RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Azara Capital anuncia aquisição da Naskar, fintech acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 11:45

Distrito Federal Azara Capital anuncia aquisição da Naskar, fintech acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões Naskar é investigada pela Polícia Civil do DF após clientes relatarem dificuldade para acessar valores investidos, problemas no aplicativo e falta de respostas da companhia. Com a aquisição, Azara Capital assume auditoria junto aos investidores. Por Ygor Wolf, g1 DF — Brasília

A norte-americana Azara Capital anunciou, nesta quinta-feira (14), a aquisição da Naskar, fintech acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões.

A Naskar é investigada pela Polícia Civil do DF após clientes registrarem boletins de ocorrência denunciando dificuldade para acessar valores investidos, problemas no aplicativo e falta de respostas da companhia.

Fintech é acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões e omitir informações; polícia registra ocorrências no DF — Foto: Reprodução

A companhia norte-americana Azara Capital anunciou, nesta quinta-feira (14), a aquisição da Naskar, fintech acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões e omitir informações. A aquisição foi divulgada pela assessoria da Naskar.

A Naskar é investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal após clientes registrarem boletins de ocorrência denunciando dificuldade para acessar valores investidos, problemas no aplicativo e falta de respostas da companhia.

Com a aquisição da Naskar, a Azara Capital assume auditoria junto aos investidores. A companhia norte-americana também vai adquirir a 7Trust e Next. O valor da transação é de aproximadamente R$ 1.2 bilhão.

Segundo a Naskar, a Azara Capital assumirá integralmente a condução do processo relacionado à base de investidores e irão tocar as tratativas em andamento, análise individual dos casos e gestão dos compromissos associados à operação.

Uma das ocorrências contra a Naskar na Polícia Civil foi registrada pelo empresário do Wesley Miranda Albuquerque, sócio-administrador de uma empresa de planejamento financeiro em Brasília.

De acordo com o registro policial, Wesley afirma que sua empresa atuava na indicação de clientes para produtos financeiros da Naskar e que, ao longo da parceria, cerca de 135 clientes fizeram aportes que somam aproximadamente R$ 47 milhões.

Segundo o empresário, os problemas começaram quando pagamentos previstos deixaram de ser feitos, e o aplicativo utilizado pelos clientes para consultar saldos e solicitar resgates saiu do ar.

“Meu dinheiro da vida está dentro dessa instituição. Minha mãe vendeu uma casa que ela tinha e colocou o dinheiro lá para viver da renda”, afirmou Wesley ao g1.

Segundo Wesley, clientes e parceiros passaram anos confiando na empresa e nunca haviam enfrentado atrasos semelhantes.

Wesley afirma ainda que representantes da empresa deixaram de responder mensagens, ligações e notificações formais, sem apresentar esclarecimentos sobre os valores investidos ou previsão de regularização.

Segundo ele, após orientação jurídica, decidiu registrar boletim de ocorrência e entrar com medida cautelar na Justiça.

“O medo é que essas pessoas estejam fugindo com o nosso dinheiro. A gente quer que o dinheiro seja bloqueado para ressarcir os clientes”, afirmou.

A crise envolvendo a empresa também motivou uma ação judicial do Grupo Nexco contra a Naskar Holding, após atrasos considerados inéditos em pagamentos e dificuldades de acesso à operação. — Foto: Reprodução

A crise envolvendo a empresa também motivou uma ação judicial do Grupo Nexco contra a Naskar Holding, após atrasos considerados inéditos em pagamentos e dificuldades de acesso à operação.

Segundo a Nexco, os repasses previstos em contratos de mútuo — espécie de empréstimo entre as partes — deveriam ter sido feitos no primeiro dia útil do mês, mas não foram honrados.

A empresa afirma que clientes e agentes também relataram impossibilidade de acessar o aplicativo, movimentar contas e obter respostas da Naskar.

Para o grupo, a situação deixou de ser um atraso pontual e passou a representar uma “crise de confiança e de informação”.

“O problema deixou de ser apenas um atraso e passou a ser uma crise de confiança e de informação. A ausência de respostas concretas, somada à indisponibilidade da operação, tornou inevitável a busca pela tutela judicial”, afirma o advogado Kauê Machado, que representa a Nexco e clientes.

A empresa diz que cerca de 1.250 clientes, colaboradores e pessoas ligadas à sua base podem ter sido afetados, com prejuízo estimado em R$ 288 milhões.

A Nexco também afirma que não havia identificado, até então, qualquer sinal de irregularidade na operação da Naskar que justificasse a interrupção ou inviabilizasse a comercialização dos contratos.

A companhia diz ainda que seus próprios diretores e colaboradores estão entre os prejudicados e que passou a organizar ações judiciais para reunir os clientes afetados e buscar reparação.

Clientes da Naskar passaram a relatar problemas na plataforma e dificuldades para acessar valores em publicações no site Reclame Aqui. As queixas mencionam indisponibilidade do aplicativo e falta de comunicação por parte da empresa.

“Estou sem acesso ao banco Naskar há vários dias. Aparece uma mensagem de problemas no sistema. Quero resgatar meu dinheiro”, escreveu um usuário de Brasília.

