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Robotáxis sofrem pane, param no meio da rua e obrigam motoristas a desviar em cidade na China

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 03:45

Tecnologia Robotáxis sofrem pane, param no meio da rua e obrigam motoristas a desviar em cidade na China Cerca de 100 veículos autônomos do modelo Apollo Go pararam subitamente e bloquearam ruas. Passageiros não se feriram, mas alguns ficaram dentro dos carros por até duas horas, segundo autoridades locais. Por Reuters

Uma pane geral em robotáxis da Baidu paralisou o trânsito na cidade de Wuhan, na China, na última terça-feira (31), após uma falha no sistema dos veículos.

Ao menos 100 carros autônomos do modelo Apollo Go pararam subitamente no meio de ruas movimentadas, obrigando outros motoristas a desviar.

Apesar de as portas destravarem, alguns passageiros hesitaram em sair devido ao tráfego intenso e outros ficaram presos por até duas horas, segundo a mídia local.

O incidente, que não deixou feridos, reacendeu o debate sobre a segurança e a confiabilidade dos carros autônomos nas redes sociais chinesas.

A Baidu, uma das maiores operadoras de frotas autônomas da China, não comentou o caso, que se soma a outros incidentes com robotáxis no país e no exterior.

Diversos robotáxis ficaram parados e atrapalharam o trânsito na cidade de Wuhan, no centro da China, na última terça-feira (31), segundo autoridades locais. A pane teria sido causada por uma falha no sistema dos modelos Apollo Go, da Baidu.

A polícia recebeu relatos de que vários carros Apollo Go pararam no meio das ruas e não conseguiam se mover, segundo comunicado oficial.

Os passageiros conseguiram sair dos veículos em segurança, e não houve feridos, informou a polícia. A causa do incidente ainda está sob investigação.

Pelo menos 100 veículos do Apollo Go foram afetados, disse um policial de trânsito em vídeo publicado pelo The Paper, de Xangai.

O policial acrescentou que, embora as portas dos carros pudessem ser abertas, alguns passageiros hesitaram em sair por causa do tráfego intenso e chamaram a polícia para pedir ajuda.

Um vídeo verificado pela Reuters e publicado na versão chinesa do TikTok, o Douyin, mostrou veículos parados em ruas movimentadas, obstruindo o trânsito. A mídia local informou que alguns passageiros ficaram presos nos veículos por quase duas horas.

O incidente reacendeu discussões nas redes sociais chinesas sobre a segurança e a confiabilidade dos robotáxis.

Um robotáxi Apollo Go que transportava um passageiro caiu em uma vala de obra em Chongqing, em agosto. Três meses antes, um dos carros operados pela Pony.ai pegou fogo em uma rua de Pequim. Não houve feridos em nenhum dos casos.

Uma queda de energia generalizada em São Francisco, no fim do ano passado, também fez com que robotáxis da Waymo parassem e causassem congestionamento.

A Baidu é uma das maiores operadoras de frotas de direção autônoma da China, ao lado da Pony.ai e da WeRide. As empresas lançaram serviços comerciais de robotáxis em grandes cidades chinesas e expandiram as operações para mercados internacionais, incluindo o Oriente Médio.

Pane faz diversos robotáxis Apollo Go ficarem parados no meio da rua em Wuhan, na China — Foto: SOCIAL MEDIA via REUTERS

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Fertilizantes disparam com a guerra, mas preço dos alimentos não deve subir agora; veja projeções

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 03:45

Agro Fertilizantes disparam com a guerra, mas preço dos alimentos não deve subir agora; veja projeções Boa parte da colheita de grãos já terminou ou está em processo de finalização, como arroz, soja e as primeiras safras de feijão e milho. Pressão no curto prazo vem do diesel. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

A disparada nos preços dos fertilizantes, em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã, deve ter pouco impacto sobre os preços dos alimentos este ano.

Isso porque boa parte da colheita de grãos já terminou ou está em processo de finalização, como arroz, soja e as primeiras safras de feijão e milho.

O consumidor não deve sentir os efeitos agora, mas os produtores já estão preocupados. As próximas grandes importações de adubo acontecem na virada do semestre.

A disparada nos preços dos fertilizantes, em meio à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, deve ter pouco impacto sobre os preços dos alimentos este ano. No curto prazo, a maior pressão virá do aumento dos combustíveis.

Isso porque boa parte da colheita de grãos já terminou ou está em processo de finalização, como a de arroz, soja e as primeiras safras de feijão e milho. "Nesses casos, o fertilizante já saiu do solo", comenta Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro.

Já o café, cuja colheita começa neste mês, foi plantado no ano passado. Enquanto as segundas safras de milho e de feijão também já foram semeadas.

O consumidor não deve sentir os efeitos agora, mas os produtores já estão preocupados. As próximas grandes importações de adubo acontecem na virada do semestre e, até o momento, não há certeza sobre até quando o conflito irá se estender.

A dependência pelo insumo é alta. "O Brasil importa hoje cerca de 85% dos fertilizantes que consome, com destaque para ureia, potássio e fosfatos”, diz André Braz, economista do FGV Ibre.

"O Brasil importa 90% do seu consumo de nitrogênio, 96% do potássio e, do fosfatado, é um pouquinho menos, cerca de 80%", detalha Serigati.

A região tem um papel central no mercado de fertilizantes, respondendo, por exemplo, por 40% das exportações mundiais de ureia e 28% das vendas externas de amônia, segundo dados da StoneX Brasil. Portanto, tudo o que acontece na região impacta diretamente os preços globais.

A disparada nos preços dos fertilizantes deve afetar de forma generalizada os custos de produção, afirma Braz. Segundo o economista, as lavouras mais impactadas serão aquelas mais intensivas no uso de NPK (nitrogênio, fósforo e potássio), base da adubação moderna.

