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Pequenos insetos, grandes negócios: mulheres transformam hobby por abelhas em fonte de renda no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 04:45

Espírito Santo Pequenos insetos, grandes negócios: mulheres transformam hobby por abelhas em fonte de renda no ES Analista de sistemas, advogada, fisioterapeuta e técnica de enfermagem investiram em capacitação, criaram negócios ligados à apicultura e à meliponicultura e transformaram a atividade em fonte de renda e realização profissional. Por Juirana Nobres, g1 ES

Mulheres no Espírito Santo estão transformando a criação de abelhas em negócios lucrativos de produtos naturais e conquistando independência financeira.

Em Aracruz e Domingos Martins, empreendedoras como Luana Pimentel e Eva Dutra investem em capacitação para produzir mel, cosméticos e derivados sustentáveis.

A fisioterapeuta Giovana Branco superou o esgotamento profissional criando uma empresa de apicultura, cujo mel conquistou o 3º lugar em um concurso nacional.

Após sofrer choque anafilático, a ex-enfermeira Kátia dos Santos persistiu na atividade e hoje ministra cursos de cosméticos naturais em vários estados brasileiros.

A Cooabriel e o Sebrae destacam que a meliponicultura aumenta a produtividade do café conilon e gera novas fontes de receita estratégica no campo.

A técnica de enfermagem Kátia dos Santos poderia ter desistido das abelhas após sofrer um choque anafilático causado por uma picada do inseto. O quadro foi tão grave que ela precisou passar por dois anos de tratamento. Mas abandonar a atividade nunca foi uma opção. "Eu fiz o tratamento para não precisar deixar a apicultura".

Cinco anos depois de deixar a área da saúde, Kátia trabalha com a criação de abelhas, produz cosméticos feitos com mel, própolis e outros produtos das colmeias, e também percorre diferentes estados capacitando produtores e pessoas interessadas em investir na atividade, como hobby ou fonte de renda.

"Se eu não fizesse tratamento, seria inviável. Eu tomava o próprio veneno da abelha uma vez por semana em forma de injeção. Fui persistente. Tem que gostar. Porque depois que você entra nessa área, não quer mais sair", contou Kátia Abelha, como é conhecida em São Domingos do Norte, no Noroeste do Espírito Santo.

Mulheres transformam hobby por abelhas em produtos naturais e fonte de renda no Espírito Santo — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

A história dela é um dos exemplos de como mulheres de diferentes profissões transformaram a criação de abelhas em empreendedorismo e mudança de vida.

A analista e desenvolvedora de sistemas Luana Pimentel, a advogada Eva Pires Dutra, a fisioterapeuta Giovana Branco e a própria Kátia seguiram caminhos diferentes até chegar ao mesmo destino: encontraram nas abelhas uma nova possibilidade de negócio.

A analista e desenvolvedora de sistemas Luana Pimentel teve o 1º contato com abelhas há mais de uma década — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

A analista e desenvolvedora de sistemas Luana Pimentel teve o primeiro contato com abelhas há mais de uma década, após se mudar para uma casa em Aracruz, no Norte do Espírito Santo.

O que começou como um interesse pessoal e uma válvula de escape para o dia a dia logo se transformou em uma atividade que hoje ocupa boa parte da sua rotina.

"Sou da área de programação, não tem nada a ver com natureza. Mas fui me envolvendo e me apaixonando por esse mundo das abelhas", contou.

Mulheres fazem sabonetes, velas, hidratantes e outros produtos utilizando mel, própolis, geoprópolis e cera de abelha. — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

X-BOLO: Doce viraliza nas redes e promete aumentar vendas de confeiteiras no ESFÉ QUE SUSTENTA: Festa da Penha movimenta turismo e transforma rotina de empreendedores'CPF CAPIXABA': quase 100 baleias-jubarte nasceram no litoral do ES em 2025, mostra pesquisa inédita

Ao longo dos anos, ela buscou cursos de capacitação, porque não bastava apenas gostar da atividade. Ela também participou de treinamentos oferecidos por associações do setor e passou por programas de empreendedorismo.

Atualmente, cursa pós-graduação em Gestão do Agronegócio e sonha em criar uma agroindústria familiar.

Além da produção de mel, Luana investe em sabonetes, velas, bebidas artesanais e outros produtos derivados das abelhas. Também atua como educadora ambiental, levando conhecimento sobre as abelhas nativas sem ferrão para escolas.

Segundo ela, a participação na Associação de Meliponicultores Capixabas foi fundamental para ampliar o conhecimento técnico e enxergar novas oportunidades de negócio.

"As abelhas mudaram completamente a minha vida. Esses bichinhos tão pequenos fizeram coisas grandiosas e mudaram minha rota", afirmou.

Luana destacou ainda que o mercado tem valorizado cada vez mais produtos artesanais e sustentáveis, o que foi incentivo a mais para empreender na área.

"As pessoas querem saber a origem do que consomem. Quando você une conservação ambiental, produção artesanal e qualidade, o produto ganha valor", disse.

Advogada Eva Pires Dutra começou a criar abelhas sem ferrão em uma propriedade em Domingos Martins, na Região Serrana do Espírito Santo — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

A advogada Eva Pires Dutra, de 53 anos, representa outra etapa dessa jornada empreendedora. Há cerca de um ano e meio, começou a criar abelhas sem ferrão em uma propriedade em Domingos Martins, na Região Serrana do estado.

A produção ainda é pequena e voltada ao consumo próprio, mas os planos já incluem a comercialização de mel e própolis. "Hoje, ainda é mais um hobby, mas o objetivo é ter uma produção comercial de mel e própolis", afirmou ela, já pensando lá na frente.

Para se preparar, Eva buscou capacitações e passou a participar de grupos de criadores. Segundo a advogada, a troca de experiências com outros produtores tem sido tão importante quanto os cursos.

"Aprendo muito com outros criadores. A troca de experiências é muito importante e nos faz crescer de forma consistente na atividade", disse.

Abelhas inspiram mulheres a empreender e criar novos negócios no Espírito Santo — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

Ela explicou que a principal dificuldade está no tempo necessário para consolidar a produção. "A produção de abelha sem ferrão é pequena. É preciso formar várias colônias para alcançar uma quantidade que permita comercialização."

"A meliponicultura é promissora não apenas pela venda de mel, própolis e outros produtos, mas também pelos serviços de polinização. Onde têm abelhas, a produção aumenta", destacou.

Fisioterapeuta Giovana Branco superou o esgotamento profissional criando uma empresa de apicultura — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

A fisioterapeuta Giovana Branco chegou à apicultura em um momento de mudança de vida. Após enfrentar um quadro de esgotamento profissional, ela começou a buscar alternativas ligadas à saúde, ao bem-estar e ao uso de produtos naturais.

