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O que você precisa saber sobre a prisão de Daniel Vorcaro e o colapso do Banco Master

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 04/03/2026 13:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,210-1,05%Dólar TurismoR$ 5,411-1%Euro ComercialR$ 6,064-0,86%Euro TurismoR$ 6,305-0,9%B3Ibovespa184.091 pts0,54%MoedasDólar ComercialR$ 5,210-1,05%Dólar TurismoR$ 5,411-1%Euro ComercialR$ 6,064-0,86%Euro TurismoR$ 6,305-0,9%B3Ibovespa184.091 pts0,54%MoedasDólar ComercialR$ 5,210-1,05%Dólar TurismoR$ 5,411-1%Euro ComercialR$ 6,064-0,86%Euro TurismoR$ 6,305-0,9%B3Ibovespa184.091 pts0,54%Oferecido por

O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi preso novamente por ordem do STF, em investigação de fraudes e "milícia privada".

O Banco Master, liquidado em 2025, oferecia rendimentos altos para encobrir crise de liquidez, afetando milhões e exigindo bilhões do FGC.

Vorcaro já havia sido preso em 2025 por gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, com suspeita de R$ 50 bilhões em CDBs sem lastro.

A nova prisão de Vorcaro e o bloqueio de R$ 22 bilhões foram baseados em indícios de organização criminosa e interferência regulatória.

Milhões de clientes tiveram valores bloqueados; o FGC, que tentou socorrer o banco, perdeu quase um terço de seu caixa com os ressarcimentos.

A crise envolvendo o Banco Master teve novo desdobramento nesta quarta-feira (4), com a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição.

A detenção, determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorre em meio a investigações da Polícia Federal (PF) sobre uma rede que envolve fraudes, corrupção de servidores públicos e até o uso de uma "milícia privada" para intimidar opositores.

O banqueiro era controlador do Master, cujo encerramento das atividades no ano passado por decisão do Banco Central (BC) também resultou na liquidação de outras empresas do grupo, afetando milhões de clientes e exigiu o ressarcimento de bilhões de reais pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Veja abaixo os principais pontos para entender o colapso do conglomerado e a investigação que levou à nova prisão de Vorcaro.

O que é o Banco Master e quais empresas faziam parte do grupo?Quais foram os principais motivos da liquidação do Banco Master?Por que o BRB tentou comprar o Banco Master?Quais foram as consequências das transações entre BRB e Master?Quem é Daniel Vorcaro e por que ele foi preso?O que diz a decisão de André Mendonça que levou à nova prisão de Vorcaro?Qual é a relação do ministro Dias Toffoli com o caso?Como ficaram os clientes dos bancos liquidados?O papel do FGC

O Banco Master teve origem em 1974, como Máxima Corretora de Valores e Títulos Mobiliários. Ao longo das décadas, passou por expansões e mudanças societárias até se transformar em um conglomerado financeiro com atuação em crédito, investimentos e gestão de recursos.

Sob o controle do banqueiro Daniel Vorcaro, a instituição ganhou visibilidade ao oferecer produtos de renda fixa, como CDBs, com rendimentos muito acima da média do mercado — estratégia que acabou encobrindo uma grave crise de liquidez e insolvência.

O Banco Central classificava o Master como um conglomerado de pequeno porte (segmento S3), com cerca de 0,57% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Em 18 de novembro de 2025, o grupo sofreu liquidação extrajudicial devido ao comprometimento de sua situação econômico-financeira e ao descumprimento de normas do sistema bancário.

Banco Master S/A – instituição líder do conglomerado.Banco Master de Investimento S/A – braço voltado a operações de investimento.Banco Letsbank S/A – anteriormente ligado ao Banco Master e liquidada pelo BCMaster S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários – corretora do conglomerado.Banco Master Múltiplo S/A – entidade submetida a regime especial para tentar preservar as controladas.Will Bank (Will Financeira S.A.) – banco digital voltado a clientes de baixa renda, adquirido em 2024 e liquidado em janeiro.Banco Pleno – outra instituição do grupo que também entrou em processo de liquidação.Reag Investimentos – embora apresentada como gestora independente, investigações indicam que era ligada ao Banco Master e teria participado da estruturação de fundos usados para inflar artificialmente o patrimônio da instituição. Em janeiro, o BC decretou aliquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, novo nome da Reag Trust DTVM. Trata-se da empresa que faz a gestão dos fundos no grupo da Reag Investimentos.

A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, foi motivada por uma combinação de deterioração financeira acelerada, indícios de fraude e descumprimento de normas regulatórias.

Crise de liquidez e risco de insolvência: o BC apontou “comprometimento da situação econômico-financeira” e “deterioração da liquidez”, indicando que o banco já enfrentava risco concreto de quebra.Captação a custos elevados: para cobrir rombos operacionais, a instituição passou a oferecer CDBs com taxas muito acima do mercado — até 40% superiores à média ou entre 130% e 180% do CDI. Especialistas interpretam essa estratégia como um sinal de emergência financeira, após a perda de acesso a crédito mais barato.Exposição a ativos de alto risco: o banco concentrou recursos em investimentos considerados arriscados, como precatórios de recebimento incerto e empresas em dificuldades.Fraudes e emissão de títulos sem lastro: a Polícia Federal, na Operação Compliance Zero, apurou a criação de carteiras de crédito fictícias. O Master teria emitido cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem comprovar capacidade de pagamento, usando ativos inexistentes adquiridos da empresa Tirreno para inflar artificialmente o patrimônio.Descumprimento de regras do sistema financeiro: o BC citou violação às normas bancárias e desobediência a determinações da própria autoridade monetária.Fracasso nas tentativas de venda: negociações para evitar a quebra, como a proposta envolvendo o Banco de Brasília (BRB), não avançaram por falta de transparência, questionamentos de órgãos de controle e vínculos com investigações criminais.

A liquidação foi decretada após o anúncio de uma nova tentativa de venda para a Fictor Holding, considerada inviável pelo BC diante da insolvência do grupo.

Além da liquidação, houve bloqueio de bens dos controladores e a primeira prisão do dono do banco, Daniel Vorcaro, acusado de gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

À época, ele foi preso em flagrante, mas deixou a prisão após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que também determinou a soltura dos outros quatro executivos do banco.

Agentes da Polícia Federal entram no BRB, Banco de Brasília, durante uma operação contra a emissão fraudulenta de títulos de crédito por instituições financeiras, que resultou na prisão de Daniel Vorcaro, em Brasília, Brasil, 18 de novembro de 2025. — Foto: Reuters/Mateus Bonomi

A tentativa de compra de 58% do capital do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), anunciada em março de 2025 por cerca de R$ 2 bilhões, teve como principais motivações a expansão estratégica da instituição e o respaldo político do governo do Distrito Federal.

