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Juíza anula acordo entre Trump e Receita Federal dos EUA que renderia soma milionária ao presidente e o acusa de manipular o judiciário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 15:48

Mundo Juíza anula acordo entre Trump e Receita Federal dos EUA que renderia soma milionária ao presidente e o acusa de manipular o judiciário Magistrada concluiu que o republicano e a receita não eram verdadeiramente adversários, já que esta última é uma agência federal controlada pelo presidente. Acordo previa amplas proteções fiscais para suas empresas. Por Redação g1

Uma juíza federal dos EUA anulou nesta segunda-feira (13) o acordo entre o presidente Donald Trump e a Receita Federal dos EUA (IRS, na sigla em inglês) que concedia a ele e suas empresas amplas proteções fiscais.

Pelo acordo firmado em maio, o IRS seria obrigado a pedir desculpas a Trump e ficaria proibido de prosseguir com auditorias e possíveis cobranças de impostos ligadas a investigações já abertas contra o presidente, familiares e empresas dele.

A juíza distrital dos EUA em Miami Kathleen Williams acusou Trump de manipular o sistema judiciário ao processar uma agência federal sob seu próprio controle, contornando a exigência de que as partes em um processo tenham interesses conflitantes e preparando o terreno para um acordo.

Williams concluiu que Trump e a Receita Federal, que ele supervisiona como presidente, não eram verdadeiramente adversários, como exige a Constituição dos EUA em processos cíveis.

O acordo firmado entre Trump e o IRS também envolvia a criação de um fundo bilionário para reparar supostas "vítimas da instrumentalização do governo", que críticos apontam como uma forma de o republicano canalizar fundos do governo a seus apoiadores condenados por invadir o Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

"Esta ação nunca teve como objetivo uma das partes buscar a resolução judicial de uma questão legal ou de uma disputa factual", escreveu Williams.

A juíza afirmou que, em vez disso, tratava-se de uma tentativa de "dar alguma legitimidade a um acordo para conferir imunidade a pessoas e entidades ligadas ao presidente e destinar bilhões de dólares dos contribuintes americanos para reparar danos não definidos em lei".

A ordem judicial de Williams impede que qualquer uma das partes envolvidas no caso, incluindo Trump, seus filhos adultos e sua empresa homônima, se refira ao acordo ou cite quaisquer de seus termos em futuros processos judiciais.

Essa medida pode anular a parte do acordo que impede o IRS de realizar auditorias em reivindicações fiscais passadas envolvendo Trump ou suas empresas.

O procurador-geral interino, Todd Blanche, já informou ao Congresso que o plano de um fundo de quase US$ 1,8 bilhão para indenizar vítimas da "instrumentalização" e da "guerra jurídica" do governo — termos que Trump usa há tempos para descrever processos judiciais contra ele e seus aliados — não prosseguirá.

Trump processou o IRS em janeiro, acusando a agência de não ter feito o suficiente para impedir o vazamento de suas declarações de imposto de renda durante seu primeiro mandato e inicialmente buscando US$ 10 bilhões (R$ 51,5 bilhões, na cotação atual).

O acordo intermediado em maio entre os advogados pessoais de Trump e altos funcionários do Departamento de Justiça levou Trump a desistir do processo em troca de amplas proteções fiscais e da criação do "fundo de instrumentalização".

O acordo foi alvo de duras críticas por parte de diversos setores, incluindo alguns parlamentares republicanos, que acusaram o governo Trump de agir em benefício próprio e de desviar dinheiro dos contribuintes para aliados políticos.

Um porta-voz da equipe jurídica de Trump não comentou diretamente a decisão do tribunal, mas reiterou as alegações de que os registros fiscais de Trump foram vazados indevidamente e afirmou que o presidente "continua responsabilizando aqueles que prejudicam a América e os americanos".

Um porta-voz do Departamento de Justiça não respondeu de imediato a um pedido de comentário da agência Reuters.

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Vendas globais de smartphones caem ao menor nível em 13 anos após escassez de chips de memória

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 14:48

Tecnologia Vendas globais de smartphones caem ao menor nível em 13 anos após escassez de chips de memória As remessas caíram 11% no segundo trimestre, com a alta no preço dos chips de memória reduzindo a demanda. Apple ampliou sua participação no mercado, enquanto a Samsung retomou a liderança. Por Reuters

Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple em Taiwan, em foto de 19 de setembro de 2025 — Foto: Reuters/Ann Wang

As remessas globais de smartphones caíram 11% no segundo trimestre, para o menor nível desde 2013, devido à prolongada escassez de chips de memória, que elevou os preços dos aparelhos e reduziu a demanda, segundo estimativas preliminares da Counterpoint Research.

