RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Jogo de investigação criminal vira febre e rende R$ 100 mil por mês a casal

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Jogo de investigação criminal vira febre e rende R$ 100 mil por mês a casal Marina Lamim e Lucca Marques investiram R$ 10 mil para criar um jogo que simula investigação criminal, com dossiês, documentos e até um 'delegado virtual' para validar respostas. Por Pegn — São Paulo

Você já se pegou tentando adivinhar quem é o assassino em um livro ou filme policial? Foi justamente a paixão por mistérios que levou um casal carioca a transformar o hobby em um negócio de sucesso, e que hoje fatura cerca de R$ 100 mil por mês.

Marina Lamim e Lucca Marques são os criadores de um jogo de investigação criminal que vem conquistando fãs por todo o Brasil.

A ideia nasceu de forma inusitada: o pedido de namoro. Lucca, engenheiro de produção e apaixonado por desafios, decidiu surpreender Marina com uma proposta diferente. Criou um jogo personalizado, com pistas e enigmas, que a levava a descobrir, passo a passo, o desfecho da história — que terminava com um anel e uma flor.

“Eu queria impressionar a Marina de alguma forma, fazer algo inteligente e divertido. Sabia que ela ia ficar ansiosa para resolver”, conta Lucca. A surpresa deu tão certo que virou inspiração para o primeiro protótipo do jogo.

Apaixonados por jogos de tabuleiro, Marina e Lucca buscavam uma experiência mais imersiva, algo que realmente os colocasse no papel de detetives. Como não encontraram nada parecido no mercado brasileiro, decidiram criar o próprio jogo.

"A gente pensou: e se a gente fizesse algo melhor? Mais difícil, mais divertido?", lembra Lucca.

O casal investiu R$ 10 mil no projeto inicial e passou semanas testando o jogo com amigos e familiares.

Marina, que cuida da parte visual, também foi uma das primeiras jogadoras. “Mesmo tendo participado da criação, eu precisava jogar para dar feedback. A gente contou com mais de 40 pessoas para testar e ajustar o nível de dificuldade”, explica.

O objetivo era criar um jogo acessível para todas as idades, sem restrições, e que pudesse ser jogado em família. “Queríamos algo que crianças, adultos e idosos pudessem jogar juntos”, diz Marina.

Casal fatura R$ 100 mil por mês ao vender jogo de investigação criminal — Foto: TV Globo/ Reprodução

A experiência começa com a entrega de dois envelopes recheados de pistas. Dentro deles, o jogador encontra desde jornais fictícios até cadernos de suspeitos, documentos e depoimentos. Tudo é feito à mão pelo casal, com atenção aos mínimos detalhes.

“Você recebe um dossiê como se fosse um caso real. Vai lendo as mensagens, analisando documentos, tentando entender o que aconteceu. Pode ser um assassinato, um roubo, um golpe. E o desafio é descobrir quem foi o culpado”, explica Marina.

Para ajudar na investigação, os jogadores contam com um “delegado virtual” — uma inteligência artificial desenvolvida pelo casal.

O personagem interage por meio de um aplicativo de mensagens, valida respostas e dá dicas quando o jogador se sente perdido. “É como se fosse um protocolo de investigação. Se você não sabe o que fazer, pergunta para o delegado e ele te orienta”, diz Lucca.

A aposta deu certo. O casal começou vendendo duas unidades por dia. Hoje, são cerca de 80 jogos vendidos diariamente, com preços a partir de R$ 54,90. O faturamento mensal já chega aos R$ 100 mil.

"A gente viu que existiam jogos assim lá fora, mas nada com a nossa cara. Então decidimos criar histórias ambientadas no Brasil, com personagens e contextos que o público daqui reconhece (…) a gente pensa em tudo: desde a qualidade do papel até a experiência emocional que o jogo vai proporcionar. O que eu gostaria de receber em casa se estivesse pagando por isso", completa Marina.

📍 Av. Brigadeiro Faria Lima, 2369, Conj. 1102 – Jardim Paulistano – São Paulo/SP – CEP: 01452-922📞 (21) 97475-1486 | (21) 99474-5236📧 suporte@sobinvestigacao.com🌐 sobinvestigacao.com📁 Instagram: @sob.investigacao📘 Facebook: facebook.com/people/Sob-Investigação-jogos-e-casos/61574540213867

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FAMPE chega aos 30 anos com recordes e mais oportunidades de crédito para pequenos negócios

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Empreenda com Sebrae Especial Publicitário FAMPE chega aos 30 anos com recordes e mais oportunidades de crédito para pequenos negócios De 2024 a 2025, o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas viabilizou R$ 6,4 bilhões em crédito. Por Sebrae

Iniciativa do Sebrae torna o crédito mais acessível para os pequenos negócios. — Foto: Acervo de Michel Rocha

Abrir ou gerir um negócio pode trazer desafios quando o assunto é crédito. A pesquisa "O financiamento nos pequenos negócios no Brasil 2025" revela que quase metade das pessoas que empreendem (48%) considera a redução dos juros a principal medida para facilitar a aquisição de empréstimos. Outros apontam a burocracia (20%) e taxas e impostos (13%) como entraves que muitas vezes desanimam quem precisa de um empréstimo.

Apesar dos obstáculos, o cenário é o mais positivo em anos. Em 2025, o número de donos de pequenos negócios que conseguiram crédito quase dobrou em relação a 2022: 48% tiveram seus pedidos aprovados — o melhor índice desde 2020. Ademais, o número de empresários que enfrentou dificuldades ao tentar obter um empréstimo novo nos últimos seis meses caiu para 62%, nível mais baixo da média da série histórica, registrada entre 2015 e 2025 (73%).

A facilidade nesse acesso é reforçada pela atuação estratégica do Sebrae, por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (FAMPE), que chega a sua terceira década em 2025. O FAMPE oferece garantias aos bancos conveniados, permitindo que empréstimos sejam mais baratos e acessíveis aos pequenos negócios. Valdir Oliveira, gerente da Unidade de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae, destacou a importância do fundo. “Estamos celebrando 30 anos de existência do FAMPE, o fundo de aval mais longevo do país dedicado aos pequenos negócios. Não estamos dedicados somente a oferecer bilhões em crédito, mas a garantir que esse crédito seja assistido. É pegar na mão do empreendedor”, comentou.

Só nas duas primeiras décadas, o FAMPE realizou 268,2 mil operações e concedeu cerca de R$ 11,5 bilhões em crédito. Com forte crescimento, entre janeiro de 2024 e setembro de 2025, o fundo disponibilizou mais de R$ 6,48 bilhões às micro e pequenas empresas em mais de 80 mil operações de crédito, além de 606 mil atendimentos em todo o país. Para ampliar ainda mais esse alcance, o Sebrae realizou um aporte de R$ 2 bilhões nesse fundo para possibilitar a concessão de mais R$ 30 bilhões em crédito nos próximos anos.

Prova de que essa porta abre oportunidades para histórias reais, Michel do Nascimento Rocha, empreendedor acreano de 28 anos, conta como encontrou no FAMPE o apoio para expandir sua barbearia.

Natural de Rio Branco, Michel começou em casa, influenciado pela avó Maria Socorro, que cortava os cabelos da família. Quando ela se mudou, Michel assumiu o posto. Mais adiante, concluiu um curso profissionalizante, passou a atender clientes na própria casa e, em seguida, trabalhou por quatro anos em uma barbearia da cidade.

