RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Por que estados americanos podem proibir a construção de data centers

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/04/2026 04:03

Tecnologia Por que estados americanos podem proibir a construção de data centers Com alto consumo de energia dos data centers, parlamentares discutem suspender temporariamente a criação desses empreendimentos. Maine pode se tornar o primeiro estado americano a barrar novos projetos. Por Redação g1

Gigantes de tecnologia têm feito investimentos enormes em data centers à medida que precisam de muita capacidade para armazenar informações na "nuvem" e treinar modelos de inteligência artificial cada vez mais avançados.

Os data centers costumam consumir muita energia e, por isso, estão na mira de projetos que buscam proibir a construção desses empreendimentos. Alguns estados americanos já discutem suspender temporariamente a criação desses espaços.

O caso mais avançado é o do Maine, que pode ser o primeiro estado americano a proibir a construção de novos data centers. A Câmara e o Senado estaduais já aprovaram a proposta, que, para virar lei, precisa ser sancionada pela governadora Janet Mills, do Partido Democrata.

A proposta do Maine impediria, até novembro de 2027, a criação de data centers com, no mínimo, 20 megawatts de potência. Projetos dessa capacidade podem consumir energia elétrica equivalente a mais de 15 mil residências, segundo o jornal The Wall Street Journal.

Vista aérea de um data center da AWS que integra a região US-EAST-1, no norte da Virgínia, nos EUA — Foto: Reuters/Jonathan Ernst

Gigantes de tecnologia têm feito investimentos enormes em data centers à medida que precisam de muita capacidade para armazenar informações na "nuvem" e treinar modelos de inteligência artificial cada vez mais avançados.

Os data centers costumam consumir muita energia e, por isso, estão na mira de projetos que buscam proibir a construção desses empreendimentos. Alguns estados americanos já discutem suspender temporariamente a criação desses espaços.

O caso mais avançado é o do Maine, que pode ser o primeiro estado americano a proibir a construção de novos data centers. A Câmara e o Senado estaduais já aprovaram a proposta, que, para virar lei, precisa ser sancionada pela governadora Janet Mills, do Partido Democrata.

❓ Um data center ("centro de dados", em inglês) é um local que armazena e processa informações. Entre os tipos, estão os de nuvem (cloud), que operam serviços online, e de inteligência artificial, que treinam modelos de linguagem complexos.

A proposta do Maine impediria, até novembro de 2027, a criação de data centers com, no mínimo, 20 megawatts de potência. Projetos dessa capacidade podem consumir energia elétrica equivalente a mais de 15 mil residências, segundo o jornal The Wall Street Journal.

A medida prevê ainda um conselho responsável por propor medidas para garantir que os data centers não prejudiquem a população do Maine.

Apenas 9 data centers estão em funcionamento no Maine, segundo dados do site Data Center Map. A Virgínia lidera o ranking nos EUA com 579 data centers em operação, enquanto o Brasil tem 204 empreendimentos desse tipo.

Mas, apesar de o Maine ter poucos empreendimentos, a preocupação é com o possível aumento no custo de energia causado por esses empreendimentos. O estado já tem uma das maiores tarifas do país, segundo o Administração de Informação de Energia dos EUA.

Data centers costumam usar muita energia elétrica e podem contribuir com o aumento da conta de luz nos Estados Unidos. Por lá, concessionárias de energia investirão em infraestrutura para atender à demanda e poderão repassar os custos para consumidores, afirmaram analistas à CNBC.

Os empreendimentos também levantam preocupações sobre o uso de água. Fazer até 50 perguntas para o ChatGPT pode consumir meio litro de água, segundo um estudo da Universidade da Califórnia, em Riverside.

A deputada estadual Melanie Sachs, do Partido Democrata, disse que a proibição no Maine garantirá a gestão responsável da terra e da água. "Este projeto não é contra a inovação, nem rejeita o desenvolvimento econômico", afirmou em março, segundo o site Maine Morning Star.

Já o deputado estadual Steven Foster, do Partido Republicano, disse que já há regras para data centers e que a proibição não é necessária. "Muito medo foi alimentado sobre a construção de um data center de inteligência artificial em qualquer lugar do Maine, o que é contrário à realidade", afirmou em março.

Propostas de suspender a construção de data centers também surgiram em estados como Virgínia e Geórgia, bases de projetos de empresas como Meta, Google e Microsoft.

Esses projetos também foram apresentados em estados como Nova York, Maryland e Oklahoma, mas, por enquanto, não se tornaram lei em nenhum deles.

A proibição temporária a novos data centers já existe por meio de leis municipais de algumas cidades no Michigan e em Indiana, segundo o Wall Street Journal. A lei do Maine teria o maior alcance até o momento.

Projeto do Scala AI City, 'cidade' de servidores que será construída em Eldorado do Sul (RS) — Foto: Divulgação/Scala Data Centers

No Brasil, os primeiros projetos de data centers de IA poderão ter consumo equivalente ao de mais de 16 milhões de casas. Os empreendimentos serão construídos no Rio de Janeiro (RJ), em Eldorado do Sul (RS), em Maringá (PR), em Uberlândia (MG) e em Caucaia (CE).

O projeto de Caucaia é da ByteDance, empresa chinesa dona do TikTok, e envolve um complexo com cinco data centers que deverão entrar em operação em setembro de 2027. Ele terá capacidade inicial de 200 megawatts.

O projeto da ByteDance prevê um investimento de mais de R$ 580 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

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Plano do governo para liberar FGTS e quitar dívidas reacende debate sobre uso do fundo; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/04/2026 02:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

Com o alto nível de endividamento da população, o governo anunciou que avalia medidas para aliviar a pressão sobre as finanças das famílias — e uma delas envolve o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Segundo o Ministério do Trabalho, a pasta avalia a liberação de até R$ 17 bilhões do fundo para ajudar trabalhadores a quitar dívidas.