O milho, por exemplo, é altamente dependente de fertilizantes nitrogenados, como a ureia. "Já há evidências internacionais de risco de prejuízo econômico com o aumento de custos", afirma o economista.

Somente nas três primeiras semanas de conflito, o preço da ureia subiu 46%, segundo levantamento do Rabobank.

"Quando olhamos para um período mais longo, desde o início do ano até a semana de 20 de março, a ureia apresenta uma alta de 76%", destaca o relatório.

Arroz e trigo também exigem grandes volumes de nitrogênio e, diante da pressão de custos, podem levar produtores a reduzir a área plantada, diz Braz.

No caso da soja, a necessidade de nitrogênio é menor, mas o plantio exige aplicação de fósforo e potássio em grande escala. "O impacto, nesse caso, vem do aumento no custo de reposição dos nutrientes do solo", destaca o economista.

Por fim, a lavoura de cana-de-açúcar tem um uso intensivo de potássio, o que também deve elevar o custo de produção e reduzir a produtividade da indústria, responsável pela produção de açúcar e de etanol.

O aumento dos preços dos fertilizantes não se traduz imediatamente em alimentos mais caros para o consumidor, destaca Serigati.

Segundo ele, a alta nos custos dos adubos afeta a oferta ao longo do tempo, principalmente por dois canais: redução da área plantada e queda de produtividade — ou seja, menos produção por área.

"Com insumos mais caros, produtores podem optar por plantar menos ou reduzir a aplicação de fertilizantes — o que afeta diretamente o volume colhido", diz o economista.

Se essa tendência se confirmar, o impacto dos fertilizantes nos preços dos alimentos ocorreria no médio prazo. Mas, neste momento, é impossível cravar uma tendência, diz Serigati.

Isso porque o custo dos fertilizantes é apenas um dos fatores por trás da inflação de alimentos. "O fator clima, por exemplo, é capaz de 'botar no bolso o fator fertilizante'", avalia Serigati.

"Se o clima for favorável, uma safra recorde pode baixar os preços finais; se houver secas ou geadas, a oferta cai e os preços sobem, independentemente de outros custos", exemplifica.

O economista lembra, por exemplo, que a safra de verão de 2022 foi plantada sob o impacto da Guerra na Ucrânia, com preços de fertilizantes e combustíveis em níveis maiores do que os atuais.

"Mesmo com os custos elevados, o Brasil colheu uma safra recorde em 2023 porque o clima foi favorável, o que fez com que a inflação de alimentos, na verdade, se desacelerasse naquele ano", pontua.

Na visão dele, neste momento, o preço dos combustíveis tem sido um fator mais decisivo na formação de preços.

"O diesel tem um impacto muito mais direto e imediato no bolso do consumidor do que o fertilizante", reforça.

"Ele afeta tanto o uso de maquinário agrícola quanto toda a cadeia de transporte e distribuição rodoviária no Brasil", finaliza.

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De ateliê caseiro ao SPFW: estilista baiana aposta na moda agênero e fatura R$ 250 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 03/04/2026 02:55

Pequenas Empresas & Grandes Negócios De ateliê caseiro ao SPFW: estilista baiana aposta na moda agênero e fatura R$ 250 mil por mês Marca criada por empreendedora baiana cresceu 200% em 10 anos e ganhou espaço no Brasil e no exterior com roupas sem distinção de gênero. Por PEGN

Isa Silva, estilista e empreendedora, apostou na moda agênero e hoje comanda uma marca que fatura cerca de R$ 250 mil por mês.

O interesse pela moda começou ainda na infância, quando Isa observava o trabalho de uma costureira do bairro.

A mudança para São Paulo marcou a profissionalização do negócio. Foi na capital que Isa formalizou a empresa, abriu CNPJ e buscou crédito para estruturar a operação.

Com a marca estruturada, ela decidiu apostar em um nicho ainda pouco explorado no país. “No Brasil, não se falava muito de moda agênero. Quando apresentei, as pessoas viam como novidade”, diz.

A proposta de criar roupas sem distinção de gênero se transformou em um negócio de sucesso para a estilista e empreendedora Isa Silva.

Nascida em Barreiras (BA), ela apostou na moda agênero – peças pensadas para vestir diferentes corpos, sem distinção de gênero – e hoje comanda uma marca que fatura cerca de R$ 250 mil por mês.

O interesse pela moda começou ainda na infância, quando Isa observava o trabalho de uma costureira do bairro. Anos depois, já em Salvador, ela se formou em design e gestão de moda e passou a produzir as próprias peças, vendidas em feiras locais.

“Eu costurava de segunda a sexta e, nos fins de semana e feriados, estava em algum lugar vendendo minhas roupas”, lembra.

A mudança para São Paulo marcou a profissionalização do negócio. Foi na capital que Isa formalizou a empresa, abriu CNPJ e buscou crédito para estruturar a operação – incluindo empréstimos a juros zero voltados a pequenos empreendedores.

Com a marca estruturada, ela decidiu apostar em um nicho ainda pouco explorado no país. “No Brasil, não se falava muito de moda agênero. Quando apresentei, as pessoas viam como novidade”, diz.

Durante a pandemia, enquanto muitas empresas enfrentavam dificuldades, Isa conseguiu expandir o negócio ao fortalecer as vendas online e entrar em grandes plataformas digitais. “Eu aprendi muito na venda online”, afirma.

Atualmente, além do e-commerce, a marca aposta em lojas pop-up – pontos temporários em locais de grande circulação – como estratégia para ampliar o alcance. “É como uma turnê. A gente passa por diferentes cidades com a marca”, compara.

Em dez anos, o negócio cresceu cerca de 200% e ultrapassou as fronteiras do país, com presença em mercados como Nova York, Lisboa e Paris.

