de petróleo.

O que mantém as exportações russas de petróleo por via marítima é uma "frota fantasma": navios petroleiros "zumbis" transportam milhões de barris de petróleo para compradores em busca de barganhas de todo o mundo, evitando as sanções.

A frota tem outros clientes além da Rússia, como aiatolás iranianos, generais venezuelanos e até comerciantes oportunistas e inescrupulosos do Ocidente, que se preocupam mais com o lucro do que com as ameaças ao meio ambiente, à segurança e, em alguns casos, à liberdade da tripulação, abandonada com cada vez mais frequência em navios que permanecem isolados no mar por meses ou até anos.

Mas a atividade da frota fantasma atingiu seu pico após a invasão da Ucrânia, em 2022. E o principal beneficiário desta marinha secreta é o regime de Vladimir Putin.

Ela serve não só para contrabandear o principal produto de exportação da Rússia, trazendo receita para financiar a "máquina de guerra" russa, nas palavras de Trump, mas também para operações "híbridas" de espionagem e sabotagem contra países da Otan na Europa e os oleodutos e cabos submarinos que os conectam.

A Rússia é um dos três maiores exportadores de petróleo do mundo, ao lado dos Estados Unidos e da Arábia Saudita.

Em 2024, a Rússia extraiu cerca de 10% do petróleo do mundo, segundo a Administração de Informações de Energia dos Estados Unidos.

Antes da guerra na Ucrânia, quase todas as suas exportações de petróleo por via marítima eram realizadas por meio de petroleiros ocidentais, principalmente da Grécia. As operações comerciais eram realizadas na Suíça e o seguro era contratado em Londres.

Mas, agora, até quatro a cada cinco petroleiros que transportam petróleo russo não contam com seguro reconhecido por uma das 12 companhias de seguro mútuo do Grupo Internacional de Clubes de Proteção e Indenização, que cobrem cerca de 90% de todas as cargas marítimas, segundo analistas da empresa de informações financeiras S&P Global.

Analistas calculam que, atualmente, a frota fantasma transporte 80% das exportações de petróleo da Rússia por via marítima, desafiando as sanções do Ocidente — Foto: AFP via BBC

Os dados indicam que a frota fantasma, agora, transporte 80% do petróleo russo, desafiando as sanções do Ocidente.

"A Rússia formou uma frota fantasma de petroleiros, que permite ao país se esquivar das sanções", segundo o economista sênior do Instituto Kiev School of Economics, Benjamin Hilgenstock.

"Mas eles também são velhos, não recebem manutenção adequada e, provavelmente, não contam com cobertura de seguro suficiente contra vazamentos de petróleo."

"E o que ocorre é que cerca de 75% das exportações de petróleo da Rússia por via marítima precisam sair dos portos do mar Báltico e do mar Negro", prossegue o economista, "o que significa que esses navios atravessam as águas europeias várias vezes por dia."

A maior parte do petróleo iraniano é transportada para terminais como este, na província chinesa de Shandong — Foto: Getty Images via BBC

Cerca de um a cada cinco petroleiros no oceano faz parte da frota fantasma, segundo a S&P. São navios corroídos, que navegam sob bandeiras obscuras, para contrabandear petróleo de países objeto de sanções.

Destes, 50% transportam apenas petróleo russo e seus derivados, 20% apenas do Irã e 10%, apenas da Venezuela. Mas os 20% restantes não são afiliados a nenhum país e transportam petróleo produzido por mais de um dos países sancionados.

A maior frota, que serve a Rússia, o Irã e a Venezuela, tem como destino principal a Índia e a China, os países mais populosos do mundo e os maiores importadores de petróleo e derivados por via marítima.