Formação de um grande conglomerado: a meta era criar uma instituição financeira de maior porte, com aproximadamente R$ 100 bilhões em ativos totais.Ampliação da atuação nacional: o BRB buscava reforçar sua presença fora do Distrito Federal, onde já mantinha agências em diversos estados.Fortalecimento patrimonial e estratégico: o plano previa que o BRB assumisse o controle do Master, com a aquisição de 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e 58% do capital total.Apoio do Governo do DF: o governador Ibaneis Rocha foi um dos principais defensores da transação e sancionou em tempo recorde a lei aprovada pela Câmara Legislativa que autorizava a compra.“Socorro” financeiro sob investigação: embora apresentada publicamente como uma estratégia de expansão, investigações da Polícia Federal indicam que a operação teria funcionado como um alívio financeiro para o Banco Master, que enfrentava custos elevados de captação. A PF passou a apurar ainda se houve uso de créditos falsos para reforçar o caixa da instituição no mesmo período em que o BRB tentava viabilizar a compra e convencer os órgãos de controle sobre a solidez do negócio.

A negociação foi barrada pela diretoria colegiada do Banco Central em setembro, sob o argumento de que não foram apresentados documentos suficientes para comprovar a viabilidade econômico-financeira da operação.

Posteriormente, o fracasso dessa transação e de outras iniciativas malsucedidas contribuiu para desgastar o patrimônio e a credibilidade do BRB no mercado.

A tentativa frustrada de compra e a aquisição de ativos suspeitos entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master geraram impactos financeiros, jurídicos e políticos, com reflexos sobre o patrimônio público do Distrito Federal.

Deterioração do patrimônio e da credibilidade do BRB, que precisou apresentar um plano preventivo de capitalização ao Banco Central; Afastamento do então presidente Paulo Henrique Costa e investigações da Polícia Federal por suspeitas de gestão fraudulenta; Prejuízo de R$ 12,2 bilhões na compra de créditos considerados inexistentes da empresa Tirreno, vista como possível socorro irregular ao Master.

Diante do rombo, o governador Ibaneis Rocha propôs transferir imóveis públicos ao BRB para viabilizar captação de recursos. O BC exigiu que o banco reservasse R$ 3 bilhões adicionais.

O caso também provocou desgaste político e questionamentos de órgãos de controle, como o Ministério Público do DF e o Ministério Público de Contas.

Daniel Vorcaro é o controlador do Banco Master e começou sua trajetória quando a instituição ainda era a Máxima Corretora, que transformou em conglomerado financeiro até a liquidação do banco.

A primeira, em novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, ocorreu durante tentativa de deixar o país e envolveu suspeitas de emissão de cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem lastro, por meio de créditos inexistentes da empresa Tirreno. As acusações incluem gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A segunda prisão aconteceu nesta quarta-feira (4), por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, após análise de mensagens no celular do empresário, com indícios de ameaças, corrupção e tentativa de interferência em decisões regulatórias.

A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 22 bilhões em bens para ressarcir prejuízos ao sistema financeiro.

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro nesta quarta-feira (4), foi baseada na existência de uma organização criminosa com atuação violenta, interferência em órgãos reguladores e risco à apuração dos fatos.

Foi a primeira medida de grande impacto de Mendonça após assumir a relatoria do caso, no lugar de Dias Toffoli. Os principais fundamentos da decisão foram:

“Milícia privada”: as investigações apontam a existência de um grupo chamado “A Turma”, usado para monitorar e intimidar ilegalmente opositores, autoridades e jornalistas.Ameaças de violência: mensagens indicam ordens para agredir um jornalista e “quebrar todos os dentes” em um assalto forjado, além de menções à simulação de sequestros.Cooptação de servidores do BC: a decisão descreve o suborno de chefias da supervisão bancária do Banco Central, que atuariam como “consultores informais” do banqueiro, revisando documentos e antecipando fiscalizações em troca de pagamentos mensais de até R$ 1 milhão.Espionagem e invasão de sistemas: o grupo é acusado de acessar ilegalmente bases sigilosas da Polícia Federal, do Ministério Público Federal, da Interpol e do FBI.Risco à ordem pública e à investigação: segundo Mendonça, a liberdade dos investigados poderia gerar novas intimidações, destruição de provas e continuidade da lavagem de dinheiro.Danos bilionários: o esquema envolve a fabricação de carteiras de crédito sem lastro e a emissão de cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem comprovação de liquidez.

Além da prisão de Vorcaro, a decisão determinou o bloqueio de R$ 22 bilhões em bens e valores do grupo, o afastamento de servidores do Banco Central (com uso de tornozeleira eletrônica) e a suspensão das atividades de cinco empresas ligadas ao banqueiro.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, teve papel central no caso do Banco Master: foi relator do inquérito, concentrou decisões no STF, decretou sigilo e autorizou buscas e bloqueios de valores.

Sua atuação passou a ser questionada após a confirmação de que é sócio da Maridt Participações, empresa familiar que realizou negócios com fundo ligado à Reag Investimentos, grupo relacionado ao Master, incluindo a venda de participação no resort Tayayá.

Também surgiram controvérsias sobre um voo em avião particular com advogado ligado à defesa e menções a seu nome em mensagens do celular de Daniel Vorcaro, dono do banco.

Em fevereiro de 2026, Toffoli deixou a relatoria por “interesse institucional”. O caso foi redistribuído ao ministro André Mendonça, que passou a conduzir o inquérito e autorizou nova prisão de Vorcaro.

A liquidação extrajudicial das empresas do Conglomerado Master — que inclui Banco Master, Will Bank e Banco Pleno — provocou a interrupção imediata das operações e deixou milhões de clientes com valores bloqueados, dependentes dos mecanismos de ressarcimento pelo FGC e liquidantes.

Esses investidores estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).Limite: até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, incluindo principal e rendimentos até a data da liquidação.Banco Master: o processo está avançado; cerca de 84% dos credores (653 mil pessoas) já receberam, somando R$ 37,2 bilhões. Os casos pendentes envolvem situações mais complexas, como inventários e contas de menores.Will Bank e Banco Pleno: as listas de credores ainda não foram concluídas pelo liquidante, e o FGC não iniciou o pagamento geral. Houve apenas uma antecipação para clientes do Will Bank com até R$ 1 mil a receber.

Este é o caso mais crítico, pois o banco digital tinha cerca de 12 milhões de clientes, em sua maioria de baixa renda.Sem cobertura do FGC: por ser instituição de pagamento, os saldos das contas digitais não são garantidos pelo FGC.Devolução integral via BC: por lei, esses recursos devem ficar segregados e custodiados no Banco Central, devendo ser devolvidos aos clientes.Bloqueio: a liberação depende da conclusão do levantamento contábil do liquidante; enquanto isso, há relatos de dificuldades para pagar despesas básicas.

