RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Guerra no Oriente Médio agrava crise dos combustíveis, já afeta inflação e abastecimento no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/03/2026 05:37

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,28%Dólar TurismoR$ 5,4520,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,32%Euro TurismoR$ 6,293-0,04%B3Ibovespa181.557 pts-0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,28%Dólar TurismoR$ 5,4520,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,32%Euro TurismoR$ 6,293-0,04%B3Ibovespa181.557 pts-0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,28%Dólar TurismoR$ 5,4520,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,32%Euro TurismoR$ 6,293-0,04%B3Ibovespa181.557 pts-0,64%Oferecido por

Guerra no Oriente Médio agrava crise dos combustíveis, já afeta inflação e abastecimento no Brasil.

Litro do diesel acumula alta de quase 24% nos postos desde o início do conflito, passando de R$ 6,03 para R$ 7,45, em média.

Gasolina também já pesa mais no bolso, com alta de 8% no mesmo período. Passou de R$ 6,28 para R$ 6,78 o litro, em média.

Governo brasileiro corre contra o tempo para evitar que esse salto nos preços dos combustíveis desencadeie uma crise inflacionária em ano eleitoral.

Entidades sindicais já relatam falta de combustíveis em alguns postos pelo país, e a Polícia Federal deflagrou uma operação contra o aumento abusivo de preços.

Assim como a guerra no Oriente Médio, a crise dos combustíveis não tem previsão de acabar e já traz impactos na inflação, nas decisões sobre juros e até no abastecimento no país.

Nesta sexta-feira, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostrou que o litro do diesel acumula alta de quase 24% nos postos desde o início do conflito, passando de R$ 6,03 para R$ 7,45, em média.

A gasolina também já pesa mais no bolso, com alta de 8% no mesmo período. Passou de R$ 6,28 para R$ 6,78 o litro, em média.

Durante a semana, os EUA deram sinais de que o conflito poderia arrefecer, indicando a possibilidade de um cessar-fogo. Mas Israel afirmou que vai ampliar os ataques ao Irã e bombardeou um centro de produção de mísseis da Marinha iraniana e uma usina de urânio.

Resultado: o barril do petróleo do tipo Brent, matéria-prima dos combustíveis, voltou a encostar nos US$ 120. Analistas alertam que, se a guerra continuar e os problemas na oferta global da commodity se agravarem, a tendência é de uma alta ainda maior.

Enquanto isso, o governo brasileiro corre contra o tempo para evitar que esse salto nos preços dos combustíveis desencadeie uma crise inflacionária em ano eleitoral.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um pacote de medidas que dava incentivo ao setor e zerava impostos federais ao diesel. Também chegou a pedir que governadores também zerassem o ICMS sobre combustíveis, mas a proposta foi recusada.

Nesta sexta, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que um número "relevante" de estados aceitou uma segunda proposta, que prevê um auxílio de R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio, com custos divididos igualmente entre União e estados.

Ceron não especificou quantos estados aderiram nem quais são. Enquanto isso, entidades sindicais já relatam falta de combustíveis em alguns postos pelo país, e a Polícia Federal deflagrou uma operação contra o aumento abusivo de preços.

Um dos principais entraves é a defasagem do preço do diesel em relação ao mercado internacional. O diesel produzido no Brasil fica mais barato que no exterior, enquanto a importação se torna mais cara.

O levantamento semanal da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) indica que os preços praticados nas refinarias da Petrobras passaram a ficar bem abaixo dos valores do mercado internacional.

No caso do diesel, a diferença média chegou a cerca de 65% em 24 de março — o equivalente a R$ 2,34 por litro abaixo da paridade de importação. Na gasolina, a defasagem era de cerca de 45%, ou R$ 1,13 por litro.

Com os preços internos mais baixos que os praticados no exterior, importadores privados deixam de comprar e reduzem sua atuação no mercado. O banco BTG Pactual estima que a atividade desses operadores caiu cerca de 60%.

Hoje, cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado. Com menos empresas trazendo o produto do exterior, o mercado passa a depender mais do fornecimento da Petrobras. A partir daí, surgem dois riscos: falta de produto ou aumento de preços — às vezes, os dois.

No Rio Grande do Sul, levantamento do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do estado (Sulpetro) indica que 88% dos postos, entre embandeirados e independentes, receberam combustíveis apenas de forma parcial.

O presidente da entidade, Fabricio Severo Braz, afirma que há dificuldades para comprar gasolina e diesel devido às cotas estabelecidas pela Petrobras. Segundo ele, não há falta generalizada de combustíveis, mas episódios pontuais de interrupção no abastecimento.

“Desde o início do conflito no Oriente Médio, nas últimas semanas, temos observado compras mais restritas pela maior parte dos postos associados, pois as distribuidoras estão entregando os produtos de forma racionada”, comenta Braz.

Já o sindicato regional do Rio de Janeiro (Sindcomb) indicou que há instabilidade na entrega de combustíveis no município, com postos de marca própria relatando desabastecimento.

"Postos com contrato de fidelidade vêm sendo atendidos com restrições de volume, mas o impacto mais severo recai sobre os postos de marca própria. A falta de fornecimento regular para esses estabelecimentos já resulta em bombas vazias em diversas regiões da cidade", diz em nota.

Em São Paulo, o presidente do sindicato regional (Sincopetro), José Alberto Gouveia, afirma que a rede independente — que representa 30% dos postos no estado — tem enfrentado dificuldades não apenas no abastecimento, mas também na manutenção do negócio.

"A realidade é que as empresas que importavam e vendiam combustível para essas companhias independentes hoje compram o produto mais caro no exterior e têm que vender mais barato no Brasil, o que dificulta bastante a operação", afirma.

Para suprir a falta de combustíveis em determinadas regiões do país, a Petrobras anunciou um aumento de oferta e realizou leilões para vender parte de sua produção.

De acordo com análise do Banco do Brasil, nesses leilões os combustíveis chegaram a ser vendidos por valores bem acima do preço de referência. Em algumas áreas do Norte e do Nordeste, essa diferença chegou a até R$ 2,65 por litro.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, esses valores indicam um descompasso entre os preços praticados no Brasil e as condições do mercado internacional.