Compradores de petróleo russo em menor quantidade incluem a Turquia, Singapura e os Emirados Árabes Unidos.

eles realizam transferências de petróleo para outras embarcações em águas internacionais, onde o acompanhamento das autoridades portuárias é menor; às vezes, essas transferências ocorrem sob mau tempo, para ocultar a origem da cargaos navios também desligam ou manipulam seu sistema automático de identificação, que transmite dados como sua posição, velocidade, rota, nome, bandeira e tipo de navio; às vezes, eles falsificam suas localizações de forma tão desastrada que são mostrados como se estivessem "navegando em terra", como ocorreu com o navio Black Pearl, na série de filmes Piratas do Caribe (2003-2017)eles são transformados em "navios fantasmas", ocultando dados do proprietário, alterando sua bandeira de registro, navegando sem bandeira ou até alterando o nome do petroleiro várias vezes por mêsoutros passam a ser "navios zumbis", transmitindo números de registro da Organização Marítima Internacional que, na verdade, são atribuídos a navios programados para desmonte, como se usassem a identidade de uma pessoa morta

O número de navios com bandeiras falsas cresceu em pelo menos 65% entre janeiro e agosto de 2025, segundo a empresa de análises marítimas Windward. Ela estima que a frota fantasma compreenda, agora, 1,3 mil navios.

Embora outros sejam tecnicamente legais, os países emitentes são novos neste setor e não possuem disposição ou capacidade de monitorar o uso de suas bandeiras.

"Segundo a regulamentação da navegação global, os Estados emissores das bandeiras detêm a tarefa de garantir que os padrões técnicos sejam seguidos e que haja seguro adequado contra vazamentos de petróleo", segundo Hilgenstock.

"Mas, em relação à frota fantasma da Rússia, estamos falando de jurisdições que, simplesmente, não são confiáveis para desempenhar esta função."

Em outubro de 2025, um petroleiro com bandeira do Benin, suspeito de servir de plataforma de lançamento de drones misteriosos que forçaram o fechamento de aeroportos na Dinamarca, foi detido perto do litoral da França.

Inicialmente, o promotor público de Brest, na França, Stéphane Kellenberger, declarou à agência de notícias France-Presse que a detenção ocorreu devido à "recusa da tripulação a cooperar" e à "falta de justificativa para a nacionalidade do navio".

O navio se chamava Boracay e havia recentemente mudado de nome. Antes, ele se chamava Pushpa e já havia sido batizado como Odysseus, Varuna e Kiwala — e navegado com sete bandeiras diferentes.

Ao ser interceptado pela marinha francesa, ele transportava 750 mil barris de petróleo provenientes do terminal petrolífero russo de Primorsk, perto de São Petersburgo, para Vadinar, no oeste da Índia.

Houve também incursões suspeitas de drones russos nos céus de três aliados da Otan: Suécia, Noruega e Alemanha. E, no dia 6 de novembro de 2025, o aeroporto de Bruxelas, na Bélgica, foi forçado a fechar temporariamente, quando drones foram identificados em locais próximos e em outras regiões do país, incluindo uma base militar.

Como resultado da investigação sobre o Boracay, países da Otan lançaram a missão Sentinela do Báltico.

"Os capitães dos navios precisam entender que potenciais ameaças à nossa infraestrutura terão consequências, incluindo possíveis abordagens, apreensões e prisões", afirmou o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

O Reino Unido, Dinamarca, Suécia e Polônia afirmam que estão inspecionando documentos de seguro no Canal da Mancha, nos estreitos dinamarqueses, no golfo da Finlândia e no estreito entre a Suécia e a Dinamarca.

Já a Estônia, Finlândia, Alemanha, Islândia, Letônia, Lituânia, Holanda e Noruega concordaram em "interceptar e deter" navios fantasmas da Rússia, em resposta a diversos cortes de cabos e incidentes submarinos sem explicação, perto de infraestrutura crítica instalada no mar Báltico.

Mas os navios da frota fantasma só podem ser interceptados nos portos ou em águas territoriais, uma zona estreita a 12 milhas náuticas (cerca de 22 km) do litoral.

Em águas internacionais, a interceptação é muito mais difícil, especialmente porque o Ocidente é o principal defensor da liberdade de navegação no mundo. E, segundo o princípio de "passagem inocente", os Estados só podem interceptar navios que eles acreditem ameaçar a sua segurança.

Políticos russos reivindicam que eventuais ações hostis contra petroleiros transportando petróleo produzido no país sejam considerados um ataque à Rússia. E, quando a Estônia tentou deter um petroleiro que navegava sem bandeira entre a Estônia e a Finlândia, em maio de 2025, Moscou enviou um jato de combate para voar em torno dele.

