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UE quer estabelecer acesso ‘progressivo e gradual’ de menores às redes sociais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 09:52

Tecnologia UE quer estabelecer acesso 'progressivo e gradual' de menores às redes sociais Relatório recomenda proibição para menores de 13 anos e uso progressivamente autônomo até os 18; Comissão Europeia deve apresentar projeto de lei após o verão europeu. Por France Presse

A União Europeia deseja estabelecer um acesso "progressivo e gradual" para crianças e adolescentes às plataformas digitais, a fim de protegê-los dos riscos, conforme recomendado por especialistas em um relatório publicado nesta segunda-feira (13).

O bloco analisa há meses a possibilidade de estabelecer uma "maioria digital" semelhante à adotada pela Austrália no ano passado.

"A infância é um período extraordinário e delicado para o desenvolvimento do cérebro (…). Devemos considerar o acesso progressivo e gradual de diferentes faixas etárias" às redes sociais e outras plataformas digitais que representam riscos para menores, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

"Não se trata de saber se as crianças podem acessar as redes sociais, mas sim se as redes sociais podem acessar nossas crianças e quando", declarou.

Para obter aconselhamento sobre o assunto, Von der Leyen incumbiu um painel de especialistas composto por médicos, acadêmicos, representantes da juventude e pais de elaborar um relatório, cujas recomendações foram apresentadas nesta segunda-feira.

Zero telas para bebês e crianças pequenas;Proibir o acesso de crianças menores de 13 anos a redes sociais e outros serviços digitais, incluindo assistentes de IA, exceto por períodos limitados sob supervisão dos pais ou em um ambiente educacional;"Uso progressivamente autônomo" das plataformas digitais para jovens de 13 a 18 anos, desde que possuam "recursos de segurança essenciais", como um sistema eficaz de verificação de idade e um design livre de funções viciantes;Os países da UE teriam liberdade para estabelecer proibições nacionais de acesso para além dos 13 anos;Aos 18 anos, os europeus atingiriam a "maioridade digital plena".

As plataformas "devem demonstrar que seus serviços não causam danos. Na Europa, quem desenvolve um produto é responsável por sua segurança", afirmou Von der Leyen.

"Todo o ecossistema que envolve as crianças precisa mudar. Mas não temos tempo a perder. As crianças e os adolescentes enfrentam graves riscos neste momento", disse Jorg Fegert, um dos copresidentes do painel, ao lado da presidente.

Nos últimos meses, a UE intensificou a pressão sobre as plataformas de redes sociais para que levem em consideração o bem-estar físico e mental de seus usuários.

Na sexta-feira, Bruxelas ordenou que o Facebook e o Instagram modificassem suas funções "viciantes", sob pena de multas pesadas, seguindo um alerta semelhante feito ao TikTok em fevereiro.

Um número crescente de Estados-membros da UE – França, Espanha, Grécia, Dinamarca, Áustria e Suécia – adotou ou considera adotar restrições ao acesso de crianças às redes sociais.

No entanto, a questão gera controvérsias dentro do bloco, com países que se opõem às proibições, como a Estônia, enquanto outros guardam silêncio.

Implementar tais medidas no bloco evitaria uma colcha de retalhos de regulamentações nacionais e seria mais fácil de aplicar nas plataformas, cuja regulamentação já é, em grande parte, da responsabilidade de Bruxelas em coordenação com os 27 Estados-membros.

Von der Leyen afirmou que a Comissão Europeia, o braço Executivo da UE, irá "examinar as propostas nacionais com muita atenção".

O bloco "integrará" esse trabalho, assegurou ela, e então desenvolverá sua própria proposta para "harmonizar a abordagem e encontrar uma solução comum".

A União Europeia já possui um arsenal reforçado para controlar as gigantes da tecnologia e proteger os usuários digitais, mas Bruxelas anunciou que prepara novas normas.

O chefe da proteção do consumidor da UE, o comissário Michael McGrath, prometeu que uma nova lei, prevista para o final deste ano, oferecerá às crianças maior proteção contra designs viciantes.

"Os mercados digitais são projetados para capturar a atenção e influenciar o comportamento. As novas normas ajudarão a garantir que os consumidores possam tomar decisões informadas e livres de manipulação", disse McGrath à AFP.

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Dólar abre em alta, com tensões entre EUA e Irã no foco

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 09:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (13) em alta, com um avanço de 0,21% perto das 9h, cotado a R$ 5,1198, conforme investidores seguiam atentos às tensões no Oriente Médio. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã fica no centro das atenções dos mercados financeiros. Após novos ataques entre os dois países, Teerã decidiu voltar a fechar o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

Com isso, os preços da commodity voltaram a subir nesta segunda-feira (13). Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 3,26%, cotado a US$ 78,49. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 3,32%, cotado a US$ 73,78 por barril.

▶️ As tentativas do governo brasileiro de negociar as tarifas impostas pelos EUA também seguem no radar. O prazo para a Casa Branca decidir se coloca em prática ou não a ofensiva tarifária, com taxas de 25% e 12,5% contra o Brasil, termina na quarta-feira (15).

Segundo apuração da repórter Isabella Calzolari, a expectativa da equipe de Lula é que as tarifas passem a valer, após o representante do comércio americano, Jamieson Greer afirmar que os dois países ainda estão distantes de um acordo.

▶️Na agenda econômica, investidores avaliam dados de vendas do varejo e o volume de serviços de maio, além da divulgação do IBC-Br, indicador mensal de atividade do Banco Central do Brasil.

O Irã bombardeou, nesta segunda-feira (13), bases militares dos Estados Unidos em Bahrei, Kuwait, Omã e na Jordânia, em retaliação a ataques norte-americanos contra alvos iranianos.

