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Microsoft faz 1º plano de demissão voluntária de sua história, diz jornal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 10:50

Tecnologia Microsoft faz 1º plano de demissão voluntária de sua história, diz jornal Plano atinge cerca de 7% dos funcionários da empresa nos EUA e mira profissionais mais antigos, com idade e tempo de casa somando ao menos 70 anos. Por Redação g1

A Microsoft está promovendo um plano de demissão voluntária (PDV) para cerca de 7% de sua força de trabalho nos Estados Unidos, segundo o jornal Financial Times. É a primeira vez que a empresa adota esse tipo de medida em seus 51 anos de história.

"Muitos desses funcionários passaram anos, e em alguns casos décadas, ajudando a moldar a Microsoft no que é hoje", escreveu Amy Coleman, diretora de recursos humanos da empresa, em memorando obtido pelo jornal.

Ela afirmou ainda que a decisão busca dar a esses profissionais "a escolha de dar o próximo passo", com o que descreveu como um apoio generoso da companhia.

Segundo o Financial Times, o PDV é voltado a funcionários mais antigos, cuja soma da idade com o tempo de casa chega a 70 anos ou mais.

Nos Estados Unidos, a Microsoft tem cerca de 125 mil funcionários, e cerca de 8 mil seriam elegíveis ao programa.

Também nesta quinta-feira (23), a Meta informou internamente que vai demitir cerca de 8 mil funcionários, o equivalente a 10% de sua força de trabalho — e eliminar outras 6 mil vagas ainda não preenchidas, segundo a agência AFP.

Em comunicado interno, a diretora de recursos humanos, Janelle Gale, disse que a medida faz parte dos esforços para "gerir a empresa de forma mais eficiente e compensar os investimentos" da companhia, que disputa espaço no desenvolvimento de inteligência artificial.

No fim de dezembro, a Meta tinha 78.865 funcionários, segundo documentos apresentados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos.

Em 2022, a empresa-mãe do Facebook, Instagram e WhatsApp iniciou sua primeira rodada de demissões, que atingiu 11 mil postos de trabalho, seguida por uma segunda rodada, em março de 2023, com outros 10 mil cortes.

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Dólar abre a R$ 5,01 com investidores monitorando conflito no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%Oferecido por

O dólar abriu com alta nesta sexta-feira (24), avançando 0,19% por volta das 9h40, cotado a R$ 5,0124. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

A tensão no Oriente Médio voltou a dominar o radar dos investidores na reta final desta semana. Movimentos diplomáticos e decisões militares mantêm a região em foco, enquanto surgem sinais de possíveis negociações para reduzir o conflito.

▶️ O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, deve chegar a Islamabad, no Paquistão, na noite de sexta-feira (24) acompanhado de uma pequena equipe. Há expectativa de que a visita abra caminho para negociações de paz com os Estados Unidos, segundo uma fonte paquistanesa.

▶️ Em meio à escalada de tensões, o presidente dos EUA, Donald Trump afirmou na quarta-feira ter ordenado que a Marinha “atire e destrua” embarcações iranianas que estivessem instalando minas na hidrovia, além de reforçar operações de desminagem na área.

A declaração ocorreu poucos dias depois de Trump afirmar que estenderia indefinidamente o cessar-fogo de duas semanas com o Irã, com o objetivo de abrir espaço para novas negociações de paz.

▶️ Ainda nesta sexta-feira, a Casa Branca informou que Trump concedeu uma prorrogação de 90 dias à isenção da Lei Jones, permitindo o transporte de petróleo e gás natural por embarcações não americanas em razão da guerra com o Irã.

▶️ No Brasil, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que enviou ao Congresso um projeto de lei complementar para transformar ganhos extraordinários de arrecadação com a alta do petróleo em cortes de tributos sobre combustíveis.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23) que um eventual acordo com o Irã só será fechado quando considerar que os termos são “apropriados e benéficos” para os interesses americanos.

Em mensagem publicada na rede Truth Social, ele rebateu reportagens que apontavam pressa por um desfecho rápido da guerra. “Tenho todo o tempo do mundo, mas o Irã não — o relógio está correndo”, escreveu.

O presidente já havia anunciado na terça-feira (21) a extensão do cessar-fogo com o Irã, mas a decisão não foi suficiente para reduzir as tensões no Estreito de Ormuz.

🔎 O bloqueio naval americano na região continua em vigor, e forças dos EUA apreenderam um petroleiro suspeito de transportar petróleo iraniano de forma irregular. Enquanto Washington afirma aguardar uma nova proposta de paz de Teerã, autoridades iranianas indicaram que não pretendem participar de negociações no curto prazo.

Nesta quinta-feira, Trump afirmou ter ordenado que a Marinha dos EUA “atire e mate” qualquer embarcação que tente instalar minas na passagem marítima. Segundo o presidente, navios militares especializados já atuam na retirada de explosivos da área.

A declaração ocorreu no mesmo dia em que o jornal "The Washington Post" informou que o Pentágono avalia que a remoção completa das minas no estreito pode levar até seis meses.

O Estreito de Ormuz segue no centro da disputa entre os dois países. Na semana passada, em um gesto ligado ao cessar-fogo, o Irã chegou a reabrir a passagem marítima.

Dias depois, porém, o canal foi fechado novamente depois que os EUA recusaram um pedido iraniano para suspender o bloqueio naval mantido na entrada da rota.

As bolsas internacionais fecharam a sessão desta quinta-feira sem direção única, em meio à cautela dos investidores diante da guerra no Oriente Médio e de resultados corporativos mistos no setor de tecnologia.

Em Wall Street, também pesavam preocupações sobre os impactos da inteligência artificial nas empresas de software. Ao final da sessão, o Dow Jones fechou em queda de 0,32%, enquanto o S&P 500 caiu 0,57% e o Nasdaq teve perdas de 0,87%.

Entre as principais bolsas da região, o FTSE 100, de Londres, caiu 0,19%, aos 10.457,01 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, recuou 0,16%, aos 24.155,45 pontos. Já o CAC 40, de Paris, avançou 0,87%, encerrando aos 8.227,32 pontos.