Em 2019, percebeu que não tinha mais como crescer no emprego e decidiu abrir o próprio negócio ao lado do amigo Sérgio Rogério. Mas, antes disso, Michel contou com a ajuda de um cliente conhecido e especial: Alex Lima, um mentor do Sebrae. Daí, o que começou como uma relação de corte de cabelo se transformou em consultoria. Foi com Alex que Michel teve o primeiro contato com os serviços da entidade e aprendeu os princípios básicos do empreendedorismo. “Ele me ajudou e colocou tudo numa lousa: custo operacional, quanto era o corte, quantos cortes por mês eu precisava fazer para lucrar”, lembra.

Com esse apoio, Michel alugou um espaço e o negócio logo deu certo. Ali nascia a Michel Barbearia. Mais tarde, comprou a parte da sociedade de seu amigo e levou os irmãos, Fernando e Cauan, para trabalhar com ele. Seis anos depois de muita barba, cabelo e bigode, Michel começou a ouvir os comentários dos clientes, que só reforçavam o seu desejo: era preciso ampliar.

Usando suas economias, Michel começou a ampliação empolgado. Uma empresa de arquitetura fez um projeto moderno da barbearia, ele alugou um salão duas vezes maior, e as reformas ganhavam vida. "Minha gerente do banco ofereceu crédito com o aval do FAMPE, disse que era um recurso com taxas menores, mas eu recusei. Achei que não fosse precisar", conta.

No entanto, os recursos faltaram. Lembrando-se da dica da gerente, Michel conseguiu R$ 50 mil com o aval do FAMPE, com boas condições de pagamento. Apesar da facilidade em obter crédito, o empreendedor reconhece que não estudou muito antes de dar esse passo, não contratando o crédito com carência e nem solicitando o valor máximo disponível.

Foi aí que procurou a consultoria pós-crédito do Sebrae e, assim, analisou o montante necessário para cobrir os custos adicionais e a viabilidade da ampliação. Também realizou outras consultorias on-line da organização e demonstrou interesse no Empretec.

Com o valor em mãos, finalizou a obra e agora celebra a conquista. "Esse recurso mudou o nível do meu negócio. Graças ao FAMPE eu consegui concluir essa obra de ampliação, modernização e conforto. Conforto para os clientes e para os colaboradores. As coisas mudaram completamente. Na antiga barbearia era tudo muito pequenininho. Não tínhamos copa para almoçar, espaço para guardar as coisas. Essa mudança conta muito para a qualidade de trabalho da equipe, e minha também", compartilha.

Os serviços na Michel Barbearia vão desde corte, barba, selagem, hidratação, pintura até depilação no ouvido e nariz, além de nail design feminino. — Foto: Acervo de Michel Rocha

O ambiente ganhou um novo nível de sofisticação, e os valores cobrados pelos serviços e o faturamento também subiram. Michel ainda trouxe diferenciação a partir da sala de design de unhas que montou ao lado da barbearia. Quem está à frente dessa área é sua esposa, Andressa Moreira, e a estratégia trouxe mais clientes.

Hoje, com seis barbeiros, um recepcionista e um auxiliar, a Michel Barbearia realiza cerca de 800 atendimentos por mês. "Eu vi que, na prática, alinhamos o bom atendimento e o bom corte que já tínhamos com uma estrutura impactante e bonita. Assim ficou mais fácil de fidelizar clientes. Atrai mais pessoas, e os clientes indicam mais. A tendência é só crescer".

O movimento de Michel reflete a realidade de muitos pequenos empreendedores no país. Um levantamento do Sebrae mostra que 21% dos financiamentos têm como destino reformas ou ampliações, ficando atrás apenas do capital de giro (41%) e da compra de máquinas e equipamentos (29%).

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, esse impacto traduz o papel transformador do crédito. “O crédito é um sonho, é a modificação da vida. É a inclusão para a pequena economia e a construção de sonhos. (…) Já ultrapassamos os R$ 6 bilhões em crédito e vamos chegar em dezembro com R$ 12 bilhões. Somos uma porta de sonhos das pessoas”, destacou.

Em outubro, um mês após a inauguração, Michel comemora os elogios, os clientes que não param de chegar e, em coro com Décio, a realização. “Fui movido pela necessidade de crescimento, em busca de melhorias, ganhar mais e empregar mais pessoas também. Isso proporciona a realização dos nossos sonhos. É recompensador ver uma equipe grande, cada um levando o sustento da sua família", destaca Michel.

Esse mesmo orgulho em ver pessoas prosperando também move o FAMPE, que nos cinco primeiros meses de 2025 já viabilizou R$ 1,6 bilhão em financiamentos — um aumento de 32% em relação a 2024. Voltado a orientar microempreendedores na busca por crédito de forma planejada e segura, o FAMPE oferece soluções digitais e pode atuar como avalista de até 80% do valor do empréstimo. Neste ano, porém, o aval da linha para mulheres chega a 100%.

Essa iniciativa do Sebrae se apoia em dois pilares: fornecer garantias complementares e promover crédito consciente. Para isso, o Sebrae realiza o Mutirão Acredita, para todos os empreendedores, e a Caravana Delas, voltado especialmente para as mulheres. Acompanhando quem empreende em todas as etapas, o Sebrae auxilia desde antes da solicitação do crédito até a liquidação do empréstimo e aplicação do recurso de forma estratégica na gestão da empresa. Outro braço da organização para esse fim é o programa Crédito Orientado e Assistido.

No Brasil, 18% das solicitações de empréstimos novos vêm da indústria e construção civil, seguidos pelo comércio (16%) e pelos serviços (14%). Entre os pequenos negócios do comércio, a história de Ingrid Suelen Monteiro Andrade, de 41 anos, é um bom exemplo de como o FAMPE pode fazer a diferença. Ela é dona de uma loja de roupas em Macapá (AP) e, com o apoio do fundo, conseguiu o crédito para tornar seu atendimento e seu espaço mais sofisticados, voltados a clientes de alto padrão.

O propósito da loja By Ingrid Andrade é a autovalorização da mulher. — Foto: Acervo de Ingrid Andrade

Ingrid começou a vender roupas por necessidade entre 2013 e 2014. Seu marido, Henrique, estava desempregado e estudava para um concurso público. Indo de porta em porta, a paraense levava peças para amigas, vizinhas, vendia on-line e também oferecia os produtos em academias de Belém (PA). Enquanto se preparava para alugar um espaço, veio a notícia: seu marido foi aprovado para uma vaga no Amapá.

“A gente não tinha nem dinheiro para a passagem. Vendi todos os produtos que eu tinha por R$ 5 mil para outra pessoa, e com esse valor conseguimos mudar de estado”, conta. Chegando lá, Ingrid começou com apenas uma arara e o espelho do guarda-roupa para tirar fotos e fazer sua divulgação. Voltou a vender on-line e nas portas das academias até que, pouco depois, conquistou um espaço dentro de uma delas e cresceu ao ponto de sua loja ter de se desvincular do local. A formalização da loja, By Ingrid Andrade, veio em 2015.

Quando o negócio se preparava para ganhar um novo endereço, a pandemia chegou. Foi então que ela e o marido pensaram em alternativas para atender o público que treinava com frequência nas academias, mas agora teria de se manter em forma dentro de casa. Aí veio a ideia da corda de pular: um sucesso com cerca de 50 unidades vendidas por dia. Dali a pouco, vendiam mais acessórios para treino, como barras e anilhas de crossfit e kettlebells. "Tivemos um boom gigantesco. Nós triplicamos de tamanho”, conta.

