RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Bancos de Wall Street liberam home office ou saída do país em meio a ataques no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/03/2026 04:08

Trabalho e Carreira Bancos de Wall Street liberam home office ou saída do país em meio a ataques no Oriente Médio Segundo a Bloomberg, instituições como Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup passaram a permitir que equipes nos Emirados Árabes Unidos e realoquem temporariamente ou trabalhem do exterior. Por Redação g1 — São Paulo

Alguns dos maiores bancos de Wall Street, principal centro financeiro dos Estados Unidos, passaram a oferecer a funcionários nos Emirados Árabes Unidos a possibilidade de deixar o país temporariamente e trabalhar de forma remota enquanto continuam os ataques contra o país do Golfo.

Instituições como Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup passaram a permitir que funcionários se mudem temporariamente para outros países, segundo a Bloomberg. A medida busca dar mais segurança às equipes que atuam na região.

A consultoria McKinsey & Company também adotou medidas semelhantes. De acordo com as fontes citadas pela Bloomberg, a empresa fretou um voo para a Turquia para retirar consultores que estavam fora da região.

A companhia também passou a permitir que funcionários baseados em Dubai deixem o país em caso de emergência.

Ainda não está claro quantos profissionais aceitaram a oferta de mudança temporária. Um dos bancos afirmou à Bloomberg que a adesão foi muito limitada até o momento.

Uma vista geral do luxuoso Hotel Burj al-Arab na área de Jumeirah, em Dubai, Emirados Árabes Unidos — Foto: Karim Sahib/Reuters

Alguns dos maiores bancos de Wall Street, principal centro financeiro dos Estados Unidos, passaram a oferecer a funcionários nos Emirados Árabes Unidos a possibilidade de deixar o país temporariamente e trabalhar de forma remota enquanto continuam os ataques contra o país do Golfo. A informação foi divulgada pela Bloomberg.

Instituições como Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup passaram a permitir que funcionários se mudem temporariamente para outros países, segundo o jornal. A medida busca dar mais segurança às equipes que atuam na região.

➡️ A medida ocorre em um momento de atenção redobrada em cidades como Dubai e Abu Dhabi, que se consolidaram como importantes centros financeiros globais. As duas atraem bancos internacionais, fundos de investimento e consultorias e funcionam como porta de entrada para negócios no Oriente Médio, na África e em partes da Ásia.

A consultoria McKinsey & Company também adotou medidas semelhantes. De acordo com as fontes citadas pela Bloomberg, a empresa fretou um voo para a Turquia para retirar consultores que estavam fora da região.

A companhia também passou a permitir que funcionários baseados em Dubai deixem o país em caso de emergência.

Ainda não está claro quantos profissionais aceitaram a oferta de mudança temporária. Um dos bancos afirmou à Bloomberg que a adesão foi muito limitada até o momento.

Em muitos casos, os funcionários podem continuar trabalhando a partir de outro país. No entanto, as empresas não oferecem compensação financeira pela mudança.

Mesmo quando a mudança é possível, a decisão pode trazer complicações. Alterações de residência, ainda que temporárias, podem gerar impactos fiscais. Alguns profissionais também precisam obter autorização de órgãos reguladores para trabalhar em outros países.

A Bloomberg informou ainda que algumas empresas locais passaram a oferecer flexibilidade semelhante aos funcionários. Outras, porém, continuam operando normalmente nos Emirados Árabes Unidos.

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Mega-Sena pode pagar R$ 60 milhões nesta terça-feira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/03/2026 00:44

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 60 milhões nesta terça-feira Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 2.982 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 60 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (10), em São Paulo.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Entenda por que o petróleo disparou e perdeu fôlego em poucas horas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/03/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,164-1,52%Dólar TurismoR$ 5,412-0,81%Euro ComercialR$ 5,996-1,45%Euro TurismoR$ 6,285-0,89%B3Ibovespa180.915 pts0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-1,52%Dólar TurismoR$ 5,412-0,81%Euro ComercialR$ 5,996-1,45%Euro TurismoR$ 6,285-0,89%B3Ibovespa180.915 pts0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-1,52%Dólar TurismoR$ 5,412-0,81%Euro ComercialR$ 5,996-1,45%Euro TurismoR$ 6,285-0,89%B3Ibovespa180.915 pts0,86%Oferecido por

O preço do petróleo disparou na manhã desta segunda-feira (9), diante dos temores de que a guerra no Oriente Médio se prolongue.

Os contratos do WTI (referência do petróleo nos EUA) chegaram a subir 30% na madrugada de segunda-feira, atingindo US$ 119,48 por barril.

Os preços, no entanto, recuaram para cerca de US$ 88 por barril por volta das 18h, após Trump afirmar que a guerra contra o Irã está "praticamente concluída" e pode terminar em breve.

