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Governo vê tom ‘político-eleitoral’ em manifestação de Flávio Bolsonaro sobre tarifaço e diz que ele frustrou empresários

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 15:49

Política Blog do Valdo Cruz Governo vê tom 'político-eleitoral' em manifestação de Flávio Bolsonaro sobre tarifaço e diz que ele frustrou empresários Por Valdo Cruz, Marcelo Parreira, GloboNews e g1 — Brasília

A avaliação do governo Lula sobre a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na audiência sobre o tarifaço do governo americano contra exportações brasileiras é que a fala do pré-candidato a presidente foi feita em um tom "puramente político-eleitoral" e frustrou empresários, que torciam para uma fala mais em defesa do Brasil na busca de evitar novas tarifas.

A campanha de Lula planeja utilizar a fala do adversário como munição para reforçar o discurso de que o filho do ex-presidente Bolsonaro quer subordinar os interesses brasileiros aos dos Estados Unidos.

Para assessores presidenciais, Flávio Bolsonaro não fez uma defesa dos empresários brasileiros e preferiu focar em ataques ao governo Lula, usando a audiência para seus interesses políticos.

Além disso, os auxiliares do presidente destacaram que o senador, mais uma vez, usou o caso do Banco Master para tentar atingir o governo Lula, mas omitiu sua relação próximo com o banqueiro Daniel Vorcaro.

"Neste ponto, com certeza ele não engana os assessores americanos, que sabem muito das notícias sobre a cobrança que o senador fez a Vorcaro para financiar o filme sobre seu pai", disse um assessor palaciano.

O vice-líder do governo, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), criticou Flávio Bolsonaro. "Ele não foi defender o Brasil, mas apenas tentar apagar as próprias digitais. No passado, comemorou o tarifaço contra o país e agradeceu a Trump", afirmou o deputado.

Ele acrescentou que, "agora, só pede o adiamento. Diz que é o pior momento. Depois da eleição, pelo visto, o Brasil que se vire".

Do lado de Flávio Bolsonaro, sua equipe diz que ele cumpriu um roteiro para também ser usado na campanha. A ideia é mostrar que ele buscou defender o país, atacando o governo Lula que – no seu discurso – é o responsável pelas ameaças de tarifaço da parte de Donald Trump.

O senador, por sinal, pretende ficar mais alguns dias nos Estados Unidos, para tentar mostrar que ele segue tentando evitar o tarifaço, que será decidido até o dia 15 de julho.

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MEI: projeto que amplia teto terá impacto fiscal de R$ 8,1 bilhões em três anos, estima governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 15:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,32%Dólar TurismoR$ 5,3540,29%Euro ComercialR$ 5,8870,19%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.839 pts-0,35%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,32%Dólar TurismoR$ 5,3540,29%Euro ComercialR$ 5,8870,19%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.839 pts-0,35%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,32%Dólar TurismoR$ 5,3540,29%Euro ComercialR$ 5,8870,19%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.839 pts-0,35%Oferecido por

O governo calcula um impacto fiscal de R$ 8,1 bilhões ao longo de três anos caso seja aprovado o projeto de lei complementar enviado pelo Executivo que amplia o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e autoriza a contratação de até dois funcionários.

🔎Encaminhada ao Congresso Nacional na última semana, a proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028.

O teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a "atualização dos limites de receita bruta busca compatibilizar os parâmetros legais com a realidade econômica dos microempreendedores, permitindo que negócios em processo de crescimento permaneçam enquadrados em regime simplificado por período mais adequado ao seu estágio de desenvolvimento".

Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.

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Criado no final de 2008, o microempreendedor individual está inserido no Simples Nacional e se baseia em um regime simples para formalizar quem trabalha por conta própria, como autônomos e pequenos negócios. Atualmente, há cerca de 16,6 milhões de MEIs ativos no país.

🔎O MEI contribui para a Previdência, mas está isento dos demais impostos e contribuições federais, como IRPJ, CSLL, PIS e Cofins. Também seguirá isento dos futuros impostos sobre o consumo da reforma tributária, como a CBS federal e o IBS dos estados e municípios.

A contribuição gera direito a benefícios de aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez ou incapacidade permanente, pensão por morte, auxílio-doença (incapacidade temporária) e salário-maternidade.

Mesmo com contribuição reduzida, o programa tem registrado, desde seu início, elevada taxa de inadimplência.

No início do programa, em 2008, a alíquota cobrada era de 11% para a previdência social, valor que caiu para 5% em 2011. Também houve, naquele momento, definição de que essa alíquota simbólica de 5% passasse a ser o piso previdenciário para o segurado facultativo de baixa renda.