O negócio crescia. Ingrid comprava e vendia em grande velocidade, o que era ótimo, mas a administração financeira estava fora de controle. Na época, ela se enquadrava como MEI, no entanto, seu faturamento havia ultrapassado o teto permitido da categoria. Percebendo a necessidade de se organizar melhor, buscou o Sebrae.

Ingrid participou das oficinas e reuniões do programa Consultoria Integrada de Gestão (CIG) e passou pelas etapas de gestão financeira, gestão comercial, planejamento e três meses de acompanhamento. Ali remodelou o logotipo da marca e áreas essenciais do negócio. "Ao final, recebi um diagnóstico da minha empresa: onde eu estava, onde eu poderia chegar. Aí tive a dimensão do tamanho que eu tinha alcançado. Eu não sabia que era capaz de tanta coisa. Vi meu sonho dentro de números e possibilidades. Saí de lá chorando, emocionada", relembra.

A partir dali, começou a dar passos maiores, como investir em um espaço próprio. Para fazer as obras e a ampliação no imóvel, Ingrid conseguiu R$ 70 mil em crédito por meio do FAMPE. “O maior benefício do FAMPE é o acompanhamento do Sebrae. Temos o aval do valor monetário, mas o melhor de tudo é que eles te aconselham a utilizar da forma mais correta possível”, afirma. Para ela, ter a carência disponível para começar o pagamento foi fundamental.

Hoje, a loja By Ingrid Andrade funciona dentro de uma casa e conseguiu conquistar um público mais exigente, o AB. O projeto arquitetônico, que também contou com o apoio do Sebrae, inclui uma cozinha, um quarto para os filhos descansarem, provadores e diversos espaços bem planejados para expor a variedade de produtos. “Eu consegui atender os clientes da maneira que almejava e ganhei mais tempo com meus filhos”, comemora.

As categorias mais vendidas na loja By Ingrid Andrade hoje são leggings, tops, vestidos, biquínis e tênis . — Foto: Acervo de Ingrid Andrade

Atualmente, com seis pessoas na equipe, o negócio alcança clientes por todo globo, vendendo roupas, calçados e acessórios, abrangendo moda fitness, casual e beachwear. O faturamento mensal varia entre R$ 220 mil e R$ 300 mil.

Pensando em empreendedores como ela, a empresária deixa um conselho. “Nem todos os dias são bons, mas não desista. Se preciso, pare, chore. Mas levante a cabeça e vá de novo. Só chegamos onde chegamos porque eu não desisti. As barreiras são enormes, mas depois delas sempre tem algo maior”, finaliza Ingrid.

Curiosamente, tanto Michel quanto Ingrid pensaram na mesma palavra para definir o impacto do Sebrae em suas jornadas: crescimento.

O 1º Encontro Nacional Acredita Sebrae, realizado no dia 19 de agosto deste ano, encerrou sua programação com palestras sobre educação e comportamento financeiro, reunindo dicas práticas para a vida pessoal e empresarial.

Os especialistas destacaram que lidar bem com o dinheiro vai além de planilhas: envolve autoconhecimento, organização e disciplina. Confira algumas das dicas do encontro:

E, claro, se você deseja apoio na sua jornada para obter crédito, o Sebrae está ao seu lado! É só preencher o formulário na página do programa Acredita.

Acesse também a Calculadora Sebrae e simule as finanças da sua empresa para tomar decisões mais seguras e manter o negócio em equilíbrio.

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Loja, hotel e serviços estéticos para coelhos: empreendedora transforma paixão pelos animais em negócio de sucesso

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Loja, hotel e serviços estéticos para coelhos: empreendedora transforma paixão pelos animais em negócio de sucesso Com investimento inicial de apenas R$ 100, Márcia Milczuk viu sua paixão pelos coelhos se transformar em um empreendimento que já cresceu 400% em dois anos. Por Pegn — São Paulo

Márcia Milczuk começou a cuidar de coelhos em casa e percebeu que não havia, no mercado brasileiro, opções suficientes para alimentação, higiene e bem-estar da espécie.

Hoje, com loja própria, hotel especializado e até serviços de estética e tosa, ela atende clientes de diversos estados.

Branquinha e Bolinha são os coelhos de estimação da Aline, uma tutora que, assim como muitos, enfrentou dificuldade para encontrar produtos e serviços especializados para seus pets. A solução veio de uma empreendedora apaixonada por esses animais: Márcia Milczuk.

O que começou com um único coelho doado, chamado Fumaça, virou uma paixão avassaladora. Em pouco tempo, Márcia chegou a cuidar de 73 coelhos em casa e percebeu que não havia, no mercado brasileiro, opções suficientes para alimentação, higiene e bem-estar dessa espécie.

Com apenas R$ 100, ela iniciou a venda de ração e feno em sacolinhas de supermercado. Hoje, com loja própria, hotel especializado e até serviços de estética e tosa, ela atende clientes de diversos estados.

O negócio, que começou pequeno, já cresceu entre 300% a 400% nos últimos dois anos. Além de ração e feno, cujas quantidades vendidas chegam a somar 1,2 tonelada por mês, a loja oferece brinquedos, roupas e cuidados veterinários, em parceria com especialistas em animais silvestres.

Já o hotel recebe até 100 coelhos, em um ambiente pensado para o conforto e o bem-estar dos hóspedes, com direito a rotina de alimentação, petiscos de camomila e espaços individuais para evitar estresse.

A empreendedora também aposta na imagem dos próprios coelhos, Bruno e Charlotte, que se tornaram estrelas da marca e sucesso nas redes sociais.

De olho no futuro, Márcia planeja expandir com franquias e ampliar a presença em feiras do setor pet. “Minha dica é simples: vá sem medo. Se você ama o que faz, o negócio floresce naturalmente”, afirma.

Mulher transforma paixão por coelhos em negócio: loja, hotel e serviços exclusivos — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Rua Lupionópolis 630 -Loja 3 – Sítio Cercado – Curitiba/PR – CEP: 81925 260📞 Telefone: (41) 999532165📧 Email: casinhadoscoelhos@gmail.com📱 Instagram: @casinhadoscoelhos

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Espetinho de piaba viraliza nas redes e aumenta faturamento de restaurante em 75%

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Espetinho de piaba viraliza nas redes e aumenta faturamento de restaurante em 75% Pedido inusitado de cliente nas redes sociais virou carro-chefe do negócio, que hoje vende até 70 espetinhos por noite e prepara expansão com nova unidade. Por Pegn — São Paulo

Um prato típico da memória afetiva maranhense virou oportunidade de negócio para o casal Paulo e Rayna Medeiros. A receita, que nasceu por acaso após um post nas redes sociais, transformou o espetinho de piaba no carro-chefe do restaurante da família em São Luís, no Maranhão.

🐟 Espetinho de piaba é um tira-gosto popular em regiões do Nordeste e do Norte do Brasil, feito com pequenos peixes de rio fritos, temperados e servidos no espeto.

Tudo começou quando Paulo decidiu fritar algumas piabas para o próprio jantar e compartilhou a foto online. Uma cliente logo respondeu: “Se tiver piaba no restaurante, vou virar freguesa fiel”. O casal atendeu ao pedido e, em apenas 20 minutos, todos os espetos preparados se esgotaram.

O sucesso foi imediato. Hoje, o restaurante vende em média 50 a 70 espetinhos de piaba por noite – o que significa cerca de 1.680 peixinhos servidos por semana. “O espetinho de piaba foi o nosso divisor de águas. Abriu portas e trouxe novos clientes", lembra Paulo.