Quem tinha mais de R$ 250 mil investidos tornou-se credor da massa liquidanda. O recebimento do excedente não é garantido e depende da venda dos ativos das instituições ao longo do processo.

Investidores institucionais, como fundos de pensão de servidores públicos, que aplicaram quase R$ 2 bilhões no grupo, também estão nessa fila, sem proteção do FGC.

Dívidas: a liquidação não extingue obrigações. Parcelas de empréstimos, financiamentos e faturas devem continuar sendo pagas para evitar juros e negativação.Cartões: os cartões do Will Bank tiveram a aceitação suspensa pela Mastercard por inadimplência da financeira.Aplicativos: permanecem acessíveis apenas para consulta de saldo e extratos; transferências, saques e PIX estão desativados.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) teve papel central no caso do Banco Master, atuando desde o socorro financeiro inicial até o ressarcimento em larga escala de investidores após a quebra das instituições do grupo. As principais funções e impactos do FGC, segundo as fontes, foram:

Antes da decretação da liquidação extrajudicial, o FGC tentou evitar o colapso do Banco Master. Em maio de 2025, concedeu uma linha de crédito emergencial de R$ 4 bilhões à instituição, renovada duas vezes enquanto o banco buscava compradores.

Após a liquidação, o FGC passou a ser responsável por devolver recursos à maioria dos clientes, dentro dos limites legais.

Limite de cobertura: até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ para investimentos em CDB, LCI, LCA, poupança e depósitos à vista.Volume de pagamentos: estima-se um desembolso de cerca de R$ 51 bilhões para cobrir as quebras de Master, Will Bank e Banco Pleno.Status do Master: aproximadamente 84% dos credores (653 mil pessoas) já receberam, totalizando R$ 37,2 bilhões.Antecipação no Will Bank: devido ao perfil mais vulnerável dos clientes do banco digital, o FGC antecipou pagamentos para cerca de 6 milhões de pessoas com até R$ 1 mil a receber.

O volume elevado de saques drenou significativamente os recursos do FGC, que perdeu quase um terço do seu caixa, antes estimado em cerca de R$ 140 bilhões. Para recompor o patrimônio e preservar a estabilidade do sistema financeiro, o fundo estuda medidas como:

antecipação das contribuições dos bancos associados;criação de cobranças extras e aumento das taxas para instituições de maior risco (de 0,01% para 0,02% ao mês sobre os depósitos);uso de parte do depósito compulsório junto ao Banco Central.

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Socorro ao BRB: melhor opção é colocar imóveis em fundo de investimento imobiliário, diz presidente do banco

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 13:54

Distrito Federal Socorro ao BRB: melhor opção é colocar imóveis em fundo de investimento imobiliário, diz presidente do banco CLDF aprovou projeto de lei que autoriza repasse de nove imóveis públicos do DF ao patrimônio do BRB. Foram 14 votos a favor e 10 contra nos dois turnos. Por Isabela Camargo, TV Globo

Foram 14 votos a favor e 10 contra nos dois turnos. O texto vai à sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB).

O presidente do banco afirma que a principal opção, agora, é criar um fundo de investimento imobiliário (FII) e vender as cotas dos imóveis para investidores qualificados.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou nesta terça-feira (3) o projeto de lei que autoriza o repasse de nove imóveis públicos da capital federal ao patrimônio do Banco de Brasília (BRB). Foram 14 votos a favor e 10 contra nos dois turnos. O texto vai à sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB).

Em entrevista exclusiva à TV Globo nesta quarta-feira (4), o presidente da instituição Nelson Antônio de Souza disse que, agora, a melhor opção é criar um fundo de investimento imobiliário (FII) e vender as cotas dos imóveis para investidores qualificados.

"Não geraria uma PNT ou uma prestação nem iria mexer na Lei de Responsabilidade Fiscal do governo do Distrito Federal. Assim, esses imóveis seriam teriam rentabilidade para aqueles investidores que estariam conosco", afirmou.

🔎 O FII foi criado pela Lei Federal 8.668/93 e é regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). São carteiras compostas por imóveis selecionados e administrados por uma instituição financeira, previamente autorizada pela Comissão a operar. Os lucros dos FIIs devem ser distribuídos periodicamente aos cotistas.

Segundo Nelson de Souza, o BRB é responsável, atualmente, por 64% dos financiamentos imobiliários do DF e injeta R$ 215 milhões na economia local.

O presidente da instituição garantiu que o plano de recuperação vai ser apresentado ao Banco Central dentro do prazo, no fim deste mês. Ele também defendeu a responsabilização dos responsáveis pelo prejuízo bilionário.

"Nós vimos que faltou um pouco, faltou um pouco de governança e alguns fluxo no processo não foi observado e aquela tentativa talvez de salvar uma liquidez de outro banco ou do próprio capital levou a fragilidades", diz Nelson de Souza.

Ainda segundo estimativas do próprio banco, uma eventual liquidação do BRB causaria um impacto de R$ 20 a R$ 25 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que faz o ressarcimento dos credores.

🔎 O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição enfrente alguma crise ou dificuldade.

Nelson de Souza nega a possibilidade de liquidação ou federalização do banco. "O BRB sairá bem mais forte e será capitalizado mais forte que ele era antes", afirmou o presidente da instituição.

Banco Central determina que BRB reserve R$ 3 bilhões para manter operações em segurança — Foto: Reprodução/TV Globo

SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – área pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb): R$ 632 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote G: R$ 632 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote I: R$ 364 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote H: R$ 361 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote C – pertencente à CEB: R$ 547 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – pertencente à Novacap: R$ 1,02 bilhão;Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – é a sede do Centro Administrativo do DF, abandonada há mais de uma década: R$ 491 milhões;"Gleba A" de 716 hectares, pertencentes à Terracap – o documento não diz o endereço com precisão: R$ 2,2 bilhões;Setor de Áreas Isoladas Norte SAIN (antigo lote da PM): R$ 239 milhões.

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Fechamento do Estreito de Ormuz piora após EUA atingirem navio de guerra iraniano; petroleiros ficam presos pelo quinto dia seguido

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 12:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,211-1,03%Dólar TurismoR$ 5,411-1%Euro ComercialR$ 6,058-0,92%Euro TurismoR$ 6,304-0,91%B3Ibovespa183.874 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 5,211-1,03%Dólar TurismoR$ 5,411-1%Euro ComercialR$ 6,058-0,92%Euro TurismoR$ 6,304-0,91%B3Ibovespa183.874 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 5,211-1,03%Dólar TurismoR$ 5,411-1%Euro ComercialR$ 6,058-0,92%Euro TurismoR$ 6,304-0,91%B3Ibovespa183.874 pts0,42%Oferecido por

Ataque dos EUA a navio iraniano agrava guerra e paralisa Estreito de Ormuz pelo 5º dia, afetando fluxo de petróleo e gás e pressionando preços globais.

