RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Milei autoriza até US$ 5 bilhões em empréstimos junto a organismos internacionais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 12:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,69%Dólar TurismoR$ 5,346-0,16%Euro ComercialR$ 5,872-1,01%Euro TurismoR$ 6,133-0,42%B3Ibovespa170.431 pts1,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,69%Dólar TurismoR$ 5,346-0,16%Euro ComercialR$ 5,872-1,01%Euro TurismoR$ 6,133-0,42%B3Ibovespa170.431 pts1,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,69%Dólar TurismoR$ 5,346-0,16%Euro ComercialR$ 5,872-1,01%Euro TurismoR$ 6,133-0,42%B3Ibovespa170.431 pts1,25%Oferecido por

O governo da Argentina autorizou a contratação de até US$ 5 bilhões em financiamentos com instituições internacionais apoiadas por organismos multilaterais de crédito, segundo decreto publicado nesta segunda-feira (22).

A medida foi assinada pelo presidente Javier Milei, pelo ministro da Economia, Luis Caputo, e pelo chefe de gabinete, Manuel Adorni. O objetivo é reduzir os custos da dívida do país por meio de empréstimos em dólar que terão garantias parciais de organismos multilaterais.

O decreto também permite que eventuais disputas relacionadas aos contratos sejam julgadas por tribunais de Nova York. Ao mesmo tempo, estabelece que determinados bens do Estado argentino não poderão ser usados como garantia dessas operações.

Entre os ativos protegidos estão as reservas e contas do banco central, bens ligados à prestação de serviços públicos essenciais e receitas obtidas com impostos e royalties.

O texto ainda autoriza as secretarias do Tesouro e de Finanças a definir as condições dos financiamentos, contratar as instituições envolvidas e administrar os instrumentos necessários para as operações.

Há 2 horas Mundo Favorito, Andy Burnham diz que vai se candidatar ao cargoHá 2 horasEx-prefeito de Manchester, ministra e mais: os nomes mais cotadosHá 2 horasReino Unido terá o 7º chefe de governo em 10 anosHá 2 horasTráfico de drogasComo traficantes esconderam cocaína em estado líquido em madeira

Há 4 horas Mato Grosso do Sul Apreensão da droga pode ser a maior do Brasil, diz ReceitaHá 4 horasCaso GritzbachJúri de PMs acusados de matar delator do PCC ouve primeiras testemunhas

Há 36 minutos São Paulo Seu bolsoIR 2026: Receita abre amanhã consulta ao 2º lote de restituição

Há 1 hora Imposto de Renda Hora da decisão ⚽⚽⚽ Copa do Mundo: veja seleções classificadas e eliminadas até agora

Há 29 minutos Hora 1 Brasil e Holanda têm 35% de chances de se enfrentarem na 2ª faseHá 29 minutosDias de folga da seleção tem churrasco e pagodeHá 29 minutosBlog da Sandra Cohen Vitória apertada deixa Espriella mais longe de reformas radicais na Colômbia

Há 18 minutos Blog da Sandra Cohen Derrotado, esquerdista diz que pedirá recontagem de votosHá 18 minutosEspriella é cantor de música folclórica tradicional da regiãoHá 18 minutosLideranças na regiãoEsquerda x direita: como fica mapa da América do Sul após vitória de Espriella

Há 7 horas Mundo ‘Grande vitória’, diz Trump após resultado; veja repercussãoHá 7 horasSegurança presidencialGSI designa major ‘Fulano de Tal’ e tenente ‘Cicrano de Tal’ na Presidência

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Imposto de Renda 2026: Receita abre consulta ao 2º lote de restituição nesta terça-feira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 11:48

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: Receita abre consulta ao 2º lote de restituição nesta terça-feira Com mais de 9,5 milhões de contribuintes contemplados, segundo lote deste ano é o maior da história, segundo Receita Federal Por Redação g1 — São Paulo

A Receita Federal abre a consulta ao 2º lote de restituição do IRPF 2026 nesta terça-feira (23). O pagamento de R$ 16 bilhões ocorre em 30 de junho.

Este lote vai beneficiar 9,58 milhões de contribuintes com prioridade legal, via Pix ou declaração pré-preenchida.

A consulta pode ser feita no site da Receita Federal, acessando "Meu Imposto de Renda". O aplicativo para celulares e tablets também disponibiliza o serviço.

Se houver erro nos dados bancários, o contribuinte pode reagendar o pagamento pelo Banco do Brasil por até 1 ano. Pendências podem ser corrigidas no portal e-CAC.

A partir das 9h desta terça-feira (23), a Receita Federal libera a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), referente a junho de 2026. O pagamento será realizado no dia 30 de junho.

Com R$ 16 bilhões destinados a 9,58 milhões de contribuintes, este é o maior lote de restituição da história em número de beneficiados. O valor é o mesmo do primeiro lote de 2026, pago em maio.

Juntos, os dois pagamentos devem contemplar cerca de 80% das restituições previstas para este ano, segundo a Receita Federal.

Somados, os dois primeiros lotes de restituição do Imposto de Renda de 2026 vão beneficiar 18,3 milhões de contribuintes, com pagamentos que totalizam R$ 32 bilhões.

O pagamento será feito em 30 de junho. Do total, R$ 4,49 bilhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:

155.060 restituições para idosos acima de 80 anos;1.106.923 restituições para idosos entre 60 e 79 anos;106.294 restituições para pessoas com deficiência física ou mental ou com moléstia grave;507.768 restituições para contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério.

Além disso, 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes que ganharam prioridade por terem utilizado a declaração pré-preenchida e/ou optado pelo recebimento via Pix. Segundo a Receita, não haverá pagamento para contribuintes sem prioridade neste lote.

Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos:

O contribuinte pode verificar se vai receber neste lote por meio da página da Receita na internet. Basta clicar na opção "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a Restituição".

A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações.

A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

Em nota oficial, o Fisco afirma que "assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte". Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino.

"Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade", afirma a nota.

Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones:

4004-0001 (capitais)0800-729-0001 (demais localidades)0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos)

Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC.

Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina".

Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet.

Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro.Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos".Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026.

No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte.

Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços).

Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema.

No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina.No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.

Há 1 hora Mundo Favorito, Andy Burnham diz que vai se candidatar ao cargoHá 1 horaEx-prefeito de Manchester, ministra e mais: os nomes mais cotadosHá 1 horaReino Unido terá o 7º chefe de governo em 10 anosHá 1 horaTráfico de drogasComo traficantes esconderam cocaína em estado líquido em madeira

Há 3 horas Mato Grosso do Sul Apreensão da droga pode ser a maior do Brasil, diz ReceitaHá 3 horasMorte em rope jumpVídeo mostra desespero de pessoas que viram jovem ser lançada de ponte

Há 57 minutos Piracicaba e Região Seu bolsoIR 2026: Receita abre amanhã consulta ao 2º lote de restituição

Há 32 minutos Imposto de Renda Lideranças na regiãoEsquerda x direita: como fica mapa da América do Sul após vitória de Espriella

Há 6 horas Mundo ‘Grande vitória’, diz Trump após resultado; veja repercussãoHá 6 horasAmérica do SulDerrotado, esquerdista diz que pedirá recontagem de votos na Colômbia

Há 2 horas Mundo Espriella: quem é o presidente eleito na Colômbia em apuração preliminar Há 2 horasO que é escrutínio, processo que oficializa resultado na ColômbiaHá 2 horasCopa do Mundo ⚽⚽⚽Argentina, França e Noruega jogam hoje; veja partidas e onde assistir

Há 10 horas Mundo Argentina x Áustria: leis bem distintas de proteção às geleirasHá 10 horasEgito vira sobre a Nova Zelândia, vence a 1ª na Copa e lidera grupoHá 10 horasCaminho do hexa 🟢🟡🔰⚽Brasil e Holanda têm quase 35% de chances de se enfrentarem na 2ª fase

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Do planejamento ao crescimento saudável: como a gestão financeira fortalece pequenos negócios

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 22/06/2026 11:48

Empreenda com Sebrae Especial Publicitário Do planejamento ao crescimento saudável: como a gestão financeira fortalece pequenos negócios Histórias de empreendedores mostram que entender os números da empresa pode ser decisivo para enfrentar desafios, expandir e transformar a gestão do negócio. Por Sebrae

Entenda por que o letramento financeiro é indispensável em todas as fases do negócio — Foto: Acervo pessoal de Paulo Malanchino

Abrir um negócio nunca foi tão comum no Brasil. Em 2025, o país registrou 5,1 milhões de novas empresas, o maior índice desde 2010. No mesmo período, 2,8 milhões encerraram as atividades. Os números são do DataSebrae e contam duas histórias ao mesmo tempo: a força do empreendedorismo brasileiro e a fragilidade de quem não tem ferramentas para sustentar o que construiu.

Essa realidade o especialista Weniston Ricardo de Andrade Abreu, gerente adjunto da Unidade de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional, conhece bem. "O letramento financeiro é muito importante em todas as fases do negócio: desde a concepção, passando pela gestão da empresa e até numa fase de expansão", afirma.

Paulo nasceu em Barretos (SP) e aprendeu o valor do trabalho ainda na infância, ajudando na fazenda do pai. A paixão pela mecânica veio anos depois, quando ingressou no setor automotivo e se destacou em uma concessionária, conquistando dez vezes o título de melhor profissional do mês por seu espírito de dono, entrega acima do esperado e baixo retorno de veículos.

