RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Não é só glamour: estudo explica por que metade dos influenciadores já cogitou abandonar carreira

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 16:46

Empreendedorismo Não é só glamour: estudo explica por que metade dos influenciadores já cogitou abandonar carreira Estudo global da Manychat mostra que 51% dos criadores pensaram em desistir diante de exaustão, baixa remuneração, pressão por presença online e falta de reconhecimento profissional. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Estudo global da Manychat mostra que 51% dos criadores consideraram abandonar a carreira nos últimos 12 meses.

O dado chama atenção não por falta de público ou de interesse nas redes, mas pelo desgaste provocado por uma rotina intensa, pouco previsível e, muitas vezes, mal remunerada.

É que por trás de vídeos curtos e posts que duram poucos segundos no feed, existe uma carga de trabalho que se aproxima, e em alguns casos ultrapassa, a de empregos tradicionais.

Apesar do crescimento da economia dos criadores, o estigma persiste. Cerca de 31% dos criadores afirmam que as pessoas ainda não veem a criação de conteúdo como um trabalho de verdade.

Quando perguntados sobre a parte mais incompreendida da profissão, as respostas reforçam esse distanciamento entre percepção e realidade. Para 26%, as pessoas acham que é fácil. Para 19%, acreditam que não toma tanto tempo. Já 12% ainda ouvem que “criadores são ricos”.

Para muitos profissionais do ramo, a carreira deixou de ser sinônimo de liberdade e passou a representar exaustão, sobrecarga e pressão constante por presença online.

Um estudo global da Manychat mostra que 51% dos criadores consideraram abandonar a carreira nos últimos 12 meses. O dado chama atenção não por falta de público ou de interesse nas redes, mas pelo desgaste provocado por uma rotina intensa, pouco previsível e, muitas vezes, mal remunerada.

É que por trás de vídeos curtos e posts que duram poucos segundos no feed, existe uma carga de trabalho que se aproxima, e em alguns casos ultrapassa, a de empregos tradicionais. Ainda assim, o reconhecimento profissional não acompanha esse esforço.

O criador precisa estar sempre disponível, mas não pode falhar. Precisa crescer, mas sem perder autenticidade. Precisa monetizar, mas sem parecer comercial demais. Precisa descansar, mas sente que não pode desaparecer.

🚫 Qualquer passo em falso também pode ser motivo para cancelamento — forma de boicote social na qual pessoas ou organizações são excluídas de determinados círculos sociais ou plataformas.

Apesar do crescimento da economia dos criadores, o estigma persiste. Cerca de 31% dos criadores afirmam que as pessoas ainda não veem a criação de conteúdo como um trabalho de verdade.

Outros acreditam que o público acha que tudo se resume a filmar e postar, que não leva tanto tempo ou que todos são ricos.

Quando perguntados sobre a parte mais incompreendida da profissão, as respostas reforçam esse distanciamento entre percepção e realidade. Para 26%, as pessoas acham que é fácil. Para 19%, acreditam que não toma tanto tempo. Já 12% ainda ouvem que “criadores são ricos”.

“Ser um criador de conteúdo é muito mais do que gravar um vídeo ou tirar uma foto para postar nas redes sociais. É necessário desenvolver habilidades técnicas e, acima de tudo, ter um desejo genuíno de servir e impactar positivamente um público específico”, afirma Monty Lans, citado no relatório.

Mesmo assim, o mito continua. E ele tem consequências diretas na forma como esses profissionais se veem e estruturam suas carreiras.

Ainda de acordo com a pesquisa, os criadores usam quase 20 horas por semana apenas com planejamento, gravação e edição de conteúdo. Isso antes mesmo de considerar tarefas administrativas, negociações com marcas, controle financeiro ou outros trabalhos paralelos.

Além disso, responder comentários e mensagens diretas consome de 2 a 3 horas por semana, dependendo do tamanho da audiência. Para 5% dos criadores, a gestão da caixa de entrada já equivale a um trabalho em tempo integral.

O contraste é claro. Enquanto 83% dos usuários dizem não esperar respostas de criadores, muitos profissionais assumem essa carga como uma obrigação, com medo de perder engajamento, oportunidades ou relevância.

Mesmo com uma rotina intensa, poucos criadores se veem como empresas. Apenas 14% afirmam se considerar um negócio. Outros 36% se enxergam como uma marca, enquanto 50% dizem ser apenas uma pessoa que posta conteúdo.

Essa falta de estrutura profissional impacta diretamente a renda. Quase três em cada quatro criadores ganham menos de US$ 10 mil por ano (o equivalente a R$ 53 mil) com conteúdo. Apenas um em cada 10 ultrapassa os US$ 30 mil anuais.

Os pagamentos das plataformas são a principal fonte de receita, representando 39% dos ganhos. Em seguida vêm parcerias com marcas e patrocínios, com 28%. Marketing de afiliados, produtos físicos, assinaturas e cursos digitais aparecem com percentuais bem menores.

O relatório é direto na conclusão: para muitos, o conteúdo ainda funciona como um trabalho paralelo. Para outros, só passa a gerar resultados consistentes quando é tratado como um negócio de verdade, com estratégia, processos e limites claros.

Entre os criadores que pensaram em abandonar a carreira, os motivos apontam para uma combinação de desgaste emocional e frustração profissional:

25% disseram que não estavam crescendo23% afirmaram que não ganhavam dinheiro suficiente17% relataram perda de motivação ou interesse16% disseram que a rotina era demorada demais11% apontaram esgotamento criativo

A situação é ainda mais crítica entre a Geração Z. 55% dos criadores dessa faixa etária cogitaram parar no último ano. Para muitos, a promessa de autonomia deu lugar a uma sensação constante de cobrança e vigilância.

O estudo apontou que uma em cada quatro pessoas relatou sentir-se esgotada, sobrecarregada ou apática após passar tempo nas redes.

Mesmo assim, uma em cada 10 gostaria de fazer uma pausa, mas sente que não pode — seja por trabalho ou pela dificuldade de se desconectar.

Esse ambiente ajuda a explicar por que a pressão por disponibilidade constante pesa tanto sobre quem vive da criação de conteúdo. A carreira depende da presença online, mas essa mesma presença exige tempo.

estudo global da Manychat aponta que 51% dos criadores de conteúdo consideraram abandonar a carreira — Foto: Freepik

Quando perguntados sobre os desafios para 2026, os criadores apontaram a competição com conteúdo gerado por inteligência artificial como a principal preocupação.

Em seguida aparecem a dificuldade de se destacar em feeds saturados, construir comunidades autênticas e garantir parcerias com marcas.

Ao mesmo tempo, a maioria já planeja usar IA para brainstorm de ideias, escrita de legendas, pesquisa e edição. O público, no entanto, demonstra resistência. 41% dizem que não apoiariam um criador que se tornasse 100% IA.

Para explorar a relação entre criadores de conteúdo e suas audiências, a Manychat entrevistou 2.028 pessoas em nível global, sendo 1 mil criadores autodeclarados e 1.028 consumidores diários de redes sociais.

Os criadores foram classificados em quatro grupos conforme o número de seguidores: iniciantes, nano, micro e estabelecidos.

A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de cerca de 2%, com base em respostas autodeclaradas.

A responsabilidade dos influenciadores digitais contribui para um ambiente digital mais saudável e confiável — Foto: freepick

Há 4 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 4 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 4 horasEscândalo sexualEx-embaixador britânico investigado no caso Epstein é preso

Há 2 horas Mundo As mensagens secretas que ligam ex-príncipe Andrew a EpsteinHá 2 horasEconomiaINSS inicia pagamento de benefícios de fevereiro; veja calendário

Há 23 minutos Economia Feirão Limpa Nome começa com descontos de até 99% para renegociar dívidasHá 23 minutosMercado imobiliárioMinha Casa, Minha Vida faz vendas de imóveis baterem recorde

Há 2 horas Rio de Janeiro Chuva forte deixa desabrigados e cancela aulas no litoral de SPHá 2 horasComércio internacionalEntenda o que mudou no tarifaço e os impactos para o Brasil

Há 6 horas Economia Trump volta a criticar a Suprema Corte por decisão sobre tarifasHá 6 horasAlfândega dos EUA suspenderá cobrança de tarifas barradasHá 6 horas’Somos irmãos’Presidente da Coreia do Sul publica vídeo feito por IA abraçando Lula na infância

Há 43 minutos Mundo Brasil e Coreia do Sul assinam acordos sobre cooperação em minerais críticosHá 43 minutosPropaganda falsa ❌É #FAKE anúncio de pré-venda do álbum da Copa do Mundo; trata-se de golpe

Há 40 minutos Fato ou Fake Três dias internado em SPHerson Capri fez cateterismo e se recupera em casa após infarto

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘Gracyovos’: como um produto que nunca existiu se tornou assunto nacional nas redes sociais

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 16:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios 'Gracyovos': como um produto que nunca existiu se tornou assunto nacional nas redes sociais Campanha fictícia simulou um lançamento real, viralizou nas redes e virou referência em comunicação digital. Por PEGN

De repente, a internet começou a comentar um lançamento inusitado: uma suposta marca de ovos da influenciadora Gracyanne Barbosa.

Em poucas horas, o assunto se espalhou pelas redes, gerando curiosidade, desconfiança e uma enxurrada de compartilhamentos. O produto, que não existia, virou tema nacional pela força de uma narrativa bem construída.

Nos bastidores, tudo havia sido planejado como se fosse real — nome, embalagem, identidade visual e vídeo de lançamento.

A campanha viralizou antes de o público entender que se tratava de uma ação de marketing criada pela equipe de comunicação visual da plataforma Canva.

A estratégia, segundo ele, foi desenhada para as redes sociais desde o início. Os primeiros vídeos não focavam no produto, mas na história.

“Eles trazem mais fortemente a narrativa. Elas criam aquela história que faz com que as pessoas engajem e depois a gente vai falar do produto.”

A repercussão mostrou como ferramentas digitais permitem que até pequenos negócios criem campanhas sofisticadas. O caso dos “ovos da Gracyanne” ilustra essa mudança.

No estúdio de tatuagem do casal Cotô e Alessandra, na zona norte de São Paulo, os dois passaram a produzir seus próprios conteúdos depois de um período ruim com uma agência.

“A gente ficou quase dois meses assim, muito fraco. E depois que a gente começou a fazer por nós mesmo, tipo, o primeiro mês já foi bastante, deu aquele bum”, conta Cotô.

“Eu gosto bastante de fazer esses tipos de edição, de criação, então a gente vai juntando novas ideias.” Para eles, o segredo é unir tecnologia e autenticidade.

“A gente acaba colocando uns bordões às vezes, tipo ‘desaponte sua família e faça uma tattoo’… traz conexão com a pessoa (…) dá bem mais visibilidade quando a gente coloca uma frase engraçada, diferente”.

