RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Sem regulamentação, mercados preditivos crescem no Brasil e viram desafio para o governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 03:46

Tecnologia Sem regulamentação, mercados preditivos crescem no Brasil e viram desafio para o governo Enquanto o debate público se concentra nas casas de apostas, plataformas de previsão operam em uma zona cinzenta e brasileiros usam brechas para driblar proibição. Por Matheus Gouvea de Andrade

Sem regulação, mercados de predições viram desafio no Brasil — Foto: Reprodução/ Kalshi e Polymarket

Em abril, o governo bloqueou 27 plataformas que faziam previsões sobre os mais diferentes temas, como as americanas Kalshi e Polymarket, para evitar a consolidação de um modelo de apostas sem controle e que não segue a legislação do país.

O mercado preditivo funciona como uma espécie de "bolsa de apostas" sobre eventos futuros. Nele, as pessoas compram e vendem contratos baseados em perguntas simples como "Vai acontecer ou não?", relacionados aos mais diversos eventos, como guerras, mudanças climáticas ou eleições.

Se o evento acontecer, como a vitória deu um político nas urnas ou de um vencedor em um reality show, quem apostou ganha dinheiro. Se não acontecer, perde.

A diferença em relação às apostas tradicionais é que, nas bets, a empresa define as regras e paga os prêmios. Já nos mercados preditivos, os próprios usuários negociam entre si. Esses contratos são tratados como derivativos, tipo de investimento que depende do valor futuro de algo.

Apesar de proibidos, usuários brasileiros encontram lacunas para acessar a esses conteúdos. Além do uso de VPNs para driblar os bloqueios, a forma de pagamento nestes sites é outra dificuldade. Enquanto no caso de casas de apostas ilegais o governo vem intensificando verificações sobre transações com o Pix, os mercados de predição operam, sobretudo, usando criptomoedas.

Questionada, a Meta apontou que "anunciantes que desejam promover jogos de azar ou jogos online precisam solicitar permissão por escrito e fornecer provas de que as suas atividades estão licenciadas por um regulador ou estabelecidas como legítimas nos territórios nos quais desejam veicular esses conteúdos".

A empresa destacou que órgãos governamentais podem pedir a restrição de conteúdos que violam as leis.

Os mercados de predições ganharam enorme tração nas eleições americanas em 2024 após uma disputa jurídica permitir ao Kalshi ofertar palpites nos vencedores daquele pleito. Desde então, eles vêm acumulando restrições, polêmicas e bilhões de dólares movimentados.

Neste ano, altos volumes apostados associados às ações dos Estados Unidos no Irã e na Venezuela reforçaram os temores de que agentes com informações privilegiadas lucraram com os eventos nestas plataformas. Além disso, uma aposta sobre o uso de armas nucleares em 2026 saiu do ar após polêmica.

Na Copa, as plataformas oferecem apostas convencionais, como palpites no artilheiro do campeonato e o vencedor do torneio, assim como as bets tradicionais. No entanto, há mercados mais personalizados, como um que permitia apostar se Neymar entraria ou não em campo.

Em possibilidades ainda mais alternativas, apostava se também nas chances de Cristiano Ronaldo chorar em público durante a competição. No começo do torneio, a casa de análises Bernstein previu uma movimentação de 10 bilhões de dólares em apostas nestes mercados ligadas à Copa.

Propaganda que promete dinheiro fácil com bets cresce no Brasil — Foto: Reprodução/TV Verdes Mares

As diferenças no funcionamento das predições para as casas de apostas geram discussões regulatórias. Entusiastas do primeiro modelo frequentemente alegam que as características são mais próximas do mercado financeiro do que de uma bet. Uma das principais defesas é a de que a aposta ocorre contra outros usuários, e não contra a casa, como na outra modalidade.

Mercados preditivos funcionam com base na compra e venda de contratos futuros. Por exemplo, na Copa, a aposta no campeão será liquidada logo depois da final. O valor de um palpite varia de acordo com a oferta e a demanda. Quanto mais pessoas palpitarem sobre um aspecto, este contrato se valoriza. Neste modelo, o lucro da plataforma vem através de uma comissão a cada negociação.

Ou seja, o resultado final é indiferente para as receitas da operação. Maiores ganhos para a plataforma vêm através de um maior volume negociado. No caso do campeão da Copa, no começo de julho, apenas o Kalshi já tinha movimentado cerca de 850 milhões de dólares.

No caso das casas de apostas tradicionais, cada uma oferece um retorno de acordo com as probabilidades avaliadas de que um evento ocorra, as chamadas "odds". Neste modelo, é calculado, normalmente usando algoritmos, quanto se pode pagar a cada usuário vencedor por um resultado de forma que a casa ainda obtenha lucro, normalmente de 5%.

Gráfico mostra interesse repentino em María Corina Machado para o Nobel da Paz — Foto: Polymarket/Reprodução

Apesar das diferenças, estudos apontam que, assim como nas bets, a maioria dos usuários tende a ter perdas nos mercados de predição. Um estudo recente sobre o Polymarket mostrou que os ganhos são altamente concentrados, com 1% dos usuários detendo 76,5% dos lucros.

