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‘Rainha da maçã do amor’: como empreendedora transformou doces em negócio de R$ 10 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 19:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios 'Rainha da maçã do amor': como empreendedora transformou doces em negócio de R$ 10 mil por mês Tradicional nas festas juninas, a maçã do amor ganhou versões coloridas, acabamento perfeito e se tornou protagonista em eventos de Araraquara (SP). Por Pegn

Em Araraquara, no interior de São Paulo, a confeiteira encontrou na simplicidade da maçã uma receita de sucesso.

Especialista no preparo da tradicional maçã do amor, ela se tornou referência em festas e eventos da cidade, faturando cerca de R$ 10 mil por mês.

A história começou de forma inesperada. Prestes a se casar, buscava uma fonte extra de renda para custear a festa e decidiu vender doces.

O sucesso maior veio com a maçã do amor. Insatisfeita com as versões tradicionais, ela se juntou a um grupo de confeiteiras em busca do “caramelo perfeito”.

Em Araraquara, no interior de São Paulo, a confeiteira encontrou na simplicidade da maçã uma receita de sucesso.

Especialista no preparo da tradicional maçã do amor – agora com cores e acabamentos personalizados –, ela se tornou referência em festas e eventos da cidade, faturando cerca de R$ 10 mil por mês.

A história começou de forma inesperada. Prestes a se casar, buscava uma fonte extra de renda para custear a festa e decidiu vender doces.

“Me encantei com o suspiro, fui na internet, peguei uma receita e executei. Não casei, mas ganhei uma nova profissão”, lembra. O doce leve e de baixo custo foi o impulso para mergulhar no empreendedorismo, levando-a a fazer cursos e investir R$ 10 mil no negócio.

O sucesso maior, no entanto, veio com a maçã do amor. Insatisfeita com as versões tradicionais, ela se juntou a um grupo de confeiteiras de várias partes do Brasil em busca do “caramelo perfeito” – aquele que não derrete e mantém o brilho por mais de 24 horas.

Confeiteira fatura R$ 10 mil por mês com receita especial de maçã do amor — Foto: Reprodução/Tv Globo

Após muita pesquisa e testes, a receita ideal foi alcançada. Hoje, oferece maçãs personalizadas nas cores que o cliente quiser, e seu nome virou sinônimo do doce na cidade.

Para impulsionar as vendas, aposta nas redes sociais e parcerias com influenciadores locais. Também surfa em novas tendências, como o “morango do amor”, que rendeu vídeos com mais de meio milhão de curtidas.

Além da produção, aprendeu a precificar de forma estratégica, levando em conta todos os custos e insumos para garantir lucro.

O próximo passo é conquistar seu próprio ateliê, ampliar a produção e oferecer cursos para outras mulheres que desejam independência financeira.

“Eu busco muito. Parece que o que eu tenho ainda não é suficiente. Quero mais”, diz a confeiteira, que há quase uma década transforma açúcar, cor e criatividade em inspiração – e em um negócio cada vez mais doce.

Confeiteira fatura R$ 10 mil por mês com receita especial de maçã do amor — Foto: Reprodução/Tv Globo

📍 Rua Francisco Nobile, 21 – Parque Res. Vale do Sol, Araraquara/SP – CEP: 14804-127📞 (16) 98201-8266✉️ docesararaquara7@gmail.com📘 Facebook📸 Instagram

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MEI, Microempresa, EPP ou Nanoempreendedor? Entenda regras para cada tipo de negócio

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 19:46

Empreendedorismo Guia do empreendedor MEI, Microempresa, EPP ou Nanoempreendedor? Entenda regras para cada tipo de negócio A tramitação de um projeto de lei para ampliar o faturamento dos MEIs e a criação de um novo grupo de negócios têm gerado confusão sobre métodos de formalização. O g1 explica as regras para cada tipo de formalização. Por Redação g1 — São Paulo

Nanoempreendedores são uma nova categoria de empreendimentos, prevista na Reforma Tributária sancionada em janeiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nanoempreendedores faturam até R$ 40,5 mil por ano; MEIs até R$ 81 mil; MEs entre R$ 81 mil e R$ 360 mil; EPPs entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões.

MEIs podem ter até 1 funcionário; MEs até 9 no comércio/serviços e até 19 na indústria; EPPs entre 10 e 99 funcionários.

Nanoempreendedores são isentos do IVA dual, mas podem pagar contribuições previdenciárias e impostos sobre propriedade.

MEIs pagam uma taxa mensal conforme a atividade; MEs e EPPs pagam impostos pelo Simples Nacional ou outros regimes tributários.

A tramitação de um projeto de lei, que visa ampliar o faturamento anual dos Microempreendedores Individuais (MEIs), e a criação de uma nova categoria de empreendedores, isentos de alguns impostos previstos na reforma tributária, têm gerado ainda mais dúvidas entre aqueles que desejam formalizar seu próprio negócio.

Afinal, no Brasil há diversos enquadramentos empresariais. Além de MEIs, Microempresas (ME), Empresas de Pequeno Porte (EPP), mais recentemente surgiu a figura dos nanoempreendedores.

Cada uma dessas categorias possui características únicas, como limite de faturamento, número de funcionários e impostos a serem pagos.

Para ajudar a entender as regras e os benefícios desses quatro tipos de formalização de pequenos negócios, o g1 conversou com especialistas em direito empresarial.

NanoempreendedoresMicroempreendedores Individuais (MEIs)Microempresas (ME)Empresas de Pequeno Porte (EPP)

Os nanoempreendedores são uma nova categoria, prevista na reforma tributária sancionada em janeiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Esse grupo será formado por pessoas físicas que operam em pequena escala e possuem uma receita bruta anual inferior a R$ 40,5 mil (metade do limite dos MEIs).

🧑‍🌾 Trabalhadores informais, como vendedores ambulantes, jardineiros, cozinheiros, artesãos e agricultores familiares, são alguns exemplos que se enquadram nessa categoria. Profissionais autônomos em setores informais, como mototaxistas, também podem ser incluídos.

Os empreendedores enquadrados nesse grupo não pagarão o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual criado pela reforma tributária, que substitui o ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI.

A ideia é evitar que pequenos empreendedores sejam sobrecarregados com impostos, mantendo-os na formalidade, explica o advogado Carlos Schenato. A isenção não significa que eles não pagarão nenhum imposto a partir de 2026. Contribuições previdenciárias e impostos sobre propriedade ainda podem ser cobrados.

O regime dos nanoempreendedores promete ser mais simplificado, com menos burocracia e foco na autodeclaração. Não será exigida a emissão de notas fiscais em todas as transações, reduzindo custos administrativos, afirma o advogado Leonardo Roesler.

Outra diferença é que o nanoempreendedor não precisa registrar uma personalidade jurídica, e pode atuar como pessoa física. O MEI e outras modalidades, como Empresário Individual (EI), exigem a obtenção de um CNPJ.

🔎 Como o governo vai qualificar os nanoempreendedores? O controle será feito por sistemas integrados de cadastramento e monitoramento do faturamento anual. O governo deve usar plataformas digitais específicas ou otimizar o sistema do MEI.

Os Microempreendedores Individuais (MEIs) têm limite de receita bruta anual maior, chegando a R$ 81 mil. Mas eles também fazem parte do regime do Simples Nacional, que unifica diversos impostos.

O MEI é ideal para quem deseja iniciar um negócio e sair da informalidade. Ao se cadastrar, a empresa obtém um CNPJ, além de adquirir obrigações e direitos de uma pessoa jurídica.

Para se tornar MEI, o empreendedor não pode ter participação em outra empresa e pode empregar, no máximo, um funcionário. A adesão não impede que a pessoa tenha um emprego formal simultaneamente.

Primeiro, é necessário obter uma senha de acesso ao gov.br, portal de serviços do governo federal. Quem não tem a senha deve clicar em "Fazer Cadastro". Depois, com a senha em mãos, acessar o Portal do Empreendedor, consultar se a atividade exercida é permitida ao MEI, clicando em "Quem pode ser MEI?". Se a atividade for permitida, clicar em "Quero ser MEI" e depois em "Formalize-se". Por fim, preencher o cadastro online.

Embora a formalização seja gratuita, os MEIs precisam pagar uma taxa mensal, recolhida pelo Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que varia conforme a atividade exercida. As contribuições mensais foram reajustadas em fevereiro.

R$ 75,90 para o MEI em geral (5% do salário mínimo),R$ 182,16 para o MEI caminhoneiro (12% do salário mínimo).

Os MEIs que atuam no comércio e na indústria pagam R$ 1 a mais referente ao ICMS, enquanto os ligados a serviços pagam R$ 5 a mais, referentes ao ISS.

⚠️ ATENÇÃO: O DAS inclui a contribuição previdenciária e os impostos devidos pelos MEIs. O valor total do documento tem acréscimo de R$ 1 para atividades sujeitas ao ICMS (comércio e indústria) e de R$ 5 para atividades sujeitas ao ISSQN (prestação de serviços).

Estar formalizado como MEI traz diversas vantagens, começando pelo baixo custo mensal. O empresário fica isento dos tributos federais, como imposto de renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL, tendo como única despesa o pagamento mensal do DAS.

Além disso, o MEI se torna segurado da Previdência Social, garantindo direitos como aposentadoria por idade ou invalidez, auxílio-doença, auxílio-maternidade e pensão por morte para a família.

