RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Hotmart anuncia demissão de cerca de 10% dos funcionários em reestruturação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 15:44

Trabalho e Carreira Hotmart anuncia demissão de cerca de 10% dos funcionários em reestruturação Empresa afirma que medida faz parte de uma estratégia para acelerar a expansão, concentrar investimentos em áreas prioritárias e reforça que segue rentável e em crescimento. Por Redação g1 — São Paulo

A Hotmart informou nesta segunda-feira (6) que está promovendo uma reestruturação organizacional que resultará na demissão de aproximadamente 10% dos funcionários do grupo.

Em nota, a empresa afirmou que a medida faz parte de uma decisão estratégica para acelerar sua expansão e concentrar recursos nas áreas consideradas prioritárias para o futuro da companhia e da chamada Creator Economy.

"Essa reestruturação reflete uma decisão estratégica para acelerar a expansão da empresa, concentrando recursos e energia nas principais frentes alinhadas à nossa visão de futuro da Creator Economy", informou a empresa.

A Hotmart não divulgou o número exato de trabalhadores atingidos pela medida nem detalhou quais áreas foram afetadas pelos desligamentos.

A Hotmart é uma empresa de tecnologia voltada à Creator Economy, que oferece uma plataforma para criadores venderem e expandirem negócios digitais. A companhia reúne mais de 250 mil empreendedores ativos e cerca de 1,6 mil funcionários, com atuação em seis países e sede em Amsterdã, na Holanda.

Segundo a companhia, os profissionais demitidos receberão um pacote adicional de desligamento, adaptado conforme a região em que atuam, além de todos os direitos previstos na legislação trabalhista.

"Cada pessoa que está saindo teve um papel real na trajetória que nos trouxe até aqui, e reconhecemos o impacto dessa decisão para elas", afirmou a empresa.

Ainda de acordo com a Hotmart, o foco neste momento é garantir que o processo ocorra de forma responsável e oferecer suporte aos trabalhadores durante a transição.

Apesar da redução no quadro de funcionários, a empresa afirma que segue em uma trajetória de crescimento.

"A Hotmart segue sendo líder global em seu setor, rentável e com crescimento consistente ano após ano — e é esse crescimento que a decisão busca acelerar ainda mais", diz a nota.

A empresa também afirmou que seu compromisso, neste momento, é com as pessoas impactadas pela decisão e que o processo será conduzido "com a seriedade e a responsabilidade que ele exige".

Além do comunicado oficial da empresa, profissionais que afirmam ter sido desligados passaram a compartilhar relatos nas redes sociais, principalmente no LinkedIn. Nas publicações, trabalhadores informam que foram impactados pela reestruturação, agradecem pelo período na empresa e dizem estar em busca de novas oportunidades no mercado.

As postagens começaram a aparecer ao longo desta segunda-feira (6), poucas horas após a divulgação da reestruturação pela Hotmart.

O g1 também procurou o sindicato que representa a categoria para obter mais informações sobre as demissões, como o número de trabalhadores afetados, as áreas atingidas e o acompanhamento prestado aos empregados desligados. Até a última atualização desta reportagem, não havia recebido retorno.

Apresentação do estudo “O Impacto da Inteligência Artificial na Creator Economy” da Hotmart — Foto: g1

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (6) que vai demitir cerca de 4.800 funcionários, o equivalente a aproximadamente 2,1% de sua força de trabalho.

Os cortes vão atingir principalmente a divisão responsável pelo Xbox, escreveu Amy Coleman, diretora de recursos humanos da Microsoft, em um e-mail aos funcionários.

"Estamos alinhando nosso investimento, pessoas e energia às prioridades do nosso negócio. As mudanças de hoje impactam principalmente nossas organizações Comercial e Xbox", escreveu.

A Microsoft tinha cerca de 220 mil funcionários antes dos cortes, de acordo com o portal de notícias Business Insider. Ainda não se sabe se as demissões vão afetar os funcionários no Brasil. O g1 entrou em contato com a empresa, que compartilhou apenas o comunicado de Amy Coleman.

No texto, Coleman afirmou que os funcionários demitidos não serão substituídos por inteligência artificial, mas não disse se os cortes têm relação com os investimentos da empresa nessa tecnologia. Nos últimos meses, várias companhias anunciaram demissões para priorizar investimentos em IA.

"O que é verdade é que a IA está mudando a forma como o trabalho é realizado. Algumas das tarefas que fazemos diariamente agora podem ser automatizadas, e isso significa que todos precisamos continuar aprendendo, desenvolvendo novas habilidades e nos adaptando à medida que o trabalho evolui", disse a executiva.

Vale lembrar que, em abril deste ano, a Microsoft anunciou seu primeiro plano de demissão voluntária (PDV) nos Estados Unidos para cerca de 9 mil funcionários. O PDV era voltado a funcionários mais antigos, cuja soma da idade com o tempo de casa chega a 70 anos ou mais.