O preço do petróleo disparou na manhã desta segunda-feira (9), diante dos temores de que a guerra no Oriente Médio se prolongue. Novas declarações do presidente Donald Trump, porém, inverteram o movimento no fim da tarde — e as cotações seguiram em queda no início desta terça-feira.

Os contratos do WTI (referência do petróleo nos EUA) chegaram a subir 30% na madrugada de segunda-feira, atingindo US$ 119,48 por barril. O Brent (referência internacional) também superou os US$ 119, no maior nível desde 2022.

Os preços, no entanto, recuaram para cerca de US$ 88 por barril por volta das 18h, após Trump afirmar que a guerra contra o Irã está "praticamente concluída" e pode terminar em breve. As declarações foram dadas em entrevista por telefone à CBS News.

"Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea", disse o republicano.

Em entrevista coletiva, Trump também indicou que poderá adotar medidas em três frentes principais para conter os preços da commodity:

aliviar sanções sobre o petróleo;assumir o controle do Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de 20% do petróleo global);utilizar o petróleo venezuelano.

Segundo Trump, 100 milhões de barris de petróleo da Venezuela foram levados para refinarias em Houston, no Texas, e outros 100 milhões ainda seguirão para os EUA.

🔎 As iniciativas refletem a preocupação da Casa Branca de que a alta do petróleo prejudique empresas e consumidores americanos. Os EUA terão eleições legislativas em novembro, e aliados republicanos de Trump esperam manter o controle do Congresso.

Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda reforça os temores do governo Trump: 67% dos americanos acreditam que os preços da gasolina vão subir no próximo ano devido à guerra.

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante uma coletiva de imprensa no Trump National Doral Miami — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

Fontes ouvidas pela Reuters afirmam que o republicano considera aliviar sanções ao petróleo russo e liberar estoques emergenciais para conter a alta dos preços globais.

O afrouxamento das sanções poderia aumentar a oferta de petróleo e, assim, ajudar a conter a alta de preços. A medida, no entanto, ainda não foi detalhada.

Nesta segunda-feira, o presidente americano participou de uma ligação com Putin para discutir as guerras no Irã e na Ucrânia, informou o governo russo.

O telefonema durou cerca de uma hora. O Kremlin afirmou que a conversa foi construtiva e franca, que Putin apresentou propostas para encerrar rapidamente o conflito no Irã e que Trump reiterou seu interesse em que a guerra na Ucrânia termine em breve.

Em entrevista a jornalistas, Trump disse apenas ter tido uma “conversa muito boa” com Putin sobre a guerra na Ucrânia.

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o alívio das sanções à Rússia poderia incluir uma flexibilização ampla ou medidas específicas que permitiriam a certos países comprar petróleo russo sem risco de punições dos EUA.

Na semana passada, o governo Trump concedeu uma autorização temporária para que a Índia comprasse certos carregamentos de petróleo russo, ajudando o país a compensar a perda de fornecimento do Oriente Médio.

Analistas e representantes da indústria americana afirmam que a Casa Branca tem poucas ferramentas realmente eficazes para reduzir rapidamente os preços do petróleo.

“O problema é que as opções variam do marginal ao simbólico ou chegam a ser profundamente imprudentes”, disse à Reuters uma das fontes envolvidas nas discussões com a Casa Branca.

Uma das alternativas viáveis, porém, seria restabelecer o fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, passagem marítima entre Irã e Omã por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial.

O Irã afirma que a rota está fechada desde a semana passada e ameaça atacar navios que passarem pela região. Os EUA negam que a via esteja bloqueada. Ainda assim, o fluxo de embarcações diminuiu nos últimos dias.

Na noite desta segunda, Trump afirmou que vai atacar o Irã “vinte vezes mais forte” caso o país bloqueie o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz. A declaração foi publicada em uma rede social.

“Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, será atingido pelos Estados Unidos da América VINTE VEZES MAIS FORTE do que foi até agora”, publicou.

“Além disso, eliminaremos alvos facilmente destruíveis, o que tornará virtualmente impossível que o Irã volte a se reconstruir, como nação, novamente — Morte, Fogo e Fúria cairão sobre eles — Mas espero, e rezo, para que isso não aconteça!”, acrescentou o republicano.

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Trump avalia reduzir sanções à Rússia para conter preços do petróleo, diz agência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 19:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,164-1,52%Dólar TurismoR$ 5,412-0,81%Euro ComercialR$ 5,996-1,45%Euro TurismoR$ 6,285-0,89%B3Ibovespa180.915 pts0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-1,52%Dólar TurismoR$ 5,412-0,81%Euro ComercialR$ 5,996-1,45%Euro TurismoR$ 6,285-0,89%B3Ibovespa180.915 pts0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-1,52%Dólar TurismoR$ 5,412-0,81%Euro ComercialR$ 5,996-1,45%Euro TurismoR$ 6,285-0,89%B3Ibovespa180.915 pts0,86%Oferecido por

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera aliviar as sanções ao petróleo russo e liberar estoques emergenciais para conter a disparada dos preços globais da commodity em meio à guerra no Oriente Médio.