Outra vantagem é a facilidade para o negócio, pois o MEI ganha maior credibilidade com os clientes, acesso a descontos na compra de produtos e matéria-prima, e a possibilidade de ter uma maquininha de cartão de crédito.

A formalização também melhora a relação com os bancos, permitindo ao MEI abrir conta bancária e ter acesso a crédito com juros mais baixos, graças ao CNPJ.

A Microempresa (ME) é destinada a negócios com faturamento anual entre R$ 81 mil e R$ 360 mil. A ME possui uma estrutura mais flexível que o MEI, permitindo uma maior diversidade de atividades comerciais.

As microempresas podem optar por três regimes de pagamento de impostos: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. O Simples Nacional costuma ser mais vantajoso para muitas MEs, pois simplifica o pagamento de diversos impostos de uma só vez.

Além disso, as MEs podem contratar mais funcionários. Empresas de comércio e serviços podem ter até nove empregados, enquanto as do setor industrial podem ter até 19 funcionários.

As MEs podem ser constituídas como Sociedade Empresária Limitada (Ltda.), Sociedade Simples, Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) ou Empresário Individual (EI). Nas duas primeiras, é possível ter sócios no negócio.

Para abrir uma microempresa, é necessário definir o tipo jurídico e realizar uma consulta de viabilidade para verificar a disponibilidade do nome escolhido. O registro é feito na Junta Comercial do estado, com a apresentação de documentos como contrato social e cópias dos documentos dos sócios.

A Empresa de Pequeno Porte (EPP) é aquela com faturamento bruto anual entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões. Elas são incluídas no Simples Nacional, um regime tributário que favorece a atividade da companhia.

As EPPs têm uma limitação no número de funcionários, variando de 10 a 99, dependendo do setor. As EPPs do setor de exportação têm direito a um faturamento anual superior ao limite das demais, até R$ 4,8 milhões.

Para se tornar uma EPP, é indispensável contratar um contador para realizar o processo de legalização.

É necessário definir a natureza jurídica da empresa, escolher um nome exclusivo, indicar as áreas de atuação conforme o CNAE, verificar restrições para a instalação do empreendimento, elaborar o Contrato Social, registrar a empresa na Junta Comercial, realizar a inscrição municipal e estadual, e efetuar a Conectividade Social no site da Caixa Econômica Federal.

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De hacker mirim a bilionário: como o único não-herdeiro entre os 10 jovens mais ricos do Brasil fez fortuna

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 19:46

Empreendedorismo De hacker mirim a bilionário: como o único não-herdeiro entre os 10 jovens mais ricos do Brasil fez fortuna Pedro Franceschi é o 8º brasileiro mais rico abaixo dos 30 anos, e começou desbloqueando iPhones ainda criança. Hoje, lidera a fintech Brex, avaliada em US$ 3,4 bilhões pela Forbes USA. Por Redação g1, Rafaela Zem — São Paulo

Cofundador e CEO da Brex, plataforma de gestão de gastos corporativos com base em inteligência artificial, Franceschi lidera uma empresa que atende mais de 30 mil companhias no mundo.

A virada financeira ocorreu em janeiro de 2022, quando a Brex foi avaliada em US$ 12,3 bilhões, colocando Franceschi oficialmente no grupo dos bilionários.

A trajetória de Franceschi, no entanto, começou muito antes, marcada por sinais de genialidade precoce.

Pedro Franceschi é o único da lista que construiu o patrimônio a partir do próprio trabalho. — Foto: Redes sociais/ Reprodução

Aos 28 anos, Pedro Franceschi aparece entre os mais jovens bilionários do Brasil. Ele ocupa a 8ª posição no ranking divulgado pela revista Forbes nesta quinta-feira (28), que revela um padrão: entre os 10 jovens mais ricos do país, nove herdaram suas fortunas.

A exceção é Franceschi, único da lista que construiu o patrimônio de R$ 3,3 bilhões a partir do próprio trabalho — chamado de bilionário "self-made".

Cofundador e CEO da Brex, plataforma de gestão de gastos corporativos com base em inteligência artificial, Franceschi lidera uma empresa que atende mais de 30 mil companhias no mundo.

Fundada em 2017 no Vale do Silício, a Brex oferece soluções que vão de cartões corporativos a softwares para gestão de viagens e despesas.

A virada financeira ocorreu em janeiro de 2022, quando a Brex foi avaliada em US$ 12,3 bilhões, colocando Franceschi oficialmente no grupo dos bilionários. Hoje, segundo a Forbes USA, a empresa vale US$ 3,4 bilhões.

A trajetória de Franceschi, no entanto, começou muito antes, marcada por sinais de genialidade precoce.

Nascido e criado no Brasil, Franceschi teve contato com computadores aos 6 anos. Aos 8, já programava. Três anos depois, desbloqueava iPhones com tanta habilidade que passou a cobrar pelo serviço — com o dinheiro, comprou o próprio celular.

Na adolescência, criou ferramentas como o Quick2gPwner e o QuickOib, que facilitaram o jailbreak de iPods e a instalação do iPhone Linux. Aos 13 anos, lotou o Planetário do Rio de Janeiro no TEDxSudeste, onde foi apresentado como jovem programador promissor e respeitado “ex-hacker”.

Aos 15, voltou a chamar atenção ao fazer a Siri, assistente de voz do iPhone 4S, funcionar em português antes mesmo de a Apple lançar suporte oficial ao idioma. Questionado sobre o futuro, dizia que se via “trabalhando em uma grande empresa como a Apple”.

Hoje, lidera a própria empresa. A parceria com Henrique Dubugras, seu sócio na Brex, começou em 2012, após uma discussão no Twitter sobre editores de texto para programação.

“A gente viu que não dava para brigar em 140 caracteres, então foi pro Skype. Depois viu que não conseguíamos mais brigar e viramos amigos”, contou Franceschi em entrevista ao g1, em 2014.

Da amizade nasceu a sociedade: juntos criaram a Pagar.me, startup de pagamentos online que simplificava a intermediação entre lojas virtuais, bandeiras de cartão e bancos, com sistema antifraude integrado.

Na mesma época, ambos foram aprovados em Stanford, mas adiaram o sonho acadêmico para focar na empresa. Anos depois, Franceschi retomou os estudos e concluiu a graduação em Ciência da Computação na universidade americana.

Em 2017, Franceschi e Dubugras fundaram a Brex no Vale do Silício. No ano seguinte, lançaram os primeiros produtos voltados a startups: um cartão corporativo e um programa de pontos. Desde então, a empresa se especializou em soluções financeiras para negócios em rápido crescimento.

Além da Brex, Franceschi atua em conselhos de grandes companhias. Desde abril de 2022, integra o board da Coupang, gigante sul-coreana do e-commerce. Entre 2021 e 2023, fez parte do conselho da Stone, empresa brasileira de tecnologia em pagamentos.

Com patrimônio estimado em R$ 3,3 bilhões, Franceschi vive atualmente em San Francisco, de onde lidera a Brex e segue criando soluções que conectam tecnologia e finanças em escala global.

Amelie Voigt TrejesPatrimônio: R$ 3,4 bilhõesIdade: 20 anosFonte de riqueza: WEGFilha de Cladis Voigt Trejes, herdou parte das ações da mãe na WEG e divide o patrimônio com os irmãos Pedro e Felipe.Lívia VoigtPatrimônio: R$ 6,6 bilhõesIdade: 20 anosFonte de riqueza: WEGNeta de Werner Ricardo Voigt, fundador da WEG. Já chegou a ser considerada a bilionária mais jovem do mundo em 2024.Felipe Voigt TrejesPatrimônio: R$ 3,6 bilhõesIdade: 23 anosFonte de riqueza: WEGIrmão de Amelie e Pedro Voigt Trejes.Pedro Voigt TrejesPatrimônio: R$ 3,6 bilhõesIdade: 23 anosFonte de riqueza: WEGTambém irmão de Felipe e Amelie Voigt Trejes.Helena Marina da Silva PetryPatrimônio: R$ 1,9 bilhãoIdade: 23 anosFonte de riqueza: WEGHerdeira de Eggon João da Silva, cofundador da WEG.Ana Flávia da Silva PetryPatrimônio: R$ 1,9 bilhãoIdade: 26 anosFonte de riqueza: WEGIrmã de Helena Petry.Dora Voigt de AssisPatrimônio: R$ 6,6 bilhõesIdade: 27 anosFonte de riqueza: WEGNeta de Werner Ricardo Voigt, fundador da companhia catarinense.Pedro FranceschiPatrimônio: R$ 3,3 bilhõesIdade: 28 anosFonte de riqueza: BrexFundador da fintech Brex, com sede em São Francisco (EUA). É o único do ranking que construiu sua fortuna fora da herança.Izabela Henriques FefferPatrimônio: R$ 2,3 bilhõesIdade: 28 anosFonte de riqueza: Grupo SuzanoBisneta de Leon Feffer, fundador da Suzano.Max Van Hoegaerden Herrmann TellesPatrimônio: R$ 29,3 bilhõesIdade: 29 anosFonte de riqueza: AB InBev / 3G CapitalFilho de Marcel Herrmann Telles, vive em Nova York.

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Defender o home office nas redes custou o emprego deles, mas posts justificam demissão?