Além disso, o governo iraniano ameaçou abandonar o acordo de paz na guerra no Oriente Médio firmado com os EUA em junho caso Washington não mantenha seus compromissos para encerrar o conflito.

“Cada vez que a outra parte [EUA] deixou de cumprir suas obrigações, nós também não cumpriremos as nossas e continuaremos a agir dessa forma”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, sobre o mais recente episódio de hostilidades entre os dois países.

Os EUA afirmaram ter bombardeado alvos militares no Irã ao longo dos últimos dias. Apenas no sábado, foram mais de 100 localidades iranianas alvejadas.

Como resposta, o Irã afirmou ter fechado "por tempo indeterminado" o Estreito de Ormuz para navios comerciais e retaliou contra bases dos EUA no Oriente Médio. O Estreito é uma das principais rotas marítimas comerciais do petróleo.

O governo de Donald Trump contestou a alegação, e disse que a via marítima permanece aberta. O trânsito de embarcações na região, no entanto, permaneceu majoritariamente paralisado.

Os dois países voltaram a trocar ataques com maior frequência ao longo deste fim de semana, algo que viola o frágil acordo de paz firmado no dia 17 de junho, que formalizou um cessar-fogo mais duradouro e um caminho para um tratado definitivo.

O governo do Irã afirmou nesta segunda que segue o diálogo diplomático com os países mediadores do conflito —Catar, Paquistão e Omã— para "evitar uma escalada" que leve à retomada plena da guerra contra os EUA.

Na Ásia, as bolsas fecharam mistas, conforme investidores avaliavam as incertezas em relação às tensões no Oriente Médio.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 1,79%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, perdeu 2,06%.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,16%, enquanto o Nikkei, do Japão, recuou 1,92% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 8,95%.

Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP

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Mercado financeiro reduz para 5,16% estimativa média de inflação em 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 09:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%Oferecido por

O mercado financeiro reduziu sua estimativa média para a inflação em 2026, passando de 5,30% para 5,16%.

A expectativa faz parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Os economistas também mantiveram a projeção de 14% em relação à taxa básica de juros, a Selic (veja mais abaixo nessa reportagem).

➡️ Para 2026, a estimativa de inflação recuou de 5,30% para 5,16%;➡️ Para 2027, a expectativa avançou de 4,18% para 4,20%;➡️ Para 2028, a previsão se manteve em 3,70%;➡️ Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continua projetando queda dos juros.

A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026, porém, se manteve em 14% ao ano;Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas subiu para 10,50% ao ano.

Inflação de junho é a menor para o mês em 3 anos, mas ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado se manteve em 1,99%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar.

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Trump ganhou US$ 1,4 bilhão com criptomoedas e colocou parte do dinheiro em ações e títulos, diz agência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 08:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%Oferecido por

As declarações financeiras do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostram que, ao mesmo tempo em que ele e seus dois filhos mais velhos incentivavam investidores a aplicar dinheiro em projetos de criptomoedas — que acabaram gerando grandes perdas para muitos investidores de varejo —, os administradores de seu patrimônio direcionavam uma parcela significativa desses lucros para investimentos considerados mais seguros.

Trump recebeu mais de US$ 1,4 bilhão no ano passado por meio dos projetos de criptomoedas da família, incluindo a World Liberty Financial e a moeda meme de Trump, segundo sua mais recente declaração financeira apresentada ao Escritório de Ética Governamental dos Estados Unidos.

Uma análise da Reuters sobre os investimentos do presidente nos últimos dois anos mostra que suas carteiras de ações e títulos cresceram pelo menos quatro vezes com a entrada dos recursos provenientes das criptomoedas. No fim de 2025, Trump possuía entre US$ 703 milhões e US$ 2,6 bilhões em ativos financeiros tradicionais, ante um patrimônio entre US$ 225 milhões e US$ 608 milhões no fim de 2024.

Os documentos informam faixas de valores, e não montantes exatos, o que impede determinar com precisão quanto dos ganhos com criptomoedas foi destinado a investimentos de menor risco.

Embora Trump tenha mantido parte de seus lucros em ativos digitais, nove especialistas em criptomoedas ouvidos pela Reuters afirmaram que os documentos sugerem que o presidente republicano não utiliza as criptomoedas como principal reserva de patrimônio. Além do bitcoin e da World Liberty Financial, Trump também não declarou participação em duas empresas de criptomoedas de capital aberto apoiadas por seus filhos, Eric Trump e Donald Trump Jr.

"Embora o presidente promova os ativos digitais como o futuro das finanças e defenda que os Estados Unidos se tornem a capital mundial das criptomoedas, sua declaração patrimonial indica uma estratégia de lucrar rapidamente com esses ativos — por meio da venda da moeda meme e dos tokens da World Liberty — e depois transferir esses recursos para investimentos tradicionais, como ações e títulos", afirmou Timothy Massad, diretor do Projeto de Políticas para Ativos Digitais da Escola de Governo John F. Kennedy, da Universidade Harvard. Massad presidiu a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) durante o governo de Barack Obama.

Uma reportagem da Reuters publicada no mês passado mostrou que investidores de varejo nos quatro principais projetos de criptomoedas ligados a Trump acumulavam perdas de US$ 2,3 bilhões até abril.

Os documentos mostram que Trump ainda possui uma quantidade significativa de tokens da World Liberty Financial, empresa cofundada por ele e por seus filhos, ampliando sua exposição ao mercado de ativos digitais.

No fim de 2025, o presidente detinha 15,75 bilhões de tokens de governança da World Liberty, avaliados em mais de US$ 50 milhões. Os ativos foram recebidos como parte de sua participação na empresa. Como cofundador, Trump está sujeito a um período de carência mais longo antes de poder vender esses tokens.

