RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Banco Central amplia acesso a contas em moeda estrangeira no Brasil; veja o que muda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 20:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%Oferecido por

O Banco Central (BC) anunciou nesta quinta-feira (18) novas regras que ampliam o acesso a contas em moeda estrangeira no Brasil. A medida faz parte da regulamentação do Marco Legal do Câmbio e tem como objetivo facilitar operações internacionais, reduzir custos e tornar o mercado cambial mais moderno.

As novas regras entram em vigor em 1º de outubro de 2026. Até lá, bancos e demais instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio terão prazo para adaptar seus sistemas.

Segundo o Banco Central, a mudança não altera a proibição do uso de moedas estrangeiras, como dólar e euro, para pagamentos no dia a dia dentro do Brasil e também não interfere na cotação do câmbio.

Hoje, apenas alguns grupos podem manter contas em moeda estrangeira no país, como instituições financeiras, embaixadas e empresas de setores específicos.

empresas que exportam produtos para outros países;empresas que tenham empréstimos ou outras dívidas contratadas no exterior;empresas com participação de investidores estrangeiros;pessoas jurídicas de fora do Brasil que realizem operações de crédito ou investimentos diretos no país.

De acordo com o Banco Central, a ampliação acompanha o crescimento das relações comerciais e financeiras entre o Brasil e outros países..

A mudança permitirá que mais empresas ligadas a negócios internacionais mantenham recursos em moedas estrangeiras, como dólar e euro, em contas abertas no Brasil.

Outra novidade é que algumas transferências de recursos entre essas contas poderão ser feitas sem a necessidade de contratar uma operação de câmbio, o que deve tornar o processo mais simples e barato.

mais facilidade para administrar recursos recebidos ou enviados ao exterior;melhor gerenciamento das oscilações do câmbio;redução de custos em operações internacionais;aumento da competitividade de empresas que fazem negócios com outros países;atração para o Brasil de operações financeiras que hoje são realizadas no exterior

No caso das empresas exportadoras, por exemplo, os recursos mantidos nessas contas deverão estar relacionados às atividades de exportação e a outras movimentações permitidas pela regulamentação.

Já nas operações de crédito externo e investimento estrangeiro, as transações deverão seguir as regras já exigidas pelo Banco Central para esse tipo de operação.

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Impasse com credores e novos riscos judiciais em Alagoas derrubam ações da Braskem

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 15:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1731,28%Dólar TurismoR$ 5,3751,39%Euro ComercialR$ 5,9301%Euro TurismoR$ 6,1790,98%B3Ibovespa168.428 pts-0,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,1731,28%Dólar TurismoR$ 5,3751,39%Euro ComercialR$ 5,9301%Euro TurismoR$ 6,1790,98%B3Ibovespa168.428 pts-0,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,1731,28%Dólar TurismoR$ 5,3751,39%Euro ComercialR$ 5,9301%Euro TurismoR$ 6,1790,98%B3Ibovespa168.428 pts-0,02%Oferecido por

As ações da Braskem caíram quase 12% nesta quinta-feira (18). O recuo ocorreu por dificuldades na reestruturação de dívidas e novas preocupações com o desastre em Maceió.

Analistas do UBS BB destacaram a situação financeira desafiadora da petroquímica no curto prazo. As incertezas sobre as obrigações imediatas devem manter as oscilações das ações.

A Braskem e o IG4 Capital enfrentam resistência de credores para aprovar a reestruturação extrajudicial. Parte dos credores questiona os termos e as garantias propostas.

Embora descarte a recuperação judicial, a empresa alterou seu estatuto este mês. As mudanças autorizam o conselho a deliberar sobre recuperação extrajudicial, judicial ou falência.

A Justiça Federal em Alagoas tornou a petroquímica e ex-dirigentes réus pelo desastre em Maceió. A decisão amplia preocupações com riscos jurídicos e de imagem.

As dificuldades para avançar em uma reestruturação da dívida e as novas preocupações em torno do desastre em Maceió pesam sobre a Braskem nesta quinta-feira (18), levando as ações da petroquímica a cair quase 12% e renovar a mínima do ano.

Analistas do UBS BB chamaram a atenção para a situação financeira desafiadora da Braskem no curto prazo, destacando que as incertezas em torno da capacidade da companhia de administrar suas obrigações mais imediatas devem continuar provocando oscilações nas ações, apesar de um ambiente mais favorável para as margens do setor petroquímico.

Na máxima intradia do ano, no início de março, as ações da Braskem chegaram a R$ 13,78. Nesta quinta-feira, por volta das 14h35, os papéis caíam 8,36%, para R$ 7,67. Na mínima do dia, foram negociados a R$ 7,40, menor nível intradia desde 19 de dezembro de 2025.

Segundo reportagem da Bloomberg publicada na quarta-feira, a Braskem e seu novo acionista controlador, o IG4 Capital, vêm encontrando dificuldades para obter apoio suficiente dos credores para levar adiante uma proposta de reestruturação extrajudicial das dívidas.

