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Café: entenda como inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação e qualidade da bebida

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 16:01

Piracicaba e Região Café: entenda como inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação e qualidade da bebida Atraso na colheita prejudica principalmente a classificação da bebida. Lotes bem secos garantem maior valorização ao principal produto de exportação. Por Claudia Assencio, g1 Piracicaba e Região

Chuvas atípicas de julho em São Paulo e Minas Gerais afetam a qualidade e a exportação do café arábica. O alerta é do Cepea/Esalq, do campus da USP em Piracicaba (SP).

O cenário desafia o setor na temporada 2026/27. Cerca de 30% da safra ainda não foi colhida e está sujeita a danos climáticos.

A dimensão real dos prejuízos será conhecida quando os lotes forem provados. A safra era esperada como recorde após problemas climáticos.

O atraso na colheita prejudica principalmente a classificação da bebida. Lotes bem secos garantem maior valorização ao principal produto de exportação.

O barista Júnior Damada explica que a fermentação descontrolada causa gostos indesejados. O consumidor pode identificar notas de vinagre e remédio.

As chuvas atípicas de julho, registradas nas principais regiões brasileiras produtoras de café arábica, incluindo o interior de SP e sul de MG, pode, afetar a qualidade dos grãos, especialmente dos padrões de qualidade da bebida, e projetam impactos para a exportação do produto.

O cenário é desafiador para o setor porque cerca de 30% da safra ainda não foi colhida na temporada 2026/2027 e pode estar sujeita aos danos do clima. A análise é do boletim mais recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP).

O g1 entrevistou um pesquisador do setor e um barista para entender quais são os impactos ao produtor na cadeia do café e para a qualidade da bebida quando chega à mesa do consumidor. Leia mais, na reportagem.

Lavoura de café arábica no Sul de Minas Gerais — Foto: Lavoura de café arábica no Sul de Minas Gerais – Crédito: Divulgação

As chuvas de julho também se concentraram nos últimos dias do mês, quando os trabalhos da produção do café se encaminham para o fim e a varrição acaba sendo a atividade com maior demanda, esclarece o Cepea.

O Centro de Pesquisas destaca que, embora não seja possível mensurar a real dimensão dos prejuízos e perdas em volume absoluto, os grãos que já poderiam estar no chão desde o início do mês acabaram expostos às chuvas de julho, o que os torna ainda mais suscetíveis a perdas de qualidade de julho.

“Tradicionalmente, o período de colheita do café é no inverno, o período mais seco, quando chove menos. E, neste ano foi um verão no inverno. Tem sido um inverno de muita chuva. Além de atrapalhar a colheita por conta de deixar o serviço mais lento, o processo de secagem do café acaba sendo afetado. Com umidade, prejudica a qualidade do produto”, explicou o pesquisador Renato Garcia Ribeiro, responsável pela área de café no Cepea.

“A real dimensão desses prejuízos só poderá ser mensurada à medida que os lotes forem sendo provados, beneficiados e comercializados”, detalhou.

Inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação do café, preços e qualidade da bebida — Foto: Claudia Assencio/g1

O impacto, segundo Renato, vai começar a aparecer quando o produtor secar esse café, beneficiar e começar a comercializar.

"E esse processo é lento, entre colher e comercializar. Muitas vezes, o produtor vai vender esse café daqui dois, três meses, no ano que vem. Essa safra era bastante esperada em termos de volume, tivemos vários anos com problemas climáticos que a produção foi pequena. Neste ano, era a primeira safra novamente de recorde. O produtor tinha um pouco de receio que isso prejudicasse em termos de preço”, comenta.

Com as chuvas de julho, atraso na colheita, os padrões de qualidade do café e, por consequência, a bebida, são impactados.

“Nesse período, o tamanho do grão do café já está formado, não tem muito o que mudar.  Mas, [o cenário] prejudica principalmente a bebida, que é um dos critérios nas fases de classificação do café. Quanto melhor a bebida – um café que secou mais bem – mais valorizado ele é. É o principal produto nosso de exportação”, explica o pesquisador.

Júnior Damada é especialista em Cafés de Qualidade e Mestre de Torra da Breathe Co em Piracicaba — Foto: Adrian Dona/Júnior Damada

O barista Júnior Damada, especialistae em cafés de qualidade e mestre de torra, explica o que muda no sabor e no aroma da xícara, quando um lote de café que sofreu com o excesso de chuva e fermentação indesejada na secagem.

“Devido a presença de micro-organismos e substâncias que favorecem a degradação dos carboidratos e algumas enzimas por meio da fermentação descontrolada, o resultado pode trazer gostos indesejados que nos remetem à vinagre e fenólicos, aquele gosto de remédio e produto químico que nos desagradam”, detalha.

Como barista, Damada descreve como um café influenciado pelo excesso de chuvas pode apresentar sabor diferente do padrão da bediba e quais são as notas sensoriais desagradáveis que o consumidor identifica em um café prejudicado pelo clima.

“As características sensoriais que geralmente são encontradas nas bebidas feitas com lotes que sofreram algum tipo de contaminação ou tiveram algum descuido no processamento nos revelam nuances sensoriais que nos remetem a medicamentos, sabores acético, adstringentes que ‘amarram’ a boca”, exemplifica.

Ao ser questionado se perda de qualidade afeta mais os cafés especiais ou os tradicionais/comerciais do dia a dia, o barista Junior Damata explica:

"Para um café ser classificado como especial, ele deve ser isento de impurezas e defeitos, a bebida deve apresentar a percepção de doçura e complexidade sensorial. Caso não se enquadre neste critério, não será classificado como especial. Poderá ser classificado com outros adjetivos que contemplam as características do respectivo lote, como Gourmet, Superior ou Tradicional", detalha.