Outro cliente, do Paraná, afirma que o aplicativo saiu do ar sem aviso prévio e relata prejuízo financeiro.

"Desde segunda-feira, sem nenhum comunicado por parte da instituição. O aplicativo sumiu do ar e todo o meu dinheiro investido simplesmente desapareceu do dia para a noite. Foram anos trabalhando”, disse.

Há ainda relatos de ausência de posicionamento oficial da empresa diante da situação. “Até o presente momento, não houve qualquer comunicado oficial por parte da Naskar que justificasse o bloqueio dos valores ou que apresentasse um cronograma de devolução”, diz outra reclamação.

As manifestações reforçam o aumento da insatisfação entre clientes e a pressão por esclarecimentos sobre a situação da empresa.

“A Naskar informa que iniciou um processo interno de auditoria após identificar inconsistências em sua base de dados. As equipes técnicas seguem atuando na revisão e validação das informações para garantir segurança e precisão no tratamento dos dados. Os clientes serão atualizados o mais breve possível".

"Nexco entra com processo contra Naskar após atraso inédito e falta de informações sobre contratos de mútuo

Grupo ajuizou ação com pedido cautelar para resguardar seus direitos e os de clientes afetados; empresa afirma que também foi surpreendida pela interrupção operacional e pela ausência de respostas.

O Grupo Nexco ajuizou ação contra a Naskar Holding após uma sequência de fatos que causaram forte insegurança sobre o que ocorreu com a operação. Conforme a sistemática contratual, os pagamentos que deveriam ocorrer sempre no primeiro dia útil de cada mês, não foram honrados, e a medida judicial foi adotada após a confirmação da impossibilidade de acesso ao aplicativo, movimentação das contas e a ausência de resposta às tentativas de contato por clientes e agentes.

Na avaliação da companhia, o ponto que transformou a situação em crise foi justamente o fato de que esse atraso nunca havia ocorrido, somado à falta de transparência dos sócios da Naskar sobre a origem do problema e os desdobramentos da operação. A Nexco afirma que, até o momento, também não recebeu esclarecimentos consistentes sobre o que de fato aconteceu, o que levou à adoção das medidas judiciais cabíveis.

“O problema deixou de ser apenas um atraso e passou a ser uma crise de confiança e de informação. A ausência de respostas concretas, somada à indisponibilidade da operação, tornou inevitável a busca pela tutela judicial para resguardar direitos e buscar esclarecimentos”, afirma Kauê Machado, do escritório Machado Gobbo, que representa o grupo e alguns clientes.

A empresa destaca que os instrumentos firmados com a Naskar são contratos de mútuo, isto é, contratos de empréstimo com amparo no Código Civil, com previsão de prazos, condições de devolução e remuneração pactuadas entre as partes. Segundo a Nexco, trata-se de uma relação civil contratual, e não de produto financeiro ou investimento regulado pelo mercado de capitais.

A companhia também ressalta que sua atuação comercial sempre envolveu diferentes soluções e modalidades contratuais, como seguros, consórcios e outros produtos que igualmente não se enquadram como investimentos financeiros. No caso da Naskar, a Nexco afirma que a comercialização ocorreu porque acreditava na regularidade da operação e na transparência apresentada pela empresa, posicionando-se também como cliente.

De acordo com a companhia, a própria Nexco foi diretamente atingida pela situação, uma vez que Diretores e diversos colaboradores do grupo aderiram à solução e hoje figuram entre os prejudicados, ao lado da própria empresa.

“Tão logo a gravidade da situação foi verificada, a Nexco acionou seu corpo jurídico para dar suporte aos parceiros e clientes. A partir daí, foi estruturado o procedimento para adesão dos prejudicados, com o objetivo de permitir que essas pessoas integrem os processos de forma conjunta e tenham seus direitos resguardados de forma organizada”, afirma o advogado.

A estimativa apresentada pela companhia é de que cerca de 1.250 clientes, colaboradores e pessoas ligadas à base da Nexco tenham sido afetados, com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 288 milhões. Considerando toda a operação da Naskar, mensura-se que a empresa possui cerca de R$ 850 milhões em contratos de mútuo, com impacto potencial sobre mais de 2.700 pessoas.

A Nexco afirma ainda que, até o surgimento do problema, não havia identificado em registros públicos ou em suas verificações qualquer sinal que indicasse irregularidade capaz de inviabilizar a continuidade da comercialização do produto. Segundo a companhia, não houve alerta prévio de órgãos como Procon ou Ministério Público que apontassem, até então, qualquer impedimento conhecido em relação à atuação da Naskar.

Para o grupo, a ação judicial tem dupla finalidade: buscar proteção patrimonial e documental para os afetados e, ao mesmo tempo, forçar o esclarecimento institucional sobre a dimensão do problema. A companhia diz que seguirá concentrando sua comunicação por meio da assessoria jurídica e de imprensa, e que manterá os afetados informados dentro dos limites processuais.

“O Grupo Nexco lamenta profundamente o ocorrido. A companhia acreditou na operação apresentada pela Naskar, assim como seus clientes, colaboradores e diretores. Diante do atraso inédito, da frustração das expectativas de pagamento e da falta de transparência dos sócios da empresa, a via judicial foi a medida necessária para buscar esclarecimento, responsabilização e resguardo de direitos”, afirma a banca.