As principais empresas de navegação normalmente aposentam os petroleiros com cerca de 15 anos de serviço. E, aos 25, eles são normalmente transformados em sucata.

Mas os navios da frota fantasma não são aceitos para desmantelamento. E, em dezembro de 2024, autoridades russas tiveram dificuldades para conter até 5 mil toneladas de petróleo, que vazaram de dois petroleiros de 50 anos danificados em uma forte tempestade de fim de semana, no estreito de Kerch.

Um importante cientista russo considerou o vazamento a pior "catástrofe ambiental" do país no século 21.

"Esta é a primeira vez em que houve vazamento de óleo combustível nessas quantidades", declarou a um jornal russo o chefe da Academia Russa de Ciências, Viktor Danilov-Danilyan.

Empresas de fachada em jurisdições como Dubai, nos Emirados Árabes Unidos — algumas delas, financiadas por empresas petrolíferas russas, segundo o jornal Financial Times — compram navios no fim da sua vida útil, desestabilizando o mercado e desestimulando o investimento em novos petroleiros.

Em seguida, um rápido processo de compra e venda por anônimos ou empresas recém-formadas obscurece o rastreamento dos navios.

E a manutenção dos petroleiros é tão ruim quanto a sua regulamentação, deixando os navios sujeitos a vazamentos e falhas mecânicas. Transponders quebrados ou desligados também aumentam o risco de colisão com outros navios em águas rasas.

Um petroleiro capaz de atravessar o canal de Suez com 15 anos de idade custa cerca de US$ 40 milhões (cerca de R$ 202 milhões), segundo a corretora Xclusiv Shipbrokers. Já a S&P afirma que uma única viagem de um mês transportando petróleo russo do mar Negro para a Índia pode render para o seu dono mais de US$ 5 milhões (cerca de R$ 25,2 milhões).

Os donos de navios fantasmas embolsam os lucros, repassando os possíveis prejuízos para o resto do mundo. Afinal, sem a cobertura de seguro, alguém terá que pagar pelos danos no caso de acidentes ou vazamentos de óleo.

E, mesmo quando as sanções forem levantadas, a marinha fantasma continuará navegando e formando novos grupos em outros setores do transporte marítimo.

Já estão surgindo os esboços de uma "Frota Fantasma 2.0", segundo a publicação especializada Lloyd's List. Ela menciona, como exemplo, um navio porta-contêineres chinês chamado Heng Yang 9, identificado repetidas vezes em rotas entre a Ucrânia ocupada pela Rússia e Istambul, na Turquia.

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OpenAI derrota ação da xAI sobre suposto roubo de segredos comerciais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/06/2026 13:46

Tecnologia OpenAI derrota ação da xAI sobre suposto roubo de segredos comerciais Juíza concluiu que a empresa de Elon Musk não apresentou provas de que a OpenAI obteve informações confidenciais de forma indevida durante o recrutamento de um ex-engenheiro da rival. Por Reuters

Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou a ação movida pela xAI, de Elon Musk, que acusava a OpenAI de roubar segredos comerciais da empresa.

A magistrada Rita Lin afirmou que a xAI não comprovou que a OpenAI incentivou o ex-engenheiro Xuechen Li a obter informações confidenciais indevidamente.

Segundo a juíza, não há provas de que Li revelou segredos do chatbot Grok. Ela encerrou o processo definitivamente por considerar uma nova tentativa "inútil".

A ação, iniciada em setembro do ano passado, alegava que ex-funcionários levaram códigos-fonte confidenciais para a OpenAI ao mudarem de emprego.

A xAI faz parte do grupo SpaceX, liderado por Elon Musk. Até o momento, os advogados da empresa não comentaram a decisão judicial.

Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira uma ação movida pela xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, que acusava a OpenAI, de Sam Altman, de se apropriar de segredos comerciais da companhia.

A juíza Rita Lin, de São Francisco, afirmou que a xAI não conseguiu comprovar que a OpenAI incentivou o ex-engenheiro da empresa Xuechen Li a obter informações confidenciais de forma indevida.

Segundo a magistrada, também não há evidências de que Li tenha revelado segredos comerciais da xAI durante uma apresentação feita enquanto participava de um processo de recrutamento da OpenAI.

