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PCs com IA: o que é a nova aposta da Nvidia e como ela pode mudar a forma de usar notebooks

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/06/2026 03:51

Tecnologia PCs com IA: o que é a nova aposta da Nvidia e como ela pode mudar a forma de usar notebooks Nova geração de computadores promete rodar assistentes e outras ferramentas de IA no próprio aparelho, sem depender tanto da nuvem. Por Reuters

A Nvidia voltou a chamar atenção para os chamados PCs com inteligência artificial após o presidente-executivo da empresa, Jensen Huang, apresentar um novo chip capaz de executar recursos de IA diretamente em notebooks e computadores de mesa.

A aposta da companhia acontece em um momento de incerteza sobre a demanda por esse tipo de equipamento.

Enquanto a HP afirma que os computadores com IA ajudaram a impulsionar seus resultados financeiros, a Dell disse que o interesse dos consumidores ainda não cresceu no ritmo esperado.

Fabricantes definem os PCs com IA como computadores capazes de executar tarefas de inteligência artificial diretamente no aparelho, sem depender tanto da internet ou de servidores remotos.

Na prática, eles podem processar recursos de IA mais rapidamente e executar funções como assistentes virtuais, chatbots e ferramentas de criação de conteúdo no próprio computador.

Hoje, grande parte dos serviços de IA, como ChatGPT e Claude, funciona em data centers. Já os PCs com IA transferem parte desse processamento para a máquina do usuário.

Alguns modelos também são capazes de realizar tarefas mais avançadas relacionadas à IA, que normalmente exigiriam servidores mais potentes.

O interesse por esses computadores também cresceu com o avanço dos chamados agentes de IA, programas capazes de executar tarefas de forma mais autônoma, com pouca intervenção humana.

A Nvidia apresentou recentemente o chip RTX Spark, desenvolvido em parceria com a MediaTek e a Microsoft. Segundo a empresa, o componente foi criado para permitir que agentes de IA funcionem diretamente no computador, sem depender da computação em nuvem.

Os fabricantes esperam que esses recursos atraiam consumidores que já usam IA para atividades como escrever e-mails, organizar compromissos e planejar viagens.

A HP informou no fim de maio que os PCs com IA representaram 44% de suas vendas de computadores no segundo trimestre, acima dos mais de 35% registrados no trimestre anterior.

Apesar disso, analistas apontam desafios para a popularização desses equipamentos. Entre eles estão a possível escassez de chips de memória e o aumento nos custos de componentes.

A consultoria IDC prevê que as vendas globais de computadores poderão cair em 2026 devido à falta de alguns componentes e ao encarecimento da produção.

Os PCs com IA contam com um componente chamado NPU (unidade de processamento neural), projetado especificamente para tarefas de inteligência artificial.

Esse processador trabalha em conjunto com a CPU, responsável pelas tarefas gerais do computador, e com a GPU, usada principalmente para gráficos e processamento paralelo.

A combinação desses componentes permite executar aplicações de IA de forma mais eficiente e rápida.

Em 2024, a Microsoft anunciou o recurso Recall, que registrava as atividades realizadas no computador para permitir que o usuário encontrasse informações acessadas anteriormente.

A ferramenta gerou críticas por armazenar um histórico detalhado do uso do aparelho. Após questionamentos sobre privacidade e segurança, a empresa adiou o lançamento e reforçou as proteções antes de disponibilizá-la para parte dos usuários.

Por outro lado, especialistas afirmam que executar tarefas de IA diretamente no computador pode aumentar a privacidade em alguns casos, já que reduz a necessidade de enviar dados pessoais para servidores externos.

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Mega-Sena pode pagar R$ 16 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/06/2026 00:47

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 16 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.013 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 16 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (2), em São Paulo.

Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia

O g1 passou a transmitir todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Nome de F1 e corpo com titânio: como é a Ferrari de R$ 4 milhões trocada por relógio falso e cheques sem fundo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/06/2026 00:47

Carros Nome de F1 e corpo com titânio: como é a Ferrari de R$ 4 milhões trocada por relógio falso e cheques sem fundo O modelo é uma versão única, feita sob encomenda da Ferrari SF90, o primeiro carro híbrido plug-in desenvolvido pela marca italiana de supercarros. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Um empresário de Santa Catarina trocou uma Ferrari SF90 Stradale, na versão Assetto Fiorano, avaliada em R$ 4 milhões, por um relógio de luxo falsificado e três cheques sem fundo — sim, sofreu um golpe.

O carro não chama atenção apenas pelo valor, mas também por marcar o início de uma nova fase da Ferrari rumo à eletrificação: ele foi o primeiro modelo da marca com sistema híbrido plug-in, que aumenta ainda mais o desempenho do já potente motor V8 biturbo..

A Ferrari SF90 tem outros atributos que chamam atenção. O nome é o mesmo do carro de Fórmula 1 pilotado por Charles Leclerc e Sebastian Vettel na temporada de 2019 — o número 90 faz referência aos 90 anos da Scuderia Ferrari, divisão da marca dedicada às competições.

Foi nesse mesmo ano que a SF90 Stradale foi lançada, e ela segue em produção até hoje, com versões com e sem teto. Esse detalhe pode alterar o nome do modelo, que recebe o sufixo “Spider” quando é conversível — o que não é o caso do carro do empresário.

Até o sistema eletrificado da SF90 tem origem na Fórmula 1, que utiliza motores híbridos desde 2014. A influência das pistas aparece, por exemplo, na recuperação de energia feita pelo motor MGU-K, feita com nível de eficiência semelhante.

No carro "mundano", o sistema elétrico conta com três motores distribuídos pela carroceria. Dois ficam no eixo dianteiro, enquanto o terceiro está na traseira, posicionado entre o motor e a caixa de câmbio.