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 19:46

Trabalho e Carreira Defender o home office nas redes custou o emprego deles, mas posts justificam demissão? Wanderley e Jenifer foram demitidos após criticarem o modelo presencial nas redes. O g1 ouviu especialistas para entender se empresas podem punir esse tipo de post e até onde vai o controle sobre o que funcionários publicam. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Wanderley e Jenifer foram desligados de suas empresas após publicarem desabafos sobre as dificuldades do modelo presencial. Mesmo sem citar os empregadores, seus posts foram interpretados como sinais de insatisfação e culminaram em demissões.

As empresas alegaram quebra de confiança e desalinhamento com a cultura organizacional, ainda que as postagens tenham sido feitas fora do horário de trabalho e sem conteúdo ofensivo.

Profissionais de RH afirmam que o problema está na ausência de canais abertos de comunicação. Sem espaço para conversar internamente, os funcionários recorrem às redes sociais, o que acaba gerando conflitos e, muitas vezes, demissões.

Empresas podem aplicar sanções, inclusive demissão por justa causa, quando postagens violam regras internas, expõem informações sigilosas ou comprometem a imagem institucional. No entanto, isso exige critérios claros e provas.

Especialistas destacam que, em casos de abuso ou perseguição, o trabalhador pode recorrer à Justiça e até pleitear indenizações por danos morais.

Era mais um dia de trem lotado e cansaço acumulado quando Wanderley Bueno, então coordenador de segurança da informação, decidiu registrar a cena e desabafar em seu status do WhatsApp:

"Ainda tem gente que defende o presencial. Enquanto eu estou aqui, passando por isso, muitos gerentes vão para casa dentro de suas SUVs, com ar-condicionado, tranquilos".

A frase, que poderia ser apenas uma queixa entre contatos pessoais, percorreu corredores invisíveis até chegar à diretoria. Em pouco tempo, Wanderley foi afastado de reuniões, perdeu espaço na liderança e, um mês e meio depois, acabou demitido.

Wanderley Bueno foi demitido da empresa após reclamar do modelo presencial em seu status do WhatsApp: — Foto: g1

Do outro lado da cidade de São Paulo, em um vagão igualmente apertado, Jenifer Matias vivia uma situação parecida.

Especialista em gestão de risco e compliance, ela ficou presa por quase 4h no metrô durante um incidente na linha. Sem ar-condicionado e com pessoas passando mal ao redor, pensou no quanto tudo aquilo poderia ser evitado com o trabalho remoto. E escreveu sobre isso no LinkedIn.

Segundo Jenifer, as postagens sempre foram respeitosas. Mesmo assim, chamaram a atenção da chefia. Primeiro vieram os alertas informais e, por fim, a demissão. A justificativa? Quebra de confiança e insatisfação com a empresa, mesmo sem nunca ter citado o nome da companhia nas postagens.

"Fui demitida por expressar uma opinião que todos partilhavam, inclusive a própria gerente", conta.

As histórias de Wanderley e Jenifer acontecem em meio à tendência de retorno ao modelo presencial e à redução das vagas com possibilidade de home office.

Como mostrou o g1 em reportagem publicada em fevereiro deste ano, há um movimento crescente de empresas que estão revendo suas políticas de trabalho remoto, reduzindo benefícios ou exigindo maior presença física dos funcionários nos escritórios.

O problema é que essa retomada ao presencial nem sempre leva em conta quem foi contratado no modelo remoto ou reorganizou a vida para isso.

Isso ajuda a explicar por que manifestações contrárias ao presencial têm se tornado cada vez mais frequentes nas redes. Acontece que, muitas vezes, elas são encaradas como sinais de desalinhamento cultural pelas empresas e usadas como justificativas para demissões.

Mas esses desligamentos vão além do debate sobre o trabalho remoto. Em um mundo cada vez mais conectado, é comum que as redes sociais se tornem espaço para desabafos sobre o cotidiano: o trabalho, o transporte, o cansaço, as angústias.

🤔 E é nesse contexto que surgem outras perguntas: até onde podemos usar as redes como um diário pessoal? As empresas têm o direito de controlar o que seus funcionários publicam fora do ambiente corporativo? É possível demitir alguém apenas por discordar de uma opinião?

➡️ A seguir, especialistas ajudam a esclarecer essas e outras questões, fundamentais para entender o que está em jogo quando o assunto é liberdade de expressão nas redes e relações de trabalho.

Wanderley conta que enfrentava jornadas de até 13 horas, era acionado fora do expediente e ainda precisava se deslocar diariamente entre Itaquera e o centro de São Paulo para trabalhar. Foi esse pacote de exaustão física e mental que, segundo ele, culminou no desabafo publicado no WhatsApp.

O que mais o decepcionou foi descobrir que a postagem havia sido repassada à chefia por um colega do mesmo nível hierárquico.

"Aprendi da pior forma que colegas não são amigos. (…) Me senti traído. Se fosse eu, chamaria o colega para um café e diria: ‘Apaga isso, vai te prejudicar'", desabafa.

Wanderley enxerga o episódio como um atentado à liberdade de expressão e afirma que isso mudou completamente a sua forma de se relacionar no mundo corporativo.

Desde a demissão, parou de adicionar colegas em perfis pessoais, evita compartilhar situações da vida privada e começou a revisar suas postagens com a ajuda de inteligência artificial.

Já Jenifer, explica que começou a se manifestar em defesa do home office após viver a experiência traumática durante o incidente na linha. O episódio reforçou sua preferência pelo trabalho remoto.

Na reunião de desligamento, ela afirma ter ouvido da gerente que os conteúdos estavam prejudicando a imagem da empresa.

Jenifer Matias passou a se manifestar em defesa do remoto após viver uma experiência traumática — Foto: g1

"Hoje, me pego pensando: será que preciso deixar de ser eu mesma para não perder um emprego?", questiona Jenifer.

O clima pós-saída também foi tenso. Segundo ela, colegas que curtiram sua mensagem de despedida teriam sido repreendidos e orientados a apagar os elogios. Jenifer recebeu mensagens privadas com pedidos de desculpas e relatos de medo de retaliação.

Atualmente desempregada, ela considera empreender na área de turismo, para criar um ambiente flexível. Ela também pretende entrar com uma ação trabalhista contra o antigo empregador.

"Vou entrar com uma ação. As empresas precisam entender que opinião não é difamação".

Especialistas em recursos humanos afirmam que, por trás desse tipo de desligamento, existe uma preocupação crescente com a imagem institucional, tanto diante do mercado quanto entre o próprio quadro de funcionários.

Para Leyla Nascimento, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), esse é um problema que começa com uma falha básica: a falta de diálogo dentro das empresas.

Muitas vezes, profissionais desejam mais flexibilidade, como trabalhar de casa, mas não encontram abertura para conversar com suas lideranças. Sem esse espaço, o desabafo acaba migrando para as redes sociais — e é aí que os conflitos costumam explodir, explica.

Leyla ressalta que demitir alguém por uma postagem deveria ser a última medida, e não a primeira. Isso porque o desligamento impacta não apenas o profissional, mas também o clima do time e a reputação construída pela marca.

"Se a demissão não for bem pensada, o funcionário sai com uma experiência ruim e isso pode prejudicar a imagem da empresa no mercado, como marca empregadora", diz Leyla.

Para a diretora da ABRH, postagens criticando o modelo presencial podem ser interpretadas como um sinal de insatisfação, mas deveriam servir como alerta.

"Ao invés de punir, a empresa poderia usar esse sinal como uma chance de ouvir melhor seus colaboradores e melhorar o ambiente de trabalho", conclui Leyla.

Outro ponto citado por especialistas é que muitas companhias ainda não têm diretrizes claras sobre o uso de redes sociais.

Depende. De acordo com a advogada Elisa Alonso, tudo depende do teor da postagem e do impacto que ela pode gerar na imagem da empresa.

"Se a postagem prejudicar a reputação da organização, violar regras internas ou expor informações sigilosas, o empregador pode aplicar sanções que vão desde advertências até a demissão por justa causa", explica Elisa.

Também entram nessa lista postagens que revelem informações estratégicas, como projetos confidenciais ou dados de clientes, o que pode configurar quebra de confidencialidade e justificar a rescisão do contrato.

Além disso, conteúdos considerados discriminatórios ou incompatíveis com os valores da empresa podem gerar punições.

Essas regras valem mesmo quando a postagem é feita fora do horário de trabalho, principalmente quando o profissional é facilmente identificado como funcionário da empresa.

Casos de assédio virtual contra colegas, como mensagens ofensivas ou o vazamento de conversas privadas, também podem resultar em demissão, já que impactam diretamente o clima organizacional e a cultura da empresa.

Nos casos de Wanderley e Jenifer, as demissões foram sem justa causa. Isso significa que a empresa teve que pagar todos os direitos trabalhistas, como aviso prévio, multa do FGTS e demais verbas rescisórias.

Segundo o advogado trabalhista Affonso Garcia Moreira Neto, essa é uma escolha mais segura para evitar conflito, já que não exige comprovação de dano à imagem ou quebra de regras internas.

A demissão por justa causa é considerada a punição mais severa e só pode ser aplicada em casos de falta grave.

Nesses casos, a empresa precisa agir rapidamente após tomar conhecimento do fato e apresentar provas concretas. Caso contrário, o juiz pode entender que a punição foi exagerada e reverter a justa causa.

Mesmo em demissões sem justa causa, o trabalhador pode recorrer à Justiça se sentir que foi perseguido ou que houve abuso por parte da empresa.