Conflito entre EUA e Irã deixa ao menos 200 navios ancorados no Golfo. Bloqueio em Ormuz interrompe rota vital para 20% do petróleo mundial.

Submarino dos EUA atinge navio iraniano perto do Sri Lanka; transporte marítimo trava e países do Golfo enfrentam dificuldades para exportar energia.

Guerra amplia crise energética: Catar suspende produção de gás, Iraque reduz petróleo e centenas de embarcações ficam presas fora de Ormuz.

Ataques e insegurança no Golfo danificam navios, esvaziam estoques e forçam EUA a prometer escolta naval para conter disparada dos preços.

A guerra entre os Estados Unidos e o Irã se intensificou nesta quarta-feira, depois que um ataque norte-americano atingiu um navio de guerra iraniano ao largo do Sri Lanka, aprofundando uma crise que paralisou o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz pelo quinto dia consecutivo e interrompeu o fluxo vital de petróleo e gás do Oriente Médio.

O ataque do submarino norte-americano ao navio iraniano ocorreu no momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu fornecer seguro e escolta naval aos navios que exportam petróleo e gás do Oriente Médio, em uma tentativa de conter a alta dos preços da energia.

Pelo menos 200 navios, incluindo petroleiros e navios-tanque de gás natural liquefeito, bem como navios de carga, permaneceram ancorados em águas abertas ao largo da costa dos principais produtores do Golfo, incluindo Iraque, Arábia Saudita e Catar, de acordo com estimativas da Reuters baseadas em dados de rastreamento de navios da plataforma MarineTraffic.

Centenas de outras embarcações permaneceram fora de Ormuz, sem conseguir chegar aos portos, segundo dados de transporte marítimo. A hidrovia é uma artéria fundamental para cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo e GNL.

O navio porta-contêiner Safeen Prestige, com bandeira de Malta, também foi danificado por um projétil enquanto navegava em direção ao extremo norte do Estreito de Ormuz, levando a tripulação a abandonar o navio, segundo fontes do setor de transporte marítimo.

O Catar suspendeu sua produção de gás e o Iraque reduziu sua produção de petróleo, pois ambos ficaram sem espaço para armazenamento. A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Kuweit também estavam com dificuldades para carregar petróleo, mas ainda não estava claro se eles reduziram a produção.

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Ação, como destacado por Mendonça, visava ‘calar a voz da imprensa’, pilar fundamental da democracia.

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BYD Song Plus ganha turbo e mantém preço da versão anterior, de R$ 249.990

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 12:56

Carros BYD Song Plus ganha turbo e mantém preço da versão anterior, de R$ 249.990 Com motor turbo e bateria maior, híbrido plug-in tenta reduzir a vantagem do GWM Haval H6 em autonomia elétrica. Rival ultrapassa os 115 km rodando apenas no modo elétrico. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

O BYD Song Plus foi atualizado com motor turbo e bateria maior, mantendo o preço de R$ 249.990 da versão anterior.

O novo motor 1.5 turbo e a bateria de 26,3 kWh ampliam o desempenho e a autonomia elétrica para 99 km (Inmetro).

A recarga da bateria agora é mais rápida, levando apenas 55 minutos para carga completa com o novo carregador rápido.

O SUV híbrido será montado na fábrica da BYD em Camaçari (BA), tornando-se o quarto modelo da marca produzido no Brasil.

O Song Plus mira o GWM Haval H6 e outros rivais, consolidando sua posição como um dos híbridos mais vendidos.

A BYD renovou o Song Plus, segundo híbrido mais vendido do Brasil em 2025. Por fora, quase nada muda, mas o modelo evoluiu em eficiência e reforça a disputa com seu principal rival, o GWM Haval H6 PHEV.

A principal novidade está no conjunto mecânico: o motor 1.5 aspirado, usado desde o lançamento do Song Plus no Brasil, em 2022, foi substituído por um propulsor turbo. Ele trabalha em conjunto com o motor elétrico, ampliando desempenho e eficiência.

A bateria também aumentou, passando de 18,3 kWh para 26,3 kWh. Com essa nova capacidade, o SUV médio consegue andar 99 km com uma carga e reduz a diferença em autonomia quando comparado aos modelos que mais rodam no modo 100% elétrico, segundo o Inmetro:

Com a nova bateria, a BYD promete alcance combinado de até 1.150 km, somando energia elétrica e combustível. O valor chama atenção, mas fica abaixo dos 1.200 km declarados para o BYD Song Plus sem motor turbo.

Para facilitar a recarga da bateria, o BYD Song Plus passou a contar com carregador rápido, que permite carga completa em 55 minutos — antes, o processo levava cerca de três horas na tomada.

Com isso, fica claro que a BYD teve como principal alvo o GWM Haval H6 ao decidir atualizar o Song Plus no Brasil. O Wey 07 foca em um público mais abastado ao custar consideravelmente mais: R$ 429 mil.

Além das novidades técnicas do SUV médio, a BYD já havia confirmado que o Song Plus está entre os modelos que serão montados na fábrica de Camaçari (BA), onde antes operava a planta da Ford responsável por veículos como o EcoSport.

A meta da BYD é alcançar uma produção anual de 600 mil veículos, volume superior ao registrado por concorrentes com grandes fábricas no Brasil, como o grupo Stellantis na unidade de Betim (MG), que produziu 525 mil unidades em 2025.

As demais fábricas do grupo, responsável por marcas como Fiat, Peugeot e Jeep, colocaram 317 mil veículos no mercado: 250 mil produzidos em Goiana (PE) e outros 67 mil em Porto Real (RJ).

Quando chegou ao Brasil, em 2022, o BYD Song Plus encontrou um mercado praticamente sem concorrentes com sistema híbrido plug-in. A GWM ainda não atuava no país, e as marcas já presentes demonstravam pouco interesse nesse tipo de tecnologia.

Estes foram os 10 carros híbridos plug-in mais vendidos em 2022, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE):

Caoa Chery Tiggo 8: 1.941 emplacamentos;Volvo XC60: 1.879 emplacamentos;BMW X5: 1.003 emplacamentos;Land Rover Discovery: 935 emplacamentos;Volvo XC90: 879 emplacamentos;Porsche Cayenne: 787 emplacamentos;BMW X3: 759 emplacamentos;BMW 330e: 609 emplacamentos;Land Rover Range Rover: 537 emplacamentos;Audi Q5: 437 emplacamentos.

Esse cenário favorável levou o modelo à segunda colocação no ranking dos veículos eletrificados mais vendidos do Brasil já no ano seguinte.