Em 2019, com formação em Engenharia Elétrica e experiência como sócio de uma indústria, Paulo fundou a ATSI Mecânica Avançada, em sua cidade. O negócio nasceu da percepção de que o mercado automotivo local era defasado em tecnologia e mão de obra qualificada. Uma das primeiras apostas foi estratégica e simples: pintar o chão da oficina de branco. "As pessoas passavam, viam aquele chão limpinho, voltavam e perguntavam o que era", lembra. A aposta funcionou e virou marca registrada.

No entanto, um ano depois veio a pandemia. Paulo acumulava dívidas, não tinha carteira de clientes consolidada e havia sofrido o roubo do próprio carro. Foi nesse cenário que recebeu a primeira visita de um ALI, Agente Local de Inovação do Sebrae. As perguntas feitas naquele dia mudaram sua perspectiva. "Me perguntaram qual era o meu ticket médio. Eu nem sabia o que era isso. Qual o faturamento bruto? Esse eu sei. E o lucro? Não sei. Então, até aquele momento, eu achava que o problema era o mercado, era a pandemia, o carro roubado. No final daquela conversa de uma hora e meia, entendi: o problema sou eu."

A experiência de Paulo ilustra um desafio comum entre pequenos empreendedores: abrir um negócio dominando a operação, mas sem a mesma familiaridade com a gestão financeira. Para Weniston, esse trabalho deve começar antes mesmo da empresa abrir as portas e seguir ao longo da trajetória do negócio.

“Na fase inicial, o empreendedor precisa estruturar muito bem o negócio, fazer um plano ou pelo menos um Canvas do modelo de negócios. Também deve estar atento às regulamentações do setor. É fundamental realizar esse planejamento financeiro inicial para saber o lugar onde se quer chegar”, diz o especialista.

Ao falar sobre o momento de buscar crédito, Weniston destaca uma ferramenta que pode ajudar o empreendedor. "Temos a Planejadora Sebrae. Nela, o empreendedor pode colocar alguns dados e a ferramenta tira uma fotografia da saúde financeira do negócio para que ele possa tomar decisões mais conscientes relacionadas a crédito", completa. Conheça mais da ferramenta aqui.

Entre as especialidades da ATSI estão diagnósticos complexos, revisões pós-garantia, calibração ADAS e manutenção de carros elétricos — Foto: Acervo pessoal de Paulo Malanchino

Com o apoio das consultorias do Sebrae, Paulo transformou a maneira como administrava a empresa. O que antes era conduzido principalmente pelo “feeling” passou a ser orientado por dados. Hoje, a ATSI Mecânica Avançada monitora entre 10 e 12 indicadores operacionais e financeiros, incluindo metas de desempenho de cada funcionário da equipe, ticket médio, margem bruta, ponto de equilíbrio, giro de estoque, faturamento e lucro.

Esse acompanhamento constante é uma das bases da gestão financeira, aponta Weniston. O especialista destaca que decisões tomadas apenas pela percepção do empreendedor podem mascarar problemas que os números revelam rapidamente. A lógica é simples: medir para compreender, corrigir e evoluir. Foi justamente essa mentalidade que Paulo adotou ao longo dos anos. “Só cortar gastos não resolve. Eu acredito que tudo o que se mede cresce. Então, o primeiro passo de qualquer empresa é medir o que você está fazendo”, afirma.

Paulo também aprendeu a importância de separar as finanças pessoais das empresariais. "Trata-se de outra coisa que, se não começa desde o começo, não dá certo", afirma. Weniston concorda e vai além: além de manter as contas separadas, o empreendedor precisa estar atento ao que chama de descasamento financeiro. Exemplo: quando se paga o fornecedor em 30 dias, mas o cliente tem 60 ou 90 para quitar. O buraco no caixa pode começar aí.

A partir dali, Paulo viu nos números o GPS do negócio. Mais à frente, também passou a utilizar ciclos de melhoria contínua baseados na metodologia PDCA — planejar, fazer, verificar e agir. Recentemente, seu sistema ganhou apoio de inteligência artificial para gerar planos de ação automáticos, permitindo análises aprofundadas.

Os resultados de uma boa gestão financeira não demoraram a aparecer. Em 2021, com apoio do Sebrae, a ATSI iniciou sua jornada rumo à certificação do Instituto da Qualidade Automotiva, e Paulo construiu uma nova sede do zero para atender às exigências técnicas. Quatro anos depois, a auditoria registrou 978 de 1.000 pontos possíveis, uma das marcas mais altas entre oficinas certificadas no Brasil. A gestão responsável também se estendeu ao compromisso ambiental: a empresa conquistou o selo Sebrae Sustentável nível bronze, com captação de resíduos e controle de descarte de óleo.

Com processos certificados e time consolidado — hoje oito colaboradores, contra um único funcionário em 2019 —, Paulo colocou em movimento o que chama de ecossistema automotivo. Em 2025, fundou a FullCar Wash para selar sua entrega técnica, garantindo que cada veículo revisado saia limpo, bonito e sem custo adicional para o cliente. A unidade também opera de forma independente para atender à demanda recorrente de estética automotiva, gerando um fluxo de aproximadamente 80 carros mensais. Neste ano, abriu a FullCar Premium, uma loja de seminovos onde todos os veículos passam pela ATSI antes de chegar ao comprador. "Nosso ecossistema busca fazer a melhor entrega possível, sabendo que para 90% das pessoas que compram um carro, aquele veículo é um sonho realizado", diz Paulo.

A trajetória de uma gestão financeira no escuro para um negócio em expansão encontra eco em outras histórias pelo país. Em Goiânia (GO), o ex-professor Felipe Naves Silva, junto a mais dois professores, Fred e Matheus, transformou a memória afetiva da manga com sal em um negócio estruturado: a Balumango. Com suporte do Sebrae na organização do fluxo de caixa e no modelo de franquias, o negócio já ultrapassou as fronteiras de Goiás e projeta mais 50 unidades pelo Brasil. Confira a história completa no vídeo.

Para quem ainda está no começo (ou se reconhece no Paulo de 2020), o conselho dele é direto: "O primeiro passo é buscar pessoas que sabem fazer a gestão. O Sebrae foi um forte aliado e me deu direção. Sozinho a gente não faz nada. É preciso ter humildade para buscar ajuda e, com ela, as ferramentas necessárias para seguir com o plano de empreendedorismo." Paulo diz já ter perdido as contas sobre quantas ferramentas e cursos do Sebrae já o auxiliaram. Entre as que se lembra, ele lista: Empretec, mentorias online de crédito e de inovação com foco em marketing digital, palestras e participação em edições da Feira do Empreendedor.

Para além dos números e da operação, Paulo também leciona em uma escola de educação profissional, onde atua como instrutor de formação de mecânicos. Inclusive, dois de seus ex-alunos hoje fazem parte da própria equipe da ATSI Mecânica Avançada. No coração, Paulo guarda um propósito mais profundo para a empresa: deixar um legado para os filhos.

Quer se aprofundar sobre gestão financeira? O infográfico abaixo traz mais dicas do especialista, desde o diagnóstico até as ferramentas para agir. Confira!

Há 1 hora Mundo Favorito, Andy Burnham diz que vai se candidatar ao cargoHá 1 horaEx-prefeito de Manchester, ministra e mais: os nomes mais cotadosHá 1 horaReino Unido terá o 7º chefe de governo em 10 anosHá 1 horaTráfico de drogasComo traficantes esconderam cocaína em estado líquido em madeira

Há 3 horas Mato Grosso do Sul Apreensão da droga pode ser a maior do Brasil, diz ReceitaHá 3 horasMorte em rope jumpVídeo mostra desespero de pessoas que viram jovem ser lançada de ponte

Há 56 minutos Piracicaba e Região Seu bolsoIR 2026: Receita abre amanhã consulta ao 2º lote de restituição

Há 31 minutos Imposto de Renda Lideranças na regiãoEsquerda x direita: como fica mapa da América do Sul após vitória de Espriella

Há 6 horas Mundo ‘Grande vitória’, diz Trump após resultado; veja repercussãoHá 6 horasAmérica do SulDerrotado, esquerdista diz que pedirá recontagem de votos na Colômbia

Há 2 horas Mundo Espriella: quem é o presidente eleito na Colômbia em apuração preliminar Há 2 horasO que é escrutínio, processo que oficializa resultado na ColômbiaHá 2 horasCopa do Mundo ⚽⚽⚽Argentina, França e Noruega jogam hoje; veja partidas e onde assistir

Há 9 horas Mundo Argentina x Áustria: leis bem distintas de proteção às geleirasHá 9 horasEgito vira sobre a Nova Zelândia, vence a 1ª na Copa e lidera grupoHá 9 horasCaminho do hexa 🟢🟡🔰⚽Brasil e Holanda têm quase 35% de chances de se enfrentarem na 2ª fase

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mercado eleva previsão de inflação para 2026 e projeta só mais um corte de juros, a 14% em agosto

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 10:00

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%Oferecido por

Analistas do mercado financeiro elevaram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é a décima quinta semana seguida de aumento.

Expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, acima de US$ 78 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros, mas em menor intensidade.