À DW, Charles Martineau, um dos autores da pesquisa e professor da Universidade de Toronto resumiu a lógica deste mercado para a grande maioria. " É muito difícil de ganhar dinheiro apostando em esportes. É possível lucrar com algumas sequências de apostas, mas para a pessoa comum, apostar muitas vezes resultará em prejuízo."

"Em plataformas como Kalshi e Polymarket, onde as apostas esportivas têm um alto volume de negociações, constatamos que os preços são tão eficientes que é praticamente impossível lucrar", aponta Martineau. Além disso, ele acrescenta: "uma coisa é certa: a introdução dos mercados de previsão levará algumas pessoas a desenvolver uma crescente dependência de jogos de azar".

Na visão da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), a oferta destas plataformas de apostas em eventos esportivos no país demandaria licenças específicas, assim como ocorre com as casas que vem operando de forma regular desde o último ano. Na ausência de uma regulamentação, o acesso a estes sites deve ser barrado no território nacional.

"Estava havendo ofertas inclusive de mercados ilegais, como eleições. O governo agiu rápido em excelente momento, antes que o tema escalasse", avalia Plínio Lemos Jorge, presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), ao comentar a decisão do governo de bloquear os sites.

Para Leonardo Henrique Roscoe Bessa, sócio do Betlaw e consultor do Conselho Federal da OAB, o cenário atual foi uma "resposta rápida", especialmente visando limitar as apostas em eleições, que são proibidas no caso das bets. Por sua vez, passado o período eleitoral e com a atual popularidade, a regulamentação destes mercados deve voltar à tona, projeta.

Bessa aponta que o uso de informações privilegiadas tende a ser uma dificuldade regulatória a mais, algo que é mais controlado no caso das bets. A legislação atual do setor aponta que potenciais envolvidos em partidas, como árbitros, jogadores e comissão técnica, não podem apostar.

No caso das predições, a atuação de agentes ligados aos eventos é menos controlada. "Quem tem informações, sai na frente", resume.

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Cabelos coloridos e cortes alternativos impulsionam salão que fatura R$ 70 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 07/07/2026 03:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Cabelos coloridos e cortes alternativos impulsionam salão que fatura R$ 70 mil por mês Empreendedoras transformaram a paixão por cortes e colorações fora do padrão em um negócio voltado à diversidade e ao público LGBT. Estratégia nas redes sociais ajudou a atrair clientes de várias regiões. Por PEGN

Duas empreendedoras transformaram a paixão por cabelos alternativos em um salão voltado à diversidade em São Paulo. O espaço aposta em cortes e colorações fora do padrão e tem foco no público LGBT.

Para abrir o negócio, Isabela Stein e Aline Espírito Santo investiram R$ 138 mil na reforma e na estrutura inicial. Vídeos da obra publicados nas redes sociais ajudaram a impulsionar a marca logo no começo.

Hoje, praticamente todos os clientes chegam pela internet. As empresárias usam conteúdos com tendências, transformações e referências de cortes para atrair novos públicos.

Com faturamento mensal de cerca de R$ 70 mil, o salão se tornou conhecido pelo ambiente acolhedor e pela proposta de incentivar clientes a expressarem personalidade por meio do cabelo.

Tem gente que vai ao salão apenas para aparar as pontas. Outras pessoas procuram muito mais do que isso: querem transformar o visual e usar o cabelo como forma de expressão.

Foi apostando nesse público que as empreendedoras Isabela Stein e Aline Espírito Santo criaram um salão especializado em cortes e colorações alternativas em São Paulo.

O negócio nasceu da mistura de experiências bem diferentes. Isabela cresceu em uma família de cabeleireiros. Já Aline trabalhava com marketing em um banco antes de mergulhar no universo da beleza.

Juntas, decidiram abrir um espaço com identidade própria, mais despojado e acolhedor, voltado principalmente ao público LGBT, mas “hetero friendly”, como elas mesmas definem.

Para tirar o projeto do papel, as duas investiram todas as economias que tinham: R$ 138 mil. O dinheiro foi usado para reformar o imóvel e montar a estrutura inicial, com quatro cadeiras e dois lavatórios.

A obra, aliás, acabou se tornando uma ferramenta de divulgação inesperada. Elas começaram a publicar vídeos da reforma nas redes sociais — e o conteúdo viralizou.

Desde então, a internet se tornou o principal motor de crescimento do salão. Segundo as empresárias, praticamente todos os clientes chegam pelas redes sociais.

A estratégia inclui tanto publicações patrocinadas quanto vídeos orgânicos mostrando transformações, tendências e ideias de cortes e colorações.

Uma das ações que mais deram resultado foi publicar desenhos e referências de cabelos que elas gostariam de fazer. A proposta funcionava como um “cardápio criativo”: a cliente já sabia o visual e o valor do serviço antes mesmo do atendimento.

