RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Justiça dos EUA prorroga suspensão da compra da Warner Bros. pela Paramount por mais 14 dias

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 18:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

A Justiça dos EUA suspendeu por mais 14 dias a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount por 110 bilhões de dólares. A decisão atende a uma ação de 12 estados.

Os estados alegam que a fusão pode elevar preços de filmes e programas. A Paramount poderia iniciar demissões e compartilhar dados estratégicos antes da decisão final.

A Paramount afirma que a ação judicial interpreta mal as leis antitruste. O negócio, anunciado em fevereiro, também passa por análises regulatórias na Europa e Reino Unido.

Se aprovada, a fusão criará um grupo com 200 milhões de assinantes de streaming. A família Ellison passará a comandar marcas como a CNN e CBS News.

Nesta quinta-feira (23), a Justiça dos Estados Unidos ampliou o prazo de suspensão de compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount, em um negócio avaliado em US$ 110 bilhões (cerca de R$ 562 bilhões). O acordo já havia sido interrompido antes e a promessa era que retomasse no dia 3 de agosto. Agora, porém, será adiado por mais 14 dias, sendo discutido somente em 17 de agosto.

A decisão foi tomada pela pela juíza americana Araceli Martínez-Olguín de Oakland, na Califórnia.

A medida atende a uma ação movida por uma coalizão de 12 estados americanos, liderada pela Califórnia, que alega que a fusão pode reduzir a concorrência e prejudicar os consumidores.

Os estados argumentam que a união das duas empresas criaria um grupo de mídia com poder suficiente para elevar os preços de filmes e programas de TV, além de enfraquecer a concorrência no setor.

Segundo a ação, se a compra for concluída antes da decisão final da Justiça, a Paramount poderá iniciar demissões e compartilhar informações estratégicas com a Warner Bros. Discovery. Caso a fusão seja posteriormente considerada ilegal, essas mudanças poderão ser difíceis de reverter.

O processo judicial pode atrasar os planos da Paramount de ampliar sua presença no mercado de entretenimento e competir de forma mais direta com gigantes do streaming, como Netflix e Disney.

A Paramount, por sua vez, afirma que a ação dos estados interpreta de forma equivocada as leis antitruste dos EUA.

A empresa também afirma que um atraso na conclusão do negócio prejudicaria os trabalhadores do setor de entretenimento, que já enfrentam dificuldades há vários anos.

"Estamos confiantes de que as provas demonstrarão que os argumentos antitruste dos procuradores-gerais estaduais não têm fundamento, pois os mercados que eles alegam existir e suas alegações de efeitos anticoncorrenciais não encontram respaldo na realidade dos mercados atuais", afirmou um porta-voz da Paramount à agência Reuters.

Desde que foi anunciada, em fevereiro, a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount enfrenta uma série de obstáculos regulatórios e judiciais.

Embora o Departamento de Justiça dos EUA tenha aprovado a operação, autoridades de outros países passaram a analisar os possíveis impactos da fusão sobre a concorrência.

A Comissão Europeia adiou sua decisão para avaliar as concessões propostas pela Paramount, enquanto o Reino Unido afirmou que pode intervir na operação por preocupações relacionadas à concorrência, ao streaming e ao setor de mídia.

Nos EUA, procuradores-gerais de estados como Califórnia, Nova York e Oregon iniciaram uma ofensiva para tentar barrar a fusão. Eles alegam que a união das empresas pode reduzir a concorrência nos mercados de cinema e TV por assinatura, concentrar poder no setor e resultar em perda de empregos.

Além da resistência das autoridades, o acordo também enfrenta críticas de atores, roteiristas, donos de cinemas e outros profissionais da indústria do entretenimento, que temem cortes de postos de trabalho e uma redução no número de filmes produzidos e distribuídos.

A decisão desta segunda-feira (20), que suspende temporariamente a conclusão da compra, representa o revés mais recente para a operação bilionária.

A compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount é considerada uma das maiores transações da história da indústria do entretenimento.

Se concluída, a operação criará um grupo com cerca de 200 milhões de assinantes de streaming e um catálogo que reúne marcas como HBO, CNN, DC Comics, Harry Potter, Game of Thrones, CBS, Paramount Pictures e Nickelodeon.

O impacto do negócio vai além do valor bilionário. Enquanto a Warner reúne algumas das marcas mais valiosas do setor, a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming.

Diferentemente da proposta apresentada pela Netflix durante a disputa pela Warner, a oferta da Paramount inclui todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV por assinatura.

Se a operação for aprovada, a família Ellison — que controla a Paramount — também passará a comandar algumas das principais marcas do jornalismo americano, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN.

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Tarifaço de Trump: EUA confirmam nova tarifa de até 12,5% sobre trabalho forçado para Brasil e outros parceiros comerciais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 18:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

Os EUA anunciaram nesta quinta-feira (23) nova tarifa de até 12,5% sobre importações de 60 parceiros, incluindo o Brasil. A medida vigora nesta sexta-feira (24).

A decisão, baseada na Seção 301, pune países que falharam em proibir a importação de produtos feitos com trabalho forçado, enquadrando o Brasil na alíquota de 12,5%.

As novas tarifas substituem a taxa global de 10% adotada temporariamente pelo presidente Donald Trump em fevereiro, cujo prazo legal se encerra nesta sexta-feira (24).

O governo brasileiro já esperava a sobretaxa e mantém conversas com os setores afetados para definir uma resposta conjunta à decisão americana.