A Apple contrariou a tendência com um aumento de 3% nas remessas, elevando sua participação no mercado global para um recorde de 20% no trimestre, devido à demanda resiliente por sua linha premium de iPhones e à manutenção dos preços. No entanto, analistas preveem aumentos de preços nos próximos meses.

A Samsung recuperou a liderança com uma participação de 24%, beneficiando-se das fortes vendas de sua linha principal Galaxy S26, melhor disponibilidade de produtos e menos aumentos de preços em mercados como a Índia e o Oriente Médio.

A Xiaomi, a Oppo e a Vivo, porém, registraram as maiores quedas nas remessas entre os cinco maiores fabricantes de smartphones, refletindo sua maior exposição a dispositivos de entrada e intermediários.

A Counterpoint manteve a previsão de queda de cerca de 14% nas remessas globais de smartphones este ano e afirmou que a escassez de memória provavelmente persistirá até 2027.

Os preços da memória continuaram a subir, uma vez que os fornecedores priorizaram os clientes de data centers com foco em IA em detrimento dos eletrônicos de consumo, forçando os fabricantes a repassar os custos mais altos dos componentes aos consumidores por meio de aumentos de preços, principalmente para dispositivos de entrada e intermediários.

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Ministério decide notificar Apple e Google por oferta irregular de aplicativos de apostas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 13:46

Política Ministério decide notificar Apple e Google por oferta irregular de aplicativos de apostas Medida não representa punição contra empresas. Primeira notificação foi feita em abril deste ano, mas MJ detectou que lojas continuaram fornecendo acesso a apps em desacordo com a lei. Por Fábio Amato, g1 e TV Globo — Brasília

O Ministério da Justiça notificou a Apple e o Google por manterem em suas lojas aplicativos de apostas irregulares. A medida não representa punição contra as empresas.

Os aplicativos operam sem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas. Além disso, as plataformas digitais não possuem mecanismo de verificação etária para os usuários.

A legislação proíbe menores de 18 anos em apostas. O Estatuto da Criança e do Adolescente Digital, em vigor desde março de 2026, exige essa segurança.

A primeira notificação ocorreu em abril de 2026, após monitoramento de rotina. A pasta identificou inúmeros aplicativos sem autorização e sem controle de idade efetivo.

Um novo levantamento em 29 de junho constatou a permanência das irregularidades. O ministério solicitou informações adicionais sobre os mecanismos de controle das duas empresas.

O Ministério da Justiça (MJ) decidiu notificar a Apple e o Google por manterem em suas lojas virtuais aplicativos de apostas em desacordo com a legislação brasileira. A medida, contudo, não representa punição contra as duas empresas.

Segundo ofícios aos quais a TV Globo teve acesso, assinados pelo secretário nacional de Direitos Digitais do ministério, Victor Oliveira Fernandes, nessas lojas estão disponíveis aplicativos de apostas sem autorização para operar e que não possuem mecanismo de verificação etária.

➡️No Brasil, sites e aplicativos de apostas precisam de autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda para operarem.

Além disso, a legislação proíbe o acesso de menores de 18 anos às chamadas “bets”. E para evitar esse acesso, o Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca) Digital estabelece que os aplicativos de apostas devem dispor de mecanismo de verificação etária (leia mais abaixo).

🔎O ECA Digital é a lei que atualiza a proteção de crianças e adolescentes na internet. Em vigor desde março de 2026, a norma estabelece regras para redes sociais, jogos, aplicativos e outras plataformas digitais, com o objetivo de aumentar a segurança online de menores de idade.

Os ofícios mostram que o Ministério da Justiça notificou Apple e Google pela primeira vez em abril passado.

Esses mesmos documentos apontam que a medida foi tomada após monitoramento de rotina feito por técnico da pasta.

Os profissionais identificaram, nessas lojas, a presença de “inúmeros aplicativos que promoveriam, ofertariam ou viabilizariam o acesso a apostas de quota fixa e a outras modalidades lotéricas sem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF), os quais permaneceriam disponíveis para download e instalação sem controle etário efetivo.”

