RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

FGC começa a receber pedidos de ressarcimento de credores do Banco Pleno

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/03/2026 12:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,231-1,47%Dólar TurismoR$ 5,449-1,3%Euro ComercialR$ 6,073-1,03%Euro TurismoR$ 6,342-0,81%B3Ibovespa182.593 pts3,62%MoedasDólar ComercialR$ 5,231-1,47%Dólar TurismoR$ 5,449-1,3%Euro ComercialR$ 6,073-1,03%Euro TurismoR$ 6,342-0,81%B3Ibovespa182.593 pts3,62%MoedasDólar ComercialR$ 5,231-1,47%Dólar TurismoR$ 5,449-1,3%Euro ComercialR$ 6,073-1,03%Euro TurismoR$ 6,342-0,81%B3Ibovespa182.593 pts3,62%Oferecido por

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou nesta segnda-feira (23) que os os depositantes e investidores do banco Pleno já podem entrar com o pedido de garantia pelo aplicativo do fundo.

"O número de credores com direito à garantia foi confirmado em 152 mil pessoas, com valor total de R$ 4,8 bilhões a ser pago pelo Fundo", informou o FGC, em nota.

O Banco Pleno teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, junto com a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, em fevereiro deste ano.

🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional.

As instituições faziam parte do grupo do Banco Master, mas foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

Segundo o FGC, o Banco Pleno não faz mais parte do conglomerado Master. Assim, o liquidante irá apurar os valores a serem garantidos até o limite previsto na regulamentação.

O Pleno tinha participação pequena no sistema financeiro brasileiro. Dados do BC indicam que, até setembro do ano passado, o banco concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam R$ 18,07 trilhões. Isso equivale a aproximadamente R$ 7,2 bilhões.

O FGC lembra que oferece garantia de até R$ 250 mil, por CPF ou CNPJ, para investimentos em produtos como conta corrente, poupança, CDB, RDB, LCI, LCA e LCD, por instituição financeira associada ou conglomerado.

Existe um teto de R$ 1 milhão, a cada período de quatro anos, para garantias pagas por CPF ou CNPJ.

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Falha em versões antigas do iPhone pode permitir espionagem e roubo de dados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/03/2026 11:44

Tecnologia Falha em versões antigas do iPhone pode permitir espionagem e roubo de dados Ferramenta de espionagem chamada “Darksword” foi identificada em dezenas de sites e pode explorar falhas em versões antigas do sistema do iPhone. Pesquisadores dizem que milhões de aparelhos ainda podem estar vulneráveis; Apple recomenda atualização de dispositivos. Por Redação g1 — São Paulo

Pesquisadores de segurança digital identificaram um programa de espionagem (spyware) capaz de invadir iPhones e coletar informações dos usuários. A ferramenta foi encontrada recentemente em dezenas de sites na Ucrânia e pode explorar falhas em versões antigas do sistema operacional dos aparelhos.

O software malicioso foi apelidado de “Darksword” por especialistas das empresas de segurança digital Lookout e iVerify, em parceria com pesquisadores do Google.

Segundo estudos divulgados na última semana, o programa pode ser usado para acessar dados do telefone e até informações guardadas em carteiras digitais de criptomoedas.

🕵️‍♂️ O ataque acontece quando o usuário acessa determinados sites criados para explorar falhas de segurança no sistema do iPhone. Ao entrar nessas páginas, o programa malicioso pode ser ativado e passar a acessar o aparelho, permitindo a coleta de dados do dispositivo.

Este é o segundo caso identificado neste mês envolvendo ferramentas desse tipo voltadas para dispositivos da Apple.

No início de março, pesquisadores já haviam revelado outro programa de espionagem digital, chamado “Coruna”, que também explorava falhas no sistema dos iPhones.

Segundo os especialistas, a existência de duas ferramentas diferentes descobertas em pouco tempo indica que está crescendo o mercado de programas capazes de invadir celulares para roubar informações.

“Agora existe uma cadeia confirmada de ferramentas desse tipo que acabaram nas mãos de grupos possivelmente criminosos interessados em ganhos financeiros”, afirmou Justin Albrecht, pesquisador da Lookout, à Reuters.

Pesquisadores do Google disseram ter identificado campanhas de ataque que usaram o Darksword contra alvos em países como Arábia Saudita, Turquia, Malásia e Ucrânia.