O mercado financeiro elevou novamente sua estimativa média para a inflação em 2026, que avançou para 5,33%. Esta é a décima quinta semana seguida de aumento.

Os economistas também passaram a projetar somente mais um corte de juros em 2026, para 14% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de agosto (veja mais abaixo nessa reportagem).

As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Com o acordo de paz anunciado entre os Estados Unidos e o Irã, o petróleo já mostrou queda neste início de semana, operando ao redor de US$ 78 por barril.

➡️ Para 2026, a estimativa de inflação subiu de 5,30% para 5,33%;➡️ Para 2027, a expectativa avançou de 4,10% para 4,15%;➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,68% para 3,70%;➡️ Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Inflação de alimentos tem sido tema incômodo para o governo Lula, cujos indicadores de popularidade estão piorando — Foto: Getty Images via BBC

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continua projetando queda dos juros.

A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026, porém, subiu de 13,75% para 14% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano, em agosto.Antes da guerra entre EUA e Irã, os economistas do mercado acreditavam que a taxa de juros terminaria este ano em 12,5% ao ano.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou 10,25% ao ano.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado subiu de 1,96% para 1,98%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar.

Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos subiu de R$ 5,25 para R$ 5,27 por dólar.

Há 3 horas Mundo Nome mais cotado, Andy Burnham diz que vai se candidatar ao cargoHá 3 horasVida novaPedidos de refúgio no Brasil de cubanos superam os de venezuelanos em 2025

Há 3 minutos Política América do SulDerrotado, esquerdista diz que pedirá recontagem de votos na Colômbia

Há 9 minutos Mundo Espriella: quem é o presidente eleito na Colômbia em apuração preliminar Há 9 minutosO que é escrutínio, processo que oficializa resultado na ColômbiaHá 9 minutosEsquerda x direita: como fica mapa da América do Sul após vitória de Espriella

Há 5 horas Mundo ‘Grande vitória’, diz Trump após resultado; veja repercussãoHá 5 horasTráfico de drogasComo traficantes esconderam cocaína em estado líquido em madeira

Há 1 hora Mato Grosso do Sul Apreensão da droga pode ser a maior do Brasil, diz ReceitaHá 1 horaAos 100 anosMorre Alan Greenspan, ex-chefe do Fed que influenciou a economia dos EUA

Há 23 minutos Economia Copa do Mundo ⚽⚽⚽Argentina, França e Noruega jogam hoje; veja partidas e onde assistir

Há 8 horas Mundo Argentina x Áustria: leis bem distintas de proteção às geleirasHá 8 horasEgito vira sobre a Nova Zelândia, vence a 1ª na Copa e lidera grupoHá 8 horasCaminho do hexa 🟢🟡🔰⚽Brasil e Holanda têm quase 35% de chances de se enfrentarem na 2ª fase

Há 2 horas gato mestre Logística e mais: por que liderar grupo é fundamental para o BrasilHá 2 horasDias de folga da seleção tem churrasco e pagodeHá 2 horas👶❤️Sabrina Sato e Nicolas Prattes anunciam gravidez do 1º filho

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve, morre aos 100 anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 10:00

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%Oferecido por

O economista Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve, morreu nesta segunda-feira (22) aos 100 anos. Ele faleceu em casa devido a complicações de Parkinson.

Nascido em 1926, ele se formou na Universidade de Nova York. Atuou como consultor e governista antes de assumir o banco central em 1987.

Ele comandou o Fed por quase 19 anos sob 4 presidentes americanos. Sua gestão evitou fortes aumentos de juros e priorizou o crescimento econômico.

Sua defesa da autorregulação do mercado foi criticada após a crise financeira de 2007-2008. Investigações apontaram que menos regras no sistema ajudaram no colapso.

Após sua saída, ele continuou ativo na economia. Greenspan assinou uma carta em defesa da autonomia do Fed e criticou pressões sobre a instituição.

Alan Greenspan, economista que comandou o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) por cinco mandatos consecutivos e conduziu a política monetária do país sob quatro presidentes, morreu aos 100 anos. A informação foi divulgada pela NBC News nesta segunda-feira (22).

Segundo sua esposa, a jornalista Andrea Mitchell, Greenspan morreu em casa em decorrência de complicações da doença de Parkinson. Os dois eram casados havia 29 anos.

“Alan faleceu em nossa casa esta manhã, aos 100 anos de idade, devido a complicações da doença de Parkinson”, afirmou Mitchell em comunicado.

“Ele era um gigante que ajudou a moldar a economia dos EUA por décadas, sob presidentes de ambos os partidos, mas sempre foi honesto ao reconhecer seus erros”, disse ela.

“Para mim, ele era meu marido, que moldou minha vida desde o nosso primeiro encontro em 1984. Ele tinha uma paixão desmedida por beisebol, pelo Washington Commanders, tênis, golfe e música, especialmente jazz”, acrescentou Mitchell. “Ele será lembrado por sua inteligência e sua bondade. Ser sua companheira de vida foi a maior alegria da minha vida.”

O ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, discursa durante a reunião anual da SIFMA em Nova York, em 23 de outubro de 2012 — Foto: REUTERS/Lucas Jackson

Nascido em 6 de março de 1926, no bairro de Washington Heights, em Nova York, Alan Greenspan construiu uma das trajetórias mais influentes da história da política monetária dos EUA, tornando-se uma das principais referências da economia americana no século XX e início do XXI.

Formado em economia pela Universidade de Nova York, onde concluiu graduação e mestrado, iniciou a carreira no setor privado como consultor, ganhando espaço no mercado financeiro ainda jovem.

Na década de 1950, aproximou-se do debate intelectual ao se conectar com a escritora Ayn Rand, cuja defesa do livre mercado e do individualismo influenciou parte de sua visão econômica.

🔍 Livre mercado é a ideia de que a economia funciona melhor quando empresas e pessoas podem comprar, vender e competir com pouca interferência do governo. Em teoria, os preços e a produção são definidos pela oferta e pela demanda. A lógica é que essa “competição livre” ajuda a economia a se organizar de forma mais eficiente.

Em 1968, já consolidado como consultor, participou da campanha presidencial de Richard Nixon e, posteriormente, integrou o governo de Gerald Ford como chefe do Conselho de Assessores Econômicos, contribuindo para políticas econômicas em um período marcado por inflação alta.

Alan Greenspan, presidente do Federal Reserve (à esquerda), faz declaração em 10 de julho de 1991 após o presidente George H. W. Bush (à direita) anunciar sua indicação para um segundo mandato no cargo. — Foto: Reuters

Depois de voltar ao setor privado no fim dos anos 1970, Alan Greenspan foi escolhido em 1987 pelo presidente Ronald Reagan para comandar o banco central dos EUA.

À frente da política econômica do país, ele ficou conhecido por evitar aumentos fortes de juros mesmo quando havia o temor de novos aumentos nos preços. Essa postura ajudou a sustentar um longo período de crescimento da economia americana e fez com que ele ganhasse destaque público.

Logo no início do mandato, Greenspan enfrentou a queda histórica da Bolsa em 1987 (conhecida como 'segunda-feira negra') e agiu rapidamente para evitar a propagação da crise, o que fortaleceu sua reputação.

Nos anos seguintes, ele também apostou na ideia de que o aumento da produtividade da economia — principalmente a partir dos anos 1990 — ajudaria a segurar a inflação, o que influenciou muitas decisões do banco central.

Greenspan ficou quase 19 anos no comando do Fed, passando por cinco mandatos e quatro presidentes dos Estados Unidos: Ronald Reagan, George H. W. Bush, Bill Clinton e George W. Bush. Isso fez dele um dos chefes mais duradouros da história da instituição.

Durante esse período, ele lidou com vários momentos importantes da economia, como o crescimento forte dos anos 1990, a expansão da internet e da globalização, o estouro da bolha das empresas de tecnologia no início dos anos 2000 e os impactos dos ataques de 11 de setembro.

Sua gestão ficou associada a um período de crescimento e estabilidade, mas também a uma maior confiança de que o mercado poderia se regular sozinho, com menos intervenção do governo.

Estudos e investigações apontaram que a defesa de menos regras para o sistema financeiro e a tolerância a investimentos mais arriscados podem ter contribuído para a crise imobiliária que levou ao colapso do sistema financeiro dos EUA.

Depois de sair do Fed em 2006, ele passou a trabalhar como consultor e escritor, seguindo ativo em debates sobre economia por muitos anos.

Mais recentemente, em meio a debates sobre a independência do Federal Reserve e a pressões políticas sobre o banco central dos EUA, Greenspan foi um dos ex-presidentes da instituição que assinaram uma carta em defesa da autonomia do órgão.

O documento pedia que a Justiça mantivesse a diretora Lisa Cook no cargo enquanto a legalidade de uma eventual destituição era analisada, alertando para riscos à credibilidade do Fed e à estabilidade econômica.

Entre os signatários estavam também ex-dirigentes como Janet Yellen e Ben Bernanke, além de ex-secretários do Tesouro como Henry Paulson, Timothy Geithner e Lawrence Summers.

No texto, os economistas afirmaram que preservar a independência do banco central é essencial para evitar danos à economia americana.

O episódio ocorreu em meio a discussões recorrentes sobre a autonomia do Fed e reforçou o arcabouço institucional criado desde a fundação do banco central, em 1913, para reduzir interferências políticas em sua atuação.