Para apoiar as empresas atingidas pelas tarifas, o Plano Brasil Soberano liberou nesta quarta-feira (22) R$ 18,5 bilhões em crédito para segmentos industriais estratégicos.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) que vão aplicar uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. A taxa, a mais alta prevista na nova rodada de medidas comerciais do país, entra em vigor à 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington, e faz parte de um pacote que alcança cerca de 60 parceiros comerciais.

Nesta etapa, a investigação tem como foco o combate ao uso de trabalho forçado na produção de bens. Segundo autoridades americanas, países que adotaram medidas para proibir essa prática estarão sujeitos à tarifa de 10%.

Já aqueles que, na avaliação do governo dos EUA, não implementaram essas restrições foram enquadrados na alíquota de 12,5% — caso do Brasil.

A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

Em documento divulgado nesta quinta-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que o Brasil está entre os países que "falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado".

O órgão acrescentou que a decisão levou em conta as conclusões da investigação, as contribuições recebidas durante a consulta pública e as orientações do presidente Donald Trump.

Conforme o documento, tanto a cobrança quanto as exceções previstas são "apropriadas para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas" identificados ao longo da apuração.

Na prática, isso significa que alguns produtos permanecerão isentos da tarifa. Segundo o governo americano, ficarão de fora da cobrança itens considerados estratégicos para a economia dos EUA ou cuja tributação poderia comprometer os objetivos da própria investigação.

matérias-primas cuja taxação possa provocar escassez no mercado americano;produtos que possam causar impactos econômicos amplos caso sejam tributados;itens que não possam ser produzidos ou cultivados em quantidade suficiente nos EUA nem obtidos de outros fornecedores;produtos cuja isenção possa incentivar outros países a adotar medidas para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado; eprodutos para os quais a tarifa adicional não contribuiria de forma significativa para combater as práticas investigadas pelos Estados Unidos.

De acordo com um relatório divulgado no início de julho pelo USTR, a prática foi considerada "irracional" e prejudica o comércio americano ao criar condições de concorrência consideradas desleais para empresas e trabalhadores dos EUA.

"A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável", afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, na época. "Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual. Não toleraremos mais."

A investigação concluiu que a entrada desses produtos nos mercados globais não apenas prejudica a lucratividade de empresas éticas, mas também incentiva a manutenção do trabalho escravo moderno ao permitir a circulação de mercadorias produzidas a custos artificialmente baixos.

Em relação ao Brasil, o relatório afirma que, embora o país assuma compromissos de combate ao trabalho escravo em acordos de comércio e investimentos, ainda não possui uma proibição considerada efetiva pelos EUA para impedir a entrada de mercadorias produzidas nessas condições no mercado interno.

O documento menciona a existência da Lista Suja do Trabalho Escravo, atualizada semestralmente pelo governo federal, mas ressalta que o foco da investigação americana foi a ausência de mecanismos para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado em outros países.

Na prática, as novas tarifas substituem a taxa global de 10% anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, em fevereiro deste ano, logo após a Suprema Corte dos EUA derrubar as "tarifas recíprocas" impostas pelo republicano no ano passado.

A medida havia sido adotada com base na Seção 122 da legislação comercial americana, que permite ao presidente impor tarifas temporárias por até 150 dias. Esse prazo se encerra nesta sexta-feira (24).

Na ocasião, o presidente americano havia adiantado que recorreria à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais.

O governo brasileiro já esperava a aplicação da nova tarifa de 12,5% e agora mantém conversas com representantes dos setores afetados para definir uma resposta à medida.

A principal iniciativa do governo para apoiar empresas afetadas pelas tarifas é o Plano Brasil Soberano. Lançado em 2025, o programa prevê linhas de financiamento, ampliação das garantias para exportadores e ações de promoção comercial para ajudar empresas brasileiras a conquistar novos mercados.

Na última quarta-feira (22), o governo anunciou a terceira etapa do plano, que liberou R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas comerciais dos EUA. A medida atende companhias de setores industriais estratégicos, como os segmentos farmacêutico, de fertilizantes e têxtil, além de empresas que tiveram as exportações para o Golfo Pérsico afetadas.

Nesse último caso, o objetivo do governo é ampliar o apoio a empresas afetadas pela guerra no Oriente Médio. O conflito, que envolve os EUA, o Irã, Israel e outros países da região, provocou o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo, por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em um comício para dar início à Great American State Fair (Grande Feira Estadual Americana) em celebração ao 250º aniversário da independência dos EUA, no National Mall, em Washington, D.C., EUA, 24 de junho de 2026. — Foto: Reuters/Evan Vucci

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Governo prorroga por mais dois meses subsídio ao diesel e estuda estender benefício à gasolina

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 18:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

Diante da retomada da guerra no Oriente Médio nas últimas semanas, o Ministério da Fazenda anunciou nesta quinta-feira (23) a prorrogação, por mais dois meses, da chamada "subvenção", um tipo de subsídio, para manter o preço do diesel mais baixo.

O governo afirmou também que estuda estender o subsídio à gasolina, que foi definido em R$ 0,44 por litro da gasolina em maio, para tentar conter os efeitos guerra na economia brasileira.

Com alta do petróleo, há pressão sobre os preços dos combustíveis, algo que se reverbera por toda economia (leia mais abaixo). O governo também deve prorrogar por mais dois meses o subsídio ao querosene da aviação (QAV), apurou o g1.