O reconhecimento também veio nas passarelas. A participação na São Paulo Fashion Week impulsionou a visibilidade da marca e abriu portas para novos clientes e oportunidades.

Além das coleções, Isa passou a investir em peças sob medida e conquistou clientes conhecidos, como a cantora Elza Soares, que ajudou a projetar ainda mais o trabalho da estilista.

Para a empreendedora, o sucesso está ligado à persistência e à capacidade de se reinventar. “Eu nunca deixei o preconceito tirar o meu brilho e a vontade de crescer”, afirma.

📍 Endereço: Praça Dom José Gaspar,134 CJ 172 – Centro SP São Paulo/SP – CEP: 01047-010📞 Telefone: (11) 93238-8757📧 Email: isaisaacsilva@gmail.com🌐 Site: https://isasilvabrasil.com.br/📸 Instagram: https://www.instagram.com/isasilvabrasil

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Vai viajar? Veja onde instalar a cadeirinha infantil e como evitar erros fatais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 01:54

Carros Vai viajar? Veja onde instalar a cadeirinha infantil e como evitar erros fatais Entenda como usar e fixar o assento de elevação, utilizado por crianças que já não cabem mais no bebê conforto e nem mesmo na cadeirinha; veja como garantir a instalação segura no veículo, segundo as regras do Contran. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

A escolha e o uso adequado da cadeirinha infantil ainda despertam dúvidas entre pais e responsáveis, mesmo após a sua obrigatoriedade em veículos de passeio, estabelecida em setembro de 2010.

O lugar mais seguro para transportar a criança é o banco traseiro, com cinto de três pontos e o dispositivo adequado.

Mas há exceções. Em carros que só têm cinto de dois pontos no banco de trás — e não há cadeirinha certificada para esse tipo de cinto — o ideal é levar a criança no banco da frente, com cinto de três pontos e o equipamento de retenção.

É preciso desligar o airbag, nos carros equipamentos com o dispositivo, para não eclodir em caso de acidente e causar mais danos do que proteger a criança.

“Dar um jeito de fixar a cadeirinha feita para cinto de três pontos em um cinto com dois pontos é ruim”, alerta Fábio Viviani, especialista em segurança veicular.

“Pode até parecer que ficou firme, mas nos crash tests é impressionante ver as forças envolvidas. A cadeirinha sem esse terceiro ponto de fixação não vai trabalhar da maneira como foi projetada”.

Nesses casos, a recomendação é recuar o banco dianteiro ao máximo, para afastar a criança do painel.

Bebê conforto, cadeirinha e assento com elevação: os dispositivos indispensáveis para transportar crianças — Foto: g1

Qual cadeirinha usar no carro?Quando trocar a cadeirinha?Como usar e fixar o assento de elevação?Quando a criança pode ir no banco da frente?O que é e como usar o Isofix?

No papel, a regra do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) define faixas etárias para cada tipo de equipamento:

Bebê conforto: até 1 ano ou 13 kg;Cadeirinha: de 1 a 4 anos ou entre 9 kg e 18 kg;Assento de elevação: de 4 a 7 anos; entre 15 kg e 36 kg ou até 1,45 m de altura;Banco traseiro com cinto de segurança: de 7 anos a 10 anos, desde que a criança tenha pelo menos 1,45 m de altura.

O uso incorreto da cadeirinha, além da insegurança para o bebê ou a criança, inclui multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e retenção do veículo.

O Inmetro, que certifica os produtos, classifica os dispositivos por grupos que combinam idade, peso e altura. Há modelos que abrangem mais de um grupo e podem ser usados por mais tempo.

“Existem cadeirinhas certificadas que comportam de 0 kg a 25 kg, por exemplo. Outras duram praticamente todo o tempo em que a criança vai precisar usar dispositivo de retenção”, afirma Gustavo Kuster, do Inmetro.

O modelo da cadeirinha deve acompanhar o crescimento da criança, garantindo que ela esteja sempre firme e protegida. Como cada versão é indicada para uma faixa etária específica, a troca do equipamento se torna necessária conforme o desenvolvimento.

Um bebê que já não cabe no bebê conforto, por exemplo, pode ir para a cadeirinha, mesmo que ainda não tenha completado a idade mínima para a transição.

“Se ela ainda cabe naquele dispositivo, está confortável, com o cinto bem preso, pode continuar nele”, afirma Kuster.

A posição do bebê conforto — voltado para o encosto do banco — é recomendada por causa da anatomia dos recém-nascidos. “O bebê nasce com a cabeça maior que o corpo, como na forma de um martelo. Nessa posição, ele fica mais protegido”, explica Celso Arruda, especialista da Unicamp.

Para os mais crescidos, a altura é o fator mais importante na hora de dispensar o assento de elevação.

Crianças com menos de 1,45 m não devem usar apenas o cinto de segurança, mesmo que tenham mais de 7 anos. O assento serve para posicionar corretamente o cinto de três pontos, que deve passar pelo peito.

“Se ela ainda não tiver altura suficiente e quiser continuar usando inclusive a cadeirinha completa, sem dispensar o encosto, ainda que tenha mais de 4 anos ou mais de 36 kg, tudo bem. Desde que esteja confortável”, diz Kuster.

Crianças a partir de 10 anos, com cinto de segurança;Quando o banco traseiro só tem cinto de dois pontos;Em veículos sem banco traseiro, como picapes de cabine simples;Quando há mais crianças do que lugares no banco traseiro — a de maior estatura pode ir na frente;Equipamentos certificados.

Segundo a Senatran, apenas bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação são considerados dispositivos adequados. O Inmetro reforça que não há certificação para outros tipos de equipamentos.

“Sem um equipamento certificado, ou seja, que passou por testes rigorosos, a criança não estará devidamente protegida”, afirma Viviani.