As empresas responsáveis por administrar os interesses do presidente na World Liberty Financial e na moeda meme de Trump detinham entre seus ativos pelo menos US$ 160 milhões em bitcoin e ether, as duas maiores criptomoedas do mercado, além de até US$ 6 milhões em outros tokens no fim de 2025. No fim de 2024, Trump havia declarado possuir entre US$ 1 milhão e US$ 5 milhões em ether.

Em nota, um porta-voz da Organização Trump afirmou que a declaração financeira do presidente demonstra que a empresa "continua mantendo uma posição financeira sólida, apoiada por ativos valiosos de classe mundial, ampla liquidez e um balanço patrimonial conservador". O representante não explicou por que Trump direcionou parte dos lucros obtidos com criptomoedas para ações e títulos.

A Casa Branca informou à Reuters que os ativos do presidente estão em "contas totalmente discricionárias administradas por instituições financeiras independentes".

Já David Wachsman, porta-voz da World Liberty Financial, declarou que "a World Liberty foi construída com foco no longo prazo e acredita firmemente que o futuro dos serviços financeiros será estruturado sobre a tecnologia de ativos digitais".

Os filhos de Trump administram o fundo fiduciário responsável pelo patrimônio do presidente e têm sido alguns dos principais defensores públicos dos projetos de criptomoedas ligados à família.

Desde novembro de 2024, Eric Trump, que dirige a Organização Trump, afirmou repetidas vezes em entrevistas e conferências que o bitcoin é "o maior ativo dos tempos modernos" e que seu preço poderia alcançar US$ 1 milhão, ante cerca de US$ 64 mil na época de suas declarações.

Eric Trump também afirmou no ano passado que seu pai "acredita profundamente nos ativos digitais".

Nem Eric Trump nem Donald Trump Jr. responderam aos pedidos de comentário da Reuters sobre os investimentos do presidente.

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Petróleo sobe mais de 3% após escalada do conflito entre EUA e Irã e novo fechamento do Estreito de Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 08:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%Oferecido por

Os preços do petróleo subiam mais de 3% nesta segunda-feira (13), refletindo a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.

A alta foi impulsionada pela intensificação dos ataques entre os dois países no fim de semana e pela decisão de Teerã de voltar a fechar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. (confira a cobertura em tempo real)

Por volta das 7h47 (horário de Brasília), o petróleo Brent, referência internacional, avançava 3,1%, cotado a US$ 78,44 o barril. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 3,2%, para US$ 73,71.

O Estreito de Ormuz concentra cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. Qualquer interrupção na navegação pela região aumenta o risco de problemas no abastecimento global e costuma pressionar os preços da commodity.

A escalada das tensões também aumentou a aversão ao risco nos mercados financeiros. Investidores reduziram a exposição a ativos considerados mais arriscados e buscaram proteção em aplicações vistas como mais seguras, como o dólar.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única. O índice de Xangai caiu 2,06%, aos 3.913 pontos, atingindo o menor nível em três meses.

O CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,79%, aos 4.695 pontos. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,16%, aos 24.213 pontos.

Entre os demais mercados da região, o Nikkei, do Japão, caiu 1,92%, aos 67.242 pontos; o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 0,95%, aos 6.806 pontos; o Straits Times, de Cingapura, perdeu 0,11%, aos 5.463 pontos; o Taiex, de Taiwan, subiu 0,06%, aos 45.380 pontos; e o S&P/ASX 200, da Austrália, avançou 0,03%, aos 8.808 pontos.

No mercado de câmbio, o dólar ganhou força diante da busca por ativos considerados mais seguros. A libra esterlina caiu 0,1%, para US$ 1,339, enquanto o euro avançou 0,2% frente à moeda britânica, para 85,38 pence.

A reação do mercado ocorreu após uma nova troca de ataques entre os dois países. Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, forças iranianas atingiram bases militares americanas no Barein e no Kuweit, além de alvos na Jordânia e em Omã.

Em resposta, as Forças Armadas dos EUA disseram ter atacado sistemas de defesa aérea, radares, mísseis, drones e embarcações iranianas.

A escalada militar também colocou em dúvida um acordo provisório firmado entre Washington e Teerã no mês passado, que previa a reabertura do Estreito de Ormuz e uma redução das tensões após semanas de negociações.

Em entrevista à Reuters, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que considera o cessar-fogo encerrado, mas disse que ainda vê espaço para novas negociações.

Do lado iraniano, o presidente do Parlamento e principal negociador do país, Mohammad Baqer Qalibaf, adotou um tom duro. Em publicação na rede social X, afirmou que "a era dos acordos unilaterais acabou" e cobrou que os EUA cumpram os compromissos assumidos.

A guerra entre EUA, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro, ampliou a instabilidade no Oriente Médio e levou o Irã a atacar bases militares americanas em diferentes países da região. O conflito já deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Guarda Revolucionária afirmou que o tráfego normal de navios pelo Estreito de Ormuz só será restabelecido quando os EUA encerrarem as operações militares na região. O grupo também alertou que novos confrontos podem provocar impactos ainda maiores no mercado global de petróleo e gás.

O governo iraniano informou ainda que tenta negociar com Omã um mecanismo para administrar a passagem de embarcações pelo estreito, mas disse que as conversas têm sido dificultadas pela pressão americana.

A alta do petróleo aumenta a preocupação com uma possível elevação dos preços dos combustíveis e da inflação em diversos países, caso o conflito se prolongue e afete a oferta global da commodity.