Sobre se os grãos que sofreram com a umidade no terreiro ou no café de varrição se comportam de forma diferente na hora da moagem e da extração na máquina de espresso ou no coado, Damata pontua:

"Acredito que a grande diferença esteja na etapa da torra, que deverá ser bem mais agressiva e em temperaturas mais altas por mais tempo no torrador, para eliminar compostos indesejados e minimizar sabores ruins".

Barista Júnior Damada, de Piracicaba (SP), explica sobre os critérios que faz um café ser considerado especial e como as condições climáticas podem afetar a qualidade da bebida — Foto: Adrian Dona/Júnior Damada

A densidade e o tamanho dos grãos mudam quando café passa por variações climáticas inadequadas à cultura. Isso exige ajuste de receitas de preparo na cafeteria.

"Desequilíbrios climáticos sempre afetam de alguma forma, tampando dos grãos, o enchimento do frutos, os nutrientes do solo, a densidade. Cada safra tem suas particularidades e o mercado sempre encontra a melhor forma de utilizar os frutos colhidos, tanto as torrefações artesanais, as indústrias, as cafeterias e o consumidor em casa, encontra uma forma de fazer a bebida ser a melhor possível na xícara", pondera.

Segundo o especialista, o consumidor comum pode identificar, ao tomar um café em casa ou na rua, se aquele grão foi prejudicado por problemas de umidade na colheita.

"Tudo começa pela percepção sensorial, bebeu e não gostou ou notou diferença em relação ao anterior, o produto sofreu alguma alteração durante o percurso, ou ainda no seu desenvolvimento na lavoura, mas todos os envolvidos no segmento, trabalham para que esse diferença de sabor não traga impacto negativo ao mercado de forma geral", conclui.

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BNDES aprova financiamento de até R$ 3,7 bilhões para exportação de aviões da Embraer ao Canadá

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 11:51

Vale do Paraíba e Região BNDES aprova financiamento de até R$ 3,7 bilhões para exportação de aviões da Embraer ao Canadá Operação vai bancar a compra de até 19 jatos E195-E2 pela companhia aérea Porter Airlines, com entregas previstas até 2030. Por g1 Vale do Paraíba e Região

O BNDES aprovou financiamento de até R$ 3,7 bilhões para a Embraer exportar até 19 jatos E195-E2 para a canadense Porter Aviation Holdings.

Essa é a primeira operação de financiamento direto de exportação de aeronaves da fabricante brasileira para uma companhia do Canadá. O crédito conta com garantia até 2030.

Do total de 75 jatos encomendados, 54 já foram entregues pela fábrica de São José dos Campos. A entrega mais recente ocorreu em junho deste ano.

Segundo o BNDES, o aporte visa sustentar a produção nacional e assegurar empregos. A Embraer já entregou mais de 9 mil aeronaves desde sua fundação.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta segunda-feira (3), uma operação de financiamento para que a Embraer exporte até 19 jatos do modelo E195-E2 para a companhia aérea canadense Porter Aviation Holdings Inc.

O montante negociado varia entre R$ 3,3 bilhões e R$ 3,7 bilhões, cobrindo parte da encomenda total de 75 aeronaves feita pela empresa estrangeira.

Essa é a primeira operação de financiamento direto de exportação de aeronaves da fabricante brasileira para uma companhia do Canadá.

O crédito conta com a cobertura do Seguro de Crédito para a Exportação do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), operado pela Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), garantindo prazos de entrega que se estendem até o ano de 2030.

A encomenda global da Porter faz parte de um plano de expansão iniciado em 2023. Das 75 aeronaves encomendadas junto à fábrica em São José dos Campos (SP), 54 já foram entregues, incluindo três jatos viabilizados pelo acordo direto firmado com a instituição financeira pública no fim de 2025. A entrega mais recente ocorreu em junho deste ano, na sede da fabricante no Vale.

De acordo com o BNDES, o aporte financeiro tem como foco sustentar o ritmo de produção da fábrica nacional e assegurar postos de trabalho no setor aeronáutico do país.

A Porter Airlines utiliza o modelo E195-E2 para conectar destinos no Canadá, Estados Unidos, México, Caribe e América Central. Já a Embraer acumula mais de 9 mil aeronaves entregues desde a sua fundação e se consolida como a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil.

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EXCLUSIVO: g1 já testou o novo BYD Song Pro flex, oferecido por R$ 199.990

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 10:52

Carros EXCLUSIVO: g1 já testou o novo BYD Song Pro flex, oferecido por R$ 199.990 Concessionárias já fazem pré-venda da versão GS. O g1 mostra em vídeo os detalhes do interior, design, lista de equipamentos e como o BYD se comporta no trânsito. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

O g1 já testou, em primeira mão, o BYD Song Pro GS com motor flex e novo design. O SUV é o segundo modelo da marca com motorização bicombustível e já está em pré-venda nas lojas.

As concessionárias da BYD oferecem o novo Song Pro Flex na versão GS por R$ 199.990. Segundo os vendedores, a expectativa é que as entregas comecem em setembro.

O preço é o mesmo praticado na versão anterior, mas o SUV agora tem mais equipamentos, novo design e, claro, motor flex. A potência total, segundo apurado pelo g1, deve cair para cerca de 220 cv.

Segundo vendedores, esse valor deve ser mantido apenas durante o lançamento, com possibilidade de reajuste no futuro.

Os lojistas acreditam que o Song Pro na versão GL deve permanecer como na configuração anterior. O modelo é mais voltado as chamadas “vendas diretas”, feitas para empresas. A atualização de design será feito nas duas versões.

A unidade do Song Pro Flex GS testada pelo g1 vinha com uma longa lista de equipamentos de série, incluindo o teto solar panorâmico. É assim que o SUV está sendo apresentado aos clientes.

No interior, a GS se diferencia da GL pelo carregador de celular por indução, item ausente na versão de entrada.