De acordo com fontes ouvidas pela agência, parte dos credores resiste aos termos apresentados pela empresa por considerar que eles favorecem determinados grupos em detrimento de outros.

Também foram levantadas preocupações sobre as garantias oferecidas pela Braskem e sobre a falta de uma alternativa que permitisse aos credores converter parte da dívida em participação na companhia.

Já fontes ouvidas pela revista "Veja" afirmaram que a empresa descarta recorrer à recuperação judicial e continua buscando um acordo com os credores.

"De modo geral, entendemos que o caminho da empresa para uma solução de liquidez permanece incerto e pode incluir risco de diluição para acionistas minoritários", afirmaram os analistas do UBS BB.

"Embora consideremos que a empresa possa superar esses desafios e alcançar uma perspectiva mais construtiva no médio e longo prazo, as incertezas ao longo desse caminho sustentam nossa recomendação neutra", acrescentaram em relatório a clientes.

No início deste mês, os acionistas da Braskem aprovaram mudanças no estatuto da companhia que autorizam o conselho de administração a decidir sobre um eventual pedido de recuperação extrajudicial.

Em situações de urgência, o colegiado também poderá deliberar sobre um pedido de recuperação judicial ou até mesmo sobre a confissão de falência.

Em outra frente, a Justiça Federal em Alagoas tornou a petroquímica e ex-dirigentes réus em um processo que apura as responsabilidades pelo desastre socioambiental em Maceió.

Na avaliação dos analistas, a decisão pode aumentar as preocupações dos investidores com os riscos jurídicos e os danos à imagem da companhia.

Rompimento da mina 18, da Braskem, aconteceu sob a lagoa Mundaú; dique que havia no local afundou com o solo — Foto: Secom Alagoas

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iPhone no Brasil passa a aceitar lojas de apps rivais e pagamentos de terceiros após acordo entre Apple e Cade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 14:53

Tecnologia iPhone no Brasil passa a aceitar lojas de apps rivais e pagamentos de terceiros após acordo entre Apple e Cade Mudança começa nesta quinta-feira (18) e permite que usuários baixem apps fora da App Store e utilizem sistemas de pagamento alternativos no iPhone. Por Darlan Helder, g1

Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple em Taiwan, em foto de 19 de setembro de 2025 — Foto: Reuters/Ann Wang

Donos de iPhone no Brasil já podem baixar aplicativos de lojas rivais da App Store e usar sistemas de pagamento de terceiros. A mudança começou a valer nesta quinta-feira (18) e faz parte de um acordo entre a Apple e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após meses de disputa.

➡️ O que muda na prática? A partir de agora, donos de iPhones poderão comprar e baixar aplicativos em lojas rivais da App Store. Ao comprar ou assinar um aplicativo, por exemplo, também será possível usar métodos de pagamento diferentes do sistema da Apple. As duas opções (a da Apple e a de terceiros) deverão ser exibidas lado a lado para os usuários.

A mudança passa a valer com a atualização para o iOS 26.5. Para verificar se ela já está disponível no seu iPhone, acesse "Ajustes", "Geral" e "Atualização de Software".

A Apple sempre foi contra a mudança, alegando riscos à segurança e à privacidade de seus clientes.

Em comunicado divulgado nesta quinta, a empresa afirmou que "trabalhou para reduzir os novos riscos à privacidade e à segurança que essas alterações criam, oferecendo aos usuários no Brasil a melhor e mais segura experiência possível".

"A Apple trabalhou com o regulador brasileiro para introduzir proteções contra essas novas ameaças, incluindo importantes salvaguardas para usuários mais jovens. Essas medidas incluem a autenticação de apps do iOS, um processo de autorização para lojas de apps e requisitos que protegem as crianças de conteúdo inadequado e golpes", completou.

A mudança é parecida com a que a Apple teve que fazer na União Europeia, onde desenvolvedores tinham que pagar taxas de até 30% por cada transação feita em seus aplicativos por meio do sistema de pagamentos da empresa.

A decisão faz parte de um processo administrativo em que o Cade apurava acusações de práticas anticoncorrenciais no ecossistema do iOS, sistema operacional da Apple.

A investigação começou em dezembro de 2022, após uma denúncia do Mercado Livre que apontava possível abuso de posição dominante na distribuição de aplicativos para iPhone.

Em novembro de 2024, a Superintendência-Geral do Cade abriu um processo administrativo e impôs uma medida preventiva que obrigava a Apple a permitir que desenvolvedores e usuários escolhessem outros sistemas de pagamento para compras em aplicativos.

Em junho de 2025, a Superintendência-Geral do Cade recomendou a condenação da empresa após sua apuração revelar um conjunto de ações restritivas ligadas à venda de conteúdos digitais dentro do ecossistema da Apple.

Em julho de 2025, a Apple iniciou um processo de acordo, o que levou à suspensão do prazo para cumprimento da medida preventiva. Quando o acordo foi aprovado, em dezembro de 2025, a empresa tinha que encerrar o processo judicial que buscava anular a medida preventiva do Cade.