A Nexco diz que continuará acompanhando o caso e reforça que sua postura seguirá pautada pela escuta dos afetados e pela transparência possível dentro dos limites do processo judicial. A empresa afirma ainda que a divulgação do episódio também busca alertar o mercado para evitar que outras pessoas sejam expostas à mesma situação."

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PF e Ministério da Agricultura apreendem 48 t de açúcar com suspeita de adulteração

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 10:46

Agro PF e Ministério da Agricultura apreendem 48 t de açúcar com suspeita de adulteração Carga de cerca de 48 toneladas de açúcar VHP foi apreendida no Porto de Paranaguá após fiscais identificarem indícios de adulteração, com possível presença de areia acima do limite permitido pela legislação. Por Reuters

PF e Ministério da Agricultura apreendem 48 t de açúcar com suspeita de adulteração — Foto: Divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Polícia Federal (PF)

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Polícia Federal (PF) apreenderam aproximadamente 48 toneladas de açúcar VHP com suspeita de adulteração no corredor de exportação do Porto de Paranaguá (PR), informou o ministério nesta quinta-feira (14).

"Durante teste preliminar realizado no momento da coleta das amostras, a fiscalização identificou a presença de materiais insolúveis, aparentemente areia, em quantidade superior ao limite permitido pela legislação…", afirmou, em nota.

Isso indica "possível adulteração da carga e desconformidade com os padrões de qualidade exigidos para o produto". A empresa responsável pela carga, que não teve o nome divulgado, foi autuada.

Auditores fiscais federais agropecuários realizaram coleta de amostras para confirmação analítica da suspeita e adoção das medidas administrativas.

A operação integra uma articulação permanente entre a Polícia Federal, autoridades portuárias e o ministério no combate a fraudes em cargas de exportação.

Operações de fiscalização são fundamentais para garantir a integridade das cargas exportadas e preservar a confiança dos mercados internacionais nos produtos agropecuários do Brasil, maior produtor e exportador global de açúcar, disse o ministério.

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China renova e depois suspende licenças para centenas de exportadores de carne bovina dos EUA em meio à cúpula Trump-Xi

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 10:46

Agro China renova e depois suspende licenças para centenas de exportadores de carne bovina dos EUA Mais de 400 frigoríficos americanos perderam a elegibilidade para exportar para a China em 2025. No início desta manhã, empresas apareciam como autorizadas no sistema da alfândega chinesa, mas mais tarde status foi revertido para "expirado". Por Reuters

A China parece ter interrompido as liberações de exportação para centenas de fábricas de carne bovina dos EUA nesta quinta-feira (14), horas depois de informada que a Reuters informou que as tão esperadas licenças haviam sido aprovadas.

Mais de 400 frigoríficos perderam a elegibilidade para exportação em 2025, depois que as permissões da China, concedidas entre março de 2020 e abril de 2021, expiraram sem a renovação usual.

A renovação das licenças seria uma clara vitória para os produtores de carne bovina dos EUA, depois que a Casa Branca disse nas últimas semanas que a questão seria levantada na cúpula.

O status do registro, que havia sido listado como "efetivo" no início da quinta-feira, mais tarde foi revertido para "expirado", segundo o site da alfândega.

A alfândega chinesa parece ter interrompido as liberações de exportação para centenas de fábricas de carne bovina dos EUA nesta quinta-feira (14), horas depois que a Reuters informou que as tão esperadas licenças haviam sido aprovadas em meio a uma cúpula entre os presidentes dos EUA e da China em Pequim.

➡️ Mais de 400 fábricas de carne bovina dos EUA perderam a elegibilidade para exportação em 2025, depois que as permissões da China, concedidas entre março de 2020 e abril de 2021, expiraram sem a renovação usual, representando cerca de 65% das instalações antes registradas.

A renovação das licenças seria uma clara vitória para os produtores de carne bovina dos EUA, depois que a Casa Branca disse nas últimas semanas que a questão seria levantada na cúpula.

O status do registro, que havia sido listado como "efetivo" no início da quinta-feira, mais tarde foi revertido para "expirado", segundo o site da alfândega.

A Administração Geral de Alfândega da China não estava disponível por telefone e não respondeu imediatamente às perguntas enviadas por fax pela Reuters sobre o motivo da mudança.

Alguns diretores de empresas chinesas de carne bovina contatados pela Reuters se recusaram a comentar ou a serem identificados, citando a sensibilidade do assunto.

"Uma coisa é certa: esse assunto é uma carta que a China está jogando nas negociações comerciais bilaterais — é muito eficaz para enviar sinais, enquanto o risco real permanece completamente gerenciável. É por isso que estamos observando mudanças tão drásticas", disse Xu Hongzhi, analista sênior da PEQUIM Orient Agribusiness Consultants, acrescentando que não tinha certeza do que provocou a mudança.

Durante uma reunião bilateral nesta quinta-feira com o presidente dos EUA, Donald Trump, o presidente chinês, Xi Jinping, pediu que os dois lados ampliem a cooperação em áreas como comércio e agricultura, informou a emissora estatal CCTV.