De série, há painel de instrumentos digital, volante multifuncional, tomada de 12 V, revestimento dos bancos em couro ecológico premium, ajuste manual do volante em quatro direções, sistema Isofix para cadeirinhas infantis e abertura e fechamento elétricos do porta-malas.

A versão GS tem banco do motorista com regulagem elétrica em seis posições, enquanto a GL mantém o ajuste manual. O banco do passageiro continua com regulagem manual nas duas versões.

Entre os itens de conveniência e segurança, a GS tem sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, chave presencial, airbags frontais, laterais e de cortina, cintos dianteiros com pré-tensionadores, alerta de cinto para todos os ocupantes, desembaçador do vidro traseiro e retrovisores com ajuste, desembaçador e rebatimento elétricos.

O Song Pro GS, assim como o GL, conta com freios ABS, controle de tração, distribuição eletrônica da força de frenagem, assistente de partida em rampas, freio de estacionamento eletrônico, monitoramento da pressão dos pneus, controle eletrônico de estabilidade, freio inteligente, assistência de frenagem, controle de desaceleração em estacionamento, frenagem regenerativa coordenada, sistema anticapotamento, controle de descida, entre outros recursos.

É justamente na lista de assistentes de condução (ADAS) que a GS se distancia da versão de entrada. Ela adiciona controle de cruzeiro adaptativo, controle de cruzeiro inteligente, alertas de colisão frontal e traseira, alerta e frenagem para tráfego cruzado traseiro, alerta e assistente de permanência em faixa, aviso de porta aberta, farol alto inteligente, monitoramento de ponto cego, frenagem autônoma de emergência e reconhecimento de placas de trânsito. Nenhum desses recursos faz parte da lista de equipamentos da GL.

Na parte de multimídia, o novo Song Pro GS Flex tem uma tela com melhor definição e mais nitidez. O ar-condicionado é digital de duas zonas, com saídas para o banco traseiro.

Na parte mecânica, apesar de a versão passar a ser flex, pouca coisa muda nas sensações ao volante. Segundo os lojistas, o conjunto manteria potência combinada de 235 cv, somando o motor elétrico e o 1.5 aspirado, além da transmissão de uma marcha. Porém, o g1 apurou que o conjunto deve diminuir a potência para cerca de 220 cv.

A proposta da versão flex não é transformar a experiência ao volante do Song Pro, mas oferecer ao cliente a possibilidade de abastecer o carro com 100% de etanol.

O g1 testou o carro pelas ruas da capital paulista e percebeu que ele tem acelerações bem acertadas, boa resposta ao pedal e retomadas consistentes. A calibração do conjunto agrada e, com esta atualização e o novo interior, o Song Pro reúne atributos para conquistar o público.

Na cabine, a nova versão representa um avanço em relação ao modelo anterior. A qualidade de construção e montagem permanece a mesma, mas a renovação deixou o ambiente mais sóbrio.

O Song Pro anterior abusava de linhas muito fluidas, quase orgânicas. Já o novo adota uma proposta mais clássica, com uma grande peça em black piano atravessando a região atrás da tela e do volante, console central com elementos mais quadrados e volante de aparência mais robusta, com comandos mais fáceis de manusear.

A impressão é de que a BYD está aprendendo que não precisa reinventar cada detalhe do carro para conquistar o cliente. Um ponto que ainda precisa evoluir é a lógica do sistema multimídia, que continua com aparência de equipamento aftermarket do mercado asiático.

A próxima evolução das marcas chinesas, incluindo a BYD, passa por tornar a interface mais amigável e facilitar a navegação entre os diferentes menus no uso diário.

O espaço no banco traseiro é adequado para famílias. Não houve sensação de aperto, mesmo com o teto solar panorâmico, que costuma reduzir o espaço interno em alguns modelos, mas não causou esse problema neste caso.

O porta-malas tem pouco mais de 500 litros, capacidade muito próxima à da versão do Song Pro já comercializada. Como a estrutura do veículo não mudou, também não havia motivo para uma alteração significativa nesse compartimento.

Ao volante, a BYD não precisou mudar a receita. Como a principal novidade está na motorização flex, sem alterações nas dimensões do veículo, permanecem o bom acerto da suspensão, com calibração um pouco mais firme e esportiva, e o desempenho proporcionado pela potência combinada de 235 cavalos, adequado à proposta do segmento.

Na faixa dos R$ 200 mil, o Song Pro disputa espaço com diversos concorrentes, entre eles Jeep Compass, Honda HR-V Touring, Toyota Corolla Cross, Volkswagen Taos e híbridos de marcas chinesas, como o GWM Haval H6 One e o Geely EX5 E-MI.

Agora, resta saber se a BYD demorou demais para atualizar o Song Pro. O projeto e o design apresentados neste lançamento existem desde 2024. Com a nova identidade visual e a proposta flex, o desafio passa a ser manter a competitividade em um dos segmentos mais disputados do mercado brasileiro.

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Após polêmica no caso Master, Lula escolhe servidor de carreira para diretoria da CVM

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 09:53

Política Blog da Julia Duailibi Após polêmica no caso Master, Lula escolhe servidor de carreira para diretoria da CVM Polêmica envolve voto de Otto Lobo, então presidente interino, que afastou uma oferta de compra de ações da Ambipar e foi considerado favorável ao Master; indicação de Berwanger depende do Senado. Por Camila da Silva, Julia Duailibi, g1 e GloboNews

Lula indicou Antonio Carlos Berwanger para a última vaga na diretoria da CVM; o nome depende da aprovação no Senado.

O novo escolhido para a direção, servidor da autarquia desde 2005, Berwanger é especialista em regulação e ativos digitais.

À esquerda, Otto Lobo durante sabatina no Senado; à direita, Antonio Carlos Berwanger — Foto: Reprodução/TV Senado e FGV

O presidente Lula (PT) indicou o servidor de carreira Antonio Carlos Berwanger para ocupar a última vaga aberta na diretoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O nome foi encaminhado ao Senado e publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (4).