Lin encerrou o processo de forma definitiva, afirmando que seria "inútil" permitir que a xAI continuasse com a ação. Em fevereiro, ela já havia rejeitado uma versão anterior do processo.

Apresentada originalmente em setembro do ano passado, a ação alegava que ex-funcionários da xAI levaram informações confidenciais da empresa, incluindo códigos-fonte relacionados ao chatbot Grok, ao deixarem seus cargos para trabalhar na OpenAI.

A xAI integra o grupo SpaceX, controlado por Elon Musk e com atuação nas áreas espacial, de satélites e de inteligência artificial.

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT — Foto: AP/Michael Dwyer, Arquivo

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Grande fã de Musk, bilionário Ron Baron compra US$ 1 bilhão de ações em IPO da SpaceX; saiba quem é

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/06/2026 11:48

Tecnologia Grande fã de Musk, bilionário Ron Baron compra US$ 1 bilhão de ações em IPO da SpaceX; saiba quem é Com isso, Baron elevou sua participação na empresa para US$ 25 bilhões. Por Redação g1 — São Paulo

Uma transmissão ao vivo mostra o CEO da SpaceX, Elon Musk, no dia da oferta pública inicial (IPO) da SpaceX no Nasdaq MarketSite, na cidade de Nova York, EUA, 12 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Jeenah Moon

O fundador, presidente e gestor de portfólio da Baron Capital, Ron Baron, afirmou nesta segunda-feira (15) que comprou US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhões) em ações da SpaceX na oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da companhia, na sexta-feira (12) da semana passada.

Com isso, o bilionário elevou sua participação na empresa para US$ 25 bilhões (R$ 127,1 bilhões), considerando todos os fundos geridos por ele.

"Acredito que vamos ganhar centenas de bilhões de dólares [com o investimento]", afirmou Baron em entrevista ao canal americano CNBC.

Baron é conhecido no mercado financeiro por ser um dos maiores fãs de Elon Musk, fundador da SpaceX e da Tesla. Segundo a Forbes, o gestor de fundos ficou bilionário ao investir em empresas de Musk.

"O que eles fizeram não é algo que qualquer outra empresa consiga fazer", disse Baron à CNBC. "Eles estão pelo menos 10 anos à frente de qualquer concorrente, seja na fabricação de foguetes, satélites ou na construção de redes".

De acordo com Baron, sua expectativa é que o valor de mercado da SpaceX aumente muito nos próximos dez anos, ficando entre US$ 20 trilhões (R$ 101,7 trilhões) e US$ 40 trilhões (R$ 203,3 trilhões). No fechamento dos mercados na última sexta-feira, a empresa valia US$ 2,1 trilhões (R$ 10,7 trilhões).

Ainda segundo a Forbes, Tesla e SpaceX são as duas empresas com as maiores participações de Baron, seguidas pela empresa de seguros Arch Captial Group, a companhia de tecnologia Gartner e o fornecedor de dados imobiliários comerciais CoStar Group.

Com uma fortuna estimada em US$ 8 bilhões (R$ 40,7 bilhões), Baron é a 455ª pessoa mais rica do mundo em 2026, segundo a Forbes.

De acordo com a revista, o bilionário é presidente e fundador da Baron Funds, empresa de gestão de ativos fundada em 1982 e que administra cerca de US$ 53 bilhões (R$ 269,4 bilhões) em recursos.

Ainda segundo a Forbes, Baron é dono de uma das maiores propriedades nos Hamptons, região litorânea de alto padrão no estado de Nova York. O custo da sua residência era de, inicialmente, US$ 152 milhões (R$ 772,6 bilhões) — valor que deve ter aumentado nos últimos anos.

Baron é filho de um engenheiro e de uma agente de compras do governo federal, e gostaria de ter sido médico, mas não conseguiu entrar na faculdade de medicinia.

Segundo a Forbes, Baron é conhecido no mercado financeiro por ser um grande fã do bilionário e empresário Elon Musk. Em 2024, por exemplo, o principal fundo de sua empresa, o Baron Partners Fund detinha cerca de 40% de seus ativos investidos na Tesla e outros 17% investidos na SpaceX.