Jerome Powell, que comandou o Federal Reserve e concluiu seu mandato à frente da instituição, também contou com apoio público de Greenspan em diferentes ocasiões.

Em um outro episódio recente, o Departamento de Justiça investigou os custos das reformas na sede do Fed durante a gestão de Powell, investigação que foi encerrada em abril.

Nesse contexto, os três últimos ex-presidentes do Federal Reserve — Janet Yellen, Ben Bernanke e Alan Greenspan — classificaram as pressões sobre Powell como algo sem precedentes.

Eles também compararam esse tipo de interferência a práticas observadas em economias emergentes, onde a independência dos bancos centrais tende a ser mais vulnerável.

Há 3 horas Mundo Nome mais cotado, Andy Burnham diz que vai se candidatar ao cargoHá 3 horasVida novaPedidos de refúgio no Brasil de cubanos superam os de venezuelanos em 2025

Há 3 minutos Política América do SulDerrotado, esquerdista diz que pedirá recontagem de votos na Colômbia

Há 10 minutos Mundo Espriella: quem é o presidente eleito na Colômbia em apuração preliminar Há 10 minutosO que é escrutínio, processo que oficializa resultado na ColômbiaHá 10 minutosEsquerda x direita: como fica mapa da América do Sul após vitória de Espriella

Há 5 horas Mundo ‘Grande vitória’, diz Trump após resultado; veja repercussãoHá 5 horasTráfico de drogasComo traficantes esconderam cocaína em estado líquido em madeira

Há 1 hora Mato Grosso do Sul Apreensão da droga pode ser a maior do Brasil, diz ReceitaHá 1 horaAos 100 anosMorre Alan Greenspan, ex-chefe do Fed que influenciou a economia dos EUA

Há 24 minutos Economia Copa do Mundo ⚽⚽⚽Argentina, França e Noruega jogam hoje; veja partidas e onde assistir

Há 8 horas Mundo Argentina x Áustria: leis bem distintas de proteção às geleirasHá 8 horasEgito vira sobre a Nova Zelândia, vence a 1ª na Copa e lidera grupoHá 8 horasCaminho do hexa 🟢🟡🔰⚽Brasil e Holanda têm quase 35% de chances de se enfrentarem na 2ª fase

Há 2 horas gato mestre Logística e mais: por que liderar grupo é fundamental para o BrasilHá 2 horasDias de folga da seleção tem churrasco e pagodeHá 2 horas👶❤️Sabrina Sato e Nicolas Prattes anunciam gravidez do 1º filho

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Como a economia dos EUA continua superando seus rivais apesar de toda turbulência do governo Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 10:00

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%Oferecido por

Como a economia dos EUA continua superando seus rivais apesar de toda turbulência do governo Trump — Foto: Getty Images via BBC

Em Dresden, no leste de Alemanha, um último automóvel fechou no ano passado a linha de montagem da "Fábrica Transparente" da Volkswagen, que foi uma espécie de símbolo do poderio industrial da Europa.

A milhares de quilômetros de distância, em Spartanburg, no Estado americano da Carolina do Sul, outra gigante alemã, a BMW, opera sua maior fábrica em todo o mundo.

O contraste entre ambas ajuda a explicar um enigma debatido há tempos pelos economistas: por que a economia americana continua superando muitos outros países, enfrentando os mesmos impactos globais?

As tarifas de importação de Donald Trump afetaram o comércio global. As deportações de imigrantes em massa estão mudando o mercado de trabalho. O conflito no Oriente Médio fez disparar os preços do petróleo.

Tarifaço de Trump: audiência decisiva sobre produtos brasileiros encerra inscrições; veja como funciona

Muitos economistas esperavam que os Estados Unidos fossem sofrer fortes abalos com o peso dessas pressões. Mas a economia do país continuou crescendo de forma estável.

A inflação persistiu em alguns momentos, mas a combinação entre o fraco crescimento e o contínuo aumento de preços, temida por muitos, acabou não acontecendo.

Joe Brusuelas, economista-chefe da consultoria britânica RSM, defende que a guerra comercial foi a prova mais forte da resiliência americana.

"As metas próprias impostas pelo governo Trump aos Estados Unidos, em relação ao comércio e à imigração, provavelmente são o exemplo mais claro do dinamismo que sustenta a economia americana", destaca ele.

Ao enfrentar a súbita taxação de componentes estrangeiros, as empresas americanas não se contentaram com a redução das margens e passaram a investir com mais força.

"O investimento de capital, neste momento, é de 13,9% do PIB americano", segundo Brusuelas. "Deveria estar diminuindo, considerando os diversos impactos sobre a oferta e a procura absorvidos pela economia, mas não é o que está acontecendo."

Por outro lado, grande parte das pressões foi compensada pelo notável aumento da produtividade. A economia americana como um todo continua se expandindo a um ritmo anual de cerca de 2%.

Os mercados de energia oferecem outra explicação. A guerra no Oriente Médio aumentou os preços do petróleo, o que, historicamente, teria representado uma ameaça considerável ao crescimento americano.

Mas a revolução do petróleo de xisto alterou fundamentalmente a vulnerabilidade dos Estados Unidos frente aos choques do setor energético.

Ao longo das últimas duas décadas, o país se tornou um dos maiores produtores de petróleo e gás do planeta, enquanto suas empresas reduziram progressivamente sua dependência do petróleo.

"O desenvolvimento do fracking (fraturamento hidráulico, técnica de mineração usada para extrair gás natural e petróleo de rochas de xisto localizadas a grandes profundidades) nos Estados Unidos, desde o início dos anos 2000, e a evolução dos combustíveis alternativos criaram condições para que a contribuição do petróleo para o PIB por unidade de energia caísse pela metade nos últimos 50 anos", explica Brusuelas.

Enquanto os Estados Unidos se concentraram na flexibilidade, aproveitando o fracking e permitindo que os preços reajam livremente ao mercado, a Europa depende de contratos de longo prazo e redes de abastecimento interconectadas para garantir sua segurança energética.

Esta estratégia deixou muitos países expostos a riscos com a interrupção do fornecimento de gás russo, após a invasão da Ucrânia. E, com as tensões atuais no Oriente Médio, a vulnerabilidade permanece.

Para Rebecca Christie, pesquisadora do centro de análises Bruegel em Bruxelas, na Bélgica, esta discrepância não se observa apenas nas decisões políticas, mas nas atitudes culturais em relação ao risco.

"Os americanos são muito voltados às soluções e muito mais cômodos ao assumir riscos imediatos, de olho em vantagens de longo prazo", explica ela. "Já a Europa é culturalmente mais relutante ao risco."

Christie conta que participou de um evento onde o próprio responsável de serviços financeiros da União Europeia declarou que os europeus não falam o suficiente sobre o risco de não assumir riscos.

As diferenças de estruturação das empresas e dos sistemas de aposentadoria nos dois lados do oceano Atlântico também refletem esta diferença de visão.

Em grande parte da Europa, as empresas dependem muito dos empréstimos bancários para seu financiamento e as pensões dos trabalhadores são frequentemente relacionadas a contratos de seguro garantidos, que estabelecem limites tanto para os prejuízos quanto para os lucros.

"Se você financiar a sua empresa com um empréstimo bancário, não terá a mesma flexibilidade oferecida pela venda de ações ou atraindo capital de risco", explica Christie.

Nos Estados Unidos, as empresas podem recorrer a investidores e ao mercado de ações para obter financiamento. Esta flexibilidade, mesmo com seus altos e baixos, oferece às companhias americanas uma vantagem sobre os modelos europeus, respaldados pelo Estado.

"Se você estiver em dificuldades, irá realmente enfrentar tempos conturbados, pois o mercado de trabalho não está aumentando muito, tudo está ficando mais caro e muitas cidades sofrem crises de moradia."

"Ter o dólar e os bancos bastante estáveis não irá ajudar se, na economia real, houver uma crise de empregos", explica a pesquisadora.

Na verdade, os empregadores americanos criaram 172 mil postos de trabalho em maio, contra todas as expectativas.

Mas os novos dados da inflação mostram o maior aumento dos preços ao consumidor dos últimos três anos.

A inflação anual ficou em 4,2% em maio, contra 3,8% em abril. Estes índices indicam que os Estados Unidos podem estar se aproximando do limite da sua resiliência.

A economia americana pode estar superando grande parte dos seus rivais, mas isso não significa que ela seja imune a pressões. Os altos preços dos combustíveis, a inflação persistente e a desigualdade cada vez maior trazem riscos que poderão reduzir a atual vantagem do país.

Ainda assim, em comparação com muitos outros países desenvolvidos, a economia dos Estados Unidos se mantém robusta.

Sua combinação de mercados flexíveis, investimentos rápidos, energia em abundância e tolerância ao risco ajudaram a nação a superar os impactos que atingiram outros países.