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Países europeus e Japão doam US$ 1 bilhão para recuperação de Gaza

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 08:47

Mundo Países europeus e Japão doam US$ 1 bilhão para recuperação de Gaza A Comissão Europeia anunciou a "Iniciativa Equipe Gaza", em parceria com o Banco Mundial e o Banco Europeu de Investimento. Por Redação g1

A Comissão Europeia anunciou nesta segunda-feira (13) o lançamento de uma iniciativa com 15 parceiros para destinar 883,6 milhões de euros, o equivalente a US$ 1 bilhão, em ajuda à Faixa de Gaza.

De acordo com comunicado divulgado a imprensa, 12 países europeus e o Japão, além do Banco Mundial e o Banco Europeu de Investimento, fazem parte da "Iniciativa Equipe Gaza", lançada na reunião do Grupo de Doadores para a Palestina em Bruxelas.

O objetivo é apoiar projetos de recuperação inicial, tanto em andamento quanto planejados, para a população de Gaza.

Na quinta-feira (9) o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, assinou um decreto que convoca eleições legislativas para 28 de novembro.

O anúncio ocorreu três dias após o grupo terrorista Hamas anunciar sua saída do governo da Faixa de Gaza. Caso se concretizem, as eleições serão as primeiras do tipo em quase duas décadas.

"O decreto presidencial conclama o povo palestino em Jerusalém, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza a participar de eleições legislativas livres e diretas para escolher os membros do Conselho Legislativo Palestino na data estabelecida", informou a agência oficial de notícias Wafa, que cita o texto do decreto.

Palestino sentado no topo de escombros de uma casa atingida por um ataque israelense em Deir al-Balah, no centro de Gaza. — Foto: Mahmoud Issa / Reuters

Na segunda-feira (6), o Hamas anunciou a dissolução do órgão que governou a Faixa de Gaza, mantido pelo grupo por quase duas décadas, em uma coletiva de imprensa.

O chefe do governo ligado ao grupo, Mohammed al-Farra, renunciou ao cargo e a saída abriu caminho para que um comitê tecnocrático palestino implemente o governo civil no território.

🔎 A Faixa de Gaza tem sido administrada pelo grupo terrorista desde 2007, quando o Hamas assumiu o poder após confrontos com o Fatah, partido do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, sediado em Ramallah, na Cisjordânia ocupada.

De acordo com Ismail Thawabta, diretor-geral do escritório de mídia administrado pelo Hamas em Gaza, a medida foi tomada "para aliviar o sofrimento resultante da guerra em curso, o atraso na reconstrução, o cerco contínuo, o fechamento das passagens de fronteira e a recusa do Exército israelense em se retirar".

Em um comunicado separado, o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, disse que a medida visa eliminar pretextos para a interferência israelense e reafirmou o compromisso do grupo em transferir todas as responsabilidades de governança em Gaza.

Um acordo de cessar-fogo em Gaza entrou em vigor em 10 de outubro de 2025. A primeira fase dele permitiu a libertação dos últimos reféns israelenses mantidos pelo Hamas em troca de palestinos presos por Israel.

A segunda fase, no entanto, que prevê o desarmamento do Hamas e uma retirada progressiva das forças israelenses de Gaza, está há meses estagnada.

Israel reforçou sua presença no território e o governo israelense e o Hamas continuam, com frequência, a trocar acusações de violação da trégua.

Em meados de junho, facções palestinas reuniram-se com mediadores no Cairo e apresentaram sua proposta para a segunda fase do acordo de cessar-fogo em Gaza.

A proposta apresentada pelo Conselho de Paz liderado pelos EUA inclui mecanismos para o futuro de Gaza, incluindo reconstrução, desarmamento, retirada israelense e implantação de uma força internacional de paz.

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Volkswagen pode cortar mais 50 mil empregos e elevar total de demissões para 100 mil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 07:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%Oferecido por

A Volkswagen pode cortar cerca de 50 mil empregos adicionais para atingir metas de competitividade frente aos seus concorrentes. O anúncio foi feito pelo presidente-executivo Oliver Blume.

A medida sinaliza que a montadora alemã avalia eliminar até 100 mil postos de trabalho no total. Blume busca reestruturar a maior fabricante de automóveis da Europa.

O grupo busca reduzir custos operacionais, identificados como 20% superiores aos da concorrência. Anteriormente, a montadora vinha evitando comentar a projeção de 100 mil demissões.

Representantes dos trabalhadores barraram propostas de cortes e de fechar 4 fábricas na Alemanha. Blume afirmou preferir buscar alternativas inteligentes ao fechamento das unidades de produção.

A Volkswagen poderá precisar cortar cerca de 50 mil empregos adicionais para alcançar um nível de competitividade semelhante ao de seus concorrentes, afirmou o presidente-executivo da montadora, Oliver Blume, em um comunicado interno enviado aos funcionários.

A declaração confirma, pela primeira vez, que a empresa avalia eliminar até 100 mil postos de trabalho.

Blume tenta reestruturar a maior fabricante de automóveis da Europa, cujos lucros vêm sendo pressionados pelos bilhões de euros em custos com tarifas, pela forte concorrência no mercado chinês e pela necessidade de tornar sua rede de fábricas na Alemanha mais eficiente.

Após já ter acertado o corte de 50 mil vagas em todo o grupo, incluindo as subsidiárias Porsche e Audi, a companhia avalia novas medidas para reduzir despesas.

Segundo o comunicado, a Volkswagen identificou que seus custos são cerca de 20% maiores do que os de empresas concorrentes.

Na prática, isso significaria, em uma estimativa teórica, a necessidade de eliminar outros 50 mil empregos em todo o mundo.