No restaurante, a piaba passa por um processo tradicional: é limpa, salgada e deixada para secar ao sol antes de chegar à cozinha. Na hora de servir, o peixe é frito e acompanhado de guarnições que valorizam o sabor regional. O espetinho completo sai por R$ 24.

O prato também impulsionou a nostalgia de clientes da terceira idade, que se emocionam ao relembrar a infância e as dificuldades de outros tempos. “A piaba veio para melhorar a nossa vida e também a de outras famílias que hoje conseguem triplicar a renda", conta o empreendedor.

O impacto no faturamento foi expressivo: a novidade fez o restaurante crescer 75%, movimentando não só os negócios da família, mas também a renda de fornecedores locais, que agora entregam grandes quantidades de peixe. Atualmente, três famílias do interior se unem para atender à demanda.

Como um espetinho de piaba viralizou e aumentou em 75% o faturamento de restaurante no Maranhão — Foto: Reprodução/PEGN

Paulo aprendeu a cozinhar observando a mãe, que mantém um negócio há 25 anos ao lado do restaurante do filho. “Aprendi muito com ela. Hoje estou aqui devido ao esforço e carisma dela”, diz o empreendedor.

Com investimento inicial de R$ 10 mil, Paulo Medeiros está há 11 anos no setor e viu no delivery um diferencial: 65% das vendas vêm das entregas, que chegam a 200 pedidos por fim de semana.

Para dar conta da demanda, o restaurante conta com oito funcionários fixos, sete rotativos e até cinco motoboys por noite. “O presencial é bom, mas hoje nosso foco é o delivery”, afirma.

O sucesso do espeto de piaba viralizou nas redes sociais, motivando a abertura de uma segunda unidade, com investimento de R$ 150 mil, para atender melhor os moradores e visitantes da capital maranhense.

Para Paulo, o segredo do crescimento é simples: reinventar-se constantemente. “No mercado de alimentação, não dá para ser só mais um. É preciso se reinventar todos os dias e buscar fazer a diferença”, completa.

Como um espetinho de piaba viralizou e aumentou em 75% o faturamento de restaurante no Maranhão — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Av. Alarico Pacheco – Terceiro Conjunto, Cohab Anil📍 Filial: Av. 04, Quadra 11, nº 1000 C – Chácara Itapiracó📍 São Luís/MA📞 (98) 98803-9425 / (98) 98569-2786📧 rayna.bianca@gmail.com📘 Facebook: @espetinhoacasaenossa📱 Instagram: @espetinhoacasaenossa

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Empregadores têm até sexta para regularizar FGTS de trabalhadores domésticos; veja como fazer

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Empreendedorismo Guia do empreendedor Empregadores têm até sexta para regularizar FGTS de trabalhadores domésticos; veja como fazer FGTS atrasado atinge mais de 154 mil trabalhadores e soma R$ 375 milhões. Empregadores que não regularizarem o débito podem ser multados. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

O prazo para mais de 80 mil empregadores regularizarem o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores domésticos termina na sexta-feira (31).

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) começou a enviar notificações no dia 17 de setembro por meio do Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET), plataforma oficial de comunicação do órgão com empregadores.

Cerca de 80,5 mil empregadores não depositaram o FGTS para 154 mil trabalhadores domésticos em todo o país, com débitos que somam mais de R$ 375,1 milhões.

Após o prazo desta sexta-feira (31), empregadores que não regularizarem a situação poderão ter seus processos encaminhados para notificação formal e levantamento oficial dos débitos, para cobrança e multa.

O prazo para mais de 80 mil empregadores regularizarem o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores domésticos termina na sexta-feira (31).

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) começou a enviar notificações em 17 de setembro, por meio do Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET) — plataforma oficial de comunicação do órgão com empregadores de todo o país, voltada para facilitar o cumprimento de obrigações trabalhistas. Veja como funciona.

De acordo com relatório divulgado em primeira mão pelo g1, cerca de 80,5 mil empregadores não haviam depositado o FGTS até setembro. No total, são mais de 154 mil trabalhadores domésticos em todo o país, com débitos que somam mais de R$ 375,1 milhões.

Entre os estados, São Paulo concentra os maiores números: 26,5 mil empregadores, 53 mil trabalhadores e quase R$ 136 milhões em débitos. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia também registram valores expressivos.

Já estados como Roraima, Amapá e Acre apresentam os menores volumes, com valores totais devidos inferiores a R$ 1 milhão, o que reflete as diferenças regionais no mercado de trabalho doméstico formalizado. Veja abaixo:

Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) devido para trabalhadores domésticos por estado — Foto: Arte/g1

A ação, coordenada pela Coordenação Nacional de Fiscalização do Trabalho Doméstico e de Cuidados (Conadom), terá caráter orientativo neste primeiro momento, estimulando a regularização voluntária.

Após o prazo desta sexta-feira (31), empregadores que não regularizarem a situação poderão ter seus processos encaminhados para notificação formal e levantamento oficial dos débitos, para cobrança e multa.

A Inspeção do Trabalho recomenda que empregadores acompanhem regularmente as mensagens no DET, para evitar perda de prazos e possíveis prejuízos legais. (Saiba como atualizar o cadastro no sistema)

Os empregadores que ainda não regularizaram a situação, devem acessar o DET para verificar a existência de mensagens e providenciar o pagamento dos valores devidos ao FGTS.

Para o trabalhador, por sua vez, a orientação é a de acompanhar regularmente o aplicativo FGTS, da Caixa Econômica Federal, para verificar se os depósitos estão sendo feitos corretamente em sua conta vinculada. (Veja passo a passo como fazer a consulta)

Se perceber falta de recolhimento ou valores diferentes do esperado, é importante conversar com o empregador e solicitar a regularização. Esse monitoramento frequente é essencial para garantir que o direito ao FGTS seja cumprido corretamente.

As notificações enviadas em setembro foram elaborados a partir do cruzamento de informações do eSocial com as guias registradas e pagas à Caixa Econômica Federal, que indicam possíveis débitos no recolhimento do FGTS.

Além de incentivar a regularização, a ação busca reforçar a importância do cumprimento das obrigações trabalhistas no setor doméstico, envolvendo empregadores, entidades sindicais e trabalhadores.

Para verificar se há pendências no recolhimento do FGTS, o empregador deve acessar o eSocial e identificar as guias mensais que não foram pagas.

Todos os encargos trabalhistas – como as contribuições ao INSS, o Imposto de Renda (quando devido), os 8% de FGTS e a parte destinada à multa rescisória – são reunidos em uma única guia mensal.

A consulta das pendências pode ser feita na aba “Folha de pagamento – Consultar Guias Pagas” do portal eSocial. Caso necessário, o passo a passo detalhado para essa verificação está disponível no Manual Pessoa Física – Empregador Doméstico, no site oficial do governo federal.

Mais de 80 mil empregadores devem regularizar FGTS de trabalhadores domésticos — Foto: Reprodução/Pixabay

Desde agosto de 2024, o Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET) passou a ser obrigatório para Microempreendedores Individuais (MEIs) e para empregadores de trabalhadores domésticos.

A plataforma, administrada pela Secretaria de Inspeção do Trabalho, funciona como um canal oficial de comunicação do órgão com os empregadores. Sua finalidade é simplificar o cumprimento das obrigações trabalhistas.