Há 3 horas Mundo Nome mais cotado, Andy Burnham diz que vai se candidatar ao cargoHá 3 horasVida novaPedidos de refúgio no Brasil de cubanos superam os de venezuelanos em 2025

Há 3 minutos Política América do SulDerrotado, esquerdista diz que pedirá recontagem de votos na Colômbia

Há 9 minutos Mundo Espriella: quem é o presidente eleito na Colômbia em apuração preliminar Há 9 minutosO que é escrutínio, processo que oficializa resultado na ColômbiaHá 9 minutosEsquerda x direita: como fica mapa da América do Sul após vitória de Espriella

Há 5 horas Mundo ‘Grande vitória’, diz Trump após resultado; veja repercussãoHá 5 horasTráfico de drogasComo traficantes esconderam cocaína em estado líquido em madeira

Há 1 hora Mato Grosso do Sul Apreensão da droga pode ser a maior do Brasil, diz ReceitaHá 1 horaAos 100 anosMorre Alan Greenspan, ex-chefe do Fed que influenciou a economia dos EUA

Há 23 minutos Economia Copa do Mundo ⚽⚽⚽Argentina, França e Noruega jogam hoje; veja partidas e onde assistir

Há 8 horas Mundo Argentina x Áustria: leis bem distintas de proteção às geleirasHá 8 horasEgito vira sobre a Nova Zelândia, vence a 1ª na Copa e lidera grupoHá 8 horasCaminho do hexa 🟢🟡🔰⚽Brasil e Holanda têm quase 35% de chances de se enfrentarem na 2ª fase

Há 2 horas gato mestre Logística e mais: por que liderar grupo é fundamental para o BrasilHá 2 horasDias de folga da seleção tem churrasco e pagodeHá 2 horas👶❤️Sabrina Sato e Nicolas Prattes anunciam gravidez do 1º filho

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar abre em queda, de olho no exterior

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 10:00

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (22) em queda e marcava um recuo de 0,14% perto das 9h, cotado a R$ 5,1582. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ As negociações entre os Estados Unidos e o Irã continuam a mexer com os mercados. As tensões voltaram a aumentar no final de semana, após Teerã alegar que Israel violou o memorando de entendimento assinado entre os presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian ao continuar os ataques ao Líbano. O líder americano também voltou a ameaçar novos bombardeios ao Irã.

Apesar das tensões, no entanto, os representantes dos EUA e do Irã conseguiram avançar com as tratativas na Suíça, o que ajuda a manter o preço do petróleo controlado. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, caía 1,86% e era negociado a US$ 79,07. Já o West Texas Intermediate (WTI), principal referência nos EUA, tinha queda de 0,90%, para US$ 75,17.

▶️Também fica no radar a renúncia do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. O premiê vinha sendo pressionado dentro do próprio partido, após derrotas expressivas nas eleições locais de maio. Ele deve permanecer no cargo até a escolha de um novo líder.

▶️Ainda no exterior, as eleições da Colômbia também seguem na mira dos investidores. O candidato de direita, Abelardo de la Espriella, venceu o segundo turno presidencial realizado ontem, com 49,7% dos votos. Ele propõe uma reforma fiscal no país e defende acordos com os EUA para combater o crime organizado.

▶️Na agenda de indicadores desta semana, destaque para novos dados de inflação no Brasil e nos EUA. Índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês), que servem como um termômetro da economia, também devem ser divulgados em diferentes países. A ata da última reunião de juros do Banco Central (BC) e dados de emprego brasileiros também ficam no foco.

As violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah e de Israel voltaram a aumentar as tensões no Oriente Médio ao longo do final de semana. A interrupção dos ataques era um dos pontos de acordo do memorando de entendimento assinado pelos EUA e pelo Irã na última semana, e os novos ataques trouxeram preocupações sobre o acordo. Acompanhe todos os desdobramentos.

Em meio à ofensiva, o Irã chegou a declarar o fechamento do Estreito de Ormuz novamente. Pouco tempo depois, no entanto, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, chegou à Suíça para a primeira rodada de negociações com os representantes iranianos.

Segundo um diplomata americano afirmou à Axios, as conversas com o Irã se concentraram em mecanismos para evitar uma escalada das tensões no Líbano e garantir o cumprimento do cessar-fogo. Além disso, houve avanços positivos nos esforços para assegurar que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação.

Nesta segunda-feira (22), o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que a primeira reunião entre Irã e EUA foi "concluída com sucesso" na Suíça:

"As discussões resultaram em acordo para o estabelecimento de um comitê de alto nível para supervisão política e início de novas negociações técnicas".

"Fizemos muitos progressos positivos e estabelecemos uma base muito sólida para um acordo final bem-sucedido. As conversas técnicas continuarão nos próximos dias", afirmou JD Vance.

A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global. A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países.

Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco.

Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização. O g1 reuniu os principais efeitos da guerra e as perspectivas para a recuperação.

Perto das 9h, a maior parte dos índices tinha alta, com o britânico FTSE 100 subindo 0,48%. O alemão DAX tinha avanço de 0,03% e o espanhol Ibex 35 com alta de 0,56%. O francês CAC-40 ia na contramão e tinha queda de 0,44% no mesmo horário.

Na Ásia os mercados fecharam mistos, com foco nos sinais de negociação entre EUA e Irã e após o Banco do Povo da China (PBoC) ter mantido as taxas de juros inalteradas pelo 13º mês seguido, em linha com o esperado pelos mercados.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, subiu 2,4% na sessão e atingiu o nível mais alto desde dezembro de 2021. Já o índice de Xangai, o SSEC, teve alta de 1,8%.

Há 3 horas Mundo Nome mais cotado, Andy Burnham diz que vai se candidatar ao cargoHá 3 horasVida novaPedidos de refúgio no Brasil de cubanos superam os de venezuelanos em 2025

Há 3 minutos Política América do SulDerrotado, esquerdista diz que pedirá recontagem de votos na Colômbia

Há 9 minutos Mundo Espriella: quem é o presidente eleito na Colômbia em apuração preliminar Há 9 minutosO que é escrutínio, processo que oficializa resultado na ColômbiaHá 9 minutosEsquerda x direita: como fica mapa da América do Sul após vitória de Espriella

Há 5 horas Mundo ‘Grande vitória’, diz Trump após resultado; veja repercussãoHá 5 horasTráfico de drogasComo traficantes esconderam cocaína em estado líquido em madeira

Há 1 hora Mato Grosso do Sul Apreensão da droga pode ser a maior do Brasil, diz ReceitaHá 1 horaAos 100 anosMorre Alan Greenspan, ex-chefe do Fed que influenciou a economia dos EUA

Há 23 minutos Economia Copa do Mundo ⚽⚽⚽Argentina, França e Noruega jogam hoje; veja partidas e onde assistir

Há 8 horas Mundo Argentina x Áustria: leis bem distintas de proteção às geleirasHá 8 horasEgito vira sobre a Nova Zelândia, vence a 1ª na Copa e lidera grupoHá 8 horasCaminho do hexa 🟢🟡🔰⚽Brasil e Holanda têm quase 35% de chances de se enfrentarem na 2ª fase

Há 2 horas gato mestre Logística e mais: por que liderar grupo é fundamental para o BrasilHá 2 horasDias de folga da seleção tem churrasco e pagodeHá 2 horas👶❤️Sabrina Sato e Nicolas Prattes anunciam gravidez do 1º filho

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

UE diz que oferece proposta mais vantajosa ao Brasil na disputa por minerais críticos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 10:00

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%Oferecido por

Minerais críticos: projeto aprovado na Câmara quer garantir que o Brasil não seja apenas exportador de matéria-prima — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Enquanto trabalha para diversificar suas fontes de suprimento de minerais críticos, a União Europeia aposta no Brasil como parceiro estratégico e afirma ter uma proposta mais "benéfica" do que a de outros atores na disputa por matérias-primas brasileiras, disse o comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, à Reuters.

O comissário visitou no sábado o centro de pesquisa e processamento de terras raras da mineradora australiana Viridis Mining and Minerals, em Poços de Caldas (MG), um dos quatro projetos prioritários selecionados para acelerar a colaboração entre a UE e o Brasil. 

Síkela avalia que a abordagem europeia é um trunfo por priorizar a sustentabilidade do negócio e o incentivo ao processamento local de terras raras. Isso casa com uma diretriz do governo brasileiro, de produzir e exportar minerais processados, que agreguem tecnologias e valores à cadeia produtiva de um setor nascente no Brasil, que conta com a segunda maior reserva global de tais minerais críticos.

"É extremamente importante que o Brasil também avance além de negócios de baixa margem, ou seja, que o valor seja criado aqui no país", disse o comissário, em entrevista durante a visita à unidade da Viridis, destacando que o Brasil é hoje o parceiro mais estratégico da UE na América Latina e uma economia em expansão.

"Podemos cobrir, com base em acordos de compra, as nossas necessidades, e o Brasil terá sua própria capacidade de refino, novas tecnologias e, basicamente, avançará na cadeia de suprimentos para uma geração de margens mais altas." 

O projeto piloto mineiro da Viridis, inaugurado em maio, tem capacidade para processar 100 kg de minério por hora e produzir por ano até 2,92 kg de carbonato misto de terras raras (MREC, na sigla em inglês), um pó esbranquiçado que contém uma mistura dos elementos de terras raras ainda não separados.

A Viridis agora planeja investir US$360 milhões para construir sua planta comercial com capacidade para produzir 15 mil toneladas de MREC por ano a partir de 2028. O projeto Colossus da Viridis, em Minas Gerais, compreende um total de 228,62 km² de licenças.

"E é por isso que gosto tanto deste projeto (da Viridis) em particular, porque ele basicamente entrega objetivos: ele cria empregos, cria novas parcerias, traz novas tecnologias, educação e transferência de conhecimento, tudo com base nos padrões ambientais, sociais e técnicos mais avançados", afirmou Síkela.