No entanto, o carro do empresário tem um diferencial: trata-se da versão Assetto Fiorano, que traz algumas mudanças. A principal é que os ajustes e detalhes são mais voltados para o uso em pista do que no dia a dia.

Amortecedores inspirados e ajustados para competições de Gran Turismo;Uso ampliado de materiais como fibra de carbono e titânio, que ajudam a reduzir o peso do carro;Spoiler traseiro em fibra de carbono;Pneus homologados para uso em vias públicas, mas que ainda oferecem melhor desempenho na pista;Pintura especial em dois tons.

O preço da Ferrari SF90 Stradale já chama atenção por si só, mas há outro custo igualmente alto: o IPVA.

Na lista dos IPVA mais caros do Brasil, são duas outras SF90, ambas na versão conversível Spider. Os modelos estão nos estados do Rio de Janeiro e no Paraná.

As diferenças na ficha técnica entre as variantes conversível e de teto convencional são mínimas: a velocidade máxima é limitada a 250 km/h, mas o imposto continua na casa das centenas de milhares de reais.

Ambas as Ferraris da lista estão avaliadas em mais de R$ 7 milhões, com IPVA próximo dos R$ 300 mil.

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Companhias aéreas cancelam voos para Portugal após anúncio de greve geral; veja os afetados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/06/2026 00:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%Oferecido por

Greve geral em Portugal marcada para 3 de junho já afeta voos desde a véspera, com companhias aéreas cancelando ou reduzindo operações entre Brasil e Europa.

Aeroporto de Lisboa orienta passageiros a consultar o status dos voos antes de sair de casa, diante do risco de cancelamentos, atrasos e filas nos terminais.

TAP manterá apenas 79 voos em toda a malha durante a paralisação, incluindo 16 ligações com o Brasil; demais operações previstas serão suspensas.

Azul cancelou quatro voos entre Campinas e Lisboa nos dias 2 e 3 de junho, enquanto voos da Latam entre Guarulhos e a capital portuguesa estão indisponíveis.

Convocada pela CGTP, a greve protesta contra uma reforma trabalhista que divide sindicatos e governo e também deve afetar metrôs, trens e ônibus em Portugal.

Mulher passa por pixação convocando greve em Lisboa, Portugal. — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP

Uma greve geral marcada para esta quarta-feira (3) em Portugal afeta passageiros que viajam entre o Brasil e o país europeu, com reflexos previstos nas operações aéreas já a partir desta terça-feira (2).

Diante da paralisação, a administração do Aeroporto de Lisboa — principal porta de entrada dos brasileiros em Portugal — orientou os passageiros a verificarem a situação de seus voos antes de seguirem para o terminal.

"Devido à greve geral de 3 de junho, verifique junto da companhia aérea o estado do seu voo antes de se dirigir ao aeroporto", informou o terminal em comunicado.

A TAP Air Portugal informou que operará apenas 79 voos em toda a sua malha durante o período de serviços mínimos estabelecido para a greve. As demais operações previstas para 3 de junho serão suspensas.

Nas rotas com origem ou destino no Brasil, a companhia manterá 16 voos entre os dias 2 e 3 de junho.

✈️ Entre São Paulo e Portugal, seguem programados os voos TP82 e TP88, na rota Guarulhos-Lisboa, nos dois dias. Também estão mantidos o TP89, de Lisboa para Guarulhos, em 3 de junho, e o TP94, que liga São Paulo ao Porto, em 2 de junho.✈️ No Rio de Janeiro, permanecem previstos os voos TP72 e TP74, entre Galeão e Lisboa, nos dias 2 e 3, além do TP73, de Lisboa para o Galeão, no dia 3.✈️ Também foram mantidos os voos TP12 (Recife-Lisboa), TP48 (Belém-Lisboa), TP58 (Brasília-Lisboa), TP104 (Belo Horizonte-Lisboa) e TP118 (Porto Alegre-Lisboa).

Segundo a companhia, qualquer voo que não esteja incluído na lista de serviços mínimos deve ser considerado suspenso.

Já a Azul anunciou o cancelamento de quatro voos entre Brasil e Portugal em razão da paralisação.

✈️ Foram suspensos os voos AD8750 e AD8900, que partiriam de Viracopos, em Campinas, para Lisboa no dia 2 de junho. ✈️ No sentido contrário, os voos AD8751 e AD8901, previstos para 3 de junho, também foram cancelados.

"A Azul lamenta a situação, totalmente alheia à sua vontade, e reforça que trabalha para minimizar possíveis impactos", afirmou a companhia em nota.

Por conta da paralisação, a Latam também informou o cancelamento de quatro voos entre Brasil e Portugal.

✈️ São os voos LA8146 e LA8148, que partiriam do Aeroporto Internacional de Guarulhos com destino a Lisboa em 2 de junho.✈️ E, de Lisboa para Guarulhos, os voos LA8147 e LA8149, em 3 de junho.

Segundo a empresa, os passageiros impactados poderão optar pelas alternativas disponíveis abaixo no site ou aplicativo:

Alterar a data da viagem, mantendo a mesma origem e o mesmo destino, sem multa ou diferença tarifária.Alterar o destino da viagem, sem multa, podendo haver cobrança de diferença tarifária.Solicitar o reembolso integral dos trechos não utilizados, caso não deseje a alteração do voo.

A Latam orienta ainda que os passageiros verifiquem o status dos voos na seção "Minhas Viagens", no aplicativo ou no site da companhia.

Convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), a greve é um protesto contra uma proposta de reforma trabalhista aprovada pelo Conselho de Ministros e enviada ao Parlamento português em maio.