De acordo com a empresa, algumas dessas operações estariam associadas a um fornecedor comercial de tecnologia de vigilância chamado PARS Defense, sediado na Turquia. A empresa não respondeu a pedidos de comentário feitos pela Reuters.

Os especialistas também descobriram que o programa era distribuído principalmente para usuários que utilizavam versões do sistema do iPhone entre iOS 18.4 e iOS 18.6.2, lançadas entre março e agosto do ano passado.

Ainda não se sabe quantos aparelhos podem estar vulneráveis. No entanto, estimativas baseadas em dados públicos indicam que entre 220 milhões e 270 milhões de iPhones ainda utilizam versões do sistema que podem ser exploradas, segundo as empresas iVerify e Lookout.

A Apple afirma que as falhas usadas nesses ataques já foram corrigidas em atualizações mais recentes do sistema. Segundo a empresa, usuários que mantêm o iPhone com o software atualizado já estão protegidos contra esse tipo de exploração.

Em comunicado publicado na quinta-feira (19), a Apple afirmou que os ataques identificados exploram versões antigas do iOS por meio de conteúdos maliciosos na internet, como links ou sites comprometidos.

A empresa disse ter investigado os casos e liberado atualizações de segurança para corrigir as vulnerabilidades assim que elas foram identificadas.

A companhia reforça que manter o sistema atualizado é a principal medida para proteger os dados do usuário.

Segundo a Apple, aparelhos com versões recentes do iOS não estavam expostos a esses ataques, e o navegador Safari também passou a bloquear automaticamente os endereços usados nas campanhas identificadas.

"Se o seu iPhone não estiver com a versão mais recente do software, atualize o iOS para proteger seus dados.

Pesquisadores de segurança identificaram recentemente ataques baseados na web que têm como alvo versões desatualizadas do iOS por meio de conteúdos maliciosos na internet. Por exemplo, se você estiver usando uma versão antiga do iOS e clicar em um link malicioso ou acessar um site comprometido, os dados armazenados no seu iPhone podem correr risco de serem roubados.

Investigamos cuidadosamente esses problemas assim que foram identificados e lançamos atualizações de software o mais rápido possível para as versões mais recentes do sistema operacional, a fim de corrigir as vulnerabilidades e interromper esse tipo de ataque.

Se o software do seu iPhone estiver atualizado, você já está protegido. Manter o sistema atualizado é a medida mais importante que os usuários podem tomar para preservar a segurança dos produtos Apple, e dispositivos com software atualizado não estavam em risco nesses ataques relatados.

Aparelhos com o Modo de Bloqueio (Lockdown Mode) ativado também estão protegidos contra esses ataques específicos, mesmo que utilizem versões mais antigas do software. Ainda assim, recomendamos que o dispositivo seja atualizado para a versão mais recente do iOS o quanto antes.

Dispositivos com as versões mais recentes e atualizadas do iOS 15 até o iOS 26 já estão protegidos. Caso você não tenha atualizado o software recentemente, atualize o iOS no seu iPhone.

Em 11 de março de 2026, lançamos uma atualização de software para iOS 15 e iOS 16 com o objetivo de ampliar a proteção para aparelhos mais antigos que não conseguem instalar as versões mais recentes do sistema.

Dispositivos com iOS 13 ou iOS 14 precisam ser atualizados para iOS 15 para receber essas proteções. Esses aparelhos também receberão, nos próximos dias, um alerta adicional para a instalação de uma Atualização Crítica de Segurança.

O sistema Apple Safe Browsing, do navegador Safari, vem ativado por padrão e bloqueia os domínios de internet maliciosos identificados nesses ataques.

Nota: usuários que não conseguem atualizar seus aparelhos podem considerar ativar o Modo de Bloqueio (Lockdown Mode), quando disponível, para se proteger contra conteúdos maliciosos na internet e outras ameaças."

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Devolução de navios pressiona Brasil a negociar padrão da soja com a China; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/03/2026 11:44

Agro Brasil discute com China inspeção de cargas de soja A viagem ocorre após uma série de entraves recentes nas exportações. Nos últimos dias, cerca de 20 navios brasileiros foram devolvidos pelos chineses por conterem ervas daninhas consideradas proibidas no país asiático. Por Redação g1 — São Paulo

Uma missão do Ministério da Agricultura do Brasil iniciou nesta segunda-feira (23) negociações com autoridades da China para discutir regras de inspeção fitossanitária da soja brasileira, segundo informações confirmadas por autoridades.