"Eu comecei a buscar algo mais natural para orientar meus pacientes. Foi assim que conheci o própolis verde e me interessei pelas abelhas", contou.

O interesse inicial se transformou em negócio. Para estruturar a atividade, Giovana buscou mentorias, cursos técnicos e programas de capacitação voltados ao empreendedorismo.

Ela criou a empresa, montou uma estrutura de produção e conquistou certificações para comercializar os produtos.

O resultado veio rapidamente. Em um concurso realizado durante o Congresso Brasileiro de Apicultores e Meliponicultores, em Florianópolis, o mel produzido pela empresa conquistou o terceiro lugar nacional.

"Foi um orgulho enorme. A gente concorreu com produtores do Brasil inteiro. Isso mostrou que é possível crescer quando existe dedicação e capacitação", afirmou.

Para Giovana, a busca por conhecimento é permanente. Ela acredita que a atividade pode representar uma oportunidade para outras mulheres que desejam empreender.

"A apicultura e a meliponicultura são atividades sustentáveis e lucrativas. O mel é só o começo. Existem muitas possibilidades de trabalhar com os produtos das abelhas", afirmou.

Kátia Abelha dá cursos de cosméticos usando os produtos das abelhas no Espírito Santo — Foto: Arquivo pessoal

Se para algumas dessas mulheres a criação de abelhas começou como hobby ou complemento de renda, para Kátia a atividade acabou se transformando em uma nova profissão em São Domingos do Norte, onde mora.

Depois de deixar a enfermagem, ela passou a estudar os diferentes usos dos produtos das colmeias e se especializou na produção artesanal de cosméticos.

Hoje, ela ensina outras mulheres a produzir sabonetes, velas, hidratantes e outros produtos utilizando mel, própolis, geoprópolis e cera de abelha.

"A maioria das pessoas que participa dos cursos busca uma renda complementar. A gente mostra que é possível criar novas fontes de renda a partir dos produtos das abelhas", explicou a empreendedora.

Kátia Abelha dá cursos de cosméticos usando os produtos das abelhas no Espírito Santo — Foto: Arquivo Pessoal

Ao lado do marido, Juliano Cordeiro, conhecido como "Juliano Abelha", ela transformou a atividade em um negócio familiar.

Há cinco anos, ele também deixou a carreira no serviço público para se dedicar integralmente à apicultura. O casal investiu em cursos, treinamentos e especializações até se tornar referência na área.

Hoje, os dois ministram capacitações em diferentes estados brasileiros para produtores, associações, cooperativas e instituições ligadas ao setor, inclusive com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

A atuação foi além da produção de mel. Eles criaram um espaço voltado à formação de produtores e ao desenvolvimento de novas pesquisas relacionadas à apicultura e à meliponicultura.

A rotina da família passou a girar em torno das abelhas. Os filhos Davi, de 17 anos, e Aaron, de 7, também acompanham parte das atividades e cresceram vendo os pais transformarem uma paixão em profissão.

Rotina da 'Família Abelha' passou a girar em torno das abelhas no Espírito Santo — Foto: Arquivo Pessoal

O impacto das abelhas vai além dos produtos vendidos pelas empreendedoras. A atividade também contribui para a agricultura e ajuda a gerar renda dentro das propriedades rurais.

Segundo José Roberto Gonçalves, gerente corporativo de Agropecuária da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel), as abelhas desempenham papel fundamental na cafeicultura, especialmente nas lavouras de café conilon.

"As abelhas possuem uma contribuição importante nesse processo, favorecendo maior produtividade e uniformidade na maturação dos frutos das lavouras de café conilon", explicou Gonçalves.

Além de ajudar na produção agrícola, a atividade pode representar uma nova fonte de receita para os agricultores.

"Os produtores que possuem apiários em suas propriedades, além de potencializarem a produção de café conilon, contam com uma segunda atividade econômica, gerando mais renda e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida", afirmou.

O interesse crescente pela atividade tem levado mais cafeicultores a buscar qualificação. Na Fazenda Experimental da Cooabriel, em São Gabriel da Palha, a cooperativa mantém um apiário utilizado em ações de capacitação e, nos últimos dias, promoveu cursos voltados a cooperados que conciliam a produção de café com a criação de abelhas.

Alguns desses cursos foram ministrados pelo casal 'Abelha'. Para Gonçalves, a capacitação é essencial para quem deseja crescer na atividade.

"A participação em capacitações possibilita o acesso às informações que contribuem para uma condução mais assertiva da criação de abelhas, tanto para apicultores experientes quanto para produtores que estão iniciando na atividade", disse.

Kátia e Juliano Abelha criam e dão aulas sobre abelhas no Espírito Santo — Foto: Arquivo Pessoal

O papel do conhecimento também é destacado pelo Sebrae. Segundo o analista Daywidson Stabenow, a capacitação é um dos fatores que permitem transformar uma atividade complementar em um negócio estruturado.

"A capacitação ajuda a transformar um conhecimento técnico ou uma habilidade prática em uma atividade economicamente viável. O empreendedor passa a enxergar o negócio de forma mais estratégica e identifica oportunidades que antes não via", explicou.

Para ele, as histórias das produtoras refletem uma tendência crescente do empreendedorismo feminino.

"Essas histórias mostram a força da mulher, a determinação e a capacidade de adaptação. Cada vez mais as mulheres têm buscado autonomia financeira, geração de renda e realização dos seus projetos pessoais", afirmou.

O analista também destaca que a cadeia produtiva das abelhas oferece oportunidades para pequenos empreendedores.

"Além da comercialização do mel, existem diversos produtos derivados, como própolis, pólen, cera e geleia real. Isso amplia as possibilidades de receita e de novos negócios", destacou.

Abelhas inspiram mulheres a empreender e criar novos negócios no Espírito Santo — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

Embora tenham histórias diferentes, as quatro mulheres compartilham um mesmo aprendizado: empreender exige preparo.

Foi por meio de cursos, treinamentos, mentorias, associações e programas de capacitação que elas encontraram caminhos para transformar interesse em oportunidade de negócio.

Mais do que produzir mel, própolis, cosméticos ou outros derivados das colmeias, elas passaram a enxergar possibilidades de geração de renda, valorização ambiental e independência financeira.

Agora, enquanto ampliam a produção e planejam novos passos, elas ajudam a mostrar que o empreendedorismo pode nascer nos lugares mais inesperados, até mesmo a partir de insetos que pesam poucos gramas, mas movimentam uma cadeia produtiva capaz de transformar vidas.