"Estamos avaliando, em todas as marcas, empresas e regiões, quantos ajustes são realmente necessários e viáveis", afirmou Blume no documento.

Até então, a Volkswagen vinha evitando comentar as notícias de que estudava eliminar até 100 mil postos de trabalho.

O comunicado foi divulgado depois que representantes dos trabalhadores cobraram explicações da diretoria sobre o plano de reestruturação apresentado por Blume ao conselho de supervisão da empresa na quinta-feira.

Fontes com conhecimento do assunto disseram que os representantes dos funcionários no conselho barraram as propostas, que incluíam cortes de empregos e o possível fechamento de quatro fábricas.

Segundo Blume, a empresa ainda não conseguiu definir um uso economicamente viável para as unidades de Emden, Hanover, Zwickau e Neckarsulm na década de 2030.

O executivo afirmou, porém, que prefere buscar "soluções inteligentes" em vez de fechar fábricas.

Entre as alternativas já mencionadas estão o uso das instalações pela indústria de defesa ou a produção, na Europa, de modelos da Volkswagen desenvolvidos na China.

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EUA decidem na quarta sobre tarifaço ao Brasil; governo Lula aguarda ‘dimensão da decisão’ para calibrar reação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 07:46

Política EUA decidem na quarta sobre tarifaço ao Brasil; governo Lula aguarda 'dimensão da decisão' para calibrar reação Governo brasileiro acredita que EUA vão confirmar novas tarifas, mas podem aumentar lista de exceções. Para negociadores do Brasil, adiamento é pouco provável, a menos que seja por motivação política. Por Isabella Calzolari, g1 — Brasília

O governo brasileiro vai aguardar a dimensão da decisão dos Estados Unidos sobre aplicação de novas tarifas de 25% e 12,5% nas exportações de produtos brasileiros para calibrar a reação ao governo de Donald Trump.

Termina na quarta-feira (15) o prazo para a Casa Branca decidir se coloca em prática ou não a nova ofensiva contra o Brasil.

🔎Em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX.

🔎No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil. Em ambos os casos, uma longa lista de exceções foi apresentada para evitar uma alta de preços no mercado americano.

A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha como cenário mais provável a confirmação das novas tarifas.

A hipótese foi reforçada após a declaração recente do representante do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, de que os dois países ainda estão distantes de um acordo.

No entanto, negociadores brasileiros avaliam que, neste cenário, existe a possibilidade de o Departamento de Estado norte-americano incluir um anexo modificado na decisão sobre os 25%, aumentando a lista de exceções ao tarifaço, por exemplo.

Até mesmo empresas americanas que dependem de importações brasileiras passaram a pressionar Washington para retirar alguns produtos do Brasil da lista de sobretaxas.

O Ministério das Relações Exteriores mapeou 43 empresas e associações comerciais americanas que pedem que produtos brasileiros não sejam tarifados. Os pedidos foram apresentados sob o argumento de que não há substitutos produzidos no mercado doméstico para esses produtos.

Caso haja a confirmação da taxação, interlocutores do presidente Lula afirmam que a reação imediata do governo brasileiro deverá ser manifestar oficialmente "indignação" sobre a decisão da Casa Branca.

A declaração deve seguir a mesma linha de discursos públicos do petista e das respostas oficiais assinadas pelo Ministério das Relações Exteriores à investigação dos Estados Unidos — que, no caso dos 25%, afirmam que a taxação não se justifica porque "a estrutura tarifária aplicada pelo Brasil já é altamente favorável às exportações norte-americanas".

O governo brasileiro deve reforçar também o entendimento de classificar uma nova taxação ao país como "inaceitável".

As equipes técnicas e de alto nível do Brasil também devem se debruçar por alguns dias sobre a decisão para examinar a lista e avaliarem os próximos passos — desde avaliar se há margem para tentar seguir nas negociações ou até a possibilidade de acionar a Lei de Reciprocidade.

🔎A Lei de Reciprocidade foi aprovada no Congresso Nacional em abril do ano passado e regulamentada pelo presidente Lula três meses depois, uma semana após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A lei permite que o Estado possa retaliar países ou blocos que imponham barreiras contra o Brasil.

A diplomacia brasileira acredita que o presidente Lula não deve fazer nenhum movimento neste momento para tentar negociar diretamente com Donald Trump alguma outra saída.

O governo de Lula acredita ser pouco provável o adiamento do tarifaço ao Brasil. O entendimento entre interlocutores é que a política industrial americana é feita com base em tarifas e até agora os EUA não fizeram concessões a nenhum país.

Nas reuniões com os EUA, os norte-americanos sinalizaram também que o prazo para a conclusão da investigação em 15 de julho era “imexível”.

Caso os EUA mudem de ideia e decidam adiar, a avaliação é que a decisão deverá vir com uma justificativa — o que evitaria, inclusive, uma guerra de narrativas sobre o que levou à decisão.

O Brasil não chegou a pedir o adiamento da medida por entender que as tarifas não são justas, mas acredita que a prorrogação do prazo seria bem-vinda, ainda mais se motivada por questões econômicas ou pelo entendimento de que é necessário seguir com as negociações.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Reprodução

O pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, tem defendido o adiamento da medida. No início do mês, ele enviou uma manifestação ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sugerindo que a decisão sobre as taxas ficasse para depois das eleições.

Em audiência pública nos Estados Unidos na semana passada, Flávio Bolsonaro reforçou o pedido e disse que este momento é o "pior possível" para novas tarifas e que elas beneficiariam Lula.

Em caráter reservado, um auxiliar da diplomacia brasileira cita que a ala ideológica do governo norte-americano, formada por nomes como Marco Rubio, secretário de Estado, e Darren Beattie, assessor de Trump para políticas relacionadas ao Brasil, pode tentar interferir nas eleições do Brasil mesmo que custe a credibilidade do Departamento de Estado.