"É possível pedir indenização por danos morais, desde que se comprove ofensa à dignidade ou perseguição", orienta Affonso Neto.

O advogado destaca que já existem decisões judiciais reconhecendo esse tipo de dano, inclusive em situações envolvendo postagens nas redes sociais.

Um dos casos mais recentes envolveu uma mulher que recebeu R$ 30 mil de indenização após ser demitida por publicar críticas às ações de Israel na Cisjordânia. A decisão foi tomada pela 15ª Vara do Trabalho de São Paulo.

Apesar disso, Affonso pondera: a liberdade de expressão é um direito garantido pela Constituição, mas não é absoluta.

Isso significa que o funcionário pode se manifestar, mas precisa ter responsabilidade sobre o que publica. E que, se a postagem for respeitosa e não causar prejuízo direto à empresa, dificilmente será considerada motivo para justa causa.

Podem. Segundo a advogada Adriana Faria, a empresa tem o direito de proibir ou restringir publicações dos seus funcionários nas redes sociais.

No entanto, essa proibição precisa estar prevista no contrato de trabalho ou em uma política interna clara. E não pode ser genérica ou abusiva. É necessário justificar a regra com motivos razoáveis, como a proteção de informações confidenciais ou da imagem institucional.

"O RH deve desenvolver políticas claras e objetivas sobre o uso das redes sociais pelos funcionários, definindo o que pode ou não ser compartilhado e quais são as consequências em caso de descumprimento", conclui Adriana.

A disputa pelo "melhor modelo de trabalho" está longe de terminar e vem ganhando força à medida que mais empresas abandonam o home office e retomam o expediente presencial.

Essa é a realidade de empresas que decidiram proibir ou reduzir drasticamente os dias de teletrabalho, como a Amazon e a Dell.

Esse declínio é visto em números. Um levantamento da consultoria imobiliária JLL mostra que a taxa de vacância de imóveis comerciais (de unidades disponíveis para locação) diminuiu, voltando a patamares ainda menores que o momento pré-pandemia.

O "êxodo remoto" também é notado em sites de recrutamento, como a Gupy. A empresa registra cada vez menos oportunidades de trabalho remoto, enquanto as vagas presenciais ou híbridas aumentam.

A insegurança quanto à produtividade é o principal razão para esse fenômeno, apontam registros da ABRH.

Uma pesquisa da Mercer Brasil com 365 profissionais de RH revela as principais dificuldades no modelo remoto:

🤷 76% citam ter insegurança sobre a produtividade no sistema remoto;💻 66% mencionam excesso de reuniões.👀 51% têm dificuldade em acompanhar iniciantes.👨‍💼 61% apontam a liderança como um desafio.🏢 52% consideram a cultura organizacional um impeditivo.

Multidão de passageiros se aglomera na Estação da Luz da CPTM, na região central de São Paulo, após os transtornos causados pelo temporal que atingiu a cidade na tarde desta sexta-feira, 24. A CPTM registrou interrupção da circulação de trens em trechos de diversas linhas em razão dos alagamentos provocados pela chuva — Foto: ROBERTO SUNGI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Apesar disso, especialistas ressaltam que os problemas têm origem em falhas internas das empresas, como:

⚠️ Planejamento deficiente por parte da liderança⌚ Falta de maturidade dos colaboradores para gerir tempo e tarefas🙋‍♀️️ Perfis de negócios que dependem de colaboração constante entre equipes

Para muitos profissionais, o retorno ao presencial é inviável — seja pelo tempo de deslocamento, segurança, rotina familiar ou qualidade de vida.

O home office, por outro lado, oferece autonomia, redução de custos e mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Por isso, muitos preferem pedir demissão a abrir mão desse modelo.

Com o mercado aquecido, a mobilidade profissional aumentou. Em 2024, cerca de 8,5 milhões de brasileiros pediram demissão voluntária. Entre eles, 53 mil foram ouvidos pelo Ministério do Trabalho. Segundo os dados:

❌ 15,7% deixaram o emprego por falta de flexibilidade🚌 21,7% por dificuldade de locomoção🍼 9,1% pela necessidade de cuidar da família

E além da mobilidade urbana, há outros fatores que tornam o trabalho presencial menos atrativo: medo de assaltos, importunação sexual e falta de tempo para estudos ou cuidados com a saúde foram motivos citados por trabalhadores entrevistados pelo g1.

Em 2024, cerca de 8,5 milhões de brasileiros pediram demissão voluntária — Foto: Freepik/ Reprodução

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Casas redondas, ecológicas e a partir de R$ 60 mil: você sabe o que é um domo?

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 19:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Casas redondas, ecológicas e a partir de R$ 60 mil: você sabe o que é um domo? Um casal de Belém apostou na construção de domos com materiais sustentáveis e transformou a ideia em um negócio de hospedagem que cresce com a demanda da COP 30. Por Pegn

Domos geodésicos são construções sustentáveis em formato de cúpula, feitas com materiais reciclados.

Em Belém (PA), a arquiteta Tuane Costa e o administrador Thales Barca criaram uma empresa especializada em construções modulares.

Os domos fabricados por eles custam a partir de R$ 60 mil e possuem acabamento ecológico e automação.

Com a proximidade da COP 30, conferência da ONU sobre clima que acontecerá na cidade em novembro, a demanda disparou.

🌠Imagine viver ou se hospedar em uma casa redonda, com paredes feitas de materiais reciclados, vista para o céu e estrutura pensada para se integrar à natureza 🌳. Esse é o conceito dos domos geodésicos, construções sustentáveis que estão ganhando espaço no Brasil.

Em Belém (PA), esse tipo de moradia virou negócio nas mãos da arquiteta Tuane Costa e do administrador Thales Barca. Os dois criaram uma empresa especializada em construções modulares.

Os domos fabricados por eles custam a partir de R$ 60 mil e possuem acabamento ecológico e automação. Com a proximidade da COP 30, conferência da ONU sobre clima que acontecerá na cidade em novembro, a demanda disparou.

📎 O domo geodésico é uma construção em formato de cúpula, formada por vários triângulos que se encaixam de maneira precisa. A estrutura lembra um iglu, mas com toques de inovação tecnológica e design sustentável.

Feitos com madeira, plástico reciclado e outros materiais reaproveitados, os domos têm isolamento acústico e térmico e aproveitam recursos locais, como o uso de ladrilhos com temas regionais e móveis feitos com madeira de manejo florestal.

Nas paredes, é possível ver resíduos de açaí prensados, plásticos reciclados com textura lunar e outros materiais reaproveitados.

Além da forma inusitada, o domo é pensado para ser funcional. A parte elétrica e hidráulica já sai pronta da fábrica.

A montagem é rápida, e o interior, aconchegante. Há modelos com isolamento acústico, comando de voz e até fechadura digital.

Com a visibilidade trazida pela COP 30, os Tuane e Thales querem levar seus domos para outras partes do Brasil.

"Quando se está determinado dentro de um projeto, o céu acaba sendo o limite. Colocar energia naquilo que a gente acredita. Não é nada à toa. Não aconteceu em dois anos. É um processo que vem lá de traz e que a gente está começando a colher, mas a gente vai muito longe".

Parede de vidro permite observar o céu de dentro do domo, que conta com isolamento térmico e acústico — Foto: Amazônia Domos

Banheiro tem ladrilhos com estampas regionais, criados por artesãos locais — Foto: Amazônia Domos

📍 Av. Municipalidade, 985 – Umarizal, Belém/PA – CEP: 66050-350📞 Telefone: (91) 98149-2136✉️ E-mail: contato@amazoniadomos.com.br🌐 Site: amazoniadomos.com.br📱 Instagram: @amazoniadomoseciaof

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Do sucesso à demissão: saiba por que algumas empresas têm se incomodado com os ‘blogueiros CLT’

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 19:46

Trabalho e Carreira Do sucesso à demissão: saiba por que algumas empresas têm se incomodado com os ‘blogueiros CLT’ Em novembro, o g1 mostrou como funcionários ganharam as redes mostrando a rotina de um CLT. Pois uma nova faceta desse fenômeno apareceu: o incômodo das empresas com quem cria conteúdo, que tem levado inclusive a demissões. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

O fenômeno dos “blogueiros CLT” tem ganhado destaque nas redes sociais, mas também tem gerado incômodo para algumas empresas.

A psicóloga Thamiris Castro, de 30 anos, foi demitida após seus vídeos sobre a rotina no trabalho viralizarem no TikTok.

A influenciadora e profissional de marketing Geovanna Pedroso, de 23 anos, sofreu represálias de colegas e chefes por produzir conteúdo digital.

Especialistas defendem que as empresas devem valorizar o que os colaboradores já sabem fazer, em vez de gastar tempo e dinheiro em algo sem retorno.

Virou mania nacional criar conteúdo nas redes sociais sobre a própria rotina. Em novembro, o g1 mostrou como esse hábito passou a fazer parte da vida do trabalhador, com o surgimento dos “blogueiros CLT”.

Mostrar os perrengues do dia a dia deu fama a uma porção de novos influenciadores que passaram a tirar uma grana extra com a internet. Mas, recentemente, uma nova faceta desse fenômeno apareceu: o incômodo das empresas com quem cria conteúdo, que tem levado inclusive a demissões.