Em caso de descumprimento total do acordo, a Apple poderia ser multada em até R$ 150 milhões. Além disso, o Cade poderia retomar a investigação e a medida preventiva.

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Carro esportivo de Lego em tamanho real atinge 111 km/h e quebra recorde de velocidade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 12:47

Carros Carro esportivo de Lego em tamanho real atinge 111 km/h e quebra recorde de velocidade Réplica do Koenigsegg Sadair’s Spear usa mais de 327 mil peças e pesa mais de 1.800 kg. Modelo tem portas, capô e tampa traseira com abertura elétrica, igual ao esportivo original. Por Redação g1

Koenigsegg Sadair’s Spear feito de Lego na escala 1:1 bate recorde de velocidade — Foto: Divulgação / Lego

Uma réplica em tamanho real do Koenigsegg Sadair's Spear, com carroceria construída inteiramente com peças de Lego, atingiu a velocidade de 111 km/h. O veículo pesa 1.800 kg e registrou na pista de Goodwood, Inglaterra, o recorde de modelo montável mais rápido já feito pela empresa de brinquedos dinamarquesa.

O projeto foi executado pela equipe de modelistas da Lego em Kladno, na República Tcheca, e precisou de mais de 9,4 mil horas de mão de obra para ser concluído.

O veículo foi feito com cerca de 327 mil peças da linha Technic, que correspondem a 400 kg do veículo, e montado sobre um chassi de metal customizado com gaiola de proteção nos padrões de segurança da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

A construção utiliza rodas de fibra de carbono originais da Koenigsegg, pneus da Pirelli, suspensão real e freios a disco de competição.

Koenigsegg Sadair’s Spear feito de Lego na escala 1:1 bate recorde de velocidade — Foto: divulgação / Lego

Para alcançar a velocidade recorde e superar os modelos anteriores da marca, o veículo foi equipado com um motor elétrico que traciona as rodas traseiras, substituindo o motor V8 biturbo original de 1.603 cavalos do modelo real.

A réplica também inclui o sistema automatizado da montadora sueca, que permite abrir simultaneamente as portas, o capô e a tampa do motor. Essa forma de acessar o carro é algo característico da Koenigsegg.

Diversas partes do veículo foram adaptadas com peças incomuns da marca, como componentes de naves de Star Wars nos faróis dianteiros, janelas de trens de brinquedo nas lanternas traseiras e aros de rodas da linha Ninjago para simular os amortecedores do carro real.

O lançamento do megacarro em tamanho real ocorreu em conjunto com o anúncio de uma versão comercial menor do Koenigsegg Sadair's Spear em escala 1:8.

O kit voltado para o público adulto possui 4.104 peças e reproduz as funções mecânicas do veículo original, incluindo o motor de pistões V8 funcionais e a transmissão de nove marchas.

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Amazon traz Alexa+ ao Brasil e aposta em IA como o ChatGPT para renovar assistente virtual

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 11:47

Tecnologia Amazon traz Alexa+ ao Brasil e aposta em IA como o ChatGPT para renovar assistente virtual Nova versão usa IA trubinada para conversar de forma mais natural e realizar tarefas mais complexas. Novidade custa R$ 100 por mês para quem não é assinante do Amazon Prime. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

A Amazon anunciou nesta quinta-feira (18) o lançamento da Alexa+ no Brasil. A nova versão da assistente virtual passa a usar inteligência artificial generativa, tecnologia semelhante à do ChatGPT, e agora é capaz de executar tarefas mais complexas.

A Alexa+ já estava disponível nos Estados Unidos desde 2025 e chega agora ao Brasil custando R$ 99,90 por mês para quem quiser contratar separadamente. Já os assinantes do Amazon Prime, que custa R$ 19,90 mensais, terão acesso à nova versão sem custo adicional.

A Amazon afirma que a Alexa "turbinada" funcionará na maioria dos dispositivos Echo, com exceção dos modelos de primeira geração. O recurso começa a ser liberado gradualmente aos clientes a partir desta quinta-feira. Os interessados podem entrar na fila de acesso pelo site da Amazon ou dizendo "Alexa, quero Alexa+" para a assistente.

"Dezenas de milhares de clientes serão convidados nas próximas semanas, com expansão contínua", afirmou a empresa.

Segundo a Amazon, quem comprar novos dispositivos da marca a partir de hoje terá acesso antecipado à novidade.

Antes da Alexa+, a assistente da Amazon era baseada principalmente em comandos pré-programados e modelos preditivos. Com a IA generativa, ela passa a realizar tarefas mais complexas, seguindo o caminho de IAs mais espertas como ChatGPT, Gemini e Claude.

A principal diferença em relação à Alexa atual está na forma como ela conversa com o usuário. Segundo a Amazon, a Alexa+ tem interações mais naturais, entende expressões brasileiras, inclusive regionais, e deixa de lado parte do comportamento mais robótico das versões anteriores.

Além disso, a assistente consegue lidar com múltiplos comandos em uma mesma conversa e conta com memória, o que permite retomar assuntos abordados anteriormente.