O Song Plus ficou atrás apenas do Toyota Corolla Cross XRX Hybrid, que somou 10.283 emplacamentos, contra 7.669 unidades vendidas da versão GS do SUV da BYD.

Na comparação com o líder de 2022 no segmento de híbridos plug-in, o Song Plus registrou um volume de vendas quase quatro vezes maior.

Em 2024, o Song Plus superou o Corolla Cross no ranking geral de eletrificados e manteve essa posição em 2025. No entanto, perdeu a liderança para outros modelos da própria BYD, como o Dolphin Mini GS e o Song Pro GS.

Hoje, o Song Plus enfrenta concorrentes diretos que vão além do Haval H6, com preço circulando na mesma faixa de preço. Um deles é o Jaecoo 7, que adota visual mais aventureiro e aposta em uma autonomia combinada de até 1.200 km, com bateria carregada e tanque cheio.

O preço sugerido do Jaecoo 7 parte de R$ 234.990 e chega a R$ 256.990, a depender da versão escolhida.

Outro concorrente recente é o Leapmotor C10, que aposta em um visual mais arredondado. Ele não promete a mesma autonomia total dos rivais, mas se destaca por ser o primeiro híbrido do tipo REEV vendido no Brasil.

Nesse tipo de veículo, o motor a combustão funciona apenas como gerador de energia para as baterias. Elas alimentam os motores elétricos, que são os únicos responsáveis pela tração do SUV. No Brasil, o C10 híbrido custa R$ 219.990.

Apesar de compartilharem o mesmo nome, diferenciados apenas pelo sufixo, Song Plus e Song Pro são modelos distintos e com preços em patamares diferentes:

Enquanto no iPhone a versão Pro é mais completa e cara que a Plus, nos Song Plus essa lógica é invertida.

De forma resumida: o BYD Song Pro é uma versão mais comprida, só que com menos espaço no porta-malas, acabamento com menor quantidade de áreas com toque macio e menos equipada que o Plus. Ambos compartilham o mesmo sistema híbrido DM-i com motor 1.5 a gasolina, mudando a capacidade da bateria — menor no Pro.

Há ainda uma segunda variação do Song Plus, chamada Song Plus Premium. Entre os diferenciais estão a tração integral, mais alto-falantes distribuídos pela cabine e um carregador adicional de celular por indução. Essa versão também estreou o motor 1.5 turbo, agora adotado no Song Plus sem sufixo.

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ANJ repudia ameaças de Vorcaro contra Lauro Jardim e vê ataque à liberdade de imprensa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 12:56

Economia Midia e Marketing ANJ repudia ameaças de Vorcaro contra Lauro Jardim e vê ataque à liberdade de imprensa Entidade classifica plano atribuído ao ex-controlador do Banco Master como “ataque inaceitável à liberdade de expressão”, elogia atuação da Polícia Federal e diz que métodos são incompatíveis com o Estado de Direito. Por Redação g1 — São Paulo

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou nesta quarta-feira (4) uma nota em que manifesta solidariedade ao jornal "O Globo" e ao colunista Lauro Jardim, após a revelação de um plano para atacá-lo.

Segundo a entidade, trata-se de um episódio grave que atinge não apenas o profissional, mas a própria liberdade de imprensa.

"A tentativa de intimidar um profissional de imprensa por meio de violência constitui ataque inaceitável à liberdade de expressão. Métodos dessa natureza, próprios de práticas mafiosas, são incompatíveis com o Estado de Direito e merecem a mais firme rejeição da sociedade brasileira."

No texto, a ANJ afirma que expressa “veemente repúdio às intenções criminosas que, segundo decisão do ministro André Mendonça, tinham por objetivo ‘calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados’”.

Decisão de Mendonça que levou a prisão de Vorcaro cita organização criminosa, danos bilionários e ameaça às investigações'A Turma': quem é quem no grupo investigado por ameaças que levou à nova prisão de VorcaroDefesa de Vorcaro nega acusações; advogado diz que Zettel está à 'disposição'

A manifestação faz referência à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que apontou a existência de um plano do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para simular um assalto com o objetivo de “prejudicar violentamente” o jornalista.

De acordo com as investigações da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, mensagens trocadas por WhatsApp indicam que Vorcaro teria ordenado um ataque contra Lauro Jardim após a publicação de reportagens contrárias a seus interesses.

"Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”, diz Vorcaro em uma das mensagens.

A investigação também aponta a existência de uma estrutura chamada “A Turma”, voltada à intimidação e ao monitoramento ilegal de opositores.

Na nota, a ANJ classifica a tentativa de intimidar um jornalista por meio de violência como um “ataque inaceitável à liberdade de expressão”.

A entidade acrescenta que “métodos dessa natureza, próprios de práticas mafiosas, são incompatíveis com o Estado de Direito e merecem a mais firme rejeição da sociedade brasileira”.

Além de prestar solidariedade ao veículo e ao colunista, a associação também destacou o trabalho das autoridades.

A ANJ cumprimentou a Polícia Federal pela descoberta das ameaças e o ministro André Mendonça “pelas providências adotadas para salvaguardar o livre exercício da atividade jornalística”.

O próprio jornal "O Globo" também divulgou nota repudiando as ameaças e afirmando que seus profissionais “não se intimidarão” e seguirão acompanhando o caso. A reportagem está em atualização.

Dinheiro estava escondido de ‘credores e vítimas’ em meio a rombo bilionário deixado pelo Master, segundo investigação.

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Dólar abre em queda com mercado atento a indicadores dos EUA e ao conflito no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 09:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2641,91%Dólar TurismoR$ 5,4661,85%Euro ComercialR$ 6,1141,05%Euro TurismoR$ 6,3621,11%B3Ibovespa182.710 pts-3,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,2641,91%Dólar TurismoR$ 5,4661,85%Euro ComercialR$ 6,1141,05%Euro TurismoR$ 6,3621,11%B3Ibovespa182.710 pts-3,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,2641,91%Dólar TurismoR$ 5,4661,85%Euro ComercialR$ 6,1141,05%Euro TurismoR$ 6,3621,11%B3Ibovespa182.710 pts-3,48%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (4) em queda, recuando 0,24% na abertura, aos R$ 5,2514. Já o Ibovespa abre às 10h.

▶️ Nos EUA, a manhã começa com a divulgação do relatório ADP de fevereiro, que mede a criação de vagas no setor privado. A expectativa é de abertura de cerca de 50 mil postos de trabalho.

▶️ Ainda na agenda americana, será publicado o Livro Bege do Federal Reserve. O documento traz a avaliação do banco central sobre inflação, emprego e crescimento, servindo de referência para investidores.

▶️ No campo geopolítico, o ataque conjunto de EUA e Israel ao Irã elevou a tensão no Oriente Médio e aumentou o risco de novo choque inflacionário, com alta nos preços do petróleo. Não há clareza sobre a duração do conflito.

