RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo deve prorrogar por mais dois meses subsídio à gasolina

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 13:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0830,63%Dólar TurismoR$ 5,2860,49%Euro ComercialR$ 5,7840,34%Euro TurismoR$ 6,0250,17%B3Ibovespa176.583 pts-0,54%MoedasDólar ComercialR$ 5,0830,63%Dólar TurismoR$ 5,2860,49%Euro ComercialR$ 5,7840,34%Euro TurismoR$ 6,0250,17%B3Ibovespa176.583 pts-0,54%MoedasDólar ComercialR$ 5,0830,63%Dólar TurismoR$ 5,2860,49%Euro ComercialR$ 5,7840,34%Euro TurismoR$ 6,0250,17%B3Ibovespa176.583 pts-0,54%Oferecido por

Diante da retomada da guerra no Oriente Médio nas últimas semanas, a equipe econômica deve anunciar a prorrogação, por mais dois meses, da chamada "subvenção", um tipo de subsídio, para manter o preço da gasolina mais baixo.

De acordo com interlocutores da pasta, a decisão deve ser anunciada até o fim de semana — quando termina o prazo atual fixado para o benefício.

Anunciado em maio, o subsídio foi definido em R$ 0,44 por litro da gasolina para tentar conter os efeitos guerra na economia brasileira.

Com alta do petróleo, há pressão sobre os preços dos combustíveis, algo que se reverbera por toda economia (leia mais abaixo).

Alguns dias após o anúncio do subsídio, em maio, a Petrobras anunciou um novo ajuste de R$ 0,48 nos preços da gasolina A para as distribuidoras. Por conta da subvenção concedida pelo governo, o aumento efetivo foi menor: de R$ 0,04 por litro.

O subsídio é pago diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Também para conter os efeitos da guerra na inflação, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, na semana passada, a elevação do percentual de etanol anidro na gasolina para 32%. A medida tem validade inicial de 180 dias, mas pode ser prorrogada uma vez por igual período.

A guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, travou o fluxo de navios petroleiros no Estreito de Ormuz — corredor marítimo no Golfo Pérsico por onde passa cerca de 20% do petróleo global. Com isso, o barril do petróleo, principal matéria-prima dos combustíveis, superou os US$ 100.

LEIA MAIS: Dólar opera em alta, após novos ataques entre EUA e Irã e com alta do petróleo no radar; Ibovespa cai

Após negociações, os Estados Unidos e o Irã anunciaram um acordo de paz preliminar na guerra do Oriente Médio em 17 de junho, o que contribuiu para a queda do preço do barril de petróleo para menos de US$ 80 por algumas semanas.

Menos de mês depois, em 8 de julho, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que o acordo de paz firmado com o Irã teria acabado, e que não buscaria mais diálogo com Teerã, o que voltou a pressionar novamente os preços dos combustíveis. O petróleo opera novamente acima de US$ 100 por barril nesta semana.

"Para mim, acho que [o acordo de paz] acabou. Eu não quero mais lidar com eles [Irã]. Eles são a escória, são liderados por pessoas doentes e são um povo maldoso e violento. (…) Vou falar com meus negociadores, mas é uma perda de tempo lidar com eles. Até onde eu sei, acabou", afirmou Trump, na ocasião, quando perguntado se o acordo teria "morrido".

Há 31 minutos Eleições 2026 VALDO: Flávio pode perder apoio de eleitores independentes após atacar urnasHá 31 minutosCAMAROTTI: aliados querem reverter decisão do PP e buscam apoio Há 31 minutosCaos no transporte de SPCPTM deve voltar a operar linhas de trem privatizadas após falha, diz Artesp

Há 17 minutos São Paulo Botão de emergência não funcionou em trem que pegou fogoHá 17 minutos Linha 13 segue paralisada após falha; 2 linhas operam parcialmenteHá 17 minutosAnuário da SegurançaTotal de assassinatos é o menor em 13 anos, mas feminicídios batem recorde

Há 1 hora Política Brasil atinge meta de redução de homicídios com 2 anos de antecedênciaHá 1 horaMortes por policiais crescem 5%; total de agentes mortos cai 3%Há 1 horaVeja ranking das 10 cidades e dos estados mais violentos

Há 6 horas Política SC supera SP e passa a ser o estado com menor taxa de mortesHá 6 horasVídeos curtos do g1

Há 17 minutos Economia Tarifaço de TrumpCasa Branca diz que EUA farão anúncio de novas tarifas ainda hoje

Há 42 minutos Economia ‘Plano Trump’: Como empresas brasileiras tentam driblar tarifaçoHá 42 minutosPetróleo bate os US$ 100 com escalada da guerra entre EUA e IrãHá 42 minutosTensão no Oriente MédioTrump cogita ataque masssivo contra Irã: ‘Ainda não sentiram dor suficiente’

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Casa Branca diz que governo fará anúncio de novas tarifas nesta quinta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 13:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2870,5%Euro ComercialR$ 5,7850,36%Euro TurismoR$ 6,0270,2%B3Ibovespa176.588 pts-0,54%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2870,5%Euro ComercialR$ 5,7850,36%Euro TurismoR$ 6,0270,2%B3Ibovespa176.588 pts-0,54%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2870,5%Euro ComercialR$ 5,7850,36%Euro TurismoR$ 6,0270,2%B3Ibovespa176.588 pts-0,54%Oferecido por

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou nesta quinta-feira (23) que o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, fará um anúncio sobre novas tarifas antes do fim da vigência da taxa global de 10%, previsto para sexta-feira (24).

A expectativa é que a medida inclua uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos de cerca de 60 países, incluindo o Brasil.

A possível nova tarifa está relacionada a uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A apuração trata de supostas falhas de parceiros comerciais no combate à importação de produtos feitos com trabalho forçado.

Tarifaço de Trump pressiona setores, mas Brasil chega menos dependente dos EUA, dizem especialistasTarifaço: setores atingidos e governo divergem sobre possibilidade de aplicar reciprocidade aos EUA

O governo brasileiro já espera a aplicação da nova tarifa e acompanha as negociações com representantes dos setores afetados.

A investigação concluiu que a entrada de produtos "produzidos com trabalho forçado" não apenas prejudica a lucratividade de empresas éticas, mas também incentiva a manutenção do trabalho escravo moderno ao permitir a circulação de mercadorias produzidas a custos artificialmente baixos.

Em relação ao Brasil, o relatório afirma que, embora o país assuma compromissos de combate ao trabalho escravo em acordos de comércio e investimentos, ainda não possui uma proibição considerada efetiva pelos EUA para impedir a entrada de mercadorias produzidas nessas condições no mercado interno.

O documento menciona a existência da Lista Suja do Trabalho Escravo, atualizada semestralmente pelo governo federal, mas ressalta que o foco da investigação americana foi a ausência de mecanismos para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado em outros países.

Há 30 minutos Eleições 2026 VALDO: Flávio pode perder apoio de eleitores independentes após atacar urnasHá 30 minutosCAMAROTTI: aliados querem reverter decisão do PP e buscam apoio Há 30 minutosCaos no transporte de SPCPTM deve voltar a operar linhas de trem privatizadas após falha, diz Artesp

Há 16 minutos São Paulo Botão de emergência não funcionou em trem que pegou fogoHá 16 minutos Linha 13 segue paralisada após falha; 2 linhas operam parcialmenteHá 16 minutosAnuário da SegurançaTotal de assassinatos é o menor em 13 anos, mas feminicídios batem recorde

Há 1 hora Política Brasil atinge meta de redução de homicídios com 2 anos de antecedênciaHá 1 horaMortes por policiais crescem 5%; total de agentes mortos cai 3%Há 1 horaVeja ranking das 10 cidades e dos estados mais violentos

Há 5 horas Política SC supera SP e passa a ser o estado com menor taxa de mortesHá 5 horasVídeos curtos do g1

Há 16 minutos Economia Tarifaço de TrumpCasa Branca diz que EUA farão anúncio de novas tarifas ainda hoje

Há 41 minutos Economia ‘Plano Trump’: Como empresas brasileiras tentam driblar tarifaçoHá 41 minutosPetróleo bate os US$ 100 com escalada da guerra entre EUA e IrãHá 41 minutosTensão no Oriente MédioTrump cogita ataque masssivo contra Irã: ‘Ainda não sentiram dor suficiente’

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Órgão do Senado identifica ‘deterioração perceptível’ de ‘parte relevante’ das estatais federais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 11:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0790,54%Dólar TurismoR$ 5,2840,46%Euro ComercialR$ 5,7740,15%Euro TurismoR$ 6,0250,18%B3Ibovespa177.362 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,0790,54%Dólar TurismoR$ 5,2840,46%Euro ComercialR$ 5,7740,15%Euro TurismoR$ 6,0250,18%B3Ibovespa177.362 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,0790,54%Dólar TurismoR$ 5,2840,46%Euro ComercialR$ 5,7740,15%Euro TurismoR$ 6,0250,18%B3Ibovespa177.362 pts-0,1%Oferecido por

A Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, avaliou nesta quinta-feira (23) que indicadores financeiros confirmam uma "deterioração perceptível" da saúde financeira de "parte relevante" das empresas estatais federais, tanto dependentes quanto não dependentes, o que eleva o risco para o Tesouro Nacional.

"Essa deterioração não é uniforme nem decorre de uma única causa, mas os dados levantados pela IFI permitem identificar padrões que merecem atenção do ponto de vista da gestão fiscal", acrescentou o órgão, por meio do Relatório de Acompanhamento Fiscal de julho.

➡️O órgão explicou que essa piora é evidenciada por patrimônio líquido negativo, fluxo de caixa operacional deficitário e margens operacionais negativas em algumas empresas, como Codevasf, Correios, Emgepron e a Infraero.

➡️Por conta disso, a IFI avalia que há um aumento de risco fiscal para o Tesouro, seja pela possibilidade de aportes e suplementações orçamentárias às estatais dependentes, seja pela fragilização da capacidade de distribuição de dividendos pelas empresas não dependentes.