Uma das formas de prender o bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação nos carros é o Isofix, que ancora a cadeirinha ao assento traseiro do carro. Porém, a lei do Isofix foi sancionada em 2015 e somente em 2020 é que passou a ser obrigatória para todos os veículos novos fabricados ou importados no país.

Este tipo de ancoragem exige pontos de fixação específicos, tanto no veículo quanto na cadeirinha.

O sistema é composto por dois pontos de fixação na base da cadeirinha ou do bebê-conforto, que se encaixam a dois pontos no veículo, localizados no vão entre o assento e o encosto do banco traseiro.

Localizar os pontos de ancoragem no banco traseiro, que podem ser visíveis como na imagem acima, ou escondidos. Neste caso, um ícone de cadeirinha infantil ou o nome "Isofix" fica fisível.Guiar os pontos da cadeirinha aos locais do banco e empurrar, até escutar um "clique".Em algumas cadeirinhas, uma indicação em verde aparece próxima do local de ancoragem no assento do veículo.

Um terceiro ponto pode estar no carro e ele se liga a uma espécie de gancho da cadeirinha, evitando que o dispositivo se movimente. Esse ponto tem nome de Top Tether e, se estiver no seu carro, estará em um dos seguintes locais:

No assoalho;Na parte de trás do encosto (na área do porta-malas, como na imagem abaixo);Na lateral do carro (na mesma área de onde saem os cintos de segurança).

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Trump anuncia tarifas de 100% sobre medicamentos importados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 01:08

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%Oferecido por

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou tarifas de 100% sobre determinadas importações de medicamentos de marca. O anúncio ocorre um ano após o "dia da libertação", quando Trump determinou uma série de tarifas sob produtos de países por todo o mundo.

Junto ao anúncio da tarifa sobre medicamentos importados, o presidente também reformulou tarifas sobre produtos com aço, alumínio e cobre.

O novo pacote de tarifas tem como objetivo, em parte, recompor tributos perdidos quando a Suprema Corte as derrubou em fevereiro deste ano. No entanto, as medidas foram criticadas por alguns grupos empresariais por criarem novas pressões de custo em um momento em que a guerra com o Irã elevou os preços de energia para os consumidores.

Nesta quinta-feira (2), o governo publicou os resultados de uma investigação de segurança nacional sobre importações farmacêuticas. Trump afirmou que:

fabricantes estrangeiros de produtos patenteados devem concordar em firmar acordos com o governo dos EUA para reduzir os preços de medicamentos prescritos; e se comprometer a transferir a produção para os Estados Unidos.

Eles precisarão fazer ambas as coisas para evitar totalmente as tarifas e enfrentarão uma taxa de 20% caso apenas transfiram parte da produção para os EUA, segundo uma autoridade do governo.

As tarifas não se aplicarão a importações de medicamentos de todos os países. As taxas sobre medicamentos de marca serão limitadas a 15% em acordos comerciais com a União Europeia, Japão, Coreia do Sul e Suíça.

Os EUA e o Reino Unido também finalizaram um acordo separado para o setor farmacêutico que garante tarifa zero para medicamentos produzidos no Reino Unido por pelo menos três anos, enquanto o país amplia a produção em território americano.

Trump dá entrevista a bordo do Air Force One em 29 de março de 2025. — Foto: Reuters/Elizabeth Frantz

Uma autoridade do governo disse que grandes farmacêuticas terão 120 dias para cumprir as regras antes que as tarifas de 100% entrem em vigor, enquanto produtores menores terão 180 dias.

As alterações ocorrem no aniversário de um ano do chamado “Dia da Libertação”, quando Trump anunciou tarifas “recíprocas” entre 10% e 50% sobre importações de todos os parceiros comerciais — e até de algumas ilhas desabitadas. As medidas, baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, desencadearam meses de retaliações da China, negociações comerciais e disputas judiciais por parte de importadores.

Em fevereiro, a Suprema Corte dos EUA declarou ilegais essas tarifas, levando uma instância inferior a ordenar que a agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras elaborasse um plano para devolver cerca de US$ 166 bilhões arrecadados ao longo de um ano.

Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, defendeu as tarifas como um “botão de reinicialização” para um sistema global de comércio considerado falho. Ele afirmou que elas incentivaram empresas a construir novas fábricas nos EUA e pressionaram parceiros comerciais a conceder vantagens às exportações americanas.

“O melhor ainda está por vir, à medida que o programa tarifário do presidente Trump incentiva a produção doméstica, eleva os salários dos trabalhadores e fortalece nossas cadeias de suprimentos críticas”, disse Greer em comunicado.

Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, fala à imprensa no dia em que participa de um almoço de trabalho com ministros do comércio da UE, em Bruxelas, Bélgica, 24 de novembro de 2025. — Foto: Piroschka van de Wouw/Reuters

A Câmara de Comércio dos EUA afirmou que um ano de tarifas mais altas já elevou preços e aumentou custos para vários setores, alertando que as novas medidas podem provocar novos aumentos

“Um novo e complexo sistema tarifário sobre medicamentos elevará os custos de saúde para as famílias americanas”, disse o diretor de políticas da entidade, Neil Bradley.

“Alterações nas tarifas de metais também elevarão preços para consumidores e aumentarão a pressão sobre manufatura, construção e energia — setores que já enfrentam custos elevados e desafios nas cadeias de suprimentos”, acrescentou.

Por outro lado, o presidente da Associação de Fabricantes de Aço, Philip Bell, elogiou o governo por ajustar a lista de produtos derivados e atualizar a metodologia de avaliação, garantindo que as tarifas permaneçam direcionadas ao fortalecimento da indústria siderúrgica americana sem prejudicar objetivos econômicos mais amplos.