A viagem ocorre após uma série de entraves recentes nas exportações. Nos últimos dias, cerca de 20 navios brasileiros foram devolvidos pelos chineses por conterem ervas daninhas consideradas proibidas no país asiático.

Diante do impasse, autoridades chinesas concordaram em flexibilizar parte das exigências sanitárias.

Em documento da Secretaria de Defesa Agropecuária, o governo brasileiro informou que não será mais adotado o critério de tolerância zero para a presença dessas impurezas nas cargas.

Ainda assim, não há definição de um limite numérico para a tolerância, que deve ser discutido em novas rodadas de negociação entre os dois países. Até lá, a liberação dos carregamentos seguirá baseada em análise de risco.

O endurecimento das exigências havia provocado dificuldades para exportadores brasileiros, que relataram problemas na emissão de certificados fitossanitários — documento essencial para o envio da soja ao exterior.

Na semana passada, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o Brasil não flexibilizou a fiscalização dos embarques destinados à China, contrariando reportagens publicadas na imprensa.

Procurado nesta segunda-feira, o ministério informou que as conversas com os chineses estão em estágio inicial e que ainda não há decisões definitivas.

As negociações devem continuar ao longo da semana, com a participação dos secretários de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua.

A China é o principal destino da soja brasileira e responde por cerca de 80% das exportações do produto. Apesar dos episódios recentes, analistas avaliam que o impacto tende a ser pontual e não deve comprometer o volume total embarcado ao longo do ano.

Nos últimos dias, a China devolveu cargas de soja enviadas pelo Brasil que descumpriram regras sanitárias do país, enquanto a Cargill – uma das maiores exportadoras de grãos – cancelou embarques para o parceiro asiático no dia 12 deste mês.

Principal destino da soja brasileira, a China responde por cerca de 80% das exportações do produto.

Cerca de 20 navios brasileiros foram devolvidos pela China recentemente por apresentarem grãos de soja misturados a ervas daninhas proibidas no país asiático. Diante da situação, representantes do Ministério da Agricultura devem viajar à China na próxima semana para tratar do tema.

Na semana passada, Fávaro disse em coletiva de imprensa que a qualidade da soja brasileira “é inquestionável”, mas que a preocupação dos chineses é legítima.

Ele afirmou ainda que vai propor à China a criação de um protocolo sanitário específico para o comércio de soja.

Apesar de o caso ter ganhado repercussão nos últimos dias, a situação não é nova, afirma Raphael Bulascoschi, analista do mercado de soja da StoneX Brasil.

"O problema começou no final do ano passado, quando o GACC, órgão responsável pela fiscalização na China, informou ao governo brasileiro que carregamentos estavam chegando com excesso de sementes proibidas e materiais estranhos", diz Bulascoschi.

"Recentemente, a China voltou a cobrar o Ministério da Agricultura de forma mais dura, o que levou o governo a adotar uma 'postura de tolerância zero' para evitar tensões diplomáticas e a emitir certificados fitossanitários com mais rigor", acrescenta.

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Governo cria catálogo para aproximar empresas de defesa de compradores estrangeiros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/03/2026 10:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,265-0,82%Dólar TurismoR$ 5,495-0,46%Euro ComercialR$ 6,105-0,5%Euro TurismoR$ 6,376-0,27%B3Ibovespa179.428 pts1,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,265-0,82%Dólar TurismoR$ 5,495-0,46%Euro ComercialR$ 6,105-0,5%Euro TurismoR$ 6,376-0,27%B3Ibovespa179.428 pts1,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,265-0,82%Dólar TurismoR$ 5,495-0,46%Euro ComercialR$ 6,105-0,5%Euro TurismoR$ 6,376-0,27%B3Ibovespa179.428 pts1,82%Oferecido por

O governo federal lança, nesta segunda-feira (23), um catálogo inédito da Base Industrial de Defesa (BID) com o objetivo de ampliar a presença de empresas brasileiras no mercado internacional.

A iniciativa, apresentada pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, reúne informações estratégicas sobre produtos e fabricantes nacionais e busca facilitar a conexão com investidores, delegações estrangeiras e compradores do setor, em meio ao crescimento das exportações militares do país.