No documento, a IFI explica que não pretende levantar elementos sobre a possibilidade de privatização das empresas, pois classifica esse debate como complexo, visto que envolve a análise não apenas de custos e benefícios de se manter uma determinada empresa sob controle do Estado, como também os retornos sociais que se esperam obter.

➡️No projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, encaminhado ao Congresso Nacional em abril deste ano, o governo federal admite que as empresas estatais federais, em déficit desde 2023, continuarão no vermelho até 2030. O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano.

As estatais são consideradas "dependentes" quando necessitam de recursos da União para realizar despesas de pessoal, custeio e capital, excluindo -se, neste caso, recursos provenientes de participação acionária. Ou seja, precisa de recursos do Tesouro para manter sua operação, disponibilizados em dotações no Orçamento Fiscal e da Seguridade Social. Entre as estatais dependentes, estão a Codevasf, a Conab, a EBC e a Embrapa.As estatais "não dependentes", públicas ou sociedades de economia mista, por sua vez, são aquelas que, em tese, não necessitam de recursos do governo para financiar despesas de pessoal, custeio e investimentos, com exceção de aportes que aumentem participação acionária. São entidades que operam com receitas próprias geradas por suas atividades operacionais. Suas despesas de investimento integram o orçamento de investimentos da União. Entre elas, estão os Correios, a Infraero, a Emgepron, a Emgea e a Dataprev.

Segundo a IFI, do Senado Federal, entre as estatais dependentes, a análise do patrimônio líquido, do fluxo de caixa operacional e do indicador de suficiência de caixa revela um grupo de empresas – notadamente Codevasf, CBTU, Embrapa, HCPA e EBSERH – cuja trajetória financeira se distancia do padrão observado nos exercícios anteriores a 2018.

"Para essas empresas, cabe reforçar que o problema não é de solvência no sentido tradicional, já que sua existência depende de subvenções do Tesouro e não de geração própria de caixa. O risco relevante reside no descompasso entre despesas e repasses, quando persistente, tende a se converter em pressão por suplementações orçamentárias ou aportes extraordinários, disputando espaço fiscal com outras políticas públicas sujeitas aos limites do RFS", avaliou a Instituição Fiscal Independente.

No grupo das estatais não dependentes, o órgão avalia que os indicadores de margem operacional, de exposição a receitas financeiras e de qualidade do lucro apontam para "fragilidades distintas", mas "igualmente relevantes".

"Casos como os da ECT [Correios], da Emgepron e da Infraero mostram que, mesmo sem onerar diretamente o orçamento fiscal e de seguridade social, essas empresas podem comprometer sua capacidade de distribuição de dividendos à União ou, em situações mais extremas, demandar aportes de capital, como o que a União fará na ECT em 2027, conforme previsto no contrato do empréstimo contratado pela empresa em 2025", acrescentou a IFI.

No caso dos Correios, cujo rombo triplicou em 2025 e atingiu R$ 8,5 bilhões, o próprio governo federal admite que a estatal pode continuar a ter um agravamento da situação econômico-financeira, seguindo tendência observada nos últimos dois anos, apesar do plano de restruturação em vigor.

"Entre as medidas do referido plano [de restruturação financeira], estão a redução de custos, com medidas de saneamento de seus planos de previdência complementar, reestruturação de planos de saúde, programas de demissão voluntária, alienação de imóveis ociosos e reajuste tarifário, dentre outras, mas a tendência é de que a empresa ainda apresente elevado prejuízo em 2026", diz o governo, no projeto da LDO de 2027.

A estatal contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025, com garantia do Tesouro Nacional. Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deu espaço para os Correios conseguirem captar um novo empréstimo com garantias da União. Pela decisão, os Correios poderão buscar mais R$ 8 bilhões em empréstimo.

Para enfrentar rombo financeiro, o governo autorizou, em maio deste ano, a estatal a vender seguros, títulos de capitalização e a atuar no mercado de telefonia. A ideia é que a empresa faça convênios com instituições financeiras para ofertar os serviços.

As receitas de encomendas subiram muito no período da pandemia, tendo se acomodado a partir de 2023. As receitas de mensagem e de postagem internacional sofreram quedas importantes nos últimos quatro anos, especialmente as de postagem.Alterações regulatórias nas compras de produtos importados (criação do programa Remessa Conforme) provocaram uma retração significativa no volume de postagens internacionais, reduzindo as receitas desse setor, que também enfrenta concorrência crescente.Ao mesmo tempo em que registrou queda em receitas, os Correios indicaram algumas pressões de custos com pessoal e benefícios no período de 2022 a 2025. Acordos coletivos elevaram as despesas com pessoal.Além disso, o reconhecimento de obrigações com o Postalis (fundo de pensão). pressionou as despesas financeiras em razão do pagamento de juros e atualizações monetárias do déficit equacionado.Crescimento expressivo da despesa de precatórios e de requisições de pequeno valor (RPVs) nos últimos anos.Outros elementos de pressão sobre as despesas da ECT nos últimos quatro anos foram: provisionamento de novas obrigações de benefício pós -emprego após a identificação da existência de subsídio cruzado entre beneficiários ativos e aposentados no Plano Correios Saúde II, além da elevação de gastos com o plano de saúde; reajustes em valores de contratos de transporte aéreo e terrestre em função de aumentos nos preços dos combustíveis; aumento no saldo de provisões devido a novas ações judiciais e revisões de risco em processos trabalhistas e cíveis; e geração de elevadas despesas com juros e multa em razão de atraso em recolhimentos de tributos e contribuições, devido à falta de liquidez.

Há 2 horas São Paulo Com lanternas de celular, usuários andam sobre trilhos no escuroHá 2 horasPrefeitura suspende rodízio de veículos, mas só na Zona LesteHá 2 horasAnuário da SegurançaNúmero de assassinatos é o menor em 13 anos, mas feminicídios batem recorde

Há 2 horas Política Brasil atinge meta de redução de homicídios com 2 anos de antecedênciaHá 2 horasMortes por policiais crescem 5%; total de agentes mortos cai 3%Há 2 horasBrasil tem 95 celulares levados por hora; veja cidades com piores índicesHá 2 horasVeja ranking das 10 cidades e dos estados mais violentos

Há 4 horas Política SC supera SP e passa a ser o estado com menor taxa de mortesHá 4 horasNº de adolescentes que cumprem medida socioeducativa cai 54%Há 4 horasTemporais no SulPonte reconstruída com rifa da população é destruída pela 2ª vez no RS

Há 2 horas Rio Grande do Sul ‘Não dá para perder tudo de novo’, diz moradora de LajeadoHá 2 horasFrente fria espalha chuva por SP e MS; temporais voltam ao RSHá 2 horasBlog do Valdo CruzFlávio pode perder apoio de eleitores independentes após atacar urnas

Há 22 minutos Blog do Valdo Cruz O ASSUNTO: Por que desacreditar urnas virou estratégia de FlávioHá 22 minutosMaster: Senador emitiu notas de R$ 500 mil para empresa ligada a suspeitoHá 22 minutosSuspeita de venda de sentençasZanin autoriza abertura de investigação contra ministro do STJ

Há 1 hora Política 7° dia de buscasPolícia encontra corpo de empresário sequestrado na Grande SP

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

MPF quer suspender gasolina com 32% de etanol e cobra R$ 500 milhões em indenização; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 09:51

Carros MPF quer suspender gasolina com 32% de etanol e cobra R$ 500 milhões em indenização; entenda Ministério Público Federal diz que governo quer aumentar o etanol na gasolina para 32% sem apresentar laudos que garantam a segurança para os carros e impacto ambiental. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

MPF pede suspensão das medidas até que estudos técnicos provem que a nova combinação de gasolina e etanol é segura para os veículos.

Especialistas avaliam que a medida pode aumentar o risco de desgaste em motores de veículos mais antigos ou sem calibração específica para essa nova mistura.

O consumo tende a aumentar em modelos flex e movidos apenas a gasolina, além de haver risco de ressecamento de mangueiras e oxidação de componentes metálicos.

A Unica afirma que os ensaios realizados não identificaram impactos negativos no desempenho de veículos e que o setor possui capacidade para atender à demanda.

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com um pedido liminar nesta quarta-feira (22) para suspender a decisão do governo que aumenta a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.

A ação civil pública tem como objetivo impedir a adoção do E32, nome dado à gasolina com 32% de etanol, até que estudos técnicos comprovem que a nova mistura é segura para os veículos. O MPF também pede que a União seja condenada a pagar R$ 500 milhões por danos coletivos. (entenda mais abaixo)

🔎 O E32 foi aprovado pelo CNPE em junho e faz parte da política do governo para ampliar o uso de biocombustíveis e reduzir a dependência da gasolina importada.

Segundo o MPF, a alteração foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) "sem a devida análise de impacto e sem demonstrar cientificamente a viabilidade da medida para a frota nacional".

O documento argumenta que a União utilizou estudos realizados com a mistura anterior, de 30% de etanol, para justificar o aumento, considerando a margem de tolerância de até dois pontos percentuais prevista nos testes.

Para o MPF, esses ensaios tinham como objetivo "avaliar o desempenho e a dirigibilidade dos veículos, considerando a margem de tolerância da especificação daquele combustível" e, portanto, não foram realizados para validar a adoção permanente da mistura de 32% de etanol na gasolina.

A ação também sustenta que os ensaios utilizados pelo governo federal não apresentaram conclusões sobre:

Durabilidade;Emissões;Autonomia;Compatibilidade com as diversas tecnologias na frota;Comportamento da nova mistura em uso contínuo.

A especificação da gasolina E32 permite que o combustível vendido nos postos contenha até 34% de etanol. Segundo o MPF, essa possibilidade não passou por validação técnica específica.

O MPF ainda diz que "há evidências de que o aumento do etanol na gasolina pode provocar corrosão em peças metálicas, desgaste prematuro de bombas e falhas em sistemas de injeção eletrônica, especialmente em motocicletas, veículos antigos e modelos importados".

O MPF também argumenta que a decisão não considerou adequadamente os possíveis impactos ambientais da medida e pede uma indenização de R$ 500 milhões por danos coletivos. Segundo o órgão, faltam estudos que avaliem os efeitos do desgaste acelerado de componentes dos veículos.

