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Buquês com dinheiro: por que o Quênia proibiu essa ‘moda romântica’ após viral?

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Empreendedorismo Guia do empreendedor Buquês com dinheiro: por que o Quênia proibiu essa 'moda romântica' após viral? Após viralizar nas redes no Valentine’s Day, prática passou a ser alvo de alerta oficial do Banco Central por danos às notas. Por g1 — São Paulo

O Banco Central do Quênia (CBK) emitiu um alerta contra a crescente tendência de buquês feitos com notas do xelim queniano.

O CBK argumenta que a manipulação das cédulas compromete sua integridade e as torna impróprias para circulação.

Em meio à folia do Carnaval no Brasil, boa parte do mundo volta as atenções neste sábado (14) para outra celebração: o Valentine's Day, data dedicada ao amor e aos relacionamentos em países da Europa, da África e dos Estados Unidos.

Por aqui, a comemoração equivalente, o Dia dos Namorados, ficou para 12 de junho. Mas, fora do calendário brasileiro, o 14 de fevereiro movimenta o comércio e, neste ano, trouxe uma tendência inusitada que virou debate econômico: buquês feitos com notas de dinheiro.

A prática substitui flores tradicionais por cédulas dobradas, enroladas ou moldadas em formato de pétalas.

Os arranjos, divulgados em vídeos que acumulam milhões de visualizações nas redes sociais, variam de pequenas quantias a valores mais elevados e são vendidos como um presente que une romantismo e utilidade.

Mas a moda não passou despercebida pelas autoridades monetárias no Quênia. Em um comunicado oficial, o Central Bank of Kenya (CBK) alertou contra essa prática, detalhando os riscos econômicos e legais envolvidos.

Na nota, o banco afirma ter observado "um crescimento na tendência de uso de cédulas do xelim queniano para fins decorativos e comemorativos, incluindo a preparação de buquês de dinheiro, exibições ornamentais e arranjos semelhantes".

O comunicado descreve ainda como as notas vêm sendo manipuladas: "as cédulas são dobradas, enroladas, coladas, presas com fita adesiva, grampeadas, perfuradas ou fixadas com materiais adesivos e de fixação".

Segundo o CBK, "tais práticas comprometem a integridade das notas do xelim queniano e as tornam inadequadas para circulação".

De acordo com a autoridade monetária, esse tipo de dano interfere no funcionamento de caixas eletrônicos e máquinas de contagem e triagem, além de antecipar a retirada das notas de circulação, gerando custos adicionais ao sistema financeiro.

“Embora o Banco Central do Quênia não se oponha ao uso de dinheiro como presente, tal uso não deve envolver qualquer ação que altere, danifique ou desfigure as cédulas”, diz o texto.

A nota também cita a legislação local. Segundo o comunicado, "a Seção 367 do Código Penal (Cap. 63, Leis do Quênia) estabelece que qualquer pessoa que deliberadamente desfigure, mutile ou de qualquer forma prejudique uma cédula emitida por autoridade legal comete uma infração".

Na prática, isso significa que a mutilação intencional de notas pode resultar em responsabilização legal.

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Eles criaram blocos para bebês e idosos e faturam até R$ 70 mil no carnaval

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Eles criaram blocos para bebês e idosos e faturam até R$ 70 mil no carnaval Empreendedores em São Paulo e no interior do Rio adaptaram a folia para públicos específicos e transformaram inclusão em oportunidade de negócio. Por PEGN

Quando o carnaval toma as ruas, cada folião encontra seu ritmo — e, nos últimos anos, até quem ainda nem anda e quem já viveu muitas décadas ganhou espaço na festa.

De um lado, um berço adaptado desfilando no meio da multidão. Do outro, idosos abrindo alas com energia de quem não quer ficar de fora da folia. Em comum, a mesma ideia: com cuidado e estrutura, todo mundo pode participar — e isso também virou oportunidade de negócio.

Em São Paulo, o bloco criado pelo empresário Diogo Rios surgiu depois que ele adaptou um berço para levar o filho de 11 meses ao carnaval. O vídeo viralizou e impulsionou a criação de um bloco estruturado para crianças na primeira infância.

Hoje, o evento reúne cerca de 10 mil pessoas e oferece fraldário, espaço de amamentação, controle de volume do som, pulseirinhas de identificação e escolha de locais com sombra.

O investimento inicial foi de R$ 150 mil. A receita vem da venda de cotas de patrocínio e parcerias com empresas do setor infantil. No mês de carnaval, o bloco chega a faturar R$ 70 mil.

O evento gratuito também funciona como porta de entrada para outros projetos infantis pagos ao longo do ano.

Em Nova Friburgo (RJ), a psicopedagoga e geronmotricista Beatriz Rimes criou um bloco dedicado ao público idoso, iniciativa que nasceu após seu trabalho com estimulação cognitiva em uma instituição de longa permanência.

A primeira edição, em 2025, destacou o protagonismo dos idosos, que levaram suas famílias para o desfile.

O bloco conta com voluntários para auxiliar a locomoção, pontos de água filtrada, áreas de descanso e trajeto planejado para evitar desgaste. A ILPI parceira acompanha o evento com uma van.

Depois do desfile, a clínica de Beatriz registrou aumento de cerca de 150% no faturamento, com mais procura por atividades de estimulação cognitiva e serviços focados em envelhecimento saudável.

No “esquenta” realizado na instituição parceira, as histórias se misturam: uma participante de 64 anos diz que “envelhecer é obrigatório, mas ficar velho é opcional”.

Psicopedagoga e geronmotricista Beatriz Rimes criou um bloco dedicado ao público idoso — Foto: Globo/ Pegn

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A crescente demanda por ‘acompanhantes de saúde’ em um Brasil com famílias mais enxutas e cada vez mais velho

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Empreendedorismo A crescente demanda por 'acompanhantes de saúde' em um Brasil com famílias mais enxutas e cada vez mais velho Auxiliares de enfermagem e cuidadores de idosos encontram uma renda extra ajudando até quem é jovem a agendar exames, buscar remédios ou em consultas médicas. Tarefas costumam ser combinadas por aplicativos e têm contratação informal. Por BBC

O envelhecimento da população brasileira e as famílias cada vez mais enxutas com a redução do número de filhos tornaram a presença de um cuidador de idosos mais comum em muitas casas.

Mas os profissionais desse ramo também têm sido contratados, inclusive por pessoas mais jovens, para ajudar em outras atividades do dia a dia.

Por meio de plataformas online como Cronoshare e GetNinja, clientes procuram por auxiliares para determinadas funções, especificando suas demandas.

A contratação é informal, sem assinatura de contratos de trabalho, assim como o pagamento, que costuma ocorrer via Pix.

Uma lei que regulamenta especificamente a profissão de cuidador de idosos tramita atualmente na Câmara dos Deputados.