“Está evidente que o preço da Petrobras está muito defasado e que as distribuidoras precisam repassar esse aumento de custo. Alguns consumidores não estão concordando em pagar, o que tem gerado problemas no abastecimento”, afirma Araújo.

Segundo Daniel Cobucci, analista do BB Investimentos, o pacote de ajuda anunciado pelo governo federal — que busca preservar a rentabilidade do setor e reduzir a pressão da alta do petróleo sobre a inflação — pode incentivar o processamento do petróleo no país e favorecer refinarias privadas.

“Para as petroleiras independentes, o tributo sobre exportação deve reduzir parte dos ganhos extraordinários com a alta da commodity, com possibilidade de judicialização”, afirma o especialista.

Para analistas do BTG Pactual, o comportamento do petróleo, pressionado pelo conflito geopolítico, passou a ocupar papel central nas projeções para a economia.

Segundo o banco, a alta da commodity pode influenciar não apenas a inflação, mas também as decisões sobre a taxa básica de juros no Brasil, a Selic.

“Embora a recomendação padrão de política monetária nesses casos seja reagir apenas aos efeitos de segunda ordem, a magnitude recente do movimento aumenta o risco de desancoragem das expectativas, de contaminação da inflação subjacente e de maior inércia inflacionária”, dizem.

O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic para 14,75% ao ano na reunião de março. Mas deixou de indicar novos cortes nas próximas reuniões e citou o conflito quatro vezes no comunicado como fonte de incerteza para as decisões futuras.

Aumentar (ou manter alta) a taxa de juros é o mecanismo que o BC usa para controlar a inflação. E o economista-chefe do Banco do Brasil, Marcelo Rebelo, calcula que o choque do petróleo pode acrescentar cerca de 0,6 ponto percentual ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026.

Apesar desse efeito, Rebelo afirma que o Brasil tem alguma capacidade de absorver choques desse tipo. Isso ocorre porque o país também exporta petróleo e tende a se beneficiar, ao menos parcialmente, da alta das cotações no mercado internacional.

Segundo ele, como o Brasil vende mais petróleo e derivados ao exterior do que compra de outros países, tende a se beneficiar parcialmente da alta das cotações no mercado internacional.

“O aumento do preço amplia o superávit comercial e melhora os termos de troca do país”, afirma.

Mesmo assim, o impacto chega ao dia a dia do consumidor, principalmente por meio dos combustíveis e do transporte, que têm peso relevante na formação da inflação medida pelo IPCA.

Guerra no Oriente Médio faz governo brasileiro zerar impostos sobre diesel e taxar exportações de petróleo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Ministro entende que o caso da eleição deve ser discutido em plenário presencial. Presidente do Tribunal de Justiça do estado foi mantido no exercício do cargo.

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Mais candidatos, mais etapas e pouco retorno: por que parece que buscar um emprego ficou tão difícil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/03/2026 05:37

Trabalho e Carreira Mais candidatos, mais etapas e pouco retorno: por que parece que buscar um emprego ficou tão difícil Pesquisa mostra que o Brasil lidera a percepção de que os processos seletivos são longos demais e impessoais. Etapas demoradas e falta de feedback reforçam a ideia de que candidatos são ignorados ao enviar currículos. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Pesquisa aponta que 77% dos brasileiros consideram os processos seletivos longos, em um cenário de maior concorrência e cautela das empresas ao contratar.

A inteligência artificial acelerou a triagem de currículos, mas entrevistas, validações internas e decisões humanas seguem concentrando os principais gargalos do processo.

A falta de transparência e de feedback ampliam a frustração dos candidatos, que relatam longas esperas, processos encerrados sem explicação e sensação de abandono.

Especialistas e plataformas afirmam que agilizar os processos depende menos de tecnologia e mais de cortar etapas desnecessárias, melhorar a comunicação e equilibrar automação com avaliação humana.

Quando a engenheira de produção Samanta Santos aperta o botão "enviar candidatura", ela não está apenas concorrendo a uma vaga. Está assumindo um compromisso informal de tempo: formulários extensos, testes, várias etapas e, muitas vezes, um silêncio que pode durar meses.

“Existem vagas para as quais me inscrevi em outubro e nunca tive retorno. Na semana passada, três processos dos quais eu participava foram encerrados ao mesmo tempo, sem explicação (…). Até hoje, nenhum processo realizado por plataformas digitais avançou para mim”, desabafa.

A sensação de caminhar no escuro durante a busca por emprego não é exclusiva da engenheira. Uma pesquisa global do LinkedIn mostra que o Brasil lidera a percepção de que os processos seletivos são longos demais (77%) e impessoais (60%).

Seis em cada 10 brasileiros acreditam que buscar emprego ficou mais difícil no último ano. Entre os motivos mais mencionados estão o aumento da concorrência (55%) e a percepção de que os processos seletivos ficaram mais exigentes (50%).

Essas percepções refletem o momento atual do mercado. Com o desemprego nos menores níveis da série histórica do IBGE, iniciada em 2012, o Brasil vive um período de intensa mobilidade profissional.

Mais confiantes, trabalhadores empregados têm se sentido cada vez mais à vontade para buscar novas oportunidades — seja por salários maiores, mais flexibilidade ou chances de crescimento na carreira — como mostrou o g1 em reportagem publicada em janeiro.

Além disso, a pesquisa do LinkedIn mostra que 54% dos brasileiros pretendem buscar uma nova oportunidade em 2026. Na prática, isso significa mais candidatos concorrendo à mesma vaga.

"As empresas passam a lidar com um número maior de perfis e, em muitos casos, com profissionais que já estão empregados, o que exige comparações mais cuidadosas e decisões mais estratégicas", analisa Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina.

Mas o aumento da concorrência não é o único fator por trás da lentidão. Beck destaca que muitas organizações operam com equipes mais enxutas e processos internos de aprovação mais demorados.

Esse conjunto de fatores reforça a percepção generalizada de demora, mesmo em um mercado aquecido.

Na avaliação de Jhennyfer Coutinho, chefe da experiência para pessoas candidatas da Gupy, entender por que os processos seguem lentos exige separar dois fatores que costumam ser confundidos: o volume de candidatos e o número de etapas.