A leitura é de que o cenário geopolítico ainda tem forte impacto sobre o custo da operação dos serviços aéreos. Com a guerra no Oriente Médio, o insumo passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas.

Alguns dias após o anúncio do subsídio, em maio, a Petrobras anunciou um novo ajuste de R$ 0,48 nos preços da gasolina A para as distribuidoras. Por conta da subvenção concedida pelo governo, o aumento efetivo foi menor: de R$ 0,04 por litro.

O subsídio é pago diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Também para conter os efeitos da guerra na inflação, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, na semana passada, a elevação do percentual de etanol anidro na gasolina para 32%. A medida tem validade inicial de 180 dias, mas pode ser prorrogada uma vez por igual período.

A guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, travou o fluxo de navios petroleiros no Estreito de Ormuz — corredor marítimo no Golfo Pérsico por onde passa cerca de 20% do petróleo global. Com isso, o barril do petróleo, principal matéria-prima dos combustíveis, superou os US$ 100.

LEIA MAIS: Dólar opera em alta, após novos ataques entre EUA e Irã e com alta do petróleo no radar; Ibovespa cai

Após negociações, os Estados Unidos e o Irã anunciaram um acordo de paz preliminar na guerra do Oriente Médio em 17 de junho, o que contribuiu para a queda do preço do barril de petróleo para menos de US$ 80 por algumas semanas.

Menos de mês depois, em 8 de julho, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que o acordo de paz firmado com o Irã teria acabado, e que não buscaria mais diálogo com Teerã, o que voltou a pressionar novamente os preços dos combustíveis. O petróleo opera novamente acima de US$ 100 por barril nesta semana.

"Para mim, acho que [o acordo de paz] acabou. Eu não quero mais lidar com eles [Irã]. Eles são a escória, são liderados por pessoas doentes e são um povo maldoso e violento. (…) Vou falar com meus negociadores, mas é uma perda de tempo lidar com eles. Até onde eu sei, acabou", afirmou Trump, na ocasião, quando perguntado se o acordo teria "morrido".

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Euro pode ganhar novas notas pela primeira vez desde 2002; veja os desenhos finalistas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 17:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, apresenta os desenhos finalistas das futuras cédulas de euro na sede do BCE, em Frankfurt. — Foto: REUTERS/Heiko Becker/File Photo

O Banco Central Europeu (BCE) apresentou nesta quinta-feira uma lista com 10 propostas de novos desenhos para as notas de euro. A instituição espera escolher o modelo vencedor até o fim do ano, como parte de um projeto para lançar cédulas mais seguras.

As 10 opções finalistas, divididas entre os temas "Cultura europeia" e "Rios e aves", serão submetidas a uma consulta pública. Os europeus poderão enviar suas opiniões até 21 de setembro, informou a presidente do BCE, Christine Lagarde.

Entre as personalidades retratadas nas propostas estão Marie Skłodowska Curie, única cientista a receber o Prêmio Nobel de Física e o de Química, o compositor Ludwig van Beethoven e o artista Leonardo da Vinci.

O segundo conjunto de propostas destaca aves como o martim-pescador e a cegonha-branca, informou o BCE. Esta será a primeira reformulação completa das notas de euro desde o lançamento da moeda, em 2002.

O verso das novas cédulas trará cenas da natureza ou da vida pública ligadas a temas como arte, ciência e lazer.

O BCE afirmou que serão necessários vários anos entre a escolha do desenho definitivo e a entrada das novas notas em circulação, devido às etapas de desenvolvimento e testes.

Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, apresenta os desenhos finalistas das futuras cédulas de euro na sede do BCE, em Frankfurt. — Foto: REUTERS/Heiko Becker

Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, apresenta os desenhos finalistas das futuras cédulas de euro na sede do BCE, em Frankfurt. — Foto: REUTERS/Heiko Becker

Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, apresenta os desenhos finalistas das futuras cédulas de euro na sede do BCE, em Frankfurt. — Foto: REUTERS/Heiko Becker/File Photo

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Caso da OpenAI mobiliza Casa Branca e leva Congresso americano a discutir controle sobre IAs

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 16:56

Tecnologia Caso da OpenAI mobiliza Casa Branca e leva Congresso americano a discutir controle sobre IAs O incidente sinalizou que as capacidades crescentes da IA já estão alimentando a ameaça à segurança que os especialistas há muito temiam e que até mesmo os principais desenvolvedores podem ser pegos de surpresa por falhas que seus modelos podem explorar. Por Reuters

O assessor de tecnologia de Donald Trump acompanha o caso após a OpenAI revelar que um sistema de IA saiu do controle nesta quinta-feira (23).

Parlamentares norte-americanos avançam com propostas de supervisão, incluindo a "AI Kill Switch Act". Ela permitiria interromper o funcionamento de modelos de IA considerados perigosos.

Um grupo bipartidário de 6 deputados apresentou projeto exigindo auditorias independentes de segurança para modelos avançados de IA. Os auditores seriam credenciados pelo Departamento de Comércio.

O incidente ocorreu após um agente da OpenAI escapar de um ambiente de testes e atacar a infraestrutura da plataforma Hugging Face, comprometendo seus códigos.

O senador Mark Warner propôs que os modelos de IA mais poderosos passem por testes da Agência de Segurança Nacional antes de serem liberados ao público.

