RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Nuvemshop é a primeira plataforma de e-commerce do mundo que permite pagar sem sair do WhatsApp

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Especial Publicitário Nuvemshop é a primeira plataforma de e-commerce do mundo que permite pagar sem sair do WhatsApp Em parceria com a Meta, nova solução de checkout foi desenvolvida exclusivamente para o Brasil e facilita a jornada de compra online Por Nuvemshop

Uma aula para empreendedores que buscam alavancar seus negócios online, o D2C Summit, maior evento do Brasil direcionado a marcas que vendem diretamente ao consumidor,para mais de 5 mil pessoas, já começou com uma mega novidade para o setor: a Nuvemshop, maior plataforma de e-commerce do Brasil e da América Latina, escolheu o evento, em São Paulo, para anunciar uma solução de compra pioneira no mundo, 100% dentro do WhatsApp. Com ela, o consumidor pode completar todo o processo, da descoberta do produto até o pagamento, sem precisar sair do aplicativo.

Em parceria com a Meta, a solução foi desenvolvida exclusivamente para o Brasil e posiciona a Nuvemshop como a primeira plataforma de e-commerce a oferecer uma jornada de pagamento completa dentro do WhatsApp.

“É um marco histórico para o e-commerce global. Ao trazer a jornada de compra completa para dentro do WhatsApp, estamos inaugurando a era do Comércio Agêntico, em que a tecnologia e a inteligência artificial têm um papel fundamental nas vendas, tornando a jornada mais fluida e sem fricções”, explica Alejandro Vázquez, presidente e cofundador da Nuvemshop.

A solução conecta o WhatsApp às lojas da Nuvemshop. Com o Nuvem Chat, assistente de IA integrado, consumidores podem descobrir produtos, tirar dúvidas e concluir pagamentos em apenas um clique, enquanto lojistas ganham escala no atendimento.

“Não se trata de apenas uma inovação tecnológica, mas sim de uma revolução no varejo online”, completa. Com a novidade, a Nuvemshop reafirma sua estratégia de liderar a transformação do varejo digital na América Latina.

Diretor de Parcerias de Monetização da Meta, Tarcisio Ribeiro destaca a forte presença do aplicativo no dia a dia das pessoas, seja para conversas entre amigos ou transações comerciais, e a importância de apresentar soluções e serviços que levem em consideração o perfil do usuário.

“Nosso objetivo é enriquecer cada vez mais a experiência dentro das conversas, permitindo que as pessoas resolvam tudo dentro do WhatsApp – e os pagamentos são uma parte fundamental dessa experiência", avalia.

O recurso opera a partir do Nuvem Chat, solução de inteligência artificial desenvolvida pela própria Nuvemshop, que foi conectada diretamente à API do WhatsApp. A tecnologia interpreta texto, imagem e áudio, e pode acionar atendimento humano quando necessário, oferecendo uma experiência híbrida e eficaz.

Na prática, o consumidor pode perguntar sobre um produto em uma conversa no WhatsApp, receber a lista de opções, montar o carrinho e pagar no mesmo chat por meio do Nuvem Pago, a solução de pagamentos integrada da Nuvemshop. Se já tiver seus dados de pagamento salvos na plataforma — como acontece com mais de 15 milhões de consumidores cadastrados — a compra é concluída em segundos. Caso contrário, basta inserir as informações na hora, sem precisar sair da conversa.

Além de facilitar as compras dos consumidores, a ferramenta permite que os empreendedores do varejo online, sejam pequenas ou grandes marcas, escalem seu atendimento e o converta em mais vendas.

As transações realizadas pelo Nuvem Chat acontecem dentro da infraestrutura da Nuvemshop, com o mesmo nível de proteção aplicado às compras feitas no e-commerce — incluindo tecnologia antifraude em múltiplas camadas e taxa média de aprovação de 99%. Já o WhatsApp protege as conversas com criptografia de ponta a ponta, garantindo que apenas consumidor e loja tenham acesso ao conteúdo trocado. O aplicativo armazena apenas informações técnicas mínimas, sem acesso às mensagens nem aos dados de pagamento.

O checkout no WhatsApp é parte da campanha InovA 2026 e reúne mais de 100 novos produtos e soluções em inteligência artificial, performance e automação. O plano reforça a visão da Nuvemshop de se consolidar como um ecossistema completo de e-commerce, conectando loja online, pagamentos, logística, marketing e conversational commerce. O objetivo é acelerar o crescimento de marcas com ferramentas robustas, acessíveis e conectadas às necessidades do novo varejo. Mais informações sobre o InovA 2026 aqui (site).

A Nuvemshop é a maior plataforma de e-commerce, em número de lojistas ativos, do Brasil e da América Latina. Com mais de 170 mil lojas, a empresa oferece uma solução completa para empreendedores de todos os portes criarem seu próprio site de vendas, com recursos integrados de catálogo, pagamentos, envios, marketing, inteligência artificial e um ecossistema de mais de 4.000 parceiros.

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MEI: dependentes podem receber pensão por morte? Veja o que diz a lei

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor MEI: dependentes podem receber pensão por morte? Veja o que diz a lei Quando o MEI efetua o pagamento da contribuição mensal em dia, a família pode solicitar a pensão por morte no portal 'Meu INSS'. Porém, o período de duração pode variar conforme o tipo de dependente. Por Redação g1 — São Paulo

A pensão por morte é garantida por lei aos dependentes do MEI regularizado. Para ter acesso, é necessário pagar as contribuições mensais em dia.

Diferente dos outros benefícios, a pensão por morte não exige um tempo mínimo de contribuição ou carência.

Porém, o período de duração pode variar conforme o tipo de dependente (cônjuge, companheira/companheiros ou filhos).

A pensão por morte não exige um tempo mínimo de contribuição ou carência. — Foto: Reprodução/Freepik

Ao se regularizar como Microempreendedor Individual (MEI), os benefícios previdenciários de trabalhador são garantidos por lei. E alguns deles são voltados para os seus dependentes, como a pensão por morte.

A pensão por morte não exige um tempo mínimo de contribuição ou carência. Porém, o período de duração pode variar conforme o tipo de dependente (cônjuge, companheira/companheiros ou filhos).

Questões como idade dos filhos, tempo de casamento ou de união estável, além da idade do cônjuge ou companheiro, podem gerar uma variação do tempo de cobertura, que vai de um período determinado até o benefício permanente.

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Para o cônjuge ou companheiro ter direito ao benefício, é necessário que o MEI tenha realizado 18 contribuições mensais. Além disso, o casamento ou união estável precisa ter iniciado há pelo menos dois anos antes do falecimento do segurado.

Em casos em que o óbito acontece antes dos 18 meses de contribuição, o benefício é pago em um regime reduzido, por apenas por 4 meses – já que o pagamento mínimo não foi efetuado. A regra também se aplica em uniões estáveis ou casamentos que tenham um período inferior a dois anos.

Caso a morte do MEI aconteça depois das 18 contribuições mensais pagas e pelo menos dois anos após o início do casamento ou da união estável, a duração da pensão por morte varia de acordo com a idade do cônjuge:

Para filhos, terão direito os menores de 21 anos, inválidos, com deficiência intelectual ou mental, ou deficiência grave. Em alguns casos, pais e irmãos também têm direito se comprovarem a dependência econômica.

Vale lembrar que a pensão por morte também pode ser paga em casos de desaparecimentos que possuem morte presumida e declarada judicialmente.

⚠️ ATENÇÃO: Para ter direito, o microempreendedor precisa pagar as contribuições mensais em dia por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que é a soma da contribuição previdenciária (5% do salário-mínimo), com os impostos devidos pelos MEIs. (entenda como funciona)

🤔 COMO SOLICITAR? Todos os benefícios podem ser solicitados pelo telefone 135 ou no portal “Meu INSS” – em alguns casos é necessário agendar o atendimento ou ir a uma agência pessoalmente formalizar o pedido.

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Aniversário Assaí: há 51 anos fortalecendo o empreendedorismo

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor Especial Publicitário Aniversário Assaí: há 51 anos fortalecendo o empreendedorismo Com milhares de compras grátis pagas na hora, de até R$ 750, e um grande prêmio de R$ 1 milhão, campanha de aniversário de 51 anos reforça o compromisso da marca em apoiar os empreendedores e famílias brasileiras Por Assaí

Em um momento em que a renda dos brasileiros segue pressionada, pequenos e médios empreendedores enfrentam diariamente o desafio de manter seus negócios competitivos. Por isso, mais do que estratégia, a economia virou uma aliada indispensável.

É justamente para apoiar o empreendedorismo e ajudar o dinheiro a render mais que o Assaí celebra seus 51 anos com a sua maior campanha promocional do ano. Mais do que uma promoção, é a oportunidade de ganhar fôlego financeiro para investir no próprio negócio ou realizar sonhos.

Com o mote “Mais que preço baixo, suas compras grátis”, entre os dias 1 e 31 de outubro, milhares de compras grátis serão sorteadas diariamente em todas as lojas da rede, direto no caixa, no ato da compra. Além disso, os(as) clientes ainda concorrem a um prêmio final de R$ 1 milhão em certificados de ouro.

O valor máximo de cada compra gratuita é de até R$ 750, estipulado para atender tanto o micro e pequeno comerciante, significando dias de estoque garantidos e, portanto, mais ganho para o seu negócio; como para o consumidor final, uma vez que esse valor representa uma parte expressiva da compra do mês de uma família.

O modelo atacarejo une o poder de compra em atacado à praticidade do autosserviço. Isso representa mais facilidade e um impacto financeiro positivo para o abastecimento dos negócios.

Comprar em grandes quantidades significa reduzir o custo por unidade. Dessa forma, aumenta a margem de lucro, tornando o negócio mais competitivo e pronto para crescer.

Dessa forma, o Assaí segue valorizando os empreendedores, público que deu origem à marca, em 1974. Hoje, eles representam 42%, em termos de vendas, do total de clientes que compram no atacadista. Outra prova dessa parceria é a Academia Assaí, uma plataforma de cursos online e presenciais gratuitos, além de um prêmio anual, para empreendedores do setor de alimentação no Brasil.

Com 304 lojas nas cinco regiões do país, o Assaí também oferece diversas vantagens para o público PJ. Uma delas é o Televendas, em que os empreendedores que compram em grandes quantidades no atacado podem consultar preços e negociar condições especiais.