Mulheres transformam hobby por abelhas em produtos naturais e fonte de renda no Espírito Santo — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

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Site rastreia jatos de super-ricos para ‘prever o apocalipse’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 03:51

Tecnologia Site rastreia jatos de super-ricos para 'prever o apocalipse' Programador dos EUA sustenta que, se o mundo estivesse prestes a acabar, as elites seriam as primeiras a saber. Projeto surgiu após ameaça de Donald Trump contra civilização persa. Por Felipe Espinosa Wang

Site rastreia jatos de super-ricos para 'prever o apocalipse' — Foto: Unsplash/Niklas Jonasson

A ideia é simples, talvez óbvia. Se o fim do mundo estiver se aproximando – ou ao menos um ataque nuclear ou uma crise civilizatória –, os super-ricos provavelmente ficarão sabendo antes. Não por fazerem parte de uma conspiração, mas porque costumam estar mais próximos dos centros onde circula informação estratégica.

Se eles souberem, subirão em seus jatos particulares. E, se todos subirem ao mesmo tempo, os dados vão mostrar isso.

Essa foi a intuição de Kyle McDonald, programador e artista de Los Angeles, nos EUA, que levou a ideia para a era dos dados e da aviação privada. O resultado é seu Sistema de Alerta Precoce do Apocalipse, um rastreador de movimentos de jatos privados no mundo todo, que McDonald interpreta como um possível sinal de inquietação – ou até de pânico – entre as elites globais.

"Se uma catástrofe global de verdade estivesse para acontecer, seus amigos provavelmente ficariam sabendo primeiro", escreveu McDonald ao portal de tecnologia Business Insider.

Segundo a revista Vice, o sistema monitora uma rede mundial de receptores de rádio que captam sinais ADS-B – os mesmos que transmitem em tempo real a posição, velocidade e altitude das aeronaves – e filtra esses dados para identificar cerca de 11 mil jatos privados e de fretamento.

Em seguida, compara quantos desses aviões estão no ar a cada momento com uma linha de base histórica, que leva em conta padrões diários, semanais e até feriados.

Dessa comparação surge uma escala de alerta de 1 a 5. O nível 1 corresponde a um dia normal, enquanto o nível 5 indica uma atividade aérea superior a qualquer outro momento registrado no ano anterior.

Se o número dispara repentinamente – mais de cinco desvios padrão acima da média –, o sistema pode enviar alertas automáticos por Telegram, e-mail ou mensagem de texto.

A iniciativa, no entanto, não nasceu de uma curiosidade acadêmica, mas da ansiedade. McDonald conta que tudo começou a tomar forma depois de ler a recente ameaça contra o Irã por Donald Trump, na qual o presidente dos Estados Unidos advertia que uma "civilização inteira" poderia desaparecer caso não fosse alcançado um cessar-fogo.

A declaração o levou a se perguntar quem teria acesso a informações críticas antes do restante da população. Afinal, pessoas próximas ao poder já se beneficiaram, em outras ocasiões, de informações privilegiadas em áreas como mercados de previsão, política ou criptomoedas.

Se isso acontece em questões econômicas ou geopolíticas, por que não aconteceria também diante de uma ameaça verdadeiramente existencial?

Depois de concluir o modelo, ele decidiu testá-lo, analisando dados históricos em busca dos maiores picos de atividade. O resultado o surpreendeu. O aumento mais pronunciado registrado até agora ocorreu em 6 de abril, o mesmo dia em que o Irã lançou uma ofensiva em larga escala contra alvos americanos e israelenses.

"Isso me perturbou", escreveu na Business Insider. "Lembro de ter pensado: 'Meu Deus, é real'."

Ainda assim, McDonald insiste que seu rastreador está longe de ser um detector científico do apocalipse. Um nível 5 pode ser acionado por motivos perfeitamente banais, como as férias de Natal ou grandes eventos políticos que envolvem deslocamentos em massa de ricos.

Mas ele sustenta que o simples fato de padrões reconhecíveis surgirem já levanta questões interessantes sobre como as elites reagem a situações de incerteza.

McDonald tem 25 anos como programador. Mas, no último ano e meio, trabalha constantemente com inteligência artificial. O rastreador foi construído por meio do chamado vibe coding, uma técnica cada vez mais popular em que o desenvolvedor orienta a IA com instruções, e ela escreve grande parte do código.

Metade da sua renda vem de consultoria para empresas de tecnologia e artistas. A outra metade, de exposições na Europa e no Leste Asiático. Ele se paga um salário anual de 60 mil dólares (cerca de R$ 305 mil) – modesto para a sua vida em Los Angeles, segundo ele – e reinveste o restante em seus projetos.

O rastreador também gera alguma receita: cerca de 2,5 mil pessoas se inscreveram, a maioria gratuitamente via Telegram, e outras pagam cinco dólares por ano para receber alertas por SMS ou e-mail.

"O que me fascina é que as pessoas basicamente me pagam cinco dólares por ano pela possibilidade de não receber uma mensagem de texto", escreveu. "Isso me parece uma intervenção conceitual, uma obra de arte e um serviço de software, tudo ao mesmo tempo."

Este não é seu primeiro projeto na fronteira entre vigilância e ativismo. Antes, ele construiu aplicativos para rastrear helicópteros do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) – e descobriu, afirma, que a polícia frequentemente ocultava a identidade de suas aeronaves.

Mais recentemente, desenvolveu ferramentas de reconhecimento facial para identificar agentes das forças de segurança, projetos que lhe renderam cobertura midiática, críticas e até ameaças de morte. O fio condutor, diz ele, é inverter a lógica da vigilância: usá-la para escrutinar o poder, e não o cidadão.

De acordo com o The Washington Post, McDonald dialoga com as reflexões do escritor Douglas Rushkoff, que há anos estuda a obsessão de alguns bilionários em se preparar para o colapso social.

No livro Survival of the Richest (A Sobrevivência dos Mais Ricos), Rushkoff documentou como muitos ultrarricos não apenas constroem bunkers, mas também transformam propriedades existentes em refúgios autossuficientes, preparados para cenários extremos.

Sob a perspectiva do autor, o rastreador de McDonald seria menos um detector de catástrofes e mais um termômetro do medo das elites. E esse medo não surge no vácuo. A própria possibilidade de que alguns consigam escapar enquanto a maioria não tem essa opção remete a uma questão mais profunda: a crescente concentração de riqueza e poder.

Apesar da gravidade do pano de fundo, McDonald prefere tratar o tema com humor, em vez de solenidade. Ele não pretende oferecer respostas grandiosas. Basta-lhe que as pessoas vejam o projeto, deem uma risada e reconheçam o absurdo da situação.