A proposta pode beneficiar mais de 10 milhões de pessoas e integra um pacote mais amplo para reduzir o endividamento, tema tratado como prioridade pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reforçado nesta semana pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A iniciativa reacende o debate sobre o papel do FGTS. Embora ainda haja detalhes limitados sobre o formato da medida, especialistas consultados pelo g1 apontam que as medidas podem desvirtuar a função original do fundo, criado como uma reserva de proteção ao trabalhador em casos como demissão sem justa causa e também como fonte de financiamento para áreas como habitação e saneamento.

Entenda qual é o papel do FGTS, como ele pode ser usado atualmente e o que está em jogo na proposta do governo.

Criado para proteger o trabalhador demitido sem justa causa, o FGTS funciona como uma espécie de poupança compulsória formada ao longo do vínculo de trabalho.

Todos os meses, os empregadores depositam o equivalente a 8% do salário em contas do FGTS vinculadas ao contrato de trabalho, abertas em nome de trabalhadores com carteira assinada. O fundo é voltado a trabalhadores formais, como empregados regidos pela CLT e domésticos com registro, e não contempla autônomos, MEIs ou profissionais informais.

Os recursos pertencem ao trabalhador, mas só podem ser sacados em situações específicas previstas em lei.

Além de servir como reserva financeira para o trabalhador, o fundo também tem papel relevante na economia. Segundo a Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão do fundo desde a Lei 8.036/90, os recursos são usados para financiar projetos de habitação, como o programa Minha Casa, Minha Vida, saneamento e infraestrutura.

Aposentadoria;Aquisição de casa própria, liquidação ou amortização de dívida ou pagamento de parte das prestações de financiamento habitacional;Saque-aniversário;Desastre natural (Saque Calamidade);Demissão sem justa causa pelo empregador;Término do contrato por prazo determinado;Doenças graves;Rescisão por falência, falecimento do empregador individual, empregador doméstico ou nulidade do contrato;Rescisão do contrato por culpa recíproca ou força maior;Suspensão do trabalho avulso;Falecimento do trabalhador (saque por dependentes/herdeiros);Idade igual ou superior a 70 anos;Aquisição de órtese e prótese;Três anos fora do regime do FGTS (para contratos extintos a partir de 14/07/1990);Conta vinculada sem depósitos por três anos (para contratos extintos até 13/07/1990);Mudança de regime jurídico (ex: CLT para estatutário);Saque residual (saldo inferior a R$ 80);

Além disso, existe a possibilidade de saque por comum acordo entre empregado e empresa, com liberação parcial dos recursos.

Nos últimos anos, o FGTS passou a ter novas formas de uso. Uma das principais é o saque-aniversário, modalidade opcional que permite ao trabalhador retirar parte do saldo todos os anos, no mês de nascimento.

🔍 Por meio do saque‑aniversário, criado em 2019, o trabalhador pode sacar parte do saldo da conta do FGTS anualmente, no mês de seu aniversário. A adesão à modalidade é opcional.

Quem escolhe essa opção, porém, perde o direito de sacar o valor total do fundo em caso de demissão — podendo retirar apenas a multa rescisória de 40%, calculada sobre o total de todos os depósitos realizados pela empresa na conta do FGTS do trabalhador durante o período em que ele trabalhou na empresa.

Outra mudança recente, anunciada em outubro do ano passado, envolve a antecipação desse saque. Bancos passaram a oferecer crédito com base nesses valores futuros, o que levou o governo a impor limites à prática.

há teto de R$ 500 por parcela antecipada;limite de até cinco parcelas no primeiro ano, com valor máximo de R$ 2,5 mil;depois, o limite cai para três parcelas;só é permitido um contrato por ano;

A medida busca evitar o uso excessivo do fundo como garantia de empréstimos, prática que vinha crescendo nos últimos anos.

Hoje, o FGTS já pode ser usado como garantia em algumas modalidades de crédito, como o consignado privado, com a vinculação de parte do saldo e da multa rescisória.

Enquanto não é sacado, o dinheiro do FGTS não fica parado. Os recursos são usados pelo governo para financiar projetos de habitação, saneamento e infraestrutura em todo o país.

No caso do Minha Casa, Minha Vida, o fundo pode ser usado para comprar, construir, quitar ou reduzir parcelas da casa própria, segundo a Caixa Econômica Federal. Também é possível abater até 80% do valor das prestações por até 12 meses.

Para utilizar os recursos, é preciso ter ao menos três anos de trabalho com FGTS e não possuir outro imóvel na mesma região. O uso é restrito a imóveis residenciais destinados à moradia própria.

O aumento do endividamento das famílias tem sido um dos principais alvos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste ano, e tem servido como um componente eleitoral — principalmente em um momento em que Lula enfrenta uma piora na aprovação de sua gestão.

Em pronunciamento recente, o presidente afirmou que o endividamento tem consumido quase toda a renda das famílias e indicou que o governo estuda novas propostas para enfrentar a situação.

Entre as medidas em discussão está a unificação de dívidas, com juros menores e descontos que podem chegar a 80%, além de iniciativas para conter novos débitos, como a imposição de limites para gastos com apostas.

Dados recentes reforçam o cenário de endividamento. Em março, 80,4% das famílias brasileiras estavam endividadas — o maior nível da série histórica, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A inadimplência ficou em 29,6%, patamar superior ao registrado um ano antes. Apesar do início do ciclo de queda da Selic, os juros ainda elevados mantêm o crédito caro e pressionam o orçamento das famílias.