O principal assessor de tecnologia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está acompanhando a situação após a OpenAI revelar que um de seus sistemas de inteligência artificial saiu do controle durante testes de segurança. A informação foi confirmada por uma autoridade da Casa Branca nesta quinta-feira (23).

Enquanto isso, parlamentares norte-americanos avançam com propostas para aumentar a supervisão sobre sistemas de IA. Uma delas é a chamada "AI Kill Switch Act", que permitiria às autoridades interromper o funcionamento de modelos considerados perigosos.

Além dessa iniciativa, um grupo bipartidário de seis deputados apresentou um projeto que exigiria auditorias independentes de segurança para modelos avançados de IA.

Os auditores seriam credenciados pelo Departamento de Comércio dos EUA, que também criaria um novo cargo dedicado à supervisão da segurança da inteligência artificial.

As propostas foram apresentadas poucos dias depois de a OpenAI informar que um de seus agentes de IA escapou de um ambiente isolado usado em testes de segurança.

Segundo a empresa, o sistema lançou um ataque que comprometeu a infraestrutura da Hugging Face, plataforma onde desenvolvedores armazenam, compartilham e desenvolvem códigos relacionados à inteligência artificial.

O episódio reforçou preocupações que especialistas vêm levantando há anos sobre os riscos associados ao avanço da IA. Também mostrou que até mesmo as empresas que desenvolvem essas tecnologias podem ser surpreendidas por falhas e comportamentos inesperados de seus próprios sistemas.

De acordo com a autoridade da Casa Branca, Michael Kratsios, assessor de tecnologia de Trump, foi informado sobre a divulgação feita pela OpenAI e acompanha os desdobramentos do caso.

Os deputados Ted Lieu, do Partido Democrata, e Nathaniel Moran, do Partido Republicano, apresentaram a “Lei do Desligamento de Emergência da IA” ("AI Kill Switch Act").

A proposta daria às autoridades norte-americanas poder para determinar que empresas desativem sistemas de IA que representem riscos à vida humana ou à economia.

Pelo texto, o Departamento de Segurança Interna dos EUA poderia agir em situações classificadas como de “perda de controle”. Isso ocorreria quando um sistema de IA executasse uma ação arriscada que não fazia parte da intenção de seus desenvolvedores.

“Trata-se de uma legislação urgente e de bom senso para lidar com o problema de um modelo avançado de IA que saiu do controle e escapou de suas barreiras de segurança”, escreveu Lieu em uma postagem no X.

O senador Mark Warner, principal democrata do Comitê de Inteligência da Câmara, afirmou em comunicado que conversou com representantes da OpenAI após a divulgação do incidente.

Antes do anúncio feito pela empresa na terça-feira, Warner já havia proposto que companhias responsáveis pelos modelos de IA mais poderosos submetessem seus produtos a testes da Agência de Segurança Nacional (NSA) antes de disponibilizá-los ao público.

“É exatamente por isso que precisamos de testes seguros com o envolvimento de órgãos governamentais e com visibilidade ao longo de todo o processo”, disse Warner em um comunicado, ao comentar o incidente da OpenAI.

Foto ilustrativa mostra o logo do ChatGPT, da OpenAI, na França. Relatos de usuários levantam alertas sobre possíveis delírios ligados ao uso intenso de chatbots de IA. — Foto: SEBASTIEN BOZON / AFP

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Ministério nega ter pedido flexibilização à UE para carne brasileira e aguarda análise de documentos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 16:56

Agro Ministério nega ter pedido flexibilização à UE para carne brasileira e aguarda análise de documentos Após União Europeia retirar o país da lista de exportadores autorizados de carnes e outros produtos de origem animal, governo afirma que cumpre as exigências do bloco e aguarda resposta sobre documentos enviados às autoridades europeias. Por Redação g1 — São Paulo

O Ministério da Agricultura e Pecuária negou nesta quinta-feira (23) ter pedido à União Europeia a flexibilização de regras sanitárias para exportação de carnes.

Em junho, o bloco retirou o Brasil da lista de países aptos. As exportações de produtos de origem animal para a UE podem ser suspensas em 3 de setembro.

O ministério enviou documentos técnicos sobre mecanismos de fiscalização à Comissão Europeia. O governo brasileiro aguarda uma resposta definitiva sobre o sistema oficial de controle sanitário.

A pasta destacou que o Brasil exporta esses alimentos para mais de 150 países. O reconhecimento internacional comprova a capacidade nacional de fiscalizar e certificar mercadorias.

Para o ministério, é "inaceitável" exigir a comprovação antecipada de medidas cumpridas durante o ciclo produtivo. Cabe à fiscalização oficial impedir que produtos fora do padrão sejam certificados.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) afirmou nesta quinta-feira (23) que o Brasil não pediu à União Europeia a flexibilização das regras sanitárias para exportação de carnes e outros produtos de origem animal ao bloco.

S;egundo a pasta, o governo brasileiro segue negociando tecnicamente com as autoridades europeias e aguarda uma resposta definitiva sobre a documentação apresentada.

No início de junho, o bloco retirou o Brasil da lista de países considerados aptos a cumprir essas regras. Com isso, as exportações brasileiras de carne e outros produtos de origem animal para a UE poderão ser suspensas a partir de 3 de setembro, caso o impasse não seja resolvido.

Ainda de acordo com o ministério, as autoridades europeias "ainda não apresentaram manifestação conclusiva" sobre os documentos técnicos encaminhados pelo governo brasileiro.