▶️ O presidente Donald Trump afirmou que determinou à Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA a oferta de seguro contra riscos políticos e garantias ao comércio marítimo no Golfo. Segundo ele, a Marinha pode escoltar petroleiros no Estreito de Ormuz, se necessário.

▶️ No Brasil, o Banco Central autorizou que instituições financeiras abatam dos recolhimentos compulsórios os valores que anteciparem ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para recomposição patrimonial.

▶️ Em São Paulo, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a ser preso pela Polícia Federal em investigação sobre um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras. O cunhado dele, Fabiano Zettel, também é alvo de mandado de prisão e ainda não foi localizado.

Os preços do petróleo continuam em forte alta nos mercados internacionais depois que o Irã declarou o fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçou atacar qualquer navio que tentasse cruzar a rota. No meio da tarde, o barril do petróleo tipo Brent subia mais de 5%, cotado acima de US$ 82.

A região é estratégica para o comércio global de energia, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, o que aumentou o temor de desabastecimento e disparou os preços da commodity.

A alta já vinha sendo impulsionada pela intensificação da guerra no Oriente Médio, após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, que também atingiram instalações do setor de energia.

Com isso, países da região interromperam preventivamente a produção de petróleo e gás, como Catar, Arábia Saudita e Israel, agravando as preocupações com a oferta global.

Além do petróleo, o fornecimento de gás natural também foi afetado, reforçando a pressão sobre os preços da energia. O avanço do conflito elevou a percepção de risco nos mercados financeiros, que passaram a monitorar possíveis impactos sobre a inflação e o crescimento econômico mundial.

🛢️ A forte alta do petróleo beneficia as empresas do setor porque elas vendem a commodity a preços internacionais. Quando o barril sobe, a receita dessas companhias tende a aumentar, o que melhora a perspectiva de lucro e impulsiona suas ações na bolsa.

Nem mesmo a disparada do petróleo tem conseguido sustentar as ações do setor. Apesar da forte alta da commodity, os papéis da Petrobras — que subiram mais de 4% na véspera — avançam pouco nesta terça-feira, figurando entre as poucas altas da bolsa brasileira.

“É um momento de grande cautela. O cenário internacional concentra muitos riscos e, sobretudo, falta clareza sobre os próximos passos do conflito. O investidor prefere ambientes mais previsíveis, e hoje o mercado opera sob forte incerteza”, afirma Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025, segundo o IBGE, desacelerando frente aos 3,4% de 2024 e registrando o menor avanço em cinco anos.

Ainda assim, foi o quinto ano seguido de crescimento da economia. No quarto trimestre, a alta foi de apenas 0,1%, indicando estagnação no fim do ano. O principal motor do crescimento foi a agropecuária, que avançou 11,7%, impulsionada por safras recordes de milho e soja.

O setor de serviços cresceu 1,8%, mesmo com juros elevados, enquanto a indústria teve alta modesta de 1,4%, sustentada pelas indústrias extrativas (óleo e gás).

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias subiu 1,3%, desacelerando em relação a 2024 por causa dos juros altos e do endividamento.

Os investimentos do governo cresceram 2,9%, apoiados pela importação de bens de capital e pela construção. Exportações avançaram 6,2%, e importações, 4,5%.

💰 Embora a economia brasileira tenha começado o ano em ritmo mais forte, para muitos brasileiros, a sensação foi de que o dinheiro continuou curto no final do mês. Entenda por que o brasileiro não percebe a melhora da economia.

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam no vermelho nesta terça-feira, conforme investidores seguem preocupados com o conflito no Oriente Médio e seus potenciais efeitos na economia global.

No fechamento, o S&P 500 perdeu 0,94%, para 6.816,59 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 1,00%, para 22.521,24 pontos. O Dow Jones caiu 0,82%, para 48.505,21 pontos.

Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 caiu 3,08%, aos 604,44 pontos, no nível mais baixo em um mês. O movimento de queda foi generalizado entre as principais bolsas da região e também refletiu os temores do mercado acerca da guerra no Irã.

A preocupação é que o conflito prolongado encareça combustíveis, transporte e produtos em geral, prejudicando a economia.

Entre os destaques, o índice FTSE 100, de Londres, caiu 2,75%, enquanto o DAX, de Frankfurt, recuou 3,44% e o CAC-40, de Paris, teve queda de 3,46%.

As bolsas da Ásia também fecharam em queda nesta terça-feira. Na China, o índice de Xangai recuou 1,43%, aos 4.122 pontos, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,54%, para 4.655 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,12% e terminou o dia em 25.768 pontos.

No Japão, o Nikkei despencou 3,1%, aos 56.279 pontos, e na Coreia do Sul o Kospi teve queda acentuada de 7,24%, fechando em 5.791 pontos. Em Taiwan, o Taiex recuou 2,20%, para 34.323 pontos, enquanto na Austrália o S&P/ASX 200 caiu 1,34%, aos 9.077 pontos.

Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP

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Petróleo sobe pelo 3º dia com guerra no Oriente Médio e tensão em Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 09:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2641,91%Dólar TurismoR$ 5,4661,85%Euro ComercialR$ 6,1141,05%Euro TurismoR$ 6,3621,11%B3Ibovespa182.710 pts-3,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,2641,91%Dólar TurismoR$ 5,4661,85%Euro ComercialR$ 6,1141,05%Euro TurismoR$ 6,3621,11%B3Ibovespa182.710 pts-3,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,2641,91%Dólar TurismoR$ 5,4661,85%Euro ComercialR$ 6,1141,05%Euro TurismoR$ 6,3621,11%B3Ibovespa182.710 pts-3,48%Oferecido por

Os preços do petróleo se mantém em alta nesta quarta-feira (4), impulsionados pelo temor de que a guerra no Oriente Médio se prolongue, pelo fechamento efetivo do Estreito de Ormuz e pelos ataques a instalações do setor de energia.

Por volta das 9h (horário de Brasília), o Brent, referência internacional, avançava 0,93% e era negociado a US$ 83,07 por barril, acumulando o terceiro dia consecutivo de alta, embora abaixo da máxima registrada na véspera. O movimento reflete a preocupação com possíveis interrupções no fornecimento.

Após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a Marinha americana poderia escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz, se necessário, os ganhos da commodity perderam parte da força.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes do mundo para a exportação de petróleo, o, conectando os maiores produtores de petróleo do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, com o Golfo de Omã e o Mar Arábico.

Seu fechamento ameaça interromper um quinto do fluxo global do produto e elevar drasticamente os preços do petróleo bruto.

Um navio da marinha é visto navegando no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo e gás do mundo, em 1º de março de 2026. — Foto: SAHAR AL ATTAR / AFP

O fechamento do Estreito de Ormuz após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã elevou o risco para o abastecimento global de petróleo e acendeu o alerta nos mercados.