O envelhecimento da população brasileira e as famílias cada vez mais enxutas com a redução do número de filhos tornaram a presença de um cuidador de idosos mais comum em muitas casas — e levam o Congresso a discutir a regulamentação dessa profissão.

Mas os profissionais desse ramo também têm sido contratados, inclusive por pessoas mais jovens, para ajudar em outras atividades do dia a dia — por exemplo, como acompanhantes em exames e procedimentos hospitalares e agendando consultas para clientes.

Por meio de plataformas online como Cronoshare e GetNinja, clientes procuram por auxiliares para determinadas funções, especificando suas demandas. Quando um trabalhador se interessa, entra em contato com que fez o pedido.

A contratação é informal, sem assinatura de contratos de trabalho, assim como o pagamento, que costuma ocorrer via Pix.

Girlaine Ferreira, de 56 anos, tem clientes assim com frequência, mas diz que essa função ainda é pouco conhecida. Ela trabalha como cuidadora há seis anos e tem um trabalho fixo, mas atua como acompanhante para fazer uma renda extra.

Cobra R$ 220 no mínimo por acompanhamento, incluindo seu deslocamento — muitas vezes com transporte público. Se a duração do serviço chega a 12h, o valor sobe um pouco: R$ 250 durante a semana e R$ 300 nos finais de semana e feriados. Dessa forma, ela diz que consegue ganhar 35% a mais todo mês.

Segundo Girlaine, que atende na região metropolitana de São Paulo, os clientes costumam ser de classe média ou alta, e ela apontar algumas razões para isso.

"Para uma pessoa que vive somente com um salário mínimo, é mais difícil [contratar esse tipo de serviço]", diz ela.

"Mas, além da parte financeira, não existe ainda muita informação sobre esse trabalho, e não é todo mundo que entende quem presta esse tipo de serviço. Quanto menor for a instrução, menos a pessoa sabe que isso existe."

Girlaine conta que já desempenhou funções variadas. Para uma brasileira que mora na França, foi sua acompanhante em um exame. A mãe da cliente já era idosa, não podia ir com ela, e o marido não estava no Brasil, por isso ela a procurou.

"Ela devia ter uns 38, 40 anos. Acompanhei, esperei finalizar o procedimento, comprei os remédios e, quando já estava bem, ela me liberou."

Com formação no cuidado de idosos, Girlaine conta que não é necessário ter um curso como acompanhante de saúde ou em áreas relacionadas à enfermagem, por exemplo.

Assim como o cliente expõe suas demandas, o profissional também esclarece nas plataformas o que pode ou não fazer como parte do serviço. Além de consultas e exames, ela já acompanhou pacientes internados por longos períodos em hospitais.

A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos, 40 anos, também viu neste tipo de acompanhamento uma oportunidade de ganhar mais. Ela trabalha há seis anos como acompanhante na capital e no ABC paulistas.

"Como trabalho como auxiliar de enfermagem em um turno de 12 horas e descanso por 36 horas, muitas vezes consigo fazer esses trabalhos à parte".

"No começo, eu não sabia como me 'vender'. É preciso pensar como se projetar na plataforma. Hoje, eu tenho uma avaliação cinco estrelas, mas não foi fácil."

Um atendimento que chamou sua atenção foi o de uma mãe que precisava levar o filho autista para o médico. A cliente queria ir de carro, mas tinha medo de dirigir — e não queria usar aplicativos de transporte.

Edineusa não costuma fazer as vezes de motorista, mas viu o serviço como uma gentileza para a mãe.

"Ela tinha especificado tudo isso no anúncio na hora de contratar, e o filho dela era autista nível três [considerado o mais grave]. Dirigi para ela e fui com ela ao médico", lembra.

Edineusa conta também já foi retirar remédios de alto custo em um posto público e auxiliou um paciente com bolsa de nefrostomia (usada para coletar urina diretamente de um rim), entre outros serviços. Atualmente, ela acompanha um paciente idoso na hemodiálise aos finais de semana.

Ela ganha R$ 2,6 mil por mês como auxiliar de enfermagem e conta que têm conseguido aumentar sua renda como acompanhante — em alguns meses, ganha com isso até mais do que como o emprego oficial.

Com a renda extra, Edineusa diz que financiou a compra de um apartamento e que pretende se mudar da comunidade onde mora.

Ela cobra por diária, de no mínimo de quatro horas: "O mínimo é R$ 130 o dia, dependendo do procedimento. Quando há um esforço maior do meu trabalho, pode chegar a R$ 260".

O trabalho de cuidador tradicional é previsto na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) como "cuidador de idosos" e "cuidador em saúde" — o que permite uma contratação com carteira assinada.

Esse profissional pode acompanhar uma pessoa em consultas e exames, auxiliar em exercícios leves e administrar medicamentos por via oral, desde que prescritos por um médico.

O papel do cuidador é observar sintomas, identificar sinais de emergência e acionar ajuda especializada — sem diagnosticar doenças e receitar medicamentos.

No mercado, é comum que seja exigido do trabalhador um curso de cuidador de idosos e pessoas, que normalmente mínima tem carga de 360 horas.

Mas a categoria ainda não tem um sindicato nacional unificado, apenas entidades regionais e sindicatos de categorias próximas, como de trabalhadores de saúde e de empregados domésticos.

Uma lei que regulamenta especificamente a profissão de cuidador de idosos tramita atualmente na Câmara dos Deputados.

Para a advogada trabalhista Patrícia Schüler Fava, serviços esporádicos, como acompanhar um paciente em exames e consultas, se enquadram como prestação de serviço eventual.

Mas a situação muda quando a prestação do serviço vira rotina. O contratante passa a ter obrigações formais como registro em carteira, controle de jornada e cumprimento de todos os direitos trabalhistas previstos para a categoria.

"Pela legislação, comparecer à residência pelo menos três vezes por semana, mesmo que por poucas horas, já caracteriza a relação como trabalho doméstico", diz Fava.

A BBC News Brasil procurou a Cronoshare e GetNinja para abordar a questão da formalização dos profissionais que oferecem serviços deste tipo oferecidos nestas plataformas, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

A maior longevidade e a queda da fecundidade no Brasil ajudam a explicar a maior demanda pelos serviços oferecidos por Edineusa e Girlaine, segundo especialistas entrevistados pela BBC News Brasil.

"Há 30 ou 40 anos, era comum ver babás em pracinhas, mas era raro encontrar cuidadores de idosos. Hoje, em 2025, acontece o contrário", diz a médica Roberta França, especialista em longevidade consciente e saúde mental e membro da Sociedade Brasileira de Neuropsiquiatria Geriátrica.

"Envelhecemos em 30 anos o que a Europa levou mais de 100. Mas, diferentemente da Europa, não enriquecemos antes de envelhecer e não nos preparamos para esse processo."