Disponível em português e inglês, o catálogo reúne empresas e produtos estratégicos para a projeção global do setor. O material é voltado a autoridades civis e militares, investidores, compradores e delegações estrangeiras.

Os números da defesa em 2025 explicam o lançamento do novo catálogo setorial: um recorde de US$ 3,4 bilhões em exportações e presença em 147 países.

Ao todo, a publicação reúne 154 empresas e 364 produtos, destacando a diversidade da produção nacional, que inclui embarcações, blindados e aeronaves.

O levantamento evidencia a maturidade de uma indústria que combina diversidade tecnológica com forte desempenho comercial no exterior.

Há 4 horas Imposto de Renda Receita recebe quase 136 mil declarações na 1ª hora do prazoHá 4 horasDinheiro esquecido no PIS/Pasep: veja se você tem saldo em fundoHá 4 horasPreso por feminicídioNovas imagens mostram policiais lamentando atitude de tenente-coronel

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Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky, bilionário dono do OnlyFans

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/03/2026 10:57

Tecnologia Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky, bilionário dono do OnlyFans Dono da plataforma tratava um câncer e morreu aos 43 anos. A informação foi confirmada pela empresa, que tem sede em Londres. Por Redação g1 — São Paulo

Nascido na cidade de Odesa, na Ucrânia, Radvinsky era proprietário do OnlyFans, plataforma fundada em 2016.

Na lista dos bilionários da Forbes, publicada no início de março, Radvinsky ocupava a 870º posição do ranking que reúne os mais ricos do munco.

Morreu nesta segunda-feira (23), o criador do OnlyFans, Leonid Radvinsky, aos 43 anos. A informação foi dada pela empresa, que tem sede em Londres.

“Estamos profundamente tristes em anunciar a morte de Leo Radvinsky. Leo faleceu em paz após uma longa batalha contra o câncer”, disse a empresa em comunicado. “A família pediu privacidade neste momento difícil.”

Nascido na cidade de Odesa, na Ucrânia, Radvinsky era proprietário do OnlyFans, plataforma fundada em 2016 que, originalmente, funcionava como uma rede social em que criadores podiam cobrar pelo acesso a qualquer tipo de post — de cursos a performances artísticas. Apesar disso, o site estourou mesmo em meados de 2020, com a compra e venda de conteúdo erótico.

Discreto nas redes sociais e avesso à entrevistas, Radvinsky morava na Flórida, nos EUA. Uma biogafia de um site atribuído ao bilionário, afirmava que ele passou "as últimas duas décadas construindo empresas de software e contribuindo para o movimento de código aberto".

Segundo a BBC, Radvinsky doou mais de US$ 1,3 milhão — R$ 6,7 milhões — em criptomoedas para seu país de origem, que foi invadido pela Rússia no início de 2022.

Além do OnlyFans, Leonid também era dono da Leo, um fundo de capitla de risco fundado em 2009, que foca no investimento em empresas de tecnologia.

Na lista dos bilionários da Forbes, publicada no início de março, Radvinsky ocupava a 870º posição do ranking que reúne os mais ricos do munco, seu patrimônio era de US$ 4,7 bilhões — aproximadamente R$ 24,8 bilhões de reais.

A morte do bilionário gera dúvidas sobre quem assumirá o comando do OnlyFans. Não há informações públicas sobre se Leonid tinha filhos, e a empresa também não divulgou quem deverá assumir seu lugar na gestão ou no controle do negócio.

Em janeiro deste ano, a Reuters noticiou que Radvinsky estava em negociações para vender sua participação majoritária para uma empresa de investimentos chamada Architect Capital por cerca de US$ 5,5 bilhões — cerca de R$ 29,2 bilhões. Mas as conversas ainda estavam em estágio inicial.

Logo do OnlyFans é visto em computador. Plataforma é conhecida por conteúdo erótico — Foto: Andrew Kelly/Reuters

Além da carreria em computação, a biografia de Radvinsky no site afirma que io bilionário doava "muito tempo, esforço e dinheiro para causas sem fins lucrativos, como iniciativas de código aberto e instituições de caridade tradicionais".

Entusiasta de assuntos ligados a helicóptero, Radvinsky se considerava como um "aspirante a piloto com cerca de 95 horas de voo, principalmente em um Bell 206B-3 JetRanger".