Segundo a Amazon, ela pode aprender preferências do usuário, como estilos musicais e restrições alimentares, consultar compromissos na agenda e até redigir ou enviar e-mails, desde que esteja conectada ao serviço de e-mail utilizado pela pessoa.

A Alexa+ também pode realizar ações mais personalizadas. Por exemplo, se o usuário disser apenas que está com frio, ela poderá reduzir a temperatura do ar-condicionado automaticamente, desde que o aparelho esteja conectado à plataforma.

A empresa também adiantou que, "muito em breve", será possível pedir para a Alexa+ chamar um Uber. Ao receber o comando, a assistente confirmará o destino, a categoria do carro, valor, o tempo estimado de chegada e solicitará a corrida.

O processo, porém, não será instantâneo. Em demonstrações feitas pela Amazon, a Alexa levou alguns minutos para concluir a tarefa. Segundo a empresa, isso acontece porque a assistente precisa se conectar a serviços externos, como a Uber, para executar a ação.

A Amazon também anunciou um novo aplicativo da Alexa+, que permitirá aos usuários continuar interagindo com a assistente mesmo quando estiverem fora de casa.

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Trump diz que Apple fará chips nos EUA em parceria com a Intel

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 08:55

Tecnologia Trump diz que Apple fará chips nos EUA em parceria com a Intel Segundo Trump, empresas vão projetar e fabricar chips nos EUA; acordo pode ajudar a Apple a reduzir a dependência da TSMC e fortalecer o negócio de fabricação da Intel. Por Reuters

O presidente da Apple, Tim Cook, e o presidente dos EUA, Donald Trump, na fábrica da Apple em Austin, Texas. — Foto: Tom Brenner/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (18), em uma publicação na rede social Truth Social, que a Apple concordou em trabalhar com a Intel para projetar e fabricar chips em território norte-americano.

Segundo o jornal Wall Street Journal, Intel e Apple chegaram a um acordo preliminar para a fabricação de alguns chips após mais de um ano de negociações. A Apple e a Intel ainda não comentaram a declaração de Trump.

A parceria ajuda a Apple a diversificar sua cadeia de produção de chips. Atualmente, a fabricante do iPhone depende fortemente da TSMC, cujas linhas de fabricação mais avançadas enfrentam alta demanda de empresas de inteligência artificial, como Nvidia e AMD.

Para a Intel, um contrato com a Apple garantiria demanda constante de uma das maiores empresas de eletrônicos de consumo do mundo. O acordo também poderia fortalecer a reputação da empresa e impulsionar seu negócio de fabricação de chips, que perdeu espaço para a TSMC nos últimos anos.

Após o anúncio, as ações da Intel avançavam cerca de 6,5% nas negociações pré-mercado, ampliando para cerca de três vezes os ganhos acumulados pela companhia no ano.

No início desta semana, a Intel informou que sua nova tecnologia de fabricação 18A entrou em produção inicial, em meio à forte demanda por seus processadores centrais.

O possível acordo ocorre em um momento em que o governo Trump intensifica esforços para fortalecer a cadeia de suprimentos de semicondutores dos Estados Unidos e reduzir a dependência da China.

No ano passado, a administração adquiriu uma participação de 10% na Intel e anunciou planos de investir cerca de US$ 10 bilhões na empresa para construir ou ampliar fábricas no país.

Trump já havia afirmado anteriormente que "deveria ter pedido mais" participação acionária na Intel, após a valorização da fatia do governo para mais de US$ 50 bilhões.

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Alvo da PF na Operação Compliance Zero: relembre a trajetória do Banco Pleno até a liquidação pelo BC

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 08:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%Oferecido por

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (18), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master.

Entre os alvos estão o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o banqueiro Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno, instituição que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em fevereiro deste ano.

A instituição pertencia ao grupo Banco Master e havia sido vendida, no segundo semestre do ano passado, a Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, encerrando uma trajetória marcada por mudanças de controle, tentativas de reposicionamento e instabilidade operacional.

O banco surgiu a partir do Banco Indusval & Partners (BI&P), fundado em 1967 e voltado principalmente ao crédito corporativo e ao financiamento do agronegócio.

Diante de dificuldades operacionais e resultados pressionados, a instituição passou por diversas reorganizações societárias.

Em 2019, sob o controle do empresário Roberto de Rezende Barbosa, a instituição adotou o nome Banco Voiter, em uma estratégia de enxugamento da estrutura e aposta em soluções digitais, mas sem conseguir estabilizar o negócio.

Em 2023, o banco negociou uma possível venda para a Capital Consig, que previa um aporte de R$ 100 milhões e a transferência do controle da instituição. A operação, porém, não avançou, abrindo espaço para conversas com o Banco Master.

No início do ano seguinte, os controladores do então Voiter anunciaram negociações com Daniel Vorcaro, sem divulgar os valores envolvidos. O acordo previa a transferência de controle e a incorporação das áreas de atacado, corretora e gestoras ao conglomerado do Master.

Pouco tempo depois, em julho de 2025, o Banco Central autorizou a transferência do controle para Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, dando origem ao Banco Pleno.