Os sindicatos afirmam que as mudanças podem tornar as relações de trabalho mais precárias, ao ampliar possibilidades de contratação temporária e alterar regras sobre jornada e vínculos empregatícios.

Já o governo português defende que a proposta busca aumentar a competitividade das empresas e adaptar o mercado de trabalho às novas demandas da economia.

Além da aviação, a paralisação deverá afetar outros serviços de transporte em Portugal, como o Metro de Lisboa, os Comboios de Portugal (CP) e parte da operação da Carris, responsável pelo transporte urbano da capital.

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EUA concluem investigação e propõem retaliação comercial contra o Brasil por decisões judiciais, tarifas e desmatamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/06/2026 00:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%Oferecido por

Na Casa Branca, Lula e Donald Trump discutem terras raras, crime organizado e comércio — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) determinou, nesta segunda-feira (1), que uma série de atos, políticas e práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem" o comércio norte-americano. Com a conclusão da investigação, respaldada pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, o órgão propôs a aplicação de medidas corretivas e abriu o caso para consulta pública. A proposta da USTR é aplicação de tarifas de 25% sobre todas as mercadorias do Brasil, com algumas isenções.

A investigação havia sido iniciada em 15 de julho de 2025 por determinação do presidente Donald Trump. De acordo com o embaixador e Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, o governo americano mantém um diálogo intenso com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda há divergências substanciais.

"Ao longo do último ano, o Presidente Trump e eu tivemos várias reuniões construtivas com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu gabinete, que se intensificaram nas últimas semanas. Contudo, continuamos a ter divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação", afirmou Greer.

O relatório final do USTR aponta irregularidades e barreiras comerciais distribuídas em seis eixos principais:

Comércio Digital e Serviços de Pagamento: O USTR cita que tribunais brasileiros emitiram ordens secretas para que empresas americanas de mídia social removessem conteúdos políticos e suspendessem perfis de residentes nos EUA — em alguns casos, globalmente —, proibindo a divulgação das ordens. O órgão também critica a imposição de multas severas, restrições a ativos e contas bancárias e, em ao menos um caso, o fechamento completo de um site. Além disso, o texto aponta favorecimento do Brasil a concorrentes locais em serviços de pagamento eletrônico.

Tarifas Preferenciais Desleais: O governo americano contesta os acordos comerciais de escopo parcial mantidos pelo Brasil com o México e a Índia. Segundo o USTR, o Brasil concede tarifas mais baixas a centenas de produtos desses países em setores nos quais ambos são produtores avançados e competitivos globalmente.

Desmatamento Ilegal: O documento afirma que, embora o Brasil possua um marco legal para combater o desmatamento ilegal, o país historicamente falhou em aplicá-lo de forma eficaz, permitindo a persistência do problema.

Acesso ao Mercado de Etanol: O órgão americano argumenta que o Brasil interrompeu abruptamente, em 2017, o tratamento tarifário equilibrado que aplicava ao etanol e, desde então, não oferece tratamento recíproco às exportações do combustível vindas dos EUA.

Proteção da Propriedade Intelectual: Os EUA apontam falta de aplicação suficiente de leis penais e aduaneiras contra a falsificação de produtos, lentidão excessiva no exame de patentes (especialmente biofarmacêuticas) e falta de medidas antipirataria contínuas.

Os EUA criticam a demora do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para analisar patentes (especialmente biofarmacêuticas, que levam até 109 meses).

Combate à Corrupção: A representação americana concluiu que o Brasil não adota medidas suficientes para combater o suborno e a corrupção.

O documento cita especificamente a anulação de processos da Operação Lava Jato pelo STF em 2023, a renegociação "sem transparência" de acordos de leniência e a queda do Brasil no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional.

Antes da aplicação definitiva de qualquer sanção ou medida corretiva, o governo dos EUA estabeleceu um cronograma de audiências e consultas públicas para coletar depoimentos de interessados:

Até 22 de junho de 2026: Prazo máximo para o envio de solicitações de comparecimento à audiência pública, acompanhadas de um resumo do depoimento.Até 1º de julho de 2026: Prazo para o envio de comentários por escrito sobre as medidas propostas pelo USTR.6 de julho de 2026: Realização da audiência pública oficial pelo USTR para debater as ações propostas.15 de julho de 2026: Prazo limite legal para a definição e aplicação das medidas corretivas contra o Brasil.

Durante a fase inicial da investigação, o USTR já havia colhido depoimentos de mais de 30 testemunhas e recebido mais de 295 comentários e réplicas antes de emitir o parecer atual.

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TCU vai analisar acordo que prevê empréstimo de até R$ 6,5 bilhões ao governo do DF para salvar o BRB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 20:44

Distrito Federal TCU vai analisar acordo que prevê empréstimo de até R$ 6,5 bilhões ao governo do DF para salvar o BRB Operação prevê uso do FGC com garantia de bancos privados e sem recursos da União; acordo foi homologado pelo STF. Jhonatan de Jesus será relator no TCU. Por Mariana Assis, g1 — Brasília

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu um processo para analisar o acordo firmado entre o governo do Distrito Federal e a União para destravar o empréstimo de até R$ 6,5 bilhões para salvar o balanço patrimonial do Banco de Brasília (BRB), abalado por operações irregulares com o Banco Master.

A abertura da apuração foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo g1. O ministro Jhonatan de Jesus foi designado como relator do processo nesta segunda-feira (1º).

O acordo foi firmado na última quinta-feira (28) após duas reuniões mediadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux.

➡ As negociações ocorreram após o DF receber nota baixa na Capacidade de Pagamento (Capag), classificação fiscal usada pela União para autorizar operações de crédito com garantia federal (veja detalhes abaixo).

Segundo termo de acordo obtido pela TV Globo, o STF deve autorizar o DF a contratar uma operação de crédito junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) no valor de até 16% da Receita Corrente Líquida do Distrito Federal.