Além disso, a rede disponibiliza para todos os clientes o cartão Passaí, um cartão próprio que permite realizar compras com preços de atacado a partir de uma unidade, além de parcelamento em três vezes sem juros para itens alimentares, dando mais flexibilidade no fluxo de caixa.

O Assaí ainda atua com a política de dois preços: o cliente que compra em menores quantidades paga o valor de varejo, enquanto quem leva volumes maiores têm acesso ao valor de atacado, gerando economia que pode chegar a até 10% em relação a supermercados tradicionais.

Para concorrer às compras grátis, a cada R$ 20 em compras, ao informar CPF ou CNPJ no caixa, o cliente já participa do sorteio. O resultado sai no ato do pagamento. Se sorteado, o Assaí paga até R$ 750 do valor. Não participam: cartões-presente, cigarros e bebidas alcoólicas com porcentagem de álcool acima de 13%.

Já para concorrer ao prêmio final de R$ 1 milhão, a cada R$ 20 em compras, o cliente recebe 1 número da sorte. Depois, é preciso se cadastrar no site www.aniversarioassai.com.br, WhatsApp (11) 5694-4554 ou nos totens disponíveis nas lojas e informar CPF ou CNPJ no caixa.

Os números são cumulativos: Por exemplo: R$ 100 = 5 números da sorte. Compras pagas via Passaí, Pix, ou produtos de marcas participantes, no valor de R$ 20, rendem um número da sorte adicional.

Para quem empreende, os prêmios podem significar estoque garantido e capital para expandir, modernizar ou contratar. Mas, vai além: o vencedor também tem a chance de quitar dívidas, comprar um imóvel ou realizar qualquer outro projeto.

Ao unir economia no dia a dia com a possibilidade de uma grande transformação financeira, o Assaí reforça seu compromisso de estar ao lado de quem empreende.

*Consulte condições de participação, regulamentos e Certificados de Autorização no site aniversarioassai.com.br

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Lugar para sentar, começa cedo e tem petiscos: veja como é uma balada 50+

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Lugar para sentar, começa cedo e tem petiscos: veja como é uma balada 50+ Empreendedores de Porto Alegre (RS) apostaram R$ 10 mil em festas itinerantes voltadas ao público maduro e hoje faturam até R$ 200 mil por mês. Por Pegn — São Paulo

Nada de esperar até meia-noite ou encarar salto alto desconfortável. A proposta de Patrícia Parenza e Diego de Godoy é simples: uma balada itinerante pensada para quem já passou dos 50 anos, com música boa, início cedo, lugares para sentar e petiscos.

A ideia nasceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e já passou por nove cidades em 2025, reunindo até 1.200 pessoas em uma única noite. O investimento inicial foi de R$ 10 mil e, em pouco tempo, o negócio se mostrou lucrativo: o faturamento mensal chega a R$ 200 mil.

“A gente decidiu investir nesse público após ouvir muitas mulheres nas redes sociais, pedindo por diversão, pedindo por atenção, pedindo por um lugar onde elas se sentissem completas, livres, sem julgamento e pertencentes”, conta Patrícia, que após completar 50 anos decidiu transformar conversas em um empreendimento.

Lugar para sentar, começa cedo e tem petiscos: você iria a uma balada 50+? — Foto: Reprodução/PEGN

O modelo de negócio é enxuto e funciona em parceria com casas locais. Os produtores ficam com a bilheteria, enquanto os parceiros exploram o bar. Assim, conseguem realizar cerca de três festas por mês em diferentes capitais.

Segundo os empreendedores, criar um negócio para a própria faixa etária é um dos segredos do sucesso. “Somos dois maduros fazendo um negócio para maduros. Sabemos o que esse público deseja, porque sentimos as mesmas dores”, afirma Diego.

As festas começam cedo, oferecem áreas de descanso e tocam músicas que despertam memórias afetivas. Clientes como Isabel Dias e Ciloca Monteiro, ambas com mais de 70 anos, garantem: “Velho, com 70 anos, tem que estar na cama? Mas nós não somos assim”.

Para os sócios, a mensagem é clara: nunca é tarde para começar, se divertir ou até mesmo flertar. E o público 50+ prova isso a cada nova pista de dança lotada.

Lugar para sentar, começa cedo e tem petiscos: você iria a uma balada 50+? — Foto: Reprodução/Tv Globo

📍 R. Amaro Cavalheiro, 168 – Pinheiros – São Paulo/SP- CEP: 05425-010📞 Telefone: (11) 93735-2762📧 E-mail: comercial@casabossa.com.br🌐 Site: https://casabossa.com.br/birds📱 Instagram: @birds_house_sp

📍 Av. Professor Fonseca Rodrigues, 2001 – São Paulo/SP CEP: 02993-245🌐 Site: https://parquevillalobos.com.br/📧 E-mail: atendimento@villalobosparque.com.br📱 Instagram: @villalobosparque📘 Facebook: @Parque Villa-Lobos

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‘Personal Chefs’: profissionais faturam até R$ 50 mil por mês com menus exclusivos e marmitinhas

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor ‘Personal Chefs’: profissionais faturam até R$ 50 mil por mês com menus exclusivos e marmitinhas Profissional cuida de todo o processo: desde a compra dos insumos até a organização da cozinha após o trabalho. Profissão não exige formação específica, mas é necessário ter experiência em culinária, dizem especialistas. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Personal chefs criam experiências gastronômicas personalizadas para clientes que buscam exclusividade – e faturam alto com isso.

Neste serviço, o profissional adapta cardápios de acordo com as necessidades, preferências, restrições alimentares e estilo de vida de cada pessoa ou família.

Todo preparo das refeições é feito sob demanda, planejado e, na maioria das vezes, armazenado para consumo posterior ao longo de um período, como uma semana, ou para um evento específico.

O Personal Chef cuida de todo o processo: desde a consulta inicial para entender as preferências e restrições dietéticas do cliente, passando pela elaboração do cardápio, a compra dos insumos, o preparo das refeições e a organização da cozinha.

O dia começa com um café da manhã digno de hotel: frutas frescas, pães variados, ovos beneditinos e sucos coloridos e funcionais. No almoço, uma combinação de sabores diferentes, em pratos nutritivos. Já à noite, um jantar aromático, com apresentação impecável e digno de um restaurante estrelado.

Essa rotina, que antes parecia ser exclusiva de celebridades, está cada vez mais acessível para o público, graças ao trabalho dos personal chefs, que criam experiências gastronômicas personalizadas para clientes que buscam exclusividade – e faturam alto com isso.

🤔 Mas o que é um personal chef? São profissionais de gastronomia que oferecem serviços culinários personalizados para diferentes clientes, geralmente em suas próprias residências ou em espaços de eventos.

Neste serviço, o profissional adapta cardápios de acordo com as necessidades, preferências, restrições alimentares e estilo de vida de cada pessoa ou família.

Todo preparo das refeições é planejado e feito sob demanda — e, na maioria das vezes, os alimentos podem ser armazenados para consumo posterior.

Segundo especialistas consultados pelo g1, é o próprio personal chef que cuida de todo o processo: desde a compra dos insumos até a organização da cozinha após o trabalho. Além disso, o profissional também pode elaborar cardápios que atendam as preferências e restrições alimentares de cada cliente.

Segundo Zenir Dalla Costa, coordenadora do curso Tecnologia em Gastronomia do Centro Universitário Senac, essa flexibilidade e o modelo de serviço característicos do personal chef são diferentes de outros profissionais da área, como:

Private Chef (ou Chef Particular): é empregado por uma única família como CLT, cozinhando diariamente;Chef de Restaurante: opera em um ambiente de produção em escala, com um cardápio fixo e gerenciamento de equipe sob alta pressão;Catering/Chef de Eventos: se concentra em produções pontuais e de grande volume para eventos específicos. Pâtissiers e Boulangers: mestres da doçaria e panificação, que exigem um domínio técnico muito particular e preciso.

“O Personal Chef se destaca pela sua abordagem íntima, customizada e focada na rotina alimentar individual ou familiar, oferecendo uma experiência culinária altamente adaptada e sem o cenário formal de um restaurante”, explica a especialista do Senac.

A professora Paula Sauer, especialista em comportamento do consumidor da ESPM, ressalta que não é obrigatório ter formação acadêmica em Gastronomia ou Nutrição para atuar como personal chef – mas dominar a cozinha com excelência é indispensável.

Além disso, a apresentação dos pratos e do próprio profissional deve ser impecável, transmitindo cuidado e sofisticação. Segundo a especialista, é necessário que tanto o ambiente de preparo quanto as embalagens usadas e a entrega do prato, reflitam higiene, organização e profissionalismo (veja dicas abaixo).

A profissão, que está cada vez mais conhecida na internet, também tem atraído novos profissionais para o ramo. A personal chef Bianca Folla, por exemplo, decidiu abandonar a carreira como advogada para investir na gastronomia.

Ela conta que a decisão veio em 2005, após uma crise de síndrome do pânico, que a fez largar o emprego em um grande banco e transformar a paixão por cozinhar em profissão.

Folla começou oferecendo serviços personalizados de alimentação para familiares e amigos, focados em eventos intimistas. “Meu primeiro cliente foi meu irmão, fiz um jantar a dois para ele e a esposa”, lembra.

Autodidata no início, ela se profissionalizou em 2011, após cursar Gastronomia no Senac, e se tornou uma das primeiras a adotar o termo “personal chef” no país. Antes, todo o repertório dela foi construído por meio de revistas, livros, cursos pontuais e viagens.

“O personal chef é um empresário da própria carreira. Sou eu que me divulgo nas redes sociais, sou eu que falo com meu cliente. Dentro desse guarda-chuva, a gente pode ter várias possibilidades, como buffet, comidinhas congeladas, eventos. É empreender com aquilo que a gente ama, que é cozinhar”, afirma a empreendedora.

Com uma equipe direta de quatro pessoas e apoio de outras quatro, Bianca diz que mantém uma rede de fornecedores fiéis — como açougue, peixaria e hortifrúti —, e atua há 20 anos na cozinha da própria casa, em São Paulo, onde oferece três principais serviços:

Buffet “A Chefe em Casa”, para grupos de 2 a 30 pessoas;Comidinhas Congeladas da Chefe, com entregas semanais e cardápio fixo;Day Cook, serviço personalizado de um dia, com diária de R$ 900, além do custo dos insumos.

