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MEIs: prazo para aderir ao Simples Nacional e regularizar dívidas termina hoje; veja como fazer

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Empreendedorismo MEIs: prazo para aderir ao Simples Nacional e regularizar dívidas termina hoje; veja como fazer Empreendedores têm até 30 de janeiro para pedir adesão ou reenquadramento no Simples e renegociar débitos inscritos na dívida ativa da União. Por Redação g1 — São Paulo

Os microempreendedores individuais (MEIs) que foram excluídos do Simples Nacional e pretendem retornar ao regime em 2026 devem ficar atentos aos prazos.

A mesma data também marca o fim do prazo para a renegociação de débitos inscritos na Dívida Ativa da União, conforme as regras da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Apesar de terem o mesmo prazo, o reenquadramento do MEI e a renegociação das dívidas são processos distintos, realizados em sistemas diferentes e com finalidades específicas.

Os microempreendedores individuais (MEIs) que foram excluídos do Simples Nacional e pretendem retornar ao regime em 2026 devem ficar atentos aos prazos. O pedido de reenquadramento precisa ser feito até esta sexta-feira (30), último dia útil do mês.

A mesma data também marca o fim do prazo para a renegociação de débitos inscritos na Dívida Ativa da União, conforme as regras da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Apesar de terem o mesmo prazo, o reenquadramento do MEI e a renegociação de dívidas são processos distintos, realizados em sistemas diferentes e com finalidades específicas.

📝 Adesão ou regularização do Simples Nacional📆 Prazo para quitar dívidas➡️ Diferença entre cada situação ⚠️ Cuidado com golpes

Empreendedores que desejam aderir ou retornar ao Simples Nacional têm até esta sexta-feira (30) para fazer a solicitação. O prazo vale tanto para empresas que nunca optaram pelo regime quanto para aquelas que foram excluídas e querem reingressar em 2026.

➡️ Podem optar pelo Simples Nacional os microempreendedores individuais (MEIs), as microempresas (ME) e as empresas de pequeno porte (EPP).

O regime permite o pagamento simplificado de tributos em uma única guia e, no caso do MEI, garante valores fixos mensais e acesso a benefícios previdenciários e a políticas públicas voltadas aos pequenos negócios.

Para solicitar a opção, a empresa precisa estar com o CNPJ regular, sem pendências cadastrais ou fiscais junto à Receita Federal, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, além de possuir inscrição municipal e, quando exigido, inscrição estadual.

O pedido deve ser feito no Portal do Simples Nacional, com acesso por certificado digital ou código de acesso. Após a solicitação, o sistema realiza uma verificação automática de pendências.

Se não houver irregularidades, a opção é aprovada. Caso contrário, o pedido fica “em análise” até a regularização. O acompanhamento pode ser feito no próprio portal.

Acesse o Portal do Simples Nacional;O acesso é feito com certificado digital ou código de acesso;Na aba Simples – Serviços, clique em Opção e depois em Solicitação de Opção pelo Simples Nacional;Uma verificação automática de pendências é feita logo após a solicitação. Não havendo pendências, a opção será aprovada. Se tiver alguma pendência, a opção ficará “em análise”;É possível acompanhar o andamento do processo dentro do Portal do Simples Nacional, na opção Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional.

Para MEIs excluídos do Simples e do Simei, o retorno ao regime exige duas etapas: optar pelo Simples Nacional e, após a aprovação, solicitar o reenquadramento no Simei. A regularização de débitos deve ser feita no e-CAC da Receita Federal, com acesso pela conta gov.br.

Os contribuintes que já estão no Simples Nacional e não foram excluídos continuam no sistema, sem necessidade de nova solicitação. A permanência é automática, exceto nos casos em que a empresa tenha sido excluída do regime, por exemplo, por dívidas.

Segundo a Receita Federal, entre os principais motivos de exclusão do Simples estão débitos tributários, parcelamentos pendentes, excesso de faturamento, falta de documentos e o exercício de atividades não permitidas no regime.

Para empresas em início de atividade, o prazo para solicitar a adesão é de 30 dias contados a partir do último deferimento de inscrição municipal ou estadual, desde que não tenham se passado 60 dias da data de abertura do CNPJ.

O resultado dos pedidos de opção pelo Simples Nacional está previsto para a segunda quinzena de fevereiro. Quem perder o prazo só poderá solicitar a adesão ou o retorno ao regime no próximo ano.

O Ministério do Empreendedorismo orienta que o empreendedor acompanhe o pedido diariamente, já que eventuais pendências precisam ser resolvidas dentro do prazo legal.

Empreendedores têm até esta sexta-feira (30) para quitar ou renegociar dívidas que impedem a permanência ou o retorno ao Simples Nacional. O prazo vale para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP).

A regularização pode ser feita de forma totalmente digital. Débitos com a Receita Federal devem ser negociados pelo Portal do Simples Nacional ou pelo Portal de Serviços da Receita Federal, na área “Minhas Dívidas e Pendências”.

Já as dívidas inscritas na Dívida Ativa da União precisam ser renegociadas pelo Portal Regularize, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que permite descontos de até 100% sobre juros, multas e encargos, além de parcelamento, conforme a situação do débito e a capacidade de pagamento.

No caso de débitos estaduais ou municipais, a negociação deve ser feita diretamente com o órgão local responsável pela cobrança. Segundo o Sebrae, é necessário pagar uma entrada ainda em janeiro, enquanto o saldo pode ser parcelado.

Quem não regularizar todas as pendências até o fim do prazo permanece fora do Simples Nacional e, no caso dos MEIs, é automaticamente desenquadrado do Simei, passando a recolher tributos por outro regime.

💰 Como quitar ou negociar dívidasConsulte as pendências no Portal do Simples Nacional ou no e-CAC da Receita Federal, com login gov.br.Negocie conforme o tipo de débito:Receita Federal: Portal do Simples Nacional;Dívida Ativa da União: Portal Regularize (PGFN);Débitos estaduais ou municipais: órgão local.Pague à vista ou parcele, com entrada ainda em janeiro.Regularize todas as pendências para poder aderir ou retornar ao Simples Nacional.

Os prazos para regularização de dívidas e para adesão ou retorno ao Simples Nacional se encerram em 30 de janeiro, mas o procedimento muda de acordo com o perfil do contribuinte.

MEI desenquadrado do Simei: Microempreendedores que saíram do Simei precisam regularizar os débitos, solicitar a opção pelo Simples Nacional e, após a aprovação, pedir o reenquadramento no Simei.Empresas excluídas do Simples Nacional: MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte retiradas do regime por dívidas devem quitar ou renegociar as pendências e solicitar nova adesão ao Simples.Empresas que querem aderir ao Simples: Negócios que nunca optaram pelo regime precisam verificar se o CNPJ está regular e pedir a adesão pelo Portal do Simples Nacional.

Neste período do ano, golpistas costumam intensificar tentativas de fraude. As práticas mais comuns incluem o envio de boletos falsos, mensagens com tom alarmista e a criação de sites que simulam comunicações oficiais do governo.

O Governo Federal não envia mensagens, e-mails ou correspondências exigindo pagamento. Serviços como inscrição, alteração cadastral, baixa do MEI e envio da DASN-SIMEI são realizados exclusivamente nos sistemas oficiais, sem cobrança.

Boletos recebidos por e-mail, SMS ou WhatsApp sem solicitação prévia;Sites que simulam o Programa Gerador do DAS do MEI (PGMEI);Cobranças de associações ou sindicatos aos quais o empreendedor não se filiou — o registro como MEI não gera vínculo automático com essas entidades.

Gere o documento somente nos canais oficiais da Receita Federal;Verifique o domínio do site: ele deve conter receita.fazenda.gov.br;Antes de pagar, confira se o beneficiário é o CNPJ 00.394.460/0058-87;Redobre a atenção ao clicar em links exibidos em mecanismos de busca.

❗ Outra opção segura é utilizar o App MEI, aplicativo oficial do Governo Federal. Se você recebeu uma cobrança indevida:

A inscrição como MEI não obriga filiação a nenhuma entidade; Se você não se associou, não pague.