Berwanger ainda terá de passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos e ser aprovado pelo plenário do Senado antes de assumir o cargo.

Formalmente, a indicação é para a vaga aberta com o término do mandato de Otto Lobo como diretor, em dezembro de 2025.

Depois de deixar a diretoria, Otto foi indicado por Lula e voltou à CVM em junho, desta vez como presidente. Na mesma ocasião, o advogado Igor Muniz assumiu uma das diretorias. Se Berwanger for aprovado, o colegiado, formado por cinco integrantes, voltará a ficar completo.

A escolha ocorre após a indicação de Otto para a presidência ter sido cercada por questionamentos sobre decisões tomadas por ele durante o período em que comandou a CVM interinamente, no segundo semestre de 2025.

A principal controvérsia envolveu a Ambipar e fundos ligados ao Banco Master. A área técnica da CVM havia entendido que os fundos atuaram em conjunto com o controlador da empresa na compra de ações e, por isso, deveriam realizar uma oferta pública de aquisição, conhecida como OPA, aos acionistas minoritários.

O julgamento terminou empatado. Já como presidente interino, Otto votou contra a exigência da oferta e usou o voto de qualidade, o equivalente ao voto de desempate, para fazer prevalecer sua posição. A Procuradoria Federal Especializada junto à CVM questionou o procedimento e apontou possível fragilidade na decisão.

Críticos avaliaram que o resultado beneficiou o Banco Master. Durante a sabatina para a presidência da CVM no Senado, Otto negou qualquer favorecimento.

“Não houve benefício ao Banco Master no caso Ambipar porque a lei é muito clara, não se pode impor OPA contra o não controlador, e essa parte da decisão foi unânime. Então eu não consigo entender como eu e o diretor Accioly auxiliamos o fundo Master se essa parte da decisão foi unânime”, afirmou.

A controvérsia não impediu a aprovação de Otto pelo Senado. Nomeado por Lula em junho, ele promoveu, em seu primeiro ato como presidente, uma ampla troca no primeiro escalão da CVM. Segundo a autarquia, foram substituídos os titulares de seis superintendências, além do superintendente-geral. Os servidores deixaram os cargos de confiança, mas permaneceram no quadro da instituição.

Servidor da CVM desde 2005, Berwanger é atualmente superintendente de Desenvolvimento de Mercado, área responsável pela elaboração de normas sobre companhias abertas, fundos de investimento, ofertas públicas e outros segmentos do mercado de capitais.

Ele começou na autarquia como inspetor, atuou na fiscalização e na área de processos sancionadores e, entre 2011 e 2015, foi gerente de Aperfeiçoamento de Normas. Comanda a Superintendência de Desenvolvimento de Mercado desde março de 2015.

Berwanger é formado em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e em Direito pela Universidade Cândido Mendes. Também é mestre em Direito da Regulação pela Fundação Getulio Vargas e tem especialização em regulação de fintechs e inovação financeira pela Cambridge Judge Business School. É considerado internamente um especialista em inovação e ativos digitais.

Em maio, ele esteve entre os 27 integrantes da cúpula da CVM que assinaram uma manifestação pela escolha de um servidor de carreira para a vaga restante no colegiado. O grupo argumentou que a presença de um funcionário da casa ajudaria a preservar a memória regulatória e a estabilidade das decisões da autarquia.

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Dólar abre em queda, com dados de emprego dos EUA no foco

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 09:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (4) em queda, com um recuo de 0,21% perto da 9h, cotado a R$ 5,0764. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O novo dado de emprego dos Estados Unidos é o destaque da agenda econômica desta terça-feira. Os números devem dar indicações sobre o mercado de trabalho americano e novos sinais sobre as taxas de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). No Brasil, as atenções ficam com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) e novos balanços corporativos.

▶️ O mercado também segue à espera pela decisão de juros do Banco Central do Brasil (BC). Prevista para amanhã, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida por mais um corte na taxa básica de juros (Selic), levando-a ao patamar de 14% ao ano.

▶️ Além disso, o petróleo também continua na mira dos investidores. Apesar das contradições sobre uma eventual retomada das negociações de paz entre os EUA e o Irã, a sinalização de uma pausa nos ataques aumenta o otimismo do mercado e melhora a possibilidade de retorno do tráfego do Estreito de Ormuz, rota pode onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

Ainda assim, os preços do petróleo oscilam no mercado internacional. Perto das 8h50, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,13%, cotado a US$ 83,88. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,51% no mesmo horário, a US$ 79,93 o barril.

O mercado segue atento às notícias envolvendo o conflito no Oriente Médio. Nesta terça-feira (4), fontes afirmaram à agência de notícias Reuters que o Exército dos EUA usou "praticamente todo" o estoque de mísseis de precisão de longo alcance durante a guerra contra o Irã.

As fontes não informaram, no entanto, quantas unidades de cada tipo ainda restam. O dado levanta preocupações sobre a prontidão militar dos EUA para futuros conflitos.

Esta é a primeira vez que um baixo estoque desses mísseis ofensivos é constatado desde o início da guerra contra o Irã, que entrou no sexto mês em agosto e atualmente está sem perspectivas de ser finalizada. No entanto, em julho, uma escassez de baterias de defesa aérea Patriot já haviam sido reportadas pela imprensa dos EUA.

No sábado, o presidente americano afirmou que suspenderia um novo ataque ao Irã desde que um acordo fosse fechado rapidamente para interromper o programa nuclear do país e reabrir o Estreito de Ormuz.

"Irã e outros países do Oriente Médio acabaram de nos pedir que suspendêssemos qualquer ataque, pois os termos de um acordo foram definidos", afirmou Trump em uma publicação no Truth Social.