O crédito rotativo do cartão, considerado um dos principais vilões do endividamento, se aproximou de R$ 400 bilhões no ano passado, com juros que chegaram a 436% ao ano e cerca de 40 milhões de brasileiros endividados nessa modalidade.

Nesse contexto, a possibilidade de liberar recursos do FGTS para quitar dívidas divide opiniões. Especialistas apontam que a medida pode trazer alívio imediato, mas não resolve o problema de forma estrutural e ainda levanta preocupações sobre o uso do fundo.

“Pode haver um alívio no curto prazo, mas o trabalhador perde essa reserva. Se ele usar o FGTS para quitar dívidas, deixa de ter esse recurso em um eventual desemprego. É um cobertor curto: cobre de um lado e descobre do outro", afirma o economista Rafael Chaves, professor da Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EPGE).

Chaves ainda destaca que ainda há o risco de mudança de finalidade do fundo. “O FGTS é uma poupança forçada do trabalhador, criada para protegê-lo em momentos de necessidade, como demissão ou aposentadoria”, afirma.

Em nota, o presidente do Instituto Fundo de Garantia do Trabalhor, Mario Avelino, se mostrou contrário à proposta, afirmando que a medida tende a beneficiar principalmente os bancos. A organização sem fins lucrativos atua na conscientização sobre o FGTS.

“Na prática, o que se pretende é usar a poupança do trabalhador para pagar dívidas com bancos", disse Avelino, reiterando que a iniciativa “não resolve o problema, apenas o adia: o trabalhador quita uma dívida hoje, mas contrai outra amanhã, criando um ciclo vicioso.”

“O FGTS é um fundo de investimento social, voltado para habitação, saneamento e infraestrutura. Reduzir esses recursos significa menos investimentos, menos empregos e mais dificuldade para reduzir o déficit habitacional", afirmou Avelino em nota.

De acordo com o executivo, os sucessivos saques que já acontecem desde a criação do saque-aniversário, por exemplo, já têm comprometido o volume total do fundo.

Dados levantados pelo próprio instituto mostram que o FGTS tinha um ativo total estimado em R$ 810 bilhões em 31 de dezembro de 2025, com saldo de R$ 686 bilhões nas contas dos trabalhadores.

O economista e conselheiro efetivo do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Pedro Afonso Gomes, avalia que a proposta pode ajudar a restabelecer a adimplência de parte dos trabalhadores, mas não representa a melhor solução.

“Sem medidas que promovam melhor educação financeira dos trabalhadores e da população em geral, iniciativas para facilitar a quitação de dívidas anteriores não impedem que o indivíduo e sua família voltem a se endividar, recaindo na mesma ciranda de sempre”, afirma.

Para ele, também existem riscos ao financiamento de setores estratégicos: “Se houver saques relevantes, diminui o volume de recursos disponíveis para crédito imobiliário e projetos de infraestrutura, que são funções centrais do FGTS. Nesse cenário, os empregos tendem a cair e o trabalhador, sem renda ou com renda menor, pode voltar a se endividar.”

Apesar das críticas, há quem veja efeitos positivos no curto prazo. Para Carlos Eduardo Oliveira Jr., economista e membro do Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo (Corecon-SP), a medida pode aliviar o orçamento das famílias.

“Sob a ótica econômica, a substituição de passivos com taxas de juros elevadas por recursos do FGTS tende a melhorar o fluxo de caixa das famílias e a reduzir os níveis de inadimplência.”

Ele ressalta, porém, que o impacto é limitado. Segundo o economista do Corecon, a medida funciona mais como um mecanismo para suavizar os efeitos do ciclo atual — marcado por juros altos e renda deprimida — do que como uma solução estrutural para a economia.

“A redução do endividamento e da inadimplência contribui para melhorar o equilíbrio financeiro das famílias e pode gerar estímulos pontuais ao consumo, com efeitos limitados sobre o PIB", avalia Oliveira Jr..

"No entanto, trata-se mais de um mecanismo de suavização dos impactos econômicos do ciclo atual do que de uma medida capaz de promover, por si só, uma aceleração significativa e sustentada do crescimento econômico", completa.

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Posso sacar o FGTS para quitar dívidas? Entenda o plano em estudo pelo governo que pode liberar R$ 17 bilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/04/2026 00:12

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

Celular vira a principal forma de sacar o FGTS; saiba em quais situações o resgate é permitido — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O governo estuda liberar cerca de R$ 17 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar trabalhadores a pagar dívidas. A proposta ainda está em análise pelo Ministério do Trabalho e pode ser lançada nos próximos dias.

A primeira medida prevê a liberação de um valor entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões para ajudar trabalhadores a quitarem dívidas.

A iniciativa, no entanto, não deve contemplar todos os brasileiros: o foco será em pessoas de menor renda, com exclusão de quem recebe salários mais altos — como na faixa de R$ 20 mil, por exemplo. O entendimento da pasta é que essa faixa de renda teria mais condições de arcar com os débitos.

O Ministério, no entanto, não detalhou se já existe um teto salarial específico definido para essa proposta.

Já a segunda medida, divulgada anteriormente, prevê a liberação de cerca de R$ 7 bilhões para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. O valor é destinado a quem aderiu ao saque-aniversário, foi demitido e teve parte do saldo do FGTS bloqueada como garantia de empréstimos bancários.

Na prática, essa segunda proposta busca devolver valores que ficaram bloqueados além do necessário nessas operações. Quando o trabalhador antecipa o saque-aniversário, a Caixa Econômica Federal retém parte do saldo do FGTS como uma garantia do empréstimo — uma espécie de reserva para cobrir o pagamento caso o trabalhador tenha dificuldade de quitar a dívida.