"Hoje, dia 06 de julho, informamos que a Hotmart está realizando uma reestruturação organizacional, que resulta na redução de aproximadamente 10% do grupo. Cada pessoa que está saindo teve um papel real na trajetória que nos trouxe até aqui, e reconhecemos o impacto dessa decisão para elas.

Um pacote adicional de desligamento, localizado por região, além dos direitos previstos em lei, está sendo oferecido para apoiar essas pessoas durante a transição.

Essa reestruturação reflete uma decisão estratégica para acelerar a expansão da empresa, concentrando recursos e energia nas principais frentes alinhadas à nossa visão de futuro da Creator Economy. A Hotmart segue sendo líder global em seu setor, rentável e com crescimento consistente ano após ano — e é esse crescimento que a decisão busca acelerar ainda mais.

Nosso compromisso neste momento é com as pessoas impactadas, garantindo que este processo seja conduzido com a seriedade e a responsabilidade que ele exige."

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Juiz dos EUA mantém veredito que responsabilizou Elon Musk por enganar investidores do Twitter

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 13:44

Tecnologia Juiz dos EUA rejeita pedido de Elon Musk para anular veredito sobre fraude contra investidores do Twitter O juiz distrital Charles Breyer, de San Francisco, também negou o pedido de Musk para retirar o status de ação coletiva do processo movido pelos investidores. Por Redação g1 — São Paulo

Um juiz federal rejeitou nesta segunda-feira (6) o pedido de Elon Musk para anular a condenação por fraude contra investidores do Twitter durante a compra da rede social.

O magistrado Charles Breyer considerou que o bilionário não pode ser responsabilizado judicialmente por um dos tuítes que foram questionados na ação movida contra ele.

O juiz distrital de San Francisco também negou a solicitação da defesa do empresário para retirar o status de ação coletiva do processo em andamento.

A decisão atendeu ao pedido dos investidores autores da ação para a incidência de juros sobre a indenização determinados para o período que antecedeu a sentença.

O veredito do júri anterior havia concluído que o bilionário cometeu fraude contra investidores da plataforma de tecnologia no processo de aquisição da empresa.

Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (6) o pedido de Elon Musk para anular o veredito de um júri que concluiu que o bilionário enganou investidores durante o processo de compra do Twitter, em 2022.

Na decisão, o juiz distrital Charles Breyer, de San Francisco, manteve as principais conclusões do julgamento realizado em março deste ano. Ao mesmo tempo, entendeu que Musk não pode ser responsabilizado por uma das declarações questionadas no processo.

O magistrado também negou o pedido do empresário para retirar o caráter coletivo da ação movida pelos investidores. Além disso, autorizou que a eventual indenização seja acrescida de juros referentes ao período anterior à sentença.

A ação foi movida por investidores que venderam ações do Twitter durante as negociações para a compra da empresa por Musk, concluída em 2022 por US$ 44 bilhões.

Eles afirmam que o empresário publicou mensagens e fez declarações públicas que afetaram o preço das ações enquanto tentava renegociar o negócio ou desistir da aquisição.

O principal foco da disputa foi uma publicação feita em 13 de maio de 2022, na qual Musk afirmou que a compra do Twitter estava "temporariamente suspensa" enquanto aguardava informações sobre a quantidade de contas falsas e de spam na plataforma.

Após a publicação, as ações da empresa caíram, prejudicando investidores que venderam seus papéis durante o período de incerteza.

Em março deste ano, após quase três semanas de julgamento e cerca de quatro dias de deliberação, um júri formado por nove pessoas concluiu, em março, que Musk induziu investidores ao erro com dois tuítes publicados durante as negociações para comprar o Twitter.

Os jurados, porém, entenderam que uma declaração feita pelo empresário em um podcast expressava apenas uma opinião, e não uma informação enganosa. Eles também rejeitaram a acusação de que Musk teria elaborado um plano deliberado para fraudar o mercado.

Apesar disso, concluíram que dois de seus tuítes foram suficientes para causar prejuízos aos investidores.

Segundo os advogados dos autores da ação, a decisão pode resultar no pagamento de cerca de US$ 2,1 bilhões em indenizações relacionadas às ações, além de aproximadamente US$ 500 milhões referentes a opções de compra de ações.

Segundo os autores da ação, Musk buscava reduzir o valor da compra ou abandonar o negócio, que havia se tornado mais caro para ele após a queda das ações da Tesla, principal origem de sua fortuna.

Depois de anunciar que não seguiria com a aquisição, Musk passou a enfrentar uma ação movida pelo próprio Twitter para obrigá-lo a cumprir o acordo. Pouco antes do julgamento desse processo, ele voltou atrás e aceitou concluir a compra pelos US$ 44 bilhões originalmente acertados.