Após a venda ao Master, a família Rezende Barbosa entrou em disputa judicial contra o conglomerado e seus controladores, envolvendo uma debênture de R$ 400 milhões emitida pela controladora do grupo.

Segundo os vendedores, a primeira parcela de R$ 100 milhões não foi paga e, mesmo após um aditivo que previa o desembolso de R$ 200 milhões em duas parcelas, os valores também não foram quitados.

O Master alegou que os credores teriam exigido a antecipação do contrato. A família acionou a Justiça em São Paulo, com valor da causa estimado em R$ 470,5 milhões, mas desistiu do processo após um acordo homologado no início de novembro, poucos dias antes da intervenção do BC no grupo.

A aprovação da operação veio acompanhada de exigências, entre elas a apresentação de um plano para enfrentar eventuais problemas de liquidez.

Apesar disso, o banco manteve forte dependência de captação por meio de depósitos a prazo, especialmente Certificados de Depósito Bancário (CDBs), como principal fonte de financiamento.

🔎 Problemas de liquidez ocorrem quando o banco não tem caixa para cumprir compromissos imediatos, como saques e resgates, mesmo possuindo ativos no papel. Ou seja, tem patrimônio, mas não consegue convertê-lo rapidamente em dinheiro, o que gera atrasos, perda de confiança e, em casos graves, intervenção do BC.

Segundo dados do BC, em setembro o Banco Pleno tinha passivos de cerca de R$ 6,8 bilhões, dos quais aproximadamente R$ 5,2 bilhões em CDBs e cerca de R$ 760 milhões em letras financeiras.

Com o aumento da percepção de risco, esses títulos passaram a ser negociados no mercado secundário com taxas bem acima do CDI, o que indica vendas forçadas e deterioração da confiança dos investidores.

A presença do Banco Pleno no sistema financeiro era reduzida. Até setembro do ano passado, a instituição concentrava cerca de 0,04% dos ativos do setor, que superavam R$ 18 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,2 bilhões.

Nas captações, a fatia era de cerca de 0,05% de um total superior a R$ 13 trilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 6,5 bilhões.

Segundo o BC, a liquidação foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora.

"A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil."

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Quem é Augusto Lima, dono do Banco Pleno, ex-sócio de Daniel Vorcaro, alvo da PF e ligado a petistas da Bahia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 08:55

São Paulo Quem é Augusto Lima, dono do Banco Pleno, ex-sócio de Daniel Vorcaro, alvo da PF e ligado a petistas da Bahia Empresário baiano voltou a ser alvo da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (18), junto com o senador Jacques Wagner (PT-BA). Em 2025, ele comprou o Banco Pleno, que tem sede em SP, e ampliou negócios com o Credcesta em parceria com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Por Redação g1 SP — São Paulo

O banqueiro Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro, é alvo nesta quinta-feira (18) de mandados de busca e apreensão da nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). A sede do banco fica na Alameda Santos, no bairro dos Jardins, em São Paulo.

Ele já tinha sido preso preventivamente pela PF em novembro do ano passado na mesma operação e teve a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada fecvereiro deste ano pelo Banco Central do Brasil (BC).

Augusto Lima é controlador do Banco Pleno desde julho de 2025 e ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele tem um histórico associado não apenas às fraudes envolvendo o Banco Master, mas também a nomes ligados ao governo.

Segundo o blog do Valdo Cruz, o banqueiro é próximo a petistas da Bahia — como o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) — e passou a ganhar notoriedade após comprar a rede de supermercados Cesta do Povo, durante a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal).

Com a compra, Lima também adquiriu o Credcesta — um cartão de benefícios voltado a servidores públicos municipais e estaduais, que começou na Bahia e depois teve sua operação expandida para todo o país em parceria com o Banco Master.

Alvo da PF na Operação Compliance Zero: relembre a trajetória do Banco Pleno até a liquidação pelo BC

Segundo um requerimento da CPMI do INSS para a quebra de sigilo bancário de Lima, a ampliação do Credcesta transformou o cartão em um produto de crédito consignado “que se disseminou pelo país e passou a integrar carteiras negociadas com fundos de investimento e outras instituições financeiras”.

Ainda segundo o documento, uma parte relevante desses créditos oferecidos a aposentados e pensionistas não foi informada às autoridades ou não possuía recursos e estrutura suficientes para operar dentro das regras.

Lima também foi CEO do Banco Master e adquiriu o controle do Banco Pleno em 2025. A autorização do Banco Central foi concedida em julho do ano passado.

Segundo o blog do Valdo Cruz, foi Augusto Lima quem procurou Ricardo Lewandowski para contratá-lo como consultor jurídico do Banco Master, com a intermediação do líder do governo, Jaques Wagner. Lima também participou da reunião de Daniel Vorcaro com o presidente Lula no fim de 2024.

A liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) foi decretada pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta quarta-feira (18).

Segundo o BC, o conglomerado tinha uma participação muito pequena no sistema financeiro brasileiro. Até setembro do ano passado, concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam mais de R$ 18 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,6 bilhões.