A informação é da Reuters, citando fontes envolvidas nas discussões. Segundo a agência, as primeiras medidas podem ser anunciadas já na noite desta segunda-feira (9).

No início da noite, em declaração a jornalistas, o republicano afirmou que EUA estão suspendendo algumas sanções. Ele, no entanto, não especificou quais seriam.

O movimento reflete a preocupação da Casa Branca de que a alta dos preços do petróleo prejudique empresas e consumidores americanos. Os EUA terão eleições legislativas em novembro, e aliados republicanos de Trump esperam manter o controle do Congresso.

Desde que os EUA e Israel iniciaram ataques coordenados ao Irã, em 28 de fevereiro, os preços do petróleo dispararam.

Os contratos do WTI (referência do petróleo nos EUA) chegaram a saltar 30% na madrugada de domingo para segunda, atingindo US$ 119,48 por barril. Os preços do Brent (referência internacional), também superaram os US$ 119.

No fim de tarde desta segunda-feira, porém, os contratos futuros do Brent recuaram a US$ 89,06 por barril, enquanto os do WTI caíram a US$ 85,37.

A queda ocorreu após Trump afirmar que a guerra contra o Irã está "praticamente concluída" e pode acabar em breve. As declarações foram dadas em entrevista por telefone à CBS News.

"Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea", disse o republicano.

Além disso, as notícias de que Trump avalia um novo afrouxamento das sanções ao petróleo russo — o que pode aumentar a oferta — ajudaram a aliviar os preços. As medidas ainda não foram detalhadas.

O presidente americano participou nesta segunda-feira de uma ligação com Putin para discutir as guerras no Irã e na Ucrânia. A informação foi divulgada pelo governo russo.

O telefonema durou cerca de 1 hora. O Kremlin afirmou que a conversa foi construtiva e franca e declarou que Putin apresentou propostas para encerrar rapidamente o conflito contra o Irã.

Ainda de acordo com o governo russo, Trump voltou a expressar interesse de que a guerra na Ucrânia termine em breve.

Analistas e representantes da indústria americana afirmam que a Casa Branca tem poucas ferramentas realmente eficazes para reduzir, de forma rápida, os preços do petróleo.

Uma delas seria restabelecer o fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, passagem marítima entre Irã e Omã por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial.

“O problema é que as opções vão de marginais a simbólicas ou profundamente imprudentes”, disse à Reuters uma das fontes que participa das discussões com a Casa Branca.

A turbulência nos mercados de energia ocorre em um momento sensível para Trump, que tem buscado manter os preços dos combustíveis baixos como um dos pilares de sua mensagem econômica aos eleitores.

Uma alta prolongada nos custos de petróleo e gasolina poderia se espalhar pela economia, elevando os custos de transporte e os preços ao consumidor.

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Com petróleo sob pressão, Trump avalia tomar o controle do Estreito de Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 18:55

Mundo Com petróleo sob pressão, Trump avalia tomar o controle do Estreito de Ormuz Rota estratégica liga produtores do Golfo ao mercado global. Declaração desta segunda-feira (9) ocorre em meio à escalada da guerra e à alta do barril de petróleo. Por Redação g1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que está avaliando a possibilidade de assumir o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

A fala ocorre em meio à pressão do mercado e à alta do barril de petróleo, que se aproximou de US$ 120 e derrubou bolsas de valores ao redor do mundo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que está avaliando a possibilidade de assumir o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A declaração foi dada em entrevista à CBS News nesta segunda-feira (9).

A fala ocorre em meio à pressão do mercado e à alta do barril de petróleo, que se aproximou de US$ 120 e derrubou bolsas de valores ao redor do mundo. A valorização do petróleo pode impactar diretamente a economia americana e influenciar as eleições de novembro nos EUA.

O preço do petróleo vem sendo pressionado pela guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos. Forças iranianas ameaçaram atacar navios que atravessem a rota, localizada entre o território iraniano e a Península Arábica.

Segundo Trump, os Estados Unidos “poderiam fazer muita coisa” em relação ao estreito. Ele negou a alegação do Irã de que a via esteja fechada e afirmou que está pensando em assumir o controle da região.

O presidente também ameaçou destruir o Irã caso o país tente interferir no Estreito de Ormuz: “Eles já dispararam tudo o que tinham para disparar, e é melhor não tentarem nada esperto, ou será o fim daquele país”, disse.

“Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente.”