Na Ásia, o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,95%, aos 25.915 pontos. Em Xangai o índice SSEC recuou 0,32%, aos 4.093 pontos. O CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, cedeu 0,28%, aos 4.786 pontos.

Já em Tóquio, o Nikkei registrou queda de 0,75%, aos 59.140 pontos, enquanto em Seul o Kospi avançou 0,90%, aos 6.475 pontos.

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Dia Nacional do Churrasco: em que parte do boi fica a picanha? Dê play no game e teste seus conhecimentos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 09:48

Agro Dia Nacional do Churrasco: em que parte do boi fica a picanha? Dê play no game e teste seus conhecimentos Para jogar, arraste os 20 cortes de carne até as partes corretas do boi. Por Redação g1

O Dia Nacional do Churrasco é comemorado nesta sexta-feira (24). Mas você sabe exatamente de onde vêm os cortes de carne que chegam ao seu prato? Da picanha, do patinho, do filé mignon? Nem sempre é fácil identificá-las.

Neste jogo interativo, teste seus conhecimentos e descubra se você acerta a localização dos principais cortes.

O Dia Nacional do Churrasco é comemorado nesta sexta-feira (24). — Foto: Nadin Sh/Pexels e Pedro Furtado/Pexels

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Nike anuncia demissão de 1.400 funcionários; área de tecnologia será a mais afetada

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%Oferecido por

A Nike anunciou nesta quinta-feira (23) a demissão de cerca de 1.400 funcionários, em meio a um plano para agilizar seus fluxos de trabalho. Os cortes representam pouco menos de 2% da força de trabalho global e devem atingir principalmente áreas de tecnologia.

Em memorando enviado aos funcionários, a Nike afirmou que a medida também busca integrar melhor sua cadeia de suprimentos e concentrar operações tecnológicas em dois polos principais: Oregon, nos Estados Unidos, e na Índia.

Em janeiro, a companhia já havia cortado 775 vagas, como parte de uma estratégia para acelerar a automação.

As ações da Nike subiram cerca de 0,5% no pós-mercado, mas acumulam queda de mais da metade do valor nos últimos três anos. No período, concorrentes como On, Hoka e Anta ganharam espaço.

O CEO Elliott Hill, que assumiu o comando em 2024, prometeu reposicionar a marca, com foco em esportes como corrida e futebol e no lançamento mais rápido de novos produtos.

Ainda assim, analistas avaliam que os esforços têm sido inconsistentes e que os cortes não chegam a ser uma surpresa.

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O que o consumo de carne de burro na Patagônia revela sobre a atualidade da Argentina

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 09:07

Agro O que o consumo de carne de burro na Patagônia revela sobre a atualidade da Argentina Preços da carne bovina subiram 6,9% em março, acima da inflação mensal da Argentina de 3,4% — o maior índice dos últimos 12 meses. Por BBC

A carne bovina argentina, famosa mundialmente pela qualidade e maciez, sempre ocupou um lugar central na mesa do país.

Mas em meio à alta dos preços da carne bovina, que subiu 6,9% em março, acima da inflação mensal de 3,4%, um tipo de carne pouco tradicional começa a ganhar espaço na Argentina: a de burro.

Em Trelew, na Patagônia, a degustação e a venda desse tipo de carne ganharam os noticiários do país na última semana.

A experiência — que incluiu um açougue e um restaurante tradicional da cidade — faz parte de um projeto piloto chamado "Burros Patagônicos".

A carne bovina argentina, famosa mundialmente pela qualidade e maciez, sempre ocupou um lugar central na mesa do país.

Resultado de uma combinação de genética, alimentação e da criação do gado nas extensas planícies dos pampas — onde o relevo plano reduz o esforço físico dos animais —, os cortes são conhecidos por serem tão tenros que, como dizem locais e turistas, podem ser "cortados até com colher".

Mas em meio à alta dos preços da carne bovina, que subiu 6,9% em março, acima da inflação mensal de 3,4% — o maior índice dos últimos 12 meses — um tipo de carne pouco tradicional começa a ganhar espaço na Argentina: a de burro.

Em Trelew, na Patagônia, a degustação e a venda desse tipo de carne ganharam os noticiários do país na última semana. A experiência — que incluiu um açougue e um restaurante tradicional da cidade — faz parte de um projeto piloto chamado "Burros Patagônicos".

A iniciativa foi criada pelo produtor rural Julio Cittadini, que vinha desenvolvendo a ideia há cerca de dois anos, enquanto aguardava autorização das autoridades sanitárias locais e nacionais.

Após a aprovação, ele levou a proposta a um açougue e a um restaurante tradicional da cidade, onde a novidade rapidamente atraiu público.

Em entrevista à BBC News Brasil, a proprietária do restaurante Don Pedro, Carla Gutiérrez, disse que foram servidos pratos como empanadas, churrasco e linguiça feitos com carne de burro, que agradaram aos clientes.

"Foi um sucesso. Veio muita gente e todos gostaram. Eu também provei e gostei. A carne é parecida com a bovina, só um pouco mais escura e com menos gordura", afirmou, acrescentando que a carne se esgotou rapidamente no açougue.

Apesar da repercussão, Victor Tonelli, especialista em carnes na Argentina, afirma que o consumo de carne de burro ainda é pontual: "Não há nenhum impacto (no consumo e na produção local)" por ser algo muito especifico, diz.

Ainda assim, os chamados "bifes de jumento" chamaram atenção por refletirem um comportamento mais amplo dos consumidores: a busca por alternativas diante da perda de poder de compra.

Para Carla, não há dúvidas que parte do interesse está ligada ao preço. Ela contou que em Trelew, o quilo da carne de burro é vendido por cerca de 7.500 pesos (cerca de R$ 27), enquanto a bovina pode chegar a 18 mil ou 19 mil pesos (R$ 65 ou R$ 69) — quase três vezes mais.

A procura por opções mais baratas ocorre em um momento de pressão sobre o consumo na Argentina, impulsionada pela inflação, que acumula um aumento de 9,4% no ano.

Segundo o último relatório do Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) da Argentina, carnes e derivados estiveram entre os itens que mais subiram na categoria de alimentos, um dos principais fatores na composição da inflação.