De acordo com o advogado-geral da União substituto, Flávio Roman, não haverá transferência de recursos federais nem garantia da União.

A medida cria apenas condições para que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) faça uma operação de capitalização do BRB dentro dos limites previstos pela resolução do Senado Federal.

"Dá em torno de R$ 6,5 bilhões para a capitalização e isso vai depender de outros aportes do Distrito Federal”, explicou.

O BRB informou, em nota, que o acordo prevê uma operação com apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com participação de instituições financeiras e uso de recursos do próprio sistema bancário, respeitando os limites de endividamento do DF.

O modelo inclui a possibilidade de bancos atuarem como garantidores, com contragarantias vinculadas aos repasses dos fundo de Participação dos Municípios (FPM) e Fundo de Participação dos Estados (FPE), e ainda depende de análise técnica.

Presidente do BRB, Nelson Souza, advogado-geral da União, Flávio Roman, e governadora do DF, Celina Leão; GDF e União fecham acordo para viabilizar socorro bilionário ao BRB — Foto: TV Globo

Pelo acordo, o empréstimo ao GDF será feito pelo FGC e terá garantia de um sindicato de bancos. Como contragarantia, o Distrito Federal oferecerá recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

O texto também prevê dispensa de limites e exigências fiscais normalmente aplicáveis a esse tipo de operação de crédito.

Segundo Roman, os recursos usados na operação não são públicos, mas pertencem às instituições financeiras que abastecem o FGC.

O Distrito Federal acionou o STF para tentar suspender os efeitos da nota “C” recebida pelo DF na Capacidade de Pagamento (Capag).

➡️ Como mostrou o g1, essa classificação impede que a União atue como garantidora em novas operações de crédito — prerrogativa restrita a entes com notas A ou B. Em 2025, a nota do DF caiu para C na avaliação.

Na prática, a classificação impede que o Distrito Federal avance na operação de crédito para fazer um aporte no BRB.

O DF argumenta que a nota foi definida por uma diferença de 0,27 ponto percentual no indicador de “poupança corrente” e sustenta que a metodologia usada pelo Tesouro Nacional desconsidera medidas recentes de ajuste fiscal adotadas pelo DF.

O pedido de socorro ao BRB foi formalizado pelo Governo do DF junto ao governo federal em abril. Em ofício enviado ao Ministério da Fazenda, Celina Leão solicitou garantia da União para contratação de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Segundo o governo do DF, o objetivo da operação é reforçar o capital do banco público. A movimentação ocorre em meio à crise enfrentada pela instituição após prejuízos relacionados às operações com o Banco Master e à Operação Compliance Zero.

opera 25 programas sociais do DF;movimenta cerca de R$ 3 bilhões em benefícios;faz o pagamento de aproximadamente 210 mil servidores públicos;atende quase 440 mil beneficiários de programas distritais;já concedeu mais de R$ 32 bilhões em crédito.

O texto afirma ainda que o banco guarda “valores bilionários” de correntistas e depósitos judiciais.

“A inviabilização de suas atividades resultaria em graves consequências para todo o País”, diz a peça enviada ao Supremo.

O Capag se baseia em critérios de endividamento, poupança e liquidez que, juntos, definem a "saúde fiscal" de cada ente. Na prática, os indicadores medem o risco de inadimplência em operações de crédito.

➡️ A União só entra como avalista em empréstimos de Estados e municípios que tenham nota alta (A ou B).

➡️ O DF tinha nota B em 2023 e 2024, mas caiu para C na avaliação feita em 2025 e divulgada no início deste mês.

"O BRB informa que foi firmado acordo entre a União e o Distrito Federal, com homologação no Supremo Tribunal Federal, com o objetivo de viabilizar condições para o fortalecimento de capital do Banco, dentro das regras do sistema financeiro e dos limites legais aplicáveis. O acordo não envolve transferência de recursos, garantia ou aval da União.

A solução construída permite a realização de uma operação no âmbito do Fundo Garantidor de Créditos, com participação de instituições financeiras, para apoiar a capitalização do BRB. Essa estrutura considera limites de endividamento do Distrito Federal e será conduzida conforme a governança do fundo, com utilização de recursos do próprio sistema bancário.

O modelo prevê a organização de um conjunto de bancos que poderão atuar como garantidores da operação, com contragarantias vinculadas ao fluxo dos fundos FPM e FPE do Distrito Federal. A eventual operação ainda dependerá da análise do plano de negócios e das condições técnicas exigidas pelo Fundo Garantidor de Créditos.

A instituição destaca o papel do ministro Luiz Fux na condução do processo, ao promover as audiências de conciliação e articular o entendimento entre as partes, permitindo a construção de uma solução consensual para a operação.

Por fim, o Banco esclarece que segue operando normalmente, com pleno atendimento a clientes e parceiros, e manterá o mercado informado sobre os desdobramentos das etapas previstas no acordo, em linha com as exigências regulatórias."

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Acordo do Itaú com MPMG determina que banco faça ressarcimento de cobranças indevidas; saiba se você tem direito e veja como solicitar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 20:44

Minas Gerais Acordo do Itaú com MPMG determina que banco faça ressarcimento de cobranças indevidas; saiba se você tem direito e veja como solicitar Instituição bancária cobrou tarifas de correntistas indevidamente entre 2011 e 2018, segundo o Procon. Empresa será multada caso descumpra medidas. Por g1 Minas — Belo Horizonte

O Itaú assinou um acordo com o MPMG e o Idec para devolver valores cobrados indevidamente por seguros não contratados a clientes de todo o país.