“Quando eu vi tudo pronto, eu fiquei completamente impactada! (…) Realmente pareceu que eu estava lançando a minha marca real”, afirma. Ela conta que a ação aumentou seu desejo de empreender: “Me deu ainda mais vontade de empreender realmente”.

A estratégia simulou um lançamento real, com redes sociais, site e até influenciadores recebendo kits do produto fictício. Para ele, esse tipo de construção de narrativa é fundamental mesmo para quem tem poucos recursos.

“Quando a gente fala de um pequeno empreendedor, obviamente ele não vai ter os mesmos recursos (…). Então é importante criar reconhecimento da sua marca, credibilidade. Isso não é conversão, é ser uma marca.”

Felipe também reforça que likes e visualizações não garantem vendas. O que importa é pensar na perspectiva de quem vai assistir.

“A gente tem que entender qual vai ser a narrativa que vai construir esse engajamento. Quando chega a hora de vender, o processo precisa ser simples. Será que talvez um canal de comunicação, como um app de mensagens, vai facilitar o processo de compra? Ou será que um link direto para o meu site? Eu acho que vale muito a pena a gente pensar como a gente comunica e como a gente facilita esse processo.”

A ação dos “ovos da Gracyanne” mostrou que, com criatividade, linguagem adequada e boas ferramentas, mesmo uma ideia fictícia pode dominar a conversa online.

Para pequenos empreendedores, fica a lição: construir uma narrativa forte vale mais do que ter grandes orçamentos. No empreendedorismo digital, quem se destaca não é quem gasta mais — é quem sabe contar melhor a própria história e transformá-la em negócio.

Há 4 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 4 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 4 horasEscândalo sexualEx-embaixador britânico investigado no caso Epstein é preso

Há 2 horas Mundo As mensagens secretas que ligam ex-príncipe Andrew a EpsteinHá 2 horasEconomiaINSS inicia pagamento de benefícios de fevereiro; veja calendário

Há 23 minutos Economia Feirão Limpa Nome começa com descontos de até 99% para renegociar dívidasHá 23 minutosMercado imobiliárioMinha Casa, Minha Vida faz vendas de imóveis baterem recorde

Há 2 horas Rio de Janeiro Chuva forte deixa desabrigados e cancela aulas no litoral de SPHá 2 horasComércio internacionalEntenda o que mudou no tarifaço e os impactos para o Brasil

Há 6 horas Economia Trump volta a criticar a Suprema Corte por decisão sobre tarifasHá 6 horasAlfândega dos EUA suspenderá cobrança de tarifas barradasHá 6 horas’Somos irmãos’Presidente da Coreia do Sul publica vídeo feito por IA abraçando Lula na infância

Há 43 minutos Mundo Brasil e Coreia do Sul assinam acordos sobre cooperação em minerais críticosHá 43 minutosPropaganda falsa ❌É #FAKE anúncio de pré-venda do álbum da Copa do Mundo; trata-se de golpe

Há 40 minutos Fato ou Fake Três dias internado em SPHerson Capri fez cateterismo e se recupera em casa após infarto

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Casal de influenciadores conta como descobriu ‘rombo’ de R$ 500 mil em acordo com agência

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 16:46

Empreendedorismo Casal de influenciadores conta como descobriu ‘rombo’ de R$ 500 mil em acordo com agência Em entrevista ao g1, Gustavo Catunda e Robert Rosselló, do perfil 2depais, relatam que isolamento imposto pela agência, atrasos recorrentes e falta de transparência levaram à descoberta do prejuízo. Especialista dá dicas para evitar problemas parecidos. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Os influenciadores relatam que descobriram um prejuízo superior a R$ 500 mil após cruzar comprovantes enviados por marcas com valores que a agência dizia não ter recebido.

Segundo o casal, o contrato dava à agência controle total sobre negociações e repasses, enquanto eles eram orientados a evitar qualquer contato externo.

Eles afirmam que atrasos frequentes, falta de acesso a contratos e ausência de prestação de contas criaram um ambiente de “terrorismo psicológico”.

O caso foi levado ao Ministério Público, ganhou repercussão nas redes sociais e, segundo os influenciadores, outros criadores relataram problemas semelhantes.

Nada de falar com marcas, nada de comparar preços com outros influenciadores, nada de manter qualquer contato que não passasse pelo conhecimento da agência. Essas eram as orientações, sempre apresentadas como um “cuidado com a imagem”, dadas aos influenciadores Gustavo Catunda e Robert Rosselló pela empresa que os representava, a Hello Group.

Responsáveis pelo perfil 2depais, que soma mais de 2,5 milhões de seguidores nas redes sociais, o casal afirma que, enquanto eram orientados a se manter isolados, pagamentos feitos pelas empresas que os contrataram para campanhas publicitárias não estavam sendo repassados.

“Era sempre assim: ‘nunca conte qual é o seu trabalho, quanto você está ganhando, nunca fale com as pessoas, porque isso vai te derrubar’”. Tudo, segundo ele, era feito com uma espécie de terrorismo psicológico. “Deixa que eu tomo conta de tudo, eu resolvo tudo”, afirma Robert, em entrevista ao g1.

O casal decidiu procurar as marcas diretamente e cruzar os comprovantes de pagamento enviados com os valores que a agência dizia não ter recebido. Foi então que descobriram que os pagamentos à Hello Group estavam em dia.

O contrato assinado com a agência estabelece que 70% do valor das campanhas publicitárias vão para os influenciadores, enquanto a agência fica com os 30% restantes. Gustavo e Robert afirmam que o rombo ultrapassa os R$ 500 mil.

📎 Ao g1 , a agência Hello Digital LTDA informou que tem conhecimento das alegações feitas pelos influenciadores e que os fatos citados estão sendo apurados internamente. (Abaixo, confira o posicionamento na íntegra)

Com a documentação reunida, eles procuraram um advogado, que apresentou o caso ao Ministério Público, apontando que a situação pode caracterizar apropriação indébita majorada — quando alguém recebe dinheiro em nome de outra pessoa e não o repassa. O bloqueio de bens da agência e a prestação de contas também foram solicitados.

Em decisão desta segunda-feira (19), porém, o juiz Caio Hunnicutt Fleury Moraes considerou que não havia provas suficientes e negou o depósito judicial e o bloqueio de valores da empresa, mas determinou que uma patrocinadora com contrato de R$ 42 mil com a agência pague a parte dos influenciadores diretamente a eles.

Ao g1, o casal contou que os atrasos pareciam pontuais e vinham acompanhados de explicações prontas no início. A agência teria alegado que o mercado estava difícil, que as marcas estavam confusas e que havia muita burocracia.

Como toda a comunicação com as empresas era feita exclusivamente pela agência, eles não tinham como checar nada por conta própria, relatam.

“A gente via briefing, valor, prazo. Mas, quando chegava a parte do pagamento, sempre tinha um porém”, lembra Robert.

A parceria entre os influenciadores e a Hello Group começou em 2021, quando o perfil ainda era pequeno e mostrava a rotina dos dois rumo à paternidade. Foi nesse contexto que o dono da agência os procurou com a promessa de profissionalizar o conteúdo.

O contrato que assinaram dava à agência exclusividade para cuidar de tudo: fechar campanhas, conversar com marcas, assinar contratos, emitir notas fiscais, receber pagamentos e repassar ao 2depais os valores devidos, com desconto de 30% de comissão.

Segundo o casal, nos primeiros meses, a fórmula parecia funcionar. As campanhas começaram a chegar, o perfil cresceu e eles se mudaram para São Paulo. “Ele entregou tudo o que prometeu no começo.”

Aos poucos, diz a dupla, os atrasos se tornaram frequentes. E, junto com eles, cresceu a orientação de que os influenciadores não deveriam falar com mais ninguém: nem marcas, nem colegas de profissão, nem outras agências. Tudo para “evitar ruídos”.

Os influenciadores afirmam que não tinham acesso aos contratos e não recebiam comprovantes de pagamento. Quando conseguiam acompanhar alguma conversa, era apenas a parte inicial. A etapa financeira ficava sempre escondida. “Era sempre: ‘deixa que eu resolvo’”, conta Gustavo.

Sem relatórios ou qualquer prestação de contas oficial, o casal decidiu criar sua própria planilha para registrar campanhas e valores. Foi aí que perceberam que muita coisa não batia.

A situação piorou no fim de 2024. De acordo com Robert, campanhas fechadas em novembro ainda não tinham sido pagas no início de 2025. Eles passaram meses sem receber nada, o que começou a comprometer a vida financeira da família.

O casal decidiu então dar um passo que até então evitava: entrou em contato direto com algumas empresas e, ao perguntar sobre os pagamentos, ouviu respostas que se repetiam. As campanhas já haviam sido quitadas havia meses.

“Nossa filha estava com meningite (…) ela estava passando mal. A gente levou ela para o hospital. No caminho para o hospital, recebemos o primeiro comprovante de que não existia nenhum pagamento em atraso em relação àquela marca”, diz Robert.

O comprovante, enviado por e-mail pela primeira empresa, mostrava que a campanha havia sido paga cinco ou seis meses antes — justamente a campanha que a agência dizia ainda não ter recebido.

Depois disso, o casal decidiu falar com outras marcas. As respostas, segundo eles, foram as mesmas: todos os pagamentos já tinham sido feitos, alguns há muitos meses.

Gustavo e Robert reuniram os comprovantes, cruzaram datas e valores e, com todos esses documentos, procuraram um advogado. Apesar disso, os danos financeiros já teriam se acumulado.

Sem receber os valores devidos, o casal diz que precisou emitir notas fiscais sem ter o dinheiro correspondente. Com isso, ficaram devendo impostos e tiveram de parcelar mais de R$ 40 mil.

Além disso, Robert afirma ter desenvolvido uma doença autoimune ligada ao estresse. Ele relatou ainda sentimentos de insegurança e desconfiança em relação às pessoas. “Você passa a achar que qualquer um pode te enganar”, diz.

Depois que o caso começou a circular, o casal afirma que outros influenciadores os procuraram relatando ter sofrido problemas semelhantes com a agência. Para eles, isso indica que não se trata de um episódio isolado.

“É um assunto de que ninguém fala (…) é importante levar informação às pessoas para que mais ninguém caia em uma situação como essa.”

Diante das recentes menções e reportagens envolvendo o Hello Group, a empresa vem esclarecer que tem conhecimento das alegações divulgadas e informa que todas estão sendo devidamente apuradas com responsabilidade, cautela e rigor técnico.

A Hello Group sempre pautou sua atuação empresarial pela legalidade, transparência e boa-fé nas relações contratuais e comerciais que estabelece. Ainda assim, por dever de diligência e compromisso com as melhores práticas, está sendo realizada uma análise interna detalhada acerca dos fatos noticiados.