Naqueles ofícios, o ministério ainda pediu informações sobre a política das duas empresas para os aplicativos de apostas, além dos mecanismos de triagem usados por elas para identificar se esses aplicativos cumpriam a legislação.

Já os novos ofícios apontam que o ministério realizou, no dia 29 de junho, novo levantamento nas lojas virtuais e constatou que ambas continuavam oferecendo acesso a aplicativos em desacordo com a lei.

Esses novos ofícios pedem informações adicionais a Apple e Google, como sobre os mecanismos adotados por elas para assegurar que menores de 18 anos não tenham acesso a conteúdo inadequado.

O g1 procurou a assessoria de imprensa das duas empresas, mas, até a última atualização, aguardava respostas.

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Lula diz que Trump vai praticar ‘pirataria’ se EUA tomarem controle do Estreito de Ormuz e cobrarem 20% sobre cargas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 13:46

Política Lula diz que Trump vai praticar 'pirataria' se EUA tomarem controle do Estreito de Ormuz e cobrarem 20% sobre cargas Petista comentou declaração do americano, que afirmou que os EUA serão os 'guardiões' de Ormuz e deveriam ser 'reembolsados' por isso. Lula visitou instituto de tecnologia em SP. Por Kellen Barreto, g1 — Brasília

Lula afirmou nesta segunda (13) que Donald Trump vai praticar 'pirataria' se os EUA controlarem o Estreito de Ormuz e cobrarem taxa de 20% sobre cargas.

As declarações de Lula ocorreram em São Paulo. Ele reagiu a falas de Trump sobre a cobrança de pedágio e a volta dos conflitos americanos com o Irã.

Lula classificou a intenção americana de cobrar pela segurança das embarcações como 'anormal'. Ele defendeu a produção nacional e o preço justo do biodiesel brasileiro.

O comando militar do Irã rebateu imediatamente a posição de Trump. O país declarou que não permitirá a intervenção dos EUA na administração do Estreito de Ormuz.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (13) que o presidente Donald Trump vai praticar "pirataria" caso os Estados Unidos tomem o controle do Estreito de Ormuz e passem a cobrar 20% de taxa sobre cargas transportadas por embarcações que passam pelo local.

A fala do petista é uma reação a declarações feitas pelo norte-americano, mais cedo nesta segunda, quando Trump comentou sobre a volta dos conflitos com o Irã.

Em entrevista à emissora americana Fox News, Trump disse que os EUA serão "os guardiões do estreito" e que deveriam ser "reembolsados" caso liberem a via marítima. E, na Truth Social, rede do presidente estadunidense, ele falou sobre a taxa que pretende instituir.

Durante visita a laboratórios no Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo, Lula comentou as declarações do norte-americano.

"Hoje, tem um tuíte de Trump dizendo que vai desobstruir o Estreito de Ormuz, dizendo que vai desobstruir, mas cada navio, o dono do petróleo tem que pagar 20% pra ele", introduziu Lula.

"Antigamente, isso se chamava pirataria, um estado importante como os EUA, por muito tempo combateu a pirataria, não volte agora a virar pirata, não tem que cobrar, é da responsabilidade deles, não estava fechado, não foi o Brasil que inventou a guerra, foi ele [Trump] que inventou a guerra", completou.

Ainda sobre a afirmação de Trump, Lula classificou "anormal" alguém querer "ganhar dinheiro em cima da desgraça".

"É muito delicado a gente perceber que os EUA provocam uma guerra e, agora, começam a cobrar pelo navio que vai atravessar pela segurança dele. Não é comum, normal, democrático. É anormal, ganhar dinheiro em cima da desgraça", declarou o presidente brasileiro.

💡 O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área.

Lula também defendeu a produção nacional de biodiesel, afirmando que não vai cobrar alíquotas extras de países estrangeiros que quiserem comprar o combustível. "Não vamos cobrar nada, só o preço justo do biodiesel", concluiu Lula.

O presidente Lula durante visita ao Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo — Foto: Reprodução/Lula

A fala de Trump nesta segunda contrasta com declarações feitas por ele em junho, dizendo que não haveria cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz.