Na Grande Buenos Aires, por exemplo, a carne registrou aumento anual de 55%, chegando a 61,5% na região Noroeste, sendo o item com a maior alta no período.

Carla Gutierrez (de cabelo preto amarrado) e sua mãe ao lado de funcionários no restaurante Don Pedro — Foto: Arquivo Pessoal

Dados recentes mostram que o consumo da carne bovina caiu cerca de 10% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo o menor nível em duas décadas.

Segundo Tonelli, essa queda acompanha uma mudança nos hábitos alimentares. Atualmente, o consumo total de carnes na Argentina gira em torno de 115 a 116 quilos por pessoa ao ano, incluindo cerca de 51 quilos de frango, 45 quilos de carne bovina e entre 19 e 20 quilos de carne suína.

Mas esse consumo de carne bovina já é menor que o ano passado e está e distante dos níveis históricos do país.

"No ano passado, nesta época, era de cerca de 50 quilos por pessoa. E, há 60 anos, para termos uma ideia, eram 82 quilos de carne bovina por habitante, contra apenas 12 quilos somados de frango e suína", afirmou.

Na época, como costumam lembrar os próprios argentinos, o país passou a ser visto como "carnívoro", diante da predominância da carne bovina na dieta e da menor diversidade alimentar.

Trabalhando há 60 anos como produtor rural, Cittadini afirma que o projeto não foi concebida como resposta à atual situação econômica.

Segundo ele, a iniciativa surgiu a partir das dificuldades enfrentadas pela pecuária e criação de ovelhas na região da Patagônia, devido ao clima rigoroso e o relevo irregular, além da presença de predadores.

"Foi por tudo isso que pensei no burro como alternativa. Ele é mais resistente ao meio ambiente daqui. E se adapta perfeitamente ao clima patagônico."

O que o consumo de carne de burro na Patagônia revela sobre a atualidade da Argentina — Foto: Diário El Chubut

Atualmente, Cittadini mantém cerca de 150 burros e planeja ampliar o rebanho em breve, com foco no mercado local da província de Chubut.

"É verdade que a carne de burro é mais barata que a bovina, mas o projeto não está ligado a situação econômica do momento. Já vivemos muitas crises e essa é uma mais. Estamos acostumados e sempre nos erguemos, sempre enfrentamos e superamos", disse à reportagem.

Procurado, o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) informou que não há registro de exportação de carne de burro no país e que o consumo "não é habitual, mas também não é proibido".

A situação econômica da Argentina tem afetado principalmente o consumo e os setores de comércio e indústria. Segundo o economista Ricardo Arriazu, o país está diante de uma profunda mudança estrutural.

"Eu nunca tinha visto o que está acontecendo, com uma nova dinâmica nos setores de energia, mineração e do agro, que geram forte aumento de divisas para o país, mas não absorvem mão de obra. A indústria, a construção e o comércio, por sua vez, têm retrocesso", afirmou.

De acordo com a União Industrial Argentina (UIA), o setor industrial tem registrado perdas de entre 1.000 e 1.500 postos de trabalho por mês desde março do ano passado. Dados oficiais indicam ainda que a indústria argentina caiu 8,7% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, acumulando oito meses seguidos de retração.

Nesse cenário, a inflação de março (3,4%) foi o principal fator de preocupação do governo, segundo a imprensa local.

O combate à inflação foi uma das principais bandeiras da campanha de Javier Milei à Casa Rosada. No entanto, com a pressão sobre os preços — em um país com histórico de inflação elevada —, o desafio de conter a alta se tornou ainda maior.

Em discurso na semana passada, Milei pediu paciência aos argentinos e voltou a afirmar que a situação vai melhorar. "Normalmente, os políticos fingem demência ou falam de outra coisa quando recebem um dado negativo. Mas como eu sou Milei e detesto a maneira como fazem política tradicional, e como odeio a inflação, e como este dado me gerou repulsa, vou falar sobre a inflação", disse em um evento com empresários.

O Banco Mundial prevê que a economia argentina crescerá 3,6% em 2026 e 3,7% em 2027, com uma das maiores expansões da região. Porém, como observou o economista Arriazu, trata-se de um crescimento desigual.

Enquanto isso, experiências como a de Trelew seguem despertando curiosidade — seja como alternativa econômica ou como novidade gastronômica em um país onde a carne bovina sempre foi dominante.

Ainda que restrito, o consumo de carne de burro revela como mudanças no cenário econômico podem influenciar até mesmo hábitos profundamente enraizados na cultura alimentar argentina.

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Novo modelo de IA de baixo custo da chinesa DeepSeek acirra disputa tecnológica com os EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 09:07

Tecnologia Novo modelo de IA de baixo custo da chinesa DeepSeek acirra disputa tecnológica com os EUA DeepSeek‑V4, com código aberto, mais barato e potente que modelos americanos, surge em meio a acusações da Casa Branca de espionagem tecnológica e disputa estratégica. Por Deutsche Welle

A startup chinesa DeepSeek lançou nesta sexta‑feira (24) um novo modelo de inteligência artificial com custos "drasticamente reduzidos".

A corrida pela IA intensificou a rivalidade entre a China e os Estados Unidos, e a Casa Branca acusou, nesta quinta‑feira, entidades chinesas de realizarem um esforço em larga escala para roubar tecnologia de inteligência artificial.

O DeepSeek‑V4 "apresenta um contexto ultralongo", informou a empresa em um comunicado na plataforma de mídia social WeChat, descrevendo‑o como "líder mundial, com custos drasticamente reduzidos de computação e memória" em um anúncio separado no X.

O V4 suporta um comprimento de contexto de um milhão de "tokens" — pequenos componentes de texto, incluindo palavras ou pontuação —, colocando‑o no mesmo nível do Gemini, do Google.

O novo V4 foi lançado em duas versões, DeepSeek‑V4‑Pro e DeepSeek‑V4‑Flash, sendo esta última "uma opção mais eficiente e econômica" por contar com parâmetros menores.