Nas captações, a participação era de 0,05% do total de mais de R$ 13 trilhões, o equivalente a cerca de R$ 6,5 bilhões.

🔎 Os ativos são tudo o que o banco possui ou tem a receber, como empréstimos e investimentos. Já as captações são os recursos que ele recebe de clientes e investidores, por meio de depósitos, CDBs e outros produtos.

Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia.

O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora.

"A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil."

🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional.

O BC informou que continuará apurando responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades. Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis.

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Café solúvel fica fora de isenção do tarifaço e setor vai aos EUA pedir revisão: ‘Não tem lógica’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 05:48

Agro Café solúvel fica fora de isenção do tarifaço e setor vai aos EUA pedir revisão: 'Não tem lógica' Setor acredita em erro técnico e participará de audiência nos EUA para tentar reverter tarifa que pode chegar a 37,5%. Cafés em grão, torrado e moído ficaram isentos. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

A indústria brasileira de café solúvel defenderá o produto nacional em audiência nos EUA em 6 de julho. O setor tenta evitar novas tarifas de Donald Trump.

O café solúvel é o único tipo excluído das isenções tarifárias americanas. Para a Abics, a decisão não tem lógica pois os EUA dependem do produto brasileiro.

A associação enviará manifestação escrita até 1º de julho. O documento alertará sobre o impacto inflacionário do tarifaço e a dependência americana do produto importado.

Dados preliminares da Abics mostram que os EUA produzem apenas 6% do café solúvel consumido internamente.

Brasil vai defender café solúvel em audiência sobre tarifaço nos EUA: 'Não tem lógica', diz setor. — Foto: Creative commons

A indústria brasileira de café solúvel vai para os Estados Unidos defender o produto nacional contra a nova rodada de tarifas proposta por Donald Trump. A audiência pública acontece no dia 6 de julho, em Washington, e pode definir se os EUA vão sobretaxar, mais uma vez, o Brasil.

O café solúvel é o único tipo de café que ficou de fora da lista de isenções dos novos tarifaços, uma situação que se repete desde o ano passado.

"Nós vamos participar tanto da audiência como das manifestações por escrito", conta Aguinaldo Lima, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).

Em 1º de junho,Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX.No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falha no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil.Para ambos os casos, foi publicada uma vasta lista de isenções que inclui os cafés em grão, torrado e moído.

Soma-se a isso o fato de que o café solúvel aromatizado também foi beneficiado pelas isenções, enquanto a versão tradicional ficou de fora. "Acreditamos que possa ter ocorrido alguma falha na classificação dos códigos, porque não faz sentido", afirma.

Outra hipótese levantada pela Abics é a de que os americanos estejam tentando reindustrializar o setor.

"Mesmo que os EUA decidam produzir mais café solúvel, ainda precisariam importar a matéria-prima. Além disso, trata-se de uma indústria que não leva menos de quatro ou cinco anos para ser instalada. Esse, inclusive, é um dos argumentos que estamos apresentando", afirma.

"Por outro lado, sabemos que tudo isso é parte de um jogo mais complexo. Os Estados Unidos querem um bom acordo na área de minerais críticos, terras raras, PIX, big techs e por aí vai", comenta.

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Segundo Lima, uma das linhas de argumentação será mostrar o impacto do tarifaço sobre a inflação do café nos EUA, além da importância do solúvel brasileiro para a economia americana. "Essa análise ainda está sendo feita, mas vamos debater em cima de dados", reforça.

Números preliminares do relatório mostram que os EUA produzem apenas 6% do café solúvel consumido internamente.

"Todo o restante é importado, principalmente do Brasil e do México. Em 2024, [último ano antes do tarifaço], o Brasil respondeu por 37% de todo o volume de café solúvel importado pelos americanos", afirma Lima.

Ele reforça que os dados ainda estão sendo validados e que farão parte da manifestação escrita que a Abics está preparando para enviar às autoridades americanas. O documento será entregue até 1º de julho, prazo fixado pelos EUA para que governos e associações se manifestem sobre as tarifas.

Ele explica que boa parte da argumentação será feita por escrito porque cada pessoa só tem três minutos para falar na audiência pública. "Durante a apresentação, a gente precisa ser muito direto".

"Depois dos três minutos, eles abrem para perguntas. E, pela experiência que tivemos no ano passado, o café não é tão questionado. Geralmente, o setor de carne e os frigoríficos recebem mais perguntas", comenta.

Dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA (Bureau of Labor Statistics) mostram que a inflação do café solúvel nos EUA teve alta de 24% em maio, no acumulado em 12 meses.

Entre agosto de 2025 e fevereiro deste ano, o produto brasileiro foi taxado em 50% nos EUA, o que derrubou as vendas da indústria brasileira para este mercado. Em 20 de fevereiro, o Congresso dos EUA derrubou essa sobretaxa, mas, no mesmo dia, Trump impôs uma tarifa global de 10%.