A psicóloga Thamiris Castro, de 30 anos, atuou por quase dois anos em presídios no Rio de Janeiro. Em abril do ano passado, decidiu publicar uma trend nas redes sociais compartilhando curiosidades sobre sua profissão.

Depois que seus vídeos sobre a rotina no trabalho viralizaram no TikTok, ela passou a registrar o dia a dia sem roteiro, iluminação ou filtros. Em junho deste ano, cerca de um ano e dois meses após o primeiro vídeo, acabou sendo demitida.

Thamiris desconfia que o uso das redes sociais tenha influenciado, já que sua chefe começou a segui-la nas redes sociais uma semana antes do desligamento.

“Nunca recebi advertência, ninguém disse que eu estava errada. Depois que aconteceu, pensei: se fosse um problema, poderiam ter me dado a chance de escolher. Faltou diálogo, poderia ter havido uma conversa ou negociação, mas isso não aconteceu”, afirma.

A psicóloga explica que teria ajustado o conteúdo se tivesse sido avisada: “Talvez eu não parasse, mas mudaria algumas coisas, como não mostrar crachá ou citar casos específicos. O combinado não sai caro”, explica.

Thamiris Castro atuava como psicóloga de presídio e compartilhava a rotina nas redes sociais. — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução Redes Sociais

🔎 Legalmente, a empresa não pode proibir ou limitar as publicações dos empregados nas redes sociais. Mas o trabalhador também não pode divulgar informações sigilosas ou que prejudiquem a imagem da empresa.

Inclusive, o trabalhador pode até ser demitido por justa causa em casos de má conduta nas redes sociais, especialmente quando as publicações afetam a reputação da empresa. (entenda mais sobre o tema)

A atenção nas redes não se restringe aos “blogueiros CLT”. A influenciadora e profissional de marketing Geovanna Pedroso, de 23 anos, trabalhou por cerca de quatro anos em sua área, passando por agências, consultorias e empresas de tecnologia.

Em 2019, começou a produzir conteúdo digital como hobby, focado em comportamento, moda e inovação. Enquanto estudava e trabalhava, mantinha um “segundo turno” como criadora e, com o tempo, acabou se profissionalizando.

“Sempre foi uma válvula de escape. Eu mostrava os produtos que comprava, como blush e iluminador. Muitas meninas se identificaram e começaram a me seguir para acompanhar minha rotina”, conta a influenciadora.

“Sempre levei como um hobby, nunca como um trabalho principal. Gravava vídeos à noite ou nos fins de semana, sempre depois do expediente”, diz Geovanna.

Mesmo sem expor seu emprego nas redes, Geovanna conta que sofreu represálias de colegas e chefes. “Cheguei a ouvir piadas em reuniões, como: ‘vamos fazer igual à Geovanna, postar uma publi agora, porque se a gente for demitido, pelo menos teremos alguma garantia’.”

Geovanna Pedroso é uma das influenciadoras impactadas pela onda de demissões dos "blogueiros CLTs". — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução Redes Sociais

“Quando ouvi o primeiro comentário nesse tom pejorativo, senti medo. Me senti coagida e percebi que talvez minha posição dentro da empresa estivesse ameaçada”, relata.

Em setembro de 2023, a empresa promoveu um corte de funcionários e ela foi desligada. O trabalho como influenciadora não foi citado como motivo, mas outros colegas que também produziam conteúdo digital acabaram demitidos.

Para Geovanna, muitas empresas ainda veem os funcionários que produzem conteúdo como uma ameaça — especialmente quando esses trabalhadores conquistam mais visibilidade do que a própria marca.

Ela acredita que falta compreensão no ambiente corporativo sobre o novo perfil dos trabalhadores e como os “blogueiros” podem ser aliados, ajudando as próprias empresas.

“Acredito que seja mais por uma questão de proteger a imagem e os interesses da empresa. Mas, muitas vezes, essas conversas não se alinham. Se a empresa está bem estruturada, não precisa enxergar esse funcionário influenciador como ameaça”, explica.

Para Leandro Oliveira, diretor da Humand no Brasil e especialista em gestão de pessoas, essa postura defensiva mostra falta de maturidade para lidar com a era digital e, principalmente, a perda de uma oportunidade estratégica.

“A empresa que enxerga isso como risco está perdendo espaço. Está desperdiçando uma força de trabalho que já existe internamente e que poderia ser um catalisador em áreas normalmente difíceis de alcançar”, afirma.

Segundo o especialista, algumas empresas ainda cultivam a ideia de não ter presença ativa nas redes sociais. Mas, como muitos clientes estão no ambiente digital, é fundamental repensar essa estratégia.

Outro ponto levantado por Leandro é valorizar o que os colaboradores já sabem fazer, em vez de gastar tempo e dinheiro em algo sem retorno. Ou seja: em vez de contratar um influenciador de fora, aproveitar o próprio trabalhador e remunerá-lo por isso.

“É uma questão de bom senso: se a empresa deseja que ele produza conteúdo, não pode esperar que faça isso apenas no tempo livre. O ideal é reconhecer esse esforço como parte da cultura da organização e remunerá-lo”, reforça.

Leandro ainda critica o modelo de comunicação “top-down”, em que tudo parte do alto escalão e não há espaço para protagonismo dos trabalhadores da base. “Empresas que não criam canais de escuta e participação interpretam mal a visibilidade desses colaboradores”, diz.

Para Dado Schneider, doutor em comunicação pela PUC/RS, nem mesmo o conceito de “blogueiros CLT” é exatamente novo. O fenômeno apenas ganhou novos formatos com a expansão da era digital.

Os que promovem a empresa de forma espontânea;Os que usam o nome da empresa para fortalecer a imagem pessoal;Os que apenas seguem tendências, sem estratégia definida.

“Os costumes mudam mais rápido do que nossa capacidade de entender e regular. Por isso, muitas empresas preferem simplificar: se a pessoa é blogueira, afastam logo, para não incomodar os demais”, explica.

Schneider compara os influenciadores à proibição de telas em salas de aula. Para ele, o Brasil tem a tendência de simplificar demais: em vez de buscar soluções, prefere simplesmente eliminar o “problema”.

“Essas pessoas começaram a divulgar as empresas ou a se promover por meio delas, e alguns cresceram tanto que a primeira reação foi afastá-los, quando, na verdade, poderiam estar ajudando muito”, afirma.

Além disso, as empresas ainda não conseguem acompanhar o ritmo das transformações digitais. Para o especialista, o principal motivo das demissões nem sempre é a quebra de regras, mas ressentimentos internos.

“A maior parte das demissões dos ‘blogueiros CLT’ acontece por inveja ou ciúme profissional. Alguns realmente passam dos limites, mas a maioria mais ajuda do que atrapalha”, diz o especialista.

Há ainda o alerta para o risco enfrentado pelos criadores de conteúdo demitidos, que podem ter dificuldade de se recolocar no mercado, especialmente em setores mais conservadores. Isso acontece por causa da chamada “lista negra”.

Ou seja: quando um trabalhador é desligado, empregadores do setor se comunicam, relatam o motivo e o incluem em uma lista para não contratá-lo.

“Isso sempre existiu, principalmente com profissionais vistos como ‘perigosos’ ou ‘incômodos demais’. Acho essa prática injusta: o trabalhador tem o direito de errar em uma empresa e dar certo em outra. Mas, infelizmente, acontece”, conclui.

Para Jéssica Palin Martins, especialista em saúde emocional corporativa, as redes sociais são apenas mais uma forma de renda extra, o que não deveria ser visto como problema, desde que não prejudique o desempenho profissional.

“Tem gente que vende produtos de beleza, faz trufas, bolos no pote, trabalha como garçom à noite. Rede social é só mais uma forma de renda extra. Se não atrapalha a entrega, está tudo certo”, explica a especialista.

Segundo ela, o problema aparece quando não há entrega de resultados ou quando a exposição serve para atacar a própria empresa: “Se estiver tudo acordado e for positivo, ótimo. Caso contrário, é justo reavaliar”, diz.

Não há proibição legal para que um funcionário CLT tenha renda extra como influenciador digital. No entanto, é importante verificar se o contrato de trabalho prevê algum impedimento. (entenda mais sobre o tema)

Yuri Santos trabalhou como assistente de social media e aparecia com frequência nos conteúdos da própria empresa. Após quase dois anos, foi desligado — prefere não detalhar o motivo por questões de sigilo contratual.

“Eu era uma figura pública dentro da empresa e também nas minhas redes. Quando saí, muita gente se surpreendeu”, diz o jovem de 23 anos, formado em marketing.

Yuri afirma que, antes desse emprego, não era uma pessoa ativa nas redes. “Existe um antes e depois de entrar nessa empresa. Eu não gostava de aparecer, mas passei a curtir e a produzir conteúdo. Gosto de gravar vídeos e aprendi tudo isso lá dentro”, completa.

Yuri Santos compartilhava o trabalho nas redes sociais e foi desligado após dois anos. — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução Redes Sociais

Se há um ponto positivo é que a visibilidade que conquistou abriu novos caminhos: após o desligamento, usou LinkedIn e Instagram para anunciar a saída e, com isso, atraiu novas oportunidades. Hoje, já está empregado em uma marca do setor de beleza.

Além do novo emprego CLT, Yuri mantém um perfil pessoal ativo nas redes e ainda administra, com amigas, uma segunda conta sobre cultura, moda e entretenimento.