Na mesma entrevista, Trump afirmou que a guerra contra o Irã deve acabar em breve, pois está “praticamente concluída”. Após as declarações sobre o possível fim do conflito, a cotação do petróleo passou a cair.

Estreito de Ormuz: guerra no Oriente Médio coloca em risco rota vital do petróleo mundial; conheça

Localizada entre Omã e o Irã, a passagem é responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e serve de rota para navios que saem da região produtora rumo à Ásia, à Europa e às Américas.

A história do Estreito de Ormuz é marcada por sua importância como corredor comercial e, mais recentemente, como ponto estratégico para a energia mundial.

Desde a Antiguidade, a passagem conectava a Pérsia, a Mesopotâmia e a Índia ao Oceano Índico. Nos séculos XVI e XVII, potências europeias disputaram o controle da região para proteger suas rotas marítimas.

No século XX, a descoberta de grandes reservas de petróleo no Golfo Pérsico ampliou a relevância do estreito. Após a Segunda Guerra Mundial, ele se consolidou como via essencial para o transporte de petróleo do Oriente Médio para outros continentes.

Durante a guerra entre Irã e Iraque (1980-1988), navios petroleiros foram atacados, e os EUA passaram a escoltar embarcações na região.

Desde então, o estreito é um dos principais focos de tensão geopolítica. O Irã já ameaçou fechá-lo em resposta a sanções e conflitos com os EUA e Israel, embora nunca tenha interrompido a navegação por longos períodos.

Atualmente, uma fatia expressiva do petróleo consumido no mundo passa por Ormuz, além de grande parte do gás exportado pelo Catar, o que faz com que qualquer conflito na região impacte os preços da energia e os mercados globais.

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Petróleo cai após novas falas de Trump sobre guerra no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 17:34

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,164-1,52%Dólar TurismoR$ 5,412-0,81%Euro ComercialR$ 5,996-1,45%Euro TurismoR$ 6,285-0,89%B3Ibovespa180.913 pts0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-1,52%Dólar TurismoR$ 5,412-0,81%Euro ComercialR$ 5,996-1,45%Euro TurismoR$ 6,285-0,89%B3Ibovespa180.913 pts0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-1,52%Dólar TurismoR$ 5,412-0,81%Euro ComercialR$ 5,996-1,45%Euro TurismoR$ 6,285-0,89%B3Ibovespa180.913 pts0,86%Oferecido por

Um navio da marinha é visto navegando no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo e gás do mundo, em 1º de março de 2026. — Foto: SAHAR AL ATTAR / AFP

Os preços do petróleo passaram a cair nesta segunda-feira (9) após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a guerra no Oriente Médio.

Por volta das 17h, os contratos futuros do Brent (referência internacional do petróleo) recuavam mais de 3%, a US$ 89,90 por barril, enquanto os do WTI (referência do petróleo nos EUA) caíam mais de 4%, a US$ 86, em negociações após o fechamento.

A queda ocorre após Trump afirmar que a guerra contra o Irã pode acabar em breve e que está "praticamente concluída". As declarações foram dadas em entrevista por telefone à CBS News.

Além disso, fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que o governo de Trump avalia um novo afrouxamento das sanções ao petróleo russo — o que aumentaria a oferta.

O presidente americano ligou nesta segunda-feira para Putin para discutir as guerras no Irã e na Ucrânia, informou o governo russo.

A ligação durou cerca de 1 hora. O Kremlin afirmou que a conversa foi construtiva e franca e declarou que Putin apresentou propostas para encerrar rapidamente o conflito contra o Irã.

Ainda de acordo com o governo russo, Trump voltou a expressar interesse de que a guerra na Ucrânia termine em breve.

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Combustível vai aumentar no Brasil? Entenda o impacto da alta do petróleo com a guerra no Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 17:34

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,164-1,52%Dólar TurismoR$ 5,412-0,81%Euro ComercialR$ 5,996-1,45%Euro TurismoR$ 6,285-0,89%B3Ibovespa180.913 pts0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-1,52%Dólar TurismoR$ 5,412-0,81%Euro ComercialR$ 5,996-1,45%Euro TurismoR$ 6,285-0,89%B3Ibovespa180.913 pts0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-1,52%Dólar TurismoR$ 5,412-0,81%Euro ComercialR$ 5,996-1,45%Euro TurismoR$ 6,285-0,89%B3Ibovespa180.913 pts0,86%Oferecido por

O preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia.

A alta ocorre em meio à intensificação das tensões, que envolvem países e rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás.

O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias globais de escoamento da commodity, elevou o temor de restrições na oferta mundial e de diversos produtos derivados.

No Brasil, além dos impactos indiretos sobre transporte, indústria e agronegócio, a alta do petróleo pode pressionar os preços dos combustíveis e da energia.