A ideia atraiu novos clientes e acabou sendo copiada por outros salões.No espaço, a diversidade é levada a sério.

Clientes destacam o acolhimento e a liberdade para experimentar estilos diferentes sem julgamentos. “Aqui eu não me sinto tão alienígena”, relata uma cliente durante as gravações.

Além das referências da internet, filmes, séries, videogames e até tendências internacionais inspiram os cortes e colorações feitos no salão. Antes de lançar novidades, as cabeleireiras costumam testar as ideias em bonecas usadas para treino, que depois viram uma espécie de vitrine para os clientes.

Entre as tendências mais procuradas estão mechas inspiradas em “rabo de guaxinim”, cabelos com blocos coloridos e cortes como o mullet modernizado. Hoje, o salão atende uma média de nove a dez cortes por dia, enquanto as colorações, apesar de mais lucrativas, demandam mais tempo.

O negócio já alcança faturamento mensal de cerca de R$ 70 mil, mas as empreendedoras dizem que ainda estão aprendendo a lidar com os desafios da gestão. “A gente quer se tornar boas empreendedoras para o lugar continuar prosperando”, afirma Aline.

Mais do que um salão de beleza, Isabela e Aline dizem que criaram um espaço onde as pessoas possam se sentir seguras e acolhidas. “A história que eu quero escrever é mostrar que pessoas LGBT estão seguras aqui”, resume uma das sócias.

📍 Endereço: Rua Sena Madureira, 729 – Vila Mariana – São Paulo/SP – CEP: 04021-051📞 Telefone: (11) 91294-4886📧 E-mail: contato@rupisalao.com.br📸 Instagram: https://www.instagram.com/rupisalao

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Mais do que um salão de beleza, Isabela e Aline dizem que criaram um espaço onde as pessoas possam se sentir seguras e acolhidas. “A história que eu quero escrever é mostrar que pessoas LGBT estão seguras aqui”, resume uma das sócias.

📍 Endereço: Rua Sena Madureira, 729 – Vila Mariana – São Paulo/SP – CEP: 04021-051📞 Telefone: (11) 91294-4886📧 E-mail: contato@rupisalao.com.br📸 Instagram: https://www.instagram.com/rupisalao

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Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay pedem que EUA não tarifem produtos do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 01:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%Oferecido por

Grandes empresas americanas enviaram cartas ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) solicitando que produtos importados do Brasil fiquem de fora da imposição de tarifas adicionais sob a investigação da Seção 301. As manifestações de gigantes como Tesla, Nestlé, Coca-Cola e eBay, enviadas no dia 1 de julho, alertam para os impactos negativos na competitividade, nas cadeias de suprimentos e no bolso dos consumidores dos EUA se as barreiras forem adotadas.

🔎 Nesta segunda-feira (6), iniciaram as audiências públicas sobre o tarifaço proposto pelo governo americano aos produtos brasileiros. 🔎O USTR é o órgão responsável por formular a política comercial dos EUA. Também conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas, como a imposição de tarifas. Além da tarifa de 12,5%, o órgão propõe outra taxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o governo adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos.

A mobilização empresarial ocorre paralelamente a um momento de forte tensão diplomática. Documentos enviados pelo ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira mostram que o Itamaraty vê "risco" de o governo de Donald Trump usar "força militar" contra o território brasileiro após os EUA terem classificado unilateralmente as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais.

Na semana passada, o Departamento do Tesouro americano já congelou bens de dois brasileiros e de quatro empresas por supostas ligações com o PCC. Apesar do cenário político conflagrado, as corporações americanas argumentam que punir comercialmente os insumos do Brasil trará prejuízos internos imediatos para a economia dos EUA.

A montadora de veículos elétricos e sistemas de energia pediu que o USTR isente os insumos industriais vindos do Brasil.

A empresa do bilionário Elon Musk afirma que está investindo bilhões de dólares para nacionalizar e diversificar sua cadeia de suprimentos nas Américas. Contudo, a transição leva tempo e certos insumos fundamentais para setores avançados (como veículos elétricos, robótica e baterias) ainda não podem ser produzidos nos EUA com a escala e qualidade necessárias.

A Tesla defende que aplicar taxas de forma mais rápida do que a capacidade de o mercado interno se adaptar vai prejudicar os trabalhadores e consumidores americanos.

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A multinacional do setor de alimentos solicitou a expansão da lista dos isentos e inclusão de dois produtos específicos importados do Brasil: o café instantâneo não aromatizado (café solúvel) e o colágeno bovino.

A Nestlé pontua que o café em grão não pode ser cultivado em escala comercial nos EUA continental, e que o Brasil é o principal exportador global de colágeno bovino, cuja cadeia americana não supre a demanda de produtos de saúde e bem-estar.

A companhia ressalta que 96,7% de suas cadeias de suprimentos de commodities primárias já foram avaliadas como livres de desmatamento até o final de 2025, rebatendo preocupações ambientais.