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Governo nomeia Otto Lobo para presidir órgão que regula fundos de investimento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 16:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%Oferecido por

O advogado Otto Lobo, indicado para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O governo federal nomeou nesta quarta-feira (3) o advogado Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável por regular e fiscalizar o mercado de capitais no país. Ele ocupará a vaga deixada por João Pedro Barroso do Nascimento, que renunciou ao cargo, e cumprirá mandato até 18 de julho de 2027.

A nomeação de Lobo e a de Igor Muniz para a diretoria da autarquia foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

🔎 A CVM é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda e responsável por fiscalizar, normatizar e disciplinar o mercado de valores mobiliários, que incluem ações, debêntures, cotas em fundos de investimento, entre outros , garantindo transparência e segurança para os investidores.

Antes de assumir oficialmente o cargo, Lobo se reuniu nesta semana com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, o encontro teve como objetivo discutir temas relacionados à atuação da autarquia.

A CVM vem sendo alvo de questionamentos sobre a condução de processos relacionados ao conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

No início de fevereiro, a própria CVM criou um grupo de trabalho para analisar todas as informações relacionadas ao conglomerado Master e à gestora de fundos Reag, suspeita de envolvimento nas fraudes investigadas pela PF, e para propor "melhorias estruturais em regulação, supervisão, governança processual e cooperação institucional".

Questionado sobre a possibilidade de dar prioridade aos casos envolvendo o Banco Master, Lobo afirmou que a intenção é acelerar a tramitação de todos os processos em andamento na autarquia.

"Todos esses processos vão ser tratados com muita celeridade. A CVM sempre vai dar respostas para esse e outros processos", afirmou Lovo, acrescentando que será feito um mutirão para julgar mais processos.

O novo presidente também afirmou que não haverá distinção entre investigados e que os procedimentos seguirão os princípios legais e constitucionais.

"Tudo será conduzido dentro da legalidade e do respeito à ampla defesa", complementou ele.

O nome de Otto Lobo foi aprovado pelo Senado em maio, por 31 votos a 3. Na mesma sessão, os senadores também aprovaram a indicação de Igor Muniz para a diretoria da CVM.

A escolha de Lobo para comandar a autarquia foi atribuída nos bastidores a empresários e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que nega ter atuado como padrinho político da indicação.

A indicação gerou divergências dentro do governo. Integrantes da equipe econômica manifestaram resistência ao nome de Lobo, posição que teria sido compartilhada tanto pelo então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quanto pelo atual chefe da pasta, Dario Durigan.

Apesar disso, segundo fontes envolvidas nas negociações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou ao senador Eduardo Braga, relator da indicação, sua preferência pelo nome de Lobo.

No mercado financeiro, a indicação também enfrentou resistência. Críticos apontam decisões consideradas favoráveis ao Banco Master tomadas por Lobo durante o período em que exerceu interinamente a presidência da CVM.

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‘Pix americano’? O que é o Zelle, sistema de pagamentos defendido por Eduardo Bolsonaro para negociação entre Brasil e EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 16:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%Oferecido por

Em meio às críticas do governo de Donald Trump ao Pix, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu na quarta-feira (3) que o Brasil pode "ir para a mesa de negociação" ao mencionar o uso do Zelle, que ele chamou "o Pix americano".

Ao canal TMC News, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que os "EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle".

"Então dá pra você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos", seguiu o ex-deputado cassado que vive nos EUA há mais de um ano fazendo articulações políticas que buscam favorecer o campo bolsonarista.

A declaração de Eduardo foi dada em meio à pressão americana sobre o Pix, que foi um dos alvos do documento em que governo Trump propõe uma nova taxação de 25% sobre produtos brasileiros.

"O Brasil tem prejudicado injustamente as empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix", afirma o documento da investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado.

O governo americano acusou o Banco Central brasileiro de exercer papel duplo no Pix — "como regulador e proprietário/operador" do Pix — criando um "conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas".

As críticas americanas seguem citando a exigência do uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas e a de que o sistema de pagamentos seja exibido na tela principal do aplicativo dos bancos no Brasil.

Em pré-campanha à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem usando o argumento de que os Estados Unidos e a família Bolsonaro seriam contra o Pix.

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, tem citado que o Pix foi lançado em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) — apesar de o projeto ter sido iniciado ainda no governo Michel Temer (MDB), em 2018.

As declarações de Eduardo Bolsonaro já repercutiram no campo governista, com o deputados do PT acusando os filhos do ex-presidente de agir contra o Brasil.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) os chamou de "entreguistas": "Eduardo Bolsonaro confessa que quer entregar nosso Pix público e gratuito, operado pelo nosso Banco Central, aos americanos. Nós não vamos permitir".

Já a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR), disse que Eduardo "quer trocar o nosso Pix pelo sistema americano chamado Zelle, como ponto de negociação pra retirar a taxação americana, que eles ajudaram articular".

Pix foi lançado em 2020 e entrou na mira de uma investigação do governo americano — Foto: Getty Images via BBC

Diferentemente do Pix — um sistema de pagamentos público, criado e operado pelo Banco Central brasileiro —, o Zelle é um sistema privado de pagamentos e transferências, operado por bancos americanos.

O serviço é operado desde 2017 pela Early Warning Services, empresa que é copropriedade de sete dos maiores bancos americanos: Bank of America, Capital One, JPMorgan Chase, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo.

Segundo a empresa, o Zelle está disponível em mais de 2,4 mil aplicativos bancários no país. Ou seja, depende de cada banco a decisão de usar ou não.

Já no Brasil, a participação no Pix é obrigatória para todas as instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central com mais de 500 mil contas ativas.

O serviço americano anunciou que alcançou 151 milhões de usuários cadastrados em 2024, entre consumidores e pequenos negócios, fazendo mais de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5 trilhões) em transferências naquele ano.

O Pix, por sua vez, é usado por mais de 170 milhões de pessoas físicas no Brasil, ou 80% da população do país, movimentando R$ 35,4 trilhões em transferências somente em 2025.

A CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, classifica o Zelle como uma "resposta da indústria bancária ao crescente sucesso de serviços de pagamento entre pessoas, como PayPal", uma plataforma global de pagamentos online separada dos bancos.

Uma limitação de serviços como PayPal, Venmo e Cash App é que os usuários precisam usar o mesmo serviço para transferir dinheiro. Já com o Zelle, qualquer pessoa com uma conta bancária em uma instituição financeira participante pode enviar dinheiro.