"Em julho, vence o prazo da taxa de 10%", lembra Lima. Segundo ele, caso as novas tarifas entrem em vigor, o café solúvel brasileiro deve ser taxado em 37,5% no mercado americano e provocar mais um baque para o setor.

Além do impacto inflacionário nos EUA, Lima ressalta que o café solúvel é importante para a economia americana.

"Parte da agregação de valor do café solúvel é feita nos Estados Unidos. São as empresas de lá que envasam e fazem a distribuição. Isso gera emprego para os americanos. Não é um produto que vai pronto", destaca.

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Entre farpas e diplomacia: o saldo de Lula no G7 com Trump, UE e Ucrânia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 05:48

Mundo Entre farpas e diplomacia: o saldo de Lula no G7 com Trump, UE e Ucrânia Brasil endossou apenas três das oito declarações publicadas, evidenciando dissonância entre Brasília e o grupo das sete principais economias do mundo. Por BBC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou nesta quarta-feira (17/06) sua décima participação em uma cúpula do G7, o fórum que reúne sete das maiores economias industrializadas do planeta e do qual o Brasil participa como convidado ao lado de outros países em desenvolvimento.

O evento deste ano foi realizado em território francês, em Évian-les-Bains. Durante sua passagem pela pequena cidade localizada às margens do Lago de Genebra, Lula se reuniu em privado com as lideranças de Japão, Egito, Ucrânia, França e União Europeia (UE).

O presidente brasileiro também teve reuniões privadas com o presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin, e com o secretário-geral da Interpol, o brasileiro Valdecy Urquiza.

Nos corredores e reuniões ampliadas do evento, Lula também cruzou com todos os líderes participantes, inclusive com Donald Trump.

A expectativa para a interação com o presidente americano era grande com o tensionamento das relações diante da possibilidade da aplicação de novas tarifas e da classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas.

Ambos disseram ter conversado, mas após o término do fórum, durante coletivas de imprensa separadas, trocaram farpas, com Trump dizendo que o Brasil se tornou "perigoso do ponto de vista político" e Lula endossando sua visão de que o contraparte age como um "imperador".

Lula respondeu dizendo que é direito de Trump gostar de Bolsonaro, mas que ele não pode interferir nas eleições no Brasil.

Na França, o Brasil ainda encerrou sua participação no fórum endossando apenas três das oito declarações publicadas pelos países membros do G7 (Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão).

Segundo uma fonte de dentro do próprio governo brasileiro, esse saldo diplomático evidencia distância entre Brasília e o grupo das sete principais economias do mundo.

Em uma de suas primeiras interações registradas durante a reunião de cúpula de três dias, Trump e Lula se cruzaram nos corredores do hotel que hospeda a cúpula.

Em um vídeo obtido pelo portal ICL Notícias, o americano, ao ver o brasileiro, aponta em sua direção e caminha para saudá-lo. Trump então dá um tapinha nas costas de Lula e diz, em inglês: 'Tudo bem? Bom trabalho'.

O petista, que havia acabado de fazer um discurso sobre os desequilíbrios da economia mundial, responde olhando em direção a Trump.

No dia anterior, na sessão de fotos oficial, Lula e Trump apareceram próximos, mas não houve cumprimento, conversa pública ou interação registrada entre os dois presidentes.

Ao final da cúpula, porém, as divergências políticas entre os dois líderes ficaram evidentes, com troca de acusações durante coletivas de imprensa simultâneas.

Em Évian-les-Bains, Trump foi questionado sobre sua relação com o brasileiro e respondeu dizendo que o Brasil se tornou "perigoso do ponto de vista político" e citando de forma atrapalhada a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro na terça-feira (16/06), dizendo se tratar da prisão de candidato para as eleições.

Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF por coação no curso do processo, um crime que ocorre quando alguém tenta intimidar, pressionar ou interferir em investigações ou ações judiciais.

Ele foi acusado de articular nos Estados Unidos retaliações do governo Trump contra o Brasil e autoridades brasileiras para tentar impedir o julgamento do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-SP).

Lula teve a chance de rebater enquanto respondia a perguntas de jornalistas em uma coletiva de imprensa realizada em Genebra, que fica a cerca de 45 quilômetros da cidade francesa onde acontecia a cúpula.

"Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Só espero isso", disse o petista.

"Para mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem nenhum problema — é um problema dele afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil".

O Palácio do Planalto afirmou, porém, que continua negociando com Washington após o governo americano anunciar a possibilidade de aplicar uma taxação extra de 25% sobre parte das importações brasileiras.

Segundo Lula, sua equipe sequer chegou a pedir uma reunião bilateral com Donald Trump, pois os assuntos que precisam ser tratados já estão sendo discutidos por diplomatas e técnicos nos bastidores.

"A hora que terminar a negociação, se não der nada, eu não tenho nenhum problema de pegar o telefone e ligar para o Trump outra vez e marcar outra conversa", disse o presidente brasileiro.