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Justiça aprova pedido de recuperação judicial da dona da Tok&Stok e da Mobly

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/06/2026 11:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,042-0,39%Dólar TurismoR$ 5,248-0,35%Euro ComercialR$ 5,855-0,04%Euro TurismoR$ 6,106-0,04%B3Ibovespa173.407 pts1,33%MoedasDólar ComercialR$ 5,042-0,39%Dólar TurismoR$ 5,248-0,35%Euro ComercialR$ 5,855-0,04%Euro TurismoR$ 6,106-0,04%B3Ibovespa173.407 pts1,33%MoedasDólar ComercialR$ 5,042-0,39%Dólar TurismoR$ 5,248-0,35%Euro ComercialR$ 5,855-0,04%Euro TurismoR$ 6,106-0,04%B3Ibovespa173.407 pts1,33%Oferecido por

O Grupo Toky, dono da Tok&Stok e da Mobly, afirmou nesta segunda-feira (15) que a Justiça aprovou o pedido de recuperação judicial da companhia e de suas subsidiárias.

🔎 Recuperação judicial é um processo em que uma empresa com dificuldades financeiras pede proteção à Justiça para renegociar dívidas e evitar a falência, enquanto continua funcionando.

A empresa entrou com o pedido de recuperação judicial em maio deste ano, na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo, citando uma dívida superior a R$ 1 bilhão.

Na ocasião, a companhia informou que a decisão foi tomada após dificuldades enfrentadas pelo setor de móveis e decoração, como juros altos, aumento do endividamento das famílias e crédito mais restrito.

Segundo a empresa, esse cenário reduziu as vendas e afetou o caixa do grupo. A Toky também afirmou que vinha negociando a reestruturação das dívidas da Tok&Stok com credores, mas que o endividamento continuou crescendo.

A companhia afirmou que o objetivo do pedido é preservar as operações, manter os serviços e criar condições para renegociar as obrigações financeiras.

No pedido de recuperação judicial protocolado na Justiça de São Paulo, o Grupo Toky solicitou medidas urgentes para evitar o colapso das operações e garantir a continuidade das atividades, citando "risco de dano irreparável" nas operações da companhia.

Um dos principais pedidos da empresa é a liberação imediata de cerca de R$ 77 milhões em valores de vendas feitas no cartão de crédito que estão retidos pela SRM Bank.Segundo o grupo, o bloqueio desses valores afetou o caixa da empresa e colocou em risco pagamentos básicos, como salários de mais de 2 mil funcionários.A companhia também pediu à Justiça a suspensão, por 180 dias, de cobranças e ações por dívidas enquanto tenta renegociar os débitos com credores (o chamado “stay period”).

Outro ponto do pedido é a manutenção de contratos e serviços considerados essenciais para o funcionamento da empresa.

O grupo quer impedir interrupções em operações de logística, transporte, sistemas digitais, computação em nuvem, energia elétrica e abastecimento de água.

O Grupo Toky foi criado em 2024 após a união entre a Mobly e a Tok&Stok, duas marcas tradicionais do setor de móveis e decoração no Brasil.

A fusão deu origem a um dos maiores grupos de varejo de casa e decoração da América Latina, combinando operações físicas e digitais.

A Mobly foi fundada em 2011 por Victor Pereira Noda, Marcelo Rodrigues Marques e Mário Carlos Fernandes Filho, com foco em vendas online de móveis e itens de decoração.

A empresa recebeu investimentos da Rocket Internet e expandiu sua atuação para lojas físicas, contando atualmente com 11 unidades entre megastores, outlets e lojas compactas.

Já a Tok&Stok foi fundada em 1978 pelos franceses Régis e Ghislaine Dubrule. A marca ganhou espaço no mercado brasileiro ao apostar em móveis modernos, modulares e acessíveis, acompanhando o crescimento da classe média urbana e do mercado de apartamentos no país.