Apesar da alta recorde do petróleo com o início da guerra no Irã, os preços dos combustíveis registraram leve aumento no Brasil nos últimos dias.

Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia.

A alta ocorre em meio à intensificação das tensões, que envolvem países e rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias globais de escoamento da commodity, elevou o temor de restrições na oferta mundial e de diversos produtos derivados.

No Brasil, além dos impactos indiretos sobre transporte, indústria e agronegócio, a alta do petróleo pode pressionar os preços dos combustíveis e da energia. O g1 consultou analistas para avaliar se esse movimento pode resultar em reajustes.

Apesar da alta recorde do petróleo com o início da guerra no Irã, os preços dos combustíveis registraram leve aumento no Brasil nos últimos dias.

🚗 Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março, enquanto o diesel aumentou de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período.

Segundo especialistas, a alta do petróleo no mercado internacional poderia gerar reajustes maiores nos combustíveis. No entanto, esses aumentos não costumam ocorrer de forma imediata, pois a política atual da Petrobras permite reduzir parte das oscilações externas no curto prazo.

🔎 Desde 2023, quando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abandonou a política de paridade de importação (PPI), a Petrobras passou a adotar um modelo de preços que considera fatores como cotações internacionais, custos de produção e condições do mercado interno.💰 Por isso, a companhia ajusta os preços de forma gradual, sem seguir automaticamente as oscilações do mercado internacional. Na prática, isso significa que altas ou quedas do petróleo nem sempre são repassadas de imediato ao consumidor.

De acordo com Marcos Bassani, analista de investimentos e sócio da Boa Brasil Capital, a nova política reduziu a frequência de reajustes.

“Quando o petróleo sobe rapidamente, os combustíveis no Brasil podem ficar temporariamente mais baratos que no mercado internacional. Isso mostra que a Petrobras está absorvendo parte do impacto externo para evitar aumentos bruscos”, afirma.

O preço do petróleo influencia os combustíveis porque é a principal matéria-prima usada na produção de gasolina e diesel. Como é negociado globalmente em dólar, a alta do barril ou da moeda americana tende a elevar os custos.

Ainda assim, o petróleo não é o único fator que determina o valor pago pelo consumidor. Segundo a Petrobras, o preço final também inclui impostos, a mistura obrigatória de biocombustíveis e os custos de transporte, distribuição e venda.

No caso da gasolina, por exemplo, a parcela ligada à Petrobras representa cerca de 28,7% do preço final. Considerando o preço médio nacional recente de R$ 6,30 por litro, segundo a ANP, isso equivale a cerca de R$ 1,81.

O restante corresponde a impostos federais e estaduais, à mistura de etanol anidro e aos custos de distribuição e venda até os postos.

No diesel, a participação da Petrobras é maior: cerca de 46% do preço final. Em um valor médio de R$ 6,08 por litro, isso representa cerca de R$ 2,80, enquanto o restante inclui impostos, biodiesel e custos de transporte.

Gasolina combustível etanol diesel posto de combustíveis bomba — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Embora a política atual da Petrobras permita adiar parte dos repasses, analistas destacam que essa estratégia tem limites.

“Se o petróleo permanecer em nível elevado por muito tempo, a Petrobras tende a reajustar os preços para recuperar margens”, diz Bassani.

Outro fator de pressão é a dependência brasileira de importações, especialmente de diesel. Se a diferença entre os preços internos e os internacionais ficar muito grande, importadores podem reduzir a oferta no país.

Para Johnny Martins, vice-presidente do SERAC, conflitos em regiões produtoras costumam provocar alta global do petróleo e aumentar as oscilações nos mercados. “Qualquer risco de interrupção na produção, no transporte ou na exportação gera insegurança. E, quando há insegurança, o preço sobe”, afirma.

Segundo ele, como o petróleo é negociado em dólar, altas no barril ou na moeda americana elevam o custo dos combustíveis e afetam toda a cadeia produtiva, especialmente transporte e logística. Com o diesel mais caro, por exemplo, o frete aumenta — o que pode encarecer produtos e serviços para o consumidor.

Na avaliação de João Abdouni, analista da Levante Inside Corp, a Petrobras pode continuar adiando parte dos repasses enquanto aguarda a estabilização dos preços.

“A empresa tende a esperar antes de realizar reajustes, que podem ocorrer nos próximos dias caso os preços se mantenham em níveis mais elevados”, afirma.

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Como funcionam os programas que recuperam mensagens de celulares e são usados pela PF em investigações

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 17:34

Tecnologia Como funcionam os programas que recuperam mensagens de celulares e são usados pela PF em investigações Polícia Federal consegue acessar dados de celulares mesmo com aparelhos desligados e tem técnica para evitar que informações sejam apagadas remotamente. Por Victor Hugo Silva, g1

A Polícia Federal tem equipamentos que acessam dados de celulares mesmo com os aparelhos desligados e tem técnica para evitar que informações sejam apagadas remotamente.