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Como bacalhau virou prato típico da Sexta-Feira Santa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 00:10

Agro Como bacalhau virou prato típico da Sexta-Feira Santa Para especialistas, costume tem suas raízes na influência de Portugal enquanto país colonizador do que depois se tornaria o Brasil. Por BBC

O costume de não comer carne vermelha na quaresma — alguns, apenas na Semana Santa; outros, exclusivamente na Sexta-Feira Santa — é tradicional em muitas famílias católicas brasileiras.

Para especialistas, é uma história longa em que não há uma única explicação. Mas tem suas raízes na influência de Portugal enquanto país colonizador do que depois se tornaria o Brasil.

Outra parte da explicação está no fato de ser um produto que pode ser conservado por mais tempo sem refrigeração.

Em tempos anteriores à invenção da geladeira, sobretudo em que a quaresma ocorre no verão, como o Brasil, era preciso facilitar essa ideia de comer peixe.

Em seus quase 40 anos de sacerdócio, não foram poucas as vezes em que o padre Eugênio Ferreira de Lima questionou o costume, tradicional em muitas famílias católicas brasileiras, de não comer carne vermelha na quaresma — alguns, apenas na Semana Santa; outros, exclusivamente na Sexta-Feira Santa, dia em que o protagonista à mesa costuma ser o bacalhau.

"Sobretudo porque bacalhau é mais caro do que certas carnes", disse Lima, em troca de mensagens com a reportagem da BBC News Brasil.

"Também não vejo sentido em fazer jejum ou não comer carne e não dar o que deixou de comer para os mais pobres. Às vezes me sinto uma voz isolada nesse sentido."

O questionamento levantado pelo religioso faz muito sentido, sobretudo em tempos de inflação, que tem reduzido a oferta de alimentos na mesa dos brasileiros.

Mas, ao mesmo tempo, é uma crítica que instiga: de onde veio o costume do bacalhau na sexta-feira que antecede à Páscoa?

Para especialistas, é uma história longa em que não há uma única explicação. E, claro, tem suas raízes na influência de Portugal enquanto país colonizador do que depois se tornaria o Brasil. Outra parte da explicação está no fato de ser um produto que pode ser conservado por mais tempo sem refrigeração.

"Quando o assunto é o 'não se pode comer tal coisa' e 'é permitido consumir tais produtos', a regra não é tanto baseada na questão econômica", explica o historiador André Leonardo Chevitarese, professor titular do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor do livro Jesus de Nazaré: O Que a História Tem a Dizer sobre Ele, entre outros.

"A chave para pensar essa questão, se não é econômica, tem a ver com a questão religiosa. Por isso é tão tensa essa questão. Nem todo cristão faz jejum ou abre mão de comer carne vermelha durante a Semana Santa", lembra Chevitarese.

"O que leva alguém a consumir ou não carne vermelha diz respeito a olhares, formas de se ler teologicamente o que vem a ser o sacrifício de Jesus na cruz", completa ele.

É por isso que a abstinência de carne suscita comentários que vão desde o "a Igreja Católica proibiu sem base bíblica" aos que defendem que regulamentações oriundas de documentos ou da tradição católica estariam, sim, ancoradas pelos ensinamentos dos livros sagrados, como contextualiza Chevitarese, em "simbologias teológicas do ato do sacrifício de Jesus".

"Ou seja: eu não discutiria questões econômicas, mas pensaria em simbologias", conclui ele.

E aí há algumas questões que precisam ser levadas em conta: a prática do jejum, o simbolismo do peixe, o prazer de comer carne vermelha e, por fim, a disseminação do bacalhau no mundo lusitano.

"Tudo começa, na verdade, com o jejum", afirma a vaticanista Mirticeli Medeiros, pesquisadora de história do catolicismo na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

"Desde os primeiros séculos do cristianismo tal prática é observada, mas sem focar em um alimento específico. Até porque, na era primitiva do cristianismo, havia essa preocupação de romper com as práticas judaicas em alguns aspectos, embora a influência, do ponto de vista cultural, fosse mais que evidente. É na Idade Média que se começa a desenhar tal preceito."

Chevitarese ressalta que desde os primeiros cristãos já havia uma reflexão sobre "pensar o sacrifício de Jesus" experimentando alguma forma de abstinência.

"A ideia de jejuar, de ter uma ascese, representaria, sob muitos aspectos, uma austeridade, um autocontrole diante dos prazeres humanos, sempre em dimensão ao sacrifício feito por Jesus na cruz", pontua.

O historiador, teólogo e filósofo Gerson Leite de Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, ressalta que essa ideia de jejum, no catolicismo, está ligada ao sacramento da penitência, ou seja, um sacrifício feito para a remissão dos pecados.

"No catolicismo, é um conceito que trabalha de modo muito forte com a ideia de reconciliação", diz Moraes.

Ora, a quaresma é, por assim dizer, o momento perfeito para a ocorrência dessa experiência religiosa. “Porque é um período de perdão, de reconstrução. E é dentro dessa lógica toda que aparece a abstinência da carne, como um símbolo dessa vida que pede para ser reconciliada”, acrescenta o historiador.

Afinal, a simbologia está na narrativa: a quaresma é o percurso que resulta na Páscoa. E a Páscoa, a festa da ressurreição, seria o ápice dessa história de renovação, essa possibilidade de que cada um se torne um novo ser humano.

Moraes aponta que essa prática de abstinência não costuma ser seguida por cristãos protestantes, evangélicos ou de outras denominações.

Segundo ele, a raiz dessa diferença está justamente na questão dos sacramentos — se para os católicos, são sete, incluindo a penitência ou arrependimento dos pecados, protestantes têm apenas dois: batismo e eucaristia.

São muitas as explicações que, somadas, resultam numa unânime permissão. Em primeiro lugar, é preciso lembrar como peixes eram importantes no contexto do Jesus histórico, ou seja, no dia a dia daquelas comunidades do Oriente Médio de cerca de 2 mil anos atrás.