O presidente-executivo da Cargill, Brian Sikes, está entre os CEOs dos EUA que acompanham Trump. As plantas de propriedade da Cargill e da Tyson Foods foram incluídas quando as renovações apareceram pela primeira vez no site da alfândega.

Vítima da guerra comercial entre Pequim e Washington, as exportações de carne bovina dos EUA para a China caíram constantemente para cerca de US$ 500 milhões no ano passado, em comparação com o pico de US$1,7 bilhão em 2022.

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Para enfrentar rombo financeiro, governo autoriza Correios a vender seguros, títulos de capitalização e a atuar no mercado de telefonia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 10:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,989-0,39%Dólar TurismoR$ 5,192-0,32%Euro ComercialR$ 5,832-0,55%Euro TurismoR$ 6,087-0,37%B3Ibovespa178.239 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 4,989-0,39%Dólar TurismoR$ 5,192-0,32%Euro ComercialR$ 5,832-0,55%Euro TurismoR$ 6,087-0,37%B3Ibovespa178.239 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 4,989-0,39%Dólar TurismoR$ 5,192-0,32%Euro ComercialR$ 5,832-0,55%Euro TurismoR$ 6,087-0,37%B3Ibovespa178.239 pts0,64%Oferecido por

O governo autorizou nesta quinta-feira (14), por meio de portaria publicada no "Diário Oficial da União", os Correios a comercializarem "serviços postais financeiro", tais como seguros, de bônus e de títulos financeiros em geral, inclusive títulos de capitalização.

Essa é uma estratégia, já anunciada pela equipe econômica anteriormente, para tentar gerar receita adicional para os Correios, que passam por forte crise financeira com o registro de déficits operacionais bilionários seguidos. A expectativa é que a estatal faça convênios com instituições financeiras para ofertar os serviços.

De acordo com portaria do Ministério das Comunicações, os Correios tem autorização para começar a ofertar:

venda ou intermediação de seguros, como automóvel, vida, residencial, viagembônus promocionais, cupons, vale-benefícioscertificados, consórcios, aplicações, créditos ou outros instrumentos financeiros.títulos de capitalização, vendidos por bancos e seguradoras.

A portaria também autoriza os Correios a atuar no mercado de telefonia celular por meio de parceria comercial, como operadora virtual, seguindo as regras da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

"A implantação dos serviços de que trata esta Portaria será precedida de estudo que demonstre sua viabilidade econômico-financeira, observado o atendimento a critérios e parâmetros de mercado que proporcionem retorno dos investimentos e margem de remuneração compatíveis com a sustentabilidade da ECT", diz o governo.

Em grave crise financeira, os Correios divulgaram o resultado de 2025 com um prejuízo total de R$ 8,5 bilhões em 2025, fechando 14 trimestres seguidos com resultados negativos.

O valor acumulado no ano passado superou em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões.

Em março, a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que o governo deve fazer um aporte de capital nos Correios em 2027.

🔎 Um aporte do governo nos Correios significa que o governo federal, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, vai repassar recursos para a empresa.

Segundo a ministra, a medida está prevista no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025.

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Honda confirma previsão de prejuízo de US$ 3,6 bilhões; CEO diz que demanda por elétricos caiu

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 10:46

Carros Honda confirma previsão de prejuízo de US$ 3,6 bilhões; CEO diz que demanda por elétricos caiu É a primeira vez em 70 anos que a montadora registra perdas anuais. Reestruturação em negócio de elétricos custou R$ 77,1 bilhões à Honda. Produção de alguns elétricos nos EUA foi cancelada. Por Reuters

A Honda confirmou nesta quinta-feira (14) que terá seu primeiro prejuízo anual em quase 70 anos como uma empresa de capital aberto.

Houve US$15,7 bilhões (R$ 77,1 bilhões) em custos de reestruturação em seu negócio de veículos elétricos.

A Honda também está reduzindo o valor de seus negócios na China, onde tem lutado para competir com modelos oferecidos por rivais como a BYD.

A Honda disse que espera ter prejuízo de até US$3,6 bilhões (R$ 17,6 bilhões) no ano fiscal que termina no final de março, em comparação com a previsão anterior de lucro.

Toshihiro Mibe, CEO da Honda Motors, fala dos resultados da empresa em Tóquio — Foto: REUTERS/Kim Kyung-Hoon

A Honda confirmou nesta quinta-feira (14) que terá seu primeiro prejuízo anual em quase 70 anos como uma empresa de capital aberto, atingida por até US$15,7 bilhões (R$ 77,1 bilhões) em custos de reestruturação em seu negócio de veículos elétricos.

Sob o comando do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Washington encerrou o apoio aos veículos elétricos, forçando montadoras como Ford e Stellantis a repensarem estratégias e registrarem baixas contábeis bilionárias.

A segunda maior montadora do Japão disse nesta quinta-feira que espera um impacto de US$15,7 bilhões (R$ 77,1 bilhões) com o cancelamento de três modelos de veículos elétricos planejados para produção nos EUA.

