RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Brasil seria 2º país com maiores tarifas dos EUA se Trump confirmar novo tarifaço

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 13:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,072-1,17%Dólar TurismoR$ 5,277-1,14%Euro ComercialR$ 5,799-0,74%Euro TurismoR$ 6,050-0,66%B3Ibovespa176.186 pts0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,072-1,17%Dólar TurismoR$ 5,277-1,14%Euro ComercialR$ 5,799-0,74%Euro TurismoR$ 6,050-0,66%B3Ibovespa176.186 pts0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,072-1,17%Dólar TurismoR$ 5,277-1,14%Euro ComercialR$ 5,799-0,74%Euro TurismoR$ 6,050-0,66%B3Ibovespa176.186 pts0,25%Oferecido por

Governo americano propõe tarifas de 25% sobre produtos brasileiros após investigação que durou um ano — Foto: EPA via BBC

O governo dos Estados Unidos deve anunciar até quarta-feira (15) se vai aplicar novas tarifas contra o Brasil como parte de uma grande investigação sobre práticas comerciais brasileiras consideradas injustas pela Casa Branca — incluindo ataques ao Pix.

Um documento do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) divulgado no mês passado sugere tarifas retaliatórias de 25% contra produtos brasileiros — mas uma decisão final ainda não havia sido tomada, em meio a negociações entre Brasil e EUA.

Caso as retaliações sugeridas pelo USTR sejam de fato adotadas, o Brasil passará a ser o segundo país com maiores tarifas aplicadas a seus produtos pelos EUA — apenas os produtos chineses importados pelos americanos teriam taxações superiores.

Os dados são de uma iniciativa chamada Global Trade Alert (GTA), em que dados de comércio global são compilados pelo St. Gallen Endowment, um centro de estudos independente baseado na Suíça.

Atualmente, o Brasil é o 13º país com maiores tarifas impostas pelos EUA, segundo os cálculos do GTA. Com tarifa média efetiva de 11,73%, o país está atrás de China, Turquia, Indonésia, Vietnã, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Alemanha, Índia, Áustria, Suécia e Itália.

Mas, se o tarifaço de 25% for confirmado pelo governo Trump, o Brasil saltaria para a segunda posição.

A China é o país que mais viu suas tarifas médias de importação subir no segundo mandato de Trump — um aumento de 27%, comparado às tarifas praticadas pelo governo Biden, disse Johannes Fritz, diretor do St. Gallen Endowment, à BBC News Brasil.

Segundo os dados do GTA, caso as tarifas propostas pela USTR se concretizem, o Brasil seria o segundo país que mais sofreu aumento de tarifas no segundo mandato de Trump — um aumento médio previsto de 18%.

Os dados do GTA consideram apenas as tarifas efetivas — ou seja, as que realmente são cobradas em cima dos produtos — e não as tarifas nominais — que são as explícitas na legislação e anunciadas pelo governo.

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O que justifica o Brasil ser tão visado pelo segundo mandato do governo Trump, já que é apenas o 17º maior parceiro comercial dos EUA?

"Isso seria uma tentativa de ler os sinais que vêm de Washington. O que parece plausível é que tenha um componente de alianças pessoais ou, pelo menos, políticas, já que Bolsonaro foi citado explicitamente", diz Fritz.

No ano passado, quando os EUA anunciaram a imposição da taxa de 50% às exportações brasileiras, Trump citou seu descontentamento com o fato de o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ter se tornado réu por tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro acabou condenado em setembro do ano passado e está atualmente cumprindo pena de 27 anos, em prisão domiciliar.

Mas o diretor do centro de estudos na Suíça afirma também que o Brasil pode estar sendo alvo do governo americano por suas políticas tecnológicas. Segundo ele, o Brasil está entre as economias que se arriscaram a confrontar as empresas de tecnologia dos EUA, ao lado da União Europeia e da Austrália.

"Há preocupações também com o aspecto da política tecnológica, em que o Brasil se expôs no passado com decisões judiciais contra plataformas no que diz respeito à proteção de conteúdo, por exemplo", diz Fritz.

Entre os exemplos, está a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de tirar do ar a plataforma de compartilhamento de vídeos Rumble em fevereiro de 2025 e o bloqueio do X em setembro de 2024.

Para Rodrigo Zeidan, professor da New York University Shanghai, na China, e da Fundação Dom Cabral, as tarifas que serão anunciadas pelos EUA provavelmente abrirão caminho para novas negociações entre os governos.

"Esse é o padrão [da Casa Branca]. Se é que tem um padrão, né? O anúncio da tarifa é uma forma de trazer o parceiro comercial para a mesa e impor o que quer que seja do que realmente implementar loucamente [as tarifas anunciadas]", disse Zeidan à BBC News Brasil.

Para ele, no entanto, essas negociações não terão necessariamente uma lógica estritamente econômica e comercial.

"Todo o argumento americano para justificar as tarifas com outros países é que os EUA têm déficit comercial. Mas, com o Brasil, os EUA exportam o dobro do que os brasileiros exportam para eles. Então esse argumento nem faz sentido nesse caso."

"Claramente os EUA não estão movidos pela lógica econômica. Estão movido pela lógica nacionalista e política."