Márcio Minamiguchi, demógrafo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), afirma que a geração que hoje tem cerca de 80 anos já demanda mais esse tipo de cuidado como efeito de terem tido menos filhos e sua rede familiar ser mais reduzida do que era comum no passado.

Segundo Minamiguchi, neste cenário, o cuidado familiar tende a perder força, abrindo espaço para a contratação de profissionais e de instituições de longa permanência para idosos (ILPI) — popularmente conhecidos como "asilos" ou "casas de repouso".

"São mudanças rápidas e profundas, que tendem a expandir a oferta desses serviços, mas que também enfrenta o desafio da disponibilidade de mão de obra."

A antropóloga Valquíria Renk lembra, porém, que muitos brasileiros não têm condições financeiras de contratar serviços de cuidado profissionais, o que faz com que esse trabalho acabe recaindo sobre familiares — geralmente mulheres, sem receber remuneração — ou sobre amigos e vizinhos.

Para quem tem maior poder aquisitivo, o dinheiro pode não ser o maior problema, mas sim a falta de tempo, por conta de jornadas longas de trabalho, por exemplo.

Contratar alguém para cuidar de uma pessoa em tempo integral ou acompanhá-la no médico ou outros serviços tem se tornado uma saída em casos assim, diz Renk.

"Pessoas com mais recursos conseguem montar equipes multidisciplinares, garantir fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento médico contínuo", aponta a antropóloga, que é professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

"Esses serviços têm custos elevados e muitas vezes não são cobertos pelo sistema público de saúde."

Renk afirma que a Política Nacional do Cuidado busca ampliar o reconhecimento social desse tipo de atividade e ampliar a qualificação na área, mas ainda é pouco eficaz.

Essa política foi proposta pelo governo federal, aprovada pelo Congresso e sancionada no final de 2024. Ela reconhece o cuidado como um direito universal e uma responsabilidade compartilhada entre Estado, famílias, sociedade e setor privado, dando diretrizes para isso.

O objetivo é distribuir responsabilidades e garantir uma estrutura mínima para que famílias consigam cuidar adequadamente de idosos, crianças, pessoas com deficiência ou indivíduos com doenças crônicas.

Mas, para França, a política está longe de produzir efeitos concretos — sem trazer ações obrigatórias, ela depende de regulamentação, orçamento e implementação.

Essa distância entre o que diz a lei e a realidade cotidiana deixa grande parte das famílias sem apoio.

"O que vemos no Brasil inteiro são famílias cuidando de idosos com demência ou doenças graves sem qualquer auxílio. Esse cuidado recai sobre uma única pessoa, normalmente uma mulher, que trabalha por longas jornadas, muitas vezes sem remuneração."

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Como ouro inédito do Brasil nos Jogos de Inverno virou lição estratégica para negócios

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Empreendedorismo Guia do empreendedor Como ouro inédito do Brasil nos Jogos de Inverno virou lição estratégica para negócios Resultado histórico amplia representatividade da América Latina e impulsiona retorno simbólico para patrocinadora, segundo especialistas. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Pela primeira vez em mais de um século de participação, o hino nacional brasileiro tocou nos Jogos Olímpicos de Inverno. Lucas Pinheiro Braathen entrou para a história ao conquistar a medalha de ouro no slalom gigante e garantir o primeiro título do país na competição.

O feito inédito não projetou apenas o atleta — também colocou sob os holofotes quem estava por trás de toda a delegação brasileira.

A Moncler assinou os uniformes de todos os atletas do Brasil nos Jogos. E, ao ver o macacão azul-marinho com detalhes em verde e amarelo no topo do pódio, transformou uma estratégia pouco óbvia em vitrine global.

Sede das Olimpíadas de Inverno em 2026, a Itália é sinônimo de luxo, berço de casas como Prada e Dolce & Gabbana. Nesse cruzamento entre esporte e indústria moda, as marcas costumam concentrar investimentos nas equipes consagradas, onde as chances de medalha são maiores.

Foi justamente desse roteiro previsível que a Moncler decidiu se afastar. Em vez de disputar espaço em delegações já consolidadas, a grife apostou no Brasil, um país sem tradição no quadro de medalhas de inverno e em um atleta de trajetória singular.

O esquiador brasileiro Lucas Pinheiro pula no ponto mais alto do pódio após ser campeão do slalom gigante nos Jogos Olímpicos de Inverno — Foto: Fabrice Coffrini/AFP

Braathen, nascido na Noruega e filho de mãe brasileira, era uma das principais promessas do esqui quando anunciou uma aposentadoria, em 2023, após conflitos com a federação norueguesa envolvendo restrições a contratos de patrocínio.

Um ano depois, ele voltou ao circuito defendendo o Brasil, país onde passou parte da infância e com o qual mantém forte identificação cultural.

A estratégia não se limitou ao patrocínio individual. Por meio da linha Grenoble, linha de alta performance, a Moncler associou sua identidade técnica ao atleta e, ao mesmo tempo, vestiu toda a equipe brasileira.

Os uniformes incorporam referências sutis à bandeira nacional, integradas a um design pensado tanto para performance quanto para identidade.

📍 Antes do ouro, a decisão já podia ser lida como um movimento de diferenciação. Com a medalha, consolidou-se como vantagem competitiva.

Moncler, marca de luxo italiana, escolheu patrocinar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 — Foto: Moncler/ Divulgação

"Havia uma oportunidade de primeiro ter um atleta vencedor e isso impacta as notícias, não só do Brasil, mas as notícias da Europa", ressalta Marcos Henrique Bedendo, especialista em branding.

E não é só isso. Mais do que o primeiro ouro brasileiro, a medalha representa um ponto fora da curva na geografia dos Jogos de Inverno: é a primeira da América Latina e apenas a terceira de todo o Hemisfério Sul.

Em um evento historicamente concentrado no eixo Europa–América do Norte, o resultado desloca simbolicamente o mapa do gelo e amplia o alcance de cada imagem transmitida.

Assim, a exposição não se deu apenas pela vitória em si, mas pelo que ela simboliza. O pódio de Braathen passou a carregar um componente de ruptura e representatividade que naturalmente atrai atenção internacional — da imprensa, do mercado e das marcas.

Para Victor Dellorto, especialista em marketing e CEO da Deskfy, o alcance global da vitória potencializa o retorno.

“Hoje, as marcas não disputam apenas medalhas, mas significado”, diz Dellorto. “Narrativas autênticas geram vínculo, diferenciação e memória de marca.”

Marca de luxo descarta equipes consagradas para patrocinar Brasil em Olimpíadas de Inverno — Foto: Moncler/ Divulgação

Segundo ele, o diferencial está na combinação entre autenticidade e performance. "A história de Lucas é, por si só, um ativo estratégico. Ele combina performance real com uma narrativa cultural potente, algo que marcas de luxo buscam cada vez mais", afirma.