A passagem, localizada entre Omã e o Irã, é responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo e é considerada vital para a economia global.

Com a escalada do conflito no Oriente Médio, países da região interromperam preventivamente a produção de petróleo e gás, o que provocou forte alta nos preços da energia.

No domingo, dia seguinte ao conflito, o petróleo disparou cerca de 13% e superou US$ 82 por barril, o maior nível desde janeiro de 2025.

Além do petróleo, o fornecimento de gás natural também foi afetado. O Catar suspendeu a produção após ataques a instalações, a Arábia Saudita fechou temporariamente sua maior refinaria, e campos de gás em Israel foram paralisados. No Irã, explosões atingiram áreas próximas ao principal terminal de exportação do país.

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Imposto de Renda 2026: prazo começa em março e se estende até 29 de maio

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 04/03/2026 09:57

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: prazo começa em março e se estende até 29 de maio Início da entrega ainda será definida pelo Fisco. Ideia é que declaração pré-preenchida esteja disponível logo no início do prazo de declaração. Especialista recomenda que contribuintes comecem a separar documentos para receber restituição nos primeiros lotes. Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

A Secretaria da Receita Federal está fechando os últimos detalhes da declaração anual de ajuste do Imposto de Renda das Pessoas Físicas de 2026, ano-base 2025.

Assim como no ano passado, prazo terá início em meados de março, mas a data ainda não foi definida, e terminará em 29 de maio. Serão cerca de dois meses e meio para o contribuinte acertar as contas com o Leão.

O Fisco deve bater o martelo na próxima semana sobre a data de abertura do prazo. A ideia é que a declaração pré-preenchida, modelo em que as informações são inseridas automaticamente no sistema, sem a necessidade de digitação, já esteja disponível logo no início do prazo de entrega.

Os detalhes da declaração de ajuste do IR serão divulgados na segunda-feira (16) pela Receita Federal, com a publicação das regras no Diário Oficial da União e, também, com a tradicional entrevista coletiva para a imprensa.

Os últimos dados da Receita Federal mostram que 45,64 milhões de pessoas físicas enviaram as declarações do IR em 2025 (ano-base 2024), o equivalente a 41% da população economicamente ativa (PEA), que somou, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 110,7 milhões de pessoas em fevereiro do ano passado.

De acordo com cálculos do diretor tributário da Confirp Contabilidade, Welinton Mota, deverá ser obrigado a declarar, em 2026, quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 em 2025. Esse valor ainda é uma estimativa, a ser confirmada posteriormente pela Receita Federal.

Em 2025, foi obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00 em 2024.

➡️Veja outras regras de obrigatoriedade que valeram em 2025, mas que também ainda são passíveis de confirmação, pelo Fisco, para este ano:

contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado;quem obteve, em qualquer mês de 2024, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias;quem teve, em 2024, receita bruta em valor superior a R$ 169.440,00 em atividade rural;quem tinha, até 31 de dezembro de 2024, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil;quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2024;quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física;Possui trust no exterior;quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2024 (Lei nº 14.973/2024);quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos;Deseja atualizar bens no exterior.

Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, recomendou que os contribuintes se antecipem e comece a separar os documentos antecipadamente. Quem entrega mais cedo, sem erros ou omissões, também recebe a restituição do Imposto de Renda nos primeiros lotes (após os grupos prioritários).

"Nos dias que antecedem a abertura do prazo é importante mobilizar-se para reunir documentos e solicitar segundas vias do que estiver faltando. Também é fundamental cobrar os informes de rendimentos das fontes pagadoras, instituições financeiras e demais comprovantes necessários", informou Richard Domingos, da Confirp.

De acordo com a consultoria, a organização antecipada reduz riscos de inconsistências, facilita a análise de possíveis deduções legais e permite planejamento tributário mais eficiente.

➡️Parte das informações buscadas pelo Fisco podem ser importadas da declaração do IR de 2025, ano-calendário 2024, caso o contribuinte tenha enviado o documento.

Veja os documentos necessários, segundo a Confirp, considerando titular, dependentes, cônjuge ou companheiro, quando aplicável:

Bancos e instituições financeiras, inclusive corretoras de valoresSaláriosPró-laboreDistribuição de lucrosPensãoAposentadoriaAluguéis de bens móveis e imóveis recebidosProgramas fiscais como Nota Fiscal Paulista e similaresJuros sobre Capital PróprioPrevidência privada

DoaçõesHerançasLivro Caixa e DARFs de Carnê-LeãoResgate de Fundo de Garantia por Tempo de ServiçoSeguro de vidaIndenizaçõesAcordos com redução de dívidas

Assistência médicaAssistência odontológicaSeguro saúde (médico e odontológico)Reembolsos realizados por seguro saúde e/ou odontológicoDespesas com educação (creche, pré-escola, ensino fundamental, médio, superior, pós-graduação, mestrado, doutorado etc.)Previdência privada

Na ausência dos informes, será necessário reunir todos os comprovantes de pagamento, como notas fiscais, recibos e boletos.

Comprovantes de Pagamentos e Deduções EfetuadasComprovante de pagamento de previdência socialRecibos de doações efetuadasRecibos de pagamentos realizados a prestadores de serviços, pessoas físicas ou jurídicasComprovantes de gastos com profissionais da área da saúde: médicos de qualquer especialidade, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogosExames laboratoriais e radiológicosAparelhos e próteses ortopédicasPróteses dentáriasCadeiras de rodas e andadores ortopédicosDespesas com internações e cirurgias, inclusive estéticas

Notas fiscais ou recibos de venda, compra e permuta de bens como automóveis, motocicletas, aeronaves, embarcações e imóveisDocumentos que comprovem construção, reforma ou ampliação de bensContratos de empréstimos concedidos a terceiros com saldo em 31/12/2024 e 31/12/2025Demonstrativo de saldo de ações por ativo em 31/12/2025 apurados a custo médioDemonstrativo de saldo de criptoativos por ativo em 31/12/2025 apurados a custo médioDemonstrativo de saldo de ETFs por ativo em 31/12/2025 apurados a custo médioDemonstrativo de saldo de moedas estrangeiras por moeda em 31/12/2025 apurados a custo médio

Documentos comprobatórios da aquisição de dívidas e ônus com indicação do saldo em 31/12/2024 e 31/12/2025

Operações comuns em mercado à vista, opções e derivativosOperações day tradeMemória de cálculo do Imposto de Renda sobre renda variávelOperações com fundos imobiliáriosMemória de cálculo do imposto referente a fundos imobiliários

Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentesEndereço atualizadoCópia completa da última Declaração de Imposto de Renda entregueDados bancários para restituição ou débito das cotas do impostoAtividade profissional exercida atualmente

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Compliance Zero: PF usou informações levantadas em sindicância do BC

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 08:52

A nova fase da operação Compliance Zero da Polícia Federal levou ao afastamento, por determinação do ministro do STF André Mendonça, de dois servidores do Banco Central (BC) já investigados internamente pela autarquia.