O argumento é que, embora o etanol emita menos poluentes, a substituição mais frequente de peças poderia aumentar o descarte de borracha, metal e plástico.

Além da suspensão do aumento da mistura de etanol, o MPF pede que a Justiça determine a realização de uma perícia técnica independente para avaliar os riscos aos motores e ao meio ambiente. A ação também solicita a adoção de protocolos mais rigorosos para futuras alterações na composição dos combustíveis.

"O Estado brasileiro não pode impor à coletividade a utilização de combustível com composição diversa sem demonstrar, de forma clara, objetiva e tecnicamente consistente, que a medida foi precedida de estudos suficientemente abrangentes", diz o procurador da República Cleber Eustáquio Neves, autor da ação.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu no dia 14 de julho aumentar a mistura de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%.

"Nesse contexto, a utilização de uma maior parcela de etanol produzido no país busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e possibilitar a maior presença desse biocombustível na matriz energética brasileira", justificou o conselho, em nota

Os preços do petróleo subiram e atingiram o maior nível em cerca de quatro semanas, depois que a tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a aumentar.

O mercado teme que o conflito prejudique o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de energia do mundo.

O principal motivo é o temor de interrupções no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.

Antes do conflito, cerca de 20% de todo o petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo passavam por essa rota.

Nos últimos dias, a região voltou a registrar episódios que aumentaram a preocupação dos investidores.

A medida de aumentar o volume de etanol na gasolina vinha sendo discutida por integrantes do governo nos últimos meses. Especialistas, no entanto, avaliam que a medida pode aumentar o risco de desgaste em motores mais antigos ou sem calibração específica para essa mistura.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) já havia defendido a realização de mais estudos antes da implementação da medida. (veja mais abaixo)

Segundo engenheiros, um dos principais desafios é a compatibilidade dos materiais, especialmente em veículos importados ou mais antigos, projetados para rodar apenas com gasolina e desenvolvidos para teores menores de etanol.

"No percurso dos testes, foram analisados aspectos como desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo de combustível e emissões, tanto em ambiente laboratorial quanto em condições reais de uso. De acordo com os resultados, a utilização do E32 apresentou comportamento equivalente ao observado com misturas de menor teor de etanol, sem impactos relevantes no funcionamento dos veículos, inclusive aqueles equipados com motores não flex", complementou nota do colegiado, formado por ministros e sociedade civil.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) também diz que o setor tem capacidade para atender à demanda adicional e que a medida pode reduzir a importação de gasolina e ampliar o uso de combustível renovável produzido no Brasil. (veja mais abaixo)

Nova composição da gasolina deve passar a ter 32% de etanol — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O etanol misturado à gasolina é do tipo anidro, ou seja, passa por um processo de desidratação na usina. Mesmo assim, ele tem a capacidade de absorver água do ambiente e pode levá-la para o interior do motor.

A presença de água pode afetar componentes metálicos do motor que não foram projetados para essa condição. Além disso, a combinação de etanol e água aumenta a condutividade elétrica, favorecendo a corrosão eletroquímica.

Todos os componentes que entram em contato direto com o combustível precisam estar preparados para essa nova concentração de etanol.

tanque;boia;bomba de combustível;linhas de combustível metálicas ou plásticas;bico injetor;câmara de combustão;pistões;vedações.

Alguns desses componentes podem suportar a nova mistura, mas, segundo os especialistas, a mudança exige testes detalhados para confirmar essa resistência.

"As avarias principais que podem ocorrer seriam de corrosão ou desgaste nos componentes do sistema de injeção, pois podem provocar falhas de funcionamento, aumento das emissões e consumo e até dano total, principalmente na bomba e injetores", explica Rogério Gonçalves, engenheiro e diretor de combustíveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).

Maior concentração de etanol na gasolina pode aumentar desgastes de componentes do motor — Foto: Arte / g1

Segundo Gonçalves, como os automóveis mais antigos não foram projetados para esse percentual mais elevado de etanol, eles tendem a sofrer mais com a mudança, embora a reação varie de acordo com o motor.

O especialista afirma que o consumo tende a aumentar tanto nos modelos flex quanto nos veículos movidos exclusivamente a gasolina, devido ao menor poder calorífico do etanol em relação à gasolina.

🔎 O poder calorífico é a quantidade de energia que um combustível consegue fornecer na forma de calor. Um quilograma de etanol hidratado, vendido nos postos, fornece cerca de 6.300 quilocalorias (kcal). Já um quilograma de gasolina A, combustível puro produzido na refinaria, fornece cerca de 10.400 kcal.

Estimar com precisão o impacto no consumo é difícil porque diversos fatores influenciam o rendimento do veículo no dia a dia.

Embora seja possível estimar essa diferença com base na energia fornecida por cada combustível, a variação pode ser imperceptível para o motorista no uso cotidiano.

Gonçalves explica que os testes oficiais de consumo são realizados em laboratório, em ambiente controlado, com o veículo instalado em um dinamômetro, sob temperatura monitorada e seguindo um ciclo padronizado.

Manutenção de alguns carros pode ficar mais cara com aumento de etanol na gasolina — Foto: Divulgação

No mercado de manutenção, profissionais afirmam que os componentes mais suscetíveis à nova mistura são borrachas e mangueiras, que podem ressecar e apresentar vazamentos.

"Além disso, a bomba de combustível e os bicos injetores podem oxidar ou travar, porque o álcool facilita a corrosão dessas partes metálicas e plásticas", explica Fábio Rhoden, sócio proprietário da oficina Flacht Motorsport & Classic Center.

O motorista pode perceber que o veículo está sentindo os efeitos da nova mistura logo nas primeiras horas do dia, diz Rhoden, quando o motor passa a demorar mais tempo para dar a partida de manhã.

O risco é maior nos veículos fabricados há 20 ou 30 anos, equipados com carburador ou sistemas de injeção eletrônica mais simples, que não conseguem ajustar automaticamente a mistura para essa proporção maior de etanol. Essa função é realizada pela ECU, o "cérebro" do motor.

A ECU (Unidade de Controle Eletrônico) é o computador que gerencia o funcionamento do motor em tempo real. Ela recebe informações de sensores que monitoram parâmetros como rotação, temperatura, quantidade de ar admitido, posição do acelerador e composição dos gases de escape.

Unidade de Controle Eletrônico (ECU) do motor a combustão é o cérebro do carro — Foto: Divulgação / Bosch

Com esses dados, a ECU compara o funcionamento do motor com os parâmetros de calibração desenvolvidos pela montadora e calcula, centenas de vezes por segundo, a quantidade ideal de combustível a ser injetada, o momento exato da ignição e o funcionamento de sistemas como o comando variável de válvulas e o turbocompressor.

Em seguida, envia comandos aos atuadores, como bicos injetores, bobinas e corpo de borboleta, ajustando continuamente o funcionamento do motor para equilibrar desempenho, consumo, emissões e durabilidade.

Nos veículos que não conseguem se ajustar à nova mistura, o motor trabalha em temperaturas mais elevadas e pode apresentar falhas frequentes. Já os modelos importados modernos sem tecnologia flex chegam ao limite de compensação da ECU e registram aumento expressivo no consumo.

"Os carros antigos (carburados ou com injeções simples) não conseguem se ajustar sozinhos para queimar tanto etanol", avisa Rhoden.

Além disso, esses veículos podem apresentar oscilação da marcha lenta, perda de potência e pequenos engasgos durante as acelerações.

Troca das velas de ignição pode acontecer antes do previsto — Foto: Divulgação / Flacht Motorsport & Classic Center

A elevação do teor de etanol também pode acelerar o entupimento do filtro de combustível. O etanol desprende a sujeira acumulada no fundo do tanque.

Além disso, pode antecipar a troca das velas de ignição devido ao maior calor gerado na combustão. Essa "queima" das velas de ignição pode ocorrer quando o motor não foi projetado ou calibrado para funcionar com uma concentração maior de etanol na gasolina.

Nesses casos, a ECU pode não conseguir compensar corretamente a mudança na proporção da mistura ar-combustível.

Como o etanol tem características de combustão diferentes da gasolina e exige maior volume de combustível para atingir a mistura ideal, o motor pode operar com uma mistura mais pobre (mais ar do que combustível na câmara) ou apresentar falhas de combustão em determinadas condições.

Isso aumenta a carga sobre o sistema de ignição, fazendo com que as velas trabalhem sob maior esforço elétrico e térmico, o que acelera o desgaste e pode reduzir sua vida útil.

Na maioria dos casos, a vela não "queima" apenas pelo aumento do teor de etanol, mas por uma combinação de calibração inadequada, componentes incompatíveis e funcionamento do motor fora das condições para as quais foi desenvolvido.

E as consequências para o bolso podem ser pesadas. Segundo Vinicius Giungi, proprietário de Benimports e especializado na importação de componentes para carros, as peças mais procuradas normalmente são velas, bicos injetores, bombas de combustível de baixa e alta pressão, sensores do sistema de alimentação, corpo de borboleta, mangueiras e componentes de vedação.

As marcas que mais buscam esses componentes são Audi, BMW, Mercedes, Porsche, Land Rover e os Volkswagen importados, como o Golf GTI.

Segundo o empresário, vários reparadores e donos desses veículos reclamam de problemas associados ao aumento do etanol na gasolina.

“Esse é um tema recorrente entre proprietários e reparadores de veículos importados premium, principalmente modelos turbo, de injeção direta e veículos importados de forma independente”, explica.

Segundo Giungi, os defeitos mais comuns encontrados nos componentes do sistema de alimentação e injeção são:

Entupimento parcial ou total dos bicos injetores, causado por depósitos e impurezas que comprometem a pulverização do combustível;desgaste prematuro das bombas de combustível (baixa e alta pressão), resultando em perda de pressão e falhas de alimentação;ressecamento, endurecimento e perda de elasticidade de mangueiras e vedações, o que pode ocasionar vazamentos;oxidação de conectores e terminais elétricos da bomba e dos injetores e boias de combustível, agravada pela umidade ou contaminação;travamento ou funcionamento irregular de bicos injetores, prejudicando a pulverização e a dosagem do combustível;baixa vida útil de velas de ignição.