Não à toa, os primeiros seguidores de Jesus são apresentados, nos evangelhos, como pescadores. "Ele tinha entre os discípulos, pescadores. É lógico que o peixe é um alimento importante na cultura judaica. Mas não há uma relação explícita, direta, [disso com a ideia da troca da carne pelo peixe]", diz Moraes.

Os cristãos primitivos, naqueles tempos em que eram perseguidos por sua fé, decidiram usar o peixe como símbolo atribuindo à palavra um acrônimo: Iesous Christos Theou Yios Soter, que significa Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador.

"Assim, o consumo do peixe também passa por um conjunto de simbolismos, na experiência, na prática cotidiana de muitos cristãos", argumenta o historiador.

"As letras que compõem a palavra ichthys formam o sentido que está muito relacionado ao cristianismo", afirma. "Este peixe é, por si só, simbolicamente algo que se remete a Jesus como salvador."

Para muitas famílias, na Sexta-Feira Santa, o protagonista à mesa costuma ser o bacalhau — Foto: Getty Images via BBC

OK, havia a prática do jejum, já disseminada. E havia o hábito do peixe, acrescido da simbologia toda. Mas qual o problema com a carne vermelha, afinal?

A teoria mesmo veio apenas no século 13, graças ao filósofo, teólogo e frade italiano São Tomás de Aquino (1225-1274), um dos grandes pensadores do mundo medieval.

"Quando ele prescreveu uma orientação aos fiéis a respeito do jejum, apontou a carne como um dos alimentos mais prazerosos, juntamente com os laticínios", conta Medeiros.

"Fez isso porque o jejum era concebido como o ato de se abster de algo que mais se gostava, não necessariamente privar-se de carne. Mas a carne, em si, por satisfazer o prazer do paladar, estava muito associada à luxúria, aos pecados sexuais, comumente chamados de 'pecados da carne'."

"A teologia [da abstinência de carne vermelha] foi trazida por Tomás de Aquino", concorda Chevitarese.

Medeiros atenta para a recorrência de exemplos que confirmam essa ideia. Por exemplo, a regra de São Bento, documento atribuído ao monge São Bento de Núrsia (480-547) e que rege a ordem beneditina.

"Exigia que os monges só comessem carne em caso de necessidade extrema ou por questão de saúde", afirma a estudiosa do catolicismo.

"Foi colocado em questão, inclusive, se a carne moída e o presunto poderiam ser consumidos no lugar da carne [em si] porque, uma vez triturados, teriam perdido suas propriedades 'carnosas'", exemplifica Medeiros.

"Por fim, na Idade Média, os fiéis observavam o chamado 'jejum magro', que previa a abstinência de carne em várias épocas do ano, incluindo na sexta-feira", conta a pesquisadora. A regra atual consta de dois documentos do Vaticano: o Código de Direito Canônico de 1917 e a Constituição de 1966, do papa Paulo 6º (1897-1978).

Não são poucos os artifícios retóricos que buscam explicar a diferença entre carnes de diversos bichos, de modo a autorizar o consumo do peixe e proibir o de outros animais, por exemplo.

"Há o elemento do peixe como uma carne cujo sangue é frio, em detrimento ao sangue quente da carne vermelha dos bovinos e do frango", comenta Chevitarese.

As nuances não são muito claras tampouco na hora de definir o que é um peixe ou não. Nesse sentido, a religião não necessariamente bebe nas fontes da ciência.

"Na tradição judaica, o peixe seria o animal que tem escama e barbatana. Embora consideremos peixes muitos outros animais marinhos que não necessariamente tenham escama e barbatana", explica o historiador.

"Por exemplo, em Nova Orleans [nos Estados Unidos] houve um bispo que disse que jacaré deve ser considerado um peixe. Então os católicos de lá podem comer carne de jacaré na Sexta-Feira Santa", conta.

"Tem culturas que encaram a capivara como peixes, então católicos podem comer capivara na quaresma. E em Quebec [no Canadá], um bispo disse que castores também são peixes…"

"Então, a regra varia muito sobre o que é peixe [no âmbito religioso], como definir o que é peixe…" acrescenta ele. "Há muitas brechas."

'Por ser considerado um peixe de longa conservação, muitos fiéis consumiam o bacalhau durante toda a quaresma', diz Medeiros — Foto: Getty Images via BBC

"Não há nenhuma prescrição da Igreja sobre o uso do bacalhau", frisa Medeiros. Ela vai direto ao ponto: a tradição pegou no Brasil "simplesmente porque fomos influenciados pelos costumes portugueses". Ora, pois…

"Eles trouxeram a iguaria para cá no século 19. Por ser considerado um peixe de longa conservação, muitos fiéis o consumiam durante toda a quaresma", acrescenta ela.

Aí parece estar o pulo do gato — ou o salto do peixe. Em tempos anteriores à invenção da geladeira, sobretudo em que a quaresma ocorre no verão, como o Brasil, era preciso facilitar essa ideia de comer peixe.

Como o bacalhau costuma ser curado, em um processo com adição de sal e desidratação, ele é um produto que pode ser conservado por mais tempo sem refrigeração. Em resumo: não foi por fé no bacalhau, foi por puro pragmatismo.

O historiador Chevitarese explica que o consumo do bacalhau foi trazido ao Brasil com a chegada da corte portuguesa ao Rio de Janeiro em 1808. Aos poucos, a iguaria começou a estar disponível nos famosos empórios de secos e molhados.

"A lógica da penitência impõe ao fiel que ele obedeça, de livre e espontânea vontade, a um momento penitencial importante", enfatiza Moraes. "A Páscoa é uma excelente oportunidade para isso. Na Sexta-Feira Santa, então, o sujeito faz essa substituição [da carne pelo bacalhau], que é uma coisa histórica, tradicional."