O DeepSeek mostrou que a China também pode desenvolver os "cérebros" da IA — Foto: Reuters

A startup chinesa DeepSeek lançou nesta sexta‑feira (24) um novo modelo de inteligência artificial com custos "drasticamente reduzidos", mais de um ano após surpreender o mundo com um modelo de raciocínio de baixo custo que igualava as capacidades de rivais americanos.

A corrida pela IA intensificou a rivalidade entre a China e os Estados Unidos, e a Casa Branca acusou, nesta quinta‑feira, entidades chinesas de realizarem um esforço em larga escala para roubar tecnologia de inteligência artificial.

Com sede em Hangzhou, a DeepSeek ganhou projeção em janeiro do ano passado com um chatbot de IA generativa, alimentado por seu modelo de raciocínio R1, que abalou as suposições sobre a dominância dos EUA nesse setor estratégico.

O DeepSeek‑V4 "apresenta um contexto ultralongo", informou a empresa em um comunicado na plataforma de mídia social WeChat, descrevendo‑o como "líder mundial, com custos drasticamente reduzidos de computação e memória" em um anúncio separado no X.

O V4 suporta um comprimento de contexto de um milhão de "tokens" — pequenos componentes de texto, incluindo palavras ou pontuação —, colocando‑o no mesmo nível do Gemini, do Google.

O comprimento de contexto determina quanto de entrada um modelo é capaz de absorver para ajudar na execução de tarefas.

O novo V4 foi lançado em duas versões, DeepSeek‑V4‑Pro e DeepSeek‑V4‑Flash, sendo esta última "uma opção mais eficiente e econômica" por contar com parâmetros menores.

Em termos de "conhecimento de mundo", um benchmark de raciocínio, o V4‑Pro fica atrás apenas do modelo mais recente do Gemini, segundo a DeepSeek.

Uma versão prévia do modelo de código aberto já está disponível, informou a empresa, sem indicar quando uma versão final será lançada. No começo do ano passado, logo apos ser lançado, o modelo da DeepSeek chegava a custar 18 vezes menos que o ChatGPT.

Especialistas afirmam que a chegada do V4 marca um "ponto de inflexão” em termos de hardware e custo.

"Isso resolve problemas antigos de desempenho mais lento e custos mais altos associados a comprimentos de contexto longos, marcando um verdadeiro ponto de inflexão para a indústria", disse Zhang Yi, fundador da empresa de pesquisa tecnológica iiMedia.

"Para os usuários finais, isso trará benefícios amplos e acessíveis. Por exemplo, se o suporte a contextos ultralongos se tornar um recurso padrão, o processamento de textos extensos deverá sair dos laboratórios de pesquisa de ponta e entrar em aplicações comerciais convencionais", acrescentou.

O V4‑Pro possui 1,6 trilhão de parâmetros, enquanto o V4‑Flash tem 284 bilhões de parâmetros, que refinam a capacidade de tomada de decisão dos modelos.

O modelo também foi "otimizado" para produtos populares de agentes de IA, como Claude Code, OpenClaw, OpenCode e CodeBuddy, segundo o comunicado da DeepSeek.

O lançamento mais recente da DeepSeek é um "marco" para as empresas chinesas, afirmou o veterano analista da indústria de IA Max Liu.

"Isso é algo positivo para toda a indústria doméstica de IA. Pode oferecer modelos melhores para os usuários locais, e agora podemos esperar muitas outras coisas — mais produtos e um mercado mais competitivo", disse.

O chamado "choque DeepSeek" do ano passado provocou uma queda nas ações relacionadas à IA e uma reavaliação das estratégias de negócios, sendo também descrito como um "momento Sputnik", ou seja, um choque estratégico repentino para o setor.

O chatbot apresentou desempenho em nível semelhante ao do ChatGPT e de outras ofertas líderes dos Estados Unidos, mas a empresa afirmou que utilizou significativamente menos poder computacional para desenvolvê‑lo.

No entanto, sua popularidade repentina levantou questionamentos sobre privacidade de dados e censura, já que o chatbot frequentemente se recusava a responder a perguntas sobre temas sensíveis, como o massacre da Praça da Paz Celestial em 1989.

No país, as ferramentas de IA da DeepSeek vêm sendo amplamente adotadas por governos municipais chineses, instituições de saúde, pelo setor financeiro e por outras empresas.

Isso foi impulsionado em parte pela decisão da DeepSeek de tornar seus sistemas de código aberto, com seus funcionamentos internos públicos — em contraste com os modelos proprietários vendidos pela OpenAI e outros concorrentes ocidentais.

Mas a Casa Branca acusou empresas chinesas de tentarem "roubar” tecnologia americana, antes de uma cúpula prevista entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim no próximo mês.

"Os EUA têm evidências de que entidades estrangeiras, principalmente na China, estão conduzindo campanhas de destilação em escala industrial para roubar IA americana", disse Michael Kratsios, principal assessor de ciência e tecnologia de Trump, em uma publicação no X.

A destilação é uma prática comum no desenvolvimento de IA, frequentemente utilizada por empresas para criar versões mais baratas e menores de seus próprios modelos.

O anúncio da DeepSeek nesta sexta‑feira também ocorre em um momento em que a Meta afirma que planeja cortar um décimo de sua força de trabalho em busca de ganhos de produtividade, ao mesmo tempo em que investe pesadamente em inteligência artificial.

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Brasil iniciará testes para aumentar mistura de biodiesel no diesel em maio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 09:07

Agro Brasil iniciará testes para aumentar mistura de biodiesel no diesel em maio Crise energética causada pela guerra no Irã tem forçado o país a reduzir dependência de combustíveis fósseis importados, como o petróleo. Por Reuters

Pesquisadores brasileiros do Instituto Tecnológico de Mauá iniciarão testes para investigar a viabilidade de aumentar a mistura de biodiesel no diesel para 20% em maio.

O Brasil é uma potência na produção de biocombustíveis a partir de matérias-primas como soja e cana-de-açúcar, com misturas obrigatórias atuais de 15% de biodiesel no diesel e 30% de etanol anidro na gasolina.

A crise energética global causada pela guerra no Irã tem forçado o Brasil a ampliar esforços para aumentar essas misturas obrigatórias e reduzir a dependência de combustíveis fósseis e fontes de energia importadas.