Substituir alguns desses componentes sai caro. Cada bico injetor para BMW 320, fabricada entre 2012 e 2019, sai a partir de R$ 1.256 cada, e ainda é preciso somar a mão de obra.

Giungi explica que os preços praticados por empresas que importam peças de maneira independente costumam ser significativamente mais competitivos do que os das concessionárias. E mesmo assim assustam.

“Trabalhamos com peças originais (OEM), produzidas pelos mesmos fabricantes que fornecem componentes para as montadoras na linha de produção”, explica.

A Anfavea afirmou que é favorável aos biocombustíveis e reconhece o papel do etanol na descarbonização da frota brasileira de veículos leves.

Segundo Igor Calvet, presidente da entidade, a preocupação da indústria automobilística se restringe à necessidade de que qualquer aumento na mistura seja precedido por um cronograma rigoroso de testes.

"Nós temos discutido, na verdade, é que o aumento da mistura deve ser precedido de testes. Esse é o único ponto da Anfavea", explica Calvet.

O executivo explica que, de acordo com as normas técnicas e as regras da ABNT, a adoção de uma mistura com 32% de etanol exige ensaios de engenharia com margem de segurança para garantir que os motores suportem a abrasividade do combustível e que os sensores estejam calibrados conforme a legislação.

A manifestação sobre a importância dos testes foi feita em conjunto com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

A entidade afirma que os testes adicionais são uma garantia para o consumidor. "A gente só queria ter a tranquilidade de que não haverá nenhum problema", diz Calvet.

Segundo o executivo, a indústria automotiva já produz veículos compatíveis com biocombustíveis, mas defende rigor técnico antes da adoção de novas políticas para combustíveis no país.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirmou em nota nesta terça-feira que a proposta de aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% foi construída no âmbito do programa Combustível do Futuro, com participação de órgãos do governo, instituições de pesquisa e representantes dos setores automotivo, energético e regulatório.

Segundo a entidade, “a medida reforça a segurança energética do país ao ampliar a participação de uma fonte renovável produzida no Brasil, contribuindo para reduzir a dependência de importações de gasolina e aumentar a previsibilidade no abastecimento, especialmente em um cenário internacional marcado por volatilidade.”

A Unica diz que “o avanço para o E32 ocorre em linha com a trajetória histórica do Brasil, que já opera com misturas elevadas de etanol há anos, apoiado em uma das maiores frotas flex do mundo e em uma cadeia produtiva consolidada.”

A entidade diz que a proposta é baseada em estudos desenvolvidos no programa Combustível do Futuro, incluindo ensaios realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo.

De acordo com a Unica, os testes avaliaram desempenho, consumo, dirigibilidade, partida a frio e funcionamento de veículos leves e motocicletas movidos exclusivamente a gasolina, representativos da frota brasileira.

Os resultados, segundo a entidade, indicaram que a ampliação da mistura para 32% é tecnicamente viável.

Sobre os veículos mais antigos, a Unica afirma que os estudos incluíram modelos movidos apenas a gasolina e que representam a frota brasileira.

Segundo a entidade, os ensaios não identificaram impactos em desempenho, dirigibilidade, partida ou funcionamento geral desses veículos.

A associação também diz que os testes não encontraram evidências de aumento de desgaste ou danos aos motores nas condições avaliadas e que os sistemas eletrônicos dos veículos analisados conseguiram ajustar automaticamente a mistura entre ar e combustível.

A entidade também afirma que o setor tem capacidade para atender ao aumento da demanda por etanol anidro. Segundo a Unica, a necessidade adicional seria de cerca de 1 bilhão de litros por ano em relação ao E30, enquanto a produção prevista para a safra pode crescer cerca de 4 bilhões de litros, impulsionada pela expansão do etanol de milho e das usinas de cana-de-açúcar.

Segundo a associação, a ampliação da mistura também pode reduzir a importação de aproximadamente 800 milhões de litros de gasolina por ano e ampliar a participação de um combustível renovável produzido no Brasil.

“Além dos ganhos em segurança energética e competitividade, o E32 reforça uma das principais vantagens estratégicas do Brasil: a capacidade de expandir o uso de combustíveis renováveis em larga escala", afirma Evandro Gussi, presidente da UNICA.

Há 2 horas Política Bahia tem 5 das 10 cidades mais violentas do Brasil Há 2 horasSC supera SP e passa a ser o estado com menor taxa de mortesHá 2 horasFalha em trensPassageiros se arriscam nos trilhos e precisam pular muro com ajuda de PMs

Há 2 minutos São Paulo Passageiros usam lanterna de celular para andar sobre trilhos na escuridãoHá 2 minutosPrefeitura suspende rodízio de veículos, mas só na Zona LesteHá 2 minutosBatida em rodoviaAcidente entre van de pacientes e caminhão deixa 7 mortos em PE

Há 33 minutos Caruaru e Região Temporais no SulPonte reconstruída com rifa da população é destruída pela 2ª vez no RS

Há 4 minutos Rio Grande do Sul Mais de mil pessoas estão fora de casa; saiba como estão os níveis dos riosHá 4 minutosPrevisão do tempo 🌧️🌬️Frente fria espalha chuva por SP e MS; temporais voltam ao Rio Grande do Sul

Há 9 horas Meio Ambiente El Niño: governo antecipa contratos de reserva de energiaHá 9 horasSobretaxa de 25%’Plano Trump’: como empresas brasileiras tentam driblar tarifaço

Há 2 horas Economia Setores atingidos e governo divergem sobre reciprocidadeHá 2 horasTarifaço pressiona, mas Brasil depende menos dos EUA; entendaHá 2 horas🎧 PodcastO ASSUNTO: por que desacreditar as urnas virou estratégia de Flávio

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar abre em alta, com petróleo perto de US$ 100 no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (23) em alta, com um avanço de 0,41% perto das 9h, cotado a R$ 5,0718. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O avanço do petróleo em meio à escalada do conflito no Oriente Médio segue no centro das atenções. Com a continuidade dos ataques entre na região, a commodity voltou a ficar próxima ao patamar de US$ 100 o barril, mesmo após a afirmação de que o Omã media negociações com a Arábia Saudita, partidos iemenitas e um enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU).

O tráfego reduzido no Estreito de Ormuz continua a trazer temores sobre uma interrupção na oferta global de petróleo. Perto das 8h40, o barril do Brent, referência internacional, subia 4,94%, cotado a US$ 98,72. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançava 4,50% no mesmo horário, cotado a US$ 90,74 por barril.

▶️ O novo tarifaço do presidente americano, Donald Trump, também fica no radar. Na véspera, a nova taxa adicional de 25% sobre produtos brasileiros entrou em vigor, e a expectativa é que uma nova alíquota, entre 10% e 12,5%, seja anunciada em breve para cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. ️O cenário aumenta a pressão sobre o governo brasileiro, que segue em conversa com os setores afetados e avalia como reagir às tarifas.

▶️ A temporada de balanços corporativos também deve mexer com as bolsas globais nesta quinta-feira (23). As ações da Alphabet recuava no pré-mercado, após a companhia elevar sua projeção de investimentos, reforçando os gastos com inteligência artificial e reacendendo preocupações sobre o elevado custo para expansão da infraestrutura do setor.

A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entrou em vigor ontem. A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA.

As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis.

A expectativa, agora, é que uma nova taxa — que deve ficar entre 10% e 12,5% — seja anunciada nos próximos dias para cerca de 60 países, incluindo o Brasil. Nesse caso, a justificativa gira em torno de outra investigação dos EUA, que concluiu que essas nações adotaram práticas comerciais desleais ao não impedirem o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado.

Na véspera, o representante do comércio americano, Jamieson Greer, voltou a afirmar que práticas de desmatamento no Brasil colocam agricultores americanos em desvantagem competitiva, justificando que os baixos padrões ambientais que existe em outros países "justificam tarifas mais altas".

O tema já foi amplamente refutado pelo governo brasileiro. Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os argumentos são "absolutamente improcedentes" e "inverídicos", reiterando que o sistema de exportação brasileiro passa por um sistema rigoroso de fiscalização e controle ambiental.

Veja perguntas e respostas do novo tarifaço de TrumpGoverno ainda estuda como reagir à taxaçãoQuais os riscos e ganhos se o Brasil adotar a reciprocidade?Entenda por que o Brasil evita uma retaliação imediata

Na véspera, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) concluiu uma nova rodada de ataques contra alvos militares iranianos, marcando a 12ª noite consecutiva de operações. Segundo o comando, foram atingidas instalações de armazenamento de mísseis e drones, sistemas de defesa aérea, capacidades marítimas e locais de vigilância costeira.

Em comunicado, o Centcom afirmou que as ações visam reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais e marinheiros civis. Os EUA também disseram ter retomado um bloqueio marítimo contra o país e que mais de 50 mil militares americanos permanecem mobilizados no Oriente Médio.

Já nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã, braço ideológico das forças armadas do país, disse ter atacado e destruído diversos equipamentos militares americanos na Jordânia, além de ter atacado bases dos EUA no Kuwait, incluindo Arifjan e Doha.

Os aliados houthis do irã no Iêmen também disseram ter atacado dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando criar um segundo ponto de estrangulamento no fornecimento global de petróleo, além do fechamento iminente do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse em um encontro diplomático no Sudeste Asiático que o preço que o Irã paga "ficará mais alto a cada noite" até que Teerã esteja pronta para um acordo de paz que aceite cumprir.

" O Irã está implorando por um acordo todos os dias. O problema com o Irã é que, toda vez que eles fecham um acordo… ou o quebram ou querem mudá-lo", disse ele. "Então, agora eles estão pagando o preço por isso. E talvez mudem de ideia nos próximos dias, conforme continuam a sofrer grandes perdas."

Na Europa, o dia era negativo nesta quinta-feira (23), em meio às preocupações com a inflação global diante das novas altas do petróleo.

Perto das 8h40, o índice DAX, da Alemanha, tinha queda de 0,69%, enquanto o CAC-40, da França, recuava 1,19% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha perdas de 0,22%.