“É uma jornada tripla. Gravo nos fins de semana, edito à noite e programo os posts. Às vezes durmo só 1h da manhã para acordar às 6h. Mas eu amo essa rotina”, conta Yuri, que ainda não pensa em largar a CLT para ser influenciador.

Já a psicóloga Thamiris Castro foi surpreendida por uma onda de apoio dos seguidores e viu aumentar a procura por atendimentos após a demissão. Ela passou a atender pacientes que a conheceram pelas redes sociais e encontrou uma nova fonte de renda.

“Foi terapêutico. Eu achava que minha exposição podia ser um problema, mas foi justamente o que me aproximou dessas pessoas. Atendo jovens que assistem aos meus vídeos e se identificam com minha linguagem”, afirma.

Além dos atendimentos, ela também orienta estudantes, cobrando um valor simbólico por conversas, entrevistas acadêmicas e palestras. Thamiris ainda não sabe o rumo da carreira, mas, por enquanto, quer aproveitar o momento na internet.

“Ainda tem muita coisa se encaixando na minha cabeça. É um momento de descobertas e também de cuidado. Trabalhar em casa tem me trazido novas possibilidades, então vou seguir assim enquanto fizer sentido e enquanto eu estiver gostando”, conta.

Carolina Dostal, diretora regional da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), alerta que é essencial ter alguns cuidados ao publicar conteúdos relacionados ao trabalho nas redes.

🚫 Não publicar dados confidenciais da empresa;🚫 Evitar compartilhar produtos ou serviços que são lançamentos;🚫 Não postar a tela do computador;🚫 Não divulgar reuniões estratégicas;🚫 Evitar abordar assuntos polêmicos;🚫 Tomar cuidado com erros de português;🚫 Não compartilhar notícias falsas;🚫 Não falar mal do patrão ou da empresa publicamente;🚫 Não compartilhar fofocas do trabalho;🚫 Não publicar conteúdos que são contra ao posicionamento da companhia;🚫 Evitar qualquer informação que possa prejudicar a imagem do empregador.

“O trabalhador precisa estar alinhado com a empresa, compartilhando os mesmos valores e a mesma cultura”, explica Carolina Dostal. Para ela, os empregadores devem enxergar o funcionário influenciador como um benefício.

A especialista defende que o empregador ofereça treinamento aos funcionários que publicam conteúdos relacionados ao trabalho nas redes sociais. Já o colaborador precisa organizar bem a rotina entre o emprego CLT e a vida de influenciador.

“O que não pode é comprometer a atividade principal nem gerar concorrência ou danos à imagem da empresa”, afirma a advogada trabalhista Juliane Facó, sócia do Pessoa & Pessoa Advogados.

A especialista reforça que o trabalhador não deve expor informações confidenciais nem conteúdos que prejudiquem a imagem da empresa. Além disso, é fundamental preservar a intimidade e a privacidade de colegas, clientes e prestadores de serviço.

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De cortador de fios a empresário: paixão por lingerie vira negócio familiar com faturamento de R$ 90 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 19:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios De cortador de fios a empresário: paixão por lingerie vira negócio familiar com faturamento de R$ 90 mil por mês Inspirado por um desfile aos 10 anos, mineiro criou marca própria, vende para o Brasil e exterior e ainda presta consultoria para concorrentes no polo nacional da moda íntima. Por Pegn

Val Allans transformou uma paixão de infância em um negócio que hoje fatura e inspira outros empreendedores.

O primeiro contato de Val com o universo da moda íntima aconteceu aos 10 anos, quando assistiu a um desfile na cidade.

Com dedicação, aprendeu todas as etapas do processo de produção e das vendas – da costura à criação de coleções, da etiquetagem à montagem de vitrines.

Com apoio financeiro da irmã e experiência acumulada, Val fundou sua própria marca de moda íntima.

👙 A cidade de Juruaia, em Minas Gerais, é conhecida como a “capital da lingerie”. Por lá, são mais de 200 confecções responsáveis por movimentar a economia local e gerar cerca de 5 mil empregos.

No meio desse cenário, a história de Val Allans chama atenção: ele transformou uma paixão de infância em um negócio que hoje fatura e inspira outros empreendedores.

O primeiro contato de Val com o universo da moda íntima aconteceu aos 10 anos, quando assistiu a um desfile na cidade.

“Fiquei deslumbrado com aquilo. Meu olhar encheu de esperança e eu pensei: quero fazer parte desse universo”, relembra.

A partir daí, começou sua jornada em uma confecção local, realizando tarefas simples como cortar fios das peças.

🪡🧵 Com dedicação, aprendeu todas as etapas do processo de produção e das vendas – da costura à criação de coleções, da etiquetagem à montagem de vitrines.

Empreendedor transforma paixão por lingerie em negócio de R$ 90 mil por mês — Foto: Reprodução/Tv Globo

A dedicação o levou a se tornar sócio de sua ex-chefe, experiência que durou dois anos e abriu caminho para voos maiores.

Com apoio financeiro da irmã e experiência acumulada, Val fundou sua própria marca de moda íntima.

Hoje, a empresa tem produção terceirizada em até 10 oficinas e vendas 97% online, alcançando clientes em todo o Brasil e no exterior – incluindo Estados Unidos, Portugal e Austrália.

O empreendedor também presta consultoria para cerca de 30 marcas concorrentes, atividade que gera R$ 20 mil por mês, além dos R$ 70 mil mensais faturados pela loja de roupas.

“Acredito que todas as marcas têm seu próprio DNA. Meu compromisso é com o desenvolvimento de empreendedores, municípios e da região”, diz Val Allans.

Empreendedor transforma paixão por lingerie em negócio de R$ 90 mil por mês — Foto: Reprodução/Tv Globo

A novela “Dona de Mim”, exibida pela TV Globo, também contribuiu para a visibilidade da marca. Inspirado pela trama, Val lançou uma coleção colorida que reflete a essência da empresa.

“A novela dita tendências e consumo. Desde o início, fiquei ansioso para ver o que ela traria de novidade”, afirma o empreendedor.

Em um momento emocionante, Val recebeu uma mensagem especial do ator Tony Ramos, que interpreta o empresário Abel na novela (veja em vídeo acima).

“Você tem uma história vencedora. Imagino como seja manter seus sonhos e seu negócio. É isso que nos move”, declarou o ator.

Para o futuro, Val planeja ampliar o alcance da confecção e seguir gerando renda para outras empreendedoras revendedoras.

“Assim como a moda íntima mudou a minha vida, quero que mude a vida de outras pessoas”, completa Val Allans.

Empreendedor transforma paixão por lingerie em negócio de R$ 90 mil por mês — Foto: Reprodução/Tv Globo

📍 Rua Francisco Antônio de Melo 369 – Centro – Juruaia/MG –CEP: 37805-000📞 Telefone: (35)99898-4456✉️ E-mail: modellelingerie@outlook.com🌐 Site: https://loja.modellelingerie.com.br📱Instagram: https://www.instagram.com/modellelingerie📘 Facebook: https://www.facebook.com/share/16ux1ke7sE/?mibextid=wwXIfr

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Como uma comunidade rural da Paraíba criou um polo gastronômico que fatura R$ 1 milhão por ano

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 19:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Como uma comunidade rural da Paraíba criou um polo gastronômico que fatura R$ 1 milhão por ano Na zona rural de Areia (PB), moradores transformaram a vocação turística da região em uma rede de negócios que valoriza a cultura local, gera renda e atrai milhares de visitantes em busca de experiências autênticas. Por Pegn

Na Serra da Borborema, a sete quilômetros do centro de Areia (PB), onde o frio nordestino atrai visitantes nos meses de junho a agosto, a comunidade rural de Chã de Jardim vive um exemplo inspirador de como o empreendedorismo pode mudar realidades.

Liderada por Luciana Balbino, moradora local e formada em História, a região deixou de ser apenas um ponto no mapa para se tornar referência em turismo de experiência, gastronomia e hospedagem.

Luciana sempre acreditou que as pessoas têm o direito e o privilégio de viver onde nasceram. Com esse propósito, reuniu jovens da comunidade, criou uma associação e buscou capacitação em áreas como condução de trilhas e roteiros turísticos.

Aos poucos, surgiram novos empreendimentos: uma fábrica de polpa de frutas, um restaurante e, mais tarde, uma pousada com três modalidades de hospedagem — camping, glamping e chalés inspirados em casas de avós.

O restaurante, que começou com investimento de R$ 10 mil e utensílios emprestados, hoje recebe até 1,5 mil clientes nos finais de semana de alta temporada, fatura R$ 1 milhão por ano e oferece pratos típicos preparados com ingredientes comprados exclusivamente de produtores locais.

Da roça ao sucesso: restaurante fatura R$ 1 milhão e movimenta comunidade na Paraíba — Foto: Reprodução/Tv Globo

“Faço questão de comprar tudo aqui, só trago de fora o que não conseguimos produzir”, conta Luciana.

“Não vendo comida, vendo uma experiência gastronômica”, diz Luciana. O restaurante, que começou com 80 lugares, oferece pratos como galinha de capoeira, buchada, tripa frita e até tanajura.

Ao redor do restaurante, surgiram pequenas bodegas e lojinhas de artesanato e produtos típicos, administradas por 27 microempreendedores da comunidade.