Ele também destacou a carta de intenções não vinculante assinada neste mês entre a Viridis e a química belga Solvay, que prevê fornecimento de MREC e pode evoluir para uma parceria mais ampla, incluindo apoio tecnológico no processamento.

O presidente-executivo da Viridis, Rafael Moreno, afirmou à Reuters que discussões com a União Europeia sobre apoio ao projeto estão avançadas, e que um acordo com a Solvay pode ser fechado até o fim de julho. Segundo ele, a UE poderá ajudar com financiamento e mecanismos de proteção de preços para reduzir riscos e garantir competitividade.

"Um preço mínimo é importante, então concluir todos esses detalhes será importante para nós, e isso não está longe de acontecer", disse Moreno, sem falar em prazos.

Síkela afirmou que o seu papel é oferecer apoio político e instrumentos de mitigação de riscos, sem substituir o capital privado.

"Não estamos vindo para substituir o financiamento privado nem como provedores de capital próprio, mas nosso papel é ajudar a mobilizar investimentos privados", afirmou, sem dar detalhes.

O avanço da Viridis no Brasil ocorre em meio a uma corrida global por terras raras e minerais críticos, enquanto governos na Europa e nos Estados Unidos tentam reduzir sua dependência da China — maior produtor — para esses materiais, que são vitais para carros elétricos e sistemas de defesa.

Questionado sobre o cenário, Síkela afirmou que não se trata apenas da China e explicou que a estratégia europeia busca reduzir "dependências" na cadeia de suprimentos globais, após choques como a pandemia e a guerra na Ucrânia.

Além das terras raras, Síkela disse sem dar nomes que a UE vê como prioritários no Brasil projetos envolvendo outros minerais críticos, como níquel e lítio, e indicou que há planos para avançar em um memorando de entendimento entre o bloco e o governo brasileiro, embora os detalhes ainda estejam em negociação.

Questionado se pode estar chegando atrasado na disputa por ativos no Brasil, após Estados Unidos e China terem feito avanços importantes, o comissário disse que "nossa proposta de valor é mais benéfica do que a dos outros. Primeiro, é mais sustentável… A segunda coisa é criação de empregos e educação", afirmou.

"Não devemos esquecer que o Brasil é um ator ambiental global, com a floresta tropical, com a Amazônia, com os recursos. Então, o que quer que o Brasil faça, se fizer certo, terá impacto global. E, se fizer errado, terá um impacto negativo. Portanto, o que queremos fazer é ajudar com padrões ambientais, sociais e de governança, porque isso importa para nós", afirmou.

O presidente-executivo da Viridis, por sua vez, disse que a companhia está em linha com as orientações europeias, de pensar um mercado diversificado para a cadeia produtiva de terras raras. "Estamos adotando uma abordagem em que queremos que todos tenham direitos, seja na Argentina, no Paraguai, na Europa ou na Austrália… portanto, estamos satisfeitos em manter uma mentalidade europeia ou ocidental — ou, mais importante ainda, uma mentalidade ocidental", disse Moreno.

Ao final do mês passado, o executivo disse à Reuters que a Viridis estava em negociações avançadas com potenciais compradores de minerais críticos na Europa e nos EUA, acrescentando que a empresa não buscava compradores chineses.

Há 3 horas Mundo Nome mais cotado, Andy Burnham diz que vai se candidatar ao cargoHá 3 horasVida novaPedidos de refúgio no Brasil de cubanos superam os de venezuelanos em 2025

Há 3 minutos Política América do SulDerrotado, esquerdista diz que pedirá recontagem de votos na Colômbia

Há 9 minutos Mundo Espriella: quem é o presidente eleito na Colômbia em apuração preliminar Há 9 minutosO que é escrutínio, processo que oficializa resultado na ColômbiaHá 9 minutosEsquerda x direita: como fica mapa da América do Sul após vitória de Espriella

Há 5 horas Mundo ‘Grande vitória’, diz Trump após resultado; veja repercussãoHá 5 horasTráfico de drogasComo traficantes esconderam cocaína em estado líquido em madeira

Há 1 hora Mato Grosso do Sul Apreensão da droga pode ser a maior do Brasil, diz ReceitaHá 1 horaAos 100 anosMorre Alan Greenspan, ex-chefe do Fed que influenciou a economia dos EUA

Há 23 minutos Economia Copa do Mundo ⚽⚽⚽Argentina, França e Noruega jogam hoje; veja partidas e onde assistir

Há 8 horas Mundo Argentina x Áustria: leis bem distintas de proteção às geleirasHá 8 horasEgito vira sobre a Nova Zelândia, vence a 1ª na Copa e lidera grupoHá 8 horasCaminho do hexa 🟢🟡🔰⚽Brasil e Holanda têm quase 35% de chances de se enfrentarem na 2ª fase

Há 2 horas gato mestre Logística e mais: por que liderar grupo é fundamental para o BrasilHá 2 horasDias de folga da seleção tem churrasco e pagodeHá 2 horas👶❤️Sabrina Sato e Nicolas Prattes anunciam gravidez do 1º filho

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Tarifaço de Trump: audiência decisiva para futuro das taxas sobre produtos brasileiros encerra inscrições; veja como funciona

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 05:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%Oferecido por

Terminam nesta segunda-feira (22) as inscrições para as audiências públicas do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). As discussões podem ser decisivas para os próximos capítulos da disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos, após a proposta do governo Trump de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

🔎 O USTR é o órgão responsável por formular e negociar a política comercial dos EUA. Ele conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas.

Marcada para 6 de julho, a audiência integra o processo previsto na legislação comercial americana e permitirá que empresas, associações, governos e outros interessados apresentem argumentos antes da decisão final da administração do presidente Donald Trump.

Antes da eventual adoção de sanções ou outras medidas corretivas, os EUA definiram um cronograma de consultas públicas para receber manifestações dos envolvidos.

Até 22 de junho: prazo para solicitar participação na audiência pública;Até 1º de julho: envio de comentários e manifestações por escrito;6 de julho: realização da audiência pública;15 de julho: prazo para a decisão final e eventual aplicação das medidas.

Segundo o professor de Relações Internacionais da Unicid, Sidney Leite, as audiências funcionam como uma consulta pública para que os setores afetados exponham suas posições.

"Os participantes previamente inscritos apresentam seus argumentos oralmente e, após as exposições, representantes do governo americano podem fazer perguntas. Todas as manifestações ficam registradas oficialmente e passam a integrar o processo administrativo", afirmou.

Empresas exportadoras e importadoras;Associações empresariais e industriais;Sindicatos;Universidades e centros de pesquisa;Organizações da sociedade civil;Representantes de governos estrangeiros.

"Tanto empresas americanas quanto governos estrangeiros podem apresentar argumentos favoráveis ou contrários às medidas propostas", disse.

Embora não determinem sozinhas o resultado da investigação, as consultas públicas costumam influenciar aspectos importantes da decisão final, como o alcance das tarifas, os produtos afetados, os prazos de implementação e possíveis exceções.

"O USTR não é obrigado a seguir as recomendações apresentadas durante as consultas públicas. Entretanto, os depoimentos e estudos apresentados costumam influenciar o valor das tarifas, os produtos atingidos, o cronograma de implementação e eventuais exceções", explicou Leite.

O especialista destaca que argumentos relacionados a impactos negativos para a própria economia americana costumam receber atenção especial durante o processo.

O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, conversa com repórteres na Casa Branca, em Washington, DC — Foto: REUTERS/Evan Vucci

Após a consulta pública, o governo americano ainda poderá receber documentos complementares, analisar dados econômicos e jurídicos e realizar negociações com os países envolvidos.

Recebimento de comentários adicionais;Análise técnica dos dados apresentados;Consultas diplomáticas entre os governos;Publicação da decisão final, com definição de tarifas, produtos afetados, exceções e data de entrada em vigor.

"As negociações políticas e diplomáticas são fundamentais e normalmente acontecem em paralelo à dimensão jurídica", afirmou Leite.

Segundo Jackson Campos, especialista em comércio exterior, apesar de existir um rito formal para esse tipo de investigação, o desfecho ainda é cercado por incertezas.

Isso porque a Seção 301 dá ao governo americano ampla liberdade para decidir se aplicará as medidas e de que forma elas serão implementadas.

"A regra permite que o representante comercial dos EUA adote tarifas ou outras restrições, mas também prevê que a ação pode seguir orientação específica do presidente", afirma o especialista.

"Isso significa que a audiência ajuda a construir o processo e pode influenciar alíquotas, exceções e cronograma, mas não elimina o peso da decisão política da Casa Branca."

Como o g1 mostrou anteriormente, Donald Trump tem usado com frequência a ameaça de impor tarifas como instrumento de pressão em negociações comerciais e diplomáticas para ampliar o poder de barganha dos EUA.

Em diversos casos, incluindo o do Brasil, o governo americano anunciou as tarifas ao mesmo tempo em que divulgou uma lista de exceções e abriu um período para negociações.

A estratégia tem sido estabelecer prazos para um acordo e buscar concessões que ampliem o acesso da indústria americana a mercados estrangeiros e fortaleçam a posição dos EUA nas tratativas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro na Casa Branca, em Washington — Foto: RICARDO STUCKERT/DIVULGAÇÃO

O governo brasileiro tem apostado em uma estratégia que combina contestação técnica e negociação diplomática para tentar evitar a aplicação das tarifas propostas pelos EUA.