"Com base nesse pedido, concordei, em benefício futuro do MUNDO e, igualmente, da sobrevivência de um Irã bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, desde que seja possível fechar rapidamente um ACORDO", completou o republicano, destacando que Israel se juntaria a ele na tentativa de um acordo. O governo israelense não comentou o assunto.

No Oriente Médio, no entanto, Irã negou que tenha pedido uma interrupção dos ataques aos EUA, contradizendo Trump.

Citando autoridades militares, a agência de notícias iraniana Mehr afirmou que a alegação de Trump "não passava de uma nova mentira" e que as Forças Armadas iranianas estavam "em alerta máximo e prontas para qualquer eventualidade", em referência a qualquer novo ataque norte-americano.

Na Ásia, os mercados chineses subiram nesta terça-feira (4), conforme papéis do setor de inteligência artificial e de chips apresentaram forte recuperação.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 1,3%, enquanto Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,6% e o Nikkei, do Japão, subiu 0,32%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 1,62%.

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Os Estados americanos que tentam barrar tarifas de Trump contra Brasil e outros países

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 07:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%Oferecido por

O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo enquanto responde a perguntas da imprensa após assinar uma ordem executiva que estabelece a Comissão Presidencial para Cônjuges de Militares, que será presidida por Jennifer Rauchet, esposa do secretário de Defesa Pete Hegseth, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 3 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

Vinte e cinco Estados americanos entraram com processos na Justiça contra o governo do presidente Donald Trump na segunda-feira (03/08) devido a uma onda de tarifas contra dezenas de países que entrou em vigor em julho.

Os EUA afirmam que as tarifas, que variam entre 10% e 12,5%, foram impostas devido ao fato de parceiros comerciais — incluindo Brasil, Reino Unido, China e União Europeia — não terem combatido adequadamente o trabalho forçado.

Em um documento legal consultado pela BBC, uma aliança de Estados — entre eles, Califórnia e Nova York — governados por políticos do Partido Democrata afirma que a decisão de Trump foi "arbitrária, impulsiva e contrária à lei".

Em resposta, o porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, disse: "Os EUA estão usando sua autoridade legal" para lidar com práticas que prejudicam as empresas americanas.

Desai acrescentou que o fato de qualquer país não combater a importação de produtos produzidos com trabalho forçado era "inaceitável" e precisava ser enfrentado.

As novas tarifas, que entraram em vigor em julho, foram impostas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974, uma legislação concebida para atingir países que utilizam trabalho forçado.

As tarifas abrangem 99,4% das importações dos Estados Unidos, segundo o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês).

O processo alega que o governo Trump "não pode usar trabalho forçado como pretexto para dar continuidade ao seu esquema ilegal de tarifas".

"As tarifas impostas pelo USTR são tão abrangentes que desafiam os próprios objetivos declarados do USTR e ridicularizam a legislação usada para justificá-las", afirmou.

"As tarifas ilegais do presidente Trump nada mais são do que um imposto sobre as famílias trabalhadoras", disse a governadora de Nova York, Kathy Hochul.

"Apesar de ter perdido em todas as instâncias, Trump está tentando mais uma vez causar mais caos às famílias trabalhadoras e às empresas locais do Oregon", disse o procurador-geral do Oregon, Dan Rayfield, em um comunicado.

"Todos nós estamos pagando o preço por essas tarifas ilegais, não os governos estrangeiros", acrescentou.

Diversos parceiros comerciais afetados expressaram decepção com as novas tarifas. Os governos do Brasil e do Japão reagiram classificando as medidas como "injustificadas".

Em nota, o governo brasileiro classificou a ação como "arbitrária" e "injustificada" e afirmou que o governo americano "optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais."

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, descreveu as tarifas como uma "desculpa para manipulação política". Washington e Pequim estão envolvidos em uma guerra de tarifas retaliatórias — que está atualmente suspensa.

Alguns analistas também questionaram como os países seriam capazes de demonstrar que abordaram adequadamente as alegações de trabalho forçado.

O processo movido pelos Estados americanos representará um "grande desafio" às tarifas de Trump, afirmou o professor de administração Alex Capri, acrescentando que espera "exceções e recuos que gradualmente reduzirão o impacto dessas tarifas".

Segundo Capri, da Universidade Nacional de Singapura, faltam evidências confiáveis que sustentem as alegações de que os países acusados prejudicaram empresas americanas por meio de violações relacionadas ao trabalho forçado.

Essa medida representa o passo mais recente em uma série de políticas comerciais anunciadas por Trump desde que ele retornou ao cargo em janeiro de 2025.

Muitas das abrangentes tarifas que Trump impôs aos parceiros comerciais globais em suas chamadas tarifas do "Dia da Libertação", em abril do ano passado, foram derrubadas pela Suprema Corte dos EUA.

"A Suprema Corte deixou claro que este governo não pode ignorar a lei para impor tarifas abrangentes", disse Hochul.

A decisão do tribunal resultou em reembolsos de dezenas de bilhões de dólares para empresas que haviam pago os impostos.

O presidente argumenta há muito tempo que as tarifas protegem os trabalhadores americanos e impulsionam a economia dos EUA.

As tarifas que foram anuladas foram substituídas por uma taxa temporária de 10% sobre todas as importações globais. Essas tarifas expiraram em julho.

Mais tarifas podem ser implementadas no futuro, já que os EUA estão atualmente investigando 16 países por alegações de excesso de capacidade produtiva.

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Polêmica do anti-spam: bloqueio de ligações indesejadas gera disputa entre operadoras na Anatel

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 05:51

Tecnologia Polêmica do anti-spam: bloqueio de ligações indesejadas gera disputa entre operadoras na Anatel Sistema anti-spam da Vivo promete evitar ligações em massa e fraudulentas para proteger clientes. Mas a TIM e outras seis empresas alegam que o serviço impede ligações legítimas e importantes. Por Victor Hugo Silva, g1 — São Paulo

A Vivo está sendo questionada por outras empresas devido ao seu serviço "Anti-spam", que promete bloquear ligações fraudulentas.