“Cada lojinha é de uma pessoa diferente. Aqui não é só um restaurante, é uma cadeia de empreendedores”, explica.

O espaço oferece desde picolés de sabores inusitados, como pitomba e canjica, até brinquedos tradicionais feitos de bananeira. Para muitos, a venda no local representa a principal fonte de renda.

A demanda dos clientes por hospedagem motivou a abertura da pousada, com investimento inicial de R$ 60 mil. O negócio, que já fatura R$ 300 mil por ano, se destaca pelo glamping – uma versão sofisticada do camping – e pelos chalés com decoração afetiva.

Para Luciana, o segredo do sucesso está em “fazer o que acredita no coração” e oferecer algo único. “Hoje vejo crianças dizendo que querem trabalhar aqui ou abrir negócios na comunidade. Ninguém mais sonha em ir embora, porque sabem que é possível viver com dignidade aqui”, afirma.

Da roça ao sucesso: restaurante fatura R$ 1 milhão e movimenta comunidade na Paraíba — Foto: Reprodução/Tv Globo

Com faturamento crescente e um ecossistema de negócios interligados, Chã de Jardim se consolidou como destino turístico, gastronômico e cultural no interior da Paraíba, mostrando que desenvolvimento e preservação das raízes podem caminhar juntos.

“Quando alguém sugere algo, é uma consultoria gratuita. Cabe a nós escutar e colocar em prática”, diz Luciana, que vê o empreendedorismo como ferramenta de transformação. “A receita do sucesso é amar o que faz, ter propósito e oferecer algo único.”

O impacto é visível. Crianças da comunidade sonham em trabalhar no restaurante ou abrir seus próprios negócios. “Hoje ninguém mais sonha em abandonar Chã de Jardim. Esse legado vai perdurar por muitas gerações”, afirma emocionada.

Luciana prova que é possível empreender com afeto, valorizando o coletivo e resgatando memórias afetivas. E mostra que, mesmo nos cantos mais afastados do país, grandes negócios podem nascer — e transformar realidades.

Da roça ao sucesso: restaurante fatura R$ 1 milhão e movimenta comunidade na Paraíba — Foto: Reprodução/Tv Globo

📍 Sitio Chã do Jardim, s/n – Zona Rural – Areia/PB -CEP: 58397-000📞 Telefone: (83) 99998-2597 e (83) 99810-2177✉️ E-mail: lucbalbino@yahoo.com.br📘 Facebook: https://www.facebook.com/share/1GMskorzLB/?mibextid=wwXIfr📱 Instagram: https://www.instagram.com/restaurantevomaria

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Pequenas Empresas & Grandes Negócios: contatos

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 19:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Pequenas Empresas & Grandes Negócios: contatos Veja como obter informações das empresas citadas no Pegn. Por Pegn — São Paulo

📍 Endereço: Av. Nazaré, s/n – Ipiranga, São Paulo/SP – CEP: 04263-200📞 Telefone: (11) 2273-7250

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📍 Endereço: Rua Professora Laurentina Silva Carneiro, 40 – Maria Ortiz, Vitória/ES – CEP: 29070-470📞 Telefone/WhatsApp: (27) 99762-3662🌐 Site: https://www.titibum.com.br/📧 E-mail: contato.titibum@gmail.com📸 Instagram: @titibumflutuante📘 Facebook: https://www.facebook.com/TitibumRoupaFlutuante/

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📍 Petrópolis/Rio de janeiro📞 Telefone: (24) 99944-9883 / (24) 988311816📩 E-mail: contato@relevostore.com.br🛜 Site: www.relevostore.com.br📲 Instagram: https://www.instagram.com/relevostore/📘 Facebook: https://www.facebook.com/relevostore

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📌 Endereço: Rua Gaivota, 1429 – Moema, São Paulo/SP – CEP: 04522-034📞 Telefone: (11) 98223-0500🌐 Site: antoninacontemporanea.com.br📧 E-mail: marluce@antoninacontemporanea.com.br📘 Facebook: 📸 Instagram: @antonina_contemporanea

📌 Endereço: Rua Itapeva, 764 – São Paulo/SP – CEP: 01332-000📞 Telefone: (31) 3444-1873🌐 Site: belpaembalagens.com.br📧 E-mail: belpa@belpa.com.br📘 Facebook: facebook.com/share/1AY1sByCT8/ 📸 Instagram: @belpaembalagens

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📍 Endereço: Rua Domingos de Morais 770, Vila Mariana Bloco 2 Sala 9 – São Paulo/SP – CEP : 04010100📲 Telefone: (32) 98815-9111📸 Instagram: www.instagram.com/imersaoagudas🌐 Site: imersaoagudas.com.br/benin/

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📍Rua Comendador José Alves Ferreira, 60, Garcia Salvador, Bahia 📍Avenida 28 de Setembro nº118 no bairro de Vila Isabel, Rio de Janeiro📞 Telefone: (71) 3506-3731 / (71) 982905917 / (21) 3496-4507/ (21) 99959-3032 📧 Email: contato@escolamariafelipa.com.br🌐 Site: https://escolamariafelipa.com.br/📸 Instagram: https://www.instagram.com/escolamariafelipa/📘 LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/escolamariafelipa/

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📍Rua Prates 560 – Bom Retiro – São Paulo/SP – CEP: 01121-000📞 Telefone: 11 32283149📧 Email: elianajypark@gmail.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/juniyahairstudio/

📍Rua Itapura 1590 – São Paulo/SP – CEP: 03310-000📞 Telefone: (11) 94761-7902🌐Site: www.wakandadecoracoes.com.br📧 E-mail: contato@wakandadecoracoes.com.br📘Facebook: https://www.facebook.com/share/17eLXadfhB/?mibextid=wwXIfr📸 Instagram: https://www.instagram.com/wakandadecoracoes?igsh=aHYwcmYyYWN2Nnpv

📍 Av. Pasteur, 520 – Urca – RJ, CEP: 22290-240🌐 Site: https://www.bondinho.com.br📧 E-mail: sac@bondinho.com.br📞 Telefone: (21) 2546-8433📲 WhatsApp: (21) 98235-0821📸 Instagram: https://www.instagram.com/parquebondinho📘 Facebook: https://www.facebook.com/parquebondinho🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@parquebondinho

📍 Rua Irede de Matos Alonso, 84 – Vila Lageado – São Paulo/SP, CEP: 05338-110📞 Telefone: (11) 95857-5110📧 E-mail: rajanaolba@gmail.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/rajana_olba/📘 Facebook: https://www.facebook.com/rajana.oulby

📍 Rua Avaré, 235 – Consolação – São Paulo/SP, 01243-030🌐 Site: www.relaxturismo.com.br📘 Facebook: https://www.facebook.com/share/1H6hjzsZB8/📞 Telefone: (11) 3663-0638📧 E-mail: eduardopatah2@gmail.com / contato@relaxturismo.com.br

📍 Rua Bom Sucesso, 1036 – Tatuapé – São Paulo/SP, CEP: 03305-000📞 Telefone: (11) 94743-3787 / (11) 94761-1631🌐 Site: www.ledoslocadora.com.br📧 E-mail: contato@ledoocadora.com.br📸 Instagram: https://www.instagram.com/ledos_locadora/

📍 Rua Felisberto do Rego – Jardim Pte. Rasa – São Paulo/SP, CEP: 03894-010📞 Telefone: (11) 2046-8526 / (11) 97017-2655 / (11) 94789-2262📧 E-mail: cootrecmescolar@gmail.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/cooperativa_cootrecm?utm_source=qr&igsh=MXZybTdkcWl4NXNlZg

📍 Av. Angélica, 1761, conj 111 – Higienópolis – São Paulo/SP📬 CEP: 01228-000📞 Telefone: (11) 2362-0984 / (11) 98184-6080📧 E-mail: contato@infinitomare.com🌐 Site: www.infinitomare.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/infinito.mare📘 Facebook: https://www.facebook.com/iinfinitomare/?locale=pt_BR💼 LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/infinitomare/

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Pedrada, linguagem GenZ e mais: empreendedores fazem de tudo por likes, mas trends exigem cautela

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor Pedrada, linguagem GenZ e mais: empreendedores fazem de tudo por likes, mas trends exigem cautela Especialistas alertam que é preciso tomar cuidados, como evitar humor ofensivo ou passível de má interpretação, respeitar direitos autorais de músicas e imagens e não expor funcionários sem consentimento. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Empreendedores têm recorrido à linguagem da geração Z para viralizar nas redes sociais, divulgar promoções e atrair clientes.

De comerciantes a multinacionais, passando por padres, órgãos públicos e até pelo governo federal, muitos têm adotado gírias da geração Z.

Um exemplo é o vídeo de uma rede de drogarias em Iturama, Minas Gerais, que ultrapassou 4,2 milhões de visualizações no TikTok.

Outro exemplo vem de uma loja de materiais de construção em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Graças à forte presença online, o estabelecimento ganhou visibilidade e se consolidou como marca local.

Aderir às trends pode ser uma boa forma de surpreender clientes e divulgar a marca com humor. Mas, segundo especialistas ouvidos pelo g1, é preciso cautela para evitar conteúdos ofensivos, riscos à saúde física ou situações constrangedoras para os funcionários.

Se você acessou o TikTok ou Instagram nos últimos dias, sem dúvidas deve ter esbarrado com vídeos que iniciam com o seguinte bordão: “oi divos e divas”, e ainda traz algumas expressões como “babadeiro”, “iconic”, “faraônico” e “aesthetic”.