Em nota ao g1, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que, desde a abertura da investigação, em julho de 2025, o Brasil “tem atuado de forma consistente em defesa dos interesses nacionais” e já apresentou duas manifestações formais ao USTR, nas quais buscou demonstrar que “as políticas e práticas brasileiras objeto da investigação são legítimas, não discriminatórias e não oneram o comércio dos Estados Unidos”.

Segundo o Itamaraty, o governo também realizou consultas presenciais com autoridades americanas em Washington, em abril deste ano, e mantém o diálogo em andamento.

A pasta informou ainda que estuda apresentar uma nova manifestação escrita durante o atual período de consultas públicas, que segue aberto até 1º de julho.

Sobre a audiência pública convocada pelo USTR para 6 de julho, o ministério afirmou que ela representa “um espaço para que empresas, associações e demais partes interessadas, brasileiras e norte-americanas, apresentem ao governo dos Estados Unidos os impactos concretos da medida proposta”.

Por esse motivo, acrescentou, o governo optou por concentrar sua atuação “nos canais próprios entre governos”, mantendo coordenação com o setor privado para apoiar sua participação no processo.

Paralelamente, o governo busca manter abertas as negociações com Washington. As conversas ocorrem no âmbito de um grupo bilateral criado após encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizado em maio.

Segundo interlocutores dos dois lados, o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, sinalizou disposição para dar continuidade às negociações, enquanto o chanceler Mauro Vieira defendeu a intensificação das conversas após a divulgação dos relatórios finais do USTR.

Nos bastidores, a avaliação do governo é que ainda existe espaço para reverter parte das medidas propostas.

A estratégia tem sido negociar separadamente as investigações conduzidas pelos EUA, na tentativa de reduzir ou eliminar ao menos uma das sobretaxas anunciadas.

Ao mesmo tempo, autoridades brasileiras têm criticado o conteúdo dos relatórios. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, classificou a proposta americana como “injusta” e “descabida”.

Apesar do tom mais duro adotado publicamente, integrantes do governo afirmam que a prioridade continua sendo a busca por uma solução negociada antes da conclusão do processo de consultas públicas nos EUA.

Havia expectativa de um encontro entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a reunião do G7, realizada na última quarta-feira (17). No entanto, os dois apenas conversaram brevemente e não trataram do tema. As negociações permaneceram no âmbito ministerial.

No início de junho, o USTR concluiu uma investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e concluiu que determinadas políticas brasileiras seriam "irracionais" ou "restritivas" ao comércio americano. (veja mais detalhes sobre a investigação aqui)

🔎O relatório cita temas como o funcionamento do Pix, a regulação de plataformas digitais, acordos comerciais firmados pelo Brasil, combate ao desmatamento ilegal, acesso ao mercado de etanol, proteção à propriedade intelectual e políticas anticorrupção.

Paralelamente, outra investigação conduzida pelos EUA concluiu que dezenas de países, incluindo o Brasil, não estariam fiscalizando adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Nesse caso, o governo americano propôs uma sobretaxa adicional de 12,5%.

A proposta tem como base a Seção 301, o mesmo instrumento legal utilizado para embasar a sugestão de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Antes de entrar em vigor, porém, a medida também passará por consulta pública. O governo americano receberá contribuições por escrito até 6 de julho de 2026 e realizará uma audiência pública em 7 de julho para discutir a proposta.

Na avaliação de órgãos do governo brasileiro, as duas medidas podem ser cumulativas, elevando a taxação total para até 37,5% sobre parte dos produtos exportados aos EUA.

A proposta ainda não entrou em vigor. Antes de qualquer medida ser implementada, o governo americano precisa concluir o processo de consultas públicas.

Caso sejam confirmadas, as tarifas poderão atingir parte das exportações brasileiras aos EUA, embora o governo americano já tenha sinalizado uma lista de exceções para produtos considerados estratégicos, incluindo café, carne, frutas, aeronaves, fertilizantes e minerais críticos.

Há 16 minutos Mundo ‘Grande vitória’, diz Trump após resultado; veja repercussãoHá 16 minutos🎧 PodcastO ASSUNTO: o acolhimento de migrantes e refugiados e a economia

Há 3 horas O Assunto Tráfico de drogasApreensão de cocaína em madeira pode ser a maior do Brasil, diz Receita

Há 3 horas Política Copa do Mundo Salah marca, Egito supera a Nova Zelândia e vence 1º jogo em uma Copa

Há 5 horas Copa do Mundo Herói nacional Sensação da Copa, Vozinha sonha jogar no Brasil, ama novelas e é fã de Ivete

Há 7 horas Fantástico Hora de descanso ‘Convocadas’: esposas e família são a base emocional dos craques na Copa

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

O economista que acreditava que trabalharíamos apenas 15h por semana — e por que sua previsão não deu certo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 03:55

Trabalho e Carreira O economista que acreditava que trabalharíamos apenas 15h por semana — e por que sua previsão não deu certo John Maynard Keynes previa jornadas de trabalho de apenas três horas por dia e sociedades oito vezes melhores do que há 100 anos. O que deu errado? Por BBC

Jornadas de trabalho de apenas três horas por dia, ou 15 horas semanais. Sociedades oito vezes melhores, economicamente, do que há 100 anos.

Não são delírios infundados, mas sim a crença futurológica de um dos maiores economistas da história, o britânico John Maynard Keynes (1883-1945).

Em 1930 ele publicou o ensaio Possibilidades Econômicas para Nossos Netos, um texto em que procura desconstruir o pessimismo econômico de sua época— para ele, um exagero, uma "interpretação grosseiramente errônea" da realidade.

Diretora-adjunta do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), a economista Patrícia Pelatieri ressalta que se trata de um dos textos clássicos de Keynes.

"O ensaio foi apresentado em uma conferência em 1928, foi ampliado em uma palestra apresentada em Madri, em junho de 1930, e publicado em formato literário em outubro do mesmo ano, em pleno contexto da Grande Depressão", contextualiza ela, recordando da grande crise que abalou a econômica mundial no final daquela década de 1920.

Ensaio Possibilidades Econômicas para Nossos Netos, de Keynes, falava em jornadas de 3 horas por dia — Foto: Getty Images

Para o economista John Keynes, professor na Universidade de Cambridge, a crise e o desemprego das primeiras décadas do século 20 não indicavam um declínio permanente das sociedade capitalista, mas sim uma fase de transição precipitada pela rapidez das transformações tecnológicas e econômicas.

Keynes aponta que, durante milênios, o padrão de vida da humanidade havia mudado muito pouco — e a combinação entre acumulação de capital, juros compostos e avanços científicos acabou desencadeando um crescimento sem precedentes desde a Revolução Industrial — ocorrida na Inglaterra a partir da segunda metade do século 18.

Com base nessa tendência histórica, Keynes prevê que, em cerca de cem anos, os países mais desenvolvidos alcançariam um nível de riqueza muito superior ao de sua época.

O progresso tecnológico permitiria produzir muito mais com muito menos trabalho humano, embora isso criasse temporariamente o chamado "desemprego tecnológico".

No longo prazo, porém, ele acreditava que a humanidade resolveria seu principal problema histórico: a escassez econômica.

As necessidades materiais básicas seriam amplamente satisfeitas, reduzindo a centralidade da luta pela sobrevivência.

A parte mais original do ensaio é a reflexão sobre as consequências humanas dessa abundância. Keynes reflete sobre uma consequência imediata dessa transformação.

Quando o trabalho deixar de ser uma necessidade vital, as pessoas enfrentarão um novo desafio: encontrar propósito para suas vidas e usar bem o tempo livre.

Ele imagina jornadas de trabalho muito curtas, talvez de apenas quinze horas semanais, e uma sociedade menos obcecada pela acumulação de riqueza.

Nesse cenário, valores como cultura, prazer, convivência e desenvolvimento pessoal ganhariam mais importância do que o dinheiro, permitindo que os seres humanos se dedicassem à "arte de viver" em vez de apenas trabalhar para sobreviver.

John Maynard Keynes é considerado um dos maiores economistas da história — Foto: Domínio Público

Professor na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o sociólogo Paulo Niccoli Ramirez explica que a visão keyneseana confrontava o "dogma da economia clássica, de que quanto mais trabalho, mais riqueza". Isso porque ele percebeu o peso que a tecnologia tinha nessa equação.

"Para ele, na contramão do aumento da produtividade seria possível reduzir a jornada de trabalho e dar mais qualidade de vida ao trabalhador", comenta Ramirez.

O lazer não seria simplesmente a folga — também significava incremento do consumo, já que o trabalhador ganhava o "tempo do consumo", fazendo também a "economia girar", explica o sociólogo.

"Os aguerridos fazedores de dinheiro podem levar-nos todos nós junto a eles no colo da abundância econômica", pontua Keynes.

"Mas serão aquelas pessoas — que podem manter viva e cultivar em uma perfeição mais completa a arte da vida em si e não vender-se para os meios de vida — que poderão desfrutar a abundância quando ela vier."