A medida abrange cobranças sem consentimento feitas entre 13 de junho de 2011 e 18 de dezembro de 2025. O descumprimento gerará multa diária de R$ 10 mil.

Para informar os consumidores, a instituição financeira realizará uma campanha nacional. Clientes prejudicados têm até 2 anos para solicitar o ressarcimento.

Pedidos de devolução exigem o envio de documentos específicos. Reclamações devem ocorrer por canais oficiais do banco ou plataformas de defesa do consumidor.

O reembolso poderá ser feito em conta corrente, poupança ou ordem de pagamento. Após a solicitação, o Itaú terá até três faturas para efetuar o estorno.

Após acordo firmado com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o banco Itaú terá que devolver a clientes valores cobrados indevidamente por seguros não contratados.

A medida foi divulgada em 29 de maio de 2026 e vale para correntistas de todo o país. Caso descumpra o combinado, a instituição financeira poderá pagar multa de R$ 10 mil por dia e por irregularidade cometida.

Segundo a promotoria, a instituição bancária feriu o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e cometeu uma prática abusiva ao cobrar tarifas sem consentimento entre 13 de junho de 2011 e 18 de dezembro de 2025.

O g1 procurou o Itaú para um posicionamento, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

➡️ Veja, a partir dos pontos abaixo, como saber se sua conta passou por cobranças indevidas e, caso sim, como pedir ressarcimento:

O que foi decidido?Quem pode pedir ressarcimento?Quais são os requisitos para solicitar a devolução?Quais canais de reclamação valem?Ainda posso reclamar se descobri agora?Como os clientes serão avisados?Qual é o prazo para pedir o dinheiro?Como solicitar o ressarcimento?Como será feito o pagamento?E casos após dezembro de 2025?E se houver cobrança depois do cancelamento?O que acontece se o acordo não for cumprido?

O acordo encerra uma ação civil pública movida pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) do MPMG e pelo Idec contra o Itaú.

O banco terá que ressarcir clientes que foram cobrados por seguros sem consentimento, além de adotar medidas de transparência, prevenção e comunicação sobre o caso.

Para solicitar a devolução dos valores, é necessário atender aos seguintes critérios, simultaneamente:

ter evidências de cobrança de seguro não contratado ou mantido após cancelamento;ter feito reclamação até 18 de dezembro de 2025;não ter sido ressarcido anteriormente.

Proconsconsumidor.gov.brMinistério PúblicoDefensoria PúblicaIdec (para associados)Reclame AquiSistemas como Sindec e Pró-ConsumidorReclamações feitas diretamente ao Itaú

jornais de grande circulação;site do banco;redes sociais, como Instagram;comunicação aos órgãos de defesa do consumidor.

Os consumidores terão até dois anos para solicitar o ressarcimento, a partir do início da campanha previsto no acordo.

documentos que comprovem a cobrança;registro da reclamação anterior;dados bancários para eventual restituição.

exigir autorização prévia;informar a contratação por mensagem de texto (SMS), WhatsApp ou e-mail;facilitar o cancelamento;estornar os valores após o cancelamento.

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Imposto de Renda 2026: mais de 44 milhões de contribuintes entregaram declaração

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 18:52

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: mais de 44 milhões de contribuintes entregaram declaração Segundo a Receita Federal, foram entregues 44.393.571 declarações. A declaração pré-preenchida foi a modalidade mais utilizada pelos contribuintes neste ano. Por Mariana Assis, g1 — Brasília

A Receita Federal informou nesta segunda-feira (1º) que recebeu 44.393.571 declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026.

O número representa um aumento de 2,4% em relação a 2025. O prazo para envio das declarações terminou na última sexta-feira (29).

O modelo, que reúne automaticamente informações já disponíveis nos sistemas da Receita Federal e exige apenas a conferência dos dados pelo contribuinte, foi adotado em 59,8% das declarações entregues.

O calendário de restituições do IRPF 2026 foi reduzido de cinco para quatro lotes. Com isso, segundo a Receita, os pagamentos devem ser concluídos em um prazo menor do que nos anos anteriores.

A expectativa da Receita Federal é que, com o segundo lote, previsto para 30 de junho, cerca de 80% dos contribuintes com direito à restituição já tenham recebido os valores.

Quem é obrigado a declarar, mas não enviou o documento em tempo, agora está em dívida com o Fisco.

Nesses casos, segundo a Receita Federal, o contribuinte fica sujeito ao pagamento de uma multa por atraso, calculada da seguinte forma:

Multa de 1% ao mês ou fração de atraso, calculado sobre o valor do imposto devido na declaração, ainda que integralmente pago, até um teto de 20%;Multa mínima de R$ 165,74 (apenas para quem estava "obrigado a declarar", mesmo sem imposto a pagar).

A multa começa a contar no primeiro dia seguinte à data limite de entrega e termina sua contagem na data do envio da declaração ou, se não for entregue, na data do lançamento de ofício pela Receita.

De acordo com o Fisco, a recomendação é que o contribuinte regularize sua situação o quanto antes. A declaração em atraso poderá ser entregue somente a partir das 9h de segunda (1º).

O formato para entrega da declaração fora do prazo é o mesmo: o contribuinte deve reunir os mesmos documentos e comprovantes e pode enviar as informações pelos canais disponibilizados pela Receita Federal.

A diferença está na cobrança de multa. Ao transmitir a declaração em atraso, o contribuinte recebe automaticamente uma Notificação de Lançamento de Multa, acompanhada do boleto para pagamento e das orientações necessárias para a quitação do débito.

A multa pela entrega da declaração em atraso é inegociável e seu pagamento deve ser feito por meio da emissão do Documento de Arrecadação das Receitas Federais (Darf).

