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Brasil ganha duas novas companhias aéreas estrangeiras autorizadas a operar voos internacionais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 19:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%Oferecido por

Wamos Air, da Espanha, e Air Peace, da Nigéria, receberam aval da Anac após cumprirem requisitos previstos na legislação brasileira. — Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou duas novas companhias aéreas estrangeiras a operar serviços regulares de transporte internacional de passageiros e carga com origem ou destino no Brasil. As empresas aprovadas são a espanhola Wamos Air S.A. e a nigeriana Air Peace Ltd.

As autorizações foram concedidas por meio das Portarias nº 19.439 e nº 19.449, de 15 de junho de 2026, após as companhias cumprirem os requisitos previstos no Código Brasileiro de Aeronáutica e nas normas da Anac para empresas estrangeiras interessadas em atuar no mercado brasileiro.

Segundo a agência, a medida faz parte de uma estratégia para ampliar a conectividade aérea internacional e estimular um ambiente regulatório mais competitivo no setor.

Com sede na Espanha, a Wamos Air S.A. tem um papel estratégico na expansão internacional da Gol. A empresa faz parte do Grupo Abra, principal grupo de transporte aéreo da América Latina, que também controla a companhia brasileira e a colombiana Avianca.

Diferentemente de uma companhia aérea tradicional, a Wamos Air é especializada em operações de fretamento e no modelo conhecido como wet lease — quando uma empresa aérea fornece para outra não apenas a aeronave, mas também tripulação, manutenção e seguro.

Sediada em Madri, a empresa foi adquirida pelo Grupo Abra em outubro de 2024 e passou a ser uma peça importante para ampliar a capacidade de voos de longa distância do grupo. Isso porque a Gol ainda não possui aeronaves de longo alcance em sua frota atual.

Na prática, a Wamos Air é a estrutura que permite a realização de operações internacionais de maior distância. Mesmo quando o voo é realizado em uma aeronave da companhia espanhola, o passageiro mantém a experiência da Gol, com compra de passagens, check-in, embarque e atendimento seguindo os padrões da empresa brasileira.

A trajetória da Wamos Air começou em 2003, ainda como Pullmantur Air, quando recebeu suas primeiras certificações operacionais e de aeronavegabilidade. Em 2014, a companhia adotou o nome atual e ampliou sua atuação no mercado internacional.

Ao longo de mais de duas décadas, a empresa se consolidou como uma das principais referências europeias em operações charter e wet lease. Atualmente, conecta mais de 200 aeroportos em 87 países e oferece mais de 3 milhões de assentos por ano.

Sua frota inclui modelos como os Airbus A330-200 e A330-300, além de aeronaves que fizeram parte da história da companhia, como o Boeing 747-400.

A Air Peace Ltd., da Nigéria, também recebeu autorização para operar voos internacionais regulares de passageiros e carga com origem ou destino no Brasil.

Criada com o objetivo de ampliar a conectividade aérea da Nigéria, a companhia tem sede em Lagos e atua nos mercados doméstico, regional e internacional.

Ao longo de sua trajetória, a empresa expandiu sua rede de destinos e sua capacidade operacional, tornando-se uma das principais companhias aéreas da África Ocidental e Central. A Air Peace também mantém investimentos em frota, segurança operacional e expansão internacional.

Com as novas autorizações, as duas companhias estão habilitadas a operar no mercado brasileiro, seguindo as regras estabelecidas pela aviação civil do país.

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Ferrari não vai ‘obrigar’ clientes a comprar modelo elétrico Luce para ter acesso a carros especiais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 16:54

Carros Ferrari não vai 'obrigar' clientes a comprar modelo elétrico Luce para ter acesso a carros especiais Diretor de marketing negou que aquisição do modelo de US$ 630 mil seja requisito para ter acesso a edições limitadas e afirmou que pressionar clientes seria um "grande erro". Por Reuters

Espera-se que a Ferrari Luce, que é completamente elétrica, esteja disponível ainda este ano — Foto: Ferrari

A Ferrari não está obrigando os clientes a comprarem seu polêmico carro elétrico Luce para se qualificarem para a compra dos próximos modelos de série limitada da montadora de carros de luxo, afirmou Enrico Galliera, diretor de marketing e comercial.

Em uma apresentação de produto no final da semana passada, Galliera negou uma reportagem da Bloomberg de que a compra do Luce, o primeiro veículo elétrico da empresa, avaliado em US$ 630 mil poderia se tornar um requisito para ter acesso aos modelos mais exclusivos da Ferrari, acrescentando que exercer esse tipo de pressão seria um "grande erro".

"Correríamos o risco de criar embaixadores negativos que falariam mal do Luce e, depois de alguns meses, o revenderiam", disse Galliera, segundo um porta-voz da empresa. "Isso destruiria seu valor de mercado residual, que é exatamente o que o setor de veículos elétricos de luxo está sofrendo hoje."