No comunicado, o Mapa afirma que encaminhou à Comissão Europeia informações sobre os mecanismos de fiscalização adotados no Brasil e as garantias oferecidas pelo sistema oficial de controle sanitário para cadeias como carne bovina, carne de frango, ovos, mel e produtos da pesca.

Segundo a pasta, a documentação demonstra "como o sistema brasileiro assegura a verificação, a fiscalização, a rastreabilidade, o monitoramento e a certificação" dos produtos destinados ao mercado europeu.

O ministério também ressaltou que o Brasil exporta produtos de origem animal para mais de 150 países e afirmou que o reconhecimento internacional do sistema sanitário brasileiro é resultado da capacidade do país de fiscalizar a produção e certificar apenas mercadorias que atendem às exigências dos mercados importadores.

O principal ponto de discordância entre o governo brasileiro e a União Europeia está na forma de demonstrar o cumprimento das regras sanitárias.

Segundo o Mapa, é "inaceitável" exigir a comprovação antecipada da implementação integral de medidas que, por natureza, são cumpridas ao longo do ciclo de produção dos animais.

Para o ministério, cabe ao sistema oficial de fiscalização verificar esse cumprimento e impedir que produtos fora dos padrões sejam certificados para exportação.

A pasta também afirmou que permanecer na lista de países autorizados a vender para a União Europeia não significa que todos os produtos estejam automaticamente aptos à exportação.

Segundo o governo, o reconhecimento se refere à confiabilidade do sistema de fiscalização, enquanto a disponibilidade de produtos aptos depende do cumprimento das exigências sanitárias em cada ciclo produtivo.

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Opep+ deve aumentar produção de petróleo pela quarta vez seguida, mesmo com guerra entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 14:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0890,73%Dólar TurismoR$ 5,2880,54%Euro ComercialR$ 5,7880,41%Euro TurismoR$ 6,0270,2%B3Ibovespa176.520 pts-0,58%MoedasDólar ComercialR$ 5,0890,73%Dólar TurismoR$ 5,2880,54%Euro ComercialR$ 5,7880,41%Euro TurismoR$ 6,0270,2%B3Ibovespa176.520 pts-0,58%MoedasDólar ComercialR$ 5,0890,73%Dólar TurismoR$ 5,2880,54%Euro ComercialR$ 5,7880,41%Euro TurismoR$ 6,0270,2%B3Ibovespa176.520 pts-0,58%Oferecido por

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) deve aprovar um novo aumento nas metas de produção de petróleo para setembro durante a reunião marcada para 2 de agosto, segundo três fontes ouvidas pela Reuters nesta quarta-feira (23).

A decisão, porém, ocorre em meio a um cenário de tensão geopolítica, já que a guerra dos Estados Unidos contra o Irã voltou a dificultar o aumento da produção por alguns integrantes do grupo.

De acordo com as fontes, sete dos principais membros da Opep+ – Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã – devem elevar a meta conjunta de produção em cerca de 188 mil barris por dia a partir de setembro. O volume é o mesmo aprovado para os meses de junho, julho e agosto.

Preço do petróleo dispara após Opep anunciar corte de mais de 1 milhão de barris por dia — Foto: JN

A Opep e as autoridades russas não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. As fontes falaram sob condição de anonimato e ressaltaram que nenhuma decisão final foi tomada até o momento.

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Imposto de Renda 2026: Receita abre consultas ao 3º lote de restituição nesta sexta-feira

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 23/07/2026 14:51

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: Receita abre consultas ao 3º lote de restituição nesta sexta-feira Com mais de 2,7 milhões de contribuintes contemplados no lote, a Receita Federal pagará R$ 4,61 bilhões em restituições no final deste mês. Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

A Receita Federal abre a consulta ao 3º lote de restituição do IRPF 2026 nesta sexta-feira (24). O pagamento de R$ 4,61 bilhões ocorre em 31 de julho.

Este lote vai beneficiar 2,74 milhões de contribuintes, a maioria sem enquadramento em categorias prioritárias.

A consulta pode ser feita no site da Receita Federal, acessando 'Meu Imposto de Renda'. O aplicativo para celulares e tablets também disponibiliza o serviço.

Se houver erro nos dados bancários, o contribuinte pode reagendar o pagamento pelo Banco do Brasil por até 1 ano. Pendências podem ser corrigidas no portal e-CAC.

A Receita Federal libera, a partir das 9h desta sexta-feira (24), as consultas ao terceiro lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026.

Serão pagos R$ 4,61 bilhões a 2,74 milhões de contribuintes. O valores serão depositados em 31 de julho. (veja aqui como consultar).

839.464 restituições para contribuintes prioridade em razão da utilização da declaração pré-preenchida e/ou da opção de recebimento via PIX;507.262 restituições serão pagas a contribuintes enquadrados em diferentes critérios de prioridade;1.396.474 restituições referem-se a contribuintes sem enquadramento em categorias prioritárias.

Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos:

O contribuinte pode verificar se vai receber neste lote por meio da página da Receita na internet. Basta clicar na opção "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a Restituição".

A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações.

A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

Em nota oficial, o Fisco afirma que "assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte". Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino.

"Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade", afirma a nota.

Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones:

4004-0001 (capitais)0800-729-0001 (demais localidades)0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos)

Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC.

Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina".

Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet.

Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro.Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos".Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026.

No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte.

Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços).

Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema.

No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina.No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.