Registre um boletim de ocorrência, inclusive pela internet, no site da Polícia Civil do seu estado;Faça uma reclamação no consumidor.gov.br, já que o MEI é protegido pelo Código de Defesa do Consumidor.

Não responda mensagens que peçam retificação da DASN-SIMEI — o procedimento é feito apenas no Portal do Empreendedor ou no site do Simples Nacional;Não pague boletos recebidos por e-mail sem verificar a origem;Evite clicar em links de remetentes desconhecidos;Nunca informe dados pessoais, bancários ou empresariais por telefone ou mensagens;Busque informações sempre em canais oficiais do Governo Federal.

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MEI vira atalho para sonegação: as fraudes mais comuns e como a Receita identificou milhares de casos

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Empreendedorismo MEI vira atalho para sonegação: as fraudes mais comuns e como a Receita identificou milhares de casos Cruzamento de PIX, cartões e dados fiscais levou à exclusão e ao desenquadramento de milhares de microempreendedores individuais nos últimos anos. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Criado para formalizar pequenos negócios, o MEI passou a ser usado por parte dos contribuintes como atalho para pagar menos impostos.

Fraudadores ocultam faturamento, dividem receitas entre CNPJs e usam várias contas, Pix e maquininhas para driblar o limite anual do regime.

A Receita Federal intensificou a fiscalização digital e passou a cruzar dados de Pix, cartões, bancos, marketplaces e notas fiscais.

Com isso, milhões de empresas foram excluídas ou desenquadradas do regime nos últimos dois anos, muitas por excesso de faturamento.

O Microempreendedor Individual (MEI) nasceu como uma porta de entrada para a formalização. A proposta era permitir que pequenos negócios saíssem da informalidade, pagassem tributos de forma simplificada e tivessem acesso a direitos previdenciários sem burocracia.

Com o tempo, porém, um fenômeno passou a chamar a atenção do Fisco: empresas que usam o regime de forma indevida para pagar menos impostos do que deveriam.

Isso ocorre porque o MEI paga um valor fixo de tributos por mês, enquanto micro e pequenas empresas recolhem impostos proporcionais ao faturamento.

Quando alguém que já não se enquadra no perfil do regime permanece como MEI com a intenção de ocultar faturamento, ocorre uma forma de sonegação: o contribuinte omite receitas ou fragmenta atividades para evitar os impostos que pagaria se estivesse no regime correto.

A Receita Federal tem números que mostram a dimensão do problema.Em 2025, o órgão retirou 3.942.902 MEIs do SIMEI, o sistema de tributação da categoria. A maioria não saiu por vontade própria: foi excluída ou desenquadrada após cruzamentos de dados e análises que identificaram irregularidades.

🔍 Exclusão e desenquadramento têm efeitos diferentes. O desenquadramento retira o MEI do regime por descumprimento de regras. Já na exclusão, o contribuinte perde o direito ao MEI, pode sair do Simples Nacional e ainda ter impostos cobrados de forma retroativa.

Em 2025, a Receita intensificou a revisão dos cadastros e retirou do regime empresas que já não atendiam a requisitos básicos, como aquelas inativas ou abandonadas. Foram mais de 3,7 milhões de casos desse tipo.

Mesmo com esse esforço, o excesso de faturamento continuou sendo um dos principais focos da fiscalização. Ao todo, mais de 83 mil MEIs deixaram o SIMEI em 2025 por ultrapassarem o limite anual sem informar o Fisco, sendo 82.948 desenquadrados.

18.591 ultrapassaram o limite de faturamento, que é de R$ 81 mil por ano, em mais de 20%.60.637 ultrapassaram o limite em até 20%.3.720 foram desenquadrados por excesso de receita já no primeiro ano da empresa.

O cenário foi ainda mais expressivo em 2024. Mais de 571 mil MEIs deixaram o regime por faturarem acima do permitido.

O número elevado está diretamente relacionado à mudança no método de fiscalização. Em 2024, a Receita passou a cruzar dados de PIX e cartões de crédito de forma sistemática, o que fez o número de desenquadramentos ser 30 vezes maior do que em 2023.

Para o doutor em Direito Tributário Marco Ruzene, muitos contribuintes ainda subestimam esse tipo de fiscalização digital. Segundo ele, muitos acreditam que pequenas omissões passam despercebidas, mas os cruzamentos financeiros mostram o contrário.

Faturar até R$ 81 mil por ano;Ter apenas um funcionário;Não ter sócios nem outras empresas em seu nome;Atuar apenas em atividades permitidas;Ter conta gov.br em níveis Prata ou Ouro;Não ser servidor público federal ativo.

Isso aparece em práticas como abrir MEIs em nome de terceiros para dividir faturamento, usar várias contas bancárias ou maquininhas para dispersar receitas, esconder operações de alto valor sob um CNPJ de MEI, subdeclarar valores na DASN-SIMEI e omitir recebimentos em dinheiro ou PIX, explica Ruzene.

Se a omissão de receita for dolosa — ou seja, consciente —, a conduta pode configurar crime contra a ordem tributária, previsto na Lei 8.137/90. A pena varia de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. Também há risco de enquadramento por falsidade ideológica quando o contribuinte declara valores que sabe serem falsos.Outras penalidades incluem o desenquadramento retroativo, multas que podem chegar a 75% do tributo devido — e dobrar em caso de fraude —, além da exclusão do Simples Nacional.

O desenquadramento retroativo ocorre quando a Receita identifica que a irregularidade começou antes do período analisado; nesse caso, o CNPJ deixa de ser MEI desde a data da infração, e todos os impostos são recalculados como se a empresa fosse uma microempresa naquele período.

Quando o faturamento ultrapassa o limite anual em mais de 20%, a retroatividade recua para janeiro do próprio ano da infração, o que aumenta significativamente o valor devido.

Hoje, a Receita utiliza principalmente o cruzamento digital para identificar irregularidades. As informações vêm da e-Financeira, das operadoras de cartão de crédito, dos marketplaces, das notas fiscais eletrônicas e das transações por PIX.

Esses dados revelam inconsistências como despesas superiores às receitas declaradas, compras incompatíveis com o faturamento informado, ausência de emissão de notas fiscais e movimentações acima do padrão esperado para um MEI.

Para Ruzene, a maior parte das irregularidades não ocorre por desconhecimento, mas por tentativa de reduzir a carga tributária. Ele destaca que quem abre um MEI passa por sistemas com orientações claras sobre limites e obrigações.

“Se não o faz, não é por desconhecimento nem por falta de acesso à informação de qualidade.”

Para permanecer dentro da legalidade, o especialista recomenda que o contribuinte seja transparente em relação aos dados bancários e de compras. Se esses dados forem compatíveis com os declarados na DASN-SIMEI, o risco de autuação e desenquadramento é mínimo.

Além disso, Ruzene destaca algumas medidas práticas que ajudam o empreendedor a manter o negócio em ordem:

📊 Monitoramento mensal do faturamento: mantenha um controle próprio e atualizado do fluxo de caixa. Não dependa da memória ou apenas dos extratos bancários. Registre todas as vendas, tanto de produtos quanto de serviços.📦 Gestão das compras e atenção ao equilíbrio entre entradas e saídas: a Receita costuma presumir omissão de receita quando o volume de compras ultrapassa 80% do faturamento declarado. Acompanhar essa relação evita interpretações equivocadas.🔐 Separação rígida entre contas pessoal e empresarial: evite misturar contas. Não use a conta jurídica do MEI para despesas pessoais nem receba pagamentos em contas de pessoa física. O cruzamento de dados via PIX e e‑Financeira identifica rapidamente esse tipo de inconsistência.💳 Cuidado com meios de pagamento eletrônicos: operadoras de cartão e plataformas financeiras informam transações à Receita por meio da DIMP. A soma de todas as maquininhas e chaves Pix deve refletir o faturamento real e respeitar o limite anual do MEI.📈 Planejamento da expansão do negócio: se o faturamento tende a estourar o limite no fim do ano, o ideal é planejar a migração voluntária para microempresa a partir de janeiro. Esse movimento evita multas e impede o desenquadramento retroativo.🧾 Emissão regular de notas fiscais: mesmo dispensado de emitir nota para pessoas físicas, o MEI pode usar a nota fiscal como ferramenta de controle. Emitir notas facilita acompanhar o próprio faturamento e reduz o risco de ultrapassar o limite sem perceber.