Lula e Zelensky se reuniram a portas fechadas para falar sobre a guerra na Ucrânia — Foto: Getty Images

Também no último dia de cúpula, antes de viajar a Genebra para seu retorno ao Brasil, Lula se reuniu a portas fechadas com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Segundo Lula, este foi o melhor encontro que já teve com o ucraniano e, pela primeira vez, o sentiu "com disposição de encontrar solução" para o atual conflito com a Ucrânia.

"Pela primeira vez, senti Zelensky com disposição de encontrar solução. Ajudarei no que puder", destacou.

O presidente brasileiro afirmou ainda que reforçou para o ucraniano a importância dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU agirem de forma mais efetiva para acabar com a guerra. "São eles que têm o poder de veto. São eles que podem tomar a decisão para guerra ou para paz", afirmou.

Lula disse ainda que assumiu o compromisso de ligar para todos os cinco membros (China, Rússia, EUA, França e Reino Unido) para reforçar a necessidade de eles tomarem as rédeas do problema.

Em suas redes sociais, Zelensky disse que teve "uma boa reunião" com Lula e que ambos concordaram em fazer "novos contatos" sobre o tema.

Outro ponto alto da participação do Brasil no fórum foi a reunião bilateral entre Lula e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu.

Pouco mais de uma semana antes do início do G7, a UE oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos em território brasileiro, com um veto que deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem a algumas das exigências sanitárias europeias.

O veto não foi suspenso após as conversas, mas foi estabelecido que um acompanhamento mais próximo das negociações sobre padrões fitossanitários seria implementado a partir de agora.

O entendimento é de que uma relação apenas baseada no diálogo entre funcionários técnicos da UE e do governo brasileiro poderia estar dificultando o andamento das negociações e, por isso, uma visão mais "política" seria necessária para acelerar o processo.

Esse mesmo acompanhamento também será implementado nas tratativas sobre a exportação de produtos siderúrgicos.

Em abril deste ano, o bloco chegou a um acordo político para elevar de 25% para 50% as tarifas sobre importações de aço acima de cotas e reduzir significativamente os volumes isentos, em uma tentativa de proteger o setor diante da dominância chinesa.

Em suas redes sociais, Von der Leyen disse ainda que a Europa e o Brasil "olham para o mundo com os mesmos olhos" e que o acordo entre União Europeia e Mercosul, que entrou em vigor de forma provisória em maio, "é apenas o começo" da parceria.

Ao todo, os líderes do G7 adotaram nove declarações durante o fórum. Dessas, oito poderiam ser endossadas pelos países parceiros convidados, que é o caso do Brasil.

Os textos assinados pelo país tratavam do combate ao câncer, da garantia de um espaço digital seguro para crianças e adolescentes e da luta contra o tráfico de drogas.

As demais declarações discutiam soluções para os desequilíbrios macroeconômicos mundiais, o combate ao ebola, minerais críticos, parcerias internacionais para o desenvolvimento e combate ao contrabando de migrantes.

Segundo uma fonte ligada à diplomacia brasileira, esse cenário é reflexo da dissonância entre o Brasil e as potências do G7 em muitos tópicos.

O texto que trata de mineração, por exemplo, foi classificado por um interlocutor do governo como de "visão extrativista" e "anti-China".

No caso específico da edição de 2026 do fórum, o governo brasileiro admitiu que muito do que foi discutido ou assinado foi moldado para que os Estados Unidos de Donald Trump pudessem participar do evento sem muitos desconfortos.

Na edição passada, sediada pelo Canadá, o presidente americano deixou a cúpula mais cedo, causando desconforto entre os demais participantes.

"Está ficando quase que um samba de uma nota só. Quando os convidados chegam à reunião, o G7 já aprovou seus documentos", afirmou Lula em entrevista à imprensa em Genebra.

O brasileiro também mencionou as críticas dos Estados Unidos e da União Europeia à China e disse que o Brasil não pretende entrar na briga dos dois com os chineses.

Ele também defendeu a parceria dos países do Sul Global com o gigante asiático, dizendo que Pequim tem investido muito mais em desenvolvimento, e com taxas mais justas, do que os países do ocidente.

"Não podem se queixar que a China está ocupando espaço se o espaço estava vazio", disse.

Às margens da cúpula do G7, Lula também se reuniu com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi. Após o encontro, o Mercosul e o Japão anunciaram o lançamento formal das negociações de um acordo de parceria econômica.

Segundo a nota oficial, a inauguração das negociações ocorrerá na 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, prevista para o final de junho em Assunção, no Paraguai.

Os dois lados "trocaram informações relativas a áreas de interesse e sensibilidades mútuas", segundo o documento, e expressaram "satisfação com o progresso alcançado".

A iniciativa reflete uma estratégia de diversificação comercial do Japão. Em maio, Tóquio sinalizou a intenção de abrir negociações com o Mercosul ainda neste verão, diante das barreiras comerciais adotadas por Donald Trump e das restrições impostas pela China às exportações de terras raras.

Nesse contexto, o Mercosul desponta como um parceiro relevante: trata-se de um dos poucos grandes mercados globais com os quais o Japão ainda não possui um acordo de livre comércio.

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