Programas como o israelense Cellebrite e o americano Greykey, ambos de uso restrito, conseguem acessar dados de celulares como arquivos e mensagens.

Eles funcionam em dispositivos com os sistemas operacionais iOS (iPhone) e Android até mesmo quando eles estão bloqueados.

Para preservar o dispositivo, a PF usa um recipiente que funciona como uma Gaiola de Faraday, conceito da física usado para tratar de espaços em que não há entrada nem saída de ondas eletromagnéticas.

A Polícia Federal tem equipamentos que acessam dados de celulares sem a senha e ainda que eles estejam desligados. E usa técnicas para recuperar até mensagens apagadas.

Programas como o israelense Cellebrite e o americano Greykey, ambos de uso restrito, conseguem acessar mensagens e arquivos em iPhones e dispositivos Android até mesmo quando eles estão bloqueados.

Outra ferramenta é o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), programa criado por peritos da PF em 2012. Ele consegue fazer varreduras em celulares apreendidos e permite buscar rapidamente informações em conversas e arquivos.

Uma etapa importante para a investigação é preservar o dispositivo em um recipiente sem entrada e saída de ondas eletromagnéticas, seguindo o conceito da física conhecido como Gaiola de Faraday.

Esse recipiente, que pode ser uma bolsa ou uma caixa, por exemplo, tem no interior um revestimento metálico que bloqueia sinais externos, como o de internet. O objetivo é evitar que o dono do aparelho consiga apagar dados remotamente.

"O equipamento fica ligado, mas não consegue se comunicar com o Wi-Fi, com a antena da rede de celular. Não há contato com o mundo exterior, o que é o ideal", explicou ao g1 Wanderson Castilho, perito em segurança digital, em uma reportagem de janeiro de 2026.

Segundo Castilho, a técnica usada para extrair os dados varia de acordo com a condição do dispositivo:

se estiver com a tela bloqueada, é possível usar programas como Greykey e Cellebrite, que tentam descobrir a senha de bloqueio e baixar informações ao se conectarem com o aparelho por um cabo USB; se estiver desligado ou danificado, pode-se adotar a técnica conhecida como chip off, em que componentes como o chip de memória são desmontados do aparelho e as informações contidas nele são transferidas para outro dispositivo.

A licença de programas como Greykey e Cellebrite pode custar cerca de US$ 50 mil por ano (R$ 270 mil), revelou Castilho.

Cellebrite UFED é o dispositivo que se conecta ao celular para extrair informações como arquivos e mensagens — Foto: Divulgação/Cellebrite

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Apesar de arquivos e mensagens não serem apagados da memória com o passar do tempo, o ideal é que a extração por meio desses programas seja feita o quanto antes.

Peritos têm essa pressa porque alguns registros que ajudam a acessar o material ficam em uma espécie de memória temporária do aparelho, disse Castilho. É o caso da senha de bloqueio da tela, que é salva.

"Com algumas ferramentas, é possível achar essa senha e quebrá-la de um jeito muito mais fácil. Se desligar e ligar, fica mais difícil de quebrar".

Alguns celulares são reiniciados automaticamente para evitar a extração da senha. A empresa que criou o Greykey disse em 2024 que uma atualização no iPhone faz o aparelho se desligar e ligar por conta própria se estiver bloqueado por mais de três dias.

O IPED, criado na Polícia Federal, facilita a pesquisa por informações presentes em um celular e é capaz até mesmo de extrair texto de imagens.

Ele usa o mesmo princípio de radares de trânsito que tiram uma foto da placa do carro e transformam a informação em texto para ela ser identificada no sistema, explicou ao Fantástico o presidente da Associação dos Peritos em Computação Forense, Marcos Monteiro.

"Todas as imagens são identificadas e transformadas em texto. A ferramenta já pega as imagens, extrai os textos que ali existem, correlaciona ou organiza isso de uma forma legível. E, quando você vai fazer uma busca textual, por exemplo, ela vai identificar esses dados", disse Monteiro.

O programa permite fazer buscas por padrões como CPF e valores monetários, o que ajuda a agilizar investigações. E consegue analisar mensagens apagadas, o que não inclui as que têm visualização única.

O código-fonte do IPED está disponível na internet desde 2019, permitindo que mais desenvolvedores contribuam com melhorias da ferramenta.

Uma alternativa é usar o chip off, técnica de força bruta em que o aparelho pode ser desmontado para retirar componentes importantes para a investigação ou transferir dados para outros dispositivos.

"O celular está desligado daquela forma como vemos a tela, mas você precisa mandar pulsos elétricos para fazer a extração", disse Castilho.