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Stellantis, dona da Fiat, inicia produção do Jeep Avenger no Brasil e prepara estreia neste semestre

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 12:49

Carros Stellantis, dona da Fiat, inicia produção do Jeep Avenger no Brasil e prepara estreia neste semestre SUV compacto começa a ser produzido na fábrica de Porto Real (RJ), estreia uma nova plataforma eletrificada da Stellantis no país e deve chegar às concessionárias ainda neste semestre. Por Redação g1 — Sçao Paulo

A Stellantis iniciou a produção em série do novo Jeep Avenger na fábrica de Porto Real (RJ). O SUV compacto estreará neste semestre.

O Avenger é o primeiro veículo híbrido leve de 12 volts da unidade. O projeto inaugura uma plataforma de modelos eletrificados no Brasil.

O desenvolvimento do SUV faz parte do ciclo de investimentos de R$ 3 bilhões na fábrica. O aporte integra o plano de R$ 32 bilhões para a região.

A montadora planeja implantar um segundo turno na fábrica fluminense. A medida criará 800 empregos diretos e 450 vagas em fornecedores.

Oito novos fornecedores serão instalados no complexo industrial, somando 13 empresas no polo. A ação visa reduzir o transporte de componentes.

A Stellantis, grupo responsável pelas marcas Fiat e Jeep, iniciou a produção em série do novo Jeep Avenger na fábrica de Porto Real, no sul do Rio de Janeiro. O SUV compacto será o primeiro modelo fabricado na unidade com sistema híbrido leve de 12 volts e também inaugura uma nova plataforma de produção de veículos eletrificados da companhia no Brasil.

O início da fabricação foi anunciado durante a comemoração dos 25 anos do Polo Automotivo de Porto Real. Segundo a montadora, o Avenger é um dos principais projetos do ciclo de investimentos de R$ 3 bilhões destinado à modernização e à ampliação da fábrica até 2030.

"Num momento em que a categoria de B-SUVs dá um salto e cresce quase 80% no nosso país, nós assumimos novamente o protagonismo e iniciamos hoje um novo capítulo para a marca e para a Stellantis: o início de produção do Novo Jeep Avenger”, cdisse Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul.

O modelo será equipado com motor 1.0 turbo flex e um sistema híbrido leve (MHEV 12V). Nesse tipo de tecnologia, uma pequena bateria auxilia o motor a combustão em situações como partidas e retomadas de velocidade, contribuindo para reduzir o consumo de combustível e as emissões de poluentes.

Ao contrário de um híbrido convencional, porém, o veículo não consegue rodar apenas com energia elétrica.

De acordo com a empresa, o início da produção do Avenger também representa a adaptação da fábrica para uma nova geração de veículos eletrificados, em linha com a estratégia global da Stellantis de ampliar a oferta de modelos com menor emissão de carbono.

Para atender ao aumento da produção do Jeep Avenger, a Stellantis informou que implantará um segundo turno na unidade de Porto Real.

Segundo a empresa, a medida deve gerar 800 empregos diretos na fábrica e outras 450 vagas entre as empresas fornecedoras.

A montadora também anunciou a instalação de oito novos fornecedores no complexo industrial. Com isso, o polo automotivo passará a reunir 13 empresas responsáveis pelo fornecimento de componentes para a fabricação dos veículos.

De acordo com a Stellantis, a ampliação da rede de fornecedores deve reduzir a necessidade de transportar peças de outras regiões, aumentar a participação de componentes produzidos no país e reforçar a cadeia automotiva instalada no estado do Rio de Janeiro.

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Indústria estima que 4,1 mil produtos podem ser afetados caso EUA imponha novo tarifaço

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 10:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1690,000%Dólar TurismoR$ 5,3830,11%Euro ComercialR$ 5,902-0,17%Euro TurismoR$ 6,160-0,06%B3Ibovespa172.416 pts-0,95%MoedasDólar ComercialR$ 5,1690,000%Dólar TurismoR$ 5,3830,11%Euro ComercialR$ 5,902-0,17%Euro TurismoR$ 6,160-0,06%B3Ibovespa172.416 pts-0,95%MoedasDólar ComercialR$ 5,1690,000%Dólar TurismoR$ 5,3830,11%Euro ComercialR$ 5,902-0,17%Euro TurismoR$ 6,160-0,06%B3Ibovespa172.416 pts-0,95%Oferecido por

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta segunda-feira (6) uma estimativa segundo a qual 4,1 mil produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos podem ser afetados se o governo Donald Trump implementar o tarifaço sugerido pelo Escritório do Representante de Comércio (USTR, na sigla em inglês).

A estimativa foi divulgada no dia em que começam as audiências públicas em Washington acerca do possível novo tarifaço. O prazo para um acordo entre o Brasil e os Estados Unidos se encerra no dia 15 de julho, e o governo afirma que corre contra o tempo para chegar a um entendimento.

De acordo com o USTR, o Brasil adota práticas econômicas desleais contra empresários americanos em áreas como PIX, etanol, desmatamento e propriedade intelectual, tese rechaçada formalmente pelo governo brasileiro em documento enviado na semana passada ao governo Trump.