Tradicionalmente, a Ferrari utiliza um sistema de alocação (especialmente no que diz respeito à qualificação para a compra de seus modelos de edição limitada) que favorece clientes antigos, ou seja, aqueles que possuem vários carros, bem como aqueles que participam de eventos da fábrica e mantêm os veículos por longos períodos.

Galliera afirmou que a Ferrari sempre dizia aos seus concessionários e clientes que o Luce só deveria ser vendido àqueles "verdadeiramente motivados a comprá-lo".

"Nossa mensagem para a rede foi: certifiquem-se de que qualquer pessoa que peça este carro realmente o queira e não o esteja comprando para agradar à Ferrari em busca de outros tipos de benefícios", disse ele.

A maioria dos clientes da Ferrari normalmente possui mais de um carro da marca. Em 2025, a empresa vendeu cerca de 84% de seus carros novos para atuais proprietários de Ferrari e aproximadamente 56% para compradores que possuíam mais de um veículo da marca.

A fabricante de carros esportivos de luxo apresentou o Luce EV de cinco lugares no mês passado, desencadeando uma onda de críticas, inclusive nas redes sociais, pelo design pouco convencional do modelo em comparação com a estética tipicamente musculosa e agressiva da Ferrari, e pela decisão da empresa de se desviar de seus tradicionais motores a gasolina.

Dias após a apresentação do Luce, o presidente-executivo Benedetto Vigna afirmou que a Ferrari estava recebendo "forte interesse" pelo carro, tanto de clientes novos quanto antigos. Desde então, a empresa não divulgou novas informações sobre os pedidos do Luce e disse que só fornecerá números precisos no final de julho, quando divulgar os resultados do segundo trimestre.

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Acionistas processam conselho da Uber por suposta negligência em casos de assédio e agressão sexual

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 14:48

Tecnologia Acionistas processam conselho da Uber por suposta negligência em casos de assédio e agressão sexual Acionistas afirmam que conselho ignorou alertas sobre falhas de segurança e compliance, o que teria levado a milhares de ações judiciais contra a Uber. Por Reuters — São Paulo

O conselho de administração da Uber Technologies foi processado nesta segunda-feira (22) por acionistas que acusam a gestão e seus diretores de permitirem que a empresa negligenciasse normas de conformidade, o que teria resultado em milhares de ações judiciais movidas por vítimas de agressão sexual e assédio.

Em ação apresentada no tribunal federal de San Francisco, nos Estados Unidos, acionistas liderados por um fundo de pensão de Detroit afirmam que os membros do conselho ignoraram repetidos alertas internos e externos sobre a suposta falha da Uber em lidar com casos de abuso sexual cometidos por motoristas.

Os investidores sustentam ainda que falhas de supervisão também contribuíram para ações judiciais movidas no ano passado pelo governo federal, que acusou a Uber de se recusar, de forma recorrente, a atender passageiros com deficiência, incluindo pessoas com animais de assistência ou cadeiras de rodas dobráveis.

“A Uber é uma infratora reincidente em matéria de conformidade”, afirma a ação, acrescentando que a reputação da empresa foi “irremediavelmente prejudicada” pela cobertura negativa da mídia.

A empresa, sediada em San Francisco, não respondeu de imediato aos pedidos de comentário. Os advogados dos acionistas, liderados pelo Sistema de Aposentadoria da Polícia e dos Bombeiros da Cidade de Detroit, também não se manifestaram prontamente.

A chamada ação derivativa, protocolada nesta segunda-feira, tem como objetivo obrigar os diretores a indenizar a Uber por supostas violações de deveres fiduciários e da legislação federal de valores mobiliários.

Segundo os acionistas, ao longo de quase nove anos no cargo, ele tem sido “menos ousado ao testar os limites regulatórios” do que seu antecessor, mas ainda assim teria mantido práticas de economia no cumprimento de normas.

Até 1º de junho, a Uber enfrentava 3.571 processos em litígios supervisionados pelo tribunal de San Francisco, nos quais motoristas são acusados de conduta sexual imprópria.

Os acionistas também afirmam que o conselho da Uber foi informado repetidamente de que menos de 40% dos usuários acreditam que a empresa leva a segurança a sério.

No início deste mês, a Uber e sua rival Lyft entraram com uma ação contra a cidade de Nova York para tentar barrar uma nova lei que, segundo as empresas, dificultaria a exclusão de motoristas considerados inadequados e que colocam em risco a segurança dos passageiros.

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Wikipedia não vai permitir que IA edite artigos diretamente na plataforma, diz fundador

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 14:48

Tecnologia Wikipedia não vai permitir que IA edite artigos diretamente na plataforma, diz fundador Wikipédia descarta permitir edições por IA e cita risco de informações falsas geradas por sistemas automatizados. Por France Presse

Wikipédia descarta permitir edições por IA e cita risco de informações falsas geradas por sistemas automatizados. — Foto: Foto de Ismail Aslandag / ANADOLU / Anadolu via AFP

A Wikipédia não confia o suficiente na inteligência artificial para permitir que ela edite artigos diretamente na plataforma, afirmou nesta segunda-feira (22) o cofundador da enciclopédia online, Jimmy Wales.