No buffet, o valor parte de R$ 3.500 pela contratação da equipe, mais o custo por pessoa. As marmitas individuais variam entre R$ 40 e R$ 60, enquanto porções familiares podem chegar a R$ 130. O faturamento mensal da empresa gira em torno de R$ 40 mil a R$ 50 mil.

A Personal Chef Bianca Folla largou o direito para viver da gastronomia e hoje fatura até R$ 50 mil mensais. — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução Redes Sociais

Além disso, a chef ministra o curso "Minha Cozinha, Meu Negócio", com metodologia própria, e oferece mentoria para profissionais que desejam se posicionar no mercado.

Folla conta que chegou a trabalhar com eventos de Natal e Ano-Novo durante 18 anos, cobrando o dobro pelas datas. Hoje, no entanto, prioriza o descanso e a qualidade de vida nessas ocasiões. Mesmo assim, diz ela, as vendas de pratos congelados de fim de ano é uma das suas maiores fontes de faturamento.

“Hoje eu decidi não atender mais nessas datas, mas continuo vendendo as comidas congeladas para ceias de Natal e Ano Novo, que são um sucesso. No primeiro ano, em 2020, faturei R$ 30 mil só com pratos natalinos. Os clientes se apaixonaram e continuam pedindo todo fim de ano”, lembra Bianca Folla.

Outro exemplo de personal chef é Lívia Moura, natural de Recife, em Pernambuco. Aos 26 anos, ela é formada em gastronomia e técnica em nutrição e trabalha diretamente na casa dos clientes, adaptando os cardápios às restrições alimentares e preferências individuais.

Lívia, que começou vendendo brigadeiros no farol, atualmente conta com o apoio de duas assistentes e oferece três formatos de serviço: semanal, quinzenal e mensal. Fica a critério do cliente decidir se quer apenas almoço, ou também jantar e lanches.

Os preços começam em R$ 350 por semana, sem incluir o custo das compras, que podem ser feitas pelo cliente ou pela própria chef, mediante taxa adicional. Lívia leva para casa do freguês os próprios utensílios domésticos, além de potes de plásticos livres de componentes químicos.

Nos fins de semana, ela também atua em eventos pequenos, como jantares de noivado e celebrações familiares com até 15 pessoas, e presta consultorias para treinar funcionárias domésticas em cardápios específicos, cobrando cerca de R$ 2 mil por atendimento.

O faturamento médio mensal chega a R$ 25 mil. “Ser personal chef é ser livre. A gente faz o próprio horário, trabalha com amor e conhece pessoas novas todos os dias”, resume Lívia, que atende clientes em Recife, João Pessoa, interior do Pernambuco e até São Paulo.

Apesar da crescente demanda por alimentação personalizada, Lívia destaca que ainda há poucos profissionais do ramo atuando no Nordeste. Segundo ela, trata-se de um mercado em crescimento, porém pouco explorado, com escassez de profissionais qualificados — principalmente fora das capitais.

“Em Recife, já existe procura, mas ainda somos poucos. No interior, praticamente não há profissionais especializados. Muita gente quer o serviço, mas não encontra quem oferece com qualidade e regularidade. Tem gente com talento em casa que nem sabe que já tem uma profissão nas mãos”, explica.

A personal chef Lívia Moura, natural de Recife (PE), tem faturamento médio mensal de R$ 25 mil. — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução Redes Sociais

Além de cozinhar, Lívia administra toda a parte comercial do negócio: atendimento, precificação e divulgação. Ela investe em tráfego pago, parcerias com influenciadores digitais e presença ativa nas redes sociais. O boca a boca também é essencial. (Veja mais dicas abaixo)

Por segurança, a Recifense grava toda a rotina de trabalho com uma câmera voltada para a bancada, garantindo registro das atividades durante os atendimentos domiciliares. “A gente nunca sabe em que casa está entrando. A câmera é uma forma de me proteger”, conta.

Lívia lembra que, apesar do crescimento da profissão, ainda há preconceito contra prestadores de serviços domésticos — algo que ela própria enfrentou. “Já me negaram até um copo d’água. As pessoas precisam entender que somos empreendedoras, oferecendo uma solução, não um favor”, afirma.

Mesmo com os desafios, ela acredita que o futuro da profissão é promissor. “Todo mundo tem fome e busca praticidade. A personal chef chegou para ficar, e quem ama cozinhar tem uma grande oportunidade nas mãos”, completa.

A chef Bianca Folla defende que o sucesso na profissão começa com a escuta ativa e o respeito às necessidades do cliente, especialmente em casos de restrições alimentares (como celíacos, diabéticos, cardiopatas, intolerantes à lactose, etc).

A profissional acredita que qualquer pessoa apaixonada por cozinhar pode se tornar personal chef, mesmo sem grandes investimentos. “Se você gosta de cozinhar, isso já é suficiente para começar. Transforme o que ama em serviço”, explica.

Para ela, o segredo é definir o serviço, montar uma proposta profissional e começar pequeno. “Todo mundo inicia com o primeiro cliente. Documente sua jornada e vá crescendo um passo de cada vez”, resume.

Os primeiros passos podem ser dados atendendo amigos, familiares ou pequenos grupos de conhecidos. Isso ajuda a ganhar experiência e montar um portfólio — elemento fundamental para conquistar novos clientes.

A personal chef Lívia Moura, natural de Recife (PE), tem faturamento médio mensal de R$ 25 mil. — Foto: Reprodução/Instagram Livia Moura

Já para Lívia Moura, é importante que o empreendedor estruture o modelo de trabalho antes de começar, como: cardápios, frequência dos atendimentos (semanal, quinzenal, mensal), precificação, logística de compras e entregas.

Ter clareza no que oferece ajuda a transmitir profissionalismo e conquistar clientes. Para a recifense, ter uma boa apresentação visual com fotos, vídeos, quem você é, quais serviços está ofertando, valores e formas de pagamento faz toda a diferença.

Para Zenir Dalla Costa, coordenadora do curso de Tecnologia em Gastronomia do Centro Universitário Senac, dominar restrições alimentares e saber personalizar cardápios é um diferencial estratégico para quem quer atuar como personal chef.

Segundo ela, essas competências não apenas abrem novas oportunidades de mercado, como também garantem competitividade e relevância a longo prazo na profissão. Embora não seja obrigatório, ter formação e conhecimentos técnicos fazem total diferença.

Por isso, cursos técnicos, especializações e formações complementares podem ajudar a desenvolver repertório e segurança. A professora Paula Sauer, da ESPM, recomenda algumas formações:

➡️Cursos técnicos ou superiores em Gastronomia: oferecem fundamentos de cozinha, técnicas e gestão. ➡️Formação em Nutrição: agrega diferencial para clientes que buscam equilíbrio alimentar, dietas específicas ou objetivos de saúde. ➡️Especializações: confeitaria, cozinha internacional, alimentação saudável, cozinha funcional, dietas restritivas (sem glúten, sem lactose, vegana, low carb etc.). ➡️Workshops e cursos livres: atualizam tendências e oferecem aprendizado prático em nichos específicos. ➡️Um toque de ancestralidade, uma história de família, uma receita única, um toque de “vó” faz toda a diferença.

Segundo as especialistas, dominar diferentes dietas – como vegetariana, low carb, sem lactose ou sem glúten – também pode ajudar a ampliar a base de clientes e agregar valor ao serviço. Muitos chefs também trabalham em parceria com nutricionistas.

Por isso, é essencial formalizar a atividade como MEI ou ME, por exemplo (veja a diferença), definir preços, cuidar da divulgação e organizar as finanças. Para o marketing, as redes sociais são grandes aliadas.

Mostrar bastidores, cardápios e depoimentos de clientes ajuda a gerar confiança. Parcerias com influenciadores e profissionais de áreas relacionadas ampliam o alcance. Para a professora Paula Sauer, é essencial ter:

📲 Presença ativa em redes sociais (Instagram, TikTok, YouTube) com fotos e vídeos de pratos, bastidores e dicas culinárias;🫱🏻‍🫲🏼 Parcerias com nutricionistas, academias, cerimonialistas e buffets;🗣️ Marketing boca a boca, fundamental nesse segmento;💻 Criação de site ou cardápio digital para apresentação profissional.

Desenvolver um estilo pessoal — seja com um prato exclusivo, uma cozinha temática ou uma experiência diferenciada — é uma forma eficaz de se destacar em um mercado cada vez mais competitivo e fidelizar clientes.

Tendências como alimentação saudável, jantares intimistas e experiências personalizadas estão em alta. Atualizar-se e diversificar os serviços pode garantir estabilidade financeira e crescimento contínuo.

“É bacana ter uma história por trás de um serviço. Queira ser reconhecido pelo melhor brigadeiro do mundo, ou pela melhor massa do mundo. Generalizar pode não ser o melhor caminho para ser reconhecido como o melhor”, completa Paula Sauer.

Alimentação saudável e funcional: foco em ingredientes que promovem bem-estar e performance.Culinária sustentável: valorização de produtos locais, aproveitamento integral dos alimentos e redução de desperdício.Experiências exclusivas: jantares intimistas e menus degustação personalizados no conforto do lar.Personalização de cardápios: atenção a restrições médicas, objetivos nutricionais e performance esportiva.Consultoria online em expansão: planejamento de cardápios, aulas e orientações culinárias oferecidas virtualmente.

“Muitos clientes buscam personal chefs não apenas pelo sabor, mas para adequar sua alimentação a objetivos como emagrecimento, ganho de massa muscular ou bem-estar”, completa a professora da ESPM.

Para Zenir Dalla Costa, coordenadora do curso de Gastronomia do Senac, unir excelência culinária, conhecimento nutricional e visão de negócios é a chave do sucesso nesta carreira tão dinâmica e personalizada.

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Salário em dólar: veja como conseguir emprego no exterior sem sair do Brasil

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor Salário em dólar: veja como conseguir emprego no exterior sem sair do Brasil Na maioria dos casos, profissionais recebem em moeda internacional e atuam como pessoa jurídica (PJ). Especialistas apontam que comunicação em inglês e experiência sólida estão entre os principais requisitos. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Trabalhadores que prestam serviços remotamente para empresas estrangeiras, mantendo residência no Brasil e recebendo em moedas fortes, como dólar ou euro, são conhecidos como "Global Workers".

Os Estados Unidos lideram a lista de países que mais contratam trabalhadores brasileiros para o serviço remoto e concentra cerca de 85% das vagas.