Segundo ela, há casos em que uma empresa recebe milhares de candidaturas e ainda assim consegue operar com rapidez porque conta com uma triagem eficiente. Em outros, a falta de processos estruturados transforma a análise manual de currículos em um gargalo inevitável.

Ela menciona processos seletivos que chegam a reunir 17 mil candidatos em apenas dois dias, especialmente em empresas com marcas muito fortes, sem que isso comprometa a triagem inicial.

Quando o sistema é robusto, o verdadeiro entrave geralmente aparece em outra etapa: as validações humanas, como entrevistas.

"Entrevistas, reuniões com gestores e decisões finais dependem de agendas, alinhamentos internos e critérios subjetivos. É ali que o relógio desacelera", explica.

Thomas Costa, head de growth da Redarbor — grupo que reúne plataformas como Catho e InfoJobs — concorda. Ele explica que, quando a tecnologia entrega uma lista enxuta de candidatos potenciais, começa uma fase de escolha mais complexa.

Para quem está do lado de fora, a sensação é de estagnação; para a empresa, o processo continua ativo, ainda que silencioso. Nesse período, as empresas também costumam sentir o impacto de terem mais candidatos empregados disputando as vagas.

"Esse perfil [profissional que já está em um emprego] ainda não tem a mesma urgência ou velocidade para responder, marcar uma entrevista, do que uma pessoa que está desempregada", diz.

Além disso, o custo de uma contratação equivocada pesa. Em funções estratégicas, errar é caro — e isso leva empresas a alongar etapas, envolver mais decisores e aprofundar análises. O resultado é um processo mais cauteloso e demorado.

O desafio, apontam os especialistas, é equilibrar rigor e agilidade para não prejudicar a experiência do candidato nem perder talentos no caminho.

Dados da Gupy indicam que cada etapa adicional em um processo seletivo aumenta em 13% o tempo estimado para o preenchimento da vaga. Por isso, a empresa decidiu limitar a oito o número de etapas configuráveis.

Na avaliação da plataforma, fluxos muito extensos afastam candidatos e elevam a taxa de desistência, sem necessariamente melhorar a qualidade da escolha.

Samanta Santos é engenheira de produção, mãe de dois filhos, e enfrenta há meses processos seletivos longos e silenciosos na tentativa de se recolocar no mercado. — Foto: Samanta Santos

Se por um lado a inteligência artificial tem acelerado as etapas iniciais — triando currículos e organizando o funil —, por outro, tornou‑se também um novo ponto de tensão para os candidatos.

A sensação de que algoritmos filtram perfis sem considerar contexto ou potencial aparece com frequência nos relatos dos candidatos. Samanta é um desses casos.

“O robô afunila demais. Se não tem a palavra certa, o currículo cai. Ele não vê o potencial, não vê que a experiência conversa com a vaga”, resume.

Formada em engenharia de produção e técnica em logística, ela afirma ter um histórico que permite atuar em áreas distintas — como planejamento, indústria, logística e construção civil — e diz ser flexível quanto ao modelo de trabalho e ao formato de contratação. Ainda assim, não consegue avançar nas seleções feitas por plataformas digitais.

Dados da pesquisa do LinkedIn mostram que, embora muitos profissionais reconheçam que a inteligência artificial pode reduzir vieses e padronizar critérios, há um incômodo evidente com a falta de transparência.

No Brasil, 29% dos entrevistados dizem não entender como a IA é usada nos processos seletivos, e 28% questionam se as candidaturas são analisadas de forma justa. A falta dessa transparência alimenta a sensação de injustiça, especialmente quando processos se estendem por meses sem atualização.

Plataformas como Gupy e Redarbor, no entanto, reforçam que a IA não elimina candidatos. O sistema apenas organiza os perfis conforme a aderência ao que foi solicitado pela empresa, e todos permanecem visíveis ao recrutador.

Na prática, porém, em processos com milhares de inscritos, quem aparece nas últimas posições dificilmente será avaliado. É essa dinâmica que cria a percepção de que “o robô derruba”, mesmo quando, tecnicamente, isso não ocorre.

Entre todas as dores relatadas por quem busca emprego, a falta de retorno aparece como a mais persistente. "O candidato não é só um número", lamenta.

Esse desgaste transborda para as redes sociais, onde hashtags como #venceragupy se tornaram símbolo da frustração coletiva.

A Gupy reconhece o peso emocional dessa percepção, mas destaca que o funil é naturalmente estreito. Em 2024, foram 36 milhões de inscrições para cerca de 1 milhão de vagas na plataforma.

Ainda assim, a empresa decidiu agir diante da sensação de “vagas fantasmas” — anúncios de emprego que permanecem abertos por meses sem intenção real de contratação.

Desde o fim de 2024, passou a realizar um fechamento trimestral de vagas inativas. Nesse processo, identificou 24 mil vagas sem movimentação, que somavam 4 milhões de candidaturas.

A Redarbor observa fenômeno semelhante. Segundo Thomas Costa, algumas empresas mantêm processos abertos em silêncio como estratégia para reaproveitar candidatos no futuro.

"Elas não querem descartar formalmente alguém que ainda pode voltar para o processo", diz Thomas.

Samanta Santos vive há meses a frustração de processos seletivos que não avançam. — Foto: Samanta Santos

Para os entrevistados desta reportagem, acelerar os processos seletivos passa menos por tecnologia e mais por escolhas. Muitos gargalos persistem porque empresas mantêm etapas que já não se justificam, mas sobrevivem por tradição ou excesso de cautela.

Outro ponto central é a transparência. Processos sigilosos — em que o candidato não sabe quantas fases existem, quanto tempo cada uma deve levar ou o que está sendo avaliado — alimentam a percepção de desorganização.

“Informar o caminho, mesmo que de forma simples, reduz ruído, alinha expectativas e torna a experiência menos desgastante”, afirma Jhennyfer Coutinho.

E nada disso funciona sem comunicação. A ausência de retorno, mesmo que mínimo, cria uma ruptura difícil de reparar.

O feedback não precisa ser longo, mas precisa existir. Ele devolve ao candidato a noção de que houve acompanhamento humano — e não apenas um desaparecimento silencioso —, pontuam os entrevistados.

Em um mercado em que o tempo investido em cada processo é alto, não responder deixa de ser apenas uma falha. Passa a ser parte do problema.