Em julho do ano passado, o governo dos Estados Unidos abriu uma investigação comercial contra o Brasil com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, um instrumento legal que permite a Washington apurar práticas estrangeiras consideradas injustas ou discriminatórias contra empresas e produtos americanos.

O procedimento, conduzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), pode resultar em medidas de retaliação, como a imposição de tarifas adicionais sobre exportações brasileiras.

Uma das consequências dessa investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio é que os EUA podem tomar medidas punitivas, como imposição de tarifas ou restrições de importação.

No caso brasileiro, o documento do USTR propõe que "a ação adequada incluiria a aplicação de tarifas de 25% sobre todos os produtos brasileiros", mas com diversas exceções que são listadas em um anexo.

O governo americano concluiu que certas práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem o comércio dos EUA".

"O Brasil tem prejudicado injustamente as empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix", afirma o documento.

O governo americano acusa o Banco Central brasileiro de exercer papel duplo no Pix — "como regulador e proprietário/operador" — criando um "conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas".

Comércio digital e serviços de pagamento eletrônico: segundo o governo americano, "tribunais brasileiros emitiram decisões sigilosas determinando que empresas americanas de redes sociais removam determinados conteúdos políticos e suspendam perfis de residentes nos Estados Unidos — em alguns casos, com alcance global —, além de proibirem as plataformas de informar os usuários sobre essas ordens". O documento fala em imposição de multas elevadas, restrições ao acesso a ativos, contas e sistemas de pagamento no Brasil e, em pelo menos um caso, o bloqueio total de um site.Tarifas preferenciais consideradas injustas: "por meio de acordos comerciais preferenciais de escopo limitado com México e Índia — que abrangem setores nos quais esses países são produtores avançados e competitivos globalmente —, o Brasil concede tarifas mais baixas e tratamento preferencial a centenas de produtos mexicanos e indianos em diversos setores".Combate à corrupção: "o Brasil não adota medidas de fiscalização suficientes para enfrentar práticas de suborno e corrupção".Proteção à propriedade intelectual: "o Brasil não reforça adequadamente a aplicação de suas leis penais e normas aduaneiras para combater produtos falsificados"; "não resolve a demora excessiva na análise de pedidos de patentes, especialmente no setor biofarmacêutico"; e "não mantém ações consistentes e contínuas contra a pirataria".Acesso ao mercado de etanol: em 2017, "o Brasil interrompeu abruptamente o tratamento tarifário anteriormente equilibrado para o etanol e, desde então, não passou a oferecer reciprocidade às exportações americanas".Desmatamento ilegal: apesar de contar com um arcabouço legal para combater o desmatamento ilegal, "o Brasil historicamente não consegue aplicá-lo de forma eficaz, e a prática persiste".

Analistas afirmam que o governo Trump vem usando investigações da seção 301 como alternativa a outra proposta de tarifaço que foi derrubada pela Suprema Corte do país.

Em fevereiro, o tribunal decidiu que Trump extrapolou sua autoridade ao usar uma lei diferente — a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) de 1977 – para impor tarifas abrangentes a parceiros comerciais dos EUA, incluindo o Brasil.

A legislação usada agora — a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 — resistiria a contestações judiciais, na avaliação de especialistas.

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Decisão do Conselho de Política Energética abre caminho para suspensão da dívida de Angra 3

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 12:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,074-1,13%Dólar TurismoR$ 5,278-1,12%Euro ComercialR$ 5,801-0,69%Euro TurismoR$ 6,050-0,66%B3Ibovespa176.454 pts0,41%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-1,13%Dólar TurismoR$ 5,278-1,12%Euro ComercialR$ 5,801-0,69%Euro TurismoR$ 6,050-0,66%B3Ibovespa176.454 pts0,41%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-1,13%Dólar TurismoR$ 5,278-1,12%Euro ComercialR$ 5,801-0,69%Euro TurismoR$ 6,050-0,66%B3Ibovespa176.454 pts0,41%Oferecido por

O CNPE reconheceu nesta terça-feira (14) interesse público no pedido da Eletronuclear para suspender temporariamente a dívida da construção de Angra 3.

A decisão dá respaldo institucional para a estatal negociar com BNDES e Caixa, que avaliarão o pedido sob suas próprias regras.

A Eletronuclear busca suspender a cobrança de quase R$ 7 bilhões em dívidas até que o CNPE defina o futuro da usina.

O serviço da dívida soma R$ 800 milhões em 2026. Os gastos totais com Angra 3 passam de R$ 1 bilhão anual.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) reconheceu nesta terça-feira (14) "interesse público" no pedido da Eletronuclear para obter uma suspensão temporária do pagamento da dívida relacionada à construção da Usina Termonuclear de Angra 3.

A medida, conhecida no mercado como "stand still", abre caminho para que a estatal negocie um alívio temporário no fluxo de caixa com os bancos credores.

Assim, a resolução aprovada pelo CNPE autoriza a Eletronuclear a apresentar o pedido ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à Caixa Econômica Federal (CEF), que poderão analisar a viabilidade de uma eventual suspensão temporária dos pagamentos da dívida referente ao empreendimento.