Os motores serão testados por 300 horas para avaliar o entupimento do filtro, o comportamento do sistema de injeção e para inspecionar o bico injetor.

Pesquisadores brasileiros do Instituto Tecnológico de Mauá iniciarão testes para investigar a viabilidade de aumentar a mistura de biodiesel no diesel para 20% em maio, disse Renato Romio, gerente da divisão de veículos do instituto, nesta quinta-feira (23).

O Brasil é uma potência na produção de biocombustíveis a partir de matérias-primas como soja e cana-de-açúcar, com misturas obrigatórias atuais de 15% de biodiesel no diesel e 30% de etanol anidro na gasolina.

A crise energética global causada pela guerra no Irã tem forçado o Brasil a ampliar esforços para aumentar essas misturas obrigatórias e reduzir a dependência de combustíveis fósseis e fontes de energia importadas.

"A ideia é começar em maio", disse Romio à Reuters, em um evento realizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pelo Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) em São Paulo.

Durante a primeira fase, o instituto testará misturas de biodiesel de 15% e 20% – conhecidas como B15 e B20, respectivamente – e planeja instalar o primeiro motor a ser testado no próximo mês, disse Rômio.

Os motores serão testados por 300 horas para avaliar o entupimento do filtro, o comportamento do sistema de injeção e para inspecionar o bico injetor, disse Romio, acrescentando que a segunda fase de testes também analisará as emissões de poluentes em diesel misturado com 7% e 25% de biodiesel.

Os testes planejados são uma boa notícia para o setor, disse o diretor de economia e assuntos regulatórios da Abiove, Daniel Amaral, no evento.

"Porque é um conjunto de testes bastante amplo, bastante bem discutido entre todas as entidades que estão relacionadas à questão da produção e do uso de biodiesel e que certamente vai abrir as portas para misturas superiores a B15 até o B20, o que traz um cenário bastante promissor para o setor", disse Amaral.

Trata-se de um conjunto bastante abrangente de testes, amplamente discutido por todas as entidades relacionadas à produção e ao uso do biodiesel", disse Amaral.

"Certamente abrirá caminho para misturas acima de B15 e até B20, o que representa um cenário muito promissor para o setor."

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Entenda lei que proíbe radar de trânsito escondido aprovada por comissão da Câmara

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 09:07

Carros Entenda lei que proíbe radar de trânsito escondido aprovada por comissão da Câmara Projeto quer proibir radares ocultos e próximos entre si; regra vale para equipamentos fixos e móveis. Nova lei também deve obrigar órgão a divulgar na internet local de radares. Por Redação g1

Agente de trânsito posiciona o radar atrás da mureta de proteção da rodovia — Foto: Carlos Pradini

Foi aprovado nesta quarta-feira (22) pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados um projeto de lei que cria regras mais rígidas para a visibilidade e a sinalização de radares de fiscalização de velocidade.

O projeto agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se transformar em lei, o texto tem de ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

A proposta aprovada na comissão inclui normas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para padronizar a fiscalização em todo o país.

Nada mais de um radar atrás do outro: fica proibido o uso de radares portáteis próximos a radares fixos. A distância mínima deverá ser de 2 quilômetros em rodovias e de 500 metros em áreas urbanas.Radar escondido nunca mais: não será permitida a instalação de radares fixos atrás de postes, árvores, construções ou passarelas. Agentes que utilizam radares móveis também não poderão ficar escondidos.Painel com velocidade: passa a ser obrigatória a instalação de painéis eletrônicos que informem ao motorista a velocidade registrada pelo radar. A exigência vale para radares fixos em vias com duas ou mais faixas no mesmo sentido.Radares listados na internet: o órgão de trânsito será obrigado a divulgar na internet a localização exata de todos os radares, além da data da última verificação do equipamento pelo Inmetro.Critério para instalação de radares: será necessário apresentar estudo técnico e justificativa para a instalação de qualquer radar.

O Projeto de Lei 4751/24 recebeu alterações da deputada Rosana Valle (PL-SP), relatora da proposta na comissão.

“A proposta dá mais segurança jurídica aos motoristas e reforça a educação para o trânsito, evitando práticas voltadas apenas à arrecadação, associadas ao que se convencionou chamar de ‘indústria da multa’”, afirmou a relatora.

O autor do projeto é o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). Ele defende que a melhor sinalização dos radares pode aumentar a conscientização dos motoristas.

“O termo ‘indústria da multa’ é usado com frequência para descrever a ideia de que existe no Brasil um sistema arrecadatório que teria como principais alvos os condutores que cometem infrações de trânsito”, diz Silva.

Proposta de lei pede instalação de painéis eletrônicos para informar motorista sobre velocidade aferida — Foto: g1 / Cauê Adamuz

O motorista sempre tem a oportunidade de recorrer das infrações, e o processo depende do órgão que aplicou a multa, como Detran, Polícia Rodoviária Federal, DER, entre outros.

Em geral, o processo começa com a apresentação da defesa de autuação. O motorista tem prazo de 30 dias para apontar eventuais erros antes mesmo de a multa ser aplicada.É nesse momento que o motorista pode indicar que havia outro condutor ao volante e, assim, evitar o acúmulo de pontos.Essa primeira defesa deve ser analisada pelas autoridades em até 30 dias.Se o recurso for indeferido, há prazo de 30 dias para recorrer em primeira instância à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari). O órgão tem mais um mês para emitir o parecer.

Se essa etapa for rejeitada, é possível recorrer ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) em segunda instância. Multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal têm um processo próprio de recurso, com formulários específicos.

A recomendação é acompanhar quantos pontos constam na CNH para não ultrapassar o limite, considerando o novo critério. Os sites dos Detrans oferecem consulta a essa informação.

Em caso de suspensão, o processo de recurso é semelhante ao das infrações, começando pela Jari e, depois, seguindo para o Cetran de cada estado.

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Com queda do dólar, gastos de brasileiros no exterior batem recorde no 1º trimestre

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 09:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%Oferecido por

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 6,04 bilhões no primeiro trimestre deste ano, informou nesta sexta-feira (24) o Banco Central.