Enquanto isso, Samanta segue tentando. Já são quase seis meses entre buscas, testes e fichas preenchidas, conciliando tudo com a rotina de cuidar de dois filhos pequenos.

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Leilão da Receita tem iPhone 17, MacBook Air, videogames e vinhos; veja lances a partir de R$ 100

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/03/2026 03:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,28%Dólar TurismoR$ 5,4520,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,32%Euro TurismoR$ 6,293-0,04%B3Ibovespa181.557 pts-0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,28%Dólar TurismoR$ 5,4520,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,32%Euro TurismoR$ 6,293-0,04%B3Ibovespa181.557 pts-0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,28%Dólar TurismoR$ 5,4520,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,32%Euro TurismoR$ 6,293-0,04%B3Ibovespa181.557 pts-0,64%Oferecido por

A Receita Federal anunciou nesta sexta-feira (27) um novo leilão regional de mercadorias apreendidas ou abandonadas. O certame será relizado no dia 14 de abril, em São Paulo.

Entre os itens disponíveis nos 260 lotes estão joias e pedras preciosas, vinhos, veículos, smartphones, notebooks, relógios, perfumes, roupas, tecidos, utensílios domésticos, livros e brinquedos.

Há ainda uma variedade de peças e acessórios para celulares, componentes para computadores, latas para envase de alimentos, lâmpadas, válvulas, concentrado de cobre, além de motocicletas elétricas, automóveis, caminhonetes, caminhões e gasolina tipo A.

🍷 Segundo o edital, os lotes que contêm vinhos estão sujeitos à obtenção de laudo para emissão de declaração de aptidão para comercialização e consumo.

Os lances devem ser feitos para lotes fechados — ou seja, conjuntos de itens específicos e selecionados.

Entre os lotes com valores mais baixos, há opções com lance inicial de R$ 100, que incluem desde itens isolados — como uma tiara (lote 32) — até produtos eletrônicos e eletrodomésticos.

Também aparecem no leilão um smartphone Xiaomi Redmi A2 de 32 GB (lote 151) e tablets Amazon Fire HD 10 e Fire 7 (lotes 152, 154 e 155), todos com preço mínimo de R$ 100.

O lote mais caro é o 198, formado por 6.140 aparelhos de iluminação pública com tecnologia LED, com lance inicial de R$ 232,1 mil.

No lote 81, é possível adquirir um conjunto de peças de vestuário de marcas como Ralph Lauren, Emilio Pucci, Versace e Balmain, além de vestidos de noiva, a partir de R$ 10 mil.Nos lotes 52 e 64 a 68, aparecem vinhos classificados como itens de coleção, incluindo uma garrafa de Pétrus 1980 e rótulos do produtor Domaine Leroy, com preços a partir de R$ 3 mil.Nos lotes 181, 212 e 223, há produtos ligados a videogames, como controles de Xbox em grande quantidade, um Nintendo Switch e um console Xbox Series S, com lances mínimos entre R$ 500 e R$ 14,8 mil.Nos lotes 247 e 210, aparecem computadores, incluindo um MacBook Air de 13 polegadas com SSD de 512 GB e um notebook Dell Inspiron 15, com preços mínimos a partir de R$ 300.Nos lotes 251 a 260, é possível adquirir unidades do iPhone 17 Pro Max de 256 GB, com valores iniciais entre R$ 4,6 mil e R$ 5,1 mil.No lote 209, há um conjunto com dois smartphones Xiaomi de 512 GB, além de smartwatches e consoles portáteis Steam Deck, com lance mínimo de R$ 2,1 mil.

De acordo com a Receita, o leilão será realizado de forma eletrônica e é destinado a pessoas físicas e jurídicas.

O período de recebimento das propostas vai das 8h do dia 9 de abril até as 21h do dia 13 de abril. A sessão para lances está prevista para as 10h do dia 14 de abril (horário de Brasília).

Os lotes estarão disponíveis para visitação mediante agendamento, em dias de expediente normal, de 30 de março a 10 de abril, nas cidades de Campinas, Guarulhos, Santos, Guarujá, São Paulo, Santo André, Barueri, São Bernardo do Campo, Taubaté, Sorocaba e Bauru. Os endereços e horários para visitação, bem como os contatos para agendamento, estão indicados no edital do leilão..

Os endereços, horários e contatos para agendamento constam no edital do leilão, disponível no site da Receita Federal, assim como a lista de mercadorias e as fotos dos lotes.

A Receita informou ainda que os licitantes terão 30 dias para retirar os lotes arrematados e que o órgão não se responsabiliza pelo envio das mercadorias.

Bens adquiridos por pessoas físicas não podem ser revendidos, assim como alguns lotes comprados por pessoas jurídicas.

O pagamento das mercadorias deve ser feito exclusivamente por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). A participação nos leilões eletrônicos ocorre apenas pelo Sistema de Leilão Eletrônico, acessado via e-CAC, com conta GOV.BR de nível Prata ou Ouro.

ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada;ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF);ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal.

ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ);ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal.

entre 9 e 12 de março, observando os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC);selecionar o edital do leilão em questão, de número 0800100/000002/2026 – SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 8ª REGIÃO FISCAL;escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta";aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita;e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar.

Ministro entende que o caso da eleição deve ser discutido em plenário presencial. Presidente do Tribunal de Justiça do estado foi mantido no exercício do cargo.

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Conta de luz: Aneel mantém bandeira tarifária verde em abril

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 18:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,28%Dólar TurismoR$ 5,4520,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,32%Euro TurismoR$ 6,293-0,04%B3Ibovespa181.557 pts-0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,28%Dólar TurismoR$ 5,4520,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,32%Euro TurismoR$ 6,293-0,04%B3Ibovespa181.557 pts-0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,28%Dólar TurismoR$ 5,4520,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,32%Euro TurismoR$ 6,293-0,04%B3Ibovespa181.557 pts-0,64%Oferecido por

A bandeira tarifaria para o mês de abril será verde, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (27). Com isso, não haverá cobrança adicional na tarifa.

🔎 A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas.

Segundo a Aneel, com o volume de chuvas observado em março, "há nível satisfatório dos reservatórios das usinas hidrelétricas, refletindo em geração favorável de energia".