Na prática, a decisão dá respaldo institucional para que a estatal formalize a solicitação às instituições financeiras. Caberá ao BNDES e à Caixa avaliar o pedido de acordo com seus normativos internos, a legislação aplicável às operações de crédito e as regras para constituição de garantias.

A resolução, contudo, não altera os contratos de financiamento em vigor, nem determina a suspensão dos pagamentos ou impõe qualquer obrigação às instituições financeiras. A eventual concessão do chamado "stand still" dependerá da análise técnica e da decisão de cada banco.

Como o g1 vem mostrando desde dezembro do ano passado, a estatal quer que os bancos públicos suspendam temporariamente a cobrança de quase R$ 7 bilhões em dívidas relacionadas ao empreendimento, até que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) defina o futuro da usina.

Em fevereiro deste ano, Alexandre Caporal, à época presidente interino da estatal, afirmou que a Eletronuclear corre o risco de virar os Correios se não houver uma negociação da dívida, em referência à crise econômico-financeira da empresa da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) .

A suspensão dos pagamentos, afirmou Caporal, é considerada essencial para garantir a sustentabilidade financeira da estatal.

A medida, já concedida por seis meses em 2024, daria fôlego à estatal até que o CNPE defina o destino de Angra 3, cujas obras estão paralisadas há cerca de dez anos.

De acordo com Caporal, o serviço da dívida soma R$ 800 milhões em 2026. Quando somados aos custos de manutenção da usina, os gastos totais com Angra 3 ultrapassam R$ 1 bilhão por ano.

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Mesmo com 81,6% das famílias endividadas, CNC indica sinais de melhora no perfil das dívidas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 12:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,074-1,13%Dólar TurismoR$ 5,278-1,12%Euro ComercialR$ 5,801-0,69%Euro TurismoR$ 6,050-0,66%B3Ibovespa176.454 pts0,41%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-1,13%Dólar TurismoR$ 5,278-1,12%Euro ComercialR$ 5,801-0,69%Euro TurismoR$ 6,050-0,66%B3Ibovespa176.454 pts0,41%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-1,13%Dólar TurismoR$ 5,278-1,12%Euro ComercialR$ 5,801-0,69%Euro TurismoR$ 6,050-0,66%B3Ibovespa176.454 pts0,41%Oferecido por

Mais de oito em cada dez famílias brasileiras continuavam endividadas em junho, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta terça-feira (14) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Ao todo, 81,6% das famílias disseram ter algum tipo de dívida, como cartão de crédito, financiamento, empréstimo pessoal, cheque especial ou carnê de loja. O percentual repetiu o registrado em maio e interrompeu a sequência de altas observada nos meses anteriores.

O cenário também ficou estável entre as famílias com contas em atraso. Em junho, 29,9% dos entrevistados afirmaram ter dívidas vencidas, o mesmo índice do mês anterior. Já a parcela dos consumidores que declarou não ter condições de quitar esses débitos recuou levemente, de 12,3% para 12,2%.

Apesar da estabilidade dos principais indicadores, a CNC avalia que houve uma melhora na composição do endividamento.

A entidade destaca o aumento da participação de famílias que se consideram pouco endividadas, a manutenção do comprometimento da renda em níveis estáveis e a redução do tempo médio de atraso no pagamento das dívidas.

Entre maio e junho, o percentual de famílias que se classificou como pouco endividada passou de 33,3% para 34,2%. No mesmo período, a fatia das que se consideram muito endividadas subiu de forma mais moderada, de 17% para 17,2%.

A própria CNC ressalta, porém, que essa avaliação tem caráter subjetivo e reflete a percepção de cada consumidor sobre sua situação financeira. Em outras palavras, sentir-se muito endividado não significa, necessariamente, estar em uma situação de superendividamento.

Outro sinal considerado positivo foi a redução do tempo médio de atraso das dívidas, que caiu para 64,8 dias. Além disso, 48,9% das famílias inadimplentes disseram estar com contas vencidas há mais de 90 dias, o menor percentual registrado neste ano.

O comprometimento médio da renda com o pagamento de dívidas permaneceu em 29,3%. Já a parcela de famílias com financiamentos ou empréstimos contratados por prazo superior a um ano continuou em 33,3%.

Para a CNC, prazos mais longos ajudam a reduzir o valor das parcelas mensais e dão mais fôlego ao orçamento das famílias.

Entre as famílias que recebem até três salários-mínimos, 84,7% possuem algum tipo de dívida — o maior percentual entre todos os grupos pesquisados. Nessa faixa, 38,3% têm contas em atraso e 17,6% afirmam que não conseguirão quitar esses débitos.

Já entre as famílias com renda superior a dez salários-mínimos, 71,4% disseram estar endividadas. Nesse grupo, a inadimplência ficou em 15,4% e apenas 5% declararam não ter condições de pagar as contas vencidas.

Na comparação entre maio e junho, o maior avanço do endividamento ocorreu entre as famílias com renda de três a cinco salários-mínimos, cujo percentual passou de 83,1% para 83,7%. Em sentido oposto, entre aquelas com renda de cinco a dez salários-mínimos, o indicador recuou de 79,6% para 78,3%.