Isso representa um crescimento de 21,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando somaram US$ 4,96 bilhões. Esse também é o maior valor, para os três primeiros meses de um ano, desde o início da série histórica do BC, em 1995.

Somente em março, as despesas lá fora totalizaram US$ 1,99 bilhão, valor que é recorde para esse mês.

➡️O aumento de gastos no exterior acontece em um momento de queda na cotação da moeda norte-americana, o que barateia as viagens para outros países.

Passagens, despesas com hotéis e gastos com produtos e serviços no exterior, por exemplo, são influenciados ou cotados em moeda estrangeira. Com isso, quando o dólar está mais baixo, os brasileiros acabam gastando menos com esses itens.

Nesta quinta-feira (23), o dólar fechou em alta de 0,58%, cotado a R$ 5. Mesmo assim, no ano, o recuo acumulado foi de 8,85%.

A queda do dólar acontece em meio à guerra no Oriente Médio. A percepção do mercado é de que o Brasil, por ser um exportador de petróleo, se encontra em situação melhor do que outras economias e que a venda do produto contribui para o ingresso de divisas no país (valorizando o real).

Ao mesmo tempo, a economia brasileira segue registrando crescimento, apesar da desaceleração. A atividade econômica é outro fator que costuma influenciar os gastos lá fora.

Ainda de acordo com o BC, o déficit das contas externas brasileiras recuou 10,76% em no primeiro trimestre deste ano.

Segundo instituição, a conta de transações correntes registrou saldo negativo de US$ 20,27 bilhões nos três primeiros meses deste ano, em comparação com um rombo de US$ 22,71 bilhões no mesmo período do ano passado.

O resultado em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do país, é formado por:

balança comercial: que é o comércio de produtos entre o Brasil e outros países;serviços: adquiridos por brasileiros no exterior; erendas: remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior.

O Banco Central costuma explicar que o tamanho do rombo das contas externas está relacionado com o crescimento da economia. Quando cresce, o país demanda mais produtos do exterior e realiza mais gastos com serviços também. Com a desaceleração da economia, o déficit tende a ficar menor.

O BC também informou que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira registraram pequeno recuo no primeiro trimestre de 2026.

Os estrangeiros trouxeram US$ 21,03 bilhões em investimentos em janeiro e março de 2026, contra US$ 23,04 bilhões no mesmo período do ano passado.

Mesmo com a queda, foram suficientes para “financiar” o déficit em transações correntes registrado nos dois primeiros meses deste ano.

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Palantir: por que o crescimento do poder global da empresa de IA causa preocupação?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 07:45

Tecnologia Palantir: por que o crescimento do poder global da empresa de IA causa preocupação? A Palantir surgiu a partir das funções de segurança do PayPal e, hoje, é uma das companhias de IA mais bem sucedidas do mundo — e também uma das mais polêmicas. Por BBC

A Palantir é uma empresa americana de análise de dados que usa inteligência artificial para coletar, organizar e interpretar informações.

A empresa foi fundada em 2003 por Peter Thiel, um dos fundadores do PayPal, e Alex Karp, um filósofo alemão.

A empresa também oferece serviços a empresas civis, como a Airbus, Panasonic, Merck e até para a equipe de Fórmula 1 da Ferrari.

A Palantir está avaliada em mais de US$ 380 bilhões (cerca de R$ 1,9 trilhão) e continua aumentando.

O CEO (diretor-executivo) da Palantir, Alex Karp, levou a empresa a ser líder em análise de dados — Foto: Getty Images via BBC

Sempre que você se conecta à internet, alguém está coletando as informações que você vai deixando, seja o seu provedor, o servidor da página que você está visitando ou o navegador usado durante o acesso.

Todas estas informações ajudam as empresas a compreender melhor o comportamento dos seus clientes e projetar estratégias e produtos que atendam melhor às necessidades dos consumidores.

Da mesma forma, os dados podem ser empregados para localizar indivíduos considerados como ameaça. Foi o que fizeram os Estados Unidos para encontrar o bunker de Osama Bin Laden (1957-2011) no Paquistão.

E também servem para identificar e definir alvos militares, como faz atualmente o exército israelense no Irã. Mas, para que as informações sejam úteis, a sua coleta pura e simples não é suficiente.

A quantidade cada vez maior de dados produzidos na Web todos os dias (estimados em cerca de 400 milhões de terabytes) faz com que as organizações precisem usar programas especializados, alimentados por inteligência artificial, para poder coletá-los, organizá-los e, por fim, interpretar o que eles podem revelar.

Atualmente, a maioria dos especialistas em cibersegurança concorda que não existe no mundo um software de análise de dados que possa ser comparado, em termos de complexidade e alcance, com o da companhia americana Palantir, especialmente em relação à segurança e à inteligência militar.

No final do ano passado, o colunista do jornal The New York Times Michael Steinberger publicou o livro The Philosopher in the Valley: Alex Karp, Palantir, and the Rise of the Surveillance State ("O filósofo no Vale: Alex Karp, a Palantir e a ascensão do estado de vigilância", em tradução livre).

Ele defende que parte do sucesso da empresa se deve ao fato de ter desenvolvido sua tecnologia lado a lado com os serviços de inteligência dos Estados Unidos.

O poder das ferramentas da Palantir gerou protestos nos Estados Unidos — Foto: Getty Images via BBC

"A reviravolta para a Palantir foi o recebimento de fundos da In-Q-Tel, que foi o braço de investimento de capital da CIA", a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, explica Steinberger à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

"Além do investimento, que foi imenso, os engenheiros da Palantir tiveram acesso aos analistas da CIA e, por isso, conseguiram desenvolver o software lado a lado com eles."

Tudo isso faz com que as ferramentas da Palantir sejam largamente utilizadas por diversas agências do governo americano. E não apenas pelos órgãos de inteligência, como a CIA, o FBI (Escritório Federal de Investigações) e a NSA (Agência Nacional de Segurança).

Entidades de saúde dos Estados Unidos, como os Centros de Controle de Doenças (CDC), e agências migratórias, como o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), também fazem uso dos programas da Palantir.