"A bandeira verde está vigorando desde janeiro, com o regime de chuvas em patamar favorável no primeiro trimestre. A situação permite que não seja necessário o acionamento mais intenso de termelétricas, que apresentam custo mais elevado", diz a agência.

💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras.

💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz.

•🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh);

•🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);

•🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).

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Proposta do governo para baixar preço do diesel foi aceita por número ‘relevante’ de estados, diz secretário da Fazenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 17:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,28%Dólar TurismoR$ 5,4520,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,32%Euro TurismoR$ 6,293-0,04%B3Ibovespa181.557 pts-0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,28%Dólar TurismoR$ 5,4520,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,32%Euro TurismoR$ 6,293-0,04%B3Ibovespa181.557 pts-0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,28%Dólar TurismoR$ 5,4520,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,32%Euro TurismoR$ 6,293-0,04%B3Ibovespa181.557 pts-0,64%Oferecido por

Proposta do governo para baixar preço do diesel foi aceita por número 'relevante' de estados, diz secretário da Fazenda

Um número significativo de estados aceitou a proposta do governo federal para apoiar medidas de contenção dos preços do diesel, afirmou nesta sexta-feira (27) o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron.

A declaração foi feita durante coletiva sobre reuniões do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) e do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em São Paulo (SP).

A proposta prevê um auxílio de R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio, dividido igualmente entre União e estados. “Um número relevante de estados já sinalizou positivamente para a proposta, o que é muito importante para que possamos avançar de forma coordenada”, disse.

Os estados que ainda não se posicionaram terão até a próxima segunda-feira (30) para enviar um parecer final. A expectativa, segundo Ceron, é de que a medida seja publicada entre segunda e terça-feira da próxima semana.

Ceron também destacou o tom das negociações. “Foi um debate longo, mas de altíssimo nível. Estamos buscando realmente entender e compreender o momento que estamos vivendo”, afirmou.

Segundo ele, o governo tem atuado com urgência diante dos impactos da alta do petróleo. “É uma guerra da qual o país não participa diretamente, mas que traz impactos relevantes. O aumento do preço do petróleo afeta o diesel, que impacta a produção rural, os caminhoneiros, o transporte e a logística, e isso acaba sendo repassado para toda a sociedade”, disse.

O secretário lembrou que já foram adotadas medidas como a zeragem de tributos e subsídios, mas que ainda há necessidade de ações adicionais, especialmente na importação. “O Brasil exporta petróleo, mas ainda importa cerca de 30% do diesel que consome. Há uma preocupação com a incerteza nessa importação, que pode gerar problemas pontuais na distribuição, especialmente no setor rural”, explicou.

Para ele, a proposta em discussão busca justamente reduzir esses riscos. “Não se trata de retirada de tributos dos estados, mas de uma medida conjunta para apoiar a população, os produtores rurais e os caminhoneiros, evitando que esse choque de preços chegue com força à ponta”, disse.

A proposta inicial do governo previa zerar o ICMS sobre a importação de diesel até o fim de maio, com compensação de metade das perdas pela União. A medida pode custar cerca de R$ 3 bilhões por mês, com ressarcimento de R$ 1,5 bilhão aos estados.

A iniciativa ocorre em meio à alta do diesel provocada pela disparada do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio. O Brasil importa cerca de 27% do diesel que consome, e a defasagem entre preços internos e externos tem dificultado contratos.

Apesar disso, há resistência. O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) rejeitou a redução do ICMS, argumentando que a medida prejudica receitas para serviços públicos e que cortes no imposto nem sempre chegam ao consumidor final.

O governo também pediu maior colaboração dos estados na fiscalização, como o envio de notas fiscais em tempo real à ANP e a lista de devedores contumazes. Além disso, já adotou medidas como redução de tributos federais e subsídios ao diesel.

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Alta do diesel desacelera, mas preço do combustível sobe quase 24% desde o início da guerra, diz ANP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 16:07

Carros Alta do diesel desacelera, mas preço do combustível sobe quase 24% desde o início da guerra, diz ANP. A guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo, principal insumo para a produção de combustíveis. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Depois de uma severa alta dos preços do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio, o preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis do país subiu 2,62% em uma semana e é vendido por R$ 7,45, mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (27).

Porém, quando consideramos a evolução no preço médio do diesel desde o começo da guerra, a alta acumulada é de 23,55% desde o levantamento da semana de 28 de fevereiro:

Preço médio do litro do diesel em 28 de fevereiro: R$ 6,03;Preço médio do litro do diesel em 27 de março: R$ 7,45.

O preço do barril de petróleo está praticamente estável desde a última sexta-feira (20). Na ocasião, custava US$ 106,41 e atualmente está em US$ 106,47;O presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais e a concessão de uma ajuda financeira a produtores e importadores de diesel.

▶️ O preço médio do diesel nos postos do Brasil ficou em R$ 7,45 por litro. O maior valor foi de R$ 9,35, registrado em Porto Seguro (BA). Já o menor preço foi encontrado em Mococa (SP), a R$ 5,47.▶️ A gasolina teve preço médio de R$ 6,78 por litro, alta de 1,95% na última semana. O valor mais alto foi de R$ 9,39, registrado em Guarujá (SP). Já o menor preço foi encontrado no Rio de Janeiro (RJ), onde a agência identificou o litro a R$ 5,69.▶️ O etanol teve preço médio de R$ 4,72 por litro, alta de 0,43%. O maior valor foi de R$ 6,59, registrado em Serra Talhada (PE). Já o menor preço foi encontrado em Araraquara (SP), a R$ 3,79.

Neste mês, a guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 112, aumentando em 86,67% o custo da matéria-prima usada na produção de combustíveis.

Como o g1 já mostrou, o diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando o preço sobe, o custo do frete tende a aumentar — e acaba sendo repassado ao longo da cadeia produtiva.

O aumento foge do padrão, já que o mercado costuma reajustar preços dessa forma após mudanças anunciadas pela Petrobras.

O caso virou alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), depois que sindicatos do setor apontaram preços mais altos em várias regiões, mesmo sem alteração até então nos valores praticados pela Petrobras nas refinarias.

Preço do diesel nos postos brasileiros sobe quase 24% em março — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O governo brasileiro anunciou um pacote de medidas para tentar conter os efeitos da disparada do preço do petróleo sobre a inflação e reduzir o risco de desabastecimento de diesel no país.