Embora os analistas esperassem mais perdas relacionadas a veículos elétricos na Honda, o tamanho da baixa contábil anunciado nesta quinta-feira foi uma surpresa, disse Julie Boote, analista de automóveis da Pelham Smithers Associates.

"A principal surpresa foi o fato do plano de produção dos EUA ter sido cancelado, em vez de apenas reduzido. A Honda tinha um plano de expansão de veículos elétricos muito ambicioso, que foi gravemente afetado pelas mudanças no ambiente do mercado", disse Boote.

O presidente-executivo da Honda, Toshihiro Mibe, disse a jornalistas que a demanda por veículos elétricos caiu drasticamente, tornando "muito difícil" manter a lucratividade.

A Honda também está reduzindo o valor de seus negócios na China, onde tem lutado para competir com modelos oferecidos por rivais como a BYD.

A Honda disse que espera ter prejuízo de até US$3,6 bilhões (R$ 17,6 bilhões) no ano fiscal que termina no final de março, em comparação com a previsão anterior de lucro. O resultado negativo será o primeiro prejuízo anual da companhia desde que foi listada no mercado de ações em 1957, disse um porta-voz da montadora.

Sob pressão dos rivais chineses na Ásia e em outros lugares, as montadoras japonesas têm se concentrado cada vez mais na Índia, um mercado onde (como nos EUA) as montadoras chinesas estão efetivamente excluídas.

Toshihiro Mibe, CEO da Honda, e o vice-presidente executido da Honda, Noriya Kaihara, falam em Tóquio sobre os resultados da empresa — Foto: REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Mibe e o vice-presidente executivo da Honda, Noriya Kaihara, renunciarão voluntariamente ao equivalente a 30% de sua remuneração por três meses, enquanto alguns outros executivos abrirão mão de 20%, informou a Honda.

A empresa planeja anunciar uma estratégia de negócios renovada de médio a longo prazos no próximo ano fiscal.

Várias montadoras globais registraram baixas contábeis dolorosas ao reduzirem suas ambições sobre veículos elétricos nos últimos meses.

A perda na Honda eleva o total do setor para cerca de US$ 67 bilhões. A General Motors alertou para encargos de US$7,6 bilhões, enquanto a Stellantis sinalizou US$ 25 bilhões e a Ford US$ 19 bilhões.

Além de seus principais mercados, Japão e EUA, a Honda disse que fortalecerá sua linha de modelos e a competitividade de custos na Índia, onde vê espaço para expansão.

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Governo libera R$ 8,4 bilhões de trabalhadores que optaram do saque-aniversário no fim de maio e disponibiliza uso para dívidas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 10:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,989-0,39%Dólar TurismoR$ 5,192-0,32%Euro ComercialR$ 5,832-0,55%Euro TurismoR$ 6,087-0,37%B3Ibovespa178.239 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 4,989-0,39%Dólar TurismoR$ 5,192-0,32%Euro ComercialR$ 5,832-0,55%Euro TurismoR$ 6,087-0,37%B3Ibovespa178.239 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 4,989-0,39%Dólar TurismoR$ 5,192-0,32%Euro ComercialR$ 5,832-0,55%Euro TurismoR$ 6,087-0,37%B3Ibovespa178.239 pts0,64%Oferecido por

Mais de 10,5 milhões de trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e que foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025 poderão sacar R$ 8,4 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) a partir de 26 de maio, informou o Ministério do Trabalho nesta quinta-feira (14).

"Permanecerão bloqueados apenas os valores vinculados a operações de antecipação do saque-aniversário contratadas junto às instituições financeiras, conforme as condições previstas em cada contrato", informou o governo.

O Ministério do Trabalho informou que, antes do dia 25 de maio, os valores que serão creditados aos trabalhadores deixarão de aparecer no saldo disponível das contas do FGTS, em razão do processamento da operação.

O governo também informou que os trabalhadores poderão consultar, a partir do dia 25 de maio, o saldo do FGTS disponível para utilização no programa de renegociação de dívidas Novo Desenrola.

"A medida permitirá o uso de até 20% do saldo do Fundo de Garantia ou até R$ 1 mil — prevalecendo o maior valor — para amortização ou quitação de dívidas em atraso. A estimativa é de que até R$ 8,2 bilhões do FGTS possam ser utilizados para renegociação de dívidas por meio do programa", informou o governo.

Após a consulta do saldo, segundo o Ministério do Trabalho, as instituições financeiras terão um prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos com os trabalhadores e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal.

Após a validação do contrato, a Caixa fará a transferência direta do valor do FGTS à instituição financeira.

Neste momento, o governo informou que Caixa Federal está finalizando a integração dos sistemas e iniciando os testes operacionais.

Na terça-feira (13/05), foi disponibilizado às instituições financeiras o swagger, documento que reúne as regras e especificações técnicas que serão utilizadas no processo.

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Desemprego sobe em 15 estados brasileiros no 1º trimestre de 2026, diz IBGE

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 09:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%Oferecido por

A taxa de desemprego subiu em 15 estados brasileiros no primeiro trimestre de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, a taxa de desocupação no país ficou em 6,1%.