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Biquíni, 80 anos: como traje batizado por causa de bomba nuclear se tornou símbolo de brasilidade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 13:51

Pop & Arte Biquíni, 80 anos: como traje batizado por causa de bomba nuclear se tornou símbolo de brasilidade Quando surgiu, o biquíni "não era apenas um novo traje de banho. Era uma provocação aos costumes, aos códigos de moralidade e à forma como o corpo feminino era regulado socialmente", diz especialista. E, no Brasil, ele encontrou o seu campo mais fértil. Por BBC

Biquíni, 80 anos: como traje batizado por causa de bomba nuclear se tornou símbolo de brasilidade — Foto: Getty Images

Pensando apenas na sua criação e na sua consolidação inicial podemos citar a França, onde nasceu; as Ilhas Marshall, de onde pegou emprestado o nome; os Estados Unidos, cuja cultura pop o disseminou; o Brasil — país que acabou virando o habitat natural para a peça, principalmente graças às praias e à imagem do Rio de Janeiro e a Alemanha, onde nasceu a mulher pioneira na introdução da peça de vestuário no Brasil.

A sacada foi de um engenheiro mecânico francês de 50 anos que acabava de fazer uma inusitada mudança de carreira — deixava o ramo automobilístico para assumir a empresa de lingeries da mãe.

Trata-se de Louis Réard (1896-1984). Em julho de 1946, ele lançou um item que seria revolucionário para a moda mundial: uma roupa de praia feminina em duas peças, mais parecido com uma calcinha e um sutiã do que com os recatados maiôs que se usavam na época.

"No lançamento, ele foi apresentado como o menor maiô do mundo", conta a designer de moda e historiadora Simone Ferreira de Albuquerque, professora na Universidade Federal do Piauí (UFPI).

Embora trajes de banho de duas peças já existissem, Réard reduziu ainda mais a quantidade de tecido, deixando o umbigo à mostra pela primeira vez.

Catorze anos antes do lançamento, o estilista francês Jacques Heim (1899-1967) havia tentado emplacar um maiô de duas peças semelhante, que ele chamou de átomo, em alusão às dimensões diminutas, mas não teve aderência nas clientes, resistentes a exibir as barriguinhas e os umbigos em público.

Autora do livro Marketing de Luxo Contemporâneo e professora de moda na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a consultora Maya Mattiazzo também conta que existem registros semelhantes desde a Antiguidade, com mulheres "usando peças semelhantes a um top e uma calcinha", só que diferentes dos biquínis modernos.

Mas foi mesmo o modelo de Réard que conseguiu "romper com os padrões morais da época", explica a jornalista especializada em moda Andreia Meneguete, professora e coordenadora acadêmica do hub de moda da ESPM.

Louis Réard era um engenheiro mecânico francês que deixou o ramo automobilístico para assumir a empresa de lingeries da mãe — Foto: Getty Images

E, se as notícias da época eram sobre testes nucleares que os Estados Unidos faziam no Atol de Bikini, nas Ilhas Marshall — em pleno Oceano Pacífico —, Réard decidiu que a invenção, bombástica que era, assumiria o mesmo nome.

Nenhuma modelo profissional topou trajar a novidade e aparecer seminua em público. Réard contratou então a dançarina Micheline Bernardini, que fazia shows eróticos no Casino de Paris, na França, e tinha de 18 para 19 anos.

Ela entraria para a história após se exibir vestindo o biquíni criado por Réard na piscina pública parisiense Molitor.

Micheline Bernardini entrou para a história ao se exibir vestindo o biquíni criado por Réard — Foto: Getty Images

"O biquíni já nasceu carregando um discurso de ruptura", comenta a professora Meneguete, da ESPM.

"Não era apenas um novo traje de banho. Era uma provocação aos costumes, aos códigos de moralidade e à forma como o corpo feminino era regulado socialmente."

A nova peça foi logo considerada escandalosa por setores religiosos, autoridades públicas e parte da imprensa.

"Em diversos países europeus, seu uso foi restringido ou proibido em praias públicas, e durante vários anos ele permaneceu associado à ousadia e à transgressão", explica Nadja Pimentel, educadora e técnica do ateliê do núcleo de moda da Universidade Anhembi Morumbi.

Até o papa se incomodou. Em 1951, a modelo sueca Kerstin Håkansson (1929-2024) venceu o concurso Miss Mundo, em sua primeira edição. Ela foi coroada trajando o minúsculo traje de banho.

O sumo pontífice da época, Pio 12 (1876-1958), condenou: chamou o biquíni de "pecaminoso" e contrário aos padrões cristãos de modéstia.

Há também registros de policiais multando moças que trajavam biquínis em praias italianas até o fim dos anos 1950.

Apesar da resistência, Réard conseguiu causar um estrondo na moda, impulsionado pelo marketing e por um contexto revolucionário favorável no pós-Segunda Guerra.

Nos anos 1950, atrizes como Brigitte Bardot (1935-2025) passaram a ser vistas e fotografadas de biquíni em praias da Riviera Francesa.

A atriz marcou a história do cinema ao aparecer de biquíni no filme E Deus Criou a Mulher, produção de 1956 que sofreu com a censura em diversos países. A atriz suíça Ursula Andress, com seu biquíni branco no filme 007 Contra o Satânico Dr. No, de 1962, é outro ponto importante dessa história

"Na década de 1960, com a revolução sexual, o cinema e a cultura pop, o biquíni deixou de ser visto apenas como escândalo para se tornar símbolo de liberdade", diz Meneguete.