"Para ele, a combinação entre a acumulação do capital e do progresso técnico no capitalismo permitiria um crescimento contínuo da capacidade produtiva. Os investimentos, sobretudo, no estrangeiro, mas não só, impulsionados pelos juros compostos, e os avanços científicos e tecnológicos decorrentes da Revolução Industrial haviam elevado significativamente o padrão de vida médio na Europa e nos Estados Unidos mesmo diante do crescimento da população."

Para Keynes, explica a economista, "essas forças permitiriam produzir cada vez mais bens e serviços com menos trabalho humano".

"No curto prazo, isso poderia gerar, o que ele destaca como desemprego tecnológico, ou seja, resultado de descobertas que economizam trabalho em ritmo superior à criação de novas ocupações. No longo prazo, porém, a sociedade poderia manter ou até ampliar seu padrão de vida trabalhando muito menos horas", explica Pelatieri.

"A aposta de Keynes era que, uma vez resolvido o problema econômico fundamental, que é a luta pela subsistência, a humanidade teria de enfrentar a velha questão: como utilizar o tempo livre conquistado pelo avanço da produtividade. Considerando que ao longo de tantos séculos, fomos treinados a lutar e não a gozar, Keynes descreve este ponto como um problema permanente da raça humana, como vamos lidar com o tempo livre. Ou seja, quanto maior a nossa capacidade produtiva se multiplicasse, precisaríamos de apenas uma fração do tempo de trabalho anterior para garantir o mesmo nível de subsistência, como comida, moradia e roupas", detalha Pelatieri.

Foi nesse contexto que ele estimou as tais 15h semanais. Para o economista britânico, isso seria o suficiente para manter a sociedade em funcionamento e, ao mesmo tempo, garantir trabalho a todos.

O jurista Brasilino Santos Ramos, desembargador do trabalho aposentado e ex-integrante Conselho Superior da Justiça do Trabalho, ressalta que na época da proposição keynesiana, no panorama trabalhista predominavam jornadas extenuantes, que facilmente chegavam — e até superavam — as 10h por dia.

"Foi nesse cenário que Keynes formulou uma das previsões mais conhecidas da história da economia. Defensor da economia de mercado e da propriedade privada, ele acreditava que o capitalismo poderia ser preservado e aperfeiçoado por meio da atuação do Estado na correção de crises, na promoção do emprego e na redução das instabilidades econômicas", diz o especialista em legislações do trabalho.

"Antes de examinar as ideias de John Maynard Keynes sobre tecnologia, produtividade e redução da jornada de trabalho, é importante compreender sua trajetória intelectual e social", comenta Ramos.

"Oriundo da alta classe média intelectual britânica e formado nos mais prestigiados centros acadêmicos de sua época, Keynes dedicou-se a estudar os efeitos das crises econômicas, do desemprego e da desigualdade. Defensor da economia de mercado, mas também da intervenção estatal para corrigir suas falhas, tornou-se um dos economistas mais influentes do século 20 e formulou reflexões que permanecem atuais diante dos desafios impostos pela automação e pela inteligência artificial."

Membro do Partido Liberal, Keynes foi um dos principais pensadores a teorizar a respeito da macroeconomia.

Suas ideias também mudaram a maneira como as políticas econômicas passaram a ser instituídas pelos governos em boa parte do mundo — o que faz com que ele seja comumente listado entre as pessoas mais influentes do século 20.

A principal inovação de seu pensamento econômico está em refutar a ideia econômica neoclássica de que o livre-mercado ofereceria automaticamente empregos aos trabalhadores desde que estes demonstrassem flexibilidade quanto aos salários.

Para ele, o Estado precisa ser intervencionista, com medidas fiscais e monetárias que busquem evitar ou atenuar efeitos de recessão, depressão e booms econômicos. No cerne da escola keynesiana, este modelo de pensamento criado por ele, o Estado é visto como agente de controle econômico — em busca do pleno emprego.

Em sua concepção, o problema do livre-mercado é que o "espírito animal" dos empresários precisa ser domado, regulado. O antigo Partido Liberal britânico ao qual Keynes era filiado defendia o liberalismo social, com ênfase na construção de um estado de bem-estar social.

Mas se é nítido que o mundo experimentou avanços econômicos notáveis, principalmente com aparatos tecnológicos que vão da robotização das indústrias à consolidação da inteligência artificial, por que as jornadas de 3h diárias previstas por Keynes não estão nem sequer no horizonte?

O cientista político Christian Lohbauer, integrante de grupo de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) comenta que Keynes acertou "no aumento da produtividade" com a intensificação das tecnologias. A questão, segundo ele, é que ele não previu como o consumo também aumentou exponencialmente.

"As pessoas querem ter mais lazer e continuam consumindo", explica. "Querem mais acesso a bens e serviços. Para isso, precisam de mais horas de trabalho."

Para a fórmula keyneseana dar certo, Lohbauer argumenta que seria preciso que as pessoas quisessem "ter uma casa menor", "usar menos o carro", "comer menos fora", "fazer menos viagens por ano". E não é o que acontece — tanto entre os que efetivamente podem fazer isso quanto para a imensa maioria que apenas têm esses privilégios como objeto de desejo.

Pelatieri lembra que o próprio pensador britânico dividia entre dois tipos as necessidades humanas. De um lado estavam as básicas, necessárias à sobrevivência. De outro, as relativas, aquelas atreladas ao desejo de status e de reconhecimento social. Na perspectiva keynesiana, as do primeiro grupo seriam rapidamente supridas.

"O que ele não contava foi a capacidade do capitalismo de criar necessidades, ou seja, as necessidades básicas foram alteradas ao longo do tempo, como a necessidade de celulares, internet, serviços digitais entre outros, passaram a ser percebidos como essenciais para a vida cotidiana", comenta Pelatieri.

Ela lembra também que embora a produtividade global tenha crescido "de forma expressiva", os ganhos "gerados por esse avanço não foram distribuídos de maneira homogênea".

"Uma parcela significativa dos benefícios do progresso técnico foi apropriada na forma de lucros e rendimentos de capital", pontua.

A economista ilustra com o dado de que, em 2024, foram criados 204 novos bilionários — quase um por semana.

No fim das contas, "muitos trabalhadores continuaram dependentes de jornadas extensas para sustentar seu padrão de vida, mesmo que modesto", diz Pelatieri.

"Além disso, a decisão das empresas sobre utilizar toda a tecnologia disponível está diretamente condicionada à avaliação de custos: se será mais vantajoso investir em inovação tecnológica ou manter a dependência da mão de obra existente", afirma a economista.

"Em outras palavras, Keynes subestimou os conflitos em torno da distribuição dos ganhos de produtividade", acrescenta ela.

"O trabalho repetitivo foi superado pela automação. Prometia-se a ideia de que seria possível reduzir as jornadas de trabalho, mas o que veio foi a perda dos direitos trabalhistas", diz Ramirez. Para o sociólogo, seria contraditório aumentar a riqueza com menores jornadas.

Pelatieri concorda que, "do ponto de vista do raciocínio de Keynes" era de se esperar que com os avanços das novas tecnologias a humanidade ganhasse jornadas menores de trabalho.

"O problema, entretanto, não está na tecnologia em si, mas na forma como seus benefícios são distribuídos. A questão central é quem se apropria dos ganhos gerados pelo aumento da produtividade. Em vez de se converter automaticamente em mais tempo livre, o avanço tecnológico muitas vezes resulta em maior concentração de renda ou novas formas de intensificação do trabalho", diz ela.

"As tecnologias digitais, por exemplo, ampliaram as possibilidades de monitoramento, controle e disponibilidade permanente dos trabalhadores."

"Mais do que uma previsão econômica, o ensaio era uma reflexão sobre as consequências sociais, culturais e morais da abundância. Keynes imaginava uma sociedade em que os indivíduos pudessem dedicar mais tempo à educação, à cultura, ao convívio social e ao desenvolvimento pessoal", analisa Ramos.

"Sua mensagem central era que o progresso econômico poderia libertar a humanidade da luta permanente pela sobrevivência material, deslocando o desafio humano para a busca de propósito e realização além do trabalho e da acumulação de riqueza."

Ramos pontua que, se a produtividade realmente cresceu de forma extraordinária nas últimas décadas, "o que não se confirmou foi a conversão desses ganhos em uma drástica redução da jornada de trabalho."

"Entre as razões para isso estão o surgimento de novos padrões de consumo, o desejo permanente de ampliar renda e patrimônio, o aumento das desigualdades na distribuição dos ganhos de produtividade, a expansão do setor de serviços e do trabalho intelectual e a intensificação da competição econômica global", afirma Ramos.

Há 1 hora Mundo ‘Grande vitória’, diz Trump após resultado; veja repercussãoHá 1 hora🎧 PodcastO ASSUNTO: o acolhimento de migrantes e refugiados e a economia

Há 2 horas O Assunto Tráfico de drogasApreensão de cocaína em madeira pode ser a maior do Brasil, diz Receita

Há 45 minutos Política Copa do Mundo Salah marca, Egito supera a Nova Zelândia e vence 1º jogo em uma Copa

Há 3 horas Copa do Mundo Herói nacional Sensação da Copa, Vozinha sonha jogar no Brasil, ama novelas e é fã de Ivete

Há 5 horas Fantástico Hora de descanso ‘Convocadas’: esposas e família são a base emocional dos craques na Copa

0

PREVIOUS POSTSPage 118 of 427NEXT POSTS