Caso seja identificada qualquer irregularidade, a empresa adotará de forma imediata as medidas cabíveis, observando a legislação aplicável e os princípios que regem sua atuação.

Por fim, a Hello Digital reforça seu respeito às instituições, aos parceiros comerciais e ao público em geral, e reafirma que eventuais controvérsias devem ser tratadas pelos canais adequados, evitando-se conclusões precipitadas.

O caso de Robert e Gustavo evidencia a importância de contratos claros entre influenciadores e agências.

Ouvida pelo g1, a advogada Mayra Mega Itaborahy, especialista em direito digital que não está ligada ao caso, afirma que cláusulas claras de transparência financeira são essenciais para reduzir riscos e evitar retenções indevidas de valores.

Limitar o poder da agência;Exigir autorização prévia e por escrito do influenciador para qualquer acordo; e Garantir que o criador tenha acesso a todos os contratos feitos em seu nome — valores, prazos e obrigações.

Mesmo quando a agência negocia sozinha, deve apresentar, sempre que solicitados, os contratos com empresas, comprovantes de pagamento e prestações de contas detalhadas. Sem isso, o risco para o influenciador aumenta.

“São contratos específicos, que podem gerar prejuízos e afetar a reputação do criador”, diz.

Itaborahy afirma que o atraso no repasse de valores caracteriza inadimplência e pode gerar juros e multa. Em situações mais graves, pode configurar crime de apropriação indébita (art. 168 do Código Penal).

A advogada também alerta para cláusulas que proíbem totalmente o contato direto entre influenciador e marcas, algo que pode ser questionado juridicamente por ferir princípios de razoabilidade e boa-fé.

Por isso, ela recomenda cláusulas claras sobre prazos, forma de pagamento, multas e rescisão. Exclusividade excessiva, falta de relatórios e resistência em fornecer documentos são sinais de alerta.

Modelos mais seguros incluem repasses diretos ao influenciador, pagamentos separados ou uso de contas de garantia. Em qualquer caso, manter boa organização dos documentos é fundamental.

Há 4 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 4 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 4 horasEscândalo sexualEx-embaixador britânico investigado no caso Epstein é preso

Há 2 horas Mundo As mensagens secretas que ligam ex-príncipe Andrew a EpsteinHá 2 horasEconomiaINSS inicia pagamento de benefícios de fevereiro; veja calendário

Há 23 minutos Economia Feirão Limpa Nome começa com descontos de até 99% para renegociar dívidasHá 23 minutosMercado imobiliárioMinha Casa, Minha Vida faz vendas de imóveis baterem recorde

Há 2 horas Rio de Janeiro Chuva forte deixa desabrigados e cancela aulas no litoral de SPHá 2 horasComércio internacionalEntenda o que mudou no tarifaço e os impactos para o Brasil

Há 6 horas Economia Trump volta a criticar a Suprema Corte por decisão sobre tarifasHá 6 horasAlfândega dos EUA suspenderá cobrança de tarifas barradasHá 6 horas’Somos irmãos’Presidente da Coreia do Sul publica vídeo feito por IA abraçando Lula na infância

Há 43 minutos Mundo Brasil e Coreia do Sul assinam acordos sobre cooperação em minerais críticosHá 43 minutosPropaganda falsa ❌É #FAKE anúncio de pré-venda do álbum da Copa do Mundo; trata-se de golpe

Há 40 minutos Fato ou Fake Três dias internado em SPHerson Capri fez cateterismo e se recupera em casa após infarto

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Morando em Nova York, brasileira comanda fábrica de minipicolés em SP e fatura R$ 2,8 milhões

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 16:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Morando em Nova York, brasileira comanda fábrica de minipicolés em SP e fatura R$ 2,8 milhões Com apoio da tecnologia, empresária administra produção a mais de 7 mil km de distância e produz 8 mil gelatos por mês. Por PEGN

Mariana Galvão administra, à distância, uma fábrica de sorvetes e sobremesas no palito localizada na zona sul de São Paulo, mesmo morando hoje em Nova York, nos Estados Unidos.

Formada em Direito, Mariana mudou completamente de rota ao descobrir a paixão pela gastronomia enquanto estudava para concursos.

A curiosidade virou profissão depois de cursos de chef de cozinha, especializações em sorvetes no Brasil e uma temporada de estudos na Itália, onde se tornou chef gelatière.

Hoje, a empresa produz cerca de 8 mil gelatos no palito por mês, com 18 sabores de sobremesas no palito e 14 sabores de bombons gelados.

A tecnologia encurtou distâncias e permitiu novos formatos de empreender. É assim que a empresária Mariana Galvão administra, à distância, uma fábrica de sorvetes e sobremesas no palito localizada na zona sul de São Paulo, mesmo morando hoje em Nova York, nos Estados Unidos.

Formada em Direito, Mariana mudou completamente de rota ao descobrir a paixão pela gastronomia enquanto estudava para concursos.

A curiosidade virou profissão depois de cursos de chef de cozinha, especializações em sorvetes no Brasil e uma temporada de estudos na Itália, onde se tornou chef gelatière.

“Comecei a desenvolver alguns sabores na cozinha da minha própria casa”, relembra. Capim-limão, cheesecake, banana caramelizada e receitas com ervas e especiarias passaram a ser testadas por familiares e amigos, os primeiros clientes da marca.

Como uma fábrica de mini picolés é gerida a mais de 7 mil quilômetros de distância — Foto: Reprodução/PEGN

As criações chamavam atenção em festas e eventos, principalmente pelo visual delicado e pelos sabores diferentes. Foi assim que surgiu o carro-chefe do negócio: o minipicolé, uma sobremesa no palito em tamanho menor, pensada para ser bonita, elegante e fácil de consumir.

“Não é um picolé comum, é uma sobremesa no palito”, explica Mariana. A demanda cresceu rapidamente, e as produções já não cabiam mais nas geladeiras de casa. Há dez anos, ela decidiu investir em uma fábrica própria.

Hoje, a empresa produz cerca de 8 mil gelatos no palito por mês, com 18 sabores de sobremesas no palito e 14 sabores de bombons gelados.

A fábrica conta com 12 funcionários e uma loja física na frente do espaço, onde também são vendidos sorvetes em potes, bolos gelados e sobremesas inteiras ou em fatias.

O investimento inicial, feito em 2014, foi de R$ 800 mil. Atualmente, o faturamento anual chega a R$ 2,8 milhões.

Mesmo a mais de sete mil quilômetros de distância, Mariana acompanha tudo de perto. A gestão é feita por meio de reuniões online, ligações, mensagens e uma equipe de confiança no Brasil.

Uma das peças-chave é Daniele Vicente, diretora da empresa, contratada em entrevista virtual e responsável por dividir as decisões administrativas e de produção.

“A comunicação é muito tranquila. A única dificuldade é quando surge um sabor novo, porque ela não consegue provar”, conta Daniele. Nesses casos, os testes são feitos pela equipe local, com apoio de uma engenheira de alimentos.

Como uma fábrica de minipicolés é gerida a mais de 7 mil quilômetros de distância — Foto: Reprodução/PEGN

Outra figura essencial na trajetória da empresa é Ridelci Ribeiro, funcionária que está com Mariana desde o início do negócio e hoje ocupa a chefia da produção. “Aqui é tudo para mim. A gente foi aprendendo junto”, diz.

A empresária já morou na Ásia, em países como Singapura, e hoje vive nos Estados Unidos. Para ela, empreender à distância exige mais do que tecnologia.

“É preciso aprender a delegar. Minha frase é: confiar sempre conferindo”, afirma. “Se a pessoa for muito controladora, fica difícil. Hoje eu deixo nas mãos da equipe o meu sonho", completa.

Com três filhas e uma empresa consolidada no Brasil, Mariana divide o tempo entre a família e os negócios. O fuso horário menor em relação aos EUA facilitou a rotina, mas o desafio continua.

“Meus planos são grandes, às vezes parecem até inatingíveis. Mas ninguém corre uma maratona de um dia para o outro”, diz. “Nunca perca a capacidade de sonhar. Ou eu acerto, ou eu aprendo", finaliza.

📍 Rua Barão de Jaceguai 1376 – Campo belo – São Paulo/SP – CEP: 04608-003📞 Telefone: (11) 2506-9295📧 Email: mariana@verolattegelato.com.br🌐 Site: www.verolattegelato.com.br📸 Instagram: https://www.instagram.com/verolattegelato/

Há 4 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 4 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 4 horasEscândalo sexualEx-embaixador britânico investigado no caso Epstein é preso

Há 2 horas Mundo As mensagens secretas que ligam ex-príncipe Andrew a EpsteinHá 2 horasEconomiaINSS inicia pagamento de benefícios de fevereiro; veja calendário

Há 23 minutos Economia Feirão Limpa Nome começa com descontos de até 99% para renegociar dívidasHá 23 minutosMercado imobiliárioMinha Casa, Minha Vida faz vendas de imóveis baterem recorde

Há 2 horas Rio de Janeiro Chuva forte deixa desabrigados e cancela aulas no litoral de SPHá 2 horasComércio internacionalEntenda o que mudou no tarifaço e os impactos para o Brasil

Há 6 horas Economia Trump volta a criticar a Suprema Corte por decisão sobre tarifasHá 6 horasAlfândega dos EUA suspenderá cobrança de tarifas barradasHá 6 horas’Somos irmãos’Presidente da Coreia do Sul publica vídeo feito por IA abraçando Lula na infância

Há 43 minutos Mundo Brasil e Coreia do Sul assinam acordos sobre cooperação em minerais críticosHá 43 minutosPropaganda falsa ❌É #FAKE anúncio de pré-venda do álbum da Copa do Mundo; trata-se de golpe

Há 40 minutos Fato ou Fake Três dias internado em SPHerson Capri fez cateterismo e se recupera em casa após infarto

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Os brasileiros que largaram diploma e carreira no Brasil para viver de faxina em Londres

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 16:46

Empreendedorismo Os brasileiros que largaram diploma e carreira no Brasil para viver de faxina em Londres Vivendo em situação irregular no Reino Unido, brasileiros encontram no emprego informal um jeito de se sustentar. A renda é alta para os padrões brasileiros, mas as condições podem ser precárias, e há o medo constante de ser deportado. Por Vinícius Macêdo

O setor de limpeza no Reino Unido é um dos maiores do país, mas oferece baixos salários e condições precárias.

Há um ano, quando a engenheira civil Lívia, de 28 anos, deixou João Pessoa, na Paraíba, ela acreditava que Londres seria o ponto de virada da sua vida.

Graduada e mestre pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), ela chegou à capital britânica com visto de turista para estudar inglês e, depois, planejava buscar trabalho em sua área.

"Aprender inglês era meu principal objetivo. Sempre fui apaixonada pela cidade, pela arquitetura e pela cultura. Queria mudar de vida, já que não via nenhuma perspectiva na minha área no Brasil, ainda mais no meu Estado", conta Lívia.