Bedendo também observa que a decisão da Moncler também pode ter sido estratégica do ponto de vista financeiro.

'Patrocinar seleções tradicionais é caro e disputado. Ao apostar no Brasil, a marca pode ter conquistado exposição global e o direito de assinar um uniforme olímpico com investimento menor", diz.

O risco existia. Sem pódio, a estratégia dependeria basicamente da força da narrativa multicultural de Braathen e da conexão com o mercado brasileiro — relevante, amplo e com apetite crescente por consumo premium. Com o ouro, porém, o retorno deixa de ser potencial e se torna histórico.

Em um cenário em que muitas marcas disputam os mesmos territórios e as mesmas potências esportivas, a Moncler escolheu um caminho menos óbvio.

E, ao vestir todos os atletas brasileiros justamente no momento em que o país conquista seu primeiro ouro olímpico de inverno, transformou diferenciação em protagonismo.

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‘Salas da fúria’: como são os espaços cada vez mais populares para liberar a raiva e aliviar o estresse?

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Empreendedorismo Guia do empreendedor 'Salas da fúria': como são os espaços cada vez mais populares para liberar a raiva e aliviar o estresse? Cada vez mais pessoas pagam para liberar a raiva destruindo televisores e móveis velhos nas chamadas 'salas da fúria' — e muitas delas são mulheres. Por Annabel Rackham

Para Shuka Piryaee, ir a uma 'sala da fúria' é 'uma forma divertida e ridícula de reset' — Foto: Shuka Piryaee via BBC

Deena conta à BBC que sua primeira visita a uma "sala da fúria" foi muito diferente do que ela imaginava.

Ela não teve sentimentos caóticos, nem ficou agressiva, destruindo coisas. Na verdade, ela ficou "surpreendentemente controlada e muito mais consciente".

"Depois que me adaptei, vivenciei a experiência mais como uma liberação física do que como uma explosão emocional."

Cada vez mais mulheres vêm pagando para destruir objetos antigos, como televisores, móveis e louças, protegidas com equipamento especial.

Acredita-se que o conceito das "salas da fúria" tenha surgido no Japão, no final dos anos 2000. Mas uma mulher chamada Donna Alexander afirma ter criado uma dessas salas na sua garagem mais ou menos na mesma época, no Estado americano do Texas.

Naquele espaço, as pessoas podiam entrar e destruir objetos que haviam sido descartados pelos donos.

No Reino Unido, ainda são poucos os lugares onde você pode pegar um taco de baseball e liberar as emoções reprimidas.

As "salas de fúria" são promovidas como uma forma de aliviar o estresse e liberar a raiva acumulada.

E há um aspecto interessante na sua base de clientes. Alguns proprietários afirmam que a maioria das pessoas que procuram essas salas são mulheres.

"Passo a impressão de ser uma pessoa muito tranquila e serena. Por isso, no princípio, achei muito estranho e quase errado estar aqui."

Mas Deena conta que, depois de algum tempo, se sentiu "muito mais leve e tranquila". Ela compara a experiência com "pressionar um botão de reset ou receber uma massagem muito boa".

Deena explica que seu trabalho é acelerado e exige muita responsabilidade e constante tomada de decisões. Agora, ela acredita que a "sala da fúria" pode ajudá-la a lidar com estas situações.

Ela conta que não sentia raiva, mas quis saber como é a experiência de "extravasar". Para isso, ela recebeu um carro para amassar, enquanto ouvia suas canções favoritas.

"Senti algo estranho e libertador ao destroçar coisas sem precisar tomar cuidado. Depois, percebi que havia feito um exercício para meu corpo e minha mente."

Kate Cutler é fundadora e uma das proprietárias de uma "sala da fúria" em East Sussex, no sudeste da Inglaterra. Ela conta que o local está "ficando cada vez mais concorrido" entre suas clientes.

Cutler decidiu montar a sala quando sua filha, já falecida, lutava contra um câncer no cérebro. E ir a uma "sala da fúria" era um dos itens da sua lista de desejos.

Ela afirma que algumas mulheres visitam a sala porque foram traídas ou tiveram rompimentos difíceis. Ou, às vezes, simplesmente porque "têm raiva vindo do nada".

As 'salas da fúria' existem desde o fim da década de 2000 e vêm ganhando popularidade em várias partes do mundo — Foto: BBC

A autora e psicoterapeuta Jennifer Cox participou do programa Woman's Hour, da BBC Rádio 4. Ela acredita que as mulheres são "condicionadas" a reprimir sentimentos de "frustração, ira, agressão e raiva".

Cox explica que as mulheres ficam frequentemente envolvidas com as exigências do trabalho, os pais e os filhos pequenos. Por isso, elas podem acabar ficando "furiosas".

Cox defende que as mulheres deveriam extravasar e acredita que espaços como este, que permitem a elas liberar sua raiva, podem ser muito úteis.

Ela sugere a criação de "minissalas da fúria em casa", com almofadas e travesseiros empilhados, para que elas "se deixem levar" e liberem parte dessa raiva e do estresse.

"Quando reprimimos a raiva, ela se manifesta no nosso corpo de diversas formas, como ansiedade, depressão, TOC, enxaqueca ou problemas estomacais", explica Cox.

Ela defende que as "salas da fúria" podem oferecer "alívio instantâneo" e permitir que, depois, você se sinta mais livre e tranquila.

Para a terapeuta, é saudável se sentir furiosa. Mas o sentimento tem má reputação porque só observamos a explosão, não o acúmulo. "E, como estamos tão sobrecarregados, não há um espaço seguro para expressar sentimentos confusos,"

Espaços como este trazem uma solução para que as mulheres expressem seus sentimentos de forma segura, segundo Dar.

"Grande parte do problema para as mulheres hoje em dia é que não queremos ser julgadas", prossegue ela.

"Por isso, precisamos reprimir todas estas emoções, interpretando o papel da boa menina, talvez sendo a mãe tranquila, a mãe reflexiva e serena. Fomos educadas para sermos amáveis."

Ouça aqui o episódio do programa Woman's Hour, da BBC Rádio 4, que deu origem a esta reportagem.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Do maracatu ao aplicativo: como o Carnaval transforma cultura em negócio lucrativo

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Do maracatu ao aplicativo: como o Carnaval transforma cultura em negócio lucrativo Em Olinda e no Recife, cultura popular vira produto, conecta pessoas e mostra como o Carnaval também é estratégia de negócio. Por PEGN

O Carnaval é a maior festa popular do Brasil — e também um dos motores mais potentes da economia criativa.

Em 2026, a expectativa é de que a folia movimente R$ 12,03 bilhões em todo o país, segundo dados do Ministério do Turismo e da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

É nesse cenário que pequenos empreendedores aproveitam o ritmo do Carnaval para encontrar espaço para criar, crescer, reinventar trajetórias e transformar afeto em produto.