Conforme a CNI, juntos, esses 4,1 mil produtos que podem ser afetados caso o tarifaço seja implementado correspondem a US$ 14,9 bilhões em exportações.

“A imposição de uma tarifa adicional de 25% não se justifica sob o aspecto jurídico, econômico e estratégico. A CNI defende que o diálogo e a cooperação bilateral são o caminho mais adequado para preservar uma relação sólida entre os dois países”, afirmou em nota o presidente da entidade, Ricardo Alban.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa em evento de 250 anos de independência dos EUA, em Washington D.C., em 5 de julho de 2026. — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

O governo brasileiro decidiu não se inscrever para discursar nas audiências públicas que acontecem a partir desta segunda-feira (6) nos Estados Unidos sobre o tarifaço proposto pelo governo de Donald Trump contra produtos brasileiros vendidos no mercado americano.

Mesmo assim, a embaixada em Washington enviará representantes, na condição de observadores, para que o governo tome ciência dos argumentos.

As informações são do Ministério das Relações Exteriores. O entendimento do governo brasileiro é que este espaço, das audiências públicas, não é o adequado para negociação real, e sim, as conversas técnicas e de alto nível que têm havido nas últimas semanas e que estão programadas para os próximos dias.

Na semana passada, por exemplo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcio Elias Rosa, teve uma conversa com o representante do escritório comercial dos EUA, Jamieson Greer. Após a reunião, Rosa informou que novas conversas estão previstas para os próximos dias.

Nesses encontros entre autoridades brasileiras e americanas voltados à negociação, o governo apresentou uma proposta de encaminhamento acerca dos 6 pontos levantados pelos EUA, mas ainda não recebeu resposta formal.

O prazo é 15 de julho para ser fechado um acordo. Diante disso, o próprio governo brasileiro vem dizendo que corre contra o tempo para chegar a um entendimento com o governo americano, mostrando os dados da relação comercial e do combate ao desmatamento, por exemplo.

Nos bastidores, a avaliação de integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty é que a recomendação feita pelo USTR tem caráter político e desconsidera os argumentos técnicos apresentados pelos negociadores ao longo do último ano.

Dão como exemplo o fato de os documentos referentes ao início da investigação comercial, de julho de 2025, e da recomendação pelas tarifas, de junho de 2026, serem “praticamente iguais”.

Portanto, sob reserva, integrantes do governo dizem não acreditar na reversão completa do tarifaço, somente em uma eventual redução ou anúncio de exceções.

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Audiências sobre tarifaço: governo decide enviar observadores e mantém aposta em negociações diretas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 10:47

Política Audiências sobre tarifaço: governo decide enviar observadores e mantém aposta em negociações diretas Prazo para acordo acaba em 15 de julho, e governo apresentou proposta sobre pontos questionados pelos EUA na investigação comercial. Flávio Bolsonaro participará das audiências, assim como representantes do setor produtivo. Por Filipe Matoso, GloboNews — Brasília

O governo brasileiro decidiu enviar observadores e manter negociações diretas sobre o tarifaço proposto pelos EUA, sem se inscrever para discursar nas audiências públicas.

O entendimento do governo brasileiro é que este espaço, das audiências públicas, não é o adequado para negociação real.

As audiências começam nesta segunda-feira (6) nos Estados Unidos. O senador Flávio Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo se inscreveram para discursar.

O prazo limite para um acordo é 15 de julho. O Brasil corre contra o tempo apresentando dados comerciais e de combate ao desmatamento.

O governo brasileiro decidiu não se inscrever para discursar nas audiências públicas que acontecem a partir desta segunda-feira (6) nos Estados Unidos sobre o tarifaço proposto pelo governo de Donald Trump contra produtos brasileiros vendidos no mercado americano.

Mesmo assim, a embaixada em Washington enviará representantes, na condição de observadores, para que o governo tome ciência dos argumentos.

As informações são do Ministério das Relações Exteriores. O entendimento do governo brasileiro é que este espaço, das audiências públicas, não é o adequado para negociação real, e sim, as conversas técnicas e de alto nível que têm havido nas últimas semanas e que estão programadas para os próximos dias.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-cadidato à Presidência, e o influenciador político Paulo Figueiredo se inscreveram para discursar durante as audiências. Flávio vai abrir o segundo dia (veja aqui os argumentos que ele pretende levar).

➡️ A participação na audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), órgão responsável por formular e negociar a política comercial do país, é aberta aos interessados que se inscreverem.

LEIA TAMBÉM: Depois do tom político da carta aos EUA, Flávio precisa evitar 'escorregões' em audiência, dizem aliados

Na semana passada, por exemplo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcio Elias Rosa, teve uma conversa com o representante do escritório comercial dos EUA, Jamieson Greer. Após a reunião, Rosa informou que novas conversas estão previstas para os próximos dias.

Nesses encontros entre autoridades brasileiras e americanas voltados à negociação, o governo apresentou uma proposta de encaminhamento acerca dos 6 pontos levantados pelos EUA, mas ainda não recebeu resposta formal.