Assim como o Pix, o serviço americano permite que um cliente bancário envie recursos rapidamente para outra pessoa usando apenas seu endereço de e-mail ou número de telefone. No Brasil, os clientes podem usar ainda o CPF ou uma "chave aleatória" para as transferências.

De acordo com a Early Warning Services, o dinheiro é depositado diretamente na conta bancária "em poucos minutos". Já o Pix é um serviços instantâneo, que realizar pagamentos em segundos, estando disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive em fins de semana e feriados.

O Bank of America ressalta também em seu site que, "em algumas situações, a instituição financeira do destinatário pode causar um atraso no processamento da transferência" via Zelle.

Ainda segundo a Early Warning Services, "normalmente não há tarifas para consumidores enviarem ou receberem dinheiro por meio do Zelle", mas essa não é uma regra. É possível que bancos cobrem taxas para transações, por isso é preciso verificar com as instituições financeiras.

No Brasil, o Pix é gratuito para pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEIs) e empresários individuais, e cobra taxas baixas de pessoas jurídicas, que variam de 0,89% a 1,45% por transação, dependendo do banco, do volume de recebimentos e do canal utilizado.

Os limites de envio e recebimento de dinheiro pelo Zelle são definidos por cada banco ou cooperativa de crédito participante.

No Pix, os limites para pessoas físicas são definido pelas instituições financeiras, com base no perfil de risco e de comportamento do usuário.

Em um artigo publicado em 2025 em que elogiou o Pix, o economista americano Paul Krugman, vencedor do prêmio Nobel, disse que "o Pix é uma espécie de versão pública do Zelle".

"Mas o Pix é muito mais fácil de usar. E, embora o Zelle seja grande, o Pix se tornou simplesmente enorme, sendo usado por 93% dos adultos brasileiros. Parece estar rapidamente substituindo dinheiro em espécie e cartões", escreveu Krugman.

Após a citação do Pix no relatório produzido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) nesta semana, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu o meio de pagamento e disse que a conclusão da investigação dos EUA decorre de "informações incompletas" acerca dos objetivos e funcionamento do sistema financeiro.

"O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica.

Trata-se de um modelo aberto e não discriminatório, com participação de bancos, fintechs, instituições financeiras nacionais e estrangeiras", afirmou a entidade.

A Febraban pontuou ainda que "não há qualquer restrição à entrada de novos participantes, de qualquer porte ou segmento da indústria financeira, desde que operem no mercado nacional".

Post do governo federal de julho de 2025: gestão Lula tem procurado usar episódios para tentar melhorar imagem — Foto: Governo Federal

A menção ao Pix no relatório publicado pelo USTR nesta semana não foi o primeiro ataque dos EUA ao sistema de pagamentos.

O Pix foi mencionado em outro relatório do USTR de 31 de março em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas americanas. Na ocasião, o governo brasileiro reagiu e o presidente Lula afirmou que "o Pix é do Brasil".

No relatório de março do ano passado, no entanto, o sistema de pagamentos não foi mencionado diretamente, ao contrário do que aconteceu no deste ano.

Uma fonte ouvida pela BBC News Brasil que tem proximidade com as negociações entre Brasil e EUA comenta que uma das hipóteses para o endurecimento no tom agora foi o desfecho de uma reunião recente da Organização Mundial do Comércio (OMC) em que o Brasil bloqueou uma proposta dos EUA e outros países para estender a moratória de tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas, que inclui serviços digitais como streamings, softwares e jogos.

Há ainda a grande derrota que o tarifaço de Trump sofreu no judiciário americano em fevereiro deste ano, quando a Suprema Corte considerou que o instrumento que vinha sendo usado para embasar as medidas (a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, ou IEEPA, na sigla em inglês), na verdade não autorizava o governo americano a instituir as tarifas.

Em um artigo de março deste ano, duas analistas do centro de pesquisas americano Brookings Institute pontuaram que, diante desse revés, a Seção 301, usada na investigação contra o Brasil, poderia entrar no cardápio do governo americano como opção para voltar a taxar seus parceiros comerciais.

Do lado do setor financeiro, a jurista Camila Villard Duran chama atenção para a expansão do Pix no Brasil, "que altera diretamente o equilíbrio competitivo para empresas americanas, como Visa e Mastercard", mas especialmente para o fenômeno mais amplo no qual ele está inserido, de transformação estrutural e reorganização da ordem monetária e financeira internacional.

"O Pix já não é apenas um sistema de pagamentos eficiente. Ele representa um modelo de infraestrutura pública, que reduz a dependência de redes privadas estrangeiras e concentra, no âmbito doméstico, o controle jurisdicional sobre dados e fluxos financeiros", destaca Duran.

A professora aponta que, no relatório do USTR, os EUA fazem críticas semelhantes às feitas ao Brasil a países como Índia, Tailândia e Paquistão, "onde políticas públicas nacionais promovem sistemas domésticos de pagamento, impõem requisitos de localização de dados ou criam barreiras regulatórias à atuação de empresas estrangeiras".

"Em todos esses casos, o argumento dos EUA é semelhante: tais medidas seriam discriminatórias e restringiriam o acesso de empresas americanas a mercados nacionais", completa.

Diante desse panorama, Duran avalia que a pressão sobre o Pix e sobre sistemas de pagamentos de outros países também está ligada a uma questão ainda mais ampla, de soberania.

O que está em jogo, diz ela, já não é apenas a concorrência entre empresas, "mas o controle sobre infraestruturas consideradas como críticas".

"Nas minhas pesquisas, tanto sobre a criação do euro digital como sobre os projetos de plataformas alternativas para transações financeiras transfronteiriças, noto que a ideia de 'soberania monetária' está se deslocando muito rapidamente da autonomia da política monetária para o controle jurisdicional sobre as infraestruturas de pagamento e dos dados monetários que elas geram", afirma Duran.

"A moeda, na economia digital, torna-se cada vez mais informação e, nesse contexto, o controle jurisdicional sobre esses dados passa a ser um elemento central do poder monetário estatal."

Com informações de Vitor Tavares, Thais Carrança, Daniel Gallas e Camilla Veras Motta, da BBC News Brasil em São Paulo e em Londres.

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Instagram Plus começa a ser liberado no Brasil; veja preço e recursos exclusivos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 13:51

Tecnologia Instagram Plus começa a ser liberado no Brasil; veja preço e recursos exclusivos Assinantes podem manter stories por mais tempo no ar e criar mais listas de seguidores como a de melhores amigos. WhatsApp e Facebook também ganharão versões pagas em breve. Por Victor Hugo Silva, g1

O Instagram Plus, versão paga da rede social, começou a ser liberado no Brasil nesta quinta-feira (4). O serviço oferecerá recursos exclusivos para usuários que pagarem R$ 10 por mês.