Segundo o Ministério, no entanto, esse bloqueio costuma ser superior ao valor real da dívida. Em um exemplo citado, podem ser retidos R$ 10 mil como garantia para cobrir um débito de cerca de R$ 6,4 mil. A diferença — que não corresponde à dívida — fica indisponível para o trabalhador.

A proposta em estudo prevê justamente a liberação desse excedente, com depósito direto na conta do trabalhador. A medida, nesse caso, deve alcançar quem utilizou a antecipação do saque-aniversário entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025.

Para entrar em vigor, será necessária a edição de uma Medida Provisória (MP). Diferentemente da medida de até R$ 10 bilhões, essa iniciativa não terá recorte por faixa de renda, já que se trata de recursos que já pertencem ao trabalhador, mas que permaneceram retidos em excesso.

Lula quer socorrer endividados unificando débitosGoverno avalia liberar FGTS para o pagamento de dívidas

Como antecipado pelo blog do Valdo Cruz, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer tentar socorrer os brasileiros endividados reunindo todas as dívidas das pessoas físicas em uma só.

O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniram nesta semana para definir quais serão as medidas adotadas na nova proposta de refinanciamento das dívidas de brasileiros.

A ideia é reunir a dívida do cartão de crédito, crédito pessoal e outras num só débito e trocá-las por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que pode chegar, em alguns casos, a 80%.

Além de unificar as dívidas em uma só, todo processo de renegociação será feito diretamente com bancos, para tornar o processo mais rápido.

Os bancos, para refinanciar e conceder descontos no principal da dívida, vão receber verbas possivelmente do Fundo de Garantia de Operações. Se as dívidas refinanciadas não forem pagas, os bancos terão garantia de que vão receber os valores refinanciados.

A proposta está entre as prioridades do governo neste ano e tem um componente eleitoral, principalmente em um momento em que o presidente Lula enfrenta novamente uma fase de piora na aprovação de sua gestão.

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Maior distribuidora do país, Vibra adere ao programa do governo de subvenção do diesel

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 21:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

A Vibra Energia, maior distribuidora de combustíveis do país, anunciou nesta quinta-feira (9) que vai aderir ao programa de subvenção ao diesel criado pelo governo federal.

A habilitação vale para abril, informou a companhia, acrescentando que ainda analisa os detalhes técnicos da medida e mantém diálogo com o governo e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a Vibra, as conversas buscam "esclarecer e ajustar pontos importantes para que, em outro momento, a subvenção possa ser solicitada em plena conformidade com seus pilares de governança e eficiência logística".

As companhias têm mantido diálogo com a ANP para discutir os prazos de pagamento da subvenção e os critérios de fiscalização do programa.

Em nota, a Vibra reiterou apoio a iniciativas que ampliem a previsibilidade do mercado, com o objetivo de reduzir impactos para consumidores e setores produtivos.

A Vibra Energia, maior distribuidora de combustíveis do país, anunciou nesta quinta-feira (9) que vai aderir ao programa de subvenção ao diesel criado pelo governo federal para conter os impactos da alta do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio.

A habilitação vale para abril, informou a companhia, acrescentando que ainda analisa os detalhes técnicos da medida e mantém diálogo com o governo e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a Vibra, as conversas buscam "esclarecer e ajustar pontos importantes para que, em outro momento, a subvenção possa ser solicitada em plena conformidade com seus pilares de governança e eficiência logística".

As companhias têm mantido diálogo com a ANP para discutir os prazos de pagamento da subvenção e os critérios de fiscalização do programa.

Em nota, a Vibra reiterou apoio a iniciativas que ampliem a previsibilidade do mercado, com o objetivo de reduzir impactos para consumidores e setores produtivos.

A primeira fase do programa federal de subvenção ao diesel havia terminado com apenas cinco empresas habilitadas: a Petrobras, a refinaria de Mataripe (BA), a Sea Trading Comercial, a Midas Distribuidora e a Sul Plata Trading.

As três maiores distribuidoras do país — Vibra Energia, Raízen e Ipiranga — ficaram de fora da etapa inicial. Entre elas, a Vibra foi a única a confirmar adesão até o momento.

Pelas regras, os agentes do setor tiveram até 31 de março para aderir à primeira fase, referente ao período de 12 a 31 de março. Para abril, o prazo permaneceu aberto.

O anúncio da Vibra ocorre poucos dias após o governo elevar o subsídio ao diesel importado de R$ 0,32 para R$ 1,52 por litro.

O governo federal publicou na terça-feira (7) uma medida provisória (MP) que institui o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis. O texto prevê um pacote de ações com o objetivo de frear os impactos da guerra no Oriente Médio sobre a economia brasileira.

Entre as medidas está a nova subvenção ao diesel, que prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel importado (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual). Somado ao subsídio anterior concedido pela União, de R$ 0,32, o benefício total chega a R$ 1,52 por litro.

O objetivo central da medida é proteger o setor produtivo, especialmente o agronegócio, da alta de preços provocada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.

⛽ O diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando seu preço sobe, há um efeito em cadeia na economia. O aumento do frete tende a ser repassado para alimentos, produtos industrializados e serviços, pressionando a inflação.

Nesse contexto, a divisão entre estados e União busca repartir o custo da medida e facilitar a adesão dos governos estaduais, reduzindo a pressão sobre apenas um nível de governo.

O benefício é direcionado aos importadores de diesel, responsáveis por trazer o combustível do exterior para complementar a oferta no país.