LEIA TAMBÉM: PIX, STF, redes sociais: entenda as críticas dos EUA para propor tarifa de 25% e os argumentos do Brasil

O prazo é 15 de julho para ser fechado um acordo. Diante disso, o próprio governo brasileiro vem dizendo que corre contra o tempo para chegar a um entendimento com o governo americano, mostrando os dados da relação comercial e do combate ao desmatamento, por exemplo.

Nos bastidores, a avaliação de integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty é que a recomendação feita pelo USTR tem caráter político e desconsidera os argumentos técnicos apresentados pelos negociadores ao longo do último ano.

Esses interlocutores indicam como exemplo o fato de os documentos referentes ao início da investigação comercial, de julho de 2025, e da recomendação pelas tarifas, de junho de 2026, serem “praticamente iguais”.

Portanto, sob reserva, integrantes do governo dizem não acreditar na reversão completa do tarifaço, somente em uma eventual redução ou anúncio de exceções.

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Dólar abre em alta, com investidores atentos ao tarifaço e à espera de novos dados econômicos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (6) em alta, com um avanço de 0,27% perto das 9h, cotado a R$ 5,1819. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O principal destaque da sessão no Brasil é a audiência pública de comércio internacional dos Estados Unidos, para tratar sobre a taxação de produtos brasileiros com base na Seção 301 da legislação comercial americana. A expectativa é que diversas empresas, associações, governos e outras partes interessadas apresentem seus argumentos antes da decisão final do governo dos EUA.

▶️ Na agenda da semana, o destaque fica com a ata da última reunião de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que deve conter comentários sobre a política de juros americana sob a gestão do novo banqueiro central dos EUA, Kevin Warsh.

▶️ Já no Brasil, as atenções ficam com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, previsto para sexta-feira (10). A expectativa é que o indicador mostre uma desaceleração, puxada principalmente pelo arrefecimento dos preços de alimentos.

Começam nesta segunda-feira (6) as audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), etapa considerada decisiva na investigação comercial americana que propõe uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

As audiências fazem parte do processo, baseado na Seção 301 da legislação comercial americana, e permitem que empresas, associações, governos e outras partes interessadas apresentem seus argumentos antes da decisão final dos Estados Unidos.

🔎 O USTR é órgão é responsável por formular a política comercial dos Estados Unidos. Também conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas.

Representantes da indústria e do agronegócio brasileiros estarão entre os participantes. Eles pretendem convencer o governo americano de que a sobretaxa prejudicaria não apenas exportadores brasileiros, mas também empresas, consumidores e cadeias produtivas dos EUA.

Entre os participantes estão a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além de representantes dos setores de café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual.

Enquanto isso, equipes técnicas dos governos dos dois países devem se reunir ainda nesta semana para alinhar os preparativos de uma última rodada de negociações de alto nível antes de 15 de julho, prazo em que Washington decidirá se avança com a imposição das tarifas.

Na Ásia, os mercados fecharam mistos, de olho nos mercados americanos e conforme investidores seguem cautelosos em relação aos retornos que as companhias do setor de tecnologia têm apresentado para construção e investimentos em infraestruturas de inteligência artificial.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen fechou estável, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,06%.

No Japão, o índice Nikkei recuou 0,01%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 0,46% e o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,14%.

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Governo autoriza concursos da Receita Federal e Banco Central com 316 vagas; veja distribuição

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 09:44

Trabalho e Carreira Concursos Governo autoriza concursos da Receita Federal e Banco Central com 316 vagas; veja distribuição As seleções terão vagas para analista, auditor, técnico e procurador. Os editais deverão ser publicados em até seis meses, conforme portarias do Ministério da Gestão. Por Redação g1 — São Paulo

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou, na última sexta-feira (3), a realização de dois novos concursos públicos federais: um para a Receita Federal e outro para o Banco Central do Brasil.

Juntas, as seleções somam 316 vagas para cargos de níveis médio e superior. As autorizações foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União.

Auditor do Banco Central: 100 vagas;Técnico do Banco Central: 50 vagas;Procurador do Banco Central: 20 vagas.

As portarias estabelecem que os editais deverão ser publicados em até seis meses. Caso esse prazo não seja cumprido, as autorizações perderão a validade. Depois da publicação dos editais, a primeira prova só poderá ser aplicada pelo menos dois meses depois.

A nomeação dos aprovados dependerá da homologação do resultado final do concurso e da autorização do governo para o preenchimento das vagas.

O último concurso da Receita Federal foi realizado em 2022. O edital foi publicado em dezembro daquele ano, com provas aplicadas em março de 2023, sob organização da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Ao todo, foram ofertadas 699 vagas de nível superior, com remuneração inicial de até R$ 21 mil. A seleção permaneceu válida até dezembro de 2025.

Já o concurso mais recente do Banco Central foi realizado em 2024. O edital foi publicado em janeiro daquele ano, e as provas objetiva e discursiva ocorreram em agosto, sob organização do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe).