Segundo a CNC, movimento semelhante foi observado na inadimplência: a faixa de renda que registrou maior aumento no endividamento também apresentou crescimento das contas em atraso, enquanto o grupo que reduziu o uso do crédito registrou queda na inadimplência.

Na avaliação da CNC, a melhora observada em alguns indicadores pode estar relacionada aos primeiros meses de funcionamento do Desenrola 2.0, programa federal de renegociação de dívidas lançado em maio.

A entidade também atribui esse desempenho ao avanço da renda média das famílias e ao maior controle da inflação, fatores que ajudam a preservar a capacidade de pagamento dos consumidores.

Ainda assim, a confederação projeta que tanto o percentual de famílias endividadas quanto o de consumidores com contas em atraso deve voltar a crescer nos próximos meses. Por isso, avalia que, apesar dos sinais de melhora, o cenário ainda requer cautela.

Decon realiza mutirão de negociação de dívidas e outros serviços no Bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza. — Foto: Pexels/reprodução

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Trump diz ter desistido de cobrar pedágio de 20% a embarcações no Estreito de Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 12:47

Mundo Trump diz ter desistido de cobrar pedágio de 20% a embarcações no Estreito de Ormuz Presidente norte-americano havia anunciado na segunda-feira (13) que os EUA passariam a controlar o estreito e cobrariam uma taxa de 20% sobre produtos de navios. Nesta terça, ele disse que vai substituir a cobrança por acordos comerciais com países do Golfo Pérsico. Por Redação g1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (14) que desistiu de cobrar uma taxa de 20% sobre produtos de navios que circulem pelo Estreito de Ormuz, como havia anunciado na segunda-feira (13).

Trump afirmou que vai "substituir" a cobrança da taxa por acordos comerciais e de investimento com "vários países do Golfo" Pérsico.

➡️ Na segunda-feira (13), diante da nova troca de ataques com o Irã, Trump anunciou que os EUA "tomariam o controle" do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas navais do petróleo e gás consumidos no mundo e que fica na costa do Irã. Ele não explicou como controlaria o canal, mas disse que imporia uma taxa de 20% sobre o preço de produtos transportados por navios que cruzem o canal.

"Com base em conversas altamente produtivas com líderes do Oriente Médio, decidi substituir a taxa de reembolso de 20% devida aos Estados Unidos por acordos comerciais e de investimento que vários Estados do Golfo realizarão nos EUA", anunciou Donald Trump em sua rede social Truth Social.

Trump não especificou quais países do Golfo Pérsico se comprometaram com o acordo, mas disse que os governos fariam investimentos "gigantescos" dentro dos Estados Unidos que compensariam o pedágio que o presidente norte-americano queria impor em Ormuz.

Apesar de desistir da taxa, o presidente norte-americano disse que o plano dos EUA de retomar o bloqueio naval no Estreito de Ormuz — previsto para iniciar nesta terça-feira — segue de pé. O bloqueio, disse Trump, será feito apenas para embarcações do Irã e ao longo de toda a costa iraniana.

👉 O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico (veja no mapa abaixo).

Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área. O memorando de paz assinado por EUA e Irã — e agora deixado de lado — previa que a via marítima fosse reaberta, sem qualquer cobrança durante 60 dias. Nesse período, Irã, Omã e países do Golfo deveriam negociar a futura administração da via.

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‘Dinheiro esquecido’: Banco Central atualiza balanço e diz que R$ 6,2 bilhões podem ser resgatados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 11:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,072-1,18%Dólar TurismoR$ 5,303-0,66%Euro ComercialR$ 5,806-0,64%Euro TurismoR$ 6,070-0,34%B3Ibovespa176.487 pts0,43%MoedasDólar ComercialR$ 5,072-1,18%Dólar TurismoR$ 5,303-0,66%Euro ComercialR$ 5,806-0,64%Euro TurismoR$ 6,070-0,34%B3Ibovespa176.487 pts0,43%MoedasDólar ComercialR$ 5,072-1,18%Dólar TurismoR$ 5,303-0,66%Euro ComercialR$ 5,806-0,64%Euro TurismoR$ 6,070-0,34%B3Ibovespa176.487 pts0,43%Oferecido por

O Banco Central (BC) atualizou os dados e informou nesta terça-feira (14) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 6,241 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes.

R$ 4.437.422.917,99 são recursos de 24.080.039 milhões de pessoas físicas;R$ 1.804.196.767,06 bilhões são valores de 2.274.851 milhões de empresas.

Em março, segundo o Banco Central, havia R$ 10,6 bilhões de valores esquecidos nas instituições financeiras. Parte do montante foi transferida para um fundo público para viabilizar o Desenrola 2.0.

O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições.

No começo de maio, o governo anunciou o uso, de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões, dos recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0 – novo programa de renegociação de dívidas.

No fim de maio, parte do dinheiro, cerca de R$ 5,7 bilhões, foi encaminhada para um fundo público, o Fundo de Garantia de Operações (FGO), para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, parte do dinheiro desse fundo vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.

"Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate [pelos correntistas]", informou o governo à época.