🔎 Como todos os imigrantes brasileiros entrevistados nesta reportagem, ela pediu para não ser identificada por seu nome verdadeiro.

O recomeço de Lívia veio acompanhado de dificuldades para validar seu diploma brasileiro — um processo que, segundo ela, é "caro e demorado".

Desde que chegou, passou então a trabalhar de forma irregular, sem visto apropriado e nem contratos formais.

Ela diz que está tentando obter permissão para morar e trabalhar em algum país da União Europeia, bloco do qual o Reino Unido não faz mais parte desde 2020, onde ela acredita que pode conseguir a aprovação com mais facilidade.

A brasileira começou trabalhando como faxineira (ou cleaner, em inglês, termo usado para designar profissionais da limpeza no Reino Unido). Segundo entrevistados pela reportagem, é um tipo de trabalho comum para brasileiros morando no país.

"Nunca tinha feito nada manual antes. Foi difícil, mas precisava trabalhar. No começo, senti vergonha. Hoje, só quero estabilidade", diz Lívia.

Ela também trabalhou na limpeza da área de uma piscina de escola, cuidando de banheiros e áreas comuns, secando pisos e mantendo o local em ordem. Para isso, recebia 12,20 libras (R$ 88) por hora.

"Era muito cansativo, muitas horas de serviço, mas fisicamente mais tranquilo do que a limpeza de casas", conta a brasileira.

O oceanógrafo Wagner, de 28 anos, que deixou Porto Alegre há três anos, vive frustrações parecidas. No Brasil, ele fez várias atividades acadêmicas em sua área, mas diz que a carreira não é valorizada no país.

"Vim para Londres para conseguir trabalhar, mesmo sem documentação, e pela qualidade de vida", diz Wagner.

"Terminei minha graduação durante o intercâmbio, mas nunca consegui exercer a profissão — mais por falta de oportunidade do que por vontade própria."

Mas, diferente de Lívia, Wagner já contava que poderia acabar trabalhando com limpeza. Atualmente, ele trabalha em um hotel londrino, por meio de uma agência, e recebe cerca de 2 mil libras (R$ 14,4 mil) por mês.

"Considero o salário baixo para o que é exigido. É um trabalho pesado. Tenho dores na lombar e nas mãos, uma rotina intensa, escala 6×1 e cansaço constante", diz Wagner.

Antes de conseguir o trabalho atual, ele trabalhava como cleaner independente, recebendo entre 10 libras (R$ 72) e 13 libras (R$ 94) por hora — o suficiente apenas para pagar aluguel e suprir suas necessidades básicas.

Seus trabalhos também sempre foram irregulares. O oceanógrafo diz que nenhum tipo de visto se aplica a seu caso, por não ter vínculos familiares no Reino Unido, especialização ou um salário suficiente para atender aos requisitos exigidos.

"Além disso, são poucas as empresas dispostas a custear um visto de trabalho, ainda mais para mim, que sou recém-formado. Então, continuo trabalhando assim e juntando dinheiro, enquanto espero que apareça alguma oportunidade no futuro", afirma Wagner.

"Fico triste de ver tantos brasileiros qualificados trabalhando com limpeza ou em funções abaixo do nível de formação que têm. O Brasil perde muita gente boa por não valorizar o que tem."

No caso de Lívia, trocar o capacete de engenheira por vassouras e produtos de limpeza representa um recomeço indesejado — algo que ela jamais imaginou enfrentar, embora reconheça a dignidade do trabalho.

"Não é fácil ser chamada de faxineira após tanto tempo de estudo, mas aprendi na marra que todo trabalho é digno, e é isso que importa nesse momento", conta a brasileira.

As trajetórias de Lívia e Wagner ilustram o que a pesquisadora Claire Marcel, da SOAS University of London, chama de "paradoxo da sobrequalificação migrante".

Em sua tese de doutorado "Navigating Precarity: The Lives of London's Migrant Cleaners" (Navegando a precariedade: as vidas dos faxineiros imigrantes de Londres, em tradução livre do inglês), Marcel afirma que mesmo aqueles com diplomas universitários enfrentam os mesmos baixos salários, longas jornadas e insegurança que os demais.

Marcel explica que as qualificações obtidas em outros países muitas vezes não são reconhecidas e que o status migratório limita as possibilidades de emprego. A barreira linguística agrava a situação, acrescenta a pesquisadora.

Tânia Tonhati, professora e pesquisadora do departamento de Sociologia da Universidade de Brasília, explica que casos como os dos dois brasileiros entrevistados pela BBC News Brasil refletem um fenômeno estrutural da imigração brasileira contemporânea.

"Desde os anos 1990, o Reino Unido sempre recebeu imigrantes brasileiros com ensino superior e alta qualificação. O que mudou agora é o contexto", diz Tonhati, que já realizou pesquisas sobre imigração e a atuação de cidadãos do Brasil no exterior.

"Depois do Brexit [saída do Reino Unido da União Europeia] e da pandemia, o processo migratório ficou mais restrito e caro. Muitos brasileiros que antes circulavam com passaporte europeu perderam essa facilidade, tornando o recomeço mais precário e, em muitos casos, mais solitário."

A pesquisadora afirma que um perfil de imigrante comum no Reino Unido é justamente o do jovem com "capital econômico, social e cultural" que aceita empregos temporários — e, muitas vezes, em condições precárias de trabalho — com a esperança de mudar depois.

E acrescenta: "Quase todos os imigrantes, não só brasileiros" passam por essa espécie de "rebaixamento", em que uma pessoa altamente qualificada ocupa funções abaixo da sua formação.

"Não se trata de falta de mérito individual, mas de estruturas que desvalorizam o trabalho migrante", conclui Tonhati.

Para quem deixa o Brasil sem diploma universitário e sem visto, os obstáculos se multiplicam. É o caso da goiana Fabiana, de 24 anos, que chegou a Londres em 2020, durante a pandemia, com a esperança de juntar dinheiro para voltar e estudar.

Cinco anos depois, ela encontrou estabilidade como funcionária em uma casa de família, onde trabalha de segunda a sexta, das 8h30 às 19h. Antes disso, passou por diferentes funções — de entregadora de comida a babá.

"Faço tudo: limpeza, comida, passo roupa, cuido do cachorro. Sou quase uma governanta — nem sei se essa função ainda existe", brinca Fabiana.

Ela trabalha por meio de uma agência terceirizada. Ela conta que o cliente paga 16,50 libras (R$ 119) por hora, Fabiana fica com 11 libras (R$ 79), e as 5,50 restantes (R$ 40) vão para a empresa.

Com essa carga horária, o salário semanal chega a cerca de 550 libras (R$ 3.963), aproximadamente 2,2 mil (R$ 15,9) por mês.

➡️ Apesar desse rendimento, alto para os padrões brasileiros, o custo de vida em Londres — incluindo aluguel, transporte e alimentação — consome mais da metade, deixando pouco espaço para poupança ou imprevistos.

Segundo Fabiana, é muito comum encontrar brasileiros no ramo da faxina — e muitos deles contam como é sua rotina, quanto ganham e compartilham dicas em redes sociais como o TikTok.

"Foi assim que consegui meu primeiro emprego: por meio de grupos nas redes sociais de brasileiros", conta a goiana.

"Até hoje, consigo meus trabalhos por indicação de outros brasileiros ou em grupos de WhatsApp da comunidade. Eu estou em pelo menos uns dez grupos, cheios de pessoas que trabalham com isso."

A brasileira, que concluiu o ensino médio, diz que sua falta de diploma universitário impede a regularização do seu status migratório.

"Vim durante a pandemia, quando as regras e leis de imigração ficaram ainda mais complicadas. Além disso, assistência jurídica é cara, e priorizo ajudar minha família no Brasil com o dinheiro que ganho", afirma Fabiana.

"A imigração já bateu na minha porta quando eu não estava. Já fui parada pela polícia e precisei fugir. Vivo com medo, em uma ansiedade constante, em um estado de vigilância permanente".

Essa situação afeta diretamente sua vida profissional. "Não é que alguém diga que vai te deportar, mas você sente que chamar atenção pode virar problema", diz a brasileira.

"Por isso, muita gente — inclusive eu — evita reclamar de salário, horário, qualquer coisa. A gente engole muita coisa porque tem medo de alguém te denunciar."

"Vivo em alerta o tempo todo, com dinheiro de emergência na conta e um contato para arrumar minhas malas caso eu seja deportado", diz o oceanógrafo.

"Parece que estou acabando com minha saúde física e mental a troco de 'qualidade de vida'. Mas, no Brasil, também seria impossível conseguir estabilidade."

O Home Office, órgão do governo britânico responsável pela imigração, segurança e aplicação da lei no Reino Unido, diz em nota à BBC News Brasil que o tempo de processamento para um visto de trabalho padrão e não complexo é de "apenas 15 dias úteis".

Uma publicação no site do governo britânico mostra que esse é o prazo para vários tipos de visto de trabalho, como de curta duração para trabalhadores criativos e trabalhadores sazonais; e de longa duração para profissionais de saúde e trabalhadores qualificados (skilled worker).

O órgão explica ainda que o visto do tipo skilled worker é o mais adequado para empregadores que estejam contratando estrangeiros para trabalhar no Reino Unido.

Segundo o Home Office, o candidato a esse visto deve ter uma oferta de um empregador aprovado pelo Ministério do Interior, além da previsão de um salário anual de pelo menos 41,7 mil libras (R$ 339,4 mil) ou o salário-padrão para sua ocupação — o que for maior.

"Os requisitos salariais podem ser reduzidos por meio de pontos negociáveis ​​para um mínimo de 30.960 libras [R$ 223,1 mil) por ano", explica o órgão, acrescentando que os candidatos a esse visto podem solicitar também a entrada de familiares e, após cinco anos, podem pedir residência permanente no Reino Unido.

O Home Office pede ainda que qualquer pessoa que "acredite ter testemunhado um crime relacionado à imigração" faça uma denúncia às autoridades.

"Optar por não denunciar o trabalho ilegal prejudica os empregadores honestos, reduz os salários locais e alimenta o crime organizado relacionado à imigração", diz o órgão britânico, acrescentando que a fiscalização contra o trabalho ilegal aumentará ainda mais em 2026.

Apesar das realidades enfrentadas pelos jovens brasileiros entrevistados, o setor em que eles trabalham tem grande peso econômico.

Segundo dados divulgados esse ano pelo British Cleaning Council (BCC), associação nacional da indústria de limpeza, o faturamento do mercado de limpeza, higiene e resíduos do Reino Unido atingiu 66,9 bilhões de libras (cerca de R$ 482 bilhões) em 2022 — um crescimento de 10,2% em 12 meses, tornando-se uma das dez maiores indústrias do país.