O negócio de Radvinsky começou quando ele ainda era estudante de economia da Northwestern University e fundou, no fim dos anos 1990, uma empresa chamada Cybertania. Segundo a Forbes, ele comandava sites que disponibilizavam senhas hackeadas.

Em 2018, o ucraniano comprou uma participação na OnlyFans, fundado em 2016, e então pertencente à família Stokely, do Reino Unido.

Abaixo, reveja reportagem do g1, publicada em fevereiro de 2022, sobre ex-BBBs que possuem perfil no OnlyFans:

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Morre Leonid Radvinsky, bilionário e dono do OnlyFans, aos 43 anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/03/2026 10:57

Tecnologia Morre Leonid Radvinsky, bilionário e dono do OnlyFans, aos 43 anos Dono da plataforma, conhecida por publicar conteúdo explícito, tratava um câncer. Empresário ucraniano-americano transformou plataforma em fenômeno global. Por Redação g1

Nascido em 1982 em Odessa, cidade da Ucrânia que na época era parte da União Soviética, ele se mudou com a família para os EUA quando criança.

Radvinsky era dono da plataforma desde 2018, quando comprou uma participação majoritária na empresa. Ele também era dono da empresa-mãe do OnlyFans, a Fenix International Ltd.

Foi com a presença de Leonid na empresa que a plataforma se tornou um fenômeno cultural ao permitir que criadores de conteúdo cobrassem diretamente por seu conteúdo.

Morreu nesta segunda-feira (23), o dono do OnlyFans, o bilionário ucraniano-americano Leonid Radvinsky, aos 43 anos. A informação foi confirmada pela empresa à Bloomberg.

Nascido em 1982 em Odessa, cidade da Ucrânia que na época era parte da União Soviética, ele se mudou com a família para os EUA quando criança.

“Estamos profundamente tristes em anunciar a morte de Leo Radvinsky. Leo faleceu em paz após uma longa batalha contra o câncer”, disse a empresa em comunicado. “A família pediu privacidade neste momento difícil.”

Radvinsky era dono da plataforma desde 2018, quando comprou uma participação majoritária na empresa.

Foi com a presença de Leonid na empresa que a plataforma se tornou um fenômeno cultural ao permitir que criadores de conteúdo cobrassem diretamente por seu conteúdo.

O OnlyFans foi fundado em 2016 e ganhou fama ao hospedar material que é considerado inapropriado na maioria das redes sociais, crescendo muito durante a pandemia.

De acordo com a Bloomberg, Radvinsky estava negociando vender uma participação da empresa, mas as conversas ainda estavam em estágio inicial.

Discreto nas redes sociais e avesso a entrevistas, Radvinsky morava na Flórida, nos EUA, e acumulava uma fortuna de 4,7 bilhões, segundo a revista Forbes, em seu ranking de bilionários de 2025. Ele despontava como a 870ª mais rica do mundo.

O negócio de Radvinsky começou quando ele ainda era estudante de economia da Northwestern University, nos Estados Unidos, e fundou, no fim dos anos 1990, uma empresa chamada Cybertania. Segundo a Forbes, ele comandava sites que disponibilizavam senhas hackeadas.

Em 2018, o ucraniano comprou uma participação na OnlyFans, fundado em 2016, e então pertencente à família Stokely, do Reino Unido.

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Imposto de Renda 2026: Receita recebe quase 136 mil declarações na primeira hora do prazo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/03/2026 09:54

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: Receita recebe quase 136 mil declarações na primeira hora do prazo Prazo de envio começou nesta segunda às 8h, e se estende até 29 de maio. Quem não entregar dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% do imposto sobre a renda devido. Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

A Receita Federal recebeu até as 9h desta segunda-feira (23) quase 136 mil de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026, ano-base 2025.

Quem não entregar dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% do imposto sobre a renda devido.

O programa do Imposto de Renda foi liberado para "download" na quinta da semana passada (19), mas a entrega das declarações só teve início às 8h de hoje.

A Receita Federal recebeu até as 9h desta segunda-feira (23) quase 136 mil de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026, ano-base 2025.

Quem não entregar dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% do imposto sobre a renda devido.

O programa do Imposto de Renda foi liberado para "download" na quinta da semana passada (19), mas a entrega das declarações só teve início às 8h de hoje.