A assinatura dá mais prioridade aos stories, aumentando as chances de eles serem vistos por mais seguidores. Também permite que as publicações fiquem no ar por 48 horas, em vez das 24 horas atuais. (veja todos os recursos abaixo)

Ela oferece ainda a opção de criar listas de seguidores parecidas com a de melhores amigos. A ideia é permitir que os stories sejam compartilhados exatamente com o grupo que você quiser.

A Meta, dona do Instagram, deve começar a liberar em breve as versões pagas do WhatsApp e do Facebook. No aplicativo de mensagens, por exemplo, a assinatura deve liberar novos recursos de personalização, figurinhas premium, toques personalizados, entre outras funções.

Prioridade na entrega de stories para seus seguidores; Opção para manter stories no ar por 48 horas, em vez de apenas 24 horas; Listas de audiência para compartilhar stories com grupos específicos; Curtidas animadas que ocupam toda a tela e podem ser enviadas para amigos; Prévia de visualização de stories sem a outra pessoa saber; Dados sobre quantas vezes os seus stories foram reassistidos; Busca na lista de visualizações de stories para encontrar rapidamente pessoas específicas; Ícone personalizado do Instagram a partir de uma seleção feita pela rede social; Fonte personalizada na bio; Opção para fixar até seis publicações no perfil, em vez de três; Opção para publicar algo direto no perfil ou nos destaques, sem aparecer no feed ou nos stories para seguidores.

A versão paga do Instagram tinha sido anunciada no final de maio pela diretora de produtos da Meta, Naomi Gleit. A executiva disse que, em breve, ela poderá ser administrada em uma central criada pela empresa.

"Você poderá nos ver testando assinaturas sob o nome Meta One. Embora ainda estejamos em fase de testes e aprendizado, acreditamos que, eventualmente, o Meta One será o local centralizado que reunirá suas assinaturas em todos os nossos aplicativos", afirmou.

Em 2023, a Meta lançou na Europa versões pagas e sem anúncios do Facebook e do Instagram para cumprir a legislação da União Europeia sobre proteção de dados.

A empresa enfrenta pressão de investidores por conta de seus gastos com inteligência artificial. A projeção da companhia é de que os investimentos nesse setor, especialmente com data centers, alcancem entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões (entre R$ 630 bilhões e R$ 730 bilhões).

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WhatsApp lança filtros e figurinhas para a Copa do Mundo; veja como usar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 12:45

Tecnologia WhatsApp lança filtros e figurinhas para a Copa do Mundo; veja como usar Novidades incluem reações com a bola oficial do torneio, figurinhas temáticas, efeitos para videochamadas e informações em tempo real das partidas por meio da Meta AI. Por Redação g1

O WhatsApp anunciou nesta quinta-feira (4) uma série de recursos para os usuários aproveitarem durante a Copa do Mundo de 2026, que começa em 11 de junho.

Entre as novidades estão figurinhas temáticas, efeitos para videochamadas e atualizações em tempo real por meio da Meta AI.

Até a final do torneio, os usuários poderão reagir às mensagens com a Trionda, a bola oficial da Copa do Mundo. Ela aparece como um emoji e, ao ser usada, ativa uma animação com várias bolas "pulando" na tela do celular.

O aplicativo também ganhou um pacote especial de figurinhas da Copa do Mundo, com imagens de trave, chuteira, bola tensa, bola chorando e cartões vermelho e amarelo.

Além disso, a empresa disponibilizou efeitos temáticos para videochamadas, incluindo uma bola sobre a cabeça do usuário, uma trave como plano de fundo e um adesivo de bola aplicado ao rosto, entre outros.

O Meta AI, inteligência artificial da empresa, também passará a exibir informações em tempo real sobre as partidas, incluindo as classificações mais recentes do torneio.

Segundo o WhatsApp, a final da Copa do Mundo de 2022, no Catar, registrou um pico de 25 milhões de mensagens por segundo na plataforma.

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Quem criou o Pix? Como nasceu o sistema de pagamentos que está na mira do governo Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 11:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%Oferecido por

Os novos ataques do governo dos Estados Unidos contra o sistema de pagamentos Pix nesta semana reacendeu no Brasil um debate sobre quando e por quem foi criada a tecnologia.

Na segunda-feira, o governo americano concluiu uma grande investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado. O relatório tinha o Pix como um de seus alvos.

"O Brasil tem prejudicado injustamente as empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix", afirma o documento.

No dia seguinte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apareceu com um cartaz durante um evento em Goiás que dizia: "O Pix é do Brasil".

"Viram que eu entrei aqui com essa faixa: 'O Pix é do Brasil'. É porque ontem, o presidente americano, numa atitude intempestiva — porque nós estávamos negociando depois da minha visita ao presidente [Donald] Trump — de forma intempestiva, anunciou um aumento de taxação das coisas brasileiras para 25%, com base numa mentira", disse Lula, que é pré-candidato na eleição presidencial de outubro.

"Eu falei para ele: ô, Trump, ô cara, ao invés de ter medo do Pix, coloca o Pix para funcionar nos EUA. Faz um Pix para nós."

Um dia depois, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) exibiu em um evento em Minas Gerais um cartaz que dizia: "O Pix é do Brasil e do Bolsonaro".

Em seu discurso, ele disse: "É mentira que o Pix está ameaçado. Não tem absolutamente nada a ver o meio de pagamento com isso tudo. O Pix é brasileiro, foi feito pelo [ex] presidente [Jair] Bolsonaro. O Pix não é taxado porque o presidente Bolsonaro assim determinou que não fosse, é algo que revolucionou na segurança, então isso não está em discussão."

O Pix é um sistema de pagamento instantâneo criado por técnicos do Banco Central, que permite transferir dinheiro entre contas em segundos, a qualquer hora e dia. É conhecido por ser rápido e seguro e pode ser usado a partir de contas correntes, poupança ou pré-pagas.

O sistema se popularizou no Brasil e possui números impressionantes. Segundo o Banco Central, mais de 170 milhões de pessoas físicas — o que equivale a 80% da população brasileira — já fizeram uma transferência por Pix. Até outubro do ano passado, mais de R$ 3 trilhões haviam sido movimentados por Pix.

Só em janeiro deste ano, foram realizadas mais de 7 bilhões de transações. No dia 12 de dezembro de 2025 o sistema registrou seu recorde: foram 313 milhões de transações em um mesmo dia.