Um adiamento também pode vir como sinalização política para Flávio Bolsonaro, na busca de dar munição para o pré-candidato do PL usar em sua campanha.

Seria um gesto político do presidente Donald Trump a favor do senador do PL. Trump, que havia se aproximado de Lula, acabou fazendo acenos para Flávio Bolsonaro ao recebê-lo na Casa Branca em maio, dias depois de também receber Lula.

Há um ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na qual anunciou que o governo americano iria impor uma tarifa adicional aos produtos brasileiros vendidos no mercado do país.

Na carta, Trump saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e usou a expressão "caça às bruxas".

Na mesma carta, Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado americano. O documento marcou uma escalada nas tensões comerciais entre os dois países.

Um ano depois, o governo brasileiro tenta evitar que novas tarifas propostas pelos EUA entrem em vigor. Ao longo dos últimos 12 meses, algumas das tarifas foram revistas, outras mantidas e novas cobranças foram anunciadas pelo governo americano.

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Waze ganha IA para motoristas conversarem com o app, modo moto e novo controle de voz no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 06:47

Tecnologia Waze ganha IA para motoristas conversarem com o app, modo moto e novo controle de voz no Brasil Novo recurso permite relatar acidentes, buracos e outras ocorrências por voz. App também ganha navegação personalizada com IA e busca por destinos em linguagem natural. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Waze ganha IA para motoristas conversarem com o app, modo moto e novo controle de voz no Brasil. — Foto: Google

O app de navegação Waze anunciou nesta segunda-feira (13) uma série de novos recursos de inteligência artificial para o serviço no Brasil. Entre as novidades está uma ferramenta que permite conversar com o app em linguagem natural para enviar atualizações para o mapa.

A empresa também está lançando o "Modo moto", que exibe o tempo estimado do trajeto para quem viaja de motocicleta. O Google Maps já oferece essa função há mais tempo, e ela só agora chega ao Waze.

Outro lançamento é o modo "Menos falante", que permite reduzir a quantidade de interações por voz do Waze durante a navegação.

As novidades chegam em um momento em que várias empresas tentam incorporar IA aos seus serviços para melhorar a experiência dos usuários.

Só neste ano, o Google Maps ganhou um modo de conversação, a Siri (assistente virtual da Apple) ficou mais inteligente com a integração do Gemini, e a Alexa+, assistente da Amazon reformulada com IA generativa, também chegou ao Brasil.

Anunciado para alguns usuários em fase de testes em 2025, o "Waze Map Mate" enfim foi lançado para todos no Brasil. O recurso permite que motoristas relatem ocorrências, como acidentes, buracos, obras e congestionamentos, usando comandos de voz.

Será possível dizer frases como "O número desta casa mudou para [número]", "Tem uma lixeira no meio da rua Y" ou "Parece que tem carros parados à frente!".

Para usar a ferramenta, basta tocar no botão de alertas e descrever a situação naturalmente. O aplicativo usa o Gemini para interpretar o que foi dito e gerar a sugestão de atualização do mapa.

Segundo o Google, que é dono do Waze, as sugestões serão enviadas aos editores de mapas, que vão verificar as informações antes de atualizar o aplicativo. O recurso funciona em celulares Android e iPhone (iOS).

Em coletiva com a imprensa, executivos do Google disseram que os brasileiros gostam de personalizar o Waze com vozes temáticas, mas alguns usuários podem considerar que o aplicativo possa estar falando demais.

A partir de agora, o menu "Instruções por voz" passa a oferecer as opções "Normal", "Menos falante", "Apenas alertas" e "Desativado".

Segundo o Google, o modo "Menos falante" reduz a quantidade de instruções por voz e prioriza mensagens mais curtas. Ainda assim, o usuário continuará recebendo alertas considerados críticos, como avisos sobre perigos, conversões e mudanças de faixa.

Outra novidade é o Modo Moto, que passa a informar ao motociclista o tempo estimado de uma viagem feita de motocicleta. Segundo a empresa, o sistema usa IA para considerar restrições específicas para motos e informar sobre buracos, lombadas, fins de acostamento e pontes estreitas.

O Waze afirma que conta com uma equipe de editores que pilotam motocicletas para ajudar a manter as informações do recurso atualizadas. A função, que já estava disponível no Google Maps, chega agora ao Waze e pode ser usada em celulares Android e iPhone (iOS).

O Waze está ampliando o uso de inteligência artificial e, para isso, tem aproveitado a tecnologia do próprio Google para tentar melhorar a experiência no aplicativo. A empresa está levando mais uma vez o Gemini, rival do ChatGPT, ao Waze para ajudar os usuários a encontrar destinos.

Será possível fazer perguntas como "Encontre um estacionamento perto do meu destino", "Encontre um posto de gasolina próximo com os preços mais baixos" ou "Encontre uma cafeteria aberta agora". O aplicativo exibirá uma lista de recomendações e dará a opção de iniciar a navegação.

Outra novidade é a navegação personalizada, recurso que busca entender melhor as preferências do motorista. Segundo o Waze, se o usuário costuma preferir rodovias a ruas locais com mais semáforos, por exemplo, o aplicativo poderá destacar essa rota após o destino ser informado.

"Ele sugere rotas com base nas suas viagens anteriores e na análise dos padrões de trânsito locais", explicou a empresa. A função pode ser desativada a qualquer momento nas configurações.