O Carnaval é a maior festa popular do Brasil — e também um dos motores mais potentes da economia criativa, impulsionada pelo consumo de serviços, produtos culturais e experiências ligadas à maior celebração do país.

Em 2026, a expectativa é de que a folia movimente R$ 12,03 bilhões em todo o país, segundo dados do Ministério do Turismo e da Confederação Nacional do Comércio (CNC), com cerca de 53 milhões de foliões nas ruas.

É nesse cenário que pequenos empreendedores aproveitam o ritmo do Carnaval para encontrar espaço para criar, crescer, reinventar trajetórias e transformar afeto em produto. Em Olinda e Recife, duas histórias que conectam cultura, tecnologia e empreendedorismo.

No meio do maracatu, nas ladeiras de Olinda, nasceu o apelido — e o negócio — de Osvaldo Bruno, mais conhecido como Seu Maraca.

Historiador de formação e ex-integrante de grupos de maracatu por mais de 16 anos, ele transformou referências da cultura pernambucana em uma marca de moda autoral, com camisas estampadas que contam histórias do Estado.

A costura sempre fez parte da vida de Maraca: mãe, avós e tias eram costureiras. Mas a virada profissional veio após a pandemia, quando ele passou nove dias internado na UTI.

“Ou você volta reaprendendo a viver, ou não aprende nada”, conta. A partir daí, decidiu unir arte, memória e empreendedorismo.

O investimento inicial foi de R$ 3 mil. As primeiras 44 camisas quase se esgotaram em um mês. Hoje, a marca tem faturamento médio mensal de R$ 25 mil, chegando a R$ 100 mil no período do Carnaval.

Cada coleção é desenvolvida em parceria com artistas locais, passa por produção em São Paulo e finalização em Recife, envolvendo costureiras da região — entre elas, a própria mãe de Maraca, responsável pelo controle de qualidade.

Mais do que roupa, o produto carrega significado. “É uma aula em forma de camisa”, define o empreendedor. As estampas abordam movimentos culturais como o manguebeat e transformam tradição em produto contemporâneo.

Do maracatu ao aplicativo: como o Carnaval transforma cultura em negócio — Foto: Reprodução/PEGN

Se antes o encontro acontecia apenas no batuque e na rua, hoje ele também passa pela tela do celular. No Porto Digital, no Recife, o empreendedor Paulo Silva desenvolveu um aplicativo para eventos que virou peça-chave no Carnaval pernambucano.

Criada com investimento inicial de R$ 5 mil, a empresa fatura hoje cerca de R$ 250 mil por mês, sendo 70% desse valor ligado a soluções para o Carnaval.

O aplicativo reúne funcionalidades como compra de ingressos, programação, mapas, dicas de hospedagem e alimentação, além de ferramentas de interação entre usuários e espaços dedicados à segurança.

“Em um Carnaval com milhares de pessoas, informação também vira negócio”, resume Paulo. A tecnologia amplia a experiência do público antes, durante e depois da festa — e abre um novo mercado para startups voltadas ao entretenimento.

Para organizadores, o diferencial está na personalização. “Não é uma solução de prateleira. Eles entenderam nossas dores e adaptaram a tecnologia à nossa realidade”, afirma Henrique Pereira, diretor de inovação de um dos eventos atendidos pelo aplicativo.

Do maracatu ao aplicativo: como o Carnaval transforma cultura em negócio — Foto: Reprodução/PEGN

Das camisas que contam histórias às plataformas digitais que conectam pessoas, o Carnaval pernambucano mostra como empreender também é um ato de resistência cultural.

Para Maraca, o desfile anual é a coroação de um trabalho feito o ano inteiro. “Quem nasce em Olinda ou Recife tem o Carnaval na veia. É memória, afeto, identidade.”

Ao unir tradição e inovação, os empreendedores provam que a festa vai muito além da diversão: ela impulsiona a economia, fortalece a cultura local e cria caminhos para novos recomeços. Afinal, no Brasil, empreender também é saber carnavalizar.

Do maracatu ao aplicativo: como o Carnaval transforma cultura em negócio — Foto: Reprodução/PEGN

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Chef cria restaurante na Serra da Mantiqueira e fatura R$ 120 mil por mês com produtos locais

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Chef cria restaurante na Serra da Mantiqueira e fatura R$ 120 mil por mês com produtos locais Projeto familiar tem cozinha baseada em produtos locais, zero desperdício e valorização da cultura da região. Saiba como o modelo sustentável fez sucesso. Por PEGN

O restaurante Puriman, em Campos do Jordão, é um negócio familiar que fatura, em média, R$ 120 mil por mês.

O chef João Izar colhe cogumelos e plantas comestíveis na Serra da Mantiqueira para criar pratos que expressam o território onde são feitos.

O restaurante opera com zero lixo orgânico. O que sobra na cozinha vira ração para animais ou compostagem, que retorna à plantação como adubo.

O negócio recebeu um selo de consumo consciente da ONU, reconhecimento pelo impacto positivo gerado na cadeia produtiva.

É possível sentir o sabor de um lugar? Para o chef João Izar, a resposta está nas montanhas da Serra da Mantiqueira, onde ele colhe cogumelos, pesquisa plantas nativas e resgata saberes ancestrais para construir um restaurante de alta gastronomia com propósito, sustentabilidade e identidade regional.

Localizado em Campos do Jordão, no interior de São Paulo, o restaurante funciona dentro de uma pousada familiar e aposta em uma cozinha baseada em produtos locais, zero desperdício e valorização da cultura da região.

Antes de chegar à cozinha, muitos ingredientes passam pela mata. João percorre trilhas da Mantiqueira em busca de cogumelos e plantas comestíveis, prática que aprendeu com estudo, observação e apoio de especialistas.

“Com o olho treinado, a gente percebe a diferença de cor, a distância das árvores. No começo demora, mas com prática fica mais fácil”, explica o chef.

O contato com a natureza não é apenas inspiração estética, mas parte central do modelo de negócio. A proposta é criar pratos que expressem o território onde são feitos.

O interesse pela gastronomia surgiu cedo. Aos 16 anos, João já estagiava em restaurantes. A faculdade foi um caminho natural, mas exigiu renúncias.

Aos 20 anos, ele assumiu um desafio ainda maior: comandar a cozinha do restaurante que os pais abriram em parceria com amigos. A inauguração coincidiu com a pandemia — e, de uma hora para outra, a equipe deixou o projeto.

“Caiu no meu colo a responsabilidade de ser o chef”, relembra. O restaurante nasceu com investimento inicial de R$ 500 mil. Se cozinhar já era uma habilidade consolidada, gerir um negócio foi um aprendizado construído na prática.