Essas são gírias da geração Z que vêm sendo adotadas por empreendedores para viralizar nas redes sociais, divulgar promoções e atrair clientes.

De comerciantes a multinacionais, passando por padres, órgãos públicos e até pelo governo federal, muitos têm recorrido à linguagem da geração Z para se aproximar dos mais jovens.

🤔 Mas isso realmente funciona? Traz retorno? Um exemplo é o vídeo de uma rede de drogarias em Iturama, Minas Gerais, que ultrapassou 4,2 milhões de visualizações no TikTok. Nele, Seu Antônio, um senhorzinho que esbanja carisma, divulga o comércio usando gírias da geração Z.

“Hoje, não existe ferramenta melhor de marketing do que as redes sociais. Em seis meses de trabalho mais intenso, nosso faturamento cresceu 25%. Mesmo com novas farmácias na cidade, nosso faturamento só subiu”, explica Daniela Ferreira, proprietária da drogaria.

Daniela conta que contratou um gestor de tráfego para a empresa, que passou a atuar com foco no Instagram e no TikTok. O conteúdo é adaptado a cada plataforma:

Mel Mendes, uma das funcionárias da drogaria, foi descoberta pelo TikTok e acabou assumindo o papel de criadora de conteúdo da empresa. Além de atuar nas vendas, tem autonomia para produzir e editar os vídeos.

“A gente só orienta a trabalhar com a ética, mas a criatividade é toda dela, de colocar humor dentro do nosso trabalho”, explica Daniela. Ela ressalta que a drogaria evita conteúdos que possam estimular a automedicação e sempre orienta o público a procurar profissionais de saúde.

Segundo a proprietária, os funcionários participam das gravações dentro do horário de trabalho e de forma voluntária. Desde então, a drogaria passou a receber clientes de outras cidades, interessados em comprar e conhecer a equipe.

“Vejo muitos empresários que não dão oportunidade aos próprios funcionários, e isso é um erro. Muita gente duvida da geração Z, mas eu acredito no potencial deles, que é enorme”, completa Daniela.

Vídeo de uma rede de drogarias em Iturama, Minas Gerais, ultrapassou 4,2 milhões de visualizações. — Foto: Reprodução/Tiktok

Outro exemplo vem de uma loja de materiais de construção em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Graças à forte presença online, o estabelecimento ganhou visibilidade e se consolidou como marca local.

Segundo Juliana Cardoso, contadora e responsável pelo marketing digital da loja, a pandemia acelerou a transição do atendimento presencial para o digital. Foi nesse período que ela criou as redes sociais do estabelecimento para divulgar produtos e se aproximar dos clientes.

De início, o foco estava em conteúdos simples, como fotos de pisos e promoções. Com o tempo, a estratégia evoluiu para vídeos mais criativos, adotando reels e trends com humor e dancinhas para gerar engajamento.

“O vídeo da tijolada viralizou no Brasil todo. Recebemos mensagens de pessoas do Nordeste, do Sul, de vários lugares perguntando se fazíamos entregas lá”, lembra Juliana.

O post mostra o garoto-propaganda Lucas Rodrigues, conhecido como Feijãozinho, levando uma tijolada após dizer a frase “coloca o capacete que lá vem pedrada”, em referência à música “Malvada”, do cantor Zé Felipe.

Em seguida, a vendedora Gabrielly Mello apresenta as promoções de piso. O vídeo, de apenas 20 segundos, já superou 17 milhões de visualizações no TikTok e foi reproduzido por diversos outros comércios.

“Os vendedores gostam de aparecer porque isso atrai clientes. Há quem vá à loja só para comprar com o Lucas”, diz Juliana.

Embora os vídeos sejam divertidos, existe cuidado para não expor os funcionários a situações constrangedoras ou de risco. “Seguramos as ideias mais exageradas. É preciso cuidado para não passar do limite”, afirma Juliana.

Mesmo com impacto financeiro limitado, já que a loja não atende fora da região, Juliana afirma que as redes sociais aumentaram o faturamento e atraíram novos clientes.

“Por se tratar de material pesado, não conseguimos enviar pelos Correios”, explica. “O retorno financeiro seria muito maior se pudéssemos vender para fora, mas ainda não temos estrutura de caminhões”, completa Juliana.

Aderir às trends pode ser uma boa forma de surpreender clientes e divulgar a marca com humor. Mas, segundo especialistas ouvidos pelo g1, é preciso cautela para evitar conteúdos ofensivos, riscos à saúde física ou situações constrangedoras para os funcionários.

Ter atenção ao uso de músicas e imagens, respeitando os direitos autorais. Evitar humor ofensivo ou passível de má interpretação.Não expor funcionários ou clientes sem consentimento.Redobrar o cuidado com trends que envolvem riscos físicos.

Para o professor, os memes são ótimos para atrair atenção, mas não garantem aumento nas vendas. Um vídeo pode alcançar milhões de visualizações e viralizar no TikTok, mas isso não significa que tenha sido bem recebido pelo público.

O especialista destaca ainda que as redes sociais vão além de simples vitrines: elas são ferramentas essenciais em todo o ciclo de relacionamento com o consumidor — atraem, fidelizam, divulgam, promovem e ajudam a vender produtos.

Para o consumidor, as redes também funcionam como canal de relacionamento e fonte de pesquisa. Por isso, manter um perfil ativo é fundamental, mesmo quando a venda não acontece on-line.

O professor acrescenta que cada rede social possui linguagem e público próprios. “A diferença não está apenas no tema, mas também no formato e no tom”, afirma.

“O que aparece no Twitter também circula no TikTok, depois chega ao Instagram e, em algum momento, ao WhatsApp. O que diferencia os públicos são os formatos e o tipo de linguagem”, completa.

Loja de materiais de construção em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, ganhou visibilidade e se consolidou como marca local graças à forte presença online. — Foto: Reprodução/Tiktok

Segundo Tainá Alves, coordenadora de Relacionamento Digital do Sebrae, vale acompanhar os conteúdos virais do momento. Mas, ao produzir vídeos ou posts baseados em trends, é fundamental que estejam alinhados aos valores da empresa.

“Não adianta seguir uma trend só para ganhar likes, porque isso pode ser prejudicial. O empreendedor pode até conseguir muitas visualizações e curtidas no momento, mas dificilmente mantém essa audiência ativa depois”, afirma Tainá.

Quando um conteúdo viraliza, significa que o empreendedor “furou a bolha” e alcançou um público além do habitual. Nessas situações, é essencial manter o perfil ativo e garantir uma sequência de conteúdos relevantes nas semanas seguintes.

Essa consistência é crucial porque os algoritmos das plataformas avaliam o engajamento: se os novos seguidores não interagem, o alcance do perfil tende a cair.

A especialista ressalta ainda que um bom conteúdo pode trazer retorno, mas a empresa deve estar preparada com estoque suficiente, atendimento ágil e canais acessíveis.

Isso inclui logística eficiente, respostas rápidas e canais de comunicação como WhatsApp ativos para tirar dúvidas e atender solicitações. Sem esse planejamento, o sucesso momentâneo pode se transformar em problema em vez de oportunidade.

Não custa lembrar que o trabalhador não é obrigado a gravar vídeos para o TikTok ou qualquer rede social se não quiser ou se essa função não fizer parte de seu contrato.

Essa prática pode configurar desvio de função, como explica Paulo Renato Fernandes, professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro.

“Quando há desvio de função, o empregado tem direito a receber um adicional. Além disso, há a questão do direito de imagem, que é garantido por lei e precisa ser autorizado. Nesse caso, também é possível solicitar indenização pelo uso da imagem”, explica o professor.

O empregador deve solicitar aos funcionários uma autorização por escrito para o uso de imagem, especificando onde os vídeos serão exibidos.

Mesmo quando essa atividade já consta no contrato, o advogado trabalhista Maurício Corrêa da Veiga recomenda obter autorização do funcionário a cada nova campanha publicitária. (veja mais o que diz a lei sobre o tema)

Segundo o advogado, o empregado pode processar a empresa e pedir indenização se se sentir obrigado, induzido ou coagido de alguma forma a participar dos vídeos.

➡️ Mas quem deve aparecer nesses conteúdos? Para Tainá Alves, do Sebrae, o ideal é que o próprio empreendedor participe, pois isso gera credibilidade e conexão.

“Se o empreendedor não tiver interesse, perfil ou aptidão para aparecer, e nenhum colaborador quiser participar da produção de conteúdo, é possível contratar microinfluenciadores”, explica.

📲 Os microinfluenciadores são criadores de conteúdo com número relativamente pequeno de seguidores (geralmente entre 1 mil e 100 mil).

Esses influenciadores, geralmente locais ou de nicho, têm engajamento mais real com comunidades específicas. Segundo Tainá Alves, costumam gerar mais retorno do que grandes influenciadores.

Outro ponto destacado pela especialista é a importância da Geração Z, nativa digital. Mesmo sem grande poder de compra, esse grupo influencia decisões familiares e deve ser incluído nas estratégias de comunicação.

Além disso, a GenZ será o público do futuro. Por isso, é essencial fidelizar esse grupo. “Eles buscam propósito, impacto social e conteúdo autêntico. É com eles que as marcas precisam começar a dialogar desde já”, conclui Tainá.

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