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Camarão no copo e milho gourmet levam negócios de praia a faturar até R$ 150 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Camarão no copo e milho gourmet levam negócios de praia a faturar até R$ 150 mil por mês Empreendedores do Espírito Santo e do Ceará apostam em criatividade, qualidade e inovação para transformar petiscos de praia em negócios lucrativos durante a alta temporada. Por PEGN

Empreendedores apostam em versões criativas de clássicos da praia para conquistar turistas e moradores.

No calor do verão, quem vai à praia quer aproveitar cada minuto — inclusive na hora de comer. É nesse cenário que pequenos negócios à beira-mar ganham força e se transformam em fonte de renda o ano inteiro.

De Guarapari, no Espírito Santo, a Fortaleza, no Ceará, empreendedores apostam em versões criativas de clássicos da praia para conquistar turistas e moradores.

Na Praia do Morro, em Guarapari, um dos petiscos que mais chamam a atenção é o camarão no copo. O negócio é comandado por Márcio Ferreira, que decidiu empreender após identificar uma oportunidade de mercado.

Antes, trabalhava com a venda de peixe, mas enfrentava dificuldades com fornecedores. A alternativa foi apostar no camarão, mais fácil de padronizar e com alta aceitação entre os clientes.

O início foi simples. Márcio começou a produção em uma quitinete, com uma pequena fritadeira, uma geladeira e poucos insumos.

Camarão no copo e milho gourmet: negócios de praia surfam a alta do verão — Foto: Reprodução/PEGN

Com o tempo, o negócio cresceu e ganhou estrutura profissional, com cozinha equipada, organização de produção e fornecedores fixos.

Hoje, ele faz questão de apresentar o produto antes da venda: oferece degustação aos clientes, estratégia que ajuda a destacar a qualidade e o frescor do camarão preparado na hora.

Durante a alta temporada, os dias ensolarados se tornam grandes aliados. A produção salta de cerca de 50 para até 200 copos de camarão por dia, vendidos a R$ 25 a unidade.

O faturamento mensal no verão pode chegar a R$ 150 mil, resultado de um trabalho intenso, feito de segunda a segunda, para aproveitar o fluxo constante de turistas.

Camarão no copo e milho gourmet: negócios de praia surfam a alta do verão — Foto: Reprodução/PEGN

A criatividade também é o diferencial em Fortaleza. Próximo à Ponte dos Ingleses, no calçadão da orla, Adriano Oliveira transformou o tradicional milho cozido em um produto gourmet.

O milho é servido cortado e temperado, com combinações que incluem manteiga da terra, alho frito, molhos especiais e versões doces e salgadas. O combo custa R$ 15 e atrai filas de clientes curiosos.

Desde o início, Adriano tinha um objetivo claro: não ser apenas “mais um milheiro da praia”. Para isso, investiu em receitas próprias, variedade de sabores e apresentação.

Na alta estação, chega a vender cerca de 500 unidades por dia. O faturamento mensal varia entre R$ 10 mil e R$ 12 mil, valor que o empreendedor reinveste constantemente no negócio.

Camarão no copo e milho gourmet: negócios de praia surfam a alta do verão — Foto: Reprodução/PEGN

Parte desse investimento foi destinada à compra de um carrinho novo, padronizado e feito em inox, com foco em higiene, organização e atendimento.

Além do milho gourmet, Adriano prepara novidades para ampliar o cardápio, como pamonha recheada, canjica diferenciada e café, sempre buscando se destacar em meio à concorrência.

A combinação de sabores, criatividade e boa apresentação rende visibilidade também nas redes sociais, com vídeos que viralizam e ajudam a atrair ainda mais público.

Histórias curiosas não faltam: segundo o empreendedor, já houve cliente que veio de outro país apenas para provar o milho.

Em comum, os dois negócios mostram que, com persistência, inovação e atenção à qualidade, produtos simples podem se transformar em empreendimentos lucrativos.

No vai e vem da praia, camarão no copo e milho gourmet provam que estão, literalmente, em alta no verão.

Camarão no copo e milho gourmet: negócios de praia surfam a alta do verão — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Endereço: Ponte dos Ingleses – Praia de Iracema, Fortaleza/CE – CEP: 60060‑230📞 Telefone: 859‑9199‑1584 (mantido exatamente como no arquivo)📧 E-mail: adriano8511@hotmail.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/pointmilho085/

📍 Endereço: Rua Antônio José de Paula, 250 – Guarapari/ES – CEP: 29216‑330📞 Telefone: (27) 99787‑9171📧 E-mail: nerism762@gmail.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/camaraonopote2024/

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Lojas podem limitar compra de itens em promoção? O que vale quando preço está errado? Veja seus direitos

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Empreendedorismo Lojas podem limitar compra de itens em promoção? O que vale quando preço está errado? Veja seus direitos Especialistas respondem às principais dúvidas sobre erros de preço, obrigações dos comerciantes e direitos do consumidor. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Uma promoção chamativa, um preço que parece irrecusável e um caixa que confirma o valor. A combinação deveria significar compra concluída, mas muitas vezes abre espaço para discussões, recusa de venda e até casos de polícia.

Em períodos de liquidações, quando as etiquetas mudam rápido e os sistemas nem sempre acompanham, as dúvidas se multiplicam: o comércio precisa cumprir o que anunciou? E o que acontece quando ele alega erro?

O debate voltou ao centro das atenções depois do caso que viralizou em Boa Vista (RR). Um supermercado se recusou a entregar mais de R$ 16 mil em cervejas compradas por um cliente, mesmo com o preço exibido em cartaz, conferência no leitor eletrônico e pagamento aprovado no caixa.

A discussão terminou com a gerente detida e levada à delegacia. O episódio reacendeu uma pergunta que aparece sempre que o consumidor encontra um desconto bom demais ou uma diferença de valores entre prateleira e caixa: afinal, qual preço vale? 🤔

➡️ Abaixo, advogados especialistas em direito do consumidor — que também atuam para empresas — explicam quando a oferta vira obrigação, o que é “erro grosseiro”, em quais situações a loja pode limitar a quantidade por cliente e por que uma etiqueta em moeda estrangeira, sem conversão, pode gerar punições.

A regra geral no direito do consumidor é simples: o que o fornecedor anuncia integra a oferta e deve ser cumprido. O fundamento está no artigo 30 do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Uma oferta costuma ser considerada válida quando traz elementos essenciais. O consumidor precisa conseguir identificar o produto, o preço e as condições de pagamento. Isso vale para cartaz na loja, etiqueta na gôndola, anúncio em encarte, vitrine, site ou aplicativo.

“Em geral, o fornecedor é obrigado a cumprir o valor que anunciou. A oferta não é apenas uma promessa. Ela tem força contratual”, afirma Maria Eduarda Costa, advogada do Lopes Muniz Advogados.

A advogada Betânia Miguel segue a mesma linha. Ela lembra que a informação divulgada ao consumidor, quando clara, vincula o fornecedor. Por isso, quando há divergência de valores no mesmo ambiente de compra, a orientação mais comum é que prevaleça o menor preço anunciado.

Pode, mas só em situações específicas. A principal é o chamado erro grosseiro, também conhecido como erro crasso. Ele ocorre quando o valor anunciado é tão fora do padrão que qualquer pessoa perceberia que houve equívoco.

🔎 Um produto que custa milhares de reais e aparece por um valor baixo entra nessa categoria. Nesse cenário, a Justiça costuma afastar a obrigação de cumprir o preço, porque o CDC não serve para justificar enriquecimento sem causa.

“Quando o erro é gritante, a Justiça entende que o comércio não é obrigado a cumprir a oferta”, diz Maria Eduarda.

Betânia reforça que a recusa só tende a se sustentar quando o erro é evidente. Mesmo assim, o fornecedor precisa demonstrar que houve uma falha justificável e que o consumidor não foi levado ao erro por uma estratégia de venda.