Na Ásia, as ações chinesas fecharam em alta, à medida que o ânimo do mercado com o setor de tecnologia e inteligência artificial se recuperava.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,23%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,25%.

Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,28%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma valorização de 4,40% e o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,46%.

Cotação do dólar mostra menor confiança na economia brasileira devido a gastos e dívidas do governo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Há 2 horas Política Bahia tem 5 das 10 cidades mais violentas do Brasil Há 2 horasSC supera SP e passa a ser o estado com menor taxa de mortesHá 2 horasFalha em trensPassageiros se arriscam nos trilhos e precisam pular muro com ajuda de PMs

Há 2 minutos São Paulo Passageiros usam lanterna de celular para andar sobre trilhos na escuridãoHá 2 minutosPrefeitura suspende rodízio de veículos, mas só na Zona LesteHá 2 minutosBatida em rodoviaAcidente entre van de pacientes e caminhão deixa 7 mortos em PE

Há 33 minutos Caruaru e Região Temporais no SulPonte reconstruída com rifa da população é destruída pela 2ª vez no RS

Há 5 minutos Rio Grande do Sul Mais de mil pessoas estão fora de casa; saiba como estão os níveis dos riosHá 5 minutosPrevisão do tempo 🌧️🌬️Frente fria espalha chuva por SP e MS; temporais voltam ao Rio Grande do Sul

Há 9 horas Meio Ambiente El Niño: governo antecipa contratos de reserva de energiaHá 9 horasSobretaxa de 25%’Plano Trump’: como empresas brasileiras tentam driblar tarifaço

Há 2 horas Economia Setores atingidos e governo divergem sobre reciprocidadeHá 2 horasTarifaço pressiona, mas Brasil depende menos dos EUA; entendaHá 2 horas🎧 PodcastO ASSUNTO: por que desacreditar as urnas virou estratégia de Flávio

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Google é multado em US$ 1 bilhão pela União Europeia e tenta evitar novas sanções

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 08:55

Tecnologia Google é multado em US$ 1 bilhão pela União Europeia e tenta evitar novas sanções Empresa foi punida por violar a Lei dos Mercados Digitais da UE, mas reguladores europeus disseram que as negociações com a gigante de tecnologia têm sido "construtivas". Por Reuters

O Google foi multado nesta quinta-feira (23) em 890 milhões de euros pela União Europeia. A punição ocorreu por violação de regras da Lei dos Mercados Digitais.

A Comissão Europeia aplicou 460 milhões de euros por favorecimento na busca e 430 milhões por restrições no Google Play. O total acumulado chega a 10,38 bilhões de euros.

A empresa tem 60 dias para cumprir as determinações e criticou a decisão. O Google afirmou que poderá recorrer judicialmente contra as penalidades aplicadas.

A comissão destacou o progresso do Google na adaptação das buscas e da loja virtual. As discussões continuarão sobre os resumos gerados por inteligência artificial.

A ação europeia gera atritos com o governo dos EUA, sob Donald Trump. Apple e Meta também já receberam multas com base na mesma legislação.

O Google, da Alphabet, foi multado nesta quinta-feira (23) em 890 milhões de euros (cerca de US$ 1 bilhão, ou R$ 5,6 bilhões) por violar regras da União Europeia criadas para limitar o poder das grandes empresas de tecnologia, informou a Comissão Europeia.

Apesar da punição, a gigante americana deve evitar novas sanções. Reguladores europeus elogiaram o progresso da empresa na adaptação à Lei dos Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês).

As multas reforçam a estratégia da União Europeia de combater práticas anticompetitivas das big techs, mesmo diante das críticas do governo dos EUA e das ameaças de impor tarifas retaliatórias.

A Comissão Europeia aplicou uma multa de 460 milhões de euros ao Google por favorecer seus próprios serviços nos resultados de busca relacionados a compras, hotéis, transporte e esportes.

Uma segunda multa, de 430 milhões de euros, foi aplicada pelas restrições impostas na loja de aplicativos Google Play, que impedem desenvolvedores de direcionar gratuitamente os usuários para ofertas mais baratas em lojas de aplicativos ou sites concorrentes.

A Reuters antecipou as duas penalidades. Elas são as primeiras aplicadas ao Google com base na DMA, mas correspondem à quinta e à sexta multas recebidas pela empresa na União Europeia por práticas anticompetitivas.

Com isso, o valor total das sanções impostas ao Google no bloco chega a 10,38 bilhões de euros (cerca de R$ 65,3 bilhões) ao longo de quase duas décadas.

"Nosso dever e obrigação é cumprir as leis e garantir que elas sejam plenamente respeitadas", afirmou a chefe da área antitruste da União Europeia, Teresa Ribera, ao ser questionada sobre a reação dos EUA.

"O objetivo da DMA é garantir condições de concorrência justas e equitativas. Com essas decisões, queremos assegurar que haja competição", disse a comissária europeia para Tecnologia, Henna Virkkunen.

O Google tem 60 dias para cumprir as determinações da Comissão Europeia, que exigem tratamento justo e não discriminatório aos concorrentes e permitem que desenvolvedores direcionem usuários para ofertas fora do Google Play.

"Para cumprir essas exigências, estamos tendo que remover recursos de busca em tempo real que os europeus apreciam, como preços instantâneos e disponibilidade direta de hotéis, voos e restaurantes, além de desmontar proteções de segurança no Google Play", afirmou Kent Walker, presidente de Assuntos Globais do Google, em comunicado.

"Isso não é concorrência justa; é uma degradação do produto impulsionada por um pequeno grupo de reclamantes que busca apenas benefícios próprios, enquanto empresas e consumidores europeus sofrem as consequências. A regulamentação deveria melhorar os produtos, não piorá-los", acrescentou.

A Comissão Europeia indicou que novas multas são improváveis e destacou o "diálogo construtivo" mantido com o Google, além do progresso significativo da empresa para cumprir a DMA.

Segundo o órgão, o Google propôs e começou a testar mudanças na forma como exibe seus próprios serviços na Busca para categorias como compras, hotéis e voos. A Comissão classificou essas alterações como um avanço substancial.

A empresa também iniciou testes para modificar a apresentação de anúncios relacionados a compras e a conteúdos, como esportes. A Comissão informou que continuará avaliando essas mudanças e mantendo negociações com a companhia.

Os reguladores europeus acrescentaram que o Google poderá aplicar os princípios da decisão desta quinta-feira também aos seus resumos gerados por inteligência artificial, conhecidos como AI Overviews e AI Mode. As discussões sobre essas ferramentas devem continuar.

Já as mudanças nas regras de direcionamento do Google Play receberam uma aprovação preliminar da Comissão.

"Esses avanços representam um bom progresso rumo ao cumprimento das normas e também serão avaliados à luz da ordem emitida na decisão de hoje", afirmou o órgão.

A atuação da União Europeia contra as grandes empresas de tecnologia tem provocado atritos com o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou retaliar com tarifas por considerar que as medidas atingem empresas americanas. Parlamentares americanos também aumentaram a pressão sobre o bloco.

As sanções desta quinta-feira são a terceira aplicação de multas com base na DMA, após as penalidades impostas à Apple e à Meta em abril do ano passado.

Há 30 minutos São Paulo PMs ajudam passageiros a pular muro para deixar ferroviaHá 30 minutosPrefeitura suspende rodízio, mas só na Zona Leste de SP Há 30 minutosCaos no transporte em SP: acompanhe as últimas informações

Há 22 minutos São Paulo Mortes violentas Feminicídios batem recorde, na contramão do menor nº de assassinatos

Há 45 minutos Política Bullying e cyberbullying crescem 67% entre jovensHá 45 minutosBrasil tem 95 celulares levados por hora; veja cidades com piores índices

Há 45 minutos Política Brasil teve média de 4 golpes registrados por minuto Há 45 minutosSobretaxa de 25%’Plano Trump’: como empresas brasileiras tentam driblar tarifaço

Há 2 horas Economia Setores atingidos e governo divergem sobre reciprocidadeHá 2 horasTarifaço pressiona, mas Brasil depende menos dos EUA; entendaHá 2 horas🎧 PodcastO ASSUNTO: por que desacreditar as urnas virou estratégia de Flávio

Há 4 horas O Assunto Master: Flávio emitiu 2 notas de R$ 500 mil para empresa ligada a suspeitoHá 4 horasPrevisão do tempo 🌧️🌬️Frente fria espalha chuva por SP e MS; temporais voltam ao Rio Grande do Sul

Há 8 horas Meio Ambiente El Niño: governo antecipa contratos de reserva de energiaHá 8 horasMorte em SPBebê que morreu em creche ficou preso em grade por seis minutos

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

O plano da China para se livrar da dependência do agro brasileiro (e por que isso assusta o Brasil)

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 05:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%Oferecido por

O Plano Quinquenal da China prioriza a segurança alimentar para reduzir a dependência de importações agrícolas. O plano desafia o agronegócio do Brasil, seu principal fornecedor.

De janeiro a junho de 2026, as exportações brasileiras para a China somaram US$ 58,322 bilhões. No mesmo período, as vendas para os Estados Unidos caíram 13%.

Projeções da consultoria Systemiq indicam que as importações chinesas de soja podem cair 25% até 2030. O recuo é impulsionado por novas tecnologias de biomanufatura e alimentação animal.

A senadora Tereza Cristina alertou que "o Brasil tem que estar com o sinal amarelo ligado". Ela defende a agregação de valor e investimentos em combustíveis sustentáveis.

Cerca de 84% do consumo doméstico de soja na China depende de importações e mais da metade desse abastecimento vem do Brasil — Foto: Bloomberg via Getty Images/BBC

Em pouco mais de duas décadas, a China passou de parceiro secundário a principal destino das exportações brasileiras, impulsionando uma sucessão de recordes de vendas do agronegócio nacional. Apenas em 2025, o Brasil faturou US$ 100 bilhões com o mercado chinês — mais do que com qualquer outro país do mundo.