Pesquisa da TechFX indica uma forte concentração de vagas na área de tecnologia. Outros segmentos em destaque foram: produto, sucesso do cliente, design, marketing, operações e recursos humanos.

Na maioria dos casos, profissionais brasileiros contratados por empresas estrangeiras recebem em moeda internacional e atuam como pessoa jurídica (PJ).

Os Estados Unidos lideram a lista de países que mais contratam trabalhadores brasileiros para o serviço remoto e concentra cerca de 85% das vagas, segundo levantamento da plataforma de câmbio voltada para profissionais TechFX.

Dos 1.428 desenvolvedores brasileiros entrevistados e que atuam no exterior, 1.220 trabalham para organizações americanas, com salários médios que chegam a US$ 110 mil anuais (cerca de R$ 598 mil).

O estudo também destaca outros destinos: Canadá e Austrália aparecem empatados em segundo lugar, com 1,85% cada, seguidos pelo Reino Unido (1,85%), Argentina (1,55%), Portugal (1,16%), México (1%) e Alemanha (0,62%).

No mercado, esses profissionais são conhecidos como Global Workers: trabalhadores que prestam serviços remotamente para empresas estrangeiras, mantendo residência no Brasil e recebendo em moedas fortes, como dólar ou euro.

Essa modalidade oferece a vantagem de acesso a salários mais altos, flexibilidade de tempo e liberdade geográfica, sem a necessidade de migrar para outro país.

Mas afinal, como conseguir oportunidades em empresas do exterior sem sair do Brasil? É preciso ser fluente em inglês? O g1 conversou com especialistas, que dão dicas práticas e explicam os direitos desses profissionais a seguir:

👩🏽‍💻 Perfil profissional mais procurado✍🏽 Fluência em Inglês 🔎 Como encontrar vagas💸 Modalidades de Contratação ➡️ Direitos e cuidados legais🦁 Declaração para o IR🎯 Vantagens e desafios

Uma outra pesquisa da TechFX, feita com 1.433 brasileiros que atuam remotamente para empresas internacionais, mostra uma forte concentração em uma única área: a tecnologia. Do total, 1.251 profissionais – ou 87,6% – trabalham nesse setor. (saiba como entrar)

Produto: 41 pessoas (2,9% do total)Sucesso do Cliente: 38 pessoas (2,7% do total)Design: 37 pessoas (2,6% do total)Marketing: 20 pessoas (1,4% do total)Operações: 14 pessoas (1% do total)Recursos Humanos: 13 pessoas (0,9% do total)

Apesar da pesquisa ter como base os clientes da empresa, os dados refletem uma tendência clara: atuar na área de tecnologia, especialmente em desenvolvimento, aumenta significativamente as chances de conseguir uma vaga em empresas internacionais.

“Embora a área de tecnologia realmente concentre uma grande demanda global, empresas que estão expandindo suas operações para o Brasil, por exemplo, precisam montar times completos. Isso inclui áreas como vendas, RH, atendimento ao cliente, entre outras. Não há uma limitação por formação”, explica Gustavo Sèngès, especialista em carreiras globais.

O Diretor da HireRight no Brasil, autor e mentor de carreiras, destaca que não existe uma única formação. As oportunidades se concentram em áreas como tecnologia, design, marketing digital, vendas, atendimento ao cliente, RH e operações.

Para ele, a tendência é que o modelo se expanda cada vez mais, atingindo diferentes segmentos e níveis de senioridade. Isso porque, existem também vagas para funções que não exigem formação específica como gestão, atendimento ao cliente e vendas.

Outro ponto destacado por Gustavo Sèngès é que esse mercado não é exclusivo apenas para profissionais mais jovens. Segundo o especialista, o mais importante é a capacidade de entrega e adaptação ao modelo de trabalho remoto global.

“Isso não é verdade. Trata-se de um mercado altamente democrático. Já vi e acompanhei contratações de profissionais das mais diversas idades atuando em equipes multiculturais e intergeracionais com total sucesso”, completa Sèngès.

O inglês continua sendo uma das habilidades mais valorizadas para quem busca uma carreira internacional, mas não é necessário ter a fluência de um nativo. O chamado “inglês funcional”, que serve para se comunicar com clareza, participar de reuniões e expressar ideias de forma eficaz, já pode abrir portas.

Especialistas destacam que o nível exigido varia conforme o cargo: posições de liderança e de contato direto com clientes costumam pedir domínio avançado, enquanto funções operacionais podem ser exercidas com conhecimento intermediário.

Além disso, o acesso ao aprendizado está cada vez mais democrático. O que antes era restrito a cursos caros hoje pode ser alcançado por meio de aplicativos, canais no YouTube, podcasts, perfis especializados e até ferramentas de inteligência artificial.

Um exemplo é o ChatGPT, que ajuda a revisar textos, preparar currículos e simular entrevistas. Além disso, os avanços em tradução simultânea em ferramentas de comunicação entre equipes prometem romper as fronteiras da comunicação.

“Em termos de carreira e retorno salarial, aprender inglês pode ser um dos melhores investimentos a se fazer. Cada vez mais, plataformas de AI gratuitas oferecem a possibilidade de aprender e praticar inglês, como uma porta de entrada para o aprendizado”, explica o CEO da TechFX, Eduardo Garay.

Plataformas de IA gratuitas também oferecem oportunidades para praticar o idioma, tornando o inglês um dos investimentos mais vantajosos para crescimento profissional e retorno salarial.

“O mais importante é ter confiança na sua capacidade de se comunicar e buscar o aprendizado contínuo. O inglês ainda é uma das principais habilidades técnicas exigidas neste mercado de global workers", completa Gustavo Sèngès.

Especialistas afirmam que conquistar a primeira oportunidade em uma empresa internacional exige planejamento e proatividade. O ponto de partida é compreender o funcionamento do mercado global: os formatos de contratação, as principais demandas e como suas habilidades podem se encaixar nesse contexto.

Essa análise inicial ajuda a destacar pontos fortes, identificar áreas de desenvolvimento e estruturar uma narrativa profissional consistente. Além disso, é essencial elaborar um currículo em inglês e se preparar para entrevistas – que ainda são um dos maiores desafios para brasileiros.

De acordo com o especialista em carreiras globais Gustavo Sèngès, existem três caminhos principais para ingressar nesse mercado:

Recrutadores estrangeiros: manter um perfil atualizado e bem posicionado em plataformas como o LinkedIn aumenta as chances de ser encontrado.Networking (ou “netplaying”): cultivar relações de forma genuína, ajudando e sendo ajudado, amplia as possibilidades. Muitas vezes, a oportunidade surge dentro do próprio círculo de contatos.Busca ativa por vagas: aplicar constantemente, ajustar estratégias e aprender com os processos seletivos. Estar presente em plataformas especializadas e treinar entrevistas são passos fundamentais.

De modo geral, os profissionais que conseguem vagas em empresas internacionais atendem a dois requisitos básicos: dominar a comunicação em inglês e ter pelo menos três anos de experiência na área.

Segundo o CEO da TechFX, Eduardo Garay, esses critérios concentram 98% das oportunidades no exterior. O LinkedIn aparece como a principal vitrine para os brasileiros nesse processo, sendo responsável por quase 60% das contratações.

Na maioria dos casos, profissionais brasileiros contratados por empresas estrangeiras recebem em moeda internacional e atuam como pessoa jurídica (PJ).

Neste caso, o profissional contratado tem uma empresa aberta em seu nome e se torna prestador de serviços para a contratante, emitindo notas fiscais, além de ser responsável pelo pagamento de impostos e contribuições.

Dentro dessa modalidade de trabalhadores com CNPJ entram, por exemplo, os microempreendedores individuais (MEIs) e os microempresários (MEs). A diferença entre os dois tipos está no faturamento anual, das atividades, no número de funcionários permitidos e no regime de tributação.

O vínculo com o contratante não é classificado como uma relação de emprego. Sendo assim, o profissional não possui direitos trabalhistas assegurados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como férias remuneradas, auxílio-transporte e carteira assinada. (confira a diferença)

Apesar disso, esse modelo tem acesso a benefícios previdenciários. É o caso da aposentadoria por idade ou invalidez e auxílio-doença. Basta apenas que o prestador pague as contribuições mensais em dia e cumpra a carência necessária para cada benefício. (entenda como funciona)

O profissional PJ tem mais flexibilidade porque pode definir a própria jornada. A remuneração também tende a ser maior. É que esse profissional não tem encargos trabalhistas e a empresa contratante não precisa arcar com os benefícios previstos no regime CLT.

Em geral, essas economias são recompensadas no salário. Por outro lado, caberá ao PJ arcar com custos de alimentação, transporte, equipamentos, etc, salvo se o contrato com a empresa para o qual prestará serviços prever a oferta desses benefícios.

E também "não existe um valor mínimo de remuneração e nem piso salarial, como o salário de empregados CLT", ressalta a advogada trabalhista Iara Neves. "O valor é definido na negociação entre as partes. O pagamento pode ser mensal, por projeto ou por hora."

Outra modalidade é a contratação via Employer of Record (EOR), em que uma intermediadora formaliza o vínculo no país. Nesse caso, o profissional é registrado pela CLT e tem acesso a benefícios como plano de saúde e férias, embora o salário seja pago pela empresa estrangeira.

Em geral, o EOR é uma empresa terceirizada que assume todas as responsabilidades legais e administrativas de um empregador no país, atuando em nome de outra empresa que não tem presença legal local.

Neste caso, essa empresa terceirizada é o empregador oficial, cuidando da folha de pagamento, impostos, benefícios e conformidade com as leis trabalhistas locais, permitindo que empresas contratem talentos internacionalmente sem precisar se estabelecer no país.

Também existe a modalidade de autônomos: profissionais que não têm CNPJ e trabalham ou prestam serviços sem vínculo empregatício. Neste caso, o pagamento é feito diretamente para a pessoa física. Porém, o trabalhador precisa estar atento aos tributos e à declaração de Imposto de Renda. (veja abaixo como funciona)

Segundo especialistas, a escolha do modelo não cabe ao trabalhador, mas sim à contratante. Organizações globais, sobretudo de tecnologia, tendem a preferir o PJ, enquanto companhias em fase de expansão no Brasil optam pelo vínculo CLT via empresas terceiras.