"Desmonta, tira a tela, pega os componentes, principalmente a memória, e faz uma espécie de remontagem para fazer a extração".

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Haddad deixará Fazenda na próxima semana para concorrer ao governo de São Paulo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 14:28

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o comando da pasta na próxima semana para concorrer ao governo de São Paulo, segundo fontes próximas ao ministro ouvidas pelo blog.

A previsão é que Haddad deixe o governo na quinta-feira (19), a tempo de cumprir o período estabelecido pela Constituição.

🗓️ Pela legislação eleitoral brasileira, ministros que desejam disputar eleições precisam se desincompatibilizar — ou seja, deixar seus cargos oficiais — até seis meses antes da votação: o que neste ano ocorre no início de abril.

Apesar de ter demonstrado resistência, Haddad aceitou o pedido de Lula, que disse precisar dele na disputa ao Palácio dos Bandeirantes, contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O acirramento da disputa presidencial, em especial depois da divulgação da pesquisa Datafolha no último sábado (7), foram o argumento final para convencer o ministro.

Datafolha: Tarcísio lidera todos os cenários para governador no 1º e no 2º turno. Datafolha: Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro 43% das intenções de voto no 2º turno, diz pesquisa

Haddad argumentava, em conversas internas do governo, que Lula estava em uma situação bem mais positiva na corrida presidencial do que em 2022, quando disputou com Bolsonaro ocupando a cadeira de presidente.

Por isso, a presença dele na disputa em São Paulo, importante colégio eleitoral, tem sido considerada fundamental para o governo.

Outro ponto importante é que, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada no domingo (8), Haddad apresenta um desempenho melhor que outras possibilidades ventiladas pelo governo, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra Simone Tebet (MDB).

O ministro da Fazenda, no entanto, ainda aparece atrás de Tarcísio nas intenções de voto. O atual governador do estado tem 44% das intenções de voto, na pesquisa, ante 31% do ministro da Fazenda.

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Indústria, varejo e turismo: entenda como a guerra no Irã está transformando os negócios globais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 14:28

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,223-0,44%Dólar TurismoR$ 5,435-0,39%Euro ComercialR$ 6,049-0,61%Euro TurismoR$ 6,283-0,93%B3Ibovespa179.425 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,223-0,44%Dólar TurismoR$ 5,435-0,39%Euro ComercialR$ 6,049-0,61%Euro TurismoR$ 6,283-0,93%B3Ibovespa179.425 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,223-0,44%Dólar TurismoR$ 5,435-0,39%Euro ComercialR$ 6,049-0,61%Euro TurismoR$ 6,283-0,93%B3Ibovespa179.425 pts0,03%Oferecido por

A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã está abalando empresas em todo o mundo, elevando os preços da energia, restringindo o fornecimento de matérias-primas essenciais e levantando dúvidas sobre a confiabilidade das rotas comerciais cruciais para o fluxo de mercadorias.

A guerra fechou grande parte do espaço aéreo da região e paralisou os aeroportos de Dubai e Doha, dois dos mais movimentados do mundo, deixando dezenas de milhares de passageiros retidos e forçando as companhias aéreas a cancelar cerca de 40 mil voos.

Remessas que vão desde produtos frescos a peças de avião estão em suspenso, uma vez que o conflito no Oriente Médio comprime a capacidade de carga e aumenta os preços dos fretes.

O conflito colocou em risco a imagem cuidadosamente construída do Oriente Médio como um destino turístico seguro e sofisticado, após bilhões em investimentos nos últimos anos, de Abu Dhabi a Dubai.

Os Estados Unidos lançaram um arsenal de armamentos contra alvos iranianos, incluindo mísseis de cruzeiro Tomahawk, caças furtivos e, pela primeira vez em combate, drones de ataque unidirecional de baixo custo, modelados a partir de projetos iranianos.

A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã está abalando empresas em todo o mundo, elevando os preços da energia, restringindo o fornecimento de matérias-primas essenciais e levantando dúvidas sobre a confiabilidade das rotas comerciais cruciais para o fluxo de mercadorias, desde alimentos até peças de automóveis.

A guerra fechou grande parte do espaço aéreo da região e paralisou os aeroportos de Dubai e Doha, dois dos mais movimentados do mundo, deixando dezenas de milhares de passageiros retidos e forçando as companhias aéreas a cancelar cerca de 40 mil voos — a maior interrupção no setor de viagens desde a pandemia de Covid-19.

Os governos estão se mobilizando para repatriar os cidadãos, e os aeroportos estão retomando gradualmente as operações, mas apenas com uma fração da capacidade normal.

Jatos particulares surgiram como uma alternativa para viajantes isolados no Golfo, enquanto outros embarcaram em longas viagens de táxi pelo deserto até Riade, na Arábia Saudita, na esperança de voar para casa de lá.