O ritmo segue forte em 2026. De janeiro a junho, as vendas brasileiras para o mercado chinês atingiram US$ 58,322 bilhões, um crescimento de 21,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados consolidados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No mesmo intervalo, as exportações para os Estados Unidos recuaram 13%, uma perda de US$ 2,6 bilhões, após o governo de Donald Trump impor tarifas de 50% sobre parte dos produtos brasileiros em 2025. Na quarta-feira (22/7), entrou em vigor uma nova tarifa adicional de 25%, ampliando a pressão para que o Brasil encontre outros destinos para os produtos afetados.

Mas as barreiras comerciais que vem sendo impostas por Trump também podem acelerar uma mudança mais ampla no comércio agrícola global.

Uma reportagem publicada na terça-feira (21/7) no britânico Financial Times, um dois principais jornais de finanças do mundo, afirma que os EUA correm o risco de perder para o Brasil o posto de maior exportador agrícola do mundo.

Segundo o Departamento de Agricultura americano e o Ministério da Agricultura brasileiro, os EUA exportaram US$ 171 bilhões em produtos agrícolas no ano passado, apenas US$ 2 bilhões a mais do que o Brasil. Em 2021, essa diferença foi de US$ 56 bilhões.

Analistas ouvidos pelo jornal apontam que um dos principais fatores por trás desse avanço foi a guerra comercial iniciada por Donald Trump, principalmente contra a China. Desde seu primeiro mandato, quando tarifas foram impostas ao país asiático em 2018, Pequim reduziu significativamente as compras de produtos agrícolas americanos e ampliou suas importações de países como o Brasil.

Esse cenário reforça, no curto prazo, a importância do mercado chinês para compensar perdas em outros parceiros comerciais. Mas, enquanto o Brasil se volta para a China como parte de sua estratégia de diversificação, Pequim trabalha para reduzir justamente a dependência externa que ajudou a transformar o país em uma potência agrícola.

"A China identificou que estar muito exposta a importações é um elemento de vulnerabilidade para um país com uma população tão grande e por isso está promovendo uma mudança estrutural", afirma Larissa Wachholz, coordenadora do Programa Ásia e do Grupo de Análise da China do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) e ex-assessora especial do Ministério da Agricultura.

Essa mudança aparece de forma explícita no recém-lançado 15º Plano Quinquenal Nacional (2026-2030) da China. O documento elevou a segurança alimentar à condição de prioridade estratégica nacional e estabeleceu metas para ampliar a produção doméstica de grãos, aumentar a autossuficiência em sementes agrícolas, acelerar o uso de inteligência artificial no campo e desenvolver novas fontes de proteína.

"Obviamente, a China não vai renunciar às exportações brasileiras de soja num prazo visível, mas ela vai começar a depender num grau cada vez menor dessas importações, porque está investindo seriamente em tecnologias de substituição dessas proteínas vegetais por aminoácidos industriais e outras formas de produção de proteína para consumo animal", afirma o professor sênior do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo Ricardo Abramovay.

O alerta encontra respaldo em projeções do relatório China's Food Future, da consultoria Systemiq, segundo o qual as importações chinesas de soja podem cair cerca de 25% até 2030 — uma redução equivalente a aproximadamente 23,5 milhões de toneladas.

Entre os fatores apontados estão melhorias na alimentação animal, ganhos de produtividade e o avanço de proteínas produzidas por novos processos industriais. O estudo destaca tecnologias como fermentação de precisão, biomanufatura e carne cultivada em laboratório, métodos que podem reduzir a necessidade de soja destinada à produção convencional de proteína animal.

"Essa ideia de que a produção brasileira de soja é importantíssima para alimentar o mundo é uma ficção. Nós não alimentamos pessoas, nós alimentamos animais", afirma Abramovay.

A transformação da China em potência econômica foi acompanhada por uma mudança igualmente profunda na forma como sua população se alimenta. Desde o início das reformas econômicas lançadas por Deng Xiaoping no fim dos anos 1970, centenas de milhões de chineses deixaram a pobreza e ingressaram na classe média. Com mais renda disponível, a dieta do país passou por uma rápida diversificação: o consumo de carne, leite, ovos e alimentos processados cresceu de forma acelerada.

Essa mudança teve efeitos diretos sobre o comércio global de alimentos. Para produzir mais fontes de proteína, a China precisou ampliar fortemente a oferta de ração animal — que tem como um dos insumos principais a soja. Foi essa demanda crescente que ajudou a transformar o Brasil em um dos principais fornecedores agrícolas do país asiático.

Isso porque o território chinês enfrenta limitações estruturais para expandir sua produção agrícola: o país abriga cerca de um quinto da população mundial, mas dispõe de menos de 10% das terras agricultáveis do planeta e de cerca de 6% dos recursos hídricos globais.

Assim, durante décadas, a solução encontrada por Pequim foi combinar produção doméstica com importações crescentes de alimentos e insumos agrícolas. Esse modelo permitiu sustentar a expansão do consumo sem exigir que o país produzisse internamente tudo aquilo que sua população demandava.

Agora, porém, a mesma dependência externa que ajudou a impulsionar seu crescimento passou a ser vista internamente com apreensão, especialmente em um contexto marcado por guerras, disputas comerciais, sanções econômicas e interrupções nas cadeias globais de suprimento.

A preocupação não é teórica. Segundo o relatório China's Food Future, da consultoria Systemiq, a China é hoje o maior importador de alimentos do mundo e acumula um déficit comercial agrícola de US$ 124,5 bilhões.

No caso da soja, cerca de 84% do consumo doméstico depende de importações. Mais da metade desse abastecimento vem do Brasil, que responde por cerca de 71% das compras chinesas do grão.

Na carne bovina, a dependência externa é menor, mas ainda relevante: aproximadamente 32% do consumo é importado, e o Brasil responde por 54% dessas compras.

O historiador econômico Adam Tooze, da Universidade Columbia, enxerga paralelos entre a atual estratégia de soberania alimentar chinesa e a política industrial que permitiu ao país assumir posições de liderança global em setores como energia solar, baterias e veículos elétricos.

Em artigo recente publicado no jornal britânico Financial Times, ele aponta o caminho percorrido por Pequim em ambos os casos: planejamento estatal, financiamento direcionado, coordenação entre universidades, empresas e centros de pesquisa e forte aposta em inovação tecnológica.

"Se o desacoplamento alimentar for perseguido com a mesma energia da política industrial da China, ele irá subverter a economia agrícola global do último quarto de século", alerta Tooze.

O historiador argumenta que a dependência de importações ajudou a sustentar a rápida melhora do padrão de vida da população chinesa, mas também criou vulnerabilidades que passaram a preocupar a liderança do país.

"É para os atuais líderes de mercado que a formidável guinada da China em direção à segurança tecnoindustrial traz uma incerteza radical", conclui.

Para Wachholz, a lógica por trás dessa transformação vai além da produção agrícola. Segundo ela, Pequim passou a tratar a segurança alimentar como uma questão estratégica porque precisa garantir o abastecimento de uma população cada vez mais urbana, rica e exigente.

"A China não depende de importações para assegurar o mínimo de calorias para a sua população. Ela depende delas para garantir uma alimentação mais diversa", afirma.

Essa mudança ajuda a explicar por que o governo chinês tem direcionado investimentos para áreas como biotecnologia, agricultura de precisão e novas formas de produção de proteína. Ela também reflete transformações no comportamento do consumidor chinês, cada vez mais atento à relação entre alimentação, saúde e sustentabilidade.

"É muito comum usar o termo 'verde' na China. E esse termo está associado não apenas a algo que seja benéfico para o meio ambiente, mas também para a saúde. Os chineses tendem a compreender esses dois conceitos de forma associada", diz Wachholz.

A preocupação com os possíveis impactos dessas mudanças já chegou ao agronegócio brasileiro. Uma das principais lideranças políticas do setor no país, a senadora pelo Mato Grosso do Sul e ex-ministra da Agricultura (2019-2022) Tereza Cristina (PP) tem conversado com representantes do setor sobre o assunto.

"O Brasil tem que estar com o sinal amarelo ligado", afirma. "Não vai acontecer da noite para o dia [a redução das importações], mas o Brasil tem que estar de olho e se preparar para novos mercados ou para a diminuição da área plantada de soja", afirma.

Para ela, um dos pontos de atenção é a possível expansão do uso de sementes geneticamente modificadas pelos produtores chineses. Embora a China importe há décadas grandes volumes de soja transgênica produzida em países como Brasil e EUA, o cultivo doméstico dessas variedades avançou mais lentamente por razões regulatórias e políticas.

Nos últimos anos, porém, Pequim passou a flexibilizar gradualmente essas restrições e a investir pesadamente em melhoramento genético, biotecnologia e desenvolvimento de sementes próprias. O 15º Plano Quinquenal estabelece como meta elevar a autossuficiência em sementes consideradas estratégicas para 85%.

"A hora que eles passarem para os transgênicos e aumentarem essa produção própria para diminuir a dependência, o Brasil será o primeiro país impactado, já que nós somos os maiores exportadores de soja", diz Tereza Cristina.

Na visão de Abramovay, há também um fator geopolítico em jogo: uma eventual acomodação das tensões comerciais entre Washington e Pequim poderia levar a China a ampliar compras de produtos agrícolas americanos como parte de acordos mais amplos entre as duas potências.

China elevou a segurança alimentar à condição de prioridade estratégica nacional e estabeleceu metas para ampliar a produção doméstica — Foto: Future Publishing via Getty Images/BBC

Para Tereza Cristina, o alerta não significa que o Brasil esteja condenado a perder espaço, mas que precisa começar a se adaptar a um cenário diferente daquele que predominou nas últimas duas décadas.

"O Brasil tem que pensar no que fazer estrategicamente, se terá que diminuir a produção de soja ou passar para outros produtos", avalia. "Não existem outros países para onde a gente possa exportar esse volume que podemos vir a perder se a China diminuir a demanda".

Segundo ela, a experiência recente mostra que metas anunciadas por Pequim costumam ser perseguidas de forma consistente:

A ex-ministra defende a agregação de valor à produção agrícola brasileira como alternativa para a potencial redução das importações da China.