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Anfavea volta a criticar imposto menor para carros chineses e fala em ‘competição desigual’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 15:49

Carros Anfavea volta a criticar imposto menor para carros chineses e fala em 'competição desigual' Associação de fabricantes no Brasil alerta que marcas chinesas têm importado grandes volumes de carros semimontados, pagam menos imposto por eles e criam cenário injusto de competição. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

A decisão de ampliar a isenção de imposto para carros elétricos semidesmontados até janeiro de 2027 cria um cenário de competição desigual. A declaração foi feita nesta terça-feira (7) por Igor Calvet, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Segundo o executivo, as marcas de veículos com infraestrutura instalada há mais tempo no Brasil ficam em desvantagem na competição contra as marcas chinesas, que trazem veículos desmontados em grandes volumes e com menos impostos.

“Se é para simplesmente importar, a empresa faz isso com custo chinês, com logística e custo de capital mais baratos. Aí não há jeito de competir”, explica Calvet.

Em junho deste ano, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) renovou a cota de importação sem impostos de veículos elétricos semimontados e desmontados. Conhecidos como processos CKD e SKD.

Pela decisão do governo, os veículos montados no Brasil (chamados de CKD) e os semimontados no país (chamados de SKD) não pagarão imposto de importação pelos próximos seis meses.

O volume de importações que não pagarão imposto é de US$ 463 milhões durante seis meses, a partir de 1º de julho de 2026. A medida vale até janeiro de 2027.

Uma das reclamações da Anfavea junto ao Gecex é de que não houve discussão em postergar o incentivo. A decisão teria sido tomada sem consultar a entidade e seus associados.

Segundo Andrea Serra, diretora tributária e de comércio exterior da Anfavea, um dos critérios para usufruir do benefício é o cálculo do volume de importação. Essa conta leva em consideração as operações desde 2023, o que, segundo Serra, não reflete o mercado de hoje.

“Um dos nossos pedidos seria considerar somente os últimos seis meses para dividir essa cota com um retrato mais atual do mercado brasileiro”, explica a diretora.

Segundo Calvet, se o Brasil mudasse toda a indústria automotiva para os regimes de CKD e SKD, seriam perdidos 70% dos empregos do setor. Isso aconteceria porque o processo de montagem é mais simples, tem menos etapas e demanda menos mão de obra.

Um estudo da Anfavea estima que de cada 10 trabalhadores necessários para a produção de carros no Brasil, apenas seriam necessários para montar o mesmo carro em regime de CKD ou SKD.

“Não adianta haver indicativo que o Brasil precisa caminhar para uma produção sofisticada e completa de carro eletrificados e, ao mesmo tempo, haver incentivo para importação de carros desmontados”, diz Calvet.

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Imposto de Renda 2026: quando consultar a restituição do lote especial ‘cashback’? Quando o dinheiro cai na conta?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 15:49

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: quando consultar a restituição do lote especial 'cashback'? Quando o dinheiro cai na conta? Projeto piloto da Receita Federal deve beneficiar cerca de 4 milhões de contribuintes que não precisaram declarar o Imposto de Renda em 2025, mas têm valores a receber. Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

A Receita Federal abre na quarta-feira (8) a consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda. O pagamento será feito em 15 de julho.

O lote atende pessoas dispensadas da declaração em 2025 que tiveram imposto retido em 2024. Cerca de 4 milhões de contribuintes receberão até R$ 1.000 cada.

No projeto piloto, a Receita usa dados próprios para gerar uma declaração simplificada. O cidadão pode conferir e ajustar as informações no portal ou aplicativo oficial.

O pagamento será feito exclusivamente por chave PIX do tipo CPF. Quem não possui essa modalidade cadastrada precisará criá-la para receber o valor.

Este lote especial não integra o calendário regular de restituições de 2026. O próximo pagamento dos lotes tradicionais está previsto para ocorrer em 31 de julho.

A Receita Federal abre nesta quarta-feira (8), às 9h, a consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), iniciativa piloto conhecida como "cashback".

O pagamento será realizado em 15 de julho, diretamente na conta vinculada à chave PIX do tipo CPF do contribuinte. (veja como consultar)

O lote é destinado a pessoas que não estavam obrigadas a entregar a declaração do Imposto de Renda em 2025 e, por isso, não declararam, mas tiveram imposto retido na fonte ao longo de 2024 e possuem valores a restituir.

Segundo a Receita, cerca de 4 milhões de contribuintes devem ser beneficiados nesta etapa, com a liberação de aproximadamente R$ 500 milhões em restituições. O valor da devolução é limitado a R$ 1.000 por contribuinte.

A restituição automática é um projeto piloto criado para facilitar a devolução de valores pagos indevidamente ou a maior por contribuintes que não precisavam apresentar a declaração do Imposto de Renda.

Nesse modelo, a Receita utiliza informações já disponíveis em suas bases de dados para elaborar automaticamente uma declaração simplificada, identificando eventuais valores a restituir sem que o cidadão precise iniciar o processo.

🔍 De acordo com o órgão, a medida busca reduzir a burocracia e evitar que milhões de brasileiros deixem de receber recursos aos quais têm direito por desconhecimento das regras ou por estarem dispensados de declarar o imposto.

Para receber a restituição automática, o contribuinte precisa atender a todos os seguintes requisitos:

não estar obrigado a entregar a declaração do IRPF referente ao exercício de 2025;não ter apresentado a declaração por iniciativa própria;ter tido imposto de renda retido na fonte durante 2024;ter direito à restituição de até R$ 1.000;possuir CPF regular e uma chave PIX cadastrada com o CPF.

A partir desta quarta-feira, o contribuinte poderá verificar se foi contemplado no lote especial de restituição por meio dos canais oficiais da Receita Federal. A consulta pode ser feita:

Acesse o serviço Consulta Cashback na página da Receita Federal;Faça login com uma conta gov.br de nível prata ou ouro, se solicitado;Verifique se o seu CPF foi contemplado no lote especial.

Abra o aplicativo Receita Federal, disponível para Android e iOS.Faça login com sua conta gov.br.Acesse a área de consulta da restituição e verifique se foi contemplado.Para acessar o serviço, é necessário fazer login com uma conta gov.br de nível prata ou ouro.

Na área "Meu Imposto de Renda", o contribuinte poderá acessar a declaração gerada automaticamente pela Receita, que possui as mesmas funcionalidades de uma declaração tradicional. Será possível:

conferir os dados utilizados pela Receita;incluir informações adicionais, se necessário;retificar ou ajustar a declaração antes da conclusão do processamento.

Caso tenha direito à restituição, o crédito será feito exclusivamente em uma conta vinculada a uma chave Pix do tipo CPF. Não haverá depósito em contas de outra titularidade nem emissão de ordem de pagamento.

Por isso, a Receita orienta que os contribuintes providenciem uma chave Pix vinculada ao CPF para receber os valores.

Este lote especial segue um calendário próprio e não faz parte do cronograma regular de restituições do Imposto de Renda 2026:

8 de julho: consulta aos contemplados;15 de julho: pagamento da restituição em parcela única;31 de julho: pagamento do próximo lote regular do IRPF.

Enquanto esse lote especial contempla contribuintes que não apresentaram a declaração, as restituições tradicionais continuam sendo pagas normalmente para quem entregou o documento dentro do prazo legal.

Segundo a Receita Federal, a iniciativa faz parte da estratégia de modernização da administração tributária, com foco na automatização de processos, simplificação das obrigações fiscais e ampliação do acesso dos contribuintes a valores pagos indevidamente.

O órgão recomenda que as consultas e o acompanhamento do processo sejam feitos apenas pelos canais oficiais, para reduzir o risco de golpes e fraudes.

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Meta diz que estados dos EUA querem aplicar multa de US$ 1,4 trilhão por ‘vício’ em Facebook e Instagram

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 13:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1500,33%Dólar TurismoR$ 5,3540,3%Euro ComercialR$ 5,8810,14%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.552 pts-0,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,1500,33%Dólar TurismoR$ 5,3540,3%Euro ComercialR$ 5,8810,14%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.552 pts-0,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,1500,33%Dólar TurismoR$ 5,3540,3%Euro ComercialR$ 5,8810,14%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.552 pts-0,52%Oferecido por

A Meta Platforms informou, em documento apresentado à Justiça na segunda-feira (6), que quatro estados norte-americanos estão cobrando US$ 1,4 trilhão em multas por acusações de que a empresa projetou as plataformas Facebook e Instagram para viciar usuários jovens e enganou o público sobre a segurança desses serviços.

O valor foi apresentado pela Meta em resposta aos documentos protocolados pelos procuradores-gerais dos estados, que detalham como as penalidades deveriam ser calculadas caso eles vençam o julgamento.

A cifra, revelada agora pela primeira vez e próxima ao valor de mercado da empresa, estimado em cerca de US$ 1,5 trilhão, antecede o julgamento marcado para agosto, em Oakland, Califórnia, sobre as ações movidas pelos estados da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey.

"Uma penalidade desse tamanho não tem precedentes na história da aplicação das leis de proteção ao consumidor", disse a empresa no documento apresentado à Justiça.

Em nota, a companhia classificou os cálculos dos estados como "absurdos" e afirmou que eles "não têm fundamento nos fatos nem na legislação". A Meta acrescentou que continuará se defendendo das reivindicações apresentadas pelos estados.

Um porta-voz da Procuradoria-Geral de Nova Jersey se recusou a comentar o caso, enquanto representantes dos demais estados não responderam aos pedidos de posicionamento.

Os documentos apresentados pelos estados estão sob sigilo. No entanto, durante uma audiência realizada em junho, os procuradores explicaram que calcularam as multas multiplicando o número de supostas infrações pelos valores das penalidades previstos nas leis estaduais. Segundo eles, o total de infrações foi estimado com base no número de adolescentes e jovens que teriam sido afetados pelas práticas da Meta.

Ao todo, 29 estados processam a Meta na Justiça Federal. A maior parte deles acusa a empresa de violar a Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (Children's Online Privacy Protection Act – COPPA) ao coletar dados de crianças sem o consentimento adequado dos pais.

O julgamento previsto para agosto, conduzido pela juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers, analisará todas as acusações relacionadas à COPPA, além das alegações apresentadas pelos quatro estados de que a Meta violou suas leis de proteção ao consumidor ao induzir o público ao erro sobre a segurança de suas plataformas.

A empresa argumenta que os procuradores não possuem provas de que tenha enganado os consumidores sobre o suposto caráter viciante de suas redes sociais, pois, segundo a companhia, "vício em redes sociais" não é uma condição psiquiátrica oficialmente reconhecida. Dessa forma, afirma que suas declarações de que as plataformas não seriam viciantes não poderiam ser consideradas falsas.

Além desses processos, outros 14 estados moveram ações com base em suas próprias legislações, que serão analisadas em um julgamento separado, previsto para fevereiro.

No mês passado, a juíza Yvonne Gonzalez Rogers rejeitou o pedido da Meta para cancelar o julgamento. Segundo ela, ainda existem questões de fato que precisam ser analisadas, como se as plataformas da empresa realmente foram desenvolvidas para gerar dependência, se a Meta negou falsamente ter feito esse tipo de design e se direcionou, ainda que parcialmente, seus serviços ao público infantil.

Após a decisão, o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, afirmou que a Meta colocou os lucros acima da segurança das crianças e violou as leis de proteção ao consumidor. Ele prometeu responsabilizar a empresa "integralmente" por seu papel na crise de saúde mental entre adolescentes.

A Meta, o Snapchat e sua controladora Snap Inc., o YouTube e sua controladora Alphabet Inc., além do TikTok e sua controladora ByteDance, enfrentam milhares de processos nas Justiças federal e estaduais dos Estados Unidos. As ações alegam que essas empresas desenvolveram deliberadamente recursos capazes de tornar crianças e adolescentes dependentes de suas plataformas, contribuindo para a crise de saúde mental entre os jovens.

Diversos estados norte-americanos processam essas empresas, alguns como parte da ação conduzida pela juíza Rogers e outros em tribunais estaduais.

O Novo México foi o primeiro estado a levar o caso a julgamento. Em março, um júri determinou que a Meta pagasse US$ 375 milhões após concluir que a empresa enganou consumidores do estado. Agora, um juiz do Novo México analisa a segunda etapa da ação, que busca indenizações adicionais e uma ordem judicial para obrigar a Meta a promover mudanças nas plataformas Instagram, Facebook e WhatsApp.

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Em audiência nos EUA, Flávio Bolsonaro diz que momento é o ‘pior possível’ para tarifaço e defende adiamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 12:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1510,3%Dólar TurismoR$ 5,3530,28%Euro ComercialR$ 5,8860,16%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.681 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,1510,3%Dólar TurismoR$ 5,3530,28%Euro ComercialR$ 5,8860,16%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.681 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,1510,3%Dólar TurismoR$ 5,3530,28%Euro ComercialR$ 5,8860,16%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.681 pts-0,44%Oferecido por

O senador Flávio Bolsonaro discursou nesta terça-feira (7) em audiência nos EUA contra o novo tarifaço sobre produtos brasileiros, defendendo o adiamento da medida.

Os EUA decidem até 15 de julho se aplicarão tarifas adicionais ao Brasil, sob a justificativa de que o país adota práticas comerciais irrazoáveis.

O governo brasileiro contestou as acusações e defendeu que o PIX e as decisões do STF são políticas internas que não justificam sanções comerciais.

Em seu discurso, Flávio Bolsonaro também criticou o presidente Lula, rebateu acusações de corrupção e defendeu a criação do PIX no governo de seu pai.

A participação de Flávio ocorreu por inscrição aberta no órgão americano, enquanto o governo federal do Brasil enviou apenas observadores para acompanhar a audiência.

O pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, discursou em audiência pública nos Estados Unidos nesta terça-feira (7) sobre o novo tarifaço.

Na ocasião, ele falou em inglês e estava acompanhado do irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro — que mora nos Estados Unidos.

"O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país mudará completamente, e impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter recompensaria os responsáveis ​​pelas ações em questão", disse.

O senador também mencionou que esse é o "pior momento possível" para a aplicação da medida e defendeu o adiamento.

"Punir aqueles que já arcaram com as consequências seria o pior momento possível para agir. Respeitosamente, peço a este país: não imponha a suas tarifas ao Brasil. Preserve o sucesso desta medida, cancele-a e vamos negociar", prosseguiu.

🔎Em 15 de julho termina o prazo para os EUA decidirem se vão colocar em prática tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.

O governo brasileiro já tinha apresentado neste mês uma resposta formal a conclusão da investigação dos Estados Unidos sobre a proposta do novo tarifaço.

Na época, governo americano acusou o Brasil de práticas "irrazoáveis" que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos.

Em documento enviado ao governo americano e assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o Brasil argumentou que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) não comprovou que políticas brasileiras sejam discriminatórias ou criem barreiras ao comércio dos EUA.

O Executivo também afirmou que críticas americanas ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não são questões comerciais, mas divergências sobre políticas internas brasileiras.

Segundo o Itamaraty, usar esses temas para justificar sanções comerciais ampliaria excessivamente o alcance da legislação americana usada na investigação.

Durante a audiência pública nesta manhã, Flávio Bolsonaro também falou sobre a corrupção, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu o PIX — sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central (BC).

"A corrupção é um dos maiores desafios enfrentados pelo povo brasileiro. Não há discordância quanto a isso. Mas a corrupção tem responsáveis identificáveis. Os quatro maiores escândalos de corrupção da história recente do Brasil — o esquema do Mensalão, o caso revelado pela Operação Lava Jato, a fraude envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na qual o próprio filho do presidente Lula está entre os investigados", frisou.

O senador mencionou ainda os benefícios do PIX — que sempre atribui a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro — a empresas americanas.

"O sistema de pagamentos instantâneos do Brasil foi criado durante a administração [Jair] Bolsonaro. O PIX não é o problema; é uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao integrar milhões de brasileiros — especialmente os mais pobres — à economia formal. Além disso, continua beneficiando diretamente empresas americanas" prosseguiu.

Flávio chegou ao segundo dia de audiência sobre o tarifaço nos EUA por volta das 11h — horário marcado para início das falas —, mas só começou a falar por volta das 11h45, pois havia uma ordem de falas listada.

A participação nas audiências públicas promovidas USTR é aberta aos interessados que se inscreverem — foi assim que Flávio Bolsonaro ganhou o espaço para falar no evento.

O senador enviou à autoridade americana um pedido de comparecimento e um resumo do depoimento que pretende fazer.

Nos documentos, Flávio pede cinco minutos para falar, tempo padrão para participação no evento, e informa que vai se pronunciar em inglês e presencialmente.

O político se apresenta como integrante do Senado Federal do Brasil e pré-candidato à Presidência da República. Relata ter se reunido pessoalmente com Trump para tratar dos temas da investigação.

Já o governo federal não mandou representantes para falar pelo Executivo, mas enviou observadores. Representantes de áreas técnicas e do setor produtivo apresentaram seus argumentos no primeiro dia.

Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump na Casa Branca no final de maio — Foto: Reprodução/Instagram/@FlavioBolsonaro via BBC

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Trump diz que transferência de produção da Toyota para os EUA é efeito das tarifas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 12:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1470,19%Dólar TurismoR$ 5,3510,23%Euro ComercialR$ 5,8850,12%Euro TurismoR$ 6,1300,13%B3Ibovespa172.174 pts-0,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,1470,19%Dólar TurismoR$ 5,3510,23%Euro ComercialR$ 5,8850,12%Euro TurismoR$ 6,1300,13%B3Ibovespa172.174 pts-0,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,1470,19%Dólar TurismoR$ 5,3510,23%Euro ComercialR$ 5,8850,12%Euro TurismoR$ 6,1300,13%B3Ibovespa172.174 pts-0,16%Oferecido por

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião na cúpula da Otan — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que a decisão da Toyota de investir US$ 3,6 bilhões na construção de uma nova fábrica no Texas e transferir parte da produção de caminhonetes do México para os Estados Unidos é um 'grande acontecimento'.

Em publicação na Truth Social, Trump escreveu: "A Toyota está se mudando do México para os Estados Unidos (Texas!). Grande negócio. Tarifas em ação!".

Anunciado pela montadora japonesa na segunda-feira (6), o investimento prevê a construção de uma unidade de aproximadamente 232 mil metros quadrados no campus industrial da empresa em San Antonio. A fábrica deve entrar em operação até 2030 e criar cerca de 2 mil empregos.

Quando a nova unidade estiver concluída, a Toyota transferirá para o Texas parte da produção da picape média Tacoma atualmente realizada em Baja California, no México.

A montadora continuará produzindo a Tacoma em sua fábrica de Guanajuato, também no México. Em San Antonio, onde a nova instalação será construída, a empresa já fabrica as picapes Tundra e os SUVs Sequoia. Além disso, uma nova fábrica de eixos traseiros, com aproximadamente 46,5 mil metros quadrados, deve ser inaugurada no local no outono do Hemisfério Norte.

O anúncio ocorre em meio à pressão de Trump para que montadoras ampliem a produção nos Estados Unidos. Desde o início de seu mandato, o governo norte-americano elevou tarifas sobre automóveis, aço, alumínio e autopeças.

A Toyota afirmou que permanece comprometida com suas operações no México, no Canadá e nos Estados Unidos e defendeu a prorrogação do acordo de livre comércio da América do Norte, considerado essencial pelas montadoras para a integração da cadeia produtiva na região.

Em 2020, a empresa havia transferido a produção da Tacoma de San Antonio para Guanajuato, que passou a dividir a fabricação do modelo com a unidade de Baja California, responsável pela picape desde 2004.

O governador do Texas, Greg Abbott, informou que o projeto poderá receber uma subvenção estadual de US$ 20 milhões, além de outros incentivos.

Segundo a Casa Branca, o anúncio da Toyota é "um entre muitos" investimentos impulsionados pela agenda do governo Trump, baseada em tarifas, desregulamentação e cortes de impostos.

No ano passado, o presidente da Toyota, Akio Toyoda, apareceu usando uma camiseta "Trump-Vance 2024" e um boné vermelho com o slogan "Make America Great Again" ("Torne a América Grande Novamente"), gesto que recebeu elogios de Trump e críticas de ambientalistas.

A montadora também atuou junto ao Congresso e à Casa Branca para reverter regras de emissões da Califórnia e outras exigências relacionadas aos veículos elétricos. Ao mesmo tempo, a empresa afirma ter arcado com bilhões de dólares em custos adicionais em razão das tarifas impostas pelo governo Trump.

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Brasil pode voltar a vender mais de 3 milhões de veículos em 2026 após 12 anos, diz Anfavea

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 12:47

Carros Brasil pode voltar a vender mais de 3 milhões de veículos em 2026 após 12 anos, diz Anfavea Entidade revisou para cima a projeção de vendas, mas afirma que o avanço das importações e a queda das exportações limitam o crescimento da produção nacional. Por Redação g1 — São Paulo

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisou para cima a projeção para o mercado automotivo brasileiro em 2026 e passou a prever que o país ultrapasse a marca de 3 milhões de veículos vendidos neste ano.

Se a estimativa se confirmar, será a primeira vez desde 2014 que o setor alcançará esse patamar. A expectativa da entidade é de que os emplacamentos cresçam 11,7% em relação a 2025, bem acima da previsão divulgada em janeiro, que apontava alta de apenas 2,7%.

Segundo a Anfavea, o desempenho é impulsionado principalmente pelo mercado de automóveis e comerciais leves, cuja projeção de crescimento foi elevada para 12,6%. Já os segmentos de caminhões e ônibus devem encerrar o ano em queda de 6%.

Apesar do aquecimento das vendas no mercado interno, a entidade afirma que a indústria nacional não consegue acompanhar o mesmo ritmo de crescimento por causa do aumento das importações e da redução das exportações.

A projeção para a produção de veículos também foi revisada para cima, passando de crescimento de 3,7% para 5,8% em relação ao ano passado. Com isso, o Brasil deve fabricar cerca de 2,8 milhões de veículos em 2026, o maior volume desde 2019.

"O mercado nacional segue muito aquecido, e isso tem contribuído para uma leve alta no nível de empregos. Por outro lado, parte dessa recuperação vem sendo capturada pelas importações", afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

Segundo ele, o aumento das compras de veículos do exterior é favorecido por alíquotas de importação abaixo da média internacional e pela isenção do imposto para veículos eletrificados montados em sistema SKD (semidesmontados).

Os números do primeiro semestre reforçam o bom momento do mercado automotivo brasileiro. Entre janeiro e junho, foram produzidos 1,372 milhão de veículos, alta de 8,8% em relação ao mesmo período de 2025.

Esse é o melhor resultado para o período desde 2019. As vendas de automóveis cresceram 23,7% no semestre, o equivalente a 208 mil unidades a mais do que no ano anterior.

De acordo com a Anfavea, cerca de 73 mil dessas vendas foram impulsionadas pelo programa Carro Sustentável, voltado aos veículos de entrada. Outros 130 mil veículos vendidos vieram do avanço dos modelos eletrificados — sendo aproximadamente 70 mil produzidos no Brasil e 60 mil importados.

Em junho, os veículos eletrificados alcançaram participação recorde no mercado brasileiro, representando 20,9% das vendas de veículos leves.

Já o mercado de pesados continua mais fraco. No acumulado do semestre, as vendas de caminhões caíram 10,5%, enquanto as de ônibus recuaram 11,6%, apesar de junho ter registrado o melhor desempenho do ano para ambos os segmentos.

Enquanto o mercado interno segue aquecido, as exportações continuam em retração. Em junho, os embarques de veículos ficaram 26,7% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado. No acumulado do semestre, o Brasil exportou 216,6 mil veículos, queda de 21,2%.

Segundo a Anfavea, a principal razão é a redução da demanda da Argentina, tradicional destino das exportações brasileiras, além do avanço da concorrência de veículos produzidos na China e no México.

Diante desse cenário, a entidade passou a projetar queda de 12,8% nas exportações em 2026. Em janeiro, a expectativa era de crescimento de 1,5%.

O avanço das importações fez o setor automotivo brasileiro voltar a registrar déficit na balança comercial após vários anos.

Entre janeiro e junho, entraram no país 280,6 mil veículos importados, enquanto as exportações ficaram abaixo desse volume em cerca de 63 mil unidades.

A China respondeu por metade dos veículos importados no período. Em apenas um ano, o número de automóveis chineses vendidos no Brasil dobrou, passando de cerca de 70 mil para 140 mil unidades, segundo a Anfavea.

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Mesmo com tarifaço, déficit comercial dos EUA dispara 42% em maio com alta das importações

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 11:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1470,22%Dólar TurismoR$ 5,3490,21%Euro ComercialR$ 5,8850,15%Euro TurismoR$ 6,1310,13%B3Ibovespa171.759 pts-0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,1470,22%Dólar TurismoR$ 5,3490,21%Euro ComercialR$ 5,8850,15%Euro TurismoR$ 6,1310,13%B3Ibovespa171.759 pts-0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,1470,22%Dólar TurismoR$ 5,3490,21%Euro ComercialR$ 5,8850,15%Euro TurismoR$ 6,1310,13%B3Ibovespa171.759 pts-0,4%Oferecido por

O déficit comercial dos Estados Unidos aumentou de forma significativa em maio, impulsionado pelo avanço das importações e pela queda das exportações, segundo dados divulgados pelo governo nesta terça-feira (7).

🔎 O déficit comercial ocorre quando um país compra mais produtos e serviços do exterior do que vende para outros países. Em maio, os Estados Unidos importaram mais mercadorias e exportaram menos, ampliando a diferença entre compras e vendas externas.

O resultado foi registrado em um período marcado pelos impactos da guerra no Oriente Médio, que alterou fluxos do comércio internacional e aumentou a demanda por alguns produtos.

Além disso, o avanço dos investimentos em inteligência artificial impulsionou as compras externas de equipamentos e insumos usados na construção de centros de dados no país.

O déficit comercial dos EUA saltou 42,2% em relação a abril, alcançando US$ 77,6 bilhões (cerca de R$ 400 bilhões).

As importações cresceram 3,3%, para US$ 395,3 bilhões (R$ 2,04 trilhões), enquanto as exportações caíram 3,2%, para US$ 317,7 bilhões (R$ 1,64 trilhão).

Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento das importações estão bens de consumo, petróleo bruto, insumos industriais, automóveis, peças e equipamentos de informática, segundo o Departamento de Comércio.

Do lado das exportações, as vendas externas de petróleo bruto e derivados aumentaram após os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã no fim de fevereiro. Em contrapartida, produtos como medicamentos registraram queda nas exportações.

O aumento do déficit comercial também ocorre em meio à política de tarifas adotada pelo governo de Donald Trump.

As medidas têm como objetivo encarecer produtos importados, incentivar a produção doméstica e reduzir a dependência dos Estados Unidos de fornecedores estrangeiros.

No entanto, os dados de maio mostram que esse efeito ainda não apareceu. Mesmo com o aumento dos custos de importação, empresas americanas continuaram comprando produtos do exterior, especialmente itens considerados essenciais, como equipamentos de tecnologia, petróleo e componentes industriais.

A tarifa global mínima em vigor é de 10% sobre a maioria dos produtos importados, embora alguns setores estejam sujeitos a taxas adicionais, como aço, alumínio, automóveis e autopeças.

Além disso, o governo americano prevê novas tarifas para diversos países, incluindo o Brasil, em meio a investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos.

Especialistas apontam que empresas também podem antecipar compras do exterior para evitar possíveis aumentos de tarifas no futuro. Ao mesmo tempo, medidas de retaliação adotadas por outros países podem afetar as exportações americanas.

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Copa do Mundo de 2026 deve render faturamento recorde à Fifa; veja os valores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 11:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1440,23%Dólar TurismoR$ 5,3490,21%Euro ComercialR$ 5,8820,17%Euro TurismoR$ 6,1310,13%B3Ibovespa171.644 pts-0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,1440,23%Dólar TurismoR$ 5,3490,21%Euro ComercialR$ 5,8820,17%Euro TurismoR$ 6,1310,13%B3Ibovespa171.644 pts-0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,1440,23%Dólar TurismoR$ 5,3490,21%Euro ComercialR$ 5,8820,17%Euro TurismoR$ 6,1310,13%B3Ibovespa171.644 pts-0,47%Oferecido por

A Fifa estima faturar recorde de US$ 8,9 bilhões com a Copa do Mundo de 2026. O torneio foi expandido para 48 seleções e 104 partidas.

A entidade prevê arrecadar US$ 13 bilhões no ciclo de 2023 a 2026. Desse total, US$ 12,9 bilhões serão reinvestidos no desenvolvimento do futebol global.

Os direitos de transmissão devem gerar US$ 3,925 bilhões em receitas. Já a venda de ingressos e hospitalidade projeta arrecadar outros US$ 3,017 bilhões.

Gastos de visitantes com cartões subiram 16,7% nas cidades-sede. O consumo nos estádios chegou a registrar média de US$ 100 por torcedor durante os jogos.

A premiação total distribuída para as seleções dobrou, atingindo US$ 871 milhões. Cada equipe participante tem garantido o valor mínimo de US$ 12,5 milhões.

A Copa do Mundo de 2026 deve se tornar a edição mais lucrativa da história da FIFA. Impulsionada pela expansão do torneio de 32 para 48 seleções e pelo aumento para 104 partidas, a entidade estima arrecadar cerca de US$ 8,9 bilhões com a competição, aproximadamente US$ 2 bilhões a mais do que na edição de 2022, realizada no Catar.

O Mundial é o principal motor do ciclo financeiro da Fifa entre 2023 e 2026. Para o período, a entidade revisou sua previsão de receita para um recorde de US$ 13 bilhões, cerca de US$ 2 bilhões acima do orçamento inicial aprovado em 2023. Até o fim de 2024, 62% desse valor já estava garantido por contratos assinados.

O crescimento é atribuído à expansão da Copa do Mundo de 2026, à realização da Copa do Mundo Feminina de 2023 e à criação da Copa do Mundo de Clubes de 2025.

Ao longo do ciclo, a Fifa prevê investir US$ 12,9 bilhões, dos quais mais de 90% serão reinvestidos no desenvolvimento do futebol.

Do total estimado para 2026, US$ 3,925 bilhões devem vir da venda de direitos de transmissão, o equivalente a 44% da receita.

Outros US$ 3,017 bilhões são esperados com hospitalidade e venda de ingressos — um recorde impulsionado pelo maior número de partidas e pelo uso de estádios de grande capacidade —, enquanto os direitos de marketing devem gerar US$ 1,786 bilhão.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente da Fifa, Gianni Infantino, posam para foto com o troféu da Copa do Mundo no Salão Oval, na Casa Branca. Foto de agosto de 2025. — Foto: Divulgação/Casa Branca

Para organizar o torneio, a Fifa prevê um orçamento de US$ 3,756 bilhões. O excedente financeiro também deve reforçar programas de desenvolvimento da modalidade.

Além das receitas da própria Fifa, o Mundial tem movimentado diversos setores da economia. Empresas responsáveis pela operação de alimentos e bebidas nos estádios registram forte crescimento nas vendas.

Em alguns locais, o gasto médio dos torcedores chegou a US$ 100 por pessoa durante as partidas, quase o dobro do observado em jogos da NFL, segundo a Bloomberg.

As cidades-sede também começam a registrar impactos positivos. Dados do Bank of America, referentes ao período de 10 a 21 de junho, apontam alta de 6,3% nos gastos realizados com cartões de crédito e débito nas cidades que recebem partidas, em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre visitantes de outras cidades, o avanço foi de 16,7%.

Outra novidade da competição foi a adoção de uma pausa obrigatória de três minutos para hidratação em todas as partidas.

A medida foi criada para reduzir os efeitos das altas temperaturas e da umidade enfrentadas por jogadores nos Estados Unidos, México e Canadá, mas também passou a ser aproveitada comercialmente, abrindo espaço para ações publicitárias de patrocinadores da Copa e de outros anunciantes.

O aumento das receitas ocorre em meio a uma edição marcada por controvérsias. Entre os episódios mais comentados estão a anulação do cartão vermelho aplicado ao atacante norte-americano Folarin Balogun, as críticas aos altos preços dos ingressos e a concessão do Prêmio da Paz da Fifa ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ricardo Ade, do Haiti , aplaude os torcedores após a partida — Foto: IMAGENS via Reuters/Jordan Godfree

A expansão do Mundial também elevou significativamente a premiação distribuída às seleções. O valor total dobrou e atingiu o recorde de US$ 871 milhões.

Cada uma das 48 equipes participantes recebe, no mínimo, US$ 12,5 milhões. O montante inclui US$ 2,5 milhões destinados à preparação para o torneio e US$ 10 milhões garantidos mesmo para as seleções eliminadas ainda na fase de grupos.

Com isso, nenhuma equipe deixa a Copa do Mundo sem uma receita milionária, independentemente do desempenho em campo.

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