Segundo fontes que acompanham as investigações, a PF recebeu do Banco Central uma série de informações levantadas em uma sindicância interna iniciada no fim do ano passado — que levou ao afastamento dos servidores pelo próprio banco.

Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana comandavam o Departamento de Supervisão Bancária (Desup), que respondia pela estabilidade do mercado financeiro. Souza já ocupou a diretoria de Fiscalização do BC.

A auditoria do Banco Central investigava fatos relativos ao Banco Master desde 2018, quando Daniel Vorcaro conseguiu autorização para comprar o banco Máxima. A partir daí, ele muda o nome para banco Master.

Os dois servidores assinaram uma série de documentos hoje sob foco da PF por terem dado sobrevida a negócios suspeitos do Master.

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Café: projeção de safra com colheita recorde pressiona preço médio do arábica em SP em fevereiro; aponta USP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 08:52

Piracicaba e Região Café: projeção de safra com colheita recorde pressiona preço médio do arábica em SP em fevereiro; aponta USP Depois de reação positiva em janeiro, o preço médio do grão registrou o menor patamar desde julho do ano passado em São Paulo, com recuo de mais de 14% nas cotações em São Paulo. Por Claudia Assencio, g1 Piracicaba e Região

O preço médio do café arábica em São Paulo caiu 14,3% em fevereiro, atingindo o menor patamar desde julho do ano passado, segundo a USP.

A queda é influenciada pela projeção de safra recorde para 2026, estimada em 66,2 milhões de sacas, um aumento de 17,1%.

Apesar da desvalorização recente, o patamar de negociação do arábica em fevereiro ainda é o terceiro maior para o mês desde 1996.

As vendas de café aqueceram em janeiro de 2026, pois "alguns agricultores tinham necessidade de fazer caixa", segundo o Cepea.

A seca e altas temperaturas em dezembro de 2025 preocupam o setor, pois podem "comprometer a formação dos grãos" da safra 2026/2027.

As estimativas de safra com colheita recorde impactaram nas cotações domésticas do café arábica, o mais consumido no Brasil, em fevereiro de 2026.

Depois de reação positiva em janeiro, o preço médio do grão registrou o menor patamar desde julho do ano passado em São Paulo, com recuo de mais de 14% nas cotações em São Paulo, segundo análise do Centro de Estudos em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Cepea-Esalq), o campus da USP em Piracicaba (SP), divulgada nesta quarta-feira (4).

📉Preços: em fevereiro, o Indicador Cepea/Esalq do arábica no posto na capital paulista teve média de R$ 1.864,51 saca de 60 quilos, com queda de R$ 311,31 por saca. A marca representa queda de 14,3% em relação a de janeiro.

"A pressão veio, sobretudo, de projeções indicando possibilidade de colheita recorde no Brasil na safra 2026/27, fato que não ocorre desde 2021. O patamar de fevereiro ficou 66,32 reais acima do preço da saca do registrado em julho de 2025, em termos reais com os valores deflacionados pelo IGP-DI, período em que o Brasil passava pelo pico da colheita da safra 2025/26", detalhou o boletim do Cepea.

Segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no início de fevereiro, a primeira estimativa para a produção de café em 2026 aponta para uma produção de 66,2 milhões de sacas. O volume equivale a aumento de 17,1% em relação ao registrado no ciclo do ano anterior.

"Em ano de bienalidade positiva, o crescimento previsto é influenciado pelo incremento de 4,1% na área em produção em relação a 2025, estimada em 1,9 milhão de hectares na atual temporada, algo esperado para o ciclo", detalha a Conab.

Em São Paulo, outro importante produtor de arábica, a expectativa é de uma safra de 5,5 milhões de sacas, impulsionada pela bienalidade positiva e pela recuperação de áreas afetadas no ciclo anterior.

O Centro de Estudos da Esalq-USP analisa que, apesar das recentes desvalorizações da variedade, o atual patamar de negociação do arábica ainda é relativamente elevado.

A média de fevereiro do arábica, por exemplo, é a terceira maior para o mês, em termos reais, atrás apenas da registrada há um ano e no mesmo mês de 1997, considerando-se a série histórica do Cepea, iniciada em setembro de 1996.

Após um período de negociações restritas, com ausências de vendedores e compradores ativos no mercado doméstico, as vendas do setor cafeeiro voltaram a aquecer na primeira quinzena de janeiro de 2026, conforme análise do Cepea.

Agentes consultados pelo Cepea indicam que, com a virada do ano, alguns agricultores tinham necessidade de fazer caixa, o que colaborou para o aumento da liquidez no período.

As cotações dos cafés robusta e arábica, o mais consumido no Brasil, fecharam a R$ 1,2 mil e R$ 2,2 mil a saca, respectivamente. Os valores são considerados positivos e atendem os patamares desejáveis pelos produtores, segundo o Cepea.

Segundo o centro, o movimento de alta se intensificou a partir de 6 de janeiro, quando os contratos futuros (de março de 2026) registraram aumento de 1.450 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Futures). O movimento na bolsa de valores aumentou o volume comercializado no mercado brasileiro.

Embora o mercado tenha esteja em viés de retomada, o cenário de pouca chuva em importantes regiões produtoras do Brasil preocupa agentes do setor cafeeiro em relação à safra 2026/2027, segundo o boletim divulgado pelo Cepea.

"Dezembro foi marcado por temperaturas elevadas e baixa umidade, condição que pode comprometer a formação dos grãos, resultando em cafés chochos", analisa o Cepea.

O poder de compra de fertilizantes pelos produtores de café de São Paulo aumentou nos últimos meses de 2025.

Os preços da saca de 60 kg do café arábica operou em cerca de R$ 2,2 mil em outubro. Os valores do café robusta fecharam em torno dos R$ 1.350 a saca.

Com as cotações nesse patamar, os produtores de São Paulo precisavam de 1,16 saca de arábica do tipo 6 para adquirir uma tonelada do adubo em 2025.

💰Em outubro de 2024, era preciso 1,44 saca de café para compra de fertilizante. Desde o início dos levantamentos feitos pelo Cepea, em 2011, a média histórica indica a necessidade de 2,6 sacas de café para pagar uma tonelada de fertilizante.

"O poder de compra dos agricultores frente a importantes fertilizantes é considerado bom neste ano. Pesquisadores ressaltam que a retomada das chuvas nas regiões produtoras de café tende a viabilizar a realização de adubações nas lavouras, visando um bom desenvolvimento da safra 2025/26", detalham.

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