"O Estreito de Ormuz está aberto e permanecerá aberto, com ou sem o Irã. Estamos restabelecendo o bloqueio iraniano, assim denominado porque impede apenas a entrada e saída de navios ou clientes iranianos", escreveu na Truth Social.

"Todos os outros países terão uso livre e irrestrito do Estreito. Os EUA serão, a partir deste momento, conhecidos como 'o guardião do Estreito de Ormuz', mas, como tal, e por uma questão de JUSTIÇA, serão reembolsados ​​em 20% de toda a carga transportada, por todos os custos necessários para garantir a segurança desta região tão instável do mundo", completou Trump.

A declaração do presidente dos Estados Unidos foi imediatamente rebatida pelo comando militar do Irã, que afirmou que "não permitirá que os EUA intervenham na administração" de Ormuz.

"O Irã não permitirá que os EUA intervenham na administração do Estreito de Ormuz. Qualquer tentativa dos EUA de transitar pelo estreito sem a autorização iraniana será fortemente contestada", afirma comunicado, que ainda traz um alerta aos países vizinhos: "Aos líderes dos países da região, qualquer cooperação com os EUA será considerada guerra contra o Irã".

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump. — Foto: Pablo Porciúncula e Andrew Caballero-Reynoldos/ AFP via Getty Images

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Califórnia e outros 11 estados processam acordo de US$ 110 bilhões entre Paramount e Warner Bros.

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 13:46

Tecnologia Califórnia e outros 11 estados processam acordo de US$ 110 bilhões entre Paramount e Warner Bros. Ação judicial alega que fusão reduziria a concorrência nos mercados de cinema e TV por assinatura; negócio é considerado estratégico para transformar Paramount em rival de Netflix e Disney. Por Reuters — Nova York

A Califórnia e outros 11 estados americanos estão processando a tentativa de aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount, avaliada em US$ 110 bilhões (R$ 565,4 bilhões), para impedir que o negócio avance. As autoridades alegam que a operação reduziria a concorrência na distribuição de filmes e na televisão por assinatura, prejudicando cinemas e empresas de TV paga.

Segundo o procurador-geral da Califórnia, os Estados pediram à Paramount que não conclua a fusão até o término da ação. Ela representa uma ameaça significativa à proposta do CEO da Paramount, David Ellison, de transformar a empresa em uma grande concorrente de gigantes como Netflix e Disney.

“Com este processo, a Califórnia e nossos estados parceiros estão lutando por mercados livres e justos, e não por mercados manipulados. Os Estados Unidos não têm reis no governo nem na economia”, afirmou Bonta em comunicado.

Segundo os estados, caso a operação seja aprovada, a Paramount passaria a controlar 27% do mercado de distribuição de filmes exibidos nos cinemas americanos, 30% da distribuição de grandes produções cinematográficas e 27% do mercado de canais básicos de TV a cabo.

A decisão sobre as alegações dos estados provavelmente levará meses, provocando um atraso que pode gerar centenas de milhões de dólares em custos adicionais para a Paramount.

O acordo provocou reação negativa de atores, roteiristas e outros profissionais da indústria, que temem impactos sobre empregos. Donos de cinemas também se posicionaram contra a transação, preocupados que a união entre o estúdio Warner Bros. e a Paramount Pictures resulte em uma redução no número de filmes lançados.

A Paramount afirmou que o acordo permitirá aumentar, e não reduzir, sua produção após a empresa cortar US$ 6 bilhões (R$ 5,14 bilhões) em estruturas redundantes, marketing e cargos corporativos.

Torre de Água da Warner Bros é retratada nos estúdios da Warner Bros, em Burbank, Califórnia, EUA — Foto: Reuters

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos já autorizou a operação, afirmando que ela não apresenta problemas relacionados à concorrência.

O pai do CEO da Paramount, David Ellison – o bilionário Larry Ellison, cofundador da Oracle – mantém relações próximas com o presidente Donald Trump, e a empresa contratou ex-integrantes do governo Trump.

A Paramount se comprometeu a pagar cerca de US$ 650 milhões (R$ 3,3 bilhões) em taxas aos acionistas da Warner Bros. Discovery a cada trimestre caso o acordo não seja concluído antes de outubro.

A companhia afirmou que atrasos podem obrigá-la a renegociar o financiamento da operação, gerar incertezas sobre o preço de suas ações ou até mesmo levar ao cancelamento definitivo da transação.