A diferença central está em o valor ser compatível com a realidade. Promoções existem e podem ser bem fortes. Queimas de estoque também. Ou seja, se o preço anunciado parece compatível com uma promoção real, o argumento do erro perde força.

Outra dúvida comum aparece em promoções com grande desconto. A loja pode limitar a quantidade por CPF? Pode exigir “uma unidade por cliente”? Pode impedir a compra de um volume maior?

Segundo Maria Eduarda, a limitação na compra de itens é permitida, desde que exista uma justificativa e aviso prévio ao consumidor. Ela ressalta que o princípio da transparência exige que as regras estejam claras antes da compra.

A base citada pela advogada está no artigo 39 do CDC. A norma veda, entre outras práticas, condicionar o fornecimento, “sem justa causa”, a limites quantitativos. Por isso, se o consumidor é surpreendido por uma restrição não informada ou sem justificativa plausível, a prática pode ser considerada abusiva.

Restrições, como limite por CPF em oferta, precisam estar expostas de forma clara junto ao produto. A regra também precisa ser compreensível. O consumidor deve ver o limite antes de decidir colocar o item no carrinho.

Betânia acrescenta que a quantidade comprada não invalida a oferta por si só. A restrição só se sustenta quando houver forte indício de má-fé. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando há tentativa de comprar um grande volume diante de um erro de preço notório e grosseiro.

O CDC permite que o fornecedor recuse atendimento a demandas “manifestamente excessivas”. Essa previsão aparece no artigo 39, inciso IX, e costuma ser usada para proteger o estoque e evitar que um cliente compre tudo e deixe os demais sem acesso.

Esse argumento aparece com frequência em casos envolvendo revenda. Se a compra descaracteriza o consumo final, a discussão muda de natureza. O fornecedor pode sustentar que não se trata de uma relação típica de consumo e que a compra tem finalidade comercial.

Mesmo assim, o contexto é decisivo. Se a loja recebeu o pagamento e autorizou a venda, ela enfraquece a própria justificativa.

✅ Para as especialistas, o caminho correto é definir limites antes, com aviso claro. A empresa não deve usar a quantidade como justificativa depois que a transação foi concluída.

Não. O consumidor não tem direito de pagar o valor nominal em moeda estrangeira como se fosse real. Se o produto está marcado como “US$ 100”, não vira automaticamente “R$ 100”.

O que existe, segundo Maria Eduarda, é infração administrativa quando o comércio informa preço em moeda estrangeira sem conversão para real, com destaque adequado. Ela cita o dever de informação clara previsto no CDC e aponta que o preço deve ser expresso em moeda corrente nacional.

A Lei 10.962/2004 trata da forma de exibição de preços. A Lei 10.192/2001 proíbe estipular pagamento em moeda estrangeira em território nacional. E o Decreto 5.903/2006 considera infração informar preços em moeda estrangeira sem conversão para real em caracteres de igual ou maior destaque.

Se houver divergência entre dois preços anunciados, a orientação é que o consumidor pague o menor valor. Para buscar esse direito, as advogadas sugerem documentar a etiqueta irregular com foto ou vídeo e registrar a recusa do estabelecimento quando ela ocorrer.

Outro ponto importante é separar erro justificável de propaganda enganosa. Eles podem parecer semelhantes, mas não são.

No erro justificável, a falha costuma ser pontual. Ela pode ocorrer por digitação, troca de etiqueta, problema no sistema ou falta de sincronização entre o preço da gôndola e o do caixa. Não há intenção de atrair o consumidor com um valor falso. A loja erra, identifica e corrige.Já a propaganda enganosa, prevista no artigo 37 do CDC, ocorre quando o fornecedor usa informação falsa ou omite dado essencial e, com isso, induz o consumidor ao erro. Esse cenário é comum quando o preço vira isca para atrair público e, depois, o estabelecimento cria obstáculos para não cumprir o que divulgou.

“Propaganda enganosa é a conduta deliberada ou negligente que induz o consumidor ao erro”, explica Betânia.

O comportamento do fornecedor pesa nessa análise. Persistir no erro, manter o anúncio incorreto mesmo após perceber a falha ou tentar “consertar” a situação com justificativas contraditórias pode agravar o caso.

Aqui está uma das maiores confusões. Muita gente só descobre o problema depois que o cartão aprova e o comprovante é emitido. O que acontece, então?

As especialistas explicam que, quando o pagamento foi aceito e processado, a compra se conclui. A relação de consumo se consolida. A partir desse ponto, como regra geral, a loja não pode cancelar unilateralmente.

A conduta pode ser considerada abusiva, principalmente se não houver erro grosseiro evidente ou indício de má-fé.

“Se o pagamento foi autorizado e a venda finalizada, a relação de consumo se consolidou. A partir daí, o fornecedor não pode simplesmente voltar atrás”, afirma Maria Eduarda.

Betânia aponta que, em situações em que a loja insiste no cancelamento sem justificativa consistente, o consumidor pode buscar o cumprimento da oferta ou reparação. Ela lembra que o CDC prevê consequências quando há cobrança indevida, inclusive com possibilidade de restituição em dobro em determinadas situações.

As especialistas defendem um procedimento simples e rápido. Ele reduz conflitos e diminui o risco de problemas legais.

Retirar o anúncio ou a etiqueta incorreta: a correção precisa ser imediata e visível.Corrigir o sistema e alinhar os pontos de venda: etiqueta, leitor e caixa precisam mostrar o mesmo valor.Comunicar de forma clara: um aviso no local do produto e orientação ao time do caixa ajudam a evitar surpresa.Agir com boa-fé com quem já foi impactado: se o erro não for grosseiro e o consumidor já estiver no caixa, muitas vezes o mais seguro é honrar o preço para aquele caso e corrigir para os próximos, segundo as advogadas.

Betânia também recomenda que o comércio registre internamente o ocorrido. Foto, relatório e histórico de alterações ajudam na checagem e na prevenção de novos casos.

O preço errado costuma ser o início do problema. A forma como o estabelecimento reage pode levar o caso a um nível mais grave.

Em alguns casos, a discussão pode avançar para apuração de crime contra as relações de consumo, além de multa administrativa.

O caminho mais comum é a via administrativa, com multas aplicadas por órgãos de defesa do consumidor, como o Procon. Também pode haver obrigação de cumprir a oferta, indenização por dano material e, em alguns casos, dano moral.

Quando há conduta mais grave, como propaganda enganosa, o tema pode chegar à esfera criminal. Betânia lembra que, a depender do enquadramento, a empresa e os responsáveis pela decisão no momento podem ser responsabilizados.

As duas advogadas repetem um conselho básico: sem prova, a discussão vira palavra contra palavra. Com prova, o caminho fica mais objetivo.

Tire foto da etiqueta, do cartaz e da gôndola.Faça print de anúncio no app ou no site, com data e hora.Guarde nota fiscal e comprovante de pagamento.Peça registro da reclamação no atendimento ou na gerência.Se a recusa persistir, procure Procon ou Juizado Especial.

Elas também sugerem bom senso quando o erro for gritante. Se o valor é irreal e qualquer pessoa perceberia, aumenta a chance de o comércio ter respaldo para não cumprir.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Do açaí rosa ao bolo vulcão: carrinhos viram sucesso nas praias e faturam até R$ 7 mil por mês no verão

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Do açaí rosa ao bolo vulcão: carrinhos viram sucesso nas praias e faturam até R$ 7 mil por mês no verão De Ubatuba a Maceió, empreendedores apostam em carrinhos personalizados, receitas autorais e presença nas redes sociais para transformar produtos simples em negócios lucrativos. Por PEGN

Carrinhos de comida com identidade visual forte, cardápios criativos e presença nas redes sociais estão atraindo filas de clientes e garantindo faturamento acima da média para pequenos empreendedores.

Em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, um carrinho de açaí totalmente rosa chama atenção de quem passa pela Praia Grande. O roxo tradicional da fruta deu lugar ao pink — nos copos, colheres, guardanapos e até no visual do negócio.