Segundo Wales, o principal problema são as chamadas “alucinações” da IA, quando sistemas apresentam informações falsas com aparente convicção. Embora os modelos mais recentes tenham reduzido esse tipo de erro, a falha ainda é “muito, muito grave”, disse ele durante um evento sobre ação climática em Londres.

O fundador da Wikipédia afirmou, porém, que ferramentas de IA podem ser úteis para ajudar a comunidade formada por milhões de editores a identificar notícias e temas muito específicos que poderiam passar despercebidos.

“Não permitiríamos que ela editasse diretamente porque ainda não é possível confiar o suficiente”, afirmou.

Ao mesmo tempo, plataformas de inteligência artificial utilizam amplamente o conteúdo da Wikipédia para responder às perguntas dos usuários.

Segundo Wales, isso contribuiu para o aumento de acessos ao site por robôs de IA, enquanto o tráfego de visitantes humanos registrou queda de 8%.

Integrante do conselho da Wikimedia Foundation, entidade que mantém a Wikipédia, Wales classificou a redução de visitantes humanos como “relevante”, mas afirmou que ela não representa um problema crítico para a enciclopédia, que segue entre os dez sites mais visitados do mundo.

Criada em 2001, a Wikipédia depende de doações dos usuários e, por isso, seu modelo de financiamento não está diretamente ligado ao volume de acessos.

Wales também defendeu que empresas de IA contribuam financeiramente com a plataforma. Segundo ele, o grande volume de consultas feitas por sistemas automatizados gera custos reais para a manutenção da infraestrutura de servidores.

O fundador afirmou que a Wikipédia já firmou acordos com várias gigantes de tecnologia e começou a bloquear empresas que, segundo ele, não estão cumprindo as regras de uso da plataforma.

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Empresa indiana pode ter exposto informações sigilosas de Apple e Tesla por falha em segurança

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 13:44

Tecnologia Empresa indiana pode ter exposto informações sigilosas de Apple e Tesla por falha em segurança Mais de 200 mil arquivos com dados sigilosos e segredos comerciais teriam sido vazados da Tata Electronics; segundo a Reuters, hackers teriam cobrado resgate pelas informações da Apple. Por Reuters

A Tata Electronics informou nesta segunda-feira que detectou um recente "incidente de segurança cibernética", após pesquisadores afirmarem que o World Leaks publicou supostos documentos de design e especificação de componentes da Apple e da Tesla, ambas clientes do grupo indiano. As informações são da agência Reuters.

O grupo de ransomware publicou mais de 200 mil arquivos na dark web, disseram os pesquisadores de segurança à Reuters.

"Há algumas semanas, a Tata Electronics identificou um incidente de segurança cibernética em alguns de nossos sistemas. Nossos protocolos de resposta foram implantados imediatamente, e o incidente não teve impacto em nossas operações em todos os negócios, que permanecem inalteradas", disse a Tata Electronics à Reuters em um comunicado.

A Apple estava investigando a violação e uma "análise completa estava em andamento", disse uma fonte familiarizada com o assunto, acrescentando que a Tata havia recebido um pedido de resgate relacionado ao incidente.

A Apple não respondeu aos pedidos de comentário. A Tata Electronics se recusou a comentar sobre o pedido de resgate.

A Tata responde atualmente por cerca de um terço da produção de iPhones da Apple na Índia, com a Foxconn representando o restante.

A violação é o revés mais recente para a cadeia de suprimentos da Apple na Índia, onde a Tata enfrenta escrutínio sobre a suposta contaminação de terras agrícolas perto de uma de suas fábricas de peças de iPhone, informou a Reuters.

A Tata está emergindo como um dos parceiros de fabricação mais importantes da Apple fora da China, uma expansão que é uma pedra angular do esforço do primeiro-ministro Narendra Modi para tornar a Índia uma potência na fabricação de eletrônicos.

A Tata foi atingida por um ataque cibernético em seu grupo britânico Jaguar Land Rover no ano passado, o que resultou em uma paralisação de seis semanas na produção.

A Equipe de Resposta a Emergências Computacionais da Índia, uma unidade do ministério de TI da Índia que supervisiona incidentes cibernéticos, não respondeu imediatamente aos e-mails da Reuters buscando comentários.

O World Leaks, que anteriormente assumiu a responsabilidade por uma invasão na Nike, disse em seu site na dark net que estava publicando dados roubados da Tata Electronics.

A Reuters não pôde verificar imediatamente a autenticidade dos dados e não pôde contatar imediatamente o World Leaks para comentários.