Empresas afirmam à Anatel que o sistema barra chamadas legítimas e dificulta a prestação de serviços para clientes.

Uma delas afirmou que o bloqueio afetou ligações de mais de 800 números de telefone de uma prefeitura.

Os casos estão sob análise da Anatel, que disse buscar o equilíbrio no setor de telefonia e o bem-estar do consumidor.

Um serviço que promete bloquear ligações indesejadas tem gerado uma disputa entre operadoras de telefonia: de um lado, a defesa de que ele protege consumidores, de outro, a acusação de que impede chamadas legítimas.

A solução em questão é o "Vivo Anti-spam", ativado automaticamente em novas linhas de celulares administradas pela operadora. Segundo a empresa, o serviço "identifica e bloqueia chamadas massivas e fraudulentas" antes de elas chegarem aos clientes.

Mas operadoras como a TIM dizem que o serviço impede ligações legítimas. Ao menos sete empresas questionaram o bloqueio de milhares de chamadas, incluindo de serviços de saúde para pacientes.

Elas abriram reclamações formais na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que disse analisar os casos e buscar "o equilíbrio setorial e, acima de tudo, o bem-estar do consumidor".

Empresas afirmam que sistema anti-spam da Vivo impediu ligações legítimas — Foto: Priscilla Du Preez/Unsplash

A TIM disse à Anatel que seus usuários sofreram restrições indevidas, mas se recusou a participar de uma reunião de conciliação. Procurada pelo g1, a operadora afirmou que não comentará o assunto.

A principal questão na disputa entre as empresas é o critério usado para bloquear as ligações, explicou Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.

"O anti-spam do telefone funciona como o do e-mail: de vez em quando, caem coisas que não deveriam ter caído. Não existe um anti-spam perfeito que vai bloquear só o que deve", afirmou.

"A Vivo não pode bloquear as chamadas legítimas. A Anatel vai ter que estabelecer algum mecanismo para evitar que isso aconteça", continuou.

A empresa de telefonia Adyl Telecom afirmou que, desde o início de junho, mais de 16 mil ligações foram interrompidas por conta do anti-spam. A empresa alegou à Anatel que hospitais e órgãos públicos foram afetados.

O sistema da Vivo também foi acusado de bloquear ligações de mais de 800 números da prefeitura de Araçatuba. A reclamação foi feita pela 3corp Technology, que presta serviços de telefonia para a cidade.

Em sua representação, a 3corp afirmou que as ligações servem para prestar serviços públicos em áreas como saúde, segurança e educação, mas foram "sistematicamente bloqueadas ou interrompidas" pelo anti-spam.

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A 3corp disse que, nos primeiros contatos, a Vivo não tinha oferecido uma saída viável para resolver a situação. Mas em julho, a empresa afirmou que, após tratativas, os números foram liberados e estão em pleno funcionamento.

A Adyl, por sua vez, reclamou da falta de clareza sobre critérios para o bloqueio e disse que, depois de entrar em contato com o canal de atacado da Vivo, conseguiu desbloquear a maioria dos números.

A Net2Phone Brasil, outra empresa a questionar o anti-spam da Vivo, disse que espera uma reunião de conciliação mediada pela Anatel.

A Agera Telecomunicações afirmou que, desde o início de junho, recebe reclamações de clientes sobre bloqueios em chamadas para números da Vivo e classificou o anti-spam como uma ferramenta de "degradação artificial de tráfego".

A Ateky Internet e a Ágil Telecom também alegam que o filtro Vivo impede chamadas legítimas feitas a partir de suas redes. O g1 entrou em contato com as empresas, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.

A Anatel informou que abriu espaço para a defesa da Vivo e que, desde então, tem se aprofundado nos materiais apresentados pelas empresas. "O objetivo é oferecer uma visão coerente e replicável aos diferentes casos", disse a agência.

A Adyl e a Agera afirmaram à Anatel que o sistema anti-spam da Vivo bloqueou até as ligações de números autenticados no sistema Origem Verificada, criado para evitar chamadas indesejadas.

O Origem Verificada usa uma tecnologia internacional chamada STIR/SHAKEN. Ela verifica, no momento da ligação, se o número usado pela empresa consta em um cadastro mantido pelas operadoras.

Apesar de as reclamações terem surgido em junho, a Vivo disse que oferece a ferramenta desde novembro de 2024. Segundo a operadora, ela protege os clientes de ligações automáticas que usam números adulterados para ocultar quem está fazendo a chamada.

A companhia informou à Anatel que o serviço passou por uma fase experimental com cerca de 700 mil usuários antes de ser ampliado para toda a sua base de números ativos.

Ainda segundo a Vivo, seu anti-spam funciona em dois níveis: primeiro, analisa se a chamada é autenticada ou não, e, depois, o perfil do número de origem.

Em nota, a empresa alegou que não bloqueia ligações que seguem as regras de seu anti-spam e do STIR/SHAKEN. "Apenas serão bloqueadas as empresas que realizam chamadas massivas e sem identificação".

A operadora disse ainda que "vem trabalhando arduamente para combater o 'spoofing' [uso de números falsos] que recebe via interconexão de outras operadoras e que impacta seus clientes".

Donos de números afetados pelo bloqueio podem solicitar uma análise por meio do site da Vivo, e clientes que não recebem ligações podem desativar o serviço no aplicativo da operadora.

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Trump quer vender milissegundos de vantagem a investidores; entenda por que isso vale milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 05:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%Oferecido por

A Truth API promete entregar publicações da Truth Social em tempo real para investidores institucionais e empresas que negociam ativos com sistemas automatizados.

Especialistas afirmam que poucos milissegundos podem dar vantagem a quem opera com algoritmos capazes de transformar mensagens em ordens de compra e venda.