A fabricante de bebidas solicitou que o governo dos EUA mantenha a isenção já proposta para o suco de laranja de origem brasileira e adicione o limão (e derivados) à lista de produtos livres de tarifas ou conceda um período de transição.

A companhia reportou que a produção de laranja na Flórida despencou drasticamente de 242 milhões de caixas na safra 2003/04 para uma estimativa de apenas 12 milhões em 2025/26 devido a doenças climáticas e pragas.

O Brasil tornou-se um fornecedor suplementar vital para garantir o café da manhã das famílias americanas, diz o documento. Mudar de fornecedores de cítricos exige tempo para testes de segurança alimentar, e novas tarifas iriam apenas encarecer os custos de produção internamente, segundo a companhia.

A plataforma global de comércio eletrônico recomendou que o USTR modifique a proposta de ação para criar uma isenção categórica para produtos de segunda mão, usados e seminovos.

O eBay explica que as tarifas foram desenhadas como um sinal de preço direcionado à produção industrial e agrícola do Brasil. Um produto usado, no entanto, já teria cumprido seu ciclo de vida. O fabricante original já foi pago e a taxa penalizaria apenas o revendedor e o consumidor de baixa renda que busca economizar, argumentou a plataforma.

Além disso, a empresa aponta ser inviável exigir declarações precisas de país de origem para itens usados (cerca de 30% das roupas chegam para revenda sem etiquetas), o que geraria um custo burocrático e operacional desproporcional para a alfândega e pequenos negócios.

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Perfil de Balogun é invadido por torcedores rivais com críticas por anulação de cartão após pedido de Trump: ‘Corrupção’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 22:45

Tecnologia Perfil de Balogun é invadido por torcedores rivais com críticas por anulação de cartão após pedido de Trump: 'Corrupção' Comentários incluem expressões como 'escândalo' expulsão de atacante americano ser cancelada. Trump confirmou que pediu para Fifa revisar decisão que tiraria o atleta da partida desta segunda-feira (6). Por Redação g1 — São Paulo

Uma postagem do atacante americano Balogun no Instagram recebeu uma enxurrada de críticas após a Fifa anular o cartão vermelho que o tiraria da partida desta segunda-feira (6), entre Estados Unidos e Bélgica.

Os comentários incluem expressões como "escândalo" e "manipulação", bem como emojis de cartão vermelho, em resposta ao que tem sido considerado um favorecimento da Fifa aos Estados Unidos, um dos países que sediam a Copa do Mundo de 2026.

"Corrupção, faça a coisa certa", comentou uma pessoa. "Proibir os EUA por interferência política: não há outra escolha", escreveu outro usuário.

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou nesta segunda que pediu para a Fifa revisar o cartão vermelho aplicado a Balogun na partida da última quarta-feira (1º), contra a Bósnia e Herzegovina.

"Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA".

Trump chamou o árbitro brasileiro Raphael Claus, que deu o cartão vermelho a Balogun, de "um pouco suspeito" e criticou a decisão de campo. "Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado", afirmou.

Folarin Balogun, dos EUA, recebe um cartão vermelho do árbitro Raphael Claus. — Foto: Phil Noble / Reuters

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, admitiu ter recebido um telefonema de Trump, mas garantiu que não teve nenhum poder sobre a decisão tomada pelo Comitê Disciplinar da federação.

"Os órgãos judiciais da Fifa são independentes, eles atuam de forma autônoma. (…) Eu leio as decisões do Comitê Disciplinar da Fifa quando são emitidas. Às vezes fico surpreso com elas. Às vezes concordo, e às vezes discordo. O que sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam", afirmou em comunicado.

O Código Disciplinar da Fifa prevê que uma medida disciplinar, como um cartão vermelho, pode ser suspensa total ou parcialmente.

Mesmo com a explicação de Infantino, alguns usuários criticaram Balogun diretamente. "Um cartão vermelho é um cartão vermelho", disse uma pessoa. "Se você fosse um atleta ético, não jogaria hoje", escreveu outra.

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Brasil chama investigação dos EUA de ‘arbitrária’ e diz que tarifa de 12,5% viola regras da OMC

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 18:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%Oferecido por

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou uma carta ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) para contestar a proposta de aplicar uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros.

No documento, o Itamaraty afirma que as conclusões da investigação americana são "errôneas", "arbitrárias" e não encontram respaldo nas evidências apresentadas pelo Brasil ao longo do processo.

🔎 O USTR é o órgão é responsável por formular a política comercial dos EUA. Também conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas.

A manifestação também reforça a posição histórica do país de que medidas unilaterais adotadas com base na Seção 301 — dispositivo da legislação comercial americana — são incompatíveis com o sistema multilateral de comércio.

"As questões levantadas nesta investigação — abrangendo regimes jurídicos internos e práticas de fiscalização — seriam mais bem tratadas por meio da cooperação e do engajamento internacional, em vez de medidas comerciais punitivas",diz o documento assinado por Vieira.