O site do World Leaks diz que os dados da Tata Electronics compreendem mais de 200 mil arquivos, totalizando mais de 630 gigabytes.

Um banco de dados em seu site mostra vários supostos arquivos e pastas da Apple, alguns intitulados "com.apple.factorydata", e documentos que se referem a "especificação de material".

O pesquisador indiano de segurança cibernética Rajshekhar Rajaharia, que revisou os arquivos da Tata no World Leaks para a Reuters, disse que eles também contêm e-mails, registros de eventos que abrangem vários anos e cópias de passaportes de funcionários, incluindo cidadãos estrangeiros.

Um segundo pesquisador de segurança que revisou o vazamento de dados, Rakesh Krishnan, disse à Reuters que eles estavam acessíveis na dark web desde pelo menos 10 de junho.

Uma pasta no banco de dados do World Leaks estava rotulada como "NV36 Chargeport Controller – North America", uma suposta referência a peças usadas em uma versão atualizada do SUV Model Y da Tesla.

Outro suposto documento da Tesla de 2023, descrito como "segredo comercial", mostrava certos desenhos para o seu projeto Highland — um codinome interno publicamente conhecido para o seu sedã Model 3 reformulado.

Rajaharia também compartilhou uma gravação de tela de sua revisão dos arquivos. Ela mostrou que uma busca por "Apple" retornou 181 arquivos e pastas, enquanto uma busca por "Tesla" retornou arquivos que incluíam o que parecia ser especificações de fabricação e um documento de montagem datado de maio de 2025.

Alguns arquivos publicados pelo World Leaks continham rodapés dizendo: "Este documento contém informações proprietárias e confidenciais da Apple Inc." e "as informações aqui contidas são consideradas confidenciais, proprietárias e um segredo comercial da Tesla Inc.".

A violação destaca a vulnerabilidade das empresas globais a ataques cibernéticos e de resgate cada vez mais sofisticados.

Entre os arquivos estava um documento de 52 páginas com marcas proprietárias da Apple, detalhando supostamente padrões de inspeção de qualidade para componentes de placas de circuito de iPhone. Também havia 33 arquivos e pastas para o termo de busca "Hosur" — a localização da principal fábrica de montagem de iPhones da Tata, no estado de Tamil Nadu.

A Tata informou alguns funcionários de suas operações de montagem de iPhone na semana passada sobre a violação de dados, disse uma segunda fonte do setor familiarizada com o assunto.

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Milei autoriza até US$ 5 bilhões em empréstimos junto a organismos internacionais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 12:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,69%Dólar TurismoR$ 5,346-0,16%Euro ComercialR$ 5,872-1,01%Euro TurismoR$ 6,133-0,42%B3Ibovespa170.431 pts1,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,69%Dólar TurismoR$ 5,346-0,16%Euro ComercialR$ 5,872-1,01%Euro TurismoR$ 6,133-0,42%B3Ibovespa170.431 pts1,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,69%Dólar TurismoR$ 5,346-0,16%Euro ComercialR$ 5,872-1,01%Euro TurismoR$ 6,133-0,42%B3Ibovespa170.431 pts1,25%Oferecido por

O governo da Argentina autorizou a contratação de até US$ 5 bilhões em financiamentos com instituições internacionais apoiadas por organismos multilaterais de crédito, segundo decreto publicado nesta segunda-feira (22).

A medida foi assinada pelo presidente Javier Milei, pelo ministro da Economia, Luis Caputo, e pelo chefe de gabinete, Manuel Adorni. O objetivo é reduzir os custos da dívida do país por meio de empréstimos em dólar que terão garantias parciais de organismos multilaterais.

O decreto também permite que eventuais disputas relacionadas aos contratos sejam julgadas por tribunais de Nova York. Ao mesmo tempo, estabelece que determinados bens do Estado argentino não poderão ser usados como garantia dessas operações.

Entre os ativos protegidos estão as reservas e contas do banco central, bens ligados à prestação de serviços públicos essenciais e receitas obtidas com impostos e royalties.

O texto ainda autoriza as secretarias do Tesouro e de Finanças a definir as condições dos financiamentos, contratar as instituições envolvidas e administrar os instrumentos necessários para as operações.

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Imposto de Renda 2026: Receita abre consulta ao 2º lote de restituição nesta terça-feira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 11:48

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: Receita abre consulta ao 2º lote de restituição nesta terça-feira Com mais de 9,5 milhões de contribuintes contemplados, segundo lote deste ano é o maior da história, segundo Receita Federal Por Redação g1 — São Paulo

A Receita Federal abre a consulta ao 2º lote de restituição do IRPF 2026 nesta terça-feira (23). O pagamento de R$ 16 bilhões ocorre em 30 de junho.

Este lote vai beneficiar 9,58 milhões de contribuintes com prioridade legal, via Pix ou declaração pré-preenchida.