Segundo o governo, a medida será aplicada ao menos durante abril e maio deste ano e terá custo de R$ 4 bilhões — R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados e o Distrito Federal.

Pelo lado dos estados, o subsídio será viabilizado por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE), mecanismo pelo qual o governo federal repassa recursos mensalmente aos governos estaduais.

Agora, parte desses valores será retida, em montante equivalente a R$ 0,60 por litro, como contribuição de cada estado.

➡️ O FPE é formado por 21,5% da arrecadação líquida do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Entre as medidas anunciadas, o governo também criou uma subvenção de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil, que se soma à de R$ 0,32 por litro já em vigor.

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Mega-Sena, concurso 2.994: resultado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 21:15

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 2.994: resultado Veja os números sorteados: 01 – 10 – 23 – 31 – 40 – 55. Prêmio é de R$ 18.403.609,72. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 2.994 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (9), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarem as seis dezenas é de R$ 18.403.609,72.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Governo estuda liberar R$ 17 bilhões do FGTS para ajudar trabalhadores endividados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 18:09

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

Celular vira a principal forma de sacar o FGTS; saiba em quais situações o resgate é permitido — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estuda liberar cerca de R$ 17 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar trabalhadores a pagar dívidas, especialmente as do cartão de crédito. A proposta ainda está em análise e pode ser lançada pelo governo nos próximos dias.

A primeira medida prevê a liberação de um valor entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões para ajudar trabalhadores a quitarem dívidas.

A iniciativa, no entanto, não deve contemplar todos os brasileiros: o foco será em pessoas de menor renda, com exclusão de quem recebe salários mais altos — como na faixa de R$ 20 mil, por exemplo. O entendimento da pasta é que essa faixa de renda teria mais condições de arcar com os débitos.

O Ministério, no entanto, não detalhou se já existe um teto salarial específico definido para essa proposta.

Já a segunda medida, divulgada anteriormente, prevê a liberação de cerca de R$ 7 bilhões para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. O valor é destinado a quem aderiu ao saque-aniversário, foi demitido e teve parte do saldo do FGTS bloqueada como garantia de empréstimos bancários.

Na prática, essa segunda proposta busca devolver valores que ficaram bloqueados além do necessário nessas operações. Quando o trabalhador antecipa o saque-aniversário, a Caixa Econômica Federal retém parte do saldo do FGTS como uma garantia do empréstimo — uma espécie de reserva para cobrir o pagamento caso o trabalhador tenha dificuldade de quitar a dívida.

Segundo o Ministério, no entanto, esse bloqueio costuma ser superior ao valor real da dívida. Em um exemplo citado, podem ser retidos R$ 10 mil como garantia para cobrir um débito de cerca de R$ 6,4 mil. A diferença — que não corresponde à dívida — fica indisponível para o trabalhador.

A proposta em estudo prevê justamente a liberação desse excedente, com depósito direto na conta do trabalhador. A medida, nesse caso, deve alcançar quem utilizou a antecipação do saque-aniversário entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025.

Para entrar em vigor, será necessária a edição de uma Medida Provisória (MP). Diferentemente da medida de até R$ 10 bilhões, essa iniciativa não terá recorte por faixa de renda, já que se trata de recursos que já pertencem ao trabalhador, mas que permaneceram retidos em excesso.

Lula quer socorrer endividados unificando débitosGoverno avalia liberar FGTS para o pagamento de dívidas

Como antecipado pelo blog do Valdo Cruz, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer tentar socorrer os brasileiros endividados reunindo todas as dívidas das pessoas físicas em uma só.

O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniram nesta semana para definir quais serão as medidas adotadas na nova proposta de refinanciamento das dívidas de brasileiros.

A ideia é reunir a dívida do cartão de crédito, crédito pessoal e outras num só débito e trocá-las por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que pode chegar, em alguns casos, a 80%.

Além de unificar as dívidas em uma só, todo processo de renegociação será feito diretamente com bancos, para tornar o processo mais rápido.

Os bancos, para refinanciar e conceder descontos no principal da dívida, vão receber verbas possivelmente do Fundo de Garantia de Operações. Se as dívidas refinanciadas não forem pagas, os bancos terão garantia de que vão receber os valores refinanciados.

A proposta está entre as prioridades do governo neste ano e tem um componente eleitoral, principalmente em um momento em que o presidente Lula enfrenta novamente uma fase de piora na aprovação de sua gestão.

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Irã impõe restrições sobre Estreito de Ormuz, e movimento de navios é praticamente nulo; incerteza faz preço do petróleo oscilar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 18:09

Mundo Irã impõe restrições sobre Estreito de Ormuz, e movimento de navios é praticamente nulo; incerteza faz preço do petróleo oscilar Líder supremo do Irã anuncia 'nova fase' para a passagem, indicando cobrança de pedágio a título de reparaçãod e guerra. Apenas seis navios passaram pelo estreito nas últimas 24 horas, contra cerca de 140 que normalmente passariam pela via. Por Redação g1

Após anunciar uma "nova fase" para o Estreito de Ormuz, o Irã tem mantido a passagem efetivamente fechada para o tráfego marítimo nesta quinta-feira (9).

Nesta quarta-feira (8), a Guarda Revolucionária do Irã havia anunciado rotas alternativas para evitar minas navais na região. Na prática, ela praticamente não tem concedido autorização a nenhuma embarcação para atravessar o estreito.

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Os preços do petróleo bruto reduziram parte dos seus ganhos ao longo do pregão desta quinta, mas, mesmo assim, mantiveram-se em alta durante o dia, devido à incerteza contínua sobre quando os petroleiros poderão retomar a plena circulação. Cada barril estava sendo negociado a cerca de US$ 100 ao longo da tarde desta quinta.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou que a gestão do Estreito de Ormuz entrará em uma "nova fase" após a guerra com os Estados Unidos, segundo a TV estatal iraniana.