Brasil vai aos EUA tentar barrar tarifaço de Trump; veja os argumentos da indústria e do agroEUA concluem que Brasil tem práticas 'irrazoáveis' e propõem tarifa sobre produtos nacionais

Na carta enviada ao governo americano, o Itamaraty afirma que a proposta de aplicar uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros desrespeita as regras do comércio internacional.

Segundo o governo, divergências desse tipo devem ser resolvidas pelos mecanismos de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), em vez da imposição unilateral de tarifas.

"Quando surgem disputas comerciais no âmbito de acordos internacionais, a Seção 303 da Lei de Comércio dos EUA (Trade Act) prevê a utilização de mecanismos formais de solução de controvérsias (como os procedimentos da Organização Mundial do Comércio) antes do recurso a medidas unilaterais."

O documento também destaca que, desde 2007, os EUA acumulam um superávit comercial superior a US$ 400 bilhões nas trocas com o Brasil. Na avaliação do Itamaraty, esse resultado enfraquece a justificativa para a aplicação da tarifa proposta.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Após Trump pedir à Fifa liberação de Balogun, casas de apostas apontam favoritismo dos EUA contra a Bélgica

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 16:44

Tecnologia Após Trump pedir à Fifa liberação de Balogun, casas de apostas apontam favoritismo dos EUA contra a Bélgica Apostas passaram a apontar vantagem para os Estados Unidos após a Fifa anular a suspensão de Folarin Balogun; decisão ocorreu após Donald Trump afirmar que pediu revisão da punição. Por Redação g1 — São Paulo

Fifa anulou o cartão vermelho de Folarin Balogun, liberou o atacante para enfrentar a Bélgica e, após a decisão, os Estados Unidos passaram a liderar as projeções de vitória nas plataformas Polymarket e Kalshi.

Na Polymarket, os EUA aparecem com 40% de probabilidade de vitória, contra 34% da Bélgica e 28% de empate; na Kalshi, os norte-americanos têm 53% de chances de vencer, ante 47% dos belgas. As duas plataformas funcionam como mercados de previsão e são bloqueadas no Brasil.

A liberação de Balogun ocorreu após Donald Trump afirmar que pediu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, a revisão do cartão vermelho, embora a entidade tenha informado que a decisão foi tomada por meio de um processo independente previsto em seu Código Disciplinar.

Segundo a Fifa, a suspensão foi anulada com base no artigo 27 do Código Disciplinar, que permite ao órgão responsável suspender, total ou parcialmente, a aplicação de uma sanção disciplinar em determinadas situações.

A Federação Belga de Futebol contestou a liberação do atacante, alegando que a expulsão deveria resultar em suspensão automática para a partida seguinte, mas a Fifa rejeitou o recurso por entender que a Bélgica não tinha legitimidade para contestar a decisão, mantendo Balogun à disposição da seleção dos EUA.

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Fifa, Gianni Infantino, formaram um relacionamento próximo — Foto: EPA

As apostas na vitória dos Estados Unidos sobre a Bélgica aumentaram depois que a Fifa anulou o cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun e confirmou que o jogador poderá atuar na partida desta segunda-feira (6).

Após o anúncio, as principais plataformas de apostas passaram a apontar a seleção americana como favorita no confronto.

Na Polymarket, os EUA aparecem com 40% de probabilidade de vencer, contra 34% da Bélgica, enquanto o empate soma 28%. Na Kalshi, a vantagem dos norte-americanos é ainda maior: 53%, ante 47% dos belgas.

📊 A Polymarket e a Kalshi são plataformas de mercados de previsão (prediction markets), nas quais os usuários negociam contratos com base na probabilidade de um determinado evento ocorrer. No Brasil, porém, esse tipo de serviço foi proibido pelo governo federal, que determinou o bloqueio dessas plataformas por entender que sua operação não se enquadra na regulamentação brasileira para apostas e mercados financeiros.

A mudança ocorreu no domingo, logo após a Fifa confirmar que Balogun estaria liberado para disputar a partida. Até então, a Bélgica liderava as projeções nas duas plataformas.

Mais cedo, Trump afirmou que pediu pessoalmente ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, a revisão do cartão vermelho recebido por Folarin Balogun na partida contra a Bósnia e Herzegovina.

O atacante havia sido expulso após a arbitragem considerar violenta uma jogada em que ele aparece pisando no tornozelo de um adversário. Com a punição, Balogun ficaria fora do confronto contra a Bélgica.

No domingo, a Fifa anunciou que o jogador estava liberado para atuar na partida. Segundo a entidade, a suspensão foi anulada após um processo independente de revisão disciplinar, previsto em seu regulamento.

A decisão foi baseada no artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, intitulado "Suspensão da implementação de medidas disciplinares". Veja o que ele diz:

O órgão judicial pode decidir suspender, total ou parcialmente, a execução de uma medida disciplinar.Ao suspender a aplicação da sanção, o órgão judiciário submete a pessoa sancionada a um período de prova de um a quatro anos.Se a pessoa beneficiada por uma sanção suspensa cometer outra infração de natureza e gravidade semelhantes durante o período de prova, a suspensão será revogada pelo órgão judiciário e a sanção executada, sem prejuízo de qualquer sanção adicional imposta pela nova infração.Medidas disciplinares relacionadas à manipulação de resultados não podem ser suspensas.