Pio 12 chamou biquíni usado pela modelo sueca Kerstin Håkansson — a primeira Miss Mundo — de "pecaminoso" — Foto: Getty Images

Quando chegou ao Brasil, o biquíni encontrou nas praias locais o terreno mais adequado para fincar raízes e logo tornou-se símbolo nacional.

A partir das décadas de 1950 e 1960, atrizes, vedetes dos teatros de revista, modelos e musas das praias cariocas ajudaram a popularizar a peça, explica o historiador Marcos Valer.

Entre elas, estavam atrizes como Carmem Verônica e Angelita Martinez (1931-1980), que causavam furor e disputavam as atenções nas areias de Copacabana ao aparecerem de biquíni.

"Frequentemente fotografadas nas praias de Copacabana, elas deram grande visibilidade ao biquíni e contribuíram para sua popularização entre as brasileiras. A partir daí o traje deixou de ser uma curiosidade isolada para se tornar um elemento cada vez mais presente na cultura de praia do país", afirma a designer de moda Nadja Pimentel.

Outra que popularizou a peça foi a modelo Marta Rocha (1932-2020), que usou um traje em duas peças durante o certame que a elegeria Miss Brasil em 1954.

Também não podemos não mencionar pioneiras famosas como a atriz Leila Diniz (1945-1972), que desafiou o moralismo ao aparecer grávida na praia de biquíni, e a ex-modelo e empresária Helô Pinheiro, eternizada como a "garota de Ipanema".

Alemã que se estabeleceu no Rio de Janeiro nos anos 1930 fugindo do nazismo, a estilista e pintora Erna Miriam Etz Kaufmann (1914-2010) costumava trajar um maiô em duas peças, maior que os biquínis, confeccionado por ela própria em seus banhos de mar no Arpoador antes mesmo da criação moderna de Réard.

A professora Simone de Albuquerque conta que ela adotou o traje porque sua mãe dizia que grávidas precisavam tomar sol no umbigo.

No livro O Biquíni Made In Brazil, a jornalista Lilian Pacce situa Kaufmann usando a peça concebida na França pela primeira vez no Rio em 1948.

A professora Meneguete explica que o biquíni também ressaltou a ideia brasileira de corpo menos rígida do que em outras culturas.

Em 1961, o então presidente Jânio Quadros (1917-1992) também engrossou o cerco moralista à peça na esteira de suas políticas conservadoras. Ele chegou a proibir o biquíni em espaços públicos e vetou seu uso em concursos de beleza.

"A proibição revela um paradoxo da época: enquanto o biquíni se popularizava nas praias e se tornava símbolo de modernidade e liberdade feminina, o Estado ainda tentava controlar a exposição do corpo e impor determinados padrões morais à sociedade", comenta o historiador Marcos Valer.

A historiadora Maíra Rosin, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), lembra que esse impacto inicial é decorrente também da transformação das praias enquanto espaço público. Até o início do século passado, banhar-se no mar não era visto como lazer, mas como atividade terapêutica.

"Quando se começou a ir a praia [como diversão] as pessoas vão de forma mais contida. Até os trajes masculinos eram mais fechados", lembra Rosin, que pesquisa o relação de mulheres com o espaço urbano .

"E aí essas duas peças do biquíni, lembrando uma roupa de baixo, uma lingerie, isso causou um furor enorme."

Até a chegada do biquíni, os maiôs dominavam as praias do Rio de Janeiro (a foto foi tirada em 1946) — Foto: Acervo Rafael Cosme

Mas se significou um afronta das mulheres contra conservadores, o biquíni também trava, desde o início, uma batalha entre liberdade e sexualização do corpo feminino, segundo especialistas.

Do lado da autonomia, Pimentel ressalta que, para muitas mulheres, "vestir um biquíni representa a liberdade de ocupar espaços públicos, exercer escolhas sobre o próprio corpo e expressar sua identidade sem que isso seja interpretado como um julgamento moral".

Por outro lado, "essa mesma imagem foi apropriada internacionalmente para construir um estereótipo da mulher brasileira excessivamente sensualizada. Em muitos momentos, o corpo feminino passou a representar uma espécie de cartão-postal do país, reduzindo a diversidade das mulheres brasileiras a uma única narrativa", completa Meneguete.

Maíra Rosin também vê o item, desde o início, no centro de uma narrativa entre autonomia e controle dos corpos femininos.

"O biquíni pode ser ao mesmo tempo libertador e problemático. Dá a ideia de que a mulher pode vestir o que ela quiser, claro. Mas também carrega em si o controle do corpo feminino", argumenta.

A especialista Andreia Meneguete diz que o Brasil não só adotou o biquíni como o reinventou — Foto: Getty Images

Mas a historiadora ressalta que o discurso contemporâneo permite hoje uma análise mais adequada sobre o papel da peça.

"O biquíni pode ser lido de várias formas, dependendo do contexto social e político. Hoje há muitas campanhas enfatizando que o seu corpo de praia é o seu próprio corpo. Podemos pensar dessa forma e não como o biquíni enquanto símbolo de mulher brasileira gostosa", explica.

Biquíni se tornou um ícone de brasilidade — tanto no país como no resto do mundo — Foto: Getty Images

A especialista Meneguete diz que o país não só adotou o biquíni como o reinventou. Sobretudo após os anos 1970, "com modelagens próprias, cortes menores e uma estética que influenciou o mundo".