"A soja não é só um produto, um grão. Ela tem muita tecnologia dentro", afirma. "O Brasil hoje é o maior exportador de carne bovina e de frango do mundo. Isso é agregação de valor, é transformar soja e milho em proteína".

"Se a gente investir em SAF, que é o combustível sustentável de aviação, e em combustíveis para navegação, podemos direcionar boa parte dessa produção para esses mercados, aí quem terá que ficar de olho aberto é a China".

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Laudemir Müller, acredita que a instabilidade internacional pode favorecer as exportações brasileiras para a China, mesmo diante da nova estratégia de Pequim:

"A gente vê um reposicionamento de todos os países, mas em um mundo mais instável, uma reação natural é olhar para quem realmente é um bom parceiro", respondeu, ao ser questionado pela reportagem durante entrevista coletiva na sede da Apex, em Brasília, na sexta-feira (17/7). "Nesse mundo de instabilidade e de redução de dependência, o Brasil aparece com destaque como um país amigo e um fornecedor estável."

Para Tereza Cristina, o governo deveria manter estruturas permanentes de inteligência estratégica para monitorar tendências globais e antecipar mudanças de mercado. Wachholz, que estabeleceu o "Programa China" na gestão da ministra, também vê falhas na resposta brasileira, mas direciona suas críticas principalmente ao setor privado.

"Ele deveria estar mais presente na China, fazendo mais ações de monitoramento e de acompanhamento e promoção dos nossos produtos", afirma. "O governo brasileiro trabalha para abrir o mercado, mas mesmo depois de aberto, os fluxos de negócio demoram a acontecer. Não é como se o Estado brasileiro fosse o exportador".

Apesar dos alertas, nenhum dos entrevistados prevê um colapso da relação comercial entre Brasil e China. O consenso é que Pequim continuará importando grandes volumes de alimentos brasileiros por muitos anos. O risco, segundo Wachholz, está em continuar tomando decisões de investimento de longo prazo como se a demanda chinesa fosse crescer indefinidamente.

Desde que a China se tornou o principal destino das exportações brasileiras, em 2009, a ascensão do país asiático ajudou a transformar o Brasil em uma potência agrícola.

Em um momento em que as tarifas dos Estados Unidos aumentam a importância da diversificação de mercados, o próximo desafio, afirmam os especialistas, será entender como responder a um parceiro que continua sendo o maior comprador do mundo, mas que investe cada vez mais para precisar comprar menos.

Há 17 minutos O Assunto Executivo citado em investigaçõesMaster: Flávio emitiu 2 notas de R$ 500 mil para empresa ligada a suspeito

Há 5 minutos Política Queda matou 62 pessoas em 2024Cenipa divulga relatório final sobre acidente da Voepass nesta quinta; veja o que esperar

Há 1 hora Campinas e Região Entenda a diferença entre as investigações da Força Aérea e da PFHá 1 horaBrasileirão ⚽Flamengo goleia a Chapecoense e segue na caça ao líder Palmeiras

Há 4 horas brasileirão série a Athletico-PR vira sobre o São Paulo e sobe para 3º; veja CLASSIFICAÇÃOHá 4 horasNa Sul-Americana, Vasco busca empate com Independiente MedellínHá 4 horasInterior de São PauloMulher morre após passar por cirurgia destinada a outra pessoa

Hospital admitiu falha na identificação que levou a procedimento para colocação de sonda estomacal.

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Petróleo passa de US$ 96 e amplia temor sobre inflação global

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 03:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%Oferecido por

Um navio-tanque atracado no cais marítimo de Keiyo, em Sodegaura, província de Chiba, no Japão. — Foto: Yuichi Yamazaki / AFP

A escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã voltou a pressionar o mercado de energia e levou o petróleo Brent, referência internacional, a superar os US$ 96 (cerca de R$ 486,06) por barril nesta quinta-feira (23), o maior nível desde o início de junho.

O avanço ocorre em meio ao aumento das preocupações com o fornecimento global de petróleo, diante das restrições à navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte da commodity.

O Brent subia 2,2%, para US$ 96,14 por barril, enquanto o petróleo WTI, referência nos EUA, avançava 1,8%, para US$ 88,35. No começo do mês, o Brent era negociado abaixo de US$ 72, antes da intensificação do conflito.

A continuidade dos confrontos tem dificultado a circulação de petroleiros no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde normalmente transita cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializado globalmente.

Na quarta-feira (22), os militares americanos anunciaram a 12ª noite consecutiva de ataques contra o Irã, enquanto os dois lados ampliam ações contra infraestruturas civis.

A disparada do petróleo também reacende o temor de uma nova onda inflacionária global. Analistas avaliam que preços mais altos da energia podem pressionar os custos de empresas e consumidores e levar bancos centrais, como o Federal Reserve (Fed), a manter juros elevados por mais tempo ou até promover novos aumentos.

Apesar das preocupações com o petróleo, as bolsas asiáticas tiveram desempenho majoritariamente positivo. O índice Kospi, da Coreia do Sul, subiu 3,7%, impulsionado por ações ligadas à inteligência artificial, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 0,5%. Em Wall Street, porém, o impacto da alta do petróleo manteve investidores cautelosos, com os principais índices operando próximos da estabilidade.

Há 2 horas Economia Crédito e benefícios fiscais: as medidas do governo para tentar conter impacto Há 2 horasEm 2025Flávio emitiu duas notas de R$ 500 mil para empresa ligada a suspeito no caso Master

Há 7 horas Política O Assunto 🎧Por que desacreditar as urnas virou uma estratégia de Flávio Bolsonaro

Há 20 minutos O Assunto VALDO CRUZ: Ciro Nogueira avisa Flávio Bolsonaro que PP e União Brasil ficarão neutros na eleiçãoHá 20 minutosInterior de São PauloMulher morre após passar por cirurgia destinada a outra pessoa

Hospital admitiu falha na identificação que levou a procedimento para colocação de sonda estomacal.

Há 8 horas Campinas e Região Reta final dos mandatosGovernadores e Lula: veja promessas cumpridas ou não após 3 anos e meio

Há 12 horas Promessas dos políticos Lula aprovou isenção do IR, mas não recriou Ministério da SegurançaHá 12 horasCorrupção e lavagem de dinheiroJustiça Federal anula denúncia da Lava Jato envolvendo a Petrobras

Há 8 horas Paraná Queda matou 62 pessoas em 2024Cenipa divulga relatório final sobre acidente da Voepass nesta quinta; veja o que esperar

Há 3 horas Campinas e Região Saúde mentalNR-1: o que muda para os trabalhadores após o STF suspender multas?

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

NR-1: o que muda para os trabalhadores após o STF suspender multas por 90 dias?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 03:51

Trabalho e Carreira NR-1: o que muda para os trabalhadores após o STF suspender multas por 90 dias? A decisão suspende temporariamente as punições previstas na norma, mas mantém a obrigação das empresas de prevenir assédio, sobrecarga e outros riscos à saúde mental. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

O STF suspendeu por 90 dias a aplicação de multas da NR-1 relacionadas aos riscos psicossociais, mas manteve a obrigação das empresas de prevenir fatores como assédio, excesso de jornada e sobrecarga de trabalho.

A decisão não altera os direitos dos trabalhadores, que continuam protegidos pela Constituição, pela CLT e podem denunciar irregularidades aos órgãos competentes ou buscar a Justiça.

Especialistas e o MPT afirmam que a suspensão das penalidades não representa uma pausa na responsabilidade das empresas, que devem manter as medidas de prevenção à saúde mental.

Durante o período, ficam suspensas apenas as sanções administrativas previstas na NR-1. Ao fim dos 90 dias, o STF deverá reavaliar o tema após uma tentativa de conciliação entre governo, empregadores e trabalhadores.

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender por 90 dias a aplicação de multas e outras sanções previstas na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) relacionadas aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho levantou dúvidas entre trabalhadores sobre possíveis mudanças na proteção à saúde mental.

A atualização da norma, que entrou em vigor em maio deste ano, ampliou a responsabilidade das empresas na prevenção de fatores como assédio moral, estresse ocupacional, excesso de jornada e sobrecarga de trabalho, que podem comprometer a saúde mental dos empregados.(veja o que muda)

Apesar da decisão, os direitos dos trabalhadores permanecem os mesmos. O STF suspendeu apenas a aplicação das penalidades administrativas previstas na atualização da NR-1, mantendo a obrigação das empresas de identificar, avaliar e prevenir fatores de risco psicossocial.

A medida é provisória, vale para empresas de todo o país e foi tomada para permitir uma tentativa de conciliação entre representantes do governo, empregadores e demais envolvidos sobre a forma de aplicação da norma.

Com isso, durante os próximos 90 dias, os auditores-fiscais do trabalho não poderão aplicar multas ou outras sanções pelo descumprimento das regras da NR-1 relacionadas aos riscos psicossociais.

Ainda assim, as empresas continuam obrigadas a identificar, avaliar e prevenir situações como excesso de carga de trabalho, pressão constante, assédio e falhas na organização do trabalho.

A suspensão das multas também não altera direitos garantidos pela Constituição Federal, pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) nem por outras normas de proteção ao trabalhador.

Isso significa que o empregado continua tendo direito a um ambiente de trabalho seguro e saudável e pode denunciar situações de assédio moral, metas abusivas, jornadas excessivas ou outras práticas que coloquem sua saúde mental em risco.

Embora as penalidades administrativas tenham sido suspensas temporariamente, a obrigação de prevenção continua em vigor.

Em nota, o Ministério Público do Trabalho (MPT) afirmou que a decisão tem caráter temporário e não afasta o dever das empresas de identificar, avaliar e prevenir riscos psicossociais. Segundo o órgão, a proteção à saúde mental continua garantida pela Constituição, pela CLT e por normas internacionais.

A advogada e mediadora Renata Porto Adri, pesquisadora da UNIFESP/CNPq, afirma que a suspensão das multas não representa uma pausa na responsabilidade das empresas.

Segundo ela, a decisão do STF deve ser encarada como uma oportunidade para aperfeiçoar a aplicação da norma, e não como autorização para interromper medidas de prevenção.