Folarin Balogun, dos EUA, recebe um cartão vermelho do árbitro Raphael Claus. — Foto: Phil Noble / Reuters

Nesta segunda-feira, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou que falou com Trump sobre o cartão vermelho.

"Eu converso regularmente com o Presidente dos Estados Unidos sobre assuntos da Copa do Mundo, e de fato recebi uma ligação do Presidente Donald Trump", afirmou em comunicado.

No entanto, Infantino alegou que os órgãos judiciais da entidade esportiva são independentes e autônomos: "A independência deles é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e deve ser sempre respeitada".

O presidente da Fifa afirmou ter dito a Trump que "o caso [do cartão vermelho] seria decidido no devido momento pelas autoridades competentes"

A decisão de liberar Folarin Balogun provocou reação da Federação Belga de Futebol. Antes da partida pelas oitavas de final, a federação recorreu à Fifa e pediu esclarecimentos sobre a liberação do atacante.

A entidade alega que um jogador expulso deve cumprir suspensão automática na partida seguinte, conforme as regras disciplinares da competição.

Os dirigentes belgas também afirmaram que a autorização para Balogun entrar em campo contrariava o regulamento da Copa do Mundo de 2026 e disseram não ter recebido a decisão da Fifa nem a justificativa para a mudança.

A Fifa, porém, rejeitou o recurso por entender que a Bélgica não fazia parte do processo que analisou o caso e, por isso, não poderia contestar a decisão.

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Brasil praticamente esgota cota de carne bovina à China e reduz abates, diz StoneX

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 16:44

Agro Brasil praticamente esgota cota de carne bovina à China e reduz abates, diz StoneX País já preencheu 98% das vendas sem taxa adicional. Frigoríficos começaram as férias coletivas em massa no Mato Grosso nos últimos dias. Por Reuters

O Brasil preencheu 98,5% da cota de exportação de carne bovina à China até junho. O cenário levou os frigoríficos a reduzirem os abates, informou a StoneX.

A China, maior importador da carne bovina brasileira, implementou uma cota de 1,1 milhão de toneladas livre da tarifa mais alta de 55% para o produto do Brasil este ano, para proteger sua produção interna.

Considerando os desembarques efetivos em território chinês, o Brasil preencheu 72% da cota. O saldo restante deve se esgotar em agosto, segundo estimativas divulgadas nesta segunda-feira (6).

As exportações brasileiras bateram recorde no primeiro semestre de 2026. Foram enviadas 1,705 milhão de toneladas, gerando receita de US$9,85 bilhões, informou a Abiec.

Argentina, Uruguai e Estados Unidos ainda possuem espaços expressivos em suas respectivas cotas. No entanto, persistem dúvidas sobre a capacidade produtiva desses países para exportar.

O Brasil já preencheu 98,5% da cota de exportação de carne bovina à China até junho, o que levou frigoríficos a reduzirem os abates devido à diminuição dos volumes a serem exportados, sobretudo no terceiro trimestre, afirmou a StoneX, em análise divulgada nesta segunda-feira (6).

A China, maior importador da carne bovina brasileira, implementou uma cota de 1,1 milhão de toneladas livre da tarifa mais alta de 55% para o produto do Brasil este ano, para proteger sua produção interna.

Segundo a Stonex, o Brasil já exportou 98,5% desse volume, considerando os embarques que começaram a ser feitos no fim do ano passado, em novembro, até 30 de junho deste ano. Levando em conta os dados de internalização da China — ou seja, a carne que efetivamente já desembarcou no país –, o Brasil havia preenchido 72% da cota até 30 de junho.

Com isso, o saldo brasileiro deve ser preenchido até agosto, contando os cerca de 45 dias entre o embarque no Brasil e a chegada à China.

"Há uma expectativa de maior oferta (de carne bovina) no mercado interno, também possibilidades de remanejamento de oferta, mas a primeira reação da indústria foi diminuir os abates", disse Larissa Barboza Alvarez, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Ela acrescentou ainda que o atingimento da cota da China foi o motivo pelo qual frigoríficos começaram as férias coletivas em massa no Mato Grosso nos últimos dias.

As exportações brasileiras de carne bovina atingiram níveis recordes no primeiro semestre de 2026, totalizando 1,705 milhão de toneladas embarcadas e US$9,85 bilhões em receita, informou nesta segunda-feira a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), citando dados oficiais do governo.

Boa parte da aceleração dos embarques ocorreu em função das cotas chinesas definidas para 2026, disse a StoneX, acrescentando que as exportações à China devem retornar no quarto trimestre, dado o início da cota de 2027.