A Receita normalmente dá um prazo de até 20 dias para o pagamento da multa. Caso os débitos não sejam quitados dentro desse período, é possível a cobrança de juros de mora, calculados com base na taxa básica de juros brasileira, a Selic.

Caso o contribuinte tenha restituição a receber, a multa também poderá ser descontada desse valor, acrescido de juros.

Os valores devidos à Receita Federal — incluindo multas, juros e impostos — podem ser considerados como dívidas e pendências fiscais.

Isso significa que o contribuinte pode ter a inclusão do débito no Cadastro Informativo de Créditos não quitados do Setor Público Federal (Cadin) e na Dívida Ativa da União. Isso pode trazer, também, uma série de restrições ao CPF, tais como:

o impedimento de emissão ou renovação de passaporte e carteira de trabalho;a impossibilidade de realizar matrícula em instituições de ensino, bem como vedação da participação de concursos públicos;o score de crédito pode ser impactado negativamente, dificultando ou mesmo impedindo a contratação de produtos e serviços financeiros;protesto em cartório e negativação do nome do contribuinte, além de pagamento de custas ao cartório para regularização;o impedimento da emissão de Certidão Negativa de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União (CND), requerida, por exemplo, para financiamento imobiliário, entre outros.

O contribuinte pode consultar sua situação na aba "Situação Fiscal" — documento que atesta a regularidade do contribuinte perante a Receita e que está disponível no e-CAC.

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Greve geral em Portugal cancela voos e afeta ponte aérea com o Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 18:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%Oferecido por

Greve geral em Portugal marcada para 3 de junho já afeta voos desde a véspera, com companhias aéreas cancelando ou reduzindo operações entre Brasil e Europa.

Aeroporto de Lisboa orienta passageiros a consultar o status dos voos antes de sair de casa, diante do risco de cancelamentos, atrasos e filas nos terminais.

TAP manterá apenas 79 voos em toda a malha durante a paralisação, incluindo 16 ligações com o Brasil; demais operações previstas serão suspensas.

Azul cancelou quatro voos entre Campinas e Lisboa nos dias 2 e 3 de junho, enquanto voos da Latam entre Guarulhos e a capital portuguesa estão indisponíveis.

Convocada pela CGTP, a greve protesta contra uma reforma trabalhista que divide sindicatos e governo e também deve afetar metrôs, trens e ônibus em Portugal.

Uma greve geral marcada para esta quarta-feira (3) em Portugal deve afetar passageiros que viajam entre o Brasil e o país europeu, com reflexos previstos nas operações aéreas já a partir desta terça-feira (2).

Diante da paralisação, a administração do Aeroporto de Lisboa — principal porta de entrada dos brasileiros em Portugal — orientou os passageiros a verificarem a situação de seus voos antes de seguirem para o terminal.

"Devido à greve geral de 3 de junho, verifique junto da companhia aérea o estado do seu voo antes de se dirigir ao aeroporto", informou o terminal em comunicado.

A TAP Air Portugal informou que operará apenas 79 voos em toda a sua malha durante o período de serviços mínimos estabelecido para a greve. As demais operações previstas para 3 de junho serão suspensas.

Nas rotas com origem ou destino no Brasil, a companhia manterá 16 voos entre os dias 2 e 3 de junho.

✈️ Entre São Paulo e Portugal, seguem programados os voos TP82 e TP88, na rota Guarulhos-Lisboa, nos dois dias. Também estão mantidos o TP89, de Lisboa para Guarulhos, em 3 de junho, e o TP94, que liga São Paulo ao Porto, em 2 de junho.✈️ No Rio de Janeiro, permanecem previstos os voos TP72 e TP74, entre Galeão e Lisboa, nos dias 2 e 3, além do TP73, de Lisboa para o Galeão, no dia 3.✈️ Também foram mantidos os voos TP12 (Recife-Lisboa), TP48 (Belém-Lisboa), TP58 (Brasília-Lisboa), TP104 (Belo Horizonte-Lisboa) e TP118 (Porto Alegre-Lisboa).

Segundo a companhia, qualquer voo que não esteja incluído na lista de serviços mínimos deve ser considerado suspenso.

Já a Azul anunciou o cancelamento de quatro voos entre Brasil e Portugal em razão da paralisação.

✈️ Foram suspensos os voos AD8750 e AD8900, que partiriam de Viracopos, em Campinas, para Lisboa no dia 2 de junho. ✈️ No sentido contrário, os voos AD8751 e AD8901, previstos para 3 de junho, também foram cancelados.

"A Azul lamenta a situação, totalmente alheia à sua vontade, e reforça que trabalha para minimizar possíveis impactos", afirmou a companhia em nota.

Embora a Latam não tenha divulgado comunicado sobre a greve, o voo LA8146, que partiria de Guarulhos para Lisboa em 2 de junho, está indisponível no sistema de vendas da companhia.

O voo de retorno (LA8147), previsto para o dia seguinte, também não aparece disponível para reserva.

O g1 procurou a empresa para esclarecer se houve cancelamentos ou ajustes operacionais relacionados à paralisação, mas não recebeu resposta até o fechamento desta reportagem.

Convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), a greve é um protesto contra uma proposta de reforma trabalhista aprovada pelo Conselho de Ministros e enviada ao Parlamento português em maio.

Os sindicatos afirmam que as mudanças podem tornar as relações de trabalho mais precárias, ao ampliar possibilidades de contratação temporária e alterar regras sobre jornada e vínculos empregatícios.

Já o governo português defende que a proposta busca aumentar a competitividade das empresas e adaptar o mercado de trabalho às novas demandas da economia.

Além da aviação, a paralisação deverá afetar outros serviços de transporte em Portugal, como o Metro de Lisboa, os Comboios de Portugal (CP) e parte da operação da Carris, responsável pelo transporte urbano da capital.