Zerar alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, o que representa uma redução de R$ 0,32 por litro;O aumento do imposto de exportação sobre o petróleo;Uma medida provisória que cria uma subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de diesel;Novas regras de fiscalização para garantir que os benefícios cheguem ao consumidor final.

Quem compra combustível precisa ficar atento aos seus direitos. Segundo Luiz Orsatti, diretor executivo do Procon-SP, a comunicação do posto deve ser clara e não pode levar o cliente a interpretações equivocadas.

“O consumidor não pode ser atraído por uma propaganda que exibe um preço e, ao final, perceber que aquele valor só vale para uma forma específica de pagamento ou para um programa de fidelidade”, explica Orsatti. Essa prática pode gerar punição ao estabelecimento.

Orsatti explica que um preço é considerado abusivo quando aumenta sem um motivo que justifique a mudança. “Não existe um percentual específico para definir esse abuso; cada caso é avaliado de forma individual”.

O consumidor pode denunciar à ANP e ao Procon se acreditar que o posto está cobrando valores abusivos. “Analisamos o preço exibido na bomba, o valor da nota fiscal da compra do combustível e verificamos se existe abuso”, afirma Orsatti.

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Além do petróleo: os outros produtos de exportação afetados pelo fechamento do estreito de Ormuz pelo Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 16:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,240-0,31%Dólar TurismoR$ 5,447-0,04%Euro ComercialR$ 6,034-0,37%Euro TurismoR$ 6,291-0,08%B3Ibovespa181.255 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,240-0,31%Dólar TurismoR$ 5,447-0,04%Euro ComercialR$ 6,034-0,37%Euro TurismoR$ 6,291-0,08%B3Ibovespa181.255 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,240-0,31%Dólar TurismoR$ 5,447-0,04%Euro ComercialR$ 6,034-0,37%Euro TurismoR$ 6,291-0,08%B3Ibovespa181.255 pts-0,81%Oferecido por

O preço da gasolina já subiu e as contas de aquecimento doméstico no Reino Unido, por exemplo, estão no mesmo caminho — Foto: Getty Images via BBC

A interrupção do fornecimento de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz, causada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, elevou drasticamente os preços globais de energia.

O preço da gasolina já subiu e as contas de aquecimento doméstico no Reino Unido, por exemplo, estão no mesmo caminho.

Mas não é apenas o combustível que foi afetado pelo conflito. Uma série de outros produtos essenciais, como químicos e gases, normalmente entram nas cadeias globais de abastecimento via Estreito de Ormuz.

A BBC Verify, serviço de verificação da BBC, aponta que os preços de diversos produtos, de alimentos a smartphones e medicamentos, podem ser impactados, já que o número de navios que passam pelo Estreito de Ormuz, que antes da guerra passavam de 100 por dia, agora podem ser contados nos dedos.

Derivados do petróleo e do gás, os petroquímicos são produzidos em grande escala para exportação por países da região do Golfo.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de um terço dos fertilizantes do mundo, como ureia, potássio, amônia e fosfatos, normalmente passa pelo Estreito de Ormuz.

Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostram que, desde o início do conflito, os envios de produtos relacionados a fertilizantes pelo Estreito praticamente colapsaram.

Analistas alertam que a escassez desses fertilizantes pode ser especialmente prejudicial para a produção agrícola neste momento, porque março e abril correspondem à época de plantio no hemisfério norte, e o menor uso de fertilizantes agora pelos agricultores afetará a produtividade mais adiante no ano.

"Um fechamento relativamente breve pode comprometer toda uma safra, com consequências para a segurança alimentar que persistem muito depois da reabertura do estreito", segundo pesquisadores do Instituto Kiel.

O trabalho do instituto sugere que um fechamento total do Estreito de Ormuz pode elevar os preços globais do trigo em 4,2% e os de frutas e vegetais em 5,2%.

E estima que os países mais afetados, em termos de aumento geral dos preços dos alimentos, seriam Zâmbia (31%), Sri Lanka (15%), Taiwan (12%) e Paquistão (11%).

A Rússia normalmente responde por cerca de um quinto das exportações globais de fertilizantes, e analistas afirmam que o país pode aumentar a produção para suprir a lacuna.

Kirill Dmitriev, enviado especial de Vladimir Putin, disse que a Rússia, grande produtora de commodities (bens básicos) como fertilizantes, está "bem posicionada".

Cerca de um terço das remessas globais de gás hélio vem normalmente do Catar e passa pelo Estreito de Ormuz.

O hélio é um subproduto da produção de gás natural e é utilizado na fabricação de wafers de semicondutores (lâmina fina de material semicondutor), que depois são processados em microchips usados em computadores, veículos e eletrodomésticos.

O gás também é empregado no resfriamento dos ímãs em equipamentos de ressonância magnética (MRI, na sigla em inglês) utilizados em hospitais.

A usina gigantesca de Ras Laffan, no Catar, que produz o gás, interrompeu a produção após ataques iranianos com mísseis e drones.

O governo do Catar afirmou que levará de três a cinco anos para reparar os danos, o que levanta preocupações sobre o abastecimento.

Em 2023, a Associação da Indústria de Semicondutores dos EUA alertou para "picos de preços" caso o fornecimento global de hélio fosse interrompido.

Analistas afirmam que o efeito em cadeia do bloqueio do Estreito de Ormuz pode elevar os preços de uma série de tecnologias de ponta, de smartphones a centros de dados.

Prashant Yadav, pesquisador sênior de saúde global do Council on Foreign Relations (centro de pesquisa e debates), alertou que os preços de exames de MRI podem subir diante de uma escassez prolongada de hélio.

"As máquinas de ressonância magnética precisam de algo entre 1.500 e 2.000 litros de hélio para resfriar os ímãs. A cada exame realizado, uma pequena parte desse gás se perde por evaporação", contou Yadav.

"As pessoas costumam pensar que o principal uso do hélio está em centros de dados, semicondutores e no resfriamento da indústria de IA [inteligência artificial] e dados. Mas não podemos esquecer que o hélio é muito importante para exames de ressonância magnética e outros usos médicos", disse à BBC Verify.