Além do Brasil, a Austrália também já esgotou sua cota de exportação à China, de modo que "os principais fornecedores deixam de abastecer o mercado chinês a partir de meados do 3º trimestre", apontou o relatório.

"Argentina, Uruguai e Estados Unidos ainda têm espaço relevante em suas cotas, mas restam dúvidas quanto à capacidade de preenchê-las, dada a disponibilidade mais limitada desses players para exportação".

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Hotmart anuncia demissão de cerca de 10% dos funcionários em reestruturação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 15:44

Trabalho e Carreira Hotmart anuncia demissão de cerca de 10% dos funcionários em reestruturação Empresa afirma que medida faz parte de uma estratégia para acelerar a expansão, concentrar investimentos em áreas prioritárias e reforça que segue rentável e em crescimento. Por Redação g1 — São Paulo

A Hotmart informou nesta segunda-feira (6) que está promovendo uma reestruturação organizacional que resultará na demissão de aproximadamente 10% dos funcionários do grupo.

Em nota, a empresa afirmou que a medida faz parte de uma decisão estratégica para acelerar sua expansão e concentrar recursos nas áreas consideradas prioritárias para o futuro da companhia e da chamada Creator Economy.

"Essa reestruturação reflete uma decisão estratégica para acelerar a expansão da empresa, concentrando recursos e energia nas principais frentes alinhadas à nossa visão de futuro da Creator Economy", informou a empresa.

A Hotmart não divulgou o número exato de trabalhadores atingidos pela medida nem detalhou quais áreas foram afetadas pelos desligamentos.

A Hotmart é uma empresa de tecnologia voltada à Creator Economy, que oferece uma plataforma para criadores venderem e expandirem negócios digitais. A companhia reúne mais de 250 mil empreendedores ativos e cerca de 1,6 mil funcionários, com atuação em seis países e sede em Amsterdã, na Holanda.

Segundo a companhia, os profissionais demitidos receberão um pacote adicional de desligamento, adaptado conforme a região em que atuam, além de todos os direitos previstos na legislação trabalhista.

"Cada pessoa que está saindo teve um papel real na trajetória que nos trouxe até aqui, e reconhecemos o impacto dessa decisão para elas", afirmou a empresa.

Ainda de acordo com a Hotmart, o foco neste momento é garantir que o processo ocorra de forma responsável e oferecer suporte aos trabalhadores durante a transição.

Apesar da redução no quadro de funcionários, a empresa afirma que segue em uma trajetória de crescimento.

"A Hotmart segue sendo líder global em seu setor, rentável e com crescimento consistente ano após ano — e é esse crescimento que a decisão busca acelerar ainda mais", diz a nota.

A empresa também afirmou que seu compromisso, neste momento, é com as pessoas impactadas pela decisão e que o processo será conduzido "com a seriedade e a responsabilidade que ele exige".

Além do comunicado oficial da empresa, profissionais que afirmam ter sido desligados passaram a compartilhar relatos nas redes sociais, principalmente no LinkedIn. Nas publicações, trabalhadores informam que foram impactados pela reestruturação, agradecem pelo período na empresa e dizem estar em busca de novas oportunidades no mercado.

As postagens começaram a aparecer ao longo desta segunda-feira (6), poucas horas após a divulgação da reestruturação pela Hotmart.

O g1 também procurou o sindicato que representa a categoria para obter mais informações sobre as demissões, como o número de trabalhadores afetados, as áreas atingidas e o acompanhamento prestado aos empregados desligados. Até a última atualização desta reportagem, não havia recebido retorno.

Apresentação do estudo “O Impacto da Inteligência Artificial na Creator Economy” da Hotmart — Foto: g1

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (6) que vai demitir cerca de 4.800 funcionários, o equivalente a aproximadamente 2,1% de sua força de trabalho.

Os cortes vão atingir principalmente a divisão responsável pelo Xbox, escreveu Amy Coleman, diretora de recursos humanos da Microsoft, em um e-mail aos funcionários.

"Estamos alinhando nosso investimento, pessoas e energia às prioridades do nosso negócio. As mudanças de hoje impactam principalmente nossas organizações Comercial e Xbox", escreveu.

A Microsoft tinha cerca de 220 mil funcionários antes dos cortes, de acordo com o portal de notícias Business Insider. Ainda não se sabe se as demissões vão afetar os funcionários no Brasil. O g1 entrou em contato com a empresa, que compartilhou apenas o comunicado de Amy Coleman.

No texto, Coleman afirmou que os funcionários demitidos não serão substituídos por inteligência artificial, mas não disse se os cortes têm relação com os investimentos da empresa nessa tecnologia. Nos últimos meses, várias companhias anunciaram demissões para priorizar investimentos em IA.

"O que é verdade é que a IA está mudando a forma como o trabalho é realizado. Algumas das tarefas que fazemos diariamente agora podem ser automatizadas, e isso significa que todos precisamos continuar aprendendo, desenvolvendo novas habilidades e nos adaptando à medida que o trabalho evolui", disse a executiva.