“Gestão de pessoas foi onde eu mais errei. Tive que errar e aprender com meus próprios erros”, diz. Hoje, João também cuida de compras, precificação, estratégias e análise de resultados. “O administrativo é o que permite que o sonho exista”, resume.

O propósito do restaurante foi se tornando mais claro à medida que João mergulhava na história da Mantiqueira. O chef buscou conhecimento com povos originários, especialmente da tribo Puri, que habitaram a região.

Com eles, aprendeu técnicas como assar alimentos debaixo da terra e o valor simbólico de ingredientes como o pinhão, considerado sagrado. “Eles me mostraram como usar a natureza ao redor com respeito”, afirma.

Para identificar cogumelos comestíveis, o restaurante contou com o apoio de biólogos especialistas em fungos alimentícios não convencionais.

A proposta sustentável vai além do discurso. Cerca de 80% dos ingredientes vêm da economia local, muitos da horta orgânica da própria família. O restaurante opera com zero lixo orgânico.

O que sobra na cozinha vira ração para animais ou compostagem, que retorna à plantação como adubo.

“A gente trabalha com um ciclo fechado. Não existe lixo, só estados da matéria”, explica João.

Apesar do forte viés ambiental e social, o chef reforça que o restaurante é um negócio — e precisa ser financeiramente sustentável.

“Não adianta querer fazer tudo de mais bonito e esquecer da própria economia. Precificação e gestão são essenciais", explica.

A estratégia de abrir o restaurante ao público externo, além dos hóspedes da pousada, ajudou a atrair novos clientes e fortalecer os dois negócios.

Valorizar produtores da região é parte do propósito. Fornecedores, como agricultores locais, passaram a desenvolver novos produtos especificamente para o restaurante.

“Quando você tem um cliente que incentiva a buscar coisas diferentes, isso muda tudo”, conta um dos produtores parceiros.

Esse modelo rendeu ao restaurante um selo de consumo consciente da Organização das Nações Unidas (ONU), reconhecimento pelo impacto positivo gerado na cadeia produtiva.

A gestão do negócio é compartilhada. A mãe de João, Patrícia Borges Izar, cuida do marketing, eventos e experiências oferecidas aos clientes.

“Quando se tem um propósito, uma direção, isso dá força para continuar”, afirma. Para João, o objetivo é claro: valorizar o que é brasileiro.

“A Mantiqueira une três estados riquíssimos culturalmente. A gente precisa valorizar o que é nosso", completa.

📞 Telefone: (12) 99619-9689📧 E-mail: contato.puriman@gmail.com🌐 Site: purimanrestaurante.com.br📸 Instagram: @purimanrestaurante

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

A desorganização que virou um negócio de R$ 320 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios A desorganização que virou um negócio de R$ 320 mil por mês Criada em Florianópolis, plataforma automatiza a gestão, atende 1,2 mil escolas no país e usa o ecossistema de inovação catarinense para escalar o negócio. Por PEGN — São Paulo

Plataforma de gestão foi desenvolvida para automatizar processos e modernizar a administração de escolas de música.

Sistema organiza desde matrículas e cobranças até a comunicação entre alunos, professores e gestores.

Ideia surgiu de forma quase informal. O primeiro protótipo foi criado pelo pai de Matheus, que já trabalhava com tecnologia, para ajudar um amigo da família que tinha uma escola de música em Cuiabá, no Mato Grosso.

Hoje, a plataforma atende cerca de 1.200 escolas de música em todo o país, que somam aproximadamente 120 mil alunos e mais de 15 mil professores.

Empreender não é apenas ter uma boa ideia. É também lidar com rotinas que poucos gostam: agenda, cobranças, relatórios, burocracia.

Em uma escola de música, onde professores, alunos, horários e pagamentos precisam funcionar em harmonia, qualquer desorganização pode comprometer o negócio inteiro. Foi a partir desse desafio que nasceu uma startup que hoje atende escolas em todo o país.

Criada por Matheus Valim, a plataforma de gestão foi desenvolvida para automatizar processos e modernizar a administração de escolas de música.

O sistema organiza desde matrículas e cobranças até a comunicação entre alunos, professores e gestores, funcionando como uma “secretaria digital” na palma da mão.

“É um sistema feito para ajudar a escola a se organizar, automatizar processos e deixar o negócio mais moderno”, resume o empreendedor.

A ideia surgiu de forma quase informal. O primeiro protótipo foi criado pelo pai de Matheus, que já trabalhava com tecnologia, para ajudar um amigo da família que tinha uma escola de música em Cuiabá, no Mato Grosso.

A instituição enfrentava dificuldades de gestão, e a solução simples, desenvolvida em um fim de semana, começou a mostrar resultados rapidamente. Anos depois, a família se mudou para Florianópolis, em busca de oportunidades acadêmicas e profissionais.

Foi na capital catarinense, conhecida pelo ecossistema de inovação e tecnologia, que Matheus decidiu transformar a ferramenta em negócio. Músico de formação e vindo de uma família ligada à música, ele percebeu que o problema enfrentado pelo amigo se repetia em dezenas de escolas pelo Brasil.

“Quando surgiu a oportunidade de empreender, a gente pensou: será que esse sistema não pode ajudar outras escolas também?”, conta.

A resposta veio com o crescimento da base de clientes. Hoje, a plataforma atende cerca de 1.200 escolas de música em todo o país, que somam aproximadamente 120 mil alunos e mais de 15 mil professores.

A empresa opera a partir de Florianópolis e está incubada em um hub de tecnologia ligado à Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), ambiente que ajudou a estruturar o negócio.

“Foi uma virada de chave para a empresa. A gente começou a ter mais visão de negócio e recebeu apoio de outros empreendedores, mentorias e programas de capacitação”, diz Matheus.

Um dos diferenciais da startup está no modelo de precificação. A mensalidade é proporcional ao número de alunos atendidos pela escola, o que torna o serviço acessível para instituições pequenas e escalável para as maiores.

Segundo o empreendedor, escolas que adotam o sistema registram, em média, crescimento de 44% no faturamento no primeiro ano, impulsionado pela organização e pela automação dos processos.

“O professor fica mais organizado, o aluno acompanha aulas e materiais, e a gestão ganha tempo para focar no crescimento”, explica.

Na prática, o impacto é sentido no dia a dia. Em São Paulo, uma das clientes trocou planilhas e anotações manuais por poucos cliques. “Eu levava dias para fechar o mês. Agora, em cinco minutos, está tudo pronto”, relata a dona de uma escola de música na zona sul da capital.

O sistema também melhora a rotina dos professores, que passam a ter acesso organizado à agenda, conteúdos e histórico dos alunos. “A gente consegue focar em dar aula e preparar o conteúdo. Isso otimiza muito o tempo”, avalia um professor que utiliza a plataforma.