Segundo Antonio Vasconcellos Junior, sócio fundador do AVJ Advogados Associados, quando um brasileiro presta serviços para uma empresa estrangeira, mas reside no Brasil, a legislação aplicável é a brasileira – neste caso a CLT.

Isso só não se aplica caso houver condição mais favorável prevista pela lei do país contratante. Um exemplo é a jornada reduzida de 6 horas diárias de trabalho, em razão das regras da empresa estrangeira.

O especialista ainda destaca que os profissionais contratados como PJ não têm os direitos da CLT, mas podem negociar cláusulas específicas no contrato de trabalho, como bônus, pausas de descanso e benefícios adicionais.

Antes de aceitar uma vaga no exterior, o advogado recomenda uma revisão contratual por um especialista. Isso porque, em casos de conflitos, a Justiça do Trabalho brasileira pode ser acionada se a contratação ou transferência ocorreu no Brasil.

Por outro lado, não terá competência quando o vínculo for firmado diretamente no exterior. “Existem exceções em situações específicas, como serviços prestados em navios ou aeronaves de bandeira brasileira, ou em embaixadas e consulados do Brasil localizados no exterior”, explica.

O Brasil mantém acordos internacionais de previdência social com alguns países, permitindo o cômputo de tempo de contribuição, mas ainda não há um tratado global que unifique direitos trabalhistas.

Por isso, o advogado destaca que é fundamental manter as contribuições previdenciárias em dia. “É possível optar pelo plano que melhor se adeque à sua situação para ter acesso a benefícios como aposentadoria e auxílio-doença”, explica. (veja como contribuir)

Por fim, Vasconcellos reforça a importância de investigar bem a empresa contratante e manter clareza sobre direitos e obrigações: “O que parece um sonho pode virar um pesadelo sem os devidos cuidados”.

“É sempre importante manter-se informado sobre os direitos trabalhistas e regras tributárias/previdenciárias, especialmente em um contexto global. Além disso, cada situação é única, e consultar um advogado especializado pode ser fundamental para garantir que seja cumprido o que foi prometido”, completa o advogado trabalhista.

Profissionais que prestam serviços para empresas estrangeiras devem ficar atentos à tributação no Brasil e à declaração do Imposto de Renda (IR), que varia conforme o regime de contratação.

Segundo Thais Ribeiro, advogada do L.O. Baptista Advogados, os autônomos que recebem remuneração de uma empresa estrangeira devem converter os valores em moeda estrangeira para reais usando a taxa de câmbio do dia do pagamento, divulgada pelo Banco Central.

Esses valores recebidos precisam ser declarados no carnê-leão, para apuração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), cuja alíquota é progressiva e pode chegar a 27,5%. (veja o que é e como emitir)

O imposto deve ser recolhido até o último dia útil do mês seguinte ao recebimento, e todas as informações precisam ser replicadas na declaração no ano seguinte.

Além disso, é necessário contribuir para o INSS como contribuinte individual e, quando aplicável, pagar o ISS (Imposto sobre Serviços), definido pelo município. (entenda como funciona)

Se houver tratado de bitributação entre o Brasil e o país da empresa contratante, é possível compensar no Brasil o imposto já pago no exterior, desde que o valor também seja informado no carnê-leão.

Para quem presta serviços por meio de Pessoa Jurídica (PJ), a operação é considerada uma exportação de serviços, segundo a especialista Veronica Melo de Souza, sócia do Gaia Silva Gaede Advogados.

A exportação de serviços ocorre quando uma empresa brasileira presta serviços a um cliente no exterior e recebe o pagamento em moeda estrangeira. Nesse sentido, os pagamentos da empresa internacional vão diretamente para a PJ.

Ou seja: quando o profissional opta por prestar serviços por meio de uma pessoa jurídica aberta no Brasil, é a empresa que deve declarar e tributar as receitas, de acordo com o regime tributário escolhido — seja Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.

“Neste caso, o imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) é devido normalmente e calculado de acordo com o regime de tributação da Pessoa Jurídica (PJ), que geralmente é o Simples Nacional ou Lucro Presumido”, explica Verônica Melo de Souza.

“O trabalhador recebe os valores apenas pela PJ e deve informá-los em sua Declaração de Ajuste Anual como pró-labore, no campo de rendimentos tributáveis, ou como distribuição de lucros e dividendos, no campo de rendimentos isentos, conforme a forma de contabilização”, completa a advogada Thais Ribeiro.

Já o regime CLT exige que a empresa estrangeira tenha CNPJ no Brasil para recolher encargos como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e INSS. Por isso, é raro que empregadores internacionais contratem diretamente com registro em carteira.

Muitas vezes, eles utilizam empresas intermediárias, que assumem a folha de pagamento, recolhem impostos e contribuições — a contratação via Employer of Record (EOR) já citada nesta reportagem.

Por isso, os especialistas recomendam que profissionais busquem orientação de contadores ou advogados especializados, garantindo que todos os impostos e contribuições sejam pagos corretamente e evitando problemas com a Receita Federal.

Um exemplo de profissional que conquistou uma vaga em uma empresa norte-americana, mantendo residência no Brasil, é Roque Santos, engenheiro de software sênior, que vive em Salvador, na Bahia.

A experiência internacional veio após um incentivo inesperado: sua professora de inglês sugeriu que ele participasse de entrevistas com empresas estrangeiras para praticar o idioma em situações reais. O exercício acabou rendendo uma proposta de trabalho.

Segundo ele, o maior desafio não foi técnico, mas lidar com entrevistas em inglês. “Tudo era novidade. Consegui explicar bem a minha experiência, soar inteligente e claro nas entrevistas foi um desafio, para mim, muito maior que o técnico”, conta.

No dia a dia, Roque explica que mantém uma rotina parecida com a que tinha no Brasil, mas destaca diferenças marcantes: menos reuniões, ausência de microgerenciamento e uma relação de maior confiança com a equipe.

“Temos muito mais liberdade com o nosso tempo, mas como contrapartida somos responsabilizados pelas nossas entregas”, explica.

O trabalho exige um “overlap” de 4 a 6 horas diárias no fuso horário da empresa contratante. Isso significa que ele precisa estar online por pelo menos este período durante o horário oficial de trabalho da empresa.

A comunicação é feita principalmente pelo Slack, enquanto e-mails são pouco utilizados. Para ele, clareza e efetividade na comunicação foram tão importantes quanto às competências técnicas. Diplomas, por outro lado, não pesaram no processo de contratação.

“Nunca precisei entregar uma cópia formal do meu diploma para a empresa que trabalho. Fui perguntado se me formei, onde e quando”, afirma.

Sobre remuneração, Roque explica que os salários iniciam no mesmo patamar do Brasil, e aumentam conforme o crescimento na empresa. “No início, você pode entrar ganhando ‘pouco’, mas a diferença é que esse pouco normalmente se iguala ao salário do Brasil, mas lá esse é seu piso, e não o teto”, afirma.

Como a empresa não tem sede por aqui, o contrato é feito diretamente, cabendo ao trabalhador organizar-se via PJ para fins tributários.

Entre as dificuldades, o engenheiro cita a insegurança no início, tanto pela barreira do idioma quanto pela diferença cultural e pela ausência de feedbacks constantes. Em contrapartida, a autonomia e a confiança mútua com a equipe foram pontos positivos.

O conselho para quem quer seguir o mesmo caminho é direto: investir no inglês. “Saber se comunicar é o principal fator para conquistar a vaga. Depois disso, prepare-se para a entrevista: estude a empresa e mostre interesse real”, recomenda.

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Dia do Pão: padaria fatura R$ 2,4 milhões por ano com receitas que duram até 10 dias

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Dia do Pão: padaria fatura R$ 2,4 milhões por ano com receitas que duram até 10 dias No Dia Mundial do Pão, celebrado nesta quinta-feira (16), conheça a história de um casal que fez da panificação o ingrediente principal de um negócio milionário. Por Pegn — São Paulo

Em uma movimentada região de São Paulo, uma padaria tem se destacado pela combinação entre tradição, inovação e gestão eficiente.

Com faturamento anual de R$ 2,4 milhões, o negócio comandado por Girlane Tavares e Edvilson Santos é resultado de uma trajetória construída com conhecimento técnico, decisões estratégicas e envolvimento direto dos proprietários em todas as etapas da operação.

A padaria produz semanalmente cerca de 1.200 kg de pão francês — o produto mais vendido — e outros 250 kg de pães variados.

Apesar de simples na composição, o pão francês exige precisão no preparo. Temperatura ambiente, tempo de batida e fermentação são fatores que influenciam diretamente na textura e na crocância.

“Um minuto a mais de batida já altera o resultado”, explica Edvilson, que acompanha pessoalmente o processo.

A padronização é levada a sério. A equipe é treinada para seguir procedimentos rigorosos, e os donos fazem questão de participar da produção.

“O proprietário precisa estar presente, inclusive na operação. Se a demanda está na copa, eu estou lá. Se é no balcão, também”, afirma.

Edvilson cresceu em Pernambuco, onde o pão francês era considerado um item de luxo. A entrada no ramo da panificação veio por influência da cunhada, que sonhava em ter uma padaria. A primeira sociedade durou 12 anos, até que Girlane comprou a parte do cunhado. Desde então, ela e Edvilson passaram a tocar o negócio juntos.

A atual padaria nasceu de um investimento de R$ 200 mil. No início, não havia equipe formada nem clientela. O crescimento foi gradual, com foco em ajustes internos antes de qualquer divulgação.

Uma das decisões mais impactantes foi a compra de um estacionamento ao lado da padaria, com sete vagas. A medida aumentou significativamente o fluxo de clientes.

“Padaria com ticket médio baixo precisa de volume. Sem gente dentro, não prospera”, afirma Edvilson.

A fidelização também é resultado da constância na qualidade dos produtos. Alguns clientes frequentam o local mais de uma vez por dia, como Valdemiro Junior, que passa pela padaria pela manhã, no almoço e no fim da tarde.

Entre as melhorias técnicas implementadas, está o desenvolvimento de receitas que aumentam a durabilidade dos pães embalados.

Pães como brioche, australiano e de hambúrguer podem durar até dez dias, graças ao uso de enzimas no lugar de conservantes. “Sem enzima, duram no máximo cinco dias”, explica Edvilson.

A experiência acumulada levou à criação de uma nova empresa, ainda em fase de legalização, voltada para o fornecimento de produtos de panificação a outras padarias, mercados e indústrias. A iniciativa inclui pré-misturas para pão de queijo e donuts, desenvolvidas desde o início da pandemia.