O setor emprega 1,49 milhão de pessoas, cerca de 5% da força de trabalho britânica. Os trabalhadores da área são na maioria mulheres (58%) e em muitos casos, imigrantes, especialmente em Londres.

Na capital, 60% dos trabalhadores da limpeza nasceram fora do Reino Unido e 40% são britânicos. O BCC não esclarece, no entanto, se esses dados dizem respeito apenas ao trabalho formal.

Marcel aponta que o crescimento do setor se apoia na precarização e na terceirização extrema, deixando os diretos dos trabalhadores à margem.

"Muitos cleaners recebem em dinheiro, sem contrato formal, e podem ser dispensados sem aviso prévio, o que os torna vulneráveis ao roubo de salários e à exploração", explica a pesquisadora.

"Ganhava 9,50 libras [R$ 68] por hora, valor abaixo do comum, com pagamento a cada 15 dias. Trabalhava muitas horas, às vezes, sem tempo para comer, e chegava exausta em casa, porque morava longe", lembra a brasileira.

Entre julho de 2024 e junho de 2025, o Home Office aumentou em 48% operações de fiscalização em relação ao ano anterior — Foto: Getty Images

Entre julho de 2024 e junho de 2025, o Home Office realizou 10.031 operações de fiscalização, um aumento de 48% em relação ao ano anterior.

As operações miram situações de trabalho ilegal, mas os dados divulgados não especificam se envolvem trabalhadores britânicos, imigrantes regulares ou irregulares.

No mesmo período, foram registradas 7.130 prisões de imigrantes suspeitos de trabalho ilegal, 51% a mais que no ano anterior. Londres concentrou 1.786 prisões, seguida por País de Gales e Oeste da Inglaterra (1.196) e Midlands (1.151).

O governo britânico também aplicou 2.105 multas a empregadores de pessoas em situação irregular, com punições chegando a 60 mil libras (R$ 432,4 mil) por trabalhador em situação irregular.

Além disso, dados oficiais mostram que 4.810 brasileiros retornaram voluntariamente ao país no período de um ano — um aumento de 49% em relação a 2024.

O programa de retorno voluntário do Home Office oferece até 3 mil libras (R$ 21,6 mil) para pessoas em situação migratória irregular que aceitem deixar o Reino Unido.

Os brasileiros representaram 18% dos 26.761 retornos voluntários realizados entre julho de 2024 e junho de 2025.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, vivem atualmente no Reino Unido 230 mil brasileiros, sendo 190 mil na área do Consulado-Geral de Londres — a quarta maior comunidade brasileira no mundo, atrás dos Estados Unidos (2,08 milhões), Portugal (513 mil) e Paraguai (263 mil).

Questionado pela BBC News Brasil se estes números incluem pessoas em situação regular e irregular, o ministério afirmou apenas que "os serviços consulares do Estado brasileiro (com base nos quais são feitas as estimativas a que faz menção) são prestados aos cidadãos brasileiros no exterior nos termos da lei do Brasil, independentemente do status do nacional perante qualquer Estado estrangeiro".

Há 4 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 4 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 4 horasEscândalo sexualEx-embaixador britânico investigado no caso Epstein é preso

Há 2 horas Mundo As mensagens secretas que ligam ex-príncipe Andrew a EpsteinHá 2 horasEconomiaINSS inicia pagamento de benefícios de fevereiro; veja calendário

Há 23 minutos Economia Feirão Limpa Nome começa com descontos de até 99% para renegociar dívidasHá 23 minutosMercado imobiliárioMinha Casa, Minha Vida faz vendas de imóveis baterem recorde

Há 2 horas Rio de Janeiro Chuva forte deixa desabrigados e cancela aulas no litoral de SPHá 2 horasComércio internacionalEntenda o que mudou no tarifaço e os impactos para o Brasil

Há 6 horas Economia Trump volta a criticar a Suprema Corte por decisão sobre tarifasHá 6 horasAlfândega dos EUA suspenderá cobrança de tarifas barradasHá 6 horas’Somos irmãos’Presidente da Coreia do Sul publica vídeo feito por IA abraçando Lula na infância

Há 43 minutos Mundo Brasil e Coreia do Sul assinam acordos sobre cooperação em minerais críticosHá 43 minutosPropaganda falsa ❌É #FAKE anúncio de pré-venda do álbum da Copa do Mundo; trata-se de golpe

Há 40 minutos Fato ou Fake Três dias internado em SPHerson Capri fez cateterismo e se recupera em casa após infarto

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Empreendedores têm até 30 de janeiro para aderir ao Simples Nacional; veja como fazer

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 16:46

Empreendedorismo Empreendedores têm até 30 de janeiro para aderir ao Simples Nacional; veja como fazer Regime para MEIs, micro e pequenas empresas possibilita o pagamento de impostos de forma simplificada. Solicitação é feita pela internet; veja o passo a passo. Por Redação g1 — São Paulo

Empreendedores que desejam aderir ou retornar ao Simples Nacional têm até 30 de janeiro para fazer o pedido.

O prazo vale tanto para empresas que nunca optaram pelo regime quanto para aquelas que foram excluídas e querem reingressar.

Microempreendedores Individuais (MEIs), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) têm direito a optar pelo regime, que possibilita o pagamento simplificado de impostos.

Todas as empresas que desejam optar pelo Simples Nacional precisam ter inscrição no CNPJ, inscrição municipal e, quando exigível, inscrição estadual.

Empreendedores que desejam aderir ou retornar ao Simples Nacional têm até 30 de janeiro para fazer o pedido. O prazo vale tanto para empresas que nunca optaram pelo regime quanto para aquelas que foram excluídas e querem reingressar.

Microempreendedores Individuais (MEIs), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) têm direito a optar pelo regime, que possibilita o pagamento simplificado de impostos.

Todas as empresas que desejam optar pelo Simples Nacional precisam ter inscrição no CNPJ, inscrição municipal e, quando exigível, inscrição estadual.

Acesse o Portal do Simples Nacional;O acesso é feito com certificado digital ou código de acesso;Na aba Simples – Serviços, clique em Opção e depois em Solicitação de Opção pelo Simples Nacional;Uma verificação automática de pendências é feita logo após a solicitação. Não havendo pendências, a opção será aprovada. Se tiver alguma pendência, a opção ficará “em análise”;É possível acompanhar o andamento do processo dentro do Portal do Simples Nacional, na opção Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional.

A verificação é feita de forma conjunta pela Receita Federal, estados e municípios. Para ingressar ou reingressar no Simples Nacional, é essencial que o CNPJ esteja regularizado, ou seja, sem pendências junto às administrações tributárias da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

A Receita Federal permite a regularização por meio de parcelamentos e transações. Caso o pedido de reinclusão seja aprovado, a empresa retorna ao regime com efeito retroativo a 1º de janeiro do ano vigente.

Os contribuintes que já estão no Simples Nacional e não foram excluídos continuam no sistema, sem necessidade de nova solicitação. A renovação é automática, exceto nos casos em que a empresa tenha sido excluída do regime, por exemplo, por dívidas. (leia mais abaixo)

Entre as principais irregularidades que levam à exclusão do Simples, segundo a Receita Federal, estão a falta de documentos, o excesso de faturamento, débitos tributários, parcelamentos pendentes e o exercício pela empresa de atividades não incluídas nesse regime de tributação.

Para empresas em início de atividade, o prazo para a solicitar a adesão é de 30 dias contados do último deferimento de inscrição (municipal ou estadual), desde que não tenham decorridos 60 dias da data de abertura do CNPJ.

Empresas que estão inscritas na dívida ativa da União também têm até o dia 30 de janeiro para regularizar a situação. O mesmo vale para quem perdeu o registro de MEI por causa de débitos com a Receita.

Os MEIs nessa situação, além de solicitarem a adesão ao Simples, devem, em seguida, pedir o enquadramento no Simei, por meio de outro serviço disponível no Portal do Simples Nacional. O prazo também termina no dia 30 de janeiro.

➡️ A verificação da situação fiscal e os pedidos de renegociação podem ser feitos de forma totalmente digital pelo Portal de Serviços da Receita Federal, acessando a seção do Simples Nacional no menu principal e na sequência a opção "Minhas Dívidas e Pendências", ou pelo Portal do Simples Nacional.

A Receita Federal avisou empreendedores endividados de que eles poderiam ser excluídos do Simples Nacional entre novembro e dezembro do ano passado.

O empreendedor que foi excluído do regime ainda pode fazer os pagamentos e, se não tiver outros impedimentos legais, solicitar novamente a adesão ao Simples até o fim do mês.

Segundo o Sebrae, para regularizar a situação é necessário pagar uma entrada ainda em janeiro. O valor restante pode ser parcelado, de acordo com as regras do órgão responsável pela cobrança.

Quando o débito for com a Receita Federal, a regularização deve ser feita pelo Portal do Simples Nacional. Já as dívidas inscritas na Dívida Ativa da União devem ser negociadas pelo Portal do Regularize.

No caso de débitos estaduais ou municipais, o acerto precisa ser feito diretamente com o órgão local. A empresa que perder o prazo só poderá solicitar nova adesão em janeiro de 2027.

O CNPJ permanece ativo, mas passa a enquadrar-se em outro regime de tributação — Lucro Real ou Lucro Presumido —, no qual os impostos são recolhidos de forma individual.

Há 4 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 4 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 4 horasEscândalo sexualEx-embaixador britânico investigado no caso Epstein é preso

Há 2 horas Mundo As mensagens secretas que ligam ex-príncipe Andrew a EpsteinHá 2 horasEconomiaINSS inicia pagamento de benefícios de fevereiro; veja calendário

Há 23 minutos Economia Feirão Limpa Nome começa com descontos de até 99% para renegociar dívidasHá 23 minutosMercado imobiliárioMinha Casa, Minha Vida faz vendas de imóveis baterem recorde

Há 2 horas Rio de Janeiro Chuva forte deixa desabrigados e cancela aulas no litoral de SPHá 2 horasComércio internacionalEntenda o que mudou no tarifaço e os impactos para o Brasil

Há 6 horas Economia Trump volta a criticar a Suprema Corte por decisão sobre tarifasHá 6 horasAlfândega dos EUA suspenderá cobrança de tarifas barradasHá 6 horas’Somos irmãos’Presidente da Coreia do Sul publica vídeo feito por IA abraçando Lula na infância

Há 43 minutos Mundo Brasil e Coreia do Sul assinam acordos sobre cooperação em minerais críticosHá 43 minutosPropaganda falsa ❌É #FAKE anúncio de pré-venda do álbum da Copa do Mundo; trata-se de golpe

Há 40 minutos Fato ou Fake Três dias internado em SPHerson Capri fez cateterismo e se recupera em casa após infarto

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Como um mingau de 1 minuto criado por ex-militar virou negócio de R$ 45 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 16:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Como um mingau de 1 minuto criado por ex-militar virou negócio de R$ 45 mil por mês Com ingredientes típicos da região amazônica, o mingau instantâneo já chega a feiras, escolas e novos mercados. Por PEGN

O mingau amazônico instantâneo é um produto criado por Vanilson Costa, ex-militar que deixou Goiás aos 22 anos para viver na Amazônia.