O ICE emprega atualmente essas ferramentas para identificar e localizar imigrantes procurados para detenção e deportação.

"O trabalho do ICE ao lado da Palantir começou em um momento de crise, algo típico em relação à Palantir", explica Steinberger.

"Eles cobram bastante pelos seus serviços e muitas organizações acreditam que podem economizar, se desenvolverem um software in-house. Mas, quando chega a crise, eles decidem experimentar."

"Quando um agente da DEA [a Agência de Combate às Drogas dos Estados Unidos] foi morto no México e o governo precisava encontrar os assassinos, eles recorreram à Palantir, que reuniu uma grande quantidade de dados em poucos dias e permitiu que eles encontrassem o assassino com muita facilidade."

Para podermos entender o papel desempenhado atualmente pela Palantir no setor militar americano, é preciso retornar à criação da empresa e ao momento histórico que forneceu diretamente sua razão de ser: os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Max Levchin e Peter Thiel são os fundadores da empresa que se transformaria no PayPal — Foto: Getty Images via BBC

No que viria a ser conhecido como o "boom das ponto com", milhares de empreendedores se aventuraram a lançar negócios na rede.

Muitas empresas que, hoje, são imensos conglomerados digitais começaram naquela época. Uma delas foi o PayPal, talvez a plataforma de pagamentos digitais mais conhecida do mundo.

Ela surgiu da fusão de duas empresas distintas. Uma delas era a Confinity, do então jovem investidor Peter Thiel. A outra foi a X.com, de Elon Musk, hoje principal acionista da Tesla e do X (antigo Twitter).

Naquela época, a segurança das transações online estava começando a ser desenvolvida. E o PayPal passou a ser o site preferido dos golpistas, graças ao anonimato que ele proporcionava.

Em resposta, o sócio de Thiel e um dos fundadores da Confinity (depois, PayPal), Max Levchin, se concentrou no desenvolvimento de um software que, por meio de algoritmos, pudesse garantir a segurança das transações ocorridas dentro da plataforma, para poder liberar todo o potencial das compras via internet.

O software recebeu o nome de Igor, o mesmo do golpista russo que se tornaria o primeiro a cair com a nova ferramenta. O sucesso foi tanto que o software conseguiu reduzir as fraudes nas transações para menos de 0,5%, colocando o PayPal na vanguarda do comércio online.

Como era de se esperar, o sucesso da ferramenta também chamou a atenção das autoridades americanas. O FBI se interessou e começou a trabalhar com a equipe de segurança do PayPal em investigações de fraude.

Os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 inspiraram Thiel a desenvolver a tecnologia da Palantir — Foto: Getty Images via BBC

"Uma forma de ver os atentados de 11 de setembro é que eles constituíram uma falha de integração de dados", segundo Steinberger. "E, de fato, o relatório da Comissão do 11 de Setembro afirmou exatamente isso."

"Houve uma falha na hora de conectar os pontos, que conduziu àquela tragédia. A CIA dispunha de informações, o FBI dispunha de informações, mas eles não se comunicavam entre si. A informação não era compartilhada."

Para Peter Thiel, ficou claro que, frente a este problema de organização de dados, o Igor poderia ser muito útil para os diferentes serviços de inteligência americanos. Por isso, ele começou a buscar uma forma de entrar em contato com a CIA.

Karp acredita que a tecnologia da Palantir é fundamental para 'proteger o modo de vida ocidental' — Foto: Getty Images via BBC

Quando Thiel começou a buscar o capital necessário para desenvolver o projeto que tinha em mente, ele se encontrou novamente com Alex Karp.

Ambos eram bons amigos na Faculdade de Direito da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, mesmo estando em polos opostos do debate ideológico. Thiel é um conservador devoto e Karp, um progressista convicto, filho de um casal inter-racial.

Sua amizade se baseou principalmente no descontentamento gerado pela educação que recebiam em uma das melhores universidades do país, pela paixão comum pelo xadrez e pelas discussões acaloradas sobre temas profundos.

Karp é doutor em filosofia alemã e foi aluno do filósofo Jürgen Habermas (1929-2026). Quando se reencontraram após os atentados de 2001, Thiel o recrutou para ajudar a conseguir investidores para o empreendimento. E ficou surpreso com a sua paixão pelo projeto.

O nome Palantir é uma homenagem às pedras mágicas da saga de livros O Senhor dos Anéis. Elas davam a quem as possuísse o poder de ver o mesmo que seus inimigos.

A associação com a obra de J. R. R. Tolkien (1892-1973) é tão forte que os funcionários da empresa se denominam palantirianos e alguns dos seus escritórios são adornados com runas élficas.

Apesar da sua falta de experiência no campo militar, os diretores da empresa decidiram fazer de Karp seu CEO (diretor-executivo), por ter visão mais clara do que eles desejavam fazer com a Palantir.

Parte do sucesso da Palantir se deve ao acesso da empresa às agências de segurança dos Estados Unidos — Foto: Getty Images via BBC

Mesmo tendo sido criado em um lar progressista, no Estado americano da Califórnia, e estudado filosofia na Alemanha, as ideias de Karp "evoluíram" com o passar do tempo, segundo Steinberger. "Elas se aproximaram da forma como Peter Thiel observa o mundo."

"Karp fala cada vez menos da defesa da democracia liberal e mais da defesa do Ocidente como entidade cultural. Esta sempre foi a controversa postura de Thiel, que afirma não acreditar que a liberdade (em referência à liberdade econômica) e a democracia sejam compatíveis."

Karp também defende a superioridade militar e tecnológica dos Estados Unidos como "o fator de dissuasão mais importante" do mundo atual.

"As guerras são travadas com tecnologia", declarou Karp durante um fórum recente em Washington, sobre o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã.

"Se observamos a operação 'Martelo da Meia-Noite' [o ataque americano à infraestrutura nuclear iraniana em 2025], a operação na Venezuela [que capturou Nicolás Maduro] ou a operação que estamos vendo no Irã, veremos uma sociedade totalmente dominadora", prosseguiu ele, "e esta sociedade é a nossa."