De acordo com o governo, todos os CPFs e CNPJs já têm cadastro automático no DET. No entanto, desde agosto do ano passado, os usuários devem acessar a plataforma para atualizar seus dados de contato. Esse procedimento é gratuito. (Veja como fazer)

As informações fornecidas pelo empregador servem para o envio de comunicados da Inspeção do Trabalho, como atos administrativos, fiscalizações, intimações, notificações, decisões administrativas e avisos em geral.

❌ Não há multa pela não atualização do cadastro, de acordo com o ministério. "Acontece que, caso o empregador receba uma notificação pelo DET e seus dados de contato não estejam atualizados, ele não receberá o alerta da mensagem recebida", explica o órgão.

Nesses casos, se o empregador não acessar o DET e não atender à notificação do auditor, ele poderá ser autuado por não apresentar os documentos exigidos, por perder os prazos de defesa, entre outros motivos.

As mensagens recebidas na caixa postal do DET têm validade legal, e o governo considera que o usuário toma ciência delas automaticamente após 15 dias. Essas notificações não precisam ser publicadas no Diário Oficial da União nem enviadas por correio.

Para MEIs e empregadores com trabalhador doméstico registrado, todas essas regras entraram em vigor no ano passado. Independentemente do prazo, a atualização do cadastro pode ser feita a qualquer momento, informa o Ministério do Trabalho e Emprego.

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Brasil com menos álcool: entenda o que está por trás da mudança e como o mercado reage

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Empreendedorismo Guia do empreendedor Brasil com menos álcool: entenda o que está por trás da mudança e como o mercado reage Segundo Datafolha, 53% dos brasileiros reduziram o consumo de álcool no último ano, abrindo espaço para novas tendências em bares e indústria. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Cerca de 53% dos brasileiros que consomem álcool reduziram a ingestão no último ano, segundo o Datafolha.

Entre os jovens da geração Z, de 18 a 26 anos, apenas 45% afirmam beber — bem menos que nas gerações anteriores.

O consumo de cervejas sem álcool no Brasil cresceu mais de 200% entre 2020 e 2023, passando de 197,8 milhões para 649,9 milhões de litros, segundo a Euromonitor.

O país já é o segundo maior mercado mundial de cerveja zero, apontam os dados da World Brewing Alliance (WBA), associação comercial internacional da indústria cervejeira.

O cenário revela um público mais aberto à moderação e à experimentação. Mesmo quem continua bebendo, faz isso com mais critério. Essa busca por qualidade impulsiona rótulos premium.

Aos 23 anos, Gabrielle Ribeiro decidiu parar de consumir bebidas alcoólicas. Reuniu todas as garrafas que tinha em casa e as colocou dentro de um saco de lixo.

A influenciadora digital trocou as festas por noites de sono, os dias de ressaca por trilhas matinais e os copos de drinks por suplementos. Perdeu 16 quilos, passou a economizar até R$ 300 por semana e, de quebra, conquistou milhares de seguidores ao compartilhar a sua história nas redes sociais.

"Parar de beber foi a melhor coisa que eu fiz por mim. É mais interessante acordar no domingo e postar foto de uma medalha de corrida do que ficar com aquela ressaca moral", brinca.

Gabrielle não está sozinha. Cerca de 53% dos brasileiros que consomem álcool reduziram a ingestão no último ano, segundo o Datafolha. A pesquisa ouviu 1.912 pessoas.

Entre os jovens da geração Z, de 16 a 30 anos, apenas 45% afirmam beber — bem menos que nas gerações anteriores, aponta uma pesquisa da MindMiners feita com 3 mil pessoas. Já entre os Millenials (que hoje têm entre 31 e 41 anos) 57% mantêm o hábito. Na geração X (entre 42 e 61 anos), o número sobe para 67%, e entre os Boomers (entre 62 e 78 anos), chega a 65%.

O bem-estar, a estabilidade emocional e o controle financeiro estão entre as razões que têm levado muita gente a repensar sua relação com o álcool.

Nem todos, porém, passaram por uma ruptura como a de Gabrielle. Há quem nunca tenha se identificado com o sabor ou com a ideia de beber. É o caso de Rayane Moreira, que cresceu vendo o álcool causar conflitos em casa.

"Como é que eu vou beber para espairecer e trago problemas para dentro de casa?", questionava ainda na adolescência. Mesmo depois de deixar uma religião que proibia o consumo, ela manteve a decisão.

Em encontros sociais, prefere sucos, refrigerantes ou água. E quando decide beber, opta por drinks zero álcool — os chamados mocktails — ou vinhos.

Histórias como as de Rayane e Gabrielle mostram um comportamento que tem sido mais frequente em gerações mais novas — e que tem mexido no mercado.

O consumo de cervejas sem álcool no Brasil cresceu mais de 200% entre 2020 e 2023, passando de 197,8 milhões para 649,9 milhões de litros, segundo a Euromonitor. A expectativa é que o volume se aproxime de 1 bilhão de litros em 2025.

O país já é o segundo maior mercado mundial de cerveja zero, apontam os dados da World Brewing Alliance (WBA), associação comercial internacional da indústria cervejeira.

O cenário revela um público mais aberto à moderação e à experimentação. Mesmo quem continua bebendo, faz isso com mais critério. Essa busca por qualidade impulsiona rótulos premium.

Maurício Porto, proprietário do bar Caledonia, já sente os impactos. Especialista em uísques e coquetelaria, ele conta que a procura por mocktails cresceu tanto que o estoque chega a acabar em alguns dias.

A carta da casa tem cinco coquetéis sem álcool, preparados com técnicas de infusão de especiarias e clarificação — técnica para tornar o líquido mais claro e límpido —, o mesmo cuidado dado às versões tradicionais.

"Hoje, eu vejo efetivamente que os coquetéis sem álcool saem (…) as pessoas tinham preconceito e passaram a perder. A qualidade dos coquetéis sem álcool melhorou muito".

A indústria também tem se ajustado. A Ambev, maior cervejaria do país, afirma que rótulos como Bud Zero, Corona Cero e Stella Pure Gold têm ganhado força, e a companhia projeta que o segmento de cervejas sem álcool cresça até cinco vezes mais rápido que o das tradicionais até 2028.

Na Diageo, gigante global de destilados premium, o foco é diversificar e sofisticar a experiência. A empresa aposta em marcas como Seedlip e Ritual Zero Proof e em versões 0.0 de clássicos como Guinness e Tanqueray.

"Não é sobre beber mais, mas sobre beber melhor", afirma Guilherme Martins, vice-presidente de Inovação e Marketing.

Essas transformações mostram que o setor está longe de enfrentar uma crise. Pelo contrário: o novo comportamento do consumidor abriu espaço para inovação, qualidade e novas experiências.

Ao longo desta reportagem, entenda por que o país está bebendo menos, como essa transição afeta o setor e de que forma a moderação e a "gourmetização" do consumo estão redesenhando o cenário das bebidas no Brasil.

Há quase um ano, Gabrielle Ribeiro decidiu parar de consumir bebidas alcoólicas por conta da saúde — Foto: Gabrielle Ribeiro

A geração Z é a que menos consome álcool. Gabrielle e Rayane são exemplos dessa mudança no perfil de consumo.

O álcool perdeu o papel de símbolo social entre os mais novos, que preferem investir tempo e energia em experiências ligadas à saúde, bem-estar e estabilidade emocional.

58% dizem simplesmente não ter interesse;34% não gostam do sabor;30% preferem evitar os efeitos físicos e emocionais da bebida;19% citam a busca por qualidade de vida;17% mencionam razões religiosas.