A declaração atribuída ao aiatolá sugere a cobrança de pedágio dos navios que entram e saem do Golfo Pérsico, a título de "reparação" pelos danos provocados pelos ataques de EUA e Israel.

▶️ Contexto: o Estreito de Ormuz é uma rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. A região é considerada estratégica e o controle do seu funcionamento tem sido usado pelo Irã na guerra contra os EUA e Israel.

O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz permanece bem abaixo de 10% do volume normal. Apenas seis navios passaram pelo estreito nas últimas 24 horas, contra cerca de 140 normalmente, mostraram dados de rastreamento de navios divulgados pela Reuters nesta quinta.

A Guarda Revolucionária do Irã quer que as embarcações naveguem pelas águas iranianas ao redor da Ilha de Larak para evitar o risco de minas navais nas rotas habituais pelo estreito, informou a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim nesta quinta.

As embarcações devem entrar no estreito ao norte da Ilha de Larak e sair ao sul dela até segunda ordem, em coordenação com a Marinha da Guarda Revolucionária, segundo a Tasnim.

"Há uma possibilidade real de risco contínuo para trânsitos não autorizados pelo Estreito de Ormuz, bem como para embarcações ligadas a Israel e aos EUA que tentam transitar", disse a empresa britânica de segurança marítima Ambrey em um comunicado divulgado pela Reuters.

"Mesmo embarcações com autorização aparente foram impedidas de passar nas últimas semanas durante o trânsito", acrescentou.

Dos seis navios que passaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, estavam um petroleiro e cinco graneleiros, segundo dados de Kpler, Lloyd’s List Intelligence e Signal Ocean e divulgados pela Reuters.

Um navio-tanque químico estava prestes a cruzar o Golfo com destino à Índia, conforme dados de rastreamento de navios nas plataformas MarineTraffic e Pole Star Global, divulgados na quinta-feira.

"A maioria das companhias de navegação provavelmente permanecerá cautelosa, e duas semanas não serão suficientes para eliminar o acúmulo de navios, mesmo que haja um aumento significativo no tráfego", afirmou Torbjorn Soltvedt, da empresa de inteligência de risco Verisk Maplecroft, de acordo com a Reuters.

Mais de 180 petroleiros, transportando aproximadamente 172 milhões de barris de petróleo e derivados, permanecem retidos no Golfo, de acordo com a empresa de rastreamento de navios Kpler, segundo divulgado pela Reuters.

Mina naval da Alemanha instalada na Segunda Guerra Mundial sendo detonada em maio de 2014 — Foto: David Krigbaum/US Navy

Minas navais são explosivos que ficam submersos ou à deriva e podem ser acionados automaticamente por contato ou quando detectam a passagem da embarcação.

💥 Poder do Irã: Estimativas apontam que o governo iraniano pode ter um estoque entre 2 mil e 6 mil minas navais. As armas são explosivos posicionados no mar para atingir embarcações.

Existem diferentes modelos de minas navais. Algumas ficam presas ao fundo do mar, enquanto outras permanecem ancoradas a certa profundidade ou, em alguns casos, podem ficar à deriva.Modelos mais simples explodem a partir do impacto com o casco do navio.Versões mais modernas utilizam sensores que detectam alterações no campo magnético, na pressão da água ou no ruído dos motores.

Ainda de acordo com o Strauss Center for International Security and Law, da Universidade do Texas, mesmo que o Irã consiga atingir navios no Estreito de Ormuz, dificilmente uma única mina seria capaz de afundar uma embarcação de grande porte, como um petroleiro. O navio, no entanto, poderia sofrer danos.

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Gangorra de preços: com carne bovina em alta e suína em queda, diferença nas cotações é a maior em 4 anos; aponta USP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 14:07

Piracicaba e Região Gangorra de preços: com carne bovina em alta e suína em queda, diferença nas cotações é a maior em 4 anos; aponta USP Distância de valores dascarcaças bovina e suína chegou a R$ 14,26 o quilo em março de 2026. Essa é a relação desde abril de 2022, o valor do quilo do produto era de R$ 14,66. Entenda. Por g1 Piracicaba e Região

Com quedas de quase 3% nas cotações da carcaça de porco em março de 2026, a carne suína ganhou competitividade em relação aos preços da proteína bovina e alcançou o maior nível nos últimos quatro anos, desde 2022.

A gangorra de preços entre as carnes concorrentes pode ser explicada pela baixa liquidez na suinocultura durante a Quaresma, quando a procura pelo consumidor costuma cair, e também pelas altas nas exportações da proteína bovina.

Nesse cenário, o diferencial de preços entre as carcaças bovina e suína chegou a R$ 14,26 o quilo em março. O número equivale à alta de 6,8% quando comparado ao mês de fevereiro. Essa é a relação mais elevada em quatro anos.

A cotação média da carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo fechou em 10,06 o quilo em março de 2026. A marca representa recuo de 2,8% na comparação com fevereiro deste ano.

A carcaça casada bovina vendida na Grande São Paulo demonstrou valorização de 2,6% entre fevereiro e março, com média de R$ 24,32 o quilo em março de 2026.

Em fevereiro, o preço da carcaça suína registrou elevação de 10,8% na comparação com janeiro, passando para R$ 13,20 o quilo. — Foto: Arquivo Secom

Com quedas de quase 3% nas cotações da carcaça de porco em março de 2026, a carne suína ganhou competitividade em relação aos preços da proteína bovina e alcançou o maior nível nos últimos quatro anos, desde 2022.