Na orla de Maceió, em Alagoas, outro carrinho também virou atração. O “vulcão de bolos” chama atenção pelas caldas que escorrem sobre bolos decorados na hora, em um verdadeiro espetáculo visual.

O verão transforma as praias brasileiras — e também os negócios à beira-mar. Em cidades turísticas, carrinhos de comida com identidade visual forte, cardápios criativos e presença nas redes sociais estão atraindo filas de clientes e garantindo faturamento acima da média para pequenos empreendedores.

Em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, um carrinho de açaí totalmente rosa chama atenção de quem passa pela Praia Grande. O roxo tradicional da fruta deu lugar ao pink — nos copos, colheres, guardanapos e até no visual do negócio.

“Todo mundo vendia açaí igual. Eu queria ser diferente”, conta Simone Silva, dona do carrinho. A ideia de personalizar tudo surgiu logo no início, ainda com um carrinho pequeno, mas o resultado foi imediato. “Deu muito certo.”

Carrinhos de açaí e bolos viram febre no verão e formam filas de até 1 hora em praias brasileiras — Foto: Reprodução/PEGN

Natural de Três Corações (MG), Simone se mudou para Ubatuba depois de trabalhar por anos em uma rede de supermercados. No começo, tentou vender marmitas na praia. A renda ajudou a sobreviver à primeira temporada e a comprar o primeiro carrinho de açaí.

Hoje, ela tem dois carrinhos, trabalha com os três filhos e fatura, em média, R$ 7 mil por mês por carrinho. Os copos variam de 300 ml a 1 litro, com preços entre R$ 20 e R$ 40 — acima da média da concorrência. Mesmo assim, nos fins de semana, a fila pode chegar a uma hora de espera.

“Não quero que meus clientes me procurem pelo preço, mas pela qualidade”, diz Simone. O diferencial está nos acompanhamentos, nas frutas sempre frescas e na constante inovação do cardápio. “Toda semana tem uma surpresa.”

Clientes fiéis confirmam. “A barraca chama atenção, é bonita, bem decorada. A gente provou e voltou”, conta a turista Vitória da Silva.

O negócio é hoje a única fonte de renda da empreendedora. “Eu sobrevivo disso aqui. Em termos de pobre… hoje eu sou rica”, diz, emocionada. Para este verão, a expectativa é crescer ainda mais. “Se antes tinha fila de 30, 40 pessoas, agora eu quero 100, 200, 300.”

Carrinhos de açaí e bolos viram febre no verão e formam filas de até 1 hora em praias brasileiras — Foto: Reprodução/PEGN

Na orla de Maceió, em Alagoas, outro carrinho também virou atração. O “vulcão de bolos”, comandado por Larissa Barbosa e Willian Soares, chama atenção pelas caldas que escorrem sobre bolos decorados na hora, em um verdadeiro espetáculo visual.

O casal chegou à capital alagoana em lua de mel, mas decidiu ficar de vez. Vindos de São Paulo, investiram no novo negócio em 2025, após perceberem o sucesso dos bolos que Larissa fazia em casa.

“Começou numa madrugada, de vontade de comer bolo. Fiz, ele gostou, distribuímos para os vizinhos e o retorno foi imediato”, conta Larissa.

O investimento inicial foi baixo: R$ 150 em alimentos, além de uma fritadeira elétrica, uma geladeira e R$ 4,5 mil no carrinho. No começo, vendiam sete bolos por dia. Hoje, chegam a 300 unidades diárias.

Os bolos custam R$ 10 e podem ser de baunilha, chocolate ou misto, com diversas coberturas e confeitos. Larissa assa tudo em casa e finaliza no carrinho, de acordo com o gosto do cliente.

A explosão nas vendas veio com a internet. Vídeos gravados por amigos começaram a circular nas redes sociais, mostrando as filas e as reações dos clientes. “Viralizou, e a gente precisou se reinventar também no digital”, conta Willian.

Hoje, muitos clientes chegam após ver os vídeos. “O que é bom tem que espalhar”, diz a cliente Rosana Marinho, que compra bolos para a família e para presentear.

Carrinhos de açaí e bolos viram febre no verão e formam filas de até 1 hora em praias brasileiras — Foto: Reprodução/PEGN

Os dois exemplos mostram que, no verão, criatividade, identidade visual e bom atendimento fazem a diferença — mesmo em negócios simples. Carrinhos que apostam em experiência, qualidade e divulgação conseguem se destacar em meio à concorrência e transformar a alta temporada em oportunidade de crescimento.

📞 Telefone: (11) 98353-7063📧 E-mail: willian_barbosa2017@icloud.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/orladocemcz/

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Da praia à pista de skate: reciclagem de bitucas de cigarro faz lixo virar negócio de R$ 3 milhões

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Da praia à pista de skate: reciclagem de bitucas de cigarro faz lixo virar negócio de R$ 3 milhões Empresa criada em Ubatuba investe em tecnologia para transformar um dos resíduos mais poluentes do mundo em matéria-prima e faturamento dentro da economia circular. Por PEGN

Marcos Poiato comanda uma empresa especializada na reciclagem de bitucas de cigarro em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.

O projeto começou há cerca de 16 anos, depois de muita pesquisa e investimento, e hoje alia sustentabilidade, educação ambiental e geração de renda.

As bitucas podem levar até 15 anos para se decompor e, nesse período, liberam substâncias tóxicas que contaminam o solo, a água e afetam a vida marinha.

Depois de tratadas, as bitucas se transformam em uma massa de celulose — um material versátil, sem odor e livre de toxinas.

Pequenas, quase invisíveis na areia ou no asfalto, as bitucas de cigarro estão entre os resíduos mais comuns — e mais poluentes — do mundo.

No litoral norte de São Paulo, um empreendedor decidiu olhar para esse problema de outra forma: transformando o descarte em matéria-prima, inovação e negócio.

O projeto começou há cerca de 16 anos, depois de muita pesquisa e investimento, e hoje alia sustentabilidade, educação ambiental e geração de renda.

“Eu descrevo a minha empresa como uma empresa de conceito inovador. A gente trabalha com um resíduo que é complexo e que, por hábito, as pessoas descartam indevidamente no chão”, explica Marcos.

Como a reciclagem de bitucas de cigarro virou um negócio milionário no litoral de São Paulo — Foto: Reprodução/PEGN

As bitucas podem levar até 15 anos para se decompor e, nesse período, liberam substâncias tóxicas que contaminam o solo, a água e afetam a vida marinha.

Com experiência anterior na indústria farmacêutica, Marcos percebeu que poderia aplicar conhecimento técnico para enfrentar o problema ambiental.

O primeiro desafio foi a coleta. O empreendedor começou instalando cerca de 150 coletores na cidade onde o projeto teve início.

Hoje, a rede cresceu: são cerca de 9 mil pontos de coleta espalhados por diferentes estados brasileiros, muitos deles em praias, espaços públicos e áreas de grande circulação. Mas recolher era só o começo. A grande pergunta era como tratar o material.

A resposta veio após Marcos conhecer uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Brasília (UNB), que resultou em uma tecnologia capaz de eliminar as toxinas presentes nas bitucas e reaproveitar o resíduo com segurança.

“Foi quando fechamos o ciclo”, resume Thérèse Hofmann, pesquisadora da Universidade de Brasília (UNB), ao explicar a parceria de licenciamento da tecnologia.

Como a reciclagem de bitucas de cigarro virou um negócio milionário no litoral de São Paulo — Foto: Reprodução/PEGN

Entre o desenvolvimento do processo e a viabilização do negócio, Marcos investiu cerca de R$ 1 milhão ao longo de seis anos. O esforço deu resultado. Em 2025, a empresa faturou aproximadamente R$ 3 milhões.

Depois de tratadas, as bitucas se transformam em uma massa de celulose — um material versátil, sem odor e livre de toxinas. “Aqui é o resultado da reciclagem. A bituca deixa de ser um plástico poluente e vira celulose, pronta para ser reaproveitada”, explica o empreendedor.

Essa massa é destinada a artesãos, artistas e projetos sociais, que usam o material para criar produtos e gerar renda.