O levantamento da MindMiners também relaciona a queda de consumo a questões financeiras. Entre os motivos apontados pelos jovens para reduzir o consumo, aparecem frases como: "Estou gastando muito dinheiro" e "Menos gasto com bebidas".

Além disso, a geração Z tem menor renda disponível, o que influencia diretamente a frequência e o volume de consumo.

O diretor de estratégia da Ambev ressalta que "o jovem historicamente consome menos do que a média da população", o que está bastante relacionado a um fator econômico. "A renda disponível é menor", diz.

O preço também é uma barreira para outros tipos de bebidas — incluindo até mesmo a categoria de cerveja sem álcool. Ainda segundo o levantamento da MindMiners, por exemplo, a classe C é a que menos conhece e consume essa categoria, reforçando a perspectiva de que os valores também limitam o acesso para esse público

De maneira geral, a mudança no comportamento dos consumidores não necessariamente representa uma ameaça à indústria de bebidas, mas sim uma reconfiguração do mercado, impulsionada por consumidores mais exigentes, moderados e abertos à experimentação.

Dados da Nielsen, por exemplo, indicam que o segmento de cervejas sem álcool é o que mais cresce no país, com desempenho anual três vezes superior ao das cervejas tradicionais.

Mesmo entre quem ainda consome álcool, há sinais de mudança: 41% dos entrevistados disseram ter alterado a frequência de consumo no último ano, e 43% pretendem reduzir ainda mais, motivados principalmente por saúde e questões econômicas, segundo dados da MindMiners.

🍸 Outro indicativo importante da mudança no perfil de consumo é a prática que ficou conhecida como "zebra stripe" — que é quando o consumidor alterna entre bebidas com e sem álcool. A prática, segundo especialistas, tem ganhado força no mercado, especialmente entre os jovens.

"A pessoa vai intercalando e, no final da noite, tomou seis cervejas, mas só três tinham álcool (…) isso permite prolongar o tempo de consumo sem perder o controle, reforçando a ideia de equilíbrio, que não significa restrição total, mas moderação consciente", explica Gustavo Castro, da Ambev.

Além da moderação, o baixo consumo tem impulsionado a valorização da experiência e da qualidade.

Os consumidores estão dispostos a pagar mais por bebidas premium, que oferecem sabor, sofisticação e identidade.

"A busca por rótulos premium, como os uísques single malt (que cresceram 10% nos últimos três anos), mostra que o prazer está menos na embriaguez e mais na descoberta sensorial, se tornando até mesmo um hobby", afirma Maurício.

Na outra ponta dessa transformação estão as empresas, que viram na moderação uma oportunidade de ouro.

A Ambev, maior cervejaria do país — com faturamento anual em torno de R$ 77 bilhões —, tem acompanhado de perto a virada de comportamento dos consumidores e ampliado o portfólio de produtos com teor alcoólico reduzido.

O diretor de estratégia e insights, Castro, diz que o segmento de cervejas sem álcool da companhia cresceu 15% em volume de vendas no segundo trimestre de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior, e deve crescer cinco vezes mais rápido que o das cervejas tradicionais até 2028.

Marcas como Bud Zero, Corona Cero, Stella Pure Gold e Brahma Zero têm ganhado protagonismo e hoje estão entre as mais estratégicas para o futuro da Ambev.

A Corona Cero, em especial, simboliza bem essa nova fase: lançada no Brasil em 2022, ela é a primeira cerveja do mundo com infusão de vitamina D e apenas 51 calorias, unindo o sabor clássico da marca à tendência de produtos associados ao bem-estar e à saúde.

“Antigamente, as pessoas tomavam cerveja zero por restrição; hoje elas escolhem tomar por opção”, afirma Castro.

A Diageo, gigante global de destilados premium, também reforçou seu movimento estratégico. Em setembro de 2024, a empresa comprou a marca de bebidas sem álcool Ritual Zero Proof, expandindo seu portfólio e consolidando sua liderança no mercado de destilados sem álcool nos Estados Unidos.

Por ora, o rótulo não está disponível no Brasil e há uma razão para isso: segundo a própria empresa, o consumidor brasileiro valoriza mais marcas já conhecidas e tende a experimentar versões 0.0 de bebidas familiares, em vez de marcas inéditas.

Exemplo disso é a Tanqueray 0.0%. A novidade mantém o perfil de sabor e os botânicos do gin tradicional, marca mais famosa da Diageo, mas sem álcool.

A empresa também investe em formação profissional, e mantém parcerias com bares que ditam tendências, ajudando a desenvolver novos cardápios e técnicas de coquetelaria.

Indústrias têm ampliado o portfólio de bebidas zero álcool para atender à nova demanda — Foto: Ambev e Diageo

O bar Caledonia também vê oportunidade nessa mudança de consumo. Originalmente dedicado à cultura do uísque, o bar se reinventou para acompanhar a crescente demanda por coquetéis sem álcool.

Maurício observa que a mudança não se dá por abstinência total, mas por uma escolha consciente de beber menos e melhor. Para ele, o maior desafio na criação de mocktails é simular a sensação do álcool — não necessariamente o sabor, mas a complexidade e a estrutura que ele confere à bebida.

Para isso, o bar investe em técnicas avançadas como clarificação, infusão de especiarias e uso de ingredientes sofisticados, como xaropes, soluções salinas e até salmoura de azeitona.

Hoje, o Caledonia oferece cinco opções de coquetéis sem álcool, que não se limitam a versões doces ou simplificadas.

“Não é porque ele é um drink não alcoólico que ele tem que ser um negócio doce de grudar o paladar. Paladar infantil e não alcoólico não são a mesma coisa”, pontua Maurício. A proposta é criar bebidas que sejam gostosas e complexas por si só, sem a pretensão de imitar os alcoólicos.

A evolução da carta de mocktails começou com o "Ginger Lemonade", inspirado no clássico Dark & Stormy, e ganhou força após um campeonato promovido pela Monin, fabricante de xaropes premium.

Em 2023, dois novos coquetéis foram incorporados, e em 2024, mais dois foram criados para ampliar a diversidade da oferta. O sucesso é evidente: há dias em que o estoque de mocktails se esgota, como aconteceu com o "Oliver Twist", que vendeu 50 unidades em um único dia.

Maurício vê essa transformação como parte de um movimento maior, em que o ato de beber se torna um hobby.

“Você não tá bebendo pra ficar doidão. Você tá bebendo pra entender um negócio, pra descobrir”, resume.

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Toyota estreia van no Brasil e busca conquistar empreendedores

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Especial Publicitário Toyota estreia van no Brasil e busca conquistar empreendedores Toyota Hiace aposta em força, conforto e economia para ganhar o mercado. Por Toyota

Depois de 58 anos de história e mais de 6 milhões de unidades vendidas em 150 países, a Toyota estreia no Brasil sua van comercial: a Hiace (lê-se: rái-eice). O modelo chega com a missão de se tornar uma aliada de quem move o país com o próprio trabalho: empreendedores, transportadores, motoristas escolares e empresas que dependem da mobilidade para crescer.

Essa conexão entre marca e empreendedorismo ganhou vida no quadro Pequenas Empresas & Grandes Negócios, que apresentou um test drive especial com a motorista Merck Conegundes, referência no transporte escolar há quase 50 anos. No vídeo, ela leva a equipe do programa em um passeio por São Paulo a bordo da nova van da Toyota, com o olhar experiente sobre o que realmente importa quando o assunto é transporte de pessoas: conforto, segurança e confiança.