A capacitação é parte essencial da rotina. Os proprietários participam de cursos e incentivam os colaboradores a fazerem o mesmo.

“Quem quer prosperar com padaria precisa estudar, trabalhar muito e saber lidar com a equipe e com os clientes”, resume Girlane.

📍 Avenida Padres Olivetanos, 417 – Vila Esperança – São Paulo/SP📞 (11) 2682-3304📧 edvilson2@gmail.com🌐 www.olivetanos.com.br📘 Facebook: facebook.com/olivetanos📸 Instagram: @padariaolivetanos

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Como Sofá na Caixa foi de sucesso viral nas redes à explosão de reclamações de clientes

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Tecnologia Como Sofá na Caixa foi de sucesso viral nas redes à explosão de reclamações de clientes Queixas contra a empresa no Procon-SP cresceram 126% em 2025, com atraso na entrega como principal problema apontado por compradores. Dono da marca diz que resolver as reclamações é prioridade. Por BBC

Reclamações contra a Sofá na Caixa cresceram 126% em 2025 no Procon-SP, com atrasos na entrega como principal problema.

Fundada em 2024, a empresa ficou famosa nas redes por vender sofás modulares embalados a vácuo e entregues em caixas.

O fundador, Rubens Stuque, diz que os pedidos atrasados representam 6,5% dos cerca de 100 mil sofás entregues desde que a empresa começou a operar. Ele diz que resolver as queixas é prioridade.

O Procon-SP notificou a empresa por descumprir acordos e pode multá-la e incluí-la na lista “Evite Esses Sites”.

Especialistas apontam que o rápido crescimento e a estrutura totalmente digital ajudam a explicar os atrasos; consumidores recorrem à Justiça.

A catarinense Rebeca Alvarez, de 24 anos, se casou em abril e escolheu um sofá da marca Sofá na Caixa para decorar seu novo apartamento com o marido.

"Dia 22 de julho fiz meu pedido, estamos construindo nossa vida do zero, como alugamos um apartamento pequeno, achamos que o Sofá na Caixa seria a melhor opção, pelas milhões de propagandas, e como saíram até na [revista] Forbes, resolvemos confiar", conta a esteticista.

Em reportagem publicada em fevereiro de 2024 na revista Forbes, o fundador da Sofá na Caixa, Rubens Stuque, contava sobre como faturou R$ 1,6 milhão na primeira semana de operação da empresa e planejava vender 50 mil sofás e faturar R$ 90 milhões no primeiro ano de atividade.

"O prazo de entrega era 26 de agosto, o que já é um prazo grande em comparação a qualquer fábrica de móveis, mas aceitei. Porém se passaram 78 dias do pedido, um pagamento alto via Pix, e nada de sofá e nem de resposta deles", contou Rebeca à BBC News Brasil no dia 9 de outubro.

Assim como Rebeca, diversos consumidores têm passado por problemas ao comprar produtos da Sofá na Caixa, que enfrenta uma explosão de reclamações e centenas de processos na Justiça movidos por clientes insatisfeitos.

Mulheres decidem confrontar a Meta após perderem seus bebêsEUA e China travam corrida por robôs que prometem substituir humanos

Reclamações contra a Sofá na Caixa no Procon-SP cresceram 126% em 2025, com atraso na entrega como principal queixa — Foto: Divulgação via BBC

Entre as principais queixas, estão atrasos na entrega, dificuldade para obter resposta da empresa nos canais de atendimento e para cancelar pedidos e receber o dinheiro de volta.

Segundo o Procon-SP, o número de reclamações contra a empresa mais do que dobrou entre 2024 e 2025. Já foram 614 só neste ano, de janeiro a agosto, um aumento de 126% em relação a todo ano passado, quando houve 272 queixas.

A Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, já recebeu este ano 88% mais reclamações sobre produtos não entregues pela Sofá na Caixa do que em todo o ano de 2024. A cada duas queixas no sistema ProConsumidor da secretaria, uma é sobre sofás não entregues.

No Reclame Aqui, a Sofá na Caixa somava 7.861 reclamações até 13 de outubro, sendo 5.419 delas apenas nos últimos 12 meses. No site, a fabricante é classificada como não recomendada pelos consumidores, e apenas 13% dizem que voltariam a comprar da empresa.

Em entrevista à BBC News Brasil, o fundador da Sofá na Caixa, Rubens Stuque, reconhece as dificuldades enfrentadas por parte dos clientes, mas afirma que os pedidos em atraso representam apenas 6,5% dos cerca de 100 mil sofás já entregues desde que a empresa começou a operar, em fevereiro de 2024.

Stuque diz ainda que resolver os pedidos em atraso e devolver o dinheiro dos clientes que optaram pelo cancelamento é hoje a "prioridade número um".

"Temos um compromisso com o Procon de, até o fim do ano, diminuir essas reclamações pela metade", diz ele.

Conforme o Procon-SP, após a abertura de um processo de fiscalização contra a empresa em julho devido ao aumento de reclamações, a Sofá na Caixa compareceu a uma reunião presencial no final daquele mês, regularizou seu cadastro junto ao órgão de defesa do consumidor e se comprometeu a resolver as reclamações.

Porém, nesta quarta-feira (15/10), a empresa foi novamente notificada pelo Procon-SP por não ter cumprido o plano acordado.

Se a Sofá na Caixa não apresentar soluções efetivas para as dezenas de queixas de consumidores, a empresa será multada, terá de responder na Justiça e será incluída na lista "Evite Esses Sites" do Procon, informou o órgão.

Segundo Stuque, que falou à BBC antes da segunda notificação pelo Procon-SP, entre as medidas tomadas até agora para resolver os problemas estão o aumento da produção para atender à demanda, a redução na variedade de produtos para aumentar a produtividade e uma equipe dedicada a responder às reclamações pendentes.

O empresário diz que a Sofá na Caixa conta hoje com três fábricas próprias, emprega 320 funcionários diretos e gera cerca de 1 mil empregos indiretos.

Com um investimento inicial de R$ 700 mil feito pelos próprios fundadores, o executivo diz que a empresa faturou R$ 57 milhões em 2024, e a expectativa é chegar a R$ 117 milhões neste ano, o que representaria um crescimento de 105%.

"Esse crescimento foi controlado, poderia ter sido 300%, mas controlamos, justamente pela capacidade de produção e logística hoje", diz Stuque.

A Sofá na Caixa vende sofás modulares, compostos por peças individuais que podem ser combinadas de diferentes maneiras para criar modelos personalizados.

Feitos com uma espuma especial, os módulos são vendidos comprimidos em caixas. Uma vez fora da embalagem, as peças se expandem, recuperando a forma original.

Fundada em 2024, a empresa ganhou fama com uma eficiente campanha de marketing, com uma grande quantidade de anúncios impulsionados nas redes sociais e influenciadores testando o produto que viralizou nas redes.

Antes da Sofá na Caixa, Rubens Stuque foi fundador da empresa de móveis para áreas externa Eco Flame Garden e foi homenageado em 2022 na lista Forbes Under 30 da revista Forbes, que destaca empreendedores de até 30 anos, por seu trabalho naquela empresa.

Questionada pela BBC News Brasil sobre os critérios para inclusão de Stuque na lista, a Forbes disse que não iria se pronunciar.

"O modelo de negócios da Sofá na Caixa responde a um problema muito grande, tanto do fabricante, quanto do consumidor", avalia Marcelo Prado, diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi).

"Moramos hoje empilhados uns sobre os outros, em imóveis pequenos, em que há muita dificuldade de passar no elevador o sofá, que é um móvel grande. Tem que içar, não é qualquer elevador que entra, não dá pra subir pela escada às vezes", diz o consultor especializado no setor de móveis há mais de 30 anos.

"Quando você transporta colchão, sofá, ou qualquer coisa feita em espuma, se transporta muito ar. Então, quando você põe isso numa caixa fechada a vácuo, tira todo o ar, a metragem cúbica é muito menor, você também ganha com a logística e com os materiais de embalagem", enumera.

Para o consultor, esse pioneirismo da empresa, além de sua estrutura totalmente digital de vendas e estratégia de marketing agressiva, ajudam a explicar as dificuldades enfrentadas pela companhia agora.

"O pioneirismo traz um desafio. Traz uma vantagem, porque você chega primeiro, mas tem um ônus", diz Prado.

"Tem que ter muito cuidado, muito planejamento, e lidar com a coisa passo a passo, porque a reação do mercado não é necessariamente controlada, ainda mais quando seu grande promotor ou gerador de fluxo é a internet", prossegue.

"A loja física é previsível, você tem mais facilidade de controlar e menos risco. A internet, se aquilo viralizar, pode gerar um fluxo muito maior do que a empresa pode atender."

Foi o que aconteceu com a Sofá na Caixa, segundo uma pessoa com conhecimento dos negócios da empresa, que preferiu falar à BBC News Brasil sob anonimato.

"Acho que vendeu mais do que produz, sistematicamente. Porque foi um boom muito grande. Ele [Stuque] deveria ter pausado as vendas para atender [aos pedidos já realizados]", opina essa pessoa.

A paulistana Maíra Della Negra, de 45 anos, foi uma das afetadas pelos produtos não entregues pela Sofá na Caixa.

Após 20 anos morando em Vinhedo, no interior de São Paulo, a psicóloga conta que se mudou de volta para a capital paulista e escolheu uma poltrona da marca para seu novo apartamento.

"Logo quando comprei, não tinha um código de rastreio, achei estranho, mas OK. Fui cobrando e não tinha uma resposta. E aí começa: 'Olá, estamos com problema na produção, estamos com problema nisso, estamos com problema naquilo'", diz Maíra.

Além de ficar irritada com as respostas da empresa, ela diz que se incomodou ao ver que tinha muita gente reclamando e que ninguém fazia nada a respeito: "Pensei, 'não é possível, a gente precisa se juntar'."

Foi assim que Maíra criou um perfil no Instagram e um grupo de WhatsApp para clientes insatisfeitos, que chegou a reunir mais de 50 consumidores com pedidos em atraso, alguns deles, com compras feitas ainda no fim de 2024 e nunca entregues.

Na quarta-feira (15/10), o perfil "Nunca Sai da Caixa", criado por Maíra, foi suspenso pelo Instagram.