➡️Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões na entrega, o contribuinte perde a posição na fila — na prática, vai para o fim do calendário de restituições.

Prazo começa em 23 de março e se estende até 29 de maioSaiba quais são os limites para as deduçõesDeclaração pré-preenchida estará disponível a partir do início do prazo

Vale lembrar que a Receita Federal prioriza a data de entrega das declarações e também observa uma fila para alguns grupos, que recebem a restituição antes de todo o resto (mesmo que tenham entregado a declaração nos últimos dias do prazo).

idosos acima de 80 anos;idosos entre 60 e 79 anos;contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave;contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;as restituições de contribuintes que, conjuntamente, utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição por meio do sistema de pagamento PIX;as restituições de contribuintes que, exclusivamente, utilizarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição por meio do sistema de pagamento PIX.

Neste ano, as restituições serão pagas em quatro lotes. Em 2025, foram cinco lotes de restituição do Imposto de Renda.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

BTG restabelece PIX após desvio de cerca de R$ 100 milhões em ataque hacker

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/03/2026 09:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%Oferecido por

O BTG Pactual informou nesta segunda-feira (23) que iniciou o restabelecimento do serviço de PIX pela manhã, após a suspensão decorrente de um ataque hacker que desviou cerca de R$ 100 milhões da instituição no domingo (22).

O roubo teria acontecido por meio de uma falha relacionada as operações por PIX. Interlocutores dizem que a maior parte dos recursos já foi recuperada, restando entre R$ 20 milhões a R$ 40 milhões a serem buscados.

Os sistemas do Banco Central e do Pix não foram atacados, mas houve um “problema localizado” na instituição financeira – que foi identificado pela área técnica da autoridade monetária.

Após o Banco Central identificar atividades atípicas nas contas da instituição, o BTG suspendeu todas as operações relacionadas ao PIX. De acordo com o banco, a invasão não conseguiu acesso as contas dos clientes e nenhum recurso foi extraído delas.

Em nota, o banco confirmou o ataque e que medidas foram tomadas para diminuir o impacto. Além disso, informou que está "disponível" para tirar dúvidas dos clientes.

O BTG Pactual informa que iniciou o restabelecimento do serviço de PIX na manhã desta segunda-feira (23/03) após suspensão do serviço por medida preventiva no domingo (22/03). A paralisação ocorreu após identificação de atividades atípicas que acionaram os sistemas de segurança na manhã do domingo. O BTG Pactual esclarece que não houve acesso a contas de clientes nem exposição de dados de correntistas. O banco reforça, ainda, que a segurança das informações é prioridade e permanece disponível em caso de dúvidas em seus canais de atendimento.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar opera em queda com investidores atentos ao petróleo e a falas de Trump sobre Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/03/2026 09:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%Oferecido por

O dólar opera em queda nesta segunda-feira (23) e recuava 0,59% por volta das 9h30, sendo negociado a R$ 5,2771. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No mercado internacional de petróleo, os preços inverteram o sinal nesta segunda-feira. Após chegar a US$ 113 por barril, o Brent passou a recuar mais de 10% depois de Trump afirmar que houve conversas consideradas produtivas entre Estados Unidos e Irã e que eventuais ataques a instalações energéticas iranianas seriam adiados.

Por volta das 9h (horário de Brasília), o Brent com vencimento mais próximo registrava queda de 10,23%, a US$ 100,71 o barril. Já o WTI recuava 10,39%, cotado a US$ 88. Durante a manhã, o Brent chegou a operar abaixo de US$ 100.

▶️ A sinalização de avanço no diálogo entre Washington e Teerã também teve reflexo nos mercados acionários. Perto das 9h (horário de Brasília), os futuros do S&P 500 e do Nasdaq subiam 2,45%, enquanto os contratos do Dow Jones avançavam 2,65%.

▶️ No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou na sexta-feira que a Petrobras pode recomprar a Refinaria de Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves (Rlam), situada na Bahia.

▶️ Em meio a um cenário de combustíveis mais caros, levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostrou que o preço do diesel aumentou 20,6% na segunda semana de março em comparação com o período de 22 a 28 de fevereiro, alcançando R$ 7,65 por litro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta manhã que determinou uma pausa de cinco dias em possíveis ataques contra instalações de energia do Irã.

O anúncio foi feito em uma publicação na rede Truth Social, na qual ele disse que representantes dos dois países tiveram conversas recentes que classificou como produtivas.