Com faturamento médio mensal de cerca de R$ 320 mil, a startup mostra como tecnologia, nicho bem definido e entendimento profundo do cliente podem transformar um problema cotidiano em um negócio escalável. Para Matheus, mais do que números, o projeto carrega um propósito.

“A música é uma forma de desenvolvimento pessoal. E empreender dessa forma é também desenvolver as pessoas ao nosso redor”, afirma.

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Cadeiras de praia por R$ 1,2 mil: como professora fatura até R$ 200 mil por ano com item popular

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Cadeiras de praia por R$ 1,2 mil: como professora fatura até R$ 200 mil por ano com item popular Com apenas R$ 300, empreendedora do ES criou marca de cadeiras artesanais vendidas online e em lojas físicas. Por PEGN

Kênia Lyra, do Espírito Santo, cria cadeiras de praia artesanais que unem design, memória afetiva e identidade autoral.

As primeiras cadeiras chamaram atenção quase por acaso. Em uma postagem nas redes sociais, o foco era outro elemento de decoração, mas as cadeiras acabaram roubando a cena.

Hoje, a marca trabalha com oito modelos diferentes e cerca de 200 padrões de trama. Cada cadeira leva de quatro a seis horas para ficar pronta.

O que antes era apenas um objeto comum das praias brasileiras ganhou status de peça artística e de decoração nas mãos da artista plástica Kênia Lyra, do Espírito Santo.

Utilizando fio náutico — material usado em embarcações — e técnicas manuais aprendidas ainda na infância, ela cria cadeiras de praia artesanais que unem design, memória afetiva e identidade autoral.

Cada cadeira é trançada à mão, em um processo que lembra o funcionamento de um tear. De perto, os fios coloridos se entrelaçam com precisão; de longe, formam padrões vibrantes que remetem ao mar, à brisa e às paisagens litorâneas capixabas.

“A minha relação com o mar é muito forte, faz parte da minha essência”, conta Kênia. Nascida e criada no Espírito Santo, ela cresceu em uma família que valorizava o fazer manual.

Redes de pesca, marcenaria artesanal, crochê, bordado e costura sempre fizeram parte da rotina — referências que hoje aparecem no seu trabalho.

Formada em Artes Plásticas, Kênia atuou por anos na área cultural e chegou a dar aulas na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Foi a partir do olhar atento para os detalhes — característica que ela diz ter herdado da família — que surgiu a ideia de transformar a cadeira de praia em um objeto estético.

“Eu comecei a me perguntar: por que não pensar nesse objeto como algo de valor artístico? Por que não trazer personalidade, criatividade e transformar a cadeira em um item de decoração e arte?”, relembra.

Como uma artista do Espírito Santo transformou cadeiras de praia em um negócio lucrativo — Foto: Reprodução/PEGN

As primeiras cadeiras chamaram atenção quase por acaso. Em uma postagem nas redes sociais, o foco era outro elemento de decoração, mas as cadeiras acabaram roubando a cena.

Amigos começaram a pedir peças, um pedido levou a outro e, quando percebeu, Kênia já estava produzindo por encomenda.

O investimento inicial foi baixo: cerca de R$ 300, usados para comprar fios, algumas estruturas de cadeira e começar as primeiras personalizações. “Dali não paramos mais”, diz.

A artista montou um ateliê e passou a unir os saberes herdados da família com a formação acadêmica para desenvolver uma linguagem própria. O crescimento aconteceu de forma orgânica, mas trouxe desafios típicos de quem transforma arte em negócio.

“Eu não tinha a pretensão de chegar onde cheguei. As oportunidades foram aparecendo e eu precisei aprender muito sobre gestão, vendas e empreendedorismo”, afirma.

Hoje, a marca trabalha com oito modelos diferentes e cerca de 200 padrões de trama. Cada cadeira leva de quatro a seis horas para ficar pronta.

A produção mensal chega a aproximadamente 60 unidades, vendidas principalmente pela internet, mas também em pontos físicos em Vitória e em São Paulo.

Além do fio náutico — resistente ao sol, à água e com tratamento UV —, as cadeiras ganharam outro diferencial: braços de madeira com design próprio, desenvolvidos para reforçar a identidade da marca.

“A gente faz uma pesquisa artística, desenvolve os desenhos, pensa nas cores e só depois parte para a aplicação prática da trama”, explica Kênia.

Os preços variam de R$ 399 a R$ 1.200, dependendo do modelo e da complexidade do trabalho. As redes sociais são o principal canal de divulgação e venda, com lançamentos e campanhas sazonais.

“Desde o início, eu quis ter um canal próprio de vendas. Criei a marca já como e-commerce. Mas vender na internet é bem diferente do varejo físico, então investi muito em conhecimento para aprender a fazer campanhas eficientes”, conta.

Como uma artista do Espírito Santo transformou cadeiras de praia em um negócio lucrativo — Foto: Reprodução/PEGN

O resultado veio com o tempo. Em 2021, o faturamento anual era de cerca de R$ 15 mil. Para 2025, a previsão é chegar a R$ 200 mil.

No caminho, um dos maiores desafios foi a precificação. “Quando você trabalha com um produto criativo e manual, precisa considerar tempo, equipe, gestão, estoque. Se errar nisso, compromete todo o negócio”, afirma.

Hoje, Kênia aposta em controle de gestão, estratégias de venda e também em parcerias. No ateliê, ela expõe bolsas de crochê feitas em colaboração com uma prima, que combinam com as cadeiras e reforçam o trabalho autoral.

“As parcerias ajudam a ampliar a visibilidade, fortalecer a marca e trazer inovação, desde que conversem com os mesmos valores”, diz.

Com o verão se aproximando, o espaço físico do ateliê já começa a ficar pequeno para tantas cadeiras — e planos. O objetivo agora é consolidar ainda mais a identidade da marca.

“Quero que as pessoas olhem para o produto e reconheçam: isso é da Kênia Lyra. Que o fazer manual, a história e a alma estejam cada vez mais presentes”, afirma.

Sentada em uma de suas cadeiras, de frente para o mar que inspira cada trama, a empreendedora resume o diferencial do negócio: transformar o simples em arte — e a arte em sustento.

📍 Rua Sete de Setembro, nº 245. Centro – Vitória/ES – CEP: 29.015-000🌐 Site: https://www.bacutias.com.br/📧 E-mail: studiokenialyra@gmail.com📘Facebook: https://www.facebook.com/lojabacutias/📸 Instagram: https://www.instagram.com/bacutias/📞 Telefone: (27) 99993-5321

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Contrata+Brasil: veja como MEIs podem vender ao governo e quem pode participar

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Empreendedorismo Guia do empreendedor Contrata+Brasil: veja como MEIs podem vender ao governo e quem pode participar Desde o lançamento, cerca de 8 mil microempreendedores se cadastraram no sistema. Cerca de R$ 13,7 milhões foram gerados em renda direta em um ano de operação Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

O programa Contrata+Brasil movimentou R$ 13,7 milhões em um ano, conectando 2.462 microempreendedores a órgãos públicos.