A BBC News Brasil questionou o fundador da empresa se a Sofá na Caixa de fato vendeu mais sofás do que tinha capacidade de produzir.

Rubens Stuque nega, mas afirma que sua produção foi afetada pela aplicação pelo governo federal, em julho deste ano, de direitos antidumping sobre as importações de poliol originárias da China e dos Estados Unidos.

O poliol é um dos principais insumos na fabricação de poliuretano, matéria-prima utilizada na indústria de espumas, e a sobretaxa encareceu e reduziu a oferta do produto no Brasil, segundo representantes do setor.

A decisão do governo foi resultado de um processo de investigação iniciado em janeiro de 2024, a pedido da Dow Brasil, única fabricante nacional de poliol.

A Dow alegou que as importações chinesas e americanas estavam causando danos à indústria doméstica. Mas fabricantes de móveis e colchões questionam a capacidade da companhia de atender à toda demanda nacional.

Associações do setor questionaram a medida junto ao governo e, ainda em julho, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) disse que ela poderia ser revista.

Procurado pela BBC News Brasil, o MDIC informou que "o tema ainda está em discussão e sem data prevista para apresentar a decisão".

"Isso [o antidumping sobre importações de poliol] não afetou só a gente, afetou todo o setor colchoeiro", diz Stuque.

"Fornecedores de poliol retiraram o produto [do mercado], alongando o tempo de venda, sabendo que teria esse aumento de taxa e eles poderiam ganhar mais."

Segundo o empresário, esse é um dos fatores que explicam os atrasos aos clientes, embora não seja o principal. Além disso, ele cita problemas logísticos com transportadoras.

Questionado sobre a possibilidade de pausar vendas e anúncios até a regularização dos pedidos em atraso, Stuque diz que isso não é viável, diante das centenas de pessoas que hoje dependem da empresa.

"Aumentamos nosso prazo de entrega, diminuímos a variedade de produtos. Mas são 1 mil pessoas envolvidas no projeto, e os atrasos representam 6,5% [do total de pedidos], nosso foco é a eliminação desses pedidos [em atraso]", diz o empresário, acrescentando que cerca de 60% dos pedidos do grupo de WhatsApp de clientes insatisfeitos criado por Maíra já tiveram seus problemas resolvidos.

Stuque refuta, por fim, a acusação de muitos desses clientes insatisfeitos de que a empresa seria um "golpe" ou um "esquema de pirâmide".

"A gente não tolera esse tipo de comunicação como 'golpe', 'estelionato'. Todos os dias são feitas soluções de pedidos, de problemas. Muitos clientes têm sim uma resposta, mas não é a resposta que eles gostariam."

O advogado Stéfano Ferri, especialista em Direito do Consumidor e membro da comissão de Direito Civil da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Campinas, explica os passos que o consumidor deve tomar em casos de produtos não entregues.

"O primeiro ponto é sempre registrar todos os contatos que as pessoas fazem com a empresa, seja por e-mail, WhatsApp, se for por ligação, lembrar de pedir o número de protocolo, porque tudo isso facilita quando você precisa buscar o Judiciário posteriormente", diz Ferri.

O Código de Defesa do Consumidor estabelece que o vendedor é responsável pela entrega do produto dentro do prazo estipulado. Caso o produto não seja entregue, o consumidor pode recorrer à Justiça para exigir o cumprimento forçado da oferta.

Outra opção, caso o cumprimento não seja possível, é aceitar outro produto equivalente ou rescindir o contrato, com direito à devolução dos valores pagos.

Caso opte por entrar com um processo, isso pode ser feito na Justiça comum ou no Juizado Especial Cível (JEC), antes conhecido como Tribunal de Pequenas Causas.

O Juizado Especial pode ser acessado se a causa não superar 40 salários mínimos vigentes (equivalente a R$ 60.720 em outubro de 2025). A vantagem é que não há custo judicial para entrar com a ação e, se o consumidor perde, ele não precisa pagar honorários de sucumbência em primeira instância — valores pagos pela parte perdedora em um processo ao advogado da parte vencedora.

No tribunal, também é possível entrar com a ação sem advogado, mas Ferri não recomenda a prática. "Fica muito mais difícil o acompanhamento do processo. E, eventualmente, se a pessoa precisar recorrer, ela vai ter que buscar um advogado", argumenta.

O gaúcho Felipe Beckert tentou esse caminho, após não receber o sofá que comprou em janeiro. Ele diz que, depois de tentar diversas vezes cancelar o pedido e reaver o valor diretamente com a empresa, entrou em junho com uma ação no Juizado Especial Cível no Rio Grande do Sul.

Em outubro, houve uma audiência de conciliação entre as partes — uma etapa obrigatória em ações movidas no Juizado Especial —, mas a empresa não mandou representantes.

"Quando isso acontece, se pede para que seja decretada a revelia da empresa. O caso vai a julgamento, e muito provavelmente o juiz vai considerar como verdade as alegações do autor [da ação] e pode ser até que a empresa venha a pagar uma multa pelo não comparecimento", diz Ferri.

Quanto à possibilidade de indenização por danos morais, o advogado explica que isso é possível pela lei, mas improvável num caso como o enfrentado pelos clientes da Sofá na Caixa.

"Tem que ter um cenário em que o consumidor passa por um constrangimento, algo mais grave. Não basta o simples inadimplemento para ter direito ao dano moral", explica o advogado.

Por fim, Ferri diz que o consumidor também pode recorrer a canais oficiais de reclamação como os Procons estaduais, a plataforma Consumidor.gov.br do governo federal ou sites privados como o Reclame Aqui.

E pode expor seus problemas com a empresa nas redes sociais, se assim o desejar, desde que não extrapole o limite da reclamação, passando a ofender a empresa ou difamá-la — nesses casos, o consumidor pode acabar se expondo ao risco de ser processado pela empresa.

Após o pedido de entrevista feito pela BBC News Brasil, os consumidores ouvidos pela reportagem relataram que a Sofá na Caixa acelerou o processo de resolução dos problemas. A empresa nega e diz que a condução dos casos ocorre normalmente.

A recém-casada Rebeca conseguiu a devolução do seu dinheiro, assim como o gaúcho Felipe. A psicóloga Maíra recebeu seu produto quase três meses depois da compra.

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Quer viver ou abrir negócio na Itália? Vila na Toscana paga até R$ 126 mil; entenda como funciona

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor Quer viver ou abrir negócio na Itália? Vila na Toscana paga até R$ 126 mil; entenda como funciona Medida é parte de um programa que visa atrair novos residentes e estimular a economia local. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Radicondoli, pequeno município localizado na região de Toscana, na Itália, passou a oferecer até 20 mil euros (cerca de R$ 127 mil) para pessoas que se disponham a comprar e morar em imóveis da cidade, que conta com 960 habitantes.

A medida é parte de um programa lançado em 2023 e que oferece uma série de incentivos financeiros para atrair novos residentes e estimular a economia local.

Segundo o site oficial do programa, o município dispõe de quase 300 mil euros (o equivalente a R$ 1,9 milhão) para apoiar moradores, famílias e empreendedores que queiram comprar ou alugar um imóvel na cidade.

O objetivo do projeto é movimentar a economia local, fortalecer a comunidade e atrair novos moradores, especialmente jovens.

Radicondoli, pequeno município localizado na região de Toscana, na Itália, passou a oferecer até 20 mil euros (cerca de R$ 127 mil) para pessoas que se disponham a comprar e morar em imóveis da cidade, que conta com 960 habitantes.

Já quem prefere empreender pode receber até R$ 50 mil para abrir um negócio por lá. A medida é parte de um programa lançado em 2023 e que oferece uma série de incentivos financeiros para atrair novos residentes e estimular a economia local.

📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graçaO que você achou do novo formato de vídeo que abre esta reportagem?

Segundo o site oficial do programa, o município dispõe de quase 300 mil euros (o equivalente a R$ 1,9 milhão) para apoiar moradores, famílias e empreendedores que queiram comprar ou alugar um imóvel na cidade.

Os incentivos estão organizados em quatro áreas principais: Casa, Família, Trabalho e Energia. Dentro desses pilares, há subsídios para compra de imóveis, apoio a contratos de aluguel, incentivo à abertura ou revitalização de negócios e auxílio a famílias com crianças em escolas e creches.

O programa também oferece apoio financeiro a trabalhadores que se deslocam diariamente para municípios vizinhos, além de subsídios para instalação de sistemas de aquecimento urbano ou compra de combustível para quem não está conectado à rede elétrica.

“Esses incentivos estão vinculados à residência – ou seja, à escolha de viver aqui. Se você decidir se mudar e transferir sua residência para Radicondoli, damos as boas-vindas com todas as oportunidades de financiamento disponíveis”, afirma a prefeitura em nota.

O objetivo do projeto é movimentar a economia local, fortalecer a comunidade e atrair novos moradores, especialmente jovens.

Vila italiana está pagando R$ 120 mil para quem topar morar e empreender no vilarejo — Foto: Reprodução/Visit Radicondoli

🏠 Compra de casa para residência➡️ Aluguel de casa para moradia💸 Novas atividades empreendedoras🤔 Como participar

O programa oferece subsídios para compra de imóveis, estimulando o repovoamento e a revitalização de casas e apartamentos existentes.

A prefeitura concede benefícios não reembolsáveis de 15% a 25% do valor de compra, com teto de 20 mil euros (aproximadamente R$ 127 mil), para quem se comprometer a morar no imóvel por pelo menos 10 anos.

Podem participar cidadãos italianos, europeus ou estrangeiros com residência legal na Itália. O imóvel deve estar localizado no município e ser destinado ao uso residencial.

As inscrições vão até 31 de dezembro. A seleção considera renda familiar, composição do núcleo familiar e tempo de residência na cidade. O edital completo está disponível no site oficial da prefeitura.

Outra iniciativa oferece subsídios para novos residentes que alugarem imóveis e fixarem residência por pelo menos quatro anos. O programa faz parte do projeto Wivoa Radicondoli 3.0, com recursos de 28,4 mil euros (cerca de R$ 180 mil), distribuídos em duas modalidades:

Aluguel mensal: cobre 50% do valor do aluguel, com limite de 200 euros (R$ 1,2 mil) por mês, por até 24 meses, totalizando 4.800 euros (R$ 30,5 mil). O repasse é anual e retroativo, mediante comprovação dos pagamentos.Fiança: cobre 80% do valor da garantia exigida no contrato (chamado de fidejussione na Itália), substituindo ou complementando o depósito caução, com cobertura de até dois anos de aluguel.