Ao longo da conversa, Merck resume o que milhares de empreendedores vivem no dia a dia: é preciso ter conforto para passar horas a fio dentro do veículo e, principalmente, é preciso confiar que ele não vai te deixar na mão. "A preocupação é na hora de transportar as crianças, porque não pode quebrar", diz a motorista.

É justamente para esse público que precisa rodar todos os dias sem surpresas que a Toyota traz sua tradição de confiabilidade ao segmento de vans. A Hiace nasce com o mesmo DNA de força que fez da marca uma das mais respeitadas no transporte comercial em todo o mundo.

Com motor 2.8 turbo diesel da família Hilux, câmbio automático de seis velocidades e tração traseira, a Hiace combina força, precisão e desempenho: atributos essenciais para quem transporta com responsabilidade. Por um lado, sua força, permite enfrentar diferentes tipos de terreno sem abrir mão da estabilidade, por outro, seu tamanho ideal permite trafegar por ruas estreitas e fazer curvas fechadas com toda segurança. Para quem vive do volante, é o tipo de confiança que se traduz em tranquilidade no dia a dia e em eficiência para o negócio.

Mas a rotina de quem dirige por longas horas exige mais do que potência: exige conforto. E esse é outro ponto que a Hiace eleva a um novo patamar. Com lugar para 15 passageiros, além do motorista, a van tem posição de dirigir semelhante à de um automóvel, bancos traseiros reclináveis, espuma de alta densidade e saídas de ar-condicionado individuais: tudo projetado para cuidar de quem passa o dia ao volante.

Além da força e do conforto, a Hiace também se destaca pelo baixo custo de propriedade: um dos pilares mais valorizados por quem empreende. As três primeiras revisões gratuitas*, a ampla disponibilidade de peças e a garantia de até dez anos** reforçam a economia e a tranquilidade no longo prazo.

Com esse pacote de vantagens, a Toyota mostra que entende as necessidades do empreendedor brasileiro: previsibilidade de custos, assistência de qualidade e durabilidade que garante retorno sobre o investimento. Afinal, confiança também se constrói com constância, e cada hora de trabalho parada é uma oportunidade perdida.

A história de Merck é um retrato do empreendedorismo que a Toyota escolheu apoiar: aquele que nasce da responsabilidade, do cuidado e da dedicação de quem faz o próprio negócio acontecer todos os dias. A Hiace chega para ser parte dessa jornada, oferecendo tecnologia, conforto e força a quem precisa de um parceiro confiável na estrada.

Mais do que uma van, é o símbolo de um novo capítulo da Toyota no Brasil. Um movimento que reforça a confiança como o combustível que impulsiona o trabalho e o crescimento de milhares de empreendedores. Hiace: a confiança que te move. Conheça.

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Moscas para cachorros? Empresa transforma larvas em petiscos e fatura R$ 18 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Moscas para cachorros? Empresa transforma larvas em petiscos e fatura R$ 18 mil por mês Startup fluminense aposta em proteína sustentável para pets e planeja levar insetos à alimentação humana. Por Pegn — São Paulo

Um petisco saudável, rico em proteína e sustentável para o seu pet — feito com larvas de mosca. Parece estranho? Para uma empresa fluminense, é o futuro da alimentação pet.

A proposta nasceu em Cachoeiras de Macacu (RJ), onde quatro sócios decidiram investir em um mercado que já é tendência fora do Brasil: alimentos à base de insetos.

A inspiração veio de uma empresa da África do Sul, pioneira no uso da mosca soldado-negro como ferramenta de compostagem. Com esse conhecimento em mãos, os sócios aprenderam a criar larvas, coletar ovos e controlar todo o ciclo produtivo.

"Aqui é o coração da operação. É onde as moscas acasalam, colocam os ovos e, depois, as larvas crescem até 8 mil vezes o tamanho inicial. Em cerca de 15 dias, elas viram petiscos ricos em proteína para cães."

Os sócios explicam que as larvas são uma fonte alternativa, sustentável e altamente nutritiva: têm 45% de proteína bruta, 89% de digestibilidade e são hipoalergênicas — ideais para cães com restrições alimentares

"Pode parecer esquisito, mas ela ama. Implora todo dia por um pouquinho. Melhorou o pelo, o intestino e até o sono."

Com menos de um ano de operação e um investimento inicial de R$ 480 mil, a empresa já fatura cerca de R$ 18 mil por mês. E a meta dos sócios é ambiciosa: chegar a R$ 4,5 milhões por ano, com margem bruta de 60%.

Apesar do potencial, no entanto, os sócios enfrentam uma barreira: a aceitação dos tutores. Para conquistar a confiança, apostam em parcerias com veterinários, marketing digital e venda de amostras pelo site.

"Quando o tutor testa, percebe que não tem nada demais. É saudável para o pet e para o planeta", afirma Bruno Monteiro, um dos sócios.

Embora o foco atual seja alimentação para pets, a empresa tem um propósito maior: combater a fome. A longo prazo, os sócios querem ajudar a popularizar o consumo humano de insetos —hábito comum em países como México, Indonésia e Tailândia.

"Será que não vale a pena nem testar um inseto como fonte de alimento para o seu animal? Vai com coragem. No final, você faz bem para o seu pet e para o planeta", diz Bruno.

Startup produz petiscos sustentáveis e ricos em proteína usando larvas da mosca soldado-negro — Foto: Pegn/ Globo

📌 Estrada Beira-Rio s/n lote 56 (parte), Gleba Ribeira – Cachoeira de Macacu/RJ – CEP: 28693-030📱 (21) 3950-0576📧 somos@letsfly.com.br🌐 comidadedragao.com.br | letsfly.com.br📷 Instagram: @comidadedragao | @letsflyfood

2 vídeos Cachoeiras de Macacu Resumo do dia De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

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Toyota apresenta sua primeira van no Brasil em ação com o Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Especial Publicitário Toyota apresenta sua primeira van no Brasil em ação com o Pequenas Empresas & Grandes Negócios Com motor da família Hilux, a Toyota Hiace combina robustez, conforto e segurança para o transporte de passageiros. Por Toyota

Hiace é o nome da van da Toyota (lê-se “rái eice”), que estreou no país em setembro de 2025 — Foto: Divulgação

A Toyota apresentou a Hiace, sua primeira van no mercado brasileiro, em uma ação especial exibida no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios. O modelo, que já soma 58 anos de história e mais de 6 milhões de unidades vendidas em 150 países, chega ao Brasil como uma nova referência em robustez, conforto e confiabilidade para empreendedores e empresas.

Durante o quadro, o apresentador Pedro Lins testou a novidade ao lado da equipe de produção do programa e do empreendedor Phelippe Maia, que atua no setor de transporte fretado em São Paulo e atende cerca de 3 mil passageiros por mês. Quem trabalha pilotando micro-ônibus sabe: a rotina exige um veículo confiável, que aguente o ritmo e garanta conforto e segurança a cada viagem. No trajeto até os estúdios, o programa pôde mostrar como o modelo se comporta em situações reais de uso.

Equipe do PEGN entra na Toyota Hiace e empreendedor Phelippe Maia conta suas impressões ao dirigir a van pela primeira vez – Vídeo: Divulgação

Food trucks, vans escolares, transporte corporativo, turismo regional e muitos outros mostram como a mobilidade se tornou uma estratégia de negócio para empreendedores brasileiros. Nesse contexto, a Toyota apresenta a Hiace como uma opção resistente e segura, principalmente para quem quer empreender sobre rodas.