A consulta pode ser feita no site da Receita Federal, acessando "Meu Imposto de Renda". O aplicativo para celulares e tablets também disponibiliza o serviço.

Se houver erro nos dados bancários, o contribuinte pode reagendar o pagamento pelo Banco do Brasil por até 1 ano. Pendências podem ser corrigidas no portal e-CAC.

A partir das 9h desta terça-feira (23), a Receita Federal libera a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), referente a junho de 2026. O pagamento será realizado no dia 30 de junho.

Com R$ 16 bilhões destinados a 9,58 milhões de contribuintes, este é o maior lote de restituição da história em número de beneficiados. O valor é o mesmo do primeiro lote de 2026, pago em maio.

Juntos, os dois pagamentos devem contemplar cerca de 80% das restituições previstas para este ano, segundo a Receita Federal.

Somados, os dois primeiros lotes de restituição do Imposto de Renda de 2026 vão beneficiar 18,3 milhões de contribuintes, com pagamentos que totalizam R$ 32 bilhões.

O pagamento será feito em 30 de junho. Do total, R$ 4,49 bilhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:

155.060 restituições para idosos acima de 80 anos;1.106.923 restituições para idosos entre 60 e 79 anos;106.294 restituições para pessoas com deficiência física ou mental ou com moléstia grave;507.768 restituições para contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério.

Além disso, 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes que ganharam prioridade por terem utilizado a declaração pré-preenchida e/ou optado pelo recebimento via Pix. Segundo a Receita, não haverá pagamento para contribuintes sem prioridade neste lote.

Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos:

O contribuinte pode verificar se vai receber neste lote por meio da página da Receita na internet. Basta clicar na opção "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a Restituição".

A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações.

A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

Em nota oficial, o Fisco afirma que "assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte". Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino.

"Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade", afirma a nota.

Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones:

4004-0001 (capitais)0800-729-0001 (demais localidades)0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos)

Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC.

Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina".

Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet.

Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro.Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos".Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026.

No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte.

Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços).

Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema.

No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina.No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.

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Do planejamento ao crescimento saudável: como a gestão financeira fortalece pequenos negócios

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 22/06/2026 11:48

Empreenda com Sebrae Especial Publicitário Do planejamento ao crescimento saudável: como a gestão financeira fortalece pequenos negócios Histórias de empreendedores mostram que entender os números da empresa pode ser decisivo para enfrentar desafios, expandir e transformar a gestão do negócio. Por Sebrae

Entenda por que o letramento financeiro é indispensável em todas as fases do negócio — Foto: Acervo pessoal de Paulo Malanchino

Abrir um negócio nunca foi tão comum no Brasil. Em 2025, o país registrou 5,1 milhões de novas empresas, o maior índice desde 2010. No mesmo período, 2,8 milhões encerraram as atividades. Os números são do DataSebrae e contam duas histórias ao mesmo tempo: a força do empreendedorismo brasileiro e a fragilidade de quem não tem ferramentas para sustentar o que construiu.

Essa realidade o especialista Weniston Ricardo de Andrade Abreu, gerente adjunto da Unidade de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional, conhece bem. "O letramento financeiro é muito importante em todas as fases do negócio: desde a concepção, passando pela gestão da empresa e até numa fase de expansão", afirma.

Paulo nasceu em Barretos (SP) e aprendeu o valor do trabalho ainda na infância, ajudando na fazenda do pai. A paixão pela mecânica veio anos depois, quando ingressou no setor automotivo e se destacou em uma concessionária, conquistando dez vezes o título de melhor profissional do mês por seu espírito de dono, entrega acima do esperado e baixo retorno de veículos.

Em 2019, com formação em Engenharia Elétrica e experiência como sócio de uma indústria, Paulo fundou a ATSI Mecânica Avançada, em sua cidade. O negócio nasceu da percepção de que o mercado automotivo local era defasado em tecnologia e mão de obra qualificada. Uma das primeiras apostas foi estratégica e simples: pintar o chão da oficina de branco. "As pessoas passavam, viam aquele chão limpinho, voltavam e perguntavam o que era", lembra. A aposta funcionou e virou marca registrada.

No entanto, um ano depois veio a pandemia. Paulo acumulava dívidas, não tinha carteira de clientes consolidada e havia sofrido o roubo do próprio carro. Foi nesse cenário que recebeu a primeira visita de um ALI, Agente Local de Inovação do Sebrae. As perguntas feitas naquele dia mudaram sua perspectiva. "Me perguntaram qual era o meu ticket médio. Eu nem sabia o que era isso. Qual o faturamento bruto? Esse eu sei. E o lucro? Não sei. Então, até aquele momento, eu achava que o problema era o mercado, era a pandemia, o carro roubado. No final daquela conversa de uma hora e meia, entendi: o problema sou eu."