Também ganha aplicações menos óbvias, como na construção civil. Em Ubatuba, uma pista de skate sustentável foi construída com a celulose reciclada misturada ao concreto.

“O custo final da pista caiu entre 30% e 40%, e ainda reduzimos o impacto ambiental”, conta o pesquisador e skatista George Rotatori, que acompanha o desempenho do material. “É incrível andar de skate sabendo que aquilo poderia estar poluindo praias, ruas e bueiros.”

Como a reciclagem de bitucas de cigarro virou um negócio milionário no litoral de São Paulo — Foto: Reprodução/PEGN

Além da reciclagem, a empresa investe em educação ambiental. Em parceria com prefeituras, ONGs e associações de bairro, promove palestras, oficinas de arte e ações educativas para conscientizar a população sobre o descarte correto das bitucas.

Para a bióloga e educadora Paula Borges, o projeto une sustentabilidade e economia de forma prática. “Quando a gente transforma um resíduo tão poluente em matéria-prima, reduz custos, gera trabalho e cria produtos, estamos falando de sustentabilidade real”, afirma.

Para Marcos, os resultados são fruto de persistência. “Alguns negócios demoram um, dois anos para vingar. O nosso demorou mais. Mas tivemos resiliência, calma e a certeza de que o resultado viria”, diz. “Talvez muita coisa ainda aconteça depois de mim, mas eu sei que o caminho já está trilhado.”

📍Rua Domingos Arruda Ferraz, 51 – Parque Jataí – Votorantim /SP – CEP: 18.117-236📞Telefone: (15) 3242-6140📧Email: contato@poiatorecicla.com.br🌐Site: www.poiatorecicla.com.br📸Instagram: https://www.instagram.com/poiatorecicla/

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Empreendedora cria marca que transforma guarda-chuva quebrado em moda e fatura R$ 200 mil por ano

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Empreendedora cria marca que transforma guarda-chuva quebrado em moda e fatura R$ 200 mil por ano Marca de Petrópolis, no Rio de Janeiro, transforma resíduos em moda consciente e gera renda. Ideia surgiu na faculdade, começou com R$ 400, atualmente produz 150 peças por mês e aposta em moda circular. Por PEGN

A designer Juliana Pinto criou uma marca que transforma guarda-chuvas descartados em jaquetas corta-vento, bolsas e acessórios exclusivos.

O que antes iria para o lixo hoje vira peça única, vendida online para um público jovem e engajado.

A história começou em 2017, quando Juliana cursava Design de Moda e recebeu o desafio de criar uma marca sustentável do zero.

Em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, sair com guarda-chuva mesmo em dia de sol não é exagero. No verão, a chuva é frequente — e foi justamente essa realidade que inspirou uma ideia inovadora de moda consciente.

A designer Juliana Pinto criou uma marca que transforma guarda-chuvas descartados em jaquetas corta-vento, bolsas e acessórios exclusivos, unindo sustentabilidade, design autoral e geração de renda.

O que antes iria para o lixo hoje vira peça única, vendida online para um público jovem e engajado.

A história começou em 2017, quando Juliana cursava Design de Moda e recebeu o desafio de criar uma marca sustentável do zero. Sem saber por onde começar, recorreu à mãe, Mara Pereira, que sempre teve afinidade com reciclagem.

“Ela tinha capas de chuva e tecidos de guarda-chuva sem a ferragem. Pensei: por que não fazer um casaco com esse material?”, conta Juliana.

Moradora de Petrópolis, cidade onde guarda-chuvas quebrados são facilmente encontrados após temporais, a designer viu ali uma oportunidade. O primeiro modelo surgiu como trabalho acadêmico — e chamou tanta atenção que professores e colegas começaram a pedir novas peças.

Com R$ 400 de investimento inicial, Juliana produziu alguns casacos para testar a aceitação. Levou as peças para uma feira local e o resultado foi imediato: tudo foi vendido no mesmo dia.

“Eu fazia faculdade, estagiava e ainda conseguia produzir um casaco por dia. Levei para a feira num domingo e voltei sem nenhuma peça”, lembra.

Pouco depois, a mãe entrou oficialmente no negócio. Hoje, Mara é responsável por cortar, costurar, lavar, desmontar e preparar os tecidos reutilizados.

Cada jaqueta pode usar até quatro guarda-chuvas, dependendo do tamanho e da combinação de cores. Nada é padronizado — e isso virou um diferencial.

“São peças que não têm ninguém igual no mundo usando. Isso agrega valor e aumenta o ticket médio”, explica Juliana.

A marca lança coleções a cada dois meses, produz cerca de 150 casacos por mês e vende exclusivamente pela internet, usando ensaios fotográficos e redes sociais para divulgar os produtos.

O público é formado, principalmente, por jovens que gostam de arte, moda e sustentabilidade — e que buscam algo diferente.

“Todo mundo pergunta de onde veio a peça. Chama muita atenção”, conta o modelo Eli Tavares, que participa dos ensaios da marca.

Parte dos guarda-chuvas usados na produção vem da Coleta Seletiva de Petrópolis, em parceria com a Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis (COMDEP).

Segundo a presidente da companhia, Fernanda Ferreira, a cidade recolhe entre 100 e 120 toneladas de resíduos por mês. Desse total, cerca de 200 guarda-chuvas são doados mensalmente para a marca.

“O que não serve para um vira geração de trabalho e renda para outras pessoas. É um trabalho muito rico”, afirma.

Após a coleta, os guarda-chuvas passam por triagem, lavagem, desmontagem e seleção de tecidos. A costura final é feita por profissionais parceiras, como Sheila Regina, que destaca o caráter artesanal do processo.

“Não é produção em larga escala. É um trabalho delicado, que mostra que muita coisa pode ser reaproveitada”, diz.

A iniciativa ganha ainda mais relevância em um setor conhecido pelo alto impacto ambiental. A indústria da moda é considerada a segunda mais poluente do mundo, segundo organismos internacionais.

“A gente pega algo que iria para o lixo e transforma em uma nova peça. Tudo já está aqui, só precisamos mudar o olhar”, resume Juliana.

Hoje, a marca fatura cerca de R$ 200 mil por ano — e os planos são ambiciosos. “Não quero fama. Quero que a marca cresça e se espalhe pelo mundo. A gente precisa de uma moda mais consciente", completa.

Em Petrópolis, guarda-chuvas quebrados ganharam uma segunda chance — e provaram que criatividade, sustentabilidade e empreendedorismo podem caminhar juntos.

Mais do que moda, o trabalho de Juliana costura consciência ambiental, afeto e novos futuros, mostrando que pequenas mudanças podem, sim, gerar grandes impactos.

📍 Petrópolis/Rio de janeiro📞 Telefone: (24) 99944-9883 / (24) 988311816📩 E-mail: contato@relevostore.com.br🛜 Site: www.relevostore.com.br📲 Instagram: https://www.instagram.com/relevostore/📘 Facebook: https://www.facebook.com/relevostore

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Ela faturou R$ 97 mil em um ano ao criar roupas com cores, medidas e frases em braille

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Ela faturou R$ 97 mil em um ano ao criar roupas com cores, medidas e frases em braille Criada em Belo Horizonte, a marca desenvolve peças com identificação tátil de cor, tamanho e mensagens para ampliar a autonomia de pessoas com deficiência visual. Por Pegn — São Paulo

Escolher uma roupa é uma tarefa simples para a maioria das pessoas, mas pode ser um desafio diário para quem tem deficiência visual. Em Belo Horizonte (MG), esse obstáculo virou ponto de partida para um negócio com propósito: a criação de peças de roupa com estampas em braille, iniciativa da empreendedora Cíntia Caroline.

Ela conta que a ideia surgiu quando fazia um curso de braille e ouviu de amigos como eles precisavam decorar o guarda-roupa para se vestir.

“Aquela blusa com aquela golinha, uma blusa verde, aquela que tem uma manga diferente é uma blusa azul. Aquela tem um botão e uma blusa branca.”

Vinda de uma família com confecção, Cíntia percebeu que podia transformar aquele relato em solução. “Eu falei gente, eu preciso conseguir colocar braille no tecido. Não sei como, mas a gente tem que fazer isso acontecer.”