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Stellantis registra alta de 10% nas entregas globais de veículos no 2º trimestre

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 11:48

Carros Stellantis registra alta de 10% nas entregas globais de veículos no 2º trimestre Montadora entregou quase 1,6 milhão de veículos entre abril e junho. Crescimento foi impulsionado por novos modelos nos EUA e Europa, mas parcialmente compensado pela queda nas vendas na América do Sul e no Oriente Médio. Por Reuters

Linha de produção do Fiat Cronos no complexo de Ferreyra, na Argentina — Foto: Divulgação / Stellantis

A Stellantis, dona de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e Ram, anunciou nesta segunda-feira (13) que entregou quase 1,6 milhão de veículos no segundo trimestre, alta de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelo forte desempenho na América do Norte, seu principal mercado.

A recuperação das vendas é considerada peça-chave no plano de reestruturação liderado pelo presidente-executivo, Antonio Filosa.

Nos últimos anos, a montadora perdeu participação em mercados estratégicos diante da alta nos preços dos veículos, da aposta mais intensa em modelos elétricos, de problemas de qualidade e da concorrência crescente de fabricantes chineses.

Em maio, Filosa apresentou um novo plano de negócios de 60 bilhões de euros até 2030, que prevê o lançamento de novos modelos, a reorganização do portfólio de marcas e a ampliação de parcerias nas áreas de tecnologia e manufatura.

Na América do Norte, as entregas cresceram 38% no segundo trimestre, alcançando 445 mil unidades. O resultado foi impulsionado pelo lançamento e renovação de modelos como a picape Ram 1500 com motor V8, sua versão de alto desempenho TRX SRT, além dos utilitários Jeep Grand Wagoneer, Grand Cherokee e da minivan Chrysler Pacifica.

Segundo a empresa, o desempenho também refletiu os preparativos para a paralisação programada da produção durante o verão no hemisfério norte.

Na Europa ampliada, outro mercado estratégico para a Stellantis, as entregas aumentaram 5%, para 762 mil unidades, impulsionadas pelo crescimento do mercado na região. O volume inclui cerca de 33 mil veículos da fabricante chinesa Leapmotor, distribuídos e comercializados pela Stellantis.

A demanda na Europa foi puxada principalmente por modelos de entrada, como Citroën C3 e C3 Aircross, Opel Frontera e Fiat Panda.

O crescimento registrado na América do Norte e na Europa foi parcialmente compensado pela queda nas entregas no Oriente Médio e na África, afetadas pelo conflito na região, e na América do Sul, onde a retração do mercado argentino pressionou os resultados.

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Meta amplia projeto de data center para IA nos EUA e eleva investimento para mais de US$ 50 bilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 11:48

Tecnologia Meta amplia projeto de data center para IA nos EUA e eleva investimento para mais de US$ 50 bilhões Empresa expandirá capacidade computacional do complexo na Louisiana para 5 gigawatts e prevê investir mais de US$ 1 bilhão em infraestrutura local. Por Reuters

A Meta anunciou nesta segunda-feira (13), que seu data center em Richland Parish, no Estado norte-americano de Louisiana, será expandido para 5 gigawatts de capacidade computacional, com o investimento no projeto aumentando para mais de US$50 bilhões.

O centro de dados planejado, conhecido como Hyperion, tinha previsão inicial de fornecer mais de 2 gigawatts de capacidade computacional para suportar o treinamento de grandes modelos de linguagem, a tecnologia por trás de ferramentas como o ChatGPT.

O anúncio surge num momento em que grupos ambientalistas e de defesa do consumidor pressionam cada vez mais contra a expansão intensiva em energia.

O pedido do grupo ambientalista norte-americano Earthjustice para investigar o financiamento do projeto do data center da Meta na Louisiana foi negado no início deste ano. 

A Earthjustice afirmou que o acordo de financiamento poderia, em última análise, transferir injustamente os custos do projeto para os clientes da concessionária, caso a Meta abandone o projeto antes que a concessionária recupere seu investimento.

No ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o projeto do data center da empresa custaria US$50 bilhões.

Desde o início das obras em dezembro de 2024, empresas locais da Louisiana receberam mais de US$1,6 bilhão em contratos da Meta, segundo a empresa.