Como informou o g1 em junho, o caso entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). Técnicos do tribunal apuram o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público.

Por não passar pelo orçamento da União, os recursos não estão dentro dos limites de gastos que têm de ser obedecido. Pelas regras, os gastos não podem crescer mais de 2,5% ao ano (acima da inflação).

Se fosse incluído formalmente no orçamento, e consequentemente no limite de gastos, o governo teria de bloquear igual montante em outras despesas livres (discricionárias), aumentando as dificuldades em um ano eleitoral.

No mês passado, o governo informou que, justamente para obedecer ao limite de despesas existente, R$ 23,7 bilhões do orçamento dos ministérios já foram bloqueados neste ano.

A limitação de recursos já está afetando áreas importantes, como atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população, como as agências reguladoras.

O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br.

🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução.

📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação.

💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade.

Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos.

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Ex-funcionários acusam Meta de usar IA para escolher trabalhadores com problemas de saúde em demissões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 11:47

Tecnologia Ex-funcionários acusam Meta de usar IA para escolher trabalhadores com problemas de saúde em demissões Processo ocorre após a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp demitir cerca de 8 mil funcionários em reestruturação para aumentar investimentos em inteligência artificial. Por Redação g1 — São Paulo

Vinte e seis ex-funcionários processaram a Meta na Califórnia. Eles acusam a empresa de usar inteligência artificial para demitir trabalhadores com deficiência ou de licença médica.

A ação judicial foi protocolada nesta segunda-feira (13) em Oakland. O grupo acusa a empresa de violar leis de proteção à saúde e contra discriminação.

O processo aponta que a Meta usou critérios de produtividade prejudiciais. A ferramenta teria selecionado desproporcionalmente trabalhadores grávidas ou que precisaram faltar por problemas de saúde.

Os cortes ocorreram em maio e atingiram cerca de 8.000 funcionários. A reestruturação visa concentrar recursos da companhia no desenvolvimento de inteligência artificial.

A Meta planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026. O foco do montante é a ampliação de sua capacidade tecnológica em IA.

Vinte e seis ex-funcionários da Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, entraram com uma ação judicial contra a empresa, acusando a companhia de usar um sistema de inteligência artificial que teria prejudicado trabalhadores com deficiência ou que haviam tirado licença médica durante um processo de demissões em massa.

Segundo o processo, obtido pela Reuters, a ferramenta de inteligência artificial teria selecionado de forma desproporcional funcionários nessas condições para serem demitidos.

A ação foi apresentada na segunda-feira (13) em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Os ex-funcionários afirmam que a Meta teria usado critérios como produtividade e uso de ferramentas de inteligência artificial para decidir quais trabalhadores seriam afetados pelos cortes.

Segundo a acusação, esses critérios teriam prejudicado pessoas que precisaram faltar ao trabalho por causa de problemas de saúde.

Os 26 ex-funcionários, que entraram com o processo de forma anônima, afirmam que a Meta violou leis federais e estaduais que proíbem discriminação ou retaliação contra trabalhadores com deficiência, que tiram licença médica ou que estão grávidas.

Os autores da ação vivem em seis estados americanos, incluindo Califórnia e Nova York, além do Distrito de Columbia.

A Meta afirmou que as acusações não têm fundamento. “As decisões sobre gestão de funcionários e organização da empresa foram e continuam sendo tomadas por pessoas, não por inteligência artificial”, disse um porta-voz da companhia à Reuters esta terça-feira (14).

As acusações surgem após uma rodada de cortes realizada pela empresa em maio, quando a Meta começou a demitir cerca de 8 mil funcionários como parte de uma reestruturação para concentrar recursos no desenvolvimento de inteligência artificial.

Segundo a Bloomberg, os desligamentos representaram cerca de 10% da força de trabalho da companhia, que tinha aproximadamente 78,9 mil funcionários no fim de 2025.

As notificações começaram a ser enviadas primeiro a trabalhadores da Ásia e depois aos funcionários dos Estados Unidos.

Antes dos cortes, a empresa já havia informado que cerca de 7 mil funcionários seriam realocados para áreas ligadas à inteligência artificial. Segundo relatos de funcionários, as mudanças não eram opcionais e aumentaram a tensão interna.

Em comunicado aos funcionários, a diretora de recursos humanos da Meta, Janelle Gale, afirmou que a decisão fazia parte dos esforços para tornar a empresa mais eficiente e compensar os altos investimentos na área de inteligência artificial.

A Meta tem ampliado os investimentos em infraestrutura para inteligência artificial, incluindo compra de chips e construção de centros de dados.

A companhia planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026 (cerca de R$ 570 bilhões a R$ 670 bilhões), principalmente para ampliar sua capacidade de desenvolver tecnologias de IA.

No fim de fevereiro, a empresa também anunciou um acordo com a fabricante de chips AMD para comprar milhões de processadores, em um contrato avaliado em pelo menos US$ 60 bilhões.