O processo exigiu pesquisa. Ela testou tecidos e tintas, sempre levando os resultados para amigos com deficiência visual avaliarem. A leitura no tecido se mostrou muito mais complexa do que no papel. Até que um protótipo funcionou.

“Levei pra ele… quando ele pegou aquela camiseta e leu tudo da camiseta perfeitamente… pronto. Aí eu falei: é isso que eu quero fazer da vida.”

As peças, feitas por serigrafia, recebem volume de tinta calculado para garantir legibilidade ao toque. A precisão é fundamental. “Não pode ter erro nenhum… criar uma distância maior do outro, porque isso já transforma a palavra”, diz Cíntia. Cada item passa por conferência manual para verificar o relevo.

A loja oferece roupas com cor, tamanho e mensagens escritas em braille. Há também um detalhe pensado para provocar interação: uma frase aplicada nas costas, na altura dos ombros. “Para ser sentido no momento do abraço e a partir daí a gente iniciar um diálogo sobre inclusão e acessibilidade pelo abraço.”

As frases das peças são autorais e refletem o repertório pessoal da empreendedora. A proposta também tem impacto direto sobre clientes como Renata Mara e Thereza Rosso, que perderam a visão ainda jovens.

Renata relata que, nas grandes lojas, é difícil encontrar quem ajude de fato. O contato com as peças em braille foi marcante. “Ah, foi lindo! Foi incrível saber que isso existia.” Para ela, a marca une acessibilidade e significado. “Todo o corpo é poesia.”

Thereza reforça que a barreira não está só na deficiência visual, mas na postura de quem enxerga.

“Parece que as pessoas que enxergam é que não me enxergam.” Para ela, encontrar uma marca sensível à textura, à organização e ao reconhecimento do consumidor é decisivo: “Você existe. Tem alguém que te vê, te reconhece.”

A produção das roupas é terceirizada, mas quem modela as peças é a mãe de Cíntia, Maria Cristina. “É um orgulho mesmo”, diz ela.

O negócio, que mudou recentemente de MEI para Simples, tem faturamento anual de R$ 97 mil e busca estabilidade para crescer de forma sustentável.

“Empreender é um ato de coragem todos os dias para fazer com que as coisas deem certo”, afirma Cíntia.

Segundo ela, o público da marca é diverso: “70% de pessoas sem deficiência visual e 30% com deficiência visual.” A empresa também adapta peças para outros tipos de deficiência.

As vendas acontecem na loja física, em feiras e principalmente online. A empreendedora planeja ampliar presença no Rio e em São Paulo, onde há grande público com deficiência visual.

Entre seus desejos está transformar a loja em espaço de educação em braille e formar uma equipe com pessoas com deficiência visual. Ela afirma que acompanhar a transformação gerada pelos produtos compensa cada desafio.

Empreendedora cria roupas com braile e fatura R$ 90 mil reais em um ano — Foto: Instagram/ Reprodução

Endereço: Rua Minduri, 452, Bairro Santa Inês Belo Horizonte/MG – CEP: 31060-330Telefone: (31) 97219-2790 E-mail: ola@costurasdoimaginario.com.br Site: https://www.costurasdoimaginario.com.brInstagram: https://www.instagram.com/costurasdoimaginario/

Endereço: R. Luís Murat, 308 – Vila Madalena São Paulo /SP – CEP: 05436-050Telefone: (11) 98479-4078 E-mail: atendimento@emige.it Site: www.emige.it Instagram: www.instagram.com/emige.it

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Marca de luxo descarta equipes consagradas para patrocinar o Brasil nas Olimpíadas de Inverno; saiba motivo

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Empreendedorismo Guia do empreendedor Marca de luxo descarta equipes consagradas para patrocinar o Brasil nas Olimpíadas de Inverno; saiba motivo Escolha foge da lógica das medalhas e aposta em narrativa, identidade e performance, segundo especialistas. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

A Moncler, marca de luxo italiana, escolheu patrocinar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, em Milão-Cortina.

A escolha é parte de uma estratégia da marca de reafirmar sua identidade no universo da alta performance.

A Moncler também assina os uniformes da equipe brasileira, que incluem referências à identidade nacional.

A estratégia reforça um movimento crescente no mercado de luxo: a valorização de histórias que dialogam com autenticidade, não apenas com medalhas.

A decisão de apostar em um atleta brasileiro não é isenta de riscos, mas pode render dividendos de longo prazo.

Berço de grifes como Prada e Dolce & Gabbana, Milão é acostumada a ditar tendências nas passarelas. Nas próximas semanas, porém, o cenário muda. A cidade italiana será palco da edição de 2026 dos Jogos Olímpicos de Inverno, em uma combinação de alta costura e performance.

É nesse cruzamento entre dois mundos que marcas disputam visibilidade, assinam uniformes e reforçam suas imagens ao lado das potências do gelo. Mas, em meio a estratégias previsíveis, uma marca decidiu fugir do roteiro.

Enquanto nomes tradicionais apostam em delegações consagradas, a Moncler escolheu um caminho diferente: associar-se a atletas brasileiros e, ao mesmo tempo, reposicionar sua identidade no universo da alta performance.

O nome no centro dessa estratégia é Lucas Pinheiro Braathen. Nascido na Noruega, filho de mãe brasileira, foi considerado uma das maiores promessas do esqui alpino até 2023.

Marca de luxo descarta equipes consagradas para patrocinar Brasil em Olimpíadas de Inverno — Foto: Moncler/ Divulgação

Na época, Braathen surpreendeu ao anunciar uma aposentadoria precoce, em meio a conflitos com a federação norueguesa e restrições a contratos de patrocínio. Após um ano afastado das competições, decidiu voltar ao circuito — mas representando o Brasil.

Braathen passou parte da infância no Brasil, fala português, tem familiares por aqui e costuma citar a cultura brasileira como parte essencial de sua identidade. Agora, carrega a possibilidade de conquistar a primeira medalha olímpica de inverno da história brasileira.

Hoje, Braathen ocupa a vice-liderança do ranking da Copa do Mundo no slalom e no slalom gigante — justamente as duas provas que disputará nos Jogos de Milão-Cortina, entre os dias 14 e 16 de fevereiro.

Essa narrativa, que atravessa continentes e rompe padrões tradicionais do esporte, foi um dos elementos que aproximou o atleta da Moncler.

⚠️ Mas a escolha não se explica apenas pelo atleta. Ela está diretamente ligada à estratégia da marca.

Braathen é patrocinado pela Moncler Grenoble, linha de alta performance da grife, voltada ao universo do esporte e da montanha. Mais do que uma coleção, a Grenoble representa a tentativa da Moncler de reafirmar sua identidade em um mercado dominado por marcas especializadas em performance.

O nome não é casual. Grenoble foi a cidade francesa que sediou os Jogos Olímpicos de Inverno de 1968 — a última edição em que a Moncler esteve associada de forma direta ao evento.

Para Victor Dellorto, especialista em marketing e CEO da Deskfy, o desempenho de Braathen reforça o valor simbólico da escolha.

"A história de Lucas é, por si só, um ativo estratégico. Ele combina performance real com uma narrativa cultural potente, algo que marcas de luxo buscam cada vez mais", afirma.

Moncler, marca de luxo italiana, escolheu patrocinar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 — Foto: Moncler/ Divulgação

Nesse contexto, a história de Braathen se torna um ativo simbólico. Não se trata apenas de apoiar um atleta, mas de associar a linha Grenoble a uma trajetória que combina reinvenção e identidade — valores que dialogam com o posicionamento da marca.

“Hoje, as marcas não disputam apenas medalhas, mas significado”, diz Dellorto. “Narrativas autênticas geram vínculo, diferenciação e memória de marca.”

Além do patrocínio ao esquiador, a Moncler também assina os uniformes da equipe brasileira. Os trajes incluem referências sutis à identidade nacional, como estrelas inspiradas na bandeira incorporadas ao design técnico dos macacões usados nas provas.

A estratégia reforça um movimento crescente no mercado de luxo: a valorização de histórias que dialogam com autenticidade, não apenas com medalhas.