O produto combina ingredientes típicos — banana pacovan, castanha-do-pará e farinha de tapioca — em um formato semelhante ao dos macarrões instantâneos de copo.

A ideia surgiu quando ele viu, lado a lado, um copo de mingau e um copo de macarrão instantâneo em uma padaria.

A partir daí, o empreendedor se apoiou em três cadeias produtivas já existentes na região — da banana, da castanha e da mandioca — para desenvolver um alimento totalmente natural, sem açúcar, sódio ou conservantes.

Com o crescimento, ele ergue uma fábrica com capacidade diária estimada em 10 mil copos, além de um projeto voltado à merenda escolar, que prevê a entrega de até 30 mil quilos de mingau por semana. Hoje, o faturamento mensal é de R$ 45 mil.

No Amazonas, um dos alimentos mais tradicionais da região ganha agora uma versão que pretende levar o sabor da floresta para todo o Brasil e para o exterior: o mingau amazônico instantâneo.

Criado por Vanilson Costa, ex-militar que deixou Goiás aos 22 anos para viver na Amazônia, o produto combina ingredientes típicos — banana pacovan, castanha-do-pará e farinha de tapioca — em um formato semelhante ao dos macarrões instantâneos de copo.

“Aqui está nascendo a nossa fábrica que vai levar o sabor da Amazônia, o Brasil todo e para o mundo também”, afirma.

💭 A ideia surgiu quando ele viu, lado a lado, um copo de mingau e um copo de macarrão instantâneo em uma padaria.

“Olhei para o macarrão, olhei pro copo e falei, não acredito que não pensei nisso não… vamos juntar. E se?”, lembra.

A partir daí, o empreendedor se apoiou em três cadeias produtivas já existentes na região — da banana, da castanha e da mandioca — para desenvolver um alimento totalmente natural, sem açúcar, sódio ou conservantes.

O produto foi incubado na Universidade do Estado do Amazonas e ganhou um investidor. A aceitação do público ocorreu rapidamente, principalmente após feiras regionais.

Vanilson usa um argumento simples para demonstrar a praticidade: “Prepare um minuto. Como assim um minuto?”.

Com o crescimento, ele ergue uma fábrica com capacidade diária estimada em 10 mil copos, além de um projeto voltado à merenda escolar, que prevê a entrega de até 30 mil quilos de mingau por semana. Hoje, o faturamento mensal é de R$ 45 mil.

A cadeia produtiva mobilizada pelo mingau instantâneo envolve agricultores e empreendedores como Klebson Dantas, que fabrica farinha de tapioca usada no produto. Ele conta que a expansão levou pequenos produtores a aumentar as áreas de cultivo.

Um agricultor relata: “Cresceu de 4 hectares pra cento e tanto. Eu fico feliz porque sei que tem pra quem vender… consigo manter minha família no sítio”.

Klebson resume o impacto: “A gente se sente abençoado quando a gente sabe que o nosso produto, o nosso trabalho, está fazendo com que outras pessoas também cresçam”.

A nutricionista Adria Monteiro também participa do desenvolvimento da receita. Ribeirinha, ela reforça o potencial nutricional do alimento.

“Eu sei que é um produto que pode ajudar muitas pessoas, não só na questão da alimentação, mas também quando você compra de um ribeirinho que planta aquele fruto na esperança de vender pra alguém.”

Ela destaca que o mingau, desidratado de maneira adequada, é rico e sem aditivos. “Ele não tem adição de açúcar, ele não tem adição de nenhum tipo de conservante e não ter adição de sódio.”

A tradição do mingau amazônico também se mantém nas mãos de quem faz e vende o alimento de forma artesanal. É o caso de Eliezo Mendes, que trabalha com mingau desde os 15 anos e hoje acumula 66 anos de história familiar com a receita.

Aos domingos, chega a vender cerca de mil copos, com o apoio de 21 funcionários. “Eu gosto de trabalhar com mingau. Eu gosto de tomar o mingau”, diz. O público reforça o vínculo afetivo: “É uma relação de amor, porque é mais de 50 anos que eu tomo esse mingau”.

"Nós não somos concorrentes, nós apenas queremos criar oportunidades, mais oportunidades”, afirma Vanilson. Ele ressalta que o mingau tradicional “sempre vai existir e tem que existir”.

Consumidores também aprovam a novidade. Josilene Monteiro, cliente do mingau amazônico, se surpreendeu com a semelhança com o sabor original: “O que me encantou é a qualidade do mingau, que é muito, mas muito similar com o tradicional”.

Para muitos envolvidos, o mingau ultrapassa o campo da alimentação. Klebson define: “Vida, sustento, história, tradições… Mingau é vida”.

Adria complementa: “O mingau é soberania alimentar”. E Vanilson, responsável pela inovação, resume o propósito da iniciativa: “O mingau para mim, hoje é o meu compromisso com a Amazônia”.

Endereço: Av.Professora Cacilda Pedroso -859 -Alvorada 3 Manaus/AM – CEP: 69048-340 Telefone: (92) 3213-4662 Site: www.mingauamazonico.com.br E-mail: mingauamazonico@gmail.com Instagram: https://www.instagram.com/amazonporridge

Há 4 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 4 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 4 horasEscândalo sexualEx-embaixador britânico investigado no caso Epstein é preso

Há 2 horas Mundo As mensagens secretas que ligam ex-príncipe Andrew a EpsteinHá 2 horasEconomiaINSS inicia pagamento de benefícios de fevereiro; veja calendário

Há 23 minutos Economia Feirão Limpa Nome começa com descontos de até 99% para renegociar dívidasHá 23 minutosMercado imobiliárioMinha Casa, Minha Vida faz vendas de imóveis baterem recorde

Há 2 horas Rio de Janeiro Chuva forte deixa desabrigados e cancela aulas no litoral de SPHá 2 horasComércio internacionalEntenda o que mudou no tarifaço e os impactos para o Brasil

Há 6 horas Economia Trump volta a criticar a Suprema Corte por decisão sobre tarifasHá 6 horasAlfândega dos EUA suspenderá cobrança de tarifas barradasHá 6 horas’Somos irmãos’Presidente da Coreia do Sul publica vídeo feito por IA abraçando Lula na infância

Há 43 minutos Mundo Brasil e Coreia do Sul assinam acordos sobre cooperação em minerais críticosHá 43 minutosPropaganda falsa ❌É #FAKE anúncio de pré-venda do álbum da Copa do Mundo; trata-se de golpe

Há 40 minutos Fato ou Fake Três dias internado em SPHerson Capri fez cateterismo e se recupera em casa após infarto

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘Guerreiras do K-Pop’ vão virar bonecas da Mattel; veja preços, data de lançamento e mais

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 16:46

Empreendedorismo 'Guerreiras do K-Pop' vão virar bonecas da Mattel; veja preços, data de lançamento e mais Produtos chegam ao mercado ainda este ano e devem custar até R$ 240. Por Reuters — São Paulo

A Mattel anunciou nesta terça-feira (27) o lançamento de uma nova linha de bonecas inspiradas em “Guerreiras do K-Pop”, animação que se tornou um fenômeno mundial.

Os produtos chegam ao mercado ainda este ano, após a fabricante não ter conseguido aproveitar o sucesso do título durante a temporada de compras de fim de ano.

Lançado em junho do ano passado, "Guerreiras do K-Pop” já soma mais de 500 milhões de visualizações, segundo a Netflix.

A Mattel anunciou nesta terça-feira (27) o lançamento de uma nova linha de bonecas inspiradas em "Guerreiras do K-Pop", animação que se tornou um fenômeno mundial e recebeu duas indicações ao Oscar 2026: melhor animação e melhor canção original.

Os produtos chegam ao mercado ainda este ano, após a fabricante não ter conseguido aproveitar o sucesso do título durante a temporada de compras de fim de ano.

Lançado em junho do ano passado, "Guerreiras do K-Pop” já soma mais de 500 milhões de visualizações, segundo a Netflix. Apesar do desempenho recorde, a Mattel não previu o alcance do filme junto a um público mais amplo, de acordo com uma fonte ouvida pela Reuters.

Os novos brinquedos começarão a ser lançados em junho, aproximadamente um ano após a estreia do filme. A estratégia, segundo a empresa, é manter a relevância da franquia por meio de produtos licenciados.

“Acreditamos firmemente que esta marca e esta franquia têm potencial duradouro”, afirmou Roberto Stanichi, diretor global de marcas da Mattel, à Reuters, durante a Feira Internacional de Brinquedos de Nuremberg, no sul da Alemanha, onde os produtos foram apresentados. Segundo ele, novos itens serão lançados ao longo do ano, em diferentes coleções.

Figuras da série de brinquedos " KPop Demon Hunters " estão em exibição no estande da Mattel na Feira de Brinquedos de Nuremberg — Foto: REUTERS/ Angelika Warmuth

As bonecas serão inspiradas em Rumi, Zoey e Mira, personagens que formam uma banda feminina no filme e atuam como caçadoras de demônios.

Os modelos iniciais terão dois visuais diferentes, incluindo versões que cantam “Golden”, música que alcançou o primeiro lugar na parada da Billboard.

Personagens do grupo HUNTR/X, da boy band rival Saja Boys e outros nomes do filme também serão lançados nas linhas Polly Pocket, UNO e Little People Collector.

Os preços das bonecas devem variar entre US$ 40 e US$ 45 (valores equivalentes a R$ 210 a R$ 240) enquanto as miniaturas Polly Pocket, que incluem os copos de ramen favoritos da banda feminina, custarão cerca de US$ 8. Parte dos produtos tem lançamento previsto apenas para o outono.

A Mattel lança a linha de brinquedos KPop Demon Hunters na Feira de Brinquedos de Nuremberg. — Foto: REUTERS/ Angelika Warmuth

Diante da queda nas vendas no varejo, a Mattel, dona de marcas como Barbie e Hot Wheels, vem ampliando sua atuação para além da fabricação de brinquedos e investindo no setor de entretenimento, com parcerias com estúdios de Hollywood.

A empresa tem atualmente mais de 14 filmes em produção e tenta repetir o sucesso de “Barbie”, lançado em 2023. Em junho, está prevista a estreia da versão live-action de “Masters of the Universe”, acompanhada de uma nova linha de brinquedos do personagem He-Man.

Embora ainda não haja confirmação oficial, o site especializado Deadline informou que uma sequência de “Guerreiras do K-Pop” está em desenvolvimento, com lançamento previsto para 2029.