As maiores taxas de desocupação no primeiro trimestre foram registradas no Amapá (10%), em Alagoas (9,2%), na Bahia (9,2%) e em Pernambuco (9,2%). Na outra ponta, os menores índices foram observados em Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%) e Espírito Santo (3,2%).

📈 As altas mais expressivas ocorreram: no Ceará (2,3 pontos percentuais), no Acre (1,8 p.p.) e no Tocantins (1,6 p.p.). 📉 Já os menores avanços foram registrados em: Rondônia (1,1 p.p.), Espírito Santo (0,8 p.p.) e Santa Catarina (0,5 p.p.).

👉 Veja abaixo a variação trimestral em cada estado. Passe o mouse ou clique na unidade da federação para consultar o percentual, e use o zoom para ampliar a visualização:

Segundo William Kratochwill, analista do IBGE, as diferenças regionais em relação à desocupação da população estão relacionadas, em grande medida, ao nível de desenvolvimento econômico e educacional de cada estado.

👉 Unidades da federação com maior grau de industrialização e população mais escolarizada tendem a ter mercados de trabalho mais estruturados e, consequentemente, taxas de desocupação mais baixas.

“Em estados como o Amapá e em outras unidades ‘de cima’ no Brasil, a menor industrialização e os níveis de instrução relativamente mais baixos ajudam a explicar indicadores menos favoráveis.”

A taxa de desocupação foi maior entre as mulheres (7,3%) do que entre os homens (5,1%). Quando o recorte é feito por cor ou raça, o indicador ficou abaixo da média nacional, de 6,1%, entre os brancos (4,9%) e acima desse patamar entre os pretos (7,6%) e pardos (6,8%).

Na análise por escolaridade, a maior taxa de desemprego foi registrada entre as pessoas com ensino médio incompleto, com 10,8%. Entre aqueles com nível superior incompleto, a desocupação foi de 7,0% — quase o dobro da observada entre quem concluiu o ensino superior, cuja taxa ficou em 3,7%.

Já a taxa composta de subutilização da força de trabalho, que reúne pessoas desempregadas, subocupadas por insuficiência de horas e aquelas que poderiam trabalhar, mas não estavam procurando emprego, alcançou 14,3% no primeiro trimestre de 2026.

Os maiores índices foram registrados no Piauí (30,4%), na Bahia (26,3%) e em Alagoas (26,1%). Na outra ponta, as menores taxas foram observadas em Santa Catarina (4,7%), Mato Grosso (6,7%) e Espírito Santo (7,0%).

Enquanto isso, o percentual de desalentados — pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego — foi de 2,4% da força de trabalho ampliada. Os maiores índices foram registrados no Maranhão (10,3%), em Alagoas (9,2%) e no Piauí (7,6%).

Na outra ponta, os menores percentuais de desalento foram observados em Santa Catarina (0,3%), no Rio Grande do Sul (0,7%) e em Goiás (0,7%).

No primeiro trimestre de 2026, 74,7% dos empregados do setor privado no Brasil tinham carteira assinada. Os maiores índices foram registrados em Santa Catarina (86,7%), São Paulo (82,1%) e Rio Grande do Sul (80,5%). Já os menores percentuais apareceram no Maranhão (53,4%), no Piauí (53,7%) e no Pará (55,9%).

No mesmo período, 25,5% da população ocupada trabalhava por conta própria. Essa participação foi mais elevada no Maranhão (34,1%), no Pará (29,9%) e no Amazonas (29,9%). As menores proporções foram observadas no Distrito Federal (16,7%), no Acre (18,9%) e no Tocantins (19,7%).

A taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada no país. O Maranhão liderou com 57,6%, seguido pelo Pará (56,5%) e pelo Amazonas (53,2%). Na outra ponta, as menores taxas foram registradas em Santa Catarina (25,4%), no Distrito Federal (28,1%) e em Mato Grosso do Sul (29,8%).

O país também tinha 1,1 milhão de pessoas em busca de trabalho havia dois anos ou mais no primeiro trimestre de 2026. O contingente caiu 21,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando 1,4 milhão de brasileiros estavam nessa situação.

Já o número de pessoas que procuravam emprego havia menos de um mês somava 1,4 milhão. Em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior, houve recuo de 14,7%, já que 1,6 milhão de pessoas estavam nessa condição.

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Musk, Tim Cook e outros bilionários da tecnologia participam de encontro entre Trump e Xi Jinping

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 09:56

Tecnologia Musk, Tim Cook e outros bilionários da tecnologia participam de encontro entre Trump e Xi Jinping Musk disse que gostaria de realizar 'muitas coisas boas' na China, enquanto Tim Cook, da Apple, fez sinal positivo ao ser questionado sobre as reuniões entre os presidentes. Por Redação g1

CEO da Apple, Tim Cook, o CEO da Tesla, Elon Musk, o Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bissent, participam da cerimônia de boas-vindas ao presidente dos EUA, Donald Trump, pelo presidente chinês Xi Jinping — Foto: REUTERS/Maxim

O encontro histórico entre Xi Jinping e Donald Trump nesta quinta-feira (14) também foi marcado pela presença de bilionários da tecnologia. Nomes como Tim Cook, CEO da Apple, Elon Musk, dono do X e da Tesla, e Jensen Huang, CEO da Nvidia, marcaram presença.

A Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, enviou Dina Powell McCormick, presidente executiva e vice-presidente do conselho de administração da empresa. Ela já foi assessora de Donald Trump.

Além desses nomes mais conhecidos, também estavam presentes representantes de outras empresas de tecnologia, como Micron e Cisco (veja a lista completa abaixo).

Ao deixar o Grande Salão do Povo, em Pequim, após a cerimônia de boas-vindas, Musk afirmou a repórteres que gostaria de realizar "muitas coisas boas" na China. Elon Musk levou um de seus filhos, Æ A-XII, para o encontro (veja na foto abaixo).

Huang, da Nvidia, disse que foi convidado pelo próprio Trump para ir à China. "Esta é uma oportunidade incrível para mim, é claro, de representar os EUA e de vir apoiar o presidente Trump em uma das cúpulas mais importantes da história da humanidade", disse Huang aos repórteres durante o evento.

"Os dois presidentes têm uma relação maravilhosa. Esta é uma oportunidade incrível para confiarmos nesses relacionamentos para construir uma parceria muito, muito melhor", acrescentou.

Cook, que está prestes a deixar o cargo de CEO da Apple, fez um sinal positivo com as mãos ao ser questionado sobre como foram as reuniões, segundo a agência Reuters.

CEO da Tesla, Elon Musk, e seu filho X Æ A-12 caminham no dia em que o Premier chinês Li Qiang se encontra com CEOs americanos, em Pequim. — Foto: REUTERS/Go Nakamura/Pool

Segundo a agência AFP, Xi Jinping prometeu aos executivos que "a China abrirá cada vez mais suas portas para o mundo exterior" e afirmou que as empresas americanas terão "perspectivas ainda mais promissoras".

Apple (Tim Cook)Blackrock (Larry Fink)Blackstone (Stephen Schwarzman)Boeing (Kelly Ortberg)Cargill (Brian Sikes)Citi (Jane Fraser)Cisco (Chuck Robbins)Coerente (Jim Anderson)GE Aerospace (H Lawrence Culp)Goldman Sachs (David Solomon)Illumina (Jacob Thaysen)Mastercard (Michael Miebach)Meta (Dina Powell McCormick)Micron (Sanjay Mehrotra)Nvidia (Jensen Huang)Qualcomm (Cristiano Amon)Tesla/SpaceX (Elon Musk)Visto (Ryan McInerney)

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Dólar inicia o dia atento ao cenário político no Brasil e ao encontro entre Xi e Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 09:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (14) de olho no cenário interno e externo. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No Brasil, o noticiário repercute a revelação de áudios que ligam o senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro. O parlamentar, pré-candidato à Presidência, era visto por investidores como um nome capaz de promover mudanças na política econômica. O caso adiciona incerteza ao cenário político doméstico.

🔎 No mercado financeiro, a leitura dos investidores é de que o episódio pode reduzir as chances de mudança de governo, influenciando expectativas sobre ajustes fiscais. Ontem, a bolsa caiu 1,8% e o dólar subiu mais de 2%, voltando à casa dos R$ 5.

▶️ Ainda sobre o caso Master, a Polícia Federal prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, durante nova fase da Operação Compliance Zero. A operação cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão.

As investigações apuram fraudes financeiras e a atuação de grupos suspeitos de coerção, obtenção de informações sigilosas e invasão de dispositivos.

▶️ No exterior, os mercados observam o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump em Pequim, em meio a sinais de aproximação diplomática entre China e Estados Unidos.

Em um banquete em homenagem ao presidente norte-americano, os dois trocaram elogios e sinalizaram parceria. Trump chamou Xi de “amigo” e o convidou para uma visita oficial aos Estados Unidos em 24 de setembro.

A viagem do presidente americano, Donald Trump, com um grupo de executivos para a China fica no centro das atenções dos mercados financeiros nesta quarta-feira. Esse é o primeiro encontro bilateral entre os dois países desde 2017.

O encontro do republicano com o presidente chinês, Xi Jinping, acontece em meio a tensões ente as duas principais potências econômicas do mundo — incluindo acusações de Trump de que a China estaria realizando testes nucleares.

O principal objetivo da visita, segundo já afirmou o presidente dos EUA, é tentar fazer com que a China abra mais seu mercado para empresas americanas, mas outros temas também devem ganhar destaque durante a estadia de Trump em Pequim. Entre eles:

a prorrogação da trégua alcançada em outubro na guerra das tarifas;a guerra com o Irã — Trump quer pressionar Pequim a utilizar sua influência para contribuir para uma saída da crise no Golfo;a relação dos dois países com Taiwan;a disputa sobre inteligência artificial e a produção de chips, entre outros.

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As chances de um cessar-fogo entre Irã e os EUA diminuíram após Donald Trump afirmar que a trégua está “respirando por aparelhos”.

O Irã rejeitou a proposta americana para encerrar o conflito e exigiu o fim da guerra, compensações pelos danos e o fim do bloqueio naval dos EUA.