Com essa expansão, a empresa afirmou que planeja investir mais de US$1 bilhão em melhorias na infraestrutura local, incluindo estradas, sistemas de água e esgoto.

A Meta, assim como suas concorrentes do setor de tecnologia, tem investido bilhões de dólares em data centers de inteligência artificial e poder computacional, visto que a demanda continua superando a oferta.

A empresa prometeu investir US$600 bilhões em infraestrutura e empregos nos EUA nos próximos três anos, enquanto constrói enormes data centers para impulsionar as apostas agressivas do presidente-executivo, Mark Zuckerberg, em tecnologias de agentes de IA.

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IA pode transformar a economia mais rápido que a Revolução Industrial, alertam especialistas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 10:50

Tecnologia IA pode transformar a economia mais rápido que a Revolução Industrial, alertam especialistas Mais de 200 economistas e pesquisadores defendem que governos criem desde já políticas e instituições para enfrentar mudanças no mercado de trabalho e reduzir riscos sociais. Por Reuters

Logotipo da OpenAI em um celular diante de uma imagem gerada pelo DALL·E, ferramenta de criação de imagens do ChatGPT. — Foto: Michael Dwyer/AP

Mais de 200 pesquisadores e economistas, incluindo 15 ganhadores do Prêmio Nobel e pesquisadores da OpenAI, da Anthropic e do Google, apelaram aos governos e aos líderes do setor de tecnologia para que criem, com urgência, políticas e instituições destinadas a lidar com o impacto econômico da inteligência artificial.

Eles divulgaram a declaração assinada em conjunto nesta segunda-feira (13), alertando que a IA poderia impulsionar uma transformação econômica maior do que a Revolução Industrial, mas com um prazo “muito mais curto”, o que levanta questões para trabalhadores, empresas e instituições públicas.

A declaração pede pesquisas mais aprofundadas sobre os impactos econômicos da IA e o início da elaboração de políticas e instituições necessárias para garantir que a tecnologia beneficie a sociedade e para lidar com riscos como a perda de empregos em grande escala.

“O vapor, a eletricidade e os computadores deram às sociedades décadas para se adaptarem. A IA pode nos dar apenas alguns anos”, disse Anton Korinek, professor da Universidade da Virgínia.

“Não podemos improvisar nossa estratégia e nossas instituições no meio da transformação; esperar pela certeza significa chegar tarde demais", completou.

Korinek, que se juntou à equipe de pesquisa econômica da Anthropic em março, organizou a iniciativa com os pares economistas Erik Brynjolfsson, Ajay Agrawal e Tom Cunningham.

Entre os signatários estão a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar; o cientista-chefe do Google DeepMind, Jeff Dean; o cofundador da Anthropic, Jack Clark; e membros da equipe de pesquisa econômica da empresa criadora do chatbot Claude.

Os ganhadores do Prêmio Nobel Michael Spence, Daron Acemoglu e Simon Johnson, entre outros, também assinaram a declaração.

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Temor de super El Niño faz preço do café disparar e alta pode pesar no bolso dos consumidores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 10:50

Espírito Santo Temor de super El Niño faz preço do café disparar e alta pode pesar no bolso dos consumidores Alta nas bolsas internacionais é impulsionada pelo risco de quebra da próxima safra, menor oferta e especulação no mercado. Especialistas preveem impacto nos supermercados nos próximos meses. Por Paulo Ricardo Sobral, g1 ES e TV Gazeta

O temor com possíveis impactos do fenômeno climático El Niño na produção cafeeira fez disparar as cotações do café conilon e arábica nas bolsas internacionais.

Na Bolsa de Londres, a valorização do café conilon foi de quase 20%, enquanto o arábica subiu 30% na Bolsa de Nova York no mesmo período.

Na última segunda-feira (6), as cotações registraram alta de até 16% em um único dia, o equivalente a cerca de US$ 60 por saca de café.

O economista Guilherme Dietze explicou que os baixos estoques mundiais de café e a ameaça do super El Niño podem manter os preços altos nos supermercados.

O secretário Enio Bergoli informou que a pasta da Agricultura se reuniu com bancos para garantir estratégias de proteção e postergação de parcelas de crédito rural de produtores.

Os possíveis impactos do super El Niño sobre o clima já começaram a preocupar os produtores, especialmente de café, no Espírito Santo. O estado é um dos maiores produtores do Brasil e o primeiro em produção de conilon. O receio é de que o fenômeno reduza a safra do próximo ano.