"Somos um país criado sob a influência do catolicismo, então essa observância dos fiéis católicos vem desde a época da colonização e é algo muito evidente, ancorado pela orientação dos padres daqui. E o peixe [o bacalhau] apareceu como uma tradição da própria corte portuguesa", diz ele.

O teólogo sintetiza: se o ritual da abstinência veio com a colonização, a prática se acentuou com a chegada da corte portuguesa ao Rio.

"Então o bacalhau, com praticidade de algo que fazia parte da culinária portuguesa e não se estragava com facilidade, foi inserido. E aquilo foi sendo ressignificado ao longo do tempo", comenta.

Sim, porque com todos os ingredientes, é a hora de lembrar da frase bíblica que apregoa que as coisas de Deus devem ser deixadas a Deus e as coisas de César, a César. Porque o deus mercado é capaz de fazer perpetuar as mais diversas tradições inventadas…

“O consumo do bacalhau, trazido pela corte, caiu no gosto do brasileiro. Vivemos num modo de produção capitalista e quando algo cai no gosto da prática mercantilista comercial, tudo vira mercadoria: tem gente que vende e gente que consome", reflete Moraes. "Então está aí: ficou sendo uma prática muito explorada até hoje. E os vendedores de peixe agradecem."

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Trump reformula tarifas sobre produtos com aço, alumínio e cobre

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 23:27

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%Oferecido por

A Casa Branca publicou nesta quinta-feira (2) uma proclamação presidencial que reformula as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos de aço, alumínio e cobre, com mudanças nas alíquotas conforme o tipo de produto.

As novas regras estabelecem que parte dos itens acabados com participação relevante desses insumos deixarão de enfrentar tarifa de 50% e passarão a ser taxados em 25%.

🔎 Essa taxa será aplicada sobre o valor total do produto. Antes, a tarifa de 50% incidia apenas sobre o valor do metal utilizado nos itens.

Conforme as mudanças, produtos derivados que contenham mais de 15% do peso total em aço, alumínio ou cobre terão tarifa de 25% sobre o valor integral da importação. Máquinas de lavar e fogões a gás, por exemplo, passam a ter alíquota fixa de 25% quando feitos majoritariamente de aço.

Apesar da redução em alguns casos, as mudanças podem elevar o custo de diversas importações, ao ampliar a base de cálculo das tarifas, avaliou o jornal norte-americano Wall Street Journal.

Isso ocorre porque a cobrança passará a incidir sobre o valor total dos bens importados, e não apenas sobre o conteúdo de aço ou alumínio de cada produto.

A tarifa de 50% segue válida para produtos de aço, alumínio e cobre classificados como commodities, ou seja, compostos majoritariamente por esses metais.Determinados itens podem ser reclassificados como commodities se forem feitos quase integralmente desses materiais.Produtos com menos de 15% de conteúdo metálico ficam fora do regime e passam a pagar a tarifa global mínima de 10% estabelecida por Trump.Produtos feitos no exterior com metais dos EUA podem ter tarifa reduzida, de 10%.

As mudanças têm como objetivo simplificar um regime tarifário excessivamente complexo, que dificultava a determinação do valor do conteúdo metálico em milhares de produtos derivados — de peças de tratores a pias de aço inoxidável e equipamentos ferroviários.

“Então é mais fácil, mais simples, mais direto. Para muitos produtos, será mais baixo. Para alguns, será um pouco mais alto, mas, em geral, está ok”, disse um alto funcionário do governo Trump à Reuters, acrescentando que o governo discutiu as mudanças com a indústria e recebeu retorno positivo.

A expectativa é que, com a medida, o governo dos EUA arrecade mais com as tarifas sobre aço e alumínio, impostas sob a Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962. A decisão ocorre após a Suprema Corte derrubar, em fevereiro, grande parte das tarifas aplicadas por Trump.

Em resposta, o republicano recorreu a um novo instrumento legal, a Seção 122 da legislação comercial dos EUA, para impor uma tarifa global de 10% sobre produtos importados.

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Distribuidoras nacionais ficam de fora de 1ª fase do programa de subvenção ao diesel

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 21:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%Oferecido por

A primeira fase do programa do governo federal de subvenção ao diesel terminou com apenas cinco empresas habilitadas.

As três distribuidoras nacionais de combustíveis – Vibra Energia, Raízen e Ipiranga – não participarão desta etapa.

O programa de subvenção ao diesel foi criado pelo governo federal para atenuar os efeitos nos preços domésticos de combustíveis causados pela disparada do petróleo no mercado internacional em meio ao conflito no Oriente Médio.

A iniciativa prevê o ressarcimento de até R$ 0,32 por litro de diesel para os agentes econômicos, a depender dos preços praticados por eles e de parâmetros definidos pelo governo em cada período.

Programa de subvenção ao diesel foi criado para atenuar os efeitos nos preços domésticos de combustíveis — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A primeira fase do programa do governo federal de subvenção ao diesel terminou com apenas cinco empresas habilitadas: a Petrobras, a refinaria de Mataripe (BA), a Sea Trading Comercial, a Midas Distribuidora e Sul Plata Training.

A informação é da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), que registrou a adesão das cinco empresas.

As três distribuidoras nacionais de combustíveis – Vibra Energia, Raízen e Ipiranga – não participarão desta etapa.

Segundo as regras, os agentes econômicos que atuam no setor tiveram até 31 de março para aderir ao programa para o período de 12 a 31 de março. Para o próximo período, de 1º a 30 de abril, o prazo para adesão ainda está aberto.

"A ANP recebeu pedidos de adesão para esse segundo período e está analisando os documentos", disse a agência, sem dar detalhes.

O programa de subvenção ao diesel foi criado pelo governo federal para atenuar os efeitos nos preços domésticos de combustíveis causados pela disparada do petróleo no mercado internacional em meio ao conflito no Oriente Médio.