De acordo com Trump, os contatos ocorreram ao longo do fim de semana e trataram da possibilidade de encerrar o conflito no Oriente Médio.

Diante do teor dessas conversas, ele afirmou ter orientado o Departamento de Guerra a adiar qualquer ataque contra usinas de energia e outras estruturas do setor no Irã durante esse período, enquanto as discussões continuam.

A versão apresentada pelos Estados Unidos, porém, foi contestada por veículos de comunicação ligados ao governo iraniano.

A agência Fars, associada à Guarda Revolucionária do Irã, informou nesta segunda-feira (23) que não há negociações em andamento entre autoridades de Teerã e de Washington.

Citando fontes do governo iraniano, a agência também afirmou que Trump teria recuado após ameaças do Irã de atingir instalações de energia na região do Golfo.

A agência Tasnim, também estatal, divulgou posição semelhante. Segundo o veículo, não houve nem haverá negociações entre os dois países.

A publicação afirma que declarações desse tipo fariam parte de uma tentativa de pressão política e que, com esse cenário, o Estreito de Ormuz não voltaria às condições anteriores à guerra, nem haveria estabilidade nos mercados de energia.

Já a agência Mehr informou que o ministro das Relações Exteriores do Irã avalia que a declaração de Trump teria como objetivo pressionar os preços do petróleo e do gás para baixo, após a alta registrada desde o início do conflito.

O episódio ocorre em meio ao aumento das tensões entre os dois países. No domingo, a Guarda Revolucionária iraniana ameaçou fechar completamente o Estreito de Ormuz e atacar usinas de energia em Israel, além de instalações que abastecem bases militares americanas na região do Golfo.

Na ocasião, o presidente americano afirmou que poderia “obliterar” usinas de energia do Irã caso o país não reabrisse totalmente o Estreito de Ormuz em até 48 horas. O prazo terminaria por volta das 19h44 desta segunda-feira, no horário de Brasília.

Um ataque a instalações de energia do Irã ampliaria o conflito entre os dois países, que já dura mais de três semanas.

Os mercados reagiram com força nesta segunda-feira após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã. O movimento foi sentido tanto nas bolsas americanas quanto no mercado de petróleo.

Antes da abertura de Wall Street, os contratos futuros dos principais índices americanos registravam alta expressiva: o S&P 500 e o Dow Jones Industrial Average avançavam cerca de 2,6%. Já a Nasdaq subia 2,45%.

Na Europa, o índice francês CAC 40 avançava 0,94%, para 7.736,74 pontos, enquanto o alemão DAX subia 1,28%%, para 22.684,17 pontos. O britânico FTSE 100 recuava 0,11%, para 9.910,75 pontos.

Nos mercados asiáticos, que já encerraram as negociações desta segunda-feira, o dia foi marcado por quedas generalizadas nas bolsas.

Na China, o índice de Xangai caiu 3,63%, registrando o pior desempenho desde abril de 2025. Já o CSI300 — que reúne algumas das maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen — recuou 3,26%, alcançando o menor nível de fechamento em seis meses.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng também teve forte baixa, de 3,54%, no pior resultado em quase um ano.

No Japão, o índice Nikkei caiu 3,48%, encerrando o pregão aos 51.515 pontos. Já na Coreia do Sul, o índice Kospi recuou 6,49%, fechando aos 5.405 pontos.

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Acordo UE-Mercosul passa a valer de forma provisória a partir de maio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/03/2026 09:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%Oferecido por

O acordo de livre comércio da União Europeia (UE) com o Mercosul entrará em vigor em caráter provisório a partir de 1º de maio, informou a Comissão Europeia nesta segunda-feira (23).

Com o envio do documento ao Paraguai — responsável legal pelos tratados do Mercosul —, a Comissão Europeia concluiu o último passo necessário para que o acordo comece a valer.

A expectativa é que o tratado passe a ser aplicado provisoriamente a partir de 1º de maio entre a União Europeia e os países do Mercosul que já concluíram seus processos internos.

Argentina, Brasil e Uruguai já finalizaram essa etapa, enquanto o Paraguai deve formalizar a notificação em breve.

Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e gera impactos que vão além do agronegócio, alcançando também diversos segmentos da indústria brasileira.