Derivados petroquímicos, como metanol e etileno, são matérias-primas essenciais para a produção global de medicamentos, incluindo analgésicos, antibióticos e vacinas.

Os países do Conselho de Cooperação do Golfo, como Arábia Saudita, Catar, Omã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrain, respondem por cerca de 6% da capacidade global de produção petroquímica.

Esses países utilizam principalmente o Estreito de Ormuz para exportar esses produtos ao resto do mundo, com cerca de metade destinada à Ásia.

A Índia produz cerca de um quinto das exportações globais de medicamentos genéricos (sem marca), muitos dos quais são enviados para os EUA e a Europa.

Grande parte desses produtos também costuma ser transportada por via aérea a partir de grandes aeroportos do Golfo, especialmente Dubai, que foram fortemente afetados pelo conflito.

Alguns analistas alertam para a possibilidade de aumento nos preços de medicamentos para os consumidores como resultado das interrupções no Estreito de Ormuz.

O enxofre é outro subproduto do processamento de petróleo bruto e gás natural, produzido em grande escala para exportação na região do Golfo.

Seu principal uso é como fertilizante agrícola, mas também é essencial para o processamento de metais.

O enxofre é usado na produção de ácido sulfúrico, empregado no processamento de cobre, cobalto e níquel, além da extração de lítio.

Todos esses metais são necessários para a produção de baterias, usadas em tudo, de eletrodomésticos a veículos elétricos e equipamentos militares, como drones.

Analistas alertam que, se o fornecimento de enxofre continuar interrompido, o resultado provável será o aumento dos preços para os consumidores de produtos que utilizam baterias.

Moraes, Gilmar, Dino e Zanin votaram a favor de eleição direta, mas foram derrotados pelos outros seis ministros.

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Mercosul e Canadá se aproximam de acordo de livre comércio com negociações em abril

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 14:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,23%Dólar TurismoR$ 5,4520,03%Euro ComercialR$ 6,036-0,34%Euro TurismoR$ 6,291-0,08%B3Ibovespa181.755 pts-0,53%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,23%Dólar TurismoR$ 5,4520,03%Euro ComercialR$ 6,036-0,34%Euro TurismoR$ 6,291-0,08%B3Ibovespa181.755 pts-0,53%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,23%Dólar TurismoR$ 5,4520,03%Euro ComercialR$ 6,036-0,34%Euro TurismoR$ 6,291-0,08%B3Ibovespa181.755 pts-0,53%Oferecido por

O Canadá e o Mercosul estão avançando em direção a um acordo de livre comércio que poderá ser assinado até o final do ano.

O Mercosul é composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com a expectativa de que a Bolívia se torne membro pleno em 2028.

Autoridades governamentais de Canadá, Argentina e Brasil disseram à Reuters que esperam que o acordo seja concluído em 2026.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, deve visitar o Brasil no próximo trimestre, segundo uma fonte.

O impulso renovado segue meses de trocas técnicas depois que o Canadá e o Mercosul concordaram no ano passado em retomar as negociações que estavam paralisadas desde 2021.

Em agosto de 2025, o Amazonas registrou movimentação de US$ 1,41 bilhão na Corrente de Comércio. Do total, as exportações somaram US$ 86,3 milhões e as importações US$ 1,32 bilhão. — Foto: Bruno Leão/Sedecti

O Canadá e o Mercosul estão avançando em direção a um acordo de livre comércio que poderá ser assinado até o final do ano, com outra rodada de negociações agendada para o próximo mês em Brasília, de acordo com três fontes familiarizadas com as negociações.

O Mercosul é composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com a expectativa de que a Bolívia se torne membro pleno em 2028.

Autoridades governamentais de Canadá, Argentina e Brasil disseram à Reuters que esperam que o acordo seja concluído em 2026, com uma delas observando que as negociações estavam progredindo bem e poderiam ser concluídas antes de setembro.

A fonte do governo argentino afirmou que o acordo deve ser assinado em setembro ou outubro, marcando cerca de um ano desde que as negociações foram formalmente reiniciadas.

Outro diplomata, no Brasil, também disse à Reuters que as negociações estão acontecendo em uma velocidade recorde e extremamente bem, confirmando que os países provavelmente chegarão a um acordo este ano.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, deve visitar o Brasil no próximo trimestre, segundo essa fonte. Embora nenhum dos governos planeje anunciar um acordo durante a visita, ela pode servir como um impulso para finalizá-lo o mais rápido possível, disse a fonte.

O escritório do Mercosul em Montevidéu e o Ministério do Comércio canadense não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

"As negociações sobre um acordo de livre comércio estão avançando com ímpeto, e estamos encorajados pelo progresso alcançado. O Canadá está empenhado em concluir um acordo ambicioso e abrangente que crie oportunidades reais para as empresas, os trabalhadores e os investidores canadenses", disse um porta-voz do Ministério do Comércio do Canadá.

Uma autoridade do governo do Canadá diretamente envolvida nas negociações disse à Reuters, nesta sexta-feira, que o ministro do Comércio do país, Maninder Sidhu, está "muito interessado" em finalizar o acordo ainda este ano e que se reunirá com seu homólogo brasileiro à margem das reuniões da Organização Mundial do Comércio em Camarões, no dia 28 de março.

O impulso renovado segue meses de trocas técnicas depois que o Canadá e o Mercosul concordaram no ano passado em retomar as negociações que estavam paralisadas desde 2021.

O Canadá intensificou os esforços para diversificar o comércio em meio à incerteza ligada às tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

A América do Sul, especialmente o Brasil, disse essa fonte, é um parceiro comercial do qual o Canadá não pode abrir mão.

Para o Mercosul, um grande exportador de carne bovina, soja e minerais, um acordo com o Canadá expandiria o acesso a mercados desenvolvidos e ajudaria a atrair investimentos em setores-chave como a mineração.

No início de março, autoridades comerciais de Ontário, uma província central para a economia canadense, visitaram a Argentina e o Uruguai como parte dos esforços para estabelecer as bases para um futuro acordo e demonstrar apoio ao aumento do comércio bilateral.

O ministro do Desenvolvimento Econômico, Criação de Empregos e Comércio de Ontário, Victor Fedeli, reuniu-se com representantes do setor de tecnologia e mineração como parte da viagem, dando continuidade à visita realizada ao Brasil no final do ano anterior.