A formação do fenômeno climático fez disparar as cotações do café conilon e do arábica nas bolsas internacionais no últimos dias. E esse movimento de alta pode chegar ao bolso dos consumidores nos próximos meses. Com risco de quebra na produção e menos produto no mercado, a tendência é de que os preços subam.

Na Bolsa de Londres, que é referência para o café conilon, a valorização foi de quase 20% em menos de um mês. Já na Bolsa de Nova York, que negocia o café arábica, a alta chegou a 30% no mesmo período.

Somente na última segunda (6), as cotações registraram uma das maiores altas da história, com avanço de até 16% em um único dia, o equivalente a cerca de US$ 60 por saca.

Segundo o vice-presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória, Jorge Nicchio, três fatores explicam a disparada dos preços: o risco de impactos do El Niño na próxima safra; a produção atual menor do que a esperada; e a atuação de fundos financeiros no mercado internacional.

"Primeiro, se o El Niño vier vier numa intensidade grande, vai fazer um efeito de que a produção no próximo ano seja bem menor. O segundo motivo para a alta nos preços é a safra atual, que já está finalizando. O conilon teve uma queda expressiva, então vai ser uma safra menor do que o mercado estava precificando", explicou.

No Brasil, o fenômeno do super El Niño deve provocar mais chuvas na Região Sul e estiagem nas regiões Norte e Nordeste, além de aumentar a temperatura em praticamente todo o território nacional, principalmente entre novembro e janeiro.

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Grão de café é impactado pela seca, afetando a qualidade do fruto — Foto: Reprodução/TV Gazeta

"Se ele tem 100 sacas, ele vende 10 ou 15. Depois, vende mais 10 ou 15. Ele consegue fazer uma média de preço, o que é um preço bom no café dele", disse o vice-presidente.

Quem acompanha os preços nas prateleiras ainda consegue notar um alívio nos supermercados. A professora universitária Claudia Cavalcanti contou que, nas últimas semanas, até notou uma pequena redução no valor do café.

"Eu consumo bastante café e o que eu tenho observado é que, uns tempos atrás, o preço do café estava muito elevado, mas nas últimas semanas eu notei uma leve redução. Então, isso está facilitando bastante meu bolso", afirmou.

Essa sensação pode ser explicada pela alta expressiva do café ao longo de 2025. O produto chegou a subir 80% em 12 meses. Como estava muito alto, qualquer redução, mesmo que pequena, já causa um alívio no bolso. Assim, os consumidores têm uma ligeira sensação de preço baixo, mas num patamar ainda elevado.

Essa tendência deredução nos preços, no entanto, pode mudar. Para o economista Guilherme Dietze, o mercado mundial já enfrenta um cenário de baixa oferta e estoques reduzidos, situação que tende a pressionar ainda mais os preços caso o El Niño provoque perdas na produção.

"Estamos falando de um período de baixa oferta, de um estoque mundial mais baixo. E diante de um grande desafio que temos, que é o super El Ñino, que pode prejudicar bastante a safra, isso pode também reduzir a oferta, manter baixa para o mercado e, com isso, mantendo o preço alto nos supermercados", explicou.

Segundo o economista, caso o cenário climático se confirme, os efeitos devem ser sentidos de forma mais intensa no segundo semestre de 2026, à medida que as altas nas bolsas internacionais forem repassadas ao varejo. Os impactos podem seguir até 2027.

Enquanto isso, o governo do Espírito Santo já começa a discutir medidas para reduzir os impactos sobre os produtores. O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, informou que a pasta se reuniu com instituições financeiras para garantir estratégias de proteção aos agricultores.

"Os produtores que têm parcelas de crédito a vencer neste período de crise, já está acordado com os bancos de jogar essa parcela mais a frente, nas mesmas condições de contrato. Quem tem seguro, por exemplo, agricultura familiar, operação de custeios, que é o proágua, deve acionar o proágua. Também vamos lançar o nosso programa de crédito rural do Espírito Santo. A gente pega os dados do governo federal com as nossas linhas de crédito e vamos priorizar o financiamento dessas atividades mais resilientes", disse Enio Bergoli.