A plataforma já comercializava roupas, acessórios e itens colecionáveis do filme em sua loja online e anunciou, em outubro, parcerias de licenciamento com a Mattel e a Hasbro.

Há 4 horas Meio Ambiente VÍDEO: temporal alaga unidades de saúde em CuiabáHá 4 horas’El Mencho’México segue em alerta após morte de traficante; presidente pede calma

Há 60 minutos Economia Trump volta a criticar a Suprema Corte por decisão sobre tarifasHá 60 minutosAlfândega dos EUA suspenderá cobrança de tarifas barradas a partir de amanhãHá 60 minutosBlog do Valdo CruzCúpula da PF não gostou de decisão de Mendonça sobre dados do caso Master

Há 2 horas Blog do Valdo Cruz Ministro do STF faz reunião com a PF para discutir próximos passosHá 2 horasANA FLOR: PF transfere dados sigilosos do Master para CPI do INSSHá 2 horasMutirão de renegociaçãoFeirão Limpa Nome começa hoje com descontos de até 99% em dívidas

Há 3 horas São Paulo Encomenda sauditaSupercarreta com carga milionária para rodovia e paga pedágio de R$ 4,5 mil

Há 3 horas Fantástico Entrevista ao Fantástico’Meu marido me estuprou e me fez ser estuprada’, diz Gisèle Pelicot

Há 3 horas Fantástico ParaíbaHytalo Santos é condenado a 11 anos de prisão por exploração de menores

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Centenas de cervejas por R$ 16 mil: o que diz a lei quando estabelecimentos erram o preço

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 16:46

Empreendedorismo Centenas de cervejas por R$ 16 mil: o que diz a lei quando estabelecimentos erram o preço Caso em Boa Vista (RR) terminou na delegacia e reacendeu o debate sobre direitos do consumidor e deveres do comércio. Por Redação g1 — São Paulo

O preço aparecia no cartaz promocional, no leitor eletrônico e no caixa. O pagamento foi autorizado. Mesmo assim, a compra não foi entregue.

O supermercado de Boa Vista (RR) alegou que o valor estava errado e, por isso, se recusou a liberar mais de R$ 16 mil em cervejas compradas por um cliente.

O episódio, registrado nesta segunda-feira (26), rapidamente viralizou e reacendeu um debate que costuma surgir em tempos de promoções e liquidações: o que acontece quando o comércio erra o preço de um produto?.

Para entender até onde vai a obrigação dos estabelecimentos e em que situações a lei abre exceções, o g1 ouviu especialistas sobre o tema.

O preço aparecia no cartaz promocional, no leitor eletrônico e no caixa. O pagamento foi autorizado. Mesmo assim, a compra não foi entregue.

O supermercado de Boa Vista (RR) alegou que o valor estava errado e, por isso, se recusou a liberar mais de R$ 16 mil em cervejas compradas por um cliente. A discussão terminou com a gerente detida e conduzida à delegacia.

O episódio, registrado nesta segunda-feira (26), rapidamente viralizou e reacendeu um debate que costuma surgir em tempos de promoções e liquidações: o que acontece quando o comércio erra o preço de um produto?

De um lado, está o direito do consumidor de exigir o cumprimento da oferta. De outro, o argumento do comerciante de que houve falha no sistema e, portanto, a venda não deveria ser concluída.

Para entender até onde vai a obrigação dos estabelecimentos e em que situações a lei abre exceções, o g1 ouviu especialistas sobre o tema.

Oferta anunciada é obrigação?Quando há exceção?Erro ou propaganda enganosa?E quando o pagamento é concluído?Levar muito pode barrar a venda?O que fazer ao identificar um erro?Como ficam os envolvidos?

Advogados especializados em direito do consumidor apontam que o ponto de partida é o artigo 30 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que trata do princípio da vinculação da oferta.

Isso significa que, quando um produto é anunciado com preço, descrição e condições claras, o comércio assume a responsabilidade por aquela informação.

Se o consumidor aceita a oferta e conclui a compra, a relação de consumo está formalmente constituída.

“Via de regra, o fornecedor é obrigado a cumprir o valor que anunciou. A oferta não é apenas uma promessa, ela tem força contratual”, explica Maria Eduarda Costa, especialista em relações de consumo do escritório Lopes Muniz Advogados.

No caso de Boa Vista, o preço promocional da cerveja aparecia em diferentes pontos do supermercado — cartazes, leitores eletrônicos e sistema de caixa — e o pagamento foi autorizado, inclusive com aval da gerência.

Apesar de a regra geral ser o cumprimento da oferta, a legislação e a jurisprudência reconhecem exceções. A principal delas é o chamado "erro grosseiro", também conhecido como erro crasso ou erro sistêmico evidente.

Nesses casos, o preço anunciado é tão desproporcional que qualquer pessoa, em tese, conseguiria identificar o equívoco. Um exemplo clássico citado por advogados é o de um produto que custa milhares de reais ser anunciado por valor baixo.

"O CDC não pode ser usado para justificar enriquecimento ilícito do consumidor. Quando o erro é flagrante, a Justiça entende que o comércio não é obrigado a cumprir a oferta", afirma Maria Eduarda.

Se o valor anunciado é compatível com uma promoção, uma liquidação ou uma ação comercial comum no varejo, o argumento de erro perde força. Já quando o preço é manifestamente irreal, o fornecedor pode se recusar a vender pelo valor anunciado.

Outro ponto importante destacado pelos especialistas é a distinção entre erro justificável e propaganda enganosa — conceitos que, na prática, podem definir se o caso ficará na esfera administrativa ou avançará para a criminal.

O erro justificável ocorre quando há uma falha técnica ou humana evidente, sem intenção de atrair o consumidor pelo preço incorreto, como um erro de digitação ou problema pontual no sistema.Já a propaganda enganosa, prevista no artigo 37 do CDC, ocorre quando o fornecedor divulga informação falsa ou omite dados relevantes com o objetivo de induzir o consumidor ao erro — prática conhecida no mercado como “preço chamariz”.

"A discussão girou justamente em torno da existência ou não de dolo, ou seja, da intenção de enganar", explica a advogada.

No episódio de Roraima, um dos aspectos centrais do caso foi o fato de o pagamento ter sido aceito e processado. Para os especialistas, esse ponto muda significativamente a análise jurídica.

Uma vez concluída a transação, o cancelamento unilateral da venda passa a ser considerado prática abusiva, conforme o artigo 39 do CDC.

A recusa em entregar o produto já pago pode configurar infração administrativa e, dependendo da conduta, crime contra as relações de consumo.

"Se o pagamento foi autorizado e a venda finalizada, a relação de consumo se consolidou. A partir daí, o fornecedor não pode simplesmente voltar atrás", afirma Maria Eduarda.

No caso de Boa Vista, o consumidor adquiriu 140 caixas de cerveja, o que levou o supermercado a alegar má-fé e tentativa de revenda. A legislação, de fato, prevê que o fornecedor pode recusar demandas manifestamente excessivas, especialmente quando descaracterizam o consumo final.

No entanto, os especialistas explicam que esse argumento perde validade quando a própria empresa autoriza a venda, recebe o pagamento e só depois tenta barrar a entrega.

“O comércio até pode limitar a quantidade por cliente, mas isso precisa estar claro antes da venda. Depois que a transação é concluída, essa justificativa não se sustenta”, diz a advogada.

Para evitar situações como essa, especialistas recomendam que o comércio adote procedimentos claros e imediatos ao identificar um erro de preço. Entre as medidas estão a retirada rápida do anúncio incorreto, a correção do sistema e a comunicação transparente com os clientes.

"Se o erro não for absurdo, muitas vezes a solução mais segura é honrar o preço para quem já está no caixa e corrigir a partir dali", orienta Maria Eduarda.

Treinamento de equipes, auditoria frequente de preços e definição prévia de limites de compra também são apontados como estratégias essenciais para reduzir riscos jurídicos.

Para os especialistas, o caso serve como alerta em um cenário de promoções frequentes, sistemas automatizados e consumidores cada vez mais atentos aos seus direitos.

"O Código de Defesa do Consumidor busca equilíbrio e boa-fé. Quando esse equilíbrio se rompe, o conflito deixa de ser comercial e passa a ser jurídico — e, em alguns casos, policial", conclui a advogada.

Promoções e comprovantes de venda de cervejas em supermercado na zona Oeste de Boa Vista — Foto: Arquivo Pessoal

No episódio registrado em Boa Vista, a Polícia Militar foi acionada após a recusa do supermercado em entregar as cervejas, mesmo com a apresentação de provas pelo consumidor. Os agentes informaram à gerência sobre os artigos do CDC que garantem o cumprimento da oferta.

Ainda assim, a entrega foi negada, e a gerente acabou conduzida à delegacia. Posteriormente, a Polícia Civil entendeu que não havia indícios suficientes de intenção de enganar, e ela foi liberada.

No dia seguinte, conforme a apuração do g1, o supermercado entrou em contato com o cliente e informou que ele poderia retirar a mercadoria. O consumidor, no entanto, relatou constrangimento e prejuízos financeiros, já que precisou recorrer a empréstimos e ao limite do cartão para realizar a compra.

Há 4 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 4 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 4 horasEscândalo sexualEx-embaixador britânico investigado no caso Epstein é preso

Há 2 horas Mundo As mensagens secretas que ligam ex-príncipe Andrew a EpsteinHá 2 horasEconomiaINSS inicia pagamento de benefícios de fevereiro; veja calendário

Há 23 minutos Economia Feirão Limpa Nome começa com descontos de até 99% para renegociar dívidasHá 23 minutosMercado imobiliárioMinha Casa, Minha Vida faz vendas de imóveis baterem recorde

Há 2 horas Rio de Janeiro Chuva forte deixa desabrigados e cancela aulas no litoral de SPHá 2 horasComércio internacionalEntenda o que mudou no tarifaço e os impactos para o Brasil

Há 6 horas Economia Trump volta a criticar a Suprema Corte por decisão sobre tarifasHá 6 horasAlfândega dos EUA suspenderá cobrança de tarifas barradasHá 6 horas’Somos irmãos’Presidente da Coreia do Sul publica vídeo feito por IA abraçando Lula na infância

Há 43 minutos Mundo Brasil e Coreia do Sul assinam acordos sobre cooperação em minerais críticosHá 43 minutosPropaganda falsa ❌É #FAKE anúncio de pré-venda do álbum da Copa do Mundo; trata-se de golpe

Há 40 minutos Fato ou Fake Três dias internado em SPHerson Capri fez cateterismo e se recupera em casa após infarto

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

MEI: confira valores de contribuição, prazos para quitar dívidas e obrigações em 2026

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 16:45

Empreendedorismo MEI: confira valores de contribuição, prazos para quitar dívidas e obrigações em 2026 Empreendedores que desejam aderir ao Simples Nacional têm até o dia 30 de janeiro para fazer a solicitação. Veja as principais obrigações e datas para ficar atento em 2026. Por Redação g1 — São Paulo

Com o reajuste do salário mínimo, o valor da contribuição previdenciária que os Microempreendedores Individuais (MEIs) precisam pagar todos os meses também subiu em 2026.