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Conselho aprova aumento de etanol na gasolina de 30% para 32%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 10:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,074-1,13%Dólar TurismoR$ 5,300-0,7%Euro ComercialR$ 5,811-0,53%Euro TurismoR$ 6,071-0,31%B3Ibovespa176.334 pts0,34%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-1,13%Dólar TurismoR$ 5,300-0,7%Euro ComercialR$ 5,811-0,53%Euro TurismoR$ 6,071-0,31%B3Ibovespa176.334 pts0,34%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-1,13%Dólar TurismoR$ 5,300-0,7%Euro ComercialR$ 5,811-0,53%Euro TurismoR$ 6,071-0,31%B3Ibovespa176.334 pts0,34%Oferecido por

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta terça-feira (14) a elevação do percentual de etanol anidro na gasolina para 32%.

⛽ O etanol do tipo anidro passa por um processo de desidratação na usina. Mesmo assim, ele tem a capacidade de absorver água do ambiente e pode levá-la para o interior do motor, segundo técnicos ouvidos pelo g1 (entenda mais abaixo).

"Nesse contexto, a utilização de uma maior parcela de etanol produzido no país busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e possibilitar a maior presença desse biocombustível na matriz energética brasileira", justificou o conselho, em nota.

"No percurso dos testes, foram analisados aspectos como desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo de combustível e emissões, tanto em ambiente laboratorial quanto em condições reais de uso. De acordo com os resultados, a utilização do E32 apresentou comportamento equivalente ao observado com misturas de menor teor de etanol, sem impactos relevantes no funcionamento dos veículos, inclusive aqueles equipados com motores não flex", complementou nota do colegiado, formado por ministros e sociedade civil.

LEIA MAIS: Governo deve aumentar etanol na gasolina para 32%; veja quais carros podem sentir os efeitos

Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. — Foto: Alain Jocard/AFP

Como mostrou o g1, engenheiros afirmam que veículos mais antigos ou sem calibração específica podem sofrer aumento de consumo, corrosão e desgaste de componentes.

Segundo os técnicos ouvidos pela reportagem, um dos principais desafios é a compatibilidade dos materiais, especialmente em veículos importados ou mais antigos, projetados para rodar apenas com gasolina e desenvolvidos para teores menores de etanol.

O etanol anidro passa pode absorver água do ambiente e pode levá-la para o interior do motor. A presença de água pode afetar componentes metálicos do motor que não foram projetados para essa condição.

Além disso, a combinação de etanol e água aumenta a condutividade elétrica, favorecendo a corrosão eletroquímica.

Todos os componentes que entram em contato direto com o combustível precisam estar preparados para essa nova concentração de etanol.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a adoção do E32 pode reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina.

Na avaliação da pasta, esse volume seria suficiente para tornar o Brasil autossuficiente no abastecimento do combustível.

A proposta integra a política do Combustível do Futuro, marco regulatório criado para ampliar o uso de combustíveis renováveis e reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor de transportes.

Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o aumento da mistura representa uma continuidade da política brasileira de incentivo aos biocombustíveis.

"A medida foi construída no âmbito do programa Combustível do Futuro, com base em estudos técnicos, e reforça o uso de um combustível renovável produzido no Brasil, contribuindo para a segurança energética, a descarbonização e a redução da dependência de importações de gasolina", afirmou a entidade ao g1.

A Unica estima que a mudança elevará em cerca de 1 bilhão de litros por ano a demanda por etanol anidro em comparação com a mistura atual de 30%.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tem defendido que a adoção do E32 é respaldada por estudos técnicos que comprovam a segurança da nova mistura para a frota brasileira.

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Warren Buffett deixa de doar para fundação de Bill Gates após revelações sobre ligação com Jeffrey Epstein

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 10:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,074-1,13%Dólar TurismoR$ 5,300-0,7%Euro ComercialR$ 5,811-0,53%Euro TurismoR$ 6,071-0,31%B3Ibovespa176.334 pts0,34%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-1,13%Dólar TurismoR$ 5,300-0,7%Euro ComercialR$ 5,811-0,53%Euro TurismoR$ 6,071-0,31%B3Ibovespa176.334 pts0,34%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-1,13%Dólar TurismoR$ 5,300-0,7%Euro ComercialR$ 5,811-0,53%Euro TurismoR$ 6,071-0,31%B3Ibovespa176.334 pts0,34%Oferecido por

Warren Buffett anunciou nesta terça-feira (14) que deixou de doar para a Fundação Bill e Melinda Gates. A decisão ocorreu após revelações sobre a relação de Gates com Jeffrey Epstein.

O investidor doará cerca de US$ 6 bilhões em ações da Berkshire Hathaway para 4 instituições de caridade de seus filhos. Desde 2006, Buffett destinava ações à Fundação Gates.

A reputação de Bill Gates sofreu impactos após o Departamento de Justiça dos EUA divulgar fotos dele com Epstein. E-mails também mostraram contatos entre funcionários da fundação e o empresário.

Gates afirmou ao Congresso que se arrepende da relação com Epstein e negou ter presenciado crimes. Aos 95 anos, Buffett já doou mais da metade de suas ações desde 2006.

As 4 fundações beneficiadas nesta nova doação de Buffett atuam em áreas como saúde reprodutiva, educação infantil, combate à fome e apoio a mulheres vulneráveis.