A iniciativa prevê o ressarcimento de até R$ 0,32 por litro de diesel para os agentes econômicos, a depender dos preços praticados por eles e de parâmetros definidos pelo governo em cada período.

O Ministério de Minas e Energia publicou uma portaria que fixou o preço de comercialização máximo do diesel para o primeiro período da subvenção.

A partir dos períodos seguintes — em sua maioria com duração de 30 dias até o fim do ano — o preço máximo de venda será calculado com base em preço de referência definido pela ANP no primeiro dia de cada período.

O preço de referência vai oscilar diariamente, a fim de determinar o quanto será pago aos agentes.

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ANP anuncia fiscalização de leilões de gás de cozinha após Lula criticar os preços

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 19:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%Oferecido por

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou, nesta quinta-feira (2), que iniciou uma ação de fiscalização para apurar informações relacionadas aos leilões de GLP (gás de cozinha) realizados pela Petrobras em 31 de março.

A iniciativa foi motivada "por suspeitas de prática de preços com ágios elevados, possivelmente acima dos Preços de Paridade de Importação (PPI)".

Mais cedo nesta quinta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o leilão como "bandidagem".

"Foi feito um leilão, com cretinice e bandidagem que fizeram com o óleo diesel. As pessoas sabiam da orientação do governo e da Petrobras: 'Não vamos aumentar o GLP'. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras", disse Lula em entrevista à TV Record.

"Vamos rever esse leilão, vamos anular esse leilão. O povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra", acrescentou.

Equipes da ANP estiveram na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, e na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais. Segundo a agência, no entanto, as solicitações de informações abrangem todos os polos produtores da companhia.

Ainda de acordo com a agência, a fiscalização se baseia, entre outros pontos, em uma medida provisória editada no ano passado que ampliou suas competências legais para apurar infrações relacionadas à elevação abusiva de preços e à recusa injustificada de fornecimento de combustíveis, biocombustíveis e derivados de petróleo.

A ANP ressaltou que a ação tem caráter fiscalizatório e não representa, neste momento, constatação de irregularidades.

"A instauração da fiscalização não representa juízo prévio de que foram constatadas irregularidades, sendo assegurados à empresa fiscalizada o contraditório e a ampla defesa. Caso sejam constatadas infrações, poderão ser adotadas as medidas administrativas cabíveis, a partir da abertura de processo administrativo que poderá resultar em multa, nos termos da legislação aplicável", informou a ANP.

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EUA contestam decisão em favor da Anthropic em meio a disputa por uso de IA em guerras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 19:46

Tecnologia EUA contestam decisão em favor da Anthropic em meio a disputa por uso de IA em guerras Justiça americana impediu punições à Anthropic após empresa limitar a adoção de suas ferramentas para fins militares. Governo americano informou que vai recorrer contra a medida. Por Redação g1

O governo dos Estados Unidos informaram nesta quinta-feira (2) que devem recorrer da decisão de um tribunal da Califórnia que o impediu de aplicar punições contra a empresa de inteligência artificial a Anthropic. A companhia é dona do Claude, assistente rival do ChatGPT

🔎 EUA x ANTHROPIC: o governo americano trava uma disputa para ter o uso irrestrito de IA para fins militares. A empresa impõe limites por ser contra a adoção de suas ferramentas em sistemas de vigilância em massa de cidadãos e de armamento autônomos, por exemplo.

Advogados do Departamento de Justiça dos EUA manifestaram o desejo de entrar com um recurso e terão até 30 de abril para apresentar seus argumentos, conforme o prazo definido pelo tribunal que analisa a proibição para punições contra a Anthropic.

Na semana passada, o Departamento de Guerra dos EUA, também conhecido como Pentágono, foi impedido pela Justiça de classificar a Anthropic como um risco para a cadeia de fornecimentos, designação normalmente reservada a empresas de países adversários.

A Justiça americana também derrubou a ordem do presidente Donald Trump para órgãos federais deixarem de usar a inteligência artificial da Anthropic.

Mesmo com a ordem contrária, os EUA usaram o Claude na ofensiva militar contra o Irã, segundo o The Wall Street Journal. O assistente costuma ajudar o Exército americano a fazer avaliações de inteligência, identificar alvos e simular cenários de batalha.

Dario Amodei, diretor-executivo da Anthropic, e Donald Trump, presidente dos EUA — Foto: Reuters/Bhawika Chhabra; Reuters/Nathan Howard

As "amplas medidas punitivas" tomadas pelo governo americano pareceram arbitrárias e poderiam "paralisar a Anthropic", afirmou a juíza Rita Lin, que impediu as duas punições contra a empresa por uma semana.

"Nada na legislação vigente apoia a noção orwelliana de que uma empresa americana possa ser rotulada como uma potencial adversária e sabotadora dos EUA por expressar discordância com o governo", disse a juíza em referência ao autor de livros distópicos George Orwell.

Ela afirmou que a decisão não obriga os EUA a usarem os produtos da Anthropic nem o impede de fazer a transição para outros fornecedores de IA.

Um alto funcionário do Pentágono disse que a decisão era uma "vergonha". O subsecretário de Guera dos EUA, Emir Michael, afirmou que a medida "prejudicaria a plena capacidade" do secretário Pete Hegseth de "conduzir operações militares com os parceiros que escolher".

Além do tribunal na Califórnia, a Anthropic entrou com um processo no tribunal federal de apelações em Washington, D.C. As ações contestam aspectos diferentes das ações adotadas pelo Pentágono contra a empresa.

Diversas entidades apresentaram pareceres jurídicos favoráveis à Anthropic, incluindo a Microsoft, associações comerciais, trabalhadores do setor de tecnologia, líderes militares aposentados e um grupo de teólogos católicos.

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