A especialista afirma que as empresas devem aproveitar esse período para revisar processos internos, estruturar diagnósticos, elaborar planos de ação e fortalecer iniciativas voltadas à saúde mental. Ela avalia ainda que a conciliação proposta pelo STF pode tornar a aplicação da NR-1 mais clara e previsível, sem comprometer a proteção aos trabalhadores.

Na mesma linha, a Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho (ABRESST) afirmou que a suspensão das multas não altera a realidade do adoecimento mental no país.

Segundo a entidade, a decisão impede apenas a aplicação de sanções administrativas durante 90 dias, mas não elimina a obrigação das empresas de prevenir riscos psicossociais nem reduz os impactos do assédio, da sobrecarga de trabalho e de outros fatores relacionados ao trabalho.

A associação defende que as empresas mantenham o mapeamento e a gestão desses riscos, argumentando que o objetivo da NR-1 é prevenir o adoecimento dos trabalhadores, e não apenas evitar multas.

As empresas continuam obrigadas a identificar e prevenir riscos psicossociais relacionados ao trabalho.Trabalhadores continuam protegidos pela Constituição, pela CLT e pela legislação trabalhista.Casos de assédio moral, excesso de jornada e outras práticas ilegais continuam sujeitos à responsabilização judicial.Trabalhadores podem denunciar irregularidades ao Ministério Público do Trabalho, à Inspeção do Trabalho, aos sindicatos e à Justiça do Trabalho.Empresas ainda podem responder por indenizações em caso de danos decorrentes das condições de trabalho.

ficam suspensas multas, autuações e outras sanções administrativas relacionadas aos dispositivos da NR-1 questionados no STF;também ficam suspensos os efeitos das penalidades já aplicadas com base nesses dispositivos.

Ao final desse prazo, o Supremo deverá reavaliar a questão após a tentativa de conciliação entre governo, empregadores e trabalhadores.

A decisão do STF ocorre após quase dois anos de discussões sobre a atualização da NR-1. As mudanças na norma foram anunciadas pelo Ministério do Trabalho em agosto de 2024 para incluir os riscos psicossociais entre os fatores que devem ser identificados e gerenciados pelas empresas.

Inicialmente, elas entrariam em vigor em maio de 2025, mas, após pressão de entidades empresariais e sindicatos patronais, o governo adiou a implementação por um ano. A atualização passou a valer em maio deste ano.

A atualização da NR-1 ocorre em meio ao agravamento dos problemas de saúde mental relacionados ao trabalho. Especialistas ouvidos pelo g1 consideram a medida urgente.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde ligados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, assédio e insegurança no emprego.

No Brasil, o cenário também preocupa. No ano passado, o g1 revelou com exclusividade, com base em dados do Ministério da Previdência Social, que o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por transtornos mentais em 10 anos.

Uma análise da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) mostra que mais de duas mil profissões estão entre aquelas em que os trabalhadores precisaram se afastar do trabalho por transtornos mentais no Brasil.

Trabalhadores que enfrentam situações relacionadas a riscos psicossociais no ambiente de trabalho, como assédio moral, sobrecarga, metas abusivas e jornadas excessivas, podem recorrer a diferentes canais para denunciar irregularidades. Entre eles estão:

Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas;Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União;Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas;Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados;Canal do Ministério Público do Trabalho: O MPT tem um canal de denúncias e atua para combater o assédio moral nas relações de trabalho;Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho.

O denunciante não precisa se identificar. Quanto mais informações forem fornecidas, maiores as chances de os órgãos apurarem se houve irregularidade e adotarem as medidas cabíveis.

Há 2 horas Economia Crédito e benefícios fiscais: as medidas do governo para tentar conter impacto Há 2 horasEm 2025Flávio emitiu duas notas de R$ 500 mil para empresa ligada a suspeito no caso Master

Há 7 horas Política O Assunto 🎧Por que desacreditar as urnas virou uma estratégia de Flávio Bolsonaro

Há 22 minutos O Assunto VALDO CRUZ: Ciro Nogueira avisa Flávio Bolsonaro que PP e União Brasil ficarão neutros na eleiçãoHá 22 minutosInterior de São PauloMulher morre após passar por cirurgia destinada a outra pessoa

Hospital admitiu falha na identificação que levou a procedimento para colocação de sonda estomacal.

Há 8 horas Campinas e Região Reta final dos mandatosGovernadores e Lula: veja promessas cumpridas ou não após 3 anos e meio

Há 12 horas Promessas dos políticos Lula aprovou isenção do IR, mas não recriou Ministério da SegurançaHá 12 horasCorrupção e lavagem de dinheiroJustiça Federal anula denúncia da Lava Jato envolvendo a Petrobras

Há 8 horas Paraná Queda matou 62 pessoas em 2024Cenipa divulga relatório final sobre acidente da Voepass nesta quinta; veja o que esperar

Há 3 horas Campinas e Região Saúde mentalNR-1: o que muda para os trabalhadores após o STF suspender multas?

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Quando vender muito vira um problema: a história da loja de cookies que cresceu rápido demais

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/07/2026 03:51

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Quando vender muito vira um problema: a história da loja de cookies que cresceu rápido demais Após viralizar nas redes sociais e faturar R$ 110 mil no primeiro mês, negócio enfrentou desafios para atender à demanda e mostrou que crescer exige mais do que um bom produto. Por PEGN

Após viralizar nas redes sociais antes mesmo da inauguração, a loja de cookies de Pedro Palma esgotou em apenas dois dias o estoque previsto para duas semanas e faturou R$ 110 mil no primeiro mês.

O crescimento acelerado, no entanto, revelou gargalos na operação: o empreendedor passou a trabalhar até 16 horas por dia, acumulando funções e sem conseguir atender toda a demanda.

A reportagem mostra que, além da produção, problemas como layout da cozinha, falta de padronização dos processos e mistura das finanças pessoais com as da empresa dificultam a gestão do negócio.

Com a orientação de Marcelo Baccarini, Pedro iniciou a profissionalização da operação, investindo em equipamentos, treinamento da equipe e organização dos processos para sustentar o crescimento.

Para muitos empreendedores, o maior desafio é conquistar clientes. Para Pedro Palma, dono de uma loja de cookies, o problema começou justamente quando eles apareceram — e em grande quantidade.

Antes mesmo da inauguração, o negócio já chamava atenção nas redes sociais. O empreendedor decidiu transformar a reforma do ponto comercial em uma espécie de reality, compartilhando os bastidores da obra, os imprevistos e até momentos inusitados.

A estratégia despertou a curiosidade do público e criou uma comunidade de seguidores antes da abertura das portas. O resultado foi imediato: em apenas dois dias, todo o estoque preparado para durar duas semanas havia acabado.

O sucesso, porém, trouxe um desafio que muitos pequenos empresários enfrentam quando crescem mais rápido do que conseguem se estruturar. Sem conseguir acompanhar a demanda, Pedro acumulou funções.

Produzia os cookies, limpava a cozinha, fazia compras, respondia clientes e administrava a operação. A rotina chegava a 16 horas de trabalho por dia, enquanto centenas de mensagens de consumidores permaneciam sem resposta.

A estrutura física também passou a limitar o crescimento. A produção acontece em três andares, exigindo deslocamentos constantes de ingredientes, bandejas e embalagens, reduzindo a produtividade da equipe.

Além disso, processos pouco organizados aumentavam o tempo gasto em tarefas simples, como lavar equipamentos diversas vezes ao longo do dia. Outro ponto crítico estava na gestão financeira.

O empreendedor ainda misturava despesas pessoais com as da empresa e, apesar de ter faturado R$ 110 mil no primeiro mês, admitia não saber exatamente qual havia sido o lucro do negócio — um erro comum em empresas que crescem sem controles financeiros consolidados.

Agora, o desafio deixa de ser vender cookies e passa a ser construir uma empresa. Isso inclui padronizar processos, treinar funcionários, organizar a produção e criar mecanismos para que o negócio funcione sem depender exclusivamente do fundador.

Pedro já começou essa transformação, com investimentos em novos equipamentos e na capacitação da equipe. A expectativa é que, com processos mais estruturados, a operação consiga acompanhar o crescimento sem comprometer a experiência dos clientes.

"Meu sonho é continuar, é ter força para continuar, independentemente de onde a loja de cookie for me levar", afirma o empreendedor.

📍 Endereço: Rua Sete de Abril 154, Loja 21 São Paulo/SP – CEP: 01043-000📞Telefone: 11 910374167📧 E-mail: querocuki@gmail.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/querocuki🤳🏽Tik tok: https://www.tiktok.com/@querocuki

📍 Endereço: Rua Augusta, 2542 – Jardim Paulista São Paulo/SP – CEP: 01413-100📸 Instagram: https://www.instagram.com/popular/villa-san-pietro/

Há 2 horas Economia Crédito e benefícios fiscais: as medidas do governo para tentar conter impacto Há 2 horasEm 2025Flávio emitiu duas notas de R$ 500 mil para empresa ligada a suspeito no caso Master

Há 7 horas Política O Assunto 🎧Por que desacreditar as urnas virou uma estratégia de Flávio Bolsonaro

Há 13 minutos O Assunto VALDO CRUZ: Ciro Nogueira avisa Flávio Bolsonaro que PP e União Brasil ficarão neutros na eleiçãoHá 13 minutosInterior de São PauloMulher morre após passar por cirurgia destinada a outra pessoa

Hospital admitiu falha na identificação que levou a procedimento para colocação de sonda estomacal.

Há 7 horas Campinas e Região Reta final dos mandatosGovernadores e Lula: veja promessas cumpridas ou não após 3 anos e meio

Há 12 horas Promessas dos políticos Lula aprovou isenção do IR, mas não recriou Ministério da SegurançaHá 12 horasCorrupção e lavagem de dinheiroJustiça Federal anula denúncia da Lava Jato envolvendo a Petrobras

Há 8 horas Paraná Queda matou 62 pessoas em 2024Cenipa divulga relatório final sobre acidente da Voepass nesta quinta; veja o que esperar

Há 3 horas Campinas e Região Saúde mentalNR-1: o que muda para os trabalhadores após o STF suspender multas?

0

PREVIOUS POSTSPage 34 of 420NEXT POSTS