O investidor americano Warren Buffett anunciou nesta terça-feira (14) que deixou de fazer doações para a Fundação Bill & Melinda Gates, após a divulgação de informações sobre a relação do cofundador da Microsoft, Bill Gates, com o empresário Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.

Buffett informou que vai doar cerca de US$ 6 bilhões (aproximadamente R$ 30 bilhões) em ações da sua empresa, a Berkshire Hathaway, para quatro instituições de caridade administradas por seus filhos e sua filha.

Desde 2006, Buffett destinava parte de suas ações da Berkshire Hathaway à Fundação Gates. Ao longo desse período, a instituição recebeu mais de US$ 47 bilhões em ações da companhia.

Na declaração divulgada nesta terça-feira, Buffett não citou diretamente a fundação de Gates, mas afirmou que suas ações restantes serão doadas às quatro fundações familiares até 31 de dezembro de 2034.

“É claro que a mortalidade é imprevisível, mas minhas ações restantes serão doadas às quatro fundações de uma forma ou de outra até essa data”, disse Buffett.

Departamento de Justiça dos EUA divulgou foto sem data de Jeffrey Epstein com Bill Gates — Foto: Departamento de Justiça dos EUA

A reputação de Bill Gates foi prejudicada após a divulgação, pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, de documentos sobre Epstein em fevereiro.

Os arquivos incluíam fotos de Gates ao lado do empresário e de mulheres cujos rostos estavam ocultados. E-mails também mostraram comunicações entre Epstein e funcionários da fundação.

Em junho, Gates disse ao Congresso americano que “não compreendeu totalmente a extensão” dos crimes de Epstein quando manteve contato com o empresário, inclusive em reuniões sobre possíveis projetos de filantropia.

Gates, de 70 anos, não foi acusado de nenhum crime. Ele afirmou diversas vezes que se arrepende de ter tido qualquer relação com Epstein, negou ter passado tempo com vítimas dos abusos sexuais cometidos por Epstein e disse que nunca presenciou nenhum comportamento criminoso do empresário.

Aos 95 anos, Buffett já doou mais da metade das ações que possuía da Berkshire Hathaway desde que iniciou o processo de transferência de sua fortuna, em 2006.

Antes das novas doações, ele possuía cerca de 14% das ações da Berkshire e tinha uma fortuna estimada em US$ 147 bilhões, segundo a revista Forbes.

9 milhões de ações da Berkshire para a Fundação Susan Thompson Buffett;1 milhão de ações para cada uma das seguintes instituições: Fundação Howard G. Buffett, Fundação Sherwood e Fundação NoVo.

Ele afirmou que seu objetivo é que os valores das doações aumentem todos os anos e que os repasses para a Fundação Susan Thompson Buffett cresçam em um ritmo um pouco maior.

Susie Buffett lidera a Fundação Susan Thompson Buffett, que financia projetos relacionados à saúde reprodutiva. A instituição recebeu o nome da mãe dela, primeira esposa de Warren Buffett.

A Fundação Sherwood apoia organizações sem fins lucrativos de Nebraska e projetos de educação infantil. A Fundação Howard G. Buffett atua no combate à fome no mundo, no enfrentamento ao tráfico de pessoas e na redução de conflitos.

A Fundação NoVo desenvolve iniciativas voltadas para meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade e comunidades indígenas.

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Dólar abre em queda, com tensões no Estreito de Ormuz e alta do petróleo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%Oferecido por

O dólar opera em queda nesta terça-feira (14), com um recuo de 0,92% perto das 9h45, cotado a R$ 5,0842. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ As tensões no Estreito de Ormuz voltaram a pressionar os preços do petróleo no mercado internacional para cima. Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos vão retomar o bloqueio naval ao Irã a partir de hoje e que passarão a cobrar uma taxa de 20% sobre toda carga transportada pelo canal, que é rota de cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

As preocupações sobre o novo bloqueio do canal trazem mais um dia de alta para a commodity nesta terça-feira (13). Perto das 8h45, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 3,04%, cotado a US$ 85,83. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 1,75%, cotado a US$ 79,51 por barril.

▶️ Na agenda econômica, investidores avaliam novos dados da inflação ao consumidor nos EUA. Os dados são importantes para esclarecer ao mercado financeiro quais devem ser os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na condução dos juros. Segundo a XP, o choque no mercado de petróleo elevou as apostas para uma alta das taxas já neste mês.

A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, na véspera, um novo bloqueio naval no Estreito de Ormuz para impedir o tráfego de embarcações ligadas ao Irã. A expetativa é que a operação tenha início nesta terça-feira, às 17h.

A medida entra em vigor um dia após o presidente americano afirmar que pretende assumir o controle do canal — por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo — e volta a trazer preocupações sobre eventuais impactos na oferta da commodity no mercado internacional.

"Vamos manter o estreito e provavelmente vamos administrá-lo. Nos tornaremos os guardiões do estreito. Talvez possamos chamá-lo de anjo da guarda do estreito. E deveríamos ser reembolsados ​​por isso", disse Trump, afirmando, pouco tempo depois, que pretende cobrar 20% sobre toda carga transportada pela rota.