Vale lembrar que, em abril deste ano, a Microsoft anunciou seu primeiro plano de demissão voluntária (PDV) nos Estados Unidos para cerca de 9 mil funcionários. O PDV era voltado a funcionários mais antigos, cuja soma da idade com o tempo de casa chega a 70 anos ou mais.

"Hoje, dia 06 de julho, informamos que a Hotmart está realizando uma reestruturação organizacional, que resulta na redução de aproximadamente 10% do grupo. Cada pessoa que está saindo teve um papel real na trajetória que nos trouxe até aqui, e reconhecemos o impacto dessa decisão para elas.

Um pacote adicional de desligamento, localizado por região, além dos direitos previstos em lei, está sendo oferecido para apoiar essas pessoas durante a transição.

Essa reestruturação reflete uma decisão estratégica para acelerar a expansão da empresa, concentrando recursos e energia nas principais frentes alinhadas à nossa visão de futuro da Creator Economy. A Hotmart segue sendo líder global em seu setor, rentável e com crescimento consistente ano após ano — e é esse crescimento que a decisão busca acelerar ainda mais.

Nosso compromisso neste momento é com as pessoas impactadas, garantindo que este processo seja conduzido com a seriedade e a responsabilidade que ele exige."

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Juiz dos EUA mantém veredito que responsabilizou Elon Musk por enganar investidores do Twitter

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 13:44

Tecnologia Juiz dos EUA rejeita pedido de Elon Musk para anular veredito sobre fraude contra investidores do Twitter O juiz distrital Charles Breyer, de San Francisco, também negou o pedido de Musk para retirar o status de ação coletiva do processo movido pelos investidores. Por Redação g1 — São Paulo

Um juiz federal rejeitou nesta segunda-feira (6) o pedido de Elon Musk para anular a condenação por fraude contra investidores do Twitter durante a compra da rede social.

O magistrado Charles Breyer considerou que o bilionário não pode ser responsabilizado judicialmente por um dos tuítes que foram questionados na ação movida contra ele.

O juiz distrital de San Francisco também negou a solicitação da defesa do empresário para retirar o status de ação coletiva do processo em andamento.

A decisão atendeu ao pedido dos investidores autores da ação para a incidência de juros sobre a indenização determinados para o período que antecedeu a sentença.

O veredito do júri anterior havia concluído que o bilionário cometeu fraude contra investidores da plataforma de tecnologia no processo de aquisição da empresa.

Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (6) o pedido de Elon Musk para anular o veredito de um júri que concluiu que o bilionário enganou investidores durante o processo de compra do Twitter, em 2022.

Na decisão, o juiz distrital Charles Breyer, de San Francisco, manteve as principais conclusões do julgamento realizado em março deste ano. Ao mesmo tempo, entendeu que Musk não pode ser responsabilizado por uma das declarações questionadas no processo.

O magistrado também negou o pedido do empresário para retirar o caráter coletivo da ação movida pelos investidores. Além disso, autorizou que a eventual indenização seja acrescida de juros referentes ao período anterior à sentença.

A ação foi movida por investidores que venderam ações do Twitter durante as negociações para a compra da empresa por Musk, concluída em 2022 por US$ 44 bilhões.

Eles afirmam que o empresário publicou mensagens e fez declarações públicas que afetaram o preço das ações enquanto tentava renegociar o negócio ou desistir da aquisição.

O principal foco da disputa foi uma publicação feita em 13 de maio de 2022, na qual Musk afirmou que a compra do Twitter estava "temporariamente suspensa" enquanto aguardava informações sobre a quantidade de contas falsas e de spam na plataforma.

Após a publicação, as ações da empresa caíram, prejudicando investidores que venderam seus papéis durante o período de incerteza.

Em março deste ano, após quase três semanas de julgamento e cerca de quatro dias de deliberação, um júri formado por nove pessoas concluiu, em março, que Musk induziu investidores ao erro com dois tuítes publicados durante as negociações para comprar o Twitter.

Os jurados, porém, entenderam que uma declaração feita pelo empresário em um podcast expressava apenas uma opinião, e não uma informação enganosa. Eles também rejeitaram a acusação de que Musk teria elaborado um plano deliberado para fraudar o mercado.

Apesar disso, concluíram que dois de seus tuítes foram suficientes para causar prejuízos aos investidores.

Segundo os advogados dos autores da ação, a decisão pode resultar no pagamento de cerca de US$ 2,1 bilhões em indenizações relacionadas às ações, além de aproximadamente US$ 500 milhões referentes a opções de compra de ações.

Segundo os autores da ação, Musk buscava reduzir o valor da compra ou abandonar o negócio, que havia se tornado mais caro para ele após a queda das ações da Tesla, principal origem de sua fortuna.

Depois de anunciar que não seguiria com a aquisição, Musk passou a enfrentar uma ação movida pelo próprio Twitter para obrigá-lo a cumprir o acordo. Pouco antes do julgamento desse processo, ele voltou atrás e aceitou concluir a compra pelos US$ 44 bilhões originalmente acertados.

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