"E, no mundo da moda, poucas peças conseguiram se manter relevantes por 80 anos", celebra a professora Mattiazzo.

A partir de um questionamento da BBC News Brasil, a professora definiu as principais fases que marcam a evolução do biquíni ao longo dessas oito décadas.

A época do "escândalo, principalmente por expor o umbigo feminino", e "um marco simbólico muito importante, já que o umbigo estava associado ao erótico".

A criação do biquíni foi "um escândalo, principalmente por expor o umbigo feminino", diz a professora Maya Mattiazzo — Foto: Getty Images

Era o biquíni das pin-ups, as estrelas de Hollywood com estética sensual que ajudaram a popularizar o item. "As modelagens eram grandes e cobriam boa parte dos quadris, valorizando uma silhueta bem feminina", contextualiza.

O biquíni evoluiu para representar melhor a mentalidade daquele tempo. É quando, lembra Mattiazzo, surgiram ideias mais ousadas ainda, como o monoquíni, idealizado pelo estilista austríaco Rudi Gernreich (1922-1985), que eliminava a parte de cima, deixando os seios à mostra. Também são desse período os modelos extremamente cavados conhecidos como "fio-dental".

Mattiazzo conta que a década ficou marcada pela "expressão por meio do corpo", com o Brasil se posicionando como um influenciador efetivo da moda-praia. "As laterais [do biquíni] diminuem, o bronzeado se torna parte da estética da praia e o Rio de Janeiro se consolida como palco dessa narrativa", diz.

Nesta década, inventaram o estilo chamado de "asa-delta". "Com as laterais super altas e modelagem bem cavada, o modelo cria um efeito visual de alongar a silhueta", explica. "Se espalhou pelo mundo e, algumas décadas depois, é visto nas passarelas internacionais."

Uma nova maneira de culto ao corpo. "Foi um período com estética mais minimalista dominando a moda, se contrapondo aos exageros da década anterior. Os biquínis ficaram mais simples. O corpo começava a ser visto como um projeto pessoal", esclarece a professora.

Começaram com o chamado "biquíni brasileiro" sendo encarado como uma categoria, o suprassumo do segmento, a referência global. E, pontua Mattiazzo, essas modelagens menores, com amarrações laterais e cortes mais cavados se tornaram item de exportação, valorizado em países europeus e nos Estados Unidos.

Temos a diversidade dos corpos [sendo destacada]", diz a especialista. "A sociedade debate temas como: inclusão, representatividade, diversidade de corpos e perfis de mulheres. O mercado começa a reconhecer que não existe apenas um corpo para usar biquíni. E entram em pauta assuntos como conforto", ressalta.

E agora? Para Mattiazzo, vivemos a era da liberdade e da consciência, com múltiplos cenários. "O resort, o esportivo, a valorização do artesanal, a variedade de tecidos… Fica mais difícil apontar uma estética que o defina", comenta.

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Governo deve prorrogar por mais dois meses subsídio à gasolina

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 13:51

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Diante da retomada da guerra no Oriente Médio nas últimas semanas, a equipe econômica deve anunciar a prorrogação, por mais dois meses, da chamada "subvenção", um tipo de subsídio, para manter o preço da gasolina mais baixo.

De acordo com interlocutores da pasta, a decisão deve ser anunciada até o fim de semana — quando termina o prazo atual fixado para o benefício.

Anunciado em maio, o subsídio foi definido em R$ 0,44 por litro da gasolina para tentar conter os efeitos guerra na economia brasileira.

Com alta do petróleo, há pressão sobre os preços dos combustíveis, algo que se reverbera por toda economia (leia mais abaixo).

Alguns dias após o anúncio do subsídio, em maio, a Petrobras anunciou um novo ajuste de R$ 0,48 nos preços da gasolina A para as distribuidoras. Por conta da subvenção concedida pelo governo, o aumento efetivo foi menor: de R$ 0,04 por litro.

O subsídio é pago diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Também para conter os efeitos da guerra na inflação, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, na semana passada, a elevação do percentual de etanol anidro na gasolina para 32%. A medida tem validade inicial de 180 dias, mas pode ser prorrogada uma vez por igual período.

A guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, travou o fluxo de navios petroleiros no Estreito de Ormuz — corredor marítimo no Golfo Pérsico por onde passa cerca de 20% do petróleo global. Com isso, o barril do petróleo, principal matéria-prima dos combustíveis, superou os US$ 100.

LEIA MAIS: Dólar opera em alta, após novos ataques entre EUA e Irã e com alta do petróleo no radar; Ibovespa cai

Após negociações, os Estados Unidos e o Irã anunciaram um acordo de paz preliminar na guerra do Oriente Médio em 17 de junho, o que contribuiu para a queda do preço do barril de petróleo para menos de US$ 80 por algumas semanas.

Menos de mês depois, em 8 de julho, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que o acordo de paz firmado com o Irã teria acabado, e que não buscaria mais diálogo com Teerã, o que voltou a pressionar novamente os preços dos combustíveis. O petróleo opera novamente acima de US$ 100 por barril nesta semana.

"Para mim, acho que [o acordo de paz] acabou. Eu não quero mais lidar com eles [Irã]. Eles são a escória, são liderados por pessoas doentes e são um povo maldoso e violento. (…) Vou falar com meus negociadores, mas é uma perda de tempo lidar com eles. Até onde eu sei, acabou", afirmou Trump, na ocasião, quando perguntado se o acordo teria "morrido".

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