Líderes da União Europeia e do Mercosul celebram em Assunção a assinatura do acordo de livre comércio que encerra mais de 25 anos de negociações. — Foto: REUTERS/Cesar Olmedo

O acordo de livre comércio da União Europeia (UE) com o Mercosul entrará em vigor em caráter provisório a partir de 1º de maio, informou a Comissão Europeia nesta segunda-feira (23).

Com o envio do documento ao Paraguai — responsável legal pelos tratados do Mercosul —, a Comissão Europeia concluiu o último passo necessário para que o acordo comece a valer.

A expectativa é que o tratado passe a ser aplicado provisoriamente a partir de 1º de maio entre a União Europeia e os países do Mercosul que já concluíram seus processos internos.

Argentina, Brasil e Uruguai já finalizaram essa etapa, enquanto o Paraguai deve formalizar a notificação em breve.

🔍 De forma geral, o acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além do estabelecimento de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.

Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e gera impactos que vão além do agronegócio, alcançando também diversos segmentos da indústria brasileira.

Segundo o comissário de Comércio da União Europeia, Maroš Šefčovič, o avanço representa um passo importante para dar mais credibilidade ao bloco como parceiro comercial.

“Hoje é um passo importante para mostrar nossa credibilidade como parceiro comercial relevante. A prioridade agora é transformar esse acordo em resultados concretos e oferecer aos exportadores europeus as condições para aproveitar novas oportunidades de comércio, crescimento e emprego”, afirmou.

Ele acrescentou que a aplicação provisória permitirá que os benefícios comecem a ser sentidos enquanto os trâmites formais seguem em andamento.

“Isso vai nos permitir começar a cumprir essa promessa e fortalecer nossa posição no comércio global”, completou.

O acordo de livre comércio foi promulgado pelo Congresso Nacional neste mês. O tratado entre os dois blocos foi aprovado no Senado Federal em 4 de março, concluindo o processo de votação no parlamento brasileiro iniciado na Câmara dos Deputados.

Somente após a ratificação por todos é que o tratado estará plenamente em vigor. Até lá, o acordo pode entrar em funcionamento em momentos distintos em cada país, a depender do avanço dos processos internos.

Na mesma data da votação no Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que regulamenta a aplicação de medidas chamadas de "salvaguardas bilaterais", mecanismos de proteção comercial para acordos de livre comércio ou acordos que prevejam alguma preferência tarifária.

A medida foi uma resposta a regulamentação de salvaguardas feita pelo Parlamento Europeu após a assinatura do acordo.

No caso brasileiro, no entanto, as regras valem para tratados comerciais no geral e não apenas para a relação bom a União Europeia.

Apesar de a maioria dos Estados-membros da UE ter se mostrado favorável à assinatura, o acordo ainda enfrenta resistência de alguns países, que apontam possíveis impactos sobre o setor agrícola.

Depois de o bloco europeu ter confirmado a aprovação do tratado entre os Estados-membros, a ministra da agricultura da França, Annie Genevard, afirmou que adotará medidas unilaterais caso o setor agrícola e pecuário do país seja colocado em risco pelo acordo comercial.

Genevard citou como exemplo a recente suspensão, por um ano, da importação para a França de alguns produtos agrícolas tratados com substâncias proibidas na União Europeia, principalmente de origem sul-americana.

Países como Alemanha e Espanha apoiam o tratado por enxergarem oportunidades de ampliar exportações, reduzir a dependência da China e garantir acesso a minerais estratégicos.

Já a França — que garantiu apoio de alguns países, como Polônia, Irlanda e Áustria — se opõe, principalmente por temer prejuízos ao setor agrícola diante da concorrência de produtos sul-americanos mais baratos. Agricultores e ambientalistas também criticam o acordo.

O presidente da França, Emmanuel Macron, também criticou a decisão da União Europeia de acelerar a aplicação provisória do acordo comercial, classificando a medida como uma “má surpresa”.

Em janeiro deste ano, o Parlamento Europeu decidiu enviar o acordo entre a União Europeia e o Mercosul para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia.

A decisão pode atrasar a entrada em vigor do tratado de forma oficial por vários meses. A Corte vai verificar se o texto está de acordo com as regras do bloco europeu.

Se houver problemas, o acordo terá que ser revisado, o que pode gerar novos atrasos. Caso contrário, o texto segue para votação final no Parlamento.

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