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Vai comprar o Chevrolet Sonic? Veja 8 pontos que você precisa saber antes de fechar negócio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 04:50

Carros Vai comprar o Chevrolet Sonic? Veja 8 pontos que você precisa saber antes de fechar negócio O g1 reuniu as principais dúvidas sobre o novo SUV, como a correia banhada a óleo, preços promocionais, acessórios, custos, comportamento ao volante e diferenças em relação aos concorrentes. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

O modelo compartilha portas e vidros com o Onix e traz comportamento dinâmico que se assemelha ao de um hatch maior ao volante.

O Sonic vem equipado com uma nova correia banhada a óleo, mais resistente e com garantia de 15 anos contra o esfarelamento precoce.

Os preços no configurador do site variam de R$ 134.990 a R$ 140.990, valores diferentes dos anunciados na campanha promocional de lançamento.

A novidade do logotipo iluminado na grade dianteira é vendida como acessório opcional e exige o pagamento extra de R$ 800.

A Chevrolet já vendeu mais de 5 mil unidades do Sonic e, por isso, o g1 criou uma lista com detalhes importantes para quem considera comprar o SUV.

É preciso saber como cuidar da nova correia banhada a óleo, conhecer os preços dos acessórios, entender a política de preços promocionais da GM e como o Sonic se comporta ao volante.

O g1 foi o primeiro veículo de comunicação a testar o Chevrolet Sonic. Na ocasião foi possível perceber em primeira mão que o Sonic tem vários argumentos que fazem dele um SUV, mas que na prática as sensações são de um hatch maior.

O acerto da suspensão é justo e não tem a flutuação comum de carros com suspensão elevada. As imperfeições do solo podem ser percebidas pelo acerto firme, mas sem incomodar. A direção comunica bem e a frente do Sonic é ágil.

Repórter do g1 faz teste do Chevrolet Sonic em concessionária de São Paulo — Foto: Carlos Cereijo / g1

A posição de dirigir lembra a do Onix mais do que a do Tracker. O que pode ser um ponto positivo para quem quer comprar o primeiro SUV, mas não gosta da posição alta de dirigir nem do acerto desajeitado de um utilitário esportivo popular.

Por outro lado, o cliente que busca um carro com alma de SUV talvez fique decepcionado. Neste caso, é melhor já pular para alguma configuração do Tracker.

Uma estratégia adotada por quase todas as montadoras é compartilhar componentes que o consumidor não vê, como câmbio, motor, parte eletrônica e itens de segurança. Em geral, são peças que ficam escondidas sob a carroceria ou atrás dos revestimentos de plástico do automóvel.

Alguns fabricantes também compartilham partes da carroceria para ganhar escala e acelerar o processo de desenvolvimento de novos modelos. Com o Sonic, não é diferente. Portas e vidros, por exemplo, são os mesmos utilizados no Onix.

Essa prática também é adotada por outras montadoras. A Fiat Strada utiliza as portas e para-brisa do Mobi, enquanto o Volkswagen Nivus compartilha as portas com o Polo.

O desafio ao desenvolver um novo carro utilizando peças já existentes é fazer com que esses componentes sejam integrados de forma harmoniosa, sem transmitir a impressão de um projeto remendado.

No caso do Sonic, o resultado parece ter sido positivo, já que, à primeira vista, não é possível perceber rapidamente que essas peças são as mesmas usadas em um modelo bastante comum nas ruas brasileiras.

Quando o Sonic foi apresentado, a Chevrolet sempre o comparou ao Nivus, embora o posicionamento de preço tenha ficado mais próximo do Tera. O g1 já fez comparativo entre Chevrolet Sonic, Fiat Pulse e Volkswagen Tera.

Com 392 litros de capacidade, ele consegue oferecer um bom uso no dia a dia, mesmo custando menos que o Volkswagen Nivus.

Também é importante observar como as montadoras medem a capacidade do porta-malas. Algumas divulgam o volume em litros, considerando o compartimento totalmente preenchido com líquido. Aproveitando cada frestinha, por menor que seja. Método que não reflete o uso na vida real.

Metodologia VDA para medição de volume de porta-malas reflete melhor o uso real. — Foto: Divulgação / Skoda

🔎 Na prática, o método VDA é o mais representativo. Nesse sistema, pequenos blocos de espuma com volume de um litro são acomodados no porta-malas, o que permite medir de forma mais fiel a capacidade de uso do compartimento.

Por isso, ao comparar o volume do porta-malas entre diferentes modelos, vale prestar atenção ao método de medição utilizado. E, claro, nada substitui ver o carro pessoalmente para avaliar o espaço disponível no uso real.

O g1 já abordou esse tema no ano passado, quando o Onix recebeu uma atualização para tentar conter as reclamações de clientes que relatavam problemas com o componente. O curioso é que a Chevrolet nunca admitiu oficialmente a existência de um defeito, mas apresentou uma solução.

Segundo a Chevrolet, com o passar do tempo, ou em casos de manutenção inadequada (como falta de troca de óleo, uso de lubrificante fora da especificação, óleo falsificado), a parte traseira da correia, oposta à parte dos dentes, começava a se esfarelar.Isso acontecia porque o óleo criava um ambiente ácido e reagia com a correia, esfarelando-a.Esse material podia entupir dutos do motor, provocando falhas, acendimento da luz de injeção e outros problemas que levavam a reparos mais caros.

De acordo com a GM, esse desgaste era provocado pelo uso de óleo inadequado ou fora das especificações recomendadas. Para resolver a situação, a Chevrolet adotou algumas medidas.