Para Marcos Henrique Bedendo, especialista em branding, a escolha pode ter sido menos ideológica e mais pragmática.

“Talvez não exista um aceno ao Brasil. A Moncler pode ter identificado uma oportunidade rara: um atleta competitivo, com potencial de medalha, disponível em uma delegação menos disputada por patrocinadores”, afirma.

O Brasil não tem tradição em esportes de inverno, e o desempenho competitivo pode não render tanta exposição quanto apoiar atletas de países que lideram os quadros de medalhas. A visibilidade garantida por pódios e transmissões tende a ser mais limitada, pontua Bedendo.

"Mesmo que o resultado não venha, a Moncler já ganha por demonstrar sensibilidade cultural e proximidade com o público brasileiro", afirma.

Ao vincular sua imagem a uma trajetória improvável, multicultural e fora do eixo tradicional, a Moncler se diferencia em um cenário no qual muitas marcas disputam os mesmos territórios narrativos.

“Patrocinar seleções tradicionais é caro e disputado. Ao apostar no Brasil, a marca pode ter conquistado exposição global e o direito de assinar um uniforme olímpico com investimento menor”, diz.

E, em um mercado em que diferenciação pesa tanto quanto performance, essa estratégia pode render resultados de longo prazo.

O Brasil, além disso, é um mercado estratégico: grande, em expansão e com crescente apetite pelo consumo premium. Associar-se a um atleta brasileiro em um evento global reforça a presença da marca na região e cria pontes com públicos ainda pouco explorados.

Ou seja, o caso evidencia uma mudança no branding esportivo: cada vez mais, marcas buscam histórias capazes de gerar identificação e conversa, não apenas troféus.

No caso de Braathen, há identidade dupla, reinvenção e uma trajetória que desafia padrões — elementos atraentes para uma marca posicionada entre a moda e a alta performance.

Se Braathen conquistar uma medalha, o feito será histórico para o Brasil e ampliará o impacto da estratégia da Moncler, completa Bedendo.

Mas, mesmo sem pódio, a marca já ocupa um espaço singular: o de quem escolheu contar uma história diferente. Ou, como sugerem os especialistas, de quem soube explorar uma oportunidade rara entre narrativa, performance e mercado.

E, em um cenário como o dos Jogos Olímpicos de Inverno, em que tantas marcas apostam nas mesmas potências, às vezes a narrativa mais forte nasce justamente da escolha menos óbvia.

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Em vez de fechar, restaurante troca marmitas por espetinhos para aproveitar movimento do Carnaval

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Em vez de fechar, restaurante troca marmitas por espetinhos para aproveitar movimento do Carnaval De olho no fluxo de foliões em São Luís, dono de restaurante adapta cardápio, aposta em vendas rápidas e transforma a maior festa do país em estratégia de crescimento. Por PEGN

João Vitor Martins é dono de um restaurante e de um delivery de marmitas em São Luís, no Maranhão.

Ele viu no Carnaval uma oportunidade de negócio e resolveu adaptar o cardápio, o espaço e a estratégia de vendas para aproveitar o movimento intenso de foliões.

Em vez das marmitas tradicionais, João Vitor decidiu mudar o cardápio durante os dias de folia. Saem as refeições completas e entram os espetinhos, vinagrete e pratos rápidos.

Para João Vitor, o Carnaval vai além de um pico de vendas. É uma forma de divulgar o negócio, atrair novos públicos e testar produtos que podem, no futuro, virar parte fixa do cardápio.

Quando o Carnaval se aproxima, muitos empreendedores optam por fechar as portas ou reduzir o ritmo. Em São Luís, no Maranhão, João Vitor Martins decidiu fazer o oposto.

Dono de um restaurante e de um delivery de marmitas, ele viu na maior festa do país uma oportunidade de negócio e resolveu adaptar o cardápio, o espaço e a estratégia de vendas para aproveitar o movimento intenso de foliões.

“Essa questão do empreendedorismo eu sempre tive comigo. Eu sempre quis trabalhar para mim mesmo”, conta João Vitor.

O negócio começou de forma simples. As primeiras marmitas eram preparadas na cozinha do próprio apartamento e vendidas como renda extra, enquanto ele trabalhava em bares e restaurantes da cidade.

Aos poucos, o projeto foi crescendo.“Eu fui comprando o que eu podia, investindo no que eu podia e fui fazendo as marmitas”, lembra.

Carnaval no cardápio: como um restaurante de São Luís lucra com a folia — Foto: Reprodução/PEGN

O salto veio com a ajuda das redes sociais. Foi ali que João Vitor encontrou um canal direto com os clientes, usando vídeos curtos e postagens frequentes para divulgar o cardápio e o dia a dia da produção.

Os pedidos chegavam principalmente por aplicativos de mensagem, mas era no Instagram que a marca ganhava visibilidade e conquistava novos consumidores.

“Eu vendia pelos aplicativos de mensagem, onde recebia os pedidos, mas a divulgação vinha mais das redes sociais. Cada vídeo novo que eu postava, cada história, era isso que atraía os clientes, e eles iam atrás da minha comida”, explica.

Com o aumento da demanda no delivery, o empreendedor conseguiu dar um novo passo: abriu um restaurante físico, com seis mesas, em uma das avenidas mais movimentadas de São Luís.

Hoje, o negócio serve, em média, de 80 a 100 refeições por dia, com preço médio de R$ 25. A inauguração do ponto fixo marcou uma nova fase: além de atender quem já comprava pela internet, o espaço passou a receber clientes que buscam comer no local e conhecer a operação de perto.

“Antes era tudo virtual, tudo por delivery. Agora, com a loja física, os clientes estão conhecendo a nossa nova localização e vindo conhecer o espaço”, diz.

Carnaval no cardápio: como um restaurante de São Luís lucra com a folia — Foto: Reprodução/PEGN

A chegada do Carnaval trouxe um novo desafio — e também uma nova chance de faturar. Em vez das marmitas tradicionais, João Vitor decidiu mudar o cardápio durante os dias de folia.

Saem as refeições completas e entram os espetinhos, o vinagrete e os pratos rápidos, pensados para quem está entre um bloco e outro.

“A ideia é justamente não atrapalhar o folião. Ele chega, pega o churrasquinho dele, a gente monta, atende rápido e ele segue para a folia”, explica.

Além do cardápio, o restaurante também ganha decoração especial e uma churrasqueira posicionada para a rua. Quem passa pela calçada sente o cheiro da carne, do frango ou do peixe assando, um convite para uma parada rápida.

Para João Vitor, a estratégia vai além das vendas imediatas. “Acaba sendo uma divulgação do nosso espaço, para que as pessoas entrem, conheçam. Então, tudo é estratégia”, resume.

Carnaval no cardápio: como um restaurante de São Luís lucra com a folia — Foto: Reprodução/PEGN

Para João Vitor, o Carnaval vai além de um pico de vendas. É uma forma de divulgar o negócio, atrair novos públicos e testar produtos que podem, no futuro, virar parte fixa do cardápio. A movimentação antes mesmo do início oficial da festa já indica que a aposta deve dar certo.

“As pessoas já têm parado, já têm escolhido o espeto, já têm comprado para levar”, observa o empreendedor. A expectativa é alta. “Se antes do Carnaval já está dando certo, com certeza o Carnaval vai bombar”, aposta.

O caso mostra como planejamento, leitura de comportamento do consumidor e presença digital podem transformar uma data sazonal em oportunidade de crescimento.

Em vez de esperar a festa passar, João Vitor decidiu trabalhar com ela — e usar o Carnaval como vitrine para fortalecer o negócio ao longo do ano.

Carnaval no cardápio: como um restaurante de São Luís lucra com a folia — Foto: Reprodução/PEGN

📍Avenida Hilton Rodrigues,14 , A, Olho D Água São Luís/MA – CEP: 65067-170📞Telefone: (98) 98336-2682🌐Site: https://vitormarmitex.saipos.com📧E-mail: joaovitor.17.martins@gmail.com📸Instagram: https://www.instagram.com/vitor_marmitex

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