A experiência de Paulo ilustra um desafio comum entre pequenos empreendedores: abrir um negócio dominando a operação, mas sem a mesma familiaridade com a gestão financeira. Para Weniston, esse trabalho deve começar antes mesmo da empresa abrir as portas e seguir ao longo da trajetória do negócio.

“Na fase inicial, o empreendedor precisa estruturar muito bem o negócio, fazer um plano ou pelo menos um Canvas do modelo de negócios. Também deve estar atento às regulamentações do setor. É fundamental realizar esse planejamento financeiro inicial para saber o lugar onde se quer chegar”, diz o especialista.

Ao falar sobre o momento de buscar crédito, Weniston destaca uma ferramenta que pode ajudar o empreendedor. "Temos a Planejadora Sebrae. Nela, o empreendedor pode colocar alguns dados e a ferramenta tira uma fotografia da saúde financeira do negócio para que ele possa tomar decisões mais conscientes relacionadas a crédito", completa. Conheça mais da ferramenta aqui.

Entre as especialidades da ATSI estão diagnósticos complexos, revisões pós-garantia, calibração ADAS e manutenção de carros elétricos — Foto: Acervo pessoal de Paulo Malanchino

Com o apoio das consultorias do Sebrae, Paulo transformou a maneira como administrava a empresa. O que antes era conduzido principalmente pelo “feeling” passou a ser orientado por dados. Hoje, a ATSI Mecânica Avançada monitora entre 10 e 12 indicadores operacionais e financeiros, incluindo metas de desempenho de cada funcionário da equipe, ticket médio, margem bruta, ponto de equilíbrio, giro de estoque, faturamento e lucro.

Esse acompanhamento constante é uma das bases da gestão financeira, aponta Weniston. O especialista destaca que decisões tomadas apenas pela percepção do empreendedor podem mascarar problemas que os números revelam rapidamente. A lógica é simples: medir para compreender, corrigir e evoluir. Foi justamente essa mentalidade que Paulo adotou ao longo dos anos. “Só cortar gastos não resolve. Eu acredito que tudo o que se mede cresce. Então, o primeiro passo de qualquer empresa é medir o que você está fazendo”, afirma.

Paulo também aprendeu a importância de separar as finanças pessoais das empresariais. "Trata-se de outra coisa que, se não começa desde o começo, não dá certo", afirma. Weniston concorda e vai além: além de manter as contas separadas, o empreendedor precisa estar atento ao que chama de descasamento financeiro. Exemplo: quando se paga o fornecedor em 30 dias, mas o cliente tem 60 ou 90 para quitar. O buraco no caixa pode começar aí.

A partir dali, Paulo viu nos números o GPS do negócio. Mais à frente, também passou a utilizar ciclos de melhoria contínua baseados na metodologia PDCA — planejar, fazer, verificar e agir. Recentemente, seu sistema ganhou apoio de inteligência artificial para gerar planos de ação automáticos, permitindo análises aprofundadas.

Os resultados de uma boa gestão financeira não demoraram a aparecer. Em 2021, com apoio do Sebrae, a ATSI iniciou sua jornada rumo à certificação do Instituto da Qualidade Automotiva, e Paulo construiu uma nova sede do zero para atender às exigências técnicas. Quatro anos depois, a auditoria registrou 978 de 1.000 pontos possíveis, uma das marcas mais altas entre oficinas certificadas no Brasil. A gestão responsável também se estendeu ao compromisso ambiental: a empresa conquistou o selo Sebrae Sustentável nível bronze, com captação de resíduos e controle de descarte de óleo.

Com processos certificados e time consolidado — hoje oito colaboradores, contra um único funcionário em 2019 —, Paulo colocou em movimento o que chama de ecossistema automotivo. Em 2025, fundou a FullCar Wash para selar sua entrega técnica, garantindo que cada veículo revisado saia limpo, bonito e sem custo adicional para o cliente. A unidade também opera de forma independente para atender à demanda recorrente de estética automotiva, gerando um fluxo de aproximadamente 80 carros mensais. Neste ano, abriu a FullCar Premium, uma loja de seminovos onde todos os veículos passam pela ATSI antes de chegar ao comprador. "Nosso ecossistema busca fazer a melhor entrega possível, sabendo que para 90% das pessoas que compram um carro, aquele veículo é um sonho realizado", diz Paulo.

A trajetória de uma gestão financeira no escuro para um negócio em expansão encontra eco em outras histórias pelo país. Em Goiânia (GO), o ex-professor Felipe Naves Silva, junto a mais dois professores, Fred e Matheus, transformou a memória afetiva da manga com sal em um negócio estruturado: a Balumango. Com suporte do Sebrae na organização do fluxo de caixa e no modelo de franquias, o negócio já ultrapassou as fronteiras de Goiás e projeta mais 50 unidades pelo Brasil. Confira a história completa no vídeo.