A gangorra de preços entre as carnes concorrentes pode ser explicada pela baixa liquidez na suinocultura durante a Quaresma, quando a procura pelo consumidor costuma cair, e também pelas altas nas exportações da proteína bovina. O ritmo intenso nos embarques da carne de boi já era verificado desde 2025.

Nesse cenário, o diferencial de preços entre as carcaças bovina e suína chegou a R$ 14,26 o quilo em março. O número equivale à alta de 6,8% quando comparado ao mês de fevereiro. Essa é a relação mais elevada em quatro anos. Em abril de 2022, o valor do quilo do produto era de R$ 14,66.

As análises são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em Piracicaba (SP), em boletins mais recentes, divulgados nesta quinta-feira (9).

A cotação média da carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo fechou em 10,06 o quilo em março de 2026. A marca representa recuo de 2,8% na comparação com fevereiro deste ano.

"A desvalorização esteve atrelada à baixa liquidez tanto no mercado do animal vivo quanto no da carne, devido ao período da Quaresma", detalhou.

Carne bovina: os preços avançaram em março devido à baixa oferta de animais prontos para abate e à forte demanda internacional pela carne brasileira.

A carcaça casada bovina vendida na Grande São Paulo demonstrou valorização de 2,6% entre fevereiro e março, com média de R$ 24,32 o quilo em março de 2026.

O movimento de alta nas exportações de carne bovina in natura, iniciado no ano passado, segue firme no primeiro trimestre de 2026. A série histórica da Secex aponta que o volume embarcado no período é recorde.

"De janeiro a março de 2026, foram exportadas 701,662 mil toneladas de carne bovina in natura, volume 19,7% superior ao do mesmo período de 2025 e 36,6% acima do registrado em 2024, segundo dados da Secex", detalha o Cepea.

Além do aumento nos volumes, pesquisadores do Cepea chamam atenção para a valorização da carne brasileira no mercado internacional.

Em março, o preço médio pago por tonelada foi de US$ 5.814,80, alta de 3,1% em relação a fevereiro e de 18,7% frente a março de 2025. Esse cenário externo favorável contribuiu diretamente para a sustentação dos preços do boi gordo no mercado interno ao longo de março, aponta o Centro de Pesquisas.

Neste início de abril, os preços do boi gordo, do bezerro e da carne seguem em trajetória de alta, sustentados pela demanda externa aquecida e pela oferta restrita de animais prontos para abate.

Os preços médios do suíno vivo registraram quedas de até 20% em fevereiro de 2026 nas regiões produtoras no interior de São Paulo, incluindo Piracicaba (SP).

O movimento de baixa nas cotações no período pode ser explicado pela baixa procura da indústria por lotes de animais no mercado independente. O mês de março deve deixar os agentes do setor ainda mais atentos aos recuos, devido ao conflito no Oriente Médio. Entenda mais, abaixo.

"Resultou em um desarranjo da oferta interna", analisam pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP), divulgado nesta última quarta-feira (4).

O suíno vivo foi negociado à média de R$ 6,91 o quilo em fevereiro deste ano. No mês anterior, o animal era cotado em R$ 8,24 o quilo, uma baixa de mais de 16%, na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba).

Na comparação com fevereiro de 2025, quando o produto era vendido a R$ 8,66/kg, a desvalorização alcança 20%.

"Agentes do setor consultados pelo Cepea estão atentos ao conflito no Oriente Médio, envolvendo principalmente o Irã e que pode se alastrar para outros países. Apesar de a região na totalidade não ser um destino importante da carne suína brasileira (por conta sobretudo da religião), o fechamento de canais de escoamento estratégicos e o consequente aumento nos valores dos fretes e seguros marítimos têm gerado preocupações, sobretudo entre exportadores", analisa do Cepea.

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Pedidos de auxílio-desemprego crescem nos EUA em meio a incertezas econômicas e tensões geopolíticas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 14:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,074-0,57%Dólar TurismoR$ 5,290-0,07%Euro ComercialR$ 5,940-0,21%Euro TurismoR$ 6,2000,000%B3Ibovespa194.896 pts1,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-0,57%Dólar TurismoR$ 5,290-0,07%Euro ComercialR$ 5,940-0,21%Euro TurismoR$ 6,2000,000%B3Ibovespa194.896 pts1,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-0,57%Dólar TurismoR$ 5,290-0,07%Euro ComercialR$ 5,940-0,21%Euro TurismoR$ 6,2000,000%B3Ibovespa194.896 pts1,4%Oferecido por

Em meio a um cenário de incerteza econômica, inflação elevada e tensões geopolíticas que pressionam os preços, os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos tiveram aumento nesta primeira semana de abril.

Foram registrados 219 mil pedidos iniciais, alta de 16 mil em relação à semana anterior, quando o total era de 203 mil. O número representa um aumento de aproximadamente 7,9% na comparação semanal.

De acordo com a agência de notícias Reuters, o dado ficou acima da expectativa de analistas, que projetavam cerca de 210 mil solicitações.

Os pedidos iniciais correspondem às solicitações feitas por trabalhadores que entram no sistema de seguro-desemprego pela primeira vez após perderem seus empregos. O indicador é usado como um dos termômetros das demissões na economia.

Além disso, os dados mostram o comportamento dos pedidos continuados, que refletem o número de pessoas que seguem recebendo o benefício após a solicitação inicial. Esse total somou 1,794 milhão na semana encerrada em 28 de março, uma queda de 38 mil em relação à semana anterior.

A leitura dos dados ocorre em um ambiente marcado por alta nos preços da energia e preocupações inflacionárias.