Um exemplo mostra o potencial financeiro: uma variação de 0,5% em um ativo pode representar ganho bruto de US$ 250 mil em uma operação de US$ 50 milhões.

Para especialistas, a principal diferença em relação a Bloomberg e Reuters está na origem da informação, produzida pelo próprio agente público que toma as decisões.

Como Trump costuma anunciar medidas primeiro na Truth Social, especialistas avaliam que publicações também podem afetar ativos brasileiros antes da abertura da B3.

Donald Trump, presidente dos EUA, segura cópia impressa de uma de suas publicações na Truth Social, em 8 de julho de 2026 — Foto: AFP/Saul Loeb

A Truth Social, rede social criada por Donald Trump, começou a vender acesso antecipado às publicações do presidente dos Estados Unidos para investidores institucionais e empresas que utilizam sistemas automatizados para negociar ativos financeiros.

A iniciativa levanta uma questão para o mercado financeiro: quanto vale receber, alguns milissegundos antes dos demais, uma mensagem capaz de influenciar o preço de ações, moedas, juros e commodities?

Segundo a Trump Media & Technology Group (TMTG), controladora da plataforma, o Truth API foi desenvolvido para entregar essas publicações em tempo real a organizações mais impactadas pelo custo de atrasos no acesso à informação.

🔎 A expectativa é que o serviço funcione 24 horas por dia, sete dias por semana, e inclua um arquivo de mensagens publicadas desde 2022. A ferramenta é oferecida por meio de uma API — sistema que permite que programas de computador recebam automaticamente as publicações da plataforma. Segundo a Reuters, a empresa chegou a discutir a cobrança de até US$ 100 mil por mês pelo acesso.

No anúncio do Truth API, Kevin McGurn, CEO interino da Trump Media & Technology Group (TMTG), justificou a criação do serviço afirmando que "os mercados já reagem com base nas publicações do Truth Social".

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que essa pequena vantagem de tempo pode favorecer investidores que utilizam programas de computador para negociar ativos automaticamente e levantar dúvidas sobre a igualdade de acesso a informações capazes de influenciar os preços.

Pedro Teberga, especialista em negócios digitais e professor da Faculdade Einstein, explica que, nesse intervalo, alguns investidores conseguem negociar antes que o restante do mercado tenha tempo de reagir à informação.

"Quando um grupo restrito recebe antes uma informação capaz de mexer nos preços, ele consegue comprar ou vender contra participantes que ainda operam com os preços anteriores à notícia", afirma.

Para investidores individuais, alguns milissegundos dificilmente fariam diferença. No universo da negociação automatizada, porém, esse intervalo pode ser suficiente para que sistemas identifiquem uma informação relevante e executem ordens de compra e venda antes que os preços se ajustem.

Essa lógica ajuda a explicar por que anúncios publicados por Trump na Truth Social costumam provocar reações rápidas nos mercados.

Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, afirma que o valor econômico dessa vantagem depende da relevância da mensagem, do volume negociado e da velocidade com que o mercado incorpora a informação. Segundo ele, um exemplo ajuda a dimensionar esse potencial:

💰 Imagine que uma publicação provoque uma variação de 0,5% no preço de um ativo. Se uma instituição conseguir negociar US$ 50 milhões antes que essa mudança seja refletida nos preços, o ganho bruto potencial seria de US$ 250 mil.

"A relevância não está apenas em saber antes, mas em conseguir transformar a informação automaticamente em ordens antes que o mercado reorganize os preços", afirma.

O especialista ressalta, porém, que esse cálculo não representa lucro garantido, já que há custos de execução, impacto das próprias ordens sobre os preços e até o risco de o sistema interpretar a mensagem de forma equivocada.

A principal diferença em relação a serviços como Bloomberg e Reuters, segundo os especialistas, não está na velocidade da entrega das informações, mas na origem delas.

"A comparação não se sustenta, e a diferença não está na velocidade, que sempre foi um produto comercializado no mercado financeiro", afirma Teberga.

Segundo ele, empresas como Bloomberg e Reuters vendem rapidez na distribuição de informações que observam, organizam ou reportam, mas não produzem as decisões capazes de movimentar os mercados.

⚖️ Em 2013, a Thomson Reuters encerrou um serviço que antecipava em dois segundos um índice de confiança do consumidor após investigação do procurador-geral de Nova York.

"No caso da Truth API, quem produz a informação é a mesma pessoa que decide a política capaz de mover os preços", afirma.

Apesar disso, Marcelo Cabral, gestor de investimentos e sócio-fundador da Stratton Capital, gestora sediada em Nova York, faz uma ressalva: pelas informações divulgadas até o momento, o Truth API não oferece acesso antecipado às publicações, mas maior velocidade na distribuição de um conteúdo que já é público.

"O Truth API não poderá vender acesso antecipado aos posts de Donald Trump, pois isso seria ilegal. Segundo as notícias divulgadas, a empresa irá vender velocidade de entrega e formatação de informação que já é pública", afirma.

O debate não se limita aos EUA. Como Trump costuma anunciar decisões de política econômica e comercial primeiro na Truth Social, publicações da plataforma também podem provocar reações imediatas em ativos de outros países, incluindo o Brasil.

Para Cabral, esse tipo de impacto é consequência de uma transformação mais ampla na forma como decisões de governo passaram a ser comunicadas.

Na avaliação dele, medidas de política econômica passaram a ser anunciadas primeiro nas redes sociais do presidente, antes dos canais oficiais do governo.

"O ponto mais interessante do debate não é a legalidade nem o caráter pouco democrático do Truth API, mas sim o padrão inusitado de comunicação, em que decisões importantíssimas de política econômica são divulgadas na rede social do presidente antes de serem anunciadas nos canais oficiais do governo."

É justamente nesse contexto que, segundo Praça, investidores brasileiros também podem ser afetados.