Para quem ainda está no começo (ou se reconhece no Paulo de 2020), o conselho dele é direto: "O primeiro passo é buscar pessoas que sabem fazer a gestão. O Sebrae foi um forte aliado e me deu direção. Sozinho a gente não faz nada. É preciso ter humildade para buscar ajuda e, com ela, as ferramentas necessárias para seguir com o plano de empreendedorismo." Paulo diz já ter perdido as contas sobre quantas ferramentas e cursos do Sebrae já o auxiliaram. Entre as que se lembra, ele lista: Empretec, mentorias online de crédito e de inovação com foco em marketing digital, palestras e participação em edições da Feira do Empreendedor.

Para além dos números e da operação, Paulo também leciona em uma escola de educação profissional, onde atua como instrutor de formação de mecânicos. Inclusive, dois de seus ex-alunos hoje fazem parte da própria equipe da ATSI Mecânica Avançada. No coração, Paulo guarda um propósito mais profundo para a empresa: deixar um legado para os filhos.

Quer se aprofundar sobre gestão financeira? O infográfico abaixo traz mais dicas do especialista, desde o diagnóstico até as ferramentas para agir. Confira!

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Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve, morre aos 100 anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 10:00

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%Oferecido por

O economista Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve, morreu nesta segunda-feira (22) aos 100 anos. Ele faleceu em casa devido a complicações de Parkinson.

Nascido em 1926, ele se formou na Universidade de Nova York. Atuou como consultor e governista antes de assumir o banco central em 1987.

Ele comandou o Fed por quase 19 anos sob 4 presidentes americanos. Sua gestão evitou fortes aumentos de juros e priorizou o crescimento econômico.

Sua defesa da autorregulação do mercado foi criticada após a crise financeira de 2007-2008. Investigações apontaram que menos regras no sistema ajudaram no colapso.

Após sua saída, ele continuou ativo na economia. Greenspan assinou uma carta em defesa da autonomia do Fed e criticou pressões sobre a instituição.

Alan Greenspan, economista que comandou o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) por cinco mandatos consecutivos e conduziu a política monetária do país sob quatro presidentes, morreu aos 100 anos. A informação foi divulgada pela NBC News nesta segunda-feira (22).

Segundo sua esposa, a jornalista Andrea Mitchell, Greenspan morreu em casa em decorrência de complicações da doença de Parkinson. Os dois eram casados havia 29 anos.

“Alan faleceu em nossa casa esta manhã, aos 100 anos de idade, devido a complicações da doença de Parkinson”, afirmou Mitchell em comunicado.

“Ele era um gigante que ajudou a moldar a economia dos EUA por décadas, sob presidentes de ambos os partidos, mas sempre foi honesto ao reconhecer seus erros”, disse ela.

“Para mim, ele era meu marido, que moldou minha vida desde o nosso primeiro encontro em 1984. Ele tinha uma paixão desmedida por beisebol, pelo Washington Commanders, tênis, golfe e música, especialmente jazz”, acrescentou Mitchell. “Ele será lembrado por sua inteligência e sua bondade. Ser sua companheira de vida foi a maior alegria da minha vida.”

O ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, discursa durante a reunião anual da SIFMA em Nova York, em 23 de outubro de 2012 — Foto: REUTERS/Lucas Jackson

Nascido em 6 de março de 1926, no bairro de Washington Heights, em Nova York, Alan Greenspan construiu uma das trajetórias mais influentes da história da política monetária dos EUA, tornando-se uma das principais referências da economia americana no século XX e início do XXI.

Formado em economia pela Universidade de Nova York, onde concluiu graduação e mestrado, iniciou a carreira no setor privado como consultor, ganhando espaço no mercado financeiro ainda jovem.

Na década de 1950, aproximou-se do debate intelectual ao se conectar com a escritora Ayn Rand, cuja defesa do livre mercado e do individualismo influenciou parte de sua visão econômica.

🔍 Livre mercado é a ideia de que a economia funciona melhor quando empresas e pessoas podem comprar, vender e competir com pouca interferência do governo. Em teoria, os preços e a produção são definidos pela oferta e pela demanda. A lógica é que essa “competição livre” ajuda a economia a se organizar de forma mais eficiente.

Em 1968, já consolidado como consultor, participou da campanha presidencial de Richard Nixon e, posteriormente, integrou o governo de Gerald Ford como chefe do Conselho de Assessores Econômicos, contribuindo para políticas econômicas em um período marcado por inflação alta.

Alan Greenspan, presidente do Federal Reserve (à esquerda), faz declaração em 10 de julho de 1991 após o presidente George H. W. Bush (à direita) anunciar sua indicação para um segundo mandato no cargo. — Foto: Reuters

Depois de voltar ao setor privado no fim dos anos 1970, Alan Greenspan foi escolhido em 1987 pelo presidente Ronald Reagan para comandar o banco central dos EUA.