Mulher passa por pixação convocando greve em Lisboa, Portugal. — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP

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Proibidos no Brasil, Polymarket e Kalshi viralizam na direita como alternativa às pesquisas eleitorais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 16:44

Tecnologia Proibidos no Brasil, Polymarket e Kalshi viralizam na direita como alternativa às pesquisas eleitorais Plataformas do mercado de previsões têm sido tratadas nas redes sociais brasileiras como termômetro da disputa pela Presidência, embora especialistas apontem que não são uma boa forma de traçar um cenário da disputa nem de prever seu resultado. Por BBC

Sites de apostas não são um bom termômetro da disputa eleitoral, alertam especialistas — Foto: Reprodução via BBC

Em abril, o governo brasileiro bloqueou ao menos 27 sites do chamado mercado de previsão, como Kalshi e Polymarket — plataformas onde se compram e vendem contratos apostando se um evento vai ou não acontecer, de eleições a jogos esportivos. No jargão do mercado financeiro, são chamados de derivativos.

Mesmo proibidas, essas plataformas continuam a ser tratadas nas redes sociais brasileiras como termômetro político e uma espécie de "alternativa" às pesquisas eleitorais tradicionais — embora especialistas ressaltem que não são uma boa forma de estimar intenções de voto nem de traçar um cenário da disputa ou prever seu resultado, apesar do nome dado a esse mercado.

O discurso é puxado, em grande parte, por uma rede de políticos e influenciadores de direita que apresenta os números das apostas como contraponto aos institutos de pesquisa, sugerindo que o senador Flávio Bolsonaro (PL) lideraria a corrida presidencial, conforme uma análise de publicações feitas pela BBC News Brasil na rede social X.

A análise identificou um aumento no número de menções ao Polymarket e Kalshi em português em 2026, com alguns dos posts mais populares feitos depois da proibição.

A reportagem fez buscas em que os nomes das plataformas apareciam ligados a candidatos à Presidência da República e à eleição de 2026. No topo da lista das medidas de engajamento nas redes, como curtidas, comentários e compartilhamentos, predominam contas ligadas ao bolsonarismo e à direita.

A publicação mais engajada do recorte é do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) é um post de 6 de maio de 2026.

Em referência à decisão do governo brasileiro de bloquear as plataformas, o deputado escreveu: "Lula proibiu o Polymarket no Brasil, mas não quer só te impedir de ver que Flávio Bolsonaro lidera a corrida presidencial", junto de um vídeo. O post recebeu 16,7 mil curtidas e 5,6 mil compartilhamentos.

Na mesma linha, o empresário Paulo Figueiredo, apoiador da família Bolsonaro, publicou em sua conta no X três dias depois, em 9 de maio, a seguinte mensagem: "Por que o Dario Durigan (atual ministro da Fazenda) e Lula proibiram a plataforma de tecnologia preditiva Polymarket? Porque eles têm um histórico de acerto eleitoral de 90% em mercados de alta liquidez e Flávio já abriu quase 5 pontos de vantagem. Censura." O texto teve 11,6 mil curtidas e 3 mil compartilhamentos.

O cenário descrito por eles, no entanto, mudou no fim de maio, quando postagens no X que destacavam a "virada" de Lula na plataforma Polymarket passaram a ter mais engajamento na rede social.

Essas novas publicações associam a queda de Flávio nas apostas do site à revelação de áudios entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro com pedidos de financiamento para o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador.

Contratos ligados à eleição presidencial brasileira de 2026 no Polymarket somavam cerca de US$ 86,8 milhões (cerca de R$ 435 milhões) em volume negociado na última semana de maio — com Lula (US$ 5,79 milhões), Flávio Bolsonaro (US$ 5,98 milhões) e Renan Santos (US$ 5,80 milhões) à frente em movimentação financeira.

Lula aparecia na plataforma com cerca de 44% de chances de vitória. Por sua vez, Flávio Bolsonaro tinha perto de 28%. Renan Santos, em terceiro, tinha 13%.

Como o acesso ao site está bloqueado no Brasil, uma forma de entrar nas plataformas é por meio de VPN, um serviço de rede privada virtual que mascara o endereço IP do usuário e criptografa sua conexão, permitindo acessar conteúdos em uma dada localização.

Para especialistas ouvidos pela reportagem, o mercado de apostas e as pesquisas eleitorais não medem a mesma coisa. Raphael Nishimura, estatístico da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, explica a distinção.

"A pesquisa eleitoral está tentando estimar qual vai ser a intenção de voto de cada candidato. Já essas plataformas de apostas estão literalmente respondendo qual é a probabilidade de um candidato vencer a eleição. São perguntas diferentes que vão dar resultados diferentes."

Ou seja, um candidato aparecer com 40% ou 50% no Polymarket não significa que ele terá aquela proporção de intenção de votos. Significa que o mercado está calculando a probabilidade de vitória com base no quanto os usuários desse tipo de plataforma estão dispostos a pagar para apostar naquele desfecho.

O estatístico observa que o mercado de previsão, na prática, se alimenta das sondagens eleitorais.

"Assim que sai uma pesquisa, principalmente dependendo do resultado, tem uma mudança nas probabilidades. Os apostadores estão absorvendo as informações da pesquisa e atualizando aquilo que eles acreditam ser de quem vai ser o vencedor", explica.

Josilmar Cordenonssi, professor de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie, observa que pesquisas e sites de apostas operam em ritmos diferentes: as pesquisas exigem coleta de campo em amostra representativa e levam dias entre apuração e divulgação, enquanto os contratos se movem em tempo real, reagindo a fatos novos.

"Quem usa esses mercados está apostando, colocando o próprio dinheiro lá. Não é simplesmente uma opinião desinteressada", diz Cordenonssi.