O modelo se diferencia pelo motor 2.8 turbo diesel da família de picapes Hilux, que entrega 174 cavalos e 45,8 kgfm, câmbio automático de seis velocidades e tração traseira para melhor desempenho com carga. O motor também conta com sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR), projetado para reduzir emissões enquanto mantém o desempenho.

O interior traz atenção ao conforto do motorista e dos passageiros: posição de dirigir semelhante à de um automóvel, espuma de alta qualidade em todos os assentos, bancos traseiros reclináveis e saídas de ar-condicionado individuais. Com capacidade para motorista e mais 15 passageiros, raio de giro compacto de 6,9 metros e design projetado para facilitar a rotina de motoristas e empresas, a Hiace combina espaço e praticidade.

Segurança e tecnologia também fazem parte desse minibus, que conta com três airbags, assistente de subida, controle eletrônico de estabilidade e tração, sensores de estacionamento, câmera de ré e central multimídia com tela de nove polegadas. Além de contar com sete acessórios extras para personalizar e conferir mais conforto e conveniência à van.

Com a Hiace, a Toyota reafirma seu compromisso de oferecer baixo custo de propriedade e confiabilidade para empreendedores de todos os portes. O modelo conta com três primeiras revisões gratuitas*, ampla disponibilidade de peças e até dez anos de garantia**, com o programa Toyota 10. Os serviços também reforçam a tranquilidade que só a Toyota oferece.

Mais do que um veículo, a Hiace chega como uma van parceira para quem depende de desempenho, segurança e conforto no dia a dia. Ao mesmo tempo, o lançamento marca a entrada da Toyota no segmento de vans no Brasil, abrindo espaço para crescer e fortalecer seu portfólio, consolidando a relação de confiança com motoristas, empresários e frotistas.

Do motor robusto ao interior espaçoso, o carro da Toyota leva o Pequenas Empresas & Grandes Negócios. A Toyota confia no empreendedor. Você pode confiar na Toyota. Conheça a Toyota Hiace 2025.

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Cookies por até R$ 53 e só delivery: a doceria da campeã do MasterChef que gerou debate sobre salários

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Trabalho e Carreira Cookies por até R$ 53 e só delivery: a doceria da campeã do MasterChef que gerou debate sobre salários Criada pela chef Isa Scherer, a Scherbi’s não possui lojas físicas e viralizou após críticas a uma vaga de R$ 1,8 mil para auxiliar de cozinha. Por Redação g1, g1 — São Paulo

A Scherbi’s, doceria criada pela chef Isa Scherer, campeã do MasterChef Brasil 2021, conquistou o público operando apenas por delivery.

Com menos de um ano de funcionamento, a marca já tem alta demanda, produtos que se esgotam em poucas horas e doces que chegam a R$ 53.

A empresa ganhou ainda mais visibilidade após a repercussão negativa de uma vaga para auxiliar de cozinha com salário de R$ 1,8 mil, divulgada em maio.

Isa afirmou que o valor estava de acordo com a legislação trabalhista e a convenção coletiva, e que a versão do anúncio que circulou não mostrava os benefícios incluídos.

A repercussão de uma vaga para auxiliar de cozinha nas redes sociais colocou os holofotes sobre a Scherbi’s, marca criada pela chef Isa Scherer, campeã do MasterChef Brasil 2021. Com menos de um ano de funcionamento, a doceria não possui lojas físicas e chamou atenção pelos resultados — e pelos preços cobrados nos docinhos. (Veja mais abaixo)

A polêmica vaga de emprego foi divulgada em maio deste ano, apenas dois meses após a inauguração da marca, e repercutiu nas redes por conta das condições oferecidas: jornada das 14h às 22h, trabalho aos finais de semana e feriados e um salário de R$ 1,8 mil.

Muitos internautas questionaram se o valor era compatível com as exigências do cargo. A empresa explicou que a publicação viral estava incompleta, pois os benefícios não apareciam na imagem compartilhada.

Isa Scherer reforçou que a Scherbi's segue todas as normas da legislação trabalhista e que a vaga foi criada com apoio de uma consultoria especializada.

A marca foi criada há menos de dez meses. A operação começou em pré-lançamento no fim de janeiro e foi aberta oficialmente ao público em março. Sem loja física, a doceria atende exclusivamente por delivery.

Antes da abertura oficial, a marca já viralizava com publicações espontâneas de clientes. Em março, um post sobre o brownie ultrapassou 1,4 milhão de visualizações no X (antigo Twitter) e fez o produto esgotar em menos de uma hora.

Em apenas três semanas, a empresa atingiu o ponto de equilíbrio — chamado pelo mercado de breakeven, que é quando as receitas cobrem os custos —, e registrou um aumento de mais de 400% nos pedidos em relação ao primeiro dia.

À época, Isa já planejava ampliar a equipe, melhorar a estrutura de produção e manter a operação das 10h às 22h. A abertura de uma loja física também estava nos planos.

O produto mais famoso da Scherbi's é o cookie, vendido a R$ 21,50 a unidade, com sabores como doce de leite com missô e gergelim e cacau com cupuaçu, dragê e limão-siciliano. Há também combos com seis unidades (R$ 116) e quatro unidades (R$ 82,70).

O cardápio traz ainda fatias de bolo (R$ 21,50), tortas — a de limão custa aproximadamente R$ 43 — e uma versão com mini pedaços de cookie, vendida a R$ 53 (100 gramas).

Filha do ex-nadador Fernando Scherer, o Xuxa, Isa ficou conhecida na TV por sua atuação em Malhação – Viva a Diferença e, em 2019, lançou a marca de roupas Serê.

Dois anos depois, venceu o MasterChef Brasil com um cardápio totalmente vegano, entrando para a lista da Forbes Under 30 na categoria Gastronomia.

Hoje, a chef compartilha conteúdos sobre culinária, moda e maternidade com seus 2 milhões de seguidores no Instagram. Um dos vídeos mais virais da chef foi um unboxing de uma bolsa Hermès Mini Kelly, avaliada em cerca de R$ 165 mil.

Vaga era para auxiliar de cozinha publicada pela Scherbi’s, doceria fundada pela chef Isa Scherer — Foto: Redes sociais/ Reprodução

A vaga para auxiliar de cozinha publicada pela Scherbi’s em maio só viralizou recentemente. Entre os principais comentários, internautas criticaram a jornada de trabalho, o valor da remuneração e a falta de informações sobre benefícios.

A empresa esclareceu que os benefícios existiam, mas não apareciam no print que circulou nas redes sociais, e reforçou que todas as práticas seguem a legislação trabalhista.

A vaga foi publicada antes da atualização da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/2027, que define pisos salariais para bares e restaurantes em São Paulo. Desde julho, os pisos variam entre R$ 1.804 e R$ 2.360, dependendo dos benefícios oferecidos.

Segundo a Fhoresp, os R$ 1,8 mil podem estar dentro do piso, considerando a data e o enquadramento da empresa. Além disso, o custo real para o empregador é cerca de R$ 3.600, incluindo encargos, férias e 13º.

A CCT também prevê benefícios como vale-transporte, vale-refeição, seguro de vida e assistência odontológica, além de regras para jornada, compensação e pagamento em dobro para domingos e feriados não compensados.

Em nota, a Scherbi’s reafirmou que todas as práticas seguem integralmente a legislação trabalhista e normas coletivas, e que o objetivo é crescer de forma sustentável, ampliando benefícios e oportunidades.

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