À frente da política econômica do país, ele ficou conhecido por evitar aumentos fortes de juros mesmo quando havia o temor de novos aumentos nos preços. Essa postura ajudou a sustentar um longo período de crescimento da economia americana e fez com que ele ganhasse destaque público.

Logo no início do mandato, Greenspan enfrentou a queda histórica da Bolsa em 1987 (conhecida como 'segunda-feira negra') e agiu rapidamente para evitar a propagação da crise, o que fortaleceu sua reputação.

Nos anos seguintes, ele também apostou na ideia de que o aumento da produtividade da economia — principalmente a partir dos anos 1990 — ajudaria a segurar a inflação, o que influenciou muitas decisões do banco central.

Greenspan ficou quase 19 anos no comando do Fed, passando por cinco mandatos e quatro presidentes dos Estados Unidos: Ronald Reagan, George H. W. Bush, Bill Clinton e George W. Bush. Isso fez dele um dos chefes mais duradouros da história da instituição.

Durante esse período, ele lidou com vários momentos importantes da economia, como o crescimento forte dos anos 1990, a expansão da internet e da globalização, o estouro da bolha das empresas de tecnologia no início dos anos 2000 e os impactos dos ataques de 11 de setembro.

Sua gestão ficou associada a um período de crescimento e estabilidade, mas também a uma maior confiança de que o mercado poderia se regular sozinho, com menos intervenção do governo.

Estudos e investigações apontaram que a defesa de menos regras para o sistema financeiro e a tolerância a investimentos mais arriscados podem ter contribuído para a crise imobiliária que levou ao colapso do sistema financeiro dos EUA.

Depois de sair do Fed em 2006, ele passou a trabalhar como consultor e escritor, seguindo ativo em debates sobre economia por muitos anos.

Mais recentemente, em meio a debates sobre a independência do Federal Reserve e a pressões políticas sobre o banco central dos EUA, Greenspan foi um dos ex-presidentes da instituição que assinaram uma carta em defesa da autonomia do órgão.

O documento pedia que a Justiça mantivesse a diretora Lisa Cook no cargo enquanto a legalidade de uma eventual destituição era analisada, alertando para riscos à credibilidade do Fed e à estabilidade econômica.

Entre os signatários estavam também ex-dirigentes como Janet Yellen e Ben Bernanke, além de ex-secretários do Tesouro como Henry Paulson, Timothy Geithner e Lawrence Summers.

No texto, os economistas afirmaram que preservar a independência do banco central é essencial para evitar danos à economia americana.

O episódio ocorreu em meio a discussões recorrentes sobre a autonomia do Fed e reforçou o arcabouço institucional criado desde a fundação do banco central, em 1913, para reduzir interferências políticas em sua atuação.

Jerome Powell, que comandou o Federal Reserve e concluiu seu mandato à frente da instituição, também contou com apoio público de Greenspan em diferentes ocasiões.

Em um outro episódio recente, o Departamento de Justiça investigou os custos das reformas na sede do Fed durante a gestão de Powell, investigação que foi encerrada em abril.

Nesse contexto, os três últimos ex-presidentes do Federal Reserve — Janet Yellen, Ben Bernanke e Alan Greenspan — classificaram as pressões sobre Powell como algo sem precedentes.

Eles também compararam esse tipo de interferência a práticas observadas em economias emergentes, onde a independência dos bancos centrais tende a ser mais vulnerável.

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Mercado eleva previsão de inflação para 2026 e projeta só mais um corte de juros, a 14% em agosto

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 10:00

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%Oferecido por

Analistas do mercado financeiro elevaram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é a décima quinta semana seguida de aumento.

Expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, acima de US$ 78 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros, mas em menor intensidade.

O mercado financeiro elevou novamente sua estimativa média para a inflação em 2026, que avançou para 5,33%. Esta é a décima quinta semana seguida de aumento.

Os economistas também passaram a projetar somente mais um corte de juros em 2026, para 14% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de agosto (veja mais abaixo nessa reportagem).

As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Com o acordo de paz anunciado entre os Estados Unidos e o Irã, o petróleo já mostrou queda neste início de semana, operando ao redor de US$ 78 por barril.

➡️ Para 2026, a estimativa de inflação subiu de 5,30% para 5,33%;➡️ Para 2027, a expectativa avançou de 4,10% para 4,15%;➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,68% para 3,70%;➡️ Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Inflação de alimentos tem sido tema incômodo para o governo Lula, cujos indicadores de popularidade estão piorando — Foto: Getty Images via BBC

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continua projetando queda dos juros.

A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026, porém, subiu de 13,75% para 14% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano, em agosto.Antes da guerra entre EUA e Irã, os economistas do mercado acreditavam que a taxa de juros terminaria este ano em 12,5% ao ano.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou 10,25% ao ano.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado subiu de 1,96% para 1,98%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar.

Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos subiu de R$ 5,25 para R$ 5,27 por dólar.

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