"Uma mensagem sobre tarifas contra o Brasil poderia provocar ordens simultâneas em dólar contra real, Ibovespa, ações de exportadoras, ativos brasileiros negociados em Nova York, juros futuros e instrumentos de proteção cambial", afirma.

Segundo ele, o risco aumenta porque parte relevante das negociações envolvendo ativos brasileiros ocorre em mercados internacionais e fora do horário de funcionamento da B3.

"O preço pode começar a se ajustar nos ADRs, no câmbio offshore, nos ETFs e nos mercados futuros antes da abertura do mercado brasileiro", diz.

Painel exibe informações sobre as ações da Truth Social e da Trump Media & Technology Group enquanto um homem observa o celular em frente ao Nasdaq MarketSite, em Nova York, em março de 2024. — Foto: REUTERS/Brendan McDermid.

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Bezerro nasce com três orelhas, uma delas nas costas; entenda o caso

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 03:51

GLOBO RURAL Bezerro nasce com três orelhas, uma delas nas costas; entenda o caso Segundo o médico-veterinário Enrico Ortolani, trata-se de uma má-formação congênita, ou seja, uma alteração que ocorre durante o desenvolvimento do embrião. Por Globo Rural — São Paulo

O nascimento de um bezerro em uma propriedade rural de Coromandel, no Alto Paranaíba (MG), chamou a atenção por uma característica incomum: o animal nasceu com três orelhas, uma delas nas costas, o que é mais raro ainda.

Segundo o médico-veterinário Enrico Ortolani, trata-se de uma má-formação congênita, ou seja, uma alteração que ocorre durante o desenvolvimento do embrião. De acordo com o especialista, a anomalia provavelmente surgiu nos primeiros 45 dias de gestação da vaca.

Ortolani explica que esse tipo de ocorrência é considerado muito raro, especialmente pela localização da orelha extra, fora da cabeça do animal. Apesar de estar completamente formada externamente, ela não tem função auditiva, pois não possui as estruturas internas necessárias para captar sons.

A boa notícia é que a condição não deve comprometer a qualidade de vida do animal. Segundo o veterinário, o bezerro pode conviver normalmente com a má-formação, sem apresentar problemas de saúde relacionados à terceira orelha.

O especialista também afirma que a característica não deve ser transmitida aos descendentes. Isso porque se trata de uma má-formação, e não, necessariamente, de uma alteração genética hereditária.

Caso o produtor decida retirar a orelha extra por meio de uma cirurgia, a recomendação é que o procedimento seja realizado apenas com acompanhamento de um médico-veterinário qualificado.

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Como uma página de memes virou um espetinho temático que fatura R$ 37 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 04/08/2026 02:51

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Como uma página de memes virou um espetinho temático que fatura R$ 37 mil por mês Dois amigos transformaram o sucesso nas redes sociais em um negócio físico que celebra a identidade de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, e hoje recebe cerca de 250 clientes por mês. Por PEGN

Em busca de novas fontes de receita e de um espaço para reunir a comunidade formada no ambiente digital, os sócios investiram R$ 60 mil na abertura de uma espetaria temática inspirada na identidade do bairro.

O negócio valoriza São Mateus em todos os detalhes, da decoração aos profissionais contratados, priorizando moradores da região e reforçando o sentimento de pertencimento da comunidade.

Hoje, a casa recebe cerca de 250 clientes por mês, tem ticket médio de R$ 145 e fatura R$ 37 mil mensais. Os empreendedores pretendem expandir o negócio sem perder a essência construída nas redes sociais.

O que começou como uma página de memes sobre São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, virou um ecossistema de negócios e, mais recentemente, uma espetaria temática.

Os amigos André Abib e Lucas Mil criaram o perfil nas redes sociais em 2016 para fazer humor sobre situações do cotidiano do bairro.

"A gente começou a investir em equipamento, a entregar um produto melhor e passou a ser valorizado aqui na região. Chegou um momento em que esse dinheiro começou a chegar próximo do CLT. A gente falou: 'vamos colocar 100% da nossa força nisso'", conta André Abib.

A atuação no digital deu origem a outros projetos, como uma página de notícias, um podcast e um prêmio voltado aos destaques da região. Mas os empreendedores queriam criar um espaço físico para reunir a comunidade que acompanhava o trabalho deles na internet.

Assim nasceu a espetaria temática, inaugurada com investimento de R$ 60 mil e inspirada na cultura e nos símbolos de São Mateus.

O restaurante foi pensado para reforçar o sentimento de pertencimento dos moradores. A decoração faz referências ao bairro e ao monotrilho, enquanto a operação prioriza fornecedores, artistas e funcionários da própria região.

"Nosso negócio é o lugar que nós criamos para conectar tudo o que fizemos no digital e ter um espaço físico para estar junto com essa galera", afirma André.

Hoje, a casa recebe cerca de 250 clientes por mês, tem ticket médio de R$ 145 e faturamento mensal de R$ 37 mil.

Para ampliar o movimento, os sócios apostam em ações como o rodízio de espetos durante a semana e já planejam expandir o negócio, sem abrir mão da identidade construída em torno do humor e da valorização da periferia.

Mais do que um restaurante, a proposta é fortalecer o vínculo com o bairro onde cresceram. "A gente acredita muito na valorização do bairro. Só trabalham aqui pessoas que moram na região, porque queremos devolver um pouco daquilo que a gente conquistou no bairro", diz André.

Para Lucas, esse propósito vai além do empreendedorismo. "São Mateus representa a minha história, a minha origem e a sede de vencer na vida. Acho que é o que me traz forças para seguir em frente e vencer", afirma.

📍 Endereço: Rua Eduardo Antônio de Paula, 54 – Jardim Santa Adelia, São Paulo/SP – CEP: 03974-200📞Telefone: (11) 94575-4062📧E-mail: expressosmateus@gmail.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/expressosaomateus/

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