A plataforma atua como um "marketplace" para serviços de manutenção e reparos, com limite de R$ 13.098,41 sem licitação.

Para participar, MEIs devem se cadastrar na plataforma e no Sicaf, recebendo alertas de novas oportunidades via WhatsApp.

A iniciativa acelera contratações públicas e foi integrada ao PDDE, permitindo que escolas contratem MEIs para reparos.

O governo federal divulgou um balanço oficial do primeiro ano do programa de contratação de microempreendedores individuais (MEIs). Chamado "Contrata+Brasil", a plataforma conecta pequenos empreendedores a órgãos públicos.

Segundo o governo, cerca de R$ 13,7 milhões foram gerados em renda direta em um ano de operação, por meio de 2.462 contratações por órgãos federais, estaduais e municipais desde fevereiro passado. Cerca de 8 mil MEIs estão cadastrados.

A seguir, o g1 explica como funciona a plataforma, como se dá a contratação e como os microempreendedores podem se cadastrar.

Como funciona a plataforma?Como funciona a contratação?Sou MEI, como posso me cadastrar?Serviços para escolas públicasAvaliação e controle

O "Contrata+Brasil" funciona como um "marketplace" de pequenas contratações públicas. A plataforma permite que os órgãos públicos divulguem demandas pontuais e recebam propostas de profissionais cadastrados no município.

A ferramenta foi criada para serviços de manutenção e pequenos reparos, respeitando o limite de R$ 13.098,41, valor máximo permitido para contratações de pronto pagamento, sem licitação. Atualmente, são contempladas 47 atividades, como reparação de imóveis e conserto de equipamentos.

Publicação da demanda: quando precisa de um serviço, o órgão público publica a demanda na plataforma.Aviso aos prestadores: o sistema envia automaticamente a oferta aos MEIs habilitados na região, por aplicativo de mensagem.Envio de propostas: os interessados informam valor e prazo para execução do serviço.Escolha do contratado: o órgão seleciona a proposta com base principalmente em preço e prazo.Prazos: o prazo para contratação é de até cinco dias e o pagamento ocorre em até cinco dias após a execução do serviço.

O modelo dispensa etapas do formato tradicional, como editais, estudos técnicos preliminares (ETP) e termos de referência (TR), que já são padronizados previamente pelo governo federal.

Segundo o governo, hoje uma contratação direta pode levar cerca de dois meses e uma licitação, até seis meses.

Apesar de serviços como pintura, elétrica, hidráulica e pequenos reparos já serem comuns na administração pública, a participação de MEIs ainda é baixa: dos cerca de 16 milhões de microempreendedores em atividade no país, apenas 70 mil estão cadastrados como fornecedores do governo federal.

Para MEIs que prestam serviços como pintura, elétrica, gesso ou reformas, a plataforma é uma oportunidade de trabalhar diretamente com órgãos públicos.

Acesse a plataforma: Entre no site gov.br/contratamaisbrasil e clique em “Entrar com GOV.BR”.Complete o cadastro: Informe seus dados pessoais e os serviços que você pode oferecer.Adicione sua empresa: Vá em “Minhas Empresas”, clique no símbolo de “+” e informe o CNPJ do MEI.Preencha os dados e atividades: Complete as informações da empresa — o número de WhatsApp é essencial — e selecione as atividades exercidas.Acesse as oportunidades: Consulte as demandas publicadas pelos órgãos públicos e, se necessário, envie perguntas pelo sistema.Envie sua proposta: Escolha o serviço desejado e informe o valor cobrado. A proposta pode ser ajustada enquanto a oportunidade estiver aberta.Acompanhe o resultado: Após o encerramento do prazo, o órgão público seleciona a melhor proposta.

Sempre que surgir uma nova oportunidade compatível com os serviços e a região do empreendedor, o MEI recebe um alerta por WhatsApp.

Todos os profissionais também precisam estar registrados no Sistema de Cadastro Unificado de Fornecedores (Sicaf).

Para simplificar esse processo, desde 13 de fevereiro, basta informar o número do CNPJ na plataforma "Contrata+Brasil" para concluir automaticamente o registro, com integração direta ao sistema.

A mudança elimina a necessidade de preencher dados em dois cadastros, já que a plataforma busca as informações nas bases do governo e realiza o credenciamento obrigatório de forma automática.

Para auxiliar os microempreendedores, o Sebrae lançou um curso online e uma cartilha com orientações sobre a plataforma.

Uma das ampliações da plataforma foi a integração com o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), gerenciado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao Ministério da Educação.

Desde dezembro de 2025, diretores de escolas públicas estaduais e municipais podem contratar, de forma simplificada, serviços de reparo e manutenção de MEIs da própria região por meio da plataforma.

Todas as unidades executoras do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) podem aderir e publicar oportunidades para serviços de manutenção e pequenos reparos. O processo ocorre em duas etapas:

O primeiro acesso deve ser feito pelo Presidente da Unidade Executora (geralmente o diretor da escola ou o responsável legal pela gestão dos recursos):

Acessa o site do Contrata+Brasil e faz login com CPF e senha do Gov.br;Aceita o termo de adesão;Após a confirmação, a unidade passa a ter acesso à plataforma.

O presidente também pode autorizar outros membros da unidade, que atuam como Demandantes, responsáveis por cadastrar oportunidades. Todas as ações desses usuários precisam de validação do presidente.

Acesse a plataforma com login Gov.br;No menu “Gestor”, selecionam “Criar oportunidade”;Escolhem o serviço desejado a partir do Catálogo de Serviços (Catser) — atualmente restrito a manutenção e pequenos reparos realizados por MEIs;Preenchem o formulário, informando se o pagamento será feito com recursos do PDDE;Incluem anexos e uma descrição detalhada do serviço (entre 300 e 3.000 caracteres), com local de execução, materiais e condições;Salve a demanda, que segue para aprovação do presidente.

Após a aprovação, a oportunidade é publicada e fica visível para os fornecedores. Durante o período de propostas, a unidade executora deve acompanhar a plataforma para responder eventuais dúvidas dos interessados.

Ao todo, mais de 125 mil escolas em todo o país recebem recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), enquanto cerca de 1,8 milhão de microempreendedores individuais (MEIs) estão aptos a prestar serviços de manutenção e pequenos reparos por meio da plataforma.

Para auxiliar diretores e equipes escolares, o Ministério da Gestão disponibilizou um passo a passo detalhado, que pode ser acessado diretamente no site do governo federal.

Após a execução do serviço, contratantes e contratados avaliam a experiência na plataforma. Empresas mal avaliadas ou que não cumprirem o contrato podem sofrer sanções, incluindo a exclusão do sistema.

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