🔎As tensões na região continuam a mexer com os preços do petróleo no mercado internacional: o barril do Brent ultrapassou US$ 107 com o temor de interrupções no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás.

Autoridades iranianas mantiveram o tom duro e afirmaram que o país pode ampliar seu programa nuclear caso volte a ser atacado.

Enquanto isso, os EUA anunciaram novas sanções contra empresas e pessoas acusadas de ajudar o Irã a vender petróleo para a China.

O cenário político brasileiro também fica no radar, em meio à proximidade cada vez maior das eleições presidenciais, que acontecem em outubro neste ano.

Uma nova pesquisa da Quaest, divulgada hoje, mostrou o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados tecnicamente em um cenário de 2º turno. Lula voltou a ficar à frente numericamente, com 42% das intenções de voto. Flávio tem 41%.

Na pesquisa anterior da Quaest, de abril, era o senador quem aparecia à frente. Em março, eles estavam numericamente empatados, com 41% cada. O presidente tinha uma vantagem de dez pontos em dezembro, que depois caiu para sete pontos e janeiro e cinco em fevereiro.

"É o terceiro mês consecutivo em que vemos um empate técnico entre Lula e Flávio. As movimentações acontecem todas na margem de erro, sugerindo um cenário bastante competitivo até aqui", afirmou o diretor da Quaest, Felipe Nunes.

Além disso, o presidente Lula anunciou, ontem, o fim da chamada taxa das blusinhas. O termo é utilizado para se referir ao imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, cobrado através do programa Remessa Conforme.

A medida não muda regras do ICMS, um imposto estadual que também é cobrado nessas compras. Em abril, dez estados elevaram a alíquota do ICMS para essas compras de 17% para 20%.

A cobrança foi iniciada em agosto de 2024, após aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional, que foi sancionada por Lula. Empresas brasileiras que competem com os produtos importados defendiam a manutenção da taxa.

A mudança foi vista como uma medida eleitoreira e coloca atenção ao quadro fiscal do país, uma vez que também representa uma perda de arrecadação para o governo.

Em Wall Street, os três principais índices americanos fecharam sem direção única nesta quarta-feira (13), conforme investidores repercutiam novos dados de inflação ao produtor nos EUA.

Os dados vieram acima do esperado e voltaram a reforçar a perspectiva de que o Federal reserve (Fed, o banco central dos EUA) deve manter os juros elevados por mais tempo.

Já na Europa, as principais bolsas fecharam em alta. O índice alemão DAX subiu 0,76%, enquanto o francês CAC 40 avançou 0,35%. Já o FTSE 100, de Londres, avançou 0,58%.

Na Ásia as ações de Xangai atingiram as máximas em 11 anos nesta quarta-feira, conforme investidores aproveitavam a queda antecipada do setor de tecnologia antes da reunião entre os líderes dos EUA e da China.

O índice Shangai Composite subiu 0,7%, atingindo o nível mais alto desde julho de 2015. Já em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,2%, e o japonês Nikkei teve ganhos de 0,8%.

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Brics se reúne na Índia com guerra no Oriente Médio e crise do petróleo no centro das discussões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 07:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%Oferecido por

O ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar (à direita), conversa com seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, na abertura da Reunião de Ministros das Relações Exteriores do BRICS em Nova Delhi — Foto: Arun SANKAR / AFP

Os chanceleres do BRICS se reúnem nesta quinta-feira (14), na Índia, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio e aos impactos da crise do petróleo sobre a economia global.

Participam do encontro ministros das Relações Exteriores de países como Rússia, Irã, Brasil, China e África do Sul. O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, também está em Nova Délhi.

A reunião ocorre em um momento de tensão internacional, marcado pelos conflitos envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã, além da instabilidade nas rotas marítimas do Golfo Pérsico, especialmente após o bloqueio do Estreito de Ormuz — uma das principais vias de transporte de petróleo do mundo.

Antes das reuniões fechadas, o ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, afirmou que o cenário internacional vive um período de “considerável transformação”.

“Os conflitos em curso, as incertezas econômicas e os desafios em comércio, tecnologia e clima estão moldando o cenário global”, declarou.

Segundo ele, há uma expectativa crescente de que o BRICS tenha um papel “construtivo e estabilizador”, sobretudo entre países emergentes e em desenvolvimento.

O grupo foi criado em 2009 por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul como um fórum de articulação entre grandes economias emergentes. Nos últimos anos, o bloco foi ampliado e passou a incluir países como Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

A expansão, porém, aumentou divergências internas, especialmente em temas ligados ao Oriente Médio. Irã e Arábia Saudita, por exemplo, estão em lados opostos do conflito regional.

Entre os participantes da reunião estão o chanceler russo, Sergei Lavrov, e o ministro iraniano Abbas Araghchi.

As tensões no Golfo têm provocado volatilidade nos preços do petróleo e do gás, aumentando a pressão sobre economias dependentes da importação de energia, como a Índia. O país obtém quase metade do petróleo bruto que consome por meio do Estreito de Ormuz e também depende da rota para importar fertilizantes.

Diante das divisões entre os membros, diplomatas avaliam que a reunião pode terminar sem uma declaração conjunta do bloco.

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