Remessas que vão desde produtos frescos a peças de avião estão em suspenso, uma vez que o conflito no Oriente Médio comprime a capacidade de carga e aumenta os preços dos fretes.

O fechamento do espaço aéreo do Golfo teve um impacto rápido nas redes de companhias aéreas e afetou negativamente as ações do setor.

Os preços das passagens aéreas entre a Ásia e a Europa dispararam, algumas companhias aéreas, incluindo a Wizz Air e a Lufthansa, alteraram rotas, e a Ryanair registrou um aumento na demanda por voos de curta distância, já que os europeus estão optando por ficar mais perto de casa durante a Páscoa.

Alguns preços do combustível de aviação, a segunda maior despesa para as companhias aéreas depois da mão de obra, dobraram desde o início do conflito, aumentando a pressão sobre as empresas aéreas.

As companhias aéreas americanas, que abandonaram a prática de proteção contra os custos de combustível, podem ser as mais afetadas caso a guerra se prolongue. As companhias aéreas europeias e asiáticas mantêm estratégias ativas de proteção contra os custos de combustível.

Para os pilotos, a guerra com o Irã está tornando os céus ainda mais perigosos, aumentando a pressão sobre aqueles que os sobrevoam devido a eventos que vão desde incursões de drones até rotas de voo comprimidas pelo conflito.

O conflito colocou em risco a imagem cuidadosamente construída do Oriente Médio como um destino turístico seguro e sofisticado, após bilhões em investimentos nos últimos anos, de Abu Dhabi a Dubai. O turismo movimenta cerca de US$ 367 bilhões R$ 1,9 trilhão) anualmente na região.

Também revelou o quanto o transporte aéreo global depende de um punhado de centros principais, liderados por Dubai, o aeroporto internacional mais movimentado do mundo .

Em Dubai e outros importantes centros comerciais do Oriente Médio, muitas lojas estavam fechadas ou operando com uma equipe reduzida na semana passada.

Os Estados Unidos lançaram um arsenal de armamentos contra alvos iranianos, incluindo mísseis de cruzeiro Tomahawk, caças furtivos e, pela primeira vez em combate, drones de ataque unidirecional de baixo custo, modelados a partir de projetos iranianos.

O Pentágono também utilizou serviços de inteligência artificial da Anthropic, incluindo suas ferramentas Claude, durante o ataque.

Na semana passada, o Pentágono classificou o laboratório de IA como um "risco para a cadeia de suprimentos", proibindo que contratados do governo utilizem sua tecnologia em projetos para as Forças Armadas dos EUA. Essa decisão foi tomada após meses de disputa sobre a insistência da empresa em medidas de segurança que, segundo o Departamento de Defesa, foram excessivas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reuniu-se com executivos de sete empresas contratadas do setor de defesa em 6 de março, enquanto o Pentágono trabalha para repor os suprimentos reduzidos pelos ataques dos EUA ao Irã e outras operações militares recentes.

A fundição catariana Qatalum começou a interromper suas operações na semana passada, enquanto a Aluminium Bahrain informou ter suspendido os embarques e declarado força maior por não conseguir transportar metal pelo Estreito de Ormuz. A região do Golfo responde por cerca de 8% do fornecimento global de alumínio.

Os preços do alumínio na Bolsa de Metais de Londres dispararam após a notícia, enquanto os prêmios físicos na Europa e nos Estados Unidos atingiram máximas em vários anos.

Os produtores de níquel na Indonésia, que dependem do Oriente Médio para 75% do enxofre que utilizam, podem ter que reduzir a produção, já que o transporte marítimo no Golfo está sendo cada vez mais afetado pelo conflito.

Remessas de roupas da Inditex, proprietária da Zara, e de outras grandes varejistas de vestuário estão retidas em aeroportos de Bangladesh e da Índia, devido às restrições impostas pelo conflito aos voos de carga aérea.

O sul da Ásia é uma potência na fabricação de roupas, e as marcas de fast fashion do mundo todo dependem de fábricas em Bangladesh, Índia e Paquistão para um fluxo constante de novas camisetas, vestidos e calças jeans.

A crise também está aumentando a pressão sobre o setor de luxo , que já enfrenta dificuldades para se recuperar da desaceleração da demanda, com grupos como Richemont e Zegna entre os mais afetados.

Autoridades sul-coreanas alertaram que um conflito prolongado poderia interromper o fornecimento de materiais essenciais para a fabricação de semicondutores provenientes do Oriente Médio, incluindo o hélio, fundamental para a produção de chips e que não possui substituto viável.

Os ataques com drones que danificaram alguns dos centros de dados da Amazon nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein levantaram questões sobre as cadeias de suprimentos de tecnologia e o ritmo de expansão das grandes empresas de tecnologia na região.

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