Fedeli disse que Ontário estava intensificando o contato com a América do Sul, em parte devido ao que ele chamou de efeito de "aceleração de Trump", observando que cerca de 80% do comércio da província é com os Estados Unidos.

"Estamos aproveitando esse impulso", declarou Fedeli em uma entrevista à Reuters em Montevidéu. "O governo canadense leva a sério a diversificação em relação aos EUA, trabalhando para abrir novas oportunidades de comércio, parceria e investimento", acrescentou.

As negociações com o Canadá ocorrem depois que o Mercosul assinou um acordo comercial com a União Europeia em janeiro, após 25 anos de negociações. Neste mês, a Comissão Europeia disse que os principais elementos comerciais do acordo, que se mostrou controverso na Europa, serão aplicados em caráter provisório a partir de 1º de maio.

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EUA enviam intimações em investigação sobre acordo entre Warner e Paramount

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 13:53

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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) enviou intimações como parte da investigação sobre a aquisição da Warner Bros Discovery pela Paramount Skydance, segundo três fontes com conhecimento do assunto ouvidas pela Reuters.

A medida indica que o órgão está avançando na análise do acordo de US$ 110 bilhões, que pode unir dois dos maiores estúdios de Hollywood, além de suas plataformas de streaming e operações de notícias.

O negócio é acompanhado de perto por executivos e investidores, e pode resultar em cortes de empregos caso seja concluído. Por outro lado, a Paramount pode ter de arcar com cerca de US$ 7 bilhões caso a operação seja barrada.

Segundo as fontes, o Departamento de Justiça busca informações sobre como a fusão pode afetar a produção de conteúdo, os direitos sobre obras e a concorrência entre serviços de streaming. O impacto sobre salas de cinema também está entre as preocupações do órgão.

O procurador-geral adjunto interino para antitruste, Omeed Assefi, afirmou à Reuters, em entrevista na semana passada, que a Paramount “definitivamente não” terá um processo acelerado de aprovação por motivos políticos.

A empresa já esperava que o acordo fosse analisado por autoridades em diferentes países, disse o diretor jurídico da Paramount, Makan Delrahim, durante uma conferência sobre concorrência em Washington.

Procurados, representantes do Departamento de Justiça, da Paramount e da Warner Bros Discovery não comentaram o caso até a publicação desta reportagem.

A análise do negócio não se limita aos Estados Unidos. A Comissão Europeia está em contato com empresas envolvidas no setor, segundo duas fontes. O Canadá também procurou ao menos uma companhia para discutir a operação. Já o gabinete do procurador-geral da Califórnia tem buscado ouvir terceiros interessados, afirmaram outras duas fontes.

A Paramount disputou o acordo com a Netflix e aposta em concluir a operação rapidamente. A empresa prometeu pagar aos acionistas da Warner Bros Discovery uma taxa trimestral de US$ 0,25 por ação a partir de outubro, caso o negócio ainda não tenha sido concluído até lá.

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Governador do DF, Ibaneis pede empréstimo de R$ 4 bilhões ao FGC para capitalizar o BRB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 13:53

Distrito Federal Governador do DF, Ibaneis pede empréstimo de R$ 4 bilhões ao FGC para capitalizar o BRB De acordo com o documento, objetivo é 'assegurar continuidade de serviços financeiros essenciais, o apoio a políticas públicas e a preservação de condições adequadas de liquidez e capital do BRB'. Por Iana Caramori, g1 DF

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), enviou uma carta ao presidente do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para iniciar as tratativas para um empréstimo de R$ 4 bilhões.

De acordo com o documento, o objetivo é "assegurar a continuidade de serviços financeiros essenciais, o apoio a políticas públicas e a preservação de condições adequadas de liquidez e capital do BRB".

A proposta prevê uma carência de 1 ano e 6 meses para o início do pagamento, seguido de parcelas semestrais – o documento não diz a duração e o valor desse parcelamento.

Como garantia, o GDF oferece os nove imóveis públicos que constam na lei de reforço ao Banco de Brasília (BRB), além de participações acionárias de empresas públicas da capital — Caesb, BRB e CEB.

Na carta ao FGC, o governador Ibaneis Rocha incluiu um conjunto de "parâmetros preliminares a serem refinados em conjunto".

Modalidade: operação de suporte financeiro de natureza estrutural (ex.: instrumento elegível a reforço de capital, conforme enquadramento regulatório aplicável) e/ou linha de liquidez associada;Valor: R$ 4 bilhões;Carência: 1 ano e 6 meses e pagamentos semestrais;Remuneração/encargos: CDI + spread, observadas as condições definidas pelo FGC;Garantias: participações acionárias das empresas públicas do Distrito Federal (Caesb, BRB, CEB) e imóveis, conforme Projeto de Lei nº 2165/2026.

O documento diz que o aporte de R$ 4 bilhões no Banco de Brasília teria um "caráter estruturante".

O governo tenta aportar recursos no BRB para restaurar os limites mínimos definidos pela legislação brasileira para a segurança de todos os bancos em operação.

reforço do Índice de Basileia e da capacidade de expansão da carteira de crédito;ampliação do financiamento à infraestrutura, à habitação e às micro e pequenas empresas;estímulo à atividade econômica local, com reflexos positivos sobre a arrecadação tributária; potencial geração de dividendos futuros ao acionista controlador, o Governo do Distrito Federal.

➡️ O Índice de Basileia mede a segurança financeira de cada banco, comparando o capital da instituição e o risco de suas operações. O Banco Central é quem fiscaliza o atingimento do índice.

"Trata-se, portanto, de investimento com potencial de retorno fiscal indireto e recorrente", defende o governo.

Na carta, o governo do DF reconhece que o Fundo Garantidor de Créditos tem regras próprias para conceder esse tipo de crédito. E se diz disposto a "cooperar com as tratativas e fornecer informações e documentos necessários para avaliação de viabilidade, risco, estrutura e salvaguardas".

Plano de Negócios;Plano de Capital;Diagnóstico de necessidades (drivers) e medidas internas em curso (capital, funding, liquidez, redução de risco);Proposta de garantias e mapa de elegibilidade/ônus de ativos;Minuta de cronograma de implementação e governança de monitoramento.

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