Segundo um relatório de 2022 do Banco Central sobre o Pix, a primeira manifestação sobre "soluções que permitam, a baixo custo, pagamentos de varejo em tempo real e ininterruptos" aconteceu em 2014, durante o governo de Dilma Rousseff, em um relatório Relatório de Vigilância do Sistema de Pagamentos Brasileiro.

Banco Central liquida mais uma instituição que pertencia ao Grupo Master — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Mas o Pix só começou a ser desenvolvido pelos técnicos do Banco Central em maio de 2018 — ainda no governo de Michel Temer. Entre a criação de um grupo de trabalho específico e o lançamento do sistema, se passaram cerca de 31 meses.

A portaria 97.909 de maio de 2018 do Banco Central instituiu um grupo de trabalho com objetivo de "contribuir para a construção de um ecossistema de pagamentos instantâneos competitivo, eficiente, seguro e inclusivo".

O nome Pix ainda não era usado nessa ocasião. Mas algumas bases do sistema já estavam definidas nessa portaria.

"A infraestrutura centralizada de liquidação será operada pelo Banco Central do Brasil e estará disponível 24 horas por dia, sete dias por semana e em todos os dias do ano. As transações serão liquidadas uma a uma, no momento em que a ordem de liquidação for aceita pela infraestrutura", afirma a portaria.

O grupo de trabalho para pagamentos instantâneos (GT-PI) de maio de 2018 foi, segundo o Banco Central, "a primeira etapa para o desenvolvimento dos pagamentos instantâneos no Brasil". Esse grupo esteve aberto a qualquer parte interessada no tema, e recebeu contribuições de mais de 130 participantes.

Em dezembro de 2018, o último mês do governo Temer, o Banco Central divulgou o comunicado 32.927 no qual estabeleceu requisitos fundamentais do Pix que foram aprovados pela diretoria colegiada da instituição. Nesse comunicado, o BC se posicionou oficialmente como líder do processo de desenvolvimento e implementação do Pix.

A partir de outubro de 2019, já no governo Bolsonaro, a infraestrutura tecnológica começou a ser desenvolvida.

A marca Pix foi lançada em fevereiro de 2020. Segundo o Banco Centrarl, a marca "é baseada em tecnologia, transação e pixel, e representa a transposição dos limites do sistema financeiro, a comunicação entre os agentes de mercado e a solidez do pixel".

Um ano após o começo do desenvolvimento da infraestrutura tecnológica, em outubro de 2020, foi iniciado o cadastramento de chaves por usuários iniciais. Em 3 de novembro, o sistema começou a funcionar de forma restrita — e em 16 de novembro ele passou a operar de forma plena.

Em outubro de 2020, um mês antes do lançamento oficial do sistema, o então presidente Jair Bolsonaro manifestou desconhecer o meio de pagamento quando foi parabenizado por um apoiador na saída do Palácio da Alvorada.

Na ocasião, Bolsonaro se confundiu e achou que se tratava de algo relacionado à desburocratização na aviação civil. Ao ouvir a explicação do apoiador de que o Pix era um novo meio de pagamento criado pelo Banco Central, respondeu: "Não tomei conhecimento, vou conversar essa semana com o [então presidente do BC] Roberto Campos".

Lojistas oferecem descontos para pagamentos no PIX, em dinheiro ou no débito, que saem mais baratos do que no crédito. — Foto: Giaccomo Voccio/g1

No Brasil, a forma como o Pix foi estruturado beneficiou empresas nacionais, especialmente bancos digitais e fintechs. "Alavancando o modelo do Pix", elas desenvolveram inovação e cresceram, expandindo-se inclusive para outros mercados.

Isso acabou fazendo do país uma referência internacional, inspirando outros países, como a Colômbia.

"O Brasil é bem conhecido hoje por seus 'neobancos' [bancos digitais] e pelo seu ecossistema doméstico de inovação financeira", disse a pesquisadora Polina Kempinsky à BBC News Brasil.

O Prêmio Nobel de Economia Paul Krugman elogiou o Pix por ser quase instantâneo e por ter custos de transação baixos e sugeriu que o Brasil pode ter inventado o futuro do dinheiro com esse sistema.

"Outras nações podem aprender com o sucesso do Brasil no desenvolvimento de um sistema de pagamento digital", escreveu Krugman.

E disse que o sistema brasileiro de pagamentos está "conseguindo de fato o que os defensores de criptomoedas alegaram, falsamente, ser capaz de se alcançar por meio do blockchain — baixos custos de transação e inclusão financeira."

"Compare os 93% de brasileiros que usam o Pix com os 2%, isso mesmo, 2% de americanos que usaram criptomoedas para comprar algo ou fazer um pagamento em 2024", disse o economista em 2025.

"Ah, e usar o Pix não cria incentivo para sequestrar pessoas e torturá-las até que entreguem suas chaves de criptografia. Então, teremos um sistema semelhante ao Pix nos Estados Unidos? Não. Ou pelo menos não por muito tempo."

Especialistas também disseram à BBC News Brasil que o Pix incomodou algumas das big techs americanas.

"Estamos falando aqui de uma competição tecnológica, onde os EUA visam tirar qualquer tipo de tecnologia que possa oferecer algum tipo de inovação e que não esteja sendo gerida dentro do próprio país ou que não esteja sob controle dos EUA", diz Bruna Martins dos Santos, gerente de políticas e advocacy da Witness, organização internacional sem fins lucrativos focada em tecnologia e direitos humanos, em entrevista em julho de 2025.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres após assinar uma ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

Na conclusão apresentada esta semana da investigação com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 — um instrumento legal que permite a Washington apurar práticas estrangeiras consideradas injustas ou discriminatórias contra empresas e produtos americanos — o governo dos EUA acusa o Pix de prejudicar "injustamente as empresas americanas".

A investigação diz que o Banco Central brasileiro exerce papel duplo — "como regulador e proprietário/operador" do Pix — criando um "conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas".

"O banco tem atuado como regulador para desfavorecer provedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA e privilegiar o Pix. Por exemplo, o Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas e requer que o Pix seja exibido na tela principal do aplicativo das instituições participantes com destaque igual ou superior a qualquer outra funcionalidade de pagamento ou transferência."

Além disso, há críticas pelo fato de o Banco Central exigir que o Pix seja ofertado sem taxas aos clientes. Segundo a conclusão da investigação, as autoridades brasileiras obrigam empresas americanas a promover o competidor brasileiro (Pix) sem compensações às instituições americanas.

"Os atos, políticas e práticas do Brasil relacionados ao tratamento preferencial dado ao Pix são injustos e discriminatórios. É injusto exigir que os concorrentes ofereçam vantagens ao Pix, como disponibilidade, visibilidade e limites de taxas, e o Brasil discrimina os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA ao conceder essas vantagens apenas a seu campeão nacional do Brasil."