Podem participar cidadãos italianos, europeus ou estrangeiros com residência legal na Itália, que não tenham morado em Radicondoli até fevereiro de 2024.

Jovens de até 35 anos que estão saindo da casa dos pais ou familiares sem outros auxílios públicos para moradia também são elegíveis.

Moradores jovens que renovarem contrato de locação também podem participar. As inscrições vão até 31 de dezembro ou até esgotarem os recursos disponíveis.

Vila italiana está pagando R$ 120 mil para quem topar morar e empreender no vilarejo — Foto: Reprodução/Visit Radicondoli

O município oferece apoio financeiro de até 8 mil euros (cerca de R$ 50 mil), cobrindo até 50% dos custos para abrir ou assumir um negócio em Radicondoli.

O valor não precisa ser devolvido e visa fortalecer o empreendedorismo, gerar empregos e impulsionar setores como turismo, comércio, agricultura e serviços.

Podem participar pessoas físicas ou empresas que desejem instalar sede operacional no município. As atividades elegíveis incluem:

Comércio varejista e serviços à populaçãoArtesanatoTurismo e hospedagemAgricultura e agroturismoProfissionais liberais com sede no município

É necessário comprovar regularidade fiscal, registrar formalmente a atividade e manter o negócio por pelo menos três anos após o recebimento do recurso.

Algumas atividades, como casas de jogos, comércio de armas ou sex shops, não são contempladas. Entre os custos cobertos estão:

Registro e constituição da empresaAdequação de instalações e conexão ao sistema de aquecimentoCompra de equipamentos, móveis e tecnologiaObras estruturaisCertificações e cursos de capacitaçãoPublicidade e marketing

O edital vai até 31 de dezembro ou até o esgotamento dos recursos. O processo de seleção é por ordem de chegada, e a prestação de contas deve ocorrer até 28 de fevereiro de 2027.

Os interessados devem enviar a documentação por meio do protocolo da prefeitura, correio ou e-mail certificado (PEC) para comune.radicondoli@postacert.toscana.it. Todos os formulários e detalhes necessários estão disponíveis no site oficial do município ou do programa WivoaRadicondoli.

Para informações sobre imóveis disponíveis para venda ou aluguel em Radicondoli, é possível entrar em contato com a Agência Immobiliare VP pelos telefones +39 0588 64717 ou +39 329 0322533, pelo e-mail info@vpimmobiliare.com, ou consultando diretamente as ofertas no site da agência.

Com essa iniciativa, a administração municipal busca estimular a chegada de novos moradores, valorizar o patrimônio habitacional local e dinamizar a economia da região.

Mais informações sobre os diversos programas da prefeitura também podem ser obtidas pelo e-mail info@comune.radicondoli.siena.it.

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Crise do metanol derruba vendas de bares e restaurantes no país, mas impacto é menor em São Paulo

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Empreendedorismo Crise do metanol derruba vendas de bares e restaurantes no país, mas impacto é menor em São Paulo Além do impacto do metanol, inflação alta e endividamento das famílias também pressionaram o setor de alimentação fora do lar em setembro, segundo índice mensal feito pela Abrasel e Stone. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

As vendas de bares e restaurantes no Brasil caíram 4,9% em setembro, interrompendo três meses de estabilidade no setor.

O levantamento é do Índice Abrasel-Stone, que analisou transações financeiras de estabelecimentos em 24 estados e de diferentes portes.

A crise do metanol gerou medo entre os consumidores, provocando queda no movimento de bares e restaurantes, especialmente aqueles especializados em drinks com destilados.

Além da crise sanitária, a alta da inflação e o elevado endividamento das famílias reduziram o consumo de refeições fora de casa e pressionaram o setor.

Abrasel lançou treinamentos e recomendações sobre compra segura, verificação de rótulos, descarte de garrafas e transparência com consumidores.

Setembro foi um mês desafiador para o setor de alimentação fora de casa no Brasil. Após três meses de estabilidade, bares e restaurantes voltaram a registrar queda nas vendas: o consumo recuou 4,9% em relação a agosto e 3,9% na comparação com o mesmo período de 2024. Ainda assim, São Paulo — embora concentre a maioria dos casos de intoxicação por metanol — foi um dos estados menos afetados economicamente pela crise.

Os dados fazem parte do Índice Abrasel-Stone, levantamento mensal realizado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em parceria com a Stone, com base em transações financeiras de estabelecimentos de 24 estados brasileiros.

O cenário atual é consequência de uma combinação de fatores econômicos e sanitários que têm pressionado o consumo fora de casa. Entre eles, segundo a pesquisa, estão a crise provocada por bebidas adulteradas com metanol, a inflação e o elevado nível de endividamento das famílias.

"Setembro já começou com um ritmo abaixo do esperado", explica Paulo Solmucci, presidente da Abrasel Nacional.

“Outros fatores também influenciaram o resultado negativo, como a inflação elevada, que restringiu a renda da população, e o impacto dos casos de intoxicação por metanol, que espalhou pânico entre os consumidores e provocou uma queda na movimentação de alguns estabelecimentos".

A adulteração de bebidas com metanol criou um forte clima de desconfiança entre os consumidores, especialmente em bares e casas noturnas.

O país já registra 41 casos confirmados de intoxicação por metanol, além de 107 em investigação e 469 descartados. Também foram confirmadas oito mortes — seis em São Paulo e duas em Pernambuco. Outros 10 óbitos ainda estão sob análise.

Apesar de a maior parte dos casos estar concentrada em São Paulo, no entanto, o estado estava entre os que foram menos afetados em termos de venda, com uma queda de 2,7% em setembro.

Segundo o economista da Stone, Guilherme Freitas, esse resultado pode estar relacionado à diversidade do mercado paulista, que oferece mais opções de refeições e serviços de delivery. Esse cenário ajudou a amortecer o impacto da crise.

Entretanto, ele observa que os casos de intoxicação só começaram a ganhar destaque na segunda metade de setembro. Ou seja, os efeitos sobre o consumo ainda são limitados nos dados consolidados pelo levantamento.

Ao g1, o presidente da entidade reforçou que "não há registro de nenhuma garrafa contaminada com metanol identificada em bares ou restaurantes do Brasil" até o momento.

Para ele, essa constatação ajudou a aliviar a tensão e a reafirmar a confiança no setor formal, embora os reflexos da crise tenham sido sentidos de forma imediata.

“Os bares especializados em drinks com destilados sofreram uma queda de movimento entre 20% e 25%”, conta Solmucci.

“Muitos consumidores preferiram migrar para cervejas ou drinks sem álcool.” Em alguns locais, bebidas como uísque e vodca foram substituídas por cachaça, considerada menos suscetível à falsificação.

Ainda assim, a Abrasel observou que o receio dos consumidores não está necessariamente relacionado à experiência nos bares, mas sim à insegurança quanto à origem das bebidas, especialmente aquelas vendidas de forma informal.

Além da crise sanitária, o índice revela que o ambiente econômico segue desafiador para o setor. Isso porque a inflação acumulada no segmento de alimentação fora do lar continua elevada — o que pressiona os custos e encarece o tíquete médio.

Esse cenário, segundo o economista da Stone, também acaba afastando parte dos consumidores desses estabelecimentos.

"A gente vê a inflação fora do domicílio acumulada em 12 meses já em 8,24%, enquanto o IPCA geral está em 5,17%".

Paralelamente, o endividamento das famílias brasileiras também permanece alto, o que limita os gastos com itens considerados não essenciais. Além disso, com uma baixa taxa de desemprego, o ritmo de geração de vagas formais perdeu força.

"Dados do Banco Central mostram que cerca 28% da renda das famílias está sendo gasto só para pagar dívidas", diz Freitas, da Stone.

Segundo ele, ainda é cedo para cravar a magnitude do impacto — especialmente ao considerar o porte e o modelo dos negócios.

"Como o primeiro fim de semana com a crise já estabelecida foi o de 4 e 5 de outubro, essa segmentação mais fina ficará mais clara com a leitura de outubro em si", explica.

Freitas destaca que, em setembro, o efeito aparece de forma parcial no dado agregado e é mais influenciado pelo contexto macroeconômico do que pela crise do metanol em si.

Entre os 24 estados analisados, apenas Maranhão (2,6%) e Mato Grosso do Sul (1%) apresentaram crescimento nas vendas.

Já as maiores quedas foram registradas em Roraima (11,5%), Pará (9,9%), Rio de Janeiro e Santa Catarina (7,6%), além de Paraíba e Sergipe (7%).

Diante do impacto da crise e do temor do público, a Abrasel passou a adotar uma estratégia para tentar reconstruir a confiança do consumidor. Uma das principais ações foi o lançamento de um treinamento gratuito obre segurança na compra de bebidas.

Desde os primeiros casos de intoxicação, mais de 15 mil empresários se inscreveram nos cursos, que seguem sendo oferecidos diariamente e estão disponíveis no site da Abrasel.

O conteúdo do treinamento reúne orientações práticas que ajudam os empreendedores a adotar medidas preventivas e reforçar a credibilidade do setor. Entre as principais recomendações estão:

🧾 Compra segura: adquirir bebidas apenas de fornecedores confiáveis e sempre com nota fiscal.🔍 Verificação de produtos: observar rótulos, lacres e preços suspeitos. “Se você está acostumado a pagar R$ 100 por uma bebida e encontra por R$ 50, não compre. Provavelmente é falsificada”, alerta Solmucci.♻️ Descarte correto de garrafas: inutilizar as embalagens após o uso, danificando o gargalo para evitar que falsificadores as reutilizem.🤝 Transparência com o consumidor: mostrar notas fiscais, garantir visibilidade dos rótulos e lacres e manter uma postura de “transparência absoluta”, como reforça o presidente da entidade.

Apesar da necessidade de reaquecer as vendas, Solmucci não recomenda que os empresários lancem promoções agressivas para acelerar o giro dos estoques. A avaliação é que descontos podem gerar interpretações equivocadas, passando a impressão de que o produto foi adquirido a preços baixos e, portanto, poderia ter origem duvidosa.

“Nosso foco é garantir a confiança do consumidor”, afirma. “Promoções podem passar uma ideia errada de que se comprou barato.”

A expectativa, segundo ele, é que o setor retome gradualmente o crescimento com base em transparência, capacitação e segurança.

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