A primeira foi trocar o fornecedor da correia. Segundo a montadora, o novo componente é mais resistente caso o óleo utilizado esteja fora da especificação.A segunda medida foi reforçar a orientação de que o motor deve utilizar exclusivamente óleo 0W20 com certificação Dexos.A terceira foi ampliar a garantia da correia para 15 anos. A Chevrolet também reforça que a correia banhada a óleo exige menos manutenção e, desde que todas as revisões sejam feitas corretamente, a substituição do componente só é necessária aos 240 mil quilômetros.

O Chevrolet Sonic utiliza a mesma tecnologia. Segundo a GM, o modelo já sai de fábrica equipado com essa nova correia e deve seguir as mesmas recomendações. Resta saber se essas mudanças serão suficientes para reduzir as reclamações dos clientes.

Quando o Chevrolet Sonic foi anunciado, o preço inicial era de pouco menos de R$ 129.990 para a versão Premier e de quase R$ 135.990 para a versão RS, a mesma testada pelo g1.

Logo depois, esse valor passou a aparecer com um asterisco no site da montadora. Ao montar o Chevrolet Sonic no configurador, os preços são diferentes: a versão Premier custa R$ 134.990, enquanto a RS chega a R$ 140.990.

Nos termos e condições do preço promocional, é possível verificar que o financiamento precisa ser feito por um banco específico, além da exigência de condições de entrada, parcelas ou da entrega de um veículo na troca.

Portanto, o preço efetivo do Chevrolet Sonic é o que aparece no configurador do site. A condição promocional está em vigor até o dia 31 de julho de 2026.

Outro ponto importante envolve a divulgação de "recordes de vendas". E essa não é uma prática exclusiva da Chevrolet, mas também de outras montadoras.

A GM divulgou que o Sonic alcançou 14 mil pedidos. Isso pode dar a impressão de que a marca vendeu 14 mil unidades do modelo no mês de maio.

No entanto, os números oficiais de vendas divulgados nos relatórios da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) consideram os emplacamentos, ou seja, os veículos efetivamente licenciados.

Ao observar esses dados, não há 14 mil unidades do Sonic emplacadas em maio de 2026. Foram vendidos naquele mês 2.778 Sonic.

O número divulgado pela empresa corresponde às reservas ou intenções de compra feitas pelos consumidores, que podem até ter realizado um pagamento para garantir o veículo ou demonstrar interesse na aquisição.

Pela legislação, porém, a pré-venda tem regras diferentes. Mesmo nessa etapa, ainda existe a possibilidade de desistência por parte do cliente, com devolução do valor pago, conforme as condições previstas em contrato.

A reportagem do g1 entrou em contato com o Procon de São Paulo para entender a prática das campanhas de pré-vendas das montadoras. Segundo a entidade, a pré-venda pode ser equiparada a um pré-contrato entre as partes: fornecedor e consumidor.

Ali são estabelecidas todas as regras e condições daquela contratação, como valores e formas de pagamento, datas e prazos, características do objeto da transação, condições para desistência, entre outras especificidades.

Especificamente quanto às compras de carro feitas fora da concessionária física (como internet ou plataformas digitais), o Código de Defesa do Consumidor prevê a possibilidade de desistência da compra em até sete dias, a contar da data da aquisição ou do recebimento do produto. Nesses casos, os valores pagos pelo consumidor deverão ser devolvidos.

Por isso, quando montadoras divulgam recordes, o que está sendo informado são recordes de pedidos ou de intenções de compra, e não de veículos efetivamente emplacados naquele momento.

A Chevrolet estreou no Sonic o desenho da sua nova “gravatinha”. E o SUV também trouxe a novidade do logo iluminado na grade dianteira.

O item chama a atenção, mas não vem de série em nenhuma das versões. É preciso desembolsar R$ 800. Os adesivos em preto e vermelho nos para-lamas são mais R$ 698.

Para seguir essa identidade nas rodas o preço é de R$ 390. No para-choque dianteiro, os filetes custam R$ 850.

Quem gostou da iluminação customizável em LED para cabine vai precisar desembolsar R$ 1.163. Soleiras de porta com o logo Sonic custam mais R$ 447.

O departamento de cores, assim como outras marcas, também tem valores diferentes. Na versão Premier, a cor de série é o azul. Já o branco custa R$ 950 e prata, cinza, preto e vermelho custam R$ 1.800.

No Sonic RS, a cor que vem sem custo é a preta. Por R$ 950 dá para levar a carroceria em branco. Pelas cores vermelho e cinza, a GM pede R$ 1.800.

O Sonic tem uma nova configuração dos serviços conectados da Chevrolet. Os modelos equipados com o sistema OnStar passam a sair de fábrica com o plano Basics incluído por oito anos.

Entre as funções disponíveis estão o acesso ao aplicativo myChevrolet, diagnósticos remotos, localização do veículo e comandos à distância, como travar e destravar as portas ou ligar o motor antes da viagem para climatizar a cabine.

Quem quiser ampliar os recursos pode contratar o plano OnStar Protect, que acrescenta atendimento de segurança e emergência 24 horas. A promoção de gratuidade vale por 1 mês e tem mais dois meses após registro de cartão de crédito.

O sistema OnStar Protect reúne outras funcionalidades. Em caso de acidente, por exemplo, os sensores do carro podem acionar automaticamente a central OnStar. A equipe tenta contato com os ocupantes e, quando necessário, encaminha o chamado aos serviços públicos de emergência.

Outro recurso disponível é o assistente de recuperação veicular, que auxilia na localização do automóvel em casos de roubo ou furto. Todas essas funções atuam em conjunto com os demais sistemas eletrônicos do veículo.

Em julho de 2026, os preços mensais do OnStar são R$ 104,90 pelo pacote Connect e R$ 124,90 pelo pacote Protect. O combo com os dois planos, chamado de Protect&Connect sai por R$ 149,90.

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