Como resultado da investigação, que inclui outras críticas a práticas comerciais do Brasil, os EUA propõem tarifas de 25% a produtos brasileiros. Essas propostas ainda serão negociadas entre os governos até o dia 15 de julho.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu o Pix das críticas do governo americano. Em nota, a entidade disse que as conclusões da investigação foram baseadas em "informações incompletas" sobre os objetivos e o funcionamento do sistema.

"O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos", disse a Febraban.

A entidade diz que o Pix contribui para a inclusão financeira ao reduzir custos e ampliar o acesso aos meios digitais de pagamento.

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Android passa a detectar possíveis ligações falsas feitas com IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 10:51

Tecnologia Android passa a detectar possíveis ligações falsas feitas com IA Recurso funciona no app "Telefone do Google" e depende que os dois participantes da chamada usem a ferramenta; a verificação da identidade acontece nos bastidores, sem exigir nenhuma ação dos usuários. Por Redação g1

O Google anunciou um recurso para Android capaz de identificar ligações falsas feitas por golpistas e alertar as possíveis vítimas. A novidade será disponibilizada neste mês globalmente, incluindo o Brasil, e funcionará por meio do aplicativo gratuito "Telefone", do Google

Para usar a ferramenta, será necessário instalar o app "Telefone do Google" e defini-lo como app padrão para chamadas. Assim, em vez de utilizar o aplicativo de ligações que já vem no celular, o aparelho passará a fazer e receber chamadas pelo app do Google.

Um dos exemplos apresentados pelo Google é o de uma ligação identificada como "Mãe". Ao atender, a voz soa exatamente como a dela. No entanto, a chamada foi feita por um criminoso que usa inteligência artificial para imitar sua voz e tentar convencer a vítima a enviar dinheiro.

Com a novidade, quando duas pessoas usam o aplicativo "Telefone do Google", os aparelhos trocam automaticamente um sinal silencioso de verificação durante a chamada. Se essa confirmação não acontecer, o aplicativo de quem recebe a ligação pode exibir um alerta para você recursar a chamada.

O Google, porém, não explicou como o app se comporta em situações em que a outra pessoa utiliza o aplicativo de chamadas padrão do celular, outro app de telefone ou até mesmo um iPhone, que não é compatível com o "Telefone do Google".

A empresa afirma que desenvolveu essa proteção com base em um padrão aberto, o que permitiria que outros fabricantes de dispositivos e desenvolvedores de aplicativos adotassem a mesma tecnologia em seus produtos.

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Uber demite 23% dos funcionários; maioria dos cortes atinge RH e recrutamento, diz agência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 10:51

Tecnologia Uber demite 23% dos funcionários; maioria dos cortes atinge RH e recrutamento, diz agência CEO da empresa afirma que os cortes fazem parte de uma reestruturação da área de 'Pessoas'; Uber diz que decisão não está relacionada aos investimentos em IA. Por Redação g1

A Uber está demitindo 23% dos seus funcionários, muitos das áreas de recursos humanos e recrutamento, segundo informações da agência Bloomberg.

Em um memorando enviado aos colaboradores, o CEO da empresa, Dara Khosrowshahi, afirmou que as mudanças são necessárias para "maximizar a eficácia da equipe de Pessoas e o enorme potencial que temos pela frente", de acordo com a CNBC norte-americana.

A companhia afirmou que os cortes não estão relacionados aos investimentos em inteligência artificial, disse um porta-voz à Bloomberg.

Nos últimos meses, outras empresas de tecnologia, como a Meta (dona de Facebook e Instagram) e a Oracle, também realizaram demissões em massa enquanto ampliavam os investimentos em IA.

O g1 procurou a Uber para saber se funcionários da empresa no Brasil foram afetados e aguarda retorno.

Em comunicado às equipes impactadas, Jill Hazelbaker, promovida no mês passado ao cargo de presidente e diretora de assuntos corporativos, afirmou que as demissões têm como objetivo construir uma "organização mais conectada, moderna e operacionalmente excelente".

A Bloomberg informou ainda que alguns funcionários de RH que haviam recebido autorização para trabalhar remotamente foram avisados de que precisarão retornar ao modelo híbrido, com presença no escritório três dias por semana.

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Número de ricos e suas fortunas atingiram novo recorde em 2025, diz estudo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 08:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%Oferecido por

Paris, França, 4 Jun 2026 (AFP) – O número de milionários em todo o mundo e sua fortuna continuaram crescendo em 2025 e atingiram novos recordes, graças ao forte desempenho do mercado de ações e à queda da inflação, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (4) pela Capgemini.

Essa consultoria define os ricos como aqueles que possuem mais de um milhão de dólares (5 milhões de reais) disponíveis para investimento. Isso exclui, em grande parte, o valor de sua residência principal.

Esse número aumentou 7,9%, chegando a 25,3 milhões de pessoas no ano passado, quase 2 milhões a mais do que em 2024, calculou a Capgemini em seu estudo internacional intitulado "World Wealth Report" (Relatório Mundial da Riqueza, em tradução livre).

Seu patrimônio total cresceu 8,7%, atingindo 98,3 trilhões de dólares (495,5 trilhões de reais), um valor recorde e o maior aumento anual desde 2018.

"Os mercados de ações, impulsionados por ganhos relacionados à inteligência artificial, foram o principal motor da criação de riqueza para indivíduos ricos em cinco das seis principais regiões geográficas" analisadas, afirmou a Capgemini.

E "a riqueza dos indivíduos ricos permanece altamente concentrada: 1% deles detém 34,8% dessa riqueza", acrescentou.

O maior aumento no número de milionários (9,4%) é observado na região Ásia-Pacífico, impulsionado pelo setor de semicondutores, com o Japão e a China na liderança.

Na América do Norte, o número de milionários aumentou 9,1%, graças aos Estados Unidos, onde mais de 736 mil novos milionários foram registrados, elevando o total para 8,7 milhões no país.

A única região analisada com queda no número de milionários foi o Oriente Médio (-1,4%), impactado pela queda nos preços do petróleo no ano anterior.

A população de indivíduos super-ricos, definidos como aqueles com patrimônio líquido de pelo menos 30 milhões de dólares (151 milhões de reais), também aumentou 9,4%, chegando a aproximadamente 250 mil pessoas em todo o mundo.

O estudo da Capgemini foi baseado em entrevistas com 6.510 indivíduos ricos nas Américas, Europa, Ásia-Pacífico e Oriente Médio.

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