Efeitos do El Ñino podem reduzir a próxima safra e preços começam a subir — Foto: Reprodução/TV Gazeta

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UE quer estabelecer acesso ‘progressivo e gradual’ de menores às redes sociais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 09:52

Tecnologia UE quer estabelecer acesso 'progressivo e gradual' de menores às redes sociais Relatório recomenda proibição para menores de 13 anos e uso progressivamente autônomo até os 18; Comissão Europeia deve apresentar projeto de lei após o verão europeu. Por France Presse

A União Europeia deseja estabelecer um acesso "progressivo e gradual" para crianças e adolescentes às plataformas digitais, a fim de protegê-los dos riscos, conforme recomendado por especialistas em um relatório publicado nesta segunda-feira (13).

O bloco analisa há meses a possibilidade de estabelecer uma "maioria digital" semelhante à adotada pela Austrália no ano passado.

"A infância é um período extraordinário e delicado para o desenvolvimento do cérebro (…). Devemos considerar o acesso progressivo e gradual de diferentes faixas etárias" às redes sociais e outras plataformas digitais que representam riscos para menores, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

"Não se trata de saber se as crianças podem acessar as redes sociais, mas sim se as redes sociais podem acessar nossas crianças e quando", declarou.

Para obter aconselhamento sobre o assunto, Von der Leyen incumbiu um painel de especialistas composto por médicos, acadêmicos, representantes da juventude e pais de elaborar um relatório, cujas recomendações foram apresentadas nesta segunda-feira.

Zero telas para bebês e crianças pequenas;Proibir o acesso de crianças menores de 13 anos a redes sociais e outros serviços digitais, incluindo assistentes de IA, exceto por períodos limitados sob supervisão dos pais ou em um ambiente educacional;"Uso progressivamente autônomo" das plataformas digitais para jovens de 13 a 18 anos, desde que possuam "recursos de segurança essenciais", como um sistema eficaz de verificação de idade e um design livre de funções viciantes;Os países da UE teriam liberdade para estabelecer proibições nacionais de acesso para além dos 13 anos;Aos 18 anos, os europeus atingiriam a "maioridade digital plena".

As plataformas "devem demonstrar que seus serviços não causam danos. Na Europa, quem desenvolve um produto é responsável por sua segurança", afirmou Von der Leyen.

"Todo o ecossistema que envolve as crianças precisa mudar. Mas não temos tempo a perder. As crianças e os adolescentes enfrentam graves riscos neste momento", disse Jorg Fegert, um dos copresidentes do painel, ao lado da presidente.

Nos últimos meses, a UE intensificou a pressão sobre as plataformas de redes sociais para que levem em consideração o bem-estar físico e mental de seus usuários.

Na sexta-feira, Bruxelas ordenou que o Facebook e o Instagram modificassem suas funções "viciantes", sob pena de multas pesadas, seguindo um alerta semelhante feito ao TikTok em fevereiro.

Um número crescente de Estados-membros da UE – França, Espanha, Grécia, Dinamarca, Áustria e Suécia – adotou ou considera adotar restrições ao acesso de crianças às redes sociais.

No entanto, a questão gera controvérsias dentro do bloco, com países que se opõem às proibições, como a Estônia, enquanto outros guardam silêncio.

Implementar tais medidas no bloco evitaria uma colcha de retalhos de regulamentações nacionais e seria mais fácil de aplicar nas plataformas, cuja regulamentação já é, em grande parte, da responsabilidade de Bruxelas em coordenação com os 27 Estados-membros.

Von der Leyen afirmou que a Comissão Europeia, o braço Executivo da UE, irá "examinar as propostas nacionais com muita atenção".

O bloco "integrará" esse trabalho, assegurou ela, e então desenvolverá sua própria proposta para "harmonizar a abordagem e encontrar uma solução comum".

A União Europeia já possui um arsenal reforçado para controlar as gigantes da tecnologia e proteger os usuários digitais, mas Bruxelas anunciou que prepara novas normas.

O chefe da proteção do consumidor da UE, o comissário Michael McGrath, prometeu que uma nova lei, prevista para o final deste ano, oferecerá às crianças maior proteção contra designs viciantes.

"Os mercados digitais são projetados para capturar a atenção e influenciar o comportamento. As novas normas ajudarão a garantir que os consumidores possam tomar decisões informadas e livres de manipulação", disse McGrath à AFP.

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