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Levi’s ironiza exigência da Fifa para a Copa de 2026 e brinca com logo coberto em estádio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/06/2026 10:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,037-0,52%Dólar TurismoR$ 5,245-0,41%Euro ComercialR$ 5,850-0,13%Euro TurismoR$ 6,105-0,07%B3Ibovespa173.990 pts1,67%MoedasDólar ComercialR$ 5,037-0,52%Dólar TurismoR$ 5,245-0,41%Euro ComercialR$ 5,850-0,13%Euro TurismoR$ 6,105-0,07%B3Ibovespa173.990 pts1,67%MoedasDólar ComercialR$ 5,037-0,52%Dólar TurismoR$ 5,245-0,41%Euro ComercialR$ 5,850-0,13%Euro TurismoR$ 6,105-0,07%B3Ibovespa173.990 pts1,67%Oferecido por

A Levi’s ironizou, no último domingo (14), a cobertura do logo da marca no Levi’s Stadium — estádio localizado em São Francisco e que leva o nome da empresa como parte de um contrato de naming rights.

A medida foi uma exigência da Federação Internacional de Futebol (Fifa) durante a realização dos jogos da Copa do Mundo de 2026.

Pelas regras da entidade, estádios que tenham marcas em seus nomes são obrigados a esconder os logotipos e são rebatizados durante o torneio — o Levi’s Stadium, por exemplo, foi chamado de “San Francisco Stadium” para o Mundial.

Em uma publicação nas redes sociais, a Levi’s compartilhou imagens do logo coberto por um pano branco, acompanhadas de frases que fazem parte de uma tendência na internet e ironizam a situação.

A ideia é sugerir que, mesmo com o nome oculto, as pessoas ainda reconheceriam o estádio como o Levi’s Stadium. Veja abaixo:

A empresa também aproveitou para mudar sua foto de perfil nas redes sociais, adotando a imagem do logo coberto por um pano branco.

Após as mudanças, seguidores da Levi’s nas redes sociais entraram na brincadeira e elogiaram a estratégia de marketing da marca.

Levi's muda imagem de perfil para o logo coberto com um pano branco. — Foto: Reprodução/Instagram

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Fox compra Roku por US$ 22 bilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/06/2026 10:58

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A Fox Corporation anunciou nesta segunda-feira (15) que firmou um acordo para a compra da Roku, plataforma e sistema operacional de televisões, voltada a facilitar o acesso a serviços de streaming.

A aquisição será feita por meio de uma combinação de dinheiro e ações ordinárias (com direito a voto), em um negócio de aproximadamente US$ 22 bilhões (R$ 111,8 bilhões). O preço pago por ação será de US$ 160 (R$ 813,23).

A transação combina o conteúdo de esportes, notícias e entretenimento da Fox e o serviço Tubi com a plataforma de streaming, o The Roku Channel, dados primários da companhia e relacionamento direto com mais de 100 milhões de lares.

A empresa resultante da fusão se tornará a terceira maior do setor de televisão dos EUA em termos de participação de audiência, informaram as empresas.

"Juntas, Fox e Roku criarão uma empresa de mídia e tecnologia de última geração em grande escala, posicionada na interseção de duas das forças mais importantes que estão remodelando o consumo de vídeo: a primazia duradoura dos esportes e notícias ao vivo e o crescimento contínuo do streaming", afirmou a empresa em comunicado feito ao mercado.

A Roku é uma das primeiras empresas a levar plataformas de streaming como Netflix e YouTube para a televisão por meio de dispositivos conectados e smart TVs.

Após a conclusão, os atuais acionistas da Fox deverão deter cerca de 73% da empresa resultante da fusão e os acionistas da Roku, cerca de 27%. A expectativa é que o negócio seja concluído no primeiro semestre de 2027.

Segundo o presidente-executivo e diretor-executivo da Fox Corporation, Lachlan Murdoch, a combinação "transformará o escopo" da empresa e deve trazer uma mudança "significativa" no perfil de crescimento.

"Executamos essa aquisição a partir de uma posição de solidez financeira — mantendo nosso balanço patrimonial com grau de investimento, enquanto oferecemos aos nossos acionistas um programa ininterrupto de retorno de capital na forma de recompra de ações e dividendos", afirmou em nota.

Ainda de acordo com a empresa, a expectativa é que a transação acelere a estratégia digital da Fox, contribua para o aumento do fluxo de caixa. A empresa espera economizar cerca de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) por ano com redução de custos, além de ter a chance de aumentar suas receitas.

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