Além disso, é preciso ficar atento ao prazo para a regularização de dívidas, além dos critérios para se manter no Simples Nacional em 2026.

A contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI) foi atualizada no início de 2026. O valor é tabelado e representa 5% do novo salário mínimo, de R$ 1.621.

Os MEIs que atuam em atividades sujeitas ao ICMS, como comércio e indústria, têm acréscimo de R$ 1 por mês no DAS. Para atividades sujeitas ao ISSQN, como prestação de serviços, o valor adicional é de R$ 5.

Empreendedores que desejam aderir ou retornar ao Simples Nacional têm até 31 de janeiro para fazer o pedido. O prazo vale tanto para empresas que nunca optaram pelo regime quanto para aquelas que foram excluídas e desejam reingressar.

Com o reajuste do salário mínimo, o valor da contribuição previdenciária que os Microempreendedores Individuais (MEIs) precisam pagar todos os meses também subiu em 2026.

Além disso, é preciso ficar atento ao prazo para a regularização de dívidas, além dos critérios para se manter no Simples Nacional em 2026.

🤑 Contribuição mensal📝 Adesão ou regularização do Simples Nacional📆 Prazo para quitar dívidas👩🏽‍💻 Declaração anual

A contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI) foi atualizada no início de 2026. O valor é tabelado e representa 5% do novo salário mínimo, de R$ 1.621.

A contribuição do MEI em geral sobe de R$ 75,90 para R$ 81,05;O MEI caminhoneiro, cuja alíquota é maior, passa a recolher R$ 194,52 por mês.

Os MEIs que atuam em atividades sujeitas ao ICMS, como comércio e indústria, têm acréscimo de R$ 1 por mês no DAS. Para atividades sujeitas ao ISSQN, como prestação de serviços, o valor adicional é de R$ 5.

O MEI em geral vai pagar entre R$ 81,05 e R$ 87,05 por mês, a depender da atividade exercida.O MEI Caminhoneiro pode pagar entre R$ 194,52 e R$ 200,52, conforme o tipo de carga transportada e o destino.

O valor é recolhido por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que reúne a contribuição ao INSS e os tributos cobrados conforme a atividade exercida pelo microempreendedor.

O pagamento mensal da contribuição garante ao MEI acesso aos principais benefícios da Previdência Social. Entre eles, estão:

Aposentadoria por idade;Auxílio-doença;Aposentadoria por invalidez; Salário-maternidade;Pensão por morte; e Auxílio-reclusão.

O vencimento do DAS é sempre no dia 20 de cada mês. O documento pode ser emitido pelo Portal do Simples Nacional ou pelo aplicativo App MEI, disponível para celulares com sistemas Android e iOS.

O pagamento pode ser realizado por boleto, PIX, débito automático ou outras opções oferecidas pelas instituições financeiras.

Empreendedores que desejam aderir ou retornar ao Simples Nacional têm até 30 de janeiro para fazer o pedido. O prazo vale tanto para empresas que nunca optaram pelo regime quanto para aquelas que foram excluídas e desejam reingressar.

Microempreendedores Individuais (MEIs), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) têm direito a optar pelo regime, que possibilita o pagamento simplificado de impostos.

Todas as empresas que desejam optar pelo Simples Nacional precisam ter inscrição no CNPJ, inscrição municipal e, quando exigível, inscrição estadual.

Acesse o Portal do Simples Nacional;O acesso é feito com certificado digital ou código de acesso;Na aba Simples – Serviços, clique em Opção e depois em Solicitação de Opção pelo Simples Nacional;Uma verificação automática de pendências é feita logo após a solicitação. Não havendo pendências, a opção será aprovada. Se tiver alguma pendência, a opção ficará “em análise”;É possível acompanhar o andamento do processo dentro do Portal do Simples Nacional, na opção Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional.

A verificação é feita de forma conjunta pela Receita Federal, estados e municípios. Por isso, a empresa não pode ter pendências cadastrais ou fiscais nem débitos com nenhum ente federado.

A Receita Federal permite a regularização por meio de parcelamentos e transações. Caso o pedido de reinclusão seja aprovado, a empresa retorna ao regime com efeito retroativo a 1º de janeiro do ano vigente.

Os contribuintes que já estão no Simples Nacional e não foram excluídos continuam no sistema, sem necessidade de nova solicitação. A renovação é automática, exceto nos casos em que a empresa tenha sido excluída do regime, por exemplo, por dívidas.

Para ingressar ou reingressar no Simples Nacional, é essencial que o CNPJ esteja regularizado, ou seja, sem pendências junto às administrações tributárias da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Entre as principais irregularidades que levam à exclusão do Simples, segundo a Receita Federal, estão a falta de documentos, excesso de faturamento, débitos tributários, parcelamentos pendentes e o exercício de atividades não permitidas nesse regime de tributação.

Para empresas em início de atividade, o prazo para solicitar a adesão é de 30 dias contados a partir do último deferimento de inscrição (municipal ou estadual), desde que não tenham se passado 60 dias da data de abertura do CNPJ.

Empresas que foram excluídas do Simples Nacional por causa de dívidas, mas regularizaram todas as pendências, precisam solicitar novamente a adesão se quiserem voltar ao regime. O prazo para o pedido também termina no dia 30 de janeiro.

Os MEIs nessa situação, além de solicitarem a adesão ao Simples, devem, em seguida, pedir o enquadramento no Simei, por meio de outro serviço disponível no Portal do Simples Nacional.

➡️ A verificação da situação fiscal e os pedidos de renegociação podem ser feitos de forma totalmente digital pelo Portal de Serviços da Receita Federal, acessando a seção do Simples Nacional no menu principal e na sequência a opção "Minhas Dívidas e Pendências", ou pelo Portal do Simples Nacional.

A Receita Federal avisou empreendedores endividados de que eles poderiam ser excluídos do Simples Nacional entre novembro e dezembro do ano passado.

O empreendedor que foi excluído do regime ainda pode fazer os pagamentos e, se não tiver outros impedimentos legais, solicitar novamente a adesão ao Simples até o fim do mês.

Segundo o Sebrae, para regularizar a situação é necessário pagar uma entrada ainda em janeiro. O valor restante pode ser parcelado, de acordo com as regras do órgão responsável pela cobrança.

Quando o débito for com a Receita Federal, a regularização deve ser feita pelo Portal do Simples Nacional. Já as dívidas inscritas na Dívida Ativa da União devem ser negociadas pelo Portal do Regularize.

No caso de débitos estaduais ou municipais, o acerto precisa ser feito diretamente com o órgão local. A empresa que perder o prazo só poderá solicitar nova adesão em janeiro de 2027.

O CNPJ permanece ativo, mas passa a enquadrar-se em outro regime de tributação — Lucro Real ou Lucro Presumido —, no qual os impostos são recolhidos de forma individual.

Todos os anos, o MEI deve declarar o valor do faturamento do ano anterior por meio da Declaração Anual do Simples Nacional para o Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI).

Ela pode ser preenchida pelo próprio MEI até o último dia de maio de cada ano, no Portal do Empreendedor. A entrega fora do prazo da DASN-SIMEI gera uma multa de 2% a cada mês de atraso, limitada a 20% sobre o valor total dos tributos declarados, ou mínimo de R$ 50.

Na declaração anual, é necessário preencher o valor total da receita bruta obtida pelo MEI no ano anterior. Entram as vendas de mercadorias ou prestação de serviços, além de ser necessário indicar se houve ou não o registro de empregado.

Acessar o portal do empreendedor e selecionar a aba "Já sou MEI";Escolha a opção “Declaração Anual de Faturamento” e clique em entregar a declaração;O CNPJ do MEI será solicitado. Depois, o empreendedor deve escolher o ano que deseja declarar e preencher os dados com as receitas obtidas;Uma tela com o resumo dos valores dos impostos pagos naquele ano será aberta;

Por último, é só clicar em transmitir. Nos casos de não movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00 – indicando que, de fato, não houve rendimentos.

O documento reúne as informações sobre as contribuições e o faturamento da empresa em 2025 e de empregados que eventualmente o MEI tenha tido. Mesmo quem não teve faturamento, precisa fazer a declaração.

Para facilitar a entrega da declaração, todo mês, o MEI deve preencher o Relatório Mensal das Receitas Brutas que obteve no mês anterior. Essa também é uma obrigação prevista em lei, segundo o governo federal.

"Apesar de não precisar ser entregue em nenhum órgão, ele [o relatório] deve ser preenchido até o dia 20 do mês seguinte às vendas ou prestações de serviços. Ele deve ser arquivado, junto com as notas fiscais de compras e vendas, por um período mínimo de 5 anos", diz a orientação no Portal do Empreendedor.

Há 24 minutos Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 24 minutosMercado imobiliárioMinha Casa, Minha Vida faz vendas de imóveis baterem recorde

Há 41 minutos Economia Efeitos das chuvasTemporal deixa desabrigados e cancela aulas no litoral de SP

Há 3 horas Santos e Região Ubatuba decreta emergência e recebe ajuda humanitáriaHá 3 horasChuva interdita rodovias de acesso ao Litoral Norte de SPHá 3 horasAlerta para temporaisChuva forte e rajadas de vento atingem boa parte do país hoje; veja previsão

Há 6 horas Meio Ambiente VÍDEO: temporal alaga unidades de saúde em CuiabáHá 6 horasComércio internacionalEntenda o que mudou no tarifaço e os impactos para o Brasil

Há 3 horas Economia Trump volta a criticar a Suprema Corte por decisão sobre tarifasHá 3 horasAlfândega dos EUA suspenderá cobrança de tarifas barradas a partir de amanhãHá 3 horasBlog do Valdo CruzCúpula da PF não gostou de decisão de Mendonça sobre dados do caso Master

Há 4 horas Blog do Valdo Cruz Ministro do STF faz reunião com a PF para discutir próximos passosHá 4 horasANA FLOR: PF transfere dados sigilosos do Master para CPI do INSSHá 4 horasTiro na cabeça’Pai, não aguento mais’: PM pediu ajuda a familiares dias antes de morrer

Há 3 horas Fantástico PM morta avisou que pediria divórcio de tenente-coronelHá 3 horasEncomenda sauditaSupercarreta com carga milionária para rodovia e paga pedágio de R$ 4,5 mil

Há 4 horas Fantástico Entrevista ao Fantástico’Meu marido me estuprou e me fez ser estuprada’, diz Gisèle Pelicot

0

PREVIOUS POSTSPage 16 of 22NEXT POSTS