"Sempre discuto com meus amigos intelectuais quando me perguntam 'mas não seria melhor um sistema de normas em que todos sejam iguais?' e eu respondo: 'Sim, claro. Na teoria. Mas, neste mundo, somos nós ou é a China ou a Rússia.'"

Alex Karp afirma que os Estados Unidos 'dominam' outras sociedades — Foto: Getty Images via BBC

Recentemente, a Palantir publicou nas redes um resumo de 22 pontos das ideias apresentadas por Karp no seu livro A República Tecnológica: Tecnologia, Política e o Futuro do Ocidente (Ed. Intrínseca, 2025), que muitos descreveram como o manifesto da empresa.

Os pontos refletem algumas das ideias mais polêmicas do pensamento libertário americano, como a declaração de que, embora "algumas culturas tenham produzido avanços fundamentais, outras continuam sendo disfuncionais e regressivas", ou que os países ocidentais "devem resistir à tentação superficial de um pluralismo vazio e oco".

Para Karp, "uma era de dissuasão — a era atômica — está terminando e uma nova era de dissuasão, baseada na inteligência artificial, está a ponto de começar" e "se um soldado da marinha americana pedir um fuzil melhor, devemos construí-lo e o mesmo se aplica ao software".

A publicação do manifesto gerou grandes polêmicas nas redes sociais. Muitos comentários expressaram repúdio e preocupação.

A parlamentar britânica Victoria Collins declarou que a lista parecia fruto dos "desvarios de um supervilão".

"É preciso entender um ponto sobre a Palantir", destaca Steinberger. "Ela foi política desde o princípio."

"Ela foi fundada para ajudar o governo de Washington a combater a guerra contra o terrorismo. Isso gerou a ideia de que 'estamos ajudando o governo dos Estados Unidos e seus aliados a defender seu modo de vida'."

Desde o princípio, a empresa se comprometeu a não vender sua tecnologia para países como a China ou a Rússia, considerados adversários geopolíticos dos Estados Unidos.

"Atualmente, não há dúvida sobre essa concorrência, mas, em 2007 ou 2008, era um tanto atrevido sair dizendo que você não iria oferecer seus produtos no mercado que mais crescia no mundo."

Por outro lado, a empresa oferece seus serviços a países alinhados às políticas americanas, como Israel.

"Eles sempre se consideraram os guardiões do Ocidente", segundo Steinberger. "Esta é uma ideia básica da empresa desde a fundação."

"No livro, falo sobre a relação da Palantir com o Mossad [o serviço de inteligência de Israel], que entrou em contato com eles em meados dos anos 2000 e é cliente da empresa desde então. E, depois [do ataque do Hamas] de 7 de outubro de 2023, as IDF [Forças Armadas de Israel] basicamente disseram 'precisamos do seu produto'."

Outros países que empregam as ferramentas da Palantir incluem o Reino Unido (dos serviços de saúde até o Ministério da Defesa), Ucrânia, França, Canadá, Alemanha, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

Mais de duas décadas se passaram desde a fundação da Palantir e seus produtos se transformaram em uma poderosa arma para os Estados Unidos e seus aliados.

A Palantir desenvolveu as ferramentas que levaram à morte de Osama Bin Laden em 2011 e foram um componente fundamental para a retirada das tropas americanas do Afeganistão em 2021.

Além disso, seu sistema de integração de dados Maven é empregado atualmente para identificar alvos militares no Irã e operar os drones deslocados pelos Estados Unidos para a região.

A Palantir também é a empresa encarregada de desenvolver o software do "Domo de Ouro", um dos projetos mais emblemáticos do segundo mandato de Donald Trump: um sistema de mísseis antiaéreos similar ao "Domo de Ferro" de Israel, capaz de proteger o país contra qualquer tipo de ameaça, incluindo mísseis nucleares.

Paralelamente, a Palantir oferece serviços a empresas civis, como a Airbus, Panasonic, Merck e até para a equipe de Fórmula 1 da Ferrari, para gestão e análise dos seus dados.

O preço das ações da Palantir registra crescimento constante, desde o início da guerra no Irã — Foto: Getty Images via BBC

Devido exatamente a esta versatilidade das suas ferramentas, a Palantir defende que os organismos reguladores do governo, não a própria empresa, devem ser responsáveis por impor limites aos usos da sua tecnologia.

Em entrevista à BBC, o diretor da Palantir no Reino Unido e no continente europeu, Louis Mosley, explicou que o software da empresa foi projetado para sempre exigir um ser humano para tomar decisões.

Mas muitos críticos destacaram que a velocidade de análise e previsões dessas ferramentas pode levar a erros de confirmação por parte dos usuários.

"Esta priorização da velocidade e da escala, além do uso da força, deixa muito pouco tempo para a verificação significativa dos seus objetivos, a fim de assegurar que não sejam incluídos acidentalmente alvos civis", declarou à BBC a professora Elke Schwarz, da Universidade Queen Mary de Londres.

Mas, para Mosley, "na verdade, esta é uma questão para nossos clientes militares. São eles que decidem o marco normativo que determina quem pode tomar qual decisão."

Mesmo com todas as críticas e preocupações geradas pela sua tecnologia, a Palantir está avaliada em mais de US$ 380 bilhões (cerca de R$ 1,9 trilhão) e continua aumentando.

"Aqui, surge a questão do grau de responsabilidade que recai sobre a Palantir em relação ao uso que é feito do seu produto", destaca Michael Steinberger. "E esta é uma questão muito real neste momento, por exemplo, em referência às suas relações com o ICE."

"A Palantir tem alguma responsabilidade pelos abusos que estão sendo cometidos? Eles têm conhecimento disso? Se forem perpetrados crimes de guerra com essa tecnologia, a Palantir tem alguma responsabilidade?", questiona o colunista do The New York Times.

"Estas são algumas das questões que a empresa está enfrentando. E são perguntas que atingem diretamente o centro das controvérsias que rodeiam a Palantir", conclui Steinberger.

Com informações do repórter de IA da BBC News, Marc Cieslak, e de Matt Murphy, da BBC Verify (o serviço de verificação de dados e imagens da BBC).

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