"Eles estão apostando naquilo que é mais provável, porque o objetivo é ganhar dinheiro, não é ganhar politicamente, manipular o eleitorado."

A reação rápida do mercado a novos fatos que ainda não foram captados por pesquisas é, para Nishimura, o que essas plataformas têm de diferente. Mas ele alerta que essa mesma característica abre uma janela para riscos.

Segundo uma análise da Bloomberg News, entre o início de 2025 e o fim de abril deste ano, o número de contas da Polymarket que perderam dinheiro após apostar mais de US$ 1 mil (cerca de R$ 5,6 mil) foi quase o dobro do total de contas que tiveram lucro.

Outro levantamento, publicado pelo jornal americano The Wall Street Journal, mostrou que 67% dos ganhos da Polymarket estão concentrados em apenas 0,1% das contas. De acordo com o jornal, quase US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões) foram parar nas mãos de menos de 2 mil usuários.

A análise também indicou que quem costuma se sair melhor nessas plataformas são empresas com equipes especializadas, capazes de pagar por recursos que ajudam a embasar suas apostas, como ter acesso a dados em tempo real e usar servidores e robôs de inteligência artificial para analisar um grande volume de informações.

Os dados sugerem que o que se vende como "termômetro coletivo" pode, na prática, refletir mais o comportamento de poucos operadores sofisticados do que uma intuição pública coletiva.

Há ainda o risco do uso de informação privilegiada — situação em que apostadores com acesso antecipado a um fato que ainda não veio a público fazem movimentações de vulto que alteram o cálculo das probabilidades informadas por uma plataforma.

Em janeiro deste ano, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos denunciou Gannon Ken Van Dyke, militar das forças especiais americanas, por suposto uso de informação privilegiada.

Van Dyke teria ganho mais de US$ 409 mil (cerca de R$ 2 milhões) apostando no Polymarket sobre a captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, antes de a operação se tornar pública. Ele se declarou inocente.

Para Nishimura, o caso ilustra o problema. "Aquela pessoa que sabia [da captura de Maduro] era usuário dessa plataforma, acabava fazendo apostas de valores muito grandes, que acabaram puxando a probabilidade de aquele evento ocorrer, porque tinha ali uma informação interna."

Outro risco apontado pelo estatístico é a manipulação direta. "Por serem cálculos de probabilidade feitos com base em volumes de apostas, de fato existe ali uma janela em que, se uma pessoa ou grupo de pessoas com muito dinheiro quiserem, de alguma forma, manipular aqueles números."

Isso não acontece nas pesquisas eleitorais, ressalta o estatístico. "Os institutos têm seus métodos para averiguar as questões de voto da população para estimar aquilo que é o mais próximo possível. Não vai haver um grupo de pessoas que vai conseguir manipular o resultado das pesquisas. Institutos não têm interesse em vender um resultado distorcido, porque isso fere a própria reputação deles."

Nishimura também faz um contraponto sobre o que se espera de uma pesquisa. "Pesquisa não serve como prognóstico. O papel dela é retratar um momento do eleitorado, que pode continuar ou não. Pode haver mudanças."

Como exemplo, cita as eleições estaduais de 2018, quando pesquisas divulgadas na véspera apontavam Romeu Zema (Novo) em terceiro lugar na disputa pelo governo de Minas Gerais, e Wilson Witzel (então no PSC, hoje DC), no Rio de Janeiro, fora da liderança. Ambos acabaram à frente no primeiro turno após uma arrancada associada à onda bolsonarista na reta final.

O estatístico aponta uma alternativa a quem busca a probabilidade de vitória de cada candidato — sem precisar recorrer a plataformas de aposta.

"Existem agregadores que calculam probabilidades com base em pesquisas eleitorais apenas. Não só agrega e tira a média das pesquisas de intenção de voto, mas também tem um modelo por trás para calcular qual a probabilidade do Lula vencer a eleição, ou do Flávio vencer, ou de ter um segundo turno."

(Para a eleição de 2026, o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil, feito em parceria com a consultoria PollingData, compila resultados de pesquisas eleitorais e calcula a estimativa de intenção de voto para os pré-candidatos à Presidência.)

O bloqueio feito pelo governo federal partiu de uma resolução aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), orgão que regula o sistema financeiro brasileiro.

Na ocasião, o ministro Dario Durigan afirmou que o setor "sofreu um espaço de anarquia" entre 2018 e 2022 e que esse tipo de aposta não pode ser tratado como derivativo regular no Brasil.

"A gente não vai ter aqui previsão de chuva, morte de uma determinada celebridade, como possibilidade de ser encarado como derivativo regular no Brasil", disse Durigan.

Hoje, é permitido no país o mercado de apostas em eventos esportivos reais, conhecidas como bets, e jogos online com regras definidas.

A pressão pelo bloqueio veio também do próprio mercado regulado, segundo noticiou a imprensa brasileira.

A Folha de S. Paulo afirmou que as bets brasileiras — que pagaram outorgas de R$ 30 milhões cada para operar legalmente no país — solicitaram ao governo, em reuniões com o Ministério da Fazenda, que plataformas como a Kalshi fossem bloqueadas.

O argumento das bets é que essas empresas não poderiam operar no Brasil por não terem sede no país nem terem pago por outorgas. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, a fundadora da Kalshi disse que a empresa está em expansão e que estuda a possibilidade de abrir um escritório no Brasil.

Para Cordenonssi, do Mackenzie, o problema central é regulatório. "Eles driblam toda a regulamentação do mercado financeiro", diz o professor sobre as plataformas do mercado de previsão.

"Acharam melhor proibir esse tipo de aposta, deixando para o mercado financeiro organizar esse tipo de atividade aqui no Brasil."

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