A elevação recente no custo do petróleo fez com que o preço médio da gasolina ultrapassasse US$ 4 por galão nos EUA, o que impacta o consumo e as expectativas para a inflação.

A inflação segue no centro das atenções. Projeções apontam para alta nos preços ao consumidor em março, após avanços já observados nos meses anteriores. Economistas avaliam que o aumento nos custos de insumos, impulsionado também por tensões no Oriente Médio, pode manter a pressão sobre os preços.

Nesse contexto, o Federal Reserve mantém a taxa básica de juros na faixa atual enquanto monitora os efeitos da inflação e do cenário global. A instituição acompanha de perto indicadores de emprego e preços para definir os próximos passos da política monetária.

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Estreito de Ormuz está praticamente paralisado; Irã alerta para risco de minas navais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 14:07

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O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz nesta quinta-feira (9) permanece bem abaixo de 10% do volume normal.

No dia anterior, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou rotas alternativas para evitar minas navais na região.

A Mitsui O.S.K. Lines, uma das três maiores empresas de transporte marítimo do Japão, está entre as afetadas pela confusão.

A empresa conseguiu recentemente retirar três navios-tanque do estreito – um carregado com gás natural liquefeito e dois com gás liquefeito de petróleo (GLP).

O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz nesta quinta-feira (9) permanece bem abaixo de 10% do volume normal. Apenas seis navios passaram pelo estreito nas últimas 24 horas, contra cerca de 140 normalmente, mostraram dados de rastreamento de navios divulgados pela Reuters nesta quinta.

Nesta quarta-feira (8), a Guarda Revolucionária do Irã anunciou rotas alternativas para evitar minas navais na região. No mesmo dia, Teerã voltou a fechar a rota marítima em retalhação aos ataques de Israel, aliado dos EUA, contra o Líbano.

▶️ Contexto: o Estreito de Ormuz é uma rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. A região é considerada estratégica e o controle do seu funcionamento tem sido usado pelo Irã na guerra contra os EUA e Israel.

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A Mitsui O.S.K. Lines, uma das três maiores empresas de transporte marítimo do Japão, está entre as afetadas pela confusão, enquanto as empresas tentam entender o impacto do cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã.

"É preciso confirmar que os riscos à segurança são suficientemente baixos", disse o presidente e CEO, Jotaro Tamura, à Reuters em entrevista na quinta-feira (8).

A empresa conseguiu recentemente retirar três navios-tanque do estreito – um carregado com gás natural liquefeito e dois com gás liquefeito de petróleo (GLP), segundo a agência.

Tamura disse à Reuters que a empresa aguardava orientações do governo japonês sobre como proceder durante o cessar-fogo de duas semanas anunciado na terça-feira (7).

A Guarda Revolucionária do Irã quer que as embarcações naveguem pelas águas iranianas ao redor da Ilha de Larak para evitar o risco de minas navais nas rotas habituais pelo estreito, informou a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim nesta quinta.

As embarcações devem entrar no estreito ao norte da Ilha de Larak e sair ao sul dela até segunda ordem, em coordenação com a Marinha da Guarda Revolucionária, segundo a Tasnim.

"Há uma possibilidade real de risco contínuo para trânsitos não autorizados pelo Estreito de Ormuz, bem como para embarcações ligadas a Israel e aos EUA que tentam transitar", disse a empresa britânica de segurança marítima Ambrey em um comunicado divulgado pela Reuters.

"Mesmo embarcações com autorização aparente foram impedidas de passar nas últimas semanas durante o trânsito", acrescentou.

Dos seis navios que passaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, estavam um petroleiro e cinco graneleiros, segundo dados de Kpler, Lloyd’s List Intelligence e Signal Ocean e divulgados pela Reuters.

Um navio-tanque químico estava prestes a cruzar o Golfo com destino à Índia, conforme dados de rastreamento de navios nas plataformas MarineTraffic e Pole Star Global, divulgados na quinta-feira.

"A maioria das companhias de navegação provavelmente permanecerá cautelosa, e duas semanas não serão suficientes para eliminar o acúmulo de navios, mesmo que haja um aumento significativo no tráfego", afirmou Torbjorn Soltvedt, da empresa de inteligência de risco Verisk Maplecroft, de acordo com a Reuters.

Mais de 180 petroleiros, transportando aproximadamente 172 milhões de barris de petróleo e derivados, permanecem retidos no Golfo, de acordo com a empresa de rastreamento de navios Kpler, segundo divulgado pela Reuters.

Mina naval da Alemanha instalada na Segunda Guerra Mundial sendo detonada em maio de 2014 — Foto: David Krigbaum/US Navy

Minas navais são explosivos que ficam submersos ou à deriva e podem ser acionados automaticamente por contato ou quando detectam a passagem da embarcação.

💥 Poder do Irã: Estimativas apontam que o governo iraniano pode ter um estoque entre 2 mil e 6 mil minas navais. As armas são explosivos posicionados no mar para atingir embarcações.

Existem diferentes modelos de minas navais. Algumas ficam presas ao fundo do mar, enquanto outras permanecem ancoradas a certa profundidade ou, em alguns casos, podem ficar à deriva.Modelos mais simples explodem a partir do impacto com o casco do navio.Versões mais modernas utilizam sensores que detectam alterações no campo magnético, na pressão da água ou no ruído dos motores.

Ainda de acordo com o Strauss Center for International Security and Law, da Universidade do Texas, mesmo que o Irã consiga atingir navios no Estreito de Ormuz, dificilmente uma única mina seria capaz de afundar uma embarcação de grande porte, como um petroleiro. O navio, no entanto, poderia sofrer danos.

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