Nos últimos dias, EUA e Irã voltaram a trocar ataques, colocando em xeque o frágil acordo de paz firmado no dia 17 de junho, que formalizou um cessar-fogo mais duradouro e um caminho para um tratado definitivo.

Na Ásia, a maioria das bolsas fecharam em alta, após dados sólidos de exportações melhorarem o ânimo dos investidores. Papéis de energia também tiveram ganhos, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 2,15%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 1,36%.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,52%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,74% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 0,73%.

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Oncoclínicas entra com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 5,1 bilhões em dívidas

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 14/07/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%Oferecido por

A Oncoclínicas entrou com pedido de recuperação extrajudicial nesta terça-feira (14). O objetivo é renegociar 5,1 bilhões de reais em dívidas financeiras.

O plano de reestruturação já possui adesão de credores que representam 37% das dívidas. A empresa tem 90 dias para obter o apoio necessário para homologação.

A companhia informou que o atendimento aos pacientes e pagamentos do dia a dia não serão afetados. As unidades seguem funcionando normalmente em todo o país.

Como parte da reestruturação, a empresa rescindiu 2 contratos de aluguel de imóveis. Uma das multas de rescisão está estimada em 76 milhões de reais.

O pedido ocorreu após o fim das negociações com a Porto Seguro e o Fleury. A parceria visava criar uma nova empresa para reorganizar a estrutura financeira.

A Oncoclínicas (ONCO3), uma das maiores redes de tratamento contra o câncer do país, informou nesta terça-feira (14) que entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 5,1 bilhões em dívidas financeiras.

Segundo a empresa, o objetivo é criar um ambiente jurídico para negociar novas condições de pagamento com os credores, sem interromper as operações da companhia.

🔍 A recuperação extrajudicial é um mecanismo previsto em lei que permite a uma empresa renegociar dívidas com credores fora de um processo de recuperação judicial tradicional.

A Oncoclínicas informou que já conta com a adesão de credores que representam cerca de 37% das dívidas incluídas no plano, percentual suficiente para apresentar o pedido à Justiça.

Agora, a empresa terá até 90 dias para conseguir o apoio necessário para que o plano seja homologado e passe a valer para todos os credores envolvidos.

aporte de recursos pelos acionistas;conversão de parte da dívida em ações da empresa;troca de dívidas atuais por novos financiamentos;alongamento dos prazos de pagamento.

A empresa ressaltou que essas alternativas ainda serão negociadas e não necessariamente serão adotadas.

A Oncoclínicas afirmou que a recuperação extrajudicial não afeta o atendimento aos pacientes nem os pagamentos relacionados às operações do dia a dia, como fornecedores e parceiros considerados essenciais.

Como parte da reestruturação financeira, a empresa informou que rescindiu dois contratos de aluguel de imóveis.

Um deles é referente a um imóvel na Avenida Angélica, em São Paulo. A multa pela rescisão é estimada em R$ 76 milhões e foi incluída na renegociação das dívidas.

O outro contrato era para um hospital que seria construído em Goiânia. Nesse caso, o valor da multa ainda está sendo calculado.

O pedido de recuperação extrajudicial foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração da companhia e ainda será submetido aos acionistas em assembleia. A empresa afirmou que continuará informando o mercado sobre o andamento da reestruturação.

O pedido de recuperação extrajudicial marca mais uma etapa da tentativa da Oncoclínicas de reorganizar sua situação financeira após meses de dificuldades.

A medida taobém corre cerca de três meses depois do encerramento das negociações com a Porto Seguro e o Fleury para a criação de uma nova empresa de oncologia.

As tratativas começaram em março e previam a transferência de clínicas da Oncoclínicas para uma nova companhia, que receberia um investimento de cerca de R$ 500 milhões da Porto Seguro e do Fleury.

O projeto fazia parte da estratégia para reduzir o endividamento da empresa e facilitar a renegociação de seus passivos, inclusive com a possibilidade de converter parte das dívidas em participação na nova companhia.

No entanto, as negociações foram encerradas em abril sem um acordo. Com o fim das tratativas, a Oncoclínicas passou a buscar outras alternativas para reestruturar suas dívidas, até chegar ao pedido de recuperação extrajudicial anunciado nesta terça-feira.

Em relatório publicado em fevereiro deste ano, o Santander afirmou que a companhia já vinha adotando medidas para tentar recuperar sua saúde financeira, como aumento de capital, venda de ativos considerados não estratégicos e mudanças no conselho de administração e na diretoria.

Para o banco, a troca na diretoria financeira, anunciada no início do ano, faz parte desse processo e pode ajudar a aproximar a empresa de investidores e credores.

Já o Citi avalia que as dificuldades da Oncoclínicas podem abrir oportunidades para concorrentes do setor.

Segundo o banco, que divulgou um relatório na semana passada, empresas maiores, como a Rede D’Or, podem atrair pacientes caso parte dos atendimentos oncológicos deixe de ser realizada pela companhia.

O Citi também aponta possíveis impactos para as operadoras de planos de saúde. A análise considera que a Oncoclínicas tem uma estrutura de custos mais baixa na área de oncologia e que uma migração de pacientes para redes mais caras poderia elevar as despesas das operadoras e pressionar seus resultados.

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