A seleção ofereceu 100 vagas imediatas para o cargo de Analista, distribuídas igualmente entre as áreas de Economia e Finanças e Tecnologia da Informação, além de formação de cadastro de reserva. A remuneração inicial foi de R$ 20.924,80.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Bilionário Bernard Arnault, o homem mais rico da França, terá de pagar € 22,5 milhões em impostos atrasados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%Oferecido por

Bernard Arnault, CEO da LVMH, ao chegar para participar da cerimônia de abertura da 142ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional no dia 22 de julho de 2024, em Paris. — Foto: Fabrice Coffrini/AFP

Bernard Arnault, a pessoa mais rica da França e uma das mais ricas do mundo, terá de pagar quase € 22,5 milhões em impostos atrasados após uma disputa judicial que se arrasta há anos, segundo a rádio francesa RFI e o jornal Financial Times.

Arnault é presidente do grupo de luxo LVMH, dono de marcas como Louis Vuitton, Christian Dior, Tiffany & Co. e Bulgari.

A decisão do Tribunal de Apelação de Paris reverteu um entendimento de 2020 que havia livrado Arnault e sua esposa de uma penalidade fiscal.

Segundo o Financial Times, a cobrança está relacionada a um pagamento de cerca de € 50 milhões recebido pelo casal após a retirada de recursos de uma empresa belga que detinha ações ligadas à LVMH.

Segundo a RFI, a disputa envolve a forma como a família Arnault controla sua participação na LVMH. Em vez de possuir ações diretamente, ela usa uma estrutura formada por várias holdings (empresas criadas para administrar participações em outras companhias).

O tribunal concluiu que € 32,18 milhões dos € 50 milhões recebidos pelo casal pela companhia belga deveriam ter sido tratados como renda tributável.

"A LVMH é o maior contribuinte corporativo da França. As atividades gerais do grupo também contribuem com mais de 1% do PIB do país", afirmou um porta-voz de Arnault ao Financial Times. "Essa decisão, que reverte tanto a sentença de primeira instância quanto uma decisão anterior do próprio Tribunal de Apelação, será contestada no Conselho de Estado."

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IBGE prorroga inscrições para concurso com mais de 8 mil vagas temporárias; veja como participar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 08:44

Trabalho e Carreira Concursos IBGE prorroga inscrições para concurso com mais de 8 mil vagas temporárias; veja como participar Seleção para o Censo Agropecuário 2026 recebe inscrições até quinta-feira (9). Salários chegam a R$ 4.008, com vagas temporárias disponíveis em todo o país. Por Redação g1 — São Paulo

As inscrições para o processo seletivo do IBGE para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola foram prorrogadas até quinta-feira (9), às 14h.

A seleção oferece 8.238 vagas temporárias de nível médio em cinco cargos, com salários entre R$ 2.128 e R$ 4.008, além de benefícios.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site do IBFC, banca organizadora. A taxa é de R$ 53, com possibilidade de isenção para quem atender aos critérios do edital.

As oportunidades estão distribuídas por todo o país e são destinadas a atividades administrativas, operacionais, de supervisão e de suporte tecnológico relacionadas ao Censo Agropecuário.

As inscrições para o processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola foram prorrogadas até a próxima quinta-feira (9), às 14h.

Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, no site da banca organizadora, o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). A taxa de inscrição é de R$ 53.

O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos.

Ao todo, o processo seletivo oferece 8.238 vagas temporárias distribuídas em cinco cargos de nível médio, com salários que variam de R$ 2.128 a R$ 4.008, além de benefícios.

As oportunidades estão distribuídas por todo o país e abrangem atividades administrativas, operacionais, de supervisão e de suporte tecnológico relacionadas à realização do levantamento.

Além dos salários, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional.

Os aprovados serão contratados por tempo determinado para atuar na coleta de informações, supervisão de equipes, suporte administrativo e apoio tecnológico das operações censitárias.

🔎 O Censo Agropecuário é uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE e tem como objetivo reunir informações sobre a estrutura e a produção dos estabelecimentos rurais brasileiros. Os dados levantados ajudam a orientar políticas públicas, programas de financiamento e ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário.

Todos os cargos exigem ensino médio completo. Além disso, os candidatos devem atender aos seguintes requisitos:

ter, no mínimo, 18 anos na data da contratação;estar em dia com as obrigações eleitorais;estar em dia com as obrigações militares, no caso dos candidatos do sexo masculino;possuir aptidão física e mental para exercer a função;atender aos demais requisitos previstos no edital.

Para os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Regional (ACR) e Agente Operacional Regional (AOR), também é exigida Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B válida.

A seleção contará com uma prova objetiva de múltipla escolha composta por 60 questões. Os conteúdos cobrados incluem:

Língua Portuguesa;Raciocínio Lógico;Ética no Serviço Público;Geografia;conhecimentos específicos de cada cargo.

A prova terá duração de quatro horas e será aplicada no município escolhido pelo candidato durante a inscrição, no dia 27 de setembro.

Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos 18 pontos no total da avaliação e acertar ao menos uma questão em cada disciplina exigida para a função pretendida.

25% para pessoas pretas e pardas;5% para pessoas com deficiência;3% para indígenas;2% para quilombolas.

Os candidatos que optarem pelas vagas reservadas concorrerão simultaneamente na ampla concorrência e nas listas específicas de cotas, desde que cumpram os procedimentos de validação previstos no edital.

Os aprovados serão contratados inicialmente por até 12 meses para atuar nas operações do Censo Agropecuário 2026.

Os contratos poderão ser prorrogados de acordo com as necessidades do IBGE e o andamento dos trabalhos de coleta de dados, respeitando o limite máximo de 48 meses previsto na legislação federal para contratações temporárias.

Durante o período de trabalho, os contratados passarão por avaliações periódicas de desempenho. Entre os critérios observados estão assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades executadas.

Os candidatos aprovados além do número inicial de vagas formarão cadastro de reserva e poderão ser convocados posteriormente, de acordo com as necessidades do instituto ao longo da execução do Censo Agropecuário.

Na prática, isso significa que candidatos fora das vagas imediatas ainda podem ser chamados durante a vigência da seleção, caso surjam novas demandas ou desistências.

09 de julho — Encerramento das inscrições21 de setembro — Divulgação do cartão de convocação da prova27 de setembro — Aplicação da prova objetiva28 de setembro — Divulgação do gabarito preliminar3 de novembro — Resultado definitivo da prova objetiva18 de dezembro — Resultado final da seleção

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Tarifaço de Trump: veja como café, mel e pescado vão tentar escapar das novas taxas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 00:46

Agro Tarifaço de Trump: veja como café, mel e pescado vão tentar escapar das novas taxas Representantes dos setores participam nesta segunda-feira de audiências públicas do governo americano para tentar evitar a última sobretaxa de 25% aos produtos brasileiros propostas por Donald Trump. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

Especialistas avaliam que, assim como no tarifaço de 2025, existe espaço para o Brasil negociar nesta nova ameaça tarifária dos EUA. — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Pelo menos três setores do agronegócio estão nos EUA para tentar reverter a nova rodada de tarifas propostas por Donald Trump contra produtos brasileiros, em uma audiência pública que acontece nesta segunda-feira (6), em Washington.

É o caso de empresas e associações ligadas à exportação de café solúvel, pescados e mel, que não estão entre os principais volumes vendidos aos Estados Unidos, mas acabaram entrando na ofensiva de Trump para ampliar seu poder de negociação em outras frentes.

"Sabemos que tudo isso faz parte de uma negociação mais ampla. Os Estados Unidos buscam um acordo em temas como minerais críticos, terras raras, PIX, big techs e outros assuntos", avaliou Aguinaldo Lima, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).

Em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX. No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil.

Em ambos os casos, uma longa lista de exceções foi apresentada para evitar uma alta de preços no mercado americano.

A carne bovina, um dos produtos mais exportados pelo Brasil aos EUA, entrou na lista, mesmo sendo alvo de críticas e investigações abertas pelo presidente americano. Uma delas apura se frigoríficos brasileiros que produzem nos EUA estão concentrando mercado e contribuindo para uma disparada de preços da carne.

Durante o mês de junho, o g1 conversou com empresas e associações que estão nos EUA para defender o Brasil contra a ameaça de novas sobretaxas. A seguir, veja como serão feitas as defesas de cada setor.

🍯 Mel vai mostrar que os EUA não têm como substituir o Brasil☕ Café solúvel mira impacto sobre preços e empregos 🐟 Pescados destacam sustentabilidade e segurança alimentar

O mel será defendido tanto por importadores americanos como por brasileiros, representados pela Associação Brasileira de Exportadores de Mel e pela Lambertucci Trade Solution, empresa especializada em promover o produto brasileiro em outros países.

Segundo a diretora da companhia, Joelma Lambertucci de Brito, a defesa vai destacar os seguintes pontos:

que o Brasil é o maior fornecedor de mel para os EUA: Cerca de 83% do mel orgânico importado pelos EUA é brasileiro. Considerando apenas o mel convencional, 75% das importações americanas têm origem no Brasil.que não há concorrência com o produtor americano no mel orgânico: enquanto a apicultura americana é voltada principalmente para a polinização e para o mel convencional, o Brasil reúne condições ideais para produzir mel orgânico.o impacto direto para o consumidor: a imposição de tarifas deve provocar aumento dos preços e até falta de mel orgânico nas prateleiras americanas. Não há produção doméstica suficiente para suprir a demanda.a dificuldade de substituição: a conversão de uma área de produção convencional para orgânica exige, no mínimo, um ano de transição. Isso significa que os EUA não conseguiriam substituir o fornecimento brasileiro por outro país em curto prazo.o risco de prejuízos e perda de empregos nos EUA: esse ponto da defesa contará com o depoimento de importadores americanos, que têm maior peso político.

Brito foi uma das pessoas que fez um trabalho de lobby nos EUA para explicar a importância do mel brasileiro para o mercado americano.

Ela participou de reuniões com o Departamento de Agricultura (USDA) e o Escritório de Comércio dos EUA (USTR) e, nessas conversas, percebeu um enorme desconhecimento por parte do governo americano sobre o peso do mel brasileiro nos EUA.

Ela conta que ouviu frases como: "eu consumo esse mel todo dia e não sabia que vinha do Brasil."

Segundo Brito, esse desconhecimento acontece porque o setor e o governo brasileiros falharam em divulgar a importância do mel brasileiro para esse mercado. "Não adianta simplesmente ser o maior fornecedor, você tem que realmente propagar", comenta.

"Vamos crer que a gente vai conseguir essa isenção. Mas se a gente não conseguir, vamos continuar nosso trabalho de lobby com os formadores de opinião em Washington. Isso deve ser contínuo para melhorar a rede de apoio ao mel brasileiro", conclui.

Dentre os cafés, o solúvel é o único que ficou de fora da lista de isenções do tarifaço. Tanto o café em grão, como o torrado e o moído estão protegidos caso Trump siga em frente com as taxas.

O setor será defendido pela própria Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), com o apoio da BMJ Consultores Associados.

a dependência do café solúvel brasileiro: os EUA produzem apenas 6% do café solúvel que consomem. O restante é importado, principalmente do Brasil e do México, diz a Abics.o peso do Brasil nas importações: em 2024, antes do tarifaço, o Brasil respondeu por 37% de todo o café solúvel importado pelos Estados Unidos.o impacto na inflação nos EUA: sem uma produção interna forte, as tarifas devem elevar o preço do café solúvel para o consumidor americano.a importância para a economia americana: parte da agregação de valor do café solúvel é feita nos EUA: são as empresas de lá que envasam e fazem a distribuição, o que gera emprego.

Aguinaldo Lima, diretor-executivo da Abics, diz que as tarifas sobre o café solúvel não têm nenhuma lógica, justamente pelo fato de o Brasil não ser concorrente dos americanos neste setor.

Ele conta ainda que um fato curioso é que o café solúvel aromatizado foi beneficiado pelas isenções, enquanto a versão tradicional ficou de fora. "Acreditamos que possa ter ocorrido alguma falha na classificação dos códigos, porque não faz sentido", afirma.

Outra hipótese levantada pela Abics é a de que os americanos estejam tentando reindustrializar o setor.

"Mesmo que os EUA decidam produzir mais café solúvel, ainda precisariam importar a matéria-prima. Além disso, trata-se de uma indústria que não leva menos de quatro ou cinco anos para ser instalada. Esse, inclusive, é um dos argumentos que estamos apresentando", afirma.

A defesa do pescado brasileiro será feita pela maior associação de pescados dos EUA, a National Fisheries Institute (NFI), conta Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca).

Segundo ele, a apresentação deve repetir, em grande parte, os pontos levados ao governo americano no ano passado, quando o setor enfrentou tarifas de 50%.

Brasil não concorre com os EUA: a tilápia é o principal exemplo, já que os EUA dependem das importações para abastecer o mercado.Fornecedor estratégico: segundo o setor, o Brasil funciona como um fornecedor de segurança para os EUA, que hoje dependem fortemente da China para suprir parte da demanda por tilápia.Padrões sanitários, trabalhistas e ambientais: a defesa destacará que a produção brasileira segue normas internacionais, sem trabalho infantil ou escravo.Produção de baixo impacto ambiental: o setor também vai ressaltar que a pesca brasileira é predominantemente artesanal, realizada por pequenas embarcações familiares, o que reduz os impactos ambientais em comparação com a pesca industrial em larga escala.

O g1 procurou a National Fisheries Institute para saber mais detalhes sobre a defesa, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem.

Em depoimento ao Escritório de Comércio dos EUA (USTR) no dia 5 de maio, o diretor jurídico da entidade, Bob DeHaan, pediu ao governo Trump que não taxasse a importação de pescados. Na ocasião, ele disse que a medida, caso adotada, vai pressionar a inflação aos consumidores americanos.

"Os estoques pesqueiros dos EUA já são explorados em seu limite sustentável e, por questões climáticas e geográficas, muitas vezes não há substitutos produzidos no próprio país. Por isso, os fornecedores americanos precisam recorrer ao mercado internacional", disse DeHaan, segundo nota publicada pela NFI.

O presidente da Abipesca reforça que o Brasil não é o principal fornecedor de pescados para os Estados Unidos. A liderança desse mercado é ocupada pela China.

Atualmente, os produtos brasileiros respondem por cerca de 5% de todas as importações americanas de pescado. Nos últimos anos, porém, importadores dos EUA vinham ampliando as compras do Brasil na tentativa de